História dos SOs. Tópicos



Documentos relacionados
SISTEMAS OPERACIONAIS

Prof. Antonio Fundamentos de Sistemas Operacionais UNIP/2015

Sistemas Operacionais

Conceitos Básicos sobre Sistemas Operacionais

Sistemas Operacionais. Professor Leslier Soares Corrêa

Breve Histórico de Sistemas Operacionais

Sistema Operacional. História Sistema Operacional 1. QI Escolas e Faculdades Apostila de Linux

Sistemas Operacionais Arquitetura e organização de sistemas operacionais: Introdução. Prof. MSc. Hugo Souza

Programador Web - Pronatec

PLANO DE AULA. Ambiente Operacional Unix Profa. Morganna

Introdução à Sistemas Operacionais. Glauber Magalhães Pires

Sistemas Operacionais

SOP Sistemas Operacionais Módulo 03: História e Evolução

Cursos de Computação. Sistemas Operacionais. Prof. M.Sc. Sérgio Teixeira. Aula 01 - História e Funções dos Sistemas Operacionais

A primeira geração dos computadores ocorreu de 1945 a 1955 e tinha como principal característica o uso de válvulas e painéis de programação.

Nível do Sistema Operacional

Computador Digital Circuitos de um computador (Hardware)

Sumário. Organização de Computadores Módulo 3. Primeira Geração Válvulas ( ) Primeira Geração Válvulas ( )

Introdução a Sistemas Operacionais Aula 04. Prof. Msc. Ubirajara Junior biraifba@gmail.com

Introdução e Sistemas de Numeração

Sistemas Operacionais e Introdução à Programação. Módulo 1 Sistemas Operacionais

Prof. Marcos Ribeiro Quinet de Andrade Universidade Federal Fluminense - UFF Pólo Universitário de Rio das Ostras - PURO

A Evolução dos Sistemas Operacionais

INTRODUÇÃO AOS SISTEMAS OPERACIONAIS SEMANA 03

Prof. Gregorio Perez 2007

Conceitos e Evolução Capítulos 1 e 2

Introdução à Informática

Organização de Computadores 1. Prof. Luiz Gustavo A. Martins

Classificação Quanto. Sistemas de Lotes (2) Sistemas de Lotes (3)

UFRJ IM - DCC. Sistemas Operacionais I. Unidade I Introdução. 11/02/2014 Prof. Valeria M. Bastos

UFRJ IM - DCC. Sistemas Operacionais I

RESUMO DO LIVRO. A linguagem de máquinas e o custo são analisados antes do computador ser projetado. LINGUAGEM, NÍVEIS E MÁQUINA REAIS

Abstrações e Tecnologias Computacionais. Professor: André Luis Meneses Silva /msn: andreluis.ms@gmail.com Página: orgearq20101.wordpress.

Técnico em Informática - Instalação e Manutenção de Computadores PROCESSADORES

UNIP - UNIVERSIDADE PAULISTA. Arquitetura de computadores

ARQUITETURA E ORGANIZAÇÃO DE COMPUTADORES. Prof. André Dutton

MF = (M1 * 0,4) + (M2 * 0,6) MF < 6 MF = (MF * 0,6) + (EXA * 0,4)

Montagem e Manutenção. Luís Guilherme A. Pontes

Introdução à Computação: Sistemas de Computação

Fundamentos da Informática. História dos Computadores Prof. Hélder Almeida

UNIX: Uma Breve Apresentação

CONCEITOS BÁSICOS DE SISTEMAS OPERACIONAIS. Disciplina: INFORMÁTICA 1º Semestre Prof. AFONSO MADEIRA

Disciplina de Informática. Profª. Me. Valéria Espíndola Lessa

Introdução a Computação

Arquitetura de Computadores. Introdução aos Sistemas Operacionais

Edeyson Andrade Gomes.

Sistemas Operacionais

BACHARELADO EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EaD UAB/UFSCar Sistemas de Informação - prof. Dr. Hélio Crestana Guardia

Histórico dos Sistemas Operacionais

Infra-Estrutura de Software. Introdução. (cont.)

Introdução a Computação

Um computador é um dispositivo capaz de executar cálculos e tomar decisões lógicas milhões de vezes mais rápidas do que podem os seres humanos.

1. Introdução - contextos de aplicações


Sistemas Operacionais

Informática I. Aula Aula 19-20/11/06 1

Resumo até aqui. Gerenciamento Proteção Compartilhamento. Infra-estrutura de Software

Introdução à Arquitetura de Computadores. Renan Manola Introdução ao Computador 2010/01

Professor: Roberto Franciscatto. Curso: Engenharia de Alimentos 01/2010 Aula 3 Sistemas Operacionais

I n f o r m á t i c a

SISTEMAS DISTRIBUIDOS. Prof. Marcelo de Sá Barbosa

Introdução. Sistemas Operacionais

Sistemas Operacionais

Sistemas Operacionais. Prof. M.Sc. Sérgio Teixeira. Aula 05 Estrutura e arquitetura do SO Parte 1. Cursos de Computação

Introdução aos Sistemas

Arquitetura dos Sistemas Operacionais

CONCEITOS BÁSICOS DE UM SISTEMA OPERATIVO

Gestão de Sistemas de Informação / Tecnologia da Informação

Sistemas Operacionais. Prof. André Y. Kusumoto

Apresentação. Ementa da Disciplina. Objetivo da Disciplina. DCA-108 Sistemas Operacionais

Introdução. O que vimos. Infraestrutura de Software. (cont.) História dos Sistemas Operacionais. O que vimos 12/03/2012. Primeira geração:

Fundamentos e Suporte de Computadores. Professora Monalize

1

Sistemas Operacionais

UNIX & Linux. Histórico, distribuição licença, características. Taisy Weber

Capítulo 5. Figura 5.2. Conector para o monitor.

Everson Scherrer Borges João Paulo de Brito Gonçalves

Capítulo 1 Introdução

Computador E/S, Memória, Barramento do sistema e CPU Onde a CPU Registradores, ULA, Interconexão interna da CPU e Unidade de controle.

Introdução aos Sistemas Operacionais. Computador = hardware + software. Como é formado o meu computador? E como estes componentes se comunicam?

Barramento. Barramentos. Barramento. Barramento

Modo Gráfico x Modo Texto Prof. João Paulo de Brito Gonçalves

Introdução à Engenharia de Computação

Curso Técnico em Redes de computadores. Evolução Histórica dos Computadores

Introdução/Histórico da Informática. O Computador

ORGANIZAÇÃO DE COMPUTADORES MÓDULO 3

Sistemas Operacionais I. Introdução

1. INTRODUÇÃO. Computador Digital: É uma máquina capaz de solucionar problemas através da execução de instruções que lhe são fornecidas.

Programação de. Programa. Bibliografia. Páginas electrónicas de PM. Regras das aulas de laboratório. Métodos de Ensino - Aulas

Sistemas Operacionais. Prof. André Y. Kusumoto

Instalar uma versão do Ubuntu de 32 bits ou de 64 bits?

Arquitetura de processadores: RISC e CISC

Evolução histórica dos computadores

Prof.: Roberto Franciscatto. Capítulo 1 Introdução

LINUX. Lapro I Profa. Fernanda Denardin Walker. - Aula 2 - Material adaptado de: Isabel Mansour, Marcia Moraes e Silvia Moraes SISTEMA OPERACIONAL

Sistemas Operacionais. Introdução

Gerenciamento de memória

Aula 04 B. Interfaces. Prof. Ricardo Palma

Transcrição:

História dos SOs Cap. 1 - Tanenbaum Prof. Alexandre Beletti Ferreira 1ª Geração 2ª Geração 3ª Geração 4ª Geração Tópicos 1

1ª Geração 1ª Geração: 1945 a 1955 Computadores: em meados da década de 40 Máquinas de Calcular Relés mecânicos Ciclos medidos em segundos (!) Posteriormente os relés foram substituídos por válvulas a vácuo Máquinas enormes que ocupavam uma sala inteira 2

1ª Geração: 1945 a 1955 Um único grupo de pessoas projetava, construía, programava, operava e mantinha cada máquina Toda a programação feita em linguagem de máquina pura (!) Não existia nenhuma linguagem de programação, nem mesmo Assembly! 1ª Geração: 1945 a 1955 Não existia o termo sistemas operacional O programador reservava um período de tempo Inseria seu painel de conectores no comp. Cálculos numéricos simples, como geração de tabelas de senos, co-senos e logaritmos No início dos alunos 50 as coisas melhoraram com os cartões perfurados 3

2ª Geração 2ª Geração: 1955 a 1965 A introdução do transistor ocorreu em meados da década de 50 Os computadores se tornaram confiáveis para serem vendidos para clientes Houve uma separação clara entre projetistas, construtores, operadores, programadores e pessoal de manutenção Chamados de Grande Porte ou Mainframes 4

2ª Geração: 1955 a 1965 Eram postas em salas especiais com arcondicionado e operadores profissionais Nas mão de grandes empresas, órgãos do governo, universidades Processo de execução de um job (tarefa): programava em Fortran/Assembly no papel, convertia para cartão perfurado, entregava para um operador, resultado na sala de saída 2ª Geração: 1955 a 1965 Se o compilador Fortran fosse necessário, o seu código (cartões) precisavam ser inseridos Existia o tempo ocioso (sala de máquina, submissão e saída) Solução: sistema de processamento em lotes (batch) usando um computador bom para isso (ex: IBM 1401) e a fita iria para o computador de cálculos (IBM 7094) 5

2ª Geração Fluxo do Proc. Batch 2ª Geração: 1955 a 1965 Após a geração da fita de jobs pelo computador mais simples......o operador carregava um programa especial, que lia o primeiro programa na fila e o executava, gravando a saída em outra fita Isso era feito até acabarem os jobs Esse programa especial é o ancestral dos sistemas operacionais 6

2ª Geração: 1955 a 1965 Eram usados principalmente para cálculos de engenharia e científicos Eram escritos em Fortran e Assembly Sistemas Operacionais: FMS = Fortran Monitor System IBSYS = Sistema Operacional do IBM 7094 Estrutura de um job no FMS 7

3ª Geração 3ª Geração: 1965 a 1980 No início da década de 60, os fabricantes tinhas duas linhas de produtos incompatíveis: Mainframes (7094): engenharia/ciência Comerciais (1401): bancos/seguradoras Manter as duas linhas era muito caro Além disso, alguns clientes começavam com máquinas pequenas e migravam para maiores 8

3ª Geração: 1965 a 1980 IBM tentou resolver isso criando System/360 Era uma série de máquinas de software compatível com o 1401 e o 7094 A diferença das máquinas de 360 era no preço e no desempenho, pois variavam o hardware: Capacidade máxima de memória, velocidade do processador, número de dispositivos de E/S Mas as máquinas tinha a mesma arquitetura! 3ª Geração: 1965 a 1980 Mesma arquitetura = Mesmo ISA! O 360 foi projetado para computação científica (numérica) e comercial Primeira geração importante a utilizar CIs Assim uma única família de máquinas poderia satisfazer as necessidades de todos os clientes Nos anos seguintes a IBM lançou computadores sucessores: 370, 4300, 3080, 3090 e Z 9

3ª Geração: 1965 a 1980 A intenção era que todo software (incluindo o SO OS/360) funcionasse em todos os modelos Para uso científico e comercial Ser eficiente em ambientes muito distintos Não deu certo... O resultado foi um SO enorme e complexo Milhões de linhas em Assembly, milhares de programadores e milhares de erros 3ª Geração: Multiprogramação Apesar do tamanho enorme e de seus erros, os SOs de 3ª geração atendiam aos clientes Popularizaram técnicas importantes, como o conceito de multiprogramação 10

3ª Geração: Spooling Vários jobs simultâneos precisam de ajuda do hardware (segurança, memória, etc) O 360 e outros hardwares de 3ª geração estavam preparados para isso Outro conceito importante é o Spooling (Operação Periférica Simultânea On-line) Efetuava a leitura de jobs de cartões para o disco eliminava a função dos IBM 1401 (ler os cartões separadamente) 3ª Geração: Time Sharing Ainda eram sistemas em lote, pois os jobs continuavam executando em sequência Abriu espaço para o compartilhamento de tempo (time sharing) Na verdade esse conceito é uma variante de multiprogramação Gerenciar o tempo ocioso entre as aplicações 11

3ª Geração: Time Sharing e CTSS CTSS: Primeiro SO sério com time sharing CTSS = Compatible Time Sharing System Desenvolvido pelo MIT em um IBM 7094 por volta de 1962 O conceito de time sharing somente tornou-se popular quando o hardware passou a dar suporte a ele 3ª Geração: MULTICS CTSS, Bell Labs e G.E. (General Eletric) Decidiram dar o início a um computer utility Máquina que comportaria centenas de usuários de tempo compartilhado A mesma lógica da rede elétrica (você pluga na toma e utiliza) MULTICS = Serviço de Computação e Informação Multiplexado 12

3ª Geração: MULTICS A ideia do MULTICS era uma super máquina oferecendo poder computacional para todos na região de Boston A máquina não tomou conta do mundo, porém muitas ideias surgiram ali O GE e a Bell Labs saíram e o MIT continuou Foi utilizado pela GE, Ford e Agência Nacional de Segurança dos EUA até o final dos anos 90 Deu origem ao conceitos de LANs e Sist. Dist. 3ª Geração: UNIX PDP-1 da DEC, com 4K de palavra de 18 bits Custava $120.000, menos de 5% do IBM 7094 Não era para a parte numérica e deu origem a uma sequência de PDFs incompatíveis Ken Thompson trabalhou no MULTICS e usando um PDP-7 criou uma versão monousuária do mesmo (o futuro UNIX) 13

3ª Geração: POSIX Source disponível deu origem a várias versões incompatíveis, gerando um caos Duas versões importantes: System V (AT&T) BSD (Berkeley Software Distribution) FreeBSD, OpenBSD e NetBSD Para poder escrever programas que rodassem em qualquer UNIX, o IEEE desenvolveu o POSIX 3ª Geração: POSIX Define uma interface mínima de chamadas de sistemas que os sistemas UNIX devem suportar Outros SOs que não são baseados em UNIX acabaram adotando o padrão 14

4ª Geração 4ª Geração: 1980 - hoje Circuitos LSI (Integração em Larga Escala) Chips com milhares de transistores em um centímetro quadrado de silício PC baseado em microprocessador Inspirados nos minicomputadores (PDP-11) Porém muito mais baratos Qualquer pessoa poderia ter um computador 15

4ª Geração: 1980 - hoje Intel 8080 (1974): primeiro proc. de 8 bits Z80: compatível com o 8080 feito pel Zilog SO CP/M (Control Program for Microcomputers) Criado pela Digital Research Dominou o mercado de PCs por 5 anos Motorola 6800 de 8 bits MOS Technology 6502 (usado no Apple II) 4ª Geração: Microsoft As placas do CP/M eram comercializadas por uma pequena empresa chamada Microsoft A Microsoft tinha um nicho de mercado: interpretador BASIC para o CP/M Geração seguinte: procs. de 16 bits Intel 8086 e o Intel 8088 A IBM projetou o IBM PC com o 8088 16

4ª Geração: Microsoft Microsoft ofereceu um sistema para a IBM que incluía o BASIC e um SO: o DOS DOS = Disk Operating System Foi um SO adaptado de outro (comprado) que se tornou o MS-DOS Sistemas de linha de comandos: CP/M DOS Apple DOS 4ª Geração: GUI e Apple Dough Engelbart (Stanford Research Institute) criou a GUI (Graphical User Interface) A Apple incorporou essa ideia ao Macintosh Foi lançado em 1984 CPU Motorola 6800 de 16 bits 64Kb de ROM para a GUI Apple mudou para o PowerPC de 32 bits Em 2001 lançou o Mac OS X (Unix based) Em 2005 migrou para processadores Intel 17

4ª Geração: Windows Originalmente um ambiente gráfico rodando sobre o DOS em 16 bits Os descendentes do Windows NT são sistemas gráficos completos de 32 ou 64 bits 4ª Geração: UNIX e Linux Poderoso em estações de trabalho e servidores (especialmente proc. RISC) Computadores baseados no Pentium (Celeron, Zeon, AMD, etc) adotaram o Linux como uma saída ao Windows X Window = sistema de janelas desenvolvido pelo M.I.T. Serve de base para uma GUI: KDE, Gnome, etc 18

4ª Geração: Rede e Distribuídos Meados dos anos 80 Serviços compartilhados Servidores remotos Middleware (Transparência) Reconhecer múltiplos processadores / núcleos Deu origem a área de Sistemas Distribuídos Referências TANENBAUM, A.S., WOODHULL, A., Sistemas Operacionais: Projeto e Implementação, 3ª edição. 19