REGIME DE PROTOCOLOS BANCÁRIOS



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Transcrição:

REGIME DE PROTOCOLOS BANCÁRIOS OBJECTO Constitui objecto da presente linha de crédito apoiar financeiramente projectos turísticos económica e financeiramente viáveis que contribuam inequivocamente para o aumento da qualidade, diversificação e competitividade da oferta do turismo nacional e que tendo, ou não, beneficiado de ajudas de Estado ou comunitárias, no quadro dos sistemas de incentivo em vigor, careçam de apoio financeiro complementar. O IFT pretende prosseguir este objectivo através duma parceria com o sistema financeiro, propondo-se, deste modo, contribuir para a competitividade e eficiência do financiamento ao investimento no sector do turismo. INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO ADERENTES Neste contexto, o presente regime de apoio a projectos de investimento no turismo resulta de protocolos celebrados entre o Instituto de Financiamento e Apoio ao Turismo e as seguintes instituições de crédito: Banco Espírito Santo Banco Internacional de Crédito Montepio Geral Caixa Geral de Depósitos Banco Totta & Açores Crédito Predial Português Banco Santander Portugal Banco Comercial Português - Atlântico - Sotto Mayor - Nova Rede BCP Investimento Banco BPI BANIF Banco Internacional do Funchal Banco Comercial dos Açores PROJECTOS ABRANGIDOS Esta linha tem por objecto o financiamento dos projectos que, devidamente aprovados pelas entidades competentes, se destinem ao investimento na construção, adaptação, ampliação, remodelação e equipamento dos seguintes empreendimentos e actividades de vocação turística: Estabelecimentos hoteleiros (1) - Hotéis - Pensões - Estalagens - Motéis - Pousadas - Hotéis-apartamento Aldeamentos turísticos (1) 1

Apartamentos turísticos, constituídos no mínimo por 10 apartamentos no mesmo edifício, com uma gestão comum (2) Parques de campismo públicos e privativos Turismo em Espaço Rural - Hotéis rurais - Turismo de habitação - Turismo rural - Agro-turismo - Turismo de aldeia - Casas de campo - Parques de campismo rural Empreendimentos de animação turística declarados de interesse para o turismo Agências de viagens licenciadas pela Direcção-Geral do Turismo Restaurantes (3) Rent-a-car (4) Apoios de praia em praias concessionadas (5) Balneários termais declarados de interesse para o turismo Empreendimentos privados de turismo de natureza Turismo em espaço rural localizado em áreas protegidas (Rede Nacional de Áreas Protegidas) Casas de natureza (casas-abrigo; centros de acolhimento; casas-retiro) Animação ambiental (animação; interpretação ambiental; desporto de natureza) (1) Os aldeamentos turísticos e hotéis-apartamento que estejam ou possam ser objecto de venda fraccionada ou em parte se encontrem em regime de direito real ou obrigacional de habitação periódica só poderão ter acesso à linha de crédito desde que respeitem à remodelação e ao reequipamento de estabelecimentos já existentes, apenas na componente de investimento referente às unidades de alojamento afectas à exploração turística e não exploradas segundo o supra mencionado regime, nela (componente de investimento) se englobando as despesas de investimento relativas às partes comuns dos estabelecimentos na mesma proporção daquela afectação. (2) Os apartamentos turísticos só serão objecto de apoio na presente linha de crédito para remodelação e reequipamento de estabelecimentos existentes (3) Quando se trate da criação de novas unidades, os restaurantes estão sujeitos à obtenção da declaração de interesse para o turismo (4) As empresas de Rent-a-Car são objecto de apoio na presente linha de crédito para investimentos unicamente relativos a projectos de modernização tecnológica, excluindo a aquisição de veículos (5) Os projectos relativos a apoios de praia terão que enquadrar-se no âmbito de instrumento vinculativo de ordenamento aprovado Esta linha de crédito poderá, igualmente, destinar-se a financiar os seguintes projectos de investimento: a) Aquisição de imóveis onde se encontrem instalados quaisquer dos empreendimentos turísticos acima referidos e que estejam arrendados, há pelo menos 5 anos, às entidades que exploram os aludidos empreendimentos, conquanto a respectiva aquisição seja acompanhada de investimento de remodelação e/ou reequipamento b) Aquisição de imóveis que se encontrem inacabados há mais de três anos por entidades que visem com a aquisição instalar um qualquer dos empreendimentos turísticos referidos 2

c) No que respeita a agências de viagens, o apoio poderá incluir a aquisição de viaturas ligeiras de passageiros, com capacidade superior a sete lugares, incluindo o do condutor, desde que afectas à respectiva actividade, bem como de viaturas pesadas de passageiros, desde que assegurado o respectivo licenciamento pela entidade competente DESPESAS NÃO ELEGÍVEIS Aquisição de imóveis (1) e viaturas (2) Estudos, projectos, assistência técnica, tecnologia de informação e comunicação, acções de comercialização na parte que exceda 25% do valor total do investimento Aquisição de terrenos na parte que exceda 15% do valor total do investimento (1) Excepto o disposto nas alíneas a) e b) anteriores (2) Excepto o disposto na alínea c) anterior CONDIÇÕES DO FINANCIAMENTO As seguintes condições de financiamento são aplicáveis a qualquer dos projectos de investimento abrangidos. Montante Máximo Montante Mínimo Capitais Próprios Taxa de Juro Aplicável Valor: até75% do custo do investimento com o limite máximo de 6 milhões por operação (1) Proporção: 25% IFT + 75% Banca (2) 100 000 (3) Mínimo: 25% do custo total do investimento Banca EURIBOR a 6 meses + 3% de spread (máximo aplicável) (4) IFT 60% da EURIBOR a 6 meses (4) (5) (1) Na circunstância de projectos de investimento inseridos num PITER Programa Integrado Turístico de Natureza Estruturante e de Base Regional, o montante do financiamento e da participação respectiva será definido casuisticamente pelo Banco e pelo Instituto de Financiamento e Apoio ao Turismo, tendo como limite máximo 12 milhões (2) Quando se trate de PME (na acepção da Recomendação 96/280/CE, de 3 de Abril) a repartição será suportada na proporção de 50% pelo Banco e de 50% pelo IFT (3) O referido montante não se aplica a projectos em Apoios de Praia, circunstância em que não haverá limite mínimo (4) A taxa de juro aplicável será arredondada para o oitavo de ponto superior (5) A parcela de financiamento suportada pelo IFT será remunerada a 45% da EURIBOR a 6 meses no caso de Apoios de Praia e de empreendimentos de animação turística 3

PRAZOS DO FINANCIAMENTO Tipologia de projecto Construção/instalação de: estabelecimentos hoteleiros (excepto hotéis-apartamento) Construção/ampliação de: aldeamentos turísticos (1) hotéis-apartamento (1) parques de campismo balneários termais animação turística Prazo máximo da operação Período de utilização e/ou carência (3) 15 anos 4 anos 10 anos 3 anos Criação/instalação de: turismo no espaço rural Aquisição de imóveis arrendados há, pelo menos, 5 anos Ampliação/remodelação e/ou reequipamento de: estabelecimentos hoteleiros (excepto hotéis-apartamento) Remodelação/reequipamento de: Apartamentos turísticos (2) Aldeamentos turísticos (2) Hotéis-apartamento (2) Parques de campismo Turismo no espaço rural Turismo de natureza Balneários termais Animação turística 6 anos 2 anos Criação de: Restaurantes Remodelação/ampliação de: Restaurantes 4 anos 1 ano Outros empreendimentos (1) Não aplicável aos aldeamentos turísticos e hotéis-apartamentos que se enquadrem na situação referida na nota (1) do item Projectos Abrangidos (2) Prazos aplicáveis a aldeamentos turísticos e a hotéis-apartamento, quer se enquadrem, quer não na situação referida na nota (1) do item Projectos Abrangidos (3) Períodos incluídos nos prazos máximos de reembolso 4

CUMULAÇÃO Os financiamentos a conceder no âmbito da presente linha de crédito podem ser complementados com financiamentos previstos nos sistemas de incentivos dos Programas Operacionais do QCA III, desde que cumpridos os critérios de autonomia financeira e de viabilidade económico-financeira exigidos nos projectos homologados ao abrigo dos referidos sistemas de incentivos. Exceptuam-se os projectos que tenham sido objecto de financiamento ao abrigo do PROREST II. CONDIÇÕES DE ACESSO AO FINANCIAMENTO Entidades promotoras legalmente constituídas Projecto aprovado pelas entidades competentes, nomeadamente pela Direcção- Geral do Turismo ou Câmaras Municipais, quando aplicável Declaração de interesse para o turismo, emitida pela Direcção-Geral do Turismo, sempre que necessária Especificação dos valores globais do investimento e do financiamento pretendido, o autofinanciamento e outras eventuais fontes de financiamento previstas Certidões comprovativas de que não existem dívidas ao Estado nem à Segurança Social ou de que esteja assegurada a respectiva liquidação Comprovativos de que têm a sua situação regularizada para com o Instituto de Financiamento e Apoio ao Turismo Os investimentos candidatos a esta linha de crédito não poderão estar iniciados à data do pedido de financiamento, com excepção dos estudos e projectos cuja elaboração não antecipe em mais de um ano a data da candidatura. CANDIDATURAS As candidaturas são apresentadas pelos promotores junto dos bancos aderentes à presente linha de crédito que procederão à respectiva análise de viabilidade económica e financeira. 5

COMPETE AO BANCO Nomeadamente Solicitar os documentos e elementos que considerar necessários ao estudo, decisão e formalização do financiamento Proceder à análise da respectiva viabilidade económica e financeira do investimento a realizar e decidir sobre a concessão do financiamento solicitado Fixar as garantias a prestar pelo proponente para assegurar os créditos presentes e futuros, incluindo os créditos titulados pelo IFT, segundo os critérios que utiliza na análise e decisão de operações da mesma natureza e prazo Remeter ao IFT o processo relativo à operação aprovada pelo banco para parecer final no prazo máximo de dez dias úteis Proceder à libertação do financiamento através da conta DO do proponente, incluindo as verbas do IFT Celebrar os actos e contratos em representação do IFT o qual, para o efeito, entregará ao Banco uma procuração concedendo poderes suficientes para esse efeito Receber dos devedores os reembolsos de capital e dos juros dos financiamentos da operação Proceder ao acompanhamento técnico dos projectos financiados VIGÊNCIA A presente linha de crédito entra em vigor no dia útil imediatamente seguinte ao da assinatura dos respectivos protocolos e é válida por dois anos, se não se verificar suspensão, revogação, resolução antecipada ou prorrogação. Esta informação é prestada a título indicativo, aconselhando-se, para esclarecimento de situações concretas, o contacto com o IFT ou com qualquer das instituições de crédito aderentes. 6