CONVENÇÃO SOBRE A ORGANIZAÇÃO MARÍTIMA INTERNACIONAL. PARTE I Propósitos da Organização



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Transcrição:

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- ADVERTÊNCIA O presente texto é uma tradução livre do texto consolidado da Convenção da IMO existente na publicação Basic Documents volume 1 editada pela IMO sob o número IB001E e tem por finalidade facilitar a pesquisa e a consulta. Este texto não substitui o texto aprovado originalmente pelo Congresso Nacional e promulgado através dos seguintes Decretos: Decreto Legislativo, 017/62; 041/66; 039/66; 051/76; 053/77, 074/78; 087/83; 071/95 e 069/96. Decreto 52493/63; 64988/69; 64989/69; 82533/78; 87458/82; 00144/91 e 90.385/84 --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- CONVENÇÃO SOBRE A ORGANIZAÇÃO MARÍTIMA INTERNACIONAL Os Estados Partes da presente Convenção, por meio desta, estabelecem a Organização Marítima Internacional (doravante referida como "a Organização") PARTE I Propósitos da Organização Artigo 1 Os propósitos da Organização são: a) Instituir mecanismos de cooperação entre os governos no domínio da regulamentação e das práticas governamentais relacionados com assuntos técnicos de todos os tipos que interessem à atividade marítima relacionada ao comércio internacional; para incentivar e facilitar a adoção geral dos mais altos padrões possíveis em matéria de segurança marítima, eficiência da navegação e prevenção e controle da poluição marinha causada por navios; tratar de assuntos administrativos e jurídicos relacionados com os propósitos previstos neste Artigo; b) Encorajar o abandono das medidas discriminatórias e restrições desnecessárias por governos afetando a atividade marítima relacionada ao comércio internacional, de modo a promover a disponibilidade de serviços de relacionados a atividade marítima para o comércio do mundo, sem discriminação; assistência e incentivo dados por um Governo para o desenvolvimento de sua atividade marítima nacional e para fins de segurança não constituem, por si só, discriminação, desde que tal assistência e incentivo não sejam baseados em medidas destinadas a restringir a liberdade da atividade marítima de todas as bandeiras de participar do comércio internacional; c) Examinar conforme o exposto na Segunda Parte as questões relativas às práticas restritivas desleais relativas à atividade marítima; d) examinar todas as questões relativas à atividade marítima que poderão ser trazidas a seu conhecimento por qualquer órgão ou instituição especializada da Organização das Nações Unidas; e) Permitir a troca de informações entre governos sobre as questões em apreciação pela Organização.

PARTE II Funções Artigo 2 Para atingir os propósitos estabelecidos na parte I, a Organização deve: a) Sem prejuízo do disposto no artigo 3, examinar e fazer recomendações sobre as questões decorrentes do artigo 1 (a), (b) e (c) que podem ser submetidas à apreciação da Organização pelos seus Membros, por qualquer órgão ou agência especializada das Nações Unidas ou por qualquer outra organização intergovernamental sobre assuntos mencionados no artigo 1 (d); b) Elaborar projetos de convenções, acordos ou outros instrumentos apropriados, recomendá-los aos governos e às organizações intergovernamentais e convocar as conferências que julgar necessárias; c) Prover mecanismos para consultas entre os Membros e a troca de informações entre os Governos; d) Desempenhar as funções relacionadas com os parágrafos (a), (b) e (c) do presente Artigo, em particular aquelas que lhe sejam atribuídas por, ou a partir, de instrumentos internacionais relativos aos assuntos marítimos e ao efeito da atividade marítima no ambiente marinho; e) Facilitar quando necessário, e em conformidade com a parte X, a cooperação técnica dentro da finalidade da Organização. Artigo 3 Naqueles assuntos que se mostrem à Organização como passíveis de serem acordados pelos métodos normais do comércio marítimo internacional, a Organização assim o recomendará. Quando, na opinião da Organização, qualquer assunto envolvendo práticas desleais restritivas injustas, que pelos conceitos do comércio marítimo, for impossível de ser acordado pelos métodos normais do comércio marítimo internacional, ou que tenha de fato assim sido provado, e sob condição de que tenha sido primeiro antes objeto de negociação direta entre os Membros envolvidos, a Organização poderá, por solicitação de um desses membros, considerar o assunto.

Parte III Composição Artigo 4 A filiação à Organização deve ser aberta a todos os Estados, sujeita às disposições da parte III. Artigo 5 Os Membros das Nações Unidas podem tornar-se Membros da Organização aderindo à convenção conforme os dispositivos do artigo 76. Artigo 6 Os Estados que não sejam Membros das Nações Unidas, mas que foram convidados a enviar representantes à Conferência Marítima das Nações Unidas, convocada em Genebra, a 19 de fevereiro de 1948, podem tornar-se Membros aderindo à convenção conforme os dispositivos do artigo 76. Artigo 7 Todo Estado que não estiver compreendido nos casos citados nos artigos 5º e 6º, para tornar-se Membro, pode apresentar seu pedido por intermédio do Secretário-Geral da Organização; sua admissão como Membro dependerá de adesão à convenção conforme o disposto no art. 76, sob a condição que, por recomendação do Conselho, o pedido de admissão tenha sido apoiado por dois terços dos Membros da Organização que não sejam Membros associados. Artigo 8 Qualquer território ou grupo de territórios ao qual a Convenção se tornou aplicável nos termos do artigo 77, pelo Estado-Membro responsável por suas relações internacionais ou pelas Nações Unidas, pode tornar-se um membro associado da Organização mediante notificação escrita dada por tal membro ou pelas Nações Unidas, conforme o caso, ao Secretário-Geral das Nações Unidas. Artigo 9 Um membro associado deverá ter os direitos e obrigações de um Membro signatário da Convenção, exceto o direito de voto ou de se eleger para integrar o Conselho e, com respeito à palavra Membro na Convenção, ela deve incluir todos os Membros Associados, a menos que o contexto exija o contrário.

Artigo 10 Nenhum Estado ou território pode tornar-se ou permanecer Membro da Organização contrariamente a uma resolução da Assembléia Geral das Nações Unidas.

PARTE IV Órgãos Artigo 11 A Organização compreende uma Assembléia, um Conselho, um Comitê de Segurança Marítima, um Comitê Legal, um Comitê de Proteção do Meio Ambiente Marinho, um Comitê de Cooperação Técnica, um Comitê de Facilitação e órgãos auxiliares que a Organização poderá, a qualquer momento, considerar necessários; e uma Secretaria.

PARTE V A Assembléia Artigo 12 A Assembléia deve ser constituída por todos os membros. Artigo 13 As sessões ordinárias da Assembléia terão lugar uma vez a cada dois anos. As sessões extraordinárias deverão ser convocadas após um aviso prévio de sessenta dias, sempre que um terço dos Membros tiver notificado o Secretário-Geral que desejam que uma sessão seja organizada, ou a qualquer momento se for considerado necessário pelo Conselho, após um aviso prévio de sessenta dias. Artigo 14 Uma maioria de Membros outros, que não os Membros Associados, devem constituir o quórum para as reuniões da Assembléia. Artigo 15 As funções da Assembléia são: a) Eleger, em cada sessão ordinária, entre os seus Membros, outros que não os Membros Associados, seu presidente e dois vice-presidentes, que devem permanecer nas suas funções até à sessão ordinária seguinte; b) Estabelecer o seu próprio Regimento salvo disposição em contrário na convenção; c) Estabelecer qualquer órgão subsidiário temporário ou, por recomendação do Conselho, permanente que possa ser considerado necessário; d) Eleger os Membros a serem representados no Conselho, conforme previsto no artigo 17; e) Receber e examinar os relatórios do Conselho, e decidir sobre qualquer questão submetida pelo Conselho; f) aprovar o programa de trabalho da Organização; g) votar o orçamento e determinar os arranjos financeiros da Organização, em conformidade com a parte XIII; h) Examinar as despesas e aprovar as contas da Organização;

i) Desempenhar as funções da Organização desde que em questões relacionadas aos artigos 2 (a) e (b) a Assembléia mencione estas questões no Conselho para a formulação por ele de quaisquer recomendações ou instrumentos, além disto, quaisquer recomendações ou instrumentos submetidos à Assembléia devem ser remetidos ao Conselho para nova apreciação, acompanhados das observações que a Assembléia possa fazer; j) Recomendar aos Membros, para a adoção, regulamentos e diretrizes relativas à segurança marítima, à prevenção e controle da poluição marinha por navios e outros assuntos relativos aos efeitos da atividade marítima no meio ambiente marinho afetos à Organização por intermédio de instrumentos internacionais, ou emendas a estes instrumentos que sejam afetas; k) tomar as medidas que considere apropriadas para promover a cooperação técnica nos termos do artigo 2 (e), levando em consideração as necessidades especiais dos países em desenvolvimento; l) tomar decisões sobre a convocação de qualquer conferência internacional ou quanto a seguir outro procedimento adequado para a adoção de convenções internacionais ou de emendas a quaisquer convenções internacionais que tenham sido desenvolvidas pelo Comitê de Segurança Marítima, pelo Comitê Legal, pelo Comitê de Proteção do Meio Ambiente Marinho, pelo Comitê de Cooperação Técnica, pelo Comitê de Facilitação ou outros órgãos da Organização; m) submeter ao Conselho para apreciação ou decisão quaisquer assuntos no âmbito da Organização, exceto a função de fazer recomendações segundo o parágrafo (j) do presente artigo, que não deve ser delegada.

PARTE VI O Conselho Artigo 16 O Conselho deverá ser composto por quarenta membros eleitos pela Assembléia. Artigo 17 Na eleição dos membros do Conselho, a Assembléia deverá observar os seguintes critérios: a) Dez deles deverão ser Estados com o maior interesse em oferecer serviços na atividade marítima internacional; b) Dez deverão ser outros Estados com o maior interesse no comércio internacional marítimo; c) Vinte deverão ser Estados não eleitos conforme (a) ou (b) acima, que têm interesses especiais no transporte marítimo ou na navegação e cuja eleição para o Conselho garanta a representação de todas as grandes áreas geográficas do mundo. Artigo 18 Os Membros representados no Conselho em conformidade com o artigo 16 ocuparão o cargo até o final da seguinte sessão ordinária da Assembléia. Os membros de um Conselho anterior poderão ser reeleitos. Artigo 19 a) O Conselho deverá eleger o seu presidente e adotar o seu próprio Regimento salvo disposição em contrário na Convenção. b) Vinte e seis membros do Conselho constituirão quorum. c) o Conselho se reúne, após aviso prévio de um mês, por convocação de seu Presidente ou a pedido de ao menos quatro de seus membros, sempre que for necessário para o bom desempenho de suas funções. As reuniões se efetuarão nos lugares que julgados apropriados. Artigo 20 O Conselho poderá convidar qualquer Membro a participar, sem direito a voto, em deliberações sobre qualquer assunto que interesse particularmente a este Membro.

Artigo 21 a) O Conselho deverá examinar a minuta do programa de trabalho e as previsões orçamentárias preparadas pelo Secretário-Geral à luz das propostas do Comitê de Segurança Marítima, do Comitê Legal, do Comitê de Proteção do Meio Ambiente Marinho, do Comitê de Cooperação Técnica, do Comitê de Facilitação e de outros órgãos da Organização e, levando isto em conta, devem estabelecer e submeter à Assembléia o programa de trabalho e o orçamento da Organização, considerando o interesse geral e as prioridades da Organização. b) O Conselho recebe os relatórios, propostas e recomendações do Comitê de Segurança Marítima, do Comitê Legal, do Comitê de Proteção do Meio Ambiente Marinho, do Comitê de Cooperação Técnica, do Comitê de Facilitação e de outros órgãos da Organização e deve transmiti-los para a Assembléia e, quando a Assembléia não estiver em sessão, deve transmiti-los aos Membros para informação, juntamente com as observações e recomendações do Conselho. c) Os assuntos dentro do escopo dos artigos 28, 33, 38, 43 e 48 devem ser considerados pelo Conselho apenas depois de obtidas as opiniões do Comitê de Segurança Marítima, do Comitê Legal, do Comitê de Proteção do Meio Ambiente Marinho, do Comitê de Cooperação Técnica ou do Comitê de Facilitação, da maneira adequada. Artigo 22 O Conselho, com a aprovação da Assembléia, deve nomear o Secretário-Geral. O Conselho também deve tomar providências para a nomeação de outro cargo que possa ser necessária, e determinar os termos e condições de serviço do secretário-geral e outro pessoal, cujos termos e condições devem estar de acordo, tanto quanto possível, com aqueles das Nações Unidas e suas agências especializadas. Artigo 23 O Conselho deve prestar um relatório à Assembléia em cada sessão ordinária sobre os trabalhos realizados pela Organização desde a sessão ordinária anterior da Assembléia. Artigo 24 O Conselho deve submeter à Assembléia as contas da Organização, juntamente com os comentários e recomendações do Conselho. Artigo 25 a) O Conselho poderá celebrar acordos ou convênios que cubram às relações da Organização com outras organizações, tal como previsto na parte XVI. Tais acordos e convênios estarão sujeitas à aprovação pela Assembléia.

b) Tendo em conta as disposições da parte XVI e as relações mantidas com outros organismos pelos respectivos comitês segundo os artigos 28, 33, 38, 43 e 48, o Conselho, entre as sessões da Assembléia, deve ser responsável pelas relações com outras organizações. Artigo 26 Entre as sessões da Assembléia, o Conselho deverá exercer todas as funções da Organização, exceto a função de fazer recomendações segundo o artigo 15 (j). Em particular, o Conselho deverá coordenar as atividades dos órgãos da Organização e pode fazer ajustes no programa de trabalho que sejam estritamente necessários para assegurar o funcionamento eficiente da Organização.

PARTE VII Comitê de Segurança Marítima Artigo 27 O Comitê de Segurança Marítima será composto por todos os membros. Artigo 28 a) O Comitê de Segurança Marítima deverá examinar quaisquer assuntos, dentro do escopo da Organização, relacionados com; auxílios à navegação, construção e equipamento de navios, à condução do ponto de vista de segurança, regras para evitar abalroamento no mar, manuseio de cargas perigosas, procedimentos e requisitos de segurança marítima, informações hidrográficas, livros de registros e registros de navegação, investigação de sinistros marítimos, salvamento e resgate, e quaisquer outros assuntos que afetem diretamente a segurança marítima. b) O Comitê de Segurança Marítima deverá prever mecanismos para a realização de quaisquer tarefas que lhe sejam atribuídas; pela presente Convenção, pela Assembléia ou pelo Conselho ou qualquer tarefa dentro do escopo do presente artigo que possa a ele ser atribuída por, ou através, de qualquer outro instrumento internacional e aceita pela Organização. c) Tendo em conta o disposto no artigo 25, o Comitê de Segurança Marítima, a pedido da Assembléia ou do Conselho ou, se julgar útil tal ação no interesse do seu próprio trabalho, deverá manter relações estreitas com outros organismos que possam promover os propósitos da Organização. Artigo 29 O Comitê de Segurança Marítima deverá submeter ao Conselho: a) Propostas de regulamentos de segurança ou de emendas aos regulamentos de segurança que o Comitê tenha elaborado; b) Recomendações e diretrizes que o Comitê tenha desenvolvido; c) Um relatório sobre o trabalho do Comitê desde a sessão anterior do Conselho. Artigo 30 O Comitê de Segurança Marítima deverá se reunir pelo menos uma vez por ano. Deve eleger os seus dirigentes uma vez por ano e aprovar seu regimento interno.

Artigo 31 Não obstante qualquer disposição em contrário nesta Convenção, mas sujeito às disposições do artigo 27, o Comitê de Segurança Marítima no exercício das funções, que lhe sejam conferidas pelas, ou advindas de, qualquer convenção internacional ou outro instrumento, deve obedecer às disposições pertinentes da convenção ou do instrumento, particularmente no que diz respeita às regras que regem os procedimentos a serem seguidos.

PARTE VIII Comitê Legal Artigo 32 O Comitê Legal será composto por todos os membros Artigo 33 a) O Comitê Legal deverá examinar quaisquer assuntos jurídicos no âmbito da Organização. b) O Comitê Legal deverá tomar todas as medidas necessárias para executar quaisquer tarefas que lhe sejam atribuídas pela presente Convenção ou pela Assembléia ou pelo Conselho, ou qualquer dever, dentro do escopo do presente artigo, que possa ser atribuído a ele por ou sob qualquer outro instrumento internacional e aceito pela Organização. c) Tendo em conta o disposto no artigo 25, o Comitê Legal, a pedido da Assembléia ou do Conselho ou, se julgar útil tal ação no interesse do seu próprio trabalho, deverá manter relações estreitas com outros organismos que possam promover os propósitos da organização. Artigo 34 O Comitê Legal deverá submeter ao Conselho: a) Minutas de convenções internacionais e de emendas a convenções internacionais que o Comitê tenha elaborado; b) Um relatório sobre o trabalho do Comitê desde a sessão anterior do Conselho. Artigo 35 O Comitê Legal deverá se reunir pelo menos uma vez por ano. Deve eleger os seus dirigentes uma vez por ano e aprovar o seu regimento interno. Artigo 36 Não obstante qualquer disposição em contrário nesta Convenção, sujeito às disposições do artigo 32, o Comitê Legal, no exercício das funções que lhe sejam conferidas pelas, ou advindas de, qualquer convenção internacional ou outro instrumento, deve obedecer às disposições pertinentes da convenção ou instrumento, particularmente no que diz respeito às regras que regem os procedimentos a serem seguidos.

PARTE IX Comitê de Proteção do Meio Ambiente Marinho Artigo 37 O Comitê de Proteção do Meio Ambiente Marinho será composto por todos os membros. Artigo 38 O Comitê de Proteção do Meio Ambiente Marinho deverá estudar quaisquer assuntos, dentro do escopo da Organização, relativos à prevenção e controle da poluição marinha por navios, e, em particular, deve: a) Desempenhar as funções que sejam ou possam ser conferidas à Organização pelas, ou advindas, das convenções internacionais para a prevenção e controle da poluição marinha causada por navios, especialmente com relação à aprovação e emendas aos regulamentos ou outras disposições, como previsto em tais convenções; b) Considerar as medidas apropriadas para facilitar a aplicação das convenções mencionadas na alínea a acima; c) Promover a obtenção de informação científica, técnica e qualquer outra informação prática sobre a prevenção e controle da poluição marinha causada por navios, para distribuição aos Estados, em particular para os países em desenvolvimento e, onde apropriado, fazer recomendações e elaborar diretrizes; d) Promover a cooperação com organizações regionais relacionadas com a prevenção e controle da poluição marinha causada por navios, tendo em conta as disposições do artigo 25; e) Considerar e tomar as medidas adequadas com relação a quaisquer outros assuntos que se enquadrem no escopo da Organização e que contribuirão para a prevenção e controle da poluição marinha causada por navios, incluindo a cooperação em questões ambientais com outras organizações internacionais, tendo em conta o disposto no artigo 25. Artigo 39 O Comitê de Proteção do Meio Ambiente Marinho deverá submeter ao Conselho: a) Propostas de regulamentos para a prevenção e controle da poluição marinha causada pelos navios e emendas a tais regulamentos que o Comitê tenha elaborado; b) Recomendações e diretrizes desenvolvidas pelo Comitê; c) Um relatório sobre o trabalho do Comitê, desde a sessão anterior do Conselho.

Artigo 40 O Comitê de Proteção do Meio Ambiente Marinho deverá se reunir pelo menos uma vez por ano. Deverá eleger os seus funcionários uma vez por ano e aprovar o seu regimento interno. Artigo 41 Não obstante qualquer disposição em contrário nesta Convenção, mas sujeito às disposições do artigo 37, o Comitê de Proteção do Meio Ambiente Marinho, no exercício das funções que lhe são conferidas pelas ou advindas de qualquer convenção internacional ou outro instrumento, deve obedecer às disposições pertinentes da Convenção ou instrumento em questão, particularmente no que diz respeito às regras que regem os procedimentos a serem seguidos.

PARTE X Comitê de Cooperação Técnica Artigo 42 O Comitê de Cooperação Técnica será constituído por todos os membros. Artigo 43 a) O Comitê de Cooperação Técnica deverá examinar, conforme apropriado, qualquer assunto no âmbito da Organização relativo à implementação de projetos de cooperação técnica financiados pelo programa pertinente das Nações Unidas, para os quais a Organização atue como executora ou agência de cooperação ou por fundos fiduciários, voluntariamente fornecidos à Organização e quaisquer outros assuntos relacionados com as atividades da Organização em matéria de cooperação técnica. b) O Comitê de Cooperação Técnica deverá rever constantemente, o trabalho do Secretariado relativo à cooperação técnica. c) O Comitê de Cooperação Técnica deve exercer as funções que lhe são atribuídas pela presente Convenção, pela Assembleia, ou pelo Conselho, ou qualquer trabalho dentro do escopo do presente artigo que possa ser atribuído a ele pelos, ou advindos de, qualquer outro instrumento internacional e aceites pela Organização. d) Tendo em conta o disposto no artigo 25, o Comitê de Cooperação Técnica, a pedido da Assembleia e do Conselho ou, se julgar útil tal ação no interesse do seu próprio trabalho, deverá manter relações estreitas com outros organismos que possam promover os propósitos da Organização. Artigo 44 O Comitê de Cooperação Técnica deverá apresentar ao Conselho: a) Recomendações que o Comitê tenha elaborado; b) Um relatório sobre o trabalho do Comitê desde a sessão anterior do Conselho. Artigo 45 O Comitê de Cooperação Técnica deverá se reunir pelo menos uma vez por ano. Deverá eleger os seus dirigentes uma vez por ano e aprovar o seu regimento interno.

Artigo 46 Não obstante qualquer disposição em contrário nesta Convenção, sujeito às disposições do artigo 42, o Comitê de Cooperação Técnica, no exercício das funções que lhe sejam conferidas pelas, ou advindas de, qualquer convenção internacional ou outro instrumento, deve obedecer às disposições pertinentes da convenção ou instrumento, particularmente no que diz respeito às regras que regem os procedimentos a serem seguidos.

PARTE XI Comitê de Facilitação Artigo 47 O Comitê de Facilitação será composto por todos os membros. Artigo 48 O Comitê de Facilitação deverá estudar qualquer assunto no âmbito da Organização relativo à facilitação do tráfego marítimo internacional e, em particular, deve: a) Desempenhar as funções que sejam ou possam ser conferidas à Organização pelas, ou advindas, das convenções internacionais para a para a facilitação do tráfego marítimo, especialmente com relação à aprovação e emendas aos regulamentos ou outras disposições, como previsto em tais convenções; b) Tendo em conta o disposto no artigo 25, do Comitê de Facilitação, a pedido da Assembleia ou do Conselho ou se considerar tal ação útil no interesse do seu próprio trabalho, deverá manter relações estreitas com outros organismos que possam contribuir para os propósitos da Organização. Artigo 49 O Comitê de Facilitação deve apresentar ao Conselho: a) Recomendações e diretrizes desenvolvidas pelo Comitê. b) Um relatório sobre o trabalho do Comitê desde a sessão anterior do Conselho. Artigo 50 O Comitê de Facilitação deverá se reunir pelo menos uma vez por ano. Deverá eleger os seus funcionários uma vez por ano e aprovar o seu regulamento interno. Artigo 51 Não obstante qualquer disposição em contrário nesta Convenção, sujeito às disposições do artigo 47, o Comitê de Facilitação, no exercício das funções que lhe sejam conferidas pelas, ou advindas de, qualquer convenção internacional ou outro instrumento, deve obedecer às disposições pertinentes da convenção ou instrumento, particularmente no que diz respeito às regras que regem os procedimentos a serem seguidos.

PARTE XII O Secretariado Artigo 52 O Secretariado é composto pelo Secretário-Geral e outro pessoal de que a Organização possa necessitar. O Secretário-Geral será o principal funcionário administrativo da Organização e poderá, sem prejuízo do disposto no artigo 22, nomear o pessoal acima mencionado. Artigo 53 O Secretariado deve manter todos os registros que possam ser necessários para o desempenho eficiente das funções da Organização, preparar, coletar e distribuir os papéis, documentos, agenda, anotações e informações que possam ser necessárias para o trabalho da Organização. Artigo 54 O Secretário-Geral deverá preparar e submeter ao Conselho as demonstrações financeiras referentes a cada ano e as previsões orçamentarias, numa base bienal, com as estimativas para cada ano, mostradas separadamente. Artigo 55 O Secretário-Geral deve manter os membros informados com relação às atividades da Organização. Cada Membro poderá designar um ou mais representantes para efeitos de comunicação com o Secretário-Geral. Artigo 56 No cumprimento dos seus deveres, o Secretário-Geral e o seu pessoal, não solicitarão nem receberão instruções de nenhum Governo ou de qualquer autoridade externa à Organização. Devem abster-se de qualquer ação que possa afetar a sua posição de funcionários internacionais. Cada Membro da Organização se compromete a respeitar o caráter exclusivamente internacional das responsabilidades do Secretário-Geral e do pessoal e a não procurar influenciá-los no desempenho de suas funções. Artigo 57 O Secretário-Geral assumirá quaisquer outras funções que possam ser atribuídas a ele pela Convenção, pela Assembleia ou pelo Conselho.

PARTE XIII Finanças Artigo 58 Cada membro deverá arcar com as despesas de viagem, salário e outros gastos de sua delegação, por ocasião das reuniões convocadas pela Organização. Artigo 59 O Conselho deverá examinar as demonstrações financeiras e as previsões orçamentarias preparadas pelo Secretário-Geral e submetê-las à Assembleia com suas observações e recomendações. Artigo 60 a) Sem prejuízo de qualquer acordo entre a Organização e as Nações Unidas, a Assembleia deverá rever e aprovar as estimativas orçamentarias. b) A Assembleia deve dividir as despesas entre os membros de acordo com uma escala a ser fixada por ela após análise das propostas do Conselho sobre a mesma. Artigo 61 Qualquer membro que não cumpra as suas obrigações financeiras para com a Organização no prazo de um ano, a partir da data em que é devido, não terá voto na Assembleia, no Conselho, no Comitê de Segurança Marítima, no Comitê Legal, no Comitê de Proteção do Meio Ambiente Marinho, no Comitê de Cooperação Técnica ou no Comitê de Facilitação salvo se a Assembleia, a seu critério, renunciar a presente disposição.

PARTE XIV Votação Artigo 62 Salvo disposição em contrário na Convenção ou em qualquer acordo internacional que confira atribuições a Assembleia, ao Conselho, ao Comitê de Segurança Marítima, ao Comitê Legal, ao Comitê de Proteção do Meio Ambiente Marinho, ao Comitê de Cooperação Técnica ou ao Comitê de Facilitação, as seguintes disposições aplicam-se ao voto nestes órgãos: a) Cada membro tem um voto. b) As decisões serão tomadas por maioria de votos dos membros presentes e votantes e, nas decisões em que uma maioria de dois terços é necessária, por uma maioria de dois terços dos presentes. c) Para efeitos da Convenção, o termo Membros presentes significa os membros presentes e votantes, exprimindo um voto afirmativo ou negativo. Os membros que se abstêm de votar são considerados como não votantes.

PARTE XV Sede da Organização Artigo 63 a) A sede da Organização deve ser estabelecida em Londres. b) A Assembleia pode, por uma maioria de dois terços, mudar o local da sede, se necessário. c) A Assembleia poderá realizar sessões em qualquer outro lugar que não a sede se o Conselho o considerar necessário.

PARTE XVI Relacionamento com as Nações Unidas e outras organizações Artigo 64 Conforme o art. 57 da Carta, a Organização estará ligada à Organização das Nações Unidas como instituição especializada nos campos da Atividade marítima e dos efeitos do transporte sobre o ambiente marinho. Suas relações serão estabelecidas por acordo concluído com a Organização das Nações Unidas, em virtude do art. 63 da Carta e segundo as disposições do art. 25 da Convenção. Artigo 65 A Organização deverá cooperar com qualquer agência especializada das Nações Unidas em matérias que possam ser de interesse comum da Organização e de cada agência especializada, e deve examinar essas matérias e agir com relação a elas em acordo com a agência especializada. Artigo 66 A Organização pode, em assuntos de sua competência, cooperar com outras organizações intergovernamentais que não sejam agências especializadas das Nações Unidas, mas cujos interesses e atividades sejam relacionados com os propósitos da Organização. Artigo 67 A Organização pode, em assuntos de sua competência, tomar as providências adequadas para consulta e cooperação com organizações não governamentais internacionais. Artigo 68 Sujeito à aprovação por uma maioria de dois terços da Assembleia, a Organização pode assumir de quaisquer outras organizações internacionais, governamentais ou não governamentais, certas funções, recursos e obrigações dentro do escopo da Organização, bem como eles podem ser transferidos para a Organização por acordos internacionais ou por acordos mutuamente aceitos celebrado entre as autoridades competentes das respectivas organizações. Da mesma forma, a Organização poderá igualmente assumir quaisquer funções administrativas que estão dentro de seu alcance e que foram confiadas a um governo em virtude de algum instrumento internacional.

PARTE XVII Capacidade jurídica, privilégios e imunidades Artigo 69 A competência legal, privilégios e imunidades acordadas, ou em conexão com a Organização, deverão ser decorrentes da, e regulados pela Convenção Geral sobre os Privilégios e Imunidades das Agências Especializadas, aprovada pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 21 de novembro de 1947, sujeitos a modificações que possam ser estabelecidos no texto final (ou revisto) do anexo aprovado pela Organização de acordo com as seções 36 e 38 da referida Convenção Geral. Artigo 70 Na pendência da sua adesão à dita Convenção Geral no que diz respeito à Organização, cada membro se compromete a aplicar as disposições do apêndice II da presente Convenção.

PARTE XVIII Emendas Artigo 71 Os textos das propostas de emendas à Convenção devem ser comunicados aos Membros pelo Secretário Geral ao menos seis meses antes que sejam submetidos ao exame da Assembleia. As emendas devem ser adotadas por maioria de dois terços de votos da Assembleia. Doze meses após sua aprovação pelos dois terços dos Membros da Organização excetuando os membros associados, a emenda entra em vigor para todos os Membros. Se dentro dos primeiros 60 dias deste período de doze meses, um membro entregar notificação de que está saindo da Organização em virtude de uma emenda, a saída deve, não obstante o disposto no artigo 78 da Convenção, valer a partir da data na qual a referida emenda entrar em vigor. Artigo 72 Qualquer emenda adotada nos termos do artigo 71 será depositada junto do Secretário- Geral das Nações Unidas, que enviará imediatamente uma cópia da emenda para todos os membros. Artigo 73 A declaração ou aceitação nos termos do artigo 71 deve ser feita pela comunicação de um instrumento para o secretário-geral para depósito junto do Secretário-Geral das Nações Unidas. O Secretário-Geral notificará os Membros da recepção de qualquer instrumento e da data em que a emenda entrar em vigor.

PARTE XIX Interpretação Artigo 74 Qualquer dúvida ou controvérsia relativa à interpretação ou aplicação da Convenção, deve ser comunicada à Assembleia para resolução ou será discutida de forma que as partes em litígio possam concordar. Nada no presente artigo obsta qualquer órgão da Organização, de resolver qualquer questão ou disputa que possa surgir durante o exercício de suas funções. Artigo 75 Qualquer questão jurídica que não possa ser resolvida como previsto no artigo 74 será submetida pela Organização ao Tribunal Internacional de Justiça para um parecer consultivo, em conformidade com o artigo 96 da Carta das Nações Unidas.

PARTE XX Disposições diversas Artigo 76 Assinatura e aceitação Ressalvadas as disposições da Parte III da presente Convenção permanecerá aberta à assinatura ou aceitação e os Estados podem tornar-se Partes da Convenção por: a) Assinatura sem reserva de aceitação; b) Assinatura sujeita a aceitação, seguida de aceitação, ou c) Aceitação. A aceitação será efetuada mediante o depósito de um instrumento junto do Secretário-Geral das Nações Unidas. Artigo 77 Territórios a) Os membros podem fazer uma declaração a qualquer momento que a sua participação na Convenção inclui todos, um grupo, ou um único dos territórios por cujas relações internacionais eles sejam responsáveis. b) A Convenção não se aplica aos territórios por cujas relações internacionais Membros são responsáveis, a menos que uma declaração nesse sentido tenha sido feita em seu nome, conforme as disposições da alínea a do presente artigo. c) Uma declaração feita nos termos da alínea a do presente artigo será comunicada ao Secretário-Geral das Nações Unidas e uma cópia será encaminhada por ele a todos os Estados convidados para a Conferência Marítima das Nações Unidas e outros tais Estados que se tenham tornado membros. d) Nos casos em que ao abrigo de um acordo de tutela, as Nações Unidas são a autoridade administradora, as Nações Unidas podem aceitar a Convenção em nome de um, vários ou todos os territórios sob a sua tutela, em conformidade com o procedimento estabelecido no artigo 76. Artigo 78 Denúncia a) Qualquer membro poderá retirar-se da Organização mediante notificação escrita enviada ao Secretário-Geral das Nações Unidas, que informará imediatamente os outros Membros e ao Secretário-Geral da Organização da notificação. A Notificação de saída pode se dar a qualquer momento depois de expirados doze meses a partir da data em que a Convenção tenha entrado em vigor. A saída se torna efetiva no prazo de doze meses a contar da data em que a notificação escrita é recebida pelo Secretário-Geral das Nações Unidas.

b) A aplicação da Convenção a um território ou grupo de territórios nos termos do artigo 77 poderá, a qualquer tempo, ser rescindida, mediante notificação escrita enviada ao Secretário-Geral das Nações Unidas pelo Membro responsável pelas suas relações internacionais, ou, no caso de um território sob a tutela do qual as Nações Unidas são a sua autoridade administradora, pelas Nações Unidas. O Secretário-Geral das Nações Unidas informará imediatamente todos os Membros e ao Secretário-Geral da Organização da notificação. A notificação terá efeito após a expiração de doze meses a contar da data em que for recebida pelo Secretário-Geral das Nações Unidas.

PARTE XXI Entrada em vigor Artigo 79 A presente Convenção entra em vigor na data em que 21 Estados, dos quais sete devem cada um, ter uma arqueação bruta total não inferior a 1.000.000, tornaram-se Partes da Convenção, em conformidade com o artigo 76. Artigo 80 O Secretário-Geral das Nações Unidas informará todos os Estados convidados para a Conferência Marítima das Nações Unidas e todos os outros Estados que se tenham tornado membros, da data em que cada Estado se torna Parte da Convenção e também da data em que a Convenção entrar em vigor. Artigo 81 A presente Convenção, cujos textos em inglês, francês e espanhol são igualmente autênticos, será depositada junto do Secretário-Geral das Nações Unidas, que enviará cópias autenticadas a cada um dos Estados convidados para a Conferência Marítima das Nações Unidas e todos os outros Estados que se tenham tornado membros. Artigo 82 As Nações Unidas estão autorizadas a registar a Convenção logo que entrar em vigor. EM testemunho, os abaixo assinados devidamente autorizados por seus respectivos Governos assinaram a presente Convenção. Feito em Genebra em 6 de março de 1948. * * *

ANEXO I Este anexo, relativo à composição do Conselho, tornou-se obsoleto com a emenda do artigo 17 pela Resolução da Assembleia A.69 (ES.II) de 15 de setembro de 1964, que entrou em vigor em 06 de outubro de 1967. * * *

APÊNDICE II (mencionado no artigo 70) Capacidade jurídica, privilégios e imunidades. As seguintes disposições em matéria de capacidade jurídica, privilégios e imunidades aplicam-se aos membros para, ou em conexão com, a Organização até à sua adesão à Convenção Geral sobre Privilégios e Imunidades das Agências Especializadas no que respeita à Organização. Seção 1. A Organização gozará no território de cada um dos seus membros de capacidade jurídica, necessária para o cumprimento dos seus propósitos e para exercício das suas funções. Seção 2. (a) A Organização gozará no território de cada um de seus membros privilégios e imunidades necessárias para o cumprimento dos seus propósitos e ao exercício das suas funções. (b) Os representantes dos Membros, incluindo suplentes, assessores e funcionários da Organização gozarão, igualmente, dos privilégios e imunidades necessários ao exercício independente de suas funções relacionadas com a Organização. Seção 3. Ao aplicar as disposições das seções 1 e 2 deste apêndice, os membros devem ter em conta, tanto quanto possível, as cláusulas da Convenção Geral sobre os Privilégios e Imunidades das Agências Especializadas. * * *