Regulamento Zelador da Cidade



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Transcrição:

Regulamento Zelador da Cidade Artigo 1º - Âmbito O presente normativo visa estabelecer as linhas orientadoras do grupo de voluntariado denominado Zelador da Cidade, o qual tem como entidade promotora a União das Freguesias de Matosinhos-Leça da Palmeira. Artigo 2º - Definição de Voluntariado O voluntariado é uma actividade inerente ao exercício de cidadania que se traduz numa relação solidária para com o próximo, participando, de forma livre e organizada, na solução dos problemas que afectam a sociedade em geral. (in Decreto-lei n.º 389/99, de 30 de Setembro). Artigo 3º - Objecto O grupo de voluntariado Zelador da Cidade visa: a) Apoiar e complementar as acções promovidas pela União de Freguesias de Matosinhos e Leça da Palmeira; b) Detectar situações anómalas que careçam de intervenção; c) Aumentar a participação do voluntariado e a cooperação com a entidade promotora face às necessidades da Freguesia; d) Sensibilizar a comunidade para os problemas reportando-os, por regra, à entidade promotora e em caso de emergência, contactar directamente a entidade competente para o efeito, comunicando de seguida à Junta de Freguesia; Página 1 de 5

e) Contribuir para a prevenção e resolução dos problemas na sua área de intervenção. Artigo 4º - Zonas de Intervenção Área do território da Freguesia de Matosinhos - Leça da Palmeira que foi atribuída ao Zelador, sendo que, a delimitação dessas zonas encontra-se definida no mapa em anexo, que faz parte integrante do presente regulamento Artigo 5º - Perfil do Voluntário Pode ser Zelador quem: a) Tiver mais de 18 anos; b) Decisão livre, apoiada em motivações sociais e pessoais; c) Estiver exclusivamente movido pelo desejo de altruísmo; d) Possuir idoneidade moral e humanas reconhecidas; e) For emocionalmente estável; f) Não tiver comportamentos de consumo de álcool ou de estupefacientes; g) Disponibilidade para fazer formação; h) Assunção de um compromisso de regularidade na prestação da colaboração; i) Harmonização da prática do voluntariado com a cultura e os objectivos da autarquia; j) Sentido de responsabilidade; k) Comportamento educado e prestável; l) Aparência limpa e cuidada; m) Apresentação de atestado médico, em como se encontram aptos a exercer as funções de zelador. Página 2 de 5

Artigo 6º - Admissão do Voluntário Poderá ser admitido qualquer candidato que se enquadre no perfil descrito no Artigo 5º. O candidato terá de preencher uma ficha de inscrição, com todos os elementos necessários para a sua identificação A admissão do voluntário ficará sempre dependente da aprovação da União de Freguesias de Matosinhos Leça da Palmeira. Artigo 7º - Deveres do Voluntário O Voluntário deverá: a) Estar sempre identificado com o Cartão durante as acções de voluntariado; b) Aceitar e cumprir com zelo as orientações definidas pela equipa responsável da acção a desenvolver; c) Adoptar uma conduta responsável que o prestigie a si próprio e à Junta de Freguesia, prevenindo quaisquer acções que comprometam a reputação e a eficácia de ambos; d) Criar um ambiente de respeito pelas pessoas envolvidas nas acções de voluntariado; e) Preencher o relatório de serviço que lhes é fornecido pela União das Freguesias de Matosinhos-Leça da Palmeira e entregar o mesmo nos serviços administrativos de cada edifício, com carácter semanal. f) Mencionar no relatório o nome, número do Cartão de identificação e data, bem como todas as anomalias detetadas. g) Informar os Serviços da União das Freguesia de Matosinhos - Leça da Palmeira de todas as situações anómalas. Página 3 de 5

Artigo 8º - Direitos do Voluntário O voluntário tem direito a: a) Ser tratado com respeito e consideração; b) Ser reconhecido e valorizado no seu contributo; c) Exercer a sua actividade dentro da sua disponibilidade; d) Apresentar sugestões para acções a desenvolver; e) Apresentar reclamações sobre situações vivenciadas na sua actividade; f) Estar protegido em caso de acidente ou doença sofridos ou contraídos no exercício do trabalho voluntário, pelo Seguro Social Voluntário, definido pelo artigo 1.º Decreto-Lei n.º 40/89, de 1 de Fevereiro como regime contributivo de carácter facultativo, que visa garantir o direito à Segurança Social de pessoas consideradas aptas para o trabalho, que não se enquadrem de forma obrigatória no âmbito dos regimes de protecção social ; g) Ser reembolsado de eventuais despesas inerentes a alguma acção, desde que anteriormente aprovadas pela entidade promotora, sendo que, as mesmas, serão plasmadas no Relatório de Contas anual; i) Participar em sessões de esclarecimento e formação sobre áreas do seu interesse; j) Dispor de um cartão de identificação do voluntário; k) Utilizar um kit que incluirá um telemóvel com dispositivo fotográfico (barrados aos números de serviço e emergência), um colete refletor, fardamento, utensílios diversos (ferramentas, lanterna, etc.), um mapa da zona a que se encontra adstrito, um Página 4 de 5

capacete, luvas e um cartão de identificação (pessoal e intransmissível). Artigo 9º - Suspensão da Função O voluntário que pretenda interromper ou cessar o trabalho voluntário deverá informar, por escrito, a União das Freguesias de Matosinhos e Leça da Palmeira, com a antecedência mínima de 15 dias, sendo que terá que devolver todo o material até ao 15º dia posterior a essa informação. A União das Freguesias pode determinar a suspensão ou cessação da colaboração do voluntário em caso de incumprimento do regulamento. A suspensão/cessação prevista no número anterior, deverá ser feita por escrito, com pré-aviso de 15 dias. Aprovado em Reunião de Junta no dia 1 de Setembro de 2015 após consulta e envolvimento de uma comissão de trabalho composta por zeladores. Página 5 de 5