Ribossomos Os ribossomos são encontrados em todas as células (tanto eucariontes como procariontes) e não possuem membrana lipoprotéica (assim como os centríolos). São estruturas citoplasmáticas responsáveis pela síntese proteica, ou seja, são os produtores de proteínas dentro do citoplasma. São encontrados dentro das mitocôndrias, dos cloroplastos, espalhados pelo citoplasma (produtores de proteínas exclusivas para uso intracelular) ou aderidos às paredes do retículo endoplasmático rugoso. Duas subunidades, uma maior e outra menor, compostas por três moléculas de RNAr (RNA ribossômico) associadas a proteínas, se encaixam e formam o ribossomo. Centríolos Centríolos são feixes curtos de microtúbulos localizados no citoplasma das células eucariontes, ausentes em alguns protistas, fungos e vegetais superiores (gimnospermas e angiospermas). As células, normalmente, possuem um par de centríolos posicionados lado a lado ou perpendicularmente. São formados por nove trincas de microtúbulos ligados entre si, formando um cilindro. São os principais responsáveis pela formação das fibras do fuso (que atuam na separação dos cromossomos nos processos de divisão celular) e por originarem os cílios e os flagelos. Centríolo Ribossomo
Retículo Endoplasmático Rugoso Conhecido também como ergastoplasma, o retículo endoplasmático rugoso é formado por uma rede de canais que ocupam grande parte do volume citoplasmático. Uma característica típica é a presença de ribossomos aderidos à sua parede (motivo pelo qual é chamado de rugoso). Assim como os ribossomos livres, o RER tem como função principal a síntese de proteínas, contudo estas proteínas são enviadas ao meio extracelular através da via secretora (retículo endoplasmático liso e complexo golgiense). São produzidos também no RER, hormônios proteicos, enzimas do tubo digestivo e proteínas da membrana plasmática, além de fazer o transporte de substâncias dentro da célula. Retículo Endoplasmático Liso O retículo endoplasmático liso não possui ribossomos aderidos as suas membranas, ao contrário do RER. As principais funções do REL, além da produção de lipídios (esteroides), são o transporte de substâncias ao completo golgiense, a desintoxicação celular, atuando na degradação do etanol ingerido em bebidas alcoólicas, bem como na degradação de medicamentos ingeridos pelo organismo. O REL é abundante principalmente em células das gônadas e do fígado. Retículo Endoplasmático
Complexo de Golgi O complexo de Golgi apresenta diversas funções diferentes, entre elas as principais são a Secreção celular, onde as proteínas produzidas pelo retículo endoplasmático são armazenadas, empacotadas e secretadas pelo complexo golgiense. A síntese de polissacarídeos como o glicogênio, o amido, a celulose e a quitina. Além da formação do acrossomo (cabeça do espermatozoide), vesícula fundamental para que os espermatozoides rompam os envoltórios do ovócito, garantindo a fecundação. A formação da lamela média, membrana onde será formada a parede celular que permite a citocinese, nos vegetais. E a formação dos lisossomos, organelas responsáveis pela digestão celular. Lisossomos Os lisossomos são vesículas preenchidas por duas enzimas digestivas que realizam digestão intracelular. A origem estrutural de um lisossomo ocorre através de uma via de mão dupla, que inicia quando o RER vincula a síntese das enzimas lisossomiais. Após o envio destas enzimas para o complexo de Golgi, elas são empacotadas em vesículas que se desprendem e constituem um lisossomo primário. No sentido contrário, vê-se a formação de endossomos contendo macromoléculas. A fusão dos lisossomos primários com os endossomos forma o vacúolo digestivo, conhecido como lisossomo secundário, que permitirá a digestão de macromoléculas e a absorção de seus produtos para o meio intracitoplasmático. Depois da finalização do processo Complexo de Golgi digestivo, os resíduos que ainda se
encontrarem na vesícula, corpo residual, sofrerão exocitose (clasmocitose) com o lançamento do seu conteúdo para o meio extracelular. Os lisossomos também participam de processos de autodegradação celular como a autólise e a autofagia. autofagossomos aparecem nos hepatócitos com o objetivo de converter os componentes da célula em alimento para prolongar a sobrevivência do organismo. Autólise ou citólise processo pelo qual uma célula se autodestrói espontaneamente. Geralmente ocorre em células danificadas ou em tecidos que estão morrendo, contudo é incomum em adultos. Através de uma instabilidade da membrana lisossômica, esta sofre uma ruptura, levando ao derrame enzimático que irá promover a digestão da parte orgânica da célula e a destruição dela. A regressão da cauda do girino é um importante exemplo deste fenômeno. Autofagia através da fusão do lisossomo com as próprias organelas celulares, a célula elimina organelas velhas. A autofagia pode ser estimulada em alguns casos como durante o jejum prolongado, onde numerosos Lisossomos Glioxissomos Os glioxissomos são vesículas membranosas com enzinas dentro exclusivas da célula vegetal. São encontrados principalmente em sementes em germinação, onde convertem ácidos graxos em açúcares necessários para o crescimento do vegetal jovem. Ao longo do processo acumulam ácido glioxílico, por isso receberam esse nome. Essa organela também está envolvida no processo de fixação do CO 2 nas plantas, durante a fotossíntese.
Peroxissomos Os peroxissomos são organelas que apresentam enzimas oxidativas em altas concentrações, como a catalase que degrada o peróxido de hidrogênio (água oxigenada) evitando que este se acumule no organismo. Essa ação é importante, principalmente, nas células do fígado e do rim, pois elimina moléculas com potencial tóxico. A principal função dos peroxissomos é degradar os diversos tipos de peróxidos produzidos pela célula devido à degradação de gorduras e proteínas. Tal função oxidante permite o combate a radicais livres, evitando o envelhecimento precoce das células. Vacúolo Central Os vacúolos preenchem um grande espaço do centro da célula vegetal, e possuem, em seu interior, uma mistura líquida de várias substâncias, chamada suco vacuolar. Desempenham a função de armazenar substâncias como a glicose, vitaminas, proteínas, hormônios, sais e excretas, bem como também atuam no controle osmótico das células vegetais e auxiliam no processo de reprodução dos vegetais, pois guardam pigmentos que dão cor a algumas plantas e flores. Plastos Também conhecidos como plastídeos, são estruturas presentes exclusivamente em células vegetais e podem ser classificados em: Leucoplastos plastos sem pigmento que possuem a função de armazenar reservas como os amiloplastos que armazenam o amido. Cromoplastos plastos cheios de pigmentos que absorvem a luz e garantem a produção do alimento vegetal através da fotossíntese. O principal cromoplasto é o cloroplasto, verde e que tem como principal pigmento a clorofila.
Mitocôndrias São consideradas a sede da respiração celular. Essas organelas são responsáveis pela produção de energia dentro da célula. As mitocôndrias possuem DNA próprio e a sua herança genética possui uma peculiaridade, como essas organelas se localizam próximo a cauda do espermatozoide, geralmente elas permanecem fora do óvulo durante a fecundação, desta forma todo o DNA mitocondrial do zigoto tem origem materna. Essa teoria recebeu o nome de Eva mitocondrial. o DNA mitocondrial. Cientistas acreditam que essa destruição do DNA da mitocôndria faz com que uma pessoa tenha Alzheimer. Outro fato importante sobre as mitocôndrias é a Teoria da Endossimbiose. Cientistas acreditam que as mitocôndrias eram bactérias que foram fagocitadas pela célula e passaram a estabelecer uma relação de simbiose. A mitocôndria produz energia para a célula, em contra partida esta lhe dá proteção. Essa organela além de ter o próprio DNA, também possui ribossomos em seu interior, fabrica algumas de suas proteínas e RNA. Para produção de energia a mitocôndria faz respiração celular e fabrica uma proteína chamada ATP (trifosfato de adenosina), que é a fonte de energia da célula. Contudo, durante esse processo são fabricados também radicais livres que acabam por destruir Mitocôndria