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Transcrição:

. Prevenção e Controle de Riscos

. Sumário Caldeiras e Vasos de Pressão - Norma Regulamentadora (NR13) 1 Caldeiras à vapor 4 Instalação da Caldeira............................. 6 Segurança na instalação da Caldeira.................... 9 Inspeção de segurança de Caldeiras..................... 9 Vasos de Pressão 13 Instalação dos Vasos de Pressão....................... 16 Segurança na instalação de Vasos de Pressão............... 17 Inspeção de segurança em Vasos de Pressão............... 18 Movimentação de Cargas - Norma Regulamentadora 11 24 Elevadores e Monta-Cargas......................... 24 Equipamentos de Movimentação...................... 25 Carros Manuais para Transporte...................... 25 Transporte Motorizado............................ 26 Transporte de Sacas.............................. 27 Armazenamento de Materiais........................ 27 Instalações Elétricas 32 Medidas de Controle............................. 33 Medidas de Proteção............................. 37 Segurança em Projeto............................. 39 Segurança na construção, montagem, operação e manutenção..... 43 Segurança em Instalações Elétricas Desernegizadas........... 44 Segurança em Instalações Elétricas Energizadas............. 45 Trabalhos envolvendo Alta Tensão..................... 45 Habilitação, qualificação, capacitação e autorização dos trabalhadores 46 Sinalização de Segurança........................... 48 Proteção contra incêndio, explosão e situações de emergência..... 49 Trabalho em altura 57 Treinamento.................................. 57 Planejamento, Organização e Execução.................. 58.......................................... 60 2

. Emergência e Salvamento.......................... 62 3

Caldeiras e Vasos de Pressão - Norma Regulamentadora (NR13) Em abril de 2014 a NR 13 passou por mudanças na sua estrutura passando a vigorar com as seguintes condições: 1) Abrangência A NR13 aplica-se a caldeiras e vasos de pressão com as seguintes condições: Caldeiras a vapor: são equipamentos destinados a produzir e acumular vapor sob pressão superior à atmosférica, utilizando Vasos de pressão que contenham fluido da classe A (Tabela 1) independente das dimensões e do produto P.V; Recipientes móveis com P.V superior a 8 (oito) ou com fluido da classe A; Tubulações ou sistemas de tubulação interligados a caldeiras ou vasos de pressão, que contenham fluidos de classe A ou B (Tabela 1). Os equipamentos que não são citados nessa NR ficam dispensados das considerações aqui descritas: qualquer fonte de energia, projetados conforme códigos pertinentes, excetuando-se refervedores e similares. Vasos de pressão onde o produto do valor de Pressão máxima de operação em kpa e o Volume interno total em m3 seja maior que 8. Então: PxV >8 1

Tabela 1: Classificação de Fluido segundo a NR 13 Fluido Classe A Fluido Classe B Fluidos inflamáveis; Fluidos combustíveis com temperatura inferior a 200 ºC (duzentos graus Celsius); Fluidos combustíveis com temperatura Fluidos tóxicos com limite de tolerância superior a 200 ºC (duzentos graus Celsius); (ppm). superior a 20 (vinte) partes por milhão Fluidos tóxicos com limite de tolerância igual ou inferior a 20 (vinte) partes por milhão (ppm); Hidrogênio; Acetileno. Tabela 2: Abrangência da NR 13 - Resumo Caldeiras Vasos de Pressão Tubulações ou Sistemas de Tubulações Equipamentos que produzem ou acumulam vapor sob pressão superior à at- P. V > 8 Ter fluido A ou B. mosférica. Utiliza qualquer fonte de energia. Projetado conforme códigos pertinentes, excetuando-se refervedores e similares. Ter fluido classe A independente de produto de P. V. Recipiente móvel com P. V > 8 ou com fluido classe A. 2

2) Risco grave e iminente RGI O não cumprimento dos requisitos dessa NR é considerado risco grave e iminente que possa causar acidente ou doença relacionada ao trabalho com lesão grave à integridade física do trabalhador, principalmente: Operação de equipamento sem dispositivo de segurança ajustado com pressão de abertura igual ou inferior a pressão máxima de trabalho (PMTA) instalado diretamente no vaso de pressão ou sistema que o inclui. Caso essa condição não seja atendida, o acidente ou colapso ocorrerá logo após o PMTA tornando a válvula de segurança ineficiente Atraso na inspeção de segurança periódica de caldeiras. Bloqueio inadvertido ou intencional do sistema de segurança da de caldeiras e vasos de pressão, sem a justificativa técnica baseado em códigos e normas formais; Ausência de dispositivo de controle do nível de água em caldeiras. Sem esse indicador, pode ocorrer a operação em ambiente seco acarretando acidente e colapso do equipamento; Operação de equipamento com deterioração atestada com recomendação de retirada de uso perante o parecer conclusivo em relatório de inspeção de segurança. Operação de caldeira por profissional não habilitado, ou que não esteja sob supervisão do operador qualificado. 3) Profissional Habilitado É aquele que tem competência legal para o exercício da profissão de engenheiro nas atividades referentes a pro- 3

jeto de construção, acompanhamento da operação e da manutenção, inspeção e supervisão de inspeção de caldeiras, vasos de pressão e tubulações, em conformidade com a regulamentação profissional vigente no País, ou seja, de curso credenciado pelo MEC e regularizado na sua classe de profissão. 4) Inspeção, Manutenção Preventiva e Projetos de alteração ou reparo (PAR) Os sistemas de controle e segurança das caldeiras e dos vasos de pressão devem ser submetidos à manutenção preventiva ou preditiva. Quando indicado e comprovado pelo PH pode haver postergação de até seis meses no prazo previsto para inspeção de segurança periódica de caldeira. Sendo obrigação do empregador informar o sindicato dos trabalhadores da categoria predominante tal decisão. O PAR devem ser concebidos previamente sempre que as condições de projeto forem modificadas; sempre que forem realizados reparos que possam comprometer a segurança. Sendo que o PAR deve ser concebido ou aprovado por PH; determinar materiais, procedimentos de execução, controle de qualidade e qualificação de pessoal; ser divulgado para os empregados do estabelecimento que estão envolvidos com o equipamento. Caldeiras à vapor Caldeiras a vapor são equipamentos destinados a produzir e acumular vapor sob pressão superior à atmosférica, utilizando qualquer fonte de energia, projetados conforme códigos pertinentes, excetuando-se refervedores e similares. São classificadas em três categorias: 4

Categoria A: Pressão de operação é igual ou superior a 1960 kpa (19, 98 Kgf/cm 2 ). Categoria C: Pressão de operação é igual ou inferior a 588 kpa (5,99 Kgf/cm 2 ) e o volume interno é igual ou inferior a 100 L (cem litros). Categoria B: São todas as caldeiras que não se enquadram nas categorias anteriores. As caldeiras devem conter os seguintes itens: Válvula de segurança com pressão de abertura ajustada em valor igual ou inferior a PMTA, considerados os requisitos do código de Injetor ou sistema de alimentação de água independente do principal que evite o superaquecimento por alimentação deficiente, acima das temperaturas de projeto, de caldeiras de combustível sólido não atomizado ou com queima em suspensão; Sistema dedicado de drenagem rápida de água em caldeiras de recuperação de álcalis, com ações automáticas após acionamento pelo operador; Sistema automático de controle do nível de água com intertravamento que evite o superaquecimento por alimentação deficiente. projeto relativos a aberturas escalonadas e tolerâncias de calibração; Instrumento que indique a pressão do vapor acumulado; 5

Toda caldeira deve ter afixada em seu da caldeira e seu número ou código de identificação. corpo, em local de fácil acesso e bem visível, placa de identificação indelével com, no mínimo, as seguintes informações: Nome do fabricante; Número de ordem dado pelo fabricante da caldeira; Ano de fabricação; Pressão máxima de trabalho admissível; Pressão de teste hidrostático de fabricação; Capacidade de produção de vapor; Área de superfície de aquecimento; Código de projeto e ano de edição. Além da placa de identificação, deve constar, em local visível, a categoria Instalação da Caldeira O PH é responsável pela autoria do projeto de instalação de caldeiras a vapor e deve obedecer aos aspectos de segurança, saúde e meio ambiente previstos nas Normas Regulamentadoras, convenções e disposições legais aplicáveis. As caldeiras de qualquer estabelecimento devem ser instaladas em casa de caldeiras ou em área de caldeiras As tabelas 3 e 4 apresentam as condições de instalação da caldeira: 6

Tabela 3: Condições de instalação da Caldeira em Ambiente aberto Estar afastada, no mínimo, de 3 metros de: outras instalações do estabelecimento, de depósito de combustíveis, excetuando-se laboratórios para partida com até 2000 Litros de capacidade, do limite de propriedade de terceiros, do limite das vias públicas. Dispor de acesso fácil e seguro, necessário à operação e à manutenção da caldeira, sendo que, para guardacorpos vazados, os vãos devem ter dimensões que impeçam a queda da pessoa. Dispor de iluminação conforme normas oficiais vigentes. Ambiente Aberto Dispor de, pelo menos, duas saídas amplas, permanentemente desobstruídas, sinalizadas e dispostas em direções distintas. Ter sistema de captação e lançamento de gases e material particulado, provenientes da combustão, para fora da área de operação atendendo às normas ambientais. Ter sistema de iluminação de emergência caso opere à noite. 7

Tabela 4: Condições de instalação da Caldeira em Ambiente fechado Construir prédio separado constituído de material resistente ao fogo, podendo ter apenas uma parede adjacente a outras instalções do estabelecimento, porém com as outras paredes afastadas no mínimo 3 metros de outras instalações, do limite de terceiros, do limite com as vias públicas e de depósitos de combustíveis, excetuando-se reservatórios para partida com até 2000 Litros de capacidade. Dispor de ventilação permanente com entradas de ar que não possam ser bloqueadas. Não ser utilizada para qualquer outra finalidade. Ter sistema de captação e lançamento de gases e material particulado, provenientes da combustão, para fora da área de operação atendendo às normas ambientais vigentes. Ambiente Fechado Dispor de, pelo menos, duas saídas amplas, permanentemente desobstruídas, sinalizadas e dispostas em direções distintas. Dispor de senso para detecção de vazamento de gás quando se tratar de caldeira a combustível gasoso. Dispor de acesso fácil e seguro, necessário à operação e à manutenção da caldeira, sendo que, para guardacorpos vazados, os vãos devem ter dimensões que impeçam a queda da pessoa. Dispor de iluminação conforme norma oficiais vigentes e ter sistema de iluminação de emergência. 8

Observação: Quando o estabelecimento não puder atender ao disposto nas tabelas 3 e 4 deve ser elaborado projeto alternativo de instalação, com medidas complementares de segurança, que permitam a atenuação dos riscos, comunicando previamente a representação sindical dos trabalhadores predominante no estabelecimento. Segurança na instalação da Caldeira Para garantir a segurança da operação da caldeira, toda caldeira deve possuir manual de operação atualizado, em língua portuguesa, em local de fácil acesso aos operadores. Os instrumentos e controles de caldeiras devem ser mantidos calibrados e em boas condições operacionais afim de evitar acidentes. Além disso, a qualidade da água deve ser controlada e tratamentos devem ser implementados quando necessário. As caldeiras tipo A são obrigadas a ter esse tratamento. E sua operação deve estar obrigatoriamente sob operação e controle de operador de caldeira. Sendo que é considerado operador de caldeira aquele que possui certificado de treinamento de segurança na operação de caldeiras e comprovação em estágio ou possuir certificado de Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras previsto na NR 13 aprovada pela Portaria SSMT n. 02, de 08 de maio de 1984 ou na Portaria SSST n. 23, de 27 de dezembro de 1994. Inspeção de segurança de Caldeiras As caldeiras devem ser submetidas a inspeções de segurança inicial, periódica e extraordinária. A inspeção de segurança inicial deve ser feita em caldeiras novas, antes da entrada em funciona- 9

mento, no local de operação, devendo compreender exame interno, seguido de teste de estanqueidade e exame externo. Observação: Deve haver comprovação por meio de laudo assinado por PH, e ter o valor da pressão de teste afixado em sua placa de identificação. Quanto a As caldeiras devem obrigatoriamente e com prioridade ser submetidas ao Teste Hidrostático(TH). Se este tiver sido feito na fabricação, então a caldeira pode ser utilizada normalmente. Se não foi feito e o equipamento tiver sido fabricado a partir da vigência da NR 13 (28/04/2014) o TH pode ser realizado na inspeção inicial. Se não estiver na vigência, o TH deve ser realizado na próxima inspeção de segurança periódica. inspeção de segurança periódica, constituída por exames interno e externo, deve ser executada nos prazos máximos descritos na Tabela 2, sendo que para estabelecimentos que possuam Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos pode haver prorrogação. A inspeção é crucial para garantir a segurança de operação das caldeiras. A tabela 5 nos mostra os prazos de inspeção das Caldeiras de acordo com suas categorias. 10

Tabela 5: Prazo de inspeção das caldeiras Tipo de caldeira Prazo máximo (meses) Prazo máximo para estabelecimentos que possua serviço próprio de inspeção de equipamentos -SPIE, conforme estabelecido no anexo II. Caldeiras das categorias A 12 (doze) 30 (trinta) Caldeiras das categorias B 12 (doze) 24 (vinte e quatro) Caldeiras das categorias C 12 (doze) 24 (vinte e quatro) Caldeiras de recuperação de alcais de qualquer categoria Para caldeiras da categoria A, desde que aos 12 (doze) meses sejam testadas as pressões de abertura das válvulas de segurança. Caldeiras especiais* 15 (quinze) 24 (vinte e quatro) 24 (vinte e quatro) 40 (quarenta) Obs.: *São consideradas caldeiras especiais: caldeiras que operam de forma continua e utilizam gases ou resíduos das unidades de processo como combustível principal para aproveitamento de calor ou para fins de controle ambiental. 11

Tabela 6: Requisito de segurança para caldeiras especiais Requisito de segurança para caldeiras especiais Estiverem instaladas em estabelecimentos que possuam SPIE citado no Anexo II; Tenham testados a cada 12 (doze) meses o sistema de intertravamento e a pressão de abertura de cada válvula de segurança; Não apresentem variações inesperadas na temperatura de saída dos gases e do vapor durante a operação; Existam análise e controle periódico da qualidade da água; Exista controle de deterioração dos materiais que compõem as principais partes da caldeira; Exista parecer técnico de PH fundamentando a decisão. Tabela 7: Inspeção da válvula de segurança Periodicidades Categoria Tipo de inspeção Excluídas 1 vez ao mês B e C Acionamento manual da alavanca, em operação; Histórico operacional e com limite descrita na tabela 2; À critério do PH. B e C Testes de acumulação. As válvulas flangeadas ou roscadas devem ser desmontadas, inspecionadas e testadas em bancada, e, no caso de válvulas soldadas, feito o mesmo no campo; Caldeiras que fluido térmico e as que trabalhem com água tratada; 12

A tabela 6 nos mostra os requisitos de segurança relacionados à instalação das caldeiras especiais. No máximo, ao completar 25 (vinte e cinco) anos de uso, na sua inspeção subsequente, as caldeiras devem ser submetidas a uma avaliação de integridade com maior abrangência para determinar a sua vida remanescente e novos prazos máximos para inspeção, caso ainda estejam em condições de uso. Inspeção das válvulas de segurança deve seguir a periodicidade da tabela 7. A inspeção de segurança extraordinária deve ser feita nas seguintes oportunidades: quando a caldeira for submetida à alteração ou reparo importante capaz de alterar suas condições de segurança; antes de a caldeira ser recolocada em funcionamento, quando permanecer inativa por mais de 6 (seis) meses; quando houver mudança de local de instalação da caldeira. Observação: A inspeção de segurança deve ser realizada sob a responsabilidade técnica de PH. E toda anotação referente a inspeção deve constar no relatório de segurança. Vasos de Pressão Vasos de pressão são equipamentos que sempre que a caldeira for danificada por acidente ou outra ocorrência capaz de comprometer sua segurança; contêm fluidos sob pressão interna ou externa, diferente da atmosférica e são classificados de acordo com a classe de fluido e o potencial risco. 13

Classe A Fluidos inflamáveis; Fluidos combustíveis com temperatura superior ou igual a 200 ºC; Fluidos tóxicos com limite de tolerância superior a 20 ppm (partes por milhão); Hidrogênio; Acetileno. Classe B Classe C Classe D Fluidos combustíveis com temperatura inferior a 200ºC; Vapor d'água; Outro fluido não enquadrado acima. Fluidos tóxicos com limite de tolerância superior a 20 ppm (partes por milhão). Gases asfixiantes simples ou ar comprimido. Quando se tratar de mistura deverá ser considerado para fins de classificação o fluido que apresentar maior risco aos trabalhadores e instalações, considerando-se sua toxicidade, inflamabilidade e concentração. Os vasos de pressão são classificados em grupos de potencial de risco em função do produto P.V, onde P é a pressão máxima de operação em MPa e V o seu volume em m 3. A tabela a seguir classifica os vasos de pressão em categorias de acordo com os grupos de potencial de risco e a classe de fluido contido. Classes A B C D Categorias I, II, III I, II, III, IV I, II, III, IV, V II, III, IV, V Grupo potencial Classe - Categorias de risco 1 - P.V 100 A - I; B - I; C - I; D - II. 2 - P.V < 100 P.V A - I; B - II; C - II; D 30 - III. 3 - P.V < 30 P.V A - II; B - III; C - III; 2,5 D - IV. 4 - P.V < 2,5 P.V A - III; B - IV; C - 1 IV; D - V. 5 - P.V < 1 A - III; B - IV; C - V; D - V. 14

Os vasos de pressão devem ser dotados dos seguintes itens: com, no mínimo, as seguintes informações: válvula ou outro dispositivo de segurança com pressão de abertura ajustada em valor igual ou inferior à PMTA, instalado diretamente no vaso ou no sistema que o inclui, considerados os requisitos do código de projeto relativos a aberturas escalonadas e tolerâncias de calibração; meios utilizados contra o bloqueio inadvertido de dispositivo de segurança quando este não estiver instalado diretamente no vaso; Fabricante; Número de identificação; Ano de fabricação; Pressão máxima de trabalho admissível; Pressão de teste hidrostático de fabricação; Código de projeto e ano de edição. Na figura a seguir tem-se um exemplo da placa de identificação dos vasos de pressão: instrumento que indique a pressão de operação, instalado diretamente no vaso ou no sistema que o contenha. Todo vaso de pressão deve ter afixado em seu corpo, em local de fácil acesso e bem visível, placa de identificação indelével 15

Nesta outra figura, temos um exemplo de placa de vasos de pressão identificados: Instalação dos Vasos de Pressão Todo vaso de pressão deve ser instalado de modo que todos os drenos, respiros, bocas de visita e indicadores de nível, pressão e temperatura, quando existentes, sejam facilmente acessíveis. A tabela a seguir apresenta as condições de instalação em local aberto e fechado. Quando o estabelecimento não puder atender essas condições, deve ser elaborado projeto alternativo de instalação com medidas complementares de segurança que permitam a atenuação dos riscos. Além disso, o projeto de instalação deve conter pelo menos a planta baixa do estabelecimento, com o posicionamento e a categoria de cada vaso e das instalações de segurança. No local de instalação deve ter toda a documentação do projeto incluído o Registro de Segurança do vaso de pressão que deve ser constituído por livro de páginas numeradas, pastas ou sistema informatizado com confiabilidade equivalente onde serão registradas todas as ocorrências importantes capazes de influir nas condições de segurança dos vasos de pressão e as ocorrências de inspeções de segurança periódicas e extraordinárias, devendo constar a condição operacional do vaso. 16

Ambiente aberto Dispor de, pelo menos, duas saídas amplas permanentemente desobstruídas, sinalizadas e dispostas em direções distintas; Dispor de acesso fácil e seguro para as atividades de manutenção, operação e inspeção, sendo que, para guardacorpos vazados, os vãos devem ter dimensões que impeçam a queda das pessoas. Dispor de iluminação conforme normas oficiais; Possuir sistema de iluminação de emergência. Ambiente fechado Dispor de, pelo menos, duas saídas amplas permanentemente desobstruídas, sinalizadas e dispostas em direções distintas. Dispor de acesso fácil e seguro para as atividades de manutenção, operação e inspeção, sendo que, para guardacorpos vazados, os vãos devem ter dimensões que impeçam a queda das pessoas. Dispor de ventilação permanente com entradas de ar que não possam ser bloqueadas. Dispor de iluminação conforme normas oficiais; Possuir sistema de iluminação de emergência. Segurança na instalação de Vasos de Pressão Para garantir a segurança da operação da caldeira, toda caldeira deve possuir manual de operação atualizado, em língua portuguesa, em local de fácil acesso aos operadores. Os instrumentos e controles de vasos de pressão devem ser mantidos calibrados e em boas condições operacionais afim de evitar acidentes. A operação de unidades que possuam vasos de pressão de categorias I ou II deve ser efetuada por profissional capacitado. Considera-se capacitado aquele que possuir certificado de Treinamento de Segurança na Operação de Unidades de Processo expedido por instituição competente ou possuir experiência comprovada na operação de vasos de pressão das categorias I ou II de pelo menos 2 (dois) anos antes da vigência 17

da NR13 aprovada pela Portaria SSST nº 23, de 27 de dezembro de 1994. Observação: Deve haver comprovação por meio de laudo assinado por PH, e ter o valor da pressão de teste afixado em Inspeção de segurança em Vasos de Pressão De maneira análoga as caldeiras os vasos de pressão devem ser submetidos a inspeções de segurança inicial, periódica e extraordinária. A inspeção de segurança inicial deve ser feita nos vasos novos, antes da entrada em funcionamento, no local de operação, devendo compreender exame interno e externo. As caldeiras devem obrigatoriamente e com prioridade ser submetidas ao Teste Hidrostático (TH). Se este tiver sido realizado na fabricação, então estará pronto para uso. Senão, tem de ser verificado se o equipamento foi feito a sua placa de identificação. Os vasos de pressão categorias IV ou V de fabricação em série, certificados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia - INMETRO, que possuam válvula de segurança calibrada de fábrica ficam dispensados da inspeção inicial e da documentação do Projeto de Instalação em conformidade com os itens A inspeção de segurança periódica, constituída por exames externo e interno para estabelecimento que não possuem SPIE e para os estabelecimentos que possuem SPIE deve obedecer aos prazos máximos estabelecidos nas tabelas a seguir, respectivamente. partir da data de vigência da lei. Se sim, o TH pode ser realizado na inspeção inicial; se não, o TH deve ser realizado na próxima inspeção a ser feita. 18

Estabelecimentos que não possuem SPIE. Categoria do vaso Exame externo Exame interno I 1 ano 3 anos II 2 anos 4 anos III 3 anos 6 anos IV 4 anos 8 anos V 5 anos 10 anos Estabelecimentos que possuem SPIE. Categoria do vaso Exame externo Exame interno I 3 anos 6 anos II 4 anos 8 anos III 5 anos 6 anos IV 6 anos 10 anos V 7 anos à critério Condição especial Vasos de pressão que não permitam acesso visual para o exame interno ou externo. Vasos de pressão com enchimento interno ou com catalisador. Vasos de pressão com temperatura de operação inferior a 0 ºC (zero grau Celsius) e que operem em condições nas quais a experiência mostre que não ocorre deterioração. Ação Outros exames não destrutivos e metodologias de avaliação da integridade. Periodicidade de exame interno ampliada, de forma a coincidir com a época da substituição de enchimentos ou de catalisador, onde sejam implementadas tecnologias alternativas para a avaliação da sua integridade estrutural. Exame interno a cada 20 (vinte) anos e exame externo a cada 2 (dois) anos. Na tabela a seguir, apresentam-se algumas condições especiais para a instalação dos Vasos de Pressão e as ações necessárias para resolvê-las. As válvulas de segurança dos vasos de pressão devem ser desmontadas, inspecionadas e calibradas com prazo ade- 19

quado à sua manutenção, porém, não superior ao previsto para a inspeção de segurança periódica interna dos vasos de pressão por elas protegidos. A inspeção de segurança extraordinária deve ser feita nas seguintes condições: quando o vaso de pressão for submetido a reparo ou alterações importantes, capazes de alterar sua condição de segurança; antes do vaso de pressão ser recolocado em funcionamento, quando permanecer inativo por mais de 12 sempre que o vaso de pressão for danificado por acidente ou outra ocorrência que comprometa sua segurança; (doze) meses; quando houver alteração do local de instalação do vaso de pressão, exceto para vasos móveis. Caiu no concurso! FUNCAB - 2009 De acordo com a Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego para Caldeiras e Vasos sob Pressão (NR13), Vasos de Pressão são equipamentos: A) destinados a produzir e acumular vapor sob pressão utilizando qualquer fonte de energia; B) destinados a produzir e acumular vapor sob pressão superior à atmosférica; 20

C) que contêm fluidos sob pressão interna ou externa; D) que contêm fluidos apenas sob pressão interna; E) que contêm fluidos apenas sob pressão externa. Resposta: C De acordo com a NR 13 Vasos de pressão são equipamentos que contêm fluidos sob pressão interna ou externa, diferente da atmosférica e são classificados de acordo com a classe de fluido e o potencial risco. Caiu no concurso! ESAF - 2009 Com base nas disposições da NR-13 (Caldeiras e Vasos de Pressão), assinale o item correto. A) Refervedores de água, bem como demais equipamentos similares utilizados em unidades de processo industrial, são equipamentos destinados a produzir vapor sob pressão superior à atmosférica, utilizando qualquer fonte de energia, considerados como caldeiras a vapor. B) Um gasoduto da Petrobras que interliga as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo é considerado um vaso de pressão de tal ordem importante, em termos de risco, que a norma obriga a designação pela empresa de um "Profissional Habilitado", assim entendido, aquele que tem competência legal para o exercício da profissão de engenheiro nas atividades de acompanhamento, operação, manutenção e inspeção. 21

C) Um extintor de incêndio cujo produto "P.V"resulta 16 (dezesseis) kpa x m 3 é considerado um vaso de pressão pelo fato de representar o dobro do limite previsto na NR-13. D) Uma caldeira a vapor cujo produto "P.V"não seja superior a 8 (oito) é considerada, para efeito da NR-13, um vaso de pressão. E) A NR-13 classifica os vasos de pressão em categorias segundo o tipo de fluido e o potencial de risco, assim considerados aqueles equipamentos que contêm fluidos sob pressão interna ou externa, sendo obrigatório, no estabelecimento onde estiver instalado, entre outros, o "Prontuário do Vaso de Pressão"a ser fornecido pelo fabricante; "Registro de Segurança"; "Projeto de Instalação"; "Projeto de Alteração ou Reparo", bem como "Relatórios de Inspeção". Resposta: E Conforme a questão 1 vasos de pressão são equipamentos que contêm fluidos sob pressão interna ou externa, diferente da atmosférica e são classificados de acordo com a classe de fluido e o potencial risco e toda a documentação deve estar disponível no local de instalação do vaso de pressão. 22

Caiu no concurso! CESGRANRIO Petrobras 2011 O profissional que, segundo a NR-13, tem competência legal para o exercício da profissão de engenheiro nas atividades referentes a projeto de construção, acompanhamento de operação e manutenção, inspeção e supervisão de inspeção de caldeiras e vasos de pressão, em conformidade com a regulamentação profissional vigente no país, é considerado: A) Habilitado. B) Credenciado. C) Designado. D) Instituído. E) Regulamentado. Resposta: A Segunda a NR 13 profissional habilitado é aquele que tem competência legal para o exercício da profissão de engenheiro nas atividades referentes a projeto de construção, acompanhamento da operação e da manutenção, inspeção e supervisão de inspeção de caldeiras, vasos de pressão e tubulações, em conformidade com a regulamentação profissional vigente no País, ou seja, de curso credenciado pelo MEC e regularizado na sua classe de profissão. 23

Movimentação de Cargas - Norma Regulamentadora 11 Nas figuras seguintes temos exemplos de elevadores solidamente cercados e com portas em todos os pavimentos. A norma regulamentadora 11 aborda questões de segurança para operação de elevadores, guindastes, transportadores industriais e máquinas transportadoras. Em geral os acidentes com esses tipos de equipamentos envolvem prensagem, entorse, fraturas, e representam 22% das lesões ocorridas na indústria. Elevadores e Monta-Cargas Esses equipamentos devem ser cercados em toda sua altura (todos os pavimentos) a fim de que o trabalhador não ultrapasse o piso quando o equipamento estiver em outro pavimento. Além disso devem ser cercados, exceto as portas ou cancelas necessárias nos pavimentos. 24

Equipamentos de Movimentação O item 11.1.3 da NR 11 diz que os equipamentos utilizados na movimentação transportadores de diferentes tipos, serão calculados e construídos de maneira que ofereçam as necessárias garantias de resistência e segurança e conservados em perfeitas condições de trabalho. Para garantir essa condição é importante ter cópia dos memoriais ou processos de cálculo e aquisição para definição da carga máxima, e ser indicado no equipamento a carga máxima de trabalho permitida. Além disso, garantir perfeitas condições de trabalha envolve como manutenção preventiva dos equipamentos e verificação das condições dos materiais do equipamento com periodicidade, sempre sendo substituídas duas partes defeituosas. Na figura a seguir temos um exemplo de identificação de carga máxima. de materiais, tais como ascensores, elevadores de carga, guindastes, montacarga, pontes-rolantes, talhas, empilhadeiras, guinchos, esteiras-rolantes, Para os equipamentos destinados à movimentação do pessoal serão exigidas condições especiais de segurança de acordo com a NR 22, item 22.7.13 que recomenda que o transporte de pessoas em máquinas ou equipamentos somente será permitido se estes estiverem projetados para tal fim, por profissional legalmente habilitado. Carros Manuais para Transporte Os carros manuais para transporte devem ser projetados, construídos e utilizados com especial atenção à segurança 25

para evitar danos às mãos do condutor com o impacto contracantos vivos de portas, colunas, paredes ou outros obstáculos, instalando-se protetores para as mãos nas alças de manipulação. Transporte Motorizado Os equipamentos de transporte motorizados deverão possuir sinal de advertência sonora (buzina) e devem ser permanentemente inspecionados e as peças defeituosas, ou que apresentem deficiências, deverão ser imediatamente substituídas. Os equipamentos de transporte motorizados deverão ser habilitados e só poderão dirigir se durante o horário de trabalho portarem um cartão de identificação, com o nome e fotografia, em lugar visível com validade de 1 (um) ano, salvo imprevisto, e, para a revalidação, o empregado deverá passar por exame de saúde completo, por conta do empregador. Alerta Locais fechados ou pouco ventilados devem ter controle sobre a emissão de gases tóxicos para evitar concentrações, no ambiente de trabalho, acima dos limites permissíveis. Nos locais fechados e pouco ventilados também é PROIBIDA a utilização de maquinas transportadoras, movidas a motores de combustão interna, salvo se providas de dispositivos neutralizadores adequados. 26

Transporte de Sacas caminhão ou vagão, o trabalhador terá o auxílio de ajudante. O transporte manual de sacas é considerado de maneira continua ou descontinua, onde todo o peso da saca é exercido por um único trabalhador. Os acidentes provenientes dessa atividade são oriundos de movimentos incorretos e esforço físico exagerado. Para isso a NR 11 estabelece que a distância máxima deve ser de 60,00 m (sessenta metros) para o transporte manual de um saco e a descarga realizada mediante impulsão de vagonetes, carros, carretas, carros de mão apropriados, ou qualquer tipo de tração mecanizada. É vedado o transporte manual de sacos, através de pranchas, sobre vãos superiores a 1,00 m (um metro) ou mais de extensão. O transporte pro pranchas 11.2.3 deverão ter a largura mínima de 0,50 m (cinquenta centímetros). Na operação manual de carga e descarga de sacos, em Armazenamento de Materiais O material não pode ser armazenado em locais de passagem, ou seja, não pode obstruir portas, além de equipamentos contra incêndio e saídas de emergência. O material deve ser armazenado em local que suporte seu peso, de acordo com a capacidade de carga calculada para o piso e o armazenamento deverá obedecer aos requisitos de segurança especiais a cada tipo de material. O piso do armazém deverá ser constituído de material não escorregadio, sem aspereza, utilizando-se, de preferência, o mastique asfáltico, e mantido em perfeito estado de conservação. Para aqueles materiais que forem ser empilhado deverá ficar afastado das estruturas laterais do prédio a uma dis- 27

tância de pelo menos 0,50 m (cinquenta centímetros). O empilhamento, consiste colocar uma saca sobre a outra e deve ter altura máxima limitada ao nível de resistência do piso, à forma e resistência dos materiais de embalagem e à estabilidade, baseada na geometria, tipo de amarração e inclinação das pilhas. Na mecanização do empilhamento recomenda-se o uso de esteirasrolantes, dadas ou empilhadeiras. Quando não for possível o emprego de processo mecanizado, admite-se o processo manual, mediante a utilização de escada removível de madeira, com as seguintes características: lance único de degraus com acesso a um patamar final; a largura mínima de 1,00 m (um metro), apresentando o patamar as dimensões mínimas de 1,00 m x 1,00 m (um metro x um metro) e a altura máxima, em relação ao solo, de 2,25 m (dois metros e vinte e cinco centímetros); deverá ser guardada proporção conveniente entre o piso e o espelho dos degraus, não podendo o espelho ter altura superior a 0,15 m (quinze centímetros), nem o piso largura inferior a 0,25 m (vinte e cinco centímetros); deverá ser reforçada, lateral e verticalmente, por meio de estrutura metálica ou de madeira que assegure sua estabilidade; deverá possuir, lateralmente, um corrimão ou guarda-corpo na altura de 1,00 m (um metro) em toda a extensão; perfeitas condições de estabilidade e segurança, sendo substituída imediatamente a que apresente qualquer defeito. 28

Caiu no concurso! INSTITUTO AOCP UFGD 2014 O Capítulo V do Título II da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) fala da segurança e da medicina do trabalho. Relacione as seções do Capítulo V da CLT com as respectivas NR (Normas Regulamentadoras) emitidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego. I. Seção V: das medidas preventivas de medicina do trabalho. II. Seção X: do movimentação, armazenagem e manuseio de materiais. III. Seção XIV: da prevenção da fadiga. IV. Seção XVI: das penalidades. Assinale a alternativa que apresenta a relação correta. A) I = NR-07; II = NR-11; III = NR-17; IV = NR-28. B) I = NR-09; II = NR-11; III = NR-03; IV = NR-04. C) I = NR-06; II = NR-12; III = NR-17; IV = NR-04. D) I = NR-07; II = NR-12; III = NR-09; IV = NR-28. E) I = NR-07; II = NR-11; III = NR-03; IV = NR-04. Resposta: A 29

Caiu no concurso! FCC-SABESP-2014 De acordo com a Norma Regulamentadora NR 11 - Transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais: A) Nos locais fechados ou pouco ventilados, a emissão de gases tóxicos por máquinas transportadoras deve ser controlada quando ultrapassar 80 ppm. B) Somente nos equipamentos pesados, a carga máxima de trabalho permitida, deve ser indicada, em lugar visível. C) Nos equipamentos destinados à movimentação de material conjugados são exigidas condições de segurança diferenciadas. D) Todos os transportadores industriais devem ser inspecionados de quatro em quatro anose as peças defeituosas, ou que apresentarem deficiências, substituídas no prazo de 10 dias. E) Um operador de equipamento de transporte motorizado deve ser habilitado, e portar cartão de identificação, com o nome e fotografia, em lugar visível, ao dirigir durante o horário de trabalho. Resposta: E 30

Caiu no concurso! CESGRANRIO-LIQUIGAS-2014 Um trabalhador terá de transportar, manualmente e sem parar, uma determinada quantidade de sacos de um local para outro. Para que as normas de segurança e saúde no trabalho sejam atendidas (NR 11), qual deverá ser a distância máxima, em metros, a ser percorrida por esse trabalhador para o transporte de cada um dos sacos? A) 60 B) 70 C) 80 D) 90 E) 100 Resposta: A Caiu no concurso! CESGRANRIO-LIQUIGAS-2014 Segundo a NR 11, os operadores de equipamentos de transporte motorizado deverão ser habilitados e só pode-rão dirigir se durante o horário de trabalho portarem um cartão de identificação, com nome e fotografia, em lugar visível. 31

Esse cartão terá a validade, salvo imprevisto, de quantos meses? A) 6 B) 9 C) 12 D) 18 E) 24 Resposta: C Instalações Elétricas Norma Regulamentadora 10 A prevenção de acidentes em instalações elétricas é norteada pela Norma Regulamentadora 10 (NR 10). Sendo que essa norma se aplica a toda fase de geração, transmissão, distribuição e consumo, incluindo as etapas de projeto, construção, montagem, operação, manutenção das instalações elétricas e quaisquer trabalhos realizados nas suas ou omissão destas, as normas internacionais cabíveis. É importante salientar que todas as condições de prevenção são cobertas por essa norma, já que ela cita que situações que não são descritas por ela devem-se considerar normas e técnicas oficiais, inclusive aquelas internacionais. A figura a seguir ilustra a abrangência da norma. Observação: Trabalho em Proximidade é aquele trabalho durante o qual o trabalhador pode entrar na zona controlada, ainda que seja com uma parte do seu corpo ou com extensões condutoras, re- proximidades, observando-se as normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e, na ausência 32

presentadas por materiais, ferramentas ou equipamentos que manipule. etapas e elementos de um determinado trabalho para desenvolver e racionalizar toda a sequência de operações que o trabalhador executa; identificar os riscos potenciais de acidentes físicos e materiais; identificar e corrigir problemas operacionais e implementar a maneira correta para execução de cada etapa do trabalho com segurança. Sendo que Medidas de Controle essas medidas devem estar alinhadas com a iniciativa da empresa, ou seja, é um plano de comprometimento da alta direção da empresa. A NR 1º informa que as empresas são obrigadas a manter os esquemas unifilares atualizados das instalações elétricas e com especificação de sistema de aterramento e demais equipamentos. A figura a seguir apresenta um esquema unifilar, que são a representação gráfica dos componentes elétricos e as suas relações funcionais e contém apenas os componentes prin- As instalações e intervenções elétricas devem possuir medidas de controle do risco elétrico e outros riscos adicionais, por meio da análise risco. Em todas as intervenções em instalações elétricas devem ser adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e de outros riscos adicionais, mediante técnicas de análise de risco, de forma a garantir a segurança e a saúde no trabalho. Análise de risco é um método sistemático de exame e avaliação de todas as 33

cipais dos circuitos, representados por uma linha. as informações não fiquem dispersas e possa ser construído um histórico das condições de instalação. A tabela 8 mostra quais são essas documentações. As empresas que operam com valor de 75 kw de potência instalada é o limite Na ausência ou desatualização de documentações são originadas as incertezas e as mais variadas surpresas que conduzem a eventos indesejáveis quando da realização de serviços. Deve-se lembrar que as pequenas, medias ou grandes instalações elétricas operam com tensões perigosas e capazes de provocar danos fatais. O diagrama unifilar não é a expressão mais simples e objetiva da instalação elétrica, mas, para o trabalhador autorizado, é o documento que informa, facilita e permite a realização de um trabalho mais seguro. Em sistemas com caga instalada superior a 75kW, além do esquema unifilar, devem conter documentos para que superior de potência determinado para fornecimento em baixa tensão, conforme resolução da ANEEL nº 486 de 29/11/2000. A partir desse valor o fornecimento ao consumidor se dará pela concessionária de energia elétrica habitualmente em alta tensão, com uma cabine de transformação, posto blindado, transformador montado em poste ou de outra forma segundo padronização. Dessa forma, considerando que nessa situação as instalações já se tornam mais complexas com níveis de corrente de curto circuito sensivelmente maiores. As empresas que operam em instalações e equipamentos integrantes do sistema elétrico de potência - SEP, (empresas de 34

geração, de transmissão e de distribuição de energia elétrica), concessionárias, ou suas contratadas para a realização de serviços e atividades, conhecidas como empreiteiras não teriam, pela potência instalada em suas sedes ou canteiros (que correspondem a estabelecimentos separados) que atender essas exigências, porém por atuar no SEP e estarem submetidas ao mesmo risco e exigências, ficam obrigadas a mesma situação ocorre para as prestadoras de serviços contratadas pelas concessionárias de energia elétrica. 35

Tabela 8: Medidas de Controle Instalações Elétricas Documentação Conjunto de procedimentos e instruções técnicas e administrativas de segurança e saúde, implantadas e relacionadas a esta NR e descrição das medidas de controle existentes; Documentação das inspeções e medições do sistema de proteção contra descargas atmosféricas e aterramentos elétricos; Especificação dos equipamentos de proteção coletiva e individual e o ferramental, aplicáveis conforme determina esta NR; Documentação comprobatória da qualificação, habilitação, capacitação, autorização dos trabalhadores e dos treinamentos realizados; Resultados dos testes de isolação elétrica realizados em equipamentos de proteção individual e coletiva; Certificações dos equipamentos e materiais elétricos em áreas classificadas; Relatório técnico das inspeções atualizadas c om recomendações, cronogramas de adequações, dos itens citados acima; Descrição do procedimento de emergência; Certificação dos equipamentos de segurança; Empresas que operam sistemas com caga instalada superior a 75kW Empresas de instalação e operação interligada ao sistema elétrico de potência (empreiteiras) X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X Empresas que realizam trabalhos em proximidade do Sistema Elétrico de Potência X X 36

Medidas de Proteção As medidas de proteção devem ser previstas para todos os serviços executados abrangendo a proteção coletiva e a proteção individual. Para as medidas coletivas a principal delas é a desenergização elétrica e na sua impossibilidade o emprego de tensão de segurança. Caso isso não seja possível devem ser adotados outras medidas de segurança. (contínua ou alternada) e influências ambientais (resistência elétrica do corpo e contato com potencial de terra). Isolação das partes vivas: processo que consiste na interposição ou separação das partes energizadas, mediante a aplicação de materiais eletricamente isolantes, de forma a impedir a passagem de corrente elétrica. Barreiras: dispositivo que impede todo e qualquer contato com as partes vivas. As barreiras não devem ser removíveis sem o uso de chaves ou ferramentas ou, alternativamente, sem que as partes protegidas sejam previamente Tensão de segurança: medida de proteção coletiva que emprega a extra baixa tensão, com tensão máxima estabelecida segundo a natureza da corrente elétrica, desligadas. A Barreira, associada a regra do dedo, visa impedir que as partes energizadas sejam acessadas pelos dedos, o que equivale dizer que as barreiras não devem 37

apresentar aberturas que permitam a inserção de corpo sólido com diâmetro superior a 12 mm. Invólucro: dispositivo ou componente envoltório de separação das partes energizadas com o ambiente, destinado a impedir qualquer contato com partes internas energizadas (quadros, caixas, gabinetes, painéis...) Obstáculos: elemento que impede o contato acidental, mas não impede o contato por ação deliberada (correntes, fitas, cordões, cones) Sinalização: É uma medida simples e eficaz para prevenir acidentes de origem elétrica. A sinalização é um procedimento de segurança que promove a identificação (indicação, informação, avisos...), as orientações (instruções de bloqueios, de direção...) e advertências (proibição, impedimentos) nos ambientes de trabalho, devendo ser aplicada para situações envolvendo os serviços e instalações elétricas. A sinalização pode ser fornecida através de sistemas luminosos, sonoros ou visuais. Seccionamento automático de alimentação: Princípio de proteção contra choques por contatos indiretos, que consiste em provocar o seccionamento de um circuito de forma automática pela ação de um dispositivo de proteção (disjuntores, fusíveis,...). Bloqueio do religamento automático: sistema normalmente aplicado aos circuitos do SEP Sistema elétrico de Potência, que impede o religamento automático de um circuito da rede elétrica na ocorrência de uma irregularidade. 38

Esse procedimento de bloquear o religamento automático é utilizado para trabalhos em linhas vivas e ao potencial, de tal forma a que o sistema não se reenergize automaticamente no caso de ocorrência de uma falta (contato entre fases ou entre fase e terra). Quando a proteção coletiva não for suficiente a adoção de sistemas de proteção individual de acordo com a NR 6 são requeridos, sendo que as vestimentas devem ser coerentes com o tipo de trabalho, contemplando condutividade (para proteger contra os riscos de contato, as vestimentas não deverão possuir elementos condutivos), inflamabilidade (para proteger contra os efeitos térmicos dos arcos voltaicos e seus flashs, que podem provocar a ignição das roupas) e influencias eletromagnéticas (para proteger contra os efeitos provocados por campos eletromagnéticos com intensidade que tenha potencial de risco, em certas circunstancias as roupas deverão ser condutivas). O uso de adornos pessoais, é vedado. Ressaltando que os EPI s, deverão possuir Certificado de Aprovação CA, expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego. Segurança em Projeto A segurança deve ser prevista desde a concepção do projeto de instalação elétrica, sendo obrigatório que especifiquem dispositivos de desligamento de circuitos que possuam recursos para impedimento de reenergização, para sinalização de advertência com indicação da condição operativa. Além disso sempre que, a utilização de sistema multipolar de seccionamento permite uma energização por completo do sistema, ao ponto que a utilização de seccionamento unipolar pode causar um risco, 39

mesmo que rápido, de grande risco de haver energização em um local e no outro não. Deve ser observado também o espaço seguro, quanto ao distanciamento e a localização de componentes, afim de garantir espaço livre para manutenção e segurança ao trabalhador. Outros requisitos são apresentados nas tabelas 9 e 10 40

Tabela 9: Requisitos de Segurança em Projetos Requisito Circuitos elétricos com finalidades diferentes, tais como: comunicação, sinalização, controle e tração elétrica devem ser identificados e instalados separadamente. O projeto deve definir a configuração do esquema de aterramento, a obrigatoriedade ou não da interligação entre o condutor neutro e o de proteção e a conexão à terra das partes condutoras não destinadas à condução da eletricidade. Sempre que for tecnicamente viável e necessário, devem ser projetados dispositivos de seccionamento que incorporem recursos fixos de equipotencialização e aterramento do circuito seccionado. Por que? Circuitos com finalidades diferentes, se instalados juntos, via de regra, originam perigo quanto às interferências mútuas e promovem atitudes perigosas das pessoas que os acessam, por não preverem esse risco, também não considerado nas medidas de segurança adotadas. É requisito fundamental desta medida de proteção aterramento, a coordenação entre os dispositivos de seccionamento automático (fusíveis, disjuntores, etc ) e o sistema de aterramento adotado, devendo as massas ser efetivamente ligadas a um condutor de proteção. O intuito básico do subitem é priorizar no projeto a aplicação de chaves com aterramento automático, isto é, vinculado à ação de desligar. Ao desligar um circuito ou trecho de circuito, automaticamente a chave conecta à terra, simultaneamente, todos os condutores do trecho seccionado, equipotencializando assim as partes condutoras seccionadas. Assim o aterramento independentemente da ação dos trabalhadores e estabelece um sistema ou em que só se consegue reenergizar através do mesmo dispositivo, com a movimentação das suas facas da posição de desligado/aterrado para a de ligado. 41

Tabela 10: Requisitos de Segurança em Projetos Requisito Todo projeto deve prever condições para a adoção de aterramento temporário. O projeto das instalações elétricas deve ficar à disposição dos trabalhadores autorizados, das autoridades competentes e de outras pessoas autorizadas pela empresa e deve ser mantido atualizado. O projeto elétrico deve atender ao que dispõem as Normas Regulamentadoras de Saúde e Segurança no Trabalho, as regulamentações técnicas oficiais estabelecidas, e ser assinado por profissional legalmente habilitado. Os projetos devem assegurar que as instalações proporcionem aos trabalhadores iluminação adequada e uma posição de trabalho segura, de acordo com a NR 17 - Ergonomia. Por que? Se nas medidas de proteção, vai ser exigida a adoção de aterramento temporário, o projeto, que é a concepção da instalação, deverá discutir e prever condições que permitam a implantação de dispositivos de aterramento temporário, espaços e acesso nos pontos onde esse procedimento deverá ser empregado. É de grande utilidade a disponibilização dos projetos para consulta e orientação dos trabalhadores envolvidos na instalação, de forma habitual e sistemática e que permita a visualização e análise de circuitos, interferências e características da instalação, respeitadas as limitações de capacidade, autorização e área de atuação dos envolvidos, sendo um facilitador para a realização dos serviços. O projetista deve conhecer previamente as exigências regulamentares de segurança e saúde para que as aplique, onde couber, nas especificações constantes de seu trabalho de elaboração do projeto elétrico. Este item exige a necessidade de que o projetista considere, também, as posições de trabalho nas atividades de instalação e manutenção das instalações e não apenas das condições de operação. 42

Além disso deve haver o memorial descritivo do projeto: pessoas aos componentes das instalações; especificação das características relativas à proteção contra choques elétricos, queimaduras e outros riscos adicionais; indicação de posição dos dispositivos de manobra dos circuitos elétricos: (Verde - D, desligado e Vermelho - L, ligado); descrição do sistema de identificação de circuitos elétricos e equipamentos, incluindo dispositivos de manobra, de controle, de proteção, de intertravamento, dos condutores e os próprios equipamentos e estruturas, definindo como tais indicações devem ser aplicadas fisicamente nos componentes das instalações; recomendações de restrições e advertências quanto ao acesso de precauções aplicáveis em face das influências externas; o princípio funcional dos dispositivos de proteção, constantes do projeto, destinados à segurança das pessoas; descrição da compatibilidade dos dispositivos de proteção com a instalação elétrica. Segurança na construção, montagem, operação e manutenção As instalações elétricas devem ser construídas, montadas, operadas, reformadas, ampliadas, reparadas e inspecionadas de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores e dos usuários, e serem supervisionadas por profissional autorizado. Além do risco elétrico, devem ser observadas como e adotadas 43

medidas preventivas nos riscos de atividades em altura, confinamento, campos elétricos e magnéticos, explosividade, umidade, poeira, fauna e flora e outros agravantes, adotando-se a sinalização de segurança. As instalações elétricas devem ser mantidas seguras e inspecionadas, bem como os equipamentos também devem ser testados de acordo com a regulamentação existente e do projeto. Sendo que o uso de equipamentos deve ser compatível com a instalação elétrica existente e a utilização de que possuam isolamento elétrico devem estar adequados às tensões envolvidas. Desenergização: A desenergização é um conjunto de ações coordenadas entre si, sequenciadas e controladas, destinadas a garantir a efetiva ausência de tensão no circuito, trecho ou ponto de trabalho, durante todo o tempo de intervenção e sob controle dos trabalhadores envolvidos. Após a conclusão do serviço e verificação de quaisquer anormalidades será seguido o fluxo abaixo: Segurança em Instalações Elétricas Desernegizadas São consideradas desenergizadas as instalações elétricas liberadas para trabalho, mediante os procedimentos apropriados, obedecida a sequência abaixo: Segurança em Instalações 44

Elétricas Energizadas Em linhas elétricas energizadas acima da extra- -baixa tensão, ou seja, alimentada por tensão acima de 50 volts em corrente alternada ou 120 volts em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra, tem de ser executadas por trabalhadores que sejam habilitados, qualificados, capacitados ou autorizados, sendo necessário o treinamento adequado. Operações elementares como ligar e desligar circuitos elétricos, realizadas em baixa tensão, com materiais e equipamentos elétricos em perfeito estado de conservação, adequados para operação, podem ser realizadas por qualquer pessoa não advertida. Porém os serviços instalações energizadas, ou em suas proximidades devem ser suspensos de imediato na iminência de ocorrência que possa colocar os trabalhadores em perigo. Quando inovações tecnológicas forem implementadas ou para a entrada em operações de novas instalações ou equipamentos elétricos devem ser previamente elaboradas análises de risco, desenvolvidas com circuitos desenergizados, e respectivos procedimentos de trabalho. Trabalhos envolvendo Alta Tensão Nos trabalhos de alta tensão o colaborador envolvido deve receber treinamento de segurança específico em Segurança elétrico de Potência (SEP) e esse tipo de serviço não pode ser executado individualmente. Nesse serviço deve sempre haver uma forma de comunicação entre a equipe e o centro de operação. Esse serviço só pode ser realizado mediante autorização e mediante o bloqueio odos conjuntos e dispositivos de religamento automático do circuito, sistema ou equipa- 45

mento. Além disso, os equipamentos devem ser destinados ao trabalho de alta tensão submetidos a testes laboratoriais periódicos. Habilitação, qualificação, capacitação e autorização dos trabalhadores A seguir são apresentadas as condições de qualificação dos envolvidos nos sistemas elétricos. A tabela 11 apresenta um resumo. 46

Tabela 11: Profissionais que atuam no sistema elétrico Profissional Qualificado Habilitado Trabalhador capacitado Autorizados Descrição Receberam instrução específica em cursos reconhecidos e autorizados pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) que receberam um diploma, um certificado. Ex: Engenheiro elétrico, técnico elétrico, as pessoas que adquiriram conhecimento que lhes permitiu ter uma ocupação profissional (eletricistas montadores, eletricistas de manutenção, etc). Preenchem as formalidades de registro nos respectivos conselhos regionais de fiscalização do exercício profissional. A regularidade do registro junto ao conselho competente é que resulta na habilitação. Capacitado é o trabalhador que embora não tenha freqüentado cursos regulares ou reconhecidos pelo sistema oficial de ensino, tornou se apto ao exercício de atividades específicas mediante a aquisição de conhecimentos e desenvolvimento de habilidades por meio capacitação sob orientação e responsabilidade de profissional habilitado e autorizado ou trabalhe sob a responsabilidade de profissional habilitado e autorizado - trabalhador só poderá exercer sua capacitação, dentro dos limites estabelecidos no processo de capacitação, na empresa que o capacitou e sob a responsabilidade de um profissional legalmente habilitado e por ela igualmente autorizado. A autorização é um processo administrativo através do qual a empresa declara formalmente sua anuência, autorizando a pessoa a operar em suas instalações elétricas (isso deve ser mantido no registro de empregado da empresa). 47

Sinalização de Segurança comandos: isso garante segurança na operação para que outra pessoa não religue sistemas durante a operação. Nas instalações e serviços em eletricidade deve ser adotada sinalização adequada de segurança, destinada à advertência e à identificação, obedecendo ao disposto na NR-26 - Sinalização de Segurança. Identificação de circuitos elétricos: essa pratica facilita a execução do serviço bem como colabora para não haver risco de acidente elétrico. Restrições e impedimentos de acesso: acesso vedado a quem não for autorizado. Delimitações de áreas: não há restrição apenas uma delimitação Travamentos e bloqueios de dispositivos e sistemas de manobra e para avisar que há trabalho em linha energizada. 48

Identificação de equipamento ou circuito impedido: identificação no equipamento ou circuito, indicando que ele está impedido de ser energizado. Sinalização de áreas de circulação, de vias públicas, de veículos e de movimentação de cargas. Proteção contra incêndio, explosão e situações de emergência As ações de emergência que envolvam Sinalização de impedimento de energização. as instalações ou serviços com eletricidade devem constar do plano de emergência da empresa. Sendo que os profissionais autorizados devem ser aptos a manusear e operar equipamentos de prevenção e combate a incêndios nas instalações elétricas e estarem aptos a resgatar e prestar primeiro socorros a acidentados. 49

Os métodos de resgate devem ser padronizados e adequados às suas atividades, disponibilizando os meios para a sua aplicação. No que tange a proteção contra incêndio as áreas onde houver instalações ou equipamentos elétricos devem ser dotadas de proteção contra incêndio e explosão (NR 23 - Proteção Contra Incêndios). Nas instalações elétricas de áreas classificadas ou sujeitas a risco acentuado de incêndio ou explosões, devem ser adotados dispositivos de proteção, como alarme e seccionamento automático para prevenir sobretensões, sobrecorrentes, falhas de isolamento, aquecimentos ou outras condições anormais de operação. Os materiais, peças, dispositivos, equipamentos e sistemas instalados nessas áreas devem ser avaliados quanto à sua conformidade, no âmbito do Sistema Brasileiro de Certificação. Caiu no concurso! CESGRANRIO - LIQUIGAS - 2013 Observe o texto a seguir que apresenta os objetivos de uma Norma Regulamentadora NR. Essa norma estabelece os requisitos e condições mínimas, objetivando a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que, direta ou indiretamente, interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade. Tal Norma Regulamentadora é a: A) NR 04 50

B) NR 05 C) NR 10 D) NR 11 E) NR 17 Resposta: C Caiu no concurso! De acordo com a NR 10, em que consiste o conceito de tensão de segurança? A) Baixa tensão originada em uma fonte intrinsecamente segura. B) Baixa tensão originada em uma fonte de segurança. C) Média tensão originada em uma fonte supervisionada. D) Extra baixa tensão originada em uma fonte monitorada. E) Extra baixa tensão originada em uma fonte de segurança. Resposta: A 51

Caiu no concurso! VUNESP - CTA - 2013 A NR-10, que regulamenta sobre instalações e serviços em eletricidade, estabelece que: A) os requisitos e as condições mínimas para segurança dos trabalhos que envolvam instalações elétricas se aplicam para tensões a partir de 110 volt em corrente alternada até alta-tensão de 242 000 volt. B) as intervenções em instalações elétricas com média tensão de 1 000 volt até 36 200 volt corrente alternada somente podem ser realizadas por eletricista experiente, mediante ordem de serviço específica para data e local, assinada por superior responsável pela área. C) em situação de emergência, os trabalhadores autoriza- dos devem estar aptos a executar o resgate e prestar primeiros-socorros a acidentados, especialmente por meio de reanimação cardiorrespiratória. D) as baterias fixas de acumuladores devem ser instaladas em locais isolados do restante das instalações, e que possuam meios que permitam a exaustão dos gases, e o piso deve ser de material resistente a ácidos. E) os EPI destinados a trabalhos ou manobras em instalações elétricas sob tensão devem possuir marcação gravada no produto que indique a classe de proteção e a tensão máxima de utilização, o número de série e a data de fabricação. 52

Resposta: C Caiu no concurso! CESGRANRIO - PETROBRAS - 2010 Qual, dentre as disposições abaixo, NÃO, corresponde a uma disposição prevista na NR 10? A) É considerado trabalhador qualificado aquele que comprovar conclusão de curso específico na área elétrica, reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino. B) É considerado profissional legalmente habilitado o trabalhador previamente qualificado e com registro no Conselho de Classe. C) Os trabalhadores são considerados capacitados somente para a empresa que os capacitou. D) São considerados autorizados os trabalhadores qualificados ou capacitados e os profissionais habilitados, com anuência formal da empresa. E) Os trabalhadores autorizados a trabalhar em instalações elétricas devem ter essa condição consignada no sistema de registro de empregados da empresa. Resposta: D 53

Caiu no concurso! CESGRANRIO - PETROBRAS - 2015 Conforme a NR-10, constitui uma medida de proteção coletiva prioritária o(a): A) Aterramento temporário. B) Bloqueio do religamento automático. C) Uso de um sistema de seccionamento automático de alimentação. D) Desenergização elétrica. E) Isolação das partes vivas. Resposta: D Caiu no concurso! CESGRANRIO - PETROBRAS - 2014 A Norma Regulamentadora 10 (NR 10), que trata da segurança em instalações e serviços em eletricidade, estabelece que: A) é vedado o uso de adornos pessoais nos trabalhos com instalações elétricas ou em suas proximidades. B) todo projeto deve prever condições para a adoção de aterramento permanente. 54

C) os serviços em instalações elétricas energizadas em alta tensão (AT) podem ser realizados individualmente, desde que o trabalhador tenha comprovadamente recebido capacitação adequada. D) os trabalhadores autorizados a intervir em instalações elétricas devem receber treinamento de reciclagem a cada cinco anos. E) apenas os projetos em alta tensão (AT) devem prever condições para a adoção de aterramento. Resposta: A Caiu no concurso! CESGRANRIO - PETROBRAS - 2010 A NR10 visa a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores. É uma disposição prevista pela NR 10: A) se os trabalhadores constatarem evidências de riscos graves e iminentes para sua segurança e saúde podem interromper suas tarefas somente mediante autorização do supervisor. B) na ocorrência do não cumprimento das Normas constantes nessa NR, o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) adotará as providências estabelecidas na NR 16 (Atividades e Operações Perigosas). C) a documentação prevista, nessa NR, deve estar permanentemente à disposição dos trabalhadores que atuam em serviços e instalações elétricas, respeitadas as abrangências, limitações e interferências nas tarefas. 55

D) Os serviços em instalações elétricas energizadas em alta tensão, bem como aqueles executados no Sistema Elétrico de Potência, podem ser realizados individualmente. E) o controle das instalações elétricas alimentadas por extra-baixa tensão. Resposta: C Caiu no concurso! CESGRANRIO-PETROBRAS-2014 A NR 10 estabelece os requisitos e as condições para o estabelecimento de medidas de controle e de sistemas preventivos, a fim de prover a segurança e a saúde dos trabalhadores ligados a serviços de eletricidade. A NR 10 define como uma medida de controle o(a): A) plano de manutenção das instalações. B) manutenção dos diagramas unifilares atualizados das instalações. C) atualização semestral das plantas elétricas. D) atualização da classificação das áreas. E) atualização do nível de curto-circuito em todos os quadros da instalação. Resposta: B 56

Trabalho em altura zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afetadas por suas ações ou omissões no trabalho. Treinamento O empregador é responsável em promover o treinamento, sendo bienal (carga horária de no mínimo 8 horas), promovido pelo responsável qualificado em segurança do trabalho. Deve conter a seguinte ementa: A norma regulamentadora para trabalho em altura é a 35 que apresenta requisito de medida de proteção para trabalho em altura no que se refere a planejamento, organização e execução do trabalho. Trabalho em altura: Atividade executada acima de 2,00 metros onde exista risco de queda. Responsabilidade do trabalhador: assegurar a realização da Análise de Risco (AR) e controle de permissão da atividade, bem como garantir equipamento adequado e manutenção. Deve garantir informação de risco a todo envolvidos, assegurar a arquivamento toda documentação da atividade e procedimento operacional das atividades. Responsabilidade do empregado: colaborar com o empregador para implementação das medidas de prevenção, interromper qualquer atividade que constate risco eminente da sua segurança e Quando houver mudança no procedimento, condições ou operação de trabalho, retorno de afastamento por período superior a 90 dias, mudança de empresa ou um evento que indique necessidade de um novo treinamento, esse deve ser realizado. 57

Planejamento, Organização e Execução O local em que os serviços serão executados e seu entorno; Todo trabalho em altura deve ser planejado, organizado e executado por trabalhador capacitado e autorizado. Trabalhador autorizado: aquele capacitado com estado de saúde avaliado, considerado apto a executar a atividade. Obs: O empregador deve avaliar a condição de saúde do empregado. Isso deve O isolamento e a sinalização no entorno da área de trabalho; ser parte do PCMSO de maneira periódica e executando exame médico voltado às patologias que poderão gerar mal súbito e queda de altura, incluindo os fatores psicossociais. O planejamento deve considerar: Todo trabalho em altura DEVE ser procedido de Análise de Risco. 58

O estabelecimento dos sistemas e pontos de ancoragem; Os trabalhos simultâneos que apresentem riscos específicos; O atendimento aos requisitos de segurança e saúde contidos nas demais normas regulamentadoras; Os riscos adicionais; As condições impeditivas; As situações de emergência e o As condições meteorológicas adversas; A seleção, inspeção, forma de utilização e limitação de uso dos sistemas de proteção coletiva e individual, atendendo às normas técnicas vigentes, às orientações dos fabricantes e aos princípios da redução do impacto e dos fatores de queda; O risco de queda de materiais e ferramentas; planejamento do resgate e primeiros socorros, de forma a reduzir o tempo da suspensão inerte do trabalhador; A necessidade de sistema de comunicação; A forma de supervisão. As atividades em altura que rotineiras as instruções devem estar no procedimento operacional. Nas atividades não rotineiras deve ser emitida a permissão de trabalho com os requisitos mínimos 59

a serem atendidos para execução do trabalho, as disposições da Análise de risco e a relação de todos envolvidos, incluindo as responsabilidades. Modelo de permissão de trabalho: coragem devem ser especificados considerando sua eficiência, conforto, carga aplicada e fator de segurança. Inspeção no EPI, acessório e sistema de ancoragem: na aquisição, antes do início do trabalho e periodicamente. Sendo inutilizado quando apresentar defeitos, degradação, deformação ou sofrerem impacto de queda. O cinto de segurança deve ser do tipo paraquedista e dotado de dispositivo para conexão em sistema de ancoragem. Equipamentos de Proteção Individual, Acessórios e Sistemas de Ancoragem Os equipamentos de Proteção Individual (EPI), acessórios e sistemas de an- O sistema de ancoragem deve ser estabelecido pela Análise de Risco E trabalhador deve permanecer conectado ao sistema de ancoragem durante todo o período de exposição ao risco de queda. 60

Quanto ao ponto de ancoragem, devem ser tomadas as seguintes providências: ser selecionado por profissional legalmente habilitado; ter resistência para suportar a carga máxima aplicável; ser inspecionado quanto à integridade antes da sua utilização. O talabarte e o dispositivo trava-quedas devem estar fixados acima do nível da É obrigatório o uso de absorvedor de energia nas seguintes situações: a) fator de queda for maior que 1 (Fator de queda: razão entre a distância que o trabalhador percorreria na queda e o comprimento do equipamento que irá detê-lo.) b) comprimento do talabarte for maior que 0,9 m. cintura do trabalhador, ajustados de modo a restringir a altura de queda e assegurar que, em caso de ocorrência, minimize as chances de o trabalhador colidir com estrutura inferior. 61

Emergência e Salvamento O empregador deve disponibilizar equipe para respostas em caso de emergências para trabalho em altura, podendo ser própria ou externa assegurando que a equipe possua os recursos necessários para as respostas a emergências. A as pessoas responsáveis pela execução das medidas de salvamento devem estar capacitadas a executar o resgate, prestar primeiros socorros e possuir aptidão física e mental compatível com a atividade a desempenhar. Caiu no concurso! FUNCAB - SASAU - 2009 Nas atividades em que haja risco de queda do trabalhador, o cinto de segurança tipo pára-quedista deve ser utilizado, a partir de que altura? A) 1,00m(um metro) da altura do piso; B)1,50 m (um metro e cinquenta centímetros) da altura do piso; C)1,75m(um metro e setenta e cinco centímetros) da altura do piso; D)2,00m(dois metros) da altura do piso; E)2,50m(dois metros e cinquenta centímetros) da altura do piso. Resposta: D Segundo a NR 35 (Trabalho em altura) é considerado trabalho em altura, atividade executada a pelo menos 2,0 m do nível do piso (item 4). 62

Caiu no concurso! CESPE - TJ - 2014 Com relação a trabalhos em altura, assinale a opção correta. A) A)As atividades realizadas em alturas superiores a 2,00 m executadas são consideradas trabalho em altura. B) O início e a paralisação de alguns trabalhos em altura independem da adoção das medidas de proteção definidas nas ordens de serviço emitidas pelo empregador. C) O empregado que muda de função na empresa, passando a trabalhar em altura, deve providenciar, por conta própria, atestado médico que comprove que ele tem condições de exercer esse tipo de atividade. D) Na realização da análise de risco voltada ao trabalho em altura, deve-se considerar o local em que os serviços serão executados, seu entorno e o isolamento e a sinalização no entorno da área de trabalho. E) O trabalhador só estará capacitado para o trabalho em altura após ser submetido a treinamento teórico e prático, com carga horária máxima de vinte e cinco horas, sobre normas e regulamentos aplicáveis ao trabalho em altura e noções de técnicas de resgate e de primeiros socorros em ambientes confinados e insalubres. Resposta: D Segundo a NR 35 (Trabalho em altura) 63

Caiu no concurso! CESGRANRIO - PETROBRAS - 2014 Em trabalho em altura, a NR 35 estabelece as responsabilidades que cabem ao empregador e aos trabalhadores. É considerada uma medida que cabe ao trabalhador : A) assegurar a realização da análise de risco e, quando aplicável, a emissão da permissão de trabalho. B) assegurar a realização de avaliação prévia das condições no local do trabalho em altura, pelo estudo, planejamento e implementação das ações e das medidas complementares de segurança aplicáveis. C) assegurar a suspensão dos trabalhos em altura quando verificar situação ou condição de risco não prevista, cuja eliminação ou neutralização imediata não seja possível. D) desenvolver procedimento operacional para as atividades rotineiras de trabalho em altura. E) zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afetadas por suas ações ou omissões no trabalho. Resposta: E 64

Caiu no concurso! CESGRANRIO - PETROBRAS - 2014 A NR 35 estabelece a obrigatoriedade do uso de absorvedor de energia. Uma das condições é que o comprimento do talabarte seja maior que: A) 0,70 m B) 0,80 m C) 0,90 m D) 1,00 m E) 1,20 m Resposta: C Caiu no concurso! CESGRANRIO - PETROBRAS - 2014 Segundo a NR 35 (Trabalho em altura), o empregador deve realizar treinamento sempre que ocorrer retorno após afastamento por período superior, em dias, a: A) 45 B) 60 C) 90 D)120 65

E)150 Resposta: C 66