Relatório Mercatto OABPREV RJ Fundo Multimercado



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Transcrição:

Relatório Mercatto OABPREV RJ Fundo Multimercado Abril/11

Sumário 1. Características do Fundo Política de Gestão Objetivo do Fundo Público Alvo Informações Diversas Patrimônio Líquido 2. Medidas Quantitativas do Fundo Retorno Acumulado desde o início Volatilidade do Fundo Distribuição do Retorno em % do CDI Tabela de Rentabilidade Mensal no Ano Quadro de Indicadores 3. Comentário Mensal da Gestão Renda Fixa Renda Variável Cenário Prospectivo 2

1. Características do Fundo Política de Gestão O fundo busca a valorização de suas quotas, seguindo uma gestão ativa de investimentos, por meio da aplicação dos recursos em uma carteira diversificada de ativos financeiros e demais modalidades operacionais disponíveis no âmbito dos mercados financeiro e de capitais, utilizando-se dos instrumentos disponíveis tanto no mercado à vista quanto no de derivativos. Objetivo do Fundo Superar a variação do INPC+5% ao ano. Público Alvo O Fundo destina-se exclusivamente a Fundação OABPREV do estado do Rio de Janeiro. Informações Diversas Gestor Mercatto Gestão de Recursos Administrador BNY Mellon Serviços Financeiros Custodiante Banco Bradesco DTVM Categoria ANDIMA Multimercado Multigestor Código ANBIMA 176291 Data de Início 19/03/2007 CNPJ 08.432.178/0001-13 Cotização Padrão Aplicação D0 Resgate D0 Pagamento D1 Taxa de Administração 0,3% a.a. Taxa de Performance Não há Patrimônio Líquido PL em 29/04/2011 R$ 83.327.212,17 PL Médio 12 meses R$ 77.279.558,87 3

2. Medidas Quantitativas do Fundo Retorno Acumulado deste o início Retorno acumulado - 22/12/2006 até 29/04/2011 (diária) Ativo Retorno Retorno YTD* MERCATTO OABPREV-RJ FIM PREVIDENCIÁRIO 56.01% 3.19% IPCA + 5% 56.02% 4.86% 4

Volatilidade Mensal do Fundo Volatilidade mensal anualizada de Jan/2007 a Abr/2011 (mensal) Ativo Retorno Volatilidade Mínimo Máximo MERCATTO OABPREV-RJ FIM PREVIDENCIÁRIO 54.75% 6,19% 1.58% 19.83% Distribuição do Retorno em % do CDI Distribuição do retorno em % do CDI de 22/12/2006 a 29/04/2011 (diária) Ativo Média Desvio padrão Mínimo Máximo MERCATTO OABPREV-RJ FIM PREVIDENCIÁRIO 106.38 % 8,57% -5.339% 5.300% 5

Quadros de Indicadores Tabela de Rentabilidade nos últimos 12 meses: IPCA+5 % a.a. No ano abr/11 mar/11 fev/11 jan/11 dez/10 nov/10 out/10 set/10 ago/10 jul/10 jun/10 mai/10 2010 Fundo 3,19 0,53 1,62 1,04-0,02 1,32 0,02 1,36 0,8 1,98 1,8 0,83 0,04 8,14 4,86 1,15 1,10 1,19 1,28 1,05 1,24 1,16 0,86 0,45 0,42 0,41 0,84 11,2 Tabela de Indicadores Retorno Fundo 6 meses 12 meses 18 meses 24 meses 36 meses No ano Desde Início 4.58% 12.22% 15.83% 29.72% 31.86% 3.19% 56.01% Retorno em % do IPCA+5% a.a. 62.81% 102.93% 85.60% 126.02% 86.17% 65.67% 99.99% Volatilidade 2.75% 2.84% 2.92% 3.15% 6.59% 2.81% 6,19% Índice de Sharpe (desde o início) 0.00 Meses Positivos 39 VaR Médio do mês 0.400% Meses Negativos 13 VaR Médio (12 meses) 0.311% Maior Retorno Mensal 4,16% Menor Retorno Mensal -6,10% 6

Comentário Mensal da Gestão Introdução Em abril as Bolsas dos países desenvolvidos e as principais commodities e moedas (diante do dólar) tiveram desempenhos positivos. A sinalização por parte do FED de que os juros continuarão baixos por um período longo a despeito do fim do QE2 em junho manteve boa parte dos ativos de risco demandados. Entretanto, aqui no Brasil a Bovespa acompanhou as Bolsas de alguns países emergentes e caiu 3,58%, enquanto o dólar cedeu 3,46% frente ao real. Mercados Juros O BC reduziu o ritmo de alta da Selic para 0,25p.p. conforme havia sinalizado no Relatório Trimestral de Inflação, mas surpreendeu o mercado ao indicar que o ciclo de aperto monetário deverá ser prolongado. A estrutura a termo da taxa de juros, que precificava praticamente mais duas altas de 0,25 p.p. e o encerramento do ciclo em 12,25%, passou a embutir mais uma alta de 0,25 p.p. na reunião do Copom de julho para 12,50%. Adicionalmente, o governo dobrou o IOF para empréstimos a pessoas físicas para 3% no intuito de frear a expansão do crédito. Câmbio O governo elevou o prazo para cobrança de IOF sobre empréstimos contraídos no exterior de 1 ano para 2 anos com o intuito de reduzir o fluxo de entrada de recursos, mas o real acabou acompanhando a valorização das moedas de países emergentes e exportadores de commodities diante do dólar. O BC comprou em abril no mercado spot U$5,405bi contra um fluxo de entrada de U$1,541bi, o que acabou elevando a taxa de juros em dólar embutida no futuro da moeda (cupom cambial), trazendo volatilidade ao mercado e redução na posição vendida dos estrangeiros na BMF. Bolsa A bolsa acompanhou o fraco desempenho dos mercados acionários de países emergentes, em virtude de preocupações relacionadas ao ambiente inflacionário, notadamente a extensão do ciclo de aperto monetário e outras possíveis medidas administrativas por parte dos Governos para conter o ritmo de crescimento do crédito. 7

Cenário Prospectivo O cenário global continua apontando para uma recuperação da atividade econômica a despeito de alguns riscos relevantes tais como o da inflação nos países emergentes e o da crise das dívidas dos países periféricos da Europa que recentemente voltou a entrar no radar. Nos EUA a economia também segue se recuperando, porém com algumas fragilidades, uma vez que o mercado imobiliário ainda está deprimido e o desemprego ainda se encontra em patamares elevados. O grande desafio será manter ou até acelerar o ritmo de crescimento no 2º semestre quando não haverá mais compras de títulos no mercado (QE2) por parte do FED. Portanto acreditamos que a autoridade monetária deve manter os juros baixos por um longo período de tempo favorecendo assim os ativos de risco em dólar. Já na China, a preocupação é oposta à norte-americana, a inflação continua alta e pode alcançar o nível de 6% no meio do ano, além do ritmo de atividade seguir superaquecido, sobretudo no mercado imobiliário. Aqui no Brasil, assim como na maioria dos países emergentes, a inflação continua sendo o tema dominante na economia. O BC mudou a sua avaliação do cenário prospectivo para inflação para pior, mudou sua estratégia de política monetária ao implementar um passo de aperto mais brando, mas continua com a intenção de limitar o orçamento total para o ciclo. Na nossa visão, o Copom não quer parar de subir os juros enquanto as perspectivas para a inflação não melhorarem, portanto um ritmo menor de aperto mantém as condições monetárias restritivas sem ter que injetar uma dose excessiva de juros. Acreditamos que o nível de preocupação do governo com a inflação aumentou significativamente, e para combatê-la, todas as armas podem ser usadas, inclusive o cambio, que até então vinha sendo poupado. Na primeira semana do mês de maio houve dois dias de queda significativa nos preços das commodities, principalmente do petróleo, que afetou os ativos de risco mundo afora tais como Bolsas e moedas. Nossa avaliação é de que uma eventual redução no ritmo de alta nos preços das commodities ou até mesmo uma acomodação nos níveis atuais deve ser positiva para a economia global, uma vez que alivia a pressão sobre a inflação contribuindo para o trabalho dos bancos centrais e reduz as chances de uma futura desaceleração maior no ritmo da atividade econômica. No entanto, o movimento serve de alerta para o risco de reversão da tendência de alta nos preços das commodities, evento este que, até o momento, atribuímos ser de baixa probabilidade. 8