PROCESSO DO TRABALHO Atualizações: - Súmulas 430 até 434 TST; - OJ 412 até 420 SDI-1 TST; - Revogado o único do Art. 442 CLT; revogado pela Lei nº 12.690/12; Organização e Competência do Judiciário Trabalhista: - Art. 111 ao 116 CF/88; - Art. 111 da CF/88; fala quais são os órgão da justiça do trabalho: TST TRT Juiz do Trabalho a) Juiz do Trabalho: atuam nas Varas do Trabalho; 1ª instância; b) TRT s: são os Tribunais Regionais, espalhados pelo país; em regra, cada Estado tem o seu TRT, mas isso depende de seu volume de ações trabalhistas (tem Estados que tem mais de um TRT, e tem Estados que não tem TRT e o Estado vizinho abrange essa região); Art. 674 CLT; 2ª instância; c) TST: órgão de cúpula; só existe um, fica em Brasília; OBS: O órgão é o JUIZ DO TRABALHO e não as Varas do Trabalho; OBS: JCT Junta de Conciliação Trabalhista, NÃO existe mais; hoje se chama Vara do Trabalho; NÃO existe mais Juízes Classistas; - Art. 112 da CF/88; Juiz de Direito (Estadual) julga como se fosse juiz do trabalho suas sentenças cabe recurso para o TRT (Recurso Ordinário);
Comissão de Conciliação Prévia: - É conhecida pela sigla CCP; - Ser prévia = ANTES de se ingressar no poder judiciário; - O objetivo da CCP era desafogar o judiciário; - Art. 625-A ao 625-H da CLT; - Art. 625-A e 625-B da CLT; diz que, a CCP pode ser formada tanto no âmbito das empresas, como no âmbito dos Sindicatos; - Art. 625-D da CLT; STF entende que passar ou não pela CCP é uma FACULDADE (Art. 5º, XXXV da CF/88); após esse entendimento, a CPP perdeu força; - A CCP é EXTRAJUDICIAL; - NÃO é órgão do poder judiciário; - Art. 625-E da CLT; Mas, feita a proposta e feito o acordo, esse acordo feito perante CCP, terá força de Titulo Executivo Extrajudicial; pode ser executado esse título; quando se assina o termo, quem assina o termo dá quitação geral = diz o único desse artigo; quitação geral = entende-se que o trabalhador não irá procurar a Justiça do Trabalho, SALVO aquilo que for objeto de ressalva; Competência: A) Competência Absoluta: pode ser arguida de ofício pelo juiz ou, arguida a requerimento das próprias partes; isso pode ser feito a qualquer momento; em qualquer grau de jurisdição; compete a JT ação oriundas da relação de trabalho; os funcionários da administração pública regidos pela CLT são julgados pela Justiça do Trabalho (fora da JT os militares e os estatutários); Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: I as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; II as ações que envolvam exercício do direito de greve; III as ações sobre representação sindical, entre sindicatos, entre sindicatos e trabalhadores, e entre sindicatos e empregadores; IV os mandados de segurança, habeas corpus e habeas data, quando o ato questionado envolver matéria sujeita à sua jurisdição; V os conflitos de competência entre órgãos com jurisdição trabalhista, ressalvado o disposto no art. 102, I, o; VI as ações de indenização por dano moral ou patrimonial, decorrentes da relação de trabalho;
VII as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho; VIII a execução, de ofício, das contribuições sociais previstas no art. 195, I, a, e II, e seus acréscimos legais, decorrentes das sentenças que proferir; IX outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho, na forma da lei. 1º - Frustrada a negociação coletiva, as partes poderão eleger árbitros. 2º Recusando-se qualquer das partes à negociação coletiva ou à arbitragem, é facultado às mesmas, de comum acordo, ajuizar dissídio coletivo de natureza econômica, podendo a Justiça do Trabalho decidir o conflito, respeitadas as disposições mínimas legais de proteção ao trabalho, bem como as convencionadas anteriormente. 3º Em caso de greve em atividade essencial, com possibilidade de lesão do interesse público, o Ministério Público do Trabalho poderá ajuizar dissídio coletivo, competindo à Justiça do Trabalho decidir o conflito. i. Em razão da Matéria: Art. 114 da CF/88; OJ 416 SDI-1 TST: imunidade de jurisdição; OJ 414 SDI-1 TST; súmula 330 e 389 TST; súmula 424 TST; contribuições previdenciárias e fiscais decorrentes das decisões que o juiz do trabalho proferir, podem ser executadas; ações possessórias podem ser matéria da justiça do trabalho (súmula vinculante 23 STF); súmula vinculante 21 STF, deposito judicial prévio nos recursos administrativos é inconstitucional; ii. Em razão da Pessoa: iii. Competência Funcional/Hierárquica: B) Competência Relativa: NÃO pode ser arguida de ofício, TEM que se arguida pela parte interessada; existe um momento e um meio próprio para a sua arguição; o momento é na audiência, e o meio próprio é através de uma Exceção de Incompetência; se a parte não arguir na audiência, haverá a Prorrogação da Competência; i. Competência Territorial ou Em razão do lugar: Art. 651 da CLT; a regra é o local da prestação do serviço; Art. 651 A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento é determinada pela localidade onde o empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador, ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro. 1º Quando for parte no dissídio agente ou viajante comercial, a competência será da Junta da localidade em que a empresa tenha agência ou filial e a esta o empregado esteja subordinado e, na
falta, será competente a Junta da localização em que o empregado tenha domicílio ou a localidade mais próxima. 2º A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento, estabelecida neste artigo, estende-se aos dissídios ocorridos em agência ou filial no estrangeiro, desde que o empregado seja brasileiro e não haja convenção internacional dispondo em contrário. 3º Em se tratando de empregador que promova realização de atividades fora do lugar do contrato de trabalho, é assegurado ao empregado apresentar reclamação no foro da celebração do contrato ou no da prestação dos respectivos serviços. Exceções: 1º agente ou viajante comercial; 2º trabalho no estrangeiro; se for brasileiro + não houver convenção internacional dispondo em contrário = a ação pode ser ajuizada no Brasil, e a lei que será aplicada é a MAIS BENÉFICA (cancelamento em 2012 da súmula 207 TST); 3º pessoa que presta serviços FORA do local da contratação; se a pessoa trabalha no local da contratação + fora do local da contratação = a ação pode ser ajuizada em qualquer um dos locais (escolher); Procedimentos Trabalhistas: - Também conhecido como Ritos Procedimentais; a) Procedimento Comum: o determinante aqui é o VALOR DA CAUSA; esse procedimento é subdividido em: i) Procedimento Sumário: Art. 2º, 3º e 4º da Lei nº 5584/70; as causas possuem o valor de ATÉ dois salários mínimos; das sentenças proferidas no procedimento sumário NÃO cabe recurso, SALVO se ferir matéria constitucional (Recurso Extraordinário / julgado pelo STF); ii) Procedimento Sumaríssimo: Art. 852-A até 852-I da CLT; menos formalidades; - Art. 852-A CLT: o valor da causa é de ATÉ 40 salários mínimos no momento do ajuizamento da ação, EXCETO aquelas demandas em que for parte a Administração Pública (NÃO fazem parte do procedimento sumaríssimo a Administração Pública Direta, Autárquica e Fundacional); Administração Pública INDIRETA PODE ajuizar no procedimento sumaríssimo (Empresa Pública, Sociedade de Economia Mista); - Art. 852-B da CLT: no inciso I, o pedido tem que ser CERTO, DETERMINADO e tem que
INDICAR o seu valor correspondente (fazer cálculos); esse procedimento é para a demanda andar mais rápido; o pedido tem que ser LÍQUIDO; no inciso II, NÃO cabe citação por edital; no inciso III, o endereço tem que está completo das partes; 1º - as exigências do inciso I e II se não forem cumpridas, terá o ARQUIVAMENTO (extinção sem a resolução do mérito e o autor terá que pagar as custas); - Art. 852-E da CLT: a conciliação pode ser feito em qualquer fase da audiência; - Art. 852-H da CLT: todas as provas serão produzidas na audiência, AINDA que não requeridas previamente; ex: testemunhas trazidas para audiência podem ser ouvidas; 1º - prova documental, não há prazo, manifestação em audiência e imediatamente; 2º - máximo de duas testemunhas para cada parte, e pode comparecer independente de intimação, fazer remissão do Art. 821 CLT; 3º - em regra a testemunha não é intimada, SÓ será intimada aquela testemunha que foi comprovadamente convidada e não compareceu em audiência; 4º - cabe prova técnica (prova pericial); o prazo para as partes comentar sobre o laudo é de 05 dias (prazo comum); quem paga o perito é quem for sucumbente no objeto da perícia (Art. 790-B CLT / quem é beneficiário de gratuidade de justiça não arcar com a perícia); Instrução Normativa 27 / Art. 6º se for uma relação de trabalho, pode sim exigir deposito prévio dos honorários periciais; se for uma relação de emprego, NÃO pode o juiz exigir deposito prévio dos honorários periciais; - Art. 852-I da CLT: a sentença do sumaríssimo terá a convicção do juízo (fundamentação + dispositivo), MAS é DISPENSÁVEL o relatório; da sentença do sumaríssimo CABE recurso (Recurso Ordinário / Art. 895, 1º CLT); do acórdão proferido pelo TRT CABE Recurso de Revista para o TST (Art.896, 6º da CLT); os recursos no procedimento sumaríssimo possuem regras especiais; iii) Procedimento Ordinário: - Art. 837 e seguintes da CLT; - Art. 821 CLT: no máximo de ATÉ 03 testemunhas;
b) Procedimento Especial: - Art. 821 CLT: no Inquérito para Falta Grave, pode ter no máximo ATÉ 06 testemunhas; REGRAS GERAIS: - Art. 763 até 769 CLT; - Art. 764 CLT: os dissídios serão SEMPRE sujeitos a conciliação; o juiz é obrigado a incentivar a conciliação; Princípio da Conciliação; 3º - é licito para as partes celebrar termo que põe fim ao processo, AINDA que passe o momento legal da conciliação; ou seja, a possibilidade de acordo pode ser feita em qualquer momento da audiência; a conciliação pode ser feita até mesmo no momento da execução; - Art. 767 CLT: compensação e dedução; elas SÓ podem ser arguidas como matéria de defesa; na contestação; quando o réu está se defendendo; a dedução = matéria de mesmo título; ex: pedido do autor é de horas extras, sendo que as horas extras já foram pagas, a dedução é que as horas extras sejam pagas, mas que sejam deduzidos as horas que já foram pagas; dedução tem que ser sempre de mesma natureza (ex: horas extras com horas extras); OJ 415 SDI-1 TST; a compensação = pode ser discussão de matéria diferente (títulos diferentes / MAS sempre matéria trabalhista); pode ser matéria de natureza diferente, porém sempre trabalhista; - Art. 768 CLT: falência; - Art. 769 CLT: omissão do direito processual do trabalho pode-se utilizar o direito processual civil; toda vez que na parte do processo do trabalho houver omissão na CLT em algum ponto, utiliza-se o código de processo civil, MAS isso na fase de CONHECIMENTO; na fase da EXECUÇÃO (Art.889 CLT), se houver omissão por parte da CLT, deve-se primeiro procurar na Lei de Executivos Fiscais (Lei nº 6830/80), se nessa lei não houver a resposta, aí sim se utiliza o CPC; OBS: não basta apenas ter a omissão na CLT para ir ao CPC, tem que ser compatível; PROCEDIMENTO ORDINÁRIO:
- Regra geral; - Art. 837 e seguintes da CLT; - Começa com o ajuizamento da ação (em sua grande maioria); começa com a petição inicial (reclamação trabalhista); - Dissídios coletivos, ação rescisória, NÃO começam nas Varas do Trabalho; - Art. 839 CLT: legitimados; prestadores de serviço (relação de trabalho), relação de emprego (empregados e os empregadores); os empregados e os empregadores podem ingressar com a reclamação trabalhista através de seus representantes (advogados) ou pessoalmente (jus postulandi / Art. 791 CLT); sindicatos podem atuar como representante (atuando como advogado (representação) ou substituto (atuando como se parte fosse / defendendo a categoria)); MPT procuradorias regionais do trabalho (ministério público do trabalho); OBS: Jus Postulandi Súmula 425 TST em 2010; o TST entende que o jus postulandi está em vigor, foi recepcionado pela CF/88, PORÉM NÃO pode ser utilizado no âmbito do TST, SOMENTE nas Varas do Trabalho e nos TRT s; O jus postulandi NÃO pode ser usado para Mandado de Segurança, Ações Rescisórias, Cautelas e nem Recursos de competência do TST; - Art. 791 CLT: jus postulandi; 3º reconhecimento do mandado TÁCITO; a regularidade desse mandado é comprovada com a cópia da ATA de audiência; 3º - A constituição de procurador com poderes para o foro em geral poderá ser efetivada, mediante simples registro em ata de audiência, a requerimento verbal do advogado interessado, com anuência da parte representada. Procuração apud acta = procuração colocada em ATA de audiência; poderes passados verbalmente para a ata de audiência; - Art. 840 CLT: a petição inicial trabalhista pode ser ESCRITA ou VERBAL; Art. 840. A reclamação poderá ser escrita ou verbal. 1º Sendo escrita, a reclamação deverá conter a designação do Presidente da Junta, ou do juiz de direito a quem for dirigida, a qualificação do reclamante e do reclamado, uma breve exposição dos fatos de que resulte o dissídio, o pedido, a data e a assinatura do reclamante ou de seu representante. 2º Se verbal, a reclamação será reduzida a termo, em 2 (duas) vias datadas e assinadas pelo escrivão ou chefe de secretaria, observado, no que couber, o disposto no parágrafo anterior.
- Art. 731 e 786 CLT: petição inicial VERBAL; Art. 786. A reclamação verbal será distribuída antes de sua redução a termo. Parágrafo único. Distribuída a reclamação verbal, a reclamação verbal, o reclamante deverá, salvo motivo de força maior, apresentar-se no prazo de 5 (cinco) dias, ao cartório ou à secretaria, para reduzi-la a termo, sob a pena estabelecida no Art. 731. Reclamação VERBAL tem que ser distribuída ANTES da sua redução a termo; primeiro distribui os dados mais importantes e, só depois, no prazo de 05 dias, é que o reclamante ou representante deve reduzir a termo; se não reduzir a termo nesse prazo de 05 dias, terá a pena de 06 meses SEM poder ingressar com a ação; Art. 731. Aquele que, tendo apresentado ao distribuidor reclamação verbal, não se apresentar, no prazo estabelecido no parágrafo único do Art. 786, à Junta ou Juízo para fazê-lo tomar por termo, incorrerá na pena de perda, pelo prazo de 6 (seis) meses, do direito de reclamar perante a Justiça do Trabalho. PEREMPÇÃO = perder o direito de ingressar com a ação; Art. 732 CLT se por DUAS vezes seguidas, o autor der causa ao arquivamento, ele ficará por 06 meses sem poder ingressar com a ação; PEREMPÇÃO nos Arts. 731 e 732 CLT; a prescrição continua correndo nos dois casos; - Art. 841 CLT: o escrivão tem que, em 48 horas, expedir uma notificação postal (é como se fosse a citação no processo civil); essa notificação tem o cunho de citação; essa notificação tem que ser enviada já com a cópia da petição inicial + a data da audiência; Art. 841. Recebida e protocolada a reclamação, o escrivão ou chefe de secretaria, dentro de 48 (quarenta e oito) horas, remeterá a segunda via da petição, ou do termo, ao reclamado, notificando-o ao mesmo tempo, para comparecer à audiência de julgamento, que será a primeira desimpedida, depois de 5 (cinco) dias. 1º A notificação será feita em registro postal com franquia. Se o reclamado criar embaraços ao seu recebimento ou não for encontrado, far-se-á a notificação por edital, inserto no jornal oficial ou no que publicar o expediente forense, ou, na falta, afixado na sede da Junta ou Juízo. 2º O reclamante será notificado no ato da apresentação da reclamação ou na forma do parágrafo anterior. - Os atos trabalhistas serão concentrados e entregues no dia da audiência trabalhista; - A data da audiência NÃO pode ser ANTES dos 05 dias da data da notificação; - Art. 843 e 844 CLT: somente terá a audiência se as partes estiverem presentes; na audiência o comparecimento das partes é OBRIGATÓRIO; se houver a ausência do RECLAMANTE (autor) = terá como consequência o arquivamento + pagamento das
custas (SALVO se beneficiário de gratuidade); se houver a ausência do RECLAMADO (réu) = terá como consequência a revelia + confissão; o réu pode mandar um preposto (TST = em regra o preposto tem que ser empregado da empresa / Súmula 377 TST); confissão é matéria de FATO (os fatos narrados na inicial são dados como verdadeiros) Reclamante = arquivamento + pagamento das custas; Reclamado = revelia + confissão; OBS: relação envolvendo doméstico ou micro/pequeno empresário = NÃO precisa que o preposto seja empregado; Súmula 122 TST quando o réu não aparece na audiência, mas o advogado vai para a audiência com a procuração = OCORRE REVELIA DO MESMO JEITO; o comparecimento das partes é OBRIGATÓRIO; se houver a apresentação de atestado médico, a revelia pode ser afastada. - Art. 846 CLT: 1ª proposta de conciliação; Se há acordo = será lavrado um Termo de Acordo (firmado na presença do juiz / Título Executivo Judicial); Súmula 418 TST a concessão de um acordo ou a concessão de uma liminar é uma FACULDADE do juiz; o acordo foi aceito, MAS o juiz NÃO é obrigado a aceitar o acordo; feito o acordo, NÃO cabe recurso para as partes; OBS: União que quer recorrer PODE; recorrer no tocante às contribuições que lhes sejam devidas; Art. 831, único da CLT; Recurso Ordinário; Ação Rescisória = tem como objetivo DESCONSTITUIR (desconstruir / destruir / anular) uma decisão JUDICIAL (título judicial), decisão judicial de mérito que transito em julgado; ação rescisória NÃO é recurso; Art. 485 CPC; Art.495 CPC o prazo para desconstituir é de 02 anos, contados do transito em julgado; esse prazo é um decadencial; Súmula 100 TST; Art. 836 CLT a ação rescisória cabe no processo do trabalho, mas é necessário fazer um depósito no valor de 20% do valor da causa;
Não há acordo = resposta do réu / aparece a contestação (Art. 847 CLT) + a possibilidade da apresentação das Exceções (Art. 799 ao 802 CLT); aparece também a possibilidade da reconvenção (formulação de pedidos em face do autor / Art. 315 CPC); 20 minutos; - Art. 818 ao 830 CLT: instrução processual; provas; Art. 333 CPC ônus da prova no processo do trabalho; em situações específicas há a inversão do ônus da prova, Súmula 212 TST = na dúvida do término do contrato de trabalho, o empregador é que irá provar que a relação acabou; Súmula 338 TST = é ônus do empregador, que tem mais de 10 empregados, ter cartão de ponto de frequência, registro da jornada de trabalho, e se a empresa NÃO tiver documentação, o ônus da prova continua sendo dela; OBS: OJ 215 SDI-1 TST CANCELADA!!!!! Hoje compete ao empregador o ônus da prova em relação ao vale transporte; - Art. 850 CLT: encerrada a instrução processual, poderão as partes aduzir as razões finais, em prazo de 10 minutos, ANTES da sentença; após a apresentação das razoes finais e ANTES da sentença, o juiz irá propor a 2ª conciliação, para só depois proferir a sentença; RECURSOS: - Art. 893 e seguintes da CLT; - Art. 893, 1º da CLT: trabalha com um princípio do direito processual do trabalho, Princípio da Irrecorribilidade Imediata das decisões interlocutórias; as decisões interlocutórias são IRRECORRÍVEIS de IMEDIATO; quando da decisão, pedir que seja consignado o protesto na ata de audiência, para futuramente recorrer junto com a decisão definitiva; mas SÓ poderá recorrer do que for consignado em ata de audiência; EXCEÇÃO: Súmula 214 TST existem situações que ainda que seja regra não recorrer de imediato, não há outro momento para a pessoa se manifestar, aí terá que se manifestar naquele momento da decisão; OBS: Nulidades: Art. 794 ao 798 CLT; a nulidade tem que ser arguida na primeira oportunidade;
Pressupostos Recursais: - Duplo Juízo de Admissibilidade dos Recursos: ex: quando interposto o recurso (Recurso Ordinário), quem primeiro irá analisar se existem todos os pressupostos do recurso na sua parte processual, é o juízo de primeiro grau (Juiz do Trabalho / Vara do Trabalho); após analisado os pressupostos, o RO irá para o TRT, que irá analisar o mérito do recurso; OBS: Embargos de Declaração NÃO tem duplo juízo de admissibilidade; Pressupostos Subjetivos ou Intrínsecos: analisa para quem está recorrendo; os pressupostos são: a) capacidade; b) legitimidade; Art. 499 CPC; aquele que foi sucumbente (quem perdeu); MP; c) interesse de agir; Pressupostos Objetivos ou Extrínsecos: a) recorribilidade da decisão; é a primeira coisa que se analisa nos pressupostos objetivos, porque há decisões que não podem ser recorridas; b) previsão legal; Art. 893 da CLT; c) adequação; o recurso tem que ser adequado; d) regularidade da representação; e) tempestividade; prazo dos recursos; Art. 6º da lei 5584/70; recurso típico do processo do trabalho, o prazo será SEMPRE de 08 dias; quando não for um recurso típico do direito processual do trabalho, o seu prazo será o original; quando o recurso está no prazo, ele é tempestivo; Súmula 434 TST extemporâneo quando o recurso é interposto ANTES do prazo; f) preparo (recolhimentos para que o seu recurso venha a ser aceito); o preparo do recurso tem que está presente (feito + comprovado) dentro do prazo do recurso; Autor: custas; NÃO se fala de depósito recursal para o autor; Art. 789, 790 e 790-A CLT; as custas são recolhidas e comprovadas dentro do prazo do recurso; TST entendeu que, se o recurso for apresentado sem a comprovação das custas, mas ainda há prazo para o
recurso, a comprovação das custas pode ser apresentada até terminar o prazo; Súmula 245 TST; Réu: custas + depósito recursal; o mesmo que ocorre com as custas, ocorre com a comprovação do preparo (Súmula 245 TST); Art.899 da CLT; OBS: Agravo de Instrumento no processo do Trabalho serve para DESTRANCAR / DESTRAVAR recurso; - Art. 899 da CLT: depósito recursal; SEMPRE do réu; o Agravo de Instrumento (que era gratuito) HOJE tem preparo ( 7º) para destrancar um recurso; o depósito do agravo corresponde a 50% do valor do depósito do recurso que se quer destrancar; - Art. 790-A da CLT: trata sobre as pessoas que estão isentas das custas processuais; único a isenção NÃO alcança as entidades fiscalizadoras (ex: OAB); - Súmula 426 TST dissídios individuais, o depósito recursal será através do GFIP; OBS: Recurso Deserto = deu problema no recolhimento do recurso; TST TRT Juiz do Trabalho Sentença Embargos de Declaração Art.897-A CLT
Embargos de Declaração: não é um recurso típico do direito do trabalho; interposto na 1ª instância, no próprio juízo que proferiu a decisão de 1º grau; prazo de 05 dias; cabem embargos quando houver manifesto equivoco na analise dos pressupostos intrínsecos do recurso; os embargos interrompem (zera e começa do inicio) o prazo para os demais recursos; Recurso Ordinário (RO): interposto para o TRT; prazo de 08 dias; é um recurso típico trabalhista; Art. 895 CLT; são duas hipóteses de cabimento do RO, no inciso I do Art. 895 da CLT da sentença proferida pelo juiz cabe RO para TRT (RO clássico), no inciso II do Art. 895 da CLT nas matérias de competência originária dos Tribunais (TRT / acórdão / já começa no TRT, a primeira decisão foi do TRT), o recurso cabível também é o RO, que será apreciado pelo TST; RO é cabível tanto para dissídios individuais (matéria de competência do Juiz do Trabalho), como também nos dissídios coletivos (matéria de competência do TRT); RO serve para impugnar decisões terminativas (sem resolução do mérito) e definitivas (entrou no mérito), de matéria de direito e matéria de fato; Do acórdão que julgou o RO, cabe Embargos de Declaração; Do acórdão que julgou o RO (TRT), cabe Recurso de Revista (RR), com endereçamento para o TST; Recurso de Revista: Art. 896 e 896-A da CLT; prazo de 08 dias; I. Se a demanda estiver tramitando no Procedimento Ordinário, cabe RR: a) Se tiver ofensa à CF/88 (antes de mandar para STF); b) Se tiver ofensa a Lei Federal; c) Se tiver contrariedade a Súmula do TST; d) Se tiver contrariedade a OJ do TST; e) Se tiver divergência Jurisprudencial entre os Tribunais; II. Se a demanda estiver tramitando no Procedimento Sumaríssimo, cabe RR (Art. 896, 6º da CLT): a) Se houver violação à CF/88; b) Se houver uma contrariedade a uma Súmula do TST;
III. Se a demanda estiver na fase de Execução, cabe RR: - A Execução ocorre onde tudo começou; a) Em regra, NÃO cabe RR na fase de execução; EXCEÇÃO: quando houver violação à CF/88; Art. 896, 2º da CLT; Do acórdão proferido pelo TST, cabe Embargos de Declaração ou Recurso Extraordinário (Art. 102 da CF); Recurso Extraordinário: Art. 102 da CF; pode ser interposto quando houver violação à CF/88, sendo que também tem que haver a repercussão geral e o prequestionamento; a repercussão geral no direito do trabalho é conhecida como, Transcendência (Art. 896-A CLT / relevância no aspecto social, político...); Agravo de Instrumento: Art. 897 da CLT; finalidade de destrancar recurso, que ficou preso no primeiro juízo de admissibilidade; prazo de 08 dias; recurso típico do direito do trabalho; Agravo de Petição: é recurso típico da EXECUÇÃO; Agravo de Decisão Monocrática proferidas por membros do colegiado: Art. 557, 1º do CPC utiliza essa fundamentação se isso acontecer no âmbito do TRT (excepcionalmente o prazo desse recurso será de 08 dias); Art. 896, 5º da CLT utiliza essa fundamentação se isso acontecer no âmbito do TST (Agravo Regimental / prazo de 08 dias); Embargos ao TST: Art. 894 da CLT; cabimento para questões ligadas diretamente ao TST; inciso I Embargos ao TST para decisões NÃO unanimes de julgamento; inciso II Embargos ao TST para uniformizar a jurisprudência; Recurso Adesivo: previsão no processo civil, Art.500 CPC; colar no recurso do outro;
ocorre quando uma parte não recorreu, mas pega carona quando a outra parte recorre; Recursos no processo civil, em regra eles são recebidos no duplo efeito, suspensivo e devolutivo; MAS quando falamos no processo do trabalho, a regra é que o efeito do recurso seja apenas DEVOLUTIVO (devolver a matéria para o TRT ou TST apreciar); porém, pode acontecer de ser necessário o pedido do efeito suspensivo, e esse pedido é feito através de uma CAUTELAR (Súmula 414, I TST); A parte da decisão que não foi efeito do recurso (que não foi recorrida), pode-se fazer a chamada EXECUÇÃO PROVISÓRIA, agilizando na parte que não foi impugnada; porém a execução provisória SÓ pode ir ATÉ a penhora; Art. 620 CPC; Súmula 417 TST; a execução provisória tem que se dar da forma menos gravosa para o executado;