Capítulo 6 - COMPARTIMENTOS DAS EDIFICAÇÕES



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Transcrição:

Capítulo 6 - COMPARTIMENTOS DAS EDIFICAÇÕES 6.1 Disposições gerais Art. 154 - Os compartimentos e ambientes deverão ser posicionados na edificação de forma a garantir conforto ambiental e a salubridade, obtidos pelo adequado dimensionamento do espaço e correto emprego dos materiais e da tecnologia das instalações e equipamentos. Art. 155 - Para efeitos da presente Lei, o destino dos compartimentos não será considerado apenas pela sua denominação em planta, mas também pela sua finalidade lógica decorrente de suas disposições no projeto. 6.2 Classificação e dimensionamento Art. 156 - Os compartimentos das edificações classificam-se em quatro tipos em razão da função a que se destinam, a qual determina o seu dimensionamento mínimo, e a necessidade de ventilação e insolação naturais, conforme se segue: I - de permanência prolongada; II - de permanência transitória; III - sem permanência; IV - especiais. Art. 157 - Compartimentos de permanência prolongada são aqueles que poderão ser utilizados, pelo menos, para uma das funções ou atividades seguintes: I - dormir ou repousar; II - estar ou lazer; III - trabalhar ou estudar; IV - reunir ou recrear. V - preparo e consumo de alimentos; VI - tratamento médico ou recuperação de pessoas;

Art. 158 - Compartimentos de permanência transitória são aqueles que poderão ser utilizados, pelo menos, para uma das funções ou atividades seguintes: I - circulação e acesso de pessoas; II - higiene pessoal; III - depósito para guarda de materiais, utensílios ou peças sem a possibilidade de qualquer atividade no local; IV - zeladoria e serviços de manutenção; V - lavagem de roupa e serviços de limpeza. Art. 159 - Os compartimentos de permanência transitória que servirem também para o desempenho das funções descritas no art. 157 serão classificados como de permanência prolongada. Art. 160 - Compartimentos especiais são aqueles que, embora podendo comportar as funções ou atividades relacionadas nos artigos anteriores, apresentam características e destinação específicas. Parágrafo único - Consideram-se compartimentos especiais, entre outros com destinações similares, os seguintes: I - auditórios e anfiteatros; II - cinemas, teatros e salas de espetáculos; III - bibliotecas, museus e galerias de arte; IV - estúdios de gravação, rádio e televisão; V - laboratórios fotográficos, cinematográficos e de som; VI - centros cirúrgicos e salas de exames de imagens; VII salas de terapias e de tratamentos clínicos; VIII salas de análises laboratoriais; VIII - salas de computadores, transformadores e telefonia; IX estufas e laboratórios industriais;

Art. 161 - Compartimentos sem permanência são aqueles que não comportam permanência humana ou habitabilidade, assim perfeitamente caracterizados no projeto. Art. 162 - Compartimentos para outras destinações ou com denominações não indicadas nos artigos precedentes deste Capítulo, ou que apresentem peculiaridades especiais, serão classificados com base nos critérios fixados nos referidos artigos, tendo em vista as exigências de higiene, salubridade e conforto, correspondentes à sua função ou atividade. Art. 163 - Os compartimentos deverão ter conformação e dimensões adequadas à função ou atividade que possam comportar, obedecidos os mínimos fixados nas Tabelas Nºs I, II, III e IV, constantes do Anexo Nº1 da presente Lei, e nos Capítulos referentes às Normas Específicas das Edificações. Art. 164 - Em compartimentos de utilização prolongada ou transitória, as paredes não poderão formar ângulo diedro menor que 60º (sessenta graus). Art. 165 - Os compartimentos de permanência transitória ou especiais não poderão ter, em nenhum local, pé-direito inferior a 1,80m (um metro e oitenta centímetros). 6.3 Sanitários e vestiários Art. 166 - Toda edificação deverá dispor de instalações sanitárias conforme disposto no presente Capítulo, na razão de sua população e em função da atividade desenvolvida. Art. 167 - As instalações sanitárias serão dimensionadas conforme os valores mínimos fixados nas Tabelas Nºs I, III e IV, constantes do Anexo Nº 1.1 da presente Lei e quantificadas de acordo com o que estabelecem as Tabelas Nºs de I, II, III, IV e V, constantes do Anexo Nº 1.2 desta Lei, bem como os Capítulos referentes às normas específicas das edificações. Art. 168 - Para banheiros, lavabos e instalações sanitárias das edificações serão ainda observadas as exigências seguintes: I - nos compartimentos que contiverem instalações sanitárias agrupadas, as subdivisões que formem as celas ou boxes, terão altura mínima de 1,80m (um metro e oitenta centímetros) e manterão uma distância até o teto de 0,40m (quarenta centímetros), no mínimo. As celas ou boxes terão área mínima de 0,65m 2 (sessenta e cinco decímetros quadrados) e qualquer dimensão não será inferior a 0,70m (setenta centímetros). As passagens ou corredores internos terão dimensão mínima de 0,80m (oitenta centímetros). II - os banheiros, lavabos e instalações sanitárias, que tiverem comunicação direta com compartimentos ou espaços de uso comum ou coletivo, serão providos de anteparo que impeça o devassamento do seu interior ou de antecâmara, cuja menor dimensão será igual ou maior do que 0,80m (oitenta centímetros).

III - quando não estiverem localizados no mesmo andar dos compartimentos que deverão servir, ficarão situados, pelo menos, em andar imediatamente inferior ou superior. Nesse caso, o cálculo das instalações sanitárias obrigatórias, conforme fixado nas tabelas próprias, para cada destinação, previstas nas normas específicas das edificações, levará em conta a área total dos andares atendidos pelo mesmo conjunto de sanitários; IV - o percurso máximo de qualquer ponto da edificação até uma instalação sanitária não será superior a 100,00m (cem metros) e será sempre protegido com cobertura; V - quando o número mínimo obrigatório para a edificação, fixado nas Tabelas que trata o art. 167, for igual ou superior a dois aparelhos sanitários e dois lavatórios, sua instalação deverá ser distribuída em compartimentos separados para os dois sexos, ressalvados os casos cujo número de instalações, para cada sexo, já se acha indicado. A mesma exigência de separação prevalecerá para os chuveiros, quando a instalação de dois ou mais for obrigatória pelas mencionadas Tabelas; VI - nas edificações constituídas de unidades autônomas, as instalações sanitárias poderão ser distribuídas pelas respectivas unidades, desde que observadas as proporcionalidades pelos andares (item III deste artigo), a distribuição para os dois sexos (item V deste artigo), e as quantidades fixadas nas Tabelas próprias que trata o art. 167). Art.169 Serão obrigatórias instalações sanitárias para pessoas portadoras de deficiências físicas, nas edificações de uso publico, ainda que de propriedade privada. Art. 170 Os sanitários e vestiários destinados a pessoas portadoras de deficiências físicas, nas edificações, terão que estar localizados em lugares acessíveis, próximos à circulação principal, ser devidamente sinalizados e atender às seguintes condições: I - nos sanitários e vestiários de uso público, no mínimo 2% (dois por cento) do total de cada peça deverão ser adequados ao uso de pessoa portadora de deficiência locomotora, obedecendo ao mínimo de 1 (uma) peça de cada. II - sempre que houver divisões por sexo, os sanitários e vestuários masculinos e feminino deverão ser considerados separadamente. III - no caso do sanitário projetado para o deficiente estar instalado num compartimento isolado, este poderá servir a ambos os sexos. IV - para sanitários e vestiários adequados ao uso de pessoas portadoras de deficiência locomotora, deverão ser observados os parâmetros de acessibilidade, área de manobra, área de transferência e de aproximação bem como barras de apoio estabelecidos na norma técnica específica. V - os assentos das bacias sanitárias deverão estar a uma altura de 0.46m (quarenta e seis centímetros) do piso, podendo ser utilizada plataforma para compor a altura estipulada, de modo que a projeção horizontal da plataforma não ultrapasse em 5cm (cinco centímetros) o contorno da base da bacia, sendo ideal acompanhar a projeção da base da bacia.

VI - as válvulas de descargas deverão estar a uma altura máxima de 1.00m (um metro) do piso e seu acionamento será feito com leve pressão, preferencialmente por alavanca. VII - as dimensões mínimas para os boxes para bacia sanitária deverão ser de 1.50m (um metro e cinquenta centímetros) por 1.70m (um metro e setenta centímetros) de modo a comporem áreas para transferência frontal e lateral, atendendo aos padrões na norma técnica específica. VIII - os boxes para chuveiro deverão ser providos de banco com profundidade mínima de 0,45m (quarenta e cinco centímetros), instalado a uma altura de 0,46m (quarenta e seis centímetros) do piso e com comprimento mínimo igual a 0,70m (setenta centímetros), admitindo-se desnível máximo de 15mm (quinze milímetros), obedecendo aos padrões estabelecidos na norma técnica específica. IX - os lavatórios deverão ser suspensos, sem colunas ou gabinetes, fixados a uma altura de 0.80m (oitenta centímetros) do piso e respeitando uma altura livre de 0.70m (setenta centímetros), sendo que o sifão e a tubulação devem estar situados a 0.25m (vinte e cinco centímetros) da face externa frontal e terão dispositivo de proteção, obedecendo aos padrões da norma técnica específica. Art. 171 Os vestiários necessários às edificações conforme o que dispõe a presente lei, deverão observar as exigências seguintes: I - terão área mínima de 4,00m 2 (quatro metros quadrados), e nenhuma dimensão inferior a 1,50m (um metro e cinquenta centímetros). II - quando a edificação pela natureza da sua atividade necessitar de vestiário para ambos os sexos, cada um desses compartimentos deverá ter área mínima de 4,00m 2 (quatro metros quadrados). III - Nas edificações constituídas de unidades autônomas, os vestiários poderão ser distribuídos de acordo com a necessidade de cada atividade, pelas respectivas unidades, desde que observem as proporcionalidades pelos andares, a distribuição para os dois sexos e as quantidades fixadas nesta Lei. Art. 172 - Nos vestiários destinados às pessoas portadoras de deficiências físicas, os bancos deverão ser providos de encosto com profundidade de 0.45m (quarenta e cinco centímetros) e ser instalados a uma altura de 0.46m (quarenta e seis centímetros) do piso, preferencialmente com espaço livre ou reentrância na sua parte inferior. 1º- a disponibilidade e altura de cabides e armários, quando houver, e o espaçamento entre os bancos deverão obedecer aos padrões fixados na normas técnicas oficiais. 2º- Os vestiários em cabines devem ter dimensões mínima de 1.85m (um metro e oitenta e cinco centímetros) por 1.70m (um metro e setenta centímetros), havendo nas mesmas banco basculante, barras de apoio, espelho e local para cabides.

6.4 Sótãos Art. 173 - Os sótãos das edificações poderão ser utilizados por compartimentos de permanência prolongada, transitória, sem permanência ou especiais. Art. 174 - Os compartimentos de permanência prolongada situados nos sótãos, deverão ter pé-direito médio de 2,50m (dois metros e cinquenta centímetros), e obedecer os requisitos mínimos de ventilação e iluminação, além de não ter em nenhum local pé-direito inferior a 1,80m (um metro e oitenta centímetros). 6.5 Mezaninos ou jiraus Art. 175 - É permitida a construção de mezaninos ou jiraus em compartimentos que tenham pé-direito de até 6,50m (seis e cinquenta centímetros) desde que o espaço aproveitável com essa construção guarde boas condições de iluminação e não resulte em prejuízo para as condições de ventilação e iluminação dos compartimentos onde essa construção for executada. 1 - Não será permitida a construção de mezaninos ou jiraus, em compartimentos com pé direito médio inferior a 5.50m (cinco metros e cinquenta centímetros). 2 - O pé-direito médio deve ser de no mínimo 2,20cm (dois metros e vinte centímetro) e em nenhum local dos compartimentos inferior a 1,80m (um metro e oitenta centímetros). Art. 176 - Os mezaninos ou jiraus deverão ser construídos de maneira a atender às seguintes condições: I - permitir em passagem livre por baixo, com altura mínima de 3.00m (três metros); II - terem parapeito com altura mínima de 1,10m (um metro e dez centímetros); III - terem escada fixa de acesso com largura mínima exigida para o uso da edificação. 1 - Quando os mezaninos ou jiraus forem projetados para acesso e utilização como parte da atividade a que atende, a escada a que se refere o inciso III do presente artigo deverá ser dimensionada conforme estabelece o Capítulo 7 - Da Circulação e Segurança, e será disposta de maneira a não prejudicar a circulação do respectivo compartimento, atendendo às demais condições que lhe forem aplicáveis. 2 - Os mezaninos ou jiraus de uso restrito poderão ter acesso por escadas helicoidais com diâmetro mínimo de 1,30m (hum metro e trinta centímetros). Art. 177 - Não será permitida a construção de mezaninos ou jiraus que cubram mais de 50% (cinquenta por cento) da área do compartimento em que forem instalados.

6.6 Subdivisão de compartimentos Art. 178 - A subdivisão de compartimentos em caráter definitivo, com paredes chegando ao forro, só será permitida quando os compartimentos resultantes satisfizerem às exigências desta Lei, tendo em vista sua função. Art. 179 - Os compartimentos formados por divisórias e destinados a consultórios ou escritórios estarão isentos de possuir aberturas diretas para o exterior, desde que a divisória permita a passagem de iluminação e ventilação, conforme estabelece esta Lei. Art. 180 - Não será permitida a colocação de forro constituindo teto sobre compartimentos formados por divisórias, podendo tais compartimentos, entretanto, ser guarnecidos na parte superior, com elementos vazados que não prejudiquem a iluminação e ventilação dos compartimentos resultantes. Parágrafo único. O disposto neste Artigo não se aplicará aos compartimentos classificados como especiais na forma desta Lei, que deverão ser objeto de Projeto de Iluminação e Ventilação Artificial. 6.7 Iluminação, ventilação e acústica dos compartimentos 6.7.1 Regras gerais Art. 181 - Para efeito de insolação, iluminação e ventilação, todos os compartimentos de permanência prolongada e transitória deverão dispor de abertura direta para logradouro ou pátio, de acordo com as dimensões mínimas fixadas nas Tabelas Nºs I, II, III E IV, constantes do Anexo Nº 1.1 da presente Lei, e nos Capítulos referentes às Normas Específicas das Edificações. Art. 182 - Não será permitido a vedação de áreas de circulação, serviços comuns quando pelas mesmas se processar iluminação ou ventilação de outros compartimentos privativos. Art. 183 - Em cada compartimento, uma das vergas das aberturas, pelo menos, distará do teto no máximo 1/8 (um oitavo) do pé direito deste compartimento, não ficando nunca a altura inferior a 2,20m (dois metros e vinte centímetros), a contar do piso deste compartimento. 1º. Caso a abertura da verga mais alta de um compartimento for dotada de bandeirola, esta deverá ser dotada de dispositivo que permita a renovação de ar. 2º. Estas distâncias poderão ser modificadas desde que sejam adotados dispositivos com norma técnica comprovada, permitindo a renovação do colchão de ar entre as vergas e o forro.

Art. 184 - Nos compartimentos de permanência prolongada, será admitido rebaixamento de forro, com materiais removíveis por razões estéticas ou técnicas, desde que o pé-direito resultante, medido no ponto mais baixo do forro, seja de 2,40m (dois metros e quarenta centímetros), no mínimo. Art. 185 - Em observância ao disposto no Código Civil, nenhuma abertura voltada para a divisa do lote de terceiros poderá ter qualquer de seus pontos situado a menos de 1,50m (um metro e cinquenta centímetros). 6.7.2 Pátios e reentrâncias Art. 186 - Os pátios e reentrâncias destinam-se a iluminar e ventilar compartimentos, de uso prolongado ou transitório, que não possam ser iluminados e ventilados por aberturas diretas para o exterior. 1º. Os pátios classificam-se em: I - pátio aberto, quando se comunica com os recuos de frente, lateral ou fundo e cuja profundidade não ultrapasse 04 (quatro) vezes a dimensão aberta. II - pátio ou poço fechado, quando limitado por quatro paredes de um mesmo edifício, ou quando, embora limitado por duas ou três paredes de um mesmo edifício, possa vir a ser fechado por paredes de edifícios vizinhos. III - reentrância é o pátio para o qual um mesmo edifício tem três faces, ou quando, embora limitado por duas faces de um mesmo edifício, possa vir a ter uma terceira formada pela parede do edifício vizinho. Art. 187 - Os compartimentos de permanência prolongada, podem ser insolados, iluminados e ventilados através de poços fechados, servindo a apenas uma unidade por pavimento, desde que estes atendam às seguintes condições: I para unidades residenciais unifamiliares: permitam a inscrição de um círculo de diâmetro mínimo de 1,50m (um metro e cinquenta centímetros) e área mínima de 3,00m (três metros quadrados); II para edifícios residenciais multifamiliares : permitam a inscrição de um círculo de diâmetro mínimo de 3,00 m (três metros), acrescido de 12 cm (doze centímetros), por cada pavimento acima do quarto, desde que a área mínima seja de 9,00m² (nove metros quadrados); III - para edifícios não residenciais, permitam a inscrição de um círculo de 2,40 m (dois metros e quarenta centímetros) de diâmetro, acrescido de 12 cm (doze centímetros), no diâmetro por cada pavimento acima do quarto pavimento, desde que a área mínima seja de 6,00m² (seis metros quadrados); IV a seção horizontal definida para o pátio fechado deverá ser constante ao longo de toda a sua altura, a partir do primeiro pavimento servido.

Art. 188 - Os compartimentos de permanência prolongada situados em um mesmo pavimento e pertencente a unidades habitacionais distintas podem ser insolados, iluminados e ventilados, através de um mesmo poço fechado, desde que este atenda às seguintes condições: I - para edifícios residenciais, permitam a inscrição de um círculo de diâmetro mínimo de 4,00 m (quatro metros), acrescido de 12 cm (doze centímetros), por cada pavimento acima do quarto pavimento, desde que a área mínima seja de 16,00m² (dezesseis metros quadrados); II - para edifícios não residenciais, permitam a inscrição de um círculo de 3,00m (três metros) de diâmetro, acrescido de 12 cm (doze centímetros), no diâmetro por cada pavimento acima do quarto pavimento, desde que a área mínima seja de 9,00m² (nove metros quadrados); III a seção horizontal definida para o pátio fechado deverá ser constante ao longo de toda a sua altura, a partir do primeiro pavimento servido. Art. 189 - Os compartimentos de permanência transitória podem ser insolados, iluminados e ventilados através de poços fechados, desde que estes atendam às seguintes condições: I - permitam a inscrição de um círculo de diâmetro mínimo de 1,50 m (Um metro e cinquenta centímetros), acrescido de 12 cm (doze centímetros), por cada pavimento acima do quarto pavimento, desde que a área mínima seja de 4,50m² (quatro e meio metros quadrados); II a seção horizontal definida para o pátio fechado deverá ser constante ao longo de toda a sua altura, a partir do primeiro pavimento servido. Art. 190 - Os poços para ventilação e iluminação simultâneas de compartimentos de permanência prolongada e de permanência transitória devem ser dimensionados para atendimento dos primeiros. Art. 191 - Os poços e reentrâncias destinados à insolação e ventilação, podem ser cobertos com material translúcido sem prejuízo da ventilação. Art. 192 - Os compartimentos de permanência prolongada, situados em um mesmo pavimento, podem ser insolados, iluminados e ventilados através de poços abertos, cujas paredes opostas distem: I - no mínimo 3,00 m (três metros) para compartimentos da mesma unidades; II - no mínimo 4,00 m (quatro metros) para compartimentos de unidades distintas; Art. 193 - Os compartimentos de permanência transitória, situados em um mesmo pavimento, podem ser insolados, iluminados e ventilados através de poços abertos desde que as paredes opostas distem, no mínimo, 1,50 m (um metro e cinquenta centímetros).

6.7.3 Ventilação indireta por chaminé, especial ou zenital Art. 194 - Os compartimentos de permanência transitória poderão ser dotados de iluminação artificial e ventilação indireta, ventilação por chaminé ou ventilação especial, de acordo com os seguintes requisitos: I - ventilação indireta, obtida por abertura próxima ao teto do compartimento e que se comunica, através de compartimento contíguo, com o exterior ou com pátios, desde que: a) a abertura tenha área mínima de 0,40m 2 (quarenta centímetros quadrados) e a menor dimensão não seja inferior a 0,20m (vinte centímetros); b) a comunicação através do compartimento contíguo tenha área mínima de 0,40m 2 (quarenta centímetros quadrados), a menor dimensão não seja inferior a 0.40m(quarenta centímetros) e que a distância até o exterior ou pátio, seja de no máximo, 4,00m (quatro metros); II - ventilação obtida por chaminé de tiragem, desde que: a) a chaminé ultrapasse, pelo menos, em 1,00m (um metro) o ponto mais alto da cobertura da parte da edificação onde esteja situada; b) a seção transversal seja capaz de conter um círculo de 0,60m (sessenta centímetros) de diâmetro e tenha área mínima correspondente a 0,04m 2 (quatro centímetros quadrados) por metro de altura (H); c) a altura (H) da chaminé seja medida, em metros, desde a base até o seu término; d) a abertura entre o compartimento e a chaminé tenha área mínima de 0,40m 2 (quarenta centímetros quadrados) e a menor dimensão não seja inferior a 0,20m (vinte centímetros); e) a chaminé tenha na base um dos requisitos seguintes: 1 - comunicação com o exterior, diretamente por meio de dutos, com seção transversal, cujas dimensões não sejam inferiores à metade das exigências para a chaminé e com dispositivos para regular a entrada do ar; 2 - abertura com dimensões não inferiores à metade das exigências para a seção transversal da chaminé, abrindo diretamente para andar aberto em pilotis ou para logradouro ou pátios; 3 - abertura com dimensões não inferiores à metade das exigências para a seção transversal da chaminé, comunicando-se, através de compartimento contíguo, para o exterior ou pátios, com comprimentos não superior a 5,00m (cinco metros);

III - Ventilação especial, obtida por renovação ou condicionamento de ar, mediante equipamento adequado que proporcione, pelo menos, uma renovação do volume de ar do compartimento, por hora, ou sistema equivalente. Parágrafo único - A abertura para ventilação entre o compartimento e a comunicação com o exterior (item I) ou com a chaminé (item II) não poderá ser inferior a 6/100 (seis centésimos) da área do compartimento. Art. 195 - O disposto no Artigo anterior não se aplica a compartimentos de permanência transitória como escadas, rampas, elevadores e seus patamares e antecâmaras, quando de uso comum ou coletivo, os quais deverão dispor de iluminação e ventilação, pelo menos, na forma do disposto no art. 189 ou atendidas, quando for o caso, as disposições dos, do Art. (artigo que trata das escadas de segurança) Comentado [s1]: SERÁ DETERMINADO PELO CONTEÚDO DO CAPÍTULO 7 Art. 196 - Os compartimentos especiais e outros que, pelas suas características e condições vinculadas à destinação, não apresentem aberturas diretas para o exterior ou tenham excessiva profundidade em relação às aberturas, ficam dispensados das exigências dos artigos 181, 200 e 201, devendo apresentar, conforme a função ou atividade neles exercidas, soluções de iluminação artificial e ventilação mecânica tecnicamente comprovadas e devidamente certificadas por profissional habilitado. Parágrafo único - A mesma solução poderá ser estendida a compartimentos de permanência prolongada, que integrando conjunto que justifique o tratamento excepcional, tenham comprovadamente asseguradas condições de higiene, conforto e salubridade, comprovadas por normas técnicas oficiais. Art. 197 - Os compartimentos de permanência transitória ou de uso especial poderão ser ventilados e iluminados por abertura zenital que deverá ter área equivalente a 50% (cinqüenta por cento) da área mínima exigida para os vãos de iluminação e ventilação desses compartimentos. Art. 198 - Aos compartimentos sem permanência será facultado disporem apenas de ventilação, que poderá ser assegurada pela abertura de comunicação com outro compartimento de permanência prolongada ou transitória. 6.7.4 Relação piso aberturas Art. 199 - Os compartimentos de permanência prolongada, para serem suficientemente iluminados e ventilados, deverão satisfazer às condições seguintes: I - ter profundidade inferior ou igual a 3 (três) vezes o seu pé-direito, sendo a profundidade contada a começar da abertura iluminante; II - ter profundidade inferior ou igual a 3 (três) vezes a sua largura, sendo a profundidade contada a começar da abertura iluminante; Art. 200 - As aberturas para iluminação e ventilação dos compartimentos de permanência prolongada e transitória deverão apresentar as seguintes condições mínimas:

I - área correspondente a 1/6 (um sexto) da área do compartimento, se este for de permanência prolongada, e a 1/8 (um oitavo) da área do compartimento, se for de permanência transitória; II - em qualquer caso, não terão áreas inferiores a 0,70m 2 (setenta centímetros quadrados) para compartimentos de permanência prolongada e 0,30m 2 (trinta centímetros quadrados) para permanência transitória; III - metade, no mínimo, da área exigida para a abertura deverá permitir ventilação; IV - a distância entre a face inferior da verga da abertura e o piso não poderá ser inferior a 2,20m (dois metros e vinte centímetros). Art. 201 - Os pórticos, alpendres, terraços cobertos, marquises, saliências ou quaisquer outras coberturas, que se situarem externamente sobre as aberturas destinadas à iluminação ou ventilação dos compartimentos, serão considerados no cálculo dos limites fixados nos Artigos 199 e 200.