NOTA TÉCNICA 27/2011



Documentos relacionados
Ministério da Saúde Gabinete do Ministro PORTARIA Nº 122, DE 25 DE JANEIRO DE 2011

PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA DO CHOÇA ESTADO DA BAHIA

PROGRAMA DE SAÚDE NA ESCOLA

PORTARIA Nº 1679/GM Em 13 de agosto de PUBLICADA NO DIARIO OFICIAL DA UNIÃO EM 16 DE AGOSTO DE 2004 Nº 157 PAGINA 36 SEÇÃO 1

PORTARIA Nº 122, DE 25 DE JANEIRO DE 2011

PORTARIA Nº 1.599, DE 30 DE SETEMBRO DE 2015

NOTA TÉCNICA 06 /2014

RESOLUÇÃO SES/MG Nº 3.713, DE 17 DE ABRIL DE 2013.

PORTARIA Nº 750, DE 10 DE OUTUBRO DE 2006.

O Prefeito Municipal de Macuco, no uso de suas atribuições legais, faz saber que a Câmara Municipal de Macuco aprovou e ele sanciona a seguinte,

Circular 641/2014 São Paulo, 12 de Dezembro de 2014.

Ministério da Saúde Gabinete do Ministro PORTARIA Nº 121, DE 25 DE JANEIRO DE 2012

NOTA TÉCNICA 13 /2013

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SANTA CATARINA

NOTA TÉCNICA REDE DE CUIDADOS À PESSOA COM DEFICIÊNCIA NO ÂMBITO DO SUS

LEI Nº 2.581/2009. O Prefeito Municipal de Caeté, Minas Gerais, faz saber que a Câmara Municipal aprovou e ele sanciona a seguinte Lei:

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA SETEC

NÚCLEO DE EXTENSÃO E PÓS-GRADUAÇÃO- NEPG REGULAMENTO DAS ATIVIDADES DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA. CAPÍTULO I Das considerações gerais

PORTARIA No , DE 25 DE SETEMBRO DE 2013

Ministério da Saúde Gabinete do Ministro PORTARIA INTERMINISTERIAL Nº 2.299, DE 3 DE OUTUBRO DE 2012

REGULAMENTO DE ESTÁGIO DOS CURSOS DE GRADUAÇÃO NO INSTITUTO FEDERAL DE RONDÔNIA

PODER EXECUTIVO. Publicado no D.O de DECRETO Nº DE 12 DE FEVEREIRO DE 2010

RESOLUÇÃO CEG nº 12/2008

NOTA TÉCNICA

MINUTA DE PORTARIA v

DECRETO Nº 1.565, DE 26 DE MARÇO DE 2009

Decreto Nº de 21/09/2009

LEI Nº DE 21 DE MAIO DE 2012.

PROJETO DE LEI Nº... (Autoria: Poder Executivo) CAPÍTULO I DA CARREIRA

Atenção Básica agora é Prioridade!

GILBERTO KASSAB, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei,

PROGRAMA ACADEMIA DA SAÚDE

REGULAMENTO DE PROCEDIMENTO E CRITÉRIOS PARA DECLARAÇÃO DE CUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÕES DE PRESTADORA DO STFC. Capítulo I Das Disposições Gerais

PORTARIA Nº 648/GM DE 28 DE MARÇO DE 2006.

- REGIMENTO INTERNO. Aprovado pelo Conselho de Administração da Garantisudoeste.

ORIENTAÇÕES ACERCA DA APLICAÇÃO DA LEI DE 2014

A PREFEITA DO MUNICÍPIO DE CONTAGEM, no uso de suas atribuições legais, DECRETA: CAPÍTULO I DA JORNADA DE TRABALHO

PREFEITURA DE PALMAS SECRETARIA MUNICIPAL DE GOVERNO E RELAÇÕES INSTITUCIONAIS

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

REDEFINE AS REGRAS DO PROGRAMA ACADEMIA DA SAÚDE

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE E DO ESPORTE - CEFID RESOLUÇÃO 01/2008/CEFID

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

LEI Nº 088/2007. O PREFEITO MUNICIPAL DE SANTIAGO, RS no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo Art.68,III de Lei Orgânica do Município,

Manual do Trabalho de Conclusão de Curso

2º. Por se tratar de bolsa de estudo, não haverá incidência de pagamento de 13º (décimo terceiro) salário, férias ou demais direitos trabalhistas.

ANTEPROJETO DE DECRETO (OU LEI) (A ser Publicado no Diário Oficial do Município/Estado)

RESOLUÇÃO Nº 07, de 1º de setembro de 2010.

NOTA TÉCNICA

REGIMENTO INTERNO DA VIII CONFERÊNCIA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

PORTARIA Nº 08, DE DEZEMBRO DE 2014

LEI Nº 7.498, DE 25 DE JUNHO DE 1986

PORTARIA Nº 2.662, DE 13 DE NOVEMBRO DE 2014

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ FACULDADE DE MATEMÁTICA CURSO DE MATEMÁTICA REGULAMENTO N 001, DE 13 DE DEZEMBRO DE 2013

Portaria GM/MS n.º 263, de 5 de fevereiro de 2002.

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CONSELHO SUPERIOR DE ADMINISTRAÇÃO RESOLUÇÃO N.º 1.132, DE 2 DE JULHO DE 2003.

ANEXO II DA DEFINIÇÃO E OBJETIVO DO ESTÁGIO

MINISTÉRIO DO ESPORTE E TURISMO PORTARIA Nº 57, DE 09 DE MAIO DE 2001

PORTARIA No , DE 7 DE NOVEMBRO DE 2013

DECRETO CAPÍTULO I DOS OBJETIVOS

REGULAMENTO GERAL DOS GRUPOS DE PESQUISA DO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE PERNAMBUCO

Define e Classifica as Instituições Geriátricas no âmbito do Estado de São Paulo e dá providências correlatas

RESOLUÇÃO Nº 18, 5 DE JUNHO DE 2014.

O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE ARAPIRACA/AL,

DELIBERAÇÃO Nº 02/2015-CEE/PR. Dispõe sobre as Normas Estaduais para a Educação em Direitos Humanos no Sistema Estadual de Ensino do Paraná.

CONSIDERANDO os pronunciamentos contidos no Processo nº 39460/2006:

O Secretário de Atenção à Saúde, no uso de suas atribuições,

PORTARIA DETRAN/RS Nº 456, DE 22 DE DEZEMBRO DE Institui a Biblioteca do DETRAN/RS e dá outras disposições. O DIRETOR-PRESIDENTE DO

PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE SISTEMA MUNICIPAL DE ENSINO CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

LEI Nº , DE 30 DE JUNHO DE

Governo do Estado do Rio de Janeiro Secretaria de Estado de Fazenda Departamento Geral de Administração e Finanças TERMO DE REFERÊNCIA

REGULAMENTO DA PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU CAPÍTULO I DA CARACTERIZAÇÃO DOS CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU

INSTRUÇÃO NORMATIVA 006/2014-UNEMAT

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 321, DE 2014

Regimento Interno da Comissão Permanente de Perícia Médica, Segurança e Higiene do Trabalho CPMSHT

DECRETO Nº 713, DE 1º DE ABRIL DE 2013

RESOLUÇÃO Nº 57/2001, DE 12 DE SETEMBRO DE 2001

PREFEITURA MUNICIPAL DE MACUCO GABINETE DO PREFEITO

Superior Tribunal de Justiça

MUNICÍPIO DE PASSO FUNDO SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO

RESOLUÇÃO Nº 08, DE 18 DE ABRIL DE 2013.

REGULAME TO DE ESTÁGIO

ESTADO DE MATO GROSSO PREFEITURA MUNICIPAL DE ALTO TAQUARI LEI Nº 701/2012

LEI Nº 2.176, DE 17 DE JULHO DE (ATUALIZADA ATÉ A LEI Nº 2.666, DE 20 DE AGOSTO DE 2010)

Contratação de serviços de consultoria técnica especializada pessoa física. PROJETO: PLANIFICAÇÃO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE.

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME GABINETE DO MINISTRO PORTARIA Nº 566,DE 14 DE NOVEMBRO DE 2005.

O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições que lhe conferem os incisos I e II do parágrafo único do art. 87 da Constituição, e

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL CONSELHO SUPERIOR DA UNIVERSIDADE RESOLUÇÃO CONSUN Nº 009/2012

MINUTA DA RESOLUÇÃO DA COMISSÃO DE IMPLANTAÇÃO DAS 30 HORAS SEMANAIS DO CEFET-MG

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE SÃO PAULO RESOLUÇÃO TRE/SP Nº 182/2007

PROJETO DE LEI. c) Quadro de Oficial Auxiliar Bombeiro Militar (QOABM): - 44 (quarenta e quatro) Capitães.

RESOLUÇÃO Nº 29/08-CEPE

Transcrição:

Proposta de alteração do cumprimento da carga horária obrigatória destinada aos profissionais médicos das Equipes de Saúde da Família - ESF disposta na Política Nacional de Atenção Básica 1

NOTA TÉCNICA 15/2011 INTRODUÇÃO Na reunião da CIT de março de 2011, CONASS e Conasems solicitaram que a Atenção Primária à Saúde fosse a pauta principal das discussões daquele fórum, em sua próxima reunião. Nas reuniões do GT de Atenção à Saúde que a APS foi discutida, foi pautada a questão do não cumprimento da carga horária pelos médicos da ESF - o que acarreta problemas para a gestão e vem sendo alvo de auditorias pelos órgãos de controle. O Ministério da Saúde apresentou proposta semelhante a desta minuta de Portaria, que foi amplamente discutida, e naquela ocasião, foi encaminhada a decisão que qualquer alteração na carga horária desses profissionais, não seria considerado Saúde da Família, mas outra forma de APS com financiamento menor que o da Estratégia. Na reunião seguinte, o diretor do DAB informou que a proposta não foi aceita pelo grupo gestor do ministério e que voltaria para discussão. O DAB promoveu uma reunião nos dias 09 e 10 de junho, com a participação dos coordenadores estaduais da APS e da média e alta complexidade, além dos presidentes dos Cosems dos estados, onde foi apresentada e discutida proposta semelhante No dia 17 de julho, por ocasião de outra reunião do GT de Atenção, o DAB apresentou uma minuta de portaria, propondo alteração do cumprimento da carga horária obrigatória destinada aos profissionais médicos das Equipes de Saúde da Família. PROPOSTA Alterar disposições sobre o cumprimento da carga horária obrigatória destinada aos profissionais médicos das Equipes de Saúde da Família - ESF disposta na Política Nacional de Atenção Básica e dá outras providências.

DESTAQUES DA MINUTA Art. 1º Alterar o Anexo I da Política Nacional de Atenção Básica, aprovada pela Portaria nº 648/GM, de 28 de março de 2006, no que se refere ao disposto no Capítulo II, itens 2.1.IV; 3.I; e 6.I. e, e no Capitulo III, item 5.1, que passam a vigorar com a seguinte redação: DAS RESPONSABILIDADES DE CADA NÍVEL DE GOVERNO Compete às Secretarias Municipais de Saúde e ao Distrito Federal: assegurar o cumprimento da carga horária de todos os profissionais nas equipes de saúde da família, de saúde bucal e de agentes comunitários de saúde, obedecendo aos seguintes parâmetros e condições: a) Equipe de Saúde da Família com todos os seus integrantes cumprindo jornada de 40 horas semanais com exceção daqueles que devem dedicar ao menos 32 horas de sua carga horária para atividades na equipe de SF e até 8 horas do total de sua carga horária para atividades de residência multiprofissional e/ou de medicina de família e de comunidade, ou trabalho em serviços da rede de urgência do município. O município receberá repasse mensal equivalente a 100% do valor do incentivo financeiro (PAB- Variável) por esta equipe, sendo permitida sua participação no Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB) b) Serão admitidas, também, as seguintes modalidades de inserção dos profissionais médicos nas Equipes de Saúde da Família, com as respectivas equivalências: 3

- 02 (dois) médicos integrados a uma equipe, cumprindo carga horária semanal de 30 horas (equivalente a 01 (um) médico com jornada de 40 horas semanais), sendo permitida a participação no PMAQ-AB. - 03 (três) médicos cumprindo carga horária semanal de 30 horas (equivalente a 02 (dois) médicos com jornada de 40 horas, de duas equipes); e 04 (quatro) médicos com carga horária semanal de 30 horas (equivalente a 03 (três) médicos com jornada de 40 horas semanais, de 3 equipes), sendo permitida a participação no PMAQ-AB. - 02 (dois) médicos integrados a uma equipe, cumprindo individualmente jornada de 20 horas semanais, e demais profissionais com jornada de 40 horas semanais: o município receberá repasse mensal equivalente a 85% do valor do incentivo financeiro (PAB- Variável) por equipe nesta modalidade, sendo permitida sua participação no PMAQ-AB. - 01 (um) médico cumprindo jornada de 20 horas semanais e demais profissionais com jornada de 40 horas semanais (Equipe Transitória): o município receberá repasse mensal equivalente a 55% do valor do incentivo financeiro (PAB- Variável) por esta modalidade de equipe, sendo vedada sua participação no PMAQ-AB. c) A quantidade de Equipes de Saúde da Família na modalidade transitória ficará condicionada aos seguintes critérios: - município com até 20 mil habitantes e contando com 01 (uma) a 02 (duas) equipes de Saúde da Família, poderá ter até 02 (duas) equipes na modalidade transitória; - município com até 20 mil habitantes e contando com 03 (três) equipes de Saúde da Família, poderá ter até 02 (duas) equipes na modalidade transitória; 4

- município com até 20 mil habitantes e com mais de 03 (três) equipes poderá ter até 50% das equipes de Saúde da Família na modalidade transitória; - municípios com população entre 20 e 50 mil habitantes poderá ter até 30% (trinta por cento) das equipes de Saúde da Família na modalidade transitória; - município com população entre 50 e 100 mil habitantes poderá ter até 20% (vinte por cento) das equipes de Saúde da Família na modalidade transitória; - município com população acima de 100 mil habitantes poderá ter até 10% (dez por cento) das equipes de Saúde da Família na modalidade transitória; DA SUSPENSÃO DO REPASSE DE RECURSOS DO PAB O Ministério da Saúde suspenderá o repasse de recursos dos incentivos a equipes de Saúde da Família ou de Saúde Bucal ao município e/ou ao Distrito Federal, nos casos em que forem constatadas, por meio do monitoramento e/ou da supervisão direta do Ministério da Saúde ou da Secretaria Estadual de saúde ou por auditoria do DENASUS, alguma das seguintes situações: - ausência de qualquer um dos profissionais da equipe, com suspensão imediata de 50% do repasse e prazo de 60 (sessenta) dias para regularização. Após este prazo, a não regularização implicará na suspensão total do repasse. Estão ressalvados, ainda, os períodos em que a contratação de profissionais esteja impedida por legislação específica; 5

Anexo PORTARIA Nº xxxx, DE xx DE XXXXXXX DE 2011. Altera disposições sobre o cumprimento da carga horária obrigatória destinada aos profissionais médicos das Equipes de Saúde da Família - ESF disposta na Política Nacional de Atenção Básica e dá outras providências. O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso da atribuição que lhe confere o art. 87, parágrafo único, inciso II da Constituição Federal, e Considerando o disposto na Política Nacional de Atenção Básica aprovada pela Portaria nº 648/GM, de 28 de março de 2006, publicada no Diário Oficial da União nº 61, de 29 de março de 2006, Seção 1, página 71; Considerando a transformação do PSF em uma estratégia de abrangência nacional que demonstra necessidade de adequação de suas normas, em virtude da experiência acumulada nos diversos estados e municípios brasileiros; Considerando o trabalho em equipe como princípio da Atenção Básica para garantia da integralidade na atenção à saúde da população; Considerando o disposto na Política Nacional de Atenção Básica publicada pela Portaria n 648/GM, de 28 de março de 2006; Considerando as discussões em andamento, de forma tripartite, para a publicação de uma nova Política Nacional de Atenção Básica; Considerando as dificuldades de provimento e fixação de médicos para a Estratégia de Saúde da Família; Considerando o disposto na Portaria nº 1.654/GM, de 19 de julho de 2011, publicada no Diário Oficial da União nº 138, de 20 de julho de 2011, Seção 1, página 79, que instituiu o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB) e o Incentivo Financeiro do PMAQ-AB, denominado Componente de Qualidade do Piso de Atenção Básica Variável - PAB Variável. 6

R E S O L V E: Art. 1º Alterar o Anexo I da Política Nacional de Atenção Básica, aprovada pela Portaria nº 648/GM, de 28 de março de 2006, no que se refere ao disposto no Capítulo II, itens 2.1.IV; 3.I; e 6.I. e, e no Capitulo III, item 5.1, que passam a vigorar com a seguinte redação: 2 - DAS RESPONSABILIDADES DE CADA NÍVEL DE GOVERNO [...] 2.1 Compete às Secretarias Municipais de Saúde e ao Distrito Federal: [...] IV - assegurar o cumprimento da carga horária de todos os profissionais nas equipes de saúde da família, de saúde bucal e de agentes comunitários de saúde, obedecendo aos seguintes parâmetros e condições: c) Equipe de Saúde da Família com todos os seus integrantes cumprindo jornada de 40 horas semanais com exceção daqueles que devem dedicar ao menos 32 horas de sua carga horária para atividades na equipe de SF e até 8 horas do total de sua carga horária para atividades de residência multiprofissional e/ou de medicina de família e de comunidade, ou trabalho em serviços da rede de urgência do município. O município receberá repasse mensal equivalente a 100% do valor do incentivo financeiro (PAB- Variável) por esta equipe, sendo permitida sua participação no Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB) d) Serão admitidas, também, as seguintes modalidades de inserção dos profissionais médicos nas Equipes de Saúde da Família, com as respectivas equivalências: - 02 (dois) médicos integrados a uma equipe, cumprindo individualmente carga horária semanal de 30 horas (equivalente a 01 (um) médico com jornada de 40 horas semanais), sendo permitida a participação no PMAQ-AB. Esta equipe deverá necessariamente ter responsabilidade sanitária por um território definido e adscrição de clientela, garantindo o vínculo e a longitudinalidade do 7

cuidado, e as atribuições gerais e específicas dos médicos são as mesmas já definidas na Portaria 648/GM; - 03 (três) médicos cumprindo individualmente carga horária semanal de 30 horas (equivalente a 02 (dois) médicos com jornada de 40 horas, de duas equipes); e 04 (quatro) médicos com carga horária semanal de 30 horas (equivalente a 03 (três) médicos com jornada de 40 horas semanais, de 3 equipes), sendo permitida a participação no PMAQ-AB. Nestes casos específicos, as equipes das quais estes profissionais fazem parte deverão necessariamente ter responsabilidade sanitária por um território definido e adscrição de clientela, garantindo o vínculo e a longitudinalidade do cuidado, e as atribuições gerais e específicas dos médicos são as mesmas já definidas na Portaria 648/GM; - 02 (dois) médicos integrados a uma equipe, cumprindo individualmente jornada de 20 horas semanais, e demais profissionais com jornada de 40 horas semanais: o município receberá repasse mensal equivalente a 85% do valor do incentivo financeiro (PAB- Variável) por equipe nesta modalidade, sendo permitida sua participação no PMAQ-AB. Esta equipe deverá necessariamente ter responsabilidade sanitária por um território definido e adscrição de clientela, garantindo o vínculo e a longitudinalidade do cuidado, e as atribuições gerais e específicas dos médicos são as mesmas já definidas na Portaria 648/GM; - 01 (um) médico cumprindo jornada de 20 horas semanais e demais profissionais com jornada de 40 horas semanais (Equipe Transitória): o município receberá repasse mensal equivalente a 55% do valor do incentivo financeiro (PAB- Variável) por esta modalidade de equipe, sendo vedada sua participação no PMAQ-AB. 8

c) A quantidade de Equipes de Saúde da Família na modalidade transitória ficará condicionada aos seguintes critérios: - município com até 20 mil habitantes e contando com 01 (uma) a 02 (duas) equipes de Saúde da Família, poderá ter até 02 (duas) equipes na modalidade transitória; - município com até 20 mil habitantes e contando com 03 (três) equipes de Saúde da Família, poderá ter até 02 (duas) equipes na modalidade transitória; - município com até 20 mil habitantes e com mais de 03 (três) equipes poderá ter até 50% das equipes de Saúde da Família na modalidade transitória; - municípios com população entre 20 e 50 mil habitantes poderá ter até 30% (trinta por cento) das equipes de Saúde da Família na modalidade transitória; - município com população entre 50 e 100 mil habitantes poderá ter até 20% (vinte por cento) das equipes de Saúde da Família na modalidade transitória; - município com população acima de 100 mil habitantes poderá ter até 10% (dez por cento) das equipes de Saúde da Família na modalidade transitória; Capítulo III [...] 5- DA SUSPENSÃO DO REPASSE DE RECURSOS DO PAB 5.1. Da Suspensão do repasse de recursos do PAB variável: O Ministério da Saúde suspenderá o repasse de recursos dos incentivos a equipes de Saúde da Família ou de Saúde Bucal ao município e/ou ao Distrito Federal, nos casos em que forem constatadas, por meio do monitoramento e/ou da supervisão direta do Ministério da Saúde ou da Secretaria Estadual de saúde ou por auditoria do DENASUS, alguma das seguintes situações: [...] 9

II - ausência de qualquer um dos profissionais da equipe, com suspensão imediata de 50% do repasse e prazo de 60 (sessenta) dias para regularização. Após este prazo, a não regularização implicará na suspensão total do repasse. Estão ressalvados, ainda, os períodos em que a contratação de profissionais esteja impedida por legislação específica; Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. ALEXANDRE ROCHA SANTOS PADILHA 10