Processos Geológicos Internos -Aula 5- Prof. Alexandre Paiva da Silva UACTA/CCTA/UFCG TECTÔNICA DE PLACAS INTRODUÇÃO Terra Planeta dinâmico Planeta azul se contorcendo Fragmentação da crosta PLACAS TECTÔNICAS (12) flutuando sobre ASTENOSFERA Origem das Placas Dorsais meso-oceânicasoceânicas Impulso na Teoria da DERIVA CONTINETAL Tectônica Global Chave para História Geológica e futuro da Terra 1
SURGIMENTO DA TEORIA DA DERIVA CONTINENTAL (DC) 1620 Bacon, físico inglês encaixe entre as costas da A. do sul e África Sec XX Alfred Wegener, alemão Teoria da Tectônica de Placas (TP) encaixe das costas aglutinação dos continentes MEGACONTINENTE: PANGEA PANGEA PAN = Todo GEA = Terra início: 220 milhões - Triássico Divisão Setentrional - Laurásia Austral - Gondwana 2
EVIDÊNCIAS DE WEGENER Feições geomorfológicas contínuas Presença de fósseis comuns na África e Brasil Glaciação (300 Ma) no Brasil, África, Índia, Austrália e Antártida Reunião de Evidências A origem dos continentes e oceanos 3
DIFICULDADES DE WEGENER Forças capazes de mover os imensos blocos continentais? Como a Crosta rígida deslizaria sobre outras, sem que fossem quebradas pelo atrito? Abandono da teoria por falta de conhecimento das propriedades plásticas da ASTENOSFERA RESSURGIMENTO - TEORIA DA DC Década de 40 Estudo do fundo dos oceanos SONARES Mapa detalhado dos relevo do fundo dos oceanos Cadeias de montanhas Fendas Fossas Trincheiras profundas *Ambiente geológico ativo Descoberta da Dorsal meso-oceânicaoceânica Cadeia de montanhas: 8400 km extensão e 1000 km de largura submetidas a forças tensionais Zona de forte atividade sísmica e vulcânica 4
Figura ilustrativa da Dorsal Meso-Oceânica RESSURGIMENTO - TEORIA DA DC Década de 60 GEOCRONOLOGIA Rochas oceânicas são mais jovens: 200 milhões de anos PALEOMAGNETISMO As posições primitivas dos pólos magnéticos mudaram ao longo do tempo geológico MOVIMENTO DOS CONTINENTES RECONSIDERAÇÃO DA DERIVA CONTINENTAL 5
SURGIMENTO DA TEORIA Década de 60 Hess History of the Ocean basins A estrutura do fundo dos oceanos estariam relacionadas com processos de correntes de convecção no interior da Terra Expansão do assoalho oceânico Zonas de subducção locais onde a crosta oceânica mais densa mergulha para o interior da Terra até atingir condições de temperatura e pressão suficiente para sofre fusão e ser reincorporada ao manto PLACAS TECTÔNICAS Estrutura da Terra Crosta Manto Núcleo ASTENOSFERA zona de baixa velocidade no manto superior estado plástico 6
NATUREZA DA PLACAS TECTÔNICAS Continental Porções de continental e oceânica Ex: Africana Oceânica pode ou não incluir continental Ex: Nazca Características e diferenças Placa oceânica: apenas crosta oceânica Placa continental: crosta continental + crosta oceânica - Placas oceânicas (basalto: mais pesada = mais próximo do núcleo) - Placa continental (granito: mais leve) Figura Ilustração esquemática dos tipos de crosta terrestre. 7
LIMITES ENTRE AS PLACAS TECTÔNICAS Divergentes Convergentes Conservativos Crosta Continental Limites convergentes Crosta Continental Crosta Continental 8
PLACAS TECTÔNICAS 9
Qual a origem dos terremotos? - Movimento de placas tectônicas - Vulcanismo - Atividades antrópicas (explosões) - Barragens 1. TERREMOTOS Como é possível conhecer a composição do interior da terra? - O núcleo nunca foi amostrado - A crosta foi amostrada no máximo 7 km - Foram utilizados meios indiretos: Comportamentos de ondas sísmicas S, P e L (terremotos). 10
a) Ondas P (primárias) - Ondas longitudinais (partículas movimentam-se em direção a onda) - velocidade de 5,5 a 13,8 km/s - propagam-se verticalmente - diminuem sua velocidade quando encontram material menos denso ou líquido (ex.: núcleo). b) Ondas S (secundárias) - ondas transversais (cada partícula vibra transversalmente em relação à direção da onda). - velocidade de 3,2 a 7,3 km/s - não se propagam através de líquidos (não se propaga no núcelo). 11
c) Ondas longas L (love) - têm grande comprimento - se propagam na crosta apenas quando colidem com as ondas S e P. - Velocidade de 4,0 a 4,4 km/s Conclusão: A constituição da terra é conhecida através da relação entre a velocidade das ondas sísmicas e a densidade do dos elementos que constituem o material. 12
Tabela escala de Richter para medição da magnitude de tremores. Descrição Magnitude Efeitos Micro < 2,0 Micro tremor de terra, não se sente Muito pequeno 2,0-2,9 Geralmente não se sente mas é detectado/registrado. Pequeno 3,0-3,9 Frequentemente sentido mas raramente causa danos. Ligeiro 4,0-4,9 Moderado 5,0-5,9 Forte 6,0-6,9 Tremor notório de objetos no interior de habitações, ruídos de choque entre objetos. Danos importantes pouco comuns. Pode causar danos maiores em edifícios mal concebidos em zonas restritas. Provoca danos ligeiros nos edifícios bem construídos. Pode ser destruidor em zonas num raio de até 180 quilômetros em áreas habitadas. Grande 7,0-7,9 Pode provocar danos graves em zonas mais vastas. Importante 8,0-8,9 Pode causar danos sérios em zonas num raio de centenas de quilômetros. Excepcional 9,0-9,9 Devasta zonas num raio de milhares de quilômetros. Extremo > 10,0 Nunca registrado. Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki - Porque ocorrem Terremotos no Brasil? - Existem 48 falhas Geológicas registradas no Brasil - Algumas placas atuais são formadas pela união de placas menores há milhões de anos - Maior concentração de falhas no Nordeste e no Sudeste - Choques entre pedaços de placas 13
- Terremoto em Minas Gerais (Itacarambi) em 2007-4,9 graus na escala Richter - Primeira vítima fatal no Brasil por terremotos - Terremoto no Ceará (Sobral) em 2008-3,5 graus na escala Richter - Região de falha geológica 14