Equipes de Jovens de Nossa Senhora



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Transcrição:

Equipes de Jovens de Nossa Senhora Este documento contém: O papel do Responsável de uma Equipe de Base. O papel do Casal Acompanhador de uma Equipe de Base. O papel do Padre Acompanhador de uma Equipe de Base. Este documento é de uso interno do Movimento das Equipes de Jovens de Nossa Senhora. Pág - 1

EQUIPES DE JOVENS DE NOSSA SENHORA O PAPEL DO RESPONSÁVEL DE UMA EQUIPE DE BASE Pág - 2

O PAPEL DO RESPONSÁVEL DE UMA EQUIPE DE BASE Ser homem, é, precisamente, ser responsável (Saint Exupéry) Nas EJNS, um Movimento de jovens, TODAS as responsabilidades são asseguradas pelos jovens. O Responsável de Equipe (RE), é um equipista que aceita se por a serviço de sua Equipe e do Movimento. O termo responsável é normalmente, mal entendido. Nós lhe damos, de fato, um sentido particular: aquele que decide sozinho, que não tem que prestar contas a ninguém. Mas seu sentido seria, na realidade: aquele que responde por alguma coisa, em frente a qualquer pessoa. Para que isto aconteça realmente, o Responsável deve desenvolver em sua Equipe um espírito de CO-RESPONSABILIDADE: o caminhar de uma Equipe é de todos em todas as vezes em que isto seja possível e todas as decisões neste sentido, são comuns. O Responsável de Equipe e o Vice Responsável de Equipe são eleitos na última reunião do ano (reunião de balanço), depois de um tempo de Oração antes da eleição, deve-se dar posse a eles e ajudá-los em seu serviço. É fundamental que cada membro da Equipe coloque sua escolha sob o olhar do Senhor, e ter em conta certos critérios (disponibilidade, horário, vontade, etc). É necessário que o RE tenha conhecimento profundo dos Documentos Básicos do Movimento: Os quatro principais: 1. Carta Internacional das EJNS. 2. Documento Orientador. 3. Plano Pessoal de Vida. 4. Vida Comunitária, Vida em Equipe. E mais, O Papel do Responsável de uma Equipe de Base, O Papel do Casal Acompanhador de uma Equipe de Base, O Papel do Padre Acompanhador de uma Equipe de Base, E aceitar as proposições que são feitas neles. É desejável que ele assista para complementar sua formação - aos encontros de Responsáveis de Equipe, onde ele poderá confrontar sua experiência com os outros. Cabe ao RE responder pela boa caminhada da Equipe em frente aos que o escolheram, face ao Movimento e, principalmente, perante ao Senhor. Aceitar uma responsabilidade nas EJNS é responder a um apelo do Senhor que nos confia a tarefa de ajudar nossos irmãos a caminhar para Ele; é, também, uma missão da Igreja. O papel do RE é triplo: Organização, Pág - 3

ORGANIZAÇÃO: LIGAÇÃO: Ligação, e Animação. Organização da vida da Equipe durante todo o ano: prever a tempo, locais e datas da reunião formal, preparatória e informal; repartir com o Animador o trabalho de preparação e de animação de cada reunião; lembrar da importância da Contribuição, seu significado, cobrando-a de cada um, e remetendo o mais breve possível para o Responsável do Setor; Assegurar que cada uma das Reuniões seja completa: Oração, Meditação, Estudo do Tema, Partilha e Ponto de Esforço. Uma EJNS não vive isolada. Ela faz parte de um Movimento, que é, por sua vez, uma riqueza e uma responsabilidade. Uma riqueza, uma vez que ela se beneficia da experiência passada e presente de todas as outras equipes; de ajuda àqueles que estão começando no Movimento; de sustentação através da Oração de todos os membros de uma EJNS. Uma responsabilidade, uma vez que a Equipe se engaja à sua vez a partilhar suas experiências, a participar nas responsabilidades comuns, a levar os outros em sua Oração. É o RE que assegura que sua Equipe seja aberta para o Movimento, que a comunicação seja boa nos dois sentidos, que cada um se sinta responsável pela vida da comunidade e que participe dela ativamente. O RE é a testemunha da unidade do Movimento. Ele faz com que circule a informação entre o Responsável de Setor (RS), com que ele tenha uma relação mais estreita, e seus equipistas. Para isto ele deve tomar todas as iniciativas que julgue necessário. Estar a par do porque da ausência de alguém na reunião. Manter o RS a par de suas iniciativas e das dificuldades de sua Equipe. Colocar-se a disposição para esclarecer dúvidas de um novo equipista ou de um novo acompanhador, dando lhes os documentos, inclusive. Avisar de todos os retiros programados pelo Setor, bem como cursos dados pela EAN, ou encontros Nacionais e Internacionais, animando-os a ir. Incentivar seus equipistas a viver as orientações do Movimento, insistindo sobre as programações e idéias novas; empurrar seus equipistas a participarem da busca do Movimento. Pedir a seus equipistas que participem do Boletim Nacional, através de contribuições (orações, textos, etc) e testemunhos. ANIMAÇÃO: Animar é dar vida... O RE é antes de tudo um animador espiritual. Pág - 4

Ele lembra, sem cessar, aos membros de sua equipe que eles estão reunidos em Nome de Cristo para se entre ajudarem a progredir dentro do Amor ao próximo, para isto ele os convida a se abrirem sempre ao sopro do Espírito Santo. Ele faz isso, para que a Equipe seja verdadeiramente uma comunidade cristã: Uma comunidade que, com o Cristo, se torne humilde perante ao Pai para acolher seu Amor, e para que todos os seus membros estejam conscientes de que sem Ele, ninguém pode fazer nada, e de que a Oração, em todas as suas formas são essenciais à sua vida pessoal. Uma comunidade que, no Cristo, partilha seu Amor, o que quer dizer, uma comunidade onde a caridade não é uma palavra vazia, onde a entre-ajuda é colocada em todos os planos da vida, onde nós somos exigentes uns com os outros, onde o espírito de partilha é colocado como parte fundamental de nossa vida. Uma comunidade que, empurrada pelo Espírito Santo, envia seus membros ao mundo para revelar este Amor, onde cada um, através de sua vocação se engaja melhor ao serviço da Igreja e do Mundo, e uma vez que é pela vocação própria de cada um, a entre-ajuda pode esclarecer qual é esta vocação. Enfim, uma comunidade que, uma vez que necessita da caridade, é um testemunho vivo em torno dela. Para isto, o RE se esforça em desenvolver a amizade, a unidade e a caridade no seio de sua equipe. Ele se assegura que a entre-ajuda seja autêntica, especialmente nas dificuldades de cada um. Ele deve conhecer bem a cada um dos membros de sua equipe. Ele pode ter, igualmente, uma relação particular com o Acompanhador que deve ajudá-lo em seu trabalho. Ele se assegura, enfim, que todos participem de maneira efetiva da vida comunitária, de modo que a entre-ajuda seja eficaz e que cada um se sinta reconhecido, amado e realmente aceito pela comunidade. O RE deve ter em suas Orações um pensamento particular pelos membros por quem ele tem a responsabilidade. Em seu Serviço, o RE encontra várias formas de apoio. Ele deve pedir a ajuda de Cristo: Através da Oração Pessoal e por uma vida sacramental; Por intermédio do Acompanhador. Ele pode se apoiar: Na equipe de Setor; Na equipe de Animação Nacional; Nos documentos do Movimento. O Vice Responsável é o apoio do RE, tendo um trabalho participativo, ajudando o RE nas dificuldade e substituindo-o quando estritamente necessário. O Vice Responsável não é o segundo mais votado, mas sim Eleito como o é o RE. Pág - 5

CONCLUSÃO Para sermos responsáveis devemos estar disponíveis não só no tempo, como também no coração. Precisamos, verdadeiramente nos colocar nas mãos de Deus e deixar que o Espírito Santo nos guie sempre sem colocar a nossa vontade em primeiro lugar. Estamos à SERVIÇO de Deus e é Ele quem vai dizer o que temos ou não que fazer e, por isso, devemos ouvi-lo. O respeito a cada um é importante pois só assim poderemos ser ouvidos. Respeito significa amor e Amor é Deus. Devemos ver Deus em cada membro da Equipe, mesmo que ele (o membro) as vezes pise no tomate. É amando que se chega a Deus. Bom Ano!!!!! S.P. Jun. 92. Pág - 6

EQUIPES DE JOVENS DE NOSSA SENHORA O PAPEL DO CASAL ACOMPANHADOR DE UMA EQUIPE DE BASE Pág - 7

O PAPEL DO CASAL ACOMPANHADOR DE UMA EQUIPE DE BASE espiritual; Tenham sempre presente o exemplo de Maria. O Casal ao entrar numa EJNS tem que ter em consideração que: 1. Vai encontrar um grupo de jovens empenhados num crescimento espiritual pessoal, mas que nem sempre estão seguros de qual o caminho a seguir. Por isso estes jovens esperam do casal uma ajuda dinâmica nesse crescimento 2. Estes jovens, porque muito exigentes, esperam do casal o exemplo: a) na sua vivência como casal cristão; b) no seu empenho no cumprimento dos meios de aperfeiçoamento propostos pelo Movimento. 3. Estes jovem tem normalmente dúvidas em termos de doutrina e de articulações da Fé com a vida. Por isso, o Casal Acompanhador deve estar preparado para ajudá-los a encontrar as respostas. O QUE NÃO É UM CASAL ACOMPANHADOR DAS EJNS: O responsável, o organizador, o animador. O QUE FAZ? Caminha com a Equipe, isto é, a acompanha sem tomar o grupo pela mão, cuidando que ela não se desvie e tome um caminho diferente do previsto. Tem um papel de: ACONSELHAMENTO No que consiste? O casal já tem (normalmente) uma experiência de ENS, então deve dar idéias, aconselhar e estar sempre atento. Como cumpri-lo? Nunca negando ao jovem um conselho quando solicitado. É necessário que o jovem sinta autenticidade no seu aconselhamento. Nestes momentos a sinceridade é muito importante. Seja paciente, escute o que o jovem tem a dizer, mesmo que leve tempo! ACOLHIMENTO No que consiste? Estar sempre pronto a acolher o jovem e escutá-lo. Pág - 8

Como cumpri-lo? Deve ser um lar aberto ao acolhimento, para os jovens de sua Equipe. Deve-se convidar os jovens de sua Equipe. Deve se convidar os jovens até para jantar em sua casa, ou rezar na sua Igreja. Deve-se estar disponível quando estes jovens os procuram para partilhar suas alegrias e tristezas. É o papel de escuta. INFORMADORES No que consiste? Esclarecer dúvidas, na vida pessoal, espiritual ou comunitária dos jovens, quando solicitados. Como cumpri-lo? Ajudando os jovens a descobrir o que acontece ao seu redor, porque muitas vezes eles não conhecem as possibilidades existentes no próprio bairro (grupos de oração, horários de missa, serviços que eles podem prestar na comunidade, etc) (O Assistente Espiritual de sua Equipe, da ENS, pode ajudá-los nisto). TESTEMUNHO No que consiste? Testemunhos de vida, principalmente do amor conjugal e espiritual. Como cumpri-lo? Com o exemplo de duas vidas lhes mostrarão que o amor é possível e que pode durar. Testemunhamos, também, de Fé vivida em casal e em família. Dirão a eles como vivem esta Fé em seu casamento e na sua equipe. Este é o papel mais importante. Podese acrescer ainda a ajuda no plano doutrinal, bíblico, etc. SERVIÇO No que consiste? Levar, no limite de seus dons e de sua experiência, um apoio à sua Equipe de Base para o bom andamento das suas atividades, a organizações de sua vida comunitária, o acolhimento aos padres, aos outros casais, aos jovens.. Como cumpri-lo? Evitar de tomar o lugar dos jovens, mas ser disponível, procurando aquilo que é mais útil (eventualmente com o auxílio do Casal Acompanhador da Equipe de Setor CAES ou do Casal Acompanhador da Equipe de Animação Nacional CAEAN-). PARTICIPAÇÃO No que consiste? Participar de todas as atividades para conhecer os jovens e acompanhar seus caminhos. Partilhar a sua vida como membros da Equipe de uma forma real e verdadeira. Pág - 9

Como cumpri-lo? Dar exemplo de correção para contribuir em um clima de paz e de alegria. Ajudar os animadores da reunião de Equipe, sem tomar seu lugar. Participar de todas as atividades da Equipe (inclusive os programas de índio ). VIVÊNCIA No que consiste? Co-participar as suas experiências de vida de equipe em suas partilhas. Testemunhar sua Fé e seu Amor mútuo, baseado na graça do Sacramento do Matrimônio e da Eucaristia. Ajudar cada jovem a discernir a vontade de Deus nas suas procuras interiores. Como cumpri-lo? Responder ao apelo da Equipe de Animação Nacional (EAN) de levar o seu testemunho de casal cristão. Exprimir, sem falsos pudores, perante os jovens o seu amor por seus pais, sua família e seu próximo. Tornarem-se disponíveis, no tempo livre, para acolher os próximo. Tornarem-se disponíveis, no tempo livre, para acolher os jovens e atendê-los. Transmitir aos jovens a sua própria vocação. Como ajuda para isto, é importante que o casal procure colocar a ORAÇÃO na sua vida, propiciando ainda mais a ação do Espírito Santo. Nas reuniões da Equipe, o casal deve: 1. auxiliar para que tenha um tempo profundo de oração; 2. ressaltar a importância da Caridade como virtude que deverá ser vivida intensamente em todos os momentos da reunião, por todos os seus membros; 3. que exista um clima de seriedade descontraída, em que Cristo esteja presente em todos os tempos da reunião; 4. que sintam a importância do Ponto de Esforço como grande ajuda para o crescimento espiritual de cada membro. Também é muito importante, no papel de Casal Acompanhador, a atenção: atenção a todos em geral e a cada um em particular; que os jovens sintam assistência, apoio e presença da parte do casal. O casal deve participar de todos os momentos das reuniões por ser, também, um membro da Equipe. Os jovens esperam que os casais também partilhem com eles. O Casal Acompanhador deve procurar estimular o Responsável nas tarefas que lhe são pedidas, apoiando-o e mantendo com ele uma relação mais estreita. Finalmente, espera-se que nas suas orações, o Casal Acompanhador reze pela sua Equipe e pelas intenções gerais do Movimento. Pág - 10

O Casal deve ser como o irmão mais velho dos jovens equipistas. Devem amar a sua Equipe, e isto é fácil porque os jovens são contagiantes. Seu entusiasmo, sua generosidade, seu desejo de uma vida espiritual mais rica, os ajudarão até em sua própria vida de fé pessoal e em casal. Para poderem esclarecer qualquer dúvida que os jovens possam ter sobre o Movimento, é preciso que estejam bem informados. Para isto, devem conhecer bem os quatro documentos fundamentais das EJNS: 1. Carta Internacional das EJNS. 2. Documento Orientador. 3. Plano Pessoal de Vida. 4. Vida Comunitária, Vida em Equipe. E o documento O Papel do Responsável de uma Equipe de Base. Boa sorte. Trabalhar com os jovens é gratificante e nos mantém jovens também. SP. Jun. 92. Pág - 11

EQUIPES DE JOVENS DE NOSSA SENHORA O PAPEL DO PADRE ACOMPANHADOR DE UMA EQUIPE DE BASE Pág - 12

O PAPEL DO PADRE ACOMPANHADOR DE UMA EQUIPE DE BASE O seu lugar e seu papel podem se mostrar em vários aspectos que giram em torno de três pontos: o Padre, sinal da Igreja; o Padre, conselheiro espiritual; o Padre e a vida de Equipe. 1-O PADRE, SINAL DA IGREJA: deles. se dois ou mais estiverem reunidos em seu nome, eu estarei no meio O Padre, pelo sacerdócio que recebeu, lembra a presença do Cristo ressuscitado para a Equipe, e ajuda a descobrir o Seu rosto. O Padre é um sinal de que a Equipe faz parte da Igreja, que recebe tudo de Cristo. O Sacramento da Eucaristia é a expressão máxima deste dom. O Padre pode lembrar, se for necessário, que a Equipe não é a Igreja... mas sim, uma pequena Eclesia. Sua competência teológica, durante a transmissão da Palavra o permite trazer o esclarecimento necessário para a Equipe. Deve favorecer em primeiro lugar os assuntos sob um ângulo mais espiritual. Deve dar valor à Partilha de Vida e deve saber, às vezes, ficar em silêncio, mas atento. 2 O PADRE, CONSELHEIRO ESPIRITUAL: Seu ministério o convida a apoiar e orientar o esforço espiritual da Equipe. Este papel de conselheiro espiritual tem diversas faces: No quadro da Equipe, é um apoio coletivo. Mas, ele pode se fazer presente numa ajuda pessoal a um equipista, durante ou entre duas reuniões (para isto é necessário que o Padre faça um esforço para conhecer bem cada jovem de sua Equipe). O Padre Acompanhador deve dar uma ajuda particular ao Responsável da Equipe, se solicitado ou quando sentir a necessidade de sua presença. O Padre deve incentivar, individualmente ou coletivamente, os jovens a participar e viver regularmente dos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia. O Padre apoia e guia uma Equipe durante a Oração comunitária. Rezando com eles, ele valoriza o lado universal da Oração A partir desta Oração o jovem deve ser levado a sentir a necessidade da Oração Individual e o Padre deve valorizar esta última, também. 3 O PADRE E A VIDA DA EQUIPE: Pág - 13

Uma EJNS é um grupo de jovens que se encontra para se entre-ajudar a viver, a aprofundar sua fé e a concretizá-la. O Padre deve estar, então, atento ao desenvolvimento do senso de partilha dentro da Equipe, de entre-ajuda e do apostolado que vai ter lugar para o resto da vida. Sua vocação de Padre dá, de uma forma muito particular, a aptidão de testemunhar o seu sacerdócio e pode ajudar cada membro da Equipe a discernir o chamado de Deus. Se o Padre Acompanhador não está com a Equipe desde o fim da pilotagem, e por isso não está a par do que acontece com cada jovem, especialmente o Responsável, ele deve tomar cuidado de perguntar o que se espera dele. É necessário que o Padre Acompanhador esteja atento de que o Movimento não é só a sua Equipe, mas procure se manter em contato com o Movimento através, não só do Responsável da Equipe, mas também com o Padre Acompanhador da Equipe de Setor e com o Padre Acompanhador da Equipe de Animação Nacional. Por mais que as preocupações de um Padre Acompanhador, com freqüência, não sejam as mesmas que as dos jovens equipistas, ele deve tentar, o máximo possível, participar da vida da Equipe como membro, participando dos deveres dos equipistas (Personalização, Partilha, etc.) bem como dos programas de índio, se for possível. Em nenhum caso o Padre Acompanhador deve dirigir a Equipe. É bom que se ache dentro da Equipe um clima de amizade cristã e que este ministério o ajude em sua própria vida espiritual. SP. Jun. 92. Pág - 14