Profa. VERA MARIA CORRÊA QUEIROZ

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2 Profa. VERA MARIA CORRÊA QUEIROZ Mestre em Direito Previdenciário PUC/SP Especialista em Direito Previdenciário pela EPD Advogada e Consultora Jurídica Professora de Direito Previdenciário Ex Servidora do INSS [email protected] Face: Vera Queiroz Instagran: veramcq WhatsApp

3 PROCESSO ADMINISTRATIVO PREVIDENCIÁRIO 3

4 PROCESSO ADMINISTRATIVO PREVIDENCIÁRIO LEGISLAÇÃO DE REGÊNCIA: CF, Art. 5º, inc. LIV e LV. Lei n /91 Plano de Custeio da Seguridade Social. Lei n /91 Planos de Benefícios da Previdência Social. 4

5 PROCESSO ADMINISTRATIVO PREVIDENCIÁRIO LEGISLAÇÃO DE REGÊNCIA: Lei n /99 Regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal. Decreto n /99 Regulamento da Previdência Social. Decreto n /2017 Simplificação dos serviços públicos. 5

6 PROCESSO ADMINISTRATIVO PREVIDENCIÁRIO LEGISLAÇÃO DE REGÊNCIA: IN INSS/PRES n. 77/ arts. 658 e ss. Estabelece rotinas para agilizar e uniformizar o reconhecimento de direitos dos segurados e beneficiários. Portaria n. 116/2017 Regimento Interno do Conselho de Recursos do Seguro Social. 6

7 PROCESSO ADMINISTRATIVO ESPÉCIES Lei n /99: processo administrativo é denominado de geral. Aplicável aos órgãos e entidades da Administração Pública Federal. Legislação especial: aplicável a processo administrativo em âmbito estadual, com aplicação subsidiária da lei geral. 7

8 FASES: conjunto de atos administrativos praticados nos Canais de Atendimento da Previdência Social. INICIAL INSTRUTÓRIA DECISÓRIA RECURSAL EXECUTÓRIA 8

9 Canais de Atendimento da Previdência Social: Portal do INSS: Central de Teleatendimento: 135 Central de Serviços: Meu INSS UNIDADES DE ATENDIMENTO: APS, PREVmóvel e PREVcidade. IN 77/2015 Art. 667 (alterada pela IN/PRES n. 96, de 14/05/18). 9

10 FASE INICIAL É a fase em que o processo é iniciado e em que se define o que se está pretendendo com a instauração do processo administrativo. LEGITIMIDADE: o processo administrativo é instaurado através de pedido formulado pelo segurado, pelo dependente, por terceiro legalmente autorizado ou de ofício pela Previdência Social. 10

11 Segurado: a pessoa física que mantém vínculo com a Previdência Social, maior de 16 anos de idade. Dependente: aquele que depende economicamente do segurado e que a lei estabeleceu como tal. O maior de 16 anos de idade pode, por si próprio, se habilitar no processo. 11

12 Terceiro legitimado: i. o procurador legalmente constituído; ii. o representante legal (tutor, curador, detentor da guarda ou administrador provisório do interessado, quando for o caso); iii. a empresa, o sindicato ou a entidade de aposentados devidamente legalizada (art. 117, Lei 8.213/91); iv. o dirigente de entidade de atendimento (art. 92, 1º do ECA). OBS: analfabeto ou impossibilitado de assinar. 12

13 Previdência Social: quando tiver ciência da incapacidade do segurado, mesmo que este não o tenha requerido,deverá ser processado de ofício o benefício de auxílio-doença. Art Todo requerimento de benefício ou serviço deverá ser registrado nos sistemas informatizados da Previdência Social na data do comparecimento do interessado. (IN 77/2015) 13

14 O PROCURADOR LEGALMENTE CONSTITUÍDO: não precisa ser advogado! Procuração: é o instrumento do mandato em que alguém recebe de outrem poderes para, em seu nome, praticar atos ou administrar interesses. Poderá ser público ou particular, porém é obrigatória a forma pública quando se tratar de analfabeto. 14

15 REQUISITOS DA PROCURAÇÃO: I - identificação e qualificação do outorgante e do outorgado; II - endereço completo; III - objetivo da outorga; IV - designação e a extensão dos poderes; V - data e indicação da localidade de sua emissão; VI - informação de viagem ao exterior, quando for o caso; e VII - indicação do período de ausência quando inferior a doze meses, que servirá como prazo de validade da procuração. 15

16 MOMENTO DA APRESENTAÇÃO: no início do atendimento e, quando formalizado o processo, será anexada aos autos acompanhada de cópia do documento de identificação do procurador. PROCURAÇÃO PÚBLICA COM AMPLOS PODERES: deverá ser anexada ao processo cópia autenticada por servidor, sendo o original restituído ao interessado. 16

17 PROCURAÇÃO PARA RECEBIMENTO DE VALORES: só é possível nos casos de: I - ausência; II - moléstia contagiosa; ou III - impossibilidade de locomoção. Para recebimento de benefício somente será aceita a constituição de procurador com mais de uma procuração ou procurações coletivas nos casos de representantes credenciados de leprosários, sanatórios, asilos e outros estabelecimentos congêneres. 17

18 QUESTIONAMENTOS É necessário o reconhecimento de firma na procuração particular? Não é necessário o reconhecimento de firma, salvo por imposição legal. Entretanto, o servidor poderá solicitar o reconhecimento quando tiver dúvida sobre a autenticidade da procuração. 18

19 QUESTIONAMENTOS Quem pode ser outorgante ou outorgado? Todas as pessoas, exceto: a) INCAPAZES PARA OS ATOS DA VIDA CIVIL, ressalvado o maior de 16 e menor de 18 anos não emancipado, que poderá ser apenas outorgado; b) SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS E OS MILITARES em atividade, que somente poderão representar parentes até o segundo grau. 19

20 FASE INICIAL CESSAÇÃO DO MANDATO: I - pela revogação ou renúncia; II - pela morte ou interdição de uma das partes; ou III - pelo término do prazo de validade ou conclusão do feito para o qual fora designado o procurador. A emissão de nova procuração, com os mesmos poderes, revoga a anterior, sendo permitido o substabelecimento da procuração sempre que constar poderes para tal no instrumento originário. 20

21 FASE INICIAL A apresentação de documentação incompleta não constitui motivo para recusa do requerimento do benefício (art. 105 da Lei 8.213/91). É vedada a recusa de recebimento de requerimentos pelos serviços de protocolo, salvo quando o órgão ou entidade for manifestamente incompetente (Art. 5º do Decreto 9.094/17). 21

22 FASE INICIAL FORMALIZAÇÃO: será suficiente a apresentação dos documentos originais ou cópias autenticadas em cartório, ou por servidor do INSS, podendo ser solicitada a apresentação do documento original para verificação de contemporaneidade ou outras situações, se necessário (Art. 674, IN 77/2015). Equiparam-se aos originais os documentos autenticados por: I - órgãos da Justiça e seus auxiliares; II - Ministério Público e seus auxiliares; III - procuradorias; IV - autoridades policiais; V - repartições públicas em geral; VI - advogados públicos; e VII - advogados privados (que conste na procuração). (Art. 677, IN 77/2015) 22

23 FASE INICIAL IMPEDIMENTO E SUSPEIÇÃO: relacionam-se com a imparcialidade do servidor que conduz o processo, como interessado, perito, testemunha ou representante, amigo íntimo ou inimizade notória, ou quando tais situações ocorram com o cônjuge, companheiro(a) ou parente até o terceiro grau. Falta grave para efeitos disciplinares. 23

24 DER DATA DA ENTRADA DO REQUERIMENTO Art. 669 da IN 77/2015 Qualquer que seja o canal de atendimento utilizado, será considerada como DER a data de solicitação do agendamento do benefício ou serviço, ressalvadas as seguintes hipóteses: I - caso não haja o comparecimento do interessado na data agendada para conclusão do requerimento; 24

25 DER DATA DA ENTRADA DO REQUERIMENTO II - nos casos de reagendamento por iniciativa do interessado, exceto se for antecipado o atendimento; ou; III - no caso de incompatibilidade do benefício ou serviço agendado com aquele efetivamente devido, hipótese na qual a DER será considerada como a data do atendimento. 25

26 DER DATA DA ENTRADA DO REQUERIMENTO A DER será mantida sempre que o INSS não puder atender o solicitante na data agendada. No caso de falecimento do interessado, os dependentes ou herdeiros poderão formalizar o requerimento do benefício, mantida a DER na data do agendamento inicial, hipótese em que, obrigatoriamente, deverá ser comprovado o óbito e anexado o comprovante do agendamento eletrônico no processo de benefício. Aplica-se aos casos de requerimento de recurso e revisão. 26

27 FASE INSTRUTÓRIA É a fase em que se produzem as provas necessárias à tomada de decisão pelo servidor do INSS. Ato privativo e obrigatório do INSS, seja o processo constituído por meio físico ou eletrônico, e ainda que não haja cumprimento dos requisitos legais para obtenção do benefício. 27

28 FASE INSTRUTÓRIA No processo administrativo, são admissíveis todos os meios de prova que se destinem a esclarecer a existência do direito ao recebimento do benefício ou serviço, salvo se a lei exigir forma determinada. É a fase destinada a averiguar e comprovar os requisitos legais para a concessão de benefícios ou para a atualização de cadastro. 28

29 CARTA DE EXIGÊNCIA Não apresentada toda a documentação indispensável ao processamento do benefício ou do serviço, o servidor deverá emitir carta de exigências elencando providências e documentos necessários, com prazo mínimo de trinta dias para cumprimento, podendo ser prorrogado por igual período, mediante pedido justificado do interessado. 29

30 CARTA DE EXIGÊNCIA Caso o interessado solicite o protocolo somente com apresentação do documento de identificação, deverá ser protocolado o requerimento e emitida carta de exigência imediatamente e de uma só vez, não sendo vedada a emissão de novas exigências caso necessário. É vedado o cadastramento de exigência para apresentação de procuração. 30

31 COMUNICAÇÃO DOS ATOS A Unidade de Atendimento na qual tramita o processo administrativo deverá comunicar os interessados sobre exigências a cargo destes, bem como sobre as decisões e seus fundamentos (Art. 665, IN 77/2015). A comunicação deverá ser realizada na primeira oportunidade, preferencialmente por ciência nos autos. Quando não houver ciência nos autos, a comunicação deverá ser feita via postal com aviso de recebimento, telegrama ou outro meio que assegure a ciência do interessado, devendo a informação ficar registrada no processo administrativo. 31

32 COMUNICAÇÃO DOS ATOS As comunicações serão consideradas ineficazes quando feitas sem observância das prescrições legais, mas o comparecimento do interessado ou de seu representante legal supre sua falta ou irregularidade, iniciando neste momento a contagem do prazo. O não atendimento da comunicação não implica no reconhecimento da verdade dos fatos de modo desfavorável à pretensão formulada pelo interessado. 32

33 COMUNICAÇÃO DOS ATOS No caso de apuração de irregularidade, o servidor deve observar o disposto no 2º do art. 11 da Lei nº , de Ou seja, deverá, em regra, ser utilizada a comunicação por Carta com Aviso de Recebimento. Nesta hipótese, é essencial que o AR seja juntado aos autos, pois é por meio dele que se comprova que o segurado foi notificado. 33

34 RETENÇÃO DE DOCUMENTOS A retenção de documentos originais do segurado/filiado/dependente deve ser evitada, sob pena de apuração de responsabilidade em caso de extravio ou retenção irregular. Deve-se preferir sempre a extração das informações ou a realização de cópia reprográfica dos documentos. Quando necessário para a análise do requerimento, o servidor poderá reter os documentos pelo prazo máximo de 5 dias, elaborando Termo de Retenção e Restituição de Documentos em 2 vias e entregando a primeira via ao segurado (art. 577 da IN 45/2010). 34

35 FASE INSTRUTÓRIA (art. 680 e ss. da IN 77). 35

36 É a fase em que as atividades de instrução destinadas a averiguar e comprovar os requisitos legais para o reconhecimento de direito aos benefícios e serviços da Previdência Social serão realizadas pelo INSS, seja o processo constituído por meio físico ou eletrônico. (art. 680 da IN 77). 36

37 O não cumprimento de um dos requisitos legais para o reconhecimento de direitos ao benefício ou serviço não afasta o dever do INSS de instruir o processo quanto aos demais. 37

38 O CNIS: Os dados constantes do CNIS relativos a vínculos, remunerações e contribuições valem como prova de filiação à Previdência Social, tempo de contribuição e salários de contribuição, salvo comprovação de erro ou fraude. 38

39 Nos casos de dados divergentes ou extemporâneos no CNIS cabe ao INSS emitir carta de exigências, elencando providências e documentos necessários, com prazo mínimo de trinta dias para cumprimento, que poderá ser prorrogado por igual período, mediante pedido justificado do interessado. 39

40 A comprovação dos dados divergentes, extemporâneos ou não constantes no CNIS cabe ao requerente. Quando o requerente declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes em qualquer órgão público a Unidade de Atendimento procederá, de ofício, à obtenção dos documentos ou das respectivas cópias. 40

41 Quando os documentos apresentados não forem suficientes para o acerto do CNIS, mas constituírem início de prova material, ou em caso de dúvida quanto à veracidade ou contemporaneidade dos documentos apresentados, o INSS deverá realizar as diligências cabíveis, tais como: 41

42 consulta aos bancos de dados colocados à disposição do INSS; emissão de ofício a empresas ou órgãos; Pesquisa Externa; Justificação Administrativa. 42

43 Instrução em novo benefício: quando o segurado requerer novo benefício, poderá ser utilizada a documentação de processo anterior para auxiliar a análise, devendo ser solicitadas informações acerca dos elementos nele constantes e as razões do seu indeferimento, suprindo-se estas pela apresentação de cópia integral do processo anterior, a qual deverá ser juntada ao novo pedido, salvo nos casos de impossibilidade material de utilização do processo anterior ou desnecessidade justificada. 43

44 Prova emprestada: é a utilização de documentos constantes de outros processos administrativos, que serve de forma comum a mais de um segurado. Ex: segurado especial que exerce atividade em regime de economia familiar. Ex: PPP e LTCAT. 44

45 Documentação em posse de terceiros: Quando for necessária a prestação de informações ou a apresentação de documentos por terceiros, poderá ser expedida comunicação para esse fim, mencionando-se data, prazo, forma e condições de atendimento. Não sendo atendida a solicitação, o INSS adotará as medidas necessárias para obtenção do documento ou informação. 45

46 PESQUISA EXTERNA: trata-se de expediente administrativo no qual o servidor designado atuará em atividade externa junto às empresas ou nos órgãos públicos ou em relação aos contribuintes e beneficiários. 46

47 IN 77 - Art Entende-se por pesquisa externa as atividades realizadas junto a beneficiários, empresas, órgãos públicos, entidades representativas de classe, cartórios, e demais entidades e profissionais credenciados, necessárias para a atualização do CNIS, o reconhecimento, manutenção e revisão de direitos, bem como para o desempenho das atividades de serviço social, perícias médicas, habilitação e reabilitação profissional, bem como para o acompanhamento da execução dos contratos com as instituições financeiras pagadoras de benefícios. 47

48 Somente deverão ser adotados os procedimentos de Pesquisa Externa, após ser verificada a impossibilidade do segurado ou dependente apresentar os documentos solicitados pelo INSS ou de se apresentar para a realização de perícia médica na unidade de atendimento do INSS. 48

49 Objetivos da Pesquisa Externa: I - a verificação da veracidade dos documentos apresentados pelos requerentes, bem como a busca pelos órgãos do INSS de informações úteis à apreciação do requerimento formulado à Administração; II - a conferência e o incremento dos dados constantes dos sistemas, dos programas e dos cadastros informatizados; 49

50 III - a realização de visitas necessárias ao desempenho das atividades de Serviço Social, perícias médicas, de habilitação, de reabilitação profissional e o acompanhamento da execução dos contratos com as unidades pagadoras pelo Serviço de Acompanhamento ao Atendimento Bancário - SAAB, ou para a adoção de medidas, realizada por servidor previamente designado; IV - o atendimento de programas revisionais de benefícios previdenciários e de benefícios assistenciais previstos em legislação. 50

51 A pesquisa externa somente será autorizada depois de verificada a impossibilidade de o interessado apresentar os documentos solicitados pelo INSS ou restarem dúvidas nos documentos apresentados. Na pesquisa externa poderão ser colhidos depoimentos e examinados documentos aos quais a lei não assegure sigilo e que visem sanar as dúvidas do solicitante, conforme disposições em ato específico. 51

52 Na Pesquisa Externa poderão ser examinadas folhas de pagamento, livros ou fichas de registro de empregados e outros documentos ou elementos para os quais a lei não assegure sigilo, verificando-se, na oportunidade, a contemporaneidade dos documentos, bem como a ordem cronológica de emissão ou outros elementos que configurem a autenticidade. 52

53 Constatada, no ato da realização da Pesquisa Externa, a necessidade de verificação de livros ou de documentos contábeis e de outros elementos para os quais a lei assegure sigilo ou carecendo de procedimentos privativos da fiscalização previdenciária, a Pesquisa Externa será encerrada com o relato desse fato. 53

54 FASE DECISÓRIA (art. 687 e ss. da IN 77). 54

55 Se por ocasião do atendimento estiverem presentes as condições necessárias, será imediatamente proferida a decisão. O interessado será comunicado da decisão administrativa com a exposição dos motivos, a fundamentação legal e o prazo para interposição de recurso. 55

56 ENTREGA DA MELHOR PRESTAÇÃO PREVIDENCIÁRIA: IN 77, Art O INSS deve conceder o melhor benefício a que o segurado fizer jus, cabendo ao servidor orientar nesse sentido. ENUNCIADO Nº 5 DO CRSS: A Previdência Social deve conceder o melhor benefício a que o segurado faça jus, cabendo ao servidor orientá-lo nesse sentido. 56

57 Quando da decisão, for identificado que estão satisfeitos os requisitos para mais de um tipo de benefício, cabe ao INSS oferecer ao segurado o direito de opção, mediante a apresentação dos demonstrativos financeiros de cada um deles. A opção deverá ser expressa e constar nos autos e aplica-se a todas as situações que resultem em benefício mais vantajoso ao interessado, respeitada a vontade do mesmo. 57

58 OMISSÃO NO DIREITO DE OPÇÃO: cabe revisão. Na hipótese de o segurado ter implementado todas as condições para mais de uma espécie de aposentadoria na data da entrada do requerimento e em não tendo sido lhe oferecido o direito de opção pelo melhor benefício, poderá solicitar revisão e alteração para espécie que lhe é mais vantajosa. (art. 801, 1º, IN 77) 2º Os efeitos financeiros, na hipótese do 1º deste artigo, devem ser considerados desde a DER do benefício concedido originariamente, observada a prescrição quinquenal. 58

59 DO ATO DECISÓRIO: A Administração tem o dever de explicitamente emitir decisão nos processos administrativos e sobre solicitações ou reclamações em matéria de sua competência (aplicação do art. 48 da Lei n 9.784/99). 59

60 DA FUNDAMENTAÇÃO DA DECISÃO: A decisão administrativa, em qualquer hipótese, deverá conter despacho sucinto do objeto do requerimento administrativo, fundamentação com análise das provas constantes nos autos, bem como conclusão deferindo ou indeferindo o pedido formulado, sendo insuficiente a mera justificativa do indeferimento constante no sistema corporativo da Previdência Social. 60

61 A motivação deve ser clara e coerente, indicando quais os requisitos legais que foram ou não atendidos, podendo fundamentar- se em decisões anteriores, bem como notas técnicas e pareceres do órgão consultivo competente, os quais serão parte integrante do ato decisório. Todos os requisitos legais necessários à análise do requerimento devem ser apreciados no momento da decisão, registrando-se no processo administrativo a avaliação individualizada de cada requisito legal. 61

62 PRAZO PARA DECISÃO: Concluída a instrução do processo administrativo, o INSS tem o prazo de até trinta dias para decidir, salvo prorrogação por igual período expressamente motivada. Considera-se concluída a instrução do processo administrativo quando estiverem cumpridas todas as exigências, se for o caso, e não houver mais diligências ou provas a serem produzidas. 62

63 OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: 4º do art. 691 da IN 77: prazo de até 30 dias com prorrogação por igual período expressamente motivada para decidir no processo administrativo. 5º do art. 41-A da Lei 8.213/91 e art. 174 do Decreto 3.048/99: prazo de até 45 dias para o primeiro pagamento do benefício. 63

64 O SILÊNCIO ADMINISTRATIVO: Tese viável pela inércia do INSS após o transcurso do prazo para proferir decisão, equiparando-se o silêncio à denegação do pedido, podendo o interessado provocar as instâncias recursais. 64

65 REAFIRMAÇÃO DA DER: Se durante a análise do requerimento for verificado que na DER o segurado não satisfazia os requisitos para o reconhecimento do direito, mas que os implementou em momento posterior, deverá o servidor informar ao interessado sobre a possibilidade de reafirmação da DER, exigindo-se para sua efetivação a expressa concordância por escrito. DER = DATA DA ENTRADA DO REQUERIMENTO 65

66 Quando identificado que estão satisfeitos os requisitos para mais de um tipo de benefício, se os benefícios forem do mesmo grupo (aposentadorias, benefícios por incapacidade etc.), a DER será mantida. Se os benefícios forem de grupos distintos, e o segurado optar por aquele que não requereu inicialmente, a DER será fixada na data da habilitação do benefício. 66

67 DESISTÊNCIA DO PEDIDO ANTES DA DECISÃO: O interessado poderá, mediante manifestação escrita e enquanto não proferida a decisão, desistir do pedido formulado, sem prejuízo do prosseguimento do processo se a Administração considerar que o interesse público assim o exige. (Art. 695, in 77) O pedido de desistência atinge somente aquele que o solicitou (ex.: pensão por morte) 67

68 CONCLUSÃO DO PROCESSO ADMINISTRATIVO: Conclui-se o processo administrativo com a decisão administrativa, ressalvado o direito de o requerente solicitar recurso ou revisão no prazo legal. Constatado erro, ainda que em análise de novo requerimento, o processo administrativo anterior já concluído, deverá ser reaberto de ofício para a concessão do benefício, observados a decadência e a prescrição. 68

69 ENCERRAMENTO DO PROCESSO: Ocorria pelo descumprimento de exigência. Atualmente gera indeferimento do pedido. IN 77, Art A partir de 7 de maio de 1999, data da publicação do RPS, não cabe mais encerramento de benefício e, por consequência, reabertura dos encerrados até 6 de maio de 1999, salvo se o beneficiário houver cumprido a exigência até essa última data. 69

70 CANCELAMENTO DO BENEFÍCIO: Ocorre após o deferimento do pedido, por desistência do beneficiário. Decreto 3.048/99 - Art. 181-B, único. O segurado pode desistir do seu pedido de aposentadoria desde que manifeste esta intenção e requeira o arquivamento definitivo do pedido antes da ocorrência do primeiro de um dos seguintes atos: 70

71 I - recebimento do primeiro pagamento do benefício; ou II - saque do respectivo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço ou do Programa de Integração Social. 71

72 Providências: 1) requerimento do segurado. 2) comunicação formal da CEF/Banco do Brasil, informando que não houve o saque do FGTS ou PIS/PASEP. 3) comprovante que não houve recebimento do benefício. Cancelado o benefício, este não poderá ser restabelecido. 72

73 VISTAS E CÓPIAS DO PROCESSO: mediante requerimento ao: Ao titular do benefício, seu representante legal ou procurador. Ao advogado, em relação a qualquer processo, independentemente de procuração, exceto matéria de sigilo. 73

74 DAS CÓPIAS: poderão ser entregues em meio físico ou digital. meio físico: custo pelo requerente. cópias fora da APS: requerente será acompanhado por servidor. 74

75 DA CARGA DOS AUTOS: PRERROGATIVA DE ADVOGADO!!! mediante requerimento e termo de responsabilidade com compromisso de devolução tempestiva. estagiário com inscrição na OAB e substabelecimento. 75

76 prazo máximo de dez dias. Quando aberto prazo para interposição de recurso ou contrarrazões do interessado, a data de devolução do processo não será posterior ao termo final do prazo para a prática do ato, ainda que inferior a dez dias. 76

77 Não será permitida a retirada do processo: I - quando existirem nos autos documentos originais de difícil restauração; II - processos durante apuração de irregularidades; III - processos com prazo em aberto para recurso ou contrarrazões por parte do INSS; IV - processos em andamento nos quais o advogado deixou de devolver os respectivos autos no prazo legal, e só o fez depois de intimado; e V - processos que, por circunstância relevante justificada pela autoridade responsável, devam permanecer na unidade. 77

78 Para processos em andamento: deferimento da carga (em 2 dias) depende da apresentação de procuração ou substabelecimento. Para processos findos: dispensada a apresentação de procuração, exceto quando houver documentos sujeitos a sigilo. 78

79 FASE RECURSAL (art. 537 e ss. da IN 77). 79

80 REGIMENTO INTERNO DO CRSS Portaria MDSA nº 116/

81 CONSELHO DE RECURSOS DO SEGURO SOCIAL CRSS É órgão colegiado integrante da estrutura do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário MDSA. é órgão de controle jurisdicional das decisões do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, nos processos de interesse dos beneficiários e das empresas, nos casos previstos na legislação. tem sede em Brasília/DF e jurisdição em todo o Território Nacional. 81

82 ESTRUTURA DO CRSS: I - ÓRGÃOS COLEGIADOS: 1. Conselho Pleno; 2. Quatro Câmaras de Julgamento; 2.1. Quatro Serviços de Secretaria de Câmara de Julgamento; 3. Vinte e nove Juntas de Recursos. 82

83 II - ÓRGÃOS ADMINISTRATIVOS: 1. Presidência; 1.1. Serviço de Secretaria do Gabinete da Presidência; 1.2. Serviço de Apoio aos Órgãos Colegiados; 1.3. Assessoria do Gabinete; 83

84 2. Coordenação de Gestão Técnica; 3. Divisão de Assuntos Jurídicos; 4. Divisão de Assuntos Administrativos; 84

85 COMPOSIÇÃO DAS CÂMARAS DE JULGAMENTO E DAS JUNTAS DE RECURSOS: I - um Conselheiro Presidente da respectiva Câmara ou Junta, que presidirá a composição de julgamento; II - um Conselheiro representante do governo; III - um Conselheiro representante dos trabalhadores; IV - um Conselheiro representante das empresas. 85

86 COMPETÊNCIA DO CRSS: DO CONSELHO PLENO: I - uniformizar, em tese, a jurisprudência administrativa previdenciária e assistencial, mediante emissão de Enunciados; II - uniformizar, no caso concreto, as divergências jurisprudenciais entre as Juntas de Recursos nas matérias de sua alçada ou entre as Câmaras de julgamento em sede de Recurso Especial, mediante a emissão de Resolução; e III - decidir, no caso concreto, as Reclamações ao Conselho Pleno, mediante a emissão de Resolução. 86

87 DAS CÂMARAS DE JULGAMENTO: julgar os Recursos Especiais interpostos contra as decisões proferidas pelas Juntas de Recursos. DAS JUNTAS DE RECURSOS: julgar os Recursos Ordinários interpostos contra as decisões do INSS nos processos: de interesse dos beneficiários do RGPS e das empresas. referentes aos benefícios assistenciais de prestação continuada previstos no art. 20 da Lei nº 8.742/93. nos casos previstos na legislação, nos processos de interesse dos contribuintes do RGPS. 87

88 DO RECURSO ORDINÁRIO: Das decisões proferidas pelo INSS poderão os interessados, quando não conformados, interpor recurso ordinário às Juntas de Recursos do CRSS. Os recursos poderão ser interpostos, preferencialmente, perante o órgão do INSS que proferiu a decisão sobre o benefício e que deverá proceder a sua regular instrução. LEGITIMIDADE: Os titulares de direitos e interesses. 88

89 FORMA DE REQUERER: por meio de requerimento no qual o recorrente deverá expor os fundamentos do pedido de reexame, podendo juntar os documentos que julgar convenientes. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE: é prerrogativa do CRSS, sendo vedado ao INSS recusar o seu recebimento ou sustar-lhe o andamento, exceto nas hipóteses expressamente disciplinadas no Regimento Interno do CRSS. 89

90 PRAZO: É de trinta dias o prazo para interposição de recursos e para o oferecimento de contrarrazões, contados da ciência da decisão e da interposição do recurso, respectivamente. * PRAZO É PARA AGENDAMENTO!!! 90

91 DOS PRAZOS: são contínuos e começam a correr a partir da data da ciência da parte, excluindo-se da contagem o dia do início e incluindo-se o do vencimento. só se inicia ou vence em dia de expediente normal no órgão em que tramita o recurso ou em que deva ser praticado o ato. 91

92 são improrrogáveis, salvo em caso de exceção expressa; porém, considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil seguinte se o vencimento ocorrer em dia em que não houver expediente ou em que este for encerrado antes do horário normal. quando o ato for praticado por meio eletrônico para atender a prazo processual, serão considerados tempestivos os transmitidos integralmente até as vinte e quatro horas de seu último dia útil. 92

93 FALTA DE CONTRARRAZÕES: Expirado o prazo sem que haja contrarrazões, os autos serão encaminhados de imediato para julgamento pelas Juntas de Recursos ou Câmara de Julgamento do CRSS, conforme o caso, sendo considerados como contrarrazões do INSS os motivos do indeferimento. 93

94 REANÁLISE DA DECISÃO DO INSS: se a decisão questionada for mantida, serão formuladas as contrarrazões e o recurso deverá ser encaminhado à Junta de Recursos; em caso de reforma parcial da decisão, o recurso será encaminhado para a Junta de Recursos para prosseguimento em relação à matéria que permaneceu controversa; em caso de reforma total da decisão, deverá ser atendido o pedido formulado pelo recorrente e o recurso perderá o seu objeto, sendo desnecessário o encaminhamento ao órgão julgador. 94

95 PRIORIDADE NO JULGAMENTO: As Juntas de Recursos e as Câmaras de Julgamento priorizarão a análise e solução dos seguintes recursos: I - que tenham como parte beneficiários com idade igual ou superior a sessenta anos; e II - relativos às prestações de auxílio-doença, de aposentadoria por invalidez e do benefício assistencial de que trata o art. 20 da Lei no 8.742/93. 95

96 DA ALÇADA: OS ACÓRDÃOS proferidos pelas Juntas de Recursos SÃO DECISÕES de primeira instância recursal, exceto em matéria de alçada das Câmaras de Julgamento, podendo ser de única instância. 96

97 DA ALÇADA EXCLUSIVA DAS JRs: não comporta recurso às Câmaras de Julgamento a decisão: I - fundamentada exclusivamente em matéria médica, quando os laudos ou pareceres emitidos pela Assessoria Técnico Médica da Junta de Recursos e pelos Médicos Peritos do INSS apresentarem resultados convergentes. 97

98 II - proferida sobre reajustamento de benefício em manutenção, em consonância com os índices estabelecidos em lei, exceto quando a diferença na Renda Mensal Atual - RMA decorrer de alteração da Renda Mensal Inicial - RMI. 98

99 DO RECURSO ESPECIAL: Das decisões proferidas no julgamento do Recurso Ordinário caberá Recurso Especial dirigido às Câmaras de Julgamento. RECURSO DO INSS: cabe ao Serviço e à Seção de Reconhecimento de Direitos das Gerências-Executivas interpor recurso especial e oferecer as contrarrazões às Câmaras de Julgamento do CRPS. 99

100 RAZÕES DE RECURSO ESPECIAL DO BENEFICIÁRIO INTERESSADO: deverá ser interposto pelo interessado e apresentado na APS e, em seguida, ser imediatamente encaminhado ao Serviço e à SRD - Seção de Reconhecimento de Direitos das Gerências-Executivas para contrarrazões. 100

101 RAZÕES DE RECURSO ESPECIAL DO INSS: quando as decisões das Juntas de Recursos. I - violarem disposição de lei, de decreto ou de portaria ministerial; II - divergirem de Súmula ou de Parecer do Advogado Geral da União, editado na forma da Lei Complementar nº 73, de 10 de fevereiro de

102 III - divergirem de pareceres da Consultoria Jurídica do MDSA, dos extintos MTPS e MPS ou da Procuradoria Federal Especializada - INSS, aprovado pelo Procurador- Chefe. IV - divergirem de enunciados editados pelo Conselho Pleno do CRSS e do antigo CRPS; V - tiverem sido fundamentadas em laudos ou pareceres médicos divergentes emitidos pela Assessoria Técnico-Médica no âmbito do CRSS e pelos médicos peritos do INSS, ressalvados os benefícios de auxílio-doença de alçada exclusiva das JRs; VI - contiverem vício insanável. 102

103 DESISTÊNCIA DO RECURSO: pelo recorrente, em qualquer fase do processo, desde que antes do julgamento do recurso pelo órgão competente. Forma de desistência: será manifestada de maneira expressa, por petição ou termo firmado nos autos do processo. Descumprimento de exigência em fase recursal: uma vez interposto o recurso, o não cumprimento de exigência pelo interessado não implica em desistência tácita ou renúncia ao direito de recorrer, devendo o processo ser julgado no estado em que se encontra. 103

104 DA PROPOSITURA DE AÇÃO JUDICIAL: A propositura, pelo beneficiário ou contribuinte, de ação que tenha por objeto idêntico pedido sobre o qual versa o processo administrativo importa renúncia ao direito de recorrer na esfera administrativa e desistência do recurso interposto (art. 126, 3º da Lei 8.213/91). Considera-se idêntica a ação judicial que tiver as mesmas partes, a mesma causa de pedir e o mesmo pedido do processo administrativo. 104

105 IMPOSSIBILIDADE DA VERIFICAÇÃO DO OBJETO: Se for localizada ação judicial com as mesmas partes, mas os dados disponíveis não puderem firmar a convicção de que o objeto é idêntico ao do processo administrativo, o INSS dará prosseguimento ao recurso, cabendo ao CRSS decidir sobre a sua admissibilidade. 105

106 VERIFICADA AÇÃO JUDICIAL COM MESMO OBJETO: deverá o INSS dar ciência ao interessado para que se manifeste no prazo de trinta dias, observado que: I - se o interessado não comparecer, ou declarar que se trata de mesmo objeto, o INSS arquivará o processo; ou II - se o interessado alegar que se trata de objeto diverso, o processo será encaminhado ao órgão julgador. 106

107 Caso o conhecimento da propositura da ação judicial seja posterior ao encaminhamento do recurso ao CRPS, o INSS observará os seguintes procedimentos: I - se o recurso ainda não tiver sido julgado, o INSS comunicará o fato à Junta ou Câmara incumbida da decisão, juntamente com o comprovante da ação judicial com o mesmo objeto; II - se o recurso já tiver sido julgado, com decisão favorável ao interessado, e não houver trânsito em julgado da decisão judicial, o INSS comunicará o fato à Procuradoria Federal Especializada para orientação sobre como proceder em relação ao cumprimento da decisão administrativa; ou III - se o recurso já tiver sido julgado, e houver decisão judicial transitada em julgado, a coisa julgada prevalecerá sobre a decisão administrativa. 107

108 DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO: Caberão embargos de Declaração em face de acórdão dos órgãos julgadores do CRSS. I - quando houver obscuridade, ambiguidade ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou, quando for omitido ponto sobre o qual deveriam pronunciar-se. Prazo para interposição: 30 dias. 108

109 II - para corrigir erro material, entendendo-se como tal, os decorrentes de erros de grafia, numéricos, de cálculos ou, ainda, de outros equívocos semelhantes, que não afetem o mérito do pedido, o fundamento ou a conclusão do voto, bem como não digam respeito às interpretações jurídicas dos fatos relacionados nos autos, o acolhimento de opiniões técnicas de profissionais especializados ou o exercício de valoração de provas. Prazo para interposição: a qualquer tempo. 109

110 A oposição tempestiva dos embargos interrompe o prazo para o cumprimento do acórdão, para a interposição de Recurso Especial, a apresentação de Reclamação ao Conselho Pleno e do Pedido de Uniformização de Jurisprudência. A interrupção cessa a partir da intimação das partes acerca da decisão dos declaratórios, quando passa a fluir o lapso temporal de 30 (trinta) dias. 110

111 OBSERVAÇÕES: 1) Nos embargos de Declaração, via de regra, não há necessidade de se oportunizar a manifestação da parte contrária, salvo nos casos em que a pretensão do embargante, na integração do julgado, implicar na modificação da decisão final, hipótese em que, excepcionalmente, deverá ser oportunizado o oferecimento de contrarrazões ao embargado. 111

112 2) Os embargos de declaração possuem caráter integrativo da decisão, não acarretando a anulação do acórdão embargado, salvo nas hipóteses de efeito modificativo. 3) Os embargos de declaração terão andamento prioritário nos órgãos do CRSS. 112

113 FASE EXECUTÓRIA (art. 549 e ss. da IN 77). 113

114 É vedado ao INSS escusar-se de cumprir diligências solicitadas pelo CRSS, bem como deixar de dar efetivo cumprimento às decisões definitivas daquele colegiado, reduzir ou ampliar o seu alcance ou executá-las de maneira que contrarie ou prejudique o seu evidente sentido. *PASSÍVEL DE MANDADO DE SEGURANÇA. 114

115 O acórdão deverá ser cumprido no prazo máximo de 30 (tinta) dias da ciência do setor responsável pela sua implantação, sob pena de responsabilização funcional do servidor que der causa ao retardamento, ressalvado se, no prazo estabelecido, for interposto recurso. A decisão da instância recursal, excepcionalmente, poderá deixar de ser cumprida se, após o julgamento, for demonstrado pelo INSS ao interessado que foi deferido outro benefício mais vantajoso, desde que haja opção expressa do interessado 115

116 MUITO OBRIGADA!!! 116

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