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Pág 1 Megaexpansão, Ensino e Formação Profissional em Novas Tecnologias, Lda. Rua Praça de Touros, 26 2500-167 Caldas da Rainha NIPC 503 807 141 Correio Electrónico info@megaexpansao.pt www.megaexpansao.pt Telefone 262 836 204 Telefax 262 824 426 Projecto: 20/033000/2010/822-862208-1-1 Área de Formação: 862.Segurança e Higiene no Trabalho Referencial de Formação: 862208.Técnico de SHT Nível de Formação: 3 Modalidade de Formação: EFA / NS Local da Formação: Silves Data de Início: 22.Março.2010 STC6_DR1 Formanda: Palmira Reis Firmino Formadora: Flávia Rodrigues Data: 18 de Julho de 2010 Construção e Arquitectura 1. Observe as figuras seguintes, de dois tipos de casas tradicionais portuguesas.

Pág 2 Figura 1. Casa alentejana. Figura 2. Casa tradicional de Trás-os-Montes. 1.1. Identifique diferentes espaços funcionais nos alojamentos em função de tradições socioculturais e/ou estilos de vida. A casa tipicamente Alentejana é baixa, alongada, paredes grossas, grandes chaminé, e ausência de janelas (a parede de taipa é constituída à base de terra amassada, seria facilmente destruída por infiltrações e dai, a quase inexistência de janelas) e telhados com ponto mínimo. As paredes são imaculadamente caiadas (pintura com aguada de cal numa mistura homogénea, utilizada como acabamento directamente sobre taipa ou reboco) de branco, onde se consegue o isolamento contra a humidade que a taipa exige. A utilização de paredes em taipa permite regular o clima interior dos espaços mantendo a temperatura e a humidade, dificultando a entrada de calor no Verão, no Inverno dificultam a saída do calor devido à elevada inércia térmica da terra. O caniço ou canas são utilizadas nas coberturas Alentejanas entre a telha e as vigas de madeira o que contribui para um excelente isolamento térmico. A arquitectura do monte Alentejano identifica-se com a alma do homem alentejano, que procura segurança na intimidade do recolhimento, contra a imensidade do espaço que o rodeia. As casas de Trás-os-Montes, são geralmente constituídas por dois pisos em granito, podendo ser em xisto na zona da terra quente. O r/chão era a loja onde se guardava o gado, uma solução para manter quente o primeiro piso com o calor gerado pelos animais. No primeiro piso existia um espaço com uma lareira, onde eram fumados os enchidos, o fumeiro, a casa costumava também ter um balcão elaborado em madeira.

Pág 3 Na arquitectura tradicional, as pessoas usavam os recursos naturais que tinham à mão. 1.2. Descreva a sua habitação identificando os espaços funcionais associados às zonas privada e social. A decisão de comprar ou construir uma nova casa é muitas vezes motivada por deficiências existentes em nossa casa. Estas, relacionam-se directamente com o nosso estilo de vida. Os espaços privados na minha casa são os quartos, casa de banho, dispensa, a cozinha. Os espaços sociais na minha casa são a sala, o telheiro, jardim. 2. Observe a figura 3.

Pág 4 2.1. Descreva as alterações que faria à planta da figura 2 se tivesse necessidade de acrescentar uma divisão (por exemplo um escritório ou um quarto suplementar) a esta habitação de modo a promover uma melhoria do bem-estar. Se tivesse de acrescentar uma divisão, a única hipótese viável a meu ver era dividir a sala. Alteração da planta. 2.2. Considere a planta arquitectónica da habitação onde reside e proponha alterações no sentido de melhorar o seu bem-estar individual.

Pág 5 ter sido efectuado alterações. Planta da casa antes de alterações Planta depois das Com a planta de alterações procedeu-se ao aumento dos quartos, casas de banho e cozinha.

Pág 6 3.1. Com base na observação da figura 4 e na leitura do texto 1, faça uma reflexão sobre a problemática dos bairros sociais. Problemas como a individualização das cidades, o fenómeno urbano, o crescimento das cidades de forma desorganizada, a pobreza são um fenómeno social comum em todos os países embora diferenciados, pelo grau de desenvolvimento. Nos grandes centros urbanos a convivência e a solidariedade cedem muitas vezes ao individualismo, ao isolamento, ao egoísmo e á violência que por sua vez geram fenómenos de tensão social. As causas do consumo de drogas são interactivas, abrangendo desde aspectos psicológicos, sociais, familiares e comportamentais. Conclusão: Problemas com a individualização das cidades e o fenómeno urbano, levam-nos para a segregação espacial de diferentes estratos populacionais e formação de guetos com a possibilidade de fomentar conflitos étnico-raciais ou focos de marginalidade. 4. Observe com atenção as figuras 5 e 6 que ilustram diferentes materiais utilizados nas construções modernas. Figura 5. Wallmate. Figura 6. Roofmate.

Pág 7 4.1. Para além da técnica demonstrada nas figuras, identifique outras técnicas, referindo os materiais, que são utilizadas nas construções modernas como meio de melhorar as condições da habitabilidade das habitações e reduções de custo. Actualmente existem muitas matérias-primas naturais e renováveis a serem utilizadas como isolamento térmico e acústico como a fibra de coco e lã de vidro. A fibra de coco, pertence à família das fibras duras e tem como principais componentes a celulose e o lenho. Entre muitas características destacam-se a resistência, a durabilidade, o que torna um isolamento apropriado para o isolamento termo e acústico. A lã de rocha, é produzida a partir do basalto português, composta por fibras siliciosas obtidas por centrifugação. Estes produtos visam responder, nos sectores da contrução civil a um bom isolamento térmico e acústico. As principais características são: Isolamento acústico. Isolamento térmico. Reacção ao fogo é incombustível (MO). Resistência à agua. Tem PH neutro. A estrutura é estável, anti-parasitas, não corrosiva e não é atacado por sais nem ácidos. Não nocivo à saúde: porém o seu manuseamento aplicação deverá ser feito com vestuário e luvas adequadas. Não resultam substâncias poluentes das matérias-primas nem dos produtos acabados. 5.1. Elabore uma pequena reflexão na qual mostre de que forma a Ciência contribuiu para a área da construção, quer em termos de conforto humano, quer em termos de ganhos ambientais. (Nota - Pode abordar, por exemplo, o caso das tintas ecológicas.)

Pág 8 O sector dos materiais de construção civil, é sem dúvida alguma, uma das áreas onde a ciência e a tecnologia não estão de braços cruzados à espera de qualquer descoberta. Na construção civil, as edificações sustentáveis são uma evolução e os seus impactos vão além do meio ambiente, provocando mudanças, também comportamentos, cultura do não desperdício, utilizando de forma racional o uso de energias alternativas e emprego de materiais reciclados. É correcto pensar que uma tinta à base de água apresente realmente uma menor emissão de compostos orgânicos voláteis, se comparada às tintas de base solvente, no entanto, é preciso ter consciência de que a mesma tinta à base de água pode apresentar emissão de compostos orgânicos voláteis; e assim o mais indicado é escolher-se uma tinta sem solvente (tintas ecológicas). Produtos sustentáveis são aqueles que incorporam aspectos de responsabilidade social, ambiental e de saúde das pessoas. 6.1. Tendo em conta a segurança sísmica, apresente as vantagens em recorrer ao Aço Leve Galvanizado em alternativa ao Betão Armado. O aço galvanizado é um material leve, que levará muito de nós a duvidar da resistência deste tipo de construções. As vantagens da construção com aço galvanizado resultam de uma maior liberdade de criação, transparência, elegância e simplicidade. Resultam projectos funcionais, simples, baixo custo de manutenção, fabricação e montagem eficiente, redução no tempo de construção, fundações mais baratas devido ao baixo peso da estrutura, durabilidade, flexibilidade, facilidade em alterar (reforço, ampliação). A nível do meio ambiente, as condições de transporte de material acarreta menos poeiras, o material é reciclável, existe uma fácil combinação com outros materiais.

Pág 9 Em termos de segurança tem a capacidade de absorver as acções dos terramotos e colisões. O betão armado é actualmente uma das opções para a construção civil. A sua capacidade para ser moldado e as suas características resistentes é uma boa solução estrutural. No entanto como todos os materiais, o betão sofre degradações de diferentes origens ao longo do seu tempo de vida, por vezes não resistindo a certas ondas mecânicas como sismos. Vantagens da utilização de betão: em zonas não sísmicas tem um bom comportamento na resposta às acções laterais dos ventos; menor balanço e movimento perceptível; Em estruturas altas, os dois processos mais eficazes para obter as melhores respostas às acções do vento são a massa e o aumento da dissipação das forças. Em ambas, o betão tem melhor comportamento do que as estruturas metálica Desvantagens: tempo de construção; secções dos elementos estruturais; dificuldade de aplicação em altura (betonagem). 7.1. Refira a importância da certificação energética dos edifícios. Com as novas tecnologias, a chamada arquitectura sustentável passa por novas descobertas e transformações, onde é possível a preservação dos recursos naturais não renováveis, tornando as construções mais limpas e sustentáveis. Entramos na arquitectura bioclimática onde visa harmonizar o clima às características locais, pensando no homem. É a adopção de soluções arquitectónicas e urbanísticas adaptadas às condições específicas (clima e hábitos de consumo) de cada lugar, utilizando a energia que pode ser directamente obtida das condições locais. A certificação energética dos edifícios serve para uma melhor qualidade ambiental e a responsabilidade de gerir a energia que dispomos, significa garantir um futuro melhor para as gerações futuras.

Pág 10 7.2. Identifique os aspectos que devem ser considerados na execução de um projecto de um edifico (ex. orientação solar, ), para a obtenção do respectivo certificado que corresponda a um edifício com bom desempenho energético. Portugal é um dos cincos países da União Europeia com o melhor processo de certificação energética dos edifícios. É um instrumento fundamental nas alterações climáticas e na redução do consumo de energia. A captação eficaz de energia solar constitui um factor primordial a ter em consideração, especialmente num pais como Portugal, onde, apesar de existir um clima moderado, nota-se uma demarcação mito significativa da estação quente (Verão) e fria (Inverno). Regra geral, é preferível que a exposição solar das superfícies a Este e Oeste seja reduzida. Estas duas orientações são irradiadas principalmente no Verão e a entrada de radiação é muito difícil de controlar, uma vez que se faz quase perpendicularmente às janelas. Para combater o frio no Inverno as paredes e janelas orientadas para sul, também porque as paredes voltadas para o sul são mais fáceis de proteger da luz do sol durante o verão. As zonas com clima mediterrânico apresentam uma necessidade dupla, com a protecção solar no verão e a obtenção de aquecimento no Inverno, actualmente, é possível conseguir este objectivo, utilizando um sistema simples de protecção de janelas. Estes sistemas revestem-se de uma importância vital ao nível da eficiência energética de um edifício. De facto, estes têm como objectivo controlar a luz solar e bloquear a luz directa do sol durante o Verão enquanto permite a penetração da luz do sol durante o Inverno. A protecção das janelas pode ser realizada através de unidades fixas (telheiros, varandas, alpendres). Também podem ser utilizados sistemas de protecção externos (toldos, estores) ou plantas trepadeiras e arbustos, de forma a permitirem a entrada da radiação solar do Inverno.

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