JESUS NOSSA ALEGRIA E NOSSA ESPERANÇA



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CAMPANHA DO ADVENTO 2014 JESUS NOSSA ALEGRIA E NOSSA ESPERANÇA 1. Introdução Estamos a aproximarmo-nos de mais um Natal, da vinda do Deus-Menino que vem acampar entre nós. Este Deus que nos ama e deu a vida por nós, veio, vem e virá porque quer fazer-se um de nós, para na sua humanidade nos tornar mais próximos d Ele. Aproxima-se uma grande Festa, mais do que uma recordação, uma certeza Deus vem! O Emanuel é o Deus connosco. Mas as grandes festas, os acontecimentos importantes da vida devem ser preparados. Para tal, a Igreja oferece-nos este tempo de Advento que nos ajuda a viver, a preparar o Natal. O Advento é a estação da esperança ou, dito de outro modo, a estação em que o desejo é educado, no sentido de se tornar esperança. Em cada ano, o Advento é-nos apresentado como uma pedagogia do desejo, da espera e da esperança. No Advento, condensamos todas as nossas expectativas no grito «Vem, Senhor!»; grito que brota da solidão, da angústia, da fragilidade e do medo. Neste tempo de Advento, porém, encontramos muitas pessoas que vão e vêm pelas ruas, preocupadas apenas com os presentes que irão oferecer aos filhos, aos pais, aos familiares ou aos amigos. Preocupadas com a festa exterior e sem tempo para o mais importante. Vamos sentindo que o Natal cristão está a ficar muito escondido, dentro das nossas casas e da igreja, e até dentro de nós próprios. Também aqui, temos de ser Igreja em saída, como nos tem pedido o Papa Francisco e nos relembra o nosso bispo na sua carta pastoral: Para viver e irradiar a alegria do evangelho há, portanto, uma atitude prévia, um passo indispensável que não é fácil pois exige desprendimento e sacrifício: sair! A Igreja tem de sair; e cada um que queira seguir este caminho da evangelização também tem de sair de si mesmo: A alegria do evangelho contém sempre a dinâmica do êxodo e do dom, de sair de si mesmo, de caminhar e de semear sempre de novo, sempre mais além (EG 21). 1 Temos de trazer para o Natal a luz do evangelho, a proposta do amor e da esperança que Jesus nos veio trazer. Os cristãos têm de marcar a diferença e celebrar o verdadeiro Natal, para isso nós, discípulos de Jesus Cristo, temos de vencer a tentação do mundanismo, da indiferença e conformismo, para sairmos ao encontro de Cristo. 2 Precisamos de corrigir o percurso da vida cristã! Não podemos perder o verdadeiro sentido do Natal! 1 D. Manuel Pelino, Carta Pastoral: A Alegria do Evangelho Rejuvenesce a Igreja, Santarém 2014 2 Cf Idem SDCIA Santarém Campanha do Advento 2014 Página 1

A caminhada da preparação para o Natal não é um adorno exterior, porventura até enriquecedor da liturgia do tempo, mas uma ocasião fundamental para darmos passos em frente. É importante, por isso, que a comunidade cristã, individualmente e em grupo, se empenhe no acolhimento ao Deus que vem. O Natal não é o passado histórico, mas é o presente da fé comprometido com o futuro esperado e possível. DEUS não é o passado: é o HOJE, é o AMANHÃ. Os grupos de catequese devem procurar ser exemplo dessa esperança no seio das comunidades. Nesse contexto, surge esta campanha que pretende fortalecer os laços de partilha e de fraternidade entre os homens de boa vontade. Pretende ser uma campanha muito simples, que não necessite de muitos recursos, mas que seja de grande VISIBILIDADE, que não fique apenas no interior da Igreja, da sala de catequese ou da casa familiar, mas que seja vista por outros, que interpele, que possa vir a ser algo de diferente e de verdadeiro. É neste sentido que tem muita importância a JANELA da ESPERANÇA, a construir em cada casa de família, e o MURAL da ESPERANÇA a construir na paróquia. Este é um tempo de esperança, mas uma esperança que para nós já é certeza e que se concretiza em Jesus Cristo: E o Verbo fez-se homem e veio habitar connosco. E nós contemplámos a sua glória, a glória que possui como Filho Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade (Jo 1, 14) No decorrer da campanha deve realizar-se gestos concretos de partilha e de fraternidade. Consideramos, no entanto, que deve ser cada comunidade a escolher a forma como esse objetivo se deve concretizar. Os catequistas conhecem as comunidades e saberão encontrar a forma discernir como fazer. Sugerimos apenas que: a) A Catequese da Adolescência participe na recolha que o Grupo Cáritas, a Conferência de S. Vicente de Paulo, ou outro semelhante venha a promover b) A Catequese da Infância se associe à campanha da infância missionária e que, cada comunidade, convide as crianças a partilhar com crianças de países mais necessitados. A catequese deve também colocar-nos numa atenção aos mais longe. A recolha de dinheiro na Infância, será enviado para ajudar as crianças da Oceânia, nos seguintes projetos: i) PAPUA NOVA GUINÉ Mobiliário para 15 escolas do ensino básico e assistência a 25 crianças afetadas com o vírus do HIV/SIDA ii) ILHAS SALOMÃO Construção de dormitórios para 350 crianças na escola iii) VANUATU material de apoio a 9400 crianças da catequese Para a recolha das ofertas, cada criança deve receber um mealheiro onde irá colocar a sua ajuda. 3 É muito importante que se explique às crianças para onde vai a sua oferta. Inserido nesta campanha vai um jogo para as crianças viverem a caminhada até ao Natal. Este jogo é para ser oferecido um a cada criança. Na Eucaristia do dominga da Epifania, no 3 Os mealheiros estão disponíveis na livraria do seminário e muitos párocos já levaram.

momento do ofertório, as crianças levam o seu mealheiro e entregam a sua oferta. 4 A oferta total da paróquia deve sere entregue até ao final de janeiro. Podem fazê-lo, diretamente, na secretaria do diocese. 2. Objetivos da Campanha Proporcionar um momento de partilha, de alegria e de vivência cristã concreta. Construir um MURAL DA ESPERANÇA, na Comunidade e uma JANELA DA ESPERANÇA na casa das famílias. Refletir sobre o mistério da Encarnação de Jesus Celebrar o Natal do Senhor Jesus, também, na perspetiva da sua essência de fraternidade e luz. Anunciar ao mundo a Boa Nova da vinda de Jesus. 3. Desenvolvimento da Campanha Propomos que a Campanha tenha uma dinâmica em encontro de catequese, em família e em comunidade. Para tal, propomos um esquema muito simples e sem ser necessário despender grandes recursos. 3.1. Catequese A. Leitura do texto bíblico proposto Ver esquema Semanal Catequese B. Comentário ao texto C. Apresentação do compromisso D. Construção da mão para o Mural da Esperança na Comunidade 1) O catequista distribui a cada catequizando uma mão (seria interessante mãos de várias cores) 2) Cada catequizando escreve, desenha, etc., a mensagem fundamental da passagem lida (este momento deve ser realizado considerando a idade dos vários grupos). 3) As mãos aqui construídas vão ser utilizadas, na Eucaristia do domingo, para a construção do Mural da Esperança Comunidade. (ver Comunidade) Cada catequista decide se fica com as mãos ou se pede depois para trazer para a eucaristia. E. Envio da proposta para a Família (ver esquema Semanal Família) 4 Este gesto deve ser valorizado e seria bonito uma grande fila de crianças que partilham com os mais necessitados. SDCIA Santarém Campanha do Advento 2014 Página 3

Nesta altura o catequista deve mandar mãos para a família. Cada comunidade deve escolher a melhor forma, mas é fundamental que as famílias tenham Mãos para poderem construir a sua JANELA da ESPERANÇA. 3.2. Família A. Escolher o dia e a hora para a vivência semanal B. Realizar a oração a partir da folha enviada pelo catequista C. Ir construindo a JANELA da ESPERANÇA numa das janelas da Casa. JANELA da ESPERANÇA em Família: Escolher uma das janelas da casa, de preferência a que tiver mais visibilidade para o exterior. Colocar no centro da janela a imagem do presépio PRESÉPIO No final de cada encontro, a família, na mão, desenha, escreve, etc., a mensagem principal da leitura bíblica e depois vai construindo a sua Janela da Esperança. Esta janela deve no final do Advento estar muito bonita e será o local onde a Família colocará a Vela da Cáritas, na noite de Natal. No domingo a seguir ao Natal, Sagrada Família, as famílias deverão professar a sua fé, utilizando o esquema proposto. 3.3. Comunidade A. Cada comunidade escolhe o local onde vai construir o MURAL DA ESPERANÇA Este local deve ser grande e bem visível. Um dos objetivos é dar VISIBILIDADE ao momento que estamos a viver, pelo que sugerimos um local fora da Igreja. B. No centro do Mural está uma imagem de presépio. Nós enviamos uma proposta, mas as comunidades têm catequizandos com criatividade suficiente para serem eles a desenhar o próprio presépio no Mural. C. No final da Eucaristia, em cada domingo, os catequizandos vão colocando as mãos construídas na catequese semanal e assim vai sendo construído o Mural. Neste momento, o pároco, ou na sua ausência um catequistas vais ajudando a entender a importância do caminho do advento e a esperança que se vai concretizar no Natal. D. No final do Advento, este Mural devia estar muito bonito e bem enfeitado. Na missa do Galo e/ou na missa do Dia de Natal os catequizando podem visitar o mural, colocar uma imagem do Menino e apreciar o trabalho conjunto.

4. MATERIAL NECESSÁRIO 4.1. SDCIA_Campanha_Advento_Família 4.2. SDCIA_Campanha_Advento_Catequese 4.3. SDCIA_Campanha_Advento_Mão 4.4. SDCIA_Presépio_COMUNIDADE 4.5. SDCIA_Presépio_Familias 4.6. Infância Missionária_Guião 4.7. Infância Missionária_Mealheiro (Já distribuído ou disponível na Livraria do seminário) 4.8. Infância Missionária_Jogo (Já distribuído ou disponível na livraria do seminário) SDCIA Santarém Campanha do Advento 2014 Página 5