Foto & Viagem I FotoMBoé 2014 Vivaldo Armelin Júnior
Foto & Viagem I FotoMBoé 2 Câmera Compacta Nas viagens as câmeras compactas simples, intermediárias ou avançadas levam uma grande vantagem em relação às reflex, mirrorless e full frame, o tamanho. São fáceis de transportar, não são pesadas e não necessitam de acessórios. O mais importante nos nossos dias, elas não chamam demasiadamente a atenção. É importante sempre tê-la à mão, essa recomendação vale para qualquer po ou modelo de câmera, pois não se sabe quando a oportunidade de boas imagens ocorrerá. Para esse módulo deste curso usaremos a câmera compacta intermediária Fujifilm Finepix L55 de 12 Mp de resolução, zoom óp co de 3x, ISO auto, 100 a 1600, no modo P, equilíbrio de branco auto e zoom digital desligado. Como a tecnologia não para já existem modelos mais modernos dessa câmera. Seu preço é consideravelmente sa sfatório e produz boas imagens. É recomendado usar uma bolsa protetora e uma pulseira. Essas ações evitam maiores danos e até a queda do equipamento. Bom curso! Muitas pessoas não gostam desse po de viagem, mas elas são ideais para conhecer e fotografar localidades próximas da residência e que não exijam grandes despesas com hospedagem. O deslocamento poderá ser com seu próprio veículo ou com transporte cole vo e também poderá ser um trabalho em conjunto, em outras palavras, uma a vidade fotográfica realizada com um grupo de amigos(as). Esse com certeza será um momento de descanso, lazer e principalmente, para os amantes da fotografia, uma experiência de grande valor e importância. Não importa se seu equipamento seja um equipamento compacto, o importante é desenvolver sua capacidade de compor, selecionar temas, planos e ângulos. Geralmente a viagem é iniciada no período da manhã e não após as dez horas, porque a luz já não será a melhor. O ideal é sair antes ou durante o nascer do sol e o retorno no período noturno. Entre dez e quatorze horas a luz não é a ideal, mas não impede que sejam feiras imagens de detalhes de edificações, de plantas, objetos etc. A parada para a refeição, almoço, deve ser entre doze horas e no máximo as treze. Esse cuidado favorecerá a captura de imagens após às quatorze horas, quando a luz já estará melhorando. Essa luz entre dez horas e quatorze horas é denominada luz dura porque vem quase que na ver cal. A viagem poderá ser urbana ou rural, como uma caminhada por uma estrada secundária de terra ba da. Curso Foto & Viagem Volume I Publicação do: Site FotoMBoé Autor, fotógrafo, editor, ilustrador e diagramador: Vivaldo Armelin Júnior 2013 São Paulo - SP Brasil É importante planejar para não correr o risco da viagem se tornar frustrante e sem sen do. Escolha e obtenha informações sobre o local escolhido e se lá é permi do fotografar, por exemplo, em cachoeiras. O local deve ter a distância máxima de 100 km e de fácil acesso. No caso de trilhas garan r um guia experiente para evitar acidentes e até se perder. Antes de iniciar as capturas observar com atenção o espaço e como irá fotografar, mas não siga essa sugestão a fio, ousar é a palavra chave. Boa viagem! Todos os direitos reservados! É proibido imprimir, copiar, distribuir (mesmo a tulo de gratuidade), encartar, reproduzir (por qualquer meio mecânico, eletrônico, digital, fotográficos, filme, e vídeo), sem a devida autorização fornecida por escrito pelo proprietário do Site FotoMBoé.com. Todas as imagens (desenhos, pinturas, ilustrações, fotografias, vídeos etc.), textos, slides show, galerias, apresentações (em Flash, exe, html etc.) foram produzidas por Vivaldo Armelin Júnior que é o detentor dos direitos autorais. É permi da a abertura exclusiva online, qualquer outra possibilidade é necessário autorização por escrito, como acima descrito.
Foto & Viagem I FotoMBoé 3 Uma condição importante em fotografia é não fazer uma única imagem, desculpem-me a redundância, mas é preciso reforçar para que suas capturas sejam significa vas. É muito comum as pessoas realizar apenas uma captura de um determinado modelo. No exemplo é preciso observar que o conjunto de imagens dos brinquedos trouxe maior informação, melhorou a leitura, variou-se os planos e ângulos, consequentemente, com o mesmo modelo, obteve-se resultados diferentes. Essa ação favorece uma leitura mais ampla, bem diferenciada daquela oriunda de apenas uma fotografia, também a sua visualização passa a ser mais interessante uma vez que facilita a ambientação e localização. A pressa é inimiga da perfeição, por esse mo vo é que destacamos anteriormente a necessidade de observação do meio antes da captura. Não ter medo de circular em torno, se posicionar em um ponto acima ou abaixo do modelo, deitar no chão, subir em uma escada, lhe proporcionará imagens diferenciadas. Quando a fotografia era feita com filme o custo não permi a experimentar, condição que levava o fotógrafo a ter mais cuidado, por outro lado, com o advento da fotografia digital é possível experimentar, ousar e compor com mais cuidado, pois se algo dá errado basta deletar aquela imagem indesejável. As imagens fotográficas ao lado nos permitem uma leitura mais ampla e completa, portanto mais interessante. Imagine se fosse apenas capturada a imagem que está na posição retrato, essa seria apenas mais uma imagem, no entanto ela também é valorizada pelo conjunto. Sua perspec va é bastante forte e curiosa e o contraste entre as cores do modelo e da vegetação ao fundo apenas destacam os tubos, mas repe ndo, o conjunto das fotos em planos e ângulos variados criam proporcionam uma leitura mais agradável. Quando estiver tirando fotografia de uma pessoa e for por volta de meio dia é possível usar um guarda-chuva e o flash para melhorar a qualidade da luz, mas é preciso posicionar-se a pelo menos dois metros da pessoa fotografada para não haver estouro de luz. O mesmo poderá ser feito sob uma cobertura, por exemplo, um ponto de ônibus coberto, ou uma árvore, sob um toldo etc. Aproveite suas viagens!
Foto & Viagem I FotoMBoé 4 Mais um exemplo da variação de planos e ângulos, agora com uma edificação. Não foram feitas imagens em detalhe, condição para melhorar a qualidade do conjunto de imagens. A Igreja N. Sra. Aparecida está posicionada num ponto que permite uma variação muito grande de capturas variando apenas o ângulo e o plano. É uma edificação pequena, mas que ganha força diante de vários elementos arquitetônicos, escultóricos e paisagís cos. Quando maior o número de imagens, bem maior serão as possibilidades de leitura e qualidade das imagens, por essa razão é preciso tentar inovar, ou sejam ousar, experimentar. Não tenha Igreja N. Sra. Aparecida, no Jd. São Paulo, São Paulo, SP. Vista da estação do Metrô Jd. São Paulo - Ayrton Senna. medo de errar, mesmo que esteja trabalhando no modo automá co. Como estamos afirmando é preciso ousar, que tal sair do modo Auto e passar para o P, ajustar o Balanço de branco e não usá-lo no modo Auto, ajustar o ISO etc. Vistas da Rua Parque Domingos Luís. Toda essa ação contribuirá para a melhoria da qualidade de suas imagens. Outra recomendação importante, não tenha medo, vergonha ou inibição, as pessoas que estão a sua volta, mesmo que conhecidas, não devem interferir no seu trabalho. Cada imagem deve ter sua qualidade, pois não adianta tanta preocupação se estas estão tremidas ou fora de foco, superexpostas ou subexpostas, por exemplo, o conjunto deve estar equilibrado, com imagens diferenciadas e inéditas. Muitas vezes é preciso sentar-se no chão para que esta seja inédita, ou seja, é preciso ousar. Errou, apaga-se. Como destacamos no início não fizemos imagens em planos mais fechados por questão de espaço nesta publicação, mas tanto a arquitetura e os elementos de decoração arquitetônicos, como os vitrais, poderiam ser objeto de capturas. A própria porta da igreja, as escadas, a torre, o sino, entre outros, poderiam ser alvo da captura.
Foto & Viagem I FotoMBoé 5 Uma boa composição depende muito mais da atenção e do envolvimento do que conhecimentos técnicos, mesmo em flagrantes. É notório que os conhecimentos técnicos permitem ajustes diferenciados e incomuns, condição que favorecem a captura de uma imagem de qualidade, porém, não adiante tê-los se não se envolver antes e durante a captura, por essa razão é preciso estar atento, observando o espaço ou ambiente, não apenas nos elementos que estão a sua frente, seja um observador 360. Na tela ou visor de sua câmera componha observando a frente e o fundo, todos os lados, mas antes faça um estudo do ambiente sem olhar para o visor ou tela da câmera. Essa leitura do meio é muito importante porque ajuda a selecionar o que fará parte da composição e o que deverá ser excluído na captura ou posteriormente com a ajuda de um programa de computador (so ware) de edição de imagens. Não é crime nenhum eliminar elementos indesejáveis via so ware. É importante e necessário observar a condição de luz sobre o modelo e sobre o fundo, estas deverão estar equilibradas, mas em algumas situações poderá haver subexposição ou superexposição de um dos planos, um bom ajuste manual poderá solucionar o problema. Os equipamentos modernos, mesmo os mais simples possuem recursos que não exis am nas câmeras fotográficas convencionais (de filme), por essa razão vou repe r, é preciso ousar. Na composição abaixo foi produzida usando-se faroletes de LED. O modo automá co não exige nenhum conhecimento mais profundo dos recursos e ajustes que compõem o equipamento. Basta acionar o botão disparador seguir em frente. Não é nenhum crime u lizar desse recurso. Os ajustes serão feitos pelo so ware que acompanha o equipamento. Acontece que esses podem errar na leitura e consequentemente no ajuste, mas repe ndo, a sofis cação está tão avançada que é sim possível fazer boas imagens nesse modo. Geralmente é uma opção das pessoas que querem apenas guardar uma recordação sem se preocupar com ajustes e até a qualidade final da imagem, em outras palavras, fotografar sem compromisso. Muitas vezes até mesmo essas pessoas se frustram com o resultado, por exemplo, vão r ar uma foto em um interior bem pouco iluminado e o equipamento, na sua leitura eleva o ISO para o máximo. Quando da visualização ou cópia em papel a imagem estará cheia de ruídos e granulada. As cores dependerão exclusivamente da leitura feita pela máquina e esta ocorre de maneira padrão, diferentemente do ser humano que poderá optar por variáveis. Outro mo vo para que muitas pessoas optem pelo modo Auto está na falta de informação, pois elas acham que os recursos disponibilizados pelo equipamento são perfumarias, ou seja, sem importância. Nota: Experimentar fazer capturas da mesma imagem nos variados modos (Auto, P, M etc.) trás experiência e facilita o aprendizado. Para que o equipamento faça uma leitura mais precisa é importante e necessário apertar o botão disparador até a metade, aguardar alguns segundos e então fazer a captura. O modo automá co poderá ajustar seu equipamento para a captura com um tempo de exposição muito baixo, condição que poderá gerar imagens tremidas. Por essa razão é preciso estar atento ás condições de iluminação. O equipamento no modo Auto não faz milagre. Em algumas situações ele bloqueará o equipamento por não conseguir chegar a um ajuste sa sfatório. Como já destacamos esse recurso tem as suas vantagens e também as desvantagem, mas em todas as situações é você que controlará a qualidade final da imagem capturada.
Foto & Viagem I FotoMBoé 6 Fev./2014