Sistemas Operacionais

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Sistemas Operacionais"

Transcrição

1 Introdução Memória virtual Trabalho sob a Licença Atribuição-SemDerivações-SemDerivados 3.0 Brasil Creative Commons. Para visualizar uma cópia desta licença, visite Aula 22 Modelos de gerência de memória vistos até agora mapeiam todo o espaço lógico do processo no espaço físico (RAM) Consequências Tamanho do processo é limitado pela capacidade da memória real do sistema Limitação do grau de multiprogramação Desperdício de memória por alocação desnecessária Área de heap prevista, rotinas de tratamento de exceção (erros), rotinas pouco usadas ou usadas apenas em algumas fases, etc Se não há memória disponível, não se pode criar processos Swapping e memória virtual surgem como soluções 2 Swapping Memória virtual Abordagem para aliviar a limitação do grau de multiprogramação Consiste em fazer um rodízio de processos entre memória e disco Área de swap : área de disco onde processos são mantidos para liberar espaço em RAM para outros processos P i swap-out swap-in P k Escalonador de médio prazo é quem decide sobre os processos vítimas para irem ao disco: apto-suspenso bloqueado-suspenso Expande a memória através de uma área de espaço em disco Área de swap (arquivo ou partição) Memória total disponível = capacidade da RAM + tamanho da área de swa Objetivo é utilizar memória física de forma eficiente Carrega para a memória apenas os trechos do processo que são necessários para sua execução em determinado momento Permite executar um processo sem que ele esteja completamente na memória Possibilita a execução de processos maiores que a capacidade de RAM Aumenta grau de multiprogramação Princípio básico Localidade de referência Memória total disponível = capacidade da RAM + tamanho da área de swap 3 4

2 Localidade de referência Implementação de memória virtual Base de funcionamento da memória virtual Processo possui um subconjunto de páginas que são usados simultaneamente Localidade de referência Temporal: regiões de código e dados tendem a ser acessados novamente dentro de um período de tempo próximo Espacial: regiões de código e dados acessados tendem a ser próximas Exemplos: execução da instrução i+1 segue a execução da instrução i; laços for, while, do-while; acessos a elementos de vetores, etc Consequência: NÃO é necessário ter o processo inteiro carregado em memória, apenas os trechos necessários em um dado intervalo de tempo Possível estimar esses pedaços Emprega mecanismos de alocação de memória não contíguo Necessário suporte por hardware para a paginação, segmentação ou segmentação com paginação Necessário: Controlar o fluxo de páginas (ou segmentos) entre a RAM e a área de swap (memória secundária disco) Gerenciar áreas livres e ocupadas na RAM e no disco Mapeamento da memória lógica em memória física Substituição de páginas/segmentos ( rodízio ) Área de swap Dimensionamento Formatação específica ou mesma do sistema de arquivos 5 6 Vantagens e desvantagens de memória virtual Paginação por demanda Vantagens: Capacidade de executar programas maiores que o tamanho da RAM Reduz quantidade de operações de E/S por não carregar todo o processo em memória (carrega apenas páginas ou segmentos necessários) Aumenta grau de multiprogramação por reduzir a quantidade de memória necessária para um processo executar (só carrega o que realmente usa!!) Desvantagens: Desempenho: acesso a área de swap é mais lenta que acesso a RAM Aumento da memória física é sempre a melhor solução!! Implementação da memória virtual baseada em paginação Princípio básico Carregar e manter em memória apenas as páginas necessárias em determinado momento localidade de referência Processo fica parcialmente em memória Alocação de memória por demanda Em caso de falta de memória, executa um rodízio entre os trechos em memória e em disco n Processo RAM Apesar de usar a área de swap, osistema está paginando (page-in epage-out). Conceitualmente, swap é a movimentação do 0 processo inteiro... Page-out Área de swap Page-in

3 Questões para implementação Localização das páginas Gerenciamento de páginas e quadros Manutenção da informação de quadros livres (bit map) Localização das páginas (memória, área de swap ou ainda não foi criada)? Quando (e de onde) carregar uma página? Desempenho da paginação por demanda Algoritmos para alocação de memória Quanto de memória é necessário alocar na criação de um processo? Quanto de memória é usado durante a execução do processo? Algoritmos de substituição Qual página ou processo deve deixar a RAM para liberar espaço? Uma referência de memória está sempre associada a uma página Páginas válidas e páginas inválidas Situações possíveis Página está carregada na memória (página válida) Página está na área de swap (página inválida) Página não está na memória, nem no swap (página inválida não alocada) Comportamento típico das áreas dinâmicas (pilha e heap) Modificações na tabela de página Inclusão de novos bits de gerenciamento Endereço do quadro ou do local de armazenamento no disco 9 10 Entrada da tabela de página e memória virtual Carregamento de páginas Informações necessárias para localizar a página na memória, se ela estiver carregada na RAM (quadro q) área de swap, se ela não está carregada na RAM (endereço bloco de disco) Bits de gerência Compartilhamento: se a página é compartilhada com outros processos Proteção: se a página é de leitura ou leitura e escrita Validade: se mapeia (ou não) para um endereço válido para o processo Presença: se a página está carregada na memória Modificação (dirty bit): se a página em memória foi modificada Referência: se a página em memória foi referenciada em passado recente Necessários à implementação da paginação por demanda (memória virtual) Quando carregar uma página? Na inicialização de processos Mínimo teórico: página da função main() e página para pilha Por demanda A medida que o processo executa e precisa páginas que não estão na memória De onde carregar a página? Área de swap (código, dados, heap e pilha) Do próprio executável (áreas read-only como o código) 11 12

4 Falta de páginas (page fault) Esquema geral da paginação por demanda Ocorre quando a página necessária a execução não está na memória Necessário buscar página no disco OU mapear no espaço de endereçamento (se ainda não existe nova alocação) p é a probabilidade de acontecer um page fault (0 p 1) p=0, todas as referências NÃO provocam faltas de página p=1, todas as referências resultam faltas de página Tratador de faltas de páginas Acionado por uma interrupção de hardware de falta de páginas Executa a leitura de página faltante (swap ou executável) ou cria nova página Reinicia a execução do processo Sequência de eventos mov ax,m Sisop 1 2 i RAM 6 F n Área de swap ou imagem executável Tabela de página 4 5 F 0 3 Páginas associadas ao núcleo do sistema operacional são pinadas na memória, isso é, NUNCA vão provocar falta de página Ordem de grandeza da duração de tarefas Tempo de acesso efetivo à memória Acionamento do sistema operacional (trap) 1 a 100 us Determinar se a interrupção foi por falta de página 1 a 100 us Tempo de acesso (leitura) de uma página para memória Cerca de 8 ms (melhor caso) Depende do disco e da fila de requisição de E/S Tempo de acesso à memória percebido por um processo Tempo consumido pela MMU para a tradução Inclui o hit/miss ratio na TLB e eventuais tempo de acesso tabela de página em memória) Tempo consumido pela gerência de memória virtual Considera as operações page-in, page-out, substituição de página e tempo de bloqueio) Valor médio Baseado na probabilidade da entrada estar na TLB e a página estar na memória 15 16

5 Tempo efetivo de acesso considerando TLB Desempenho da paginação por demanda (aproximação) Mais precisamente: Depende da taxa de falta de páginas (p) Pode ser aproximado por: Tempo médio de acesso a tabelas e dado Onde: pr 1 : probabilidade da página estar em memória pr 2 : probabilidade da entrada da página estar na TLB (hit ratio) t mem : tempo de acesso a memória t TLB : tempo de acesso a TLB t TPF : tempo de tratamento de page fault onde: t acesso é tempo médio para acessar página na memória t page_fault é o tempo médio para o tratamento da falta de páginas e acessar a posição de memória que a provocou p é a probabilidade de taxa de falta de páginas (0 p 1.0) Exemplo: desempenho da paginação por demanda Desempenho da paginação por demanda Exemplo 1: tempo acesso: 200 ns tempo page fault: 8 ms t e =(1-p) * 200 ns + p * ns t e = ( x p) ns Se p=1/1000 t e 8,2 us (40 vezes t acesso ) Exemplo 2: degradação inferior a 10% no tempo de acesso (< 220ns) 220 (1-p)*200 + p* = p p (1 page fault a cerca de cada acessos) Depende de dois fatores De apresentar baixa taxa de faltas de páginas Número de vezes que há cargas de páginas Manter em memória um conjunto adequado de páginas Diminuir o tempo de acesso ao disco Tempo gasto para carregar as páginas 19 20

6 Otimizações para o swap Copy-on-write Procedimentos de swap-in e swap-out Páginas não modificadas podem ser sobrescritas (economiza swap-out) Selecionar páginas menos útil para swap-out Algoritmos de substituição Partição de swap com formatação específica Partição = divisão de um disco físico em discos lógicos diferentes Organiza os dados no disco de forma diferente do sistema de arquivos convencional possibilitando um acesso mais rápido Na criação (fork) não é necessário criar a cópia do pai, basta criar uma tabela de páginas para o filho idêntica a do pai Ação copy-on-write Se um dos processos, pai ou filho, modificar a página, cria-se a cópia Páginas não modificadas podem ser compartilhadas Deve-se marcar essas páginas para não liberar elas em caso de término de um dos processos (pai ou filho) 21 Silberschatz, A.; Galvin, P; Gagne, G. Operating System Concepts, 9th ed Leituras complementares A. Tanenbaum. Modernos (3 a edição), Pearson Brasil, Capítulo 3: (seções 3.4, 3.7) A. Silberchatz, P. Galvin;. (7 a edição). Campus, Capítulo 9 (seções 9.1 e 9.2) R. Oliveira, A. Carissimi, S. Toscani;. Editora Bookman 4 a edição, 2010 Capítulo 7 (seção 7.1) 23

Fundamentos de Sistemas Operacionais

Fundamentos de Sistemas Operacionais Fundamentos de Sistemas Operacionais Aula 19: Memória Virtual: Introdução Diego Passos Última Aula Paginação Método de gerenciamento de memória mais usado hoje. Espaço de endereçamento de um processo é

Leia mais

Fundamentos de Sistemas Operacionais

Fundamentos de Sistemas Operacionais Fundamentos de Sistemas Operacionais Aula 6 Gerenciamento de Memória Prof. Galvez Considerações Gerais Multiprogramação implica em manter-se vários processos em memória Memória necessita ser alocada de

Leia mais

Capítulo 9: Memória Virtual. Operating System Concepts 8 th Edition

Capítulo 9: Memória Virtual. Operating System Concepts 8 th Edition Capítulo 9: Memória Virtual Silberschatz, Galvin and Gagne 2009 Objetivos Descrever os benefícios de um sistema de memória virtual Explicar os conceitos de paginação sob demanda, algoritmo de substituição

Leia mais

Sistemas Operacionais. Rômulo Silva de Oliveira Alexandre da Silva Carissimi Simão Sirineo Toscani

Sistemas Operacionais. Rômulo Silva de Oliveira Alexandre da Silva Carissimi Simão Sirineo Toscani 11 Sistemas Operacionais Rômulo Silva de Oliveira Alexandre da Silva Carissimi Simão Sirineo Toscani Introdução Multiprogramação implica em manter-se vários processos em memória Memória necessita ser alocada

Leia mais

Gerência de memória III

Gerência de memória III Gerência de memória III Eduardo Ferreira dos Santos Ciência da Computação Centro Universitário de Brasília UniCEUB Maio, 2016 1 / 45 Sumário 1 Memória Virtual Segmentação Paginação 2 Alocação de páginas

Leia mais

Gerência de Memória. Paginação

Gerência de Memória. Paginação Gerência de Memória Paginação Endereçamento Virtual (1) Espaço de endereçamento dos processos não linearmente relacionado com a memória física Cada vez que são usados, os endereços virtuais são convertidos

Leia mais

Gerenciamento de Memória

Gerenciamento de Memória Gerenciamento de Memória Prof. Alexandre Beletti Ferreira Gerência de Memória Sistemas Monoprogramáveis = gerenciamento simplificado Sistemas Multiprogramáveis = gerenciamento crítico (muitos usuários

Leia mais

Sistemas Operacionais

Sistemas Operacionais Sistemas Operacionais Gerência de Memória Memória virtual Edson Moreno [email protected] http://www.inf.pucrs.br/~emoreno Slides baseados nas apresentações dos prof. Tiago Ferreto e Alexandra Aguiar

Leia mais

Sistemas Operacionais

Sistemas Operacionais Motivação 2 a edição Revisão: Fev/23 Sistemas Operacionais Memória virtual Capítulo 7 Problemas da gerência de memória (modelo visto até o momento) Todo o espaço lógico mapeado no espaço físico O tamanho

Leia mais

Arquitetura de Sistemas Operacionais

Arquitetura de Sistemas Operacionais Arquitetura de Sistemas Operacionais Francis Berenger Machado Luiz Paulo Maia Capítulo 10 Gerência de Memória Virtual Cap 10 Gerência de Memória Virtual 1 Sumário Introdução Espaço de Endereçamento Virtual

Leia mais

UFRJ IM - DCC. Sistemas Operacionais I. Unidade III Memória Primária. 29/04/2014 Prof. Valeria M. Bastos

UFRJ IM - DCC. Sistemas Operacionais I. Unidade III Memória Primária. 29/04/2014 Prof. Valeria M. Bastos UFRJ IM - DCC Sistemas Operacionais I Unidade III Memória Primária 29/04/204 Prof. Valeria M. Bastos ORGANIZAÇÃO DA UNIDADE Processador - Escalonamento Memória Primária Fundamentos Formas de Particionamento

Leia mais

Gerência de Memória. Endereçamento Virtual (1) Paginação. Endereçamento Virtual (2) Endereçamento Virtual (3)

Gerência de Memória. Endereçamento Virtual (1) Paginação. Endereçamento Virtual (2) Endereçamento Virtual (3) Endereçamento Virtual (1) Gerência de Memória Paginação Espaço de endereçamento dos processos não linearmente relacionado com a física Cada vez que são usados, os endereços virtuais são convertidos pela

Leia mais

Capítulo 8: Memória Principal. Operating System Concepts 8 th Edition

Capítulo 8: Memória Principal. Operating System Concepts 8 th Edition Capítulo 8: Memória Principal Silberschatz, Galvin and Gagne 2009 Objetivos Fornecer uma descrição detalhada das várias formas de organizar a memória do computador Discutir várias técnicas de gerenciamento

Leia mais

Sistemas Operacionais: Memória Virtual

Sistemas Operacionais: Memória Virtual Sistemas Operacionais: Memória Virtual Memória virtual Memória virtual: separação entre a visão lógica do usuário e a memória física Somente uma parte do programa necessita estar na memória para executar

Leia mais

MEMÓRIA LÓGICA E FÍSICA (1)

MEMÓRIA LÓGICA E FÍSICA (1) GERÊNCIA DE MEMÓRIA memória = vetor de palavras (ou bytes), cada uma com endereço próprio a memória é usada para armazenar os diversos programas em execução, bem como os dados sobre a execução dos programas

Leia mais

Organização e Arquitetura de Computadores I

Organização e Arquitetura de Computadores I Organização e Arquitetura de Computadores I Slide 1 Memória Virtual os primeiros computadores (início dos anos 60) tinham memória principal muito reduzida O PDP-1 funcionava com uma memória de 4096 palavras

Leia mais

Gerência da Memória. Adão de Melo Neto

Gerência da Memória. Adão de Melo Neto Gerência da Memória Adão de Melo Neto 1 Memória Principal Antigamente Recurso escasso Desenvolvimento de um sistema operacional (SO) que não ocupassem muito espaço de memória principal (MP) Atualmente

Leia mais

Durante a evolução das arquiteturas de computadores e principalmente dos Sistemas Operacionais, muitas tecnologias tiveram que ser aprimoradas para

Durante a evolução das arquiteturas de computadores e principalmente dos Sistemas Operacionais, muitas tecnologias tiveram que ser aprimoradas para UM ESTUDO SOBRE O MECANISMO DE PAGINAÇÃO DE MEMÓRIA E OS ALGORITMOS DE SUBSTITUIÇÃO DE PÁGINAS FIFO E LRU Fernando Sales Ferreira, [email protected] William Antônio Faria Da Silva, [email protected]

Leia mais

Memória. Gestão do espaço lógico Paginação Segmentação com paginação

Memória. Gestão do espaço lógico Paginação Segmentação com paginação Memória Gestão do espaço lógico Paginação Segmentação com paginação Paginação Divide-se a memória física em pequenos blocos de tamanho fixo chamados de páginas físicas (ou frames) o tamanho é uma potência

Leia mais

Gerência de Memória. Eduardo Ferreira dos Santos. Abril, Ciência da Computação Centro Universitário de Brasília UniCEUB 1 / 45

Gerência de Memória. Eduardo Ferreira dos Santos. Abril, Ciência da Computação Centro Universitário de Brasília UniCEUB 1 / 45 Gerência de Memória Eduardo Ferreira dos Santos Ciência da Computação Centro Universitário de Brasília UniCEUB Abril, 2016 1 / 45 Sumário 1 Introdução 2 Espaços de endereçamento 3 Realocação estática e

Leia mais

Sistemas Operacionais Aula 12: Gerência de Memória. Ezequiel R. Zorzal

Sistemas Operacionais Aula 12: Gerência de Memória. Ezequiel R. Zorzal Sistemas Operacionais Aula 12: Gerência de Memória Ezequiel R. Zorzal [email protected] www.realidadeaumentada.com.br Objetivos Fornecer uma descrição de várias maneiras de organizar o hardware de memória.

Leia mais

LABORATÓRIO DE SISTEMAS OPERACIONAIS. PROFª. M.Sc. JULIANA HOFFMANN QUINONEZ BENACCHIO

LABORATÓRIO DE SISTEMAS OPERACIONAIS. PROFª. M.Sc. JULIANA HOFFMANN QUINONEZ BENACCHIO LABORATÓRIO DE SISTEMAS OPERACIONAIS PROFª. M.Sc. JULIANA HOFFMANN QUINONEZ BENACCHIO Gerência de Memória Virtual Conteúdo retirado do livro Arquitetura de Sistemas Operacionais Francis Berenger Machado

Leia mais

Swapping. Desvantagem:

Swapping. Desvantagem: Swapping Visa dar uma maior taxa de utilização à memória principal, melhorando seu compartilhamento Visa também resolver o problema da falta da memória principal (MP) em um sistema Funcionamento Programa

Leia mais

AULA 14 - Memória Virtual

AULA 14 - Memória Virtual AULA 14 - Memória Virtual A idéia básica da memória virtual é permitir que programas muito maiores que a memória disponível possam ser executados. Para isso, em 1961 Fotheringham criou o método conhecido

Leia mais

SSC0640 Sistemas Operacionais I

SSC0640 Sistemas Operacionais I SSC0640 Sistemas Operacionais I 15ª Aula Gerenciamento de Memória Profa. Sarita Mazzini Bruschi [email protected] Slides adaptados de Marcos José Santana / Regina H. C. Santana / Luciana A. F. Martimiano

Leia mais

Memória virtual. Sistemas de Computação

Memória virtual. Sistemas de Computação Memória virtual Fundamentos Memória virtual separação da memória lógica do usuário da memória física somente uma parte do programa precisa estar na memória para execução espaço de endereçamento lógico

Leia mais

Sistemas Operacionais Gerenciamento de Memória. Carlos Ferraz Jorge Cavalcanti Fonsêca

Sistemas Operacionais Gerenciamento de Memória. Carlos Ferraz Jorge Cavalcanti Fonsêca Sistemas Operacionais Gerenciamento de Memória Carlos Ferraz ([email protected]) Jorge Cavalcanti Fonsêca ([email protected]) Memória Física vs. Memória do Programa Memória P Física Tamanho dos softwares

Leia mais

AULA Nº 11 SISTEMAS OPERACIONAIS. Técnicas de Memória Virtual

AULA Nº 11 SISTEMAS OPERACIONAIS. Técnicas de Memória Virtual AULA Nº 11 SISTEMAS OPERACIONAIS Técnicas de Memória Virtual 1 Contextualizando Vimos Introdução ao Gerenciamento de Memória Agora Técnicas de Memória Virtual 2 O que é Memória Virtual (MV)? É uma técnica

Leia mais

ICET CURSO: Ciência da Computação e Sistemas de Informação (Sistemas Operacionais Abertos) Estudos Disciplinares. Campus: Data: / / Nome: Questão 1:

ICET CURSO: Ciência da Computação e Sistemas de Informação (Sistemas Operacionais Abertos) Estudos Disciplinares. Campus: Data: / / Nome: Questão 1: ICET CURSO: Ciência da Computação e Sistemas de Informação (Sistemas Operacionais Abertos) Estudos Disciplinares Campus: Data: / / Nome: RA: Turma: Questão 1: Silberschatz, Galvin e Gagne (c) 2007 Os alunos

Leia mais

William Stallings Arquitetura e Organização de Computadores 8 a Edição

William Stallings Arquitetura e Organização de Computadores 8 a Edição William Stallings Arquitetura e Organização de Computadores 8 a Edição Capítulo 8 Suporte do sistema operacional slide 1 Objetivos e funções Conveniência: Tornar o computador mais fácil de usar. Eficiência:

Leia mais

Sistemas Operacionais. - Gerência de Memória -

Sistemas Operacionais. - Gerência de Memória - Sistemas Operacionais - Gerência de Memória - Gerenciamento de Memória A organização e a gerência de memória são fatores importantes no projeto de sistemas operacionais Um dos objetivos é desenvolver um

Leia mais

Gerência de Memória Memória Virtual e Paginação

Gerência de Memória Memória Virtual e Paginação Memória Virtual e Paginação Carlos Gustavo A. da Rocha Memória virtual O tamanho das memórias aumenta rápido :) Mas o tamanho dos softwares aumenta mais rápido :( Devido a isto os SOs devem ser capazes

Leia mais

Gerência de Memória Introdução Considerações: Recurso caro e escasso; Programas só executam se estiverem na memória principal; Quanto mais processos residentes na memória principal, melhor será o compartilhamento

Leia mais

Capítulo 6 Gerência de Memória 103

Capítulo 6 Gerência de Memória 103 Capítulo 6 Gerência de Memória 103 out. Mais tarde, ele sofrerá um swap-in, ou seja, será copiado novamente para a memória. Seu descritor de processo volta então para a fila do processador, e sua execução

Leia mais

Sistemas Operacionais Memória Virtual

Sistemas Operacionais Memória Virtual Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul UEMS Curso de Licenciatura em Computação Sistemas Operacionais Memória Virtual Prof. José Gonçalves Dias Neto [email protected] Introdução Memória virtual

Leia mais

Sistemas Operacionais. - Gerência de Memória -

Sistemas Operacionais. - Gerência de Memória - Sistemas Operacionais - Gerência de Memória - Memória Virtual É uma técnica sofisticada de gerência de memória As memórias principal e secundária são combinadas, dando ao usuário a impressão de existir

Leia mais

Segmentação de Memória

Segmentação de Memória Segmentação de Memória Pedro Cruz EEL770 Sistemas Operacionais Memória volátil Algoritmos de substituição Substituição de páginas não usadas recentemente Substituição de páginas primeiro a entrar, primeiro

Leia mais

Sistemas de Entrada e Saída

Sistemas de Entrada e Saída Sistemas de Entrada e Saída Eduardo Ferreira dos Santos Ciência da Computação Centro Universitário de Brasília UniCEUB Maio, 2016 1 / 31 Sumário 1 Interrupções 2 Camadas de Software de E/S 2 / 31 Interrupções

Leia mais

Sistemas Opera r cionais Gerência de Memória

Sistemas Opera r cionais Gerência de Memória Sistemas Operacionais Gerência de Memória Gerência de Memória Idealmente, o que todo programador deseja é dispor de uma memória que seja grande rápida não volátil Hierarquia de memórias pequena quantidade

Leia mais

Gerenciamento de Memória

Gerenciamento de Memória Gerenciamento de Memória Prof. Clodoaldo Ap. Moraes Lima 1 Segmentação Objetivo Melhorar o aspecto de localidade de referência em sistemas de memória virtual Em sistema paginado, os itens que são transferidos

Leia mais

Gerência de Memória. Gerência de Memória Introdução e Particionamento. Novo capítulo. Aulas anteriores. Plano da aula. Memória lógica & física

Gerência de Memória. Gerência de Memória Introdução e Particionamento. Novo capítulo. Aulas anteriores. Plano da aula. Memória lógica & física Aulas anteriores Gerência de Memória Introdução e Particionamento Marcelo Johann Ciclo de Compilação, ligação e carga INF - Sistemas Operacionais I N - Marcelo Johann - 9/ Aula : Slide INF - Sistemas Operacionais

Leia mais

Sistemas Operacionais Gerenciamento de Memória. Carlos Ferraz Jorge Cavalcanti Fonsêca

Sistemas Operacionais Gerenciamento de Memória. Carlos Ferraz Jorge Cavalcanti Fonsêca Sistemas Operacionais Gerenciamento de Memória Carlos Ferraz ([email protected]) Jorge Cavalcanti Fonsêca ([email protected]) Gerenciamento de Memória Idealmente, o que todo programador deseja é dispor de

Leia mais

Sistemas Operacionais

Sistemas Operacionais Introdução Gerência de memória Considerações adicionais Trabalho sob a Licença Atribuição-SemDerivações-SemDerivados 3.0 Brasil Creative Commons. Para visualizar uma cópia desta licença, visite http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/

Leia mais

Capítulo 9: Memória Virtual. Operating System Concepts 8th Edition

Capítulo 9: Memória Virtual. Operating System Concepts 8th Edition Capítulo 9: Memória Virtual Sobre a apresentação (About the slides) Os slides e figuras dessa apresentação foram criados por Silberschatz, Galvin e Gagne em 2009. Esse apresentação foi modificada por Cristiano

Leia mais

SISTEMAS OPERACIONAIS

SISTEMAS OPERACIONAIS SISTEMAS OPERACIONAIS Gerência de Memória Andreza Leite [email protected] Plano da Aula 2 Introdução Necessidade gerenciador de memória Sistemas gerenciais de memória Alocação contínua n Máquina

Leia mais

Gestão de Memória. Espaço de Endereçamento

Gestão de Memória. Espaço de Endereçamento Gestão de Memória Parte I Mecanismos Espaço de Endereçamento Conjunto de posições de memória que um processo pode referenciar E se referenciar outras posições de memória? HW de gestão de memória desencadeia

Leia mais

Segmentação com paginação Intel 386. Esquema de tradução de endereço Intel 386

Segmentação com paginação Intel 386. Esquema de tradução de endereço Intel 386 Segmentação com paginação Intel 386 O processador Intel 386 usava segmentação com paginação para gerenciamento de memória com um esquema de paginação em dois níveis. Esquema de tradução de endereço Intel

Leia mais

Sistemas Operacionais

Sistemas Operacionais Sistemas Operacionais 04 Processos Introdução Um sistema de computação quase sempre tem mais atividades a executar que o número de processadores disponíveis. Diferentes tarefas têm necessidades distintas

Leia mais

Sistemas Operacionais

Sistemas Operacionais Apresentação Inst tit ormátic ca - UF FRGS i Introdução Aula 0 INF042 Plano de ensino conforme resolução CEPE /203 Prof. Alexandre CARISSIMI (asc at inf.ufrgs.br) Turma A Objetivos da disciplina Prof.

Leia mais

Arquitetura e Organização de Computadores

Arquitetura e Organização de Computadores UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E NATURAIS CURSO DE CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO Arquitetura e Organização de Computadores Suporte ao Sistema Operacional Prof. Helcio

Leia mais

Gerência de Memória. Execução de um Programa (1) Introdução. Introdução

Gerência de Memória. Execução de um Programa (1) Introdução. Introdução Introdução Gerência de Memória (Aula 18) Considerações: Recurso caro e escasso; Programas só executam se estiverem na memória principal; Quanto mais processos residentes na memória principal, melhor será

Leia mais

SISTEMAS OPERACIONAIS. 2ª. Lista de Exercícios Parte 2

SISTEMAS OPERACIONAIS. 2ª. Lista de Exercícios Parte 2 SISTEMAS OPERACIONAIS INF09344 - Sistemas Operacionais / INF02780 - Sistemas Operacionais / INF02828 - Sistemas de Programação II Prof a. Roberta Lima Gomes ([email protected]) 2ª. Lista de Exercícios Parte

Leia mais

Gerenciamento de Memória

Gerenciamento de Memória Gerenciamento de Memória Conceitos básicos Swapping Alocação contígua Paginação Segmentação Segmentação com paginação Atribuição de endereços (ligação) de código e dados na memória A atribuição de endereços

Leia mais

Sistemas Operacionais. Prof. André Y. Kusumoto

Sistemas Operacionais. Prof. André Y. Kusumoto Sistemas Operacionais Prof. André Y. Kusumoto [email protected] Introdução O sistema de arquivos é a parte mais visível do sistema operacional. Cria um recurso lógico a partir de recursos físicos

Leia mais

Sistemas Operacionais

Sistemas Operacionais Sistemas Operacionais GERÊNCIA da MEMÓRIA MACHADO/MAIA: CAPÍTULO 09 Prof. Pedro Luís Antonelli Anhanguera Educacional Gerenciamento da Memória Programas precisam ser trazidos para a memória para serem

Leia mais

CURSO TÉCNICO EM INFORMÁTICA SISTEMAS OPERACIONAIS II MEMÓRIA VIRTUAL

CURSO TÉCNICO EM INFORMÁTICA SISTEMAS OPERACIONAIS II MEMÓRIA VIRTUAL CURSO TÉCNICO EM INFORMÁTICA SISTEMAS OPERACIONAIS II MEMÓRIA VIRTUAL O Processo passa a possuir um espaço de endereçamento virtual. Este espaço de endereçamento pode ser maior que a memória física. S.O.

Leia mais

LISTA DE EXERCÍCIOS 02

LISTA DE EXERCÍCIOS 02 FACULDADE: CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA UniCEUB CURSO: CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO DISCIPLINA: SISTEMAS OPERACIONAIS CARGA HORÁRIA: 75 H. A. ANO/SEMESTRE: 2016/01 PROFESSOR: EDUARDO FERREIRA DOS SANTOS HORÁRIOS:

Leia mais

Capítulo 2. Multiprogramação. Conteúdo. Objetivo. Recordando. Recordando. DCA-108 Sistemas Operacionais

Capítulo 2. Multiprogramação. Conteúdo. Objetivo. Recordando. Recordando. DCA-108 Sistemas Operacionais DCA-108 Sistemas Operacionais Capítulo 2 Luiz Affonso Guedes www.dca.ufrn.br/~affonso [email protected] Multiprogramação Luiz Affonso Guedes 1 Luiz Affonso Guedes 2 Conteúdo Caracterização de um SO Moderno

Leia mais

UNIX Gerência de Memória

UNIX Gerência de Memória UNIX Gerência de Memória Introdução Unix implementado sobre muitos computadores diferen tes baseada, segmentada, paginada, segmentada/paginada A gerência de memória garante: Proteção do espaço de endereçamento

Leia mais