Procedimento Operacional N do procedimento: PO 045

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ÍNDICE. N.Documento: Categoria: Versão: Aprovado por: Data Publicação: Página: 3590 Instrução 1.2 Ronaldo Antônio Roncolatto 11/09/ de 12

Transcrição:

1/ 17 Nº revisão Descrição da Revisão 00 Elaboração inicial do documento 01 Definição da responsabilidade dos treinamentos e sistemática de calibração Service/Qualidade Fábrica Demais envolvidos na análise e aprovação Área / Processo Responsável Rubrica Desenvolvimento de Produtos SGI Laboratório Operações (Eletromecânica) Engenharia (Eletromecânica) Nivaldo Rossi Ademir Moreno Cristiano da Silva Fernandes Luara Rebechi Adilson Pereira Samuel Pereira dos Santos Ricardo Garcia 1. Objetivo O objetivo deste documento é definir as regras de crimpagem de terminais elétricos a serem seguidas durante o processo de manufatura de gabinetes, módulos e cabos, bem como instalação de equipamentos em campo. 2. Abrangência Este procedimento é aplicável às áreas de Service, Qualidade, Fábrica e Operações Produção (Siner Eletromecânica) 3. Definições Crimpagem de terminais elétricos É uma montagem feita por deformação que assegura a ligação entre o terminal e o condutor. Baseia-se no princípio de envolvimento do condutor (filamentos de cobre) por um metal com uma força adequada de tal maneira que não haja mal contato nem corte do condutor. O principal instrumento utilizado para fazer a deformação é chamado de Alicate de crimpagem. Deve-se ter uma grande preocupação no processo de crimpagem a fim de: Evitar elevação de temperatura na região de crimpagem; Evitar queda de tensão; Evitar oxidação da crimpagem; Evitar a perda de resistência mecânica; Evitar a intermitência na crimpagem.

2/ 17 Garras do Terminal Parte traseira do terminal projetada para acomodar um ou mais condutores e para ser crimpado utilizando ferramentas específicas de crimpagem. Terminal com Garras abertas Garras de crimpagem abertas antes da crimpagem com formato, como exemplo, em U ou em V. Garra de crimpagem da isolação Garra de crimpagem dos filamentos A função básica da garra de crimpagem da isolação é absorver o stress mecânico como vibração ou tensão causada na conexão. Garras de Crimpagem Fechadas Temos dois tipos: - Garras de crimpagem com formato fechado antes da crimpagem (não são préisoladas). - Garras de crimpagem com formato fechado antes da crimpagem (pré-isoladas). A cor da isolação é codificada de acordo com o tamanho do condutor que deve ser aplicado. Por exemplo, isolação vermelha refere-se a condutores de 22-16 AWG (0,5 à 1,5mm 2 ); azul a condutores de 16-14 AWG (1,5 à 2,5 mm²) e amarelo para condutores de 12-10 AWG (4,0 à 6,0mm 2 ).

3/ 17 Isolação das garras Isolação de suporte da garra Área de crimpagem Zona de Crimpagem Corresponde a uma porção da área de crimpagem do terminal que deve ser deformada através de pressão feita pela ferramenta agarrando o condutor, em sua isolação e filamentos. Zona de Crimpagem Aperto da Isolação Figura Garras de Crimpagem Fechadas Figura Garras de Crimpagem Abertas Zona de compressão da Garra da Isolação Garra da Isolação Filamentos do condutor Isolação Garra da Isolação Garra da Isolação Figura Garra da Isolação Figura Zonas de Crimpagem

4/ 17 4. Responsabilidades Cabe ao Sistema de Gestão Integrado revisar este procedimento sempre que houver melhoria ou mudança no processo / equipamentos relacionados à saúde, segurança e meio ambiente. Cabe ao Coordenador de Produção garantir o cumprimento deste procedimento operacional. Cabe aos colaboradores executar as tarefas conforme definido neste Procedimento Operacional. Cabe ao RH garantir que os colaboradores recebam o treinamento desse procedimento antes de iniciar as atividades. Requisitos de GST/AIA5.1 EPI 5.1.1 Determinação Cabe ao colaborador, quanto ao EPI: a) Utilizá-lo apenas para a finalidade a que se destina; b) Responsabilizar-se pela guarda e conservação; c) Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; d) Cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado. 5.1.2 EPI s Básicos para este processo a) Óculos de segurança quando aplicável. b) Protetor auricular quando aplicável. c) Bota de segurança. d) Capacete com jugular quando aplicável. 5.2 Medidas de Controle da GST/AIA

5/ 17 Item Foto Cargo/Atividade Medidas de Controle 1 Colaboradores da área de Operações Produção e Fábrica Técnico de segurança / Analisar Relato diário de Bem Estar/preenchimento do Relato diário de Bem Estar Perigo Potencial: Não evidenciado Aspecto Significativo: Não evidenciado OPERACIONAL: Preenchimento pelos colaboradores do Relato Diário de Bem Estar (R-GI-30) ao inicio das suas atividades diárias ADMINISTRATIVA: Análise dos dados pelo técnico e/ou SGI quanto ao preenchimento do Relato diário de Bem Estar e liberação do colaborador para início de sua atividade. 2 Colaboradores da área de Operações Produção e Fábrica / Fazer auto checagem dos EPI s necessários previstos no item 5. 1.2. Perigo Potencial: Não evidenciado Aspecto Significativo: Descarte dos EPIs utilizados OPERACIONAL: Auto checagem da vestimenta quanto à utilização dos EPI s necessários para a execução da atividade. O colaborador deve deixar o EPI na área de Gestão de Materiais ADMINISTRATIVA: Verificação pelos gestores, técnico de segurança quanto ao uso dos EPI s pelos colaboradores. Vigilância compartilhada. Gestão de Materiais deve encaminhar o material para o almoxarifado e/ou sede da Siner que dará o destino (lixo comum) Montador / Realizar crimpagem OPERACIONAL: 3 Perigo Potencial: Arestas cortantes Impacto de membros Queda de objetos Postura Aspecto Significativo: Não evidenciado Utilização dos EPI s básicos + luva de vaqueta quando aplicável. Realizar a atividade conforme procedimento operacional Realizar inspeções visuais diárias, calibrações periódicas nos prensa terminais. ADMINISTRATIVA: Treinamento anual de EPI s Treinamento/laudo ergonômico Treinamento PS 06 07 08 e 09 Treinamento do (R-GI-14) Treinamento PO 040 Vigilância compartilhada item 5.6 do PS 07 Relato Diário de Bem Estar

6/ 17 5. Procedimento Premissas Quando se fala em qualidade nas aplicações tem-se que ampliar o conceito existente a este respeito para que ele não se restrinja apenas na análise do produto final. Assim sendo, a qualidade do produto final está intrinsecamente ligada a qualidade dos componentes que o formam, sendo eles: Qualidade dos terminais utilizados os terminais devem ser feitos de materiais adequados para garantir a qualidade do mesmo atendendo aos requisitos dos fabricantes e devem ser compatíveis com os condutores a serem crimpados, atentando-se a secção (bitola) e isolação do condutor; Qualidade dos condutores os condutores devem atender suas especificações e sua bitola deve ser compatível com os terminais a serem utilizados durante a crimpagem. Atentar-se a bitola do fio e especificação de bitola aceitável do terminal; Ferramentas (Mini aplicador ou Alicates de Crimpagem) ferramentas especiais de crimpagem devem ser usadas. Estas ferramentas devem ser compatíveis com o tipo de terminal (normalmente se utiliza a ferramenta do mesmo fabricante do terminal) e estas devem ser capazes de fazer uma crimpagem uniforme e confiável ao longo de sua vida útil. Se a ferramenta possuir tambor, o mesmo deverá ser ajustado corretamente de acordo com a bitola do terminal a ser aplicado. O mesmo se aplica a alicates que tenham aberturas diferentes para cada tipo de bitola A verificação e calibração dos alicates para crimpagem de terminais em cabos elétricos é realizada através de duas atividades, a verificação visual e o teste de tração (medição da força de arrancamento para separação dos terminais crimpados nos cabos elétricos). Profissional treinado e qualificado todos os colaboradores responsáveis pela execução desse procedimento devem receber o devido treinamento antes do início das atividades conforme determina o procedimento PO 027 Treinamento e Desenvolvimento. Observação: A combinação da ferramenta, tambor e condutor devem ser compatíveis. O condutor deve ser decapado na medida correta e os filamentos expostos, da parte decapada, não devem estar danificados, como, por exemplo, rompidos por completo ou parcialmente. A parte decapada deve estar limpa e livre de partículas da isolação.

7/ 17 Atentar-se a inserção do condutor na ferramenta de crimpagem a fim de evitar problemas durante a mesma. 6.1 Verificação da Ferramenta 6.1.1 Visual A verificação visual dos alicates deve ser realizada no dia a dia pelos seus usuários, conforme itens descritos na tabela abaixo. No caso de detecção de qualquer anomalia com a ferramenta, deve-se encaminhá-la para o laboratório a fim de se realizar nova avaliação da ferramenta. Além disso, os alicates devem ser calibrados periodicamente, de acordo com a etiqueta de calibração. ITEM DESCRIÇÃO Checar se os pinos, articulações e eixos do alicate estão em boas condições de uso 1 e sem apresentar folgas. Certificar que os mordentes dos alicates estejam limpos (sem nenhum resquício 2 de fio ou outro tipo de resíduo qualquer). Verificar o estado da cremalheira para assegurar que a mola de travamento da 3 catraca esteja operando corretamente. 4 Verificar se o excêntrico está travado. 5 Verificar a posição do excêntrico e de sua placa de fixação. Verificar a operação do seletor; Verificar se a torre está adequada ao tipo de 6 alicate e examinar seu funcionamento. 6.1.2 Aferição/Calibração A aferição dos prensas terminais devem ocorrer mensalmente em campo pelo responsável através da utilização do dinamômetro, que tem como objetivo testar a força de tração do prensa. Após as medições deve ser gerado uma identificação a ser colada no equipamento informando a data da próxima calibração. Caso a ferramenta não suporte a força de 100 N a mesma deve ser descartada e informado ao Laboratório para dar baixa no sistema. Nota: Caso a ferramenta apresente qualquer avaria visual a mesma deverá passar pelo processo de calibração independentemente do prazo da próxima calibração. 6.2 Preparação

8/ 17 6.2.1 Decapagem do Conductor A fim de obter uma boa e estável conexão através da crimpagem, se faz necessário providenciar uma correta decapegem do condutor. O comprimento com o qual o condutor deve ser decapado depende do tipo e tamanho das garras do condutor do terminal como mostrado na figura abaixo. Filamentos aparente Tamanho da garra de crimpagem dos fios Filamentos e isolação aparente Tamanho da garra de crimpagem dos fios Comprimento do decape Condutor visível Com isto, antes de efetuar a crimpagem derminal, algumas etapas devem ser seguidas: Verificar a correta decapagem do cabo a ser crimpado O corte do condutor e do isolante devem ser uniformes Comprimento do decape No terminal, a crimpagem deverá estar de forma que a isolação do cabo(7) não seja prensada na região do contato elétrico(5) do terminal. O isolamento do terminal não deve ser danificado. A tabela abaixo indica a dimensão máxima(x) que o condutor elétrico pode exceder no terminal.

9/ 17 O comprimento do decape varia de acordo com o terminal. A figura abaixo mostra um exemplo do comprimento que o decape deve ter. "W" Comprimento mínimo de decape do condutor A regra para dimensionamento do tamanho do decape do fio é somar o valor de W + X da figura anterior. Verificar se os filamentos decapados não apresentam nenhum tipo de defeito como mostrado nas figuras abaixo:

10/ 17 Isolação cortada incorretamente (não está uniforme) Isolação cortada incorretamente (não está uniforme) Filamentos danificados ou cortados Partes da isolação permanecem nos filamentos Isolação danificada Filamentos não torcidos Efeito Vassoura (filamentos aberto) Filamentos muito torcidos Verificar se o terminal a ser utilizado é compatível com a bitola do cabo; Escolher a ferramenta de crimpagem (alicate) em função do terminal a ser crimpado; Verificar se a ferramenta de crimpagem está com a data de aferição válida. 6.2.2 Ferramentas A seguinte lista inclui requisitos e recomendações sobre a ferramenta de crimpagem. 1. A ferramenta de crimpagem e os terminais utilizados deveriam ser fornecidos pelo mesmo fabricante, entretanto o usuário é responsável por garantir uma conexão confiável e que atenda aos requisitos; 2. As ferramentas devem estar em bom estado, não apresentando danos nem na ferramenta quanto nos terminais. Em caso de queda da ferramenta, fazer o teste da crimpagem a fim de garantir que a conexão está correta; 3. A operação de crimpagem deve ser feito em uma única operação, não sendo permitidos retrabalho. Em caso de erro, cortar o terminal aplicado, decapar o fio e crimpar outro terminal;

11/ 17 4. A ferramenta de crimpagem deve deixar uma marcar no terminal, no local onde a compressão foi feita, permitindo verificar visualmente que a crimpagem foi feita e a região de crimpagem está correta. 6.3 Processo Após a preparação, as principais etapas do processo de crimpagem são: Posicionar o terminal elétrico na extremidade decapada do cabo - Se necessário, torcer os fios condutores para facilitar o posicionamento do terminal (não exercer muita força na torção); - Verificar o item 3.1.1 desse procedimento sobre o correto posicionamento do terminal em relação ao cabo Colocar o conjunto cabo + terminal na matriz (berço) correta da ferramenta Utilizando a ferramenta, realizar a crimpagem por deformação do terminal, em um único movimento. O operador tem uma grande responsabilidade sobre o desempenho do processo de crimpagem. Ele é responsável por: Seguir os passos dos procedimentos e desenhos Verificar a condição do cabo antes da crimpagem Verificar a compatibilidade do terminal com o cabo Utilizar a ferramenta correta em função do terminal a ser crimpado Verificar a integridade e validação da ferramenta Posicionar corretamente o terminal na extremidade do cabo Posicionar corretamente o conjunto cabo + terminal no berço da ferramenta Identificar um defeito Como exemplo, segue uma instrução prática de todo o processo de crimpagem a ser seguido: Crimpagem de um terminal tubular: Decapar o cabo conforme procedimento de decape

12/ 17 Inserir o condutor no terminal Limite da inserção do conductor

13/ 17 Posicionamento correto do terminal Característica ideal de conformação quando o terminal é bem posicionado na ferramenta.

14/ 17 Crimpando terminal para 2 cabos: Decapar o cabo conforme procedimento de decape Inserir o condutor no terminal Limite da inserção do condutor Posicionamento correto do terminal

15/ 17 Característica ideal de conformação quando o terminal é bem posicionado na ferramenta. Observar como deve ficar a crimpagem em relação a borda do terminal 6.3 Checagem Final O operador deve ser capaz de identificar os defeitos de crimpagem conforme figuras abaixo: Modelo de prensa terminal para terminais tipo olhal:

16/ 17 - Fotos 1 e 2: Cabo deslocado no momento da crimpagem. Esse defeito compromete a condutividade do circuito pois diminui a região de contato. - Fotos 3: Terminal crimpado com o berço (matriz) errado da ferramenta (berço para terminais menores que o utilizado). Esse defeito acarreta em uma baixa isolação do cabo pois o material isolante é danificado - Foto 4: Crimpagem realizada com a ferramenta ao contrário. Esse defeito acarreta uma baixa isolação do cabo já que a região do material isolante sofre maior compressão que o necessário e danifica-se. - Fotos 5 e 6: Crimpagem deslocada. Esse defeito compromete a condutividade do circuito pois diminui a região de contato do terminal com o cabo. Além dos problemas citados, todos os defeitos acima tem como consequência uma diminuição da resistência a tração da fixação do terminal no cabo.

17/ 17 Como pode ser identificado nas fotos acima, a crimpagem é constituída por 2 compressões. A compressão mais intensa (indicada por A nas fotos) ocorre na extremidade do cabo e tem a finalidade de garantir a resistência à tração e a condutividade do circuito (cabo + terminal). A compressão que ocorre na parte inferior (indicada por B nas fotos) tem como finalidade fixar a isolação e absorver os movimentos aleatórios do cabo que poderiam danificar a crimpagem A. 7. Indicadores de Desempenho Não aplicável 8. Relatórios aplicáveis Não aplicável. 9. Documentos e Controles Relacionados Não aplicável.