ROTEIRO: O LUGAR ONDE EU VIVO



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Transcrição:

ROTEIRO: O LUGAR ONDE EU VIVO Ideia: Produção realizada a partir de um fato marcante e em algumas situações ocorre a mesclagem entre narrações e demonstrações de cenas. Personagens: A filha da doméstica - protagonista A doméstica; Fernanda (garotinha de aparentemente 06 anos de idade); Dona Margarete (Patroa); Recepcionista do hospital; Doutor Eduardo (O médico que realiza a primeira consulta); Doutor Augusto (médico que encaminha a menina para a UTI); Enfermeira; Cirurgião (Traz notícias da filha para a mãe); Um grupo de pessoas para representar um grupo de oração;alunos e uma professora para representara a sala de aula. CENAS 1ª cena: Inicia-se com uma simples narração e demonstração de um lugar movimentado. Em off: A vida pode ser um complexo de dificuldades que muitas pessoas tem medo de enfrentar, mas agora irei relatar um fato que ocorreu graças a uma simples brincadeira de criança." 2ª cena: começa quando a filha da doméstica de apenas 05 anos está brincando em uma rede na casa onde a mãe trabalha. A dona da casa está saindo para trabalhar e uma garotinha pede para brincar com a filha da doméstica dizendo: - Tia, posso entrar para brincar com ela? A dona da casa pergunta: - Qual é o seu nome? A menina responde: - Fernanda. A dona da casa diz: - Entre Fernanda, mas brinque com cuidado, certo? A garota sorri e diz: - certo tia, brigada! A mulher sai e a menina entra e as duas meninas começam a brincar. Fernanda começa a balançar a rede onde a filha da doméstica está deitada, mas a brincadeira logo se torna um problema,

Fernanda começa a balançar a rede cada vez mais forte e a menina diz: - Pára, eu vou cair. Mas Fernanda continua e a rede desprende-se do gancho e a menina bate as costas na parede com muita força, a sua mãe que estava próximo varrendo a calçada em frente ao portão corre para ver a menina e diz: - Minha filha o que aconteceu? Mas a menina está chorando e não consegue falar, Fernanda sai correndo da casa, a mãe abraça a menina e tenta consolá-la. 3ª cena: Alguns dias depois... A menina começa a sentir dores na barriga e na cabeça e fala para a mãe: - Mainha, minha cabeça e minha barriga ta dueno. - Vixe meu amor, eu vou te levar no hospital, deixa a mamãe pegar a bolsa e falar com dona Margarete. A mãe sai do quarto onde a garota está deitada em uma cama e vai no escritório onde a patroa está e diz: - Dona Margarete, vô precisá sair, é qui minha filha ta reclamano de dor de cabeça e na barriga. Vô levar ela até o hospital. Dona Margarete responde: - Está certo, leve-a o mais rápido possível. 4ª cena: chegando no hospital a mãe diz: - Moça, a minha filha ta com dor na barriga e na cabeça, e acho também que está com febre. A recepcionista responde: - Deixe-me colocar o termômetro. A recepcionista pega o termômetro e coloca na menina e diz: - Aguarde um pouco. A mãe coloca a menina sentada em uma cadeira e diz: - Ta dueno muito meu bem? A menina com aparência frágil responde balançando a cabeça confirmando a pergunta da mãe. A recepcionista volta, retira o termômetro e diz: - Ela está com febre alta, vou avisar o doutor Eduardo para que ela possa ser atendida. A recepcionista sai e a mãe diz a menina: - Calma meu amor, vai ficar tudo bem.

A recepcionista volta e diz: - Podem entrar, o doutor já está esperando. A mãe pega a mão da menina e seguem em direção a sala do médico. 5ª cena: Ao entrarem na sala do médico, a mãe senta-se e coloca a menina no colo e o médico pergunta: - Então, qual o problema? - Bom doto, ela ta reclamando de dor de barriga e na cabeça, também ta com febre. - O médico pergunta: - Quando ela começou sentir? - Ela me falou hoje. O médico diz: - Irei prescrever estes remédios, basta apenas duas doses diárias. A mãe pergunta: - Mas o que ela tem? - É uma simples virose, logo, logo ela estará bem. A mãe diz: - Brigada doto. Assim, as duas saem da sala. 6ª cena: 1 semana depois... A menina volta ao hospital com fortes dores, mas dessa vez Dona Margarete foi acompanhar, só que ao entrarem na sala do médico, a notícia foi diferente da outra consulta. O médico não era mais o mesmo e ao entrar com a filha nos braços, a mãe diz: _ Dotô a minha filha piorou eu não sei mais o que fazer, pelo amor de Deus doto faça alguma coisa. O médico diz: _ Acalme-se, coloque-a aqui deitada para que eu possa examiná-la. A mãe coloca a filha deitada e o medico começa a examiná-la. Depois de terminar os procedimentos o medico perguntou: _ há quanto tempo a sua filha vem sentindo essas dores?

_ há algumas semanas. Mas o outro doto disse que era uma simples virose. O médico diz? _ Esse doutor é um irresponsável a sua filha esta com um grave problema, ela precisa ser encaminhada a uma UTI imediatamente. A mãe fica preocupada e diz? _ Meu Deus e agora? Dona Margarete que estava ao lado da mãe disse: _ Acalme-se vai dar tudo certo. 7º cena: No dia seguinte... A mãe aguarda a chegada do médico no corredor do hospital para saber o resultado dos exames e ao ver o médico pergunta: _ Então, como tá a minha filha? _ O diagnóstico não foi nada bom e sua filha está com um grave problema; _ A mãe desesperada pergunta: _ O que ela tem? _ Infecção generalizada A mãe pergunta? _ E o que isso significa? _ Significa que a maioria dos órgãos de sua filha foram afetados por uma grave infecção, principalmente os rins, pulmões e o sistema digestivo, infelizmente o nosso último recurso será uma cirurgia, mas ainda assim, não sabemos se ela irá resistir a infecção já tomou grandes proporções A mãe se desespera e começa a chorar E o médico diz: _ Procure não se desesperar, não vai resolver o problema, a cirurgia já deve ter iniciado, tenho certeza que os médicos farão de tudo para salvar a sua filha. 8 cena: 3 horas depois. A mãe esta sentada em uma das cadeiras do corredor com um terço nas mãos e visivelmente preocupada, quando um dos cirurgiões aparece e a mãe rapidamente levanta-se e pergunta: _ Então doto como tá a minha filha? O cirurgião responde:

_ A situação dela é instável por enquanto o melhor a fazer é esperar. 9 cena: No dia seguinte A mãe está dormindo na cadeira do corredor quando a enfermeira chega para dar notícias a respeito de sua filha: _ Mãe, acorde! A mãe assusta-se: _ O que foi? Aconteceu alguma coisa com a minha filha? A enfermeira responde: _ Infelizmente sim, a sua filha acaba de voltar para a sala de cirurgia, ela está tendo uma hemorragia interna. A mãe fica desesperada e começa a chorar dizendo: _ Oh meu pai mim ajude, não tire a minha filha de mim, por favor, pai! A enfermeira a abraça para tentar consolá-la. Narração em off É nesse momento que seguramos nas mãos de Deus, mas o desespero de uma mãe prestes a perder o seu maior tesouro é incalculável, a vontade de salvar a sua filha é tão grande que essa mãe daria a sua própria vida em troca de um simples sorriso de sua filha. ( mostrar imagem da garotinha andando de mãos dadas com a sua mãe e sorrindo uma para a outra numa fazenda). Narração off: Mas tudo acabou bem. Hoje essa garotinha cresceu (mostrar meninajá adolescente e sua mãe com aparência mais velha no mesmo local). E mora em uma fazenda no interior da Bahia e sabe como ninguém superar as dificuldades da vida (mostrar a menina na sala de aula) ela estuda, tem grandes amigos e sonha em ter um futuro melhor, pois ela sabe que a cada dia que entra na escola, está dando mais um passo, em busca de seus objetivos, sem estudo nada pode ser construído, e vocês sabem porque estou falando tudo isso? Por que a garotinha desta historia sou eu, embora tenha sofrido e ficado entre a vida e a morte, trago tudo isso como lição. ( mostrar o local onde a personagem mora, uma casa simples e a sua rotina, o seu dia-a-dia: ela acorda cedo com os cantos dos pássaros e ao levantarse toma café e vai ajudar a sua mãe a cuidar dos animais e auxiliar nas tarefas domésticas enquanto isso a narração será dada continuidade). Narração off: Hoje posso dizer que a vida não foi cruel comigo embora traga marcas pelo corpo que jamais me deixarão esquecer tudo isso mas, mesmo assim sou feliz no lugar onde eu vivo, pois tenho uma estrutura familiar maravilhosa e busco forças participando de um pequeno grupo de oração em minha comunidade (a partir desse momento será mostrado as pessoas de mãos dadas rezando) lá as pessoas se reúnem para orar e refletir sobre as obras de Deus. Acreditar nos sonhos nunca é demais, alcançá-los é apenas um detalhe, que para quem tem força de vontade, nunca os deixa pela metade.