Seminário Os NITs e a efetividade do Programa RENORBIO Uma proposta para os NITs do NE Teresa Lenice Mota (UECE) Colaboração: André Luiz Araújo (CEFET-CE) Aritomar Barros (UFC) BNB, 10 de abril de 2007
Sumário A Lei de Inovação, os NITs e as competências mínimas Mapeamento e Identificação de Núcleos de PI e TT em Universidade Brasileiras (INPI/REDETEC/EITT- UFRGS) O MCT e os Núcleos de Apoio ao Patenteamento e os Escritórios de Transferência de Tecnologia Workshop de Avaliação do MCT- Principais Conclusões Inovação: Dependências e Requisitos Proposta Interativa do Sistema Inovação Mecanismos do Sistema Interativo Proposta para os NITs do NE
A Lei de Inovação, os NITs e as competências mínimas Zelar pela manutenção da política institucional de estímulo à proteção das criações, licenciamento, inovação e outras formas de transferência de tecnologia; Avaliar e classificar os resultados decorrentes de atividades e projetos de pesquisas; Avaliar solicitação de inventor independente para projeto conjunto com ICT, inclusive incubação; Opinar pela conveniência de promover a proteção das criações desenvolvidas na instituição; Opinar quanto à conveniência de divulgação das criações desenvolvidas na instituição, passíveis de propriedade intelectual; e Acompanhar o processamento dos pedidos e a manutenção dos títulos de propriedade intelectual da instituição.
Mapeamento e Identificação de Núcleos de PI e TT em Universidade Brasileiras INPI/REDETEC/EITT-UFRGS Agosto de 2002 Foram pesquisadas 143 Universidades constantes do cadastro da ANDIFES e CRUB; Núcleos de PI criados na década de 90 em 26 Universidades, sendo 14 Federais, 7 Estaduais e 5 Privadas, concentrando-se nas regiões Sul e Sudeste; No Nordeste encontravam-se as Universidades Federais de Sergipe (1982); de Pernambuco (1998) e do Ceará (1995 Coordenadoria de Difusão Científica e Tecnológica TRANSTEC); Apenas 5 das Universidades que possuiam Núcleo Comercializavam suas Patentes; Núcleos não cumprem suas finalidades
O MCT e os Núcleos de Apoio ao Patenteamento e os Escritórios de Transferência de Tecnologia A partir de 2002, no âmbito do TIB, fomento à PI concentrase em dois focos: criação e fortalecimento de núcleos de apoio ao patenteamento, especializados no fornecimento de serviços de assistência técnica e informação sobre PI; e Estabelecimento de escritórios de transferência de tecnologia para apoiar a relação entre empresas e instituições de P&D; Até novembro de 2005 0 MCT havia apoiado 36 Núcleos e 16 escritórios, com recursos do FVA, atendendo 41 Instituições; Instituições no NE contempladas: UFPE (NECTAR)
Workshop de Avaliação do MCT- Principais Conclusões Outubro de 2004 Em fase de estruturação sendo incipiente a capacitação de RH e a infra-estrtura; Diversas ações como seminários, workshops, palestras, reuniões, treinamentos e produção de manuais, realizados para disseminar a cultura da PI; Concentração de esforços para a organização e padronização do trabalho com ações do tipo: definição de procedimentos e rotinas; elaboração de base de dados; estudos e desenvolvimento de procedimentos de comercialização, inclusive contratos; Dificuldades no trabalho com empresas; Falta de alinhamento de visão entre órgãos como CAPES, CNPq e FINEP; Dificuldades na relação U-E-G; Necessidade de subsídios a Inventores Independentes e a Pequenas e Médias Empresas;
Workshop de Avaliação do MCT- Principais Conclusões Outubro de 2004 Necessidade de linhas de financiamento ou fundos de manutenção para proteção das patentes; Necessidade da criação de um ambiente favorável ao desenvolvimento da PD&I; Estimular Programas de marketing Tecnológico; Estimular trabalho em Rede; Fomentar a realização de Feiras Tecnológicas; Fomentar o Ensino, Pesquisa e Produção de Conteúdo sobre Propriedade Intelectual e Gestão da Inovação; Estimular a formação sobre Comercialização de Tecnologia; Localizar os NIT estratégicamente junto à ICT, vinculado-os aos órgãos diretivos; Dotar os NITs de estrutura leve e com capilaridade; Possibilitar articulação do NIT com as Fundações;
Inovação: dependências e requisitos Depende do estilo de organização dos processos sociais Requer uma vinculação entre o potencial científico e tecnológico e a base econômica e institucional Depende dos processos de aprendizado do conhecimento Requer a conversão dos processos de aprendizagem em atividades inovadoras Depende da utilização pela empresa da infra-estrutura tecnológica em seu entorno
Proposta Interativa do Sistema Inovação Agentes do subsistema científico - responsáveis pela produção do conhecimento científico; Agentes do subsistema tecnológico - que desenvolvem tecnologias; Agentes do subsistema produtivo - que produzem bens e serviços; e Agentes do subsistema financeiro - que oferecem recursos financeiros aos elementos dos demais subsistemas.
Mecanismos do Sistema Interativo estruturas de interface NITs; e instrumentos de fomento à inter-relação.
Assim, os NITs devem ser capazes de: promover a sinergia ensino-pesquisa e extensão; propiciar a interação entre pesquisa básica e pesquisa aplicada; potencializar a capacidade de seus grupos de pesquisas; estimular o desenvolvimento tecnológico; atender as demandas da sociedade local; promover a cooperação entre pesquisadores, inventores e a sociedade em geral; utilizar as vantagens do sistema de patentes; utilizar técnicas de difusão e transferência de tecnologia; e promover matérias jornalísticas sobre CT&I;
Para tanto os NITs deverão: Promover reunião, por área do conhecimento, entre Ensino-Pesquisa e Extensão e entre diferentes grupos de pesquisa, estimulando a interdisciplinariedade; Articular-se com instituições parceiras para identificar demandas e com a Associação dos Inventores para o estabelecimento de parcerias e a definição de ações estratégicas; Organizar Banco de Dados (BD) sobre demandas, inventos, projetos de P&D, patentes, e fontes de financiamento a partir de BD existentes; Preparar, por área do conhecimento, profissionais capazes de opinar sobre a proteção das criações; no exame e prospecção de patentes; profissionais no campo da negociação e transferência de tecnologia; gestores de pesquisa interdisciplinar e de projetos cooperativos; e profissionais no campo do jornalismo e inovação tecnológica; Propiciar trocas de experiências com grupos de pesquisas consolidados e com NIT s e Agências de Inovação com experiências.
A formação de Redes Estaduais: Na organização de Banco de Dados (BD) sobre demandas, inventos, projetos de P&D, patentes, e fontes de financiamento a partir de BD existentes; e Na preparação nas principais áreas do conhecimento do Estado de profissionais capazes de opinar sobre a proteção das criações.