Potencial de eficiência energética em edifícios

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Transcrição:

Potencial de eficiência energética em edifícios PORTUGAL EM CONFERÊNCIA PARA UMA ECONOMIA ENERGETICAMENTE EFICIENTE Coimbra, 22 de Junho de 2012

Potencial de eficiência energética em edifícios Enquadramento Metodologia Resultados Conclusões 1

Enquadramento Objetivos de alguns Estados Membros Edifícios Novos: Dinamarca: 75% de redução do consumo até 2020; Finlândia: Passive house standards até 2015; Franca: edifícios produtores de energia até 2020; Alemanha: Até 2020 edifícios sem consumo de energia fóssil; Hungria: Emissões zero até 2020; Irlanda: Net zero energy buildings até 2013; Holanda: Energy-neutral até 2020; Noruega: Passive house standards até 2017; UK (England &Wales): Carbono zero até 2016.

Enquadramento A reformulação da EPBD Objectivo europeu "UE 20-20-20" em 2020: - 20% nas emissões de GEE; + 20% de energia proveniente de fontes renováveis; + 20% na eficiência energética. Apresentação da classe energética na publicidade ao edifício; Edifícios energia quase zero (NZEB); Requisitos baseados em critérios de viabilidade económica ao longo do ciclo de vida; Afixação de certificados energéticos na entrada dos edifícios públicos: 2012 A > 500 m 2 de área útil; 2015 A > 250 m 2 de área útil.

Enquadramento A reformulação da EPBD As grandes intervenções de edifícios existentes, constituem uma oportunidade para tomar medidas rentáveis para melhorar o desempenho energético Auditorias periódicas: > 500 m 2 a partir de 2012; > 250 m 2 a partir de 2015. Metas nacionais ambiciosas e planos de incentivos para recuperação do parque edificado existente e para construção de novos edifícios energia quase zero; Revisão de requisitos de desempenho energético definidos na anterior EPDB.

Enquadramento A reformulação da EPBD - Edifícios novos Artigo 9ª da Directiva 2010/31/EU Os Estados Membros asseguram que: até 31 de Dezembro de 2020, todos os edifícios novos sejam NZEB; e até 31 de Dezembro de 2018, os edifícios novos ocupados e detidos por autoridades públicas sejam NZEB. Os Estados-Membros elaboram planos nacionais para aumentar o número de edifícios NZEB.

Potencial de eficiência energética em edifícios Enquadramento Metodologia Resultados Conclusões 6

Metodologia Edifícios novos e grandes reabilitações; Base de dados do SCE; Ferramenta de Business Intelligence.

Metodologia Evolução do Sistema de Certificação Energética em Portugal Número de CE s emitidos por mês/ano Informação adicional (à data de Junho 2012) +520 000 CE s emitidos ~3000 DCR s por mês ~7000 CE por mês DCR Certificados em fase de projecto CE/DCR Certificados após DCR s CE Certificados de edifícios existentes

Metodologia Distribuição por tipo de edifício e tipologia Novos edifícios % de DCR por classes Edifícios existentes % de CE por classes 11% 40% 28% 20% Edifícios certificados 8% A+ A B B- 0,7% 4,8% 12,8% 14,1% 7,5% 2,0% 2,3% DCR Certificados em fase de projecto 21,6% 34,3% A+ A B B- C D E F G CE/DCR Certificados após DCR s CE Certificados de edifícios existentes

Potencial de eficiência energética em edifícios Enquadramento Metodologia Resultados Conclusões 10

Edifícios residenciais Coeficiente de transmissão térmica U de paredes exteriores inferior à referência; U de coberturas e pavimentos tipicamente acima da referência; Potencial de melhoria nas soluções construtivas da envolvente.

Edifícios residenciais e não residenciais Fator solar (zona climática V2 Sul) Fator solar dos edifícios de serviços superior no sector residencial; U e fator solar com fraca correlação com classe energética; Solução de vidro triplo e duplo com baixa emissividade pouco adotada.

Edifícios residenciais novos Necessidades de energia Energia solar determinante para atingir classe A+; Nac diminui com o aumento da energia solar; Nic revela forte impacto na classe energética, por oposição ao Nvc.

Edifícios residenciais Produção de AQS Esquentadores e caldeiras representam 80% dos equipamentos; Bombas de calor, caldeiras de condensação e biomassa são equipamentos pouco utilizados apesar da sua eficiência.

Edifícios não residenciais Consumo médio de energia Iluminação representa 40% dos consumos; Potencial elevado para introdução de sistemas de energia renovável; Climatização e AQS representa 25% do consumo.

Edifícios não residenciais Sistemas de climatização Bomba de calor é o sistema mais frequente; Potencial de utilização de bombas de calor geotérmicas e caldeiras a biomassa. Aquecimento Arrefecimento

Edifícios não residenciais Sistema de iluminação Tecnologia florescente (tubular e compacta) representa aproximadamente 70%; Lâmpadas incandescentes praticamente inexistentes; Potencial para utilização de tecnologia LED.

Potencial de eficiência energética em edifícios Enquadramento Metodologia Resultados Conclusões 18

Conclusões A revisão da EPBD irá conduzir a economias de energia significativas; Potencial para o aumento da eficiência energética de soluções construtivas, dos sistemas de AVAC e iluminação; Baixo contributo dos sistemas de energia renovável nos edifícios não residenciais e nos edifícios residenciais existentes; Viabilidade económica das soluções de eficiência energética será determinante no desenvolvimento dos NZEB; SCE será fundamental na monitorização e promoção da melhoria da eficiência energética no parque edificado em direção aos NZEB s.

Um dia todos os edifícios serão verdes www.adene.pt Obrigado!