Manual de Procedimentos da Operação

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Transcrição:

Manual de Procedimentos da Operação Módulo 10 - Submódulo 10.21 Instrução de Operação Específica do ONS Código Revisão Item Vigência. MOTIVO DA REVISÃO Implantação de novo leiaute sem alteração de conteúdo. LISTA DE DISTRIBUIÇÃO CNOS COSR-SE ATE V (OMEGA) CTEEP

ÍNDICE 1. OBJETIVO...3 2. CONSIDERAÇÕES GERAIS...3 3. CONFIGURAÇÃO NORMAL DE OPERAÇÃO DA SE ITARARÉ...3 3.1. Barramento de 230 kv...3 3.2. Operação dos Barramentos...4 4. CONTROLE DE TENSÃO E CARREGAMENTO NA OPERAÇÃO NORMAL...4 4.1. Procedimentos Gerais...4 4.2. Procedimentos Específicos...4 5. RECOMPOSIÇÃO APÓS DESLIGAMENTO TOTAL DA SUBESTAÇÃO...4 5.1. Procedimentos Gerais...4 5.2. Procedimentos Específicos...5 6. MANOBRAS DE DESENERGIZAÇÃO E ENERGIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS...5 7. RECOMPOSIÇÃO DE CIRCUITOS DESLIGADOS PELO ERAC...7 8. NOTAS IMPORTANTES...7 Referência: RT-OI.BR rev. 22 2/7

1. OBJETIVO Estabelecer os procedimentos para a operação da SE Itararé (ATE V) nos aspectos de interesse sistêmico, definidos pelo ONS como responsável pela coordenação, supervisão e controle da Rede de Operação, conforme estabelecido no Submódulo 10.12 - Operação das Instalações da Rede de Operação, dos Procedimentos de Rede. 2. CONSIDERAÇÕES GERAIS 2.1. Os procedimentos contidos nesta Instrução de Operação são somente aqueles de interesse sistêmico que são realizados com autonomia pelo COS OMEGA na SE Itararé (ATE V), devendo fazer parte das instruções de operação da subestação elaboradas pela ATE V. 2.2. A comunicação operacional entre a SE Itararé (ATE V) e o COSR-SE é realizada por intermédio do COS OMEGA no que se refere ao religamento automático ou manual de linhas de transmissão: 2.2.1. A definição do número de tentativas de religamento manual de Linha de Transmissão ou equipamento, bem como o intervalo entre elas é de responsabilidade e definição da ATE V e devem ser descritos no cadastro de Informações Operacionais CD-CT.SE.4SP.01. 2.2.2. Depois de efetuadas as tentativas de religamento manual previstas pelo Agente e não havendo sucesso, é de sua responsabilidade definir a necessidade de tentativas adicionais e solicitar autorização para o religamento ao COSR-SE. Nesta oportunidade o Agente pode solicitar também a alteração no sentido normal de envio de tensão. Para a referida autorização, o COSR-SE deve levar em consideração as condições operativas do sistema. 2.3. Se caracterizado o impedimento da linha de transmissão ou equipamento pela ATE V, deverão ser adotados os procedimentos das instruções de operação relativas a Contingências. 2.4. A energização em sentido inverso, quando permitida, será controlada pelo COSR-SE conforme os procedimentos da Instrução de Operação IO-PM.SE.4SP. 3. CONFIGURAÇÃO NORMAL DE OPERAÇÃO DA SE ITARARÉ 3.1. BARRAMENTO DE 230 KV As Barras 1 e 2 de 230 kv, operam em configuração de Barra Principal (Barra-1) e Principal/Transferência (Barra-2). Na barra 1 está conectada a LT 230 kv Itararé / Jaguariaíva e o TR-1 230/138 kv de 300 MVA. Na operação normal desse barramento, as barras 1 e 2 devem estar interligadas através do disjuntor 24-1, e com todas as seccionadoras e disjuntores fechados, exceto as chaves seccionadoras de transferência e as chaves seletoras da barra 2 referentes a LT 230 kv Itararé / Jaguariaíva e ao TR-1 230/138 kv de 300 MVA (29-4, 29-8, 29-16 e 29-20). Referência: RT-OI.BR rev. 22 3/7

3.2. OPERAÇÃO DOS BARRAMENTOS A mudança de configuração do barramento de 230 kv da SE Itararé é realizada com coordenação e controle do COSR-SE. 4. CONTROLE DE TENSÃO E CARREGAMENTO NA OPERAÇÃO NORMAL 4.1. PROCEDIMENTOS GERAIS 4.1.1. O Barramento de 230 kv da SE Itararé (ATE V), pertencente à rede de operação, tem sua regulação de tensão controlada pelo COSR-SE, com comando e execução pelo COS OMEGA. 4.1.2. O Barramento de 138 kv da SE Itararé (ATE V e CTEEP) não pertencente à rede de operação, e tem sua regulação de tensão efetuada com autonomia pelo COS OMEGA e COT CTEEP. 4.2. PROCEDIMENTOS ESPECÍFICOS 4.2.1. Operação dos LTC Comutação de tapes sob carga em manual, no lado de 138 kv do transformador TR-1 230/138 kv de 300 MVA, sendo a comutação dos mesmos realizada com autonomia pelo COS OMEGA. 5. RECOMPOSIÇÃO APÓS DESLIGAMENTO TOTAL DA SUBESTAÇÃO 5.1. PROCEDIMENTOS GERAIS 5.1.1. Quando de um desligamento total, a operação da SE Itararé (ATE V) deve executar os procedimentos a seguir, para atendimento às necessidades sistêmicas: a) Identificar o desligamento e a configuração da Subestação a partir da ausência de tensão nas barras e nos terminais de linhas, confirmada por meio das indicações de estado dos disjuntores, das medições disponíveis e inexistência de carregamento nas linhas de transmissão e transformadores. b) Recompor a SE Itararé (ATE V) somente pela(s) linha(s) de transmissão (ou pelas unidades geradoras) listada(s) nos procedimentos específicos para recomposição total, relacionados nesta Instrução de Operação. c) Fornecer ao COSR-SE as informações a seguir: Referência: RT-OI.BR rev. 22 4/7

Horário da ocorrência; Configuração da subestação logo após a ocorrência. 5.1.2. Quando da atuação de Esquemas de Controle de Emergência (ECE), as ações de recomposição devem seguir orientações do Centro de Operação do Agente devidamente autorizadas pelo COSR- SE. 5.2. PROCEDIMENTOS ESPECÍFICOS 5.2.1 Preparação da Instalação No caso de desligamento geral, proceder como segue: Abrir ou manter abertos os disjuntores: LT 230 kv Itararé / Jaguariaíva. TR-1 230/138 kv de 300 MVA. Manter fechados os disjuntores de interligação de barras 230 e 138 kv desde que não estejam sendo utilizados como disjuntor de transferência. 5.2.2 Recomposição Fluente da SE Itararé (ATE V) A SE Itararé (ATE V) não participa da Recomposição Fluente. 6. MANOBRAS DE DESENERGIZAÇÃO E ENERGIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS 6.1 Procedimentos Gerais 6.1.1. Os procedimentos para desenergização programada ou de urgência de linhas de transmissão ou de equipamentos só podem ser efetuados após a autorização do COSR-SE. 6.1.2. Os procedimentos para energização de linhas de transmissão ou de equipamentos, após um desligamento manual programado ou de urgência, só podem ser iniciados após a autorização do COSR-SE. 6.1.3. Os procedimentos para energização de linhas de transmissão ou de equipamentos, após desligamento automático simples e sem atuação de proteção impeditiva, só podem ser executados com autonomia pelo COS OMEGA quando: Explicitados no subitem 6.2.2 desta Instrução de Operação, Envolverem procedimentos ou informações da própria instalação e Referência: RT-OI.BR rev. 22 5/7

As condições ou limites associados estiverem atendidos. 6.1.4. Os procedimentos para energização de linhas de transmissão ou de equipamentos, após desligamento automático simples e sem atuação de proteção impeditiva, são executados com controle pelo COSR-SE quando envolverem procedimentos ou informações de outras instalações ou quando as condições ou limites associados à própria instalação não estiverem atendidos. Neste caso os procedimentos estão contidos na Instrução de Operação IO-PM.SE.4SP- Preparação para Manobras na Área 440 / 230 kv São Paulo. 6.1.5. Antes do fechamento de qualquer disjuntor de linha de transmissão ou equipamento, a operação da SE Itararé (ATE V) deve verificar se existe tensão de retorno e se a condição de fechamento será de anel ou de paralelo. O fechamento em anel ou paralelo só pode ser executado com autonomia pela operação da SE Itararé (ATE V) quando estiver especificado nesta Instrução de Operação e as condições ou limites associados estiverem atendidos. 6.1.6. Os procedimentos de segurança a serem adotados quando da ocorrência de desligamentos automáticos de linhas de transmissão ou equipamentos que estejam sendo submetidos à intervenção são de responsabilidade do Agente. 6.1.7. As condições de fechamento de paralelo a serem atendidas na SE, após autorização do COSR-SE são: Diferença de freqüência: igual ou menor que 0,2 Hz; Diferença de tensão: igual ou menor que 10% da tensão nominal; Defasagem angular entre as tensões: igual ou menor que 10 graus. 6.2 Procedimentos Específicos 6.2.1. Desenergização de Equipamentos A desenergização de equipamentos pertencentes à Rede de Operação será sempre controlada pelo COSR-SE. 6.2.2 Energização de Equipamentos Os procedimentos listados a seguir devem ser adotados pela SE Itararé (ATE V), após desligamento simples automático do referido equipamento ou linha de transmissão. EQUIPAMENTO / LT PROCEDIMENTOS CONDIÇÕES OU LIMITES ASSOCIADOS Referência: RT-OI.BR rev. 22 6/7

EQUIPAMENTO / LT PROCEDIMENTOS CONDIÇÕES OU LIMITES ASSOCIADOS Sentido Normal: SE Itararé (ATE V) recebe tensão da SE Jaguariaíva. LT 230 kv Itararé / Jaguariaíva. A energização em sentido normal desta LT será controlada pelo COSR-S, conforme IO-PM.SSE. A energização em sentido inverso será controlada pelo COSR-SE, conforme IO- PM.SSE. Pelo lado de 230 kv: TR-1 230/138 kv de 300 MVA. A energização em sentido normal pelo lado de 230 kv será controlada pelo COSR-SE, conforme IO-PM.SE.4SP. Sentido Inverso: Não está liberada a energização do TR-1 230/138 kv de 300 MVA pelo lado de 138 kv. 7. RECOMPOSIÇÃO DE CIRCUITOS DESLIGADOS PELO ERAC Item não aplicável para a SE Itararé (ATE V). 8. NOTAS IMPORTANTES Item não aplicável para a SE Itararé (ATE V). Referência: RT-OI.BR rev. 22 7/7