Transferências em competição Versão 6-15/Jan/06 Nuno Sousa Imaginemos o seguinte leilão: AE int AD av. (1 ) 1 (p)..? O avançador (parceiro do interventor) tem à sua disposição as seguintes vozes ao nível 2: 2 = natural, construtivo, geralmente F1. 2 = cue, geralmente baseado num apoio a espadas. 2 = natural, construtivo. Semelhante à resposta 2P. 2 = apoio 3 cartas 4-10, dependendo da mão. Ora, o interventor responde geralmente ao cue-bid de 2 rebidando o seu naipe se mínimo (coisa de 8-11), ou dando outra voz se na zona med/max (12-17). No entanto, as vozes de bicolor económico do interventor (neste caso a resposta de 2 ) não tendem a mostrar valores extras, mas sim apenas distribuição, a caminho de 2E. Haverá algum interesse prático em mostrar o bicolor económico, ou será que podemos mobilizar essa voz, e outras equivalentes, para algo mais construtivo? A resposta é sim. Existe de facto uma maneira mais racional de aproveitar estes steps, e ela consiste não em mudar as vozes do interventor, mas sim as do AVANÇADOR. É aqui que entra a ideia das transferências. O avançador pode fazer uma rotação das vozes disponíveis entre o cuebid e o apoio directo, da seguinte forma: (1 ) 1 (p) 2 = copas. 2 = cue-bid. 2 = apoio de 3 cartas. Note-se que a voz de 2 mantém-se natural. Embora a rotação pudesse até ser extendida a todas as vozes, o step de 1ST é preciso como natural, pelo que só há rotação a partir do cue-bid em diante. Se, no entanto, o AD agir, veremos que há situações em que se pode ter rotação total. 1
Defenições e exemplos Definição principal do esquema de transferências do avançador (TA): Após uma intervenção da nossa linha, as vozes do avançador entre o cue-bid e o apoio directo (exclusive o último) são rodadas um step para baixo, mantendo-se no entanto as vozes de ST com o seu significado usual. O esquema TA é válido a qualquer nível, podendo-se, no entanto, truncar o esquema ao nível a que se desejar. Note-se que o facto de os naipes entre o cue e o apoio serem dados em transferência permite que o mesmo se faça com mãos quer de desistência quer fortes, o que flexibiliza bastante o leilão natural. Pode-se, por exemplo, transferir para um naipe e seguidamente apoiar o parceiro para mostrar apoio de Hx (ou xxx) e bom naipe lateral para eventual saída ou competição. Exemplos: (1 ) 1 (p) 2 = ouros. 2 = copas. 2 = cue-bid. 2 = apoio de 3 cartas. Quando a intervenção é três naipes acima do da abertura, o esquema TA permite a maior amplitude nas vozes do respondente. (1 ) 1 (p) 2m = natural, construtivo NF. 2 = cue-bid. 2 = apoio 3 cartas. Quando a intervenção é no naipe imediatamente a seguir, a rotação é inconsequente, pois não há vozes entre o cue e o apoio. Mesma coisa para p.ex. (1 )-2 : não há rotação. (1 ) p (p) 2 (p) 2 = nat e F1, provavelmente com fit ouros na manga, senão podia ter metido as copas à 1ª volta. 2 = PAUS, possível fit ouros (ver caso anterior). 3 = cue. O Esquema TA está ON também no caso de reaberturas. 2
(1 ) 2 (p) 2 = copas, construtivo F1 (o 2/2 nat é F1). 2 = PAUS. 3 = cue-bid, bom apoio. 3 = apoio de cortesia. Atenção à rotação, que faz de 2 a voz para mostrar paus. Note-se que, no esquema natural, o cue 2 depois da intervenção em menor pede normalmente defesa. No TA o cue declara apoio, deixando os pedidos de pega ao interventor. No entanto nada obsta a que este, a caminho de 3, dê 2ST com pega e uma intervenção na zona max. (2 ) 3 (p) 3 = natural FP (o 3/3 nat é FP). 3 = espadas. 3 = cue-bid, pede defesa. 3ST= NATURAL. Vozes de ST não são abrangidas pelo TA. 4 = apoio. Neste caso não deve ser fraco. Note-se que no caso do avançador tirar para 4 no leilão (2 ) 3 (p) 3 (p) 3ST (p) 4 estará, pelo princípio do fast arrival, a mostrar um apoio ainda mais forte que o directo. (4 ) 5 (p) 5 = nat F1, podendo ser fit + controle. 5 = espadas, nat ou controle, depois se vê. 5 = cue, apoio forte, tentativa de 7. Exemplo extremo, mas que reflecte bem o potencial do esquema de transferências: quanto mais alto se está, mais necessidade há de espaço, e mais eficiente o esquema TA se torna. Depois de 4 pode-se marcar... 5 5 5 6 = tentativa de 7 com boas espadas. 5 5 5 6 = tentativa de 7E! Para jogar só 6, marca directo. 5 5 5ST = controla copas à primeira, tentativa de 7. 5 5 5 6 = grande bicolor / para jogar 6. Consequência... 3
5 5ST = grande bicolor /, tentativa de jogar 7 ou 7! É claro que tudo isto tem que ser bem combinado, mas é notório que as transferências dão muito mais flexibilidade, o que é especialmente útil quando o espaço é pouco e precioso. O AD age sobre a intervenção O AD dobra Neste caso pode-se jogar o esquema madeira se a nossa intervenção foi 1R (ver pág. 6). Se a nossa intervenção foi outra, os steps do esquema TA estão ON, sendo o redobre SOS se estamos abaixo de partida, ou forte se acima. (1 ) 1 (X) XX = forte, regular 8+H. Transfere para 1ST. 1ST= PAUS. 2 = ouros. 2 = copas. 2 = cue-bid, bom apoio. 2 = apoio 3 cartas. Notas: 1. A transferência para 1ST é, em teoria, ilimitada, mas na prática raramente terá mais que 8-12 pontos, dado que os adversários estão ambos a falar. Note-se que neste esquema não há redobre Rozenkrantz. 2. As transferências para paus e copas só devem ser feitas com bom naipe, visto tanto o AE como o AD terem anunciado esses naipes. (2 ) 3 (X) XX = fuga. 3 = copas. Obivamente NF neste caso. 3 = PAUS. 3ST= NATURAL. 4 = cue, apoio forte. Depois duma intervenção nossa sobre abertura a nível 2 +, o dobre inimigo é quase sempre punitivo, e é por isso que convém reservar o redobre para fuga. Se por acaso o dobre do AD for negativo, 3ST passa a ser proposta para defender a partida inimiga se a mão do interventor for ofensiva. 4
O AD dá naipe Regra geral pode-se manter a rotação TA entre o cue e o apoio se a voz do respondente não roubou o step do cue. Isto é consistente com o esquema madeira. Mais uma vez, se a intervenção foi 1R pode-se extender o TA, englobando o esquema madeira. (1 ) 1 (2 ) X = regular ou ouros. 2 = copas. 2 = cue 1, apoio de 3 cartas, 8+H. 2 = apoio 3 cartas, 3-7 H. 2ST= apoio 4 cartas, ofensivo. 3 = cue 2, apoio misto de 4 cartas. 3 = FIT-BID. Notas: 1. Em geral, como voz do AD de 2 é forte e forcing, dificilmente o avançador vai querer dar, p.ex., copas sem ter alguma espécie de fit a espadas. Se 2 for negative free bid, já há mais chances de que 2 não tenha fit a espadas na manga. De qualquer forma, não há motivo para modificar o esquema madeira aqui. 2. Aqui 3 podem passar a fit-bid, já que a abertura em menor pode ser feita com 3/4 cartas vis. 3. O apoio 2 de 3-7 tem como limite min uma mão que responderia 1ST forcing à a uma abertura 1R, seguido de preferência. O apoio 2 de 8+ é uma mão que faria um apoio construtivo sobre abertura 1R, podendo, no entanto, ser mais forte neste caso (raro). (1 ) 1 (2 ) X = ouros bons. 2 = cue 1, apoio 3 cartas 8+. 2 = apoio 3 cartas 3-7. 2 = natural, construtivo NF. 2ST= apoio 4 cartas ofensivo. 3 = cue 2, apoio 4 misto. 3 = FIT-BID. Nada de mais a assinalar aqui. Se fosse (1 ) 1 (2 ), ou (1 ) 1 (2 ), o esquema madeira desligaria, e seguiria o estilo Robson normal: dobre negativo, 3 fit non-jump, 2ST apoio, 3 apoio misto no 1º caso ou FNJ no 2º, etc. Se fosse (1 ) 1 (1/2x), seguiria também o esquema normal. O madeira só se aplica após abertura/intervenção em 1R. 5
O AD dá 1ST Como a voz de 1ST não rouba o cue do avançador, o esquema TA mantém-se ligado, e o dobre é de chamada. Exemplo: (1 ) 1 (1ST) X = chamada. 2 = ouros. 2 = copas. 2 = cue, geralmente apoio. 2 = mera cortesia. Esquema madeira Este esquema, parente do TA e baseado no "cappelletti sobre 1R dobrado" (capp/1rx), usa-se após abertura em 1R, seguido de intervenção até 2 steps abaixo do rico de abertura. Serve principalmente para distinguir os apoios de 3 cartas construtivos dos de barragem, e também permite dar naipes em transferência. O nome madeira é derivado do que pode acontecer se um dos jogadores se esquecer da convenção! Assim: Capp/1rx: 1 (X) XX = agarranço. 1 = natural, F1. 1ST= paus. 2 = ouros. 2 = apoio 3 cartas construtivo, 8+. 2 = apoio 3 cartas (2 de figura chegam..), 3-7. A mão de 7-9 regular, que normalmente daria 1ST, agora passa e mais tarde compete com dobre negativo ou dá 2 (que obviamente só pode ser de 2 cartas). Sobre apoio construtivo há ensaios no longo. A voz de 1 X 2ST continua como apoio de 4 ofensivo, convite ou melhor. 1 (X) XX = agarranço. 1ST= paus. 2 = ouros. 2 = copas. 2 = apoio 3 bom. 2 = apoio 3 lixo. Os dois casos acima definem a convenção capp/1rx, que é a base do esquema madeira. A ideia é extender o conceito das transferências ao caso em que a intervenção adversária não é dobre, mas sim naipe. O esquema madeira engloba, claro está, o capp/1rx. Temos assim: 6
Abertura 1 : 1 (1 ) X = regular ilimitado. 1ST= paus. 2 = ouros. 2 = apoio 3 bom. 2 = apoio 3 lixo. 2 = apoio 4 misto, 6-10, valores defensivos. Note-se que a voz de 2 passa a ser apoio misto (no estilo Robson era apoio de 3 defensivo). Isto abre 1 - (1 )-3 para barragem praticamente sem nada. 2ST continua a ser apoio de 4 ofensivo. 1 (2 ) X = regular ilimitado OU ouros. 2 = apoio 3 bom. 2 = apoio 3 lixo. 2 = natural F1. 3 = apoio 4 misto. Uma mão balançada com 4 espadas dobra primeiro, e depois dá espadas ao nível mais baixo, se se justificar (normalmente o ab não tem espadas). Dar espadas em salto será 5 ouros + 4 espadas, FP. Abertura 1 : 1 (2 ) X = regular ilimitado OU ouros. 2 = copas, 7+H. 2 = apoio 3 bom. 2 = apoio 3 lixo. 3 = apoio 4 misto, 6-10, valores defensivos. 1 (2 ) X = regular ilimitado OU copas. 2 = apoio 3 bom. 2 = apoio 3 lixo. 3 = natural, FP. 3 = apoio 4 misto, 6-9, valores defensivos. Devido à falta de espaço, o dobre pode agora ser feito com mão semi-regular com 5 paus, se não houver força para dar 3. Se a intervenção é 1 -(2 +) ou 1 -(2 +), o esquema madeira desliga e segue-se as regras do Robson/Segal (2ST apoio 4 ofensivo, cue apoio 3 defensivo, fit-bids etc). 7
Seguimentos pós-madeira O AD passa Se a transferência não for ambígua: 1. Completar transferência = 11-14, 2+ cartas no naipe do resp ou ARD seco. 2. Completar transferência em salto = extras, FORCING até 4 no naipe da transferência. 3. Fugir para o naipe de abertura = 11-14, 0-1 carta no naipe de transfer OU 6+ cartas no naipe de abertura. Dado em salto é 6 cartas 17-19 DH, como na bogalhinha. 4. Novo naipe sem inversa = 11-17 bicolor económico normal. 5. Novo naipe em inversa = 15+, F1. Face a uma inversa, os 2ST do respondente deixam de ser golpe de paragem (com essa mão já teria passado) e passam a natural. 6. Novo naipe em salto = 17+ FP, 54 natural. 7. 2/3ST = 15-16/17-20 regular ou 0-1 no naipe de transfer. 8. Cue-bid = 17+ FP, depois logo se vê o que têm. Em princípio será agora fácil para o resp continuar o leilão. As vozes fracas do resp são 2ST, preferências e rebide do seu naipe. Tudo o resto é forte e forcing. Se a transferência for ambígua (naipe ou regular): O esquema de rebides do ab mantêm-se. O resp tem a tarefa de tentar esclarecer a mão. Em geral basta usar o senso comum para isso. Exemplo: 1 (2 ) X (p) 2 (p) 2 = regular 8-10, 2 copas. 2 = 4 espadas, 10-12. Pode ser regular ou ouros, mas aguenta sempre jogar 2ST. 2ST= regular 11-12, 2 copas. 3 = FP, pede pega. Depois se vê o que tem. 3 = convite NF, 6 cartas. 3 = apoio NF de Hx ou xxx. Se tiver Hx, está regular sem pega. Se tiver xxx, tem ouros. 3 = 5 ouros e 4 espadas, FP. 3/4ST= regular com pega 13-15/17-18. Se o ab rebidou outra coisa, o resp tenta seguir este exemplo para descrever o que tem. 8
Caso super-bicudo: 1 (2 ) X Aqui estamos em sarilhos porque não há espaço para tudo. Há que espalhar o mal pelas aldeias e establecer umas truncações... Em primeiro lugar 1 (2 ) X é... 1. Regular. Se tiver 4 copas pode ter só 8+H. Sem as 4 copas, tem que ter 10+H. 2. 5+ copas, 7+H. Com 8-9 regular sem copas tem que passar e dobrar depois. Se tiver Hx pode eventualmente apoiar em 2 e dobrar a seguir. Agora segue, EM PRINCÍPIO: 1 (2 ) X (p) 2 = 11-14, 3+ copas. 2 = 11-14, 0-2 copas ou 6+ espadas. 2ST= 15-16, normalmente 0-2 copas... mas pode ter 3 se achar que é a voz que melhor descreve a mão. 3 = 17+, inversa, 54 e FP. 3 = 17+ (16+ se com 3 copas). O resp dá 3C com 5+ copas. 3 = 15+ bicolor 54. FP porque se o resp não tem copas tem 10+! 3 = unicolor 17-19 DH, como na bogalha. 3ST= 17-20, 0-2 copas. Com 3 copas dá 3. Obviamente estas definições não são rígidas. P.ex. o ab, com 15-16 e 3 copas está meio entalado. Dependendo da mão pode dar o que achar melhor: 2 com 15 mal feitos, dar 2ST apesar das 3 copas, arriscar o cue-bid 3 só com 15, etc. Quanto ao resp, este segue as regras normais se está mínimo. Sobre rebide 2ST do ab deve PASSAR com 5 copas e 7-8 pontos. Se der 3C são 6 cartas e NF. Para forçar faz cue-bid ou dá novo naipe, ao que o ab apoia com 3 cartas. Exemplo: 1 (2 ) X (p) 2 (p) 2 = 8-9 regular, logo deve ter 4 copas. O abridor pode corrigir para 3 com 4 cartas. 2ST= 10-12 regular, mais para os 10 que para os 12. Pode ou não ter 4 copas. Se o abridor falar agora é FP. 3 = 5 copas e 4 paus, F1. 3 = FP. Depois esclarece o que tem. 3 = convite, 5 cartas, à roda de 11-12. 3 = regular sem pega, apoio de Hx. FP! 3/4ST= regular com pega 13-15/16-18. 9
O AD fala O esquema acima em geral mantém-se, mas a situação deixa de ter regras fixas, pelo que tanto o abridor como o respondente devem aplicar as regras gerais para situações competitivas e o princípio de antecipação. Há alguns gadgets, como o 2ST good-bad do abridor e dobres negativos até se achar fit, mas nada pode susbstituir a lógica e o julgamento da situação. Alguns exemplos: 1 (1 ) X (2 ) X = extras 15+. O resp dá 2/3ST ou 3m com 5m332 fraquito. 1 (1 ) 2 (2 ) 2ST = good-bad. Tem 55 fraco, 3 ouros min ou 6 copas min. 1 (1 ) 2 (2 ) 3 = extras. Se min teria dado 2ST e seguido com 3. 1 (1 ) X (2 ) 3m = nat 4 cartas, FP. 1 (1 ) X (2 ) p p X = 44 menor, ou regular FP. 1 (1 ) X (2 ) p p 2ST = NATURAL. Não faz sentido como scrambling. 1 (2 ) X (3 ) 3 = 3 cartas, normalmente min, apostando em que o resp tem ouros. Com mais força é melhor dobrar primeiro. 1 (2 ) X (3 ) 3 = 6 cartas, mais fraco que dobre seguido de 3. (Fast arrival.) Aposta na mão balançada do resp. Em todas estas situações há que usar julgamento e bom senso. O dobre de chamada, sendo a voz mais flexível, deve ser preferido a qualquer outra acção que não seja óbvia. 10
Madeira depois de 1m (também chamado de "madeira total") O esquema madeira normal depois de 1R (int)...? pode ser extendido para o caso de abertura 1m seguida de intervenção a nível 1. Assim, temos: Intervenção 1 : 1 (1 ) X = regular ilimitado. Se 4 copas então 6-9 ou 13+ (com 13+ rebida copas em salto). 1ST= OUROS, 7+H. Se 4 copas então 13+. 2 = nat fraco, 4+ cartas (5+ se 1 for preparatório). 2 = copas, 7+. 2 = 4 copas, 10-12. Regular sem pega ou desbalançado com 4 copas e 5+ em menor (dá o menor a seguir). 2 = paus, forte. 2ST= 4 copas 10-12. Regular com pega. Depois duma transferência, o abridor age como no caso madeira sobre 1R. P.ex. 1 (1 ) 1ST (p) 2 = fit de 2+ cartas a ouros, min. 2 = min 6 cartas, provavel misfit ouros. 3 = fit ouros e extras. 1 (1 ) X = regular ilimitado. Se 4 copas então 6-9 ou 13+ (com 13+ rebida copas em salto). 1ST= paus 7+. Se 4 copas então 13+. 2 = copas 7+. 2 = nat fraco. 2 = 4 copas 10-12. Reg sem pega ou desbalançado com 4 copas e 5+ em menor (dá o menor a seguir). 2 = ouros, forte. 2ST= 4 copas 10-12. Reg com pega. Intervenção 1 : 1 (1 ) X = 4+ espadas. Se 5 espadas então 5-7. Se o AD passar, 1 do abridor é 3 cartas 11-14 H, e 2/3/4 espadas apoio de 4. Se o AD falar há dobre de suporte. 1 = regular ilimitado, sem 4 espadas. 1ST= OUROS 7+. 2 = nat, fraco. 2 = espadas, 8+H. 2 = paus, forte. Se o abridor não der 1 ou não dobrar de apoio, não que dizer que não tenha 3 espadas. Apenas que achou mais importante mostrar outra particularidade da mão. Só nega as 3 espadas se estiver MIN. 11
1 (1 ) X = 4+ espadas. Se 5 espadas então 5-7. 1 = regular ilimitado sem 4 espadas. 1ST= paus 7+. 2 = espadas 8+. 2 = nat fraco. 2 = ouros forte. Intervenção 1 : 1 (1 ) X = 4+ copas. Segue dobre de apoio. O ab pode apoiar a nível 1 com 3 cartas. 1 = 4+ espadas. Segue 1E min 3 cartas, e dobre de apoio. 1 = 44 rico ilimitado, F1. nst= nat, limite, 6-10/11-12/13-15 H. 2 = nat fraco. 2 = paus forte. Eventualmente 16+ regular sem fit. Intervenção em dobre: 1 (X) XX = 4+ ouros. Provavelmente 5 ouros. 1 = 4+ copas. 1 = 4+ espadas. 1 = regular ilimitado. 1ST= paus forte. 2 = paus fraco. Nota: perde-se o XX de agarranço, mas isso tem pouco interesse depois de uma abertura 1m. O XX punitivo tem muito mais interesse após abertura 1R por duas razões: 1. Os adversários têm que fugir para nível 2 mais frequentemente - um nível acima: grande diferença! 2. A abertura 1R marca muito melhor a distribuição, pelo que é mais fácil diagnosticar um misfit. 1 (X) XX = 4+ copas. 1 = 4+ espadas. 1 = regular ilimitado. 1ST= paus. 2 = ouros forte. 2 = ouros fraco. Agradecimentos Jeff Rubens, autor do conceito original de transferências do avançador. Michael Cappelletti, inventor do capp/1rx. Lino Tralhão, autor da ideia original do esquema madeira, no contexto do sistema P4. 12
Diário V.1: teoria geral de TA. Madeira após interv. 1R. V.2: esquema madeira sobre ab 1R. TA em 1x-1R-1ST. V.3: removidas algumas gralhas V.4: incluídas respostas a reaberturas no TA V.5: redefinição apoios de 3 cartas bons e maus. Pósmadeira. V.6: inclusão de naipes menores, reestruturação do documento e consequente alteração do nome para transferências em competição, alguma sistematização. FALTA FAZER: - Transfers depois de dobre de chamada, 1x-X-p-?? - Revisão completa, reescrever todo o texto como um método coerente e claro, arranjar mnemónicas, escrever dissertação sobre aplicaiblidade do esquema. - Extensão da ideia das transferências ao leilão a dois, com vista à substituição do 2/1 FP por 2/1 em transfer. 13