Lei Complementar Nº 6/1996



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Transcrição:

Lei Complementar Nº 6/1996 DISPÕE SOBRE O CÓDIGO DE OBRAS E EDIFICAÇÕES DO MUNICÍPIO DE ROLÂNDIA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. A CÂMARA MUNICIPAL DE ROLÂNDIA, ESTADO DO PARANÁ, aprovou e eu, PREFEITO MUNICIPAL, sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I Das Disposições Preliminares SEÇÃO I Do Licenciamento para Construção Art. 1º - Toda execução de obras, construção, reforma, ampliação ou demolição no Município de Rolândia serão regidas por este Código. Art. 2º- A execução de quaisquer das atividades, com exceção de demolição, será precedida dos seguintes atos administrativos: I. Aprovação do projeto definitivo; II. Liberação do alvará de licença para construção; III. Pagamento das taxas. SEÇÃO II Do Projeto Definitivo para Construção Art. 3º- O interessado deverá apresentar o projeto definitivo composto e acompanhado de no mínimo: I. Requerimento, solicitando a aprovação do projeto definitivo, assinado pelo proprietário ou representante legal. O interessado poderá solicitar concomitantemente a liberação do alvará de construção. II. Planta de situação e localização do lote em escala apropriada onde constarão no mínimo:

a. Indicação de rios, canais e outros elementos físico-naturais que possam orientar as autoridades municipais; b. Orientação do Norte; c. Identificação da numeração da quadra, do lote a ser construído, dos lotes vizinhos e a distância do lote à esquina mais próxima; d. Indicação do nome do logradouro no qual o lote faz testada. III. Plantas de implantação da edificação no lote em escala apropriada onde constarão no mínimo: a. Projeção da edificação ou das edificações já construídas no lote; b. Projeção da edificação ou das edificações a serem construídas no lote; c. As dimensões das divisas do lote e os afastamentos da edificação ou das edificações já construídas ou a serem construídas, em relação às divisas; d. Área total do lote; e. Taxa de ocupação total do lote; f. A indicação das áreas do lote que não serão impermeabilizadas; g. O coeficiente de aproveitamento; IV. Planta baixa de cada pavimento não repetido na escala 1:50 ou 1:75 ou 1:100, contendo: a. As dimensões e áreas de todos os compartimentos, inclusive dimensões dos vãos de iluminação, ventilação, garagens e áreas de estacionamento; b. A finalidade de cada compartimento; c. Especificação dos materiais utilizados; d. Indicação das espessuras das paredes e dimensões internas e externas totais da obra; e. Os traços indicativos dos cortes longitudinais e transversais. V. Cortes Transversais e longitudinais na escala 1:50 ou 1:75 ou 1:100, com a indicação dos elementos necessários à compreensão do projeto com pés-direitos, altura das janelas e peitoris, perfis do telhado e indicação dos materiais. VI. Planta de cobertura em escala apropriada, com indicação dos caimentos. VII. Elevações das fachadas voltadas para as vias públicas na escala 1:50 ou 1:75 ou 1:100. VIII. Escritura do Terreno ou instrumento legal comprobatório de propriedade. 1º - Nos casos de projetos para construção de edificações de grandes proporções, e ou especiais às escalas mencionadas poderão ser alteradas, devendo, contudo ser consultado previamente o órgão competente da Prefeitura Municipal. 2º - Todas as peças gráficas relacionadas nos itens anteriores, deverão ser apresentadas em 03 (três) vias, no mínimo, assinadas pelo proprietário da obra, e pelos responsáveis dos projetos e construção, uma das quais será arquivada no órgão competente da Prefeitura. As outras serão devolvidas ao requerente após a aprovação, contendo em todas as folhas o carimbo aprovado e as rubricas dos funcionários encarregados. 3º - No caso dos projetos apresentarem inexatidões, será comunicado ao interessado para que faça as correções devidas em prazo de 30 (trinta) dias, contados do dia da ciência do comunicado.

4º - O poder público Municipal poderá exigir informações adicionais que julgar necessário para orientar as suas decisões. SEÇÃO III Do Alvará de Licença para Construção Art. 4 - Após a análise dos elementos fornecidos e, se os mesmos estiverem de acordo com as legislações pertinentes, o Município aprovará o projeto e fornecerá ao requerente o Alvará de Construção. 1º - Deverá constar do Alvará de Construção: a. nome do proprietário; b. número do requerimento solicitando aprovação do projeto; c. descrição sumária da obra com indicação da área construída, finalidade e natureza; d. local da obra; e. profissionais responsáveis pelo projeto e construção 2º - Considera-se prescrito o alvará de construção de edificações que após iniciada, sofrer interrupção superior a um (01) ano. 3º - A prescrição do alvará de construção anula a aprovação do projeto. Art. 5 - O Alvará de Construção será válido pelo prazo de 12 (doze) meses, contados da data de sua expedição. Se a obra não for iniciada dentro do prazo, o Alvará perderá sua validade e o interessado deverá solicitar nova aprovação de projeto ou revalidação do respectivo alvará. Parágrafo Único - Para efeito do presente Código, uma obra será considerada iniciada, desde que suas fundações estejam totalmente construídas, inclusive baldrames. Art. 6 - Depois de aprovado o projeto e expedido o Alvará de Construção, se houver alteração do projeto, o interessado deverá requerer Aprovação da Alteração. Art. 7 - A fim de comprovar o licenciamento da obra para efeitos de fiscalização, o Alvará de Construção será mantido no local da obra, juntamente com projeto aprovado. Art. 8 - É dispensável a apresentação de projeto e requerimento para expedição de Alvará de Construção, para: I. construção de pequenos barracões provisórios destinados a depósitos de materiais durante a construção de edifícios; II. dependência não destinada a moradia, uso comercial ou industrial e que possuam áreas iguais ou inferiores a 8,00 m² (oito metros quadrados); III. obras de pequenos reparos em fachadas quando não compreenderem alterações das linhas arquitetônicas; IV. os serviços de limpeza, pintura e consertos no interior dos edifícios, ou no exterior, quando não dependerem de tapumes ou andaimes; V. a construção de muros de fechamento ou gradis até 3 (três) metros de altura.

Art. 9 - O Município terá o prazo máximo de 30 dias para a aprovação do projeto e expedição do Alvará de Construção. Desde que o projeto apresentado esteja em condições de aprovação. Art. 10 - O Município não assume nenhuma Responsabilidade perante proprietários, operários ou terceiros pela aprovação de projetos, incluindo-se cálculos e memoriais e fiscalização de obras. SEÇÃO IV Das Normas Técnicas de Apresentação de Projeto Art. 11 - Os projetos somente serão aceitos quando legíveis e de acordo com as normas usuais de desenhos arquitetônicos estabelecidas pela ABNT. 1º - As folhas do projeto deverão ser apresentadas em cópias cuidadosamente dobradas, tomando-se por tamanho padrão um retângulo de 21 cm x 30 cm, margem de 1 cm em toda periferia do papel e uma dobra (orelha) de 2,5 cm do lado esquerdo para fixação em pastas. 2º - No canto inferior direito do papel será desenhado um quadro legenda com 19,0 cm de largura os seguintes dados: I. natureza e localização da obra (rua, quadra, número do lote e loteamento); II. indicação do nome e CPF do proprietário, do autor do projeto e do responsável técnico pela execução da obra, com indicação dos registros no CREA; III. espaço reservado para colocação da área do terreno, áreas ocupadas pelas edificações existentes e da construção, reconstrução, reforma ou acréscimo, discriminados por pavimento e edículas. 3º - No caso de reforma ou ampliação, deverá ser indicado no projeto o que será demolido, construído ou conservado, de acordo com as convenções: I. cor natural de cópia para as partes existentes a conservar; II. cor amarela para as partes a serem demolidas; III. cor vermelha para as partes a serem acrescidas. SEÇÃO V Das Modificações dos Projetos Aprovados Art. 12 - Para modificações em projetos aprovados, serão necessárias a aprovação das alterações do Projeto. 1º - O requerimento solicitando aprovação do projeto modificado deverá ser acompanhado de cópia do projeto anteriormente aprovado e do respectivo Alvará de Construção. 2º - A aprovação do projeto modificado será anotada no Alvará de Construção, que será devolvido ao requerente juntamente com o projeto. SEÇÃO VI Da Conclusão de Entrega de Obras

Art. 13 - Nenhuma edificação poderá ser ocupada sem que se proceda à vistoria da Prefeitura e seja expedido o respectivo Certificado de Conclusão de Obras. 1º - O Certificado de Conclusão de Obras é solicitado ao Município, pelo proprietário, através de requerimento assinado por este. 2º - Para imóvel não residencial será exigido o HABÍTE-SE para expedição de alvarás de localização e funcionamento. 3º - Uma obra é considerada concluída quando tiver condições de habitabilidade, estando em funcionamento as instalações hidro-sanitárias, elétricas, combate a incêndios e demais instalações necessárias. 4º - A Prefeitura tem um prazo máximo de 30 (trinta) dias, para vistoriar a obra e para expedir o Certificado de Conclusão de Obra. Art. 14 - Poderá ser concedido certificado parcial de conclusão de obras para construções em andamento, desde que as partes concluídas preencham as seguintes condições: a. possam ser utilizadas independentemente da parte a concluir; b. não haja perigo aos ocupantes da parte concluída; c. satisfaçam todos os requisitos mínimos da presente Lei. Art. 15 - Por ocasião da vistoria, se for constado que a edificação foi construída, aumentada, reconstruída ou reformada em desacordo com o projeto aprovado, o responsável técnico e/ou proprietário será autuado, de acordo com as disposições deste Código, e obrigado a regularizar, ou fazer as demolições ou as modificações necessárias para regularizar a situação da obra. SEÇÃO VII Das Vistorias Art. 16 - A Prefeitura fiscalizará as diversas obras requeridas, a fim de que as mesmas sejam executadas dentro das disposições deste Código, da boa técnica e de acordo com o projeto aprovado. 1º - Os técnicos e fiscais do Município terão ingressos a todas as obras, mediante a apresentação de prova de identidade e independentemente de qualquer outra formalidade. 2º - Os funcionários investidos em função fiscalizadora poderão observar as formalidades legais, inspecionar bens e papéis de qualquer natureza desde que constituam objeto da presente legislação. Art. 17 - Em qualquer período da execução da obra, o órgão competente do Município poderá exigir que lhe sejam exibidas as plantas, cálculos e demais detalhes que julgar necessário.

Art. 18 - Em qualquer período da execução da obra, se ficar constatado que a edificação ou obra está sendo executada em desacordo com o projeto aprovado, o proprietário será intimado a proceder a regularização devida, sob pena de embargo da construção. SEÇÃO VIII Da Responsabilidade Técnica Art. 19 - Para efeito deste, somente profissionais habilitados, devidamente inscritos no departamento competente do Município, poderão projetar e/ou executar qualquer obra dentro do Município. Art. 20 - Só poderão ser inscritos, os profissionais devidamente registrados no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - CREA - PR. Art. 21 - Os profissionais responsáveis pelos projetos, e pela execução da obra, deverão colocar em lugar apropriado uma placa com a indicação de seus nomes e títulos, de acordo com as normas legais. Art. 22 - Se no decurso da obra o responsável técnico quiser dar baixa da responsabilidade assumida, deverá solicitar por escrito ao Município, a qual só será cancelada após vistoria, procedida pelos fiscais do Município, e apresentação da ART do novo responsável técnico. 1º - Realizada a vistoria e constatada a inexistência de qualquer infração, será intimado o interessado para dentro de 3 dias, sob pena de embargo e/ou multa, apresentar novo responsável técnico, o qual deverá satisfazer as condições deste Código e assinar também a comunicação a ser dirigida para a Prefeitura. 2º - A alteração da responsabilidade técnica deverá ser anotada no alvará de construção. SEÇÃO IX Da Licença para Demolição Art. 23 - O interessado em realizar demolição deverá solicitar à Prefeitura, através de requerimento, que lhe seja concedida licença através da liberação de Alvará de Demolição, onde constará: I. nome do proprietário; II. número do requerimento solicitando a demolição; III. localização da edificação a ser demolida; IV. nome do profissional responsável. 1º - Se a edificação a ser demolida estiver no alinhamento, ou encostada em outra edificação, ou tiver uma altura superior a 6,00 m (seis metros) será exigida a responsabilidade de profissional habilitado. 2º - Será obrigatório à construção de tapumes e outros elementos, que de acordo com as normas Municipais sejam necessários, a fim de garantir a segurança dos vizinhos e

pedestres. 3º - É dispensável a licença de demolição de muros de fechamento com até 3,00 m (três metros) de altura. CAPITULO II Das Edificações em Geral SEÇÃO I Das Paredes Art. 24 - As paredes, tanto externas como internas, quando executadas em alvenarias de tijolos comuns deverão ter espessura mínima de 0,10 cm (dez centímetros). Parágrafo Único - Esta espessura poderá ser alterada quando forem utilizados materiais de natureza diversa, desde que possuam comprovadamente, no mínimo, os mesmos índices de resistência, impermeabilidade e isolamento térmico e acústico, conforme o caso. SEÇÃO II Das Portas, Passagens ou Corredores, Escadas, Rampas e Elevadores. Art. 25 - As portas de acesso às edificações, bem como as passagens ou corredores, devem ter largura suficiente para o escoamento dos compartimentos ou setores da edificação a que dão acesso: I. as portas e corredores quando de uso privativo a largura mínima será de 0,80 m (oitenta centímetros). II. as portas e corredores quando de uso coletivo, a largura livre deverá corresponder a 0,01 m (um centímetro) por pessoa da lotação prevista para o compartimento, respeitando o mínimo de 1,20 m (um metro e vinte centímetros), e deverão abrir de dentro para fora. Parágrafo Único - As portas de acesso a sanitários e banheiros, terão largura mínima de 0,60 m (sessenta centímetros). Art. 26 - As escadas de uso comum ou coletivo deverão ter largura suficiente para proporcionar o escoamento do número de pessoas que dela dependem, sendo: I. a largura mínima das escadas de uso comum ou coletivo será de 1,20 m (um metro e vinte centímetros) e não inferior às portas e corredores de que se trata o artigo anterior; II. as escadas de uso privativo ou restrito do compartimento, ambiente ou local, poderão ter largura mínima de 0,80 m (oitenta centímetros); III. as escadas deverão oferecer passagem com altura mínima nunca inferior a 2,10 m (dois metros e dez centímetros); IV. as escadas deverão ter seus degraus com altura máxima de 0,18 m (dezoito centímetros) e largura mínima de 0,27 m (vinte e sete centímetros) e patamares intermediários no máximo a cada 12 degraus ou 2,16 m (dois metros e dezesseis centímetros) de altura.

Art. 27 - Os edifícios com 05 (cinco) ou mais pavimentos, deverão dispor de: a. um saguão ou patamar da escada independentemente do hall de distribuição. b. iluminação natural ou sistema de emergência para alimentação da iluminação artificial na caixa da escada; c. elevador. Art. 28. No que se aplicar, o poder público municipal adotará como exigências, o cumprimento da NB208 - Saídas de Emergência em Edifícios, da Associação Brasileira de Normas Técnicas. Parágrafo Único - As exigências da NB208, prevalecem sobre aquelas estabelecidas nesta lei, quando se configurarem como de maior restrição. Art. 29 - As escadas de uso comum ou coletivo terão obrigatoriamente corrimão em ambos os lados. Art. 30 - Para auxílio aos deficientes visuais, os corrimãos das escadas coletivas deverão ser contínuos, sem interrupções nos patamares, prolongando-se pelo menos 0,30 m (trinta centímetros) do início e término da escada. Art. 31 - No caso de emprego de rampas, em substituição às escadas da edificação, aplicam-se as mesmas exigências relativas ao dimensionamento fixadas para as escadas. Parágrafo Único - As rampas não poderão apresentar declividade superior a 12% (doze por cento). Se a declividade exceder a 6% (seis por cento) o piso deverá ser revestido com material antiderrapante. Art. 32 - Para acesso de pessoas portadoras de deficiência física, os imóveis de uso público e coletivos, deverão ser, obrigatoriamente, dotados de rampa com largura mínima de 1,20 m (um metro e vinte centímetros), para vencer o desnível entre o logradouro público ou a área externa e o piso correspondente à soleira de ingresso às edificações. Art. 33 - Em todo edifício que apresentar pisos a quota superior a 12 m (doze metros) a partir da soleira de ingresso, será obrigatória a instalação de no mínimo 01 (um) elevador. 1º - Em todo edifício que apresentar pisos a quota superior a 20 m (vinte metros) a partir da soleira de ingresso será obrigatória a instalação de, no mínimo, 02 (dois) elevadores. 2º - O térreo conta como um pavimento, bem como para cada andar do nível médio do meio-fio. 3º - No caso de existência de sobreloja, esta será computada como um pavimento. 4º - Os espaços de acesso ou circulação à portas dos elevadores deverão ter dimensão não inferior a 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros), medida perpendicularmente

às portas dos elevadores. 5º - O sistema mecânico de circulação vertical (número de elevadores, cálculo de tráfego e demais características) está sujeito às normas técnicas da ABNT sempre que for instalado e deve ter um responsável técnico legalmente habilitado. 6º - Não será considerado para efeito desse artigo, o último pavimento, quando este for de uso exclusivo do penúltimo ou destinado a serviço ou moradia do zelador. 7º - Por ocasião do certificado de conclusão da obra, deverá ser apresentado o atestado da firma fornecedora, com as características técnicas dos elevadores instalados. SEÇÃO III Das Marquises e Saliências Art. 34 - Os edifícios, com dois ou mais pavimentos, construídos no alinhamento predial deverão ser dotados de marquises, obedecendo as seguintes características: I. serão sempre em balanço; II. terão altura mínima de 2,50 m (dois metros e cinqüenta centímetros), contados da linha do passeio; III. a projeção da face externa da marquise deverá ser, no máximo, igual ½ (metade) da largura do passeio e nunca inferior a 1/3 (um terço) deste; IV. nas ruas para pedestres as projeções máximas e mínimas poderão obedecer a outros parâmetros, de acordo com critério a ser estabelecido pela Prefeitura Municipal. Art. 35 - É facultada a colocação de toldos na fachada das edificações situadas no alinhamento da via pública. 1º - Qualquer parte móvel desses toldos não podem ficar a menos de dois metros e vinte centímetros do ponto mais alto do passeio. 2º - Esses toldos não podem exceder a largura do passeio. 3º - Fica expressamente vedada a colocação de toldos fixos, que não podem ser fechados. Art. 36 - As fachadas dos edifícios, quando construídas no alinhamento predial, não poderão ter sacadas, floreiras, caixas para ar condicionado que avancem o espaço público. Art. 37 - Os edifícios sempre colocados nas divisas dos alinhamentos, serão providos da calhas e condutores para o escoamento das águas pluviais, excetuam-se os edifícios cuja disposição dos telhados orientam as águas pluviais para o seu próprio terreno. Art. 38 - Nos lotes situados nos cruzamentos dos logradouros públicos, os edifícios a serem construídos nos alinhamentos prediais ou com apenas 1 (um) metro de recuo frontal, serão projetados de modo que, no pavimento térreo deixem livre um canto chanfrado de 2,00 m (dois metros), em cada testada, a partir do ponto de encontro das

duas testadas. SEÇÃO IV Dos Recuos Art. 39 - Os recuos das edificações construídas no distrito sede do Município deverão estar de acordo com o disposto na Lei de Zoneamento de Uso e Ocupação do Solo. SEÇÃO V Das Áreas Mínimas dos Compartimentos, do Pé Direito, da Insolação, Iluminação e Ventilação das habitações em Geral. Art. 40 - As dimensões das Áreas mínimas das Edificações, dos pés direitos e das Aberturas para insolação, iluminação e ventilação deverão estar de acordo com o anexo I, parte integrante desta Lei e demais dispositivos legais pertinentes. Parágrafo Único - A Prefeitura Municipal mediante parecer técnico assinado por profissional habilitado poderá estabelecer critérios diferenciados do que reza o caput deste artigo e seu respectivo anexo. SEÇÃO VI Dos Tapumes e Andaimes Art. 41 - Nenhuma construção, demolição, reforma ou acréscimo poderá ser executada no alinhamento predial sem que seja obrigatoriamente protegida por tapume que garanta a segurança de quem transita pelo logradouro. Parágrafo Único - Enquadram-se nesta exigência todas as obras que ofereçam perigo aos transeuntes, a critério da Prefeitura e, obrigatoriamente, todos os edifícios com mais de 02 pavimentos. Art 42 - Os tapumes deverão ter altura mínima de 2,00 m (dois metros), podendo avançar até a metade da largura do passeio, não ultrapassando a 3,00 m (três metros). Parágrafo Único - Serão permitidos avanços no passeio acima dos previsto no caput deste artigo, somente quando tecnicamente indispensáveis para a execução da obra, desde que devidamente justificados e comprovados pelo interessado junto à repartição competente. Art. 43 - Durante a execução da obra, será obrigatória a colocação de andaime de proteção do tipo Bandejas-Salva-Vidas para edifícios com três ou mais pavimentos. Parágrafo Único - As Bandejas-Salva-Vidas constarão de um estrado horizontal de 1,20 m (um metro e vinte centímetros) de largura mínima com guarda corpo de 1,00 m (um metro), tendo o guarda-corpo inclinação máxima aproximadamente de 45 graus; estes elementos deverão ser colocados, no mínimo, a cada três pavimentos. Art. 44 - No caso de emprego de andaimes mecânicos suspensos, estes deverão ser dotados de guarda-corpo com altura de 1,20 m (um metro e vinte centímetros) em todos

os lados. Art. 45 - Nenhum material destinado à edificação poderá permanecer no leito da via pública, ou fora do tapume, devidamente sinalizado, por tempo superior a vinte e quatro horas. Compete ao construtor manter limpos o passeio e o leito da rua em frente a obra. CAPÍTULO III Das Edificações Residenciais Transversais ao Alinhamento Predial Art. 46 - Consideram-se residências, transversais ao alinhamento predial, geminadas ou não, em regime de condomínio, aquelas cuja disposição exija a abertura de corredor de acesso. Art. 47 - As edificações de residências, transversais ao alinhamento predial, deverão obedecer às seguintes condições: I. o acesso far-se-á por um corredor com largura de no mínimo 8,00 m (oito metros). II. se possuir acima de 08 (oito) unidades deverá haver parque infantil, com área equivalente a 6,00 m² (seis metros quadrados) por unidade residencial, com circulo inscrito mínimo de 5,00 m (cinco metros) de diâmetro. CAPÍTULO IV Das Edificações Comerciais Art. 48 - As edificações destinadas ao comércio em geral, deverão observas os seguintes requisitos mínimos: I. ter as portas de acesso ao público cuja largura esteja na proporção de 1,00 m (um metro) para cada 100,00 m² (cem metros quadrados) ou fração de área útil, sempre respeitando o mínimo de 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros); II. nos locais onde houver preparo, manipulação ou depósito de alimentos, os pisos e as paredes deverão ser revestidas ou pintadas com produto liso, resistente, lavável e impermeável; III. nas farmácias, os compartimentos destinados à guarda de drogas, aviamentos de receitas, curativos e aplicação de injeção, deverão atender às mesmas exigências do item anterior; IV. os açougues, peixarias e estabelecimentos congêneres, deverão dispor um banheiro composto, no mínimo, de vaso sanitário e lavatório; V. ter dispositivos de prevenção contra incêndios; VI. salvo condomínios e galerias, toda edificação comercial ou de serviço, deverá possuir instalações sanitárias; VII. estar de acordo com os procedimentos e exigências estabelecidas na norma brasileira NBR-9050 de setembro de 1985 da ABNT. Art. 49 - Será permitida a construção de jiraus ou mezaninos obedecidas as seguintes condições: I. não deverão prejudicar as condições de ventilação e iluminação dos compartimentos;

Art. 50 - As cozinhas, copas, despensas e locais de consumação não poderão ter ligação direta com compartimentos sanitários salvo o interesse social. CAPÍTULO V Das Edificações Industriais Art. 51 - As edificações destinadas à indústria em geral, fábricas e oficinas, além das disposições constantes na Consolidação das Leis de Trabalho, deverão obedecer às seguintes condições: I. ter dispositivos de prevenção contra incêndios; II. quando seus compartimentos forem destinados à manipulação ou depósitos de inflamáveis, ou outros elementos que apresentem risco à saúde e a segurança das pessoas os mesmos deverão localizar-se em lugar convenientemente preparado, de acordo com as normas específicas relativas à segurança, poluição sonora e atmosférica, ditados pelos órgãos competentes. Art. 52 - Os fornos, máquinas, caldeiras, estufas, fogões ou quaisquer outros aparelhos onde produza ou concentre calor, deverão ser dotados de isolamentos térmico. CAPÍTULO VI Das Edificações Especiais SEÇÃO I Dos Estabelecimentos Hospitalares Congêneres Art. 53 - A aprovação de projetos de hospitais, clínicas e congêneres só será feita pela Prefeitura Municipal após aprovação prévia do órgão competente de saúde do Estado. SEÇÃO II Das Salas de Espetáculos Art. 54 - As edificações destinadas a auditórios, cinemas, teatros e similares, deverão atender às seguintes disposições: I. ter instalações sanitárias separadas para cada sexo; II. as portas deverão ter a mesma largura dos corredores, sendo que as de saída da edificação deverão ter sua largura correspondente a 0,01 m (um centímetro) por lugar, não podendo ser inferior a 2,00 m (dois metros), e deverão abrir de dentro para fora; III. os corredores de acesso e escoamento terão largura mínima de 2,00 m (dois metros), a qual terá um acréscimo de 0,01 m (um centímetro) a cada grupo de 10 (dez) pessoas excedentes à lotação de 150 (cento e cinqüenta) lugares; IV. as circulações internas à sala de espetáculos terão seus corredores longitudinais e transversais com largura mínima de 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros), sendo estas larguras mínimas acrescidas de 0,01 (um centímetro) por lugar excedente a 100 (cem lugares). V. as escadas deverão ter largura mínima de 2,00m (dois metros), e ser acrescidas de 0,01 m (um centímetro) por lugar excedente, superior a 100 (cem) lugares. Sempre que a altura a vencer for superior a 2,50 m (dois metros e cinqüenta centímetros), devem ter

patamares, os quais terão profundidades de 1,20 m (um metro e vinte centímetros). VI. haverá, obrigatoriamente, sala-de-espera cuja área mínima deverá ser 0,20 m² (vinte centímetros quadrados) por pessoa, considerando a lotação máxima; VII. todas as saídas de emergência deverão ter indicação luminosa; VIII. estar de acordo com os procedimentos e exigências estabelecidas na norma brasileira NBR-9050 de setembro de 1985. SEÇÃO III Postos de Serviços e Abastecimento para Veículos Art. 55 - Os postos de serviços e abastecimento de veículos só poderão ser instalados em edificações destinadas exclusivamente para esse fim. Parágrafo Único - Serão permitidas atividades comerciais junto aos postos de serviço e abastecimento, somente quando localizadas no mesmo nível dos logradouros de uso público com acesso direto independente. Art. 56 - Os postos de serviços e abastecimento para automóveis só poderão ser estabelecidos em terrenos com dimensões suficientes para permitir o fácil acesso. Parágrafo Único - Nos postos de serviços serão implantados canaletas e ralos, de modo a impedir que as águas de lavagem ou da chuva possam correr para a via pública, observando inclusive as normas do instituto ambiental do Paraná sobre a matéria. Art. 57 - As instalações do postos de serviços e abastecimento deverão estar de acordo com as Normas do Conselho Nacional de Petróleo - CNP. CAPÍTULO VII Das Instalações Gerais Art. 58 - As instalações hidro-sanitárias, elétricas, de gás, de antenas coletivas, dos pára-raios, de proteção contra incêndio e telefônicas, deverão estar de acordo com as normas específicas existentes e das concessionárias. CAPÍTULO VIII Dos Emolumentos, Embargos e Multas SEÇÃO I Dos Emolumentos Art. 59 - Os emolumentos referentes aos atos definidos no presente Código, serão cobrados em conformidades com o Código Tributário do Município, e as demais leis que tratarem do assunto. SEÇÃO II Dos Embargos Art. 60 - Obras em andamento, sejam elas construções ou reformas, serão embargadas, sem prejuízo das multas quando:

I. estiverem sendo executadas sem o respectivo Alvará, emitido pela Prefeitura; II. estiverem sendo executadas sem responsabilidade do profissional registrado na Prefeitura; III. estiver em risco a sua estabilidade com perigo para o pessoal que executa e transeuntes; IV. forem construídas ou acrescidas em desacordo com os termos do Alvará e do projeto aprovado; V. o alinhamento não for observado. 1º - Ocorrendo um dos casos mencionados neste artigo, o encarregado da fiscalização fará embargo provisório da obra, por simples comunicação escrita ao responsável técnico e ao proprietário. 2º - O auto será levado ao conhecimento do infrator para que assine e, se recusar a isso, ou não for encontrado, publicar-se-á o auto, seguindo-se o processo administrativo e a competente ação judicial para suspensão da obra. 3º - Se o embargo for procedente seguir-se-á a demolição total ou parcial da obra quando for o caso. 4º - O embargo só será levantado após o cumprimento das exigências consignadas nos autos. SEÇÃO III Das Multas Art. 61 - Independentemente de outras penalidades previstas pela legislação em geral e pelo presente Código, serão aplicadas as seguintes multas ao proprietário da obra: I. de 01 (uma) a 10 (dez) vezes a unidade fiscal do município, ou qualquer outro índice que venha substituir a mesma, quando as obras forem iniciadas sem licença da Prefeitura e sem o correspondente Alvará; II. de 01 (uma) a 10 (dez) vezes de unidade fiscal do município quando as obras forem executadas em desacordo com as indicações apresentadas para a sua aprovação; III. de 01 (uma) a 05 (cinco) vezes a unidade fiscal do município quando a edificação for ocupada sem que a prefeitura tenha feito sua vistoria e expedido o respectivo Certificado de obra; IV. de 01 (uma) a 10 (dez) vezes a unidade fiscal do município para a infração de qualquer disposição para a qual não haja penalidade expressamente estabelecida neste Código. Art. 62 - Na imposição da multa e para graduá-la, ter-se-á em vista: a. A maior ou menor gravidade de infração; b. As duas circunstâncias; c. Os antecedentes do infrator. Art. 63 - Imposta a multa, será o infrator intimado, pessoalmente, ou por edital afixado no recinto da Prefeitura, a efetuar o seu recolhimento amigável, dentro de 10 (dez) dias,

findos os quais, se não atender, far-se-á cobrança judicial. Art. 64 - Na reincidência, as multas serão cobradas em dobro. CAPÍTULO IX Das Disposições Finais Art. 65 - Os casos omissos no presente Código, serão estudados e julgados pelo órgão competente, da Prefeitura e pelo Conselho Municipal de Planejamento. Art. 66 - A Prefeitura Municipal poderá exigir dos proprietários, a seu critério ou por solicitação do Conselho Municipal de Planejamento, que apresentem relatório de impacto relativos a qualquer uso, obras ou edificações que apresentam a potencialidade de: a. riscos a saúde e a segurança de seus usuários, de seus vizinhos e usuários da cidade. b. comprometimento do meio-ambiente. Parágrafo Único - Os relatórios de impacto deverão ser assinados por profissionais devidamente habilitados e poderão ser encaminhados pela Prefeitura para órgãos estaduais ou federais para análise e parecer. Art. 67 - Para a adequação das edificações e do mobiliário urbano à pessoa deficiente o poder público municipal adotará os procedimentos e exigências estabelecidas na norma brasileira NBR-9050 de setembro de 1985 da ABNT. Art. 68 - Todas as construções serão liberadas para uso através do Certificado de Conclusão de Obras, se suas instalações hidráulicas, elétricas, telefônicas e de combate a incêndio estiverem dentro das exigências técnicas dos órgãos competentes. Art. 69 - A observância deste código não implica em desobrigação quanto ao cumprimento das leis, decretos e resoluções federais e estaduais pertinentes ao assunto. Art. 70 - A observância deste código não implica em responsabilidade do Município de Rolândia, sendo que em todo e qualquer projeto, edificação ou obras as responsabilidades sobre a segurança e salubridade serão dos profissionais responsáveis pelo projeto e pela execução, para o que devem adotar medidas, no âmbito de sua competência, mais restritivas do que as estabelecidas neste código, quando julgarem necessários em vista da segurança e de salubridade das edificações ou obras. Art. 71 - Este código entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. EDIFÍCIO DA PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ROLÂNDIA, aos 20 de setembro de 1996. LEONARDO CASADO Prefeito Municipal

HORÁCIO FERNANDES NEGRÃO FILHO Secretário da Administração ANEXO I I. DAS ÁREAS MÍNIMAS DOS PRINCIPAIS COMPARTIMENTOS, DO PÉ DIREITO, DA INSOLAÇÃO, ILUMINAÇÃO E VENTILAÇÃO DAS HABITAÇÕES EM GERAL. Discriminação Banheiro s Cozinhas Copas/Sa las Quartos Circuito inscrito Diâmetro Mínimo 0,90 1,50 2,00 2,00 Área mínima 1,50 3,00 4,00 4,00 Ventilação 1/16 1/16 1/16 1/12 mínima Iluminação 1/8 1/8 1/7 1/6 mínima Pé-direito mínimo 2,20 2,40 2,40 2,40 II. As frações indicadas relativas a iluminação e ventilação mínimas referem-se a relação entre a área das aberturas e a área do piso. III. Todas as dimensões são expressas em metros (m). IV. Todas as áreas são expressas em metros quadrados (m²). V. Nas lavanderias, corredores, banheiros e similares são tolerados a iluminação e

ventilação zenital, desde que assegurem condições adequadas de salubridade. VI. Nas lavanderias corredores, banheiros e similares é tolerado a ventilação através de dutos, desde que assegurem condições adequadas da salubridade. VII. Nas edificações comerciais, de prestação de serviços, industriais, especiais e outras, as dimensões e áreas dos compartimentos, bem como das aberturas serão sempre estabelecidas pelo profissional responsável pelo projeto de tal modo a garantir as condições adequadas de segurança e salubridade em razão das dimensões e áreas adotadas.