Administração de Sistemas GNU/Linux

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Transcrição:

Administração de Sistemas GNU/Linux Sistema de Inicialização do Linux e os Runlevels GRACO - Gestores da Rede Acadêmica de Computação Instrutor: Ibirisol Fontes Ferreira <ibirisol@dcc.ufba.br> Monitor: Jundai Halim Abdon <jundai@dcc.ufba.br> DCC: Departamento de Ciência da Computação

Todo o material aqui disponível pode, posteriormente, ser utilizado sobre os termos da: Creative Commons License: Atribuição - Uso não comercial - Permanência da Licença http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0/

Sumário Arquitetura do Linux Boot do sistema Mensagens do Kernel Configuração de módulos do Kernel Runlevels Operações com Runlevels

Arquitetura do Linux

Arquitetura do Linux Existem duas áreas essenciais na arquitetura do S.O. Espaço de usuário Espaço de Núcleo No primeiro espaço reside as aplicações de usuário Há também a biblioteca GNU C (glibc), que fornece uma interface para realizar chamadas de sistema do kernel do Linux Fornece o mecanismo para a transição entre o aplicativo de espaço de usuário e o kernel Está função é importante pois o espaço do Kernel é uma área protegida

Arquitetura do Linux Abaixo do espaço do usuário reside o kernel. No chamado espaço de kernel. Existe a camada de interface de chamadas de sistema As funcionalidades mais básicas do kernel Componentes do kernel dependentes de arquitetura (funções especificas para arquitetura i386, amd64, ARM, etc...) Ao contrário dos processos no espaço de usuário, o kernel ocupa um único espaço de memória.

Boot do sistema O boot é feito pelo gerenciador de inicialização (LILO, GRUB, etc...) Dispara o carregamento do kernel do Linux em tempo de inicialização É possível a partir do gerenciador de inicialização passar parâmetros especiais ao Linux

Boot do sistema Por padrão, os parâmetros do kernel são definidas no arquivo de configuração do seu gerenciador de inicialização No entanto, o kernel do Linux também tem a capacidade de aceitar a informação no momento da inicialização (interface de linha de comando do kernel) No processo de boot é possível interromper o processo de inicialização padrão

Boot do sistema No Debian GNU/Linux o arquivo de GRUB ou LILO ficam no diretório /etc/default /etc/default/grub /etc/default/lilo

Boot do sistema O kernel do linux tem uma estrutura modular, que permite adição e remoção de componentes (exemplos de módulos: driver de som, driver de rede, etc...) Os módulos podem ser inseridos e retirados pelo superusuário (root) Os parâmetros no arquivo de configuração do gerenciador de inicialização (boot loaders) com os comandos para kernel não controlam os módulos do kernel. Para customizar os parâmetros de cada módulo do kernel é preciso inserir a informação no arquivo de configuração de módulos da distribuição

Boot do sistema Para customizar os parâmetros de cada módulo do kernel é preciso inserir a informação no arquivo de configuração de módulos da distribuição /etc/modules Pode ser necessário quando um componente de hardware é trocado

Boot do sistema Descobrindo comandos man lsmod man modprobe man rmmod

Mensagens de kernel Outras mensagens de tempo de inicialização são registradas usando o 'syslog' Um exemplo de mensagem que não é registrada no 'dmesg' são as mensagens sobre o resultado da inicialização de módulos (dispositivo de rede).

Mensagens de kernel Geralmente, os tipos de mensagens que você vai ver são Identificação do Kernel Informações sobre o processador e memória Dispositivos identificados Checagem e estado de discos e partições Inicialização da rede Mensagens de saída de módulos carregados na inicialização

Mensagens de kernel As mensagens são exibidas no console do sistema em tempo de boot Mas podem ser consultadas posteriormente no arquivo de log ou com comandos de terminal dmesg

Mensagens de kernel Para customizar os parâmetros de cada módulo do kernel é preciso inserir a informação no arquivo de configuração de módulos da distribuição /var/log/messages Pode ser necessário quando um componente de hardware é trocado

Mensagens de kernel Descobrindo comandos man tail man head man less

Runlevels No Linux existem os chamados níveis de execução, que possibilitam especifica maneiras de controlar quais serviços serão executados Isto serve para definir, por exemplo, se o sistema será carregado apenas com o terminal ou incluindo o servidor de janelas Usado para iniciar o sistema em um modo de recuperação Apenas com os serviços prioritários etc...

Runlevels Os níveis de execução são especificados pelos números inteiros de 0 a 6 Níveis de execução 0 e 6 são utilizado para desligar e reiniciar o sistema respectivamente Se o administrador alterar o nível de execução do sistema para o nível 0, o sistema entra no chamado processo de desligamento. Caso especifique o nível de execução 6, o sistema começa o processo de reinicialização. Os outros runlevels podem variar a depender das distribuições Linux.

Runlevels Runlevel Diretório Descrição 0 /etc/rc0.d/ 1,s,S /etc/rc[1,s,s].d/ Não inicia o serviço de rede, compartilhamento de arquivos e similares. 2 /etc/rc2.d/ Multi-usuário, no Debian é o nível padrão 3 /etc/rc3.d/ 4 /etc/rc4.d/ 5 /etc/rc5.d/ 6 /etc/rc6.d/ Reinicia o sistema 7,... /etc/rc[7,...].d/ Geralmente não são usados

Operações com Runlevels O comando usado para trocar entre os runlevels no Debian init [numero do runlevel] telinit [numero do runlevel]

Operações com Runlevels Descobrindo comandos man update-rc man runlevel man shutdown É necessário instalar o rcconf rcconf

...?

Referências PRITCHARD, Steven et al. LPI Linux certification in a nutshell. O'Reilly Media, Inc., 2008.