25/03/2015 Resenha Diário Oficial da União nº 57 Seção 1 pág. 71 MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE GABINETE DA MINISTRA PORTARIA INTERMINISTERIAL N o - 60, DE 24 DE MARÇO DE 2015 Estabelece procedimentos administrativos que disciplinam a atuação dos órgãos e entidades da administração pública federal em processos de licenciamento ambiental de competência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis-IBAMA. Os MINISTROS DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE, DA JUSTIÇA, DA CULTURA E DA SAÚDE, no uso das atribuições que lhes confere o art. 87, parágrafo único, inciso II, da Constituição Federal, e tendo em vista o disposto no art. 14 da Lei n o 11.516, de 28 de agosto de 2007, resolvem: CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art.1 o Esta Portaria estabelece procedimentos administrativos que disciplinam a atuação da Fundação Nacional do Índio-FUNAI, da Fundação Cultural Palmares-FCP, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-IPHAN e do Ministério da Saúde nos processos de licenciamento ambiental de competência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis- IBAMA. Art. 2 o Para os fins desta Portaria entende-se por: I - estudos ambientais - estudos referentes aos aspectos ambientais relacionados a localização, instalação, operação e ampliação de atividade ou empreendimento, apresentados como subsídio para a análise da licença requerida; II - bens culturais acautelados em âmbito federal: a) bens culturais protegidos pela Lei n o 3.924, de26 de julho de 1961; b) bens tombados nos termos do Decreto-Lei n o 25, de 30 de novembro de 1937; c) bens registrados nos termos do Decreto n o 3.551, de 4 de agosto de 2000;e d) bens valorados nos termos da Lei n o 11.483, de 31 de maio de 2007; III - Ficha de Caracterização da Atividade-FCA documento apresentado pelo empreendedor, em conformidade com o modelo indicado pelo IBAMA, em que são descritos: a) os principais elementos que caracterizam a atividade ou o empreendimento; b)a área de localização da atividade ou empreendimento, com as coordenadas geográficas e o shapefile; c) a existência de intervenção em terra indígena ou terra quilombola, observados os limites definidos pela legislação; d)a intervenção em bem cultural acautelado,considerada a área de influência direta da atividade ou do empreendimento; e) a intervenção em unidade de conservação, compreendendo sua respectiva zona de amortecimento; f)as informações acerca da justificativa da implantação do projeto, de seu porte,da
tecnologia empregada, dos principais aspectos ambientais envolvidos e da existência ou não de estudos, dentre outras informações; e g) a existência de municípios pertencentes às áreas de risco ou endêmicas para malária; IV - licença ambiental - ato administrativo pelo qual o IBAMA estabelece condições, restrições e medidas de controle ambiental que deverão ser obedecidas pelo empreendedor, pessoa física ou jurídica, para localizar, instalar, ampliar e operar atividades ou empreendimentos utilizadores de recursos ambientais,considerados efetiva ou potencialmente poluidores, ou capazes sob qualquer forma, de causar degradação ambiental; V - licenciamento ambiental - procedimento administrativo pelo qual o IBAMA licencia a localização, instalação, ampliação e operação de atividades ou empreendimentos utilizadores de recursos ambientais considerados efetiva ou potencialmente poluidores, ou daqueles que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental, consideradas as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso; VI - órgãos e entidades envolvidos no licenciamento ambiental - o órgão e as entidades públicas federais de que trata o art. 1 o, incumbidos da elaboração de parecer sobre temas de sua competência, nos processos de licenciamento ambiental conduzidos pelo IBAMA; VII - Projeto Básico Ambiental-PBA - conjunto de planos e programas identificados a partir da elaboração dos estudos ambientais, com cronograma executivo, plano de trabalho operacional e definição das ações a serem desenvolvidas nas etapas de implantação e operação da atividade ou empreendimento e ainda monitoramento de indicadores ambientais; VIII - regiões endêmicas de malária:regiões que compreendam os municípioslocalizados em áreas de risco ou endêmicas de malária, identificados pelo Ministério da Saúde; IX - Relatório Técnico de Identificação e Delimitação- RTID -documento que identifica e delimita o território quilombola a partir de informações cartográficas, fundiárias, agronômicas, ecológicas, geográficas, socioeconômicas, históricas e antropológicas,conforme disposto em Instrução Normativa do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária-INCRA; X - Termo de Referência-TR - documento elaborado pelo IBAMA que estabelece o conteúdo necessário dos estudos a serem apresentados em processo de licenciamento ambiental e que contempla os conteúdos apontados pelos Termos de Referência Específicos; XI- Termo de Referência Específico-TER - documento elaborado pelos órgãos e entidades envolvidos no licenciamento ambiental que estabelecem o conteúdo necessário para análise dos impactos afetos a cada órgão ou entidade; XII- terra indígena: a) áreas ocupadas por povos indígenas, cujo relatório circunstanciado de identificação e delimitação tenha sido aprovado por ato da FUNAI, publicado no Diário Oficial da União; b) áreas que tenham sido objeto de portaria de interdição expedida pela FUNAI em razão da localização de índios isolados, publicada no Diário Oficial da União; e c) demais modalidades previstas no art. 17 da Lei n o 6.001, de 19 de dezembro de 1973; XIII - terra quilombola:área ocupada por remanescentes das comunidades dos quilombos, que tenha sido reconhecida por RTID devidamente publicado. CAPÍTULO II DOS PROCEDIMENTOS E PRAZOSPARAAS MANIFESTA Ç Õ E S Seção I Disposições gerais Art. 3 o No início do procedimento de licenciamento ambiental, o IBAMA deverá, na FCA, solicitar informações do empreendedor sobre possíveis intervenções em terra indígena, em terra quilombola, em bens culturais acautelados e em áreas ou regiões de risco ou endêmicas para malária. 1 o No caso de omissão ou inveracidade das informações solicitadas no caput, o IBAMA deverá informá-la às autoridades competentes para a apuração da responsabilidade do empreendedor, na forma da legislação em vigor. 2 o Para fins do disposto no caput, presume-se a intervenção: I - em terra indígena, quando a atividade ou o empreendimento submetido ao licenciamento ambiental localizar-se em terra indígena ou apresentar elementos que possam ocasionar impacto socioambiental direto na terra indígena, respeitados os limites do Anexo I; II -em terra quilombola, quando a atividade ou o empreendimento submetido ao licenciamento ambiental localizar-se em terra quilombola ou apresentar elementos que
possam ocasionar impacto socioambiental direto na terra quilombola, respeitados os limites do Anexo I; III - quando a área de influência direta da atividade ou o empreendimento submetido ao licenciamento ambiental localizar-se em área onde foi constatada a ocorrência dos bens culturais acautelados referidos no inciso II do caput do art. 2 o ;e IV - quando a atividade ou o empreendimento localizar-se em municípios pertencentes às áreas de risco ou endêmicas para malária. 3 o Em casos excepcionais, desde que devidamente justificados e em função das especificidades da atividade ou do empreendimento e das peculiaridades locais, os limites estabelecidos no Anexo I poderão ser alterados, de comum acordo entre o IBAMA, o órgão ou entidade envolvido e o empreendedor. 4 o No preenchimento da FCA, o empreendedor deverá declarar a Anotação de Responsabilidade Técnica-ART, ou documento equivalente, na forma da legislação vigente. Art. 4 o No TR do estudo ambiental exigido pelo IBAMA para o licenciamento ambiental, deverão constar as exigências de informações e de estudos específicos compreendidos nos TREs referentes à intervenção da atividade ou do empreendimento em terra indígena, em terra quilombola, em bens culturais acautelados e em municípios pertencentes às áreas de risco ou endêmicas para malária. Parágrafo único. No TR deve ser dada especial atenção aos aspectos locacionais e de traçado da atividade ou do empreendimento eàs medidas para a mitigação e o controle dos impactos a serem consideradas pelo IBAMA quando da emissão das licenças pertinentes. Seção II Da manifestação dos órgãos e entidades envolvidos em relação ao TR Art.5 o A participação dos órgãos e entidades envolvidos no licenciamento ambiental, para a definição do conteúdo do TR de que trata o art. 4 o, ocorrerá a partir dos TREs constantes do Anexo II. 1 o O IBAMA encaminhará para a direção do setor responsável pelo licenciamento ambiental do órgão ou entidade envolvido,no prazo de até dez dias consecutivos, contado da data do requerimento de licenciamento ambiental, a solicitação de manifestação e disponibilizará a FCA em seu sítio eletrônico. 2 o Os órgãos e entidades envolvidos deverão manifestar-se ao IBAMA no prazo de quinze dias consecutivos, contado da data do recebimento da solicitação de manifestação. 3 o Em casos excepcionais e mediante requerimento justificado do órgão ou entidade, o IBAMA poderá prorrogar em até dez dias o prazo para a entrega da manifestação. 4 o Expirados os prazos estabelecidos nos 2 o e 3 o, o TR será considerado finalizado e será dado prosseguimento ao procedimento de licenciamento ambiental. Seção III Da manifestação dos órgãos e entidades envolvidos em relação aos estudos ambientais Art. 6 o Após o recebimento dos estudos ambientais, o IBAMA, no prazo de trinta dias, no caso de EIA/RIMA, e de quinze dias, nos demais casos, solicitará manifestação dos órgãos e entidades envolvidos. Art. 7 o Os órgãos e entidades envolvidos no licenciamento ambiental deverão apresentar ao IBAMA manifestação conclusiva sobre o estudo ambiental exigido para o licenciamento, nos prazos de até noventa dias, no caso de EIA/RIMA, e de até trinta dias, nos demais casos, contado da data de recebimento da solicitação, considerando: I - no caso da FUNAI, a avaliação dos impactos provocados pela atividade ou pelo empreendimento em terras indígenas e a apreciação da adequação das propostas de medidas de controle e de mitigação decorrentes desses impactos; II - no caso da FCP, a avaliação dos impactos provocados pela atividade ou pelo empreendimento em terra quilombola e a apreciação da adequação das propostas de medidas de controle e de mitigação decorrentes desses impactos; III - no caso do IPHAN, a avaliação dos impactos provocados pela atividade ou pelo empreendimento nos bens culturais acautelados de que trata esta Portaria e a apreciação da adequação das propostas de medidas de controle e de mitigação decorrentes desses impactos; e IV - no caso do Ministério da Saúde, a avaliação e a recomendação acerca dos impactos sobre os fatores de risco para a ocorrência de casos de malária, na hipótese de a atividade ou o empreendimento localizar-se em áreas de risco ou endêmicas para malária. 1 o O Ministério da Saúde publicará anualmente, em seu sítio eletrônico oficial, os Municípios pertencentes às áreas de risco ou endêmicas para malária. 2 o O IBAMA consultará o Ministério da Saúde sobre os estudos epidemiológicos e os
programas destinados ao controle da malária e seus vetores propostos e a serem conduzidos pelo emp r e e n d e d o r. 3 o Em casos excepcionais, devidamente justificados,o órgão ou entidade envolvida poderá requerer a prorrogação do prazo em até quinze dias para a entrega da manifestação ao IBAMA. 4 o A ausência de manifestação dos órgãos e entidades no prazo estabelecido não implicará prejuízo ao andamento do processo de licenciamento ambiental, nem para a expedição da respectiva licença. 5 o Os órgãos e entidades poderão exigir uma única vez, mediante decisão motivada, esclarecimentos, detalhamento ou complementação de informações, com base no termo de referência específico, a serem entregues pelo empreendedor no prazo de até sessenta dias, no caso de EIA/RIMA, e vinte dias, nos demais casos. 6 o A contagem do prazo previsto no caput será suspensa durante a elaboração dos estudos ambientais complementares ou a preparação de esclarecimentos referida no 5 o, a partir da data de comunicação ao empreendedor. 7 o O IBAMA deve ser comunicado sobre a suspensão de prazo a que se refere o 6 o. 8 o Os prazos estipulados no 5 o poderão ser alterados, desde que justificados e com a concordância do empreendedor e do IBAMA. 9 o Ressalvada a hipótese prevista no 8 o, o não cumprimento dos prazos estipulados no 5 o sujeitará o empreendedor ao arquivamento do seu pedido de licença. 10. O arquivamento do processo de licenciamento não impedirá a apresentação de novo requerimento de licença, que deverá obedecer aos procedimentos estabelecidos nos atos normativos pertinentes, mediante novo pagamento de custo de análise. 11. A manifestação dos órgãos e entidades deverá ser conclusiva, apontar a existência de eventuais óbices ao prosseguimento do processo de licenciamento e indicar as medidas ou condicionantes consideradas necessárias para superá-los. 12. As condicionantes e medidas indicadas na manifestação dos órgãos e entidades deverão guardar relação direta com os impactos identificados nos estudos apresentados pelo empreendedor, decorrentes da implantação da atividade ou empreendimento, e deverão ser acompanhadas de justificativa técnica. Seção IV Da manifestação dos órgãos e entidades quanto ao cumprimento das medidas ou condicionantes Art. 8 o No período que antecede a emissão das licenças de instalação e operação, o IBAMA solicitará, no prazo de até quinze dias consecutivos, contado da data de recebimento do documento pertinente, manifestação dos órgãos e entidades envolvidos quanto ao cumprimento das medidas ou condicionantes das licenças expedidas anteriormente e quanto aos planos e programas pertinentes à fase do licenciamento em curso. 1 o O prazo para manifestação dos órgãos e entidades envolvidos será de, no máximo, sessenta dias, contado da data de recebimento da solicitação do IBAMA. 2 o Os órgãos e entidades poderão exigir uma única vez, mediante decisão motivada, esclarecimentos, detalhamento ou complementação de informações, a serem entregues pelo empreendedor no prazo de trinta dias. 3 o A contagem do prazo previsto no 1 o será suspensa durante a elaboração dos esclarecimentos, detalhamento ou complementação de informações a que se refere o 2 o, a partir da data de comunicação ao empreendedor. 4 o O IBAMA deve ser comunicado da suspensão de prazo referida no 3 o. Art. 9 o Os órgãos e entidades deverão disponibilizar ao IBAMA, na fase pertinente do licenciamento e a partir de demanda da referida autarquia, orientações para a elaboração do PBA, ou de documento similar, e de outros documentos exigíveis ao processo de licenciamento ambiental. CAPITULO III DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 10. Os órgãos e entidades federais envolvidos no licenciamento ambiental deverão acompanhar a implementação das medidas e condicionantes incluídas nas licenças relacionadas às suas respectivas áreas de competência, informando ao IBAMA eventuais descumprimentos e inconformidades em relação ao estabelecido durante as análises prévias à concessão de cada licença. Parágrafo único. O IBAMA poderá readequar o cronograma de cumprimento das medidas ou condicionantes em comum acordo com os órgãos e entidades envolvidos e com o
empreendedor, sem prejuízo das sanções cabíveis. Art. 11. As manifestações dos órgãos e entidades envolvidos deverão ser encaminhadas ao IBAMA em formato impresso e em meio eletrônico. Art. 12. Os órgãos e entidades envolvidos deverão ajustar-se às disposições desta Portaria, adequando ou estabelecendo normativas pertinentes no prazo de até trinta dias, contado da data de publicação. Art. 13. Para dar cumprimento às disposições desta Portaria, os órgãos e entidades envolvidos e o IBAMA deverão publicar em seus sítios eletrônicos os dados e as informações necessárias ao licenciamento ambiental, disponibilizar ferramenta que comprove a autenticidade e a data da última atualização das informações e fornecer documento de comprovação ao requisitante. Art. 14. Os prazos e procedimentos dispostos nesta Portaria aplicam-se somente aos processos de licenciamento ambiental cujos Termos de Referência tenham sido emitidos pelo IBAMA a partir de 28 de outubro de 2011. Parágrafo único. No caso de processos de licenciamento em que os estudos ainda não tenham sido entregues ao IBAMA, o empreendedor poderá solicitar aplicação dos procedimentos e critérios estabelecidos nesta Portaria. Art. 15. No caso de empreendimentos localizados em áreas nas quais tenham sido desenvolvidos estudos anteriores, o empreendedor poderá utilizar os dados provenientes desses estudos no processo de licenciamento, e lhe caberá fazer as adequações e complementações necessárias relacionadas ao impacto da atividade ou empreendimento. Art. 16. As solicitações ou exigências indicadas nas manifestações dos órgãos e entidades envolvidos, nos estudos, planos, programas e condicionantes, deverão guardar relação direta com os impactos identificados nos estudos desenvolvidos para o licenciamento da atividade ou do empreendimento, devendo ser acompanhadas de justificativa técnica. 1 o O IBAMA, na qualidade de autoridade licenciadora, conforme disposto no art. 13 da Lei n o 11.516, de 28 de agosto de 2007, realizará avaliação de conformidade das exigências apontadas no caput e os impactos da atividade ou do empreendimento objeto de licenciamento, e deverão ser incluídas nos documentos e licenças pertinentes do licenciamento somente aquelas que guardem relação direta com os impactos decorrentes da atividade ou empreendimento. 2 o Caso o IBAMA entenda que as exigências indicadas nas manifestações referidas no caput não guardam relação direta com os impactos decorrentes da atividade ou do empreendimento, comunicará à direção máxima do órgão ou entidade envolvido para que esta justifique ou reconsidere sua manifestação no prazo de cinco dias consecutivos. 3 o Findo o prazo referido no 2 o, com ou sem recebimento da justificativa,o IBAMA avaliará e decidirá motivadamente. Art. 17. As exigências de complementação oriundas da análise da atividade ou do empreendimento, bem como dos estudos, planos e programas devem ser comunicadas pelos órgãos e entidades envolvidos de uma única vez ao empreendedor, na fase de apreciação do documento, ressalvadas aquelas decorrentes de fatos novos, conforme disposto no 1 o do art.14 da Lei Complementar n o 140, de 8 de dezembro de 2011. Parágrafo único.o disposto no caput aplica-se a todas as fases do licenciamento ambiental, independente da licença a ser emitida, respeitados os prazos e critérios previstos nos arts.7 o e art. 8 o. Art. 18. O IBAMA, no decorrer do processo de licenciamento e sem prejuízo do seu prosseguimento na fase em que estiver, poderá considerar manifestação extemporânea dos órgãos e entidades, após avaliação de conformidade e da relação direta com a atividade ou o empreendimento. Art. 19. Os casos omissos referentes ao conteúdo desta Portaria serão decididos pelo Ministro de Estado do Meio Ambiente, ouvido o IBAMA. Art. 20. Fica revogada a Portaria Interministerial n o 419, de 26 de outubro de 2011. Art. 21. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. [Ver anexo da pág. 73à 77. Acesso:http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp? data=25/03/2015&jornal=1&pagina=71&totalarquivos=140 ] IZABELLA TEIXEIRA Ministra de Estado do Meio Ambiente JOSÉ EDUARDO CARDOZO Ministro de Estado da Justiça JOÃO LUIZ SILVA FERREIRA Ministro de Estado da Cultura
Seção 1 pág. 78 INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS INSTRUÇÃO NORMATIVA N o - 3, DE 20 DE MARÇO DE 2015 O PRESIDENTE DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA, nomeado por Decreto de 16 de maio, publicado no Diário Oficial da União de 17 de maio de 2012, no uso das atribuições que lhe conferem o art. 22 do Anexo I do Decreto nº 6.099, de 26 de abril de 2007, que aprovou a Estrutura Regimental do Ibama, publicado no Diário Oficial da União de 27 de abril de 2007, e art. 111 do Regimento Interno aprovado pela Portaria nº GM/MMA nº 341, de 31 de agosto de 2011, publicada no Diário Oficial da União do dia subsequente; Considerando as disposições da Lei nº 11.516, de 28 de agosto de 2009; Decreto n?7.515, de 08 de julho de 2011; Instrução Normativa do ICMBIO nº 03, de 01 de setembro de 2014 e o disposto no Processo nº 02001.004234/2013-74, resolve: Art. 1º Revogar a Instrução Normativa do Ibama nº 154, de 01 de março de 2007. Art. 2º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação. VOLNEY ZANARDI JÚNIOR MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO ORÇAMENTO E GESTÃO SECRETARIA DE LOGÍSTICA E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO PORTARIA Nº 3, DE 24 DE MARÇO DE 2015 Dispõe sobre a organização da Central de Serviços e Suporte do SISP (C3S), no âmbito do Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação (SISP), como ponto de contato dos órgãos e entidades do SISP com a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI-MP). O SECRETÁRIO DE LOGÍSTICA E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO DO MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO, no uso das atribuições, que lhe confere o art. 34, alínea "a", inciso I, do Anexo I ao Decreto nº 8.189, de 21 de janeiro de 2014, e tendo em vista o disposto no Decreto nº 7.579, de 11 de outubro de 2011, e no art. 3º da Instrução Normativa nº 4, de 11 de setembro de 2014, resolve: Art. 1ºCriar a Central de Serviços e Suporte do SISP (C3S) da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI), do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP), como ponto de contato dos órgãos e entidades do SISP com a SLTI, Órgão Central do SISP. Art. 2º A C3S será organizada em grupos de apoio com foco em determinadas áreas de conhecimento, alinhadas à Estratégia Geral de Tecnologia da Informação e Comunicações (EGTIC), instrumento de planejamento estratégico no âmbito do SISP. 1º Os grupos de apoio serão integrados por servidores em exercício no Departamento de Governo Eletrônico (DGE), no Departamento de Infraestrutura e Serviços de Rede (DSR) e no Departamento de Governança e Sistemas de Informação (DEGSI), indicados por suas respectivas chefias. 2º A coordenação da C3S será exercida pelo DEGSI. Art. 3º Para fornecimento de apoio pela C3S, a fim de minimizar as necessidades de informação e aperfeiçoar o compartilhamento dos recursos, de acordo com a complexidade da demanda, será observado o seguinte: I - nível I: atendimento imediato; II - nível II: atendimento especializado, prestado de maneira remota; e III - nível III: atendimento especializado, prestado de maneira presencial. Art. 4º O apoio aos órgãos e entidades do SISP em nível III, ou seja, atendimento especializado e presencial, será realizado, prioritariamente, por meio de oficinas, fóruns e
comunidades virtuais, além de outras formas compatíveis com o atendimento coletivo aos órgãos e entidades. 1º Em caráter excepcional, poderá ser realizado atendimento presencial individualizado a determinado órgão ou entidade, sendo executado pelos grupos de apoio da SLTI de maneira integrada. 2º O atendimento presencial a um órgão ou entidade será realizado mediante a definição de Plano de Trabalho, que deve conter informações relativas ao escopo, cronograma, metas e responsáveis, e será assinado pelo Secretário da SLTI e pelo Presidente do Comitê de Tecnologia da Informação (TI) ou pela instância decisória hierarquicamente superior à área de TI do órgão ou entidade demandante. 3º O relatório final com o registro das entregas realizadas pela equipe de apoio, em conjunto com o órgão ou entidade demandante, deverá ser aprovado pelo Secretário da SLTI e pelo Comitê de TI ou pela instância decisória hierarquicamente superior à área de TI do órgão ou entidade demandante. 4º A equipe de apoio da SLTI passará a atuar no órgão ou entidade demandante somente após a aprovação do Plano de Trabalho, conforme o 2º deste artigo. Art. 5º Os órgãos setoriais do SISP terão prioridade no atendimento, cabendo-lhes articular-se junto à C3S para atendimento aos órgãos seccionais e correlatos. Art. 6º A solicitação de apoio à C3S deverá ser efetuada pelo órgão ou entidade demandante pelo endereço eletrônico http://c3s.sisp.gov.br e as comunicações referentes à C3S serão realizadas pela Comunidade Virtual do SISP, por meio do endereço eletrônico http://sisp.gov.br. Art. 7º Os casos omissos e as eventuais dúvidas na aplicação do disposto nesta Portaria serão tratados pela SLTI. Art. 8º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. CRISTIANO ROCHA HECKERT Seção 2 pág. 02 PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA CASA CIVIL PORTARIAS DE 24 DE MARÇO DE 2015 MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE O MINISTRO DE ESTADO CHEFE DA CASA CIVIL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto no art. 1 o do Decreto n o 4.734, de 11 de junho de 2003, resolve: Nº 630 - NOMEAR RAIMUNDO DEUSDARÁ FILHO, para exercer o cargo de Diretor-Geral do Conselho Diretor do Serviço Florestal Brasileiro do Ministério do Meio Ambiente, código DAS 101.6, ficando exonerado do que atualmente ocupa. ALOIZIO MERCADANTE OLIVA Seção 2 pág. 53 INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE PORTARIA Nº 130, DE 24 DE MARÇO DE 2015 O PRESIDENTE DO INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE, no uso das competências atribuídas pelo artigo 21 do Decreto nº. 7.515, de 08 de julho de 2011, pela Portaria nº. 304/Casa Civil, de 28 de março de 2012, publicada no Diário Oficial da União de 29 de março de 2012, resolve:
Designar FLAVIO BARBOSA DOS SANTOS, CPF 030.296.451-77, para exercer os encargos de substituto do Chefe de Serviço, Código DAS 101.1, do Serviço de Administração de Pessoal/Coordenação Geral de Gestão de Pessoas, da Diretoria de Planejamento, Administração e Logística, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, nos afastamentos, impedimentos legais ou regulamentares do titular e na vacância do cargo. ROBERTO RICARDO VIZENTIN DIRETORIA DE PLANEJAMENTO, ADMINISTRAÇÃO E LOGÍSTICA COORDENAÇÃO-GERAL DE GESTÃO DE PESSOAS RETIFICAÇÃO Na Portaria nº 43, de 27 de fevereiro de 2015, publicada no Diário Oficial nº 40 de 02 de março de 2015, Seção 02, Página 66, Onde se lê: "...Vantuir Estevão da Silva,..." Leia-se: "...Vantuir Estevão Lima,...". Seção 3 pág. 89 MINISTÉRIO DA JUSTIÇA FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO EDITAIS DE 24 DE MARÇO DE 2015 Projeto PNUD / BRA 09 / G32 Projeto de Gestão Ambiental e Territorial Indígena - GATI Processo de seleção simplificado para consultoria na modalidade PRODUTO: EDITAL 2015/001 (GATI) - 01 (uma) vaga para técnico especializado de nível superior em área correlata à consultoria ou nível superior com experiência profissional comprovada na área de geoprocessamento; Objetivo: Efetuar a aplicação de ferramentas de geoprocessamento às Áreas de Referência (AR), para a implementação do Projeto "Gestão Ambiental e Territorial Indígena" GATI. EDITAL 2015/002 (GATI) - 01 (uma) vaga para técnico especializado de nível superior em área correlata a consultoria (biologia ou afins) ou nível superior com experiência profissional comprovada na área de biodiversidade; Objetivo: Realizar levantamento da biodiversidade nas Áreas de Referência (AR) e identificação de potencial para articulação com programas de conservação de espécies ameaçadas, para implementação do Projeto "Gestão Ambiental e Ter- ritorial Indígena" - GATI. Período para recebimento de carta de solicitação de participação e de Currículo: Até dia 15 de abril de 2015. Os editais, na íntegra, estão disponíveis na FUNAI/DPDS/CGGAM, SBS, Q2, Lote 14, Ed. Cleto Meireles, 4º andar, Brasília-DF, e na internet no seguinte endereço: h t t p : / / w w w. f u n a i. g o v. b r / i n d e x. p h p / l i c i t a c o e s - e - c o n t r a t o s / s e l e -cao-pessoal/em-andamento JAIME GARCIA SIQUEIRA JÚNIOR Diretor de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável Substituto
Seção 3 pág. 120 INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE EXTRATO DE COMPROMISSO PROCESSO Nº. 02174.000001/2012-30. ESPÉCIE: Termo de Compromisso nº 01/2015, celebrado entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio e o Mineração Rio do Norte S/A - MRN. Objeto: Apoio para a implantação e manutenção da Floresta Nacional Saracá-Taquera e Reserva Biológica do Rio Trombetas. VIGÊNCIA: 1 (um) ano. DATA DE ASSINATURA: 24/03/2015. Pelo ICMBio: ROBERTO RICARDO VIZENTIN - Presidente. Pela MRN: SILVANO DE SOUZA ANDRADE - Representante Legal. EXTRATO DE CONTRATO Nº 7/2015 Nº Processo: 02070.002351/2014-61. Contratante: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio. Contratado: GL ELETRO-ELETRÔNICOS LTDA, CNPJ nº 52.618.139/0030-31. OBJETO: Aquisição de equipamentos de Nobreak para garantir o fornecimento de energia elétrica para os equipamentos do centro de dados do ICMBio. VIGÊNCIA: 12 (doze) meses. Data de Assinatura: 04/03/2015. Valor: R$ 359.000,00 (trezentos e cinqüenta e nove mil reais). EDITAL DE INTIMAÇÃO O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, por meio do Coordenador da 10ª Região, em cumprimento ao disposto no artigo 126 do Decreto Federal n 6.514, de 22 de julho de 2008, e do artigo 79 da Instrução Normativa ICMBio nº 6, de 24 de março de 2009, intima as pessoas físicas e jurídicas abaixo elencadas para que saibam da homologação dos autos de infração e demais termos, confirmados em julgamento de 1ª instância. Neste ato, informa que é franqueada a apresentação de recurso sobre as decisões administrativas de 1ª instância dos autos de infração no prazo de 20 (vinte) dias, contados da data de publicação deste edital, sendo concedido desconto de 30% (trinta por cento) no caso de pagamento dentro do período estipulado, que é de (5 dias), sendo facultado ao autuado, ainda, solicitar parcelamento do débito, conforme a Instrução Normativa supracitada. [Acesso: http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp? data=25/03/2015&jornal=3&pagina=120&totalarquivos=220 ] Dá-se ciência, ademais, que os referidos processos encontram-se disponíveis para vistas aos interessados no endereço Rua Sete de Setembro, Nº 430, Centro Histórico, Cuiabá/MT. FERNANDO FRANCISCO XAVIER Coordenador EDITAL DE INTIMAÇÃO Nº 1/2015 O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - Instituto Chico Mendes, no uso de suas atribuições legais e em cumprimento ao disposto no artigo 26 4º da Lei nº 9.784 de 29 de janeiro de 1999, no artigo 96, 1º, IV, do Decreto Federal nº 6.514, de 22 de julho de 2008, e do artigo 23, 1º, II, da Instrução No rmativa ICMBio nº 06, de 01 de dezembro de 2009, intima a pessoa física abaixo elencada que, considerando a constatação de infração administrativa ambiental, foi lavrado o Auto de Infração nº 011298/A - ficam embargadas as atividades agropastoris e a área de 15,78 ha. Este ato informa que é franqueada a apresentação de impugnação aos autos de infração no prazo de 20 (vinte) dias, contados da data de publicação deste edital, sendo concedido desconto de 30% (trinta por cento) no caso de pagamento dentro do período estipulado, e sendo facultado, ainda, ao autuado solicitar parcelamento do débito, conforme artigo 62, da Instrução Normativa I CMBio nº 06, de 01 de dezembro de 2009. [Acesso: http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp? data=25/03/2015&jornal=3&pagina=120&totalarquivos=220 ]
Cientifica-se, ainda, que o referido processo encontra-se disponível, para vistas ao(s) interessado(s), no seguinte endereço: Rua Coronel José Porfírio, 3455 - São Sebastião - Altamira/PA. CEP: 68.372-040 - PA: (93) 3515-080. EDITAL DE NOTIFICAÇÃO LEIDIANE DINIZ BRUSNELLO Chefe da Estação Ecológica Terra do Meio Substituta O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - Instituto Chico Mendes, no uso de suas atribuições legais e em cumprimento ao disposto no Decreto Federal nº 6.514, de 22 de julho de 2008, e no artigo 23, 1º, II, da Instrução Normativa ICMBio nº 06, de 01 de dezembro 2009, notifica a pessoa física abaixo especificada para retirar todo o gado de sua propriedade localizada no interior da Estação Ecológica da Terra do Meio no prazo de 20 dias. [Acesso: http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp? data=25/03/2015&jornal=3&pagina=120&totalarquivos=220 ] O não cumprimento da referida notificação acarretará em lavratura de auto de infração com aplicação de multa e apreensão das reses. Cientifica-se, ainda, que o referido processo encontra-se disponível, para vistas ao(s) interessado(s), no seguinte endereço: Rua Coronel José Porfírio, 3455 - São Sebastião - Altamira/PA. CEP: 68.372-0 40 - PA: (93) 3515-080. LEIDIANE DINIZ BRUSNELLO Chefe da Estação Ecológica Terra do Meio Substituta DIRETORIA DE PLANEJAMENTO, ADMINISTRAÇÃO E LOGÍSTICA COORDENAÇÃO-GERAL DE FINANÇAS E ARRECADAÇÃO EXTRATO DE TERMO ADITIVO Nº 2/2015 - UASG 443033 Número do Contrato: 7/2013. Nº Processo: 02070002918201237. INEXIGIBILIDADE Nº 3/2013. Contratante: INSTITUTO CHICO MENDES DE -CONSERVACAO DA BIODIVERSIDADE. CNPJ Contratado: 69112514000135. Contratado : PRIMASOFT INFORMATICA LTDA. -Objeto: Prorrogação do prazo de vigência do Contrato nº 07/2013, nos termos do inciso IV, do Art. 57, da Lei nº 8666/93. Fundamento Legal: Lei nº 8666/93. Vigência: 06/03/2015 a 06/03/2016. Valor Total: R$6.240,00. Fonte: 250443032-2015NE800213. Data de Assinatura: 06/03/2015. (SICON - 24/03/2015) 443033-44207-2015NE800213 UNIDADE AVANÇADA DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS AREMBEPE AVISO DE LICITAÇÃO PREGÃO Nº 4/2015 - UASG 443043 Nº Processo: 02151000003201530. Objeto: Pregão Eletrônico -Aquisição de HIPOCLORITO DE SÓDIO, conforme especificações e quantitativos constantes do Termo de Referência, para atender ao CMA-PE / ICMBio. Total de Itens Licitados: 00001. Edital: 25/03/2015 de 08h00 às 12h00 e de 13h às 17h00. Endereço: Rua Andréia, 01, Arembepe Volta do Robalo - CAMACARI - BA. En- trega das Propostas: a partir de 25/03/2015 às 08h00 no site www.comprasnet.gov.br. Abertura das Propostas: 07/04/2015 às 09h00 site www.comprasnet.gov.br. EUNICE MARIA ALMEIDA DE OLIVEIRA Chefe (SIDEC - 24/03/2015) 443033-44207-2015NE800077