QUESTIONAMENTOS SOBRE A CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2016

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Transcrição:

QUESTIONAMENTOS SOBRE A CHAMADA PÚBLICA PROPEE - 001/2016 1. No quarto parágrafo da página 7 lê-se o que segue: As propostas da tipologia residencial deverão ser apresentadas por entidade jurídica ESCOS, Empresas de Engenharia ou entidades sem fins lucrativos que represente as respectivas unidades consumidoras. Dessa forma, fica entendido que somente as mencionadas pessoas jurídicas é que poderão apresentar propostas para a tipologia residencial. Por sua vez, no primeiro parágrafo da página 7, consta o que segue: Os recursos serão disponibilizados ao consumidor conforme sua classificação. Pela leitura das duas citações se depreende que uma pessoa jurídica poderá apresentar a proposta por um consumidor, mais quem será contratado e receberá o recurso será o consumidor. Perguntamos: a) é esse mesmo o entendimento?, e; b) não se ampliaria a participação de consumidores das demais tipologias caso as propostas possam ser apresentadas tanto pelos consumidores quanto pelas pessoas jurídicas citadas? Para o texto inicial o entendimento é que os projetos podem ser apresentados pelo consumidor ou por empresa que os represente, exceto no caso de consumidor residencial onde obrigatoriamente a proposta deverá ser apresentada por uma pessoa jurídica que os represente. A filosofia da chamada pública é que o recurso seja sim disponibilizado ao consumidor e não à empresa executora. Porém para a classe residencial isso se torna inviável onde nesse caso a intenção é que seja apresentada por entidade que os represente e que a mesma gerencie o recurso. Para as demais classes a empresa executora, desde que autorizada, poderá efetuar a submissão da proposta porém o contrato será com o consumidor. 2. No parágrafo 5, da página 7, consta o que segue: O valor mínimo das Propostas de projetos deve ser igual ou maior que 5% (cinco por cento) do valor disponível de cada EDE contratante, para as tipologias elencadas pelas mesmas. Observando o quadro 1, da página 6, verifica-se que os valores dos investimentos não estão informados por tipologia e sim por EDE, o que inviabiliza identificar se a proposta contemplará o estabelecido no mencionado parágrafo. Observa-se ainda que, pelo fato de mencionar propostas de projetos, depreende-se que o mesmo proponente poderia apresentar mais de uma proposta, o que parece conflitar com o fato da proposta ser apresentada pelo próprio consumidor. Vale registrar que, se as propostas para as demais tipologias só poderão ser apresentadas pelos consumidores e não por pessoas jurídicas que os representem, então somente grandes consumidores é que teriam a oportunidade de participar. Sobre o valor mínimo de projeto deve-se levar em consideração o valor total disponibilizado pela distribuidora.

3. Na letra g do item 8.2.1. Propostas de projetos, na página 9, consta o que segue: Somente serão aceitas propostas de fontes incentiváveis que contemplem a eficientização de usos finais de energia elétrica, ou seja, a substituição de materiais e equipamentos existentes por outros mais eficientes, nos quais ambos utilizem energia elétrica. Para fins de esclarecimento, gostaríamos que questionar se todos os usos finais deverão ser contemplados ou basta que um dos usos finais seja contemplado na proposta? A eficientização deverá ser feita levando em consideração a instalação a ter a fonte incentivada instalada, ex. Caso de um condomínio onde os maiores consumos são iluminação e condicionamento ambiental, eficientizar a instalação seria trabalhar nesses usos finais. No modelo para o diagnóstico quando é solicitado um gráfico com o percentual de consumo por uso final é para se avaliar se as ações propostas contemplam os usos de grande consumo da área. 4. Na letra b do item 8.2.3. Custos e Contratações, na página 12, lê-se o que segue: Para os custos de mão de obra de terceiros deverão ser apresentados, no mínimo, 3 orçamentos. Dada essa exigência, como serão tratados os casos em que os consumidores serão representados por uma pessoa jurídica que possua mão de obra própria para execução dos serviços? Em casos de projetos apresentados por entidades executoras a mesma deverá apresentar detalhamento da composição de seus custos bem como apresentar duas cotações para efeitos de comparação. 5. Na letra b.1 do item 8.2.3. Custos e Contratações, na página 12, consta o que segue: Os custos para elaboração do diagnóstico energético deverão ser alocados dentro da rubrica mão de obra de terceiros, devendo ser apresentados também, no mínimo, 3 orçamentos. Deverá ser utilizado na proposta de projeto o orçamento de menor valor. Por sua vez, consta do último parágrafo da página 17, o que segue: Os custos para elaboração do DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO não serão de forma alguma remunerados pelas EDEs e serão computados automaticamente como contrapartida. Registra-se ainda que na letra f do item 8.2.4. Limites de Custos, na página 13, assim se lê: O custo Diagnóstico Energético faz parte do processo de Medição e Verificação estando limitado as mesmas condições. Assim, verifica-se que há contradições quanto a alocação dos custos para realização do diagnóstico energético. Não há contradição, existem os custos Diretos (Rubricas) o qual se destaca o de Serviço de Terceiros, o qual está limitado a 40% do custo com materiais e equipamentos. Dentro dos custos com serviços encontra-se o processo de Medição e Verificação que consiste basicamente de duas grandes etapas: Diagnóstico Energético e Medição de verificação dos resultados. Ambos os serviços fazem parte do processo de M&V e tem seu custo limitado a 10% do

valor do projeto mantendo-se a regra do limite de serviços de terceiros. 6. Na letra f do item 8.2.3. Custos e Contratações, na página 12, consta que: Equipamentos que vierem a ser utilizados na medição e verificação (wattímetros, analisadores de qualidade de energia, etc.) não serão de forma alguma remunerados pela Distribuidora. Vale observar que tais custos podem ser significativos o que poderá inviabilizar a proposta. Mantem-se o que consta no edital, entende-se que esses equipamentos são básicos para empresas executoras para esse tipo de atividade e que uma vez adquiridos poderão ser utilizados em N projetos além de outras atividades fora do programa, assim não haveria como dimensionar a parcela do equipamento utilizada no projetos e realizar a remuneração proporcional. Dessa forma permanece vedada a remuneração para aquisição dos equipamentos citados. 7. Na letra a do item 12. Documentos para habilitação, na página 19; é feito menção somente a ESCO e empresa de Engenharia, excluindo, portanto, as Entidades Sem Fins Lucrativos, muito embora na letra b seja feita menção a estatuto social que é o instrumento aplicável as Entidades Sem Fins Lucrativos. Entende-se que se a entidade sem fins lucrativos for apenas um representante do consumidor (ex. condomínio) desde que devidamente autorizada ela está em nome do consumidor. Caso a entidade sem fins lucrativos seja uma executora entende-se que a mesma classifica-se como empresa de engenharia pois caso não fosse não poderia executar tal processo. 8. Nos casos em que uma Entidade sem Fins Lucrativos venha a representar um Consumidor Sem Fins Lucrativos, a entidade poderá ser o ente contratado pela concessionária? Tal questionamento deve-se ao fato de que se o repasse do recurso para execução do projeto for feito pela EDE para o Consumidor, este provavelmente terá que fazer processo licitatório para contratar a empresa executora do serviço e, nesse caso, a Entidade sem Fins Lucrativos que elaborou a proposta poderá não se sagrar vencedora do mesmo. Registre-se que, nesse caso, tanto consumidor quanto entidade proponente são Sem Fins Lucrativos. Exceto para os casos específicos da classe residencial o contrato será realizado com o consumidor. 9. No parágrafo 2 da Cláusula Quinta da Minuta de Termo de Cooperação Técnica, na página 76, consta que: O coordenador designado pelo CONSUMIDOR deverá pertencer ao seu quadro funcional. Dessa determinação, depreende-se, portanto, que o CONSUMIDOR deverá ser pessoal jurídica para que possa deter um quadro funcional. É o caso de perguntar se o coordenador não seria do quadro funcional

da pessoa jurídica responsável pela execução do projeto e não do consumidor. Em caso de projetos residenciais, a proposta deverá ser apresentado por entidade jurídica que os represente, assim o coordenador deverá ser do quadro próprio da entidade representante. Para dos demais casos o consumidor já possui um CNPJ e deverá indicar colaborador de seu quadro próprio para coordenar o projeto. A indicação em si não impede que a entidade executora possua um coordenador próprio para agilizar o processo e intermediar decisões. 10. Qual deverá ser a validade dos orçamentos. Não há obrigatoriedade da validade nos orçamentos, até porque as etapas da chamada superam os prazos habituais do mercado. Nesse caso uma vez o orçamento tendo sido feito a empresa proponente deve avaliar na data de assinatura do contrato se os valor ainda permanecem exequíveis. 11. Caso o projeto apresente propostas de materiais educativos exclusivos, como orça-los. Levando em consideração que todo material aplicável será exclusivo de alguma entidade de ensino ou de empresa especializada, deverá ser comprovado o custo desse material elaboração + impressão, caso a entidade não consiga valorar a elaboração poderá justificar no momento da aquisição e caberá a distribuidora aceitar ou não. 12. Qual o prazo para contratação e execução do projeto. O prazo de execução está limitado a 12 meses a partir da contratação. O prazo para contratação dependerá de tramites internos da distribuidora estimandose em 3 a 4 meses contados da data de publicação do resultado final. 13. Qual o prazo de pagamento após a comprovação dos serviços e entrega da Nota Fiscal. A Distribuidora entende que para esse tipo de projeto o pagamento deverá ser o mais breve possível após a confirmação da despesa, porém deverá ser acordado com a Distribuidora no momento da assinatura do contrato levandose em consideração o cronograma de desembolso e etapas apresentado na proposta. O prazo pode variar de 05 a 30 dias.

14. Em qual modalidade tarifária se enquadra o consumidor residencial. Cliente residencial se enquadra na tarifa convencional para seu nível de tensão. 15. Como proceder no caso de projeto voltado a clientes residenciais? A autorização poderá ser feita no ato da entrega do benefício? Para projetos comuns a declaração deverá ser apresentada no ato da entrega da proposta, para projetos de grande abrangência fica dispensado a declaração uma vez que não se sabe exatamente quais as unidades consumidoras que serão beneficiadas. 16. Todas as ações listadas em MARKETING E DIVULGAÇÃO e TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO devem ser executadas, independentemente do tipo de projeto e do consumidor que ela vai atender? As ações listadas não atendem as peculiaridades do consumidor residencial. Como proceder? As ações propostas visam contemplar quaisquer tipos de projetos, caso haja alguma particularidade ou alguma outra ação que seja mais aderente ao projeto, a mesma poderá ser proposta e será avaliada pela comissão. A intenção é ter ações eficazes independente da relação que conste no edital. 17. O modelo de Roteiro para o Diagnóstico Energético (Anexo II) não atende as particularidades de projeto dirigido a clientes residenciais. Como proceder? O modelo proposto é genérico e poderá ser adaptado para melhor descrever as ações, os benefício do projeto. Lembrando que a avaliação de qualidade do projeto será feita com base na proposta apresentada, assim deve-se avaliar se o Diagnóstico está de fácil entendimento, se as informações estão acessíveis, se está claro as ações a serem realizadas e os benefícios esperados bem comprovados. 18. Será exigido caução ou seguro de responsabilidade civil? Para os contratos diretamente com o consumidor sem fins lucrativos não será exigido, para os demais deverá ser consultado no momento da contratação. 04 de Julho de 2016 Coordenação do processo de Chamada Pública