A ARBITRAGEM NA ACÇÃO EXECUTIVA

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Transcrição:

2.º CONFERÊNCIA INTERNACIONAL PROMOVER A EFICÁCIA DAS EXECUÇÕES E WORKSHOP BOAS PRÁTICAS NA ACTIVIDADE DO AGENTE DE EXECUÇÃO A ARBITRAGEM NA ACÇÃO EXECUTIVA ANA CABRAL DIA 24 DE SETEMBRO DE 2011

SUMÁRIO 1. O QUE É A ARBITRAGEM VOLUNTÁRIA? 2. CARACTERÍSTICAS DA ARBITRAGEM 3. O QUE SÃO CENTROS DE ARBITRAGEM? 4. COMO SE CONSTITUEM? 5. ARBITRAGEM NA ACÇÃO EXECUTIVA- REGIME LEGAL 6. UMA PROPOSTA DE OPERACIONALIZAÇÃO 7. VANTAGENS E FRAGILIDADES 8. CONCLUSÕES

O QUE É A ARBITRAGEM? DEFINIÇÃO A ARBITRAGEM É UM MEIO ALTERNATIVO DE RESOLUÇÃO DE LITÍGIOS EM QUE AS PARTES, MEDIANTE UMA CONVENÇÃO DE ARBITRAGEM, SUBMETEM A DECISÃO DE UM LITÍGIO A UM OU A VÁRIOS ÁRBITROS A ARBITRAGEM NÃO É: UMA MEDIAÇÃO UMA CONCILIAÇÃO JUDICIAL NEGOCIAÇÃO

O QUE É A ARBITRAGEM? ÂMBITO TODO O TIPO DE LITÍGIOS, DESDE QUE: POR LEI ESPECIAL, NÃO ESTEJA SUBMETIDO EXCLUSIVAMENTE A TRIBUNAIS JUDICIAIS OU A ARBITRAGEM NECESSÁRIA; NÃO RESPEITE A DIREITOS INDISPONÍVEIS; CONSEQUÊNCIA ATRIBUIÇÃO DE COMPETÊNCIA EXCLUSIVA AO TRIBUNAL ARBITRAL; RENÚNCIA À JURISDIÇÃO DOS TRIBUNAIS JUDICIAIS.

CARACTERÍSTICAS DA ARBITRAGEM CARACTERÍSTICAS EXPLICAÇÃO LAV VOLUNTÁRIA AS PARTES SÓ PODEM RECORRER À ARBITRAGEM SE EXISTIR UMA CONVENÇÃO DE ARBITRAGEM ART. 1.º FLEXÍVEL JURISDICIONAL ESCOLHA DE ÁRBITROS AS PARTES PODEM DEFINIR AS REGRAS DO PROCESSO A DECISÃO TEM EFEITO DE CASO JULGADO E TEM FORÇA EXECUTIVA AS PARTES ESCOLHEM LIVREMENTE A CONSTITUIÇÃO DO TRIBUNAL ARBITRAL ART. 15.º E 16.º ART. 26.º ART. 6.º-14.º PRAZO PARA DECISÃO 6 MESES OU PRAZO ACORDADO ART. 19.º

O QUE SÃO CENTROS DE ARBITRAGEM INSTITUCIONALIZADA? DEFINIÇÃO SÃO ENTIDADES QUE GARANTEM A REALIZAÇÃO DE ARBITRAGENS DE FORMA PERMANENTE, DE ACORDO COM O SEU REGULAMENTO PRÓPRIO E LISTA DE ÁRBITROS Acontece que para a difusão dessas soluções arbitrais contribuirá, de modo muito significativo a existência de centros a funcionar, institucionalizada e permanentemente, como que profissionalizando a actividade Preâmbulo do Decreto-Lei n.º 425/86, de 27 de Dezembro

COMO SE CONSTITUEM? EXISTE UM REGIME ESPECÍFICO DL n.º 425/86, de 27 de Dezembro DEPENDE DE AUTORIZAÇÃO DO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA CONTEÚDO DO REQUERIMENTO RAZÃO DE CRIAÇÃO DEFINIÇÃO DO OBJECTO DA ARBITRAGEM PROVA DA IDONEIDADE PROVA DA REPRESENTATIVIDADE

EXEMPLOS CENTROS DE ARBITRAGEM PARA CONSULTA HTTP://WWW.GRAL.MJ.PT/CATEGORIA/CONTEUDO/ID/11 APOIADOS MJ OUTRAS ENTIDADES 6 Centros de Arbitragem de Conflitos do Consumo Centro Nacional de Informação e Arbitragem de Conflitos de Consumo CNIACC Centro de Arbitragem do Comércio Electrónico - CIMACE Centro de Arbitragem do Sector Automóvel CASA Centro de Informação, Mediação, Provedoria e Arbitragem de Seguros CIMPAS O Centro de Arbitragem para a Propriedade Industrial, Nomes de Domínio, Firmas e Denominações ARBITRARE O Centro de Arbitragem Administrativa CAAD Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo e Associação dos Hotéis de Portugal Associação Empresarial de Portugal/Câmara de Comércio e Indústria e a Associação Industrial Portuguesa/Câmara de Comércio e Indústria Federação Portuguesa de Basquetebol Escola Superior de Actividades Imobiliárias

O ARBITRAGEM BALANÇO DA ACTIVIDADE NA ACÇÃO DA CPEE EXECUTIVA (2 ANOS) REGIME LEGAL Decreto-Lei n.º 226/2008, de 20 de Novembro Introduz -se a possibilidade de utilização da arbitragem institucionalizada na acção executiva, prevendo-se que centros de arbitragem possam assegurar o julgamento de conflitos e adoptar decisões de natureza jurisdicional nesta sede, bem como realizar actos materiais de execução. Trata -se de utilizar os mecanismos de resolução alternativa de litígios para ajudar a descongestionar os tribunais judiciais e imprimir celeridade às execuções, sem prejuízo de serem asseguradas todas as garantias de defesa e a necessidade de acordo das partes para a utilização desta via arbitral. OUTRAS REFERÊNCIAS Memorando de Entendimento TROIKA O Governo apresentará uma Lei de Arbitragem até final de Setembro de 2011 e tornará a arbitragem para as acções executivas completamente operacional até final de Fevereiro de 2012, a fim de facilitar a recuperação de processos em atraso e a resolução extrajudicial

REGIME LEGAL CARACTERÍSTICAS DL 226/2008 COMPETÊNCIA DOS CENTROS DE ARBITRAGEM COMPETÊNCIA DOS ÁRBITROS Resolução de litígios resultantes do processo de execução Realização das diligências de execução Os actos do processo de execução da competência do juiz: Decisão da oposição à execução; Oposição à penhora; Verificação e graduação de créditos; Respectivas reclamações e impugnações; Reclamações dos actos da competência dos agentes de execução, ART. 11.º ART. 14.º COMPETÊNCIA DO CENTRO OU AE Os actos do processo de execução da competência do agente de execução ART. 14.º

REGIME LEGAL CARACTERÍSTICAS DL 226/2008 CONVENÇÃO DE ARBITRAGEM CITAÇÃO INTERVENÇÃO DE TERCEIROS RECURSO E ANULAÇÃO Cláusula compromissória- qualquer das partes pode revogar a convenção de arbitragem no prazo de 10 dias após a formação do título executivo Citação do executado, do cônjuge e dos credores no âmbito de execuções Art. 864.º do CPC Presume -se que o cônjuge ou os credores reclamantes que pratiquem actos perante o centro de arbitragem no âmbito de um processo aceitam a competência do centro de arbitragem Não tem efeito suspensivo da execuçãosó com caução = crédito executado e das custas e encargos previsíveis, por parte do recorrente ou do requerente da anulação ART. 12.º ART. 13.º ART. 13.º ART. 15.º

REGIME LEGAL CARACTERÍSTICAS DL 226/2008 ENTRADA FORÇADA NO DOMICÍLIO A autorização para entrada forçada no domicílio de pessoas singulares e na sede das pessoas colectivas é requerida ao juiz de turno de um dos tribunais de comarca da circunscrição judicial do domicílio do executado ( Decisão 1 Dia útil) ART. 16.º FISCALIZAÇÃO Criação de uma Comissão Especial ART. 17.º APOIO AO SOBREENDIVIDAMENTO Asseguram uma ligação efectiva a sistemas de apoio a situações de sobreendividamento ART. 18.º

PROPOSTA DE OPERACIONALIZAÇÃO UMA PROPOSTA Delimitação do Âmbito do Centro de Arbitragem em função (i) do tipo de acções executivas ( Só para Execuções para pagamento de quantia certa) e (ii) do Valor Máximo de cada Acção Executiva Uma solução para a Litigância de Massa Criar uma relação entre o Balcão Nacional de Injunções e o centro de arbitragem Criação de uma Associação ( responsável pela administração do centro de arbitragem) com Representantes dos Executados e Exequentes Apresentação de um Regulamento de Arbitragem com Regras Processuais mais simples para o Processo de Execução Apresentação de um Regulamento de Custas do Processo Arbitral inferiores aos definidos no Regulamento das Custas Processuais com valores Selecção da Bolsa dos Agentes de Execução do Centro de Arbitragem de acordo com critérios específicos Selecção da lista de árbitros do centro de arbitragem Garantir a tramitação desmaterializada do processo arbitral Garantir uma ligação/encaminhamento das situações de sobreendividamento para os sistemas de apoio ao sobreendividamento já credenciados pelo Ministério da Justiça

VANTAGENS/FRAGILIDADES VANTAGENS FRAGILIDADES MAIS RÁPIDO; NATUREZA VOLUNTÁRIA DA ARBITRAGEM ( é necessário o acordo das partes para recorrer à arbitragem); MAIS FLEXÍVEL; INTERVENÇÃO DE TERCEIROS NO PROCESSO ARBITRAL; ESPECIALIZAÇÃO NA RESOLUÇÃO DE UM TIPO DE LITIGÂNCIA

CONCLUSÕES A habilitação legal juntamente com as características da Arbitragem ( Voluntária/Jurisdicional/Respeito pelo Processo Equitativo) legitimam a possibilidade de outras entidades que não os tribunais judiciais poderem tramitar acções executivas. A estrutura organizativa de um centro de arbitragem, a possibilidade de criar um processo de execução mais simples e flexível, aproveitando a formação e experiência dos Agentes de Execução pode contribuir para a resolução mais rápida e especializada da litigância de massa e consequentemente para o Descongestionamento dos Tribunais.

ANA CABRAL MEMBRO DO GRUPO DE GESTÃO DA COMISSÃO PARA A EFICÁCIA DAS EXECUÇÕES Tel. (+351) 21 330 14 60 Fax: (+351) 21 315 65 42 http://www.cpee.pt cpee@cpee.pt