NORMA TÉCNICA COPEL - NTC

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Transcrição:

NORMA TÉCNICA COPEL - ADEQUAÇÕES EM ENTRADAS DE SERVIÇO INSTALAÇÃO DE MEDIDORES INTELIGENTES COPEL DISTRIBUIÇÃO S/A SUPERINTENDÊNCIA DE GESTÃO EMPRESARIAL DA DISTRIBUIÇÃO - SGD DEPARTAMENTO DE LOGÍSTICA E SUPRIMENTO DA DISTRIBUIÇÃO - DPLS DIVISÃO DE NORMALIZAÇÃO TÉCNICA DA DISTRIBUIÇÃO - VNTD

APRESENTAÇÃO A Divisão de Normalização Técnica da Distribuição, SGD/DPLS/VNTD, é a responsável pela elaboração de normas técnicas para entrada de serviço. O objetivo é definir as condições para atendimento às instalações de unidades consumidoras através das redes de distribuição da Companhia Paranaense de Energia COPEL. A Norma de Adequações em Entradas de Serviço para Instalação de Medidores Inteligentes estabelece padrões de solicitação e instalação que, associados às demais prescrições, visam à uniformização de procedimentos, a adoção de padrões dentro das exigências técnicas e de segurança recomendadas e a facilitação deste atendimento aos clientes. Esta Norma Técnica substitui a Especificação Técnica Requisitos para Adequação de Entradas de Serviço para Medidores Inteligentes, publicada inicialmente em janeiro de 2018 e revisada em 15 de outubro de 2020. Em caso de divergência, esta Norma prevalecerá sobre as outras de mesma finalidade editadas anteriormente. Esta norma encontra-se na INTERNET: www.copel.com - Normas Técnicas - Normas para atendimento ao consumidor - Normas de Entrada de Serviço Curitiba, maio de 2021. Hemerson Luiz Barbosa Pedroso Superintendência de Gestão Empresarial da DIS COPEL DISTRIBUIÇÃO S.A. MAIO/2021 NORMALIZAÇÃO DIS Página 2 de 12

SUMÁRIO 1. Objetivo... 4 2. Características Gerais... 4 3. Especificação do Conector... 6 4. Adequação da Medição... 8 5. Características da Placa de Sinalização... 10 6. Considerações Finais... 12 MAIO/2021 NORMALIZAÇÃO DIS Página 3 de 12

1. Objetivo Esta norma técnica tem como objetivo estabelecer os requisitos necessários para a adequação das entradas de serviço das unidades consumidoras que serão equipadas com medidores inteligentes de energia elétrica. 2. Características Gerais O medidor inteligente de energia elétrica é equipado com um sistema de comunicação que opera em topologia de malha. Por este motivo, sua energização deve se manter permanente para permitir o correto funcionamento desta rede de comunicação. Portanto, a posição do disjuntor de proteção deve ser deslocada para após o sistema de medição. Isto garante que, mesmo com o desligamento operado pelo consumidor, o medidor permanece energizado pela rede elétrica. É facultada a concessionária distribuidora de energia solicitar correções pertinentes, quando constatar deficiência não emergencial na unidade consumidora, em especial no padrão de entrada de energia elétrica (ReN ANEEL 414/2010 ART.142). Contudo, a deficiência técnica somente pode ser caracterizada quando constatado o não atendimento às normas e padrões vigentes à época da primeira ligação da unidade consumidora. Assim sendo, somente serão solicitadas adequações aos responsáveis das unidades consumidoras quando for verificada situação emergencial, deficiência técnica ou de segurança em instalações que ofereçam risco iminente de danos a pessoas, bens ou ao funcionamento do sistema elétrico. Estas adequações citadas compreendem, inclusive, a substituição da caixa de medição atual pela nova caixa com a instalação do medidor no lado esquerdo e o disjuntor no lado direito. Os elementos das entradas de serviço devem ser avaliados no ato da vistoria da unidade consumidora e as seguintes características gerais devem ser analisadas: - As caixas de medição devem prover adequada proteção ao medidor e demais acessórios. Não devem permitir o acesso indevido aos componentes e não devem apresentar sinais de degradação que possam acarretar acidentes; - O postinho de entrada deve apresentar boas condições sem sinais de comprometimento das ferragens, trincas e rachaduras não superficiais ou deformações. O engastamento deve ser suficiente para manter a estrutura firme e segura (10% da altura nominal + 60cm); - O dispositivo de proteção deve ser do tipo Disjuntor. São permitidos os padrões NEMA e IEC. É admitido que fisicamente o disjuntor permaneça instalado à esquerda ou na horizontal, porém, deverá ser instalada uma placa de sinalização nesta caixa, conforme item 5 desta especificação; MAIO/2021 NORMALIZAÇÃO DIS Página 4 de 12

- Os cabos e fios utilizados devem apresentar boas condições em seus condutores e em sua capa isolante. A bitola deve estar dimensionada adequadamente conforme prescrição da tabela 2 da 901100. São permitidos cabos rígidos e flexíveis de cobre apenas; - Devem ser utilizados terminais e conectores adequados às ligações e conexões. A utilização de terminais é obrigatória sempre que for utilizado condutores do tipo flexível, conforme s 917015, 917025 e 927110; - O aterramento do condutor do neutro é obrigatório. A haste de aterramento, os conectores e o condutor devem ser vistoriados; - As unidades consumidoras agrupadas que já contarem com barramentos e disjuntor geral devem ter os cabos de ligação entre a saída do barramento e a entrada do medidor substituídos caso necessário. Caso estas unidades não possuam barramento, o tratamento deve ser similar ao das unidades consumidoras isoladas; - Nas instalações de unidades consumidoras agrupadas e/ou com centro de medição modular (instalações com barramento) que possuam uma ou mais posições para instalação de medidor desocupadas, ou seja, que não possuam um medidor instalado que permita a ligação dos condutores que saem do barramento até a entrada do medidor, todos estes condutores devem ter instalados na sua extremidade fita isolante a fim de evitar curto-circuito na energização da entrada de energia e no centro de medição, conforme Figura 1. Esta fita isolante de proteção só será removida quando da instalação do medidor na unidade consumidora correspondente; Figura 1 Centro de Medição Isolamento dos condutores MAIO/2021 NORMALIZAÇÃO DIS Página 5 de 12

- Quando houver a necessidade de instalação de antena externa para a comunicação, fixada no alto do poste da entrada de serviço, a posição do suporte e da antena deverá ser na parte de trás do poste, de forma que não atrapalhe uma eventual fixação de escada para trabalhos neste poste. Este suporte e antena também deverão manter distância de segurança de qualquer ponto energizado do poste, como por exemplo, do pingadouro. Na Figura 2 a seguir temos um detalhe desta instalação. VISTA LATERAL VISTA TRASEIRA Figura 2 Detalhe da Instalação da Antena 3. Especificação do Conector A conexão elétrica do disjuntor de proteção é obrigatória junto a saída (carga) do medidor de energia. Caso os condutores presentes na unidade consumidora (ramal de entrada e ramal alimentador) não possuam comprimento suficiente para que seja efetuada a ligação, estes devem ser substituídos ou emendados, caso tenham comprimento superior a 2 metros. No caso de emenda, devem ser utilizados conectores do tipo perfurante com um condutor incorporado (conectado) conforme Figura 3. Este conector deve atender a 812955 em todos os itens que forem pertinentes e também as seguintes especificações a seguir: - Lado Tronco (ramal de entrada): Fio/Cabo (rígido ou flexível) de 6 a 35mm² (Isolação 450/750V PVC) - Lado Derivação (p/ ligação no medidor): Cabo flexível de 10, 16, 25 e 35mm² (Isolação 450/750V PVC) já incorporado ao conector perfurante. Na extremidade deste condutor, deverá ser instalado um conector terminal, conforme uma das opções abaixo: Terminal de Compressão Maciço tipo curto (com isolação termo contrátil) 917015; Terminal de Compressão Tubular tipo curto (com isolação termo contrátil) 917025; Terminal tipo ilhós com corpo de conexão com comprimento mínimo de 22 mm. MAIO/2021 NORMALIZAÇÃO DIS Página 6 de 12

Figura 3 Conector perfurante com condutor incorporado Para a conexão/emenda do ramal de entrada no conector perfurante não será necessário o uso de terminais nos condutores, mesmo no caso de flexíveis. Como trata-se de um conector do tipo perfurante, a conexão do fio/cabo ao conector deve ser realizada sem a retirada da isolação/proteção do fio/cabo. Após estabelecida a conexão, eventuais partes expostas devem ser isoladas com fita de autofusão. Na Figura 4 temos as demais características técnicas deste conector perfurante com condutor incorporado. Figura 4 Características técnicas do conector perfurante MAIO/2021 NORMALIZAÇÃO DIS Página 7 de 12

A conexão entre o conector e o condutor (lado derivação) a ser fornecido junto, poderá ser realizada por prensa, fundição ou por conexão perfurante. Outras técnicas de conexão poderão ser aceitas desde que previamente analisadas pela Copel. Todo o conjunto (conector + condutor) deverá ser homologado na Copel, com a publicação dos fabricantes no site da Copel em: www.copel.com/normas, opção Fornecedores e Materiais Homologados para Entrada de Serviço. 4. Adequação da Medição 4.1. Adequação nas Medições do tipo Direta até 100A Na figura 5 a seguir apresentamos um exemplo genérico de uma adequação de medição do tipo monofásica. Além das medições bifásicas e trifásicas, existem outras disposições de medição principalmente em relação ao ponto de entrada e saída dos cabos no interior da caixa. Figura 5 Exemplo de emenda com conector perfurante Os cabos originais de ligação entre o disjuntor e o medidor poderão ser reaproveitados para a ligação da saída do medidor até a entrada do disjuntor, caso possuam comprimento suficiente. Do contrário, estes elementos deverão ser substituídos por condutores de mesma seção ou superior. Estes condutores poderão ser do tipo flexível, semi-rígido ou rígido. Porém, no caso de uso de condutores flexíveis, devem ser utilizados terminais adequados às ligações e conexões ao disjuntor e aos bornes do medidor, conforme s 917015, 917025 e 927110. Não serão permitidas emendas nestes condutores. MAIO/2021 NORMALIZAÇÃO DIS Página 8 de 12

Quando o ramal de entrada e/ou ramal alimentador existente na unidade consumidora possuir cobertura adicional (cabo 1kV), não poderá ser utilizado o conector perfurante descrito nesta especificação. No seu lugar, deverá ser utilizado um conector parafuso, tipo Split-bolt, de corpo em cobre eletrolítico, de ótima qualidade. Após a aplicação do conector, deverá ser utilizada fita isolante e fita auto fusão cobrindo totalmente as partes energizadas desta conexão. 4.2. Adequação nas Medições do tipo Direta de 125A até 200A O atendimento aos consumidores com disjuntor de proteção com corrente acima de 100 ampères deve ocorrer com o uso de medidores convencionais acoplados a remotas, sem a inversão elétrica entre o disjuntor e o medidor. A comunicação com estes medidores será através da porta óptica (NBR 14519). A alimentação da remota deve ser conectada nos cabos de entrada do disjuntor, permitindo que esta continue operando mesmo com o desligamento do dispositivo de proteção. O diagrama da Figura 6 a seguir ilustra o modelo de conexão deste padrão. Figura 6 Ligação da remota em medição com disjuntor acima de 100A Caso a remota possua sensores de tensão, estes devem ser conectados junto a saída do disjuntor. 4.3. Adequação nas Medições do tipo Indireta Para as medições do tipo Indireta, ou seja, aquelas que utilizam transformadores de corrente para reduzir a corrente que passará pelo medidor, também não haverá inversão elétrica entre o disjuntor e o medidor. MAIO/2021 NORMALIZAÇÃO DIS Página 9 de 12

A alteração a ser realizada será do local de ligação dos sinais de tensão do medidor. Esta ligação é realizada no barramento do transformador de corrente, porém, deverá ser alterada para a entrada do disjuntor geral, conforme detalhe na Figura 7. Estes condutores não devem possuir emendas, portanto, deverão ser substituídos. Figura 7 Ligação dos sinais de tensão nas medições indiretas NOTA: Estas ligações dos condutores do circuito de tensão OBRIGATORIAMENTE devem obedecer à sequência de fase do circuito de corrente. Ou seja, a ligação do condutor de tensão da fase A deve estar em fase com o condutor de corrente da fase A (ligados no mesmo elemento motor do medidor). Isto é válido também para as fases B e C. 5. Características da Placa de Sinalização A Placa de Sinalização deverá ser fixada na tampa da caixa através de parafuso ou rebite, logo abaixo do visor e do lado externo. Nas caixas poliméricas com tampa transparente poderá ser fixada no lado interno da tampa. Deverá ser confeccionada em lâmina de acrílico, com letras pretas e fundo branco, ou em alumínio com gravação em baixo relevo, com letras pretas e fundo na cor do alumínio. As dimensões e dizeres devem atender conforme a Figura 8: MAIO/2021 NORMALIZAÇÃO DIS Página 10 de 12

Figura 8 Detalhes e dimensional da placa de sinalização Abaixo na Figura 9 temos a localização da Placa de Sinalização na tampa da caixa de medição: Figura 9 Localização da placa de sinalização MAIO/2021 NORMALIZAÇÃO DIS Página 11 de 12

6. Considerações Finais Os casos omissos neste documento ou aqueles que, pelas características excepcionais, exijam estudos especiais, serão objeto de análise e decisão por parte da COPEL. Os consumidores que aderirem à Tarifa Branca devem seguir os requisitos definidos na 902204 mesmo quando aplicados medidores inteligentes. MAIO/2021 NORMALIZAÇÃO DIS Página 12 de 12