Seguro Social Voluntário



Documentos relacionados
Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social. Seguro Social Voluntário

Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social. Seguro Social Voluntário

Pessoas abrangidas pelo Seguro Social Voluntário. 1. Quem é abrangido pelo Regime do Seguro Social Voluntário

incidência Contributiva Escalão ,5 x IAS Escalão entre 0,5 e 1 x IAS

Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social. Trabalhadores por Conta de Outrem

Trabalhadores Independentes Atualizado em:

GUIA PRÁTICO INSCRIÇÃO/ALTERAÇÃO MEMBROS ÓRGÃOS ESTATUTÁRIOS INSTITUTO DA SEGURANÇA SOCIAL, I.P

Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social

Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social. Seguro Social Voluntário

GUIA PRÁTICO INSCRIÇÃO/ALTERAÇÃO MEMBROS ÓRGÃOS ESTATUTÁRIOS INSTITUTO DA SEGURANÇA SOCIAL, I.P

GUIA PRÁTICO INSCRIÇÃO E ALTERAÇÃO DE DADOS PESSOA COLETIVA INSTITUTO DA SEGURANÇA SOCIAL, I.P

Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social. Seguro Social Voluntário

GUIA PRÁTICO SUBSÍDIO DE ASSISTÊNCIA A FILHOS COM DEFICIÊNCIA OU DOENÇA CRÓNICA

GUIA PRÁTICO INSCRIÇÃO E ALTERAÇÃO DE DADOS PESSOA COLECTIVA INSTITUTO DA SEGURANÇA SOCIAL, I.P

GUIA PRÁTICO SUBSÍDIO PARA ASSISTÊNCIA A FILHO

Pensão de velhice Atualizado em:

Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social. Trabalhadores Independentes

GUIA PRÁTICO LICENCIAMENTO DA ATIVIDADE DOS ESTABELECIMENTOS DE APOIO SOCIAL

TEXTO ATUALIZADO. Artigo 1.º Objeto

SEGURANÇA SOCIAL PROTEÇÃO SOCIAL DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

PRESIDÊNCIA DO GOVERNO Resolução do Conselho do Governo n.º 104/2015 de 15 de Julho de 2015

MUNICÍPIO DE SABROSA CÂMARA MUNICIPAL Divisão Administrativa, Financeira e Patrimonial- Recursos Humanos e Formação

Porquê as atualizações aos livros da LEGISLAÇÃO? Qual a frequência das atualizações aos livros da LEGISLAÇÃO?

Cálculo das contribuições Atualizado em:

Portaria n.º 129/2009, de 30 de Janeiro, Regulamenta o Programa Estágios Profissionais (JusNet 211/2009)

GUIA PRÁTICO MEDIDA EXCECIONAL DE APOIO AO EMPREGO - REDUÇÃO DE 0,75 PONTOS PERCENTUAIS DA TAXA CONTRIBUTIVA A CARGO DA ENTIDADE EMPREGADORA

Subsídio de doença Atualizado em:

Novo Regime da Reparação da Eventualidade de Desemprego

ALTERAÇÕES AO REGIME DO DESEMPREGO (comparação artigo a artigo) Redacção anterior Nova redação DL 64/2012 Artigo 9.º

GUIA PRÁTICO DECLARAÇÃO DE REMUNERAÇÕES ON-LINE INSTITUTO DA SEGURANÇA SOCIAL, I.P

GUIA PRÁTICO DISPENSA DO PAGAMENTO DE CONTRIBUIÇÕES PARA A SEGURANÇA SOCIAL RELATIVAMENTE AOS PRODUTORES DE LEITE DE VACA CRU

Incentivos à contratação

GUIA PRÁTICO DECLARAÇÃO DA SITUAÇÃO CONTRIBUTIVA PESSOA COLECTIVA INSTITUTO DA SEGURANÇA SOCIAL, I.P

GUIA PRÁTICO SUBSÍDIO DE DESEMPREGO - MONTANTE ÚNICO

SECRETARIA REGIONAL DA INCLUSÃO E ASSUNTOS SOCIAIS INSTITUTO DE EMPREGO DA MADEIRA, IP-RAM FORMULÁRIO DE CANDIDATURA

GUIA PRÁTICO REDUÇÃO DA TAXA CONTRIBUTIVA MEDIDA EXCEPCIONAL DE APOIO AO EMPREGO PARA O ANO 2010 INSTITUTO DA SEGURANÇA SOCIAL, I.

SUMÁRIO: Regula a atribuição de incentivos à contratação de jovens à procura do primeiro emprego e de desempregados de longa duração.

PAECPE. Criação do Próprio Emprego

INSTRUÇÕES DE PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO MODELO 10 RENDIMENTOS E RETENÇÕES DE SUJEITOS PASSIVOS RESIDENTES INDICAÇÕES GERAIS

Tribunal de Contas ANEXO II LEGISLAÇÃO SOBRE BENEFÍCIOS FISCAIS

Bolsas de Investigação da Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Portaria n.º 1254/2009, de 14/10 - Série I, n.º 199

Ficha de Informação Normalizada para Depósitos Depósitos à Ordem

GUIA PRÁTICO SUBSÍDIO PARA ASSISTÊNCIA A FILHO

PRESIDÊNCIA DO GOVERNO Resolução do Conselho do Governo n.º 137/2015 de 15 de Setembro de 2015

MARIA JOSÉ BANHA DEZ/ 2014 TRABALHO REALIZADO POR: PAULO ELIAS

SUBSÍDIO DE DESEMPREGO

8-(4) Diário da República, 1.ª série N.º 1 3 de Janeiro de 2011

GUIA PRÁTICO PRESTAÇÕES DE DESEMPREGO - MONTANTE ÚNICO

APOIOS DO IEFP PARA A CRIAÇÃO DO PRÓPRIO EMPREGO

Abono de Família para Crianças e Jovens Atualizado em:

Guião Prático do Fundo Especial da ex-caixa de Previdência do Pessoal dos Telefones de Lisboa e Porto

ATRIBUIÇÃO DE BOLSAS DE ESTUDO AOS ESTUDANTES DO ENSINO SUPERIOR PÚBLICO

Decreto-Lei n.º 160/80 de 27 de Maio

GUIA PRÁTICO REDUÇÃO DE TAXA CONTRIBUTIVA PRÉ REFORMA INSTITUTO DA SEGURANÇA SOCIAL, I.P

Programa de Promoção das Artes e Ofícios

DOCUMENTO DE CONSULTA REGULAMENTO DO BCE RELATIVO ÀS TAXAS DE SUPERVISÃO PERGUNTAS E RESPOSTAS

Formulários FOLHA DE ROSTO

I - Regime de contabilidade de caixa. 1. Âmbito de aplicação. (artigo 1º do regime)

GUIA PRÁTICO REGULARIZAÇÃO DE DÍVIDAS INSTITUTO DA SEGURANÇA SOCIAL, I.P

Decreto-Lei nº 323/95, de 29 de Novembro

Advocacia e Cidadania

Incentivos à contratação 2013

CÓDIGOS REGIME DE ACESSO E EXERCÍCIO DA ATIVIDADE DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS COM VEÍCULOS PRONTO-SOCORRO TERMOS DE DISPONIBILIZAÇÃO E DE UTILIZAÇÃO

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: alínea c) do n.º 1 do artigo 18.º. Assunto:

REGULAMENTO AJUDAS DE CUSTO E DE TRANSPORTE INSTITUTO POLITÉCNICO DE BEJA 1. Artigo 1.º Objeto

Decreto-Lei n.º 167-E/2013, de 31 de dezembro

Convenção sobre Segurança Social entre a República Portuguesa e a Ucrânia, de , e respetivo Acordo Administrativo, de

Capítulo 1- Agências de Viagem

Aspetos legislativos, no domínio sócio-laboral

Crédito Habitação BPI - Ficha de Informação Geral

PROTOCOLO BANCO DE MEDICAMENTOS RESPOSTAS ÀS PERGUNTAS MAIS FREQUENTES

Guião Prático do Fundo Especial da ex-caixa de Previdência do Pessoal dos Telefones de Lisboa e Porto

GUIA PRÁTICO PORTEIROS DE PRÉDIOS URBANOS E SIMILARES INSTITUTO DA SEGURANÇA SOCIAL, I.P

MINISTÉRIOS DAS FINANÇAS E DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E DO TRABALHO E DA SOLIDARIEDADE SOCIAL

OBRIGAÇÕES DECLARATIVAS 2016

DECRETO N.º 265/XII. A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte: Artigo 1.

GUIA PRÁTICO SUBSÍDIO DE DOENÇA

Regulamento de Taxas da Freguesia de Santo António

ESCOLA SUPERIOR DE HOTELARIA E TURISMO DO ESTORIL. Regulamento do Pagamento de Propinas de Mestrado

Município de Oliveira do Hospital PROJETO DO REGULAMENTO DE APOIO A INICIATIVAS EMPRESARIAIS

Artigo 33.º * Zona Franca da Madeira e Zona Franca da ilha de Santa Maria

REGULAMENTO DE JÓIAS E QUOTAS DA CE-CPLP

SEGURANÇA SOCIAL ENQUADRAMENTO

Preenchimento da Declaração Modelo 3 de IRS de 2015

MUNICÍPIO DE ALCOCHETE CÂMARA MUNICIPAL REGULAMENTO DE APOIO AO MOVIMENTO ASSOCIATIVO

AVISO Nº1/2015 OFERTA DE ESTÁGIOS PROFISSIONAIS NA ADMINISTRAÇÃO LOCAL (PEPAL- 5ª EDIÇÃO)

Ficha de Informação Normalizada para Depósitos Depósitos à ordem

Transcrição:

Ficha Técnica Autor: (DGSS) - Divisão dos Instrumentos Informativos - Direção de Serviços da Definição de Regimes Editor: DGSS Conceção Gráfica: DGSS / Direção de Serviços de Instrumentos de Aplicação Versão (outubro 2012) Os direitos de autor deste trabalho pertencem à DGSS.

Índice Pág. 1 Quem é abrangido pelo Regime do Seguro Social Voluntário 4 2 Como é efetuado o enquadramento neste regime e quando produz efeitos 4 3 A partir de quando se verifica a produção de efeitos do enquadramento 4 4 Quando cessa o enquadramento 4 5 Quais as obrigações perante a Segurança Social 5 6 Quem e quando deve efetuar o pagamento das contribuições 5 7 Como é calculado o montante das contribuições 6 8 Alteração do escalão de remuneração 8 9 Quando cessa a obrigação de pagamento de contribuições 8 10 Qual a proteção social garantida 9

1. Quem é abrangido pelo Regime do Seguro Social Voluntário Cidadãos nacionais, e cidadãos estrangeiros ou apátridas residentes em Portugal há mais de um ano, maiores, considerados aptos para o trabalho, que não estejam abrangidos por regime obrigatório de proteção social ou que, estando, os mesmos não relevem no âmbito do sistema de Segurança Social português Cidadãos nacionais que exerçam atividade profissional em território estrangeiro e que não estejam abrangidos por instrumentos internacionais de Segurança Social a que Portugal se encontra vinculado Trabalhadores marítimos e vigias portugueses que exerçam atividade em barcos de empresas estrangeiras Trabalhadores marítimos portugueses que exerçam atividade a bordo de navios de empresas comuns de pesca Tripulantes que exerçam atividade em navios inscritos no Registo Internacional de Navios da Madeira Voluntários sociais a exercerem atividade não remunerada em favor de instituições particulares de solidariedade social e de entidades detentoras de corpos de bombeiros Agentes da cooperação que reúnam as condições definidas no respetivo estatuto e que celebrem contrato para prestar serviço no quadro das relações do cooperante e que não sejam enquadrados em regime de proteção social obrigatório de outro país Bolseiros de investigação que reúnam as condições definidas no Estatuto do Bolseiro de Investigação e não estejam enquadrados em regime de proteção social obrigatório Praticantes desportivos de alto rendimento. 2. Como é efetuado o enquadramento neste regime e quando produz efeitos 4 O enquadramento no regime do seguro social voluntário depende da apresentação de requerimento, à instituição de Segurança Social competente 1, e deve ser efetuada: Pelo próprio Pela entidade que beneficia da atividade voluntária, no caso de voluntários sociais e pela entidade promotora ou executora da cooperação, no caso dos Agentes da Cooperação Portuguesa. Os cidadãos nacionais residentes em território estrangeiro podem escolher a instituição de Segurança Social pela qual pretendem ficar abrangidos. Esta opção é efetuada no momento em que requerem a adesão ao seguro social voluntário. 3. A partir de quando se verifica a produção de efeitos do enquadramento A partir do dia 1 do mês seguinte ao da apresentação do requerimento se o mesmo for deferido, isto é, se o interessado reunir as condições exigidas para ficar enquadrado neste regime. 4. Quando cessa o enquadramento O enquadramento cessa: Em qualquer momento, a requerimento do beneficiário Se o beneficiário passar a estar abrangido por regime obrigatório de proteção social Quando se verificar a falta de pagamento das contribuições por período superior a 12 meses. 1 São competentes para a inscrição e o enquadramento dos beneficiários no regime do seguro social voluntário os serviços do Instituto de Segurança Social, I.P ou os serviços da Segurança Social da Região Autónoma da Madeira ou da Região Autónoma dos Açores, em cujo âmbito territorial se situe a residência do beneficiário.

Produção de efeitos da cessação do enquadramento A cessação do enquadramento produz efeitos a partir: Do mês em que foi apresentado o respetivo requerimento Do mês seguinte àquele a que diz respeito a última contribuição paga. 5. Quais as obrigações perante a Segurança Social Obrigações dos beneficiários Pagar as contribuições à Segurança Social. Obrigações das entidades que beneficiam da atividade voluntária Indicar mensalmente às instituições competentes de Segurança Social os voluntários sociais que deixaram de exercer a respetiva atividade de voluntariado. Pagar as contribuições à Segurança Social, no caso dos beneficiários serem Bombeiros Voluntários ou Agentes da Cooperação. 5 6. Quem e quando deve efetuar o pagamento das contribuições O pagamento das contribuições é, na generalidade, da responsabilidade dos beneficiários do regime do seguro social voluntário. No caso de Praticantes Desportivos de Alto Rendimento e de Bolseiros de Investigação o pagamento das contribuições é efectuado pelo beneficiário, mas o Instituto do Desporto de Portugal, I.P. ou a instituição financiadora são responsáveis pelo valor correspondente ao 1.º escalão de rendimentos, o qual é entregue directamente ao beneficiário. Caso os Praticantes Desportivos de Alto Rendimento e os Bolseiros de Investigação optem por uma base de incidência superior o acréscimo ao valor das contribuições daí resultante é da responsabilidade dos próprios. No caso de Bombeiros Voluntários, voluntários sociais e Agentes da Cooperação, a responsabilidade do pagamento é das entidades promotoras ou executoras. O pagamento deve ser efectuado até ao dia 20 do mês seguinte àquele a que diga respeito. No caso de retoma de pagamento de contribuições, após se ter verificado a falta de pagamento das mesmas e não ter cessado o enquadramento, o beneficiário fica obrigado a pagar: As contribuições em atraso Os juros de mora decorrentes desse atraso.

7. Como é calculado o montante das contribuições O montante das contribuições é calculado, em geral, pela aplicação da taxa contributiva à remuneração convencional escolhida pelo beneficiário de entre um dos 10 escalões de base de incidência contributiva determinados por referência ao valor do Indexante dos Apoios Sociais (IAS). Taxas contributivas A partir de 1 de janeiro de 2011, aplicam-se progressivamente as seguintes taxas: Beneficiários Taxas Ano de aplicação 17,5 % 2011 19 % 2012 6 Generalidade das situações Agentes da cooperação Praticantes desportivos de alto rendimento 20,5 % 2013 22 % 2014 23,5 % 2015 25 % 2016 26,9 % 2017 Trabalhadores marítimos e vigias nacionais que exercem atividade profissional em navios de empresas estrangeiras Trabalhadores marítimos nacionais que exercem atividade a bordo de navios de empresas comuns de pesca Tripulantes que exercem atividade em navios inscritos no Registo Internacional de Navios da Madeira (MAR) 24,5 % 2011 26 % 2012 27,5 % 2013 29 % 2014 Bolseiros de investigação 29,6 % 2015 17,5 % 2011 19 % 2012 20,5 % 2013 Voluntários sociais 22 % 2014 23,5 % 2015 25 % 2016 26, 5 % 2017 27, 4 % 2018

Beneficiários Taxas Ano de aplicação 21,5 % 2011 23 % 2012 Bombeiros Voluntários 24,5 % 2013 26 % 2014 27,4 % 2015 Escalões base de incidência Escalões 1.º 419,22 EUR 1 X IAS 2.º 628,83 EUR 1,5 X IAS 3.º 838,44 EUR 2 X IAS 4.º 1048,05 EUR 2,5 X IAS 5.º 1257,66 EUR 3 X IAS 6.º 1676,88 EUR 4 X IAS 7.º 2096,10 EUR 5 X IAS 8.º 2515,32 EUR 6 X IAS 9.º 2934,54 EUR 7 X IAS 10.º 3353,76 EUR 8 X IAS 7 Nota: Os beneficiários que sejam enquadrados no seguro social voluntário com idade igual ou superior ao estabelecido no quadro referido no ponto 8. Alteração do escalão de remuneração, têm como limite o 5.º escalão de remuneração, caso não se encontrem em nenhuma das situações especiais de opção pela base de incidência. Situações especiais de opção de base de incidência contributiva Os beneficiários que: Tenham contribuído, no âmbito do regime geral de Segurança Social dos trabalhadores por conta de outrem, por período superior a 12 meses, sobre montantes superiores ao escalão de remuneração mais elevado do seguro social voluntário, podem optar por escalão mais elevado independentemente da idade Tenham cessado o enquadramento no seguro social voluntário e tenham contribuído, por um período de 12 meses, para um regime obrigatório de Segurança Social sobre uma base de incidência contributiva de valor superior à anteriormente considerada no seguro social voluntário, podem optar pelo escalão de valor igual ou imediatamente superior ao da base de incidência contributiva daquele regime ao retomarem o enquadramento no seguro social voluntário independentemente da idade.

Base de incidência após período de cessação de enquadramento Os beneficiários que tenham cessado enquadramento e iniciaram novo enquadramento: Mantêm o mesmo escalão da base de incidência que vigorava à data da cessação, ou Podem optar por outro, desde que tenham idade inferior à indicada no ponto 8. Alteração do escalão de remuneração. 8. Alteração do escalão de remuneração O beneficiário pode alterar o valor da base de incidência contributiva para: Escalões inferiores em qualquer altura Um escalão superior, desde que cumulativamente: Tenha pago contribuições pelo mesmo escalão durante pelo menos 12 meses seguidos Tenha idade inferior aos limites indicados no quadro seguinte. 8 ANO 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025 2026 2027 2028 IDADE 57 57,5 58 58,5 59 59,5 60 60,5 61 61,5 62 62,5 63 63,5 64 64,5 65 9. Quando cessa a obrigação de pagamento de contribuições A obrigação de pagamento de contribuições cessa no mês seguinte àquele em que o beneficiário a tenha requerido. Produção de efeitos da cessação A falta de pagamento das contribuições por período igual ou superior a 12 meses faz cessar a obrigação contributiva a partir do mês seguinte ao do último pagamento.

10. Qual a proteção social garantida A proteção garantida varia consoante a atividade exercida. Beneficiários Eventualidades Generalidade das situações Invalidez Agentes da cooperação Velhice Praticantes desportivos de alto rendimento Morte Trabalhadores marítimos e vigias nacionais que exercem atividade profissional em navios de empresas estrangeiras 2 Trabalhadores marítimos nacionais que exercem atividade a bordo de navios de empresas comuns de pesca 2 Tripulantes que exercem atividade em navios inscritos no Registo Internacional de Navios da Madeira (MAR) 2 Invalidez Velhice Morte Doença Doença Profissional Parentalidade 9 Bolseiros de investigação Voluntários sociais Bombeiros Voluntários 2 Invalidez Velhice Morte Doença Profissional Nota: É ainda garantida à generalidade dos cidadãos a proteção na eventualidade Encargos Familiares, através do subsistema de proteção familiar, nas condições estabelecidas no Decreto-Lei n.º 176/2003, na sua versão atualizada, a qual inclui o Abono de Família Pré-Natal e Abono de Família para Crianças e Jovens e o Subsídio de Funeral. 2 Mantém-se a atribuição de prestações a crianças e jovens em situação de deficiência e de dependência, de acordo com o anterior regime de proteção por encargos familiares Decreto-Lei n.º 133-B/97, de 30 de maio, enquanto não for regulamentada a proteção naquelas eventualidades no âmbito do subsistema de proteção familiar.

Legislação Lei n.º 110/2009, de 16 de setembro, com a redação dada pela Lei n.º 119/2009, de 30 de dezembro - Aprova o código dos regimes contributivos do sistema previdencial de Segurança Social Lei n.º 55-A/2010, de 31 de dezembro - Aprova o Orçamento do Estado para o ano de 2011. Aprova ainda o sistema de incentivos fiscais em investigação e desenvolvimento empresarial II (SIFIDE II) e o regime que cria a contribuição sobre o setor bancário Decreto Regulamentar n.º 1-A/2011, de 3 de Janeiro - Regulamenta a Lei n.º 110/2009 Portaria n.º 66/2011, de 4 de fevereiro Define os procedimentos, os elementos e os meios de prova necessários à inscrição, ao enquadramento e ao cumprimento da obrigação contributiva previstos no Decreto Regulamentar n.º 1- A/2011, de 3 de janeiro 10 Lei n.º 64-B/2011, de 30 de dezembro aprova o Orçamento de Estado para 2012 pág. 5538(72) a 5538(76) Lei n.º 20/2012, de 14 de maio Primeira alteração à Lei n.º 64-B/2011, de 30 de dezembro (Orçamento do Estado para 2012), no âmbito da iniciativa para o reforço da estabilidade financeira Decreto-Regulamentar n.º 50/2012, de 25 de setembro Procede à segunda alteração ao Decreto Regulamentar n.º 1-A/2011, de 3 de janeiro, que regulamenta o Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social