Tocantins. A Formação e Evolução do Estado



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Tocantins A Formação e Evolução do Estado

A Formação Política Os movimentos pela independência do território tocantinense, frente a sua estrutura política vinculada ao Estado de Goiás remonta o período anterior ao fim da monarquia. Em 1821, Joaquim Teotônio Segurado chegou a proclamar a independência do estado, porém o movimento foi rapidamente contido. O movimento pela emancipação fica contido até meados da década de 1950 (1956). Um grupo de representantes da sociedade do Norte de Goiás, liderados pelo Juiz Feliciano Machado Braga passaram a utilizar o dia 13 de maio como o dia da independência do Estado. A repressão implementada pelo Estado de Goiás veio a partir do deslocamento da liderança para uma outra comarca, enfraquecendo o movimento. Em meados da década de 1980 notamos que o governo de José Sarney veta a tentativa de emancipação, visto que tal medida, segundo Sarney, só poderia surgir a partir de uma constituinte.

Constituição de 1988 O Estado se Consolida Na Constituição de 1988, notamos a emancipação em 5 de outubro. Em 1 de Janeiro de 1989 a unidade federativa foi instalada oficialmente, sendo Palmas a sua capital. Grande parte do pleito pela emancipação está nas disparidades entre o sul de Goiás mais desenvolvido (recebendo a Capital Federal) e o norte do Estado (atual Tocantis) com uma economia frágil e fortemente tributada. As disparidades visíveis e cobradas pelos políticos e comunidades do norte de Goiás deram lugar a uma ação de emancipação.

Características Físicas O Estado encontra-se sobre um relevo majoritariamente de baixa altitude e baixa latitude, tendo como características a existência de três biomas em seu território: Cerrado, Amazônico (extremo norte - Bico do papagaio) e Mata de Cocais (faixa de transição). O clima é caracterizado, na maior parte do território, como clima tropical com estação seca, porém notamos no extremo norte características de clima equatorial (microrregião do bico do Papagaio). Os recursos naturais existentes no Estado, especialmente os minerais, tem vivenciado uma ampliação de sua exploração a partir de um notável crescimento demográfico e econômico nas duas últimas décadas.

Clima tocantinense A baixa altitude somada a baixa latitude possibilita uma alta temperatura média na região. A continentalidade possibilita a baixa umidade do Estado durante o solstício de inverno. Durante o solstício de inverno (no hemisfério sul) notamos que a ZCIT se fixa, majoritariamente, sobre o hemisfério norte. Este fato reduz a umidade sobre boa parte do Estado durante o inverno. Durante o verão notamos uma elevada pluviosidade marcada pelas chuvas convectivas, sinal de que a ZCIT encontra-se sobre o hemisfério sul.

Vegetação

Hidrografia O Estado é cortado por duas grande bacias perenes: O Araguaia e o Tocantins. Estas duas bacias dinamizam a economia da Mesorregião ocidental, especialmente o setor agropecuário. Este fato possibilita o entendimento da maior concentração populacional entre as duas bacias, associada a presença da rodovia Bélem-Brasília. A convergência das duas bacias na microrregião do Bico do Papagaio, associada a baixa latitude, explica a maior umidade e a presença de uma vegetação típica da região amazônica.

Um dia com Temperatura Normal em Palmas

Características Populacionais A população estimada em 2013 para os Estado do Tocantins, segundo o IBGE, é de 1.478.163 habitantes, sendo que a contagem estabelecida no censo de 2010 quantificou a população do Estado em um total de 1.383.445 habitantes. Notamos seis (6) favelas ( ou aglomerados subnormais) no Estado, onde notamos um total de 7.364 pessoas fixadas (IBGE 2010). Contudo a ampliação demográfica é um processo recente, visto que antes da emancipação a região representava zona de emigração (saída de pessoas). A expansão da fronteira agrícola associado a a fixação de agroindústrias no Estado (mesorregião Ocidental) tem possibilitado, nas duas últimas décadas, um grande fluxo de pessoas e capitais para a região. IBGE. Contagem da população 2007 A população na faixa de 0 até 14 representa 30,84% do total da população do Estado.

Características Populacionais O processo de povoamento do Estado do Tocantins está atrelado ao de Goiás. Nas últimas décadas notamos um forte fluxo populacionais oriundos da região nordeste do país para o Estado. Notamos também uma forte atração do Estado sobre fluxos populacionais dotados de qualificação. Contudo grande parte dos fluxos internos responsáveis pelo alto grau de urbanização do Estado encontram-se vinculados ao êxodo rural proveniente da manutenção de uma forte concentração fundiária, da ociosidade das terras na banda leste do Estado e dos baixos investimentos estatais nos pequenos produtores e na produção familiar.

Microrregiões: área e População Microrregião área (km2) População n de Municípios Araguaína 26 493,499 km² 260 498 17 Bico do Papagaio 15 767,856 km² 198 388 25 Miracema do Tocantins 34 721,860 km² 145 535 24 Jalapão 53 416,435 km² 65 705 15 Porto Nacional 21.197,989 km² 304 110 11 Rio Formoso 51 405,340 km² 112 020 13 Gurupi 27 445,292 km² 127 816 14 Dianópolis 47 172,643 km² 118 377 20

Evolução Urbana O processo de urbanização do Estado do Tocantins não pode ser analisado de forma desconexa da construção da rodovia Bélem-Brasília (BR 153 / BR 226). As características espaciais do processo de urbanização do Estado estão acopladas a linearidade da rodovia Bélem-Brasilia, onde diversas atividades produtivas floresceram potencializando a ocupação ou consolidando uma ocupação pretérita. O êxodo rural possibilitou, mesmo em cidades minúsculas, problemas na estrutura urbana a partir de uma estratificação social do espaço urbano. A partir de 1989, após a emancipação, notamos uma proliferação de municípios. O Tocantins nasceu com 62 municípios. em 1991 surgiram mais 17. Em 2000 o número de municípios saltou para 139.

A rede Urbana A rede urbana do estado possui uma estrutura clássica, marcada pela integração pela rodovia. A hierarquia urbana que se estabelece na atualidade fixada Palmas como a sede possuindo dois centros regionais conectados diretamente: Porto Nacional e Paraíso do Tocantins (centros sub-regionais). Araguaína surge, mais ao norte, como uma capital regional, projetando-se sobre o Bico-do-Papagaio, em especial sobre Tocantinópolis e Colinas do Tocantins (centros sub-regionais). Gurupi, como um centro regional se projeta sobre o sul, potencializando as atividades agropecuárias fortemente inseridas na lógica do agronegócio.

Grau de Urbanização - 1940

Grau de Urbanização - 1950 Texto

Grau de Urbanização - 1960

Grau de Urbanização - 1970

Grau de Urbanização - 1980

Grau de Urbanização - 1991

Grau de Urbanização - 2000

Grau de Urbanização - 2010

As Mesorregiões Tocantinenses Mesorregião Ocidental Mesorregião Oriental

Mesorregião Ocidental Composta por cinco Microrregiões (Bico do Papagaio, Gurupi, Araguaina, Miracema do Tocantins e Rio Formoso), esta mesorregião abriga 93 municípios). Sua estrutura está fortemente vinculada a rodovia Bélem-Brasília (BR 153 e BR 226). Representa a faixa mais dinâmica do Estado, onde notamos a maior concentração populacional e de atividades produtivas. Por ser delimitada pelos rios Araguaia (oeste) e Tocantins (leste) notamos um grande dinamização das atividades agropecuárias.

Mesorregião Oriental Esta mesorregião abriga três microrregiões: Palmas, Jalapão e Porto Nacional. Esta três microrregiões possuem um total de 43 municípios. Caracteriza-se como a mesorregião menos desenvolvida, com características econômicas próximas da realidade do sertão nordestino. A questão demográfica da mesorregião tem vivenciado, retirando a capital, um processo gradual de esvaziamento.

Palmas: A capital A escolha de um sítio ou de uma cidade já existente para ser a sede do poder do Estado possibilitou intensa mobilidade, especulações e na região. A função administrativa de Palmas se agrega a um fator geopolítico de comandar o processo de ocupação e desenvolvimento econômico da margem direita do rio Tocantins. Evolução Demográfica de Palmas Outro elemento importante na função de Palmas é reduzir a importância política, econômica e demográfica de Gurupi, Porto Nacional e Araguaína. Esta faixa do território (Mesorregião Oriental) possui uma economia e questões sociais muito próximas da realidade do sertão nordestino. A composição demográfica de Palmas está em sintonia com as transformações em curso no Brasil, quanto ao elevado nível de Urbanização. Os atrativos do estado, em especial as carências de uma capital, tem atraído os fluxos migratórios internos e de outras unidades da federação.

Características Econômicas da Capital A dinâmica econômica da capital, de certa forma demonstra as transformações econômicas do Estado. Apesar de uma forte representação do setor Primário (agropecuária e extrativismo), notamos uma dinâmica do setor de Terciário (comércio e serviços) na capital, em decorrência de seu caráter administrativo. As atividades primárias ainda mantém uma forte relevância para a economia da capital, absorvendo investimentos e força de trabalho. 34,59% 7,87% 57,53% Setores da Economia Primário Secundário Terciário 60 45 30 15 0

Elementos Atuais de Integração do Tocantins ao Cenário Brasileiro

Os investimentos e fluxos de trabalhadores para os canteiros de obras tem possibilitado uma dinamização da economia das localidades de passagem das linhas. Ferrovias e a Integração de Tocantins O processo de dinamização das ferrovias na última década tem possibilitado ao Estado grandes vantagens. A consolidação de dois braços ferroviários sobre o Estado tende a impulsionar a agropecuária, a agroindústria (agronegócio) e a exploração mineral.

A Ferrovia Oeste-Leste (EF 334) Corresponde a um dos novos eixos de escoamento da produção do interior do país para a faixa litorânea. Tem por finalidade dinamizar o escoamento, desafogando os portos do Sul e Sudeste, onde notamos um gargalo. O município de Figueirópolis (mesorregião Ocidental - Microrregião do Gurupi) será beneficiado como a base de conexão entre as ferrovias Norte-Sul e Oeste-Leste.

Características Econômicas Setor agropecuário A pecuária possui um forte impacto na economia do Estado e também representa um fator responsável e de justificativa de manutenção do latifúndio. Lembrando que a questão agrária é um dos principais fatores responsáveis pela formação do Estado. Importante ressaltar que o rebanho bovino do Estado é quatro vezes maior que a população absoluta desta unidade da Federação. Bovinos 8.025.400 Suinos 266.067 Aves 4.145.831 IBGE - Censo Agropecuário - 2011

Características Econômicas Setor agropecuário A expansão do agronegócio está possibilitando uma redução gradativa das lavouras voltadas as demandas locais. A redução da produção de feijão é um bom exemplo deste processo que vem se dinamizando no Tocantins, possibilitando um aumento considerável do valor dos alimentos nas despesas do mês. Soja Milho Feijão 731.655 ton 157.590 ton 11.362 ton A cana-de-açúcar também está se expandindo no Estado, substituindo a agricultura alimentar, frente a demanda mundial por etanol. Arroz 364.970 ton IBGE - Produção Agrícola Municipal - 2007