BIOLOGIA ORGANELAS CITOPLASMÁTICAS Profª. Adriane Guimarães
CITOPLASMA É todo o ambiente interno da célula, região entre a membrana plasmática e o envoltório nuclear. Formado por um líquido gelatinoso, viscoso e semitransparente denominado citosol e por estruturas (organelas) e substâncias (água, íons, proteínas, enzimas e aminoácidos) necessárias às funções vitais.
CITOPLASMA O citoplasma de células procarióticas têm organização relativamente mais simples que as células eucarióticas. Basicamente, o citoplasma das células procarióticas possui: 1.Ribossomos 2.Molécula de DNA e as moléculas de RNA Não possui membranas internas e nem citoesqueleto.
RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO RUGOSO Também chamado de granuloso. Rede de tubos e bolsas achatadas interligados. Apresenta grânulos (ribossomos) aderidos à sua superfície. Função: síntese de proteínas.
RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO LISO (NÃO-GRANULOSO) Atua na síntese de lipidios e de esteróides. É muito abundante nas células do fígado, rins e gônadas. Forma os peroxissomos: organela rica em enzimas oxidativas que convertem as moléculas de substâncias tóxicas facilitando sua eliminação do corpo). As células musculares possuem o R.E.L. especializado no armazenamento de íons Ca +2 que promovem a contração muscular.
COMPLEXO GOLGIENSE É responsável pela produção dos lisossomos e do acrossomo. Ocorre síntese de carboidratos. Adiciona glicose às proteínas (glicosilação de proteínas). Função: modificação, separação, empacotamento e exportação de proteínas (forma vesículas secretoras). Acrossomo: vesícula repleta de enzimas digestivas, ocupa o topo da cabeça do espermatozóide têm a função de perfurar as membranas do óvulo.
LISOSSOMOS Bolsas membranosas que contêm um conjunto de mais de 50 tipos de enzimas digestivas. É formado a partir de vesículas do complexo golgiense. FUNÇÃO DO LISOSSOMO: DIGESTÃO INTRACELULAR. Vacúolo digestivo: união de uma partícula englobada com o lisossomo. Também chamado de lisossomo secundário.
LISOSSOMOS FUNÇÃO HETEROFÁGICA Digere material capturado do exterior por fagocitose ou por pinocitose. FUNÇÃO AUTOFÁGICA Digere partes desgastadas da própria célula ou células que já perderam sua função. Ex.: regressão da cauda do girino e regressão das membranas interdigitais em fetos humanos.
PEROXISSOMOS Organelas membranosas que contém enzimas oxidativas. É formado pelo R.E.L. São abundantes nas células do fígado e dos rins. As enzimas mais importantes são: catalase e urato oxidase (degrada o ácido úrico).
VACÚOLO OSMÓTICO Nas células vegetais mais jovens os vacúolos são pequenos e numerosos, fundindo-se e aumentando de volume à medida que a célula vai amadurecendo. Numa célula vegetal madura essa organela pode ocupar cerca de 80% do volume celular.
Vacúolo osmótico Funções: 1.Armazenar água, pigmentos e sais minerais. 2.Regular entrada e saída de água da célula. Pressão osmótica sucção exercida pelo vacúolo. Pressão de turgor pressão interna contra a parede. Plasmólise: retração da membrana plasmática da parede celular. Deplasmólise: ocore quando uma célula plasmolisada volta ao normal.
CITOESQUELETO Rede de proteínas presente apenas em células eucarióticas. FUNÇÕES: 1. Define a forma da célula 2.Permite a adesão da célula à células vizinhas; 3.Permite o deslocamento de proteínas e organelas no interior da célula.
MICROTÚBULOS São constituídos pela proteína tubulina. Definem a direção do crescimento da célula. São responsáveis pelos movimentos de organelas no citoplasma e pelo movimento dos cromossomos durante as divisões celulares
CENTRÍOLOS É um pequeno cilindro oco constituído por nove conjuntos de microtúbulos, mantidos juntos por proteínas adesivas. Possuem capacidade de autoduplicação. Atua na formação dos cílios e flagelos. Ausentes em células de fungos e plantas superiores.
Curtos e numerosos. CÍLIOS Função locomoção celular. FLAGELOS Longos e poucos. Função locomoção celular. Ajudar na obtenção de alimento.
MITOCÔNDRIAS Forma de bastonete. Possui dupla membrana Aumenta em número de acordo com a função celular. Possuem genes próprios e têm capacidade de autoduplicação. Possui DNA próprio. Função: respiração celular produz ATP (trifosfato de adenosina).
PLASTOS São organela presentes apenas em plantas e em algas e possuem DNA próprio.
PLASTOS Cloroplastos: armazena o pigmento clorofila e sua função e fazer fotossíntese. Cromoplastos: armazenam caroteno e xantofilas, pigmentos coloridos. Responsáveis pelas cores de frutos, flores e folhas Leucoplastos: Não possuem pigmento. Armazenam substânicas de reserva: amiloplastos (reserva de amido), proteoplastos (reserva de proteína) e oleoplastos (reserva de óleos).
Produção de ATP
Respiração celular aeróbica Divide em 3 etapas: GLICÓLISE: ocorre no citoplasma; CICLO DE KREB S: ocorre na matriz mitocondrial; CADEIA RESPIRATÓRIA: ocorre nas cristas mitocondriais.
Respiração celular em eucariontes
Respiração celular aeróbica
Glisólise Esta primeira etapa, cujo nome significa quebra da glicose, ocorre no citoplasma das células. Para que ela ocorra há um gasto inicial de energia (duas moléculas de ATP são consumidas), mas que será reposto, já que, ao final dessa primeira etapa, o resultado é a formação de duas moléculas de ácido pirúvico e 4 moléculas de ATP, havendo, portanto, um saldo energético de 2 ATP. Além disso, também ocorre a liberação de elétrons energizados e íons H +, que são capturados por moléculas denominadas aceptores intermediários de prótons e elétrons NAD + (Nicotinamide Adenine Dinucleotide), formando duas moléculas de NADH. O ácido pirúvico passa, então, ao interior das mitocôndrias, organelas celulares onde ocorrem as etapas seguintes.
Ciclo de Kreb s Na matriz mitocondrial (solução aquosa no interior das mitocôndrias) o ácido pirúvico reage com uma substância chamada coenzima A, dando origem a duas moléculas de gás carbônico e duas de acetilcoenzima A. Esta substância é totalmente degradada numa série de reações denominadas pelo nome genérico de ciclo de Krebs e que têm, como produtos, quatro moléculas de gás carbônico, além de elétrons energizados e íons H +, que serão capturados por NAD + e por um outro aceptor de elétrons e de hidrogênio chamado FAD (Flavine Adenine Dinucleotide), originando moléculas de NADH e FADH 2. Durante esse processo, formam-se também duas moléculas de ATP. NAD e FAD são aceptores intermediários de prótons e elétrons.
Fosforilação oxidativa As moléculas de NADH e FADH 2 provenientes da glicólise e do ciclo de Krebs liberam os elétrons energizados e os íons H +. Os elétrons assim liberados - e também aqueles provenientes da glicólise - passam por uma série de proteínas transportadoras (citocromos e quinonas) presentes nas membranas internas da mitocôndria. A essa série de proteínas dá-se o nome de cadeia respiratória e, durante a passagem através dela, os elétrons perdem energia que é, então, armazenada em moléculas de ATP.
Fosforilação oxidativa Ao final da cadeia respiratória, os elétrons e os íons H + combinamse com átomos provenientes do gás oxigênio, formando moléculas de água. Fosforilação oxidativa é a reação em que se formam as moléculas de ATP (24) com a energia liberada pelos elétrons durante sua passagem pela cadeia respiratória, tendo o gás oxigênio como aceptor final. Embora o gás oxigênio só participe da fosforilação oxidativa, na sua ausência o ciclo de Kreb s não acontece, razão pela qual dizemos que essas são etapas aeróbicas da respiração celular, enquanto a glicólise é uma etapa anaeróbica.
BIBLIOGRAFIA MARTHO, Gilberto Rodrigues. AMABIS, José Mariano. BIOLOGIA. 2. ed.volume 1 São Paulo: Moderna, 2004. Figuras e Imagens do GOOGLE.