Contratos Associativos
Atos de Concentração vs. Atos de Cooperação Atos de Concentração: unificação de centros decisórios(controle societário) caráter permanente Atos de Cooperação: empresas permanecem independentes duração limitada
Contratos Associativos vs. Contratos de Permuta Contratos de permuta: intercâmbio de prestações obrigacionais disciplinam um ato interesses contrapostos Contratos associativos: união de esforços para consecução de um objetivo comum interesses convergentes disciplinam uma atividade usualmente identificados com fórmulas contratuais cooperativas
Projeto de Lei enviado ao Congresso Definia o controle estrutural prévio Restrito a atos de concentração Acompanhava a solução europeia de 2003, de relegar o controle de atos de cooperação ao campo das condutas anticompetitivas, com os seguintes objetivos: alocar o risco antitruste de formas de cooperação empresarial às partes aliviar a autoridade do peso da análise de contratos de baixo potencial ofensivo
Lei nº 11.529/2011 Art. 90. Para os efeitos do art. 88 desta Lei, realiza-se um ato de concentraçãoquando: (...) I -2 (duas) ou mais empresas anteriormente independentes se fundem; II -1 (uma) ou mais empresas adquirem, direta ou indiretamente, por compra ou permuta de ações, quotas, títulos ou valores mobiliários conversíveis em ações, ou ativos, tangíveis ou intangíveis, por via contratual ou por qualquer outro meio ou forma, o controle ou partes de uma ou outras empresas; III -1 (uma) ou mais empresas incorporam outra ou outras empresas; ouiv-2 (duas) ou mais empresas celebram contrato associativo, consórcio ou joint venture.
Contratos Associativos na Lei nº 11.529/2011 Contratos associativos: modalidade de atos de concentração sujeitos a controle estrutural prévio referência a contratos associativos, consórcios ou joint ventures
Interpretação pro lege da Res. 10 Contratos associativos existem quando: dispõem sobre uma organização formada por partes independentes exploração de uma atividade em conjunto alocamopoderdecisórioentreaspartes ingerênciadeumapartesobreaoutra envolvem repartição de riscos e resultados umapartecorreosriscosdaoutra,ouambasumriscocomum resultado é lucro ou prejuízo, não se confunde com receita e despesa
A Resolução CADE nº 10/2014 Art. 2º Respeitados os critérios objetivos estabelecidos no artigo 88 da Lei nº 12.529, de 2011, e para fins do disposto nesta lei, consideram-se associativos quaisquer_contratos com duração_superior_a_2_(dois)_anos em que houver cooperação_horizontal_ou_vertical ou compartilhamento_de_risco que acarretem, entre as partes contratantes, relação_de interdependência. 1º Para fins do disposto no caput deste artigo, considera-se que há cooperação_horizontal_ou vertical ou compartilhamento_de_risco que acarretam relação_de_interdependência: I - nos contratos em que as partes estiverem horizontalmente_relacionadas no objeto do contrato sempre que a soma de suas participações no mercado relevante afetado pelo contrato for igualousuperioravinteporcento(20%);ou II nos contratos em que as partes contratantes estiverem verticalmente_relacionadas no objeto docontrato,semprequepelomenosumadelasdetivertrintaporcento(30%)oumaisdosmercados relevantes afetados pelo contrato, desde que preenchida pelo menos uma das seguintes condições: a) o contrato estabeleça o compartilhamento_de_receitas_ou-prejuízos_entre_as_partes; b) do contrato decorra relação_de_exclusividade. 2º Para fins dos incisos I e II deste artigo, consideram-se partes contratantes as entidades diretamente envolvidas no negócio jurídico sendo notificado e os respectivos grupos econômicos, conformedefiniçãodoartigo4ºdaresoluçãonº2,de29demaiode2012. 3º Os contratos com duração_inferior_a_dois_anos devem ser notificados nos termos desta Resolução quando, mediante sua renovação, o período de 2(dois) anos for atingido ou ultrapassado.
Jurisprudência do CADE Não dispensa grande atenção ao conceito de contrato associativo Focada no atendimento literal dos parâmetros da Res. 10 relações horizontais ou verticais vigênciaigualousuperiora2anos cláusula de exclusividade repartição de receitas ou prejuízos
Jurisprudência do CADE Fibria International Trade GmbH e a Klabin S.A. (AC nº 08700.005637/2015-00): 50. Em primeiro lugar, cabe ressaltar que o ato de concentração em apreço se constitui em um contrato de fornecimento, não havendo nenhum tipo de sociedade ou de atividade conjunta. O Contrato firmado pelas partes prevê que as Requerentes mantenham atuação independente uma da outra, com gestão e controle independentes. (...) 5. Trata-se, portanto, de um contrato associativo, nos termos da Resolução 10/2014 do CADE.?
Regime Legal dos Contratos Associativos Não são elementos característicos de contratos associativos existência de relações horizontais ou verticais remuneração proporcional à receita ou rateio de despesas existência de exclusividade duração
Regime Legal dos Contratos Associativos Não são contratos associativos franquia fornecimento concessão comercial licenciamento de direitos de propriedade intelectual distribuição, etc. somente estarão sujeitos ao dever de notificação quando adotarem cláusulas atípicas: que induzam a fórmulas extrassocietárias de ingerência de uma parte sobre os negócios da outra(controle externo) conjuntamente com expedientes de compartilhamento dos riscos e resultados das atividades
Interpretação pro lege da Res. 10 Contratos associativos são apenas: os celebrados entre partes independentes: exploração de uma atividade em conjunto mediante organização despida de personalidade jurídica prevejam a repartição de riscos e resultados umacorraosriscosdaoutraouambasumriscocomum resultado(lucro ou prejuízo) aloquem o poder decisório entre as partes ingerência de uma parte sobre a outra
Interpretação pro lege da Res. 10 Contratos associativos devem ser notificados: quando as partes atendam aos critérios legais de faturamento Estão dispensados de aprovação, os contratos de vigência inferiora2anoseque envolvam relação horizontal com participação < 20% envolvam relação vertical com participação 30% e não contenham cláusula de exclusividade
Sérgio Varella Bruna sergio.bruna@loboderizzo.com.br São Paulo Av. Brigadeiro Faria Lima, 3900-3º andar Tel.: 55 11 3702.7000 Rio de Janeiro Torre do Rio Sul -43º andar Tel.: 55 21 3299-7100 loboderizzo.com.br