Padrao de. Qualidade

Documentos relacionados
4. Bitolas Padrão Fio-máquina

Figura 1 - Dureza mínima bruta de têmpera necessária para obter dureza após revenido (1).

GMEC7301-Materiais de Construção Mecânica Introdução. Módulo II Ensaios Mecânicos

ESTAMPAGEM ESTAMPAGEM

PARTE 7: EFEITOS DE ENTALHE E DE TENSÕES RESIDUAIS. Fadiga dos Materiais Metálicos - Prof. Carlos Baptista EEL

EXERCÍCIOS SOBRE TRATAMENTOS TÉRMICOS DAS LIGAS FERROSAS

Aula 6 Propriedades dos materiais

PROCESSOS DE FABRICAÇÃO DE MOLAS

Aços Longos. Barras Trefiladas

Introdução Conteúdo que vai ser abordado:

Curvas de resfriamento contínuo com diferentes taxas de resfriamento: Ensaio Jominy. Resultados: - Microestruturas diferentes; - Durezas diferentes.

Figura 49 Dispositivo utilizado no ensaio Jominy e detalhe do corpo-de-prova (adaptado de Reed-Hill, 1991).

MOLAS DE SUSPENSÃO PRODUZIDAS EM DIFERENTES PROCESSOS DE JATEAMENTO. VIEIRA, R. F. P (1); Silva, O. M. M (2); Hashimoto, T. M (3)

longitudinal para refrigeração, limpeza e remoção de fragmentos de solos provenientes da perfuração, Figura 10.

TRATAMENTOS TÉRMICOS: AÇOS E SUAS LIGAS. Os tratamentos térmicos em metais ou ligas metálicas, são definidos como:

3 MATERIAIS E MÉTODOS

Fundido ou Forjado? Fundidos e forjados partem de processos iniciais bastante parecidos.

Ciências dos materiais- 232

IMPLANTAÇÃO DE PROCESSO DE PRÉ-MONTAGEM DE AMV S NA EFVM

O Fenômeno da Fadiga. Causa de falha mais comum (50%-90%) Normalmente falha súbita

Propriedades Mecânicas e Geométricas dos Perfis Estruturais. Curso de Projeto e Cálculo de Estruturas metálicas

Avaliação de processos de produção de rodas ferroviárias fundidas. Denilson José do Carmo

Tubos Estruturais sem Costura Graus de Aço, Propriedades Mecânicas e Aplicações

INFLUÊNCIA DO PROCESSO DE ELETROEROSÃO A FIO NAS PROPRIEDADES DO AÇO AISI D6.

Universidade Estadual de Campinas Faculdade de Engenharia Civil Departamento de Estruturas. Aços para concreto armado

DITUAL TUBOS E AÇOS CATÁLOGO TÉCNICO DE PRODUTOS

GUIA PRÁTICO AÇOS E METAIS

Propagação de trincas por fadiga:

Along. (50mm) 25% Custo (aço + Frete + impostos) R$ 1450,00/ton

ENSAIO DE FADIGA EM-641

AVALIAÇÃO MECÂNICA DE TERMINAIS E BARRAS DE DIREÇÃO DE ACORDO COM

PMR 3101 INTRODUÇÃO À MANUFATURA MECÂNICA

Ciência e Engenharia dos Materiais. Propriedades Mecânicas. Prof. C. Brunetti

Estruturas Metálicas PROPRIEDADES DOS AÇOS

Processo Seletivo 2018

MÓDULO 2: Propriedades mecânicas dos metais. Deformação elástica, Deformação plástica

Seleção de Aços pela Temperabilidade

5.3. ANÁLISE QUÍMICA 5.4. ENSAIO DE DUREZA

ESTRUTURAS METÁLICAS E DE MADEIRAS PROF.: VICTOR MACHADO

Aços para Construção Mecânica

TUDO PARA VOCÊ FAZER UM TRABALHO DE QUALIDADE

4 Resultados (Parte 01)

Influência do Nióbio em molas produzidas no aço SAE 6150

Prof. Willyan Machado Giufrida Curso de Engenharia Química. Ciências dos Materiais. Propriedades Mecânicas dos Materiais

TRATAMENTOS TÉRMICOS

COMPARAÇÃO DE MOLAS DE SUSPENSÃO TEMPERADAS E REVENIDAS ENROLADAS A QUENTE E A FRIO

PROPRIEDADES MECÂNICAS DE

3 Material e Procedimento Experimental

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC CENTRO DE ENGENHARIA, MODELAGEM E CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS MATERIAIS E SUAS PROPRIEDADES (BC 1105)

FIGURA 34 Superfície de falha CP5. Formação de rebarba na superfície de falha devido à haste permanecer em trabalha (rotação) após a fratura.

TUDO PARA VOCÊ FAZER UM TRABALHO DE QUALIDADE

FIXADORES PARA ESTRUTURAS METÁLICAS

Conteúdo. Resistência dos Materiais. Prof. Peterson Jaeger. 3. Concentração de tensões de tração. APOSTILA Versão 2013

Introdução ao estudo das Estruturas Metálicas

MOLA MECÂNICA. Arames de Alto Teor de Carbono

Fadiga Um metal rompe-se por fadiga quando submetido a tensões cíclicas.

NOÇÕES DE SOLDAGEM. aula 2 soldabilidade. Curso Debret / 2007 Annelise Zeemann. procedimento de soldagem LIGAS NÃO FERROSAS AÇOS.

DETERMINAÇÃO DA TRANSIÇÃO DO COMPORTAMENTO DÚCTIL-FRÁGIL DO AÇO FUNDIDO G17CRMOV5-10

Ferramentas de Redes de Distribuição. Chaves de fenda

TEMPERABILIDADE. Profa.Dra. Lauralice Canale

CONFORMAÇÃO PLÁSTICA LAMINAÇÃO

Aço Inoxidável Ferrítico com 11% de Cromo para Construção Soldada. Columbus Stainless. Nome X2CrNil2. Elementos C Mn Si Cr Ni N P S

2 Fundamentos para a avaliação de integridade de dutos com perdas de espessura e reparados com materiais compósitos

Conformação Plástica.

COMPORTAMENTO MECÂNICO DOS MATERIAIS

METALURGIA FÍSICA TECNOLOGIA DA CONFORMAÇÃO PLÁSTICA. Tecnologia em Materiais Prof. Luis Fernando Maffeis Martins

4 ENSAIO DE FLEXÃO. Ensaios Mecânicos Prof. Carlos Baptista EEL

FADIGA DOS MATERIAIS: INTRODUÇÃO E METODOLOGIA S-N FATORES MODIFICADORES

01. De acordo com as definições da NBR 6118:2003 (Projetos de Estruturas de Concreto), em estruturas de concreto, armaduras ativas são denominadas:

AÇOS E FERROS FUNDIDOS AÇOS E FERROS FUNDIDOS

Capítulo 3 Propriedades Mecânicas dos Materiais

helicoidais. Nesta aula vamos continuar nosso estudo sobre as molas.veremos

Propriedades Mecânicas Fundamentais. Prof. Paulo Marcondes, PhD. DEMEC / UFPR

Defeitos de Fundição Trincas

Aço para estruturas de concreto armado e protendido. Prof. M.Sc. Ricardo Ferreira

Aços Longos. Multibar. Multibar Hidráulico. Multibar Auto. Multibar Descascado. AF_ARC_0019_16_multibar_catalogo_nova_Justificada.

ENSAIO DE IMPACTO UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA CAMPUS DE GUARATINGUETÁ DEPARTAMENTO DE MATERIAIS E TECNOLOGIA

5 INFLUÊNCIA DOS TRATAMENTOS TÉRMICOS NAS PROPRIEDADES MECÂNICAS

PMR-3101 INTRODUÇÃO A MANUFATURA MECÂNICA Aula 5: Propriedades mecânicas: FRATURA E FADIGA

Propriedades dos Materiais Fadiga INSTITUTO MILITAR DE ENGENHARIA PROGRAMA DE CIÊNCIA DOS MATERIAIS FADIGA

Darlan Dallacosta, M. Eng. Diretor

Fundamentos da mecânica de fratura e suas potenciais. Falhas

Aços Longos. Guia do Aço _Guia do ACO_95x140mm.indd 1 6/7/13 3:0

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC MATERIAIS E SUAS PROPRIEDADES (BC 1105) ENSAIOS MECÂNICOS ENSAIOS DE TRAÇÃO E FLEXÃO

Tecnologia da Construção Civil - I Estruturas de concreto. Roberto dos Santos Monteiro

Aula 2 Propriedades Mecânicas de Cerâmicas

Propriedades mecânicas dos materiais

3 Material e Procedimento Experimental

A Operação de Prensagem: Considerações Técnicas e sua Aplicação Industrial. Parte IV: Extração da Peça e Resistência Mecânica a Verde

AÇO-CARBONO AÇO-LIGA ALOTROPIA DO FERRO

Propriedades dos Aços e sua Classificação

FORNO T4 (c/ Atm. Controlada) AUTOMATIZADO

AVALIAÇÃO DA RESISTÊNCIA AO REVENIDO E DA TENACIDADE DO AÇO FERRAMENTA H13

Transcrição:

~ Padrao de Qualidade

Prefácio Cada marca deixa uma impressão sobre os seus clientes. Com o objetivo de liderança no seu setor a nível nacional. Criamos a 50 anos a marca Marchetti para deixar a impressão de, tecnologia avançada, parceria, confiabilidade e bons serviços. São essas impressões que nos diferenciam na percepção dos clientes, O DNA Marchetti. Em tempos de globalização, as empresas são capazes de sobreviver tanto tempo quanto eles agregam valor aos produtos que fabricam. Ciente deste fato, determinamos a nossa visão quanto ao avanço da tecnologia da mola no mundo. Neste trabalho, estamos mostrando nossa linha de produtos com suas características para que você possa se beneficiar com essas informações. Acreditamos que você irá achá-las interessantes e úteis. Gostaria de expressar nosso orgulho em produzir este trabalho, que abrange informações importantes para a nossa indústria. Estamos confiantes de que nossos esforços na evolução produtiva e pesquisas continuarão a ser valorizados por nossos clientes e reforçar as suas e as nossas posições competitivas de hoje no mercado globalizado. Finalmente, agradeço aos nossos colaboradores que produzem nossos produtos com qualidade, engenhosidade. Marcos Marchetti Júnior Diretor Página 1

MOLAS MARCHETTI Segurança, estabilidade e conforto, fatores fundamentais para os motoristas que circulam na maior parte do dia por nossas ruas e estradas, transportando cargas e passageiros. Molas Marchetti, ciente que uma das partes responsáveis por garantir essa tríade (segurança, estabilidade e conforto) é a suspensão do veículo e que um dos seus componentes são os feixes de molas, que tem como objetivo absorver o impacto das oscilações das estradas e assim garantir a estabilidade e dirigibilidade do veículo, diante da importância do ítem investe em pesquisa e tecnologia de ponta, desenvolvendo produtos que superem esses eventos e fornecendo a seus clientes componentes de alta qualidade e de baixo custo de manutenção. Os feixes de molas, para aplicação em veículos automotores, são produzidos a partir de barra chata laminada a quente e são, normalmente, submetidas a tratamento térmico antes da montagem final visando à melhoria das propriedades mecânicas. Estas barras para aplicação em feixe de molas são geralmente fabricadas com aços das séries ABNT: 1070, 1080, 1095, 5150, 5160, 51B60H, 6150H, 9850 e 9254. As durezas das molas temperadas se situam, após revenimento, normalmente, entre 40 e 48 HRC sendo os valores superiores da faixa para os aços ligados e os inferiores para aço-carbono. A Marchetti utiliza para a fabricação de suas molas o aço ABNT 5160 Página 2

ÍNDICE Molas semi-eliptica paginas de 4 a 11. Grampos paginas de 12 a 15. Abraçadeiras pagina 16. Molas Parabólicas paginas de 17 a 25. Conclusão pagina 26. Página 3

MOLAS SEMI-ELIPTICAS Recepção de Barras Laminadas Corte e Furação a Quente Confecção do Olhal Arqueamento Tempera e Revenimento Jateamento e Pintura Estoque e Expedição Figura 1 Esquema do fluxo de produção de feixes de molas. Após completar o processo descrito acima o resultado são feixes de mola de alta qualidade Figura 2 - Mola parabólica: Figura 3 - Mola semi-eliptica: Página 4

MOLAS SEMI-ELIPTICAS Componentes: Mola Feixe de mola Conceito / Função É composto por 01 (uma) ou mais lâminas de aço sobrepostas, que trabalham como elemento elástico da suspensão dos veículos. Figura 4 Laminas de mola Composição química: Figura 5 Especificação do aço 5160 para fabricação de molas Perfil de dureza:abaixo o detalhamento dos valores de dureza ao longo da lamina de mola. Página 5

MOLAS SEMI-ELIPTICAS Figura 7 - Mostra o procedimento adotado para a caracterização da dureza na seção transversal em três pontos da barra (extremidades e parte central). Figura 8 Representação gráfica dos valores de dureza (HRC) mostrando a homogeneidade de valores evidenciando assim a qualidade do tratamento térmico. Figura 9 Equipamento e processo de ultima geração para tratamento térmico das molas. Página 6

MOLAS SEMI-ELIPTICAS No laboratório de qualidade vários equipamentos para avaliação da qualidade do produto, entre eles máquinas para ensaio de fadiga e durômetro. Figura 10 Equipamento para realização de ensaio de fadiga em feixe de mola. Figura 11 Equipamento (Durômetro)para realização de ensaio de dureza. Página 7

MOLAS SEMI-ELIPTICAS Fatores que Influenciam a Vida da Peça sob Fadiga Basicamente são quatro os fatores que influenciam a vida de uma peça de aço sob fadiga: Condições de aplicação das tensões, qualidade superficial da peça, microestrutura e inclusões não metálicas. A seguir serão revisados, sucintamente, como cada fator atua sobre a vida de uma peça sob fadiga. Condição de Aplicação das Tensões: O limite de fadiga é definido como aquele abaixo do qual o material poderá ser submetido indefinidamente a um processo de fadiga sem se romper. Quando se aplicam tensões máximas acima do limite de resistência à fadiga, ocorre a fratura do material. A relação entre tensão máxima aplicada e o número de ciclos N suportado, segue o formato mostrado na curva empírica S-N S símbolo de stress (tensão) mostrada na figura 11. Quanto maior a tensão máxima aplicada na fadiga, menor a vida da peça. 1 20 0 11 00 1000 Tensão Máxima - Mpa 9 00 8 00 7 00 6 00 5 00 N (n ú me r os d e c ic los at é a fr a tu ra ) Figura 12 Curva típica de fadiga para metais ferrosos. Página 8

MOLAS Qualidade Superficial: Em praticamente 100% dos casos de ruptura por fadiga, a trinca inicia-se na superfície e cresce em direção ao centro da peça. Isto porque os tipos de carregamentos mais comuns (torção ou flexão) são máximos na superfície. Desta forma é importante garantir uma excelente qualidade de superfície, sem defeitos que possam funcionar como ponto concentrador de tensão tais como trincas e marcas de manuseio, de forma se minimizar ou eliminar o efeito de redução que a má qualidade superficial provoca no número de ciclos que suporta uma peça de aço sob fadiga. Microestrutura do Aço: A estrutura martensítica revenida apresenta-se como uma das melhores opções para resistir a trabalho sob fadiga. Entretanto, a presença de outros constituintes, tais como perlita e ferrita, agem no sentido de diminuir as propriedades à fadiga do aço. Deve-se objetivar, portanto, garantir um processo de têmpera que maximize a fração de martensita no aço. Figura 13 Mostra a homogeneidade da microestrutura. A martensita temperada e revenida são observadas em todas as seções da lâmina de forma igual. Evidenciando a qualidade do tratamento térmico. Página 9

MOLAS SEMI-ELIPTICAS Figura 14 Variação de dureza de aços-carbono em função do carbono, para várias porcentagens de martensita na microestrutura. (O percentual de martensita formada no processo MARCHETTI é de 100 %) Para aumentar ainda mais o tempo de vida útil de suas molas a Marchetti pode utilizar o processo de Shotpeening para produzir uma camada superficial de tensões residuais de compressão. Isso implica em impactar contra a superfície da mola um jato metálico (granalha de aço) com força suficiente para criar a deformação plástica. Ao contrário do jato de areia que é abrasivo nesse processo opera o mecanismo de plasticidade não há remoção de material, mas sim a superfície espalha plasticamente provocando alterações nas propriedades mecânicas da superfície. Dependendo de uma série de fatores como; geometria da peça, material da peça, material do jato, qualidade do jato, intensidade e cobertura do jato o Shotpeening pode aumentar a vida em fadiga até 1000%. Página 10

MOLAS SEMI-ELIPTICAS Figura 15 Efeito do Shotpeening sobre a superfície do material. Figura 16 Máquina de Shotpeening Propriedades resultantes do Shotpeening Melhorar a resistência a fadigas mecânicas e térmicas. Melhoras a resistência a corrosão. Possibilitar a redução dimensional e/ou de peso sem comprometer a resistência mecânica. Eliminar riscos direcionais de usinagem ou de micro-fissuras inibindo a propagação de trincas. Aumentar a resistência ao atrito. Conformação (deformação ou endireitamento de peças, também conhecido como peen forming). Página 11

GRAMPO DE MOLA Figura 17.- exemplos de grampos de mola Conceito / Função Tem como principal função, fixar o feixe de molas ao eixo, possuindo grandes propriedades mecânicas. A matéria prima para esse componente é exclusiva e garante ao grampo propriedades mecânicas que atendem plenamente às solicitações da aplicação. Figura 18: Tabela Valores médios de propriedades mecânicas Página 12

GRAMPO DE MOLAS Tensão de Escoamento (MPA) Process Data LSL 646,00000 Target * U SL * Sample Mean 661,92000 Sample N 25 StDev (Within) 8,30557 StDev (O v erall) 8,13578 LSL Within Overall Potential (Within) C apability C p C C pk 0,64 O v erall C apability Pp * PPL 0,65 PPU * Ppk * C PL 0,64 C PU * C pk 0,64 0,65 C pm * 645 650 655 660 665 670 675 680 O bserv ed Performance PPM < LSL 0,00 PPM > U SL * PPM Total 0,00 Exp. Within Performance PPM < LSL 27632,56 PPM > U SL * PPM Total 27632,56 Exp. O v erall Performance PPM < LSL 25186,24 PPM > USL * PPM Total 25186,24 Tensão de Ruptura (MPA) Process Data LSL 799,00000 Target * U SL * Sample Mean 804,12000 Sample N 25 StDev (Within) 2,37469 StDev (O v erall) 2,37550 LSL Within Overall Potential (Within) C apability C p C C pk 0,72 O v erall C apability Pp * PPL 0,72 PPU * Ppk * C PL 0,72 C PU * C pk 0,72 0,72 C pm * 800 802 804 806 808 O bserv ed Performance PPM < LSL 0,00 PPM > U SL * PPM Total 0,00 Exp. Within Performance PPM < LSL 15539,23 PPM > U SL * PPM Total 15539,23 Exp. O v erall Performance PPM < LSL 15567,63 PPM > USL * PPM Total 15567,63 Alongamento (%) Process Data LSL 8,00000 Target * U SL * Sample Mean 10,94000 Sample N 25 StDev (Within) 1,23393 StDev (O v erall) 1,43881 LSL Within Overall Potential (Within) C apability C p * C PL 0,79 C PU * C pk 0,79 C C pk 0,79 O v erall C apability Pp * PPL 0,68 PPU * Ppk 0,68 C pm * 8 9 10 11 12 13 14 O bserv ed Performance PPM < LSL 0,00 PPM > U SL * PPM Total 0,00 Exp. Within Performance PPM < LSL 8594,59 PPM > U SL * PPM Total 8594,59 Exp. O v erall Performance PPM < LSL 20508,54 PPM > USL * PPM Total 20508,54 Figura 19- Variação das propriedades mecânicas; tensão de escoamento, tensão de ruptura e alongamento. Página 13

GRAMPO DE MOLAS Figura 20 - Gráfico mostrando a homogeneidade da propriedade mecânica do grampo. Figura 21 Dispositivo para ensaio da região roscada do grampo de mola. Página 14

GRAMPO DE MOLA Figura 22 - Tabela da norma ISO mostrando a classificação do grampo de mola Seção Transversal Seção Longitudinal Figura 23 - Estrutura de perlita em matriz ferrítica, com tamanho de grão entre 8 e 6 ASTM. Página 15

ABRAÇADEIRAS Abraçadeira: Figura 24 Braçadeira Figura 25 (A,B e C) Distribuição das propriedades mecânicas da braçadeira segundo norma ASTM A36 Página 16

MOLAS PARABÓLICAS De acordo com as novas tendências do transporte rodoviário, a Molas Marchetti amplia seu portfólio de produtos e lança no mercado de reposição as molas parabólicas. Com a aquisição de equipamentos de última geração, vai produzir e disponibilizar aos seus clientes produtos de alta qualidade e durabilidade. A Marchetti contará com uma linha completa de peças desenvolvidas para atender veículos de todas as montadoras. Página 17

MOLAS SEMI-ELIPTICA X PARABÓLICA Comparativo entre Molas semi-eliptica e parabólica Semi-eliptica Espessura Igual em toda extensão da lâmina Feixe formado por diversas lâminas Grande peso do conjunto Por contar com várias lâminas é maior o atrito Alta capacidade de carga Alto ruído Menor conforto Parabólica A espessura varia ao longo da lâmina, essa o- corre proporcionalmente aos esforços existentes em cada ponto da lâmina. A configuração do feixe permite a utilização de poucas ou somente uma lâmina. Menor peso do conjunto Por ter numero menor de lâminas, tem menor atrito. Mesma capacidade de carga que a condição da semi-eliptica. Menor ruído Maior conforto Página 18

MOLAS PARABÓLICAS MATERIA PRIMA A matéria prima utilizada para a fabricação de ambos os tipos de mola é a barra chata de aço laminada a quente segundo a norma ABNT EB 2165. Largura b (mm) Especificação dimensional conforme ABNT EB 2165 Espessura e (mm) Desvio Máximo de paralelismo Flecha Máxima de concavidade Nom. Tol. O empenamento máximo é de 2 mm/m. Não são permitidas ondulações vistas a olho nu. O comprimento deve estar entre 5 e 7 m, podendo apresentar até 10 % de barras curtas com comprimento acima de 3 m. Dureza: 341 HB para espessuras de até 6,0 mm. 320 HB para espessuras acima de 6,0 mm. Página 19

Molas parabólicas MOLAS PARABÓLICAS - Matéria Prima MATERIA PRIMA Não é permitida descarbonetação total, ou seja, em toda a seção transversal da barra chata. Página 20

Feixe de molas xxxxx xxxxx xxxxx xxxxx xxxxx xxxxx xxxxx 1290 a Para avaliar o nível de qualidade do produto Marchetti, comparamos lâminas de molas parabólica com produto similar do Benchmarking, um dos maiores produtores de feixes de molas mundial e com as especificações da norma ABNT NBR 9180. Os resultados estão demonstrados abaixo: Produtor Produto Benchmarking Matéria Prima Aço M. Parabólica ABNT 5160 Tensão de Ruptura (MPA) Propriedades Mecânicas Matéria Prima Propriedades Mecânicas da lâmina de mola Tensão de Escoamento (MPA) Alongamen to mín. (%) Martensita mínimo (%) Dureza (HB) Característic as gerais Tensão de Ruptura (MPA) Tensão de Escoamento (MPA) Alongamen to mín. (%) Martensita mínimo (%) Dureza (HRC) xxxxx xxxxx xxxxx xxxxx xxxxx xxxxx 1610 1465 9 100 39 a 44 Marchetti 960 530 15 xxxxx 270 0bs.1 1600 1440 9 100 37 a 45 Norma ABNT EB 2165 Norma ABNT NBR 9180 Barra chata ABNT 5160 xxxxx xxxxx xxxxx xxxxx xxxxx (*) xxxxx xxxxx xxxxx xxxxx xxxxx 1595 1161 a 1435 6 80 41 a 48 MOLAS PARABÓLICAS COMPARATIVO Página 21

MOLAS PARABÓLICAS COMPARATIVO ESTRUTURA Mola Parabólica do Benchmarking. Mola Parabólica da Marchetti. Para caracterização das laminas determinamos o corte da seção transversal em três pontos diferentes, conforme ilustrado abaixo: Iniciamos a caracterização pela análise metalográfica A norma ABNT NBR 9180 especifica que após tratamento térmico (têmpera e revenimento) a lâmina deve apresentar um percentual mínimo de 80 % do constituinte martensita, na lâmina do Benchmarking verificamos um percentual de 100%. Página 22

MOLAS PARABÓLICAS COMPARATIVO ESTRUTURA A estrutura observada no material da Marchetti também alcançou a 100 % de formação da martensita. Em termos de estrutura o material Benchmarking e o material da Marchetti, são semelhantes, ou seja, apresentam a mesma condição estrutural metalográfica. Página 23

MOLAS PARABÓLICAS COMPARATIVO DUREZA HRC Página 24

MOLAS PARABÓLICAS COMPARATIVO DUREZA HRC Nas figuras acima observamos como foi determinado os corpos de prova para avaliação de dureza dentro da lâmina e dentro da seção transversal. Página 25

CONCLUSÃO Analisando todos os resultados obtidos nos ensaios realizados, comparando-os com os resultados obtidos com amostra Benchmarking e com a norma ABNT NBR 9180, podemos concluir que a mola parabólica produzida pela MOLAS MARCHETTI atende plenamente às especificações da norma e apresenta resultados semelhantes aos que observamos na Benchmarking. Página 26

Tercílio Marchetti S/A Ind. e Com. MAR CHETT I Rua Nereu Ramos, 204 - Centro 89121-000 - Rio dos Cedros - SC - Brasil Fone: (+55) (47) 3386-1011 - Fax: +55 (47) 3386-1261