Ano 3 Nº 28 Editorial Por: Euler Menezes Mais um ano que chega ao fim, grandes exposições foram apresentadas por todo este Brasil e com a certeza ainda podemos muito melhorar. Vários novos clones foram vistos nestas exposições e até agraciados com premiação. Esperamos em este ano que esta por iniciar, mais ajuda as associações orquidófilas pelo poder público, pois afinal movimentamos sim o comercio local através de exposições. Estaremos neste boletim de número 28 na página de 2 apresentando as mudanças de nomenclatura que ocorreu a um tempo com o Dendrobium thyrsiflorum, na página de número 3 a bela espécie de origem Filipina, o Dendrochillum glumaceum. Já na página de número 4 a bela espécie de Cattleya bifoliada, a Cattleya amethystoglossa Lindley & Reinchenback f.1862. Na página de número 5 estaremos recordando através de pedidos pelo nosso site o temo quando devo molhar as orquídeas e por fim na última página a botânica espécie Sacoila lanceolata. Abraço, feliz natal e ano novo, uma boa leitura! Plantas floridas no mês Anacheillum faresianum, Anathallis grobii, Brasilaelia purpurata, Brassavola perrini, Cattleya amethystoglossa, Cattleya walkeriana, Cattleya harrisoniana, Cattleya nobilior, Cattleya x mesquitae, Cattleya warneri, Dryadella zebrina, Encyclia patens, Encyclia osmantha, Epidendrum nocturnum, Epidendrum secundum, Habenaria fastor, Hadrolaelia praestans, Hoffmannsegella bradei, Hoffmannseggella briegeri, Hoffmannseggella itamanbana, Hoffmannsegella presidentensis, Maxillaria rufencens, Miltonia cuneata, Miltonia flavencens, Oncindium fuscans, Oncindium warmigii, Stelis microphylla, Sophronitis cernua, entre outras. Oncindium fuscans Habenaria fastor Oncindium warmegii 1
Dendrobium thyrsiflorum Apesar da necessidade no meio botânico, principalmente entre as orquídeas em relação às mudanças de nomenclaturas e ainda assim de o mesmo ser citado em novo gênero como Callista amabilis, o Dendrobium thyrsiflorum Reichenback F. 1875 segue no meio orquidófilo sendo chamado como tal, isto talvez seja pela força do hábito ou por simplesmente por não haver necessidade de nos orquidófilos acompanharmos. Trata-se de um dos mais belos Dendrobium, causando grande efeito e sendo bastante premiado em exposições. A espécie é epífita e foi primeiramente descrita por Hook F. como Dendrobium alboluteum, sendo etimologia citado albo pela cor branca de suas pétalas e sépalas, e, luteum em relação ao labelo na cor amarela. Logo após, foi novamente reescrito por Reichenback F. para Dendrobium Thyrsiflorum. Como foi citado anteriormente, houve a necessidade de desdobramento deste gênero, daí em 1983 Stephan Ranschert transferiu o Dendrobium thyrsiflorum para Callista amabilis. Espécie nativa de Burma, Tailândia e Himalaia e vegeta em uma altitude de 1500 metros. Possui um apreciável perfume, seus pseudobulbos são clavados, fusiformes, agrupados e com até 50 cm de altura formando grandes touceiras. Sua haste floral é pendente com até 20 cm de comprimento e possuindo até 40 flores com 3 cm de diâmetro, estas possuem pétalas e sépalas totalmente brancas, labelo com amarelo intenso. Como citado anteriormente, foi descrito pelo botânico e professor Austriaco Heinrich Gustav Reichenback (1823-1889). O Dendrobium thyrsiflorum floresce em plena primavera de setembro a dezembro. Segue fotos de Dendrobium thyrsiflorum Dendrobium thyrsiflorum Dendrobium thyrsiflorum Dendrobium thyrsiflorum Belo conjunto de Dendrobium thyrsiflorum Dendrobium thyrsiflorum Dendrobium thyrsiflorum 2
Dendrochillum glumaceum Procedente das Filipinas, o Dendrochillum glumaceum Lindley 1841 assim como todos do gênero são de fácil cultivo, bastando apenas aquisição de apenas poucos pseudobulbos para que o orquidófilo em pouco tempo forme grande touceira. Uma das principais características deste gênero além de seu fácil cultivo é a grande quantidade de flores por haste, formando um belo conjunto. O Dendrochillum glumaceum quando em floração é bastante premiado em exposições, assim como o Dendrochillum cubbianum Reinchenback f. 1880 e Dendrobium wenzelli Ames 1915. O Dendrochillum glumaceum foi descrita por John Lindley em 1841 e descoberta por Hugh Cuming. Espécie epífita vegeta em uma altitude que varia entre 200 a 700 m, seus pseudobulbos são cônicos-ovalados e fica entre 1,5 a 2,0 cm de tamanho, suas folhas chegam de 20 a 25 cm de comprimento sendo elípticas e vai se acuminando, sua inflorescência é semipendente e possuem até 40 flores com 2 cm de diâmetro, suas pétalas e sépalas são lanceoladas, perfumadas e totalmente brancas, labelo de um amarelo intenso.o Dendrochillum glumaceum floresce em pleno inverno. Segue fotos para sua comparação Dendrochillum glumaceum Dendrochillum glumaceum Dendrochillum cubbianum Foto: ufv.br Dendrobium wenzelli Dendrochillum glumaceum Foto: commons.wikimedia.org Dendrochillum glumaceum 3
Cattleya amethystoglossa Quando se fala em a Cattleya bifoliada, com certeza uma que vem primeiramente a mente do orquidófilo é a Cattleya amethystoglossa Lindley & Reinchenback f.1862. Esta com certeza é uma das belas do gênero sendo bastante cultivada, por uma das suas principais características, a cor ametista nas flores na planta tipo e ainda por possuir na maioria destas, pintas com todos os segmentos do labelo. Planta epífita e às vezes ripícola é encontrada no sul da Bahia indo ao litoral em uma grande variação de altitude de até de 1200 m, mas também cita-se pequenos habitat em Minas Gerais e Espírito Santo. Além de sua forma tipo citado anteriormente possui ainda nas cores salmoneas, semialba, caerulea, áurea e recentemente foi encontrada em sua forma Alba. A Cattleya amethystoglossa foi descrita pelo botânico e professor Austriaco Heinrich Gustav Reinchenback e o também botânico Inglês Jonh Lindley, que a principio a confundiram com a Cattleya guttata Lindl. (1831). O epíteto da Cattleya amethystoglossa vem do latim que significa amethisto (da cor ametista) e glossa (língua). Como quase todas as Cattleya bifoliadas, a espécie possui pseudobulbos cilíndricos e sulcados que varia de 70 a 1 m de altura, em seu ápice 2 folhas podendo chegar a 3, coriáceas, elipico-lanceoladas na cor verdeacinzentada, haste floral varia de 15 a 25 cm de comprimento e podendo porta até 15 flores, totalmente cerosas e com até 8 cm de diâmetro, pétalas elípticas, sépalas lanceoladas, labelo trilobado, mas com os lobos laterais com os segmentos igual as pétalas e sépalas, apenas com as bordas do lobo mediano na cor lilás. Seu cultivo é geralmente usado em casca de peroba consorciado com cachepôs. A Cattleya amethystoglossa floresce de agosto a outubro, entre o inverno e primavera., Reginaldo de Vasconcelos e foto nº 2 forum.forum.orchideen-forum.de Cattleya amethystoglossa V. Tipo Cattleya amethystoglossa V. tipo Cattleya amethystoglossa V.tipo Cattleya amethystoglossa V. aurea Cattleya amethystoglossa V. tipo Cattleya amethystoglossa V. tipo Cattleya amethystoglossa V. aurea Cattleya amethystoglossa V. tipo Cattleya amethystoglossa V.tipo 4
Quando devo molhar as orquídeas? Temos visto muitos orquidófilos perguntar, afinal qual período de molha das orquídeas? O que podemos dizer que isto é muito relativo, pois varia de região para região. Por exemplo: em uma região em que a umidade relativa (vapor de água existente na atmosfera) em suma, isto sendo acima de 40% pode-se molhar de 2 a 3 vezes por semana, já quando for baixa é necessário que se molhe mais vezes, sempre respeitando os períodos das estações. Nunca molhe suas plantas em horário de incidência solar, isto deve ser feito bem de manhã ou à tarde. No período da manhã e melhor molhá-las na estação inverno, já no período da tarde na estação primaveril e verão. Existe outro meio possível para se saber a hora que deve molhar as orquídeas, seria molhando bem as orquídeas e durante os dias que seguintes conferir se o substrato se encontra seco para molhálo novamente, não se esquecendo que, não deve deixar a orquídea permanentemente molhada, pois isto pode ocasionar o aparecimento de fungos e apodrecimento das raízes. Verificando o tipo de vaso e substratos, da para se perceber também quando se pode molhar a orquídea. No vaso de barro necessita de molha mais intenso do que no de plástico, pois o vaso de barro é poroso fazendo-se que o substrato acabe secando mais rápido, isto dependendo do substrato usado dentre os mais comuns encontrados no mercado. Por exemplo, estes substratos: - Mistura de pedaços de isopor, casca de pinus e carvão possuem uma secagem rápida, assim como a mistura de casca de coco, fibra de coco, carvão ou trabalhando separadamente à piaçava. -A casca ou tronco de madeira possui uma secagem muito rápida. - A casca de pinus sem estar consorciada de musgo, possui a secagem moderada. -Já o musgo (Sfagnum) e cubos de coxinho a secagem é lenta. O que podemos dizer é que, com um pouco mais de atenção podemos obteremos orquídeas com uma bela condição fitossanitária e também através desta, juntamente com luminosidade e adubação conseguir uma belíssima floração. Anacheilium allemanoides em vaso de barro e xaxim desfibrado Cattleya walkeriana Rosada Cultivada em cachepo e casca de peroba Cymbidium híbrido cultivado em vaso de plástico e xaxim desfibrado 5
Sacoila lanceolata, conheça esta espécie O mundo das orquídeas é algo fascinante, quanto mais falamos nas surpresas, daí que elas se apresentam dia a dia. Durante algumas exposições em que visitamos, no período do ano e através de troca de emails, dizemos aos orquidófilos daquelas cidades, que as orquídeas em Diamantina surgem não só de um habitat dito normal, mas ate em campos e jardins das casas e do comercio local. Este é o exemplo de um gênero de orquídea terrestre que ocorre em nossa cidade, apesar de não comercial, de difícil cultivo e apenas apresentar-se pelo seu mérito botânico. O que é fácil de perceber para os não leigos em orquídeas, e os leigos se for um pouco mais curioso, é que esta espécie se encontra muito comum em quase todo Brasil, basta conferir até próximo de sua casa e até em jardins de vizinhos a mesma pode ser percebida, isto devido a tubérculos que geralmente se encontra em meio a material (terras de campos) usado pelas lojas de jardinagem. Estamos falando nada mais nada menos desta espécie de orquídea de nome engraçado, a Sacoila lanceolata. E para melhor compreender iremos fazer uma pequena descrição desta espécie. Sacoila lanceolata Espécie terrestre descrita por Rafinesque em 1836, planta que vegeta em campos de gramíneas e em terrenos com grande concentração de matéria orgânica. Suas folhas surgem em forma de roseta chegando de 10 a 20 cm de tamanho, dependendo do ambiente que se encontra, de seu ápice surge inflorescência ereta e pilosa que pode chegar ate a 40 cm de altura, com todos os seus segmentos indo do róseo-claro ao laranja e com 2 cm de diâmetro, possui um pequeno esporão e um labelo cupreum. Floresce em plena primavera. Glossário Roseta- em forma agrupada como as pétalas das rosas Inflorescência- haste floral Labelo- pétala disfarçada de uma orquídea que serve para atrair inseto polinizador Esporão- calcanhar Sacoila- em forma de sacola, em forma de um saco Lanceolata- que se projeta que se lança Cupreum- que termina em uma ponta rígida e aguda Sacoila lanceolata Janeiro 2012 Sacoila lancelata Sacoila lancelata 06 a 08 de janeiro - Exposição estadual de Cattleya leopoldii - Tapes - RS 06 a 08 de janeiro - Exposição regional de orquídeas - Ijuí - RS 11 de janeiro - 19:00 h - Reunião de confraternização da Orquidecampos - Campos dos Goytacazes - RJ 6