INSTALAÇÕES PREDIAIS



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Transcrição:

INSTALAÇÕES PREDIAIS Normas Pertinentes: NBR 5651 Recebimento de instalações prediais de água fria. ABNT, 1999. NBR 5626 Instalações Prediais de Água Fria. ABNT, 2000. NBR 8160 Instalação Predial de Esgoto Sanitário Procedimento. ABNT, 2001. NBR 7198 Projeto e Execução de Instalações Prediais de Água Quente. ABNT, 2003. Objetivos: Os principais objetivos de um projeto de instalação predial de água fria são: Fornecer água continuamente aos usuários e na quantidade suficiente, reduzindo ao máximo os problemas decorrentes da interrupção do funcionamento do sistema público de abastecimento; Limitar certos valores de pressões e velocidades, definidos na referida Norma Técnica assegurando se, dessa forma, o bom funcionamento da instalação e evitando se conseqüentes vazamentos e ruídos nas canalizações e aparelhos; Preservar a qualidade da água, por meio de técnicas de distribuição e reserva coerentes e adequadas, proporcionando boas condições de higiene, saúde e conforto aos usuários. 1 Definições Em primeiro lugar, antes de se enumerar as muitas partes constituintes de uma instalação de água fria, é necessário apresentar uma lista de definições, retiradas em parte da NBR 5626, as quais foram são fundamentais para a compreensão dos termos e textos no decorrer do estudo. 1. Alimentador predial: Corresponde à tubulação que liga a fonte de abastecimento a um reservatório de água de uso doméstico. 2. Aparelho sanitário: Aparelho destinado ao uso de água para fins higiênicos ou para receber dejetos e/ou águas servidas. Inclui se nesta definição aparelhos como bacias sanitárias, lavatórios, pias e outros, e, também, lavadoras de roupa e pratos, banheiras de hidromassagem, etc. 3. Automático de bóia: Dispositivo instalado no interior de um reservatório para permitir o funcionamento automático da instalação elevatória entre seus níveis operacionais e extremos. 4. Barrilete: É o conjunto de tubulações que se origina no reservatório e do qual se derivam as colunas de distribuição, quando o tipo de abastecimento adotado é indireto. 5. Caixa de descarga:

É o dispositivo colocado acima, acoplado ou integrado às bacias sanitárias ou mictórios, destinado a reserva de água para limpeza. 6. Caixa ou válvula redutora de pressão: Caixa destinada a reduzir a pressão nas colunas de distribuição. 7. Coluna de distribuição: Tubulação derivada do barrilete e destinada a alimentar ramais 8. Conjunto elevatório: Sistema para elevação de água. 9. Consumo diário: Valor médio de água consumida num período de 24 horas em decorrência de todos os usos do edifício no período. 10. Dispositivo antivibratório: Dispositivo instalado em conjuntos elevatórios para reduzir vibrações e ruídos e evitar sua transmissão. 11. Extravasor: Tubulação destinada a escoar os eventuais excessos de água dos reservatórios e das caixas de descarga. 12. Inspeção: Qualquer meio de acesso aos reservatórios, equipamentos e tubulações. 13. Instalação elevatória: Conjunto de tubulações, equipamentos e dispositivos destinados a elevar a água para o reservatório de distribuição. 14. Instalação hidropneumática: Conjunto de tubulações, equipamentos, instalações elevatórias, reservatórios hidropneumáticos e dispositivos destinados a manter sob pressão a rede de distribuição predial. 15. Instalação predial de água fria: Conjunto de tubulações, equipamentos, reservatórios e dispositivos, existentes a partir do ramal predial, destinado ao abastecimento dos pontos de utilização de água do prédio, em quantidade suficiente, mantendo a qualidade da água fornecida pelo sistema de abastecimento. 16. Interconexão: Ligação, permanente ou eventual, que torna possível a comunicação entre dois sistemas de abastecimento.

17. Ligação de aparelho sanitário: Tubulação compreendida entre o ponto de utilização e o dispositivo de entrada de água no aparelho sanitário. 18. Nível operacional: Nível atingido pela água no interior da caixa de descarga, quando o dispositivo da torneira de bóia se apresenta na posição fechada e em repouso. 19. Nível de transbordamento: Nível do plano horizontal que passa pela borda de reservatório, aparelho sanitário ou outro componente. No caso de haver extravasor associado ao componente, o nível é aquele do plano horizontal que passa pelo nível inferior do extravasor. 20. Quebrador de vácuo: Dispositivo destinado a evitar o refluxo por sucção da água nas tubulações. 21. Peça de utilização: Dispositivo ligado a um sub ramal para permitir a utilização da água e, em alguns casos, permite também o ajuste da sua vazão. 22. Ponto de utilização (da água): Extremidade de jusante do sub ramal a partir de onde a água fria passa a ser considerada água servida. 23. Pressão de serviço: Pressão máxima a que se pode submeter um tubo, conexão, válvula, registro ou outro dispositivo, quando em uso normal. 24. Pressão total de fechamento: Valor máximo de pressão atingido pela água na seção logo à montante de uma peça de utilização em seguida a seu fechamento, equivalendo a soma da sobrepressão de fechamento com a pressão estática na seção considerada. 25. Ramal: Tubulação derivada da coluna de distribuição e destinada a alimentar os sub ramais. 26. Ramal predial: Tubulação compreendida entre a rede pública de abastecimento e a instalação predial. O limite entre o ramal predial e o alimentador predial deve ser definido pelo regulamento da Cia. Concessionária de Água local. 27. Rede predial de distribuição:

Conjunto de tubulações constituído de barriletes, colunas de distribuição, ramais e subramais, ou de alguns destes elementos, destinado a levar água aos pontos de utilização. 28. Refluxo de água: Retorno eventual e não previsto de fluidos, misturas ou substâncias para o sistema de distribuição predial de água. 29. Registro de fechamento: Componente instalado em uma tubulação para permitir a interrupção da passagem de água. Deve ser usado totalmente fechado ou totalmente aberto. Geralmente emprega se registros de gaveta ou esfera. 30. Registro de utilização: Componente instalado na tubulação e destinado a controlar a vazão da água utilizada. Geralmente empregam se registros de pressão ou válvula globo em sub ramais. 31. Regulador de vazão: Aparelho intercalado numa tubulação para manter constante sua vazão, qualquer que seja a pressão a montante. 32. Reservatório hidropneumático: Reservatório para ar e água destinado a manter sob pressão a rede de distribuição predial. 33. Reservatório inferior: Reservatório intercalado entre o alimentador predial e a instalação elevatória, destinada a reservar água e a funcionar como poço de sucção da instalação elevatória. 34. Reservatório superior: Reservatório ligado ao alimentador predial ou a tubulação de recalque, destinado a alimentar a rede predial ou a tubulação de recalque, destinado a alimentar a rede predial de distribuição. 35. Retrossifonagem: Refluxo de água usada, proveniente de um reservatório, aparelho sanitário ou qualquer outro recipiente, para o interior de uma tubulação, em decorrência de pressões inferiores à atmosférica. 36. Sistema de abastecimento: Rede pública ou qualquer sistema particular de água que abasteça a instalação predial. 37. Sub ramal: Tubulação que liga o ramal à peça de utilização ou à ligação do aparelho sanitário.

38. Torneira de bóia: Válvula com bóia destinada a interromper a entrada de água nos reservatórios e caixas de descarga quando se atinge o nível operacional máximo previsto. 39. Trecho: Comprimento de tubulação entre duas derivações ou entre uma derivação e a última conexão da coluna de distribuição. 40. Tubo de descarga: Tubo que liga a válvula ou caixa de descarga à bacia sanitária ou mictório. 41. Tubo ventilador: Tubulação destinada a entrada de ar em tubulações para evitar subpressões nos condutos. 42. Tubulação de limpeza Tubulação destinada ao esvaziamento do reservatório para permitir a sua manutenção e limpeza. 43. Tubulação de recalque: Tubulação compreendida entre o orifício de saída da bomba e o ponto de descarga no reservatório de distribuição. 44. Tubulação de sucção: Tubulação compreendida entre o ponto de tomada no reservatório inferior e o orifício de entrada da bomba. 45. Válvula de descarga: Válvula de acionamento manual ou automático, instalada no sub ramal de alimentação de bacias sanitárias ou de mictórios, destinada a permitir a utilização da água para suas limpezas. 46. Válvula de escoamento unidirecional: Válvula que permite o escoamento em uma única direção. 47. Válvula redutora de pressão: Válvula que mantém a jusante uma pressão estabelecida, qualquer que seja a pressão dinâmica a montante. 48. Vazão de regime: Vazão obtida em uma peça de utilização quando instalada e regulada para as condições normais de operação. 49. Volume de descarga:

Volume que uma válvula ou caixa de descarga deve fornecer para promover a perfeita limpeza de uma bacia sanitária ou mictório. 2 Etapas de Projeto: Para se realizar um projeto de instalações prediais de água fria devem ser consideradas três etapas: concepção do projeto, determinação de vazões e dimensionamento. A concepção é a etapa mais importante do projeto. É nela que devem ser definidos o tipo de prédio e sua utilização, sua capacidade atual e futura, o tipo de sistema de abastecimento, os pontos de utilização, o sistema de distribuição, a localização dos reservatórios, canalizações e os aparelhos. Em seguida, vem a etapa de determinação das vazões das canalizações do sistema, realizada através de dados e tabelas (Norma). Também devem ser determinadas as necessidades de reserva e capacidade dos equipamentos. No projeto das instalações prediais de água fria devem ser consideradas as necessidades do projeto de instalação de água para proteção e combate a incêndios. O dimensionamento das canalizações é realizado utilizando se dos fundamentos básicos da Hidráulica. Todo o desenvolvimento do projeto das instalações prediais de água fria deve ser conduzido simultaneamente com os projetos de arquitetura, estruturas e de fundações do edifício, de modo que se obtenha uma harmonia perfeita entre todas as exigências técnicoeconômicas envolvidas. Os equipamentos e reservatórios devem ser adequadamente localizados tendo em vista as seguintes características funcionais: espaço; iluminação; ventilação; proteção sanitária; operação e manutenção. Apenas é permitido a localização de tubulações solidárias à estrutura desde que não forem prejudicadas pelos esforços ou deformações próprias dessa estrutura. As passagens através da estrutura devem ser previstas e aprovadas por seu projetista, devendo ser projetadas de modo a permitir a montagem e desmontagem das tubulações em qualquer ocasião. Indica se, como a melhor solução para a localização das tubulações, a sua total independência das estruturas e das alvenarias. Assim, para estes casos devem ser previstos espaços livres, tanto verticais quanto horizontais, para a passagem das tubulações, com aberturas para inspeções e substituições, podendo ser empregados forros ou paredes falsas para escondê las. De acordo com a NBR 5626, o projeto das instalações prediais de água fria compreende memorial descritivo e justificativo, cálculos, norma de execução, especificações dos materiais e equipamentos a serem utilizados, plantas, esquemas hidráulicos, desenhos isométricos e outros além dos detalhes que se fizerem necessários ao perfeito entendimento dos elementos projetados. Deve compreender, também, todos os detalhes construtivos importantes tendo em vista garantir o cumprimento na execução de todas as suas prescrições. Poderão ou não constar,

dependendo de acordo prévio entre os interessados, as relações de materiais e equipamentos necessários à instalação. 3 Sistemas de Distribuição 3.1 Sistema de Distribuição Direta: Através deste sistema, a alimentação dos aparelhos, torneiras e peças da instalação predial é feita diretamente através da rede de distribuição, conforme mostra a figura abaixo. Vantagens: Água de melhor qualidade devido a presença de cloro residual na rede de distribuição. Maior pressão disponível devido a pressão mínima de projeto em redes de distribuição pública ser da ordem de 15 m.c.a. Menor custo da instalação, não havendo necessidade de reservatórios, bombas, registros de bóia, etc. Desvantagens: Falta de água em caso de interrupção no sistema de distribuição; Grandes variações de pressão ao longo do dia em razão dos picos de consumo na rede pública; Pressões elevadas em prédios situados nos pontos baixos da cidade; Limitação da vazão, não havendo a possibilidade de instalação de válvulas de descarga devido ao pequeno diâmetro das ligações domiciliares empregadas pelos serviços de abastecimento público; Possíveis golpes de aríete; Maior consumo (maior pressão); 3.2 Sistema de Distribuição Indireta A alimentação dos aparelhos, das torneiras e peças da instalação é feita por meio de reservatórios. Existem duas possibilidades: por gravidade e hidropneumático. Sistema de Distribuição Indireta por Gravidade: A distribuição é feita através de um reservatório superior que por sua vez é alimentado, diretamente pela rede pública ou por um reservatório inferior, conforme mostra a figura seguinte:

Sistema de Distribuição Indireta Hidropneumático: O sistema hidropneumático é composto por uma bomba centrífuga, um injetor de ar e um tanque de pressão, sendo automatizado através de um pressostato. Os equipamentos existentes variam de acordo com o fabricante, porém, o funcionamento é muito semelhante. A bomba, com características apropriadas, recalca água (geralmente de um reservatório inferior) para o tanque de pressão. Entre a bomba e o tanque de pressão, localiza se o injetor de ar (normalmente um tubo Venturi) que aspira ar durante o funcionamento da bomba e o arrasta para o interior do tanque de pressão. O ar é comprimido na parte superior do tanque até atingir a pressão máxima, quando a bomba é desligada, automaticamente por meio do pressostato. Assim, forma se um colchão de ar na parte superior do tanque, cujo volume varia com a pressão existente. Quando a água é utilizada em qualquer ponto de consumo, a pressão diminui, com a conseqüente expansão do colchão de ar, até que a pressão mínima seja atingida. Neste momento, por meio do pressostato, a bomba é novamente acionada. A figura seguinte mostra um esquema de uma distribuição hidropneumática. Neste sistema, o ciclo de funcionamento compreende ao intervalo de tempo decorrido entre dois acionamentos da bomba. Conhecendo se o ciclo de funcionamento, é possível calcular o número médio de partidas da bomba por hora. De acordo com a NBR 5626, a instalação elevatória deve operar, no máximo, seis vezes por hora.

A decisão de instalar um sistema hidropneumático de distribuição de água depende de inúmeros fatores, destacando se aspectos arquitetônicos e estruturais, facilidade de execução e instalação das canalizações e localização do reservatório inferior. Em alguns casos é conveniente a distribuição de água por meio de um sistema hidropneumático, dispensando o uso do reservatório superior. Porém, além destes fatores, uma análise econômica levando em conta todos os custos das partes envolvidas é que fornecerá os elementos necessários para a escolha definitiva do sistema predial de distribuição de água. Uma visão mais detalhada dos elementos pode ser vista na figura abaixo: 1 Válvula de gaveta. 2 Válvula de retenção. 3 Conjunto moto bomba. 4 Injetor de ar. 5 Tanque de pressão. 6 Dreno. 7 Manômetro. 8 Pressostato. 9 Válvula de Segurança. 10 Conjunto para visualização de nível. Geralmente, a operação de um sistema hidropneumático depende da pressão no interior do tanque de pressão.nota se uma variação da pressão de 280 para 140 kpa quando o volume de água é reduzido de 73,2 para 57,7% (15,5%). Assim que o volume de água diminui, o ar expande, ocupando o espaço adicional, caso a pressão de acionamento da bomba seja inferior a 140 kpa (1,4 atm). Vantagens dos Sistemas de Distribuição Indireta: Fornecimento de água de forma contínua, pois em caso de interrupções no fornecimento, tem se um volume de água assegurado no reservatório; Pequenas variações de pressão nos aparelhos ao longo do dia; Permite a instalação de válvula de descarga; Golpe de aríete desprezível; Menor consumo que no sistema de abastecimento direto. Desvantagens: Possível contaminação da água reservada devido à deposição de lodo no fundo dos reservatórios e à introdução de materiais indesejáveis nos mesmos; Menores pressões, no caso da impossibilidade da elevação do reservatório; Maior custo da instalação devido a necessidade de reservatórios, registros de bóia e outros acessórios.

3.3 Sistema de Distribuição Misto É uma sistema de distribuição no qual parte da instalação é alimentada diretamente pela rede de distribuição e parte é alimentada indiretamente, através dos reservatórios. A figura seguinte ilustra um exemplo de sistema misto de distribuição. Vantagens: Melhor qualidade da água, pois o abastecimento é direto em torneiras para filtro, pia e cozinha e bebedouros; Fornecimento de água de forma contínua no caso de interrupções no sistema de abastecimento ou de distribuição; Permite a instalação de válvulas de descarga nos banheiros. Obs.: Geralmente as pias da cozinha, lavatórios e chuveiros, tanto em residências quanto sobrados, podem ter duas torneiras: uma delas, abastecida pela rede pública e a outra, pelo reservatório. Importante: É recomendado pela norma brasileira que, como mais conveniente para as condições médias brasileiras, seja utilizado o sistema de distribuição indireta por gravidade, admitindo o sistema misto (indireto por gravidade com direto) desde que apenas alguns pontos de utilização, como torneira de jardim, torneiras de pias de cozinha e de tanques, situados no pavimento térreo, sejam abastecidos no sistema direto. A utilização dos sistemas de distribuição direta ou indireta hidropneumática deve ser convenientemente justificada.