Prof ª Viviane Jordão
LOCALIZAÇÃO Localização geográfica estratégica, na Ásia Ocidental (ponto de encontro entre a Ásia, Europa e África).
ORIENTE MÉDIO 1. Turquia 2. Síria 3. Chipre 4. Líbano 5. Israel 6. Jordânia 7. Arábia Saudita 8. Iêmem 9. Omã 10. Emirados Árabes Unidos 11. Catar 12. Bahrein 13. Iraque 14. Irã 15. Kwait 16. Afeganistão
Berço de três grandes religiões monoteístas: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo
JUDAÍSMO Considerada a primeira religião monoteísta. Para os judeus, Deus fez um acordo com os hebreus, fazendo com que eles se tornassem o povo escolhido e prometendolhes a terra prometida. CRISTIANISMO A religião cristã surgiu na região da atual Palestina no século I d.c. Atualmente o cristianismo possuí cerca de 2,13 bilhões de adeptos, sendo a maior religião mundial adotada por cerca de 33% da população do mundo. ISLAMISMO Religião monoteísta, fundada no ano de 622, na região da Arábia, atual Arábia Saudita. Seu fundador foi Maomé, reuniu a base da fé islâmica num conjunto de versos conhecido como Alcorão ou Corão.
HAGAR SARA
PETRÓLEO É a principal fonte de energia e matéria-prima do mundo atual. As maiores reservas e produção estão no Oriente Médio. O interesse pelo controle de áreas produtoras de petróleo é uma das causas de guerras e revoluções no Oriente Médio. Isto porque: Ele é o principal combustível da sociedade industrial e fonte de matériaprima para muitos produtos.
A região possui 65% das reservas mundiais de petróleo e 30% do gás natural (área de bacia sedimentar de origem marinha).
As origens do conflito na Palestina Com a criação do movimento sionista no século XIX milhares de judeus, de todas as partes do mundo, começaram a migrar para a Palestina. SIONISMO: Movimento nacionalista judaico. Theodor Herzl (1897) Criação do Estado para os judeus. Situação dos judeus: Diáspora Judaica - Dispersão dos judeus pelo mundo, no ano 70 d. C (foram expulsos pelos Romanos e Jerusalém foi destruída) Sem direitos Constantes perseguições
Em 1922, a Palestina passou a ser controlada pelos ingleses, até 1948. Segunda Guerra Mundial (1939-1945) - HOLOCAUSTO. Com o fim da Segunda Guerra Mundial e o conhecimento público das atrocidades nazistas contra os judeus na Europa, grande parte da opinião pública mundial passou a apoiar a criação de um Estado judeu, sem considerar as outras partes envolvidas nesse processo. A imigração judaica para a Palestina aumentou maciçamente e os conflitos entre judeus e palestinos também aumentaram. Por causa dessa situação, os ingleses recorreram à ONU, que decidiu terminar o mandato inglês na região e dividi-la em dois Estados: um país para os judeus e os outros para os palestinos.
Os palestinos não aceitaram a divisão, porque afirmavam que o território já era deles e que os judeus eram invasores. Os confrontos se multiplicaram, com mais massacres de ambos os lados. Em 1948, os judeus anunciavam a criação do Estado de Israel. Os países árabes, organizados na Liga Árabe, invadiram a Palestina, tentando acabar com o recém-criado país. Os israelenses possuíam equipamento militar superior e os palestinos foram os mais prejudicados: expulsos de suas terras, muitos tiveram que viver em campos de refugiados, enquanto Israel ocupava um território 21% maior do que aquele determinado pela ONU. Esses campos existem até hoje e o problema dos refugiados está longe de ser resolvido.
A PARTILHA DA PALESTINA - ONU 1947 A ONU aprova a partilha da Palestina em dois Estados um judeu e outro árabe. Essa resolução é rejeitada pela Liga dos Estados Árabes. 14/5/1948: Criação do Estado de Israel Jerusalém internacionalizada. "O que está acontecendo na Palestina, não é justificável por nenhuma moralidade ou código de ética. Certamente, seria um crime contra a humanidade reduzir o orgulho árabe para que a Palestina fosse entregue aos judeus parcialmente ou totalmente como o lar nacional judaico." Gandhi
O Oriente Médio e a Guerra Fria Os países do Oriente Médio, até o fim da Segunda Guerra Mundial, eram governados por monarquias controladas pela Inglaterra e França ou, ainda, protetorados controlados diretamente pelos europeus. Apenas a Arábia Saudita havia conseguido formar um Estado independente do imperialismo europeu. A disputa entre as superpotências influenciou a política no Oriente Médio.
Em 1952, alguns oficiais do exército egípcio, liderados por Gamal Abdel Nasser, derrubaram o governo de seu país, instituindo um governo não alinhado às superpotências e baseado em ideias religiosas e socialistas, conhecidas como nasserismo.
A GUERRA DO SUEZ Teve início em 29 de outubro de 1956. O canal era vital para o comércio marítimo e controlado pela Inglaterra. Nasser nacionalizou o canal de Suez. Israel, com o apoio da França e Reino Unido, que utilizavam o canal para ter acesso ao comércio oriental, declarou guerra ao Egito. Embora vitoriosos militarmente, os israelenses retiraram-se da Faixa de Gaza e da parte da Península do Sinai que haviam ocupado, devido a influência da ONU e da URSS.
Mesmo perdendo a batalha, Nasser saiu muito fortalecido dessa crise, pois o Canal de Suez passou a ser controlado pelo Egito e o líder egípcio passou a ser visto como a grande liderança do mundo árabe, um porta-voz contra as ameaças do Ocidente e de Israel. Essa popularidade permitiu a criação da República Árabe Unida, da qual faziam parte o Egito e a Síria, união que existiu entre 1958 e 1961.
Em 1964 - criação da OLP (Organização para a Libertação da Palestina), uma entidade que lutava para libertar o povo palestino de Israel. Alguns palestinos, educados no exílio, resolveram formar suas próprias organizações, como: - Fatah é uma organização política e militar, liderada por Yasser Arafat e outros. - FPLP (Frente Popular para a Libertação da Palestina), de orientação socialista, foram criadas logo depois. Essas entidades, apesar de associadas à OLP, atuavam de maneira autônoma e escolheram o terrorismo como arma política.
GUERRA DOS SEIS DIAS Foi um conflito entre Israel e os países árabes Egito, Jordânia e Síria, que contavam com o apoio do Iraque, Kuwait, Arábia Saudita, Argélia e Sudão. Ocorreu entre 05 e 10 de junho de 1967. A Síria estava envolvida em um embate com Israel por conta da água. A Síria tinha um plano para obstruir um dos afluentes do Rio Jordão e desviá-lo para irrigar suas plantações. Contudo, o Jordão era de suma importância também para Israel, e o avanço sírio ameaçava não só Israel como outros países árabes.
Esse conflito confirmou a superioridade israelense na região, que ocupou o sul da Síria, a Cisjordânia Península do Sinai, além de tomar Jerusalém, e significou uma humilhante derrota para os países árabes. Isso significava que agora Israel possuía um território quatro vezes maior que o seu, com um total de 1,5 milhões de pessoas. Consequências: - Os estados árabes perderam mais da metade de seu equipamento militar. - O presidente do Egito, Nasser, renunciou ao cargo devido a derrota. - Aumentou o número de refugiados da Jordânia.
SETEMBRO NEGRO Isso ocorre após a Guerra dos Seis Dias, pois a Jordânia passou a receber milhares de refugiados palestinos. O rei Hussein, pressionado por Israel, ordena que suas tropas ataquem os refugiados palestinos. Quatro mil palestinos são massacrados e a maioria dos sobreviventes se transfere para o Sul do Líbano. Atentados a bomba e sequestros de aviões realizados pelos terroristas caracterizaram o início da década de 1970.
Setembro Negro é o nome dado a um período que se estende de setembro de 1970 a julho de 1971. Campos de refugiados palestinos atacados por tanques jordanianos.
MASSACRE DE MUNIQUE Às 4h do dia 5 setembro de 1972, oito terroristas do grupo Comando Setembro Negro entraram na Vila Olímpica usando máscaras e carregando metralhadoras e granadas. O que se seguiu, com a paralisação temporária dos Jogos e a morte de todos os reféns israelitas, ficou conhecido como o Massacre de Munique (Alemanha). Terrorista do grupo Setembro Negro
GUERRA DO YOM KIPPUR ( Dia do Perdão para os Judeus ). Aproveitando das comemorações judaicas e de falhas no sistema de inteligência do exército israelense, Egito e Síria atacaram simultaneamente Israel em 06 de outubro de 1973. Para pressionar os países ocidentais, no sentido de diminuir seu apoio a Israel, a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) provoca uma forte elevação nos preços do petróleo em 300%. PRIMEIRA CRISE DO PETRÓLEO
A repercussão desse aumento causou a Crise do Petróleo, que afetou todo o mundo capitalista (inclusive o Brasil), obrigando as superpotências a intervirem no Oriente Médio. O domínio sobre o petróleo era uma arma que os países do Oriente Médio podiam usar e que afetava todo o planeta. As superpotências resolveram intervir mais de perto nos conflitos da região, especialmente os EUA.
O ACORDO DE CAMP DAVID - 1978 Os Acordos de Paz de Camp David foram realizados entre o dia 5 e o dia 17 de setembro de 1978. O Presidente das Repúblicas Árabes do Egito, Anwar El- Sadat, e o primeiro-ministro israelita, Menachem Begin, reuniram-se com Jimmy Carter, o presidente dos Estados Unidos, e concordaram em instaurar a paz no Médio Oriente. O Egito faz acordo, reconhecendo Israel e em contrapartida, recebendo de volta a península do Sinai. Para o mundo árabe foi uma traição. O presidente do Egito, Anuar El-Sadat foi assassinado logo depois por terrorista da OLP.
AGORA OS PALESTINOS SÃO O POVO SEM PÁTRIA: SUL DO LÍBANO
1982: A CRISE DO LÍBANO-GUERRA Questão entre islâmicos (apoiados pelos países árabes) e cristãos maronitas (apoiados por Israel e EUA.) Israel invade o sul do Líbano onde estavam os palestinos e bases da OLP e tiveram que se mudar para a Tunísia. A Síria, com a desculpa de proteger os muçulmanos invadiu o norte do Líbano. OBS: O Líbano estava dividido entre cristãos e mulçumanos. CIVIL
A INTIFADA A Intifada surgiu como movimento palestino no ano de 1987 quando, a partir do dia 9 de dezembro, surgiram os levantes espontâneos da população palestina contra os militares israelenses. A comunidade palestina, saturada pela opressão, combateu os militares de Israel fazendo uso apenas de paus e pedras, tal movimento caracterizou a chamada Primeira Intifada. A Intifada é o termo que representa a insurreição dos palestinos contra os abusos promovidos pelos israelenses.
OS ACORDOS DE PAZ - OSLO Após a Guerra Fria os EUA se tornaram o principal mediador entre árabes e israelenses. Em 13 de setembro de 1993, Yitzhak Rabin, primeiro-ministro de Israel, o líder palestino Yasser Arafat e o presidente dos EUA, Bill Clinton, assinam no pátio da Casa Branca acordo pela paz no Oriente Médio. Israel e palestinos resolveram que a maioria dos territórios ocupados durante a Guerra dos Seis Dias a oeste do Rio Jordão seria devolvido aos palestinos e que estes organizariam uma administração própria. Para os palestinos, era como a proclamação de um Estado próprio.
AUTORIDADE NACIONAL PALESTINA (ANP) A Autoridade Nacional Palestina (ANP) é uma organização concebida para ser um governo de transição até o estabelecimento do Estado palestino independente. Criada por meio do Acordo de Oslo (1993-95), firmado entre Israel e a Organização pela Libertação da Palestina (OLP), com mediação dos EUA, a ANP administra nominalmente partes da Cisjordânia e da faixa de Gaza. ANP recebe os impasses dos impostos recolhidos no território Palestino e fica encarregada da educação, cultura, saúde, bem estar social e turismo.
1995 - Morte de Rabin Rabin foi morto a tiros por um israelense fundamentalista, que discordava das concessões feitas aos palestinos. Sua morte prejudicou a implementação dos Acordos de Oslo e foi um passo atrás nas negociações.
O Hamas é um Movimento de Resistência Islâmica, partido político, fundado em 1987, que defende a luta armada, que controla e Faixa de Gaza, prega a destruição de Israel e é rival do Fatah. O Fatah é uma organização política e militar, fundada em 1959 pelo engenheiro Yasser Arafat e outros, a facção secular que lidera a Autoridade Palestina (OLP). O Hezbollah é uma organização política e militar dos muçulmanos xiitas do Líbano, criada em 1982 no contexto da invasão de Israel ao sul do Líbano.
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