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Histórico Os microorganismos representam um componente significativo da areia de praia (NESTOR et al, 1984; CODINACHS et al, 1988; MENDES et al, 1997, apud WHO,2003). Uma variedade de seres vivos que habitam tanto a superfície quanto o interior de suas camadas compõem a chamada fauna intersticial ou meio fauna (SMAC, 2000). A proliferação de microorganismos em areia de praia é limitada pela disponibilidade de matéria orgânica (KHIYAMA & MAKEMSON, 1973 apud WHO, 2003).

PRAIAS As areias das praias dos Municípios são sujeitas à poluição e contaminação freqüente por microorganismos patogênicos provenientes de diversas fontes como lixo, animais domésticos, pombos e línguas negras (BOUKAI, 2000), e que colocam em risco a saúde dos banhistas, podendo causar doenças como hepatite, distúrbios gastrintestinais, verminoses e micoses (CAMPOS, 2003).

POLUIÇÃO A Poluição pode ser definida como a introdução no meio ambiente de qualquer matéria ou energia que venha a alterar as propriedades físicas ou químicas ou biológicas desse meio, afetando, ou podendo afetar, por isso, a "saúde" das espécies animais ou vegetais que dependem ou tenham contato com ele, ou que nele venham a provocar modificações físico-químicas nas espécies minerais presentes.

TIPOS DE RISCOS RESÍDUOS A freqüência nas praias pela população local e pelos turistas contribui para o acúmulo de resíduos nas areias, favorecendo o aparecimento de vetores de doenças, como ratos e pombos. Animais Domésticos Um dos principais riscos microbiológicos para a saúde humana em areias de praia é o proveniente do contato com fezes de animais, principalmente cachorros (WHO, 2003). Pombos Têm preferência por grãos e sementes. Entretanto, comem também restos de alimentos, pão e até lixo. Dependendo do clima e das condições de alimentação, podem colocar de 1 a 2 ovos por ninhada e ter 5-6 ninhadas ao ano. Nos centros urbanos, o tempo de vida é de 3 a 5 anos. Os gaviões são seus predadores naturais, mas, como não se encontram em grande número nos ambientes urbanos, o controle do crescimento da população torna-se difícil (BONINI,2004).

LÍNGUAS NEGRAS As línguas negras são causadas pelas galerias de águas pluviais que desembocam nas areias das praias, quando suas águas são contaminadas por esgoto sanitário, lixo, fezes de animais e outros poluentes. A formação das línguas negras ocorre principalmente quando há contribuição de esgoto clandestino ou após fortes chuvas, quando o lixo, fezes de animais e todo tipo de resíduos dos logradouros públicos são carreados pelas águas da chuva inicial de lavagem para as galerias de águas pluviais (BOUKAI, 2000).

LITERATURA Existe um consenso de que a areia de praia também pode atuar como fonte ou vetor de doenças, apesar do contágio por este meio não ter sido demonstrado em estudos epidemiológicos. Bactérias, fungos, parasitas e vírus têm sido observados em areias de praias, e vários gêneros e espécies destes microorganismos são potencialmente patogênicos mediante contato (WHO,2003).

DOENÇAS NORMALMENTE ENCONTRADAS EM AREIA CONTAMINADA Larva Migrans Cutânea (Bicho Geográfico) Verminose que se instala na camada inferior da pele (epiderme) do ser humano, causando coceira e erupções localizadas. Transmissão: fezes de cães e gatos. Conseqüências: se não combatida, perfura a camada muscular tornando-se hospedeira nas vísceras. Larva Migrans Visceral Verminose que se instala na corrente sangüínea do ser humano, atingindo as vísceras e às vezes até o cérebro. Transmissão: fezes de cães e gatos. Conseqüências: altamente perigosa, se não tratada em tempo hábil, pode levar ao óbito. Hepatite Vírus que se instala no fígado do ser humano. Transmissão: urina de cães, gatos e outros. Conseqüências: se não tratada com eficácia, pode levar ao óbito. Toxoplasmose Bactéria que causa complicações no sistema neurológico, causando paralisia e cegueira. Transmissão: fezes e urina de cães e gatos. Conseqüências: em gestantes, pode provocar a perda do feto.

COLETAS

PROCEDIMENTOS

CONCENTRAÇÃO DE COLIFORMES ENCONTRADOS

LAUDOS

REMEDIAÇÃO A idéia do uso de bactérias cultivadas para remediação a partir da utilização de microorganismos na remediação de derramamentos de petróleo mediante degradação da parafina por bactérias selecionadas. Posteriormente, foram desenvolvidas bactérias específicas para controlar a parafina no processo produtivo de petróleo visando o aumento da produção. A Remediação é regulamentada pelo IBAMA Resolução 314/02 e posteriormente pela NORMATIVA 05/10

MODO DE ATUAÇÃO Nossos microrganismos atuam de duas maneiras em relação a esta minimização de enterobactérias: 1.1) Competição; competindo (alimento) há redução de enterobactérias. por substrato colônias de 1.2) Exclusão; excluindo algumas colônias de enterobactérias entre elas (BRS), pois, em seu metabolismo produz alguns antibióticos que atuam diretamente na membrana destes microorganismos.

AMOSTRA COM USO DE REMEDIADORES

LAUDOS

COMPARATIVOS ENTRE AS AMOSTRAS COM USO E SEM USO DE REMEDIADOR

DISCUSSÃO A partir das análises laboratoriais e de posse da Resolução 357/05, podemos discutir os resultados. As análises iniciais mostram contagem total de COLIFORMES na casa de 106 indicam uma concentração 1000 (mil) vezes superior ao permitido pela legislação que indicam para para esta localização o máximo permitido na ordem de 103.

PROGRAMA PARA TRATAMENTO E MONITORAMENTO Para um programa efetivo pelo que acompanhamos devem ser seguidos os seguintes passos: 1) Revolvimento periódico da areia, radiação ajuda no controle de patogênicos com dosagem de remediador. 2) A dosagem de remediador específico do solo nacional composto de microorganismos conhecidos com autorização do IBAMA. 3) Acompanhamento com coleta por laboratório terceiro para analises dos dados com periodicidades não maior que 15 (quinze) dias.

As areias das praias podem causar graves problemas dermatológicos. É necessário monitorar com maior frequencia as areias de nossas praias. A Remediação Biológica com produtos comerciais REGISTRADOS para esta finalidade se mostra eficiente para o tratamento das areias em apenas 24h hove redução de 50% de COLIFORMES e 80% de metéria orgânica. Seriam necessários mais ensaios para comprovar os resultados.