ANAIS. Vol. II Resumos

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2 ISSN ANAIS Vol. II Resumos XV Enfrute Levando conhecimento e tecnologia para a fruticultura Encontro Nacional sobre Fruticultura de Clima Temperado De 25 a 27/07/2017 Fraiburgo, SC Governo do Estado de Santa Catarina Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina I

3 Exemplares desta publicação poderão ser solicitados a: Epagri / Estação Experimental de Caçador. CP Caçador, SC Fone (049) [email protected] Tiragem: 1020 exemplares Impressão: Cristian Cartuchos e Impressos Editoração: Marcelo Couto e Marise Vieceli Direção de Arte: Cristian Cartuchos e Impressos A responsabilidade do editor limita-se a adequação dos trabalhos às normas editoriais estabelecidas. A ortografia, a correção gramatical e o conteúdo dos trabalhos aqui publicados são de responsabilidade exclusiva dos autores. ENCONTRO NACIONAL SOBRE FRUTICULTURA DE CLIMA TEMPERADO, XV, 2017, Fraiburgo, SC. Anais... Caçador: Epagri, vol 2 (Resumos), p. Fruticultura; Clima Temperado; Enfrute II

4 Organização Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina), A UNIARP (Universidade Alto Vale do Rio do Peixe, e a Prefeitura Municipal de Fraiburgo e EMBRAPA (Uva e Vinho e Clima Temperado) têm a grata satisfação de convidar-vos para participar do XV ENFRUTE. Comissão Organizadora Renato Luis Vieira Epagri José Luiz Petri Epagri Marise Vieceli Epagri Marcelo Couto Epagri Rosana R. D Agostini Uniarp Luiz Zanella Prefeitura Municipal de Fraiburgo III

5 Comitê de Publicação XV Enfrute Editoração Marcelo Couto - Epagri Marise Vieceli Epagri Revisores(as) ad hoc Alberto Fontanella Brighenti Alexandre Carlos Menezes Netto André Amarildo Sezerino André Luiz Kulkamp de Souza Anderson Fernando Wamser Bianca Schveitzer Claudio Ogoshi Cristiane de Lima Wesp Critiano João Arioli Emilio Dela Bruna Fernando José Hawerroth Fernando Pereira Monteiro Ivan Dagoberto Faoro Janaina Pereira dos Santos Janice Valmorbida João Felippeto João Peterson Pereira Gardin José Luiz Petri Leandro Hahn Leonardo Araujo Luiz Augusto Martins Peruch Luiz Carlos Argenta Maraisa Crestani Hawerroth Marcelo Couto Marco Antonio Dal Bó Marcus Vinicius Kvitschal Mariuccia Schlichting De Martin Marlise Nara Ciotta Mateus da Silveira Pasa Renato Luis Vieira Vinicius Caliari Walter Ferreira Becker IV

6 Promoção: Epagri/Estação Experimental de Caçador, Uniarp, Embrapa (Uva e Vinho/Clima Temperado), Prefeitura Municipal de Fraiburgo, Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca. V

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8 SUMÁRIO 1. Micropropagação de framboeseira cultivar Heritage em diferentes concentrações de cloreto de cálcio Cíntia de Moraes Fagundes, Tatiane Otto de França, Luiz Antonio Biasi Enraizamento de miniestacas semilenhosas de videira Chardonnay Daniele C. Nascimento, Márcia W. Schuch Crescimento in vitro de calos do porta-enxerto de macieira G. 874 Samila S. Camargo, Aline Meneguzzi, Fernanda E. A. Bastos, Gabriela M. Paiano, Lediane Bisol, André L. K. de Souza, Leo Rufato Efeito da desfolha e de aplicações de ABA e de extratos vegetais na qualidade fenólica do vinho de uvas cv. Malbec Isabela L. Pessenti; Ricardo A. Ayub; Sérgio Ruffo Roberto, Lilian Yukari Yamamoto, Renato V. Botelho Características do aroma de vinhos Cabernet Sauvignon produzidos com uvas desidratadas Carolina Pretto Panceri, Luigi B. Pretto Panceri, Marcel Giovani Salante, Marilde T. Bordignon-Luiz Potencial de variedades de uvas americanas para a elaboração de suco em Lages Santa Catarina Juliana Reinehr, Ricardo Allebrandt, Betina Pereira de Bem, Adrielen Canossa, Douglas André Wurz, Bruno Bonin, Aline Melo, Robson Martins, Aike Anneliese Kretzschmar Estabilidade de suco Isabel Precoce feito na panela extratora em pequenas propriedades rurais Sandra D. C. Mendes, Cristiane de Lima Wesp, Remi Dambros, Silvana Dallazem Fosfato diamônico como fonte de nutrição para crescimento de Saccharomyces cerevisiae Maria Eduarda Bosquetti Bittencourt, Tiago Camponogara Tomazetti, Leila do Nascimento Vieira; Hugo Pacheco de Freitas Fraga, Márcia Denise Rossarolla, Miguel Pedro Guerra, Aparecido Lima da Silva Leveduras autóctones na fermentação de vinhos finos da serra catarinense Tiago Camponogara Tomazetti, Márcia Denise Rossarolla, Leila do Nascimento Vieira; Hugo Pacheco de Freitas Fraga, Miguel Pedro Guerra, José Afonso Voltolini, Rubens Onofre Nodari, Aparecido Lima da Silva Efeito da desalcoolização parcial de vinhos tintos finos através da crioliofilização João Felippeto, Francieli M. Artismo Concentração de polifenois totais nas principais variedades de uvas viníferas cultivadas na região de São Joaquim/SC Emilio Brighenti, Alberto Fontanella Brighenti, João Felippeto, Mateus da Silveira Pasa, Marlise Nara Ciotta, Zilmar da Silva Souza...11 VII

9 12. Potencial de variedades destinadas à elaboração de espumantes em regiões de elevada altitude de Santa Catarina Adrielen Tamiris Canossa, Ricardo Allebrandt, Betina Pereira de Bem, Douglas André Wurz, Juliana Reinehr, Alberto Fontanella Brighenti, Ana Cristina da Silva, Luiz Gabriel Dalmolin, Leo Rufato Desempenho agronômico de diferentes variedades de uvas americanas em São Joaquim/SC Marlon Francisco Couto, Filipe Souza Oliveira, James Rodrigo Smaniotto, Alberto Fontanella Brighenti, Emilio Brighenti Desidratação em ambiente controlado como alternativa para completar a maturação tecnológica de uvas Cabernet Sauvignon Luigi B. Pretto Panceri, Carolina P. Panceri, Marcel Giovani Salante, Marilde T. Bordignon-Luiz Efeito do manejo da desfolha na composição química dos vinhos da variedade Cabernet Sauvignon cultivada em regiões de altitude em Santa Catarina Maytê Cechetto, Betina Pereira de Bem, Ricardo Allebrandt, Douglas André Wurz, Juliana Reinehr, Lucas Comachio, Marcus Outemane, Ana Cristina da Silva, Leo Rufato Cinética de levedura autóctone da serra catarinense adaptada a produção de vinhos finos Márcia Denise Rossarolla, Tiago Camponogara Tomazetti, Leila do Nascimento Vieira; Hugo Pacheco de Freitas Fraga, Miguel Pedro Guerra, Rubens Onofre Nodari, Aparecido Lima da Silva Avaliação da atividade antioxidante de goiaba serrana cultivada na serra catarinense pelos métodos FRAP, DPPH e ABTS Giliani V. Sartori, Luiz D. A. Pinto, Henrique N. Demozzi, William G. Sganzerla, Patrícia C. Beling, Ana Paula de L. Veeck, Marlise N. Ciotta, Bruno D. Machado, Paula I. Ferreira Efeitos de reguladores vegetais na germinação de sementes e desenvolvimento de plântulas de maracujazeiro doce Francisco J. Domingues Neto, Daniel Callili 2, Silvia R. Cunha, Adilson Pimentel Junior, Daniela A. Teixeira, Marco A. Tecchio Influência do anelamento de tronco nos aspectos fisiológicos da variedade Cabernet Franc Paula Iaschitzki Ferreira, Bruno Dalazen Machado, Alberto Fontanella Brighenti, Luiz Filipe Farias Oliveira, Maikely Paim Souza, Henrique Nedio Demozzi, Willian Battisti Girola, Giliani Veloso Sartori Tendência no aumento da produtividade da variedade Sauvignon Blanc com aplicação de metassilicato de sódio Luiz Filipe Farias Oliveira, Maikely Paim Souza, Bruno Dalazen Machado, Alberto F. Brighenti, Carolina Pretto Panceri, Marlise N. Ciotta, Rogerio de Oliveira Anese, Kauhe Silva de Moraes Flutuação populacional de Anastrepha fraterculus (Diptera: Tephritidae) em pomar de macieiras em Caçador, SC Andressa Ana Ansiliero, Janaína Pereira dos Santos, Everlan Fagundes Desenvolvimento de pulgão lanígero em porta-enxertos de macieira Janaína Pereira dos Santos...22 VIII

10 23. Redução da infecção de Lasiodiplodia theobromae com uso de agentes biológicos em videiras cv. Syrah Thayna Viencz, Carine Rusin, Karla S. Sapelli, Katryell I. Scopel, Marcus A. K. Almança, Cacilda M. D. R. Faria, Renato V. Botelho Produtos alternativos para o controle do ácaro-branco em cultivo protegido Valdecir Perazzoli, Marco A. Dalbó, Alexandre C. Menezes-Netto, Eliane R. de Andrade, Sandra D. C. Mendes Eficácia de diferentes concentrações de Cera Trap na captura de moscadas-frutas sulamericana em cultivo de macieira Joatan M. da Rosa, Cristiano J. Arioli, Marcos Botton Levantamento etnobotânico de espécies frutíferas nativas da Floresta Ombrófila Mista com potencial para processamento Giuliano Rigo, Karine L. dos Santos, Claudemar H. Herpich, Vagner S. P. Abê Eficácia de inseticidas sobre o pulgão lanígero na parte aérea da macieira Cristiano João Arioli, Joatan Machado da Rosa, Sabrina Lerin; Marcos Botton Resistência de Mancozebe a lavagem pela precipitação no controle de Mancha foliar da gala em macieira Felipe Augusto Moretti Ferreira Pinto, Leonardo Araujo Avaliação de genótipos de ameixeira quanto à susceptibilidade à escaldadura das folhas Gislaine Gabardo, Clandio Medeiros da Silva, Iohann Metzger Bauchrowitz, Guilherme Alexandre Weckerlin Mendes, Henrique Luís da Silva, Rui Pereira Leite Junior Uso de bioestimulantes para o controle da sarna da macieira Leonardo Araujo, Felipe Augusto Moretti Ferreira Pinto Qualidades espectrais reduzem a infecção de Botrytis cinerea em frutos de maçã Daniele Cristina Fontana, Denise Schmidt, Stela Maris Kulczynski, Iuri Naibo, Matheus Milani Pretto, Jullie dos Santos Avaliação da antracnose em genótipos de videira (PIWI) nas regiões de altitude de Santa Catarina Bruno Farias Bonin, Amauri Bogo, Betina P. de Bem, Douglas Wurz, Ricardo Allebrandt, Emílio Brighneti, Alberto Brighenti, Leonardo Araújo, Felipe A. M. Ferreira Pinto Intensidade de míldio em variedades resistentes (PIWI) em regiões de altitude de Santa Catarina Betina P. de Bem, Douglas Wurz, Ricardo Allebrandt, Bruno Bonin, Alberto F. Brighenti, Emílio Brighenti, Leonardo Araújo, Felipe A. M. Ferreira Pinto, Amauri Bogo Eficiência do metassilicato de sódio no controle da podridão cinzenta (Botrytis cinerea) na variedade Sauvignon Blanc nas condições do Planalto Catarinense Maikely Paim Souza, Luiz Filipe Farias Oliveira, Bruno Dalazen Machado, Alberto Fontanella Brighenti, Carolina Pretto Panceri, Rogerio de Oliveira Anesse, Katia Casagrande, Paula Zelindro, Bruno Farias Bonin...34 IX

11 35. Avaliação da eficiência da cobertura plástica e da aplicação de fungicidas na ocorrência de podridões de cachos na uva Poloske Eliane R. de Andrade, Cristiane de Lima Wesp Intensidade de míldio em discos foliares na variedade resistente Bronner em regiões de altitude de Santa Catarina Ana Cristina da Silva, Betina P. de Bem, Douglas Wurz, Ricardo Allebrandt, Bruno Bonin, Alberto F. Brighenti, Leonardo Araújo, Felipe A. M. Ferreira Pinto, Amauri Bogo Incidência de patógenos em diferentes qualidades espectrais na póscolheita de morango Diéssica Leticia Junges, Denise Schmidt, Stela Maris Kulczynski, Evandro Holz, Axel Bruno Mariotto, Anderson Rafael Webler Indutor de Resistência em frutos de laranja Navelina Pricila S. da Silva, Bruna B. de Castro, Marines B. M. Kirinus, Caroline F. Barreto, Marcelo B. Malgarim Efeito da época de desfolha na ocorrência de podridão cinzenta nos cachos da videira Sauvignon Blanc cultivada em região de elevada altitude José Roberto Rodrigues, Douglas André Würz Ricardo Allebrandt, Betina Pereira de Bem, Bruno Bonin, Luiz Gabriel Dalmolin, José Luiz Marcon Filho, Ana Cristina da Silva, Leo Rufato Progresso do bolor azul em frutos oriundos de diferentes genótipos de macieira Cláudio Ogoshi, Luiz Carlos Argenta, Walter Ferreira Becker, Fernando Pereira Monteiro Redução da severidade de Botryosphaeria sp. em videiras com uso de proteção de ferimentos de poda Carine Rusin, Karla S. Sapelli, Jéssica V. W. Corrêa, Marcus A. K. Almança, Cacilda M. D. R. Faria, Renato V. Botelho Aplicação de cálcio foliar e seu efeito na incidência e severidade de podridão cinzenta na videira Cristiane Aparecida Rota, Maikely Paim Souza, Luiz Filipe Farias Oliveira, Bruno Dalazen Machado, Carolina Pretto Panceri, Paula Zelindro Cardoso, Katia Casagrande, Alberto F. Brighenti, Marlise N. Ciotta, Bruno F. Bonin Validação do uso de marcadores de DNA para a identificação de alelos S em genótipos de macieira Thyana L. Brancher, Maraisa C. Hawerroth, Marcus V. Kvitschal, Danielle C. Manenti, Altamir F. Guidolin Viabilidade de pólen de genótipos de pessegueiro submetidos ao calor Silvia Carpenedo, Maria do Carmo B. Raseira, Rodrigo C. Franzon Herdabilidade de caracteres fenológicos do pessegueiro em Pelotas-RS Maximiliano Dini, Maria do Carmo Bassols Raseira, Paulo Celso de Mello-Farias Influência de diferentes locos de resistência ao míldio da videira Jean Alberto Zanghelini, Beatriz Ribeiro Gomes, Eduardo Irineu Novak, Claudemar Herpich, Diogo Ascari, Lirio Luiz Dal vesco, Leocir Jose Welter Uso do cartão FTA Plant Card na extração de amostras de DNA de plantas de macieira Cristiane Carlesso, Maraisa C. Hawerroth, Marcus V. Kvitschal, Thyana L. Brancher, Altamir F. Guidolin...47 X

12 48. Levantamento da condição viral em acessos do Banco Ativo de Germoplasma de Macieira da Epagri utilizando métodos DAS-ELISA e RT-PCR Danielle C. Manenti, Osmar Nickel, Eliezer R. Souto, Marcus V. Kvitschal, Maraisa C. Hawerroth, Filipe S. Schuh, Thyana L. Brancher Similaridade genética entre genótipos copa de macieira com base na caracterização molecular Maraisa Crestani Hawerroth, Marcus Vinícius Kvitschal, Thyana Lays Brancher, Danielle C. Manenti Relação açúcar/acidez em frutas de genótipos de amoreira-preta Robson Camargo, Maximiliano Dini, Maria do Carmo Bassols Raseira Caracterização de acessos promissores de macieira do BAG-IAPAR Alexandre Friedrich Ribas, Clandio Medeiros da Silva, Paulo M. C. Bueno, Jeferson B. Eilert, Wilson Schvieczrski, Gilberto Mildemberg Variabilidade fenotípica dos acessos de Physalis spp. cultivados em Chapecó Alice Silva Santana, Jean do Prado, Alison Uberti, Bachelor Louis, Adriana Lugaresi, Doralice L. de O. Fischer, Clevison L. Giacobbo Brotação de genótipos de macieira do banco de germoplasma do IAPAR submetidos a diferentes níveis de acúmulo de frio Jeferson B. Eilert, Clandio M. da Silva, Paulo M. C. Bueno, Iohann M. Bauchrowitz, José dos Santos Neto, Alexandre F. Ribas, Wilson Schvieczrski Repetibilidade em caracteres de qualidade de frutos em híbridos de macieira Marcus Vinícius Kvitschal, Maraisa Crestani Hawerroth, Marcelo Couto, Alberto Fontanella Brighenti, Cristiane Carlesso, Thyana Lays Brancher Componentes de rendimento e produtividade de videiras cultivadas no sistema agroecológico em dois vizinhos, PR Josiane A. Mariani, Gilmar A. Nava, Dalva Paulus Efeito de Thidiazuron, Proexadione cálcio e Ácido Giberélico na frutificação da macieira Daiane Vera Lucia Scapin, José Luiz Petri, Gabriela Zanchettin, Gentil Carneiro Gabardo, Ricardo Sachini, Bianca Schveitzer Produção e qualidade de uvas Chardonnay plantadas com diferentes tipos de mudas André L. K. de Souza, Edson L. de Souza, Nelson P. Feldsberg, Samila S. Camargo, Juliana C. Uncini, Vinicius Caliari Tempo de armazenamento e temperatura de estratificação influencia na quantidade de raízes de videira cv. Niágara Rosada enxertada sobre Paulsen 1103 Jonatan Basso, Rafael Henrique Pertille, Marcos Robson Sachet, Marieli Teresinha Guerrezi, Alan Kenedy Perufo, Bruna Hasse Cerny, Idemir Citadin...58 XI

13 59. Exigência térmica e evolução da maturação das cultivares Niágara Branca, Niágara Rosada, Dona Zilá e Tardia de Caxias sob cobertura plástica, em Curitibanos-SC Eduardo I. Novak, Renan Giacometti 1, Wilson T. Assumpção, Jean A. Zanghelini, Beatriz R. Gomes, Kelen Wartha, Claudemar H. Herpich, Lirio L. dal Vesco, Leocir J. Welter Produção e maturação da videira Cabernet Sauvignon produzida sobre diferentes porta-enxertos e sistemas de sustentação, em Painel-SC, safra 2017 Luiz Gabriel Dalmolin, Ricardo Allebrandt, Douglas André Würz, Betina Pereira de Bem, Marcus Vinícius Pareira Outemane, Juliana Reinehr, Adrielen Canossa, Leo Rufato Efeito da cobertura plástica nas características físico-químicas e produtivas da uva Bordô cultivada em Caçador, Santa Catarina Cristiane de Lima Wesp, Silvana Dallazem Desempenho produtivo e composição das bagas da videira Merlot produzida sobre diferentes porta-enxertos em Painel-SC, safra 2017 Ricardo Allebrandt, Douglas André Würz, Betina Pereira de Bem, Luiz Gabriel Dalmolin, Fernanda Espíndola Assumpção Bastos, Bruno Farias Bonin, Juliana Reinehr, Adrielen Canossa, Leo Rufato Correlação entre filocrono, variáveis de qualidade e produtividade dos frutos de morangueiro submetidos ou não à vernalização Marcos Vinícius Marques Pinheiro, Maria Inês Diel, Denise Schmidt, Jullie dos Santos, Daniele Cristina Fontana, Matheus Millani Pretto, Tiago Olivoto Manejo de solo para o cultivo de morangueiro em área de replantio Artur Kauling, Katiana.V.T.Santos, Robson Martins, Daniel S. Zanin, Lediane Bisol, Aike A. Kretzschmar, Leo Rufato Produção de morangueiro influenciada pelo diâmetro de coroa das mudas Lediane Bisol, Aline Melo dos Santos, Tainah Martini Brun, Raphael Nunes, Antonio F. Fagherazzi, Aike A. Kretzschmar, Leo Rufato Aumento do retorno de floração de pereiras Packham s Triumph pelo uso de etefon Mateus S. Pasa, Carina P. da Silva, Bruno Carra, Alberto F. Brighenti, Zilmar S. Souza, José Masanori Katsurayama Thidiazuron (TDZ) no aumento da frutificação efetiva de pereiras Packham s Triumph Lívia M. Brighenti, Mateus S. Pasa, Carina P. da Silva, Alberto F. Brighenti, Bruno Carra Alternativas à indução de brotação em macieiras Fuji Suprema no município de Caçador, Santa Catarina Suelen Cristina Uber, José Luiz Petri, Aike Anneliese Kretzschmar, Cristhian Leonardo Fenili Produtividade e qualidade físico-química de maçãs em região subtropical Gilmar A. Nava, Lucas C. de Oliveira, Paulo W. Kovalski, Dalva Paulus, Josiane A. Mariani Quebra de dormência de gemas em macieira com produtos alternativos na serra catarinense Rodrigo Helmann, Cláudio Keske, Josué Andreas Vieira, Marcelo Foster...70 XII

14 71. Requerimento de frio para a superação da dormência em marmeleiro BA-29 Bruna B. de Castro, Deivid S. de Souza, Ana M. A. de S. Ribeiro, Gabriela M. Paiano, Leo Rufato, Aike A. Kretzschmar Fitorreguladores no controle da queda pré-colheita de frutos em maçã Galaxy Erani E. Schultz, Vagner Ludwig, Magno R. P. Berghetti, Lucas M. Wendt, Rovani M. Rossato, Flavio R. Thewes, Sarah E. Forgiarini, Auri Brackmann, Vanderlei Both Poda de frutificação em variedades comerciais de goiabeira-serrana Fernando D. Sánchez-Mora, Luciano Saifert, Mateus S. Pasa, Marlise N. Ciotta, Humberto N. Ribeiro, Anyela Rojas-Molina, Gregório Lombardi, Rubens O. Nodari Avaliação de indutores de brotação em macieiras Baigent em Vacaria, RS Natália A. de A. Goularte, Fernando J. Hawerroth, Fabiano Simões, Lisiane V. de Oliveira, Mauricio B. de Vargas, Lenir C. dos S. R. Graciano Influência do tipo de enxertia na produção de mudas de ameixeira Iohann M. Bauchrowitz, Clandio Medeiros da Silva, André F. de Oliveira, José dos Santos Neto, Guilherme A. W. Mendes, Clóvis R. Hoffmann Produção de macieiras cultivar Gala tratadas com extrato de alga Ascophyllum nodosum e thidiazuron Anelise M. de Sousa, Renato V. Botelho, Ricardo Ayub Efeito do raleio mecânico em pessegueiro Maciel Caroline F. Barreto, Leticia V. Ferreira, Renan Navroski, Francisco J.M. Pereira, Luis E.C. Antunes Crescimento e acumulo de nutrientes em pessegueiro cultivados com diferentes soluções nutritivas Valmor J. Bianchi, Ricardo E. Muraro, Marcos A. C. de Lima, Aline G. Souza Avaliação de práticas de manejo na cultura do pessegueiro (Prunus persica) Sara Carolina Miglioranza, Luciano Picolotto, Claudemar H. Herpich, Sebastião T. D. Santos Enxertia de mesa de videira cv. Niágara Rosada/Paulsen 1103 sob diferentes tempos de armazenamento e temperaturas de estratificação Rafael Henrique Pertille, Marcos Robson Sachet, Marieli Teresinha Guerrezi, Alan Kenedy Perufo, Jonatan Basso, Bruna Hasse Cerny, Idemir Citadin Doses de cianamida hidrogenada e de extrato de alho na antecipação da colheita e na produtividade da videira cultivar BRS Violeta. Camila R. Wuaden, Alfredo Castamann, Flávio J. Simioni Modelos para estimativa de área foliar para videira Helios cultivada em São Joaquim/SC Angela Costa, Márcia Denise Rossarolla, Tiago Camponogara Tomazetti, Vinícius Cauê Liberato, Alberto Fontanella Brighenti, Leocir José Welter, Aparecido Lima da Silva Uso de Erger associado ao nitrato de cálcio na produção e qualidade de uvas Niagara Rosada cultivadas em Botucatu, SP Charles Y. Watanabe, Giovanni M. A. G. Coser, Marlon J. R. da Silva, Marco A. Tecchio, Fernando J. Hawerroth, Mayumi N. Alboléa...83 XIII

15 84. Carga de gemas da videira e seu efeito na interceptação da radiação solar Paula Zelindro Cardoso, Alberto Fontanella Brighenti, Douglas André Würz, Mateus da Silveira Pasa, Katia Casagrande, Emilio Brighenti, Leo Rufato Desempenho vitivinícola de clones da videira Cabernet Sauvignon em regiões de elevada altitude de Santa Catarina Crislaine Zago, Douglas André Wurz, Ricardo Allebrandt, Betina Pereira de Bem, José Luiz Marcon Filho, Juliana Reinehr, Adrielen Tamiris Canossa, Marcus Outemane, Leo Rufato Manejo da desfolha melhora o equilíbrio vegeto-produtivo da videira Cabernet Sauvignon em regiões de elevada altitude de Santa Catarina Giovani Furini, Douglas André Würz, Juliana Reinehr, Betina Pereira de Bem, Ricardo Allebrandt, Luiz Gabriel Dalmolin, Adrielen Tamiris Canossa, Alberto Fontanella Brighenti, Leo Rufato Guyot arco x Guyot bilateral: efeito no desempenho agronômico da variedade Garganega em São Joaquim/SC Graci Kely Menezes, Maikely Paim Souza, Luiz Filipe Farias Oliveira, Bruno Dalazen Machado, Carolina Pretto Panceri, Alberto F. Brighenti, Mateus S. Pasa, Emilio Brighenti, Willian Battisti Girola Efeito da poda em guyot no desempenho agronômico da variedade Barbera em São Joaquim/SC Henrique Nedio Demozzi, Thaís Ribeiro Lima, Maikely Paim Souza, Luiz Filipe Farias Oliveira, Bruno Dalazen Machado, Carolina Pretto Panceri, Alberto F. Brighenti, Mateus S. Pasa, Emilio Brighenti Influência da desfolha e da aplicação de ABA na qualidade fenólica de uvas cv. Primitivo Renato V. Botelho; Ricardo A. Ayub, Sérgio Ruffo Roberto, Lilian Yukari Yamamoto, Isabela L. Pessenti Unidade Demonstrativa e produção de mudas de videira de qualidade no Alto Vale do Itajaí Eliane Hörmann, Gabriela L. Hemkemaier, Marli C. Oderdenge, Nathan Formagi, Cláudio Keske Curva de crescimento de frutos de pêssegos cultivados na Região da Zona da Mata Mineira Gener Augusto Penso, Carlos Eduardo M. dos Santos, Claudio Horst Bruckner Identificação e caracterização dos estádios de crescimento de frutos de pessegueiro cultivar Precocinho Axel Bruno Mariotto, Denise Schmidt, Daniele Cristina Fontana, João Antonio de Cristo, Arthur de Carvalho Moretto, Jullie dos Santos Sistemas de condução e densidade de plantio para pessegueiro cultivar Chiripá Bachelor Louis, Alison Uberti, Gian C. Girardi, Adriana Lugaresi, Jean do Prado, Mateus V. dos Santos, Lucas de Oliveira Fischer, Clevison L. Giacobbo Controle químico de buva na cultura da macieira Micheli Fochesato Michelon, Taísa Dal Magro, Andrea De Rossi Rufato, Leonardo Bianco de Carvalho, Júlio Cesar Orlandi Rendimento de maçãs em sistemas de irrigação e adubação do solo Juliana Hugen Cechinel, Marlise Nara Ciotta, Mateus da Silveira Pasa, Paulo Roberto Ernani, Gilberto Nava...95 XIV

16 96. Uso do tiossulfato de amônio como raleante químico em plena floração em macieira Maxi Gala Lucas De Ross Marchioretto, Andrea De Rossi Rufato, Leonardo Oliboni do Amaral, Júlio Cesar Orlandi, Micheli Fochesato Michelon, Cássia Regina Tem-Pass Efeito da irrigação e fertirrigação na coloração da película, firmeza e sólidos solúveis totais de maçãs Galaxy, na região dos Campos de Cima da Serra, RS Daiane P. Vargas, Gilmar Ribeiro Nachtigall, Fabiano Simões Indução de brotação em videira Niágara Rosada com o uso de hidrolato de pau d alho no município de São Manuel, SP Camilo A. P. C. Sánchez, Giovanni M. A. G. Coser, Marcela S. C. da Silva, Ana Paula M. Paiva, Marco A. Tecchio, Mayumi N. Alboléa Competição de porta-enxertos e densidades de plantio da pereira, cv. Rocha José Masanori Katsurayama, Adilson José Pereira, Mateus da Silveira Pasa Avaliação de dois ciclos de produção da pereira japonesa cv. Housui em pomar com incidência de cancro (Bortryosphaeria spp.) Fagner S. Javara, Ronald Castellari, Antônio A. da Silva, Marcio K.Takiguchi, Jackson Mirellys A. Souza Efeito de diferentes coberturas de solo no controle de plantas daninhas e no crescimento vegetativo inicial de pereiras cv. Housui Laís Cristina Bonato Mallmann, Edina Costa Delonzek, Marcelo Marques Lopes Muller, Renato Vasconcelos Botelho, Cleber Daniel de Goes Maciel A origem da muda influencia a produção e qualidade do morangueiro Carine Cocco, Wagner Alves Andrade, Fernando Giacomel, Antônio Felipe Fagherazzi, Leo Rufato Novos genótipos de morangueiro com potencial de cultivo Antonio F. Fagherazzi, Robson Martins 2, Katiana Tillwitz, Fernanda G. Forghieri, Aike A. Kretzschmar, Leo Rufato Produção de morangueiro em diferentes sistemas de cultivo Adrik Francis Richter, Antonio Felippe Fagherazzi, Daniel Suek Zanin, Aline Melo dos Santos, Katiana Vanusa Tilwitz, Robson Martins, Aike Anneliese Kretzschmar Resposta produtiva de macieiras SCS425 Luiza e SCS426 Venice no Rio Grande do Sul Lenir C. dos S. R. Graciano; Fernando J. Hawerroth, Fabiano Simões, Lindomar V. Aguiar Junior, Charle K. B. de Macedo, Natália, A. de A. Goularte Fitorreguladores no raleio químico de macieiras Fuji Standard, em São Joaquim/SC Carina P. da Silva, Mateus S. Pasa, Alberto F. Brighenti, Marlise N. Ciotta, Bruno Carra Raleio químico tardio da macieira cultivar Fuji Suprema José Luiz Petri, André Amarildo Sezerino, Cristhian Leonardo Fenili, Gentil Carneiro Gabardo Previsão da resposta do raleio químico no cv. Maxi Gala em função do modelo de crescimento dos frutos Alberto Fontanella Brighenti, Mateus da Silveira Pasa, Katia Casagrandre, Paula Zelindro Cardoso, Emilio Brighenti, Marlise Nara Ciotta, Zilmar da Silva Souza, José Masanori Katsurayama XV

17 109. Siberio na indução da brotação das macieiras Maxi Gala e Fuji Suprema Cristhian Leonardo Fenili, José Luiz Petri, André Amarildo Sezerino, Gentil Carneiro Gabardo Levantamento fitossociológico de plantas espontâneas na fase de brotação em pomares de macieira na região de São Joaquim, SC Zilmar da Silva Souza, Mateus da Silveira Pasa, Marlise Nara Ciotta, José Masanori Katsurayama, Alberto Fontanella Brighenti Plantas daninhas do gênero Bidens presentes em pomares de macieira na região de São Joaquim, SC Marcelo Goulart Souza, Roberta Andressa Pereira, Zilmar da Silva Souza Indução de brotação de macieiras Maxi Gala em São Joaquim/SC Talita D. Bosetti, Juliano D. Schmitz, Carina P. da Silva, Alberto F. Brighenti, Mateus da S. Pasa Desempenho de macieiras Fuji Suprema tratadas com indutores de brotação em São Joaquim/SC Juliano D. Schmitz, Talita D. Bosetti, Carina P. da Silva, Alberto F. Brighenti, Mateus da S. Pasa Desfolha da videira melhora o índice de fertilidade da variedade Cabernet Sauvignon cultivada em regiões de elevada altitude de Santa Catarina Lucas Comachio, Douglas André Wurz, Betina Pereira de Bem, Ricardo Allebrandt, José Luiz Marcon Filho, Alberto Fontanella Brighenti, Adrielen Canossa, Maytê Cechetto, Aike Anneliese Kretzschmar Desempenho de macieiras Imperial Gala em diferentes porta-enxertos, na região de São Joaquim/SC Bruno Carra, Mateus S. Pasa, Alberto F. Brighenti, Carina P. da Silva, Marlise Nara Ciotta, Zilmar S. Souza, José Masanori Katsurayama Produção e qualidade de uva Vênus sob cobertura em função da irrigação Anderson R. Webler, Toshio Nishijima, Arthur de Carvalho Moretto, João Antônio de Cristo, Leonardo Antônio Thiesen, Marcos Vinicius Marques Pinheiro Sistema de condução utilizado na produção de pêssegos com a cultivar Della Nonna nas condições edafoclimáticas de Chapecó Mateus V. dos Santos, Alison Uberti, Adriana Lugaresi, Jean do Prado, Bachelor Louis, Gian C. Girardi, Clevison L. Giacobbo Incidência de queimadura de sol em macieiras submetidas à aplicação de carbonato de cálcio Mariuccia Schlichting De Martin, José Luiz Petri, André Amarildo Sezerino, Gentil Carneiro Gabardo, Cristhian Leonardo Fenili Influência da Metalose de cálcio em pêssegos da cv. Bolinha Diego B. Duarte, Maximiliano Dini, Silvia Scariotto, Maria do Carmo Bassols Raseira Pulverizações com boro aumentam os teores de cálcio na epiderme dos frutos Flávia Denise Coldebella *, Milton C. Coldebella, Paulo Roberto Ernani, Jaqueline M. Gerber, Camyla Kuhnen Avaliação de cultivares de framboeseira no Oeste Catarinense Adriana Lugaresi, Alison Uberti, Jean do Prado, Gian Carlos Girardi, Alice Silva Santana, Bachelor Louis, Maike Lovatto, Clevison Luiz Giacobbo XVI

18 122. Anatomia foliar de plantas de macieira tratadas com reguladores de crescimento Miriam Petrykowski, Gentil Carneiro Gabardo, Mariuccia Schlichting De Martin, José Luiz Petri, André Amarildo Sezerino, Cristhian Leonardo Fenili Influência do anelamento de tronco nos aspectos produtivos e qualitativos da variedade Cabernet Franc Bruno Dalazen Machado, Alberto Fontanella Brighenti, Carolina Pretto Panceri, Emilio Brighenti, Maikely Paim Souza, Luiz Filipe Farias Oliveira, Edson Andrade Lima Junior, Henrique Nedio Demozzi Produtos alternativos na indução de brotação das gemas de macieira cvs. Imperial Gala e Fuji Suprema Luan Mazzochi, Carine Cocco, Fernando José Hawerroth Arranjo de plantas de morango, cultivar San Andreas, em cultivo semi hidropônico Janice Valmorbida, Anderson F. Wamser, Janaína P. dos Santos, Walter F. Becker Efeito do raleio de flores na frutificação e produção da macieira cv. Monalisa Everlan Fagundes, Aike A. Kretzschmar, José L. Petri, André Amarildo Sezerino, Janaína Pereira dos Santos Efeito da carga de gemas no desempenho produtivo da variedade Syrah cultivada em regiões de elevada altitude do sul do Brasil Washington Araújo Trigueiro Junior, Maikely Paim Souza, Luiz Filipe Farias Oliveira, Bruno Dalazen Machado, Carolina Pretto Panceri, Alberto F. Brighenti, Mateus S. Pasa, Emilio Brighenti Efeito de diferentes sistemas de poda no desempenho vitícola da variedade Chardonnay em São Joaquim/SC Edson Andrade Lima Junior, Maikely Paim Souza, Luiz Filipe Farias Oliveira, Bruno Dalazen Machado, Carolina Pretto Panceri, Alberto F. Brighenti, Mateus S. Pasa, Emilio Brighenti Comportamento vegetativo e produtivo de genótipos de amoreira-preta (Rubus spp.) Vagner S. P. Abê, Luciano Picolotto, Claudemar H. Herpich, Giuliano Rigo, Sebastião T. D. Santos, Luis E. C. Antunes Atividade antioxidante e compostos fenólicos de frutos de macieiras cobertas com diferentes telas antigranizo João Claudio Vilvert, Milton C. Coldebella, Cassandro V. T. Amarante, Cristiano A. Steffens, Érica de S. Santos Exigência térmica de pessegueiro BRS Kampai sobre diferentes portaenxertos clonais Alan Kenedy Perufo¹, Rafael Henrique Pertille, André Luiz Varago, Marcos Robson Sachet, Jonatan Basso, Idemir Citadin Influência do frio na germinação em sementes de Poncirus trifoliata Léo Omar Duarte Marques, Paulo Celso de Mello Farias, Odair José da Veiga, Tâmara Foster Acosta, Josiane Duarte de Carvalho, Alan Yago Barbosa de Lima Aplicações sequenciais de indutores de brotação em macieiras Gentil Carneiro Gabardo, José Luiz Petri, André Amarildo Sezerino, Cristhian Leonardo Fenili XVII

19 134. Desempenho produtivo e crescimento de duas cultivares de macieira nas condições da região sul do Rio Grande do Sul Everton Sozo de Abreu, Bruno Carra, Tuane Araldi da Silva, Cristiano Geremias Hellwig, Flávio Gilberto Herter Sobrevivência de pereiras japonesas enxertadas sobre marmeleiro BA 29 Ivan Dagoberto Faoro, André Amarildo Sezerino, Luigi de Paris Bombonati, Eder Rigo Performance produtivo e vegetativo da Fuji Suprema enxertada sobre M.9 e G.213 em área de replantio Henrique Stockhausen, Brayan F. de Oliveira, Cassia Regina Tem-Pass, Tiago Afonso de Macedo, Leo Rufato, Aike A. Kretzschmar, Andrea De Rossi Erger na indução de brotação de macieiras Fuji Kiku em Vacaria, RS Lisiane V. de Oliveira, Fernando J. Hawerroth, Fabiano Simões, Charle K. B. de Macedo, Danyelle de S. Mauta, Fernanda P. Magrin Atributos físicos de frutos de genótipos de nogueira-pecã (Carya illinoensis) cultivados em Dois Vizinhos, PR Grazieli Mattei, Alexandre Meurer, Josiane A. Mariani, Cláudia R. Barbieri, Ramiro Faria Franco, Carlos R. Martins, Gilmar A. Nava Floração e frutificação de macieiras Maxi Gala e Fuji Suprema sob sistema de cultivo protegido Danyelle de S. Mauta, Fernando J. Hawerroth, Cassandro V. T. do Amarante, Charle K. B. de Macedo, Fernanda P. Magrin, Giovanni M. A. G. Coser Taxa de crescimento dos frutos e a previsão do raleio químico da cv. Fuji Suprema Katia Casagrandre, Alberto Fontanella Brighenti, Mateus da Silveira Pasa, Paula Zelindro Cardoso, Emilio Brighenti, Marlise Nara Ciotta, José Masanori Katsurayama Raleio químico de floração em macieiras cultivar Maxi Gala Leonardo Oliboni do Amaral, Andrea de R. Rufato, Lucas de R. Marchioretto, Júlio C. Orlandi, Micheli F. Michelon, Cassia R. Tem Pass Avaliação de cultivares de figo em Pato Branco, Paraná Lucas Sartor Mayer, Vacilania Pacheco, Moeses Andrigo Danner Uso de proexadiona cálcica e trinexapaque-etílico no controle do desenvolvimento vegetativo de macieiras Cripps Pink Charle K. B. de Macedo, Fernando José Hawerroth, Cassandro V. T. do Amarante, Fernanda P. Magrin, Maurício B. de Vargas, Giovanni M. A. G. Coser Uso de fitorregulador para redução do crescimento vegetativo de macieiras Fuji Fernanda P. Magrin, Fernando J. Hawerroth, Cassandro V. T. do Amarante, Charle K. B. de Macedo, Mauricio B. de Vargas, Lenir C. dos S. R. Graciano Uso de Siberio na indução de brotação de macieiras Baigent na região de Vacaria-RS Mauricio B. de Vargas, Fernando J. Hawerroth, Danyelle de S. Mauta, Natália, A. de A. Goularte, Diana C. L. Freitas, Filipe M. Culau XVIII

20 146. Formação de mudas de macieira pré-formadas com a aplicação de benziladenina Cássia Regina Tem-Pass, Júlio César Orlandi, Andrea De Rossi Rufato, Léo Rufato, Chaiara C. da S. Castro, Guilherme de Lima Teixeira, Micheli Fochesato Michelon, Lucas Marchioreto O pré resfriamento em ar ou em água não apresenta benefício sobre a manutenção da qualidade de maçãs Fuji frigoconservadas Fabiana Geherke, Crizane Hackbarth, Mayara C. Stanger, Cristina Soethe, Cristiano André Steffens, Cassandro V. T. do Amarante Influência da exposição de maçã Gala a espectros luminosos após a armazenagem Evandro Holz, Denise Schmidt, Stela Maris Kulczynski, Gabrieli Cristina Vitalli de Azevedo, Iuri Naibo, Leonardo Antonio Thiesen Possibilidade de economia de energia em função do aumento da temperatura de armazenamento de maçãs Royal Gala em ultra baixo oxigênio Vagner Ludwig, Fabio R. Thewes, Erani E. Schultz, Sarah E. Forgiarini, Flavio R. Thewes, Matheus G. Ristow, Rovani M. Rossato, Auri Brackmann Condições de oxigênio extremamente baixo para armazenamento de maçãs Royal Gala Magno R. P. Berghetti, Vagner Ludwig, Lucas M. Wendt, Flavio R. Thewes, Matheus G. Ristow, Erani E. Schultz, Fabio R. Thewes, Auri Brackmann Efeito de fitorreguladores na qualidade de maçãs 'Brookfield' armazenadas em atmosfera controlada Matheus Gustavo Ristow, Magno Roberto Pasquetti Berghetti, Lucas Mallman Wendt, Vagner Ludwig, Sarah Forgiarini, Rovani Marcos Rossato, Fabio Rodrigo Thewes, Auri Brackmann Ácido naftaleno acético: aplicação isolada e combinada com outros fitorreguladores sobre a qualidade de maçãs Brookfield Lucas Mallmann Wendt, Fabio Rodrigo Thewes, Erani Eliseu Schultz, Matheus Gustavo Ristow, Sarah Forgiarini, Flavio Roberto Thewes, Vagner Ludwig, Auri Brackmann Condições de oxigênio extremamente baixo em atmosfera controlada na conservação da qualidade de maçãs Royal Gala Flavio Roberto Thewes, Auri Brackmann, Fabio Rodrigo Thewes, Erani Eliseu Schultz, Magno Roberto Berguetti Pasquetti, Lucas Mallmann Wendt, Rovani Marcos Rossato, Sarah Edler Forgiarini Pulverizações com boro aumentam as perdas pós-armazenamento em maçãs Milton C. Coldebella, Paulo Roberto Ernani, Flávia D. Coldebella, Jaqueline M. Gerber, Camyla Kuhnen Monitoramento do limite mínimo de O2 pela produção de CO2 dos frutos para o armazenamento em atmosfera controlada dinâmica Fabio Rodrigo Thewes, Auri Brackmann, Rogerio de Oliveira Anese, Magno Roberto Berguetti Pasquetti, Matheus Gustavo Ristow, Flavio Roberto Thewes, Rovani Marcos Rossato, Sarah Edler Forgiarini Uso de ácido giberélico em pêssegos Chiripá Vermelho e Eragil Júnior Marcher; Alberto Ramos Luz XIX

21 157. Uso da radiação UV-C como alternativa no controle da Monilinia fructicola na pós-colheita de pêssegos Kampai Fabiane Rezemini, Caroline Farias Barreto, Cristiano Geremias Hellwig, Roseli de Mello Farias, Marcelo Barbosa Malgarim Caracterização físico-química de diferentes genótipos de amoreira-preta Claudemar H. Herpich *, Luciano Picolotto, Sebastião T. D. Santos, Vagner S. P. Abê, Guliano Rigo, Luis E. C. Antunes Fitorreguladores na qualidade de maçãs Galaxy armazenadas em atmosfera controlada Rovani M. Rossato, Fabio R. Thewes, Erani E. Schultz, Magno R. P. Berghetti, Vagner Ludwig, Lucas M. Wendt, Matheus G. Ristow, Auri Brackmann Compostos voláteis em maçã Fuji Suprema em função do atraso na instalação da atmosfera controlada ou atmosfera controlada dinâmica Vanderlei Both, Rovani M. Rossato, Erani E. Schultz, Magno R. P. Berghetti, Vagner Ludwig, Lucas M. Wendt, Matheus G. Ristow, Auri Brackmann, Sarah E. Forgiarini Avaliação não destrutiva de qualidade de pêssegos Maciel tratados termicamente e armazenados sob refrigeração Suélen B. de Andrade, Andressa V. Schiavon, Angelica Bender, Carolina Goulart, Marcelo B. Malgarim Características físico-químicas de seis acessos de araticum de três municípios do Sudoeste do Paraná Natália Biavati dos Santos, Helena Benícia Warzocha, Luana Gabriela Johansson, Marcelo Dotto, Robson Ferreira Brandão Aplicação pré e pós-colheita de ácido salicílico na conservação de pêssegos Chimarrita, sob armazenamento refrigerado Carolina Goulart Suélen Braga de Andrade, Andressa Vighi Schiavon, Angelica Bender, Marcelo Barbosa Malgarim Determinação do ponto de colheita e avaliação da qualidade de pêssegos Maciel submetidos ao armazenamento refrigerado através de métodos não destrutivos Andressa Vighi Schiavon, Suélen B. de Andrade, Carolina Goulart, Angelica Bender, Marcelo B. Malgarim Qualidade de figos Roxo de Valinhos e Roxão em Pato Branco, Paraná Vacilania Pacheco, Lucas Sartor Mayer, Moeses Andrigo Danner Qualidade de pêssegos Chimarrita condicionados termicamente e avaliados de forma não destrutiva após frigoconservação Angelica Bender, Suélen B. de Andrade, Andressa V. Schiavon, Carolina Goulart, Marcelo B. Malgarim Qualidade de ameixas Laetitia expostas ao vapor de etanol durante o armazenamento refrigerado Francielle R. Nunes, Cristiano A. Steffens Cristina Soethe, Angélica S. Heinzen, Jessica M. Anami, Cristhian L. Fenili, Cassandro V.T. Amarante Potencial de conservação de frutos da seleção avançada de macieira M- 10/09 Karyne Souza Betinelli, Mariuccia Schlichting De Martin, Luiz Carlos Argenta, Marcelo Couto, Marcus Vinícius Kvitschal, Frederico Denardi XX

22 169. Conservação da qualidade de maçãs Fuji em atmosfera com concentração de oxigênio ultrabaixa Luiz C. Argenta, Karyne S. Betinelli, Cassandro V.T. do Amarante, Cristiano A. Steffens Diferentes métodos para reduzir a perda de massa na pós-colheita de araticum Luana Gabriela Johansson, Helena Benicia Warzocha, Natalia Biavati dos Santos, Marcelo Dotto, Robson Ferreira Brandão Uso do vapor de etanol como complemento à refrigeração no armazenamento de peras Rocha Érica de S. Santos, Cristiano A. Steffens, Angélica S. Heinzen, Cristina Soethe, Cassandro Vidal Talamini do Amarante A produção catarinense das principais frutas de clima temperado na safra 2015/16 Rogério Goulart Junior, Janice M. W. Reiter, Marcia Mondardo, Henrique B. Petry Caracterização do enoturismo na região dos Vinhos de Altitude de Santa Catarina Douglas André Wurz, Ricardo Allebrandt, Betina Pereira de Bem, Adrielen Canossa, Juliana Reinehr, Bruno Bonin, Marcus Outemane, Ana Cristina da Silva, Leo Rufato Potencial do enoturismo na região dos Campos de Cima da Serra do Rio Grande do Sul Raphael Nunes Rodrigues, Ricardo Allebrandt, Betina Pereira de Bem, Adrielen Canossa, Juliana Reinehr, Bruno Bonin, Marcus Outemane, Douglas André Wurz, Leo Rufato Produção de maçã Fuji em resposta à adubação fosfatada Marlise Nara Ciotta, Mateus da Silveira Pasa, Alberto Fontanella Brighenti, Juliana Cechinel, Gilberto Nava Efeito da calagem e adubação fosfatada sobre os teores de macronutrientes em folhas de goiabeira serrana Patrícia da Silva Paulino, Letícia Moro, Álvaro Luiz Mafra, Nathalia Della Vechia, Walter Santos Borges Junior Composição mineral de frutos de maça Fuji Suprema afetada pela adição anual de fósforo ao solo Jaqueline Muniz Gerber, Milton César Coldebella, Sulian Junkes Dal Molin, Paulo Roberto Ernani, Marlise Nara Ciotta Teores minerais em maçãs das cultivares Fuji e Gala na safra 2016/2017 Gabriela Zanchettin, Vera Lucia Scapin, Ricardo Sachini, Leandro Hahn, Bianca Schveitzer Efeito da irrigação no desenvolvimento vegetativo de macieiras cvs. Galaxy e Fuji Suprema na região dos Campos de Cima da Serra do RS Brenda Ferreira, Gilmar Ribeiro Nachtigall, Fabiano Simões Aplicação exógena de ácido salicílico em Physalis peruviana L. Alexandre Claus, Adenise Bottcher, Juliana O. Nicolao, Mainara E. Gabriel, Tanieli P. Kanigoski, Andressa Gilioli XXI

23 181. Uso de húmus líquido no cultivo orgânico de amoreira-preta Rafaela Schmidt Souza, Maurício Gonçalves Bilharva, Rudinei De Marco, Priscila da Silva Lúcio, Carlos Roberto Martins Teores minerais em frutos de maçãs Fuji com aplicações do fertilizante Kamab-26 em pré-colheita Leandro J. de O. von Hausen, Leandro Hahn, José L. Petri Efeito da irrigação e fertirrigação na coloração da película de maçãs Fuji Suprema, na região dos Campos de Cima da Serra, RS Yan Pinter das Chagas, Gilmar Ribeiro Nachtigall Doses de gesso agrícola no desenvolvimento de mirtileiro cv. Brightwell Beatriz da Silva Vanolli, Leticia Sviech, Carine Rusin, Renato V. Botelho, Marcelo M. L. Müller Conteúdo mineral de farinhas de resíduos da vinificação de uvas tintas Leticia Sviech, Beatriz da S. Vanolli, Gabriela D. Bennemann, Renato V. Botelho Rendimento na extração da pectina de frutos de sete capotes Jonas Goldoni, Clevison Luiz Giacobbo Efeito do raleio químico na produtividade da macieira cv. Fuji Ana Maria Alves de Souza Ribeiro, Andrea de Rossi Rufato, Bruna Bernades de Castro, Leo Rufato, Cassia Regina Tempass Influência do cultivo protegido na qualidade da uva Cabernet Sauvignon conduzido em latada Silvana Dallazem, Jefferson Dantas de Souza, Eliane Rute de Andrade, Sandra Denise Camargo Mendes, Vinicius Caliari Avaliação dos teores minerais em peras da cultivar Santa Maria Bianca Schveitzer, Gabriela Zanchettin, Ricardo Sachini, Vera Lucia Scapin, André A. Sezerino, Mariuccia Schlichting De Martin Teores minerais em cachos das uvas Merlot e Cabernet Sauvignon Ricardo Sachini 1, Everlan Fagundes 2, Gabriela Zanchettin 3, Vera Lucia Scapin 1, Mariuccia Schlichting De Martin 1, Bianca Schveitzer 1, José Luiz Petri XXII

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26 Micropropagação de framboeseira cultivar Heritage em diferentes concentrações de cloreto de cálcio Cíntia de Moraes Fagundes 1, Tatiane Otto de França 2, Luiz Antonio Biasi 3 1 UFPR Universidade Federal do Paraná (PG). Rua dos Funcionários, 1540, 80, , Curitiba, PR. [email protected]; 2 UFPR Universidade Federal do Paraná (IC). Rua dos Funcionários, 1540, 80, , Curitiba, PR. [email protected]; 3 UFPR Universidade Federal do Paraná (PQ). Rua dos Funcionários, 1540, 80, , Curitiba, PR. [email protected] Palavras Chave: Rubus idaeus L.; brotação; micropropagação; qualidade. Os minerais inorgânicos são os principais componentes dos meios de cultura de tecidos vegetais e desempenham um papel importante no crescimento e desenvolvimento das plantas. A formulação comumente utilizada do meio MS (Murashige e Skoog, 1962) inicialmente foi desenvolvida para a cultura do tabaco (Nicotiana tabacum L.), e muitas culturas como a framboeseira (Rubus idaeus L.) variam as respostas de crescimento e desenvolvimento, em função do meio de cultura no qual estão inseridas. Sendo assim, é necessário a definição dos componentes minerais mais importantes para o crescimento in vitro das plantas, como por exemplo, o Cálcio que é necessário para a síntese da parede celular, além de desempenhar papel importante como um segundo mensageiro na regulação dos processos celulares. De modo que, a deficiência ou a toxidez deste nutriente pode ocasionar, sintomas como crescimento retardado, hiper-hidratação ou clorose nas brotações (Reed et al. 2013). O objetivo deste trabalho foi determinar a quantidade ótima de CaCl2, para caracterizar o efeito sobre o crescimento e o desenvolvimento da cultivar de framboeseira Heritage. O trabalho foi conduzido no Laboratório de Micropropagação de Plantas do Departamento de Fitotecnia e Fitossanitarismo da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba, PR. Foram utilizados como explantes, brotações de framboeseira da, cultivar, Heritage (Rubus idaeus L.) com aproximadamente 2 cm de comprimento, oriundas do cultivo in vitro. O meio de cultura utilizado foi o MS (Murashige e Skoog, 1962) com a concentração de ferro acrescida a 50%, 100 mg L -1 de mio-inositol, 1 mg L -1 de BAP (6- benzilaminopurina), 30 g L -1 de sacarose e 7 g L -1 de ágar, sendo o ph ajustado para 5,8, antes da inclusão do ágar e, posteriormente autoclavado a 121 C e 1,5atm por 20 minutos. Após a inoculação em meio de cultura, os explantes foram mantidos em sala de crescimento, sob condições controladas. O delineamento experimental utilizado foi em inteiramente casualizado, com uma cultivar ( Heritage ) e cinco concentrações de CaCl2 (0; 1; 1,5; 2,0 e 3,0 x a formulação do meio MS), totalizando cinco tratamentos com quatro repetições, sendo cada repetição constituída por dois frascos com cinco explantes cada. Foram avaliados três subcultivos com intervalo de 30 dias. As variáveis analisadas foram o número de brotações e o comprimento de brotações por explantes. Os dados foram submetidos à análise de regressão, pelo programa Assistat. Para a variável número de brotações por explantes, (A) foi possível observar que houve uma tendência de decréscimo na taxa de brotação, conforme a concentração do CaCl2 do meio de cultura foi aumentada, comportamento inverso verificou-se para o comprimento das brotações (B) e, notou-se então, que quanto mais brotações são emitidas pelo explante, menor o seu comprimento. Figura 1. Número de brotações (A) e comprimento de brotações por explantes (B), em função de diferentes concentrações de cloreto de cálcio. UFPR, Curitiba-PR, Para a cultivar Heritage, a concentração ótima de CaCl2 é a 0,5x a formulação do meio MS. Referências bibliográfia Murashi, T.A revised medium for rapid growth and bioassay with tabacco tissue cultures. Physiologia Plantarum, Kobenhavn, v. 15, p , Reed BM, Wada S, DeNoma J, Niedz RP. Mineral nutrition influences physiological responses of pear in vitro. In Vitro Cell Dev Biol Plant 49: , A B 1

27 Enraizamento de miniestacas semilenhosas de videira Chardonnay Daniele C. Nascimento 1, Márcia W. Schuch 2 1 UFPel/PPGA (PG). Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel, Campus Capão do Leão, , Pelotas-RS. [email protected]; 2 UFPel (PQ). Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel, Campus Capão do Leão, , Pelotas-RS. [email protected]. Palavras Chave: Vitis vinífera, miniestaquia, propagação, substrato. A estaquia semilenhosa pode permitir a obtenção de maior quantidade de mudas de videira, superior à produzida convencionalmente (Brazão, 2009). A escolha do substrato é um dos fatores determinantes no sucesso do enraizamento de estacas para a propagação vegetativa. A utilização de substratos formulados a partir de resíduos da agroindústria torna-se uma alternativa para redução de custos e melhor destinação destes materiais (Simões et al., 2012). Este trabalho teve como objetivo avaliar o enraizamento de miniestacas semilenhosas de videira Chardonnay utilizando diferentes substratos. O trabalho foi realizado no Laboratório de Micropropagação de Plantas Frutíferas da Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, RS. Foram utilizadas miniestacas semilenhosas de videira Chardonnay contendo três gemas e sem folhas. A base das mesmas foi imersa por 10 segundos em solução de AIB (1000 ppm) e acondicionadas em embalagens plásticas contendo os seguintes substratos: H. Decker, H. Decker + S10 Beifort, H. Decker + vermiculita e H. Decker + casca de arroz carbonizada (CAC). A composição do substrato H. Decker é turfa, CAC e nutrientes, e o S10 Beifort possuí na sua composição bagaço e outros resíduos da indústria vinícola. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com quatro tratamentos, contendo quatro repetições compostas por 15 miniestacas. Aos 60 dias foram avaliadas porcentagem de sobrevivência, porcentagem de enraizamento, número de raízes, comprimento médio das raízes e número de brotações. Os dados foram submetidos à análise de variância e à análise de médias pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade de erro. O substrato H. Decker + CAC apresentou melhores resultados para as variáveis porcentagem de sobrevivência (70,0%) e de enraizamento (61,1%) (Tabela 1). Esses dados estão relacionados, pois a maioria das estacas sobreviventes apresentou enraizamento. Para a variável número de raízes, o substrato H. Decker + S10 Beifort obteve o melhor resultado, não diferindo significativamente dos substratos H. Decker + CAC e H. Decker + vermiculita. Em relação ao comprimento médio de raízes não houveram diferenças significativas entre os substratos testados. Analisando a influência de substratos no enraizamento de estacas herbáceas de porta-enxertos de videira, Roberto et al. (2004) verificaram que, o substrato de casca de arroz carbonizada proporcionou um maior desenvolvimento radicular das estacas do que a vermiculita de grânulos finos e médios. Estes resultados são justificados pelos referidos autores, provavelmente, devido à melhor drenagem e boa porosidade conferida pela casca de arroz carbonizada. Tabela 1. Porcentagem de sobrevivência e de enraizamento, CMR (comprimento médio de raízes) e número de raízes de miniestacas semilenhosas de videira Chardonnay em diferentes substratos. *Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. ns não significativo. A miniestaquia semilenhosa de videira Chardonnay pode ser realizada em substrato H. Decker + CAC, obtendo-se uma boa porcentagem de sobrevivência e de enraizamento. No entanto, há necessidade de aprimorar a técnica com a adequação dos recipientes, manejo de irrigação e de fungicidas, visto que há uma grande perda de material devido à contaminação fúngica. Ao PPGA/UFPel pelo fomento à pesquisa. Brazão, J. Enraizamento de estacas semilenhosas de variedades de videira (Vitis vinifera L.) f. Tese de Doutorado. Universidade de Évora. Roberto, S.R., Neves, C.S.V.J., Jubileu, B.S., Azevedo, M.C.B. Avaliação do enraizamento de pâmpanos de porta-enxertos de videira em diferentes substratos avaliados mediante imagens. Acta Scientiarum. Agronomy, v. 26, p , Simões, D., Da Silva, R. B. G., Da Silva, M. R. Composição do substrato sobre o desenvolvimento, qualidade e custo de produção de mudas de Eucalyptus grandis Hill ex Maiden Eucalyptus urophylla ST Blake. Ciência Florestal, v. 22, n. 1, p ,

28 Crescimento in vitro de calos do porta-enxerto de macieira G. 874 Samila S. Camargo 1*, Aline Meneguzzi 1, Fernanda E. A. Bastos 1, Gabriela M. Paiano 2, Lediane Bisol 2, André L. K. de Souza 3, Leo Rufato 4 1 CAV/UDESC (PG). Avenida Luis de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. [email protected]; 2 CAV/UDESC (IC); 3 EPAGRI Estação Experimental de Videira (PQ); 4 CAV/UDESC (PQ). Palavras Chave: Malus domestica, micropropagação, calogênese, meio de cultura, reguladores de crescimento. O estudo se baseia na necessidade e importância de obtenção de materiais de qualidade de portaenxertos a partir da técnica de propagação in vitro, a qual possibilita uma maior homogeneidade das plantas produzidas, em um reduzido período de tempo e além disso, a possibilidade de conservação de germoplasma. O objetivo foi verificar a influência do meio de cultura e combinações de concentrações de auxina e citocinina no crescimento de calos in vitro do porta-enxerto de macieira cv. G Utilizou-se um delineamento inteiramente casualizado, a partir da utilização de explantes foliares, já estabelecidos na técnica de cultivo in vitro. Dois meios de cultivos foram estudados (MS Murashige and Skoog, 1962 e QL modificado Leblay et al., 1991), além de sete combinações da citocinina BAP (6-benzilaminopurina) e da auxina ANA (ácido α-naftaleno acético), totalizando 14 tratamentos com cinco repetições de quatro explantes cada. Após 90 dias, as variáveis analisadas foram volume dos calos (cm³), oxidação (%) e taxa de friabilidade dos explantes (%). Foi realizada a análise de variância a partir do teste F e a comparação pareada das médias pelo teste de Tukey com probabilidade de erro de 5%. O meio de cultivo MS com a combinação equilibrada dos dois reguladores de crescimento estudados (2 mg.l -1 de BAP + 2 mg.l -1 de ANA) proporcionaram um maior crescimento dos calos de G. 874, com uma média de 2,5 cm 3 (Figura 1). As taxas de oxidação e friabilidade dos explantes calogênicos oriundos de folhas in vitro são demonstrados na tabela 1, onde verifica-se que não houve interação entre os meios de cultura e combinações de citocinina e auxina. Tabela 1. Oxidação (%) e taxa de friabilidade (%) de calos de explantes foliares de G. 874 em dois meios de cultura (MS e QL modificado) e sete combinações de citocinina e auxina (BAP e ANA). Oxidação (%) Friabilidade (%) MS 33,23 ns 68,51 a* QL modificado 30,35 35,13 b 0 BAP + 0 ANA 16,60 c 66,66 a 2 BAP + 0 ANA 16,63 c 66,59 a 4 BAP + 0 ANA 23,26 bc 66,57 a 0 BAP + 2 ANA 43,13 ab 43,29 b 0 BAP + 4 ANA 56,56 a 33,29 bc 2 BAP + 2 ANA 13,20 c 49,83 b 4 BAP + 4 ANA 53,16 a 36,50 c CV (%) 8,75 9,11 *Significativo pelo teste de F, onde médias seguidas por letras diferentes diferem entre si, pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. ns não significativo. Os explantes apresentaram maior taxa de oxidação com a presença de 4 mg.l -1 de ANA ou com a combinação de 4 mg.l -1 de BAP e ANA, não diferindo do tratamento com somente 4 mg.l -1 de ANA.Calos mais friáveis foram desenvolvidos no meio de cultivo MS e nos tratamentos sem os reguladores de crescimento ou somente com a presença de citocinina, nas concentrações de 2 e 4 mg.l -1. O meio de cultivo MS, com a adição da combinação equilibrada de 2 mg.l -1 de BAP e ANA proporciona a formação de calos in vitro de G 874 de maior volume. Além disso, o cultivo isolado em MS, proporciona calos com maior friabilidade do que quando cultivados em meio de cultura QL modificado. Figura 1. Volume dos calos formados, em cm³, de explantes foliares do porta-enxerto G. 874 em dois meios de cultura (MS e QL modificado) e sete combinações de citocinina e auxina (BAP e ANA). Murashige, T. and Skoog, F. A revised medium for rapid growth and bioassay with tobacco tissue cultures. Physiologia Plantarum, 1962, v. 15, p Leblay, C. et al. Adventitious shoot regeneration from in vitro leaves of several pear cultivars (Pyrus communis L.). Plant Cell, Tissue and Organ Culture, 1991, v. 25, p

29 Efeito da desfolha e de aplicações de ABA e de extratos vegetais na qualidade fenólica do vinho de uvas cv. Malbec Isabela L. Pessenti¹; Ricardo A. Ayub¹; Sérgio Ruffo Roberto 2, Lilian Yukari Yamamoto 3, Renato V. Botelho 3 1 UEPG Universidade Estadual de Ponta Grossa, Av. General Carlos Cavalcanti, Ponta Grossa PR. [email protected] (PG); [email protected] (PQ). ²UEL Universidade Estadual de Londrina, Rodovia Celso Garcia Cid Km 380, CEP Londrina PR. [email protected](pq). ³UNICENTRO Universidade Estadual do Centro Oeste, R. Simeão Varela de Sá, Guarapuava PR. [email protected] (PQ). Palavras Chave: Vitis vinifera L., Malbec, vinho, antocianinas, região de altitude. O manejo adequado do dossel vegetativo na videira, tem efeito na composição do vinho, propiciando melhoria na qualidade, como no teor de álcool, na cor e na estrutura do vinho. A coloração das bagas de uvas tintas é produzida por um grupo de antocianinas que proporciona características importantes na elaboração de vinhos tintos de qualidade. O acúmulo de antocianinas é regulado, ao menos em parte, pelo ácido abscísico, sendo que as aplicações exógenas deste regulador vegetal podem aumentar as concentrações de antocianinas e compostos fenólicos nas uvas (BURAN et al., 2012). O capim-limão e o gervão são plantas medicinais que possuem muitos compostos poderiam alterar a maturação das uvas. O objetivo deste trabalho foi verificar o efeito da desfolha e das aplicações de ácido abscísico ou de extratos vegetais na qualidade do vinho de uvas cv. Malbec. O experimento foi em blocos casualizados com 8 tratamentos e 4 repetições. Os tratamentos foram os seguintes: 1) testemunha (TEST); 2) desfolha no início da maturação (DIM); 3) desfolha 21 dias antes colheita (D21); 4) ácido abscísico (ABA) 200 mg L -1 (ABA 20); 5) ABA 400 mg L -1 (ABA40); 6) ABA 600 mg L -1 (ABA60); 7) extrato de gervão 100 g L -1 (GERVÂO) e 8) extrato de capim limão 100 g L -1 (C. LIMÃO). As aplicações de ABA foram realizadas no início da maturação dos cachos (fase de pintor) e as soluções de extratos vegetais de gervão e capim limão foram aplicados 21 dias antes da colheita. Após a colheita, realizou-se a microvinificação. Decorrido o engarrafamento, realizou-se o teor de antocianinas e polifenóis totais. Na Figura 1a, observa-se que o tratamento ABA60 dobrou o teor de antocianinas em relação à testemunha. Para polifenóis totais (Figura 1b), as aplicações de ABA e D21 diferiram estatisticamente dos demais. Esse incremento também foi observado por Koyama et al. (2014) e Yakamoto et al. (2015) observaram que as aplicações exógenas de ácido abscisico incrementam maior teor de antocianinas e polifenóis totais nas bagas e suco da uva Isabel. a b Figura 1. Teor de antocianinas (a) e polifenóis totais (b) do vinho de uvas cv. Malbec na safra 2015/16. UEPG, Ponta Grossa-PR. Médias seguidas de mesma letra não se diferem entre si pelo teste de Duncan (p 0,05). A aplicação de ácido abscísico promoveu aumento no teor de antocianinas e polifenóis, melhorando a qualidade do vinho Malbec. Não foram observadas diferenças significativas para as aplicações de extratos vegetais. Agradeço à CAPES, LaBFrut/UEPG e ao Grupo de Fruticultura e Pós Colheita/Unicentro. Buran, et al. Effects of exogenous abscisic acid on fruit quality, antioxidant capacities, and phytochemical contents of southern high bush blueberries. Food Chemistry Koyama, R. et al. Épocas de aplicação e concentrações de ácido abscísico sem incremento da cor da uva 'Isabel'. Semina: Ciências Agrárias, v. 35, p , Yakamoto, L. Y. et al. Color of berry and juice of Isabel grape treated with abcisic acod in diferente ripening stages. Pesq. Agropec. Bras., Brasília, v.50, n.12, p ,

30 Características do aroma de vinhos Cabernet Sauvignon produzidos com uvas desidratadas Carolina Pretto Panceri 1,2, Luigi B. Pretto Panceri 3, Marcel Giovani Salante 4, Marilde T. Bordignon-Luiz 5 1 IFSC Instituto Federal de Santa Catarina (PQ), Estrada do Senadinho, s/n, , Urupema SC. [email protected]; 2 UFSC Universidade Federal de Santa Catarina (PG), Rod. Admar Gonzaga 1346, Itacorubi, , Florianópolis-SC. 3 UNOESC Universidade do Oeste de Santa Catarina (IC), SC 135, KM 180, nº 2500, , Campos Novos SC. 4 Vinícola Panceri Ltda (TM), Linha Leãozinho s/n, Interior, , Tangará SC; 5 UFSC Universidade Federal de Santa Catarina (PQ), Rod. Admar Gonzaga 1346, Itacorubi, , Florianópolis-SC. Palavras Chave: Desidratação em ambiente controlado, compostos voláteis, característica sensorial. A desidratação de uvas em ambiente controlado é um processo pré-fermentativo utilizado para proporcionar ganhos qualitativos pois gera aumento de sólidos solúveis totais e metabólitos secundários. As mudanças no perfil fenólico e volátil, influenciam na qualidade sensorial dos vinhos, sobretudo na cor, adstringência, amargor e aroma (Figueiredo- González et al., 2013). O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito do processo de desidratação sobre as características do aroma de vinhos Cabernet Sauvignon utilizando a análise de compostos voláteis e análise sensorial descritiva quantitativa. Uvas Cabernet Sauvignon produzidas na região de Tangará, estado de Santa Catarina (latitude S 27º11,026, longitude O51º10,913 e altitude de 970 metros acima do nível domar) foram colhidas quando atingiram 21 ± 1 Brix. A desidratação das uvas foi realizada conforme processo patenteado (Panceri et al., 2013) e as amostras de vinho foram elaborados com uvas controle (sem desidratar) e com uvas desidratadas 30% e 40% em ambiente controlado (7 C, 35% UR e 12m³/s de fluxo de ar). Análise de compostos voláteis foi realizada utilizando micro extração em fase sólida (SPME) e analise por cromatografia gasosa (GC-FID/GC-MS). Análise sensorial foi realizada com uma equipe de 11 julgadores experts, os quais desenvolveram e definiram oito termos descritivos para posterior avaliação da intensidade relativa. Os vinhos foram analisados e foram identificados e quantificados 33 compostos voláteis e os vinhos produzidos com uvas desidratadas apresentaram maior teor total de derivados de vanilina, principalmente ácido vanílico e de aldeídos, enquanto os vinhos controle apresentaram maior teor total de aromas primários, ésteres e álcoois superiores. A análise sensorial demonstrou que os vinhos produzidos com uvas desidratadas apresentaram maior intensidade dos atributos café, madeira, baunilha e álcool, enquanto o vinho controle apresentou aromas de frutas vermelhas e vegetal. Tabela 1. Composição volátil total de vinhos Cabernet Sauvignon produzidos com uvas desidratadas. T0 T30 T40 Ʃ Terpenos (µg L -1 ) 39,20±0,74 c 42,70±0,42 b 63,15±0,48 a Ʃ C13-norisoprenoides (µg L -1 ) 60,61±0,19 c 114,14±0,04 b 129,46±0,63 a Ʃ Álcoois superiores (mg L -1 ) 99,09 ± 034 a 84,05±0,23 b 66, 23±0,27 c Ʃ Ésteres (mg L -1 ) 35,01±0,03 a 29,73±0,14 b 22,08±0,1 c Ʃ Lactonas (mg L -1 ) 2,38±0,08 a 1,77±0,09 b 1, 62 ± 0,11 c Ʃ Aldeídos (µg L -1 ) 161,19±0,38 c 328,07±0,28 b 751,27±0,56 a Ʃ Ácidos graxos (mg L -1 ) 2,99±0,02 c 3,40±0,17 a 3,07±0,17 b Ʃ Derivados da vanilina (mg L -1 ) 0,74±0,12 c 1,78±0,16 b 2,31±0,14 a Letras diferentes para o mesmo composto indicam diferença significativa de acordo com Teste de Tukey (p<0,05) entre as amostras de vinho. Tabela 2. Intensidade relativa dos atributos de aroma determinados por ADQ. Vinhos Atributos de aroma T0 T30 T40 Frutas vermelhas 37,2±2,9 a 38,9±0,3 a 14,2±0,2 b Vegetal 33,2±0,9 a 29,1±0,6 b 18,6±0,12 c Baunilha 13,4±1,0 c 22,6±0,3 b 25,5±0,6 a Madeira 21,0±0,6 c 27,0±0,8 b 32,4±2,7 a Café 13,5±0,8 c 17,8±0,9 b 24,8±0,2 a Álcool 37,2±1,0 c 46,5±1,6 b 52,5±1,6 a Chocolate 16,2±1,2 a 16,7±2,0 a 18,3±1,7 a Especiarias 22,5±1,3 a 21,6±1,4 a 21,6±1,0 a Letras diferentes para o mesmo atributo indicam diferença significativa de acordo com Teste de Tukey (p<0,05) entre as amostras de vinho. O processo de desidratação de uvas em ambiente controlado modificou os teores de compostos voláteis dos vinhos influenciando seu perfil sensorial, podendo ser considerado um processo inovador para produção de vinhos de alto valor agregado. Ao CNPq, CAPES e FAPESC pelo fomento à pesquisa e bolsas de estudo. À Vinícola Panceri pelas amostras de uva e realização das vinificações. Figueiredo-González M.; Cancho-Grande B. e Simal-Gándara J. Trends Food Sci Tech. 2013, 31: Panceri et al. Food Res Int. 2013, 54:

31 Potencial de variedades de uvas americanas para a elaboração de suco em Lages Santa Catarina Juliana Reinehr 1*, Ricardo Allebrandt 1, Betina Pereira de Bem 1, Adrielen Canossa 1, Douglas André Wurz 1, Bruno Bonin 1, Aline Melo 2, Robson Martins 2, Aike Anneliese Kretzschmar 3 1 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (PG). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC. [email protected]; 2 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (IC). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC; 3 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (PQ). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC. Palavras Chave: Bordô, Concord, Isabel Precoce. A região do planalto catarinense hoje pode ser considerada como uma região muito promissora para a produção de frutas de clima temperado. Com um mercado mais exigente, tanto em segurança alimentar, como por uma diversificação na mesa do consumidor por outras frutas. Desta forma, os produtores não conseguem mais viver somente de uma monocultura. Portanto, o cultivo de uvas americanas torna-se uma alternativa para a diversificação da propriedade. As uvas americanas são tradicionalmente cultivadas em outras regiões sul do Brasil pela alta produtividade e boa resistência a doenças. Diante de suas características organolépticas são destinadas para o consumo in natura, elaboração de vinhos comuns e principalmente na produção de suco de uva, fornecendo matéria-prima ideal para o processamento em suco, pois não perdem suas características aromáticas e gustativas com o processamento industrial. Tem-se como objetivo deste trabalho avaliar a composição química de três cultivares de uva americanas (Bordô, Concord e Isabel Precoce) no munícipio de Lages SC, visto que, estas variedades apresentam boa produtividade e se destacam para a elaboração de suco. O experimento foi realizado no vinhedo experimental, localizado no Centro de Ciências Agroveterinárias da Universidade do Estado de Santa Catarina (CAV/UDESC), situado no munícipio de Lages Santa Catarina. O vinhedo foi implantado no ano de 2013, enxertado sobre o porta-enxerto Paulsen 1103, espaçamento de 3x1,5m, e conduzido no sistema semi-latada. As variedades avaliadas foram: Isabel Precoce, Concord e Bordô. O trabalho foi conduzido na safra 2016/2017, sendo realizada a colheita no mês de fevereiro de Foram coletadas amostras de cada uma das variedades, sendo realizada análises da maturação tecnológica: sólidos solúveis totais, acidez total titulável e ph. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso, com quatro blocos e oito plantas por repetição. As médias foram submetidas à análise de variância (ANOVA) e a detecção de diferenças significativas entre os tratamentos foi obtida através do teste Tukey (α=0.05). Através da Tabela 1, pode-se constatar que as três variedades de uva apresentam maturação tecnológica desejável para a elaboração de suco de uva de qualidade. Rizzon & Meneguzzo (2007), relatam que as uvas com uma boa maturação favorecem a obtenção de suco de qualidade, e além de apresentarem maior teor de açúcar, possuem menor acidez e, consequentemente, melhor relação açúcar/acidez. Tabela 1. Sólidos Solúveis Totais (SST), Acidez Total Titulável e ph das variedades Isabel Precoce, Concord e Bordô cultivadas no munícipio de Lages/SC para elaboração de suco de uva na safra 2016/2017. Variedade Sólidos Solúveis Totais (SST) Acidez Total (meq.l -1 ) ph Isabel Precoce 18,0 a 54,6 a 3,0 a Concord 16,5 b 43,4 a 3,0 a Bordô 15,7 b 63,8 a 2,9 a *Médias seguidas da mesma letra, na coluna, não diferem entre si pelo teste Tukey a 5% de probabilidade de erro. As três variedades estudadas apresentam adequada maturação para a elaboração de suco, no entanto, ressalta-se que a variedade Isabel Precoce apresenta valor superior de sólidos solúveis, não diferindo estatisticamente na acidez total titulável e ph. As cultivares Concord, Bordô e Isabel Precoce apresentam maturação tecnológica favorável para a elaboração de suco de uva, podendo assim ser cultivada em Lages Santa Catarina. Sendo uma alternativa para a diversificação da atividade agrícola no munícipio e região, visto que a comercialização de suco de uva no Brasil tem apresentado um constante crescimento, podendo ser um complemento na renda dos produtores rurais. Os dados verificados nesse estudo estão de acordo com o cultivo de uvas americanas em outras regiões do Brasil destinadas ao processamento e elaboração do suco de uva. Rizzon, A., L.; Meneguzzo, J. Suco de uva. 2007, 45p. 6

32 XV ENCONTRO NACIONAL SOBRE FRUTICULTURA DE CLIMA TEMPERADO Estabilidade de suco Isabel Precoce feito na panela extratora em pequenas propriedades rurais Sandra D. C. Mendes 1, Cristiane de Lima Wesp 1, Remi Dambros 1, Silvana Dallazem 1 1 Epagri Estação Experimental de Videira (PQ). Rua João Zardo, 1660, Campo Experimental, , Videira. [email protected]; Palavras Chave: potencial antioxidande, polifenois totais, estabilidade físico-química. A cor é uma das principais características apreciadas pelo consumidor, sendo um importante atributo que pode ser utilizado, junto com outras variáveis, como indicador da qualidade do suco de uva. No entanto, não há uma preocupação primária dos produtores de sucos de uvas produzidos pelo processo chamado popularmente de panela extratora, para consumo próprio ou não, com a vida de prateleira e estabilidade do produto que está diretamente relacionado com alteração da cor, e possível perda da atividade antioxidante. Neste trabalho descrevemos pela primeira vez avaliação da vida de prateleira associada com a atividade antioxidante e polifenóis, bem como o teor de cor dos sucos de uva Isabel Precoce elaborada pelo método de extração a quente. Observou-se que durante os 210 dias, os sucos permaneceram estáveis e de modo que suas propriedades nutrifuncionais permaneceram bioativas. Para a elaboração do suco da variedade Isabel através do método de extração a quente, foi utilizada 18,7 Kg de uva proveniente da Estação Experimental de Videira - Epagri, Santa Catarina. A temperatura da massa foi mantida entre 80 a 90 C, controlados por termopares. Para o envasamento a temperatura foi mantida entre 85 a 88 C. No final do processo obteve-se 8,7 L de suco da variedade Isabel Precoce, com rendimento de 48,6 % em suco. Os sucos foram mantidos protegidos de fontes de calor e temperatura ambiente controlada. Após processamento do suco foram realizadas as análises de amostras em triplicatas dos seguintes determinações: Potencial hidrogeônico (ph), Acidez total (AT- g 100g-1), Sólidos solúveis totais (SST- Brix ), Teor de cor, Polifenóis totais (mg.l -1 ) e atividade antioxidante pelo método de DPPH TEAC (%) nos tempos 0 a 210 dias. Os dados foram submetidos à análise de variância e à análise de médias pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade de erro. Em relação à composição, o suco de uva de Isabel Precoce apresentou coloração vinho, com aroma e sabor próprio. O teor de sólidos solúveis (SS) médio de 13,27±0,75 de Brix (a 20 C), a acidez total (AT) expressa em ácido tartárico seja superior a 0,67 ±0,04 g 100g -1, sendo que mantiveram estáveis durante o período de estudo da vida de prateleira. As amostras apresentaram expressiva atividade antioxidante, que se correlacionou com o conteúdo fenólico, de modo geral, sofreram poucas variações durante o período estado como apresentado na tabela 1 Tabela 1. Vida de Prateleira de suco de Isabel Precoce Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. A capacidade antioxidante da matriz do suco de uva Isabel precoce não é somente a soma das capacidades antioxidantes de cada um de seus componentes. Também depende do microambiente que se encontra o composto, no caso a influência do ambiente que esta armazenada. De modo geral, os componentes físico-químicos do suco de uva sofreram poucas variações em função do tempo de armazenamento. À Epagri, Fapesc. Kukoski, E. M.; Asuero, A G.; Troncoso, A. M.; Mancini-Filho, J.; Fett, Roseane. Aplicacion de diversos métodos químicos para determinar actividad antioxidant en pulpa de frutos. Ciênc. Tecnol. Aliment.,

33 Fosfato diamônico como fonte de nutrição para crescimento de Saccharomyces cerevisiae Maria Eduarda Bosquetti Bittencourt¹, Tiago Camponogara Tomazetti², Leila do Nascimento Vieira 2 ; Hugo Pacheco de Freitas Fraga 3, Márcia Denise Rossarolla 2, Miguel Pedro Guerra 4, Aparecido Lima da Silva 4 1 Universidade Federal de Santa Catarina Centro de Ciências Agrárias (UFSC-CCA), Curso de Agronomia (IC) Avenida Admar Gonzaga, 1.346, , Itacorubi, Florianópolis, SC [email protected]; 2 UFSC-CCA, Recursos Genéticos Vegetais (PG); 3 Universidade Federal do Paraná Centro Politécnico, Setor de Ciências Biológicas, Departamento de Botânica (PQ); 4 UFSC-CCA, Recursos Genéticos Vegetais (PQ) Palavras Chave: Biotecnologia, Leveduras, Nitrogênio, DAP, in vitro. Leveduras são responsáveis pela fermentação de açúcares e produção de bebidas alcoólicas como vinhos, cervejas, hidromel, entre outras, influenciando características aromáticas e gustativas destes produtos. A espécie mais utilizada e conhecida para o processo fermentativo é a Saccharomyces cerevisiae. Nos vinhos a cepa escolhida de S. cerevisiae determinará a sua qualidade e perfil sensorial. Durante a primeira fermentação (alcoólica) a quantidade de nutrientes disponíveis para as leveduras diminui consideravelmente, sendo rotineiro a adição de Fosfato Diamônico (DAP), vitaminas e outros compostos. Neste sentido o DAP oferece ao meio fermentativo altas concentrações de Nitrogênio e Fósforo em forma assimilável. Devido a isto, o objetivo com este trabalho foi conhecer a curva de crescimento de S. cerevisiae em diferentes concentrações de DAP como fonte de nutrientes. O experimento foi conduzido em parceria entre o Laboratório de Fisiologia do Desenvolvimento e Genética Vegetal e Laboratório de Certificação de Mudas e Virologia no Departamento de Fitotecnia, (CCA - UFSC). Foram testadas 5 concentrações de DAP, o branco foi considerado apenas o meio YD (1% Yeast Extract + 2% Dextrose), foram testadas as concentrações de 0,0 g L -1 ; 0,5 g L -1 ; 1,0 g L - 1 ;1,5 g L -1 e 2,0 g L -1 de DAP. Os tratamentos consistiram em quatro repetições de quatro replicatas com 150 µl de meio de cultura dispostos em microplacas, onde foram adicionados 10 µl de cultura de leveduras crescidas em overnight em meio YPD (1% Yeast Extract + 2% Peptone + 2% Dextrose), a incubação foi realizada em 37 C. A levedura utilizada neste estudo foi oriunda de seleção realizada em vinhos de fermentação espontâneas coletadas na serra catarinense. As medidas de densidade de células foram tomadas em leitora de microplacas (Biosystem Elx 808) para densidade óptica em 630 nm (OD630), estas medidas foram realizadas em cinco intervalos de 120 minutos. As concentrações foram comparadas através de análises de regressão entre o logaritmo natural da densidade OD630 em função do tempo de crescimento. Não foram observadas diferenças significativas entre os tratamentos contendo ou não DAP (Figura 1). Apesar dos nutrientes oferecidos pelo fosfato diamônico (Nitrogênio e Fósforo) serem importantes para a sobrevivência das leveduras, o crescimento das mesmas não apresentou diferença entre as diferentes concentrações acrescentadas ao meio de cultura in vitro. Neste sentido a utilização do DAP não se é necessária para o desenvolvimento de S. cerevisiae em meio de cultura quando esta é cultivada in vitro. Novos estudos necessitam serem realizados para testar as necessidades nutricionais desta levedura em condições de fermentação de bebidas alcoólicas. Figura 1. Curvas de crescimento de S. cerevisiae em diferentes concentrações de DAP. *Barras verticais representam o Erro Padrão da Amostra. Todas as concentrações de DAP foram eficientes para o crescimento de leveduras, sendo este reagente não essencial para o cultivo in vitro de Saccharomyces cerevisiae. À UFSC e à vinícola Villaggio Bassetti. Nogueira, A.; Alberti, A.; Dantas, A. P.; Mongruel, C.; Wosiacki, Influência da cepa de Saccharomyces cerevisiae na cinética de fermentação do vinho de maçã, Revista Brasileira de Tecnologia Agroindustrial, v, 01, n 01, Paraná,

34 Leveduras autóctones na fermentação de vinhos finos da serra catarinense Tiago Camponogara Tomazetti 1, Márcia Denise Rossarolla 1, Leila do Nascimento Vieira 1 ; Hugo Pacheco de Freitas Fraga 2, Miguel Pedro Guerra 3, José Afonso Voltolini 3, Rubens Onofre Nodari 3, Aparecido Lima da Silva 3 1 Universidade Federal de Santa Catarina Centro de Ciências Agrárias (UFSC-CCA), Recursos Genéticos Vegetais (PG) Avenida Admar Gonzaga, 1.346, , Itacorubi, Florianópolis, SC [email protected]; 2 Universidade Federal do Paraná departamento de botânica, setor de ciências biológicas, centro politécnico (PQ); 3 UFSC-CCA, Recursos Genéticos Vegetais (PQ) Palavras Chave: Microrganismo, microvinificação, fermentação espontânea, Saccharomyces spp., enologia. A produção de vinhos é uma técnica milenar, que impulsionou o cultivo da videira a se expandir pelo mundo. Impulsionando o mercado vitivinícola a alcançar novas fronteiras. Atualmente, a serra catarinense, em especial a região de São Joaquim, tem se destacado pela produção de vinhos finos. Além da videira, as leveduras utilizadas para a fermentação também são componentes importantes na produção dos vinhos e, de forma oculta, devido a expansão da viticultura, também foram difundidas pelo mundo. No entanto, poucos estudos são realizados baseados na utilização de linhagens de leveduras autóctones em determinadas regiões, devido a esta carência de informação, o presente trabalho foi realizado com o objetivo de estudar o desempenho de uma linhagem de leveduras autóctone de São Joaquim, SC, para fermentação alcoólica de Cabernet Sauvignon. As uvas utilizadas neste estudo foram coletadas em área de cultivo comercial da vinícola Villaggio Bassetti, em São Joaquim-SC, a vinificação foi realizada no Centro de Ciências Agrárias da UFSC, bagas sadias foram selecionadas e esmagadas manualmente, três tratamentos foram estabelecidos em triplicata biológica, cada replicata foi constituída de 5 L de uvas prensadas. Os tratamentos testados foram: I) a fermentação natural (espontânea, sem adição de leveduras); II) linhagem VBCS16P6A7 (autóctone, coletada em safras anteriores no mesmo vinhedo) e; III) levedura comercial (Saccharomyces cerevisiae rf bayanus blastosel, Verona-Itália). Os tratamentos I e II foram precedidos da adição de 70 mg L -1 de metabissulfito de potássio. As primeiras 24 horas foram de maceração a frio (4 C) ao final desta, as leveduras foram adicionadas para concentração final de células L -1, a maceração ocorreu em temperatura próximo a 20 C +/- 2 C. As medidas de densidade e SST foram tomadas em intervalos de 24 horas e o teor de álcool foi estimado de acordo com a diferença de densidade ao longo da fermentação. A eficiência de conversão de açúcar em álcool foi estimada através do inverso do coeficiente angular para a regressão linear onde o teor de álcool estimado foi modelado de acordo com o teor de açúcar no mosto ( Brix). A fermentação alcoólica ocorreu em oito dias para o mosto utilizando a adição de leveduras, alcançando teor alcoólico de 13,4 e 13,1 % (v/v) respectivamente para a levedura autóctone e comercial, a fermentação espontânea foi completa somente aos 12 dias, alcançando teor alcoólico de 13,1% (Figura 1). A conversão de açucares em álcool foi semelhante entre os tratamentos, a maior eficiência foi obtida com a levedura autóctone e menor eficiência com a fermentação espontânea (Tabela 1). Figura 1. Evolução do teor alcoólico estimado e densidade do mosto vinificado com diferentes leveduras Tabela 1. Eficiência de conversão de açúcar em álcool para diferentes leveduras Leveduras Correlação (r) 1/α Espontânea 0,9991 1,14 VBCS16P6A7 0,9994 1,12 Comercial 0,9996 1,13 A levedura autóctone após isolada apresentou maior rapidez e melhor eficiência da conversão de açúcar em álcool no processo de fermentação alcoólica. À UFSC e à vinícola Villaggio Bassetti. Fernández-Cruz, E., Álvarez-Fernández, M. A., Valero, E., Troncoso, A. M., and García-Parrilla, M. C. (2016). Melatonin and derived L-tryptophan metabolites produced during alcoholic fermentation by different wine yeast strains. Food Chem. 217, doi: /j.foodchem

35 Efeito da desalcoolização parcial de vinhos tintos finos através da crioliofilização João Felippeto 1, Francieli M. Artismo 2 1 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (PQ). Rua João Araújo Lima, 102 Jardim Caiçara São Joaquim [email protected]; 2 UDESC-CAV (PG). Av. Luiz de Camões, Conta Dinheiro - Lages - SC Palavras Chave: Vitivinicultura, enologia, qualidade, nutracêutica. Os compostos fenólicos encontrados principalmente nos vinhos tintos têm um impacto positivo na saúde humana. Taninos e antocianinas, têm efeitos anti microbianos e antissépticos além de uma ação benéfica sobre o sistema cardiovascular. (Jackson, 2008; Banvolgyi et al, 2006). Por outro lado, as restrições ao consumo de álcool, sejam por motivos legais ou de saúde, atingem grande parte da população e contribuem para a redução no consumo nacional de vinhos. Portanto, um dos grandes desafios para a enologia é encontrar um método capaz de reduzir o percentual alcoólico do vinho, respeitando a qualidade do produto final. O objetivo deste trabalho foi estudar o efeito da crioliofilização como método para a desalcoolização parcial de vinhos tintos. Para a realização do trabalho, foi utilizado um vinho tinto fino, de teor alcoólico de 12ºGL, obtido através do corte entre as variedades Cabernet Sauvignon (70%) e Merlot (30%), provenientes da região de São Joaquim SC e cultivadas na safra de O experimento foi subdividido em duas etapas complementares entre si: 1) Estabelecimento de modelos capazes de estimar a taxa de decaimento do teor alcoólico em função do tempo de exposição das amostras a pressão reduzida. 2) Caracterização dos parâmetros físico-químicos e sensoriais como forma de compreender o comportamento do vinho após a sua desalcoolização parcial. O método mostrou-se eficiente na redução dos teores de álcool do vinho tinto. Os resultados das análises mostraram que, nas condições desta pesquisa, a taxa média redução foi de aproximadamente 0,0367 ºGL por minuto. Os resultados também revelaram um incremento do Índice de Polifenóis Totais (IPT) ao longo do tempo, atingindo valores próximos a 20% em relação a quantidade inicial destes compostos, o que denota um possível aumento nas propriedades funcionais destes vinhos. As análises sensoriais evidenciaram uma forte redução da percepção das características de qualidade e persistência de aromas, de forma que quanto maior o grau de exposição à pressão reduzida, menores são as suas percepções na bebida. Estas observações revelam a provável volatilização de outros compostos, igualmente responsáveis pela arquitetura olfativa e gustativa dos vinhos. Figuras 1 e 2. Evolução do teor alcoólico e do Índice de Polifenóis Totais em função do tempo de exposição à técnica da crioliofilização parcial. Figura 3. Parâmetros sensoriais dos vinhos submetidos diferentes tempos de exposição à técnica da crioliofilização parcial. - A técnica da crioliofilização se mostrou eficiente como método para a redução dos teores alcoólicos de vinhos tintos, além de aumentar o (IPT). - Os compontentes responsáveis pelas percepções sensoriais tem um decréscimo diretamente proporcional ao tempo de exposição das amostras à pressão atmosférica reduzida, sem prejuízo a limpidez. Jackson, R., Wine Science 3rd Ed., Academic Press, Burlington, Massachusetts, USA. Banvolgyi, S., Kiss, I., Bekassy-Molnar, E., Vatai,G., Concentration of red wine by nanofiltration, Desalination, 198, pp

36 Concentração de polifenois totais nas principais variedades de uvas viníferas cultivadas na região de São Joaquim/SC Emilio Brighenti 1, Alberto Fontanella Brighenti 1, João Felippeto 1, Mateus da Silveira Pasa 1, Marlise Nara Ciotta 1, Zilmar da Silva Souza 1 1 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (PQ). Rua João Araújo Lima, 102, , São Joaquim, SC. [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected] Palavras Chave: Cabernet Sauvignon., Merlot, Pinot Noir, Sangiovese, Montepulciano A produção de vinhos nas regiões de altitude elevada do estado de Santa Catarina possui aproximadamente 15 anos de história e é relativamente recente quando comparada com outras regiões vitícolas do Brasil. Hoje existem 35 vinícolas em operação, com uma área plantada de aproximadamente 600 ha, produzindo mais de 200 rótulos de vinhos brancos, tintos e espumantes (Brighenti et al., 2016). A síntese e o acúmulo de compostos fenólicos possuem forte influência das condições ambientais, tais como luz, temperatura do ar, altitude, tipo de solo, disponibilidade hídrica, status nutricional, incidência de doenças e outros processos ligados à fisiologia da planta (Downey et al., 2010). Os compostos fenólicos são importantes para o crescimento e reprodução das plantas, sendo que eles também atuam como antipatógenos (em condições estresse como no caso de infecções e ferimentos) e como proteção contra a radiação UV. Na viticultura, estes compostos são responsáveis pela composição qualitativa e organoléptica dos vinhos, como cor, corpo e adstringência (Rusjan et al., 2012). O objetivo deste trabalho foi avaliar a concentração de polifenóis totais nas principais variedades de uvas viníferas tintas produzidas na região de São Joaquim/SC. As amostras foram originadas da coleção de variedades de uvas viníferas da Estação Experimental de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI), localizada no município de São Joaquim, Santa Catarina (28 16'30"S, 49 56'09"W, altitude m). O vinhedo foi implantado em 2006, no espaçamento de 3 metros entre linhas e 1,5 metros entre plantas, o sistema de condução utilizado foi do tipo espaldeira e as avaliações ocorreram na safra 2015/2016. As variedades avaliadas foram Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Sangiovese e Montepulciano. As análises foram realizadas no Laboratório de Enoquímica e Microvinificação da Estação Experimental de São Joaquim. O conteúdo de polifenóis totais (mg L -1 ) foi determinado conforme o proposto por Singleton & Rossi (1965), com o método de Folin Ciocalteu, com leituras em espectrofotômetro no comprimento de onda de 760 nm e utilizando o ácido gálico como padrão. Os resultados da concentração de polifenois das principais variedades de uvas viníferas cultivadas em São Joaquim/SC podem ser observados na Figura 1. Polifenois Totais (mg L-1) c 1503 b 1556 b Pinot Noir Sangiovese Cabernet Sauvignon 1705 a Merlot 1761 a Montepulciano Figura 1. Concentração de polifenois totais das variedades Pinot Noir, Sangiovese, Cabernet Sauvignon, Merlot e Montepulciano, produzidas em São Joaquim/SC, no ciclo 2015/2016. Os resultados mostram que as principais variedades produzidas na região de São Joaquim/SC apresentaram um desenvolvimento vitícola adequado. A concentração de polifenois totais variou de 693 mg L -1 a 1761 mg L -1. As variedades Merlot e Montepulciano se destacaram pelas concentrações mais elevadas, que são um indicativo do potencial das mesmas para a produção de vinhos aptos ao envelhecimento. Brighenti, A.F.; Brighenti, E.; Pasa, M.S. Agropecuária Catarinense, 2016, 29, Downey, M.O. ; Dokoozlian, N.K.; Krstic, M.P. American Journal of Enology and Viticulture, 2006, 57, Rusjan, D. ; Veberic, R. ; Mikulic-Petkovsek, M. European journal of plant pathology, 2012, 133, Singleton, V.L.; Rossi, J.A. American Journal of Enology and Viticulture, 1965, 16,

37 Potencial de variedades destinadas à elaboração de espumantes em regiões de elevada altitude de Santa Catarina Adrielen Tamiris Canossa 1*, Ricardo Allebrandt 1, Betina Pereira de Bem 1, Douglas André Wurz 1, Juliana Reinehr 1, Alberto Fontanella Brighenti 2, Ana Cristina da Silva 3, Luiz Gabriel Dalmolin 3, Leo Rufato 4 1 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (PG). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC. [email protected]; 2 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (PQ). Rua João Araújo Lima, 102, , São Joaquim, SC; 3 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (IC). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC; 4 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (PQ). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC; Palavras Chave: Vitis Vinifera L., vinhos de altitude, vinho base, espumantização. São Joaquim em Santa Catarina integra uma das mais recentes regiões vitivinícolas do Brasil. A atividade, que vem sendo desenvolvida há pouco mais de 15 anos, já se destaca na qualidade de uvas e vinhos produzidos. No entanto, um grande desafio em regiões frias e úmidas como São Joaquim, é o alcance de uma maturação completa da uva, por problemas fitossanitários e pelas noites frias que dificultam a degradação dos ácidos da uva. Neste sentido, o teor de açúcar desejado nem sempre é alcançado. Tais características, por sua vez, são ideais para elaboração de vinhos espumantes, cujo consumo vem aumentando gradativamente no Brasil. A acidez pronunciada origina um produto de elevado frescor e com teor alcoólico moderado, devido ao incremento da graduação alcoólica na segunda fermentação. O objetivo deste trabalho foi avaliar a composição química de mostos de variedades implantadas em São Joaquim: Pinot Grigio, Riesling Renano, Sangiovese, Fiano, Canaiolo, Solaris além de Chardonnay e Pinot Noir, variedades já consolidadas na elaboração de espumantes no Brasil. As amostras foram provenientes de vinhedos experimentais implantados na Estação experimental da Epagri de São Joaquim, situado a 1415 m de altitude ( S e ), conduzidos em espaldeira. O ponto de colheita foi determinado a partir do potencial glucométrico de Brix, que resultará em um vinho com aproximadamente 11% v/v de álcool. Após a colheita, as uvas foram trazidas ao Laboratório de Enologia do Centro de Ciências Agroveterinárias da Universidade do Estado de Santa Catarina CAV/UDESC, Lages/SC. As uvas foram microvinificadas com objetivo de obtenção do vinho base para espumatização. Antes do início do processo de fermentação, amostras do mosto foram coletadas para a realização de análises químicas: acidez total titulável, sólidos solúveis ( Brix), densidade e Babo. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com oito tratamentos e quatro repetições e quando detectada diferenças pela análise da variância as médias foram compradas pelo teste Scott Knott (α=0.05). Quadro 1. Conteúdo de sólidos solúveis ( Brix) e acidez total titulável (meq L -1 ) do mosto de variedades com potencial de elaboração de espumantes. Variedade Sólidos soluvéis ( Brix) Acidez Total (meq L-1) Pinot Nero 18,1 c 129,8 b Chardonnay 19,7 a 129,3 b Pinot Grigio 18,2 c 85,7 c Riesling R. 18,7 b 118,9 b Sangiovese 19,4 a 122,1 b Fiano 19,8 a 124,4 b Canaiolo 20,1 a 136,1 a Solaris 19,0 b 117,8 b Médias seguidas de mesma letra não diferem entre si pelo teste Scott Knott a 5% de probabilidade. Quadro 2. Conteúdo de Babo e densidade do mosto de variedades com potencial de elaboração de espumantes. Variedade Babo Densidade Pinot Nero 16,7 a 1,075 a Chardonnay 18,1 a 1,081 a Pinot Grigio 17,0 a 1,075 a Riesling R. 16,7 a 1,075 a Sangiovese 17,2 a 1,077 a Fiano 17,5 a 1,080 a Canaiolo 17,5 a 1,081 a Solaris 17,9 a 1,086 a Médias seguidas de mesma letra não diferem entre si pelo teste Scott Knott a 5% de probabilidade. Com exceção da variedade Pinot Grigio que apresentou uma baixa acidez titulável para espumatização (< 100 meq L -1 ), as demais variedades apresentaram características químicas que satisfazem as exigências para elaboração de espumantes de qualidade. Caliari, V.; Rosier, J. P.; Bordignon-Luiz, M. T. Vinhos Espumantes: métodos de elaboração. Evidência, 2013, v.13, p

38 Desempenho agronômico de diferentes variedades de uvas americanas em São Joaquim/SC Marlon Francisco Couto 1, Filipe Souza Oliveira 1, James Rodrigo Smaniotto¹, Alberto Fontanella Brighenti 2, Emilio Brighenti 2 1 Epagri Gerência Regional de São Joaquim. Rua João Araújo Lima, 102, , São Joaquim, SC. [email protected], [email protected], [email protected]. 2 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (PQ). Rua João Araújo Lima, 102, , São Joaquim, SC. [email protected], [email protected] Palavras Chave: Vitis labrusca L., viticultura de altitude, Isabel, Bordô, Niágara Rosada Apesar de recente, a produção de uvas viníferas na região de São Joaquim/SC tem se destacado no cenário nacional pela elevada qualidade dos vinhos produzidos. A qualidade da uva é uma consequência das condições climáticas diferenciadas da região, influenciadas pela altitude elevada (Brighenti et al., 2016). Graças a essas características climáticas particulares, acredita-se que o cultivo de variedades americanas e híbridas possa ter potencial na região. As uvas americanas apresentam características que potencializam a exploração em pequenas propriedades, proporcionando, em alguns casos, maiores retornos econômicos do que as variedades de uvas finas. As uvas americanas podem constituir em alternativa importante no processo de geração de renda e agregação de valor, principalmente para pequenos e médios produtores rurais, graças a sua maior rusticidade, resistência a doenças e menor custo de produção (Nachtigal, 2009). O objetivo desse trabalho foi determinar o desempenho agronômico das variedades Isabel, Bordô e Niágara Rosada cultivadas na região de São Joaquim SC. O experimento foi realizado no município de São Joaquim, na localidade do Luizinho (28 26'30 S, 49 49'03 O, altitude 1.150m), no ciclo 2016/2017. As variedades avaliadas foram Isabel, Bordô e Niágara Rosada. O vinhedo foi implantado em 2014, as plantas estão enxertadas em Paulsen 1103, plantadas no espaçamento de 4,0 x 2,0m, conduzidas em latada. No momento da colheita foram avaliadas as variáveis: produção (kg planta -1 ), produtividade (T ha -1 ), massa fresca média de cachos (g), massa fresca média de 50 bagas (g), teor de sólidos solúveis totais ( Brix), acidez total titulável (meq L -1 ), ph e concentração de polifenois totais (mg L -1 ). Utilizou-se o delineamento experimental inteiramente casualizado, com cinco repetições de quatro plantas para cada variedade. Os dados foram submetidos a análise de variância (ANOVA) e ao teste Tukey a 5% de probabilidade de erro. Não foram observadas diferenças para o número de cachos produzidos, no entanto, a variedade Niágara Rosada apresentou produção e produtividade superior às demais, assim como produziu cachos e bagas mais pesadas que a Bordô e a Isabel (Tabela 1). Não foram observadas diferenças para o ph. Para sólidos solúveis, a Isabel e a Niágara Rosada atingiram valores mais elevados. Já para acidez total, a Niágara Rosada apresentou valores inferiores a Bordô, mas não diferiu de Isabel. Para concentração de polifenois totais a variedade Bordô se destacou com os valores mais elevados que as demais (Tabela 2). Tabela 1. Índices produtivos das variedades Bordô, Isabel e Niágara Rosada produzidas em São Joaquim/SC, no ciclo 2016/2017. Variedade N Cachos Produção (kg planta -1 ) Produtividade (Ton ha -1 ) Massa Fresca Média de Cacho (g) Massa Fresca Média de 50 Bagas (g) Bordô 27 ns 1,5 b 2,3 b 56,3 b 61,3 c Isabel 22 1,4 b 2,0 b 61,1 b 93,7 b Niágara R. 32 3,4 a 5,0 a 109,1 a 100,9 a C.V.(%) 29,3 34,9 34,9 21,8 2,7 *Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem estatisticamente pelo Teste Tukey (p<0,05). Tabela 2. Índices de maturação das variedades Bordô, Isabel e Niágara Rosada produzidas em São Joaquim/SC, no ciclo 2016/2017. Variedade Sólidos Solúveis ( Brix) ph Acidez Total Titulável (Meq L -1 ) Polifenois Totais (mg L -1 ) Bordô 14,9 b 3,11 ns 36,4 a 2337,7 a Isabel 16,3 a 3,11 31,6 ab 1745,0 b Niágara R. 16,5 a 3,24 29,9 b 465,0 c C.V.(%) 2,7 3,5 7,2 9,9 *Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem estatisticamente pelo Teste Tukey (p<0,05). Considerações Na primeira safra avaliada, as variedades de uvas americanas avaliadas apresentaram um desenvolvimento agronômico adequado e os resultados obtidos indicam que elas possuem potencial de cultivo nas regiões de menor altitude de São Joaquim/SC. A variedade Niágara Rosada apresentou o maior potencial, graças às elevadas produtividades obtidas e pelos índices de maturação adequados para a produção de uvas de mesa de qualidade. Já a elevada concentração de polifenois totais apresentada pelas variedades Bordô e Isabel são um indicativo de seu potencial para a produção de suco de qualidade. Brighenti, A.F.; Brighenti, E.; Pasa, M.S. Agropecuária Catarinense, 2016, 29, Nachtigal, J.C. Uvas comuns: uma boa opção de cultivo para o Rio Grande do Sul

39 Desidratação em ambiente controlado como alternativa para completar a maturação tecnológica de uvas Cabernet Sauvignon Luigi B. Pretto Panceri 1, Carolina P. Panceri 2,3, Marcel Giovani Salante 4, Marilde T. Bordignon-Luiz 5 1 UNOESC Universidade do Oeste de Santa Catarina (IC), SC 135, KM 180, nº 2500, , Campos Novos SC. [email protected]; 2 IFSC Instituto Federal de Santa Catarina (PQ), Estrada do Senadinho, s/n, , Urupema SC; 3 UFSC Universidade Federal de Santa Catarina (PG), Rod. Admar Gonzaga 1346, Itacorubi, , Florianópolis-SC; 4 Vinícola Panceri Ltda (TM), Linha Leãozinho s/n, Interior, , Tangará SC. 5 UFSC Universidade Federal de Santa Catarina (PQ), Rod. Admar Gonzaga 1346, Itacorubi, , Florianópolis-SC. Palavras Chave: Uvas desidratadas, Sólidos solúveis totais, Vinho. Uvas cultivadas em regiões de altitude e com baixas temperaturas apresentam ciclo produtivo prolongado, resultando na coincidência do período de maturação da uva com maior incidência de chuva, causando perdas de produtividade e qualidade (Muniz et al., 2015). Os produtores para minimizarem essas perdas, realizam a colheita da uva antecipadamente, ou seja, antes da maturação completa. Visando alternativas para promover a qualidade de vinhos produzidos a partir de uvas colhidas antes da maturação ideal, o objetivo deste trabalho foi avaliar se processo de desidratação em ambiente controlado pode complementar a maturação tecnológica das uvas. Uvas Cabernet Sauvignon produzidas na região de Tangará, Santa Catarina (latitude S 27º11,026, longitude O 51º10,913 e altitude de 970 metros acima do nível do mar) foram utilizadas. As uvas foram colhidas em um estádio de maturação antecipado (17 ± 1 Brix) e foram desidratadas 10, 20, 30 e 40% de seu peso inicial, em ambiente controlado (7 C, 35% UR e 12m³/s de fluxo de ar), conforme processo patenteado (Panceri et al., 2013). Uvas colhidas a 20 ± 1 Brix foram utilizadas como controle. Mostos e vinhos foram analisados quanto aos parâmetros enológicos clássicos conforme métodos da OIV (2014). Os dados foram analisados estatisticamente (STATISTICA v. 6.0) e os resultados são as médias ± desvio padrão. Conforme Tabela 1, a desidratação de uvas em ambiente controlado resultou no incremento de sólidos solúveis e acidez total. Observa-se que a desidratação de 20% da uva é suficiente para alcançar o teor de sólidos solúveis da amostra controle (20 Brix). Os vinhos produzidos a partir de uvas desidratadas apresentaram maior teor alcoólico, acidez total e volátil, ph e açúcar residual que o vinho controle (Tabela 2). Todos os vinhos apresentam parâmetros físico-químicos em conformidade com a legislação brasileira, e os produzidos com uvas desidratadas 30 e 40% classificam-se como licorosos. Tabela 1. - Parâmetros enológicos das amostras de uva colhidas com 17 Brix e desidratadas. Percentual de desidratação SST* ph Acidez Total** 10% 19,0±0,1 e 3,6±0,1 b 9,8±0,1 c 20% 21,7±0,3 c 3,5±0,1 c 11,8±0,1 a 30% 25,0±0,1 b 3,5±0,1 c 11,5±0,1 ab 40% 26,0±0,1 a 3,4±0,1 d 10,1±0,3 bc Controle 20,2±0,3 d 3,7±0,1 a 5,6±1,2 d * Brix; **Acidez total está expressa em g L -1 de ácido tartárico. Letras diferentes para o mesmo parâmetro indicam diferença significativa de acordo com Teste de Tukey (p<0,05) entre as amostras de vinho. Tabela 2. Parâmetros físico-químicos dos vinhos produzidos com uvas desidratadas. Vinhos 10% 20% 30% 40% Controle Teor alcoólico (%) 11,3 ±0,2 b 12,7 ±0,1 c 14,3 ±0,1 d 16,6 ±0,1 e 10,5 ±0,2 a Acidez Total 1 5,4±0,1 a 8,1±0,6 b 9,4±0,3 c 9,8±0,1 c 7,4±0,3 b Acidez Volátil 2 0,7±0,1 a 0,5±0,1 a 0,6±0,1 a 0,7±0,1 a 0,5±0,1 a Açúcar residual 3 2,7±0,1 c 2,9±0,1 c 4,1±0,2 b 4,3±0,1 a 2,4±0,1 d ph 4,1±0,4 a 4,0±0,1 a 4,0±0, 1a 4,0±0,1 a 3,4±0,1 b SO2 Livre (mg L - 37,3±3 ) 24,5±2 a 18,1±3 a 18,1±2 a 27,7±7 ab SO2 Total (mg L - 98,1±2 b 100,3±2 b 87,5±2 c 64,0±1 d 167,5±7 a 1 ) 1 g L -1 ac. tartárico; 2 g L -1 ac. acético; 3 g L -1 glicose. Letras diferentes para o mesmo parâmetro indicam diferença significativa de acordo com Teste de Tukey (p<0,05) entre as amostras de vinho. A desidratação de uvas em 10 e 20% pode ser utilizada como alternativa completar a maturação tecnológica de uvas colhidas com valores de sólidos solúveis totais de 17 Brix. Ao CNPq, CAPES e FAPESC pelo fomento à pesquisa e bolsas de estudo. À Vinícola Panceri pelas amostras de uva e realização das vinificações. Muniz et al. J. Life Sci. 2015, 9: Panceri et al. Food Res Int. 2013, 54: OIV. Compendium of international methods of wine and must analysis (Vol. 1-2). Paris,

40 Efeito do manejo da desfolha na composição química dos vinhos da variedade Cabernet Sauvignon cultivada em regiões de altitude em Santa Catarina Maytê Cechetto 1*, Betina Pereira de Bem 2, Ricardo Allebrandt 2, Douglas André Wurz 2, Juliana Reinehr 2, Lucas Comachio 1, Marcus Outemane 1, Ana Cristina da Silva 1, Leo Rufato 3 1 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (IC). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC. [email protected]; 2 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (PG). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC; 3 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (PQ). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC. Palavras Chave: Vinhos de altitude, desfolha precoce, composição fenólica, vinhos finos. O estado de Santa Catarina é o segundo maior produtor de uvas do Brasil para vinicultura, sendo ciclos fenológicos mais longos observados nas regiões de elevada altitude (Malinovski et al., 2016). O manejo do dossel vegetativo, otimiza a interceptação da luz solar e eleva a capacidade fotossintética de frutas para melhorar a produção e a qualidade do vinho. A desfolha consiste na eliminação de folhas para favorecer o arejamento na região das inflorescências e dos cachos de uva além de proporcionar condições para sua maturação, sendo realizada entre a frutificação e a virada de cor das uva. Este trabalho tem como objetivo comparar o efeito da realização do manejo da desfolha em diferentes estádios fenológicas e verificar sua influência na composição química dos vinhos na variedade de Cabernet Sauvignon, cultivada nas regiões de elevada altitude de Santa Catarina. O presente estudo foi realizado nas safras 2015 e 2016, em um vinhedo comercial, situado no munícipio de São Joaquim Santa Catarina. Foi utilizado do vinhedo a variedade Cabernet Sauvignon, enxertada sobre Paulsen 1103, implantado em O vinhedo caracteriza-se por apresentar espaçamento 3,0 x 1,5, em filas dispostas no sentido Norte-Sul, conduzidas em espaldeira em cordão esporonado com duplo. Os tratamentos consistiram na realização da desfolha, expondo a região dos cachos em cinco diferentes estádios fenológicos: plena florada, grão chumbinho, grão ervilha, virada de cor, 15 dias após a virada de cor e plantas sem desfolha (testemunha). A desfolha foi realizada manualmente, retirando-se três folhas basais, inclusive a folha oposta ao cacho, expondo completamente os cachos da videira. A data da colheita foi determinada seguindo os padrões da vinícola, sendo colhidos 60 kg de cada tratamento. As microvinificações foram realizadas na cantina experimental da UDESC de Lages. A partir do vinho, foram determinados a acidez total titulável (AT), ph, conteúdo de polifenóis totais e antocianinas. O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado, com quatro repetições para cada tratamento e os dados foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e comparados pelo Teste Scott Knott a 5% de probabilidade de erro. Tabela 1. Influência da época de desfolha na acidez total e ph dos vinhos de Cabernet Sauvignon em regiões de elevada altitude de Santa Catarina. Época de Desfolha Plena Florada Grão Chumbinho Grão Ervilha Virada de Cor 15 dias após Virada de Cor Sem Desfolha CV (%) Acidez Total (meq L-1) ph ,0 ns 72,5 ns 3,37 ns 3,44 a 74,2 68,1 3,37 3,48 a 72,6 69,7 3,34 3,47 a 71,7 71,4 3,37 3,47 a 74,1 71,1 3,36 3,39 b 74,2 76,5 3,38 3,42 b 1,8 1,9 1,3 8,0 *Médias seguidas da mesma letra, na coluna, não diferem entre si pelo teste Scott Knott a 5% de probabilidade de erro. Tabela 2. Influência da época d desfolha no conteúdo de polifenóis totais e antocianinas dos vinhos de Cabernet Sauvignon em regiões de elevada altitude de Santa Catarina. Época de Desfolha Polifenóis Totais (mg L-1) Antocianinas (mg L-1) Plena Florada 1726,4 a 1360,2 a 384,1 a 457,4 a Grão Chumbinho 1868,3 a 1333,6 a 377,4 a 359,7 b Grão Ervilha 1697,2 a 1320,5 a 369,9 a 356,0 b Virada de Cor 1679,1 a 1189,4 b 363,3 a 344,0 b 15 dias após Virada de Cor 1638,8 a 1154,4 b 349,8 a 225,1 c Sem Desfolha 1419,4 b 869,1 c 336,4 b 226,8 c CV (%) 4,9 4,4 5,5 8,2 *Médias seguidas da mesma letra, na coluna, não diferem entre si pelo teste Scott Knott a 5% de probabilidade de erro. A época do manejo da desfolha altera a composição química dos vinhos de Cabernet Sauvignon cultivada em regiões de elevada altitude de Santa Catarina. O manejo da desfolha aumenta o ph, conteúdo de polifenóis totais e antocianinas, não influenciando a acidez total titulável. Malinovski, L.I., Brighenti, A.F., Borghezan, M., Guerra, M.P., Silva, A.L., Porro, D., Stefanini, M., Vieira, H.J. Viticultural performance os Italian grapevines in high altitude regions of Santa Catarina state, Brazil. Acta Horticulturae, 2016, v.1115, p

41 Cinética de levedura autóctone da serra catarinense adaptada a produção de vinhos finos Márcia Denise Rossarolla 1, Tiago Camponogara Tomazetti 1, Leila do Nascimento Vieira 1 ; Hugo Pacheco de Freitas Fraga 2, Miguel Pedro Guerra 3, Rubens Onofre Nodari 3, Aparecido Lima da Silva 3 1 Universidade Federal de Santa Catarina Centro de Ciências Agrárias (UFSC-CCA), Recursos Genéticos Vegetais (PG) Avenida Admar Gonzaga, 1.346, , Itacorubi, Florianópolis, SC [email protected]; 2 Universidade Federal do Paraná departamento de botânica, setor de ciências biológicas, centro politécnico (PQ); 3 UFSC-CCA, Recursos Genéticos Vegetais (PQ) Palavras Chave: Microrganismo, in vitro, fermentação espontânea, Saccharomyces spp., curva de crescimento. O uso de fermentação espontânea, com leveduras autóctones para a produção de vinhos finos é restrito a locais de produção que possuem populações naturais de leveduras aptas a fazer a fermentação do mosto e atingir elevado potencial de álcool. Devido a isto, a maior parte dos vinhos finos cultivados mundialmente são produzidos a partir de linhagens comerciais de leveduras normalmente pertencentes ao gênero Saccharomyces spp. Contudo, na região de São Joaquim destaca-se alguns vinhos que são produzidos a partir de fermentação espontânea, com elevada qualidade enológica e teor alcoólico. No entanto, é necessário conhecer a cinética do crescimento desta linhagem possibilitando o desenvolvimento de estudos aprofundados, devido a isto, estas leveduras, foram isoladas com o objetivo de conhecer a cinética de seu desenvolvimento. A levedura utilizada neste estudo foi isolada a partir do mosto de uvas Cabernet Sauvignon cultivadas em São Joaquim SC, na área de produção comercial da vinícola Villaggio Bassetti, na safra As uvas foram esmagadas e permaneceram em fermentação aeróbica até atingir a graduação alcoólica final, quando estas foram isoladas de uma alíquota de 100 µl diluída em solução salina NaCl [0,85%], e distribuída em placas de petri contendo meio de cultura YPD (1% extrato de levedura, 2% peptona de soja e 2% sacarose) gelificado com ágar-ágar, estas, foram incubadas por 72 horas em BOD 37 C. As células formadoras de colônias foram isoladas e cultivadas em 200 µl de meio YPD liquido, acrescido de glicerol (50%), mantidas em dormência por baixa temperatura ( 80 C) até a reativação, onde foi retirada uma alíquota de 100 µl e adicionada em 250 ml de meio YPD líquido, cultivada em over night a 37 C e utilizado 1 ml por replicata para construir uma curva de diluição seriada. A diluição seriada foi composta em triplicata de 6 pontos em diluição logarítmica, onde foi utilizado 10 ml de volume em cada replicata. As amostras foram tomadas no ponto zero, e constantemente a cada duas horas até atingir as 36 horas de cultivo, cada amostra consistiu de 200 µl coletados em placa de cultura celular, como branco foi utilizado o meio YPD sem adição de leveduras. As leituras de densidade óptica foram realizadas no comprimento de 630 nm (OD630) em leitora de microplaca (Biosystem Elx 808), os valores obtidos foram transformados para logaritmo natural (LN) para estabelecer a cinética do crescimento da linhagem. A melhor correlação de crescimento foi obtida na diluição 10-3, assim, esta diluição foi utilizada para estabelecer a cinética (Figura 1). Observou-se que o crescimento exponencial do número de células ocorre até a decima hora de cultivo, a partir deste momento, há estabilidade no número de células, devido às limitações de recursos do meio. A maior população foi obtida com 12 horas de cultivo (OD630 de 1,064, LN 0,062). Novos estudos devem ser realizados para correlacionar os valores de densidade ótica com células capazes desta levedura. Figura 1. Cinética do desenvolvimento de levedura isolada a partir do mosto fermentado de Cabernet Sauvignon cultivada em São Joaquim, SC A linhagem de leveduras utilizadas neste estudo apresentou desenvolvimento exponencial até as 12 horas de cultivo, estabilizando o crescimento em OD630 de 1,064 (LN 0,062). À UFSC e à vinícola Villaggio Bassetti pelo apoio nas atividades deste trabalho. Fernández-Cruz, E., Álvarez-Fernández, M. A., Valero, E., Troncoso, A. M., and García-Parrilla, M. C. (2016). Melatonin and derived L-tryptophan metabolites produced during alcoholic fermentation by different wine yeast strains. Food Chem. 217, doi: /j.foodchem

42 Avaliação da atividade antioxidante de goiaba serrana cultivada na serra catarinense pelos métodos FRAP, DPPH e ABTS Giliani V. Sartori ¹, Luiz D. A. Pinto² *, Henrique N. Demozzi² **, William G. Sganzerla³, Patrícia C. Beling³, Ana Paula de L. Veeck 4, Marlise N. Ciotta 5, Bruno D. Machado 1, Paula I. Ferreira 1 ¹IFSC Campus Urupema (PQ). Estrada do Senadinho, s/n, centro, , Urupema, SC. [email protected]; ²IFSC Campus Urupema (IC). Estrada do Senadinho, s/n, centro, , Urupema, SC. ³IFSC Campus Lages (TM). Rua Heitor Vila Lobos, 222, Bairro São Francisco, , Lages, SC. 4 IFSC Campus Lages (PQ). Rua Heitor Vila Lobos, 222, Bairro São Francisco, , Lages, SC. 5 EPAGRI Estação Experimental de São Joaquim (PQ). Rua João Araújo Lima, 102, Jardim Caiçara, , São Joaquim, SC. * bolsista PIPCIT-IFSC e ** bolsista PIBITI-CNPq, Projeto aprovado no Edital Universal de pesquisa nº 02/2016/PROPPI. Palavras Chave: Acca sellowiana (O. Berg) Burret, frutas nativas, compostos bioativos, atividade biológica. A goiaba serrana [Acca sellowiana (O.Berg) Burret] é uma espécie da família Myrtaceae, nativa do planalto meridional brasileiro, adaptada a condições de clima frio e áreas com altitudes superiores a 800 m, como a serra catarinense. É uma fruta rica em substâncias de potencial antioxidante e ainda é pouco explorada quanto ao seu potencial bioativo. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade antioxidante da polpa da goiaba serrana cultivada na cidade de São Joaquim, SC, pelos métodos FRAP, DPPH e ABTS. As amostras (3 repetições de 10 frutos) de goiaba serrana foram colhidas na safra de 2016, na Estação Experimental da EPAGRI de São Joaquim, SC, no ponto de maturação fisiológico. As frutas foram transportadas até o Laboratório de Frutas e Hortaliças do IFSC, campus Urupema, onde foram higienizadas e sanitizadas com 200 ppm de hipoclorito de sódio e após despolpadas manualmente. Todas as análises foram realizadas em triplicata e as mesmas encontram-se descritas na Figura 1. Figura 1. Análises realizadas na polpa da goiaba serrana. A polpa da goiaba serrana apresentou características físico-químicas de acordo com o esperado para a maturação fisiológica, com valores de ph de 3,29 ± 0,01, acidez total titulável de 1,02 ± 0,01 mg de ácido cítrico/100g de polpa e de sólidos solúveis totais de 12,00 ± 0,6 Brix. Os resultados referentes à atividade antioxidante estão expressos na Figura 2. A atividade antioxidante deste estudo foi menor do que a observada em outras amostras de goiaba serrana cultivadas na serra catarinense (Souza, 2015). A esse menor valor, atribui-se o maior tempo de armazenamento entre a despolpagem e a efetuação das análises no presente trabalho (cinco meses), o que pode ter propiciado a oxidação de compostos responsáveis pela ação estudada. Porém, estes valores foram maiores quando comparados com polpas de diversas frutas adquiridas comercialmente, como polpas de cacau, framboesa, kiwi, laranja, limão, mamão, melão, pêssego e tamarindo (Sartori et al., 2014). Figura 2. Atividade antioxidante de goiaba serrana pelos métodos DPPH, FRAP e ABTS. A goiaba serrana cultivada na serra catarinense possui alta atividade antioxidante. Ao IFSC e CNPQ pelo fomento à pesquisa e financiamento de bolsas de estudo. À EPAGRI/São Joaquim pela parceria na pesquisa. Arnao, M.B., Cano, A., Acosta, M. F. Chem. 2001, 73, Benzie, I.F.F.; Strain, J.J Anal. Biochem. 239, Brand-Williams, W.; Cuvelier, M.E.; Berset, C. F. Sci and Techn. 1995, 28, Instituto Adolfo Lutz IAL. Métodos físico-químicos para análises de alimentos. IV Edição, 1 Edição digital, São Paulo, p. Souza, A.G. Caracterização física, química, nutricional e antioxidante em frutos e flores de genótipos de goiabeira-serrana [Acca sellowiana (berg.) Burret] f. Tese (Doutorado em Produção Vegetal). Sartori, G. V.; da Costa, C. N.; Ribeiro, A. B. Rebrapa. 2014, 5,

43 Efeitos de reguladores vegetais na germinação de sementes e desenvolvimento de plântulas de maracujazeiro doce Francisco J. Domingues Neto 1, Daniel Callili 2*, Silvia R. Cunha 1, Adilson Pimentel Junior 1, Daniela A. Teixeira 1, Marco A. Tecchio 3 1 Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências Agronômicas (PG). Rua Dr. José Barbosa de Barros, 1780, Jardim Paraíso, , Botucatu, SP; 2 Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências Agronômicas (IC). Rua Dr. José Barbosa de Barros, 1780, Jardim Paraíso, , Botucatu, SP. [email protected]; 3 Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências Agronômicas (PQ). Rua Dr. José Barbosa de Barros, 1780, Jardim Paraíso, , Botucatu, SP. Palavras Chave: Passiflora alata, GA3, GA4+7+Benziladenina (BA), fisiologia. A propagação do maracujazeiro doce é realizada principalmente por sementes, no entanto, a germinação de sementes de maracujá é baixa e desuniforme, dificultando a formação de mudas de qualidade (Pereira; Dias, 2000). Visando o aumento da germinação de sementes e formação de mudas, alguns reguladores vegetais têm sido utilizados, destacam-se as giberelinas, pois essas têm ação na síntese de proteínas e RNA específicos na germinação, quebra da dormência e controle da hidrólise de reservas, da qual depende o embrião em crescimento (Taiz; Zeiger, 2004). Outro regulador utilizado são as citocininas, derivadas da adenina que caracterizam-se pela habilidade na indução e divisão celular (Taiz; Zeiger, 2004). O objetivo deste trabalho foi avaliar a germinação de sementes e o desenvolvimento de plântulas de maracujazeiro doce submetidas à embebição em GA3 e GA4+7+Benziladenina (BA). O experimento foi realizado em condições de laboratório, em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 2 x 5 (dois reguladores vegetais: GA3 e GA4+7+Benziladenina (BA); e cinco concentrações: 0; 250; 500; 750 e 1000 mg L -1 i.a.) com três repetições de 25 sementes cada. As sementes de maracujá doce foram embebidas nos reguladores por um período de 8 horas. As avaliações quanto à germinação de sementes e desenvolvimento de plântulas foram: índice de velocidade de germinação (IVG), massa fresca (MF) e seca (MS) de plântulas, comprimento da parte aérea e radicular (CPA, CR), porcentagem de germinação e de plântulas anormais. Os dados foram submetidos à análise de variância (Teste F) e análise de regressão polinomial (P 0,05). Houve interação significativa entre os reguladores vegetais com as concentrações utilizadas em todas as variáveis avaliadas. Para o GA3, o IVG aumentou conforme o aumento da concentração, já para o BA, houve redução quadrática até a concentração de 250 mg L -1 e a partir daí um aumento. Quando comparado os dois reguladores na porcentagem de germinação, os melhores resultados foram obtidos com sementes embebidas em GA3, havendo aumento linear com as does de GA3, com o melhor resultado obtido com o uso de 1000 mg L -1. O GA3 também aumentou as massas frescas e secas das plântulas de maracujazeiro doce. Sementes embebidas em BA (500 mg L -1 ) originaram plântulas com maior parte aérea, enquanto que o maior comprimento da raiz foi obtido em plântulas oriundas de sementes embebidas em 1000 mg L -1 de GA3. O BA, em todas as concentrações utilizadas originou 100 % de plântulas anormais, isso deve-se, principalmente pela desproporcionalidade entre parte aérea e radicular das plântulas, ao passo que o GA3 reduziu a porcentagem de plântulas anormais, comparado com o controle (0 mg L -1 ). Figura 1. Índice de velocidade de germinação (IVG), germinação, massa fresca e seca (MF, MS) de plântulas, comprimento da parte aérea e radicular (CPA, CR) de plântulas e porcentagem de plântulas anormais de maracujazeiro doce sob efeito de reguladores vegetais, Botucatu-SP, 2017 Recomenda-se a embebição de sementes de maracujazeiro doce em 1000 mg L -1 de GA3. Pereira, K.J.C., Dias, D.C.F.S. Germinação e vigor de sementes de maracujá-amarelo (Passiflora edulis Sims. f. flavicarpa Deg.) submetidas a diferentes métodos de remoção da mucilagem. Revista Brasileira de Sementes, 2000, v.22, n.1, p Taiz. L., Zeiger, E. Fisiologia Vegetal, Artmed Editora S.A., Porto Alegre, Brasil, 719pp. 18

44 Influência do anelamento de tronco nos aspectos fisiológicos da variedade Cabernet Franc Paula Iaschitzki Ferreira 1, Bruno Dalazen Machado 1, Alberto Fontanella Brighenti 2, Luiz Filipe Farias Oliveira 2, Maikely Paim Souza 2, Henrique Nedio Demozzi 2, Willian Battisti Girola 2, Giliani Veloso Sartori 1 1 IFSC Instituto Federal de Santa Catarina - Câmpus Urupema. Bairro Senadinho (PQ), , Urupema, SC. [email protected]; [email protected]; [email protected]; 2 IFSC Instituto Federal de Santa Catarina - Câmpus Urupema. Bairro Senadinho (IC), , Urupema, SC. [email protected]; [email protected]; [email protected]; [email protected]; 3 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (PQ). Rua João Araújo Lima, 102, , São Joaquim, SC. [email protected] Palavras Chave: anelamento simples, anelamento duplo, corte de tronco, carboidratos. O vigor adequado da parte aérea das videiras, proporciona rendimento e composição da uva e de seu mosto mais propícios à vinificação, o que possibilita a elaboração de vinhos tintos com maior teor de compostos fenólicos totais e antocianinas (Wheeler et al., 2005). O anelamento ou incisão anelar, prática usual na viticultura em outros países, é incomum no Brasil (KaliI et al., 1999). Contudo, alguns trabalhos descrevem a redução do crescimento vegetativo e o incremento da produtividade de fruteiras temperadas com a utilização desta técnica, conforme descrito por Rufato et al. (2015), em estudos com pereiras cv. Packhans Triumph. A mesma, consiste na remoção de um anel de casca do tronco ou de ramos lenhosos em torno de 3 a 6 mm de largura. Como consequência, ocorre acúmulo de carboidratos acima de incisão, quando a casca é completamente removida (Marafon et al., 2008). O objetivo do trabalho, foi avaliar o efeito do anelamento de tronco, nos aspectos fisiológicos da variedade Cabernet Franc. O trabalho foi realizado em vinhedo comercial, implantado em 2004 e situado em São Joaquim Santa Catarina (28º17'39" S e 49º55'56" O, a m de altitude). A variedade avaliada foi a Cabernet Franc, conduzida em espaldeira, enxertada sobre Paulsen 1103 e plantada no espaçamento de 3,0 x 1,5 m. Os tratamentos consistiram de diferentes números de corte de tronco e épocas, sendo: a) controle; b) anelamento simples executado na primavera; c) anelamento duplo executado na primavera; d) anelamento simples executado no verão; e) anelamento duplo executado no verão. As intervenções de anelamento, nas épocas de primavera/verão, foram executadas no ciclo 2016/17. O anelamento foi efetuado a uma altura de 20 cm do nível do solo e o segundo corte a 10 cm acima da primeira secção. Os aspectos fisiológicos avaliados, foram a radiação fotossinteticamente ativa e o índice de área foliar. A interceptação da radiação fotossinteticamente ativa e o índice de área foliar, foi determinado, utilizando um ceptômetro AccuPAR (LP-80 Decagon, EUA). As medidas foram realizadas ao meio dia, quando o sol estava no zênite, durante o estádio fenológico de plena florada. As leituras foram efetuadas em 4 posições diferentes: 10 cm acima do solo, paralelo a linha das plantas; na zona dos cachos, perpendicular e paralelo a linha das plantas; no dossel vegetativo, perpendicular à linha das plantas. O delineamento adotado foi de blocos ao acaso, com três repetições (parcelas). Cada parcela foi constituída por duas plantas. Os dados foram submetidos à análise da variância (ANOVA) e ao teste Duncan a 5% de probabilidade de erro. Tabela 1. Radiação fotossinteticamente ativa e índice de área foliar para os diferentes níveis de corte de tronco e épocas de execução, na variedade Cabernet Franc safra agrícola 2016/17. Radiação Fotossintética Ativa Posição Leitura Controle Simples Primavera Duplo Primavera Simples Verão Duplo Verão 10 cm acima do Solo b a b b b Cacho (perpendicular) b ab a b b Dossel (perpendicular) ab a a b ab Cacho (paralelo) c a ab c bc Índice de Área Foliar Posição Leitura Controle Simples Primavera Anelamento Anelamento Duplo Primavera Simples Verão Duplo Verão 10 cm acima do Solo 6.70 a 5.87 b 6.38 a 6.40 a 6.33 a Cacho (perpendicular) 7.60 a 4.59 bc 4.31 c 6.68 ab 7.16 a Dossel (perpendicular) 1.10 ab 0.66 b 0.79 b 1.47 a 1.15 ab Cacho (paralelo) 7.77 a 3.12 b 4.05 b 7.22 a 6.51 a Médias seguidas por letras minúsculas distintas na linha diferem entre si pelo teste de Duncan a 5% de probabilidade de erro. Os anelamentos simples e duplo, executados na época de primavera, incrementam a taxa de radiação fotossinteticamente ativa no interior do dossel vegetativo, devido a redução no índice de área foliar e no crescimento vegetativo da planta. Kalil, G. P. C. et al.; Sci.agri., 1999, 56, Marafon, A. C.; Herter F. G.; Iuchi, T. PGRSA Quarterly., 2008, 31, Rufato, L. et al.; Acta Horticulturae., 2015, 1094, Wheeler, S.J.; Black, A.S.; Pickering, G.J. New Zealand Journal of Crop and Horticultural Science., 2005, 33,

45 Tendência no aumento da produtividade da variedade Sauvignon Blanc com aplicação de metassilicato de sódio Luiz Filipe Farias Oliveira 1, Maikely Paim Souza 1, Bruno Dalazen Machado 1, Alberto F. Brighenti 2, Carolina Pretto Panceri 1, Marlise N. Ciotta 2, Rogerio de Oliveira Anese, Kauhe Silva de Moraes 1 1 IFSC Instituto Federal de Santa Catarina Campus Urupema (PQ); (IC). Bairro Senadinho, , Urupema, SC. [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected]; 2 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (PQ). Rua João Araújo Lima, 102, , São Joaquim, [email protected], [email protected] Palavras Chave: Vitis vinífera L. metassilicato de sódio, fertilidade de gemas, produtividade. O silício é considerado um micronutriente benéfico a várias plantas. Dentre os inúmeros agentes utilizados no controle de doenças em plantas, o silício (Si), auxilia no combate à pragas e doenças, mas também no aumento da produtividade e qualidade das culturas (Mitani et al., 2005). Algumas espécies, como a videira, são pouco capazes de transportar o silício do sistema radicular para a parte aérea, no entanto, Bowen et al., (1992), demonstraram que o (Si), aplicado via foliar pode atuar no controle de doenças e consequentemente, promover aumento de produtividade. O objetivo desse trabalho, foi avaliar o efeito de diferentes concentrações foliares de metassilicato de sódio sobre as características produtivas da variedade Sauvignon Blanc, na região do planalto catarinense. O trabalho foi realizado na empresa Villa Francioni agronegócios S/A, situada em São Joaquim SC (28º17'39" S e 49º55'56" O, a 1.230m de altitude). A variedade avaliada foi a Sauvignon Blanc, conduzida em espaldeira. Foi utilizado o metassilicato de sódio, nas seguintes doses: 0g.L -1 (controle), 4g.L -1, 8g.L -1 e 12g.L -1. Todos os tratamentos foram aplicados em 4 estádios: grão chumbinho, mudança de cor das bagas, início do amolecimento das bagas e 15 dias antes da colheita. Utilizou-se dose completa para cada estádio fenológico da planta. As variáveis produtivas avaliadas foram: n de cachos por planta, fertilidade de gemas (n de cachos/n de ramos), produção planta -1 (kg planta -1 ), produtividade estimada (t.ha -1 ) e peso de cachos (g). Produtividade t.ha -1 : A dose de 4g.L -1 de metassilicato de sódio promoveu aumento de produtividade em relação às demais concentrações (Tabela 1); Peso de cacho (g): Não houve diferença significativa entre os tratamentos para a variável peso de cacho (g) (Tabela 1). Tabela 1- Produtividade t. ha -1 ; peso de cachos (g) Tratamento Produtividade (t. ha -1 ) Peso Cacho (g) Controle 4,1 ab 76,2 ns 4 g.l -1 5,9 a 85,3 8 g.l -1 3,5 b 69,7 12 g.l -1 3,9 b 73,8 Médias seguidas por letras minúsculas distintas na linha diferem entre si pelo teste Tukey (p 0,05). Número de cachos planta -1 Observou-se que a concentração de 4g.L -1, bem como o tratamento controle, produziram maior número de cachos planta -1 (Tabela 2); Fertilidade de gemas Não houve diferença significativa entre os diferentes tratamentos para a respectiva variável (Tabela 2); Produção planta -1 (Kg) Constatou-se que a dosagem de 4g.L -1 do produto ou a não aplicação do mesmo, proporcionaram maior produção planta -1 (Tabela 2). Tabela 2- Número de cachos planta -1, fertilidade de gemas, produção (kg planta -1 ). Tratamento Nº Cachos (planta -1 ) Fertilidade de Gemas Produção (kg planta -1 ) Controle 25 ab 0,88 ns 1,9 ab 4 g.l a 1,05 2,6 a 8 g.l b 0,84 1,4 b 12 g.l b 0,90 1,7 b Médias seguidas por letras minúsculas distintas na linha diferem entre si pelo teste Tukey (p 0,05). Há uma tendência de aumento da produtividade na variedade Sauvignon Blanc com a aplicação de metassilicato de sódio na concentração de 4g.L -1. Contudo, faz-se necessário dar continuidade ao estudo, a fim de elucidar de forma mais concreta a eficácia do produto, na melhoria dos atributos produtivos da videira. MITANI,N.; MA,J.F; IWASHITA, T. Plant and Cell Physiology, 2005, p BOWEN, P.; MENZIES, J.; EHRET, D. Journal of the American Society for Horticultural Science, 1992, p

46 Flutuação populacional de Anastrepha fraterculus (Diptera: Tephritidae) em pomar de macieiras em Caçador, SC Andressa Ana Ansiliero 1, Janaína Pereira dos Santos 2, Everlan Fagundes 3 1 UNIARP - Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (IC). Rua Victor Baptista Adami, 800, Centro, , Caçador-SC. [email protected]; 2 Epagri - Estação Experimental de Caçador (PQ). Rua Abílio Franco, 1.500, Cx.P. 591, Bom Sucesso, , Caçador-SC; 3 UDESC - Centro de Ciências Agroveterinárias (PG). Avenida Luiz de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. Palavras Chave: mosca-das-frutas sul-americana, Malus domestica, monitoramento. A estimativa populacional de mosca-das-frutas através do monitoramento é usada como informação-chave para a tomada de decisão de controle (Hickel, 2008). A prática do monitoramento permite acompanhar o aumento e a diminuição das populações da mosca-das-frutas, as épocas de ocorrência e os picos populacionais, fornecendo desta maneira, informações sobre o momento mais adequado para a realização do controle (Santos et al., 2016). Neste contexto, este estudo teve como objetivo registrar a flutuação populacional de A. fraterculus, a fim de fornecer subsídios para a tomada de decisão de controle em pomar de macieiras em Caçador (SC). O estudo foi desenvolvido na Estação Experimental da Epagri de Caçador, em uma área de 5,4 ha (26 50'10.70"S e 50 58'29.53"W, 960m de altitude), composta por diferentes cultivares e porta-enxertos de macieira, em diferentes idades e espaçamentos. A flutuação populacional da mosca-das-frutas sulamericana foi avaliada semanalmente, de setembro de 2014 a abril de 2017, envolvendo três safras (2014/2015, 2015/2016 e 2016/2017), com duas armadilhas do tipo McPhail iscadas com Ceratrap (400 ml/armadilha). Em cada ocasião de amostragem, a média das armadilhas foi registrada e os dados foram utilizados para a obtenção do índice MAD (moscas/armadilha/dia) que foi calculado através da fórmula: MAD = quantidade de moscas capturadas/(número de armadilhas x número de dias de exposição das armadilhas), considerando-se o total de indivíduos coletados. Na safra 2014/2015, o pico populacional de A. fraterculus foi verificado em 04/11/2014, com índice MAD de 5,3. Na safra 2015/2016 foi registrado em 15/12/2015 com índice MAD de 2,7. Já na safra 2016/2017, o pico populacional ocorreu em 07/02/2017 com índice MAD de 3,3. Registrou-se nas safras 2014/2015 e 2015/2016 duas indicações de controle de mosca-das-frutas e na safra 2016/2017 três indicações de controle (Figura 1). As últimas capturas foram registradas em meados de fevereiro em 2015, início de abril em 2016 e meados de março em 2017 (Figura 1). Figura 1. Flutuação populacional de adultos de Anastrepha fraterculus (Diptera: Tephritidae) em pomar de macieiras (Caçador, SC). Na safra 2015/2016, os adultos de A. fraterculus voltaram a ser capturados no final de outubro de 2015 e, na safra 2016/2017, as capturas iniciaram em janeiro de Segundo Kovaleski & Ribeiro (2006), em Santa Catarina, em macieiras, as capturas de mosca-das-frutas podem ocorrer de setembro a abril. No presente estudo, a flutuação populacional variou entre as safras. Garcia et al. (2003) relatam que a flutuação de A. fraterculus pode variar entre os anos, em função das variáveis meteorológicas e da disponibilidade de frutos de hospedeiros silvestres presentes em cada região. Em Caçador (SC), no período de entressafra, de maio a setembro, não se registrou captura de A. fraterculus no pomar de macieira. O monitoramento de adultos deve iniciar no mês de outubro, após a plena floração, e mantido até a colheita de todos os frutos do pomar, viabilizando-se desta maneira, a tomada de decisão de controle. Garcia, F.R.M.; Campos, J.V.; Corseiul, E. Flutuação populacional de Anastrepha fraterculus (Wiedemann, 1830) (Diptera, Tephritidae) na região Oeste de Santa Catarina, Brasil. Revista Brasileira de Entomologia, v.47, n.3, p , Hickel, E.R. Pragas das fruteiras de clima temperado no Brasil: guia para o manejo integrado de pragas. Florianópolis: Epagri, p. Kovaleski, A.; Ribeiro, L.G. Características e controle das pragas na produção integrada de maçã. In: SANHUEZA, R.M.V.; PROTAS, J.F.S.; FREIRE, J.M. Manejo da macieira no sistema de produção integrada de frutas. Bento Gonçalves: Embrapa Uva e Vinho, p Santos, J.P.; Fagundes, E.; Menezes-Netto, A.C. Flutuação populacional da mosca-das-frutas-sul-americana em pomares de macieira e pereira em Caçador, SC. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA, 24., 2016, São Luís (MA). Anais...SBF, p

47 Desenvolvimento de pulgão lanígero em porta-enxertos de macieira Janaína Pereira dos Santos 1 1 Epagri - Estação Experimental de Caçador (PQ). Rua Abílio Franco, 1.500, Cx.P. 591, Bom Sucesso, , Caçador-SC. [email protected]. Palavras Chave: Eriosoma lanigerum, resistência, porta-enxerto, Marubakaido. O pulgão lanígero, Eriosoma lanigerum (Hemiptera: Aphididae) é um inseto nativo do leste da América do Norte e atualmente ocorre na maioria das regiões produtoras de maçãs do mundo (Ribeiro, 1999). O uso de porta-enxerto resistente é uma medida de controle, sendo que o Marubakaido e alguns das séries MM (Merton Malling), MI (Merton Immune) e Geneva são considerados resistentes e contribuem para reduzir a incidência da praga nos pomares (Ribeiro, 1999; Ribeiro & Flores, 2006). Porém, nos últimos anos, o Marubakaido vem manifestando ataque da praga no Sul do Brasil, o que reforça a suspeita da ocorrência de uma nova subespécie de pulgão. Fato que já foi observado em outros países, como África do Sul, Nova Zelândia e EUA, com o registro da nova raça denominada Spy-capable WAA (Cummins & Aldwinckle, 1983). Neste contexto, este estudo teve como objetivos avaliar a colonização de populações de pulgão lanígero em porta-enxertos considerados resistentes, em condições de campo e laboratório. O estudo foi desenvolvido na Estação Experimental da Epagri de Caçador, na safra 2014/2015, em uma área de 5,4 ha (26 50'10.70"S e 50 58'29.53"W, 960m de altitude), composta por diferentes cultivares e porta-enxertos de macieira. Foram avaliadas plantas enxertadas sobre Marubakaido com filtro (interenxerto), do porta-enxerto M.9 e G.814. Foram inspecionadas plantas dos cultivares comerciais: Fuji Suprema; Monalisa; Castell Gala; Galaxy e da seleção M-11/00, totalizando plantas avaliadas. Os ramos infestados foram coletados com tesoura de poda, acondicionados em sacos de papel e transportados ao laboratório de Entomologia da Epagri. No laboratório, em sala climatizada, os ramos infestados foram utilizados na infestação controlada artificial de mudas cultivadas em vaso, dos porta-enxertos M.9 (controle) e Marubakaido (resistente). Em torno de 16% das plantas avaliadas a campo estavam atacadas pelo pulgão lanígero, porém restrito ao filtro de M.9, que é suscetível a praga. Em apenas duas plantas registrou-se o desenvolvimento do pulgão lanígero, em rebrotes do Marubakaido. Mudas infestadas artificialmente em laboratório manifestaram o desenvolvimento da praga sete dias após a infestação. Verificou-se que tanto as mudas de M.9 quanto as de Marubakaido (Figura 1) foram colonizadas pelo pulgão lanígero. Resultado não esperado, tendo em vista que o Marubakaido é citado na literatura como resistente. Figura 1. Muda de Marubakaido infestada em laboratório com pulgão lanígero, Eriosoma lanigerum (Hemiptera: Aphididae). Em condições de campo e laboratório ocorreu a infestação de pulgão lanígero em M.9 e Marubakaido. Entretanto, a caracterização molecular das populações da praga, fornecerão informações mais consistentes sobre a ocorrência de uma nova subespécie de pulgão lanígero. À Embrapa pelo auxílio financeiro do projeto. Cummins, J.N.; Aldwinkle, H.S. Breeding Apple Rootstocks. In: JULES JANICK. Plant Breeding Reviews. v.1, Avi Publishing Company, INC, p. Ribeiro, L.G. Principais pragas da macieira: pulgão lanígero (Eriosoma lanigerum). In: Boneti, J.I.S.; Ribeiro, L.G.; Katsurayama, Y. Manual de identificação de doenças e pragas da macieira. Florianópolis: Epagri, p Ribeiro, L.G.; Flores, E.H. Homópteros: cochonilhas, pulgão-lanígero e pulgão verde. In: EPAGRI (Ed.). A cultura da macieira. Florianópolis: GMC/Epagri, cap. 15.4, p

48 Redução da infecção de Lasiodiplodia theobromae com uso de agentes biológicos em videiras cv. Syrah Thayna Viencz 1, Carine Rusin 1, Karla S. Sapelli 1, Katryell I. Scopel 2, Marcus A. K. Almança 3, Cacilda M. D. R. Faria 4, Renato V. Botelho 4 1 UNICENTRO Universidade Estadual do Centro-Oeste (PG). Rua Simeão Varela de Sá, 03, Vila Carli, , Guarapuava, PR. [email protected]; 2 UNICENTRO Universidade Estadual do Centro-Oeste (IC). Rua Simeão Varela de Sá, 03, Vila Carli, , Guarapuava, PR; 3 IFRS Instituto Federal do Rio Grande do Sul (PQ). Avenida Osvaldo Aranha, 540, Juventude da Enologia, , Bento Gonçalves, RS; 4 UNICENTRO Universidade Estadual do Centro-Oeste (PQ). Rua Simeão Varela de Sá, 03, Vila Carli, , Guarapuava, PR. Palavras Chave: doenças de tronco, Vitis vinifera, controle. Dentre as doenças responsáveis por perdas na viticultura, merece destaque um complexo conhecido por declínio ou morte de videiras, responsável pelo o aumento do custo de produção (HOFSTETTER et al., 2012). Os agentes de controle biológico, tais como Trichoderma spp. e Bacillus spp, podem ser uma opção de controle, uma vez que proporcionam a colonização dos ferimentos das plantas, impedindo a entrada dos patógenos de tronco. Logo, tornam-se uma opção de proteção de plantas ao longo do tempo (MUTAWILA et al., 2011). O objetivo do estudo foi avaliar a eficiência de produtos biológicos no controle Lasiodiplodia theobromae em videiras. O experimento foi conduzido em casa de vegetação com mudas de videira Syrah clone 174 (Vitis vinifera), sob porta-enxerto Paulsen 1103, em blocos ao acaso, com seis repetições e quatro tratamentos: Testemunha sem inoculação (Água), Testemunha com inoculação (Água), Trichoderma harzianum (4 g L -1 ) e Bacillus subtilis (8 ml L -1 ). A poda foi realizada na altura da terceira gema, em seguida, no local do ferimento da poda foram aplicados 2mL dos tratamentos. Após 24 horas da aplicação dos tratamentos, as videiras foram inoculadas com discos miceliais (5 mm) de L. theobromae. Foram avaliados, 5 meses após a inoculação, a incidência e severidade de sintomas internos, caracterizados pela descoloração vascular. A avaliação do índice de reisolamento foi realizado seguindo a metodologia de Almança et al. (2013). Os dados foram submetidos à análise de variância e comparação de médias pelo teste Tukey (p 0,05) utilizando o software SISVAR 5.6 (FERREIRA, 2011). O uso de T. harzianum e B. subtilis, proporcionaram a redução de plantas com sintomas internos e o percentual de reisolamento do patógeno inoculado (Figura 1 A) em relação a testemunha inoculada. Quanto a severidade, o uso de B. subtilis diferenciou-se significativamente da testemunha inoculada. Segundo Mutawila et al. (2011), a eficiência do uso de Trichoderma, além da ação de supressão, pode estar relacionada a interação com a cultivar, o que explica a menor eficiência quando comparada ao Bacillus. Os mesmos autores relatam que os agentes de controle biológico colonizam os ferimentos, tornando-se uma opção de controle ao longo do tempo. Figura 1. Percentual de plantas com sintomas internos e reisolamento (A) e severidade dos sintomas internos (B) de videiras cv. Syrah, 5 meses após a inoculação com L. theobromae. Guarapuava PR, *Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. O uso de T. harzianum e B. subtilis reduzem a incidência de L. theobromae de lenho e a severidade da infecção. A CAPES pela concessão da bolsa. Almança, M.; De Abreu, C.; Scopel, F.; Benedetti, M.; Halleen, F.; Cavalcanti, F. Embrapa Uva e Vinho-Comunicado Técnico Hofstetter, V.; Buyck, B.; Croll, D.; Viret, O.; Couloux, A.; Gindro, K. Fungal Diversity. 2012, 51, 67. Mutawila, C.; Halleen, F.; Mostert, L. Australian Journal of Grape and Wine Research. 2016, 279,

49 Produtos alternativos para o controle do ácaro-branco em cultivo protegido Valdecir Perazzoli 1, Marco A. Dalbó 2, Alexandre C. Menezes-Netto 2, Eliane R. de Andrade 2, Sandra D. C. Mendes 2 1 UNOESC Campus Videira (IC). Rua Paese, 198, Universitário, , Videira; 2 Epagri Estação Experimental de Videira (PQ). Rua João Zardo, 1660, Campo Experimental, , Videira. [email protected]; Palavras-chave: acaricida, Polyphagotarsonemus latus, controle biológico. O ácaro branco (Polyphagotarsonemus latus), constitui-se num problema grave para o cultivo de plantas, especialmente em estufas, onde as condições são muito favoráveis à sua proliferação (Moraes et al., 2008). Nestas condições são poucos os acaricidas que apresentam eficiência satisfatória e o desenvolvimento de populações resistentes da praga ocorre com facilidade. Em ensaios preliminares observamos que dois produtos alternativos haviam mostrado ação acaricida: Orobor N1 (óleo essencial de casca de laranja) e Bacsol (mix de bactérias). Assim, esse estudo objetivou verificar a eficiência destes produtos para o controle do ácaro branco. Realizou-se o experimento em casa-de-vegetação, na Estação Experimental de Videira, SC. Primeiramente, as bactérias foram multiplicadas em meio líquido (sacarose 2% + peptona de soja 1%) por 48 horas, a 30 C. Utilizou-se quatro tratamentos [testemunha (água), Bacsol (1% p/v), Orobor N1 (2mL.L -1 ) e Bacsol + Orobor N1 (1% p/v + 2 ml.l - 1 )] com quatro repetições de uma planta, em delineamento experimental inteiramente casualisado. Para a infestação das plantas de feijão preto cultivadas em vaso, foram inoculados ovos e ninfas de ácaro branco provenientes de plantas de videira já estabelecidas no local. Após sete dias da aplicação dos tratamentos, coletou-se, de quatro plantas, a segunda folha abaixo do meristema apical, e contou-se os indivíduos de P. latus em três pontos aleatórios de um cm² cada. Avaliou-se o número de ovos viáveis e o número de ninfas e adultos vivos. A eficiência agronômica foi calculada pela fórmula de Abbott (1925), na qual, Eficiência (E%)= t-p/t*100, sendo t a média das contagens na testemunha e p a média das contagens na parcela tratada. Os dados foram submetidos à análise de variância e à análise de médias pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade de erro. Todos os produtos utilizados reduziram a população de ácaro branco nas plantas de feijão. Em relação à eficiência (Abbott, 1925), foram observadas variações entre os tratamentos, sendo que a combinação Orobor N1 + Bacsol apresentou o maior índice (Tabela 1). Quando avaliou-se o número de ovos, ninfas e adultos de P. latus entre os tratamentos isolados (Bacsol e Orobor N1 ) e em mistura (Bacsol + Orobor N1 ), constatou-se menor número de indivíduos em relação à testemunha, porém não houve diferença significativa entre eles (Figura 1). Tabela 1. Eficiência de produtos naturais na mortalidade de ovos, ninfas e adultos do ácaro branco Polyphagotarsonemus latus. Tratamentos Ovos Ninfas + Adultos --%-- --%-- Testemunha Bacsol 59,94 66,89 Orobor N1 46,18 65,55 Bacsol + Orobor N1 78,29 85,62 Figura 1. Número de ovos e de ninfas e adultos do ácaro branco Polyphagotarsonemus latus submetidos a diferentes produtos naturais. *Indica diferença significativa pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. Os produtos testados possuem mecanismos de ação distintos. O D-limoneno, principal constituinte do Orobor N1, possui ação de repelência e de contato, atuando na dissolução dos lipídios da cutícula do exoesqueleto de insetos e ácaros, levando-os à desidratação e morte. (Buss & Park- Brown, 2002). O Bacsol é composto principalmente por bactérias Azospirillum spp., Bacillus spp., Azotobacter spp. e Pseudomonas spp., que além de promoverem o crescimento das plantas possuem capacidade fito e entomopatogênica, sendo a última comprovada com este experimento. Os dois produtos avaliados, Orobor N1 e Bacsol, foram eficientes para o controle do ácaro branco em folhas de feijão preto. ABBOTT, W.S. A method of computing the effectiveness of an inseticide. Journal of Economic Entomology, College Park, v. 18, n. 1, p , BUSS, E. A.; PARK-BROWN, S. G. Natural products for insect pest management. Gainesville: UF/IFAS, Disponível em < Consultado em: 11 maio MORAES, G. J; FLECHTMANN, C.; HOLGER, W. Manual de acarologia: acarologia básica e ácaros de plantas cultivadas no Brasil. Ribeirão Preto, SP: Holos, p. 24

50 Eficácia de diferentes concentrações de Cera Trap na captura de mosca-das-frutas sulamericana em cultivo de macieira Joatan M. da Rosa 1, Cristiano J. Arioli 2, Marcos Botton 3 1 Udesc Centro de ciências Agroveterinárias CAV. Professor Universitário/Pesquisador (PQ). Av. Luiz de Camões, Cx. P. 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. [email protected]; 2 Epagri - Estação Experimental de São Joaquim (PQ). Rua João Araújo Lima, 102, Cx. P. 81, Jardim Caiçara, , São Joaquim-SC. [email protected]; 3 Embrapa Uva e vinho Laboratório de Entomologia (PQ). Rua Livramento, 515, Cx. P. 130, Conceição, , Bento Gonçalves-RS. [email protected] Palavras Chave: Anastrepha fraterculus, monitoramento. Anastrepha fraterculus (Wied. 1830) (Diptera: Tephritidae) é a principal praga da macieira no Sul do Brasil. O manejo eficiente desses insetos é dependente da disponibilidade de um confiável sistema de monitoramento, que é fundamental na definição do controle, seja pelo emprego de iscas tóxicas ou pela pulverização de inseticidas em área total. Esse sistema é realizado com armadilhas do tipo McPhail iscadas com atrativos alimentares. Entre os mais recomendados estão o suco de uva integral (25%), BioAnastrepha (5%), Torula (6 pastilhas/litro) e Cera Trap (sem diluição). Durante muito tempo, o suco de uva foi o atrativo recomendado para o monitoramento em pomares de macieira, principalmente pela facilidade de obtenção e baixo custo (R$ 2,64 ha -1.semana -1 ) quando comparado a outros atrativos, como o Torula R$ 3,81 ha -1.semana -1 ) e Cera Trap R$ 4,63 ha - 1.semana -1 ). Recentes estudos demonstram que o atrativo Cera Trap é mais eficiente na detecção e monitoramento de moscas-das-frutas em diversos cultivos, estando seu uso somente limitado pelo maior custo de sua formulação (Rosa et al., 2017). O objetivo desse estudo foi verificar a eficiência de diferentes concentrações de Cera Trap na captura de A. fraterculus em pomar de macieira. O trabalho foi conduzido em pomar com cultivares Gala e Fuji, em São Joaquim/SC. O ensaio foi instalado em 10/10/2016 e mantido por 29 semanas. As concentrações (100%, 75%, 50%, 25% e 5%) de Cera Trap foram colocadas num volume de 300 ml no interior de armadilhas McPhail amarelas, dispostas em delineamento de blocos casualizados com quarto repetições. A contagem do número de moscas-das-frutas foi realizada semanalmente, bem como a reposição do produto evaporado no período. Os dados mosca/armadilha/dia foram transformados em ( x+1), submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey (P<0,05). Foram capturados 1091 adultos de A. fraterculus. A diluição do atrativo Cera Trap afeta significativamente (F= 2,72; P= 0,032) as capturas de A. fraterculus em armadilhas McPhail. O atrativo Cera Trap a 50% capturou 39,14% dos adultos de todo o experimento, contra 21,45, 18,06, 17,78 e 3,57% das concentrações 100, 75, 25 e 5%, respectivamente (Tabela 1). Essa formulação também apresentou maior MAD (moscas/armadilha/dia) do experimento, com 0,53, enquanto as concentrações de 100, 75, 25 e 5% capturaram uma média de 0,25, 0,29, 0,24 e 0,04, respectivamente (Tabela 1). Com a utilização de Cera Trap na metade da dose recomendada foram observadas oito indicações de controle (MAD 0,5) contra apenas cinco, quatro e duas indicações nas concentrações 75, 100 e 25%, respectivamente. A 5% não foram observadas indicações de controle. Os resultados desse trabalho sugerem que é possível reduzir em 50% os custos do atrativo Cera Trap dentro do sistema de monitoramento que utiliza este produto como atrativo aos insetos. Tabela 1. Captura de adultos, índice MAD (moscas/armadilha/dia), número de indicações de controle (NIC) e custo do atrativo (R$) em diferentes concentrações de Cera Trap utilizadas no monitoramento de mosca-das-frutas sulamericana em pomar de macieira 1 Mosca/armadilha/dia 2 Número de vezes em que o índice de controle (MAD 0,5) foi atingido. 3 Considerando 4 armadilhas.ha -1 com 300mL de produto.armadilha -1 e substituição completa do atrativo aos 60 dias. Custo do atrativo a R$ 34,90.L O atrativo Cera Trap a 50% é mais eficiente no monitoramento de Anastrepha fraterculus quando comparado as concentrações de 5, 25, 75 e 100%; - Os produtores de maçã podem reduzir em até 50% o custo de monitoramento utilizando Cera Trap sem perder a eficiência no monitoramento da praga. Rosa, J.M. et al. Evaluation of Food Lures for Capture and Monitoring of Anastrepha fraterculus on Temperate Fruit Trees. Journal of Economic Entomology, v.110, n.3, p ,

51 Levantamento etnobotânico de espécies frutíferas nativas da Floresta Ombrófila Mista com potencial para processamento Giuliano Rigo 1, Karine L. dos Santos 2, Claudemar H. Herpich 1, Vagner S. P. Abê 1 1 UFSC Universidade Federal de Santa Catarina - Campus de Curitibanos (IC). Rod. Ulysses Gaboardy, Km 3, , Curitibanos/SC. [email protected]; 2 UFSC Universidade Federal de Santa Catarina - Campus de Curitibanos/SC (PQ). Rod. Ulysses Gaboardy, Km 3, , Curitibanos/SC. Palavras Chave: Etnoespécies, frutas nativas para processamento, índice de consenso entre informantes. O Brasil apresenta uma vasta biodiversidade, contando com mais de 32 mil espécies vasculares catalogadas em seu território (FORZZA et al., 2010). O cenário vegetacional contribui para que haja o surgimento de espécies potenciais para diversos segmentos de uso produtivo, contudo o panorama de produção demonstra dados relatando que das frutíferas nativas brasileiras, poucas apresentam exploração de seu potencial produtivo, sendo que das frutas mais produzidas nacionalmente há ausência de espécies nativas do território brasileiro. Uma das formas de melhorar este aproveitamento das espécies nativas é através do processamento e geração de derivados com valor agregado, ressaltando os aspectos nutricionais e a biodiversidade nacional para o setor de consumo (KINUPP, 2007). O objetivo deste trabalho foi realizar levantamento etnobotânico de espécies frutíferas nativas da Floresta Ombrófila Mista que apresentam potencial de processamento. O estudo concretizou-se com a realização de dez levantamentos etnobotânicos em propriedades rurais situadas nos municípios catarinenses de Curitibanos, Frei Rogério, Ponte Alta do Norte, Santa Cecília e São Cristóvão do Sul, pertencentes à Microrregião de Curitibanos/SC, esta que é caracterizada pela formação vegetacional de Floresta Ombrófila Mista, pertencente ao Bioma Mata Atlântica. Na realização da pesquisa a unidade amostral levou em consideração a unidade familiar na propriedade rural, sendo que a identificação dos informantes foi feita com base na técnica de amostragem intencional, privilegiando agricultoreschave detentores dos atributos que se pretende conhecer. Neste estudo os atributos para os informantes foram de conhecimentos da biodiversidade nativa da região e propriedades rurais com Áreas de Preservação Permanente demarcadas. A amostragem foi feita através da técnica não-probabilística Snowball onde cada informante indica outro que seja detentor dos atributos-alvo e a materialização do estudo se deu através de entrevistas semiestruturadas com ênfase para as frutíferas nativas com potencial para processamento. O potencial de processamento levou em consideração a fabricação de suco (SC), geleia (GL) ou doce (DC) a partir da fruta. A análise estatística quantitativa levou em consideração o Índice de Consenso entre Informantes (ICI: 0,0-1,0). A partir da análise quantitativa dos dados pelo Índice de Consenso entre Informantes (ICI), obteve-se sete espécies frutíferas nativas da Floresta Ombrófila Mista com potencial para processamento de Suco (SC), Geleia (GL) ou Doce (DC) a partir da fruta. As principais espécies frutíferas para processamento de suco foram Eugenia pyriformis (uvaieira), Campomanesia xanthocarpa (guabirobeira) e a Eugenia involucrata (cerejeira-do-rio-grande). No processamento da fruta para doce as espécies destaque foram Acca sellowiana (goiabeira-serrana), Butia capitata (butiazeiro) e Campomanesia xanthocarpa (guabirobeira). Já no processamento da fruta para geleia as espécies destaque foram, Rubus brasiliensis (amoreira-branca), Acca sellowiana (goiabeira-serrana) e Psidium cattleyanum (araçazeiro) (Tabela 1). Tabela 1: Análise das frutas nativas para processamento. Fruta Nativa ICI SC DC GL Uvaia 0,3 x Amora-Branca 0,3 x Goiaba-Serrana 0,2 x x Butiá 0,2 x Guabiroba 0,1 x x Cereja-do-Rio-Grande 0,1 x Araçá 0,1 x Há pelo menos sete espécies de frutíferas nativas da Floresta Ombrófila Mista com potencial para processamento na forma de suco, doce ou geleia, reforçando o potencial de uso dos recursos genéticos vegetais nativos da região estudada. À EPAGRI e ao CNPq pelo fomento à pesquisa. FORZZA, R.C. (Org.) et al. Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil. Rio de Janeiro: Andre Jakobsson Estúdio Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, p. KINUPP, V. F. Plantas alimentícias não-convencionais da região metropolitana de Porto Alegre, RS. 590 p. Tese (Doutorado). Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre,

52 Eficácia de inseticidas sobre o pulgão lanígero na parte aérea da macieira Cristiano João Arioli 1, Joatan Machado da Rosa 2, Sabrina Lerin 3 ; Marcos Botton 4 1 Epagri - Estação Experimental de São Joaquim (PQ). Rua João Araújo Lima, 102, Cx.P.81, Jardim Caiçara, , São Joaquim- SC. [email protected]. Udesc Centro de Ciências Agroveterinárias CAV. Professor Universitário/Pesquisador (PQ). Av. Luiz de Camões, Cx. P.2090, Conta Dinheiro, Lages-SC. [email protected]. 3 Universidade Federal de Pelotas, , Capão do Leão-RS. [email protected]. 4 Embrapa Uva e Vinho (PQ). Rua Livramento 515, Bairro Livramento , Bento Gonçalves-RS Palavras Chave: Eriosoma lanigerum, controle químico. O pulgão lanígero Eriosoma lanigerum (Hemiptera: Aphididae) é uma praga que ocorre na maioria das regiões produtoras de maçã do mundo. A espécie se caracteriza por apresentar o corpo coberto por uma lanosidade de aspecto esbranquiçado. Atacam a parte aérea (colo da planta, ramos, brotos novos e rebentos) e as raízes. Ao se alimentar, injetam toxinas que dão origem a formação de calos (parte aérea) e galhas (raízes), o que torna as plantas suscetíveis ao ataque de outras pragas, bem como dificulta o desenvolvimento do sistema radicular. A utilização de porta-enxertos resistentes e a conservação de inimigos naturais, como o parasitoide Aphelinus mali (Haldeman) (Hymenoptera: Eulophidae) auxiliam os fruticultores na contenção da espécie, o que também é realizada pela aplicação de inseticidas organofosforados. No entanto, nos últimos anos, observam-se frequentes surtos do pulgão em pomares comerciais e principalmente em viveiros, onde seu ataque pode comprometer a qualidade das mudas. O objetivo desse estudo foi verificar a eficiência de inseticidas sobre o controle de E. lanigerum presente na parte área das plantas de macieira. O estudo foi desenvolvido na Estação Experimental da Epagri de São Joaquim, no ciclo 2016/2017, em casa de vegetação. Foram avaliados nove inseticidas (entre novas e antigas formulações) (Figura). Plantas da cultivar Gala com sete anos, mantidas em vaso sobre o porta-exerto M9, foram inoculadas com E. lanigerum proveniente de pomar comercial 30 dias antes da aplicação dos produtos. Esse procedimento foi realizado para que, um dia antes da aplicação (DAT) os tratamentos apresentassem um número uniforme de colônias ( 5,0 por planta) (Figura). A aplicação dos inseticidas foi realizada com pulverizador costal, proporcionando um volume de 500L/ha (plantas jovens). Avaliou-se a eficácia dos produtos através da contagem do número de colônias ( 1 cm) nas plantas em um, dois, seis e 17 dias depois da aplicação dos tratamentos (DDT). Durante o experimento, as plantas foram mantidas em gaiolas (2x2x2m) com tela antiafídica, para impedir o ataque de A. mali. Utilizou-se delineamento inteiramente casualizado, com sete repetições. Os resultados foram submetidos à análise de variância e ao teste de Tukey (α = 0,05), sendo a mortalidade corrigida pela fórmula de Abbott. Entre as novas formulações avaliadas, os inseticidas Delegate, Altacor e Azamax não apresentaram efeito satisfatório para o controle de E lanigerum, sendo observado uma pequena redução no número de colônias/planta (abaixo de 15%) 17 dias depois do tratamento (DDT) (Figura). Os produtos Trebom, Imidan e Mospilan apresentaram um controle intermediário, com 58,6, 72,9 e 75,7%, de redução de colônias para o mesmo período, respectivamente. Entre os organofosforados, Supration e Sumithion reduziram acima de 84% o número de colônias já aos 6 DDT. Foram consideradas eficientes os produtos Supration, Sumithion e Malation os quais reduziram em 98,6, 97,1, 84,3% o número de colônias aos 17DDT, respectivamente. Figura. Eficácia de inseticidas sobre Eriosoma lanigerum. Em verde: número inicial de colônias de E. lanigerum nos tratamentos (*não significativo pelo teste de F). Em azul: número de colônias por planta aos 17 DDT (médias seguidas pela mesma letra sem diferença estatística). Em vermelho: percentagem de redução do número de colônias em relação à testemunha aos 17 DDT. Em casa de vegetação: 1) Supration 400 EC (100mL.100L- 1 ), Sumithion 500 EC (175mL.100L- 1 ) e Malation 1000 CE (100mL.100L- 1 ) são eficientes no controle de E. lanigerum na parte aérea da macieira; 2) Trebom (175mL.100L- 1 ) Mospilan (40g. 100L- 1 ) e Imidan (175g.100L- 1 ) apresentaram um controle intermediário; 3) Delegate 25 WG (25g.100L- 1 ), Azamax (200mL.100L- 1 ), Altacor (10g.100L- 1 ) e Trebom 100 SC (175mL.100L- 1 ) não controlam adequadamente E. lanigerum na parte aérea da macieira. 27

53 Resistência de Mancozebe a lavagem pela precipitação no controle de Mancha foliar da gala em macieira Felipe Augusto Moretti Ferreira Pinto 1, Leonardo Araujo 1 1 Epagri Estação Experimental de São Joaquim. Rua João Araújo Lima, 102, Jd. Caiçara, , São Joaquim. [email protected]. Palavras Chave: Malus domestica Borkh, Colletotrichum spp., mancha foliar-de-glomerella, controle químico. A Mancha foliar da gala é considerada, nos últimos anos, a principal doença de verão da macieira no Brasil (Araujo et al., 2016) e o manejo adotado atualmente é baseado na aplicação preventiva de fungicidas em períodos anteriores a chuva. O objetivo do presente estudo foi verificar a resistência do fungicida Mancozebe à lavagem pela precipitação com diferentes volumes de chuva no controle de Mancha foliar da gala em macieira. O experimento foi conduzido na Estação Experimental da Epagri de São Joaquim, SC, durante o ciclo 2016/2017, foi realizado em casa de vegetação com mudas de Gala enxertadas sobre o porta-enxerto M.9. Mudas receberam os tratamentos da tabela a seguir a base de Mancozebe (200 g/100 L, Dithane ). Após 24 horas, foi realizada a precipitação artificial, utilizando o simulador de chuva. Após a secagem, as mudas foram inoculadas com uma suspensão de 10 6 conídios/ml de isolado de Colletotrichum spp., oriundo do munícipio de São Joaquim. Na avaliação da MFG foram usadas quatro folhas (últimas) para avaliação de severidade e dez para incidência. Figura 1. Incidência de Mancha da gala em folhas de macieira tratadas com Mancozebe e submetidas a diferentes precipitações em casa-de-vegetação, utilizando simulador de chuva artificial. Médias seguidas de letras iguais não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro. Tabela 1. Tratamentos utilizados para resistência de Mancozebe à lavagem pela precipitação no controle de Mancha foliar da Gala em simulador artificial de chuva em condições de casa-de-vegetação. Tratamento Produto Precipitação (mm) 1 Mancozebe 15 2 Mancozebe 30 3 Mancozebe 45 4 Mancozebe 60 5 Testemunha 15 6 Testemunha 30 7 Testemunha 45 8 Testemunha 60 Os dados foram submetidos à análise de variância e à análise de médias pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade de erro. Não houve diferença nos tratamentos com Mancozebe, em diferentes precipitações, diferindo estes da testemunha. O Coeficiente de variação foi de 14,55 na Incidência e 24,07% na Severidade. Figura 2. Severidade de Mancha da gala em folhas de macieira tratadas com Mancozebe e submetidas a diferentes precipitações em casa-de-vegetação, utilizando simulador de chuva artificial. Médias seguidas de letras iguais não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro. O fungicida Mancozebe resistiu à lavagem de até 60 mm de precipitação em simulador de chuva em condições de casa-de-vegetação. Novos estudos em campo são necessários para complementar o resultado obtido neste trabalho. Araujo, L., Medeiros, H. A., Pasa, M. S., Silva, F. N. Doenças da macieira e da pereira. Informe Agropecuário. 2016, v.37, n.291, p

54 XV ENCONTRO NACIONAL SOBRE FRUTICULTURA DE CLIMA TEMPERADO Avaliação de genótipos de ameixeira quanto à susceptibilidade à escaldadura das folhas Gislaine Gabardo 1*, Clandio Medeiros da Silva 2, Iohann Metzger Bauchrowitz 1, Guilherme Alexandre Weckerlin Mendes 2, Henrique Luís da Silva 2, Rui Pereira Leite Junior 2 1 UEPG, Universidade Estadual de Ponta Grossa. Av. General Carlos Cavalcanti, CEP , Ponta Grossa-PR. [email protected]; 2 IAPAR, Instituto Agronômico do Paraná. Rodovia Celso Garcia Cid, km 375 CEP Londrina-PR. Palavras Chave: Prunus salicina Lindl., genótipo, Xylella fastidiosa subsp. multiplex, resistência genética. O cultivo de ameixeira (Prunus salicina Lindl.) no Brasil é de grande importância econômica, especialmente na região Sul do País. Um dos problemas mais importantes para a cultura é a doença escaldadura das folhas causada pela bactéria Xylella fastidiosa subsp. multiplex que afeta drasticamente a produtividade e a longevidade das plantas (Castro, 2010). Assim, há grande necessidade na identificação de fontes de resistência e no desenvolvimento de cultivares resistentes à escaldadura das folhas. Neste contexto, o objetivo do presente estudo foi avaliar genótipos de ameixeira agronomicamente promissores em relação à resistência à escaldadura das folhas sob condições naturais de ocorrência da doença. O estudo foi conduzido na Estação Experimental do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), Ponta Grossa, PR, no ano de O delineamento experimental foi inteiramente ao acaso, com 10 tratamentos compreendendo os genótipos analisados, com 4 a 10 plantas por genótipo. Foram realizadas 5 avaliações de severidade de escaldadura das folhas das plantas nos meses de janeiro a fevereiro de 2017, utilizando escala de notas de 0 a 5, onde: 0= folhas sem sintomas; 1= folhas com sintomas em poucos ramos; 2= sintomas em cerca de 50% dos ramos; 3= sintomas nas folhas de todos os ramos; 4 = seca de ramos atingindo menos de 50% da planta; 5= seca em mais de 50% dos ramos. Com os dados obtidos, foi calculado o índice de severidade da doença (SEV) para cada genótipo de acordo com McKinney (1923), utilizando a equação: SEV = [Σ(grau da escala x frequência)/(número total de unidades x grau máximo da escala)]x100. Após, obter o índice SEV para cada genótipo, foi realizada análise de variância e as médias agrupadas pelo teste de Scott-Knott (P 0,05). As análises estatísticas foram efetuadas com auxílio do programa SAS versão (SAS/ STAT, 1999). Com relação ao índice de severidade da escaldadura das folhas, houve diferenças significativas entre os genótipos avaliados (Tabela 1). De maneira geral, o genótipo G8 apresentou a maior susceptibilidade à doença. Em contraste, os genótipos G1 e G6 foram os menos susceptíveis (Tabela 1). Todos os genótipos avaliados foram préselecionados com base em características agronômicos desejáveis para lançamento como novas cultivares de ameixeira. Além disso, os genótipos G1 e G6 apresentam potencial agronômico para serem lançados como uma cultivar de ameixeira resistente à escaldadura das folhas. Tabela 1. Índice de severidade média de escaldadura das folhas de diferentes genótipos de ameixeira, IAPAR, Ponta Grossa-PR, Genótipo Índice de severidade G1 0,038 f* G2 0,104 e G3 0,714 c G4 0,292 d G5 0,066 e G6 0,000 f G7 0,320 d G8 0,862 a G9 0,788 b G10 0,800 b CV (%) 11,33 *Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si ao nível de 5% de probabilidade pelo teste de Scott-Knott., CV= coeficiente de variação. Os genótipos G1 e G6 são os mais promissores em relação à resistência à escaldadura das folhas em ameixeiras. Ao IAPAR pela oportunidade de realizar o presente estudo. Castro, L. A. S., Protocolo para diagnóstico de escaldadura das folhas da ameixeira / Luis Antonio Suita de Castro Pelotas: Embrapa Clima Temperado, p. (Embrapa Clima Temperado. Documentos, 324). Mckinney, H. H. Influence of soil, temperature and moisture on infection of wheat seedlings by Helminthosporium sativum. Journal of Agricultural Research, Washington, v. 26, p SAS/STAT Versão do sistema SAS para Windows, copyright SAS Institute Inc., Cary, NC, USA. 29

55 Uso de bioestimulantes para o controle da sarna da macieira Leonardo Araujo 1, Felipe Augusto Moretti Ferreira Pinto 1 1 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (PQ). Rua João Araújo Lima, 102, Jardim Caiçara, , São Joaquim. [email protected]. Palavras Chave: Malus domestica, Spilocaea pomi, Venturia inaequalis, doenças, maçã. A sarna da macieira (SDM) é considerada a principal doença de primavera da cultura. Atualmente a principal forma de controle da SDM é a pulverização de fungicidas durante todo o ciclo. No entanto, a crescente busca da sociedade por alimentos mais limpos impulsionam o desenvolvimento de medidas alternativas de controle de doenças de plantas. Desta forma, o objetivo do presente estudo foi avaliar o uso de bioestimulantes para o controle da SDM. O experimento foi instalado em um pomar de macieira da cultivar Gala (copa) enxertada sobre o porta-enxerto Marubakaido com seis anos de idade. Foi avaliado o efeito dos seguintes tratamentos: 1 = Controle negativo (Não foi realizado nenhuma pulverização); 2 = Controle positivo (Captan ; Captana; 240 ml/100l); 3 = SC (Score ; Difenoconazol; 14 ml/100l) + TS (Terra-Sorb ; Aminoácido; 300 ml/100l); 4 = SC; 5 = TS; 6 = Fosfito de cobre (Aksine SH ; 30% P2O5 e 4,5% Cu; 300 ml/100l). Os tratamentos foram realizados em seis momentos distintos antes de períodos chuvosos em plantas de macieira, iniciando no dia 30/09/16 e finalizando em 04/11/16. Folhas e frutos com sintomas SDM foram infectadas por Venturia inaequalis em condições naturais de campo. Na avaliação da doença foram selecionados 10 ramos terminais ao acaso/planta e foi determinado a incidência da SDM em 10 folhas/ramo e 30 frutos/planta. Em casa de vegetação mudas de Gala enxertadas sobre o porta-enxerto M.9. receberam os mesmos tratamentos a nível de campo e 24 horas após foram inoculadas com uma suspensão de 10 5 conídios/ml de V. inaequalis. Na avaliação da SDM foram usadas quatro folhas (últimas) para avaliação da severidade e 10 para incidência. Utilizou-se o delineamento em blocos casualizados (DBC) para os ensaios de campo, e completamente casualizados (DIC) para os ensaios de casa de vegetação. Foram utilizados quatro repetições/tratamento, sendo que cada unidade experimental foi constituída por uma planta. A nível de campo todos os bioestimulantes reduziram a incidência da SDM em folhas e frutos (Fig. 1A). O fosfito de Cu aumentou a severidade do russeting em frutos (Fig. 1B). Em nível de casa de vegetação nenhum bioestimulante reduziu a incidência e severidade da SDM em folhas (Fig. 1C). O bioestimulante TS melhorou a eficiência do fungicida SC para o controle da SDM (Fig. 1C). Incidência de sarna (%) Incidência de russeting (%) Sarna da macieira (%) a A E d c C CD bc Testemunha Captana Score+Terra-Sorb Score Terra-Sorb Fosfito de Cu Tratamentos bc b bc c b bc B Folhas d a Frutos Testemunha Captana Score+Terra-Sorb Score Terra-Sorb Fosfito de Cu Tratamentos a Incidência BC Severidade b D a C Testemunha Captana Score+Terra-Sorb Score Terra-Sorb Fosfito de Cu Tratamentos Figura 1. Incidência (A, C) e severidade (C) de sarna em folhas (A, C) e frutos (A), e agressividade de russeting (B) em plantas de macieira tratadas com diferentes produtos, antes de períodos chuvosos a campo (A, B), ou antes da inoculação com Venturia inaequalis em casa de vegetação (C). Médias nas colunas com mesmas letras minúsculas e maiúsculas indicam que não há diferença estatística pelo teste pelo teste de Tukey (p 0,05). O uso de bioestimulantes se constitui como uma potencial ferramenta para o controle da SDM. A B C a B a A a DE AB 30

56 Qualidades espectrais reduzem a infecção de Botrytis cinerea em frutos de maçã Daniele Cristina Fontana 1, Denise Schmidt 2, Stela Maris Kulczynski 2, Iuri Naibo 3, Matheus Milani Pretto 3, Jullie dos Santos 1 1 Universidade Federal de Santa Maria, campus Frederico Westphalen, Pós graduação, Linha 7 de Setembro, s/n - BR 386 Km 40, CEP Frederico Westphalen RS, [email protected]; ²Universidade Federal de Santa Maria, campus Frederico Westphalen. Docente/Pesquisador, Linha 7 de Setembro, s/n - BR 386 Km 40, CEP Frederico Westphalen RS; 3 Universidade Federal de Santa Maria, campus Frederico Westphalen. Discentes graduação, Linha 7 de Setembro, s/n - BR 386 Km 40, CEP Frederico Westphalen RS. Palavras Chave: Malus domestica, doença, severidade, luz Led, fruteiras, pós-colheita. A produção nacional de maçãs está concentrada na região Sul do Brasil, sendo Santa Catarina o principal estado produtor, com mais de 530 mil toneladas (CEPA, 2015). Conforme ocorrem avanços na produção desta fruta, torna-se necessário aprimorar os manejos pós-colheita, pois neste período são constatadas as maiores perdas. Dessa forma, a preocupação ambiental tem impulsionado a utilização de luzes Led como tecnologia limpa, tornando-se ótima alternativa na preservação da qualidade pós-colheita. O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência de diferentes qualidades espectrais na infecção por Botrytis cinerea, na pós-colheita de frutos de maçã. O experimento foi desenvolvido na Universidade Federal de Santa Maria, campus de Frederico Westphalen/RS, no laboratório de fitopatologia. Os frutos de maçã cultivar Gala (categoria 1 e calibre 100) foram adquiridos em comércio local, e realizada a desinfestação superficial dos frutos com álcool 70% e hipoclorito de sódio durante 1 minuto e lavados em água destilada autoclavada. O experimento foi conduzido em DIC, com seis tratamentos, sendo as qualidades espectrais (azul, azul+vermelho, vermelho, branco, fluorescente e escuro). Cada tratamento foi composto por uma bandeja plástica, com seis frutos cada, sendo inoculado discos de micélio (7,0 mm) de Botrytis cinerea, e cada fruto considerado uma unidade experimental. Os frutos foram acondicionados sob suportes plásticos e papel umedecido, permanecendo em bancada recebendo os tratamentos durante oito dias, sob temperatura de 25 ºC e fotoperíodo de 12 horas. As avaliações foram realizadas diariamente atribuindo-se nota de severidade para a área do fruto lesionada, a fim de determinar a área abaixo da curva do progresso da doença através da fórmula: AACPD = Σ [(Ii + Ii+1)/2.(Ti+1-Ti)], onde, Ii = incidência na época da avaliação i e Ti = dias transcorridos após o tratamento pós-colheita. As variáveis analisadas foram a severidade final e a AACPD, sendo submetidas à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro, através do programa Assistat. De acordo com a análise de variância, os tratamentos realizados apresentaram significância apenas para a variável AACPD. A maior AACPD e severidade da doença foi verificada na luz fluorescente e a menor para a luz azul. Os espectros luminosos correspondentes a vermelho, vermelho + azul, branco e escuro apresentaram resultados semelhantes e intermediários para o controle da doença. Figura 1. Área abaixo da curva do progresso da doença (AACPD) e severidade (%) de Botrytis cinerea em frutos de maçã Gala, submetidos às qualidades espectrais: [1- azul; 2- azul+vermelho; 3- vermelho; 4- branco; 5- fluorescente e 6- escuro]. O espectro luminoso azul reduz a AACPD e a severidade de Botrytis cinerea na pós-colheita de frutos de maçã. À CAPES pela concessão de bolsa de mestrado a primeira autora. CEPA Centro de Socioeconomia e Planejamento agrícola. Boletim da maçã nº 3,

57 Avaliação da antracnose em genótipos de videira (PIWI) nas regiões de altitude de Santa Catarina Bruno Farias Bonin 1, Amauri Bogo 3, Betina P. de Bem 1, Douglas Wurz 1, Ricardo Allebrandt 1, Emílio Brighneti 2, Alberto Brighenti 2, Leonardo Araújo 2, Felipe A. M. Ferreira Pinto 2 1 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (PG). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC. [email protected]; 2 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (PQ). Rua João Araújo Lima, 102, , São Joaquim, SC; 3 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (PQ). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC. Palavras Chave: Resistência, Elsinoe ampelina, vitivinicultura de altitude. A antracnose (Elsinoe ampelina) é uma das principais doenças fúngicas da videira no sul do Brasil. As primaveras chuvosas, nevoeiros, umidade relativa superior a 90% e ventos frios são condições ideais para o desenvolvimento da doença e seu controle é normalmente realizado com aplicações sistemáticas de fungicidas. As variedades com genes de resistência a míldio e oídio, como os genótipos PIWI (Pilzwiderstandsfähige), são alternativas para se reduzir o número de aplicações de fungicidas convencionais e diminuir custos de produção para o plantio da videira no Sul do Brasil. Contudo, poucos estudos foram realizados com a avaliação da antracnose nas variedades PIWI. O objetivo deste trabalho foi avaliar a reação à antracnose em dois genótipos PIWI (Solaris e Bianca) em comparação com a variedade vinífera Chardonnay. O trabalho foi realizado na Estação Experimental da EPAGRI, localizada na cidade de São Joaquim, no estado de Santa Catarina ( S; W, altitude 1.415m), na safra 2016/2017. O vinhedo foi implantado em 2013, com plantas enxertadas sobre Paulsen 1103, plantadas no espaçamento de 3,00 x 1,50 m e conduzidas em espaldeira. A avaliação da incidência e severidade da doença foi realizada a cada 15 dias, a partir do início do aparecimento dos sintomas, que ocorreu em 25 de setembro, aproximadamente 15 dias após a brotação, e se estendeu por um período de dois meses e meio, sob condição de infecção natural. A incidência da doença foi determinada pela porcentagem das folhas e ramos com pelo menos uma lesão, em relação ao número total de folhas avaliadas (AMORIM, 1995); e para a avaliação da severidade foi utilizada escala de notas proposta por Pedro Junior et al. (1998). Os genótipos Solaris e Bianca (PIWI) apresentaram um maior tempo para atingir o valor máximo de incidência e severidade (TAMID e TAMSD), e diferiram estatísticamente da variedade Chardonnay em 27 dias na média. Para a incidência máxima da doença os genótipos apresentaram uma suscetibilidade semelhante a antracnose. Quanto a severidade da doença o genótipo Bianca se apresentou mais suscetivel a antracnose que as variedades Solaris e Chardonany, diferindo estatísticamente pelo Teste de Tukey a 5%. Tabela 1. Tempo para atingir a máxima incidência e severidade de antracnse (dias) dos genótipos Solaris, Bianca e Chardonnay na safra de 2016/2017, São Joaquim SC. Variedade TAMID (Dias) TAMSD (Dias) Solaris 47,6 a 47,6 a Bianca 52,3 a 57,0 a Chardonnay 22,0 b 25,6 b CV (%) 19,8 15,2 Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. Tabela 2. Incidência máxima (Imáx) (%) e severidade máxima (Smáx) (%) de antracnose dos genótipos Solaris, Bianca e Chardonnay na safra de 2016/2017, São Joaquim SC. Variedade Imáx (%) Smáx (%) Solaris 33,3 a 22,5 a Bianca 58,3 ab 50,0 b Chardonnay 20,0 b 17,5 a CV (%) 34,9 8,3 **Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. Apesar dos genótipos PIWI serem resistentes ao míldio, elas se mostraram suscetíveis a antracnose. Portanto, os genótipos PIWI avaliados, apresentam o mesmo grau ou maior suscetibilidade a antracnose em comparação com a variedade vinífera Chardonnay nas condições climáticas do Sul do Brasil. Amorim, L. Avaliação de doenças. In: Manual de fitopatologia: princípios e conceitos. 3. ed. São Paulo: Ceres, v. 1, p Pedro Júnior, M.J., Ribeiro, I.J.A., Martins, F.P. Microclima condicionando pela remoção de folhas e ocorrência de antracnose, míldio e mancha-das-folhas na videira Niagara Rosada. Summa Phytopathologic, 1998, v. 24p

58 Intensidade de míldio em variedades resistentes (PIWI) em regiões de altitude de Santa Catarina Betina P. de Bem 1, Douglas Wurz 1, Ricardo Allebrandt 1, Bruno Bonin 1, Alberto F. Brighenti 2, Emílio Brighenti 2, Leonardo Araújo 2, Felipe A. M. Ferreira Pinto 2, Amauri Bogo 3 1 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (PG). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC. [email protected] 2 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (PQ). Rua João Araújo Lima, 102, , São Joaquim, SC; 3 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (PQ). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC. Palavras Chave: Vitivinicultura, resistência constitutiva, Plasmopara viticola, altitude elevada Um risco na produção de uva encontrado nas regiões vitícolas de altitude de Santa Catarina são os problemas fitossanitários. A principal doença da Variáveis videira que ocorre, devido as condições climáticas Epidemiológicas específicas da região, é o míldio (Plasmopara viticola). Uma alternativa para o controle desta doença, visando a redução do uso de agrotóxicos e viabilidade da atividade, é o uso de variedades PIWI (sigla alemã que significa "resistente a fungos"). Portanto, o objetivo deste trabalho foi avaliar a intensidade de míldio a campo em duas variedades que apresentam genes de resistência (constitutiva) a P. viticola: Bronner e Regent, em comparação com a variedade Sangiovese (Vitis vinifera) suscetível ao míldio. O ensaio foi conduzido nos vinhedos da Estação Experimental de São Joaquim - EPAGRI (28 17'39"S, 49 55'56" W, altitude m), no ciclo 2015/16. As plantas apresentavam 3 anos de idade, enxertadas sob porta-enxerto Paulsen 1103 e conduzidas no sistema espaldeira em cordão esporonado com espaçamento de 3,0m entre filas e 1,2m entre plantas. A incidência e severidade do míldio foram quantificadas quinzenalmente a partir do início do aparecimento dos sintomas sob condições naturais, em folhas distribuídas em dois ramos medianos da planta com cinco repetições por tratamento. A incidência foi calculada pela porcentagem das folhas com pelo menos uma lesão em relação ao número total avaliado. Para avaliação da severidade foi utilizada a escala diagramática proposta por Buffara et al., (2014). Através dos dados obtidos a doença foi comparada através de variáveis epidemiológicas. Para o cálculo da AACPD foi utilizado a seguinte fórmula: AACPD = Σ ((Yi+Yi+1)/2)(ti+1 ti), onde Y representa a intensidade da doença, t o tempo e i o número de avaliações no tempo (CAMPBELL; MADDEN, 1990). Tabela 1. Início do aparecimento dos sintomas (IAS) (dias), incidência máxima (Imax) média (%), tempo médio para atingir máxima incidência e severidade da doença (TAMID e TAMSD) (dias), severidade máxima (Smax) média (%), área abaixo da curva do progresso da incidência (AACPID) e severidade (AACPSD) do míldio da videira a campo em diferentes variedades em São Joaquim/SC, no ciclo 2015/2016 Míldio Campo /2016 Regent Bronner Sangiovese C.V. (%) IAS (dias) 51,8 A 58,8 A 30,8 B 10,4 Imax. (%) 52,0 C 54,4 BC 85,8 A 22,6 TAMID (dias) 84 A 81,2 A 58,8 B 4,8 Smax. 1 (%) 4,4 B 3,2 B 39,2 A 36,7 TAMSD (dias) 84 A 84 A 84 A 0,0 AACPID ,2 B 1225,5 B 3500,4 A 25,0 AACPSD 2 52,1 B 53,6 B 895,1 A 37,8 Médias seguidas pela mesma letra maiúscula na mesma coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey (p<0.05). 1 Porcentagem de área foliar infectada através de escala diagramática de Buffara et al Área calculada através de integração trapezoidal proposta por Campbell and Madden. A variedade Sangiovese apresentou em média um aumento de 94,1% na Área Abaixo da Curva de Progresso da Severidade da Doença (AACPSD), diferindo estatisticamente (p<0.05) da média das variedades resistentes ao míldio (Bronner e Regent). As variedades resistentes mostraram uma significativa redução na incidência da doença (AACPID), na severidade e incidência máxima, bem como um atraso médio de 24,5 dias para o início do aparecimento dos sintomas (IAS), em relação a variedade suscetível Sangiovese (Tabela 1). Estes dados demonstram a efetividade dos genes de resistência ao míldio presentes nas variedades PIWI Bronner e Regent, sob as condições edafoclimáticas do Sul do Brasil. O uso de variedades com resistência constitutiva ao míldio, como as variedades Bronner e Regent, pode ser uma alternativa de cultivo para vitivinicultura das regiões de altitude de Santa Catarina. À Epagri - Estação Experimental de São Joaquim, FAPESC e CAV/UDESC pelo fomento à pesquisa e financiamento de bolsas de estudo. Buffara, C.R.C.; Angelotti, F.; Vieira, F.A.; Bogo, A.; Tessmann, D.J.; De Bem, B.P. Elaboration and validation of a diagrammatic scale to assess downy mildew severity in grapevine. Ciência Rural, 2014,v.44, Campbell, C.L.; Madden, L.V. Introduction to Plant Disease Epidemiology,1990, Wiley, New York, 532p. 33

59 Eficiência do metassilicato de sódio no controle da podridão cinzenta (Botrytis cinerea) na variedade Sauvignon Blanc nas condições do Planalto Catarinense Maikely Paim Souza 1, Luiz Filipe Farias Oliveira 1, Bruno Dalazen Machado 1, Alberto Fontanella Brighenti 3, Carolina Pretto Panceri 1, Rogerio de Oliveira Anesse 1, Katia Casagrande 2, Paula Zelindro 2, Bruno Farias Bonin 4 1 IFSC Instituto Federal de Santa Catarina Campus Urupema (PQ). Bairro Senadinho, , Urupema, SC. [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected]; 2 UNISUL Faculdade de Agronomia (IC). Av. José Acácio Moreira, 787, , Tubarão, [email protected], [email protected]; 3 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (PQ). Rua João Araújo Lima, 102, , São Joaquim, SC. [email protected]; 4 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (PQ). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, [email protected] Palavras Chave: uva, incidência, severidade, firmeza de bagas. O planalto catarinense é uma região com verões quentes e úmidos que favorece o ataque de fungos em videiras, especialmente o da podridão cinzenta (Botrytis cinerea) (Borghezan et al., 2014). A utilização do silício vem mostrando resultados satisfatórios em relação à atuação deste produto no controle de fitopatógenos, por meio de pulverizações do pó de rocha ou silício nas folhas (Belanger et al., 2003). O objetivo do estudo foi avaliar a eficiência do metassilicato de sódio no controle da podridão cinzenta (Botrytis cinerea) na variedade Sauvigon Blanc. O experimento foi realizado na safra 2016/2017, na Vinícola Villa Francioni, localizada em São Joaquim - SC ( S e W, altitude m), com a variedade Sauvignon Blanc, enxertadas sobre Paulsen O vinhedo foi implantado no ano 2004 e conduzido em sistema espaldeira. As doses de metassilicato de sódio neutro foram: 0 g.l - 1 ; 4 g.l -1 ; 8 g.l -1 ; e 12 g.l -1. As aplicações de silício foram realizadas nos seguintes estádios fenológicos: grão chumbinho, mudança de cor das bagas, início do amolecimento das bagas e 15 dias antes da colheita. A incidência de podridão cinzenta (Botrytis cinerea) foi obtida através de avaliação visual, sendo verificada a presença ou ausência de sintomas da doença. A incidência foi calculada pela porcentagem de cachos que apresentavam ao menos uma lesão em relação ao número total de cachos. Para a severidade, demarcou-se 10 cachos/parcela, aleatoriamente, e as avaliações foram realizadas através de escala diagramática de Hill et al. (2010). A avaliação da firmeza das bagas foi realizada através de testes de compressão com auxílio de um texturômetro. O delineamento experimental adotado foi o de blocos ao acaso, com três repetições e duas plantas por parcela. Os dados foram submetidos a análise de variância e posteriormente, ao teste de médias, usando Tukey a 5% de probabilidade de erro. A concentração de 4 g.l -1 é mais eficiente na redução da incidência e severidade da podridão cinzenta, devido ao aumento na firmeza de película. (Figuras 1, 2 e 3, respectivamente). Figura 1. Incidência da podridão cinzenta. Figura 2. Severidade da podridão cinzenta. Figura 3. Firmeza de bagas. A concentração de 4 g L -1 de metassilicato de sódio, reduz a incidência e severidade de Botrytis cinerea em uvas da variedade Sauvignon Blanc, nas condições climáticas do planalto catarinense. Bélanger, R.R.; Benhamou, N.; Menzeis, J.G., Phytopathology, 2003, Borghezan, M.; et al. Open Journal of Ecology, 2014, 4. Hill, G.N. et al.new Zealand PlantProtection, 2010,

60 Avaliação da eficiência da cobertura plástica e da aplicação de fungicidas na ocorrência de podridões de cachos na uva Poloske Eliane R. de Andrade 1, Cristiane de Lima Wesp 1 1 Epagri Estação Experimental de Videira (PQ). Rua: João Zardo, 1660, Campo Experimental, C.P. 21, , Videira-SC. [email protected] Palavras Chave: Vitis spp., uva de mesa, controle. A viticultura em Santa Catarina, e em especial no Vale do Rio do Peixe, é desenvolvida em pequenas propriedades rurais, onde a produção de uvas destinadas ao consumo in natura vem ganhando espaço em decorrência do maior preço de venda obtido pelo produtor. Dentre essas, destaca-se a Poloske (Poloskei muskotaly), híbrida branca, de polpa semi-carnosa e sabor moscatado. Contudo, as condições climáticas observadas na região são muito favoráveis à ocorrência de doenças. Dentre estas, destacam-se as podridões de cachos, que reduzem drasticamente a quantidade e a qualidade da uva produzida por ocasionar murcha e mumificação das bagas. Sendo assim, caracterizam um problema de grande proporção, especialmente nas uvas destinadas ao consumo in natura. De modo a reduzir a aplicação frequente de defensivos, a utilização da cobertura plástica surge como alternativa viável e promissora à redução da incidência de doenças em função da barreira física ao molhamento foliar (Cardoso et al., 2008). Buscando alternativas que reduzam o número de aplicações de fungicidas e os riscos de contaminação do ambiente, este trabalho teve por objetivo avaliar a eficiência da cobertura plástica e da aplicação de fungicidas na ocorrência de podridões de cachos da uva Poloske. O experimento foi conduzido na Estação Experimental de Videira/Epagri, durante o ciclo 2016/17. O experimento, inteiramente casualizado, foi conduzido mediante a avaliação de cinco plantas por tratamento (repetições). Plantas de Poloske cultivadas em sistema manjedoura, no espaçamento 2,0 x 3,3 m, foram avaliadas em relação ao efeito da cobertura plástica e de tratamentos fitossanitários na incidência e severidade de podridão de cachos. Os tratamentos foram os seguintes: 1- Testemunha, sem cobertura plástica; 2- Testemunha, com utilização de cobertura plástica; 3- Aplicação de fungicidas, sem o uso da cobertura plástica e 4- Aplicação de fungicidas, com o uso da cobertura plástica. As plantas dos tratamentos com fungicidas foram pulverizadas duas vezes durante a floração e três vezes durante a maturação com tiofanato metílico+captan e tebuconazole, intercaladamente. As testemunhas não foram pulverizadas. Ao fim do ciclo, no estádio de maturação fisiológica, a incidência e severidade de podridões foram avaliadas pela amostragem aleatória de quatro cachos por planta. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e à análise de médias pelo teste de Tukey, ao nível de 5% de probabilidade. A incidência e a severidade para todas as podridões de cacho observadas foram superiores no tratamento conduzido sem aplicação de fungicidas e sem a utilização da cobertura plástica. (Tabela 1). As incidências registradas foram elevadas em todos os tratamentos, principalmente com relação à podridão ácida. Tal fato pode estar relacionado ao ataque de pássaros e insetos ocorrido durante a maturação das uvas, servindo de porta de entrada para patógenos. Tabela 1. Incidência e severidade de podridões de cacho (%) na uva Poloske, pulverizada com fungicidas com e sem cobertura plástica. Incidência (%) Tratamentos Podridão Ácida Botrytis sp. Glomerella sp. Testemunha Sem Cobertura 100 a 65 a 60 a Testemunha Com Cobertura 95 ab 45 ab 30 b Fungicidas Sem Cobertura 100 a 50 b 60 a Fungicidas Com Cobertura 50 b 25 c 25 bc Severidade (%) Testemunha Sem Cobertura 51 a 6 a 21 a Testemunha Com Cobertura 14 b 2 b 3 b Fungicidas Sem Cobertura 48 a 6 a 25 a Fungicidas Com Cobertura 5 c 2 b 1 b Médias seguidas da mesma letra na coluna, não diferem entre si pelo Teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade. A cobertura plástica somada à aplicação de fungicidas é o método mais eficiente no controle de fungos causadores de podridões dos cachos na uva Poloske. O efeito do uso da cobertura mostrou-se mais eficaz do que o uso de tratamento fitossanitário de forma isolada. À Epagri, Fapesc e SC-Rural. CARDOSO, L.S.; BERGAMASCHI, H.; CAMIRAM, F.; CHAVARRIA, G.; MARODIN, G.A.B.; DALMAGO, G.A.; SANTOS, H.P.; MANDELI, F. Alterações meteorológicas em vinhedos pelo uso de coberturas de plástico. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v. 43, p ,

61 Intensidade de míldio em discos foliares na variedade resistente Bronner em regiões de altitude de Santa Catarina Ana Cristina da Silva 1, Betina P. de Bem 2, Douglas Wurz 2, Ricardo Allebrandt 2, Bruno Bonin 2, Alberto F. Brighenti 3, Leonardo Araújo 3, Felipe A. M. Ferreira Pinto 3, Amauri Bogo 4 1 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (IC). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC. [email protected]; 2 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (PG). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC; 3 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (PQ). Rua João Araújo Lima, 102, , São Joaquim, SC; 4 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (PQ). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC. Palavras Chave: Vitivinicultura, variedades resistentes, Plasmopora viticola, altitude elevada Dentre as regiões que englobam a marca coletiva Vinhos de Altitude que estão localizadas no mínimo a 900 m acima do nível do mar, o município de São Joaquim se destaca por apresentar mais de 50% dos empreendimentos do setor vitícola. Um dos problemas encontrados nessas regiões é a alta incidência de doenças fúngicas como míldio e podridão cinzenta. Uma alternativa é o uso de variedades resistentes. A variedade Bronner apresenta alta resistência ao míldio (Plasmopara viticola) e resistência intermediária ao oídio e a podridão cinzenta (Botrytis cinerea). O objetivo deste trabalho foi comparar a intensidade de míldio em discos foliares na variedade resistente Bronner, utilizando a variedade Chardonnay (suscetível) como controle. O ensaio foi conduzido no Laboratório de Fitopatologia na Estação Experimental de São Joaquim - EPAGRI, no ciclo 2015/16. Foram coletadas folhas na mesma posição do ramo (quinta e sexta folhas) das variedades Bronner e Chardonnay nos vinhedos da Estação Experimental (28 17'39"S, 49 55'56" W, altitude m) e após foram retirados quatro discos foliares por folha totalizando oito discos por repetição, com cinco repetições por variedade. Os discos foram infectados artificialmente com 60µL de uma suspensão de esporos de P. viticola ( esporos.ml -1 ). Após sete dias de incubação em B.O.D. com temperatura e umidade controladas os discos foram examinados por cinco dias consecutivos e o grau de infecção foi estimado com base na intensidade da formação de esporangióforos através de escala de notas proposta por Schwander et al. (2012), onde a nota 9 apresenta a não formação de esporangióforos decrescendo até a nota 1 que representa uma formação densa de esporangióforos (superior a 50), analisados com auxílio de lupa estereoscópica. Através da Área Abaixo da Curva de Progresso da Doença (AACPD) nos discos foliares, observou-se uma redução na formação de esporangióforos na variedade Bronner (média referente a escala de notas de 62,3) em relação a variedade Chardonnay (39,2). Não houve diferenças significativas em relação ao início do aparecimento dos sintomas. A variedade resistente não demonstrou um atraso no aparecimento dos sintomas possivelmente por estar sob condições ideais de infecção (Tabela 1). Tabela 1. Área Abaixo da Curva de Progresso da Doença (AACPD) e Início do Aparecimento dos Sintomas (IAS), na variedade resistente Bronner e na variedade suscetível Chardonnay sob condições controladas, na safra 2015/16 em São Joaquim-SC. Avaliação discos foliares Variedade AACPD a IAS Bronner 62,3 A b 3,2 A Chardonnay 39,2 B 3,0 A C.V. (%) a Área calculada pelo valor da integração trapezoidal segundo Campbell e Madden (1990). b Médias seguidas pela mesma letra maiúscula na coluna não diferem entre si pelo teste Tukey (p<0,05). Figura 1. Área Abaixo da Curva de Progresso da Doença (AACPD) para variedade resistente Bronner e suscetível Chardonnay na safra 2015/16 em São Joaquim, SC - Brasil. Figura 2. Detalhes representativos dos discos foliares. A) Chardonnay com densa formação de esporangióforos B) Bronner com não formação de esporangióforos (folha com pilosidade). O uso de variedades com resistência constitutiva, como a variedade Bronner, pode ser uma alternativa de cultivo para vitivinicultura das regiões de altitude de Santa Catarina. À Epagri - Estação Experimental de São Joaquim, FAPESC e CAV/UDESC pelo fomento à pesquisa e financiamento de bolsas de estudo. C.L. Campbell, L.V. Madden. Introduction to Plant Disease Epidemiology (Wiley, New York, 532, 1990). F. Schwander, R. Eibach, I. Fechter, L. Hausmann, E. Zyprian, R. Töpfer. Rpv10: a new locus from the Asian Vitis gene pool for pyramiding downy mildew resistance loci in grapevine. Theor. Appl. Genet., 124, (2012). 36

62 Incidência de patógenos em diferentes qualidades espectrais na pós-colheita de morango Diéssica Leticia Junges¹, Denise Schmidt 2, Stela Maris Kulczynski 2, Evandro Holz¹, Axel Bruno Mariotto 1, Anderson Rafael Webler 3 1 Universidade Federal de Santa Maria, Campus de Frederico Westphalen. (IC), Linha 7 de Setembro, s/n, BR 386, Km 40, CEP , Frederico Westphalen, RS. [email protected]; 2 Universidade Federal de Santa Maria, Campus de Frederico Westphalen. (Professor/Pesquisador), Linha 7 de Setembro, s/n, BR 386, Km 40, CEP , Frederico Westphalen, RS. 3 Universidade Federal de Santa Maria, Campus de Frederico Westphalen. (PG), Linha 7 de Setembro, s/n, BR 386, Km 40, CEP , Frederico Westphalen, RS. Palavras Chave: Fragaria x ananassa, doenças, luminosidade. O morangueiro é uma cultura de ampla produção e consumo no Brasil, seus pseudofrutos podem ser comercializados na forma de doces, geleias ou in natura. Seus pseudofrutos possuem curto período pós-colheita, sendo altamente suscetíveis a incidência de patógenos, o que limita sua comercialização. Com o intuito de reduzir a incidência de patógenos em alimentos, vem se utilizando novas tecnologias de aplicação de luz, como é o caso dos diodos emissores de luz (LEDs) (Schmidt-Heydt et al., 2011); já que muitos fungos são sensíveis a alguns comprimentos de ondas (Blumenstein et al. 2008). Dessa forma, o objetivo do trabalho foi avaliar a incidência de patógenos na pós-colheita de pseudofrutos de morangueiro, sob diferentes espectros luminosos. O trabalho foi desenvolvido na Universidade Federal de Santa Maria, campus Frederico Westphalen/RS. Os pseudofrutos de morangueiro, cultivar Albion, apresentavam altura e largura média de 3,27 e 2,48 cm, respectivamente, massa fresca média de 10,42 gramas e sólidos solúveis totais médio de 6,67 ºBrix. Foram adquiridos em comércio local e levados até o Laboratório de Fitopatologia para desinfestação superficial. Conduziu-se o experimento em delineamento inteiramente casualizado, com seis tratamentos, sendo utilizado as qualidades espectrais: LED azul, LED azul + vermelha (40 e 60%, respectivamente), LED vermelha, LED branca, lâmpadas fluorescentes e ausência de luz. Cada tratamento foi composto por 15 pseudofrutos. Os pseudofrutos foram dispostos em bandejas plásticas, sobre papel umedecido e suportes plásticos esterilizados, permanecendo em bancadas sob os diferentes tratamentos, temperatura de 25 ± 2 ºC e fotoperíodo de 16 horas. Após 96 horas os pseudofrutos foram analisados e avaliados quanto a presença ou ausência de patógenos, expressos em porcentagem de incidência (%). Os dados foram submetidos à análise de variância e teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro. De acordo com a análise de variância não houve diferença significativa entre os tratamentos avaliados, para a variável incidência de fungos (Figura 1). Verificou-se alta incidência de fungos nos pseudofrutos avaliados, contudo, foi possível observar incidência de Botrytis cinerea somente nas LED azul + vermelho e vermelho. A maior incidência de Colletotrichum sp. foi verificada na LED azul, enquanto que Rhizopus stolonifer a maior incidência foi observada na LED azul + vermelho. Os tratamentos com LED branca e na ausência de luz proporcionaram baixa incidência de doenças. De maneira geral, as variações verificadas dentro dos tratamentos sugerem que as qualidades espectrais não influenciam no tipo de patógeno que incide nos pseudofrutos. Figura 1. Incidência de fungos pós-colheita em pseudofrutos de morango submetidos a diferentes qualidades espectrais. Embora algumas qualidades espectrais possam reduzir a incidência de fungos, sua eficiência não está comprovada na redução de contaminações em pseudofrutos de morango, sugerindo-se novos trabalhos. Blumenstein, A.; Vienken, K.; Tasler, R.; Purschwitz, J.; Veith, D.; Frankenberg-Dinkel,N.; Fischer, R The Aspergillus nidulans phytochrome FphA represses sexual development in red light. Current Biology, 15: Schmidt-Heydt, M., Rüfer, C., Raupp, F., Bruchmann, A., Perrone, G., & Geisen, R. (2011). Influence of light on food relevant fungi with emphasis on ochratoxin producing species. International Journal of Food Microbiology, 145(1),

63 Indutor de Resistência em frutos de laranja Navelina Pricila S. da Silva 1 *, Bruna B. de Castro 1, Marines B. M. Kirinus 2, Caroline F. Barreto 2, Marcelo B. Malgarim 3 1 UDESC Universidade do Estado de Santa Catarina (PG). Avenida Luis de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. [email protected]; 2 UFPeL Universidade Federal de Pelotas (PG), BR. 392, Caixa Postal 354, CEP , Capão do Leão-RS; 3 UFPeL (Professor, Departamento de Fitotecnia). Palavras chaves: citrus, quitosana, armazenamento refrigerado. Os citrus apresentam suscetibilidade a várias doenças, ocasionando perdas de produção. Para o controle de doenças surge como alternativa a indução de resistência sistêmica adquirida (RSA), sendo um mecanismo de defesa natural das plantas atribuindo proteção contra um amplo espectro de microrganismos (David et al., 2010). Algumas substâncias promovem a indução da RSA, como o acibenzolar-s-metil, o selênio, a sílica e a quitosana. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da aplicação de quitosana em pós-colheita nas características físicas dos frutos de laranja Navelina sob armazenamento refrigerado e simulação de comercialização. O experimento foi desenvolvido no Laboratório de fruticultura da UFPeL no Capão do Leão-Rio Grande do Sul, no ciclo produtivo 2015/2016. Os frutos da cultivar de laranja Navelina foram higienizados e mergulhados na solução de quitosana, sem inoculação de patógenos. O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado em esquema bifatorial, sendo que o fator A foi composto pelas doses de quitosana (0;1; 2 e 3%) e o fator B, pelo período de armazenamento refrigerado (zero e 30 dias). O período zero correspondeu aos frutos que não foram submetidos ao armazenamento e os 30 dias de armazenamento, foram em câmara fria a 5±1ºC, sob umidade relativa de 85 a 95%. Após a retirada de câmara, os frutos passaram por simulação do período de comercialização, 3 dias a 20±1ºC. Para cada tratamento, utilizaram-se três repetições com 10 frutos. As análises realizadas foram porcentagem de podridão e perda de massa fresca. Os dados foram submetidos à análise de variância (p 0,05). Em caso de significância, procedeu-se o teste de Tukey (p 0,05) As porcentagens de podridões (Penicillium spp.) e a perda de massa fresca foram menores com a aplicação da quitosana após o período de armazenamento refrigerado seguido de simulação de comercialização em frutos de laranja Navelina (Tabela1). Tabela 1. Valores médios de porcentagem de podridões (%) e perda de massa fresca (%) de frutos de laranja Navelina tratados em pós-colheita com quitosana, ciclo produtivo 2015/2016. UFPel, Pelotas/RS. Doses de quitosana (%) Porcentagem de podridões (%) Porcentagem perda de massa fresca (%) Períodos de armazenamento refrigerado Dia 0 Dia 30+3 Dia 0 Dia ,0 ab 10,0 aa 0,0 ab 11,5 aa 1 0,0 ab 7,2 ba 0,0 ab 8,5 ba 2 0,0 ab 6,6 ba 0,0 ab 8,29 ba 3 0,0 ab 7,0 ba 0,0 ab 8,47 ba CV (%) 19,2 17,0 Médias acompanhadas por mesma letra minúscula na coluna e maiúscula na linha não diferem entre si pelo teste de Tukey (p 0,05), C.V.: coeficiente de variação. A aplicação de quitosana em pós-colheita é eficiente para a redução das porcentagens de podridões e da perda de massa fresca nos frutos de laranja Navelina após 30 dias de armazenamento refrigerado seguido de 3 dias de simulação de comercialização. Colegas de pós-graduação, UFPeL, Capes. David, V; Yinong, Y; Casiança, V. C; Monica, H.O Abscisic Acid- Induced Resistance against the Brown Spot Pathogen Cochliobolus miyabeanus in Rice Involves MAP Kinase- Mediated Repression of Ethylene Signaling. Plant Physiology. 2010, 152,

64 Efeito da época de desfolha na ocorrência de podridão cinzenta nos cachos da videira Sauvignon Blanc cultivada em região de elevada altitude José Roberto Rodrigues¹, Douglas André Würz 2, Ricardo Allebrandt 2, Betina Pereira de Bem 2, Bruno Bonin 2, Luiz Gabriel Dalmolin 1, José Luiz Marcon Filho 2, Ana Cristina da Silva 1, Leo Rufato 3 1 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (IC). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC. [email protected]; 2 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (PG). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC; 3 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (PQ). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC.. Palavras Chave: Vitis vinífera L., Sauvignon Blanc, Botrytis cinerea, manejo integrado de doenças. A produção da videira (Vitis spp.) no sul do Brasil está sujeita a uma série de doenças, as quais poderão acarretar graves prejuízos, devido as condições climáticas serem altamente favoráveis ao desenvolvimento de fungos. Dentre as doenças destaca-se a podridão cinzenta (Botrytis cinerea), sendo necessária uma série de medidas preventivas para evitar prejuízos. O presente trabalho objetivou avaliar efeito da época de desfolha na ocorrência de podridão cinzenta na videira Sauvignon Blanc. O experimento foi instalado em São Joaquim SC durante a safra 2015 em um vinhedo comercial da variedade Sauvignon Blanc situado a 1230m de altitude. Os tratamentos consistiram na realização da desfolha, sendo retiradas as 3 folhas basais da planta, expondo assim os cachos totalmente, nos estádios fenológicos plena florada, grão chumbinho, grão ervilha, virada de cor, 15 dias após a virada de cor e plantas não submetidas ao manejo da desfolha. As avaliações foram realizadas através de escala diagramática de Hill et al., (2010). O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso, com quatro blocos e dez plantas por repetição. Tabela 1- Área abaixo da curva de progresso da incidência da doença (AACPID) e área abaixo da curva de progresso da severidade da doença (AACPSD) da videira Sauvignon Blanc submetida a desfolha em diferentes estádios fenológicos e cultivada em região de elevada altitude em Santa Catarina durante a safra Época de Desfolha AACPID AACPSD Plena Florada 893,0 a 199,26 a Grão Chumbinho 1217,2 b 216,79 b Grão Ervilha 1578,2 c 243,72 b Virada de Cor 1549,7 c 473,68 c 15 dias após Virada de Cor 1602,6 c 522,41 d Sem Desfolha 1928,9 d 696,95 e CV (%) 13,9 16,9 *Médias seguidas da mesma letra, na coluna, não diferem entre si pelo teste Scott Knott a 5% de probabilidade de erro. Verificou-se diferenças estatisticamente significativas entre as diferentes épocas de desfolha quanto à área abaixo da curva de progresso da incidência da doença (AACPID), e área abaixo da curva de progresso da severidade da doença (AACPSD) na safra Figura 1- Curva de Progresso da incidência da doença da videira Cabernet Sauvignon cultivada em regiões de elevada altitude de Santa Catarina, durante as safras Verificou-se, que desfolhas realizadas precocemente, nos estádios fenológicos de plena florada, grão chumbinho e grão ervilha apresentaram menor progresso da doença, quando comparado a testemunha. As desfolhas realizadas tardiamente, nos estádios fenológicos de virada de cor e 15 dias após a virada de cor, foram diferentes da testemunha, mas não reduziram a epidemia da podridão cinzenta, comparado ao manejo precoce. O manejo da desfolha precoce da videira deve ser considerado uma prática corrente do dossel vegetativo, principalmente em regiões úmidas e frias, onde a colheita é muitas vezes determinada pela sanidade do fruto, do que, a maturidade propriamente dita. Os viticultores devem concentrar seus esforços em melhorar a sanidade da videira para então, alcançar a plena maturidade da uva. Hill, G.N., Beresford, R.M., Evans, K.J. Tools for accurate assessment of botrytis bunch rot (Botrytis cinerea) on wine grapes. New Zealand Plant Protection, 2010, v. 63, p

65 Progresso do bolor azul em frutos oriundos de diferentes genótipos de macieira Cláudio Ogoshi 1, Luiz Carlos Argenta 1, Walter Ferreira Becker 1, Fernando Pereira Monteiro 1 1 Epagri Estação Experimental de Caçador (PQ), Rua Abílio Franco, 1500, Bom Sucesso, , Caçador. [email protected]. Palavras Chave: Penicillium expansum, Manejo de doenças em pós-colheita, cultivares de maçã. As doenças em pós-colheita de maçã têm provocado perdas severas dos frutos durante o armazenamento tanto na indústria quanto nos postos de comercialização. Dentre estas, destacase o bolor azul, cujo agente etiológico é Penicillium expansum. Diversas medidas de manejo são recomendadas como: higienização dos equipamentos de colheita, de transporte e das instalações nos locais de armazenamento; evitar danos físicos nos frutos; colher os mesmos em condições ambientais menos favoráveis à infecção pelo fungo, evitando principalmente a colheita com alta umidade relativa do ar; eliminação dos frutos infectados no campo e tratamento em pós-colheita com fungicidas registrados. Entretanto, o conhecimento da reação dos diferentes genótipos de macieira ao bolor azul é fundamental para que se tenha sucesso no manejo integrado, visto que alguns cultivares são mais suscetíveis à doença. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi verificar a reação de genótipos de macieira ao bolor azul. O experimento foi realizado no Laboratório de Pós- Colheita e no Laboratório de Fitopatologia da EPAGRI em Caçador-SC. Os tratamentos consistiram em diferentes genótipos de macieira (Fuji, SCS426 Venice e M-10/09) inoculados com e sem ferimentos. Os frutos foram mantidos a 0ºC por 30 dias antes da inoculação do P. expansum. A inoculação foi realizada com uma suspensão de 10 4 esporos.ml -1. Os ferimentos foram feitos com cinco agulhas entomológicas nº.7 ocupando uma área de 10 mm 2. Após a inoculação, os frutos foram mantidos a 22ºC. Avaliou-se o tamanho da lesão nos frutos diariamente até 21 dias após a inoculação. O delineamento utilizado foi o inteiramente casualizado com 40 repetições. Calculou-se Área Abaixo da Curva de Progresso da Doença relativa (AACPDRe). Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias das variáveis significativas foram comparadas teste de Tukey (p<0,05). A interação entre os genótipos com e sem ferimento na inoculação foi significativa. Para a inoculação com ferimento, o cultivar SCS426 Venice apresentou a maior AACPDRe, seguido pelo cultivar Fuji e menor na linhagem avançada M- 10/09 (Figura 1). Entretanto, sem ferimento, o cultivar Fuji apresentou a maior AACPDRe do que o cultivar SCS426 Venice, enquanto que na linhagem M- 10/09 o progresso da doença foi igual nos outros dois genótipos. Nota-se que apesar do cultivar SCS426 Venice ter apresentado a maior AACPDRe com ferimento o mesmo não foi observado sem ferimento. Este cultivar foi lançado pela EPAGRI em 2015 e foi desenvolvido com o propósito de disponibilizar um cultivar mais adaptado ao clima local e mais resistente às principais doenças da macieira, como por exemplo, a Mancha Foliar de Glomerella. Entretanto, cabe o alerta aos produtores de adotar as medidas adequadas de manejo das doenças em pós-colheita, evitando principalmente ferimentos nos frutos durante o processo de colheita e armazenamento. A linhagem avançada M-10/09 apresentou a menor AACPDRe com e sem ferimento na inoculação. Esta linhagem apresenta diversas características desejáveis, e os resultados preliminares deste estudo, indicam que também tem uma maior resistência ao bolor azul. Figura 1. Área Abaixo da Curva de Progresso Relativa (AACPDRe) do Bolor Azul causado por Penicillium expansum nos genótipos Fuji, SCS426 Venice e M-10/09, inoculados com e sem ferimentos. As médias seguidas pela mesma letra não diferem entre si pelo teste de Tukey (p<0,05). CV (%): 35,61. O bolor azul progride mais rapidamente no cultivar SCS426 Venice do que no cultivar Fuji e na linhagem avançada M-10/09. A linhagem M-10/09 apresenta maior resistência à doença, comparado aos demais cultivares. 40

66 Redução da severidade de Botryosphaeria sp. em videiras com uso de proteção de ferimentos de poda Carine Rusin 1, Karla S. Sapelli 1, Jéssica V. W. Corrêa 2, Marcus A. K. Almança 3, Cacilda M. D. R. Faria 4, Renato V. Botelho 4 1 UNICENTRO Universidade Estadual do Centro-Oeste (PG). Rua Simeão Varela de Sá, 03, Vila Carli, , Guarapuava, PR. [email protected]; 2 UNICENTRO Universidade Estadual do Centro-Oeste (IC). Rua Simeão Varela de Sá, 03, Vila Carli, , Guarapuava, PR. 3 IFRS Instituto Federal do Rio Grande do Sul (PQ). Avenida Osvaldo Aranha, 540, Juventude da Enologia, , Bento Gonçalves, RS. 4 UNICENTRO Universidade Estadual do Centro-Oeste (PQ). Rua Simeão Varela de Sá, 03, Vila Carli, , Guarapuava, PR. Palavras Chave: doenças de videira, Vitis labrusca, fisiologia. A Botryosphaeria sp., agente causal do declínio da videira, infecta as plantas por ferimentos. Após a colonização interna do lenho por esses patógenos, as plantas infectadas demonstram sintomas externos, como a diminuição do crescimento vegetativo (LARIGNON; DUBOS, 2001). Em cultivares viníferas, diversos autores relataram que a proteção de ferimentos, com produtos químicos ou biológicos, diminui a incidência da doença na área (DÍAZ; LATORRE, 2013; HALLEEN et al., 2010; SOSNOWSKI et al., 2013). O objetivo do estudo foi avaliar a redução da severidade de Botryosphaeria sp. em videiras Bordô com uso de tratamento de ferimentos de poda. O experimento foi conduzido em casa de vegetação, com mudas de videira Bordô (Vitis labrusca), sob porta-enxerto Paulsen O delineamento experimental foi em blocos ao acaso, com seis repetições e quatro tratamentos: Testemunha sem inoculação (Água), Testemunha com inoculação (Água), Tebuconazole (8,75 ml L -1 ) e Trichoderma harzianum (4 g L -1 ), aplicados no ferimento da poda, com uma micropipeta (2mL/ferimento) (DÍAZ; LATORRE, 2013). Após 24 horas da aplicação dos tratamentos, as videiras foram inoculadas com discos miceliais de Botryosphaeria sp. Foram avaliados, 5 meses após a inoculação, a incidência e severidade de sintomas internos, caracterizados pela descoloração vascular. A área foliar foi determinada com medidor de área foliar modelo LI 3100C (LICOR, Nebraska, USA). Os dados foram submetidos à análise de variância e comparação de médias pelo teste Tukey (p 0,05) utilizando o software SISVAR 5.6 (FERREIRA, 2011). Foram observados sintomas internos nas hastes de videira infectadas por Botryosphaeria sp. em todos os tratamentos (Figura 1A). O uso de tratamentos para proteção dos ferimentos reduziu a severidade Botryosphaeria sp. em relação à testemunha inoculada (1B). Resultados similares de redução de infecção foram relatados por Díaz; Latorre, 2013 e Sosnowski et al., 2013 em cvs. viníferas. A diminuição do crescimento vegetativo está associada a presença de patógenos no lenho (LARIGNON; DUBOS, 2001). Nas plantas tratadas houve o aumento da área foliar (1C), o que indica que a redução da severidade, com o uso de tratamentos, favoreceu o crescimento das plantas. Figura 1. Sintomas internos (A e B) e externos (C) de videiras cv. Bordô causada por Botryosphaeria sp., 5 meses após a inoculação. Guarapuava PR, *Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. O uso de tebuconazol e T. harzianum para proteção de ferimentos reduziu a severidade de Botryosphaeria sp., e promoveu maior área foliar em cv Bordô. Agradecimento a CAPES pela concessão da bolsa. Díaz, G. A.; Latorre, B. A. Crop Protection. 2013, 46, Ferreira, D.F. Ciência e Agrotecnologia, 2011, 35, Larignon, P.; Dubos, B. Wines Vines, 2001, 82, Sosnowski, M. R.; Loschiavo, A. P.; Wicks, T. J.; Scott, E. S. Plant Disease. 2013, 97,

67 Aplicação de cálcio foliar e seu efeito na incidência e severidade de podridão cinzenta na videira Cristiane Aparecida Rota 1, Maikely Paim Souza 1, Luiz Filipe Farias Oliveira 1, Bruno Dalazen Machado 1, Carolina Pretto Panceri 1, Paula Zelindro Cardoso 2, Katia Casagrande 2, Alberto F. Brighenti 3, Marlise N. Ciotta 3, Bruno F. Bonin 4 1 IFSC Instituto Federal de Santa Catarina Campus Urupema (PQ); (IC). Bairro Senadinho, , Urupema, SC. [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected]; 2 UNISUL Faculdade de Agronomia (IC). Av. José Acácio Moreira, 787, , Tubarão, SC. [email protected], [email protected]; 3 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (PQ). Rua João Araújo Lima, 102, , São Joaquim, SC. [email protected], [email protected]; 4 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (PQ). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC. [email protected] Palavras Chave: Sauvignon Blanc, Vitis vinifera L., firmeza de bagas. Botrytis cinerea Pers.: Fr. é o agente causal da podridão cinzenta da uva e responsável por importantes danos econômicos para a viticultura no sul do Brasil. Acredita-se que o uso de técnicas alternativas pode contribuir para redução dos danos causados por este patógeno. O objetivo desse trabalho, foi avaliar o efeito de diferentes doses de aplicação do cálcio foliar sobre a firmeza das bagas, a incidência e a severidade de podridão cinzenta na variedade Sauvignon Blanc. O trabalho foi realizado em um vinhedo comercial situado em São Joaquim Santa Catarina (28º17'39" S e 49º55'56" O, a 1.230m de altitude). A variedade avaliada foi a Sauvignon Blanc, conduzida em espaldeira. A fonte de cálcio utilizada foi o cloreto de cálcio. As doses utilizadas foram: 0,0%, 0,5%, 1,0% e, 1,5%. Todos os tratamentos foram aplicados em 4 momentos: grão chumbinho, mudança de cor das bagas, início do amolecimento das bagas e 15 dias antes da colheita. A incidência de podridão cinzenta (B. cinerea) foi obtida através de avaliação visual, sendo verificada a presença ou ausência de sintomas da doença. Para a severidade de B. cinerea, foram marcados aleatoriamente 10 cachos/parcela, e as avaliações foram realizadas através de escala diagramática de Hill et al. (2010). A avaliação da firmeza das bagas foi realizada através de testes de compressão com auxílio de um texturômetro (Stable Micro System, modelo TAXT express enhanced, Inglaterra). Os valores da firmeza de bagas, incidência e severidade de podridão cinzenta podem ser observados nas Figuras 1, 2 e 3, respectivamente. Figura 1. Firmeza de bagas (A), incidência (B) e severidade de podridão cinzenta (C) da variedade Sauvignon Blanc submetida a diferentes concentrações de cloreto de cálcio. As aplicações de cálcio foliar não apresentaram efeito no controle da podridão cinzenta. Acredita-se que para obtenção de um efeito consistente no controle da doença seja preciso aumentar o número de aplicações ao longo do ciclo. Bem, B.P.; Bogo, A.; Everhart, S.; Casa, R.T.; Gonçalves, M.J. Scientia Horticulturae, 2015, 185, A B C 42

68 Validação do uso de marcadores de DNA para a identificação de alelos S em genótipos de macieira Thyana L. Brancher 1, Maraisa C. Hawerroth 2, Marcus V. Kvitschal 2, Danielle C. Manenti 3, Altamir F. Guidolin 4 1 UFLA, Lavras/MG (PG). Av. Doutor Sylvio Menicucci, Kennedy, , Lavras, MG. 2 Epagri Estação Experimental de Caçador (PQ). Rua Abílio Franco, 1.500, Cx.P. 591, , Caçador, SC. [email protected]. 3 UEM, Maringá/PR (PG). Av. Colombo, Vila Esperança, , Maringá, PR. 4 UDESC, Lages/SC (PQ). Av. Luís de Camões, Conta Dinheiro, , Lages - SC. Palavras Chave: Autoincompatibilidade gametofítica, Malus domestica Borkh., biotecnologia. Diversas técnicas de biologia molecular estão sendo incorporadas na rotina do melhoramento genético de macieira, destacando-se o uso de marcadores de DNA para a genotipagem dos alelos S. O loco S é responsável pelo controle da autoincompatibilidade gametofítica, caracterizada pela obrigatoriedade da polinização cruzada entre plantas compatíveis. Para que a identificação seja correta, os marcadores de DNA devem estar intimamente ligados aos alelos S correspondentes. Logo, o objetivo deste trabalho foi validar o uso de marcadores de DNA na identificação de alelos S em cultivares de macieira previamente caracterizados, conforme a literatura. Foram utilizados cultivares considerados padrão para os seguintes alelos S: Fuji (S 1 e S 9 ) I, Golden Delicious (S 2 e S 3 ) II, Gloster (S 4 ) III, Gala (S 5 ) IV, Marubakaido (S 6 e S 26 ) V, Idared (S 7 ) IV, Alkemene (S 19 ) VI, Delicious (S 20 ) VII, Granny Smith (S 23 ) VIII e Akane (S 24 ) IX. Para a identificação molecular dos alelos S foram utilizados 13 iniciadores, apresentados na Tabela 1. Cada reação de PCR foi composta por 1 U de Taq DNA polimerase, tampão da enzima 1x, 2,0 mm de MgCl2, 0,2 mm de dntps, 1,0 μm de cada iniciador (forward e reverse), e 50 ηg de DNA genômico. A configuração de ciclagem e o tratamento com enzimas de restrição foi realizada de acordo com a literatura X. Os produtos de amplificação foram analisados por eletroforese em gel de agarose 3 %. Tabela 1. Características dos conjuntos de iniciadores utilizados e seus respectivos alelos S. Iniciadores Alelo T.P. ºC Iniciadores Alelo T.P. ºC FTC168 S TC169 OWB OWB155 S 9 62 OWB122 S OWB123 FTC FTC230 S FTC177 S FTC226 FTC S FTC142 60, E 45 seg, Nar I* FCT5 S OWB249 FTC222 60, Taq I* FTC224 S FTC10 S FTC11 FTC FTC232 S FTC141 S FTC142 FCT14 58, E 45 FTC9 S FTC143 FTC144 S T.P.: Temperatura de anelamento. E: tempo de extensão. *Enzima de restrição. Após a leitura dos perfis dos fragmentos amplificados, foi possível confirmar a identificação dos alelos S previamente descritos em cada cultivar avaliado. Os fragmentos gerados pelos iniciadores adotados foram coincidentes aos pesos moleculares indicados na literatura, apresentados na Figura 1. Figura 1. Gel de agarose 3 % demonstrando os alelos S identificados nos cultivares de macieira, e os respectivos pesos moleculares, correspondentes aos sugeridos pela literatura. Todos os marcadores de DNA testados são capazes de identificar os seus respectivos alelos S nos cultivares de macieira utilizados como padrão. I SASSA, H. et al. Self-incompatibility (S) alleles of the Rosaceae encode members of a distinct class of the T2/S ribonuclease superfamily. Mol Gen Genet, v.250, n.5, p , II BROOTHAERTS, W. et al. cdna cloning and molecular analysis of two self-incompatibility alleles from apple. Plant Mol Biol, v.27, p , III VAN NERUN, I. et al. Re-examination of the self-incompatibility genotype of apple cultivars containing putative new S-alleles. Theor Appl Genet, v.103, p , IV JANSSENS, G.A. et al. A molecular method for S-allele identification in apple based on allele-specific PCR. Theor Appl Genet, v.91, p , V AGAPITO-TENFEN, S. Z. et al. Identification of the Er1 resistence gene and RNase S-alleles in Malus prunifolia var. ringo rootstock. Sci Agri, v.72, n.1, p.62-68, VI MATSUMOTO, S.; KITAHARA, K. Discovery of a new selfincompatibility allele in apple. HortScience, v.35, p , VII MATSUMOTO, S. et al. A new S-allele in apple, Sg, and its similarity to the Sf allele from Fuji. HortScience, v.34, p , VIII SCHNEIDER, D. et al. Analysis of S-alleles by PCR for determination of compatibility in the Red Delicious apple orchard. J Hortic Sci, v.76, n.5, p , IX KITAHARA, K. et al. Complete sequences of the S-genes Sd and Sh-RNase cdna in apple. HortScience, v.35, p , X ALBUQUERQUE JUNIOR, C. L. et al. The self-incompatible RNase S-alleles of Brazilian apple cultivars. Euphytica, v.181, n.2, p.277,

69 Viabilidade de pólen de genótipos de pessegueiro submetidos ao calor Silvia Carpenedo 1*, Maria do Carmo B. Raseira 2, Rodrigo C. Franzon 2 1 Embrapa- Embrapa Clima Temperado (PG). Rodovia BR 392, km 78, C.P. 403, Pelotas-RS. [email protected]; 2 Embrapa- Embrapa Clima Temperado (PQ). Pelotas-RS. Palavras Chave: Prunus persica, tolerância ao calor, estresse, germinação de pólen. O cultivo de frutíferas de clima temperado em regiões de clima subtropical e tropical vem se tornando cada vez mais desafiador devido aos efeitos aquecimento global. A ocorrência de temperaturas acima dos 25 C durante a floração vem se tornando comum, e esta condição é prejudicial a essas espécies, pois esta é a fase das plantas mais sensível ao estresse (Hedhly, 2011). O objetivo do trabalho foi avaliar a viabilidade de pólen de diferentes genótipos de pessegueiro mantidos as temperaturas de 20 e 30 C por diferentes tempos. O experimento foi realizado na Embrapa Clima Temperado, nos anos de 2014 e Foram coletados polens de flores em estádio de balão de quatro cultivares de pessegueiro. Após a secagem, parte dos polens foi mantida a 20 C e parte à temperatura de 30 C, durante 24, 48, 72 e 96 horas. Os polens foram postos para germinar em placas contendo meio de cultura (10% de sacarose, 1% de ágar e água) e incubados a 24ºC, por 3 horas. Foi realizada uma viabilidade inicial logo após a coleta. A viabilidade após cada tempo foi calculada levando-se em consideração a viabilidade inicial. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado em arranjo fatorial genótipo x temperatura x tempo (4x2x4), com três repetições. Para a análise estatística os dados foram transformados para arcsen (x/100). Quando o efeito da interação foi significativo, os graus de liberdade foram desdobrados, ajustando-se curvas de regressão (tempo x temperatura) para cada genótipo em cada ano. considerada boa quando está acima de 50% (Scorza; Sherman, 1995), sendo assim, o pólen da maioria das cultivares estudadas, ao menos até 24h, não apresentou viabilidade baixa, mesmo sob condições de temperatura elevada. Figura 1. Análise de regressão da viabilidade (%) de pólen de pessegueiro coletados em 2014 e 2015 e armazenados por diferentes períodos (h) nas temperaturas de 20 C (------), e 30 C( ). Viabilidade (%) BRS Regalo Chimarrita BRS Rubimel Tropic Beauty BRS Regalo Chimarrita BRS Rubimel Tropic Beauty Houve interação significativa (α 0,01) entre os fatores genótipo, tempo e temperatura para os dois anos de avaliação. Em geral, tanto a 20 quanto a 30 C houve perda da viabilidade de pólen no decorrer do tempo (Fig. 1). Em 2014, o pólen da cultivar BRS Regalo, sob calor, teve uma queda inicial na viabilidade, mas esta foi mantida ao longo do tempo, já os polens de Tropic Beauty e BRS Rubimel, perderam toda a viabilidade nas 48h após a exposição a 30 C. Em 2015, entretanto, a cultivar BRS Regalo em 24h a 30 C, já apresentava baixa viabilidade (pouco mais de 20%), assim como Chimarrita. Tropic Beauty, bem como Rubimel sofreram queda acentuada na viabilidade de polens submetidos ao calor, porém em Tropic Beauty esta redução foi mais branda. Comparando-se as perdas a 20 e a 30 C a 24h, essas não foram superiores a 20%, exceto para as cultivares, BRS Regalo (2014 e 2015), Tropic Beauty (2014) e Chimarrita (2015). A porcentagem de germinação pode ser Tempo (h) ** Significativo a 1% de probabilidade, NS Não significativo. A temperatura de 30 C afetou negativamente a viabilidade de pólens das cultivares estudadas. À Embrapa e à CAPES pelo apoio e financiamento á pesquisa. Hedhly, A. Sensitivity of flowering plant gametophytes to temperature fluctuations. Environmental and Experimental Botany 2011, v.74, n.1, p Scorza, R.; Sherman, W. B. Peaches. In: Janik J.; Moore, J.N. (Ed.). Fruit breeding. New York: John & Sons, p

70 XV ENCONTRO NACIONAL SOBRE FRUTICULTURA DE CLIMA TEMPERADO Herdabilidade de caracteres fenológicos do pessegueiro em Pelotas-RS Maximiliano Dini 1*, Maria do Carmo Bassols Raseira 2, Paulo Celso de Mello-Farias 3 1 UFPel/PPGA Embrapa Clima Temperado (PG). Rodovia 392, Km 78, Monte Bonito, , Pelotas-RS. [email protected]; 2 Embrapa Clima Temperado (PQ). Rodovia 392, Km 78, Monte Bonito, , Pelotas-RS; 3 UFPel (PQ) Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel, Campus Capão do Leão, , Pelotas-RS. Palavras Chave: Prunus persica, floração, período de desenvolvimento do fruto, maturação. A data de plena floração (PF), o período de desenvolvimento do fruto (PDF) e a data de maturação (DM) são caracteres fenológicos importantes na cultura do pessegueiro, principalmente, para orientar a escolha da cultivar e tomar decisões quanto às práticas culturais. A data de PF é muito importante em regiões onde ocorrem geadas. Florações tardias podem ser uma forma de escape às mesmas. A DM é um caráter importante quando há necessidade de substituição de algumas cultivares por outras de melhor comportamento produtivo ou qualidade, e pela necessidade de expansão do período de colheita. O objetivo deste trabalho foi estimar a herdabilidade dos caracteres data de PF, PDF e DM, no pessegueiro, no sentido amplo e restrito. O trabalho foi desenvolvido na Embrapa Clima Temperado (Sede), em Pelotas-RS, no ciclo Foram avaliadas 16 progênies F1 (seedlings) oriundas do Programa de Melhoramento Genético do Pessegueiro, assim como seus genitores. Foram determinadas as datas de PF (50% flores abertas) e DM (1 a colheita). Os dados foram expressos em dias a partir de 1º de junho. O PDF foi calculado pelo intervalo, em dias, entre a data de PF e a DM. A variância observada quanto aos caracteres fenológicos de três clones de um mesmo genitor deve-se ao efeito ambiental, e a média das variâncias dos genitores foi utilizada como a variância ambiental (σe 2 ). A variância observada entre plantas de uma progênie foi utilizada como a variância fenotípica (σp 2 ), ou seja, o efeito genético mais o ambiental. A variância genética (σg 2 ) foi calculada subtraindo a σe 2 da σp 2 de cada progênie. A herdabilidade no sentido amplo (H 2 ), foi estimada como se indica na seguinte fórmula: H 2 =σg 2 /σp 2. A estimativa da herdabilidade no sentido restrito (h 2 ) foi obtida pela regressão linear entre os valores médios dos genitores e os valores médios das progênies (Griffiths et al., 2002). Para PDF, PF e DM foram estimados valores de H 2 muito altos (Tabela 1), sendo mais altos do que aqueles encontrados na bibliografia, porém todos os autores concordam que a H 2 para estes caracteres é alta a muito alta. Algumas estimativas de H 2 foram: 0,91 para PDF (Hartmann, 2013); 0,98 para PF (Centellas-Quezada, 2000); 0,92 para DM (Hartmann, 2013). A H 2 é de pouca utilidade para os melhoristas, sendo a h 2 de maior importância. A h 2 é calculada como a divisão entre a variância genética aditiva (σa 2 ) e σp 2. O efeito da seleção depende da magnitude da σa 2 e não da σg 2. Em consequência, a h 2, e não a H 2, é a relevante para predizer a reposta da seleção (Griffiths et al., 2002). A h 2 para PDF foi praticamente igual à estimativa da H 2 (Tabela 1). O valor de h 2 para PF é similar e intermediário entre os estimados por Hartmann (2013) em 0,62 e por Souza et al. (1998) em 0,78. A h 2 para DM está de acordo com outras estimativas, como 0,72 (Frett, 2016) e 0,94 (Souza et al.,1998). Tabela 1. Número de observações, média e variância fenotípica das 16 progênies avaliadas e estimativas da herdabilidade no sentido amplo (H 2 ) e restrito (h 2 ). PDF PF DM N observações Média 121,41 72,02 192,03 Variância Fenotípica 474,37 116,92 425,73 H 2 0,996 0,987 0,999 h 2 0,993 0,740 0,806 PDF= Período de Desenvolvimento do Fruto (dias); PF= Plena Floração (dias a partir de 1º de junho); DM= Data de Maturação (dias a partir de 1º de junho). A herdabilidade dos caracteres fenológicos (plena floração, período de desenvolvimento do fruto, e data de maturação), no pessegueiro, é alta a muito alta. À Embrapa, ANII e CAPES. Centellas-Quezada, A. Herdabilidade da época de floração e estudos sobre a ferrugem da folha [Tranzchelia discolor Fckl. (Tranz. & Litv.)] em pessegueiro [Prunus persica (L.) Batsch] f. Tese (Doutorado em Fruticultura de Clima Temperado), FAEM, UFPel, Pelotas. Frett, T.J. Genetic determinism of Xanthomonas arboricola pv. pruni (Xap) resistance, fruit quality, and phenological traits in peach and incorporation of marker-assisted selection (MAS) in the University of Arkansas peach and nectarine breeding program, p. Thesis (Doctor of Philosophy in Plant Science), Clemson University, Arkansas. Griffiths, A.J.F., Miller, J.H., Suzuki, D.T., Lewontin, R.C., Gelbart, W.M. Genética, Madrid: McGraw-Hill Interamericana, p. Hartmann, T.P. Heritability and phenotypic correlations in peach [Prunus persica (L.) Batsch], p. (Master of Science), Texas A&M University, Texas. Souza, V.A.B.; Byrne, D.H.E Taylor, J.F. Heritability, genetic and phenotypic correlations, and predicted selection response of quantitative traits in peach: II. An analysis of several fruits traits. J. Am. Soc. Hortic. Sci. v.123, n.4, p ,

71 Influência de diferentes locos de resistência ao míldio da videira Jean Alberto Zanghelini¹, Beatriz Ribeiro Gomes¹, Eduardo Irineu Novak², Claudemar Herpich², Diogo Ascari², Lirio Luiz Dal vesco³, Leocir Jose Welter³ 1 Udesc Universidade do Estado de Santa Catarina, Estudante de Pós-graduação. Rodovia Ulysses Gaboardi, Km 3, Curitibanos - SC, [email protected]. 2 UFSC Universidade Federal de Santa Catarina, Estudante de graduação. Rodovia Ulysses Gaboardi, Km 3, Curitibanos - SC, UFSC Universidade Federal de Santa Catarina, Professor Universitário. Rodovia Ulysses Gaboardi, Km 3, Curitibanos - SC, Palavras Chave: Plasmopara viticola, resistência genética, Vitis vinifera. O míldio da videira (Plasmopara viticola) é considerado um dos fatores mais limitantes ao cultivo de variedades européias (Vitis vinifera) no Sul do Brasil. Programas de melhoramento mundiais, especialmente na Alemanha, estão atuando no sentido de desenvolver novas variedades que apresentem resistência genética durável a doenças, incluindo o míldio, e alta qualidade enológica. Para promover a durabilidade da resistência está sendo adotada a estratégia de diversificação no uso de locos de resistência e a piramidação destes locos (Eibach et al., 2007). Este trabalho objetivou avaliar a resistência genética ao míldio da videira conferida pelos locus Rpv3.1 e Rpv10 isolados e o efeito da piramidação dos locos Rpv3.1+Rpv3.2 e Rpv1+Rpv3.1 no final do ciclo. O experimento foi conduzido no Laboratório de Genética e Biotecnologia, da Universidade Federal de Santa Catarina, Campus de Curitibanos. Para os ensaios foram utilizadas as variedades descritas na Tabela 1. Nos ensaios de resistência ao míldio utilizou-se a metodologia de discos foliares descrita por Mora (2014). O delineamento utilizado foi o de blocos inteiramente casualizados, com cinco repetições. Cada bloco (repetição) correspondeu a uma placa de Petri contendo três discos de cada variedade (replicata técnica). Os esporângios do míldio utilizados na inoculação foram coletados das variedades suscetíveis Merlot e Cabernet Sauvignon implantadas em um vinhedo comercial localizado em Curitibanos/SC. O material vegetal foi coletado e as inoculações foram realizadas no dia 15/03/2017. Para avaliar o nível de resistência ao míldio foi utilizada a escala diagramática OIV-452 (OIV, 2009) adaptada, onde as plantas foram divididas em cinco classes de acordo com a intensidade de esporangióforos (1: zero a cinco; 3: cinco a vinte; 5: vinte a cinquenta; 7: mais que cinquenta; 9: esporulação densa). Baseado na intensidade de esporulação ao míldio da videira separou-se os locos de resistência em dois grupos. O primeiro é formado pelas variedades que possuem os locos Rpv10 e Rpv1+Rpv3.1, que apresentaram alto nível de resistência ao míldio (Figura 1.A). O segundo é formado pelas variedades que possuem os locos de resistência Rpv3.1 e Rpv3.1+Rpv3.2, que apresentaram maior suscetibilidade, com nota de 6,6 e 6,4, respectivamente (Figura 2.B). O baixo nível de resistência conferido pelo loco de resistência Rpv3 pode estar associado ao fato desse gene estar presente em híbridos cultivados no Brasil a várias décadas. A Figura 1. Representação da influência dos locus de resistência. A) locus Rpv3.1+Rpv3.2 e Rpv3.1. B) locus Rpv1 + Rpv3.1 e Rpv10. Tabela 1. Análise de variância e classe média de resistência ao míldio conferida pelos locus. Variedades Locus Classe de nota GF6 Rpv3.1+Rpv3.2 6,04 a GF24 Rpv1 + Rpv3.1 1,54 b Regent Rpv3.1 6,60 a Bronner Rpv10 1,26 b Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade. CV% = O loco Rpv10 conferiu alto nível de resistência ao míldio. A piramidação dos locos de resistência Rpv1+Rpv3.1 apresentou efeito positivo no aumento da resistência. O loco Rpv3 conferiu baixo nível de resistência. UFSC, UDESC e FAPESC pelo fomento à pesquisa e financiamento de bolsas de estudo MORA, F. D. S. Seleção assistida por marcadores moleculares na piramidação de genes de resistência ao Míldio (Plasmopara vitícola) e Oídio (Erysiphe necator) em videira OIV Organization Internationale de la Vigne et du Vin. (2009) Compendium of International Methods of Wine and Must Analysis (OIV, Paris, 504). EIBACH, R.; ZYPRIAN, E.; WELTER, L. J.; TÖPFER, R. The use of molecular markers for pyramiding resistance genes in grapevine breeding. Vitis, v. 46, n. 2, p , DOI: /ActaHortic B 46

72 Uso do cartão FTA Plant Card na extração de amostras de DNA de plantas de macieira Cristiane Carlesso 1, Maraisa C. Hawerroth 2, Marcus V. Kvitschal 2, Thyana L. Brancher 3, Altamir F. Guidolin 4 1 Uniarp-Caçador/SC (IC) Rua Victor Baptista Adami, Centro, , Caçador - SC. [email protected]. 2 Epagri Estação Experimental de Caçador (PQ) Rua Abílio Franco, 1.500, Cx.P. 591, , Caçador, SC. 3 UFLA, Lavras/MG (PG). Av. Doutor Sylvio Menicucci, Kennedy, , Lavras - MG. 4 UDESC, Lages/SC (PQ). Av. Luís de Camões, Conta Dinheiro, , Lages - SC. Palavras Chave: Isolamento e purificação de DNA, análises moleculares, reações em cadeia da polimerase. Diversos protocolos desenvolvidos para a extração de DNA de plantas podem ser utilizados com a cultura da macieira (ANTANAVICIUTE, 2015; REVERS et al., 2006; etc.), porém necessitam de adaptações para maior eficiência e, muitas vezes, são de difícil execução. Além disso, as amostras extraídas requerem condições especiais de armazenamento, principalmente em relação ao controle da temperatura. Com o uso do FTA Plant Card, após a aplicação do material vegetal sobre o cartão a amostra pode ser conservada a temperatura ambiente por longos períodos (até 14 anos), e o processo de extração de DNA é realizado pelos componentes presentes no cartão (WHATMAN FTA, 2017). Logo, o objetivo deste trabalho foi avaliar a eficiência do uso do FTA Plant Card na extração de amostras de DNA de macieira utilizadas em reações de PCR (reações em cadeia da polimerase). Amostras foliares da cultivar Fuji Precoce foram friccionadas sobre a superfície do FTA Plant Card. Foram picotados 1, 2, 3 e 4 discos do cartão ( 1 mm de diâmetro), os quais foram utilizados nas respectivas reações de PCR. A purificação do DNA presente nos discos foi realizada de acordo com o protocolo indicado pelo fabricante, com as alterações realizadas por MBOGORI et al. (2006). A concentração dos componentes das reações de PCR foram as sugeridas por MBOGORI et al. (2006), variando a concentração do iniciador WD40: 0,1 mm e 0,05 mm, que é um iniciador constitutivo para a macieira (PERINI et al., 2014). Nas reações de PCR contendo 1 e 2 discos foram utilizados 20 µl de mix de reação, e nos tubos com 3 e 4 discos foram utilizados 15 µl. A eficiência das reações de PCR foi avaliada por meio da visualização dos produtos de amplificação por eletroforese em gel de agarose 3% utilizando como referência o marcador de peso molecular de 50 pb. Rotineiramente são considerados como melhores padrões de amplificação as bandas com maior definição. Após a análise dos perfis de amplificação, pode-se observar que tanto utilizando 0,1 mm do iniciador quanto 0,05 mm houve amplificação com a adoção de 1 e 2 discos do cartão FTA contendo amostras de DNA. As reações constituídas por 1 disco do FTA resultaram em bandas com maior definição no gel. Contudo, as reações contendo 3 discos do FTA não funcionaram ao utilizar 0,05 mm do iniciador. Já, em ambas as concentrações do iniciador, com 4 discos não se obteve amplificação. Esse comportamento possivelmente se deveu à quantidade de tampão de purificação de DNA utilizada em todos os tratamentos (50 µl), que pode não ter sido suficiente para a purificação do DNA presente nos 3 e 4 discos de FTA utilizados nas reações de PCR. Figura 1. Eletroforese em gel de agarose a 3% demonstrando os produtos amplificados. Considerações finais O uso do FTA Plant Card foi eficiente para a extração de DNA de macieira destinado a reações de PCR, sugerindo maior eficácia quando utilizado nas concentrações de 1 ou 2 discos por reação associado a 0,05 mm ou 0,1 mm do iniciador WD40. ANTANAVICIUTE, L. et al. An inexpensive and rapid genomic DNA extraction protocol for rosaceous species. The Journal of Horticultural Science and Biotechnology, v. 90, n. 4, p , MBOGORI, M. N. et al. Optimization of FTA technology for large scale plant DNA isolation for use in marker assisted selection. African Journal of Biotechnology, v.5, n.9, p , PERINI, P. et al. Reference genes for transcriptional analysis of flowering and fruit ripening stages in apple (Malus domestica Borkh.). Molecular Breeding, n.34, p , REVERS, L. F. et al. Uso prático de marcadores moleculares para seleção assistida no melhoramento de uvas de mesa apirênicas. Revista Brasileira de Fruticultura, v. 28, p , WHATMAN FTA. Collect, archive, transport and purify nucleic acids all at room temperature Disponível em: com/medias/sys_master/pdf_de/pdf_de/h7f/h1b/ pdf 47

73 Levantamento da condição viral em acessos do Banco Ativo de Germoplasma de Macieira da Epagri utilizando métodos DAS-ELISA e RT-PCR Danielle C. Manenti 1, Osmar Nickel 2, Eliezer R. Souto 3, Marcus V. Kvitschal 4, Maraisa C. Hawerroth 4, Filipe S. Schuh 1, Thyana L. Brancher 5 1 UEM Universidade Estadual de Maringá (PG) Av. Colombo, 5.790, Jd Universitário, , Maringá, PR. [email protected]. 2 Embrapa Uva e Vinho (PQ) Rua Livramento, 515, Cx.P. 130, , Bento Gonçalves, RS. 3 UEM Universidade Estadual de Maringá (PQ) Av. Colombo, 5.790, Jd Universitário, , Maringá, PR. 4 Epagri Estação Experimental de Caçador (PQ) Rua Abílio Franco, 1.500, Cx.P. 591, , Caçador, SC. 5 UFLA Universidade Federal de Lavras (PG) Av. Doutor Sylvio Menicucci, 1001, Kennedy, , Lavras, MG. Palavras Chave: Malus domestica, viroses, ASGV, ASPV, ACLSV. Um dos principais acervos de germoplasma de macieira no Brasil é o Banco Ativo de Germoplasma de Macieira da Epagri (BAG-Maçã), localizado em Caçador/SC, o qual é uma das fontes de variabilidade genética para o Programa de Melhoramento Genético de Macieira da Epagri. Contudo, o BAG-Maçã não está totalmente caracterizado quanto às características fenotípicas, genotípicas e condição fitossanitária de seus acessos, o que restringe ou até inviabiliza a utilização e intercâmbio desse germoplasma. Dessa forma, o objetivo do trabalho foi realizar a diagnose dos vírus ASGV, ASPV e ACLSV em alguns dos acessos do BAG-Maçã utilizando os métodos DAS- ELISA e RT-PCR. O trabalho foi desenvolvido no Laboratório de Biotecnologia da Epagri / Estação Experimental de Caçador. Foram analisados 27 acessos do BAG- Maçã para a presença dos vírus ASGV, ASPV e ACLSV. A diagnose foi realizada via teste DAS- ELISA (Double Antibody Sandwich - Enzyme-linked immunosorbent Assay), utilizando os kits completos da Bioreba, seguindo as indicações do fabricante, e via técnica RT-PCR (Reverse Transcription - Polymerase Chain Reaction). As extrações de RNA foram realizadas pelo método de adsorção em sílica. A síntese do cdna foi realizada utilizando o iniciador reverso para cada vírus. As reações de PCR foram ajustadas a um volume final de 15 µl. Os produtos de amplificação esperados foram 755 pb para o vírus ASGV (Nickel et al., 2001), 269 pb para o ASPV (Radaelli et al., 2006) e 358 pb para o ACLSV (Candresse et al., 1995), sendo os pares de iniciadores descritos pelos respectivos autores. Os produtos da PCR foram submetidos a eletroforese em gel de agarose a 1,2 % e visualizados sobre luz UV em fotodocumentador Kodak GelLogic 212 Pro. Considerando o teste DAS-ELISA (Tabela 1), entre os 27 acessos testados foi detectada a presença dos vírus ASGV, ASPV e ACLSV em 22, 8 e 23 genótipos, respectivamente, sendo que apenas a cv. Baronesa mostrou resultado negativo para os três vírus. Na diagnose pelo método RT-PCR (Tabela 1), observou-se que todos os genótipos testados amplificaram o fragmento esperado para a presença do ASPV, enquanto que para os vírus ASGV e ACLSV a diagnose foi positiva em 24 e 17 acessos do BAG-Maçã, respectivamente. Tabela 1. Resultados obtidos a partir dos métodos de diagnose viral por DAS-ELISA e RT-PCR para 27 acessos do BAG-Maçã. Vírus ASGV ASPV ACLSV Método Número de amostras positivas Porcentagem (%) de amostras positivas DAS-ELISA 22 81,48 RT-PCR 24 88,89 DAS-ELISA 8 29,63 RT-PCR ,00 DAS-ELISA 23 85,19 RT-PCR 17 62,96 Considerando os métodos de diagnose utilizados, pode-se afirmar que para o ASGV e para o ASPV, o método molecular foi mais eficiente na detecção dos vírus do que o método sorológico. Já, para o ACLSV, o número de amostras positivas identificadas pelo método DAS-ELISA foi superior ao método RT-PCR, o que pode ser explicado pela existência de variabilidade genética do vírus, não havendo assim pareamento do iniciador e consequente amplificação de produtos na PCR. Todos os 27 acessos do BAG-Maçã da Epagri avaliados apresentam infecção por pelo menos um dos vírus ASGV, ASPV e ACLSV. À FAPESC, Epagri, Embrapa, CNPq e à UEM. Candresse, T.; Lanneau, M.; Revers, L.F.; Grasseau, N.; Macquaire, G.; German, S.; MalinowskI, T.; Dunez, J. An immuno-captura PCR assay adapted to the detection and the analysis of the molecular variability of the apple chlorotic leafspot virus. Acta Hort. 1995, v.386, p Nickel, O.; Fajardo, T.V.M.; Jelkmann, W.; Kuhn, G.B. Sequence analysis of the capsid protein gene of an isolate of Apple stem grooving virus and its survey in Southern Brazil. Fitopatol.bras. 2001, v.26, p Radaelli, P.; Nickel, O.; Schons, J.; Aragão, F.J.L; Fajardo, T.V.M. Diagnóstico biológico e molecular e análise da sequência de nucleotídios do gene da proteína capsidial de um isolado do Apple stem pitting virus. Fitopatol.bras. 2006, v.31, p

74 Similaridade genética entre genótipos copa de macieira com base na caracterização molecular Maraisa Crestani Hawerroth 1*, Marcus Vinícius Kvitschal 1, Thyana Lays Brancher 2, Danielle C. Manenti 3 1 Epagri - Estação Experimental de Caçador (PQ). Rua Abílio Franco, 1500, Bom Sucesso, , Caçador. *[email protected]; 2 UFLA, Lavras/MG (PG). Av. Doutor Sylvio Menicucci, Kennedy, , Lavras - MG.; 3 UEM, Maringá/PR (PG). Av. Colombo, Vila Esperança, , Maringá, PR. Palavras Chave: Malus domestica Borkh., genotipagem, marcadores de DNA, SSR - Simple Sequence Repeat. A caracterização e distinção de novas cultivares desenvolvidas pelo melhoramento genético é tradicionalmente baseada em descritores fenotípicos que contemplam características morfológicas específicas da planta, avaliadas via comparação com cultivares padrões (MAPA, 2012). Contudo, o uso de marcadores moleculares, como os SSR (Simple Sequence Repeats), pode viabilizar a caracterização dos genótipos livres dos efeitos de ambiente, permitindo a definição de uma identidade genética, reprodutível ao longo do tempo e do espaço, auxiliando na correta identificação e rastreabilidade de genótipos. Adicionalmente, permite acessar a distância genética entre genótipos elite através da análise das marcas polimórficas, gerando informações que auxiliam na definição de cruzamentos dirigidos, visando à ampliação da variabilidade genética. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar a similaridade genética entre genótipos de macieira desenvolvidos pela Epagri a partir do polimorfismo identificado pelo uso de iniciadores SSR. Foram avaliados os cultivares Epagri402 Catarina, Epagri403 Fred Hough, Epagri404 Imperatriz, Epagri405 Fuji Suprema, Epagri406 Baronesa, Epagri408 Condessa, Epagri416 Kinkas, SCS417 Monalisa, SCS425 Luiza, SCS426 Venice, SCS427 Elenise, Daiane, Castel Gala, Princesa, Joaquina, Galaxy e Cripps Pink e a seleção M-10/09. As extrações de DNA foram realizadas utilizando o Kit FastDNA SPIN - MPBio ajustado para Malus domestica. Foram utilizados 12 conjuntos de iniciadores SSR nas reações em cadeia da polimerase (PCR): CH04g10, CH05d11, CH05e03, CH02d08, CH02c11, CH01f02, GD 12, CH04c07, CH01h01, GD147, Hi02c07 e CH04e03. Os produtos da PCR amplificados foram separados via eletroforese em géis de agarose 3 %, fotodocumentados e avaliados, originando uma matriz binária. A partir da matriz de similaridade genética gerada com base no Coeficiente de Jaccard, foi construído o dendrograma de agrupamentos pelo método UPGMA. As análises foram viabilizadas pelo uso do programa computacional Genes (CRUZ, 2013). As reações de PCR realizadas com os 12 conjuntos de iniciadores SSR revelaram 52 bandas polimórficas, as que foram utilizadas na caracterização dos genótipos. No geral, o conjunto dos 18 genótipos de macieira avaliados apresentaram similaridade variando no intervalo de 0,38 e 0,87 (similaridade média igual a 0,48). Com base na similaridade média foram formados quatro agrupamentos (Figura 1). Os cultivares Epagri406 Baronesa e Epagri404 Imperatriz apresentaram-se em grupos isolados. Os cultivares Epagri405 Fuji Suprema, Epagri416 Kinkas, Epagri402 Catarina e Joaquina formaram um único agrupamento. Do mesmo modo, os demais 12 genótipos avaliados constituíram outro grupo, sugerindo maior similaridade genética entre os genótipos dispostos em cada grupo em particular. Figura 1. Similaridade entre 18 genótipos de macieira com base no Coeficiente de Jaccard, considerando a variabilidade genética gerada por iniciadores SSR (similaridade média entre genótipos de 0,48; e coeficiente cofenético igual a 0,76). Os genótipos de macieira avaliados apresentam diferentes níveis de similaridade genética entre si, revelada pelos perfis de marcas geradas com a adoção de iniciadores SSR. À FAPESC, Embrapa, UDESC, UEM, e FINEP pelo fomento à pesquisa e financiamento de bolsas de estudo. MAPA. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Macieira frutífera (Malus spp.) Novo Formulário Descritor Disponível em: < /protecao-cultivares/ formularios-protecaocultivares>. Acesso em: 05 abr CRUZ, C.D. GENES - a software package for analysis in experimental statistics and quantitative genetics. Acta Scientiarum, v.35, n.3, p ,

75 XV ENCONTRO NACIONAL SOBRE FRUTICULTURA DE CLIMA TEMPERADO Relação açúcar/acidez em frutas de genótipos de amoreira-preta Robson Camargo 1*, Maximiliano Dini 2, Maria do Carmo Bassols Raseira 3 1 UFPel (PG). Campus Capão do Leão, , Pelotas-RS. [email protected]; 2 UFPel/PPGA Embrapa Clima Temperado (PG). Rodovia 392, Km 78, Monte Bonito, , Pelotas-RS. [email protected]; 3 Embrapa Clima Temperado (PQ). Rodovia 392, Km 78, Monte Bonito, , Pelotas-RS. [email protected]. Palavras Chave: Rubus spp., melhoramento genético, amora-preta. A área cultivada e a produção de frutas de amoreira-preta (Rubus spp.) tem aumentado, nos últimos anos. Sua expansão foi, principalmente, no Rio Grande do Sul, que é o principal produtor brasileiro (ANTUNES et al., 2014). Há espécies nativas do Sul do Brasil, porém, foi a partir de materiais introduzidos dos Estados Unidos que se iniciaram os trabalhos de melhoramento genético na Embrapa Clima Temperado, RS. Oriundas desse programa, foram lançadas seis cultivares, sendo a cv. Tupy, a mais importante delas e a mais plantada no mundo, em regiões de inverno ameno, incluindose o Brasil (RASEIRA e FRANZON, 2012). Entretanto, mesmo a cv. Tupy produz frutas cujo sabor não é doce o suficiente para incentivar o brasileiro a consumir esta fruta in natura. Por isso, um dos objetivos do Programa de Melhoramento da Embrapa, é a obtenção de frutas com maior ratio sólidos solúveis/acidez total titulável (SST/ATT), sendo objetivo deste trabalho avaliar genótipos de amoreira-preta quanto a esta característica. O trabalho foi desenvolvido na Embrapa Clima Temperado, Pelotas-RS, nas safras de , e O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, considerando cada genótipo como um tratamento e as safras como repetições. Foram utilizados 13 genótipos de amoreira-preta, sendo duas cultivares (Tupy e Xingu) e 11 seleções. Os frutos foram colhidos e armazenados em freezer (-18ºC) até o final de cada safra. Após esse período, os frutos foram descongelados e extraído seu suco. Para obter a acidez total titulável (ATT) foram utilizados 5mL de suco mais 95ml de água destilada, foi titulado com NaOH (0,1N) até atingir ph 8,1. A ATT foi expressa em gramas de ácido cítrico por 100mL. A determinação dos sólidos solúveis totais (STT) foi feita em frutos de cada genótipo, tão logo foram colhidos, utilizando refratômetro digital Atago modelo PR-101, com valores expressos em Brix. O ratio foi calculado dividindo os SST pela ATT. Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste Duncan, a 5% de probabilidade de erro. O ratio (SST/ATT) variou de 3,95 a 8,97 (Tabela 1), entre os genótipos avaliados. A seleção Black 287 apresentou o maior valor, diferenciando-se estatisticamente de todos os demais genótipos. Estudando seis cultivares, Mota (2006) obteve valores de ratio entre 4,2 e 5,2, concluindo que devido à baixa relação SST/ATT as frutas deveriam ser consumidas com adição de açúcar ou edulcorante. Trabalhando na Turquia, com nove cultivares, Turemis et al. (2003) relataram para um ano de produção ratio de 4,2 a 7,0 e para outro 7,1 a 9,6, mostrando a importância desse índice ser observado por vários anos. Dada esta característica ser uma um parâmetro apropriado para estimar a percepção do sabor, a seleção Black 287 pode ser indicada para o consumo in natura. Tabela 1. Ratio (SST/ATT) de frutas de 13 genótipos de amoreira-preta, avaliados por três safras, Embrapa Clima Temporada, Pelotas-RS. Genótipo SST / ATT Black 287 8,97 a Black 277 6,53 b Tupy 6,40 b Black 273 6,21 bc Black 254 6,04 bc Black 197 5,76 bc Black 139 5,72 bc Black 289 5,64 bc Xingu 5,42 bc Black 247 5,32 bc Black 196 5,09 bc Black 178 4,84 bc Black 231 3,95 c CV (%) 21,00 *Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste de Duncan, a 5% de probabilidade. A seleção Black 287 de alto ratio (SST/ATT), apresenta frutas com bom potencial para o consumo in natura. À Embrapa Clima Temperado. Antunes, L.E.C.; Pereira, I.S.; Picolotto, L.; Vignolo, G.K.; Gonçalves, M.A. Produção de amoreira-preta no brasil. Revista Brasileira de Fruticultura, Jaboticabal, v.36, n.1, p , Mota, R.V. Caracterização do suco de amora-preta elaborado em extrator caseiro. Ciênc. Tecnol. Aliment., Campinas, v.26, n.2, p , Raseira, M.C.B.; Franzon, R.C. Melhoramento genético de cultivares de amora-preta e mirtilo. Informe Agropecuário, Belo Horizonte, 2012, v.33, n.268, p Turemis, N.; Kafkas, S.; Kafkas, E.; Onur, C. Fruit characteristics of nine thornless blackberry genotypes. Journal American Pomological Society, v.57, n.4, p ,

76 Caracterização de acessos promissores de macieira do BAG-IAPAR Alexandre Friedrich Ribas 1, Clandio Medeiros da Silva 2, Paulo M. C. Bueno 3, Jeferson B. Eilert 4, Wilson Schvieczrski 5, Gilberto Mildemberg 6 1 Instituto Federal do Paraná Campus de Palmas (IC), 2 Instituto Agronômico do Paraná-IAPAR (PQ), 3 Instituto Federal do Paraná Campus de Palmas (PQ), 4 Universidade Estadual de Maringá-UEM (PG), 5 Instituto Agronômico do Paraná-IAPAR (TM), 5 Universidade Tuiuti do Paraná UTP (IC). Rua Tertuliano Bueno de Andrade, s/n 0, Bairro Aeroporto, Cx. P. 282, , Palmas, PR. [email protected] Palavras Chave: Malus domestica Borkh, Melhoramento, Genótipos. A macieira, pertencente à família das Rosaceae gênero Malus, além de ser consumida como fruta fresca, pode ser usada em diversos níveis de processamento. A fenologia dos genótipos promissores é bastante importante para o melhoramento genético desta cultura. O objetivo deste trabalho foi caracterizar a fenologia dos acessos promissores de maçã do Banco de Germoplasma de maçã (BAG-maçã) do IAPAR. O trabalho foi realizado na Estação Experimental do IAPAR de Palmas, PR. Foram avaliados seis acessos do (BAG-maçã). Semanalmente foram realizadas observações fenológicas, segundo descrição de Fleckinger (1953). O período avaliado foi de 27 de julho de 2016, até o dia 13 de dezembro do mesmo ano. Foram avaliadas as datas de Início da brotação, Início do florescimento e estádio de Frutos verdes. Na tabela 1, mostra os resultados obtidos nas avaliações realizadas no período avaliado. Sendo que em cada época dos estádios obtemos diferentes situações climáticas, as quais podem ser benéficas ou maléficas para a cultura da maçã. Na figura 1 mostra fotos dos acessos avaliados. Tabela 1. Datas de Início da brotação, Início do florescimento e Frutos verdes. Genótipo Início da Início do Frutos Brotação Florescimento Verdes Eva 27/julho 09/agosto 27/setembro /julho 30/agosto 27/setembro /agosto 30/agosto 27/setembro /agosto 06/setembro 04/outubro /agosto 20/setembro 18/outubro /agosto 04/outubro 25/outubro Figura 1. Fotos de alguns dos estádios fenológicos: A Planta dormente; E2 Botão Rosado; F2 Plena Floração; H Queda das pétalas; I Frutificação efetiva; J Frutos Verdes; L Frutos maduros. Com base nas observações fenológicas realizadas nestes acessos promissores observar-se que os mesmos podem ser considerados precoces. Ao IAPAR e ao CNPQ pelo fomento à pesquisa e financiamento da bolsa de estudo. Fleckinger, J. Observations recentes sur l écologie du pommier à cidre. Communication 8. Congrés. International de Botanique et d Agronomie, Paris. Note Interne, INRA, Station d Améliorationdes Plantes, Versailles. 14p

77 Variabilidade fenotípica dos acessos de Physalis spp. cultivados em Chapecó Alice Silva Santana 1*, Jean do Prado¹, Alison Uberti 2, Bachelor Louis¹, Adriana Lugaresi 2, Doralice L. de O. Fischer 3, Clevison L. Giacobbo 4 1 Universidade Federal da Fronteira Sul campus Chapecó (IC). Rodovia SC 484 km 2, B. Fronteira Sul, , Chapecó SC. [email protected]. 2 UFFS (IC). Bolsista UFFS/FAPESC. Rodovia SC. 484, Km 02, Fronteira Sul, , Chapecó, SC. 3 IFSul (PG) Profª. Dra., Curso Técnico em Fruticultura, Campus CAVG IFSul, Pelotas-RS. 4 UFFS, (PQ). Prof. Dr. Agronomia/PPGTA. Campus Chapecó. Rodovia SC 484, Km 02, Fronteira Sul, , Chapecó, SC. Palavras Chave: fisalis, frutífera, desenvolvimento vegetativo, pequenos frutos. O gênero Physalis, pertencente à família Solanaceae, é originário dos Andes e apresenta cerca de noventa espécies herbáceas com hábito perene, que se distribuem, principalmente na América do Sul, América Central e América do Norte. Este gênero possui espécies que produzem frutos comestíveis, de alto valor nutricional e grande importância farmacológica devido à bioprodução de substâncias complexas com diversas propriedades terapêuticas comprovadas (LORENZI & MATOS, 2002). O objetivo deste trabalho foi avaliar diferentes genótipos de Physalis e identificar sua potencialidade para utilização no melhoramento genético desta espécie. O experimento foi conduzido a campo na área da Fruticultura, localizada no campo experimental da UFFS campus Chapecó, SC ( S; 52 42'28 W), a qual possui solo do tipo Latossolo Vermelho Distroférrico e clima categoria C, subtipo Cfa (Clima Subtropical úmido), com inverno frio e úmido, e verão moderado e seco, segundo classificação de Köppen. O programa de melhoramento genético de Physalis, na UFFS- Chapecó, iniciou no ano de 2015 e as observações foram realizadas no ciclo 2016/17. O experimento foi conduzido em um delineamento inteiramente casualizado com 120 híbridos do programa de melhoramento genético, sem repetições, dispostos em um sistema de plantio com espaçamento de 1 m entre plantas e 2 m entre linhas. Com a finalidade de verificar o comportamento vegetativo dos acessos, foram avaliados os seguintes parâmetros: altura de planta (cm), mensurada com fita métrica da base à altura máxima da planta; diâmetro do caule (mm), mensurado com auxílio de um paquímetro digital, com duas medias a 10 cm de altura do solo; dimensão da copa (cm³) e área média da folha (cm²). Para a área foliar média, adotou-se o valor médio de uma amostra de cinco folhas por planta, sendo os dados obtidos com auxílio de um folharímetro. Para o valor de dimensão da copa (DC), efetuou-se a mensuração da altura da planta (AL), largura da copa em sentido da entrelinha (EL) e da linha (L), calculado através da seguinte fórmula: DC = AL EL L. Para a análise da altura, foram efetuados a média aritmética, desvio padrão e amplitude dos dados. Para o diâmetro do caule, efetuou-se a média aritmética aliada à amplitude dos dados enquanto que para a dimensão da copa, média aritmética, amplitude e frequência observada dos dados. A altura das plantas apresentou média de 79,93 cm, com amplitude de 85 cm e desvio padrão de 22,09 cm. Observa-se que a amplitude de altura foi maior que a respectiva média, representando alta variabilidade fenotípica entre as plantas avaliadas. A média da dimensão da copa foi de cm 3 sendo que a menor copa teve valor equivalente a cm 3 e a maior, cm 3. Observa-se que dos 120 acessos, 47 (39 %) possuem copa com dimensão de 1000 a cm 3 (Figura 1) enquanto que outros acessos, de maneira isolada, possuem maior dimensão de copa, entre a cm 3. O valor médio de diâmetro de caule das plantas correspondeu a 13,86 mm e a amplitude foi de 19,03 mm, enquanto que a área média de folha foi de 39,50 cm². Figura 1. Frequências observadas da dimensão de copa de acessos de Physalis spp. cultivados na UFFS Chapecó. Conclui-se que os acessos de Physalis spp., apresentam ampla variabilidade fenotípica para caracteres dimensão de copa, altura de planta, diâmetro de caule e área média foliar, demonstrando potencialidade de utilização no melhoramento genético da cultura. LORENZI. H., MATOS, F.J.A Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas cultivadas. Nova Odessa: Instituto Plantarum. 512 p. 52

78 Brotação de genótipos de macieira do banco de germoplasma do IAPAR submetidos a diferentes níveis de acúmulo de frio Jeferson B. Eilert 1, Clandio M. da Silva 2, Paulo M. C. Bueno 3, Iohann M. Bauchrowitz 4, José dos Santos Neto 5, Alexandre F. Ribas 6, Wilson Schvieczrski 7 1 Universidade Estadual de Maringá-UEM (PG), 2 Instituto Agronômico do Paraná-IAPAR (PQ), 3 Instituto Federal do Paraná-IFPR (PQ), 4 Universidade Estadual de Ponta Grossa-UEPG (PG), 5 Instituto Agronômico do Paraná-IAPAR (P), 6 Instituto Federal do Paraná-IFPR (IC), 7 Instituto Agronômico do Paraná-IAPAR (TS). Rodovia BR Celso Garcia Cid, Km 375, Cx. P , , Londrina, PR. [email protected] Palavras Chave: Malus domestica Borkh; dormência; precocidade. A ação das baixas temperaturas por um período de tempo nas macieiras dormentes faz com que as mesmas saiam da dormência e iniciem a brotação. O objetivo do trabalho foi verificar o tempo médio e porcentagem de brotação dos genótipos de macieira submetidos a diferentes unidades de frio (UF). Foram avaliados 15 genótipos de macieiras considerados promissores e com características de precocidade, oriundas do programa de melhoramento do IAPAR, esses materiais se encontram no BAG-maçã na estação de Palmas PR. Foi analisado o tempo médio de brotação e a porcentagem de brotação das gemas desses genótipos expostos a diferentes unidades de frio (UF), calculados pelo método Carolina do Norte Modificado. Foram coletados ramos de 20 a 25 cm, os ramos foram cortados, eliminando suas extremidades e deixando apenas oito centímetros de comprimento central do ramo, as gemas laterais foram todas removidas, exceto a última gema que se encontrava a um centímetro abaixo da extremidade superior. No dia da coleta das estacas já existia um acúmulo de 349,5 UF, portanto a testemunha possuía 349,5 UF. Os demais tratamentos foram submetidos à câmara fria com temperatura de 3 C ± 1 C, o primeiro tratamento foi de 517,5 UF, o segundo tratamento com 685,5 UF, e o terceiro tratamento com 853,5 UF. Após, as estacas foram acondicionadas em bandejas com substrato comercial para hortaliças e submetidas a uma temperatura de 25 C ± 1 C, com fotoperíodo de 16 horas de luz e oito horas escuro. A metodologia usada como referência foi a de Putti (2000). Dentre os genótipos avaliados como precoces, a maioria das estacas tiveram brotação superior a 70% no tratamento com 349,5 UF (testemunha). Apenas três dos 15 genótipos ( , e ) não tiveram as gemas das estacas brotadas nessas condições (349,5 UF), porém quando a quantidade de frio acumulada foi de 517,5 UF todas as estacas dos genótipos avaliados tiveram uma brotação superior a 85%. Foi observado que quanto maior o acumulo de frio que essas estacas foram expostas, através dos tratamentos com 685,5 e 853,5 UF, maior foi a homogeneidade e uniformidade de brotação das gemas, além de diminuir o tempo que as mesmas necessitaram para brotação. Três dos genótipos avaliados ( , e ) apresentaram decréscimo na brotação das estacas no tratamento com maior quantidade de frio, fato que normalmente não ocorre. Devido a esse acontecimento esses genótipos serão reavaliados. Figura 01. Dias para brotação (A) e porcentagem de brotação (B) das estacas de macieira submetidas a diferentes tratamentos de frio. Conclusão Quanto maiores as UF, maior será a brotação e a homogeneidade dessas brotações, além de resultar em um menor intervalo de tempo de brotação em relação a tratamentos com menos unidades de frio. No quesito precocidade, nenhum dos genótipos avaliados se mostrou mais precoce a cultivar Eva, porém muitos se assemelham a essa cultivar, não diferindo estatisticamente da mesma. A estação experimental do IAPAR na cidade de Palmas-PR pela disponibilidade do local para a realização do experimento e ao CNPq pela bolsa de iniciação científica concedida. PUTTI, G. L.; MENDEZ, M. E. G.; PETRI, J. L. Unidades de frio e de calor para a brotação de macieira (Malus domestica, Borkh), Gala e Fuji. Revista brasileira de Agrociência, v.6 no.3, , A B 53

79 Repetibilidade em caracteres de qualidade de frutos em híbridos de macieira Marcus Vinícius Kvitschal 1*, Maraisa Crestani Hawerroth 1, Marcelo Couto 1, Alberto Fontanella Brighenti 2, Cristiane Carlesso 3, Thyana Lays Brancher 4 1 Epagri Est. Exp. de Caçador (PQ). Rua Abílio Franco, 1500, Bom Sucesso, , Caçador SC. *[email protected]. 2 Epagri Est. Exp. de São Joaquim (PQ). Rua João Araújo Lima, 102, , São Joaquim SC. 3 Uniarp (IC). Rua Victor Baptista Adami, 800, , Caçador - SC. 4 UFLA, Lavras/MG (PG). Av. Doutor Sylvio Menicucci, Kennedy, , Lavras - MG. Palavras Chave: Malus domestica Borkh., espécie perene, maçãs, expressão repetida no tempo. Na seleção de híbridos de macieira, além da adaptação climática, da boa fitossanidade e do desempenho agronômico satisfatório das plantas, é imprescindível que sejam considerados atributos de qualidade de frutos. Também é importante que o genótipo selecionado tenha capacidade de repetir o fenótipo de interesse ao longo do tempo. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar a repetibilidade em caracteres relacionados à qualidade de frutos de macieira com base em diferentes métodos e a sua aplicação na seleção de híbridos superiores. Foram avaliados 106 híbridos do Programa de Melhoramento Genético de Macieira da Epagri, oriundos dos cruzamentos: Monalisa polinização aberta (76 híbridos); Fred Hough vs. Monalisa (15 híbridos); M-11/01 vs. M-13/91 (15 híbridos). Os caracteres avaliados foram: número e tamanho de frutos; aparência; firmeza, fineza, suculência e crocância da polpa; sabor e aroma. A avaliação foi feita por meio de escala numérica (1 a 5), sendo 1 o valor de menor interesse e 5 o valor de maior interesse. O balanço acidez/açúcar também foi avaliado por meio de escala, sendo o 3 atribuído para o sabor considerado balanceado, < 3,0 para polpa mais doce e > 3,0 para a polpa mais ácida. Os coeficientes de repetibilidade (r) foram calculados a partir de dados de 3 anos (2015, 2016 e 2017), por seis modelos matemáticos: ANOVA Modelos 1 e 2; 1º Componente Principal Covariância e Correlação; Análise Estrutural Correlação e Covariância, utilizando o programa estatístico Genes (CRUZ, 2013). As estimativas do coeficiente de repetibilidade (r) foram bastante variáveis para os caracteres de qualidade de frutos em macieira, independente da metodologia de cálculo (Tabela 1). O modelo baseado na análise de Componentes Principais (Covariância) foi o que permitiu melhor ajuste matemático (maiores valores de R 2 ). Isso se deve, possivelmente, à natureza desses caracteres, corroborando com Cruz e Regazzi (2001), que recomendam o uso desse modelo para caracteres que se expressam de modo oscilante no tempo ou no espaço. No geral, para os caracteres de melhor ajuste do modelo matemático, estimou-se que são requeridas de 3 a 6 safras para garantir a seleção de plantas superiores com confiabilidade 80%. Tabela 1. Coeficientes de repetibilidade (r) e de determinação (R 2 ), e número de avaliações para atender ao coeficiente de determinação igual a 0,8. Caráter Anova (Modelo 1) Anova (Modelo 2) r R 2 R 2 =0,8 r R 2 R 2 =0,8 Nº de frutos 0,55 78,77 3,24 0,56 78,93 3,20 Tamanho de frutos 0,02 4,92 232,08 0,02 4,68 244,26 Aparência 0,48 73,36 4,36 0,48 73,34 4,36 Firmeza 0,34 61,36 7,56 0,34 61,20 7,61 Fineza 0,07 17,73 55,70 0,07 18,12 54,23 Suculência 0,06 15,26 66,63 0,06 15,12 67,37 Crocância 0,18 40,17 17,87 0,18 39,84 18,12 Acidez/acúcar 0,37 63,37 6,94 0,36 63,18 7,00 Sabor 0,23 47,26 13,39 0,23 47,06 13,50 Aroma 0,10 25,98 34,20 0,10 25,86 34,41 Média geral 0,24 42,82 44,20 0,24 42,73 45,41 Caráter 1º Componente Principal (Covariância) 1º Componente Principal (Correlação) r R 2 R 2 =0,8 r R 2 R 2 =0,8 Nº de frutos 0,57 79,64 3,07 0,56 78,98 3,19 Tamanho de frutos 0,93 97,37 0,32 0,21 45,00 14,67 Aparência 0,96 98,77 0,15 0,49 74,19 4,17 Firmeza 0,41 67,83 5,69 0,37 63,40 6,93 Fineza 0,41 67,46 5,79 0,23 46,62 13,74 Suculência 0,96 98,61 0,17 0,33 59,10 8,31 Crocância 0,28 53,33 10,50 0,19 41,54 16,89 Acidez/acúcar 0,84 94,08 0,76 0,42 68,46 5,53 Sabor 0,30 55,81 9,50 0,24 48,87 12,56 Aroma 0,94 98,00 0,25 0,31 57,01 9,05 Média geral 0,66 81,09 3,62 0,34 58,32 9,50 Caráter Análise estrutural Análise estrutural (Correlação) (Covariância) r R 2 R 2 =0,8 r R 2 R 2 =0,8 Nº de frutos 0,56 78,93 3,20 0,55 78,77 - Tamanho de frutos 0,16 36,85 20,57 0,02 4,92 - Aparência 0,34 60,73 7,76 0,48 73,36 - Firmeza 0,36 63,23 6,98 0,35 61,36 - Fineza 0,21 44,17 15,17 0,07 17,73 - Suculência 0,31 57,59 8,84 0,06 15,26 - Crocância 0,19 41,53 16,89 0,18 40,17 - Acidez/acúcar 0,38 64,44 6,62 0,37 63,37 - Sabor 0,24 48,77 12,60 0,23 47,26 - Aroma 0,30 56,59 9,21 0,10 25,98 - Média geral 0,31 55,28 10,78 0,24 42,82 - O método baseado em análise de Componentes Principais (Covariância) foi o mais específico na estimativa da repetibilidade para caracteres relacionados à qualidade de maçãs, sendo necessária a avaliação em 3 a 6 safras para a maior confiabilidade na seleção de plantas superiores. À Epagri, FAPESC, FINEP e Embrapa. CRUZ, C.D. GENES - a software package for analysis in experimental statistics and quantitative genetics. Acta Scientiarum, v.35, n.3, p , CRUZ, C.D.; REGAZZI, A.J. Modelos biométricos aplicados ao melhoramento genético, 2.ed., Viçosa: UFV, 2001, 390p. 54

80 Componentes de rendimento e produtividade de videiras cultivadas no sistema agroecológico em dois vizinhos, PR Josiane A. Mariani¹, Gilmar A. Nava², Dalva Paulus² ¹Mestranda do Programa de Pós Graduação em Agroecossistemas da UTFPR-DV, [email protected]; ²Eng. Agr. Dr., professor da UTFPR-DV - Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Câmpus Dois Vizinhos. Estrada para Boa Esperança, km 04, Cx Postal 157, , Dois Vizinhos, PR. Palavras Chave: Uva, variedades, agroecologia, produtividade. No Brasil o suco de uva tem sido nos últimos anos mais uma alternativa importante de renda para as famílias de pequenos agricultores, os quais detém a maioria das mais de 1,1 mil vinícolas espalhadas pelo país (Ibravin, 2017). No estado do Paraná a viticultura começou na década de 40 e, atualmente, é o 4 maior produtor de uvas do país. Na última safra, com uma produção de 80 mil t., foi um dos estados que apresentou queda na produção, devido a fatores climáticos e redução de área colhida (Mello, 2016). A produção de uvas no Brasil é diferenciada de acordo a região de cultivo. No Sul predomina o cultivo de uvas americanas e híbridas para produção de sucos e vinhos e, nas outras regiões, o cultivo de uvas americanas e europeias de mesa, tanto para o mercado interno, como para exportação (Fachinello et al., 2011). O objetivo desse trabalho foi avaliar alguns componentes de rendimento e a produtividade de oito variedades de videiras em Dois Vizinhos, Sudoeste do Paraná. O experimento foi conduzido no setor de Fruticultura da Universidade Tecnológica Federal do Paraná Campus de Dois Vizinhos, durante a safra 2014/2015. O delineamento experimental foi inteiramente ao acaso, com quatro repetições de duas plantas úteis cada. Foram avaliadas oito variedades (BRS Carmem, BRS Lorena, BRS Violeta, Concord Clone 30, Isabel, Isabel Precoce, Moscato Bailey e Niágara Branca). O vinhedo foi implantado em agosto de 2012 com mudas oriundas de enxertia de mesa sobre o porta-enxerto Paulsen 1103, espaçadas de 1,5 x 2,3 m. O sistema de condução foi o de espadeira em cordão esporonado (poda curta em duas gemas). As avaliações foram feitas no momento da colheita das uvas, sendo: número de cachos por planta, através da contagem dos cachos ainda imaturos; massa fresca dos cachos, mediante pesagem dos mesmos em balança semi-analítica; estimativa de produtividade (kg.planta -1 ) através da multiplicação do número de cachos por planta pela sua massa média e; estimativa de produtividade (t.ha -1 ), sendo kg.planta - 1 x n de plantas.ha -1 (2898). Aos dados se aplicou a Anova e o teste de agrupamento de médias de Scott e Knott (p 0,05). A variedade que obteve o maior número de cachos por planta, maior produção (kg.planta -1 ) e maior produtividade (t.ha -1 ) foi a variedade BRS Violeta, mesmo apresentando massa de cachos inferior a outras variedades. As variedades que produziram menos cachos apresentaram as maiores massas de cachos, sendo elas a Moscato Bailey, BRS Lorena e BRS Carmem. A variedade Niágara Branca produziu um número intermediário de cachos, porém esses com bom tamanho. As variedades que obtiveram as menores produções (kg.planta -1 ) e produtividades (kg.ha -1 ) foram a Concord Clone 30, BRS Lorena, Isabel, Moscato Bailey e BRS Carmem. As variedades Isabel Precoce e Niágara Rosada tiveram resposta intermediaria para todas as variáveis quantificadas. Tabela 1. Componentes de rendimento e produtividade de oito variedades de videiras, safra 2014/2015. UTFPR-DV, Dois Vizinhos, Variedade Cachos. Planta -1 Massa de cachos (g) Produç (kg. planta -1 ) Prod. (t.ha -1 ) BRS Carmem 4,0 c 103,3 a 0,22 c 0,63 c BRS Lorena 2,0 c 128,9 a 0,12 c 0,35 c BRS Violeta 103,7 a 76,8 b 4,02 a 11,64 a Concord Clone 30 15,2 c 38,8 b 0,43 c 1,27 c Isabel 8,7 c 90,0 b 0,41 c 1,19 c Isabel Precoce 38,2 b 67,3 b 1,30 b 3,78 b Moscato Bailey 4,0 c 131,6 a 0,37 c 1,10 c Niágara Branca 26,7 b 114,0 a 1,62 b 4,70 b Média 25,3 93,8 1,00 3,00 CV (%) 47,9 26,8 66,4 66,4 Médias seguidas da mesma letra na coluna não diferem estatisticamente entre si pelo teste de Scott-Knott (p 0,05). Nas condições edafoclimáticas de Dois Vizinhos, PR, para a safra agrícola 2014/2015 (1ª colheita), pode-se afirmar que a variedade BRS Violeta foi a mais produtiva. IBRAVIN - Instituto Brasileiro do Vinho. Panorama geral. Disponível em: < Acesso em: 30 mar Mello, L. M. R. Desempenho da vitivinicultura brasileira em Comunicado técnico, n.191, p.1-5, Bento Gonçalves, Fachinello, J.C.; Pasa, M. da S.; Schmtiz, J.D.; Betemps, D.L. Situação e perceptiva da fruticultura de clima temperado do Brasil. Revista Brasileira de Fruticultura, v. especial, p ,

81 Efeito de Thidiazuron, Proexadione cálcio e Ácido Giberélico na frutificação da macieira Daiane Vera Lucia Scapin 1, José Luiz Petri 2, Gabriela Zanchettin 3, Gentil Carneiro Gabardo 4, Ricardo Sachini 2, Bianca Schveitzer 2 1 UNIARP-Rua Victor Baptista Adami, Centro, Caçador - SC, [email protected] (IC). 2 Epagri Estação Experimental de Caçador. Rua Abílio Franco, 1500, Bom Sucesso, , Caçador (PQ); 3 UFSC Universidade Federal de Santa Catarina Campus Trindade, Florianópolis, SC (IC); 4 UDESC. Avenida Luís de Camões, 2090, , Lages-SC (PG). Palavras Chave: Malus domestica Borkh, frutificação efetiva, reguladores de crescimento. Os reguladores de crescimento são tidos como ferramentas mediadoras de processos fisiológicos e metabólicos, que podem ser utilizados na fruticultura para melhorar a frutificação efetiva em condições pouco favoráveis ao desenvolvimento natural. Dentre eles, o Thidiazuron (TDZ) se destaca, visto que, estimula a divisão celular, e assim aumenta a frutificação efetiva, porem pode alterar as características físico - químicas e também a forma dos frutos em algumas espécies (PETRI et al., 2001). A combinação de TDZ com Proexadione cálcio (PCa) e Ácido Giberélico (AG) é pouco estudada. A maioria das informações disponíveis sobre o uso de TDZ, são referentes as macieiras Gala e seus clones, pouco se sabe sobre seus efeitos na cultivar Daiane. O objetivo do trabalho foi avaliar concentrações crescentes de TDZ, PCa e AG sobre o efeito na frutificação efetiva e produção de macieiras da cv. Daiane, bem como, possíveis alterações nas características dos frutos. O experimento foi conduzido em pomar de macieira Daiane /M-7, com 15 anos de idade, na Epagri - Estação Experimental de Caçador, SC, no ciclo 2016/2017. O delineamento experimental foi em blocos ao acaso, com 7 tratamentos e 5 repetições Os tratamentos foram: 1. Controle; 2. TDZ 1g/100L; 3.TDZ 1g/100L+ PCa 11g/100L; 4.TDZ 1g/100L + AG 10g/L; 5. TDZ 2g/100L; 6. TDZ 2g/100L + PCa 11g/100L; 7. TDZ 2g/100L + AG 10g/L, sendo aplicados na plena floração. As variáveis analisadas foram: frutificação efetiva, produção, massa média dos frutos, número de sementes por fruto, relação comprimento/diâmetro e teores minerais da polpa dos frutos. Os dados foram submetidos à análise de variância e à análise de médias pelo teste Scott- Knott, a 5% de probabilidade de erro. A frutificação efetiva aumentou significativamente nos tratamentos TDZ 1g/100L + PCa 11g/100L, TDZ 2g/100L, TDZ 2g/100L + PCa 11g/100L e TDZ 2g/100L + AG 10g/L, sendo que o tratamento testemunha apresentou a menor frutificação efetiva com 1,3%, a qual se refletiu na produção que também foi a menor com 6,7 kg/planta, comparado ao tratamento de TDZ 2g/100L + PCa 11g/100L com 42,2 kg/planta (Tabela 1 e 2). O aumento da concentração de TDZ proporcionou aumento da frutificação efetiva e produção por planta. Tabela 1 - Produção por planta, número de frutos e massa fresca média dos frutos na macieira Daiane com diferentes tratamentos. Caçador, SC, Tratamentos Produção por planta MFMF (Kg) Frutos (g) 1. Controle 6,7 c 32,4 d 201,4 ns 2. TDZ 1g/100L 18,0 c 103,6 c 175,3 3. TDZ 1g/100L 1 + PCa 11g/100L 25,0 b 142,0 b 179,1 4. TDZ 1g/100L + AG 10g/L 16,2 c 81,8 c 198,7 5. TDZ 2 g/100l 29,0 b 166,0 b 175,5 6. TDZ 2g.100 L -1 + PCa 11g/100L 1 42,2 a 237,4 a 176,3 7. TDZ 2g/100L + AG 10g/L 19,9 c 106,4 c 187,2 CV (%) 40,3 17,6 12,0 MFMF: Massa fresca média dos frutos. Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste de Scott- Knott, a 5% de probabilidade. Tabela 2 - Frutificação efetiva e número de sementes por fruto na macieira Daiane com diferentes tratamentos. Caçador, SC, Tratamentos Frutificação efetiva (%) NSF 1. Controle 1,3 b 3,0 a 2. TDZ 1g/100L 10,6 b 2,6 b 3. TDZ 1g/100L 1 + PCa 40g/100L 34,0 a 3,1 a 4. TDZ 1g/100L + AG 10g/L 8,2 b 1,8 b 5. TDZ 2 g/100l 16,1 a 2,5 b 6. TDZ 2g.100 L -1 + PCa 11g/100L 1 26,7 a 3,5 a 7. TDZ 2g/100L + AG 10g/L 13,7 a 1,9 b NSF: Número médio de sementes por fruto. Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste de Scott- Knott, a 5% de probabilidade. A combinação TDZ + PCa potencializou o efeito no aumento da produção na Cv. Daine PETRI, J.L.; SCHUK, E.; LEITE, G.B. Efeito do Thidiazuron(TDZ) na frutificação de fruteiras de clima temperado. Revista Brasileira de Fruticultura, Jaboticabal, v. 23, n. 3, p ,

82 Produção e qualidade de uvas Chardonnay plantadas com diferentes tipos de mudas André L. K. de Souza¹, Edson L. de Souza², Nelson P. Feldsberg³, Samila S. Camargo 4, Juliana C. Uncini 5, Vinicius Caliari¹ 1 Epagri Estação Experimental de Videira (PQ). Rua João Zardo, 1660, Campo Experimental, , Videira. [email protected]; 2 Unoesc (PQ). Videira-SC; 3 EMBRAPA (PQ). Canoinhas-SC; 4 UDESC (PG). Lages-SC; 5 UDESC (IC). Lages-SC Palavras Chave: Vitis vinifera, videira, propagação, espumante. A implantação de um vinhedo é um dos principais responsáveis pelo sucesso da viticultura, então, o uso de mudas de qualidade tem um papel importante para reduzir falhas de plantio e proporcionar um crescimento do dossel de maneira satisfatória. Além da questão sanitária, um padrão morfológico adequado também exerce função importante. Nesse sentido, atualmente existem diversas formas de produção e comercialização de mudas, sejam elas por viveiristas ou pelos próprios viticultores e existe a necessidade de trabalhos científicos que demostrem qual das opções proporciona melhor resposta nos primeiros anos de plantio. O trabalho foi realizado com o objetivo de identificar o melhor tipo de muda da videira Chardonnay enxertada no porta-enxerto Paulsen 1103, conduzidas em espaldeira, levando-se em conta o vigor, a produtividade e a qualidade dos frutos. Utilizando-se o porta-enxerto Paulsen 1103, diferentes tipos de mudas de Chardonnay foram plantadas no ano O plantio foi realizado na área da Estação Experimental da Epagri de Videira- SC em espaçamento de 1,2 x 3,0 m, sendo a condução em cordão duplo esporonado, no sistema de espaldeira. As parcelas foram constituídas por cinco plantas, repetidas cinco vezes. Os tratamentos foram: RN - muda de raiz nua produzida em viveiro por enxertia com máquina; EV - enxertia verde realizada no verão em portaenxertos enraizados levados ao campo; EI - estaca enraizada em recipientes para posterior enxertia de inverno no campo; FE - estaca enxertada logo após a emissão das primeiras raízes em casa de vegetação; BI - enxertia no inverno após 9 meses da implantação no campo; BE - gema enxertada em porta-enxerto previamente enraizado em viveiro e levada ao campo logo após o inchamento das gemas da cultivar copa. As plantas foram avaliadas nas safras 2013 e 2014 quanto a massa de cachos e de material de poda de inverno, número de ramos e de cachos, produção por planta, teor de sólidos solúveis totais (SST) e acidez total titulável (ATT). Os dados foram submetidos a análise de variância e, quando significativos, foram comparados pelo teste de Tukey, com 5% de probabilidade de erro. No que diz respeito ao vigor não houve diferenças significativas no parâmetro massa de material de poda de inverno (Tabela 1). Já em número de ramos o tratamento EI apresentou menores valores em ambos os anos. Tabela 1. Dados vegetativos, produtivos e de qualidade de uvas Chardonnay implantadas com mudas produzidas de diferentes maneiras. TRAT n ramos massa poda (g) n cacho Massa cacho (g) Produção (g pl -1 ) SST ( Brix) ATT (meq L -1 ) 2013 BE 4.6 ab* 261 ns 5.9 a 68.9 b ab 18.8 a a BI 3.9 bc a 85.8 a a 18.9 a 94.2 bc EI 3.5 bc b 55.3 c c 18.7 ab 88.3 c EV 4.5 abc a 71.0 b ab 18.0 b 97.4 ab FE 5.3 a a 65.6 bc b 18.2 ab 91.8 bc RN 3.2 c b 64.0 bc c 18.3 ab 95.1 bc 2014 BE 7.7 a 529 ns 6.2 ab 54.6 d b 19.1 c a BI 8.0 a a 81.4 a a 19.9 a 98.1 ab EI 5.9 b c 64.0 cd b 19.8 ab 97.8 ab EV 8.7 a a 77.9 ab a 19.7 abc a FE 7.7 a bc 67.6 bc b 19.2 bc 89.8 c RN 7.3 a c 57.1 cd b 19.5 abc 94.1 bc * Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade de erro. ns não significativos a 5% de probabilidade de erro. Os tratamentos EV e BI foram os que apresentaram maior produção por planta, número e massa de cachos, variáveis que se destacam, já que a cultivar Chardonnay é pouco produtiva e a produção das plantas é prioridade, juntamente com o teor de SST, onde o tratamento BI possibilitou os maiores teores. Em contrapartida, os tratamentos EI e RN foram os que foram menos produtivos, com menor quantidade e massa de cachos. Plantas dos tratamentos EV e BI são mais produtivas por produzirem maior quantidade e massa de cachos. Além disso, plantas de BI apresentam elevado teor de açúcar. A Fapesc pelo apoio e a Vitácea Brasil pelo fornecimento de parte das mudas. 57

83 Tempo de armazenamento e temperatura de estratificação influencia na quantidade de raízes de videira cv. Niágara Rosada enxertada sobre Paulsen 1103 Jonatan Basso 1, Rafael Henrique Pertille 1, Marcos Robson Sachet², Marieli Teresinha Guerrezi 1, Alan Kenedy Perufo¹, Bruna Hasse Cerny 3, Idemir Citadin 4 1 UTFPR Câmpus Pato Branco, (IC), Via do Conhecimento Km 1, , Pato Branco, PR. [email protected]; 2 UFRR Câmpus Murupu, (PQ), Rodovia BR 174, Km , Boa Vista - RR; 3 UTFPR Câmpus Pato Branco, (PG), Via do Conhecimento Km 1, , Pato Branco, PR. 4 UTFPR Câmpus Pato Branco, (PQ), Via do Conhecimento Km 1, , Pato Branco, PR. Palavras Chave: Vitis labrusca L., enxertia de fenda, raízes. O uso de mudas de qualidade está diretamente relacionado ao sucesso na produção vitícola. A técnica de enxertia de mesa vem sendo empregado na produção internacional de mudas de videira (Regina et al., 2012). Na condição de produção brasileira, alguns ajustes ainda necessitam ser realizados para aumentar o sucesso da técnica. Vários fatores afetam o desempenho da enxertia, entre eles, pode-se destacar o tempo de armazenamento das estacas em câmara fria (antes da enxertia) e o tempo de estratificação (após enxertia). Assim, este trabalho teve como objetivo testar esses fatores na qualidade do sistema radicular de mudas de Niágara Rosada enxertada em Paulsen O experimento foi conduzido com a cultivar Niágara Rosada como copa tendo Paulsen 1103 como portaenxerto. O material foi coletado no matrizeiro da EPAGRI (Paulsen 1103) e da UTFPR (Niágara). O material foi armazenado em temperatura controlada por zero, um, dois e três meses a 5 C. No fim de cada período de armazenamento os ramos foram desinfestados com hipoclorito de sódio (1%) e álcool 70%. Os porta-enxertos foram cortados em estacas com tamanho de 25 a 30 cm e todas as gemas foram retiradas. A enxertia utilizada foi do tipo de garfagem de topo, com uma seção de gema única de 7 cm, foi utilizado fita parafinada biodegradável para proteção. Logo após os enxertos foram acondicionados em recipientes com água e mantidos em BOD sob temperaturas controladas de 19 C e 24 C, para soldagem dos enxertos. Após 21 dias de estratificação os enxertos tiveram suas bases mergulhadas em AIB (2000 mg L -1 ), foram plantados em substrato comercial e mantidos com irrigação adequada em casa de vegetação. Após 150 dias foi avaliado o número de raízes. O delineamento utilizado foi blocos ao acaso 2x4 (Temperatura - tempo de armazenamento) com quatro repetições, sendo a parcela constituída de 20 enxertos. Os dados foram submetidos a ANOVA e comparação de médias pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro. Não houve interação entre o tempo de armazenamento e a temperatura de estratificação. O tempo de armazenamento influenciou na quantidade de raízes, sendo que os enxertos armazenados por um e dois meses apresentaram o maior média de número de raízes. Essa diferença está relacionada principalmente a dormência do material. Quando submetida a 5 C por 2 meses, foi possível satisfazer a necessidade de frio, sem ocorrer perda de vigor, como ocorreu com três meses de armazenamento. Os enxertos submetidos a temperatura de 19 C na estratificação apresentaram maior número de raízes, provavelmente devido ao menor gasto de reservas para a formação de calo (Maroli, 2012). Tabela 1. Número de raízes de enxertos de videira cv. Niágara Rosada submetidos a duas temperaturas de estratificação. Pato Branco, Tratamentos Número de raízes Temperatura de estratificação 19 C a 24 C b Tempo de armazenamento (meses) 0 15,45 c 1 25,22 ab 2 30,77 a 3 21,12 bc CV (%) Médias seguidas de letras diferentes na coluna diferem significativamente pelo teste Tukey a 5% de probabilidade de erro. O tempo ideal de armazenamento para a maior quantidade de raízes é de dois meses e a temperatura ideal para estratificação é de 19 C. À EPAGRI e UTFPR pela cessão do material e ao extensionista do Instituto EMATER Lari Maroli. Maroli, L. Dissertação (Mestrado em Agronomia). Programa de Pós-Graduação em Agronomia Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Câmpus Pato Branco Regina, M. A.; Souza, C.R.; Dias, F. A. N. Revista Brasileira de Fruticultura. 2012, v.34, n.3. 58

84 XV ENCONTRO NACIONAL SOBRE FRUTICULTURA DE CLIMA TEMPERADO Exigência térmica e evolução da maturação das cultivares Niágara Branca, Niágara Rosada, Dona Zilá e Tardia de Caxias sob cobertura plástica, em Curitibanos-SC Eduardo I. Novak 1*, Renan Giacometti 1, Wilson T. Assumpção 2, Jean A. Zanghelini 4, Beatriz R. Gomes 4, Kelen Wartha 3, Claudemar H. Herpich 1, Lirio L. dal Vesco 5, Leocir J. Welter 5 1 Estudante de graduação em Agronomia, Campus de Curitibanos/UFSC, Bolsista PIBIC/CNPq. [email protected]; 2 Estudante de graduação em Ciências Rurais, Campus de Curitibanos/UFSC; 3 Estudante de graduação em Agronomia, Campus de Curitibanos/UFSC; 4 Estudante de mestrado, UDESC/CAV; 5 Professor do Campus de Curitibanos/UFSC. [email protected]. Palavras Chave: Viticultura, fenologia, exigência térmica, evolução da maturação. As uvas americanas (Vitis labrusca L.) ou híbridas são responsáveis por mais de 50 % do volume total de uvas comercializadas pra consumo in natura no mercado brasileiro, com destaque para as cultivares Niágara Branca (NB) e Niágara Rosada (NR) (BARNI et al., 2007). As cvs. Dona Zilá (DZ) e a Tardia de Caxias (TC) também se destacam por possuírem características similares a NR, com a vantagem de terem ciclo mais longo (GIOVANNINI, 2014). O presente trabalho teve como objetivo avaliar o potencial das cvs. NB, NR, DZ e TC em Curitibanos, SC. O experimento foi realizado na safra 2014/15, em vinhedo implantado em 2007, conduzido em sistema Y, com cobertura plástica, localizado no município de Curitibanos, SC (27º16 16 S e 50º3 57 W; altitude de 950 m). A poda ocorreu no dia 22/08/2014 para NB e NR, e 25/09/2014 para TC e DZ. Para determinar o comportamento fenológico foi utilizada a escala fenológica descrita por Eichorn e Lorenz (1984). Para acompanhar a evolução da maturação foram realizadas coletas semanais de frutos do início da maturação à colheita. De cada cultivar coletaram-se 90 bagas, divididas em três amostras de 30 bagas. O mosto das 30 bagas foi utilizado para determinar os sólidos solúveis totais (SST) e a acidez total titulável (ATT), conforme descrito por Borghezan et al., (2011). Na caracterização da exigência térmica, utilizou-se o somatório de graus-dia da poda à colheita, bem como para cada subperíodo fenológico através da equação calculada pelo método de (GILMORE JUNIOR e ROGERS, 1958). Utilizou-se como temperatura base 10ºC. O estádio ponta verde foi verificado nas datas 12/09/2014 para as cvs. NB e NR e 03/10 e 07/10/1014 para TC e DZ, enquanto que a colheita ocorreu em 17/02/2015 para NB e NR, e em 19/03/ 2015 para TC e DZ. A duração do ciclo e a soma térmica, da poda á colheita, das cvs. NB e NR, foi de 180 dias e GD, e TC e DZ 213 dias e GD e 216 dias e 2050,15 GD, respectivamente. FIGURA 1. Soma Térmica Acumulada (GD), da poda à colheita, das cvs. NR, NB, TC e DZ em Curitibanos, Santa Catarina. Estádios Fenológicos: poda (PO), ponta verde (PV), inflorescência visível (IV), plena floração (FL), inicio da maturação (IM) e colheita (CO). Na colheita, observaram-se os valores nas cvs. NB, NR, TC e DZ de 16 ºBrix, 14,60 ºBrix, 13,50 ºBrix e 13,58 ºBrix e acidez de 0,50 g/l, 0,59 g/l, 0,62 g/l e 0,50 g/l de ácido tartárico respectivamente. Figura 2. Evolução da maturação das cvs. Niágara Branca e Rosada, Tardia de Caxias e Dona Zilá. Os resultados obtidos indicam que a região de Curitibanos/SC, no Planalto Catarinense, apresenta elevado potencial para a produção de uvas de mesas rústicas de alta qualidade. À FAPESC e CNPq pelo fomento à pesquisa e financiamento de bolsas de estudo. Borghezan, M.; Gavioli, O.; Pit, F.A.; Silva, A.L.. Pesq. agropec., v.46, n.4, p , Eichhorn, K.W.; Lorenz, D.H., v.14, n.2, p , Gilmore, E.C. Jr.; Rogers, J.S. Agron. J., v.50, n.10, p Barni, E.J.; Vieira, L.M.; Souza, A.T.; Borchardt, I.; Schuck, E.; Bruna, A.D.; Santos, O.V. E Spies, A., Epagri/Cepa. p. 47, Giovannini, E. Manual de Viticultura, Bookman, p. 194,

85 XIV ENCONTRO NACIONAL DE FRUTICULTURA DE CLIMA TEMPERADO Produção e maturação da videira Cabernet Sauvignon produzida sobre diferentes porta-enxertos e sistemas de sustentação, em Painel-SC, safra 2017 Luiz Gabriel Dalmolin 1, Ricardo Allebrandt 2, Douglas André Würz 2, Betina Pereira de Bem 2, Marcus Vinícius Pareira Outemane 1, Juliana Reinehr 2, Adrielen Canossa 2, Leo Rufato 3 1 UDESC Universidade do Estado de Santa Catarina (IC), 2 UDESC Universidade do Estado de Santa Catarina (PG), 3 UDESC Universidade do Estado de Santa Catarina (PQ) Avenida Luiz de Camões, 2090 Conta Dinheiro Lages SC. [email protected] Palavras Chave:Vitis vinifera L., produtividade. O uso de porta-enxertos na viticultura é essencial para garantir o desenvolvimento das variedades copa frente às externalidades, mas pode influenciar nas características produtivas e enológicas das mesmas. Os sistemas de sustentação determinam a disposição espacial das folhas e cachos, o que moldará a planta e influenciará em seu vigor, área foliar, produção e qualidade de fruto (Reynolds; Heuvel, 2009). O setor vitícola da região de elevada altitude de Santa Catarina carece de informações técnico-científicas sobre combinações de portaenxertos e sistemas de sustentação que melhor se adaptem à região. Este trabalho teve por objetivo avaliar a influência de três porta-enxertos em dois sistemas de sustentação sobre o desempenho produtivo e a maturação tecnológica da variedade Cabernet Sauvignon, na safra O estudo foi realizado em um vinhedo comercial localizado no município de Painel-SC (28 01 S, W e m), durante o ciclo 2016/2017. O vinhedo foi implantado em 2004, no espaçamento 3,0 x 1,5 m, sendo as plantas podadas em cordão esporonado. Os tratamentos consistiram de três porta-enxertos: 1103 P, 3309 C e Mgt; e dois sistemas de sustentação: Ípsilon (Y) e espaldeira. As variáveis produtivas foram: número de cachos por planta e carga de produção por planta (kg). As variáveis maturação tecnológica foram: sólidos solúveis ( Brix), ph e acidez titulável (meq L -1 ). Resultados e Discussões Tanto o número de cachos por planta quanto a produção em kg por planta não foram influenciadas pelo porta-enxerto (Figura 1). Todavia, com relação ao sistema de sustentação, o sistema Y aumentou em 45 e 65% o número de cachos e a produção por planta, respectivamente, em relação ao sistema espaldeira. Apesar da maior produção observada nas plantas conduzidas no sistema Y, as videiras do sistema espaldeira produziram uvas mais maduras, que atingiram valores maiores de sólidos solúveis e ph, bem como valores menores de acidez titulável em relação às uvas produzidas em plantas do sistema Y (Tabela 1). Não foram observadas interações entre porta-enxertos e sistemas de sustentação em nenhuma das variáveis avaliadas. Figura 1. Cachos por planta (CV=20,6%) e produção por planta (CV=25,3%) de videiras Cabernet Sauvignon sobre diferentes portaenxertos e sistemas de sustentação, Painel, (* = significativo ao nível de 5% de probabilidade. ns = não significativo) Tabela 1. Sólidos solúveis (SS; Brix), acidez titulável (AT; meq L -1 ) e ph de uvas Cabernet Sauvignon produzidas em diferentes sistemas de sustentação, Painel, Sistema de Sustentação SS AT ph Ípsilon 19,7 117,3 3,07 Espaldeira 20,6* 107,0* 3,15* CV (%) 3,2 4,0 1,3 * = significativo ao nível de 5% de probabilidade. O porta-enxerto não influenciou o número de cachos e a carga de produção por planta da variedade Cabernet Sauvignon. O sistema de sustentação Y aumentou a produção, mas resultou em uvas com índices de maturação inferiores em relação ao sistema espaldeira. À empresa Hiragami, e às instituições CAPES, FAPESC e CNPq. Reynolds, A. G.; Vanden Heuvel, J. E. Influence of grapevine training systems on vine growth and fruit composition: A Review. American Journal of Enology and Viticulture, 2009, v. 60, n. 3, p

86 Efeito da cobertura plástica nas características físico-químicas e produtivas da uva Bordô cultivada em Caçador, Santa Catarina Cristiane de Lima Wesp 1*, Silvana Dallazem 1 1 Epagri Estação Experimental de Videira (PQ). Rua João Zardo, 1660, Campo Experimental , Videira. [email protected] Palavras Chave: Vitis labrusca L., uva para processamento, plasticultura, teor de sólidos solúveis totais. As uvas americanas (Vitis labrusca L.) são comumente destinadas à elaboração de vinhos de mesa, sucos e derivados. Dentre essas, Bordô destaca-se pela rusticidade, adaptação à climas mais frios e precocidade da produção. Além disso, em função de sua tonalidade violácea intensa e aroma característico, tem sido muito utilizada em cortes para agregar cor e aroma aos sucos e vinhos à base de Isabel e Concord. Contudo, o período de maturação da uva 'Bordô' coincide com o período chuvoso na Região Sul, especialmente na região do Vale do Rio do Peixe, em Santa Catarina. Em função disso, muitas vezes 'Bordô' apresenta graduação glucométrica inferior à desejada para a elaboração de bons vinhos e sucos (Chiarotti et al., 2011). Outro entrave encontrado nas regiões mais frias do Alto Vale do Rio do Peixe, tem sido a ocorrência frequente de eventos de granizo, que inviabilizam a produção e a obtenção de uva com coloração adequada para utilização nos cortes, durante o processamento do suco e do vinho catarinense. Apesar disso, a demanda por novos plantios de 'Bordô' é crescente em Santa Catarina. Neste sentido, a utilização da cobertura plástica surge como alternativa viável e promissora para proteção das adversidades climáticas e melhoria da qualidade da uva produzida (Chavarria et al., 2011), possibilitando ganhos em relação ao teor de sólidos solúveis totais no momento da colheita. Este trabalho teve por objetivo avaliar a eficiência da cobertura plástica nas características físicoquímicas e produtivas da uva Bordô, cultivada em Caçador, Santa Catarina. O experimento foi conduzido em um vinhedo localizado na Linha Bugre, no município de Caçador SC (latitude 26º 46' 51" S, longitude " O, 1027 m). As avaliações foram realizadas durante o ciclo 2016/2017, em videiras Bordô, conduzidas no sistema de latada, em pé franco. O espaçamento utilizado foi de 3,0 m x 1,5 m. O vinhedo, implantado há 15 anos, foi dividido em duas áreas, as quais consistiram os tratamentos: A1 Bordô cultivada sem cobertura plástica e A2 Bordô cultivada com cobertura plástica. Ambas as áreas encontram-se sob efeito dos tratamentos descritos desde Para o cultivo com uso de cobertura plástica, utilizaram-se lonas plásticas transparentes, impermeabilizadas com polietileno de baixa densidade, com espessura de 160 µm e 2,65 m de largura. Para a obtenção dos dados, foram consideradas as linhas centrais dos tratamentos, onde 10 plantas foram avaliadas aleatoriamente, em delineamento inteiramente casualizado. Quantificouse a produção por planta (kg) e as características físico-químicas a partir da amostragem de 10 cachos por planta. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e à análise de médias, pelo teste de Tukey, ao nível de 5% de probabilidade. Os resultados obtidos indicam que as plantas cultivadas a pleno sol, sem a utilização da cobertura plástica, possibilitaram maior produção por planta (kg/planta) e massa de cachos (g). Contudo, as plantas cultivadas sob a cobertura, possibilitaram valores superiores em relação ao comprimento de cachos (g), peso de 10 bagas (g), teor de sólidos solúveis totais (SST) e relação SST/Acidez, indicando efeito benéfico da cobertura para a obtenção de níveis de maturação adequados para a elaboração de produtos processados, como o suco de uva. Tabela 1. Efeito da cobertura plástica na produção e as características físicas da uva Bordô. Caçador, safra 2016/2017 Trat. Produção (kg/planta) Massa dos cachos (g) Comp. dos cachos (cm) Peso de 10 bagas (g) A1 20,76 a 131,5 a 11,4 b 27,58 b A2 16,70 b 123,5 b 12,8 a 30,21 a Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. Tabela 2. Efeito da cobertura plástica nas características químicas da uva Bordô. Caçador, safra 2016/2017 Trat. SST AT (Ác. Relação ph (ºBrix) tartárico) SST/AT A1 12,92 b 0,62 a 20,79 b 3,34 a A2 14,72 a 0,58 b 25,20 a 3,39 a Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. A utilização da cobertura plástica para uva Bordô, conduzida em latada, não proporciona incremento na produção por planta. Contudo, possibilita uma melhoria nos índices de maturação no momento da colheita, favorecendo a utilização da uva para processamento. Ao produtor Renato Parizotto e ao SC Rural. Chavarria, G. et al. Cobertura plástica sobre o vinhedo e suas influências nas características físico-químicas do mosto e do vinho. Rev. Bras. Frutic., 2011, 33, Chiarotti, F. et al. Melhoria da qualidade de uva 'Bordô' para produção de vinho e suco de uva. Rev. Bras. Frutic., 2011, 33,

87 XIV ENCONTRO NACIONAL DE FRUTICULTURA DE CLIMA TEMPERADO Desempenho produtivo e composição das bagas da videira Merlot produzida sobre diferentes porta-enxertos em Painel-SC, safra 2017 Ricardo Allebrandt 1, Douglas André Würz 1, Betina Pereira de Bem 1, Luiz Gabriel Dalmolin 2, Fernanda Espíndola Assumpção Bastos 1, Bruno Farias Bonin 1, Juliana Reinehr 2, Adrielen Canossa 2, Leo Rufato 3 1 UDESC Universidade do Estado de Santa Catarina (PG), 2 UDESC Universidade do Estado de Santa Catarina (IC), 3 UDESC Universidade do Estado de Santa Catarina (PQ). Avenida Luiz de Camões, 2090 Conta Dinheiro Lages SC. [email protected] Palavras Chave: Vitis vinifera L., Paulsen 1103, 3309 Couderc, Mgt. As regiões de elevadas altitudes de Santa Catarina destacam-se no setor vitivinícola, pela qualidade dos vinhos finos produzidos nos locais acima de 900 m. Apesar de ter menos de 20 anos de história, a vitivinicultura de altitude já possui uma quantidade considerável de informações técnico-científicas sobre o potencial de variedades viníferas nessas regiões. Todavia, o setor carece de informações sobre o comportamento produtivo dessas variedades sobre diferentes porta-enxertos, uma vez que a grande maioria dos vinhedos comerciais utiliza o Paulsen 1103 como único genótipo de porta-enxerto (Vianna et al., 2016). Este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito de diferentes porta-enxertos sobre a produção e composição das uvas da variedade Merlot, produzida em Painel/SC na safra O estudo foi realizado em um vinhedo comercial localizado no município de Painel-SC (28 01 S, W e m), durante o ciclo 2016/2017. O vinhedo foi implantado em 2004, no espaçamento 3,0 x 1,5 m, sendo as plantas podadas em cordão esporonado e conduzidas no sistema de sustentação em Y. As plantas da variedade Merlot foram avaliadas de acordo com o porta-enxerto em que foram enxertadas, são eles: Paulsen 1103, 3309 Couderc e Mgt. As variáveis produtivas foram: número de cachos por planta e carga de produção por planta (kg). As variáveis de composição das uvas foram: sólidos solúveis ( Brix), ph e acidez titulável (meq L -1 ). Resultados e Discussões O porta-enxerto Mgt conferiu a maior produção por planta na variedade Merlot (Figura 1). Essa produção foi 79% e 46% maior em relação às observadas nos porta-enxertos Paulsen 1103 e 3309 Couderc, respectivamente, e esteve relacionada com o maior número de cachos por planta. O aumento de produção observado nas plantas enxertadas em Mgt não comprometeu a composição das bagas destinadas à vinificação, pois o teor de sólidos solúveis foi semelhante ao das bagas produzidas em plantas enxertadas em P1103 e superior a 3309C (Tabela 1). Não foram observadas variações na acidez titulável, enquanto que o ph do mosto foi maior em 3309 e , comparado ao observado em Figura 1. Cachos por planta (CV=20,3%) e produção em kg por planta (CV=24,2%) de videiras Merlot sobre diferentes porta-enxertos, Painel-SC, Médias seguidas de mesma letra não diferem pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade de erro. Tabela 1. Sólidos solúveis (SS; Brix), acidez titulável (AT; meq L -1 ) e ph de uvas Merlot produzidas sobre diferentes porta-enxertos, Painel/SC, safra Porta-enxertos SS AT ph ,7ab 98,8a 3,05b ,4b 89,1a 3,17a ,8a 88,4a 3,17a CV(%) 0,9 6,9 0,9 Médias seguidas de mesma letra não diferem pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade de erro. O porta-enxerto Mgt conferiu aumento na produção da uva Merlot, sem comprometer a composição das uvas destinadas à vinificação. À empresa Hiragami, e às instituições CAPES, FAPESC e CNPq. Vianna, L.F., Massignan, A.M., Pandolfo, C., Dortzbach, D., Videira, V.F.Caracterização agronômica e edafoclimáticas dos vinhedos de elevada altitude. Rev. de Ciênc. Agrovet., 2016, v.15, n.3, p

88 Correlação entre filocrono, variáveis de qualidade e produtividade dos frutos de morangueiro submetidos ou não à vernalização Marcos Vinícius Marques Pinheiro 1, Maria Inês Diel 2, Denise Schmidt 1, Jullie dos Santos 3, Daniele Cristina Fontana 3, Matheus Millani Pretto 4, Tiago Olivoto 2 1 Universidade Federal de Santa Maria - Campus Frederico Westphalen (PQ). Linha 7 de setembro, BR 468, Km 40, , Frederico Westphalen-RS. [email protected]; 2 Universidade Federal de Santa Maria (PG), Av. Roraima, 1000, Prédio 42, Campus UFSM, Camobi, , Santa Maria-RS; 3 Universidade Federal de Santa Maria - Campus Frederico Westphalen (PG). Linha 7 de setembro, BR 468, Km 40, , Frederico Westphalen-RS; 4 Universidade Federal de Santa Maria - Campus Frederico Westphalen (IC). Linha 7 de setembro, BR 468, Km 40, , Frederico Westphalen-RS Palavras Chave: Fragaria x ananassa Dusch., Camarosa, Albion, emissão de folhas, frutos. A produtividade das culturas é um caráter complexo e resultante da expressão de diferentes componentes, como: a pureza genética, sanidade, qualidade e vigor das sementes (Lopes; Franke, 2011), das cultivares e origem das mudas (Diel et al., 2017), e do ambiente de cultivo (Mendonça et al., 2011). Para avaliar o desempenho de cultivares e velocidade de emissão de folhas utiliza-se o filocrono, que é definido como o intervalo de tempo entre o aparecimento de folhas sucessivas na coroa principal (Mendonça et al., 2012). Uma das medidas mais utilizadas para estimar a direção e o grau de associação linear entre duas características aleatórias é a correlação de Pearson (Olivoto et al., 2016). A correlação permite avaliar a magnitude e o sentido da associação entre dois caracteres. Dessa forma, qualquer mecanismo que auxilie o pesquisador a conhecer os efeitos que interajam no desempenho de um dos caráteres, permite maior eficiência na seleção. Com isso, o objetivo do trabalho foi avaliar a correlação entre as variáveis de filocrono, com a qualidade e a produção de frutos de duas cultivares de morangueiro submetidas ou não a vernalização. O experimento foi conduzido na Universidade Federal de Santa Maria, Campus de Frederico Westphalen, no período de maio a dezembro de O delineamento experimental foi blocos casualizados, em esquema fatorial 2x2, sendo duas cultivares (Albion e Camarosa) e dois tratamentos (vernalizadas e não vernalizadas) com quatro repetições. As mudas vernalizadas receberam vernalização artificial antes do plantio (câmara fria por 200 horas, a 4 ºC). As variáveis analisadas foram filocrono (FIL), sólidos solúveis totais (SST), acidez titulável (AT), relação SST/AT, número e massa de frutos comerciais (NFC) e (MFC). Os resultados foram submetidos à ANOVA e suas médias submetidas a correlação de Person. Utilizouse o programa SAS. Com os resultados, foi possível observar que houve correlação significativa para as variáveis: AT e FIL, SST/AT e SST, NFC e FIL, NFC e AT, FIL e MFC, MFC e AT, MFC e NFC. (Tabela 1). Houve correlação fortíssima e positiva entre FIL e acidez titulável, demonstrando relação entre estas duas variáveis, ou seja, quanto mais lenta a emissão de novas folhas nas plantas menor a síntese de fotoassimilados e, consequentemente, maior acidez nos frutos. Além disso observou-se correlação forte e negativa de FIL com NFC e MFC, demonstrando que a menor velocidade de emissão de novas folhas diminui a produção de frutos e a massa de fruto, justamente pela diminuição no número de folhas emitidas e, consequentemente, pela redução na produção de fotoassimilados pela planta. Foi possível observar outra correlação fortíssima e negativa entre as variáveis AT e NFC e AT e MFC, demostrando que quando há diminuição da produção e na massa de frutos comerciais ocorre aumento da acidez titulável nestes frutos (Tabela 1). Tabela 1. Análise de correlação de Person das cultivares de morangueiro Camarosa e Albion, submetidas ou não à vernalização. FIL AT SST SST/AT NFC MFC FIL * * -0.58* AT * -0.55* SST * SST/AT NFC * MFC 1 *Significativo a 5% de probabilidade As variáveis de produção MFC e NFC, e de qualidade AT estão associadas ao filocrono das plantas de morangueiro. Além disso há também relação entre a as variáveis de produção MFC e NFC com AT. À Capes pelo financiamento de bolsas de estudo do segundo autor. DIEL, M.I.; PINHEIRO, M.V.M.; COCCO, C.; FONTANA, D.C.; CARON, B.O.; DE PAULA, G.M.; PRETTO, M.M.; THIESEN, L.A.; SCHMIDT, D. Phyllochron and phenology of strawberry cultivars from different origins cultivated in organic substracts. Sci. Hort., v.220, p , LOPES, R.R.; FRANKE, L.B. Correlação e análise do coeficiente de trilha dos componentes do rendimento de sementes de grama-forquilha. Ver. Bras. de Zoot., V. 40, p , MENDONÇA, H.F.C., CALVETE, E.O., NIENOW, A.A., COSTA, R.C., ZERBIELLI, L., BONAFÉ, M. Phyllochron estimation in intercropped strawberry and monocrop systems in a protected environment. Rev. Bras. de Frut., v. 34, p.15-23, OLIVOTO, T.; NARDINO, M.; CARVALHO, I. R.; FOLLMANN, D. N.; SZARESKI, V. J.; FERRARI, M.; PELEGRIN, A. J. DE; DE SOUZA, V. Q. Pearson correlation coefficients and accuracy of path analysis used in maize breeding: a critical review. International Journal of Current Research, v. 8, p , RUAN, J.; YOON, C.; YEOUNG, Y.; LARSON, K. D.; PONCE, L. Efficacy of highland production of strawberry transplants. Afri. Jour. of Biotec., v. 8, p ,

89 Manejo de solo para o cultivo de morangueiro em área de replantio Artur Kauling 1, Katiana.V.T.Santos 2, Robson Martins 2, Daniel S. Zanin 2, Lediane Bisol 2, Aike A. Kretzschmar 2, Leo Rufato 2 1 Acadêmico de graduação do Centro de Ciências Agroveterinárias da Universidade do Estado de Santa Catarina (CAV UDESC), Av. Luis de Camões, 2090, Cx P , Conta Dinheiro, Lages, SC. [email protected]. 2 CAV-UDESC Palavras Chave: Fragaria x ananassa Duch., plantio sucessivo, tratamento de solo. Quando se cultiva morangos no solo, atenção deve ser dada à necessidade de se fazer rotação de áreas, devido ao acúmulo de doenças de um ciclo para o outro. Algumas medidas culturais em préplantio podem reduzir o inóculo de patógenos, viabilizando o cultivo de morangueiro em uma mesma área por dois ou mais anos (YILDIZ et al., 2010), ou mesmo melhorar as condições físicoquímicas do solo, levando a um aumento de produtividade (CAMPRUBÍ et al., 2007). Neste sentido, este trabalho teve por objetivo avaliar o desempenho de duas cultivares e uma seleção précomercial de morangueiro, submetidas a diferentes tratamentos de solo em área de replantio, no município de Lages, SC. O estudo foi conduzido no Centro de Ciências Agroveterinárias da Universidade do Estado de Santa Catarina (CAV-UDESC), localizada no município de Lages, SC. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, em esquema fatorial 4 x 3, com três repetições e dez plantas por parcela. Um dos fatores foi constituído por quatro diferentes manejos do solo, em pré-plantio de morangueiro, a saber: T1 - solarização; T2 - cobertura do solo em pré-plantio com nabo forrageiro (Raphanus sativus L.); T3 - cobertura do solo em pré-plantio com aveia preta (Avena strigosa Schreb.), e T4 testemunha (solo sem nenhum manejo pré-plantio). O outro fator foi constituído por três genótipos, sendo duas cultivares comerciais San Andreas e Pircinque e uma seleção pré-comercial CREA.FRF CE 56. O plantio foi realizado em 28 de agosto de As colheitas, por sua vez, foram realizadas no período de novembro de 2015 a fevereiro de 2016, com um intervalo médio de cinco dias entre colheitas. Foi estimada a produção comercial de frutos (g planta - 1 ). Os dados foram submetidos à análise de variância, e as médias comparadas entre si pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade de erro. Houve interação significativa entre os fatores tratamentos de solo e genótipos de morango para a variável produção total por planta (Tabela 1). O melhor resultado para produção comercial foi obtido com a cultivar San Andreas nas parcelas submetidas à cobertura de pré-plantio com nabo forrageiro (116,7 g planta -1 ). As baixas produtividades observadas neste experimento foram consequência da data de plantio tardia. Dessa forma, as plantas tiveram pouco tempo para indução e diferenciação floral, resultando em um período de colheita curto e com baixa produção. Observou-se que os tratamentos de solo que possibilitaram aumento na produção comercial não foram os mesmos para todos os genótipos avaliados. Assim, tratamentos de solo em área de replantio de morangueiro aparentemente possuem efeitos distintos de acordo com o genótipo. Tabela 1. Produção comercial (g planta -1 ) de três genótipos de morangueiro, submetidos a diferentes manejos de solo, em área de replantio. Lages, SC, CAV/UDESC, Pircinque CREA.FRF CE 56 San Andreas Solarização 74,7 aba 68,4 aa 70,2 ba Nabo forrageiro 94,7 aab 71,4 ab 116,7aA Aveia preta 44,3 bb 37,5 bb 95,4 aba Testemunha 75,8 aab 49,8 abb 91,7 aba CV (%) 18,4 * Médias seguidas de mesmas letras maiúsculas nas linhas, e minúsculas nas colunas, não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro. Tratamentos de solo para possibilitar o cultivo de morangueiro em área de replantio exercem efeitos diferentes de acordo com a cultivar e/ou genótipo utilizado, devendo, portanto, ser estudados separadamente para cada cultivar. Ao CNPq, pela concessão da bolsa de estudos ao primeiro autor do trabalho. Camprubí, A; Estaún, V.; El Bakali, M. A.; Garcia-Figueres, F; Calvet, C. Agron. Sustain, 2007, 27, Yildiz, A.; Benlioğlu, S.; Boz, O.; Benlioğlu, K. Phytoparasitica, 2010, 38.5,

90 Produção de morangueiro influenciada pelo diâmetro de coroa das mudas Lediane Bisol¹, Aline Melo dos Santos 2, Tainah Martini Brun 2, Raphael Nunes 2, Antonio F. Fagherazzi 3, Aike A. Kretzschmar 4, Leo Rufato 4 1 Acadêmica de graduação (IC), Centro de Ciências Agroveterinárias da Universidade do Estado de Santa Catarina (CAV UDESC), Av. Luis de Camões, 2090, Cx P , Conta Dinheiro, Lages, SC. [email protected]; 2 Acadêmico de graduação (IC), CAV-UDESC; 3 Acadêmico de Pós-graduação (PG), CAV-UDESC; 4 Professor Universitário/Pesquisador de fruticultura CAV-UDESC (PQ). Palavras Chave: Fragaria x ananassa duchesne, Pircinque, tamanho de rizoma. No Brasil, a cultura do morangueiro (Fragaria x ananassa Duch.) se encontra difundida em regiões de clima temperado e subtropical, onde se produz frutos destinados ao consumo in natura e para industrialização. As diferentes regiões produtoras do país convivem com problemas semelhantes, sendo estes normalmente relacionados com a disponibilidade e a qualidade das mudas utilizadas. (GONÇALVES, M. A., et al 2012). O diâmetro da coroa é uma das variáveis que tem sido empregada para avaliar a qualidade das mudas de morangueiro, a qual afeta a produtividade de frutas. Segundo COCCO (2010), a concentração de carboidratos nas raízes e coroas é um importante fator que determina a qualidade de mudas de morangueiro. Diante do exposto o objetivo foi avaliar a influência do diâmetro da coroa de mudas de morangueiro Pircinque sobre a produção final. O experimento foi realizado no Centro de Ciências Agroveterinárias da Universidade do Estado de Santa Catarina (CAV-UDESC), no município de Lages/SC. A cultivar de morangueiro avaliada foi a Pircinque, sendo as mudas adquiridas de viveiro nacional e o plantio efetuado no dia 14 de abril de 2016, em sistema de cultivo convencional no solo, em túneis baixos. Os tratamentos corresponderam aos diferentes diâmetros de coroa (5, 11 e 17 mm) com 4 repetições constituídas por 11 mudas cada. A colheita foi realizada semanalmente, iniciando em setembro de 2016 e encerrando em janeiro de Avaliou-se o número total de frutos, produção total por planta, a porcentagem de produção comercial e massa fresca dos frutos comerciais. Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias dos tratamentos foram comparadas entre si pelo teste de Tukey (a 5% de probabilidade de erro), por meio do Programa estatístico Assistat 7.7 Beta. Conforme demonstrado na Tabela 1, constatou-se que as mudas com o diâmetro de coroa de 11 mm já proporcionaram os maiores desempenhos para o número de frutos por planta e consequentemente maior produção total, não havendo diferença significativa em relação ao maior diâmetro avaliado. Esses resultados são explicados por Faby (1996), onde afirma que estudos realizados provaram que há uma correlação positiva entre o diâmetro de coroa e o potencial produtivo da muda. No entanto se comparadas as mudas de maior diâmetro (17 mm) com as de menor diâmetro (5 mm), obteve-se cerca 35% de incremento na produção. Segundo REEKIE et al (2003), a qualidade de muda é fundamental para o sucesso no cultivo do morango. Plantas pequenas ou em condições inadequadas, além de plantas com idade fisiológica avançada e sistema radicular suberizado, terão desempenho ruim durante o período produtivo, com impacto negativo na produção da fruta. Contudo, para as variáveis de porcentagem de produção comercial e massa fresca dos frutos não foi observada diferença significativa entre os diferentes diâmetros de coroa avaliados, demonstrando que independente do diâmetro da muda as características de fruto continuam estável. Tabela 1. Influência do diâmetro de coroa para as variáveis do número total de frutos (NF), produção total (PR), porcentagem de produção comercial (PC) e massa fresca dos frutos (MF) nas condições do município de Lages, SC. CAV-UDESC, Diametro da coroa TOTAL PC % MF g fruto -1 NF PR un planta -1 g planta -1 5 mm 20,9 b 372,0 b 89,7 a 21,0 a 11 mm 28,6 ab 533,0 a 88,3 a 21,7 a 17 mm 32,5 a 527,8 a 89,3 a 20,2 a Média 27,3 477,6 89,1 21,0 C.V (%) 13,5 13,0 2,6 6,4 * Médias seguidas de letras distintas diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro. Independente do diâmetro de coroa utilizado, os valores de massa fresca dos frutos e porcentagem de produção comercial em Pircinque não são influenciados. A produção de morango da cultivar Pircinque é afetada pelo diâmetro de coroa das mudas, sendo que as maiores produções são obtidas com diâmetros superiores a 11 mm. Cocco, C. Qualidade Fisiológica das Mudas na Produção de Frutas de Morangueiro. 48 f. Dissertação (Mestrado) Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Ciências Rurais, Programa de Pós-graduação em Agronomia. Santa Maria, RS Faby, R. The productivity of graded Elsanta frigo plants from different origin. Acta Horticulturae, Amsterdam, v.439, n.1, p , 1996 GONÇALVES, M. A., et al. Diâmetro de coroa e presence de folhas na produção de mudas de morangueiro. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA, 22, 2012, Bento Gonçalvez,RS, p Reekie, J. Y., Hicklenton, P. R., Duval, J., Chandler, C. and Struik, P. C Manipulating transplant morphology to advance and enhance fruit yield in strawberry. Acta Hortic. 626:

91 Aumento do retorno de floração de pereiras Packham s Triumph pelo uso de etefon Mateus S. Pasa 1, Carina P. da Silva 2, Bruno Carra 3, Alberto F. Brighenti 1, Zilmar S. Souza 1, José Masanori Katsurayama 1 1 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (Pesquisador). Rua João Araújo Lima, 102, , São Joaquim, [email protected]. 2 Autônoma, Rua José de Souza Borges, 27, , São Joaquim, SC. 3 UFPel Programa de Pós-graduação em Agronomia (Doutorando), Campus Universitário, sn, , Capão do Leão, RS. Palavras Chave: Pyrus communis, fitorreguladores, indução floral, diferenciação floral. A indução e diferenciação floral ainda são fenômenos pouco entendidos em pomáceas. Os hormônios vegetais são as únicas substâncias que tem mostrado estreita relação com os mesmos. A aplicação de etefon e ácido naftaleno acético (ANA) tem mostrado resultados positivos. Nesse sentido, a aplicação de etileno no período de diferenciação floral pode ser uma alternativa para promover maior formação de gemas floríferas em pomáceas, conforme observado em pereiras d Anjou por Einhorn et al. (2014) e macieiras Northern Spy (Duyvelshoff e Cline, 2013); assim como ANA, cujos efeitos positivos foram observados por McArtney et al. (2013) em macieiras. O objetivo desse trabalho foi de avaliar a influência da aplicação de etefon e ANA no retorno da floração de pereiras Packham s Triumph. O experimento foi realizado entre 2015 e 2017, na Estação Experimental de São Joaquim/EPAGRI. Foram utilizadas plantas da cultivar Packhams Triumph enxertadas em Pyrus betulifolia, com 25 anos de idade. Os tratamentos testados foram: 1) Controle (sem aplicação); 2) Etefon 150 mg L -1 aplicado 40, 60, 80 e 100 dias após a plena floração (DAPF); 3) Etefon 300 mg L -1 aplicado 40, 60, 80 e 100 DAPF; 4) ANA 7,5 mg L -1 aplicado aos 30, 40, 50 e 60 DAPF e; 5) ANA 7,5 mg L -1 aplicado aos 70, 80, 90 e 100 DAPF. Como fonte de etefon foi utilizado o produto comercial Ethrel (24% i.a.) e de ANA o produto ANA técnico (95% a.i.). Em todos os tratamentos (exceto a testemunha) foi adicionado o adjuvante Breakthru (0,05%). Foram utilizadas 4 repetições de três plantas cada, sendo que a planta central foi utilizada para as avaliações. Os tratamentos foram aplicados em 2015 e na floração seguinte ao ano da aplicação (2016), foi contado o número total de cachos florais por planta. A produtividade foi estimada com base na produção por planta e no número de plantas por hectare (417; 4 x 6 m). A colheita foi realizada no ponto de maturação comercial, onde todos os frutos de cada planta foram colhidos e pesados A análise de variância foi realizada pelo teste F e, quando este foi significativo, os dados foram submetidos à comparação de médias pelo teste de Scott-Knott ao nível de 5% de probabilidade de erro. Independentemente da dose, a aplicação de efeton aumentou o número de cachos florais e a produtividade em relação aos demais tratamentos (Tabela 1). Tabela 1. N de cachos florais e produtividade de pereiras Packham s Triumph em resposta a aplicação de etefon e ANA. São Joaquim, SC. Tratamento N cachos Produtividade florais (ton ha -1 ) Control b 23.7 b Eth (300 mg L-1; 40, 60, 80, 100 DAPF) a 45.8 a Eth (150 mg L-1; 40, 60, 80, 100 DAPF) a 35.8 a NAA (7.5 mg L-1; 30, 40, 50, 60 DAPF) b 23.5 b NAA (7.5 mg L-1; 70, 80, 90, 100 DAPF) b 30.5 b p Médias seguidas de mesma letra, nas colunas, não diferem entre si, pelo teste de Scott Knott a 5% de probabilidade. Resultados semelhantes foram observados por Einhorn et al. (2014) em pereiras d Anjou com a aplicação de 150 mg L -1 7 DAPF mg L -1 de etefon 87 DAPF. A aplicação de etefon aumentou a produtividade de 51% (150 mg L -1 ) a 93% (300 mg L - 1 ), em relação a testemunha. Esses resultados são extremamente positivos, uma vez que a maior indução de gemas florais, juntamente com outras estratégias (porta-enxerto, aumento da frutificação efetiva), poderia viabilizar e estimular a produção de peras no Brasil no curto prazo, pois o desenvolvimento de cultivares adaptadas é bastante demorado. A aplicação de etefon aumenta o número de cachos florais e produtividade de pereiras Packham s Triumph no ano após a aplicação. Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pela concessão de auxílio financeiro (Projeto: /2014-2). DUYVELSHOFF, C.; CLINE, J.A. Sci. Hort., 2013, EINHORN, T.C.; PASA, M.S.; TURNER, J. HortScience, 2014, MCARTNEY, S.J.; GREENE, D.; SCHMIDT, T.; YUAN, R. HortScience, 2013,

92 Thidiazuron (TDZ) no aumento da frutificação efetiva de pereiras Packham s Triumph Lívia M. Brighenti 1, Mateus S. Pasa 2, Carina P. da Silva 3, Alberto F. Brighenti 2, Bruno Carra 4 1 Autônoma, Rua Agripa de Castro Farias , São Joaquim, SC. [email protected]; 2 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (Pesquisador). Rua João Araújo Lima, 102, , São Joaquim, SC. 3 Autônoma, Rua José de Souza Borges, 27, , São Joaquim, SC. 4 UFPel Programa de Pós-graduação em Agronomia (Doutorando), Campus Universitário, sn, , Capão do Leão, RS. Palavras Chave: Pyrus communis, fitorreguladores, fruit set. A produção de peras é responsável pelo suprimento de aproximadamente 10 % do consumo doméstico. Esse cenário é resultante, em parte, das baixas produtividades dos pomares, principalmente em função da baixa frutificação efetiva (Hawerroth et al., 2011). Uma das maneiras de superar essa situação é através do aumento da frutificação efetiva através da aplicação de fitorreguladores. Os reguladores de crescimento vegetal desempenham importante função na frutificação efetiva de pereiras. Dentre essas substâncias, destaca-se o thidiazuron (TDZ), o qual é uma feniluréia com atividade citocinínica, que tem mostrado efeito positivo na frutificação efetiva de várias frutíferas de clima temperado, como a macieira e a pereira (Petri et al., 2001). O objetivo desse trabalho foi de avaliar a influência da aplicação de TDZ na frutificação efetiva de pereiras Packham s Triumph. O experimento foi realizado na safra 2015/16 em pomar comercial no munícipio de São Joaquim/SC. Foram utilizadas plantas da cultivar Packham s Triumph enxertadas em Pyrus calleryana, com 17 anos de idade, em espaçamento de 2 x 5 m. Foram testadas as concentrações de 0 (testemunha), 20, 40 e 60 mg L -1 de TDZ, aplicados na plena floração. A plena floração foi considerada quando aproximadamente 70% das flores estavam abertas. Em todos os tratamentos (exceto a testemunha) foi adicionado o adjuvante Breakthru (0,05%). O delineamento experimental foi de casualização por blocos, com 4 repetições de três plantas cada, sendo que a planta central foi utilizada para as avaliações. Os blocos foram divididos com base na densidade de floração. Aproximadamente 40 dias após a plena floração, os frutos foram contados e a frutificação efetiva calculada (número de frutos/número de inflorescências).a análise de variância foi realizada pelo teste F e, quando este foi significativo, os dados foram submetidos a análise de regressão polinomial. Todas as doses de TDZ testadas aumentaram a frutificação efetiva em relação a testemunha (Figura 1). Aumento da frutificação efetiva em resposta ao TDZ em pereiras também foi observado por Petri et al. (2001). Esse resultado foi atribuído, pelo menos em parte, a maior indução de partenocarpia por essa substância. Os resultados obtidos são muito importantes, pois o aumento da frutificação efetiva pode vir a possibilitar a obtenção de maiores produtividades, tornando o cultivo da pereira mais atrativo aos produtores e possíveis investidores Frutificação efetiva y = x x R² = p = Dose de TDZ (mg L -1 ) Figura 1. Frutificação efetiva de pereiras Packham s Triumph em resposta a aplicação de thidiazuron. A aplicação de TDZ incrementa a frutificação efetiva de pereiras Packham s Triumph, sem incremento significativo com aumento da dose. Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pela concessão de auxílio financeiro (Projeto: /2014-2). HAWERROTH, F.J.; HERTER, F.G.; FACHINELLO, J.C.; PETRI, J.L.; PREZOTTO, M.E.; HASS, L.B.; PRETTO, A. Cien. Rural., 2011, PETRI, J.L.; SCHUCK, E.; LEITE, G.B. Rev. Bras. Frutic., 2001,

93 Alternativas à indução de brotação em macieiras Fuji Suprema no município de Caçador, Santa Catarina Suelen Cristina Uber¹, José Luiz Petri², Aike Anneliese Kretzschmar³, Cristhian Leonardo Fenili¹ 1 UDESC (PG). Avenida Luis de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. [email protected]; 2 Epagri Estação Experimental de Caçador (PQ). Rua Abílio Franco, 1500, Bom Sucesso, , Caçador-SC; 3 UDESC (PQ). Avenida Luis de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. ³ UDESC (PQ). Avenida Luis de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. Palavras Chave: Superação da dormência; Malus domestica B.; Toxicidade. A principal prática de manejo na cultura da macieira para compensar a falta de frio em regiões de clima ameno é o uso de indutores de brotação, sendo o óleo mineral e a cianamida hidrogenada utilizados como tratamento padrão. Fruteiras de clima temperado em condições de inverno ameno costumam apresentar anomalias fisiológicas como brotações irregulares que acarretam em déficits produtivos. Para reduzir esses problemas, pesquisas vêm sendo realizadas com novas alternativas ao tratamento tradicional. O objetivo do trabalho foi comparar novos indutores de brotação em alternativa a cianamida hidrogenada em macieiras Fuji Suprema. Os experimentos foram conduzidos durante as safras agrícolas de 2014/15 e 2015/16, em um pomar da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI) - Estação Experimental de Caçador, SC. O delineamento experimental foi em blocos ao acaso com 11 tratamentos e cinco repetições. Os tratamentos utilizados foram: 1 - Controle; 2 - Óleo Mineral (OM) 3,5%; 3 - Óleo Mineral 3,5% + espalhante siliconado 0,03%; 4 - Óleo Mineral 3,5% + Dormex 0,7%; 5 - Óleo Mineral 3,5% + Syncron 1,0%; 6 - Óleo Mineral 3,5% + Erger 1,0%; 7 - Óleo Mineral 3,5% + Bluprins 1,0%; 8 - Óleo Mineral 3,5 % + Brotex 1,0 %; 9 - Syncron 2% + nitrato de cálcio 3,0%; 10 - Erger 3,0% + nitrato de cálcio 3,0% e 11 - Óleo Mineral 3,5% + nitrato de cálcio 3,0% + nitrato de amônio 3,0%. Foram avaliadas a fenologia, porcentagem de brotações de gemas axilares (60 dias após a aplicação dos indutores de brotação) e produção. Os dados foram submetidos a análise de variância, e o efeito do tratamento foi avaliado pelo teste de Scott-Knott, (p 0,05). Utilizando o software estatístico Sisvar. Foi observado que para os estádios fenológicos início da brotação, início da floração, plena flor e final da floração todos os tratamentos anteciparam em relação ao tratamento controle, com exceção do tratamento composto somente por óleo mineral, nos dois ciclos avaliados (dados não apresentados). Nos dois ciclos avaliados todos os tratamentos foram efetivos para induzirem a brotação de gemas axilares comparado ao tratamento controle. Tabela 1- Brotação de gemas axilares e produção em macieira, cultivar Fuji Suprema, tratadas com diferentes indutores de brotação. No ciclo 2014/2015 e 2015/2016, Caçador, SC. Axilares Produção Trat 60DAA/14 60DAA/ ,97b 1,72c 9,00b 6,85a 2 67,67a 28,10b 26,30a 5,33b 3 52,76a 24,82b 21,49a 8,38a 4 61,67a 54,46a 25,83a 9,92a 5 55,21a 43,35a 19,20a 8,18a 6 56,88a 32,13b 23,84a 3,00b 7 53,39a 40,20a 17,58a 7,54a 8 41,23a 50,84a 23,08a 7,05a 9 42,12a 26,22b 20,34a 12,21a 10 51,35a 44,35a 22,32a 5,88b 11 49,25a 45,37a 27,00a 2,79b Médias seguidas de mesma letra, na coluna, não diferem entre si, pelo teste de Scott Knott a 5% de probabilidade. Trat. - Tratamentos. DAA- Dias após a aplicação dos indutores. No entanto, os tratamentos compostos por OM 3,5% + Dormex 0,7%, OM 3,5% + Syncron 1,0%, OM 3,5% + Bluprins 1,0%, OM 3,5 % + Brotex 1,0 %, Erger 3,0% + nitrato de cálcio 3,0% e OM 3,5% + nitrato de cálcio 3,0% + nitrato de amônio 3,0% foram superiores aos demais tratamentos no último ciclo. Para a variável produção, observou-se que todos os tratamentos proporcionaram produções superiores ao tratamento controle em Os tratamentos OM 3,5%, OM + Erger 1,0%, Erger 3,0% + nitrato de cálcio 3,0% e OM 3,5% + nitrato de cálcio 3,0% + nitrato de amônio 3,0% proporcionaram menores produções comparado aos demais tratamentos em Os tratamentos compostos por Syncron, Bluprins, Brotex em conjunto com OM foram similares ao produto convencional utilizado nos pomares para a cultivar Fuji Suprema para brotação de gemas axilares e produção. A FAPESC/CAPES pela concessão de bolsa para o desenvolvimento da pesquisa. 68

94 Produtividade e qualidade físico-química de maçãs em região subtropical Gilmar A. Nava 1, Lucas C. de Oliveira 2, Paulo W. Kovalski 2, Dalva Paulus 1, Josiane A. Mariani 3 1 Eng. Agr. Dr., professor da UTFPR-DV. [email protected]; 2 Acadêmico do curso de Agronomia da UTFPR-DV; 3 Mestranda do Programa de Pós Graduação em Agroecossistemas da UTFPR-DV. Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Câmpus Dois Vizinhos. Estrada para Boa Esperança, km 04, Cx Postal 157, , Dois Vizinhos, PR. Palavras-Chave: Macieira, clima Cfa, componentes de rendimento, atributos de qualidade. O Brasil produziu t de maçãs em 2015, numa área colhida de ha, sendo SC, RS e PR os maiores produtores dessa fruta. O Paraná produziu nesse mesmo ano cerca de t, numa área colhida de ha (IBGE, 2017). No entanto, o cultivo de macieiras em regiões subtropicais é limitado, principalmente pela falta de frio no inverno. Nessas condições, as plantas sofrem a síndrome da dormência prolongada, com ocorrência de brotação e florescimento errático, caracterizado por uma baixa taxa de brotação e florescimento heterogêneo (LEITE et al., 2004), resultando em baixa produtividade. Assim, o objetivo do trabalho foi avaliar o potencial produtivo e a qualidade dos frutos de três variedades de macieiras de baixo requerimento de frio hibernal em clima subtropical. O experimento foi realizado no setor de Fruticultura da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Campus Dois Vizinhos. As macieiras avaliadas foram plantadas em 2010 (Eva e Princesa) e em 2012 (Julieta), em fila única, no espaçamento de 2,5 m entre plantas, para as variedades Eva e Princesa e, 1,5 m, para a Julieta. O sistema de condução das plantas foi o líder central. Avaliou-se: o número de frutos.planta -1 ; massa fresca, pela pesagem dos frutos em balança semi-analítica; produtividade (kg.planta -1 ) através do produto entre a multiplicação do número de frutos por planta pela sua massa fresca média; teor de sólidos solúveis (SS) com refratômetro digital, sendo os valores expressos em Brix; acidez titulável (AT) através da titulação de 10 ml de suco + 90 ml de água destilada com NaOH 0,1N até ph 8,1, sendo os valores expressos em %; ratio (relação SS/AT); firmeza de polpa com penetrômetro manual com ponteira de 6 mm de diâmetro, sendo os dados expressos em kg. Justifica-se o uso dessa ponteira devido a necessidade de colheita das maçãs antes do ponto de maturação ideal para o consumo, o que gerou uma parte das medições de firmeza das maçãs acima da escala máxima de registro do penetrômetro (ao usar a ponteira de 11 mm); teste de iodo-amido usando-se escala internacional com índices variando de 1 (fruta totalmente verde) a 9 (fruta totalmente madura); os parâmetros de cor de fundo da epiderme (escala L a*b*) foram obtidos por colorímetro digital. Aos dados aplicou-se a Anova e o teste de comparação de médias de Tukey (p 0,05). A produtividade média foi de 12 kg.planta -1, sem diferença estatística entre as variedades, bem abaixo do potencial produtivo da espécie em regiões temperadas. O inverno de 2016, com acúmulo de frio de 185 horas abaixo de 7,2 C, foi cerca de 50% superior da média local (120 horas) (NAVA, 2015). Em anos de baixa ocorrência de frio, a exemplo da safra anterior, com 30 horas de frio abaixo de 7,2 C (NAVA, 2015), a produção das três variedades foi irrisória. No entanto, a massa fresca de fruto foi maior na Julieta, com cerca de 120g. A Eva apresentou frutos mais doces, porém esses foram colhidos mais maduros que os demais (cultivares de maturação alguns dias mais tardia). A Julieta, por sua vez, mostrou-se menos ácida que as demais, seguida da Eva, o que proporcionou uma relação SST/ATT superior à Julieta e Princesa. A variedade Princesa (colheita antes da maturação ideal) apresentou maior firmeza de polpa, seguida por Eva e por Julieta (mais macia). Nos parâmetros de cor de epiderme dos frutos, a variedade princesa foi mais escura que as demais, bastante vermelha, juntamente com a Julieta (a mais vermelha de todas). As variedades Eva e Princesa apresentaram cor de fundo mais amarela que a Julieta. Tabela 1- Componentes de rendimento e qualidade físico-química de maçãs. UTFPR-DV, Dois Vizinhos, PR, Variedade Frutos. Massa Prod. SST ATT Ratio Planta -1 frutos (g) (kg.planta -1 ) ( Brix) (%) Eva 142,5 ns 100,4 b 14,4 ns 12,5 a 0,8 b 15,9 b Julieta 105,5 119,2 a 12,5 10,7 b 0,5 c 22,4 a Princesa 85,2 108,9 ab 9,5 10,8 b 1,0 a 10,8 c Média 111,1 109,5 12,11 11,3 0,8 16,4 CV (%) 41,3 7,2 43,9 5,7 7,5 7,33 Variedade Firmeza Índice iodoamido L a b polpa (kg) Eva 6,4 b 4,9 ns 69,3 a 14,8 b 34,9 a Julieta 5,0 c 4,9 68,8 a 23,3 a 25,7 b Princesa 7,8 a 5,2 60,3 b 19,2 ab 31,7 a Média 6,4 5,0 66,1 19,1 30,7 CV (%) 6,5 25,4 3,4 21,3 5,8 Médias seguidas da mesma letra na vertical não diferem estatisticamente entre si pelo teste de Tukey (p 0,05); ns= não significativo. As três variedades apresentaram comportamento produtivo similar. A macieira Julieta reuniu o maior número de atributos físico-químicos de qualidade apreciados pelo consumidor. IBGE. Sistema IBGE de Recuperação Automática - SIDRA. Disponível em : < z=t&o=11&i=p. Acessado em: 20 abr LEITE, G.B.; LACOINTE, M.B.A.; RAGEAU, R. Influence of lack of chilling on budbreak patterns and evolution of sugar contents in buds and stem tissues along the one-year-old shoot of the peach trees. Acta Horticulturae, n.662, p , NAVA, G.A. Disponibilidade de frio hibernal para cultivo de fruteiras de clima temperado em Dois Vizinhos, Sudoeste do Paraná. In: SIMPÓSIO BRASIL SUL DE FRUTICULTURA, 1. Chapecó, Anais, p.75-75,

95 Quebra de dormência de gemas em macieira com produtos alternativos na serra catarinense Rodrigo Helmann 1, Cláudio Keske 2, Josué Andreas Vieira 3, Marcelo Foster 4 1 IFC Instituto Federal Catarinense Campus Rio do Sul (IC), [email protected]. 2 IFC Instituto Federal Catarinense Campus Rio do Sul (PQ). 3 IFC Instituto Federal Catarinense Campus Rio do Sul (IC). 4 IFC Instituto Federal Catarinense Campus Rio do Sul (TM). Estrada do Redentor, Cx. Postal CEP Rio do Sul - SC Fone/Fax: (47) Palavras Chave: Frutas de clima temperado, brotação, quebra de dormência. A quebra de dormência está limitada a poucos produtos disponíveis e muito tóxicos. No Sul do Brasil, as oscilações na temperatura são frequentes, com as temperaturas elevadas anulando o frio acumulado, não atendendo as exigências das espécies de clima temperado (PETRI, 1997). A insuficiência de frio no período da dormência resultará numa brotação desuniforme e prolongada, com menor número de flores. Desta forma foi avaliado o efeito de produtos alternativos na quebra de dormência de gemas de macieiras. O experimento foi conduzido em pomar comercial de maçã da cultivar Fuji em São Joaquim, SC, durante o período de Julho de 2016 a Março de O delineamento experimental foi em blocos ao acaso, com 3 repetições (plantas). Em cada planta foram considerados 4 ramos de frutificação, sendo demarcado 10 gemas por ramo, totalizando 40 gemas. Foram realizados 7 tratamentos, sendo: 1- Testemunha, 2- Óleo Mineral (4%), 3- Dormex (4%), 4- Dormex (4%) + Óleo Mineral (4%), 5- Extrato de Alho (4%), 6- Extrato de Alho (4%) + Óleo Mineral (4%) e 7- Urina Bovina (50%) (Vacas lactantes) + Óleo Mineral (4%). As pulverizações foram realizadas em gemas dormentes. Foi avaliado o desenvolvimento fenológico das gemas. Os dados foram submetidos à análise de variância e ao teste Tukey, a 5% de probabilidade de erro. Todos os tratamentos tiveram influência na quebra de dormência. A testemunha apresentou maior porcentagem de gemas dormentes. O Extrato de Alho no período da avaliação de 30/09/2016 antecipou a florescimento (Figura 1). A fase fenológica de meia polegada verde com folhas não apresentou diferença significativa entre os tratamentos. Na fase de plena floração a maior formação de flores ocorreu com a utilização de Extrato de Alho mais Óleo Mineral (Tabela 1). Resultados semelhantes foram verificados em macieira Fuji Kiku por PERUSSI, et al., 2010, com 25,5% de brotação. Figura 1. Influência dos tratamentos de quebra de dormência nas fases fenológicas da macieira. Tabela 1. Número médio de gemas de macieira brotadas em diferentes estádios fenológicos de acordo com distintos tratamentos de indução de brotação. Tratamentos A-Gema Dormente D-Meia Polegada Verde com Folhas F2-Plena Floração 1-TESTEMUNHA 8,0a 19,0ns 3,0b 2- Óleo Mineral (OM)4% 0,0b 33,0 1,3b 3-Dormex 4% 3,7b 26,0 3,3b 4-Dormex 4% + OM 4% 2,0b 22,0 0,3b 5-Extrato de Alho(EA)4% 0,7b 27,7 3,3b 6-EA 4% + OM 4% 0,7b 25,0 10,00a 7-Urina 50%+ OM 4% 0,7b 30,3 1,7b C.V.% 64,7 23,2 63,8 Médias seguidas de mesma letra não diferem entre si pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade de erro. ns : não significativo. Todos os tratamentos tiveram influência na quebra de dormência de gemas, sendo que o melhor foi o com extrato de alho (4%) + óleo mineral (4%). Ao Instituto Federal Catarinense e CNPq pelo fomento à pesquisa e financiamento de bolsas de estudo. Perussi, G.P.G.; Botelho, R. V.; Ricklli E.; Pavanello A. P. Quebra de dormência em macieiras Fuji Kiku com uso de extrato de alho. Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 31, n. 2, p , abr./jun Petri, J.L. Indução de brotação de macieira por cianamida hidrogenada e óleo mineral sob influência da temperatura. Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v.32, n.1, p.7175,

96 Requerimento de frio para a superação da dormência em marmeleiro BA-29 Bruna B. de Castro 1*, Deivid S. de Souza 1, Ana M. A. de S. Ribeiro 1, Gabriela M. Paiano 2, Leo Rufato 3, Aike A. Kretzschmar 3 1 Udesc - Universidade do Estado de Santa Catarina (PG). Avenida Luís de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. [email protected]; 2 Udesc - Universidade do Estado de Santa Catarina (IC). Avenida Luís de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC, 3 Udesc - Universidade do Estado de Santa Catarina (PQ). Avenida Luís de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. Palavras Chave: Cydonia oblonga, Brotação, Horas de Frio, Marmelo. Para que fruteiras de clima temperado iniciem um novo ciclo vegetativo na primavera, é necessária sua exposição por um período a baixas temperaturas, para que ocorra a superação da dormência e a brotação seja efetiva (PETRI et al., 1996). Quando não é satisfeita a exigência em frio, gemas vegetativas e floríferas podem permanecer dormentes, mesmo que as condições ambientais sejam favoráveis para a brotação. Assim como as cultivares copa, os porta-enxertos possuem diferenças no requerimento em horas de frio. Na implantação de novos pomares com pereiras no sul do Brasil, têm sido frequente a utilização dos portaenxertos de marmeleiro (Cydonia oblonga) devido ao seu baixo vigor, porém são escassos os trabalhos que abordam a exigência de frio dos portaenxertos. O objetivo deste trabalho foi determinar a exigência de horas de frio para indução da brotação em marmeleiro BA-29. O experimento foi conduzido na Universidade do Estado de Santa Catarina durante o ciclo 2016/2017. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com quatro repetições e quatro plantas por parcela. Estacas de marmeleiro BA-29, foram coletadas em área experimental do Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV) em Lages, e submetidas a diferentes períodos de frio em câmara frigorífica, de acordo com os tratamentos: 150, 300, 450, 600 e 750 horas. Ao final de cada tratamento, as estacas foram transferidas para câmara BOD à 20 C, com fotoperíodo de 12 horas de luz, durante 14 dias. Foram avaliados o número de gemas brotadas, e a taxa final de brotação. Os dados foram submetidos à análise de variância e comparados pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade de erro. O tratamento com 150 horas de frio mostrou-se insuficiente para indução da brotação no marmeleiro BA-29, apresentando taxa final de brotação abaixo de 20%. Não houve diferença entre os demais tratamentos para o número de gemas brotadas, e a taxa final de brotação (Tabela 1). De acordo com o aumento do acúmulo de frio, antecipou-se a brotação, reduzindo a necessidade de calor. Tabela 1. Número de gemas brotadas (NGB) e taxa de brotação (TB) do marmeleiro BA-29 submetido a diferentes níveis de acúmulo de frio. Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. Figura 1. Porcentagem de brotação no tempo do marmeleiro BA-29 submetido a diferentes níveis de acúmulo de frio. O marmeleiro BA-29 necessita de 300 horas de frio, para atingir taxa de brotação superior a 80%. A Udesc, Capes e Cnpq pelo ensino e pela concessão das bolsas. PETRI, J.L.; PALLADINI, L.A.; SCHUCK, E.; DUCROQUET, J.P.; MATOS, C.S.; PAOLO, A.C. Dormência e indução da brotação de fruteiras de clima temperado. Florianópolis: EPAGRI, p. (EPAGRI. Boletim Técnico, n.75). 71

97 Fitorreguladores no controle da queda pré-colheita de frutos em maçã Galaxy Erani E. Schultz 1, Vagner Ludwig 2, Magno R. P. Berghetti 2, Lucas M. Wendt 2, Rovani M. Rossato 2, Flavio R. Thewes 2, Sarah E. Forgiarini 2, Auri Brackmann 3, Vanderlei Both 3 1 UFSM, Universidade Federal de Santa (PG), 2 UFSM (IC), 3 UFSM (PQ), Av. Roraima, n 1.000, Prédio 77, Sala 26, Cx.P. 591, , Santa Maria, RS. [email protected] Palavras Chave: Malus domestica Borkh, aminoetoxivinilglicina, produção de etileno, qualidade. Um dos principais desafios que os produtores de maçãs enfrentam é a queda pré-colheita de frutos. Esse problema é comum em cultivares precoces, como a Gala e suas mutantes. Isso se deve, pela maturação das sementes ocorrer antes da conclusão do crescimento do fruto e, assim, deixando de produzir auxinas necessárias para inibir a síntese do etileno, fito-hormônio que atua na zona de abscisão, desencadeando a queda pré-colheita dos frutos. Além disso, a maturação da maçã Gala e mutantes é muito rápida e, muitas vezes, a falta de mão-de-obra disponível para a colheita no momento ideal causa atraso na colheita e, com isso, aumenta a queda dos frutos. O uso de fitorreguladores, como aminoetoxivinilglicina (AVG), que inibe a biossíntese do etileno e ácido naftaleno acético (ANA), uma auxina sintética, são comuns na produção de maçãs. Portanto, o objetivo do trabalho foi avaliar o efeito de fitorreguladores na queda pré-colheita de frutos e qualidade em maçã Galaxy. O experimento foi conduzido em blocos ao acaso com quatro repetições. Os fitorreguladores aplicados foram: AVG Retain (Valent BioScience, USA, 15% de i.a.), dose 830 g ha -1 ; ANA (Fruitone, AMVAC Chemical Corporation, USA, 80% i.a), dose 20 g ha -1 e ácido 2-cloro-etil-fosfônico (Ethephon - ETH), Ethrel (Bayer Crop Science, Germany, 24% de i.a.), dose 0,67 L ha -1. O volume de calda aplicado foi de L ha -1. Foram avaliados cinco tratamentos: [1] controle (aplicação de água); [2] ANA (aplicado 10 dias antes da colheita DAC); [3] AVG (30 DAC); [4] AVG+ANA (30 e 10 DAC); [5] AVG+ETH (30 e 10 DAC). A avaliação da queda de frutos foi realizada pela contagem dos frutos de cinco plantas por tratamento aos 10 dias antes da colheita e na colheita, por diferença se obteve a queda de frutos, que foi expressa em %. Frutos foram colhidos e avaliados quanto à firmeza da polpa e produção de etileno. Os dados foram submetidos a análise de variância e as médias foram comparadas pelo teste de Scott-Knott com 5% de probabilidade de erro. Plantas pulverizadas com AVG+ANA apresentaram a menor queda de frutos, diferindo dos demais tratamentos. Esse resultado pode ser devido ao efeito sinérgico entre os produtos (Yuan; Carbaugh, 2007). A firmeza da polpa foi maior com AVG+ANA, mas não diferiu do tratamento apenas com AVG. Plantas pulverizadas com AVG, independente da combinação com outro fitorregulador, apresentaram baixa produção de etileno, no primeiro e sexto dia após a colheita. Isso mostra que o AVG foi eficiente na redução da síntese do etileno. Figura 1. Queda de frutos (a), firmeza da polpa (b), produção de etileno um dia (c) e seis dias após a colheita (d).* Médias seguidas por letras diferentes, diferem entre si, pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade de erro. A pulverização combinada de AVG+ANA pode ser uma importante ferramenta para auxiliar no controle da queda pré-colheita de frutos, além de manter maior firmeza da polpa e baixa produção de etileno. Esta combinação foi mais eficiente do que a aplicação isolada destes produtos. A Capes, pela concessão da bolsa de pósgraduação. A empresa Schio Agropecuária pela disponibilização do pomar. Referências bibliográfica Yuan, R.; Carbaugh, D.H. Effects of NAA, AVG, and 1-MCP ethylene biosynthesis, preharvest fruit drop, fruit maturity, and quality of Golden Supreme and Golden Delicious apples. HortScience, 2007, v. 42, n. 1, p

98 Poda de frutificação em variedades comerciais de goiabeira-serrana Fernando D. Sánchez-Mora 1,2*, Luciano Saifert 1, Mateus S. Pasa 3, Marlise N. Ciotta 3, Humberto N. Ribeiro 3, Anyela Rojas-Molina 1, Gregório Lombardi 1, Rubens O. Nodari 1 1 Programa de Pós-graduação em Recursos Genéticos Vegetais, CCA, Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, Brasil. [email protected] (PG); [email protected] (PG); [email protected] (IC); [email protected] (PQ); 2 Facultad de Ingeniería Agronómica, Campus Experimental La Teodomira, Universidad Técnica de Manabí, Equador, [email protected] (PG); 3 Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina S.A. EPAGRI São Joaquim, Brasil. [email protected] (PQ); [email protected] (PQ); [email protected] (PQ). Palavras Chave: Acca sellowiana, produção de frutos, fruteira nativa. A goiabeira-serrana ou feijoa [Acca sellowiana (O. Berg) Burret], sinônimo de Feijoa sellowiana é uma árvore frutífera nativa do sul do Brasil e norte Uruguai. Apesar de ser bastante consumida pelas pessoas no campo, ainda não é um cultivo usado economicamente em larga escala, em razão de sua condição de espécie semi-domesticada. A poda de frutificação é uma das práticas culturais fundamentais para a produção de frutos de elevado padrão de qualidade, já que permite a colheita de frutos nas épocas desejadas pelo produtor, distribuição melhor dos tratos culturais do pomar e verificação do desempenho da planta ao longo do ano, nos aspectos produtivos relacionados à quantidade, tamanho e qualidade dos frutos (Souza, 2005). Assim, é importante desenvolver conhecimentos e técnicas para o manejo agronômico da goiabeira-serrana. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da poda nas variedades comerciais SCS 411-Alcântara e SCS 415-Nonante. O experimento foi realizado na Estação Experimental da Epagri de São Joaquim, SC, durante a safra 2016/2017. Foram utilizadas as variedades comerciais de goiabeira-serrana SCS 411-Alcântara e SCS 415-Nonante. Os tratamentos consistiram de: sem poda (SP) e com poda (CP), sendo utilizadas três repetições para cada tratamento, uma planta por repetição. Na poda foram removidos aproximadamente 40% dos ramos, deixando-se apenas aqueles com maior potencial produtivo. Assim, foram eliminadas hastes mais velhas, para promover a sua renovação. Além disso, foram retirados de dois a três ramos maiores (diâmetro de 2,5-5cm) da porção central da planta, visando melhorar a quantidade de radiação solar incidente no interior da copa. Foram avaliados o diâmetro do caule (CAU), com uma forcípula florestal de 127cm (Haglöf); o diâmetro de copa (COP) e a altura de planta (ALT), foram obtidas com uma vara telescópica de alumínio; o índice de área foliar (IAF), foi estimado utilizando o ceptômetro Accupar LP-80; a massa dos frutos (MF) e o número total de frutos por planta (NFT) mediante contagem. Os dados foram analisados utilizando-se o teste t de Student para comparações entre médias dos dois tratamentos (sem e com poda). Os resultados das variáveis avaliadas estão na Tabela 1. As plantas apresentaram similaridade em relação ao diâmetro de caule, enquanto que em altura e diâmetro de copa as plantas da variedade SCS 415-Nonante sem poda mostraram-se mais desenvolvidas. As plantas com poda apresentaram menores índices de área foliar nas duas variedades, proporcionando maior aeração e também maior ingresso de radiação solar ao centro da planta. As plantas com poda nas duas variedades apresentaram o menor número de frutos, porém estes tiveram maior tamanho em comparação às plantas sem poda. Estes resultados concordam com aqueles mencionados por Marodin (1993). O referido autor menciona que a poda equilibrada e bem feita evita a alternância de produção, fato presente em diversas frutíferas, que em um ano produzem uma grande carga de frutos, geralmente de pequeno tamanho, seguida de uma produção quase nula no ano seguinte. De maneira geral observou-se que a variedade SCS 411-Alcântara registrou maior número de frutos em comparação a SCS 415-Nonante. Tabela 1. Efeito da poda nas variedades de goiabeira-serrana SCS 411-Alcântara e SCS 415- Nonante. TRAT CAU COP ALT IAF MF NFT cm m 2 /m 2 g unidade Alcântara SP 13,6ns 422,7ns 396,7ns 3,0a 65,1b 434,7a CP 12,0 352,0 348,3 1,3b 86,1a 295,7b Nonante SP 12,9ns 372,0a 361,7a 3,7a 72,2b 265,3a CP 10,1 310,0b 313,3b 1,0b 99,5a 119,7b Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste t de Student,a 5% de probabilidade. No primeiro ciclo, as plantas com poda apresentaram o menor índice de área foliar e menor número de frutos por planta, porém frutos de maior tamanho. SENESCYT-Equador, CAPES, CNPq e FAPESC pelo fomento à pesquisa e financiamento de bolsas de estudo. Marodin, G.A.B. Podas das plantas frutíferas. In: Manica, I. Fruticultura em pomar domestico, Porto Alegre: RIGEL, 143 p. Sousa, J.S.I. A poda das plantas frutíferas, São Paulo: NOBEL, 191 p. 73

99 Avaliação de indutores de brotação em macieiras Baigent em Vacaria, RS Natália A. de A. Goularte 1, Fernando J. Hawerroth 2, Fabiano Simões 3, Lisiane V. de Oliveira 1, Mauricio B. de Vargas 1, Lenir C. dos S. R. Graciano 1 1 Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) e Instituto Federal de Educação do Rio Grande do Sul (IFRS), bolsista de iniciação científica CNPq/UERGS, curso de bacharelado em Agronomia. [email protected]; 2 Embrapa Uva e Vinho, Estação Experimental de Fruticultura de Clima Temperado, Vacaria-RS, [email protected] ; 3 Universidade do Estado do Rio Grande do Sul, Campus Vacaria, Vacaria, RS, [email protected]; 1 Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) e Instituto Federal de Educação do Rio Grande do Sul (IFRS), [email protected]; [email protected]; [email protected] Palavras Chave: Malus domestica, brotação de gemas. A insuficiência de frio hibernal na cultura da macieira acarreta problemas que limitam a uniformidade de brotação, ocasionando queda no potencial produtivo das plantas. Desse modo, a utilização de indutores se faz necessária como técnica eficiente no manejo da brotação das plantas, contribuindo para o aumento de sua capacidade produtiva. A introdução de produtos menos agressivos ao aplicador e ao meio ambiente, com alta eficiência na indução de brotação, se faz necessária no sistema de produção dentro dos preceitos de sustentabilidade. O objetivo deste trabalho foi avaliar a brotação de gemas de macieiras Baigent sob efeito da aplicação de diferentes indutores de brotação, em Vacaria, RS. O experimento foi conduzido em Vacaria, RS, num pomar comercial de macieira Baigent sob portaenxerto M9, no espaçamento de 3,5 m x 0,7m, durante o ciclo 2016/2017. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados com quatro repetições, sendo duas plantas por repetição. O esquema fatorial foi 6 x 2, sendo seis níveis para o fator indutor de brotação e dois níveis para o fator porção da copa (inferior e superior). Os níveis do fator indutor de brotação foram: a) testemunha; b) óleo mineral 3,5%; c) óleo mineral 3,5% + Erger 1%; d) óleo mineral 3,5% + Erger 2%; e) óleo mineral 3,5% + Dormex 0,4%; f) óleo mineral 3,5% + Dormex 0,8%. Foram avaliadas as porcentagens de brotação de gemas axilares e de gemas terminais aos 27 e 64 dias após a aplicação dos indutores de brotação. Os dados foram submetidos à análise de variância e à análise de médias pelo teste Tukey a 5% de probabilidade de erro. Com relação a avaliação de brotação de gemas axilares, realizada aos 27 dias após a aplicação (DAA), todos os tratamentos foram efetivos, exceto a aplicação de óleo mineral 3,5% + Dormex 0,4% que não diferiu da testemunha. A mesma resposta foi evidenciada aos 64 DAA. Houve maior brotação de gemas axilares na porção superior da copa, enquanto que a maior brotação de gemas terminais foi observada na porção inferior da copa. O uso de óleo mineral 3,5% isoladamente, e quando em combinação com Erger 1% e Dormex 0,4%, apresentaram maior brotação de gemas terminais em relação às plantas-testemunha, aos 27 DAA. Contudo, não foram observadas diferenças significativas entre tratamentos aos 64 DAA. Tabela 1. Porcentagem de brotação de gemas axilares em macieiras Baigent em resposta ao uso de diferentes indutores de brotação. Vacaria, RS, Indutor de brotação Brotação de gemas axilares aos 27 dias após a aplicação Porção Porção Média Inferior superior Brotação de gemas axilares aos 64 dias após a aplicação Porção Porção Média Inferior superior 1. Testemunha 11,7 14,7 13,2 b 21,5 31,6 26,5 b 2. Óleo mineral 3,5% 41,0 56,1 48,6 a 47,5 60,3 53,9 a 3. Óleo mineral 3,5% + Erger 1% 43,6 45,7 44,6 a 48,5 52,3 50,4 a 4. Óleo mineral 3,5% + Erger 2% 49,1 60,9 55,0 a 49,5 66,1 57,8 a 5. Óleo mineral 3,5% + Dormex 0,4% 30,1 42,2 36,2 ab 36,0 47,5 41,7 ab 6. Óleo mineral 3,5% + Dormex 0,8% 52,7 60,6 56,6 a 59,8 62,3 61,0 a Média 38,0 A 46,7 A 43,8 B 53,4 A Médias seguidas de mesma letra minúscula na coluna, e médias seguidas de letra maiúscula na linha, não diferem significativamente pelo teste Tukey a 5% de probabilidade de erro. Tabela 2. Porcentagem de brotação de gemas terminais em macieiras Baigent em resposta ao uso de diferentes indutores de brotação. Vacaria, RS, Indutor de brotação Brotação de gemas terminais aos 27 dias após a aplicação Porção Porção Média Inferior superior Brotação de terminais aos 64 dias após a aplicação Porção Porção Média Inferior superior 1. Testemunha 37,0 31,7 34,3 b 65,7 31,7 48,7 a 2. Óleo mineral 3,5% 74,4 53,3 63,8 a 70,7 43,2 57,0 a 3. Óleo mineral 3,5% + Erger 1% 62,2 52,4 57,3 a 78,0 46,4 62,2 a 4. Óleo mineral 3,5% + Erger 2% 63,3 43,4 53,4 ab 84,1 63,2 73,7 a 5. Óleo mineral 3,5% + Dormex 0,4% 58,4 37,9 48,1 ab 89,1 74,4 81,8 a 6. Óleo mineral 3,5% + Dormex 0,8% 78,7 58,8 68,8 a 88,1 68,3 78,2 a Média 62,3 A 46,2 B 79,3 A 54,5 B Médias seguidas de mesma letra minúscula na coluna, e médias seguidas de letra maiúscula na linha, não diferem significativamente pelo teste Tukey a 5% de probabilidade de erro. O uso de Erger (1% a 2%) apresenta resposta similar ao uso de Dormex (0,4% a 0,8%) na brotação de gemas de macieiras Baigent, quando em combinação ao óleo mineral 3,5%. À Embrapa, CNPq, UERGS e IFRS pelo fomento à pesquisa e financiamento de bolsas de estudo. 74

100 Influência do tipo de enxertia na produção de mudas de ameixeira Iohann M. Bauchrowitz 1, Clandio Medeiros da Silva 2, André F. de Oliveira 3, José dos Santos Neto 4, Guilherme A. W. Mendes 5, Clóvis R. Hoffmann 6 1 Universidade Estadual de Ponta Grossa-UEPG(PG); 2 Instituto Agronômico do Paraná-IAPAR(PQ); 3 Instituto Agronômico do Paraná- IAPAR-Polo Regional de Ponta Grossa (PQ); 4 Instituto Agronômico do Paraná-IAPAR (P); 5 CESCAGE (IC), 6 Instituto Agronômico do Paraná-IAPAR (TS). Rodovia BR Celso Garcia Cid, Km 375, Cx. P , , Londrina, PR. [email protected] Palavras Chave: Prunus salicina Lind., multiplicação, Okinawa, genótipo. A ameixeira é uma arvore frutífera que possui dois centros de origem distintos, sendo um deles a Europa e outro a Ásia. Esta frutífera apresentou no Brasil uma grande produção até os anos 80 quando a escaldadura (Xylella fastidiosa) afetou grande parte dos pomares produtores (CASTRO et al, 2008). Os programas de melhoramento genético atuais vêm desenvolvendo novas pesquisas visando produzir novas cultivares resistentes a essa doença e com maiores facilidades de manejo para os produtores. A produção de mudas de ameixeira de qualidade visam evitar a produção de mudas doentes as quais irão disseminar doenças quando não produzidas com qualidade. O tipo de enxerto realizado para a produção de mudas é um processo de grande importância uma vez que quando não realizado de forma correta pode causar problemas durante o desenvolvimento das mudas ou retardar o crescimento. Os tipos de enxertia mais utilizados na produção de mudas são tipo fenda cheia, inglês simples e inglês complicado segundo relata Fachinello et al., O objetivo do trabalho foi avaliar qual o tipo de enxertia acima citado apresenta melhor crescimento das mudas de ameixa. O experimento foi realizado no Pólo Regional do Instituto Agronômico do Paraná-IAPAR na cidade de Ponta Grossa-PR. O porta-enxerto utilizado para a produção de mudas foi a variedade de pêssego Okinawa que foram obtidos por sementes no ano de Os enxertos foram realizados em Agosto de 2016 utilizando-se o acesso pertencente ao BAG-Ameixa do IAPAR. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente causalizado (DBC) com 3 tratamentos, sendo T1 (fenda cheia), T2 (inglês simples) e T3 (inglês complicado), com 8 repetições, e conduzido em casa de vegetação. As avalições foram realizadas com um intervalo de tempo de, 15 60,120 e 150 dias após a realização das enxertias (d.a.e), e a variável analisada foi o crescimento do ramo novo. Os resultados apresentados na tabela 1 mostram que 15 (d.a.e) a enxertia pelo método inglês complicado apresentou um desenvolvimento inicial com melhores resultados com relação aos outros tipos de enxerto. Esse fato ocorre até a última data de avaliação com 150 (d.a.e). A enxertia é uma técnica de grande importância nas frutíferas de caroços, casos do pêssego e ameixa, sendo o primeiro o porta-enxerto mais utilizado para a cultura da ameixeira (TELLES et al., 2006). Em pêssegos Okinawa quando submetidos a diferentes tipos de enxertia realizados para a produção de mudas possui seu crescimento em torno de 101,2 cm após 200 (d.a.e) (MAYER et al.,2005). Tabela 01. Crescimento (cm) das mudas de ameixa em diferentes datas após a realização da enxertia. Ponta Grossa PR, Tratamento 15 Dias 60 Dias 120 Dias 150 Dias Fenda Cheia 0,45 a 25,00 a 76,91 a 102,95 a Inglês Simples 0,48 ab 30,58 b 81,12 b 119,57 b Inglês complicado 0,57 b 21,25 b 82,93 b 127,15 b Letras diferentes entre as colunas são significativa sobre teste de Tukey a 5% de probabilidade. Conclusão Os enxertos tipo inglês simples e inglês complicado, 150 dias após a realização da enxertia proporcionaram os maiores níveis de crescimento das mudas de ameixa. Ao Pólo Regional do IAPAR na cidade de Ponta Grossa-PR pela disponibilidade do local para a realização do experimento. CASTRO, L. A. S.; BARBOSA, W.; NAKASU, B. H.; Raseira, M. C. B. AMEIXA. Em: Albuquerque, A. C. S.; Silva, A. G. (Org.). Agricultura Tropical - Quatro décadas de inovações tecnológicas, institucionais e políticas. 1ed. BRASÍLIA : EMBRAPA v. 1, p FACHINELLO, J. C.; NACHTIGAL, J. C; KERSTEN, E. Fruticultura fundamentos e práticas. Pelotas: Embrapa Clima Temperado, p. MAYER, N.A.; PEREIRA, F.M.; BARBOSA, J.C. Pegamento e crescimento inicial de enxertos do pessegueiro Aurora-1 em clones de umezeiro (Prunus mume Sieb. et Zucc.) e Okinawa [Prunus persica (L.) Batsch] propagados por estacas herbáceas. Rev. Bras. Frutic, v. 27, n. 1, p , TELLES, C. A. et al. Sobrevivência e crescimento de mudas de pessegueiro interenxertadas. Rev. Bras. Frutic, v.28, n.2, p ,

101 Produção de macieiras cultivar Gala tratadas com extrato de alga Ascophyllum nodosum e thidiazuron Anelise M. de Sousa 1, Renato V. Botelho 2, Ricardo Ayub³ 1 UEPG Universidade Estadual de Ponta Grossa (PG). Av General Carlos Cavalcanti 4748, CEP: , Ponta Grossa, PR. [email protected]; ²UNICENTRO Universidade Universidade Estadual do Centro-Oeste (PQ) R. Salvatore Renna, 875, CEP: , Guarapuava PR; ³ Universidade Estadual de Ponta Grossa (PQ). Av General Carlos Cavalcanti 4748, CEP: , Ponta Grossa, PR. Palavras Chave: Ascophyllum nodosum, produção macieira, extrato de algas, manejo orgânico O uso de extratos de algas marinhas é uma alternativa ao uso de produtos sintéticos, reduzindo o impacto ambiental. Os bioestimulantes derivados do extrato de Ascophyllum nodosum são constituídos por vários fitohormônios, principalmente auxinas e citocininas, (ZHANG, 2004), giberelinas, ácido abscísico, ácido jasmônico, poliaminas e alginatos (TARAKHOVSKAYA et al., 2007) e já demonstrou promover o desenvolvimento vegetal e a produção de diversos cultivos. O thidiazuron é uma feniluréia sintética que mostra atividade citocinínica. A ação específica destes produtos sobre o aspecto produtivo de plantas frutíferas de clima temperado, ainda é pouco explorada. Para tanto, este estudo tem como objetivo analisar a produção de macieiras cultivar Gala tratadas com extrato de alga A. nodosum e thidiazuron (TDZ). O experimento foi conduzido no município de Porto Amazonas-PR, durante as safras 2015/2016 e 2016/2017, utilizando-se macieiras da cultivar Gala. No estádio fenológico F2 (plena floração, com 70% das flores abertas) as plantas foram pulverizadas com os seguintes tratamentos: T1: Testemunha; T2: TDZ 10mg.L -1 ; T3: TDZ 15 mg.l -1 ; T4: A. nodosum 0,1%; T5: A. nodosum 0,2%; T6: A. nodosum 0,3%; T7: A. nodosum 0,4% e T8: A. nodosum 0,6%. O delineamento experimental foi o de blocos ao acaso com 8 tratamentos e 5 repetições, com parcela experimental constituída por 1 planta. Na ocasião da colheita foi determinada a produtividade por planta com auxílio de balança digital. Os dados foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e as médias foram comparadas pelo teste de Duncan (p 0,05) utilizando o programa Assistat (SILVA; AZEVEDO, 2016). Analisando-se a produtividade por planta no ciclo 2015/2016, observou-se que o tratamento com extrato de A. nodosum na dose de 0,3% foi significativamente superior ao tratamento A. nodosum 0,6% e ao TDZ nas doses de 10 e 15mg.L - 1. No ciclo 2016/2017 observou-se que o tratamento com TDZ na dose de 15mg.L -1 proporcionou aumento de produtividade de 25% quando comparado a testemunha. Analisando-se a produtividade acumulada nos dois ciclos observa-se que o tratamento com extrato de A. nodosum na dose de 0,3% foi significativamente superior quando comparado à testemunha com um aumento de 12,5% na produtividade. No entanto, não se diferiu estatisticamente dos demais tratamentos. Tabela 1. Produtividade por planta (kg) de macieiras cultivar Gala tratadas com TDZ e extrato de Ascophyllum nodosum. Produtividade por planta (kg) Tratamento 2015/ /2017 Cumulativo Testemunha 30,42 ab 21,43 b 51,84 b TDZ 10 mg.l -1 28,44 b 25,07 a 53,50 ab TDZ 15 mg.l -1 27,65 c 27,00 a 54,64 ab A. nodosum 0,1% 30,72 ab 25,21 a 55,93 ab A. nodosum 0,2% 30,53 ab 24,52 ab 55,05 ab A. nodosum 0,3% 32,60 a 25,68 a 58,28 a A. nodosum 0,4% 30,98 ab 24,34 ab 55,32 ab A. nodosum 0,6% 28,96 b 24,60 ab 53,56 ab CV (%) 7,38 9,46 6,48 Médias seguidas pela mesma letra minúscula na coluna não diferem estatisticamente pelo teste de Duncan (p 0,05). Sob as condições estudadas a aplicação dos produtos thidiazuron e extrato de algas A. nodosum em plena floração foi eficiente em promover o aumento de produtividade de macieiras cultivar Gala. À CAPES pela concessão de bolsa de estudo. ZHANG, X.; ERVINE, E. H. Cytokinin-containing seaweed and humic acid extracts associated with Creeping bent grass leaf cytokinins and drought resistance. Crops, v. 44, p , TARAKHOVSKAYA, E.R.; MASLOV, Y.I.; SHISHOVA, M.F. Phytohormones in algae. Russian Journal of Plant Physiology, Moscow, v.54, p , 2007 SILVA, F.A.S.; AZEVEDO, C.A.V. The Assistat Software Version 7.7 and its use in the analysis of experimental data. African Journal of Agricultural Research, v.11, n.39, p ,

102 Efeito do raleio mecânico em pessegueiro Maciel Caroline F. Barreto 1*, Leticia V. Ferreira 1, Renan Navroski 1, Francisco J.M. Pereira 2, Luis E.C. Antunes 2 1 UFPel Universidade Federal de Pelotas (PG). Campus Capão do Leão, [email protected]; ² EMBRAPA Embrapa Clima Temperado (PQ), Pelotas, Rodovia BR 392, km 78. Pelotas, , Pelotas RS. Palavras Chave: produção, frutificação, Prunus persica (L.) Entre as várias técnicas que os pomares de pessegueiro exigem, o raleio é a prática que mais demanda mão de obra. Através desta prática retirase o excesso de flores ou frutos de uma planta, com o objetivo de melhorar a qualidade, aumentar o valor comercial e reduzir a alternância de produção. No entanto, ainda que o raleio seja uma técnica que proporcione diversos benefícios, trata-se de uma operação onerosa. No pessegueiro, é realizado manualmente (Simões et al., 2013) e demanda tempo, e assim encarece os custos de produção (Mcartney et al., 2012). O raleio mecânico pode ser uma opção para reduzir o número de frutos em plantas de pessegueiro e reduzir a mão de obra. Desta forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar o a eficiência de dois equipamentos no raleio mecânico de pessegueiro. O experimento foi realizado na safra de 2016/2017 em Pelotas, RS, na área experimental pertencente a Embrapa Clima Temperado. A cultivar utilizada foi a Maciel enxerta sobre o porta-enxerto Capdeboscq, com espaçamento de 3,0 x 5,0m e sistema de condução em vaso. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, com três tratamentos de raleio, com quatro repetições e duas plantas por parcela. Os tratamentos foram: raleio manual aos 40 dias após a plena floração, raleio mecânico de flores na plena floração dos pessegueiros com o equipamento da marca Arvipo AF100 e o equipamento derriçadeira marca STIHL. Avaliou-se: porcentagem de raleio, sendo contado o número de frutos antes e depois do raleio em seis ramos marcados; frutificação efetiva, sendo marcados seis ramos mistos por planta, dos quais foram contados o número de flores e o número de frutos no momento da colheita, sendo expressa em porcentagem; massa média e número de frutos por planta, na colheita. Os dados foram submetidos à análise de variância e à análise de médias pelo teste Tukey, a 5% de probabilidade de erro. A porcentagem de raleio foi maior quando utilizado o equipamento derriçadeira em relação ao raleio manual de pessegueiros. Na frutificação efetiva os dois equipamentos testados neste experimento apresentaram maiores porcentagens em relação ao raleio manual. A massa média de frutos por planta foi maior quando realizou-se o raleio manualmente aos 40 dias após a plena floração e com o equipamento derriçadeira na plena floração. No entanto, para o número de frutos por planta não houve diferença entre os métodos de raleio. Tabela 1. Porcentagem de raleio e frutificação efetiva de pessegueiros Maciel submetidos a diferentes métodos de raleio Métodos de raleio Porcentagem de raleio Frutificação efetiva (%) Raleio manual 38,75 b 32,29 b Equipamento Arvipo 46,28 ab 36,71 a Equipamento derriçadeira 52,68 a 35,03 a Médias seguidas por letras distintas, minúsculas na coluna, diferem entre si pelo Teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro. Tabela 2. Massa média por planta e número de frutos por planta de pessegueiros Maciel submetidos a diferentes métodos de raleio Métodos de raleio Massa média por planta (Kg planta -1 ) Número de frutos por planta (fruto planta -1 ) Raleio manual 26,30 a 185,54 ns Equipamento Arvipo 20,52 b 154,46 Equipamento derriçadeira 28,03 a 179,73 Médias seguidas por letras distintas, minúsculas na coluna, diferem entre si pelo Teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro. O raleio mecânico pode ser uma alternativa viável para a cultura do pessegueiro. Os equipamentos testados são eficientes no raleio de pêssegos. Ao CNPQ e a CAPES. Simões, M.P.; Vuleta, I. e Belusic, N. Monda mecânica de flores com equipamento electro flor em pessegueiros da cultivar Rich Lady Peach flowers thinning with the electro flor equipment in Rich Lady cultivar. Revista de Ciências Agrárias, 2013, v. 363, p Mcartney, S.J.; Obermiller, J.D.; Arellano, C. Comparison of the effects of metamitron on chlorophyll fluorescence and fruit set in apple and peach. HortScience, 2012, v.47, p

103 Crescimento e acumulo de nutrientes em pessegueiro cultivados com diferentes soluções nutritivas Valmor J. Bianchi 1, Ricardo E. Muraro 1, Marcos A. C. de Lima 1, Aline G. Souza 1 (1) Laboratório de Cultura de Tecidos de Plantas, Universidade Federal de Pelotas, Instituto de Biologia, Depto de Botânica, Campus Universitário S/N, Professor Universitário. Capão do Leão, RS. CEP: , Brasil. [email protected], [email protected], [email protected], [email protected] Palavras Chave: Nutrição mineral, macronutrientes, porta-enxerto, Punus persica L. Bastch. Os minerais, embora requeridos em pequenas quantidades, são fundamentais para o desempenho das funções metabólicas das células vegetais. O adequado suprimento mineral é fator determinante para o cultivo de plantas frutíferas, especialmente na produção de porta-enxertos e mudas, visando o máximo crescimento em curto espaço de tempo. No Brasil, o estímulo recente para o uso de novos porta-enxerto de Prunus persica têm demandado pesquisas sobre as melhores práticas da adubação mineral, visando otimizar a produção de mudas em diferentes condições de cultivo. Uma das estratégias para monitorar e identificar as necessidades nutricionais, dessa espécie, é a quantificação dos teores foliares de nutrientes, sendo importante característica para auxiliar no manejo fitotécnico da cultura. Neste sentido, objetivou-se avaliar o crescimento e o acúmulo foliar de macronutrientes, em porta-enxertos da cv. Okinawa roxo, em resposta à diferentes soluções nutritivas em casa de vegetação. Plantas do porta-enxerto Okinawa-roxo, com 15 cm de altura, foram transplantados para sacolas de plástico (2,0 L) contendo como substrato areia média. As plantas receberam semanalmente três regas de 50 ml das seguintes soluções nutritivas: Sn1- Souza et al. (2011) e Sn2- Hoogland & Arnon (1950). O experimento foi unifatorial, com dois níveis e quatro repetições, em delineamento inteiramente casualizado. Aos 90 Dias Após o Transplantio (DAT) avaliou-se a altura e o diâmetro do caule das plantas (a 10 cm acima do substrato), a massa seca de raiz e da parte aérea. Os teores de macronutrientes nas folhas foram analisados conforme Malavolta et al. (1997). O acúmulo de cada nutriente foi calculado multiplicando-se a massa seca pelo teor de cada nutriente. Realizou-se à análise de variância dos dados com o software Sisvar (Ferreira, 2011), e comparação de médias pelo teste de Tukey (p<0,05). Os maiores valores das variáveis de crescimento em plantas de Okinawa roxo foram registrados no tratamento com a aplicação da Sn1 (Tabela 1). Evidenciou-se também maior acúmulo dos nutrientes na biomassa da parte aérea das plantas de Okinawa-roxo com a solução nutritiva Sn1. Potássio foi o nutriente com o maior acúmulo diferencial nas folhas, 25% maior nas plantas tratadas com SN1, em relação às tratadas com SN2, seguido por N e P, com acúmulo diferencial de 23% e 21%, respectivamente (Tabela 2). Tanto para SN1 quanto SN2, os macronutrientes nas folhas (Tabela 2) seguiram a respectiva ordem decrescente de acúmulo: N>Mg>K>P>S. De maneira geral, verificou-se que o aporte nutricional pela SN1 e SN2 foi suficiente para atender a demanda da cultura, visando garantir a antecipação de produção, a qualidade morfológica e nutricional das plantas. Tabela 1. Valores médios de altura (H), diâmetro do coleto (DC), massa seca da raiz (MSR), massa seca da parte aérea (MSPA) de porta-enxertos de Okinawa-roxo cultivados por 90 DAT com aplicação de diferentes soluções nutritivas H DC MSR MSPA Sn1 98,4a 6,57a 11,19a 25,67a Sn2 79,3b 5,08b 9,92b 20,36b CV% 5,8 6,6 6,4 6,1 Na coluna, médias seguidas pela mesma letra, não diferem entre si pelo teste de Tukey (p 0,05%) Tabela 2. Valores médios de acúmulo de macronutrientes (g planta -1 ) em pessegueiro aos 90 dias após o transplantio com diferentes soluções nutritivas SN N P K Ca Mg S Sn1 502,01a 51,23a 297,31a 110,22a 382,1a 17,23a Sn2 382,02b 40,25b 221,36b 98,56b 321,23b 15,21b CV% 2,36 1,89 2,01 1,23 1,54 1,05 Na coluna, médias seguidas pela mesma letra, não diferem entre si pelo teste de Tukey (p 0,05%) A adubação mineral com a Sn1 permite antecipar a produção de porta-enxertos de Okinawa roxo com melhor qualidade morfológica e nutricional. A SN1 e SN2 não modifica a dinâmica de absorção dos nutrientes de porta-enxertos de Okinawa roxo e a quantidade acumulada obedece à seguinte ordem para os macronutrientes: N>Mg>K>P>S. Hoagland, D. R. e Arnon, D. I. The waterculture method for growing plants without soil. Berkeley, CA: Agric. Exp. Stn., Univ. of California p.(circ. 347). Souza, A. G.; Chalfun, N. N. J., Faquin, V. e Souza, A. A. Production of peach grafts under hydroponic conditions. Ciência e Agrotecnologia, 2011, 35,

104 Avaliação de práticas de manejo na cultura do pessegueiro (Prunus persica) Sara Carolina Miglioranza 1*, Luciano Picolotto 2, Claudemar H. Herpich 1, Sebastião T. D. Santos 1 ¹Universidade Federal de Santa Catarina-Campus Curitibanos (IC). Rodovia Ulysses Gaboardi, Km 3, Cx.P. 101, , Curitibanos SC. [email protected], ² Universidade Federal de Santa Catarina Campus Curitibanos (PQ), Rodovia Ulysses Gaboardi, Km 3, Cx.P. 101, , Curitibanos SC. Palavras Chave: Prunus, pêssego, poda, raleio. O pessegueiro pertence à família Rosaceae, subfamília Prunoidea, gênero Prunus e subgênero Amygdalus. Todas as cultivares comerciais de pêssego pertencem à espécie Prunus persica (L.) Batsch (GONÇALVES, 2011). A qualidade dos frutos destas cultivares depende, dentre outros fatores, das práticas culturais realizadas, tais como o raleio de frutos e a poda das plantas. O raleio de frutos na cultura é uma das práticas mais importantes para a obtenção de frutos de qualidade. A época mais apropriada para a realização desta prática é no início do desenvolvimento dos frutos, quando já tenha ocorrido o pegamento efetivo destes, até que atinjam cerca de 2,0 cm de diâmetro (SEGANTINI, 2010). A poda é a arte e a técnica de orientação e educação das plantas, de modo compatível com o fim que se destina. Conforme a época de realização e a fase de desenvolvimento da planta, a poda recebe denominações específicas. Quanto à época do ano, a poda pode ser de inverno ou seca e de verão ou verde (SALAYA, 1999; GUSTI, 2004). O objetivo do trabalho foi avaliar os efeitos do raleio de frutos e dos diferentes tipos de poda na qualidade físico-química dos frutos. O experimento foi realizado em 2016 em um pomar de pêssegos, de sete anos de idade, da cultivar Chiripá precoce, localizado em Videira/SC. O espaçamento utilizado para o plantio foi de 4x3m. Os tratamentos realizados foram: T1=Poda de inverno, sem raleio, T2=Poda de inverno, com raleio, T3=Poda de inverno e de verão, sem raleio e T4=Poda de inverno e de verão, com raleio. O delineamento experimental adotado foi o inteiramente casualizado, em um fatorial 3x2x2, ou seja, três blocos, dois tipos de poda (inverno e inverno + verão) e raleio (com e sem). Cada tratamento teve quatro repetições, em cada bloco. As variáveis avaliadas foram ph, teor de sólidos solúveis (SS), acidez titulável (AT) e relação SS/AT. As análises foram realizadas no laboratório da Universidade Federal de Santa Catarina, Campus Curitibanos. Os resultados foram submetidos à análise de variância, sendo as variáveis significativas, submetidas ao Teste de Tukey a 5% de probabilidade. Nas variáveis avaliadas observaram-se diferenças significativas (Tabela 1). Na AT verificou-se maior valor em plantas que se realizou a poda de inverno sem raleio. No SS o destaque foi com os tratamentos 2 e 4, ou seja, poda de inverno + com raleio e poda de inverno + verão + raleio. A relação SS/AT teve o mesmo comportamento dos SS com valores maiores nos tratamentos 2 e 4. No ph do suco o destaque foi frutos de plantas com poda de inverno e de verão mais a prática de raleio. Essas informações remetem à importância da poda e raleio na obtenção de frutos de qualidade que, de acordo com Silva (2015), essas práticas modificam a quantidade de carboidratos essenciais ao crescimento dos frutos e proporciona maior regularidade de produção. Possivelmente que, quanto maior a quantidade de frutos em uma planta, menos reservas estes irão apresentar, alterando a qualidade pós-colheita dos frutos. Tabela 1. Acidez titulável (AT), sólidos solúveis (SS), Relação SS/AT e ph do suco em frutos de pessegueiro cultivar Chiripá Precoce. UFSC/Campus de Curitibanos/SC, Tratamento AT (% ác. cítrico) SS ( Brix) Relação SS/AT ph 1 0,56a 7,33c 13,35c 4,17b 2 0,43b 9,27a 23,13a 4,18b 3 0,46b 7,77b 16,90b 4,10b 4 0,38c 9,17a 25,18a 4,36a C.V (%) 14,94 4,46 19,75 4,13 *Médias seguidas por letras iguais na coluna não diferem entre si a 5% de probabilidade pelo Teste de Tukey. O raleio de frutos melhora os SS e a relação SS/AT. AGUSTI, M. Fruticultura. Madrid: Ediciones Mundi-Prensa, p GONÇALVES, M. A. Tipo e época de poda no desenvolvimento vegetativo, produção e qualidade de pêssego f. Dissertação Programa de Pós-Graduação em Agronomia. Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, RS. SEGANTINI, D. M. Fenologia, produção e qualidade dos frutos de cultivares de pessegueiro (Prunus persica L. Bastch) em São Manuel SP f. Dissertação (Mestrado em Agronomia/Horticultura) - Faculdade de Ciências Agronômicas, Universidade Estadual Paulista, Botucatu, SILVA, F. O. R. Poda e raleio de frutos na produção e fenologia em pessegueiro suncrest, f. Tese - Faculdade de Ciências Agronômicas, Universidade Federal d Lavras,

105 Enxertia de mesa de videira cv. Niágara Rosada/Paulsen 1103 sob diferentes tempos de armazenamento e temperaturas de estratificação Rafael Henrique Pertille¹, Marcos Robson Sachet², Marieli Teresinha Guerrezi 1, Alan Kenedy Perufo¹, Jonatan Basso¹, Bruna Hasse Cerny 3, Idemir Citadin 4 1 UTFPR Câmpus Pato Branco, (IC), Via do Conhecimento Km 1, , Pato Branco, PR. [email protected]; 2 UFRR Câmpus Murupu, (PQ), BR-174 Km 37, , Boa Vista, RR; 3 UTFPR Câmpus Pato Branco, (PG), Via do Conhecimento Km 1, , Pato Branco, PR; 4 UTFPR Câmpus Pato Branco, (PQ), Via do Conhecimento Km 1, , Pato Branco, PR. Palavras Chave: Vitis labrusca, propagação, enxertia de mesa. A expansão e viabilidade do cultivo de uvas depende de muitos fatores e um dos principais é o uso de mudas de qualidade. A enxertia de mesa é o método mais utilizado nos países de produção vitícola, porém no Brasil a técnica ainda é pouco utilizada (Regina et al., 2012). Deste modo, objetivou-se estudar o tempo de armazenamento das estacas à 5 C e a temperatura ótima para a soldagem da enxertia na estratificação. O experimento foi realizado com a cultivar Niágara Rosada e Paulsen 1103 (porta-enxerto). Os ramos foram coletados de matrizeiros da EPAGRI (Paulsen 1103) no dia 21/05/2016 e da UTFPR (Niágara). O material vegetal foi armazenado em câmara fria por zero, um, dois e três meses a 5ºC, com a base imersa em água. No final de cada período, o material foi desinfestado com solução de hipoclorito de sódio (1%) e álcool 70%. Os porta-enxertos foram seccionados em estacas de aproximadamente 25 a 30 cm de comprimento com todas as gemas removidas. Em seguida foi realizado a enxertia do tipo garfagem de topo com seção de uma única gema (7cm). O local da enxertia foi protegido com fita parafinada biodegradável. Os enxertos então foram armazenados em recipientes com água, sob uma temperatura de 19 C e de 24 C para a estratificação durante 21 dias. Após o período de estratificação, os enxertos tiveram sua base mergulhada em solução de AIB (2000 mg L - ¹) e foram plantados em recipientes com substrato comercial e irrigados por meio de gotejamento em casa de vegetação. Após 150 dias foi avaliado a sobrevivência das plantas. O delineamento experimental foi de blocos ao acaso, em sistema fatorial 2x4 (tempo de armazenamento - temperatura de estratificação) com quatro repetições. Cada parcela consistia de 20 enxertos. Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste Tukey a 5% de probabilidade de erro. O tempo de armazenamento do material vegetal não influenciou na sobrevivência dos enxertos (Tabela 1). Isso significa que os ramos podem ser coletados em maio, armazenados por até três meses em condições de alta umidade à 5 C e a enxertia poderá ser feita ao longo desse período, sem prejudicar a sobrevivência dos enxertos. Os enxertos submetidos a temperatura de 19 C na estratificação apresentaram maior percentual de sobrevivência, em comparação com os enxertos submetidos a temperatura de 24 C, semelhante ao obtido por Maroli et al. (2014), com cv. Bordô/Paulsen Os enxertos que foram submetidos a temperatura de 24 C na estratificação brotaram antecipadamente, gastando as reservas da estaca, diminuindo as chances de sobrevivência quando plantadas. Tabela 1. Sobrevivência de enxertos de videira cv. Niágara Rosada/Paulsen 1103 submetidos a 4 tempos de armazenamento e duas temperaturas de estratificação. UTFPR, Pato Branco, Tratamentos Sobrevivência (%) Tempo de armazenamento (meses) 0 85,00 ns 1 78, , ,00 Temperatura de estratificação 19 C 89,37 a 24 C 72,81 b CV (%) 35,23 Médias seguidas de letras diferentes na coluna diferem significativamente pelo teste Tukey a 5% de probabilidade de erro. ns Não significativo pelo teste F. Os ramos podem ser armazenados por até três meses à 5 C, em condição de alta umidade. A melhor temperatura para a estratificação para a soldagem dos enxertos foi 19 C À UTFPR, à EPAGRI e ao extensionista da EMATER Lari Maroli pelo apoio no processo de enxertia. Maroli, L.; Citadin, I.; Sachet, M. R.; Scariotto, S.; Wagner Junior, A. Revista Brasileira de Fruticultura. 2014, v. 36, n. 3. Regina, M. A.; Souza, C. R.; Dias, F. A. N. Revista Brasileira de Fruticultura. 2012, v. 34, n

106 Doses de cianamida hidrogenada e de extrato de alho na antecipação da colheita e na produtividade da videira cultivar BRS Violeta Camila R. Wuaden 1*, Alfredo Castamann 2, Flávio J. Simioni 3 1 UDESC (PG). Avenida Luis de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. [email protected]. 2 UFFS (PQ). Rodovia ERS, Km 135, 200, , Erechim - RS. 3 UDESC (PQ). Avenida Luis de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. Palavras Chave: Antecipação da colheita, Extrato de alho, Cianamida hidrogenada, BRS violeta. Durante o inverno as videiras entram em estado de dormência e para iniciarem, naturalmente, uma nova brotação na primavera, necessitam de um período de frio, que varia conforme a cultivar. Quando isso não ocorre, as videiras podem apresentar problemas na brotação e floração, interferindo negativamente na produtividade (Dokoozlian, 1999). Em regiões tropicais e subtropicais, dificilmente se atinge a quantidade de horas de frio necessárias para induzir a brotação da forma desejada. Por isso é necessário o uso de substâncias reguladoras do crescimento vegetal como a cianamida hidrogenada (CH) e, em cultivos orgânicos, o extrato de alho (EA) (Botelho, 2010). Porém, em alguns locais e para algumas cultivares, somente a prática da poda estimula o início da brotação. Como não foram encontrados estudos específicos relativos à cultivar, neste local, o objetivo deste trabalho foi verificar o efeito de diferentes doses de cianamida hidrogenada e de extrato de alho na antecipação da colheita e na produtividade da videira cultivar BRS Violeta. O experimento foi realizado em uma propriedade no município de Peritiba-SC. Foram utilizadas plantas de videiras cultivar BRS Violeta, durante o ciclo 2014/2015. O delineamento experimental foi inteiramente casualizados, com arranjo dos tratamentos em esquema fatorial e três repetições, sendo cada planta uma parcela. Os tratamentos consistiram em um controle sem nenhum tratamento, 4 doses de CH, 10, 20, 40, 60 ml L -1 e 4 doses de EA, 25, 50, 75 e 100 ml L -1. A CH teve como fonte o produto comercial Dormex, que possui 49 % deste ingrediente ativo em sua formulação. O EA foi obtido por meio da trituração dos bulbos em uma centrifuga de frutas. A aplicação dos produtos foi feita 24 horas após a poda de produção (08/07/14), com o auxílio de um pincel, no estádio fenológico botão dormente. Foram avaliadas a seguintes variáveis-resposta: o número de dias da poda até a maturação/colheita, a produtividade (kg/planta) e o número de cachos por planta. Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias foram comparadas pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. Considerando os dados das análises de regressão e também os testes de Tukey que comparam as médias entre si, pode-se constatar que as diferentes doses não provocaram diferenças estatisticamente significativas no peso da produção, no nº de cachos e nos dias entre a poda e a colheita, tanto para CH (Tabela 1) como para EA (Tabela 2), a 5% de significância. Tabela 1. Produtividade(kg/planta), número de cachos e dias entre a poda e a colheita em relação a diferentes doses de CH. Dose (ml L -1 ) Produção (Kg) Nº Cachos Dias 0 4,46 a * 79,66 a 143,33 a 10 3,85 a 78,00 a 148,33 a 20 3,53 a 67,66 a 144,33 a 40 3,97 a 72,33 a 153,00 a 60 3,15 a 55,66 a 147,66 a * Médias seguidas de letras iguais na coluna não diferem entre si, pelo teste de Tukey, a 5 % de probabilidade de erro. Tabela 2. Produtividade (kg/planta), número de cachos e dias entre a poda e a colheita em relação a diferentes doses de EA. Dose (ml L -1 ) Produção (Kg) Nº Cachos Dias 0 4,46 a * 79,66 a 143,33 a 25 4,07 a 67,33 a 143,33 a 50 4,24 a 63,00 a 140,00 a 75 4,13 a 73,00a 143,00 a 100 6,33 a 88,66 a 137,66 a * Médias seguidas de letras iguais na coluna não diferem entre si, pelo teste de Tukey, a 5 % de probabilidade de erro. A cultivar BRS Violeta, nesta safra, cultivada neste local, não respondeu aos produtos testados para as variáveis produção, número de cachos e dias entre a poda e colheita. Isoladamente a prática da poda foi capaz de quebrar a dormência das plantas. UFFS pelo fomento à pesquisa e financiamento de bolsas de estudo. Botelho, R.V. et al. Garlic extract improves budbreak of the Niagara Rosada grapevines on sub-tropical regions. Ciência Rural, 2010, v.40, n.11, p , nov Dokoozlian, N.K. Chilling temperature and duration interact on the budbreak of Perlette grapevine cuttings. HortScience, 1999, v.34, n.6, p

107 Modelos para estimativa de área foliar para videira Helios cultivada em São Joaquim/SC Angela Costa 1, Márcia Denise Rossarolla 2, Tiago Camponogara Tomazetti 2, Vinícius Cauê Liberato 1, Alberto Fontanella Brighenti 3, Leocir José Welter 4, Aparecido Lima da Silva 5 1 Universidade Federal de Santa Catarina Centro de Ciências Agrárias (UFSC CCA) (IC), Avenida Admar Gonzaga, 1.346, , Itacorubi, Florianópolis, SC, [email protected]; ²UFSC CCA, Recursos Genéticos Vegetais (PG); 3 Epagri - Estação Experimental de São Joaquim (PQ); 4 UFSC campus Curitibanos (PQ), 5 UFSC CCA, Recursos Genéticos Vegetais (PQ). Palavras Chave: Vitis vinifera L., fruticultura, vitivinicultura, modelagem, ecofisiologia. O cultivo de videiras viníferas é um mercado em forte expansão no Brasil, principalmente para abastecer o mercado interno que ainda é dependente da importação deste produto de países vizinhos na América do Sul. Dentre as regiões de cultivo, destaca-se a serra e planalto catarinense, devido as suas características únicas em condições edafoclimáticas, contudo, para melhor exploração destas áreas é necessário o melhor conhecimento de novas variedades a serem cultivadas neste local. Neste contexto, a resposta fisiológica de área foliar é importante sobre o ponto de vista de acumulação de reservas para produção e qualidade enológica. Assim, a variedade Helios (MERZLING X FREIBURG ), oriunda do melhoramento genético apresenta-se como uma opção para produção de vinhos finos neste ambiente, contudo, não há informações a respeito de suas respostas ecofisiológicas na serra catarinense, devido a isto, objetivou-se com este trabalho desenvolver modelos lineares para estimativa não destrutiva da área foliar da videira Helios. O experimento foi realizado com 100 folhas maiores de 3 cm (nervura principal) coletadas aleatoriamente em plantas da variedade Helios cultivada em São Joaquim, as folhas foram mensuradas em suas dimensões de comprimento das nervuras, principal (NP), laterais (NL1 e NL2) e largura da folha, que consistiu na distância (cm) entre as extremidades das nervuras periféricas, logo, estas folhas tiveram sua área mensurada (cm 2 ) em um scanner de área foliar (ADC-AM-300). As dimensões mensuradas das folhas foram correlacionadas linearmente com os valores de área foliar real, para obtenção das equações de ajuste, o valor de comprimento das nervuras laterais foi transformado para média das medidas destas nervuras, também foi estimado o índice de deformação foliar (IDF), obtido através da equação: IDF = ( (NL-MNL) 2 )/n Em que, NL é o comprimento da nervura lateral 1, MNL é a média das nervuras laterais e n é o número de folhas mensuradas. Como estimativa do erro, foi utilizado o coeficiente de correlação de Pearson (r) da área foliar real modelada pelas dimensões mensuradas. Todas as dimensões mensuradas apresentaram boa correlação com a área foliar (Figura 1), permitindo estimar a área foliar com precisão a partir de qualquer dimensão, contudo a combinação da nervura principal com largura apresentou o melhor ajuste, quando medida somente uma dimensão, recomenda-se o uso da nervura principal (Tabela 1). O IDF foi de 0,45, representando 0,35% da área foliar média. A C Figura 1. Dispersões da área foliar modelada de acordo com: A) nervura principal; B) largura da folha; C) media das nervuras laterais e D) produto entre nervura principal e largura das folhas Tabela 1. modelos para estimativa da área foliar em videira Helios através de suas dimensões foliares Dimensão r Modelo Nervura principal (NP) 0,96 24,66 NP 92,03 Nervuras laterais (NL) 0,95 29,84 NL 112,03 Largura (L) 0,94 19,09 L 105,5 NP x L 0,98 1,06 NPxL 5,06 Para estimativa da área foliar em videira Helios, recomenda-se o uso em conjunto das medidas de nervura principal e largura da folha, ou somente nervura principal, devido ao melhor ajuste destes à área foliar desta cultivar. À UFSC, Epagri e FAPESC pelo apoio neste trabalho. Tomazetti, T. C. Modelos de determinação não-destrutiva da área foliar de videiras, 33p B D 82

108 Uso de Erger associado ao nitrato de cálcio na produção e qualidade de uvas Niagara Rosada cultivadas em Botucatu, SP Charles Y. Watanabe 1, Giovanni M. A. G. Coser 1, Marlon J. R. da Silva 1, Marco A. Tecchio 2, Fernando J. Hawerroth 3, Mayumi N. Alboléa 4 1 UNESP (PG). Rua José Barbosa de Barros, nº 1780, , Botucatu-SP. [email protected]. 2 UNESP (PQ). Rua José Barbosa de Barros, nº 1780, , Botucatu-SP. 3 EMBRAPA Estação Experimental de Fruticultura de Clima Temperado, Cx.P. 177, CEP Vacaria, RS. 4 UNESP (IC). Rua José Barbosa de Barros, nº 1780, , Botucatu-SP. Palavras Chave: Vitis labrusca, indução de brotação, cianamida hidrogenada. A busca por produtos alternativos para a quebra de dormência de frutíferas de clima temperado, que possuam alta eficiência de brotação, menor risco ao ambiente e a saúde humana, impulsiona pesquisas no setor vitícola. O Erger, fertilizante mineral, vem sendo testado em fruteiras temperadas como exemplo em macieiras, onde a combinação dele com o nitrato de cálcio apresentou resultados similares quando comparado com a cianamida hidrogenada (HAWERROTH et al., 2010). O objetivo deste trabalho foi avaliar a eficácia agronômica de substâncias para a superação da dormência da videira Niágara Rosada. O experimento foi conduzido no Pomar didático da Universidade Estadual Paulista (UNESP), no município de Botucatu-SP, no ciclo 2016/2017. A cv. Niágara Rosada sobre o porta-enxerto IAC 766 foi podada dia 15 de agosto, sendo realizado os tratamentos imediatamente após a poda. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, com seis tratamentos, cinco repetições. Os tratamentos foram: 1) Testemunha (sem aplicação); 2) Dormex (5%); 3) Erger 0% + Nitrato de cálcio 4%; 4) Erger 2,5% + Nitrato de cálcio 4%; 5) Erger 5% + Nitrato de cálcio 4%; 6) Erger 7,5% + Nitrato de cálcio 4%. Foram avaliados o número de cachos, produção (kg planta -1 ), produtividade (t ha -1 ), teor de sólidos solúveis, acidez titulável e relação SS/acidez do mosto das uvas. Os dados foram submetidos à análise de variância, pelo teste de Tukey a 5%. Para as doses de Erguer realizou-se análise de regressão. Houve efeito significativo dos tratamentos para a produção e produtividade, sendo os tratamentos Dormex 5%; Nitrato de cálcio 4% + Erger 0%; e Nitrato de cálcio 4% + Erger 5% os que apresentaram os maiores resultados, diferenciando significativamente do tratamento sem aplicação de indutores. Para o número de cachos por planta, o único tratamento que se diferenciou dos demais foi a testemunha (Tabela 1). Par as doses de Erger foi gerado gráficos de regressão para sólidos solúveis (SS), acidez titulável e relação sólidos solúveis e acidez titulável. Para esses fatores, encontrou-se ponto de máximo de SS em Nitrato de cálcio 4% + Erger 3,73%. Para a acidez titulável, foi observado regressão linear crescente para as dosagens, obtendo assim, resultado oposto para a relação SS e acidez titulável, que apresentou regressão linear decrescente. Tabela 1. Produção, produtividade e número de cachos por planta em videiras Niágara Rosada submetidas a doses de indutores de brotação. Botucatu, Tratamentos Dose (%) Produção (Kg planta -1 ) Produtivida de (t ha -1 ) N de cachos planta -1 Testemunha 0 1,08 b 4,3 b 4,5 b Dormex 5 3,79 a 15,2 a 20,5 a Nitrato de 4+0 4,76 a 19,0 a 24,2 a cálcio + Nitrato de 4+2,5 3,13 ab 12,5 ab 18,0 a cálcio + Nitrato de 4+5 5,12 a 20,5 a 25,6 a cálcio + Nitrato de 4+7,5 2,85 ab 11,4 ab 18,5 a cálcio + CV (%) 35,0 35,0 22,2 DMS 2,4 9,6 8,2 Médias seguidas de letras distintas na coluna diferem entre si pelo teste Tukey, a 5% de probabilidade. ns não significativo. Aplicação de Erger na dosagem 5% associado ao Nitrato de Cálcio 4%, nas videiras da cultivar Niágara Rosada apresentaram produtividade, produção e número de cachos por plantas semelhantes àquelas que receberam o tratamento convencional com Dormex 5%. À EMBRAPA Uva e Vinho pelo suporte e à FAPESP pelo fomento à pesquisa (proc. 2015/ ) HAWERROTH, F. J; PETRI, J. L.; LEITE, G. B.; HERTER, F. G. Brotação de gemas em macieiras Imperial Gala e Fuji Suprema pelo uso de Erger e nitrato de cálcio. Revista Brasileira de Fruticultura, Jaboticabal, v. 32, n. 2, p ,

109 Carga de gemas da videira e seu efeito na interceptação da radiação solar Paula Zelindro Cardoso 1, Alberto Fontanella Brighenti 2, Douglas André Würz 3, Mateus da Silveira Pasa 2, Katia Casagrande 1, Emilio Brighenti 2, Leo Rufato 3 1 UNISUL Faculdade de Agronomia (IC). Av. José Acácio Moreira, 787, , Tubarão, SC. [email protected], [email protected] 2 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (PQ). Rua João Araújo Lima, 102, , São Joaquim, SC. [email protected], [email protected], [email protected] 3 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (PQ). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC. [email protected], [email protected] Palavras Chave: Sauvignon Blanc, radiação fotossinteticamente ativa, Vitis vinifera L., região de altitude elevada. O manejo da parte aérea das plantas desempenha um importante papel na regulação do equilíbrio entre o crescimento vegetativo e o potencial produtivo, além de favorecer a interceptação da luz e a criação de um microclima ideal (Orlandini et al., 2008). A carga de gemas afeta numerosos parâmetros ecofisiológicos e morfológicos, como a interceptação da radiação solar; a penetração de luz no interior do dossel; o microclima do dossel; o crescimento de ramos, folhas e cachos; a maturação da uva e a distribuição dos carboidratos (Carbonneau, 1996; Ollat; Carbonneau, 1992). O objetivo desse trabalho foi avaliar a incidência da radiação fotossinteticamente ativa (PAR) de plantas submetidas a diferentes cargas de gemas. O trabalho foi realizado em um vinhedo comercial situado em São Joaquim Santa Catarina (28º17'39" S e 49º55'56" O, a 1.230m de altitude). A variedade avaliada foi a Sauvignon Blanc, conduzida em espaldeira, enxertada sobre 1103P e plantada no espaçamento de 3,0 x 1,5 m em um vinhedo implantado em No inverno as plantas foram podadas em quatro diferentes níveis de carga: 15, 30, 50 e 75 gemas por planta. A interceptação da radiação fotossinteticamente ativa foi determinada com um ceptômetro AccuPAR (LP- 80 Decagon, EUA). As medidas foram realizadas ao meio dia, quando o sol estava no zênite, durante os estádios fenológicos de plena florada, mudança de cor das bagas e maturidade. As leituras foram efetuadas em 4 posições diferentes: 10 cm acima do solo, paralelo a linha das plantas; na zona dos cachos, perpendicular e paralelo a linha das plantas; no dossel vegetativo, perpendicular a linha das plantas. O delineamento adotado foi de blocos ao acaso, com quatro repetições (parcelas). Cada parcela foi constituída por dez plantas, sendo as duas plantas centrais foram utilizadas nas avaliações. Os dados foram submetidos à análise da variância (ANOVA) e ao teste Tukey a 5% de probabilidade de erro. Os valores da radiação solar fotossinteticamente ativa interceptada pelas plantas podem ser observados na tabela 1. Tabela 1. Interceptação da radiação fotossinteticamente ativa (PAR) em diferentes posições em plantas de Sauvignon Blanc submetidas a diferentes cargas de gemas. Radiação Fotossinteticamente Ativa (PAR μmol m -2 s -1 ) Carga de Gemas p Plena Florada 10 cm acima do Solo (paralelo) 527,50 a 158,43 b 153,09 b 140,66 b 0,003 Cacho (perpendicular) 204,58 a 36,01 b 27,01 b 22,68 b <0,001 Dossel (perpendicular) 75,72 a 49,10 b 27,19 c 24,09 c <0,001 Cacho (paralelo) 203,06 a 90,04 b 86,54 b 59,89 b <0,001 Mudança de Cor das Bagas 10 cm acima do Solo (paralelo) 1692,98 a 1663,12 a 1519,90 a 1518,72 a 0,111 Cacho (perpendicular) 328,21 a 120,94 b 87,97 b 68,68 b <0,001 Dossel (perpendicular) 148,58 a 43,79 b 39,85 b 32,36 b 0,016 Cacho (paralelo) 745,09 a 399,52 ab 337,67 ab 211,35 b 0,021 Maturidade 10 cm acima do Solo (paralelo) 111,09 a 111,63 a 112,15 a 105,73 a 0,623 Cacho (perpendicular) 152,74 a 120,00 ab 81,39 b 82,21 b 0,003 Dossel (perpendicular) 101,53 a 129,21 a 75,81 a 71,13 a 0,079 Cacho (paralelo) 87,60 a 76,47 ab 79,43 a 62,79 b 0,002 Médias seguidas por letras minúsculas distintas na linha diferem entre si pelo teste Tukey a 5% de probabilidade de erro. A redução da carga de gemas por planta teve como consequência a redução da densidade da cobertura vegetal na zona dos cachos e no dossel, que resultou em menor número de camadas de folhas e aumento da incidência da radiação fotossinteticamente ativa, especialmente durante a plena florada e a mudança de cor das bagas. Carbonneau, A. Acta Hortic., 1996, 427, Ollat, N.; Carbonneau, A. Quad. Vitic.Enol. Univ. Torino, 1992, 16, Orlandini, S.; Dalla Marta, A.; Mattii, G.B. Vitis, 2008, 47,

110 Desempenho vitivinícola de clones da videira Cabernet Sauvignon em regiões de elevada altitude de Santa Catarina Crislaine Zago 1*, Douglas André Wurz 2, Ricardo Allebrandt 2, Betina Pereira de Bem 2, José Luiz Marcon Filho 2, Juliana Reinehr 1, Adrielen Tamiris Canossa 1, Marcus Outemane 1, Leo Rufato 3 1 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (IC). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC. [email protected]; 2 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (PG). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC; 3 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (PQ). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC. Palavras Chave: Vitivinicultura, Santa Catarina, polifenóis, antocianinas. O planalto catarinense destaca-se como polo emergente da viticultura brasileira devido as suas condições climáticas particulares e vinhedos implantados acima de 900 metros de altitude. Segundo Rosier (2006), essa região favorece o cultivo de variedades de uvas V. vinifera L., as quais atingem índices de maturação que permitem fornecer matéria prima para elaboração de vinhos diferenciados por sua intensa coloração, definição aromática e equilíbrio gustativo. As uvas da videira Cabernet Sauvignon apresentam desenvolvimento vegetativo e maturação tardia nas condições climáticas de São Joaquim Santa Catarina. No entanto, a maturação plena da videira Cabernet Sauvignon pode ser dificultada quando esta é cultivada acima de 1300 m de altitude, principalmente em anos chuvosos e demasiadamente frios. Contudo, alguns clones podem diferir em relação aos parâmetros qualitativos, dando origem a vinhos com diferentes características organolépticas. A seleção clonal pode colaborar para ganhos significativos na qualidade da uva e do vinho. Assim, a seleção do germoplasma é um dos passos fundamentais para melhorar a composição química da uva de acordo com a região de cultivo. Neste contexto, o presente trabalho teve como objetivo avaliar o efeito de quatro clones de Cabernet Sauvignon na composição química das uvas cultivadas em regiões de elevada altitude. O experimento foi instalado em São Joaquim SC durante a safra 2015 em um vinhedo comercial. Os tratamentos consistiram na avaliação de quatro diferentes clones de Cabernet Sauvignon (R5, 169, 337 e 341) enxertados sobre o porta-enxerto Paulsen No momento da colheita foram coletadas aleatoriamente 150 bagas de cada uma das quatro repetições, sendo avaliados: conteúdo de polifenóis totais, antocianinas, intensidade de cor e tonalidade de cor. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso, com quatro blocos, e vinte plantas por parcela. As médias foram submetidas à análise de variância (ANOVA) e a detecção de diferenças significativas entre os tratamentos foi obtida através do teste Tukey (α=0.05). Tabela 1. Efeito de diferentes clones de Cabernet Sauvignon no conteúdo de polifenóis totais e antocianinas em regiões de elevada altitude de Santa Catarina durante a safra Polifenóis Totais (mg L-1) Antocianinas (mg L-1) Clone R5 1326,6 a 88,3 a ,9 a 84,1 a ,1 b 77,0 a ,0 b 74,2 a CV (%) 6,3 8,2 *Médias seguidas da mesma letra, na coluna, não diferem entre si pelo teste Tukey a 5% de probabilidade de erro. Tabela 2. Efeito de diferentes clones de Cabernet Sauvignon na intensidade de cor e tonalidade de cor em regiões de elevada altitude de Santa Catarina durante a safra Clone Intensidade de Cor ( ) Tonalidade de Cor (420/520) R5 6,08 a 0,95 a 169 6,68 a 1,02 a 337 6,04 a 1,07 a 341 6,41 a 1,00 a CV (%) 7,2 10,9 *Médias seguidas da mesma letra, na coluna, não diferem entre si pelo teste Scott Knott a 5% de probabilidade de erro. Não houve influência do clone no conteúdo de antocianinas, intensidade de cor e tonalidade de cor. No entanto, verificou-se influência da escolha do clone no conteúdo de polifenóis totais da videira Cabernet Sauvignon cultivada em regiões de elevada altitude, sendo os clones R5 e 169 os que apresentam os maiores conteúdos de polifenóis totais. ROSIER, J.P. Vinhos de altitude: característica e potencial na produção de vinhos finos brasileiros. Informe Agropecuário, Belo Horizonte, v. 27, p ,

111 Manejo da desfolha melhora o equilíbrio vegeto-produtivo da videira Cabernet Sauvignon em regiões de elevada altitude de Santa Catarina Giovani Furini 1, Douglas André Würz 2, Juliana Reinehr 2, Betina Pereira de Bem 2, Ricardo Allebrandt 2, Luiz Gabriel Dalmolin 3, Adrielen Tamiris Canossa 2, Alberto Fontanella Brighenti 4, Leo Rufato 5 1 IFSC Instituto Federal de Santa Catarina Campus Urupema (PG). Rua Estrada Senadinho, , Urupema, SC. [email protected]; 2 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (PG). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC; 3 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (IC). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC; 4 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (PQ). Rua João Araújo Lima, 102, , São Joaquim, SC; 5 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (PQ). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC Palavras Chave: Vitis vinífera L., manejo do dossel, viticultura de altitude, vinhos de altitude. O estado de Santa Catarina vem se destacando na produção de uvas destinadas a elaboração de vinhos e espumantes. No entanto encontram-se condições edafoclimáticas, de elevada disponibilidade hídrica e solos com altos teores de matéria orgânica (Mafra et al., 2011), que promovem o excessivo crescimento vegetativo em detrimento do desempenho produtivo das videiras, sendo necessária a aplicação de práticas de manejo que visam promover o equilíbrio vegeto produtivo da videira. Neste contexto o presente trabalho teve como objetivo avaliar a influência de diferentes épocas de desfolha no equilíbrio vegeto-produtivo da variedade Cabernet Sauvignon cultivada em região de altitude de Santa Catarina. O experimento foi conduzido na safra 2015 e 2016, em um vinhedo localizado no munícipio de São Joaquim SC ( S e O, 1230m), sendo realizadas as desfolhas na região dos cachos nos estádios fenológicos: plena florada, grão chumbinho, grão ervilha, virada de cor, 15 dias após a virada de cor e plantas não submetidas ao manejo da desfolha. A área foliar total foi obtida segundo os modelos matemáticos propostos por Borghezan et al. (2010). O delineamento experimental foi o de blocos ao acaso, com quatro blocos e cinco plantas por parcela e os dados foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e comparados pelo Teste Scott Knott a 5% de probabilidade de erro. Observaram-se os melhores índices (maior relação produção/área foliar e menor relação área foliar/produção) para as desfolhas realizadas nos estádios fenológicos baga ervilha e virada de cor, e maior desequilíbrio vegeto-produtivo para a desfolha realizada nos estádios fenológicos plena florada e plantas não submetidas ao manejo da desfolha (Tabela 1). Isso pode ser explicado pela redução de área foliar propiciada pelo manejo da desfolha, concomitantemente com as maiores produtividades observadas nas desfolhas realizadas nos estádios fenológicos baga ervilha e virada de cor. Tabela 1. Efeito das épocas de desfolha na área foliar da videira Cabernet Sauvignon em região de elevada altitude de Santa Catarina nas safras 2015 e Época de Desfolha Produção/Área Foliar (kg m-2) Área Foliar/Produção (cm² g-1) Plena Florada 0,21 b 0,23 b 47,2 b 43,0 b Baga Chumbinho 0,23 b 0,35 c 43,6 b 28,6 a Baga Ervilha 0,23 b 0,35 d 42,2 b 29,3 a Virada de Cor 0,39 c 0,39 d 25,9 a 26,0 a 15 dias após Virada de Cor 0,17 a 0,19 a 56,5 c 52,7 c Sem Desfolha 0,16 a 0,14 a 61,3 c 71,5 d CV (% ) 12,7 12,5 10,5 11,9 *Médias seguidas da mesma letra, na coluna, não diferem entre si pelo teste Scott Knott a 5% de probabilidade de erro. Para a cultivar Cabernet Sauvignon cultivada na região de elevada altitude observou-se que em ambas as safras houve uma melhora significativa no equilíbrio vegeto-produtivo quando realizada a desfolha no estádio fenológico grão ervilha e virada de cor. Plantas não submetidas ao manejo da desfolha, ou desfolhadas na plena florada apresentar o maior desequilíbrio vegeto-produtivo. Portanto, o manejo da desfolha é uma alternativa de manejo do dossel vegetativo para melhorar o equilíbrio vegeto-produtivo da videira Cabernet Sauvignon em regiões de elevada altitude de Santa Catarina. Borghezan, M., Pit, F.A., Silva, A.L. Modelos matemáticos para a estimativa da área foliar de variedades de videira a campo (Vitis vinífera L.). Ciência e técnica vitivinícola, 2010, v.25, p.1-7. Mafra, M.S., Cassol, P.C., Miquelutti, D., Ernani, P.R., Gatiboni, L.C., Ferreira, E.Z., Barros, M., Zalamena, J., Grohskopf, M. Atributos químicos do solo e estado nutricional da videira Cabernet Sauvignon (Vitis vinífera L.) na Serra Catarinense. Revista de Ciências Agroveterinárias, 2011, v. 10, p

112 Guyot arco x Guyot bilateral: efeito no desempenho agronômico da variedade Garganega em São Joaquim/SC Graci Kely Menezes 1, Maikely Paim Souza 1, Luiz Filipe Farias Oliveira 1, Bruno Dalazen Machado 1, Carolina Pretto Panceri 1, Alberto F. Brighenti 2, Mateus S. Pasa 2, Emilio Brighenti 2, Willian Battisti Girola 1 1 IFSC Instituto Federal de Santa Catarina Campus Urupema (PQ). Bairro Senadinho, , Urupema, SC. [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected]; 3 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (PQ). Rua João Araújo Lima, 102, , São Joaquim, SC. [email protected], [email protected], [email protected] Palavras Chave: Vitis vinifera L., poda mista, poda de inverno, desempenho vitícola A poda da videira define o número de gemas do vinhedo e tem como objetivo garantir o equilíbrio entre o vigor vegetativo e reprodutivo através da alteração na distribuição de fotoassimilados entre fonte (área foliar) e dreno (cachos) (Kliewer & Dokoozlian 2005). O sistema de poda Guyot é uma forma de condução vertical que na poda deixa-se um ramo longo para a produção do ano e um esporão para a produção de uma nova vara para a poda do próximo ano. Ele é classificado como um sistema de poda mista por apresentar uma combinação de esporões e varas. As varas podem ser manejadas de forma unilateral, bilateral ou formando um arco (Fregoni, 2006). O objetivo desse trabalho foi avaliar o efeito dos sistemas de poda guyot arco e guyot bilateral no desempenho agronômico da variedade Garganega produzida em São Joaquim/SC. O trabalho foi realizado na Estação Experimental de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI), localizada no município de São Joaquim (28 16'30"S, 49 56'09"W, altitude 1.400m). O vinhedo utilizado foi plantado em 2006, o espaçamento adotado foi de 3,0 x 1,5 metros entre filas e plantas, o porta-enxerto utilizado foi o 1103P. Os sistemas de poda avaliados foram cordão guyot bilateral e o guyot arco (Figura 1). Figura 1. Variedade Garganega submetida aos sistemas de poda em guyot arco (A) e guyot bilateral (B) na safra As variáveis vegetativas analisadas foram: o n de gemas brotadas, brotação real (% - n de gemas brotadas/carga de gemas deixada na poda), n de gemas férteis, brotação efetiva (% - n de gemas férteis/carga de gemas deixada na poda). As variáveis produtivas avaliadas foram: n de cachos por planta, fertilidade de gemas (n de cachos/n de ramos), produtividade (kg/planta), produtividade estimada (Ton/ha) e peso de cachos (g). As variáveis qualitativas avaliadas foram: sólidos solúveis ( Brix), acidez total (meq/l) e ph. Os resultados obtidos foram submetidos à análise da variância (Anova) pelo teste F a 5% de probabilidade de erro. Os resultados obtidos podem ser observados na tabela 1. Tabela 1. Variáveis produtivas e vegetativas da variedade Garganega submetida a dois sistemas de poda em guyot na safra Guyot Arco Guyot Bilateral Teste F (p < 0,05) Variáveis Vegetativas N Gemas Poda 31,2 a 23,9 b * N Gemas Brotadas 19,8 a 15,0 b * N Gemas Férteis 13,0 a 8,5 b * Brotação Real (%) 64,1 ns 63,5 ns Brotação Efetiva (%) 42,1 ns 35,5 ns Variáveis Produtivas N cachos 18,0 a 11,2 b * Fertilidade Gemas 0,9 ns 0,8 ns Produtividade (kg) 0,8 a 0,3 b * Produtividade (Ton/ha) 1,8 a 0,8 b * Peso de Cacho (g) 38,3 ns 30,9 ns Variáveis Qualitativas ph 2,78 ns 2,73 ns Sólidos Solúveis ( Brix) 21,0 ns 21,2 ns Acidez Total (meq/l) 190,4 ns 196,7 ns *= significativo; ns= não significativo. Plantas podadas em guyot arco possuem mais gemas após a poda e consequentemente mais gemas brotadas e gemas férteis. No momento da colheita, as plantas podadas em guyot arco produzem mais cachos e alcançam maiores produtividades. Os diferentes métodos de poda não interferem na qualidade da uva produzida. Fregoni, M. Viticoltura di qualitá. Verona: Tecniche Nuove, p. Kliewer, W.M; Dokoozlian, N.K. American Journal of Enology and Viticulture, 2005, 56,

113 Efeito da poda em guyot no desempenho agronômico da variedade Barbera em São Joaquim/SC Henrique Nedio Demozzi 1, Thaís Ribeiro Lima 1, Maikely Paim Souza 1, Luiz Filipe Farias Oliveira 1, Bruno Dalazen Machado 1, Carolina Pretto Panceri 1, Alberto F. Brighenti 2, Mateus S. Pasa 2, Emilio Brighenti 2 1 IFSC Instituto Federal de Santa Catarina Campus Urupema (PQ); (IC). Bairro Senadinho, , Urupema, SC. [email protected], thaisribeiro @hotmail.com, [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], 3 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (PQ). Rua João Araújo Lima, 102, , São Joaquim, SC. [email protected], [email protected], [email protected] Palavras Chave: Vitis vinifera L., cordão esporonado, poda de inverno, desempenho vitícola. Em avaliações anteriores no Estado de Santa Catarina, o sistema de poda em cordão esporonado (poda curta) não se mostrou eficiente para determinadas variedades de uvas viníferas; especialmente em relação a produtividade, equilíbrio vegetativo e qualidade da uva. Entre as várias práticas culturais na viticultura, a poda tem a máxima influência sobre a produtividade das plantas. Portanto a escolha de um sistema de poda particular, que considere as condições de uma região e as características intrínsecas de cada variedade é um ponto chave para viabilização do cultivo de novas variedades, que proporcionarão opções para a diversificação da viticultura catarinense (Brighenti et al., 2017). O objetivo desse trabalho foi avaliar o efeito do sistema de poda guyot no desempenho agronômico da variedade Barbera produzida em São Joaquim/SC. O trabalho foi realizado na Estação Experimental de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI), localizada no município de São Joaquim (28 16'30"S, 49 56'09"W, altitude 1.400m). O vinhedo utilizado foi plantado em 2006, o espaçamento adotado foi de 3,0 x 1,5 metros entre filas e plantas, o porta-enxerto utilizado foi o 1103P. Os sistemas de poda avaliados foram cordão esporonado e guyot. As variáveis vegetativas analisadas foram: o n de gemas brotadas, brotação real (% - n de gemas brotadas/carga de gemas deixada na poda), n de gemas férteis, brotação efetiva (% - n de gemas férteis/carga de gemas deixada na poda). As variáveis produtivas avaliadas foram: n de cachos por planta, fertilidade de gemas (n de cachos/n de ramos), produtividade (kg/planta), produtividade estimada (ton/ha) e peso de cachos (g). As variáveis qualitativas avaliadas foram: sólidos solúveis ( Brix), acidez total (meq/l), ph e polifenois totais (mg/l). Os resultados obtidos podem ser observados na tabela 1. Tabela 1. Variáveis produtivas e vegetativas da variedade Barbera submetida a dois sistemas de poda na safra Variáveis Cordão Esporonado Guyot N Gemas Poda 58,7 a 27,3 b N Gemas Brotadas 48,4 a 22,2 b N Gemas Férteis 16,3 ns 13,3 N Cachos 16,8 ns 16,6 Brotação Real (%) 85,8 ns 82,5 Brotação Efetiva (%) 48,5 a 28,7 b N Cachos 13,1 b 19,3 a Fertilidade Gemas 0,4 b 0,9 a Produt. (kg planta -1 ) 0,7 b 1,0 a Produt. (T ha -1 ) 1,5 b 2,3 a Peso Cacho (g) 53,2 ns 52,8 ph 2,82 ns 2,89 SS ( Brix) 18,8 b 22,0 a ATT (meq/l) 183,5 b 165,1 a Polifenois Totais (mg/l) 1427,7 b 1868,8 a Médias seguidas por letras minúsculas distintas na linha diferem entre si pelo teste Tukey (p 0,05). Plantas podadas em guyot possuem menos gemas após a poda e consequentemente menos gemas brotadas, contudo não há diferença no número de gemas férteis. No momento da colheita, as plantas podadas em guyot produzem mais cachos, possuem maior fertilidade de gemas e alcançam maiores produtividades. A poda em guyot também favoreceu a qualidade da uva, pois resultou em bagas com maiores concentrações de sólidos solúveis e polifenois totais, assim como menores concentrações de acidez total titulável. Brighenti A.F.; Cipriani, R.; Malinovski, L.I.; Vanderlinde, G.; Allebrandt, R.; Feldberg, N.P.; Silva, A.L. Acta Hortic., 2017,1157,

114 Influência da desfolha e da aplicação de ABA na qualidade fenólica de uvas cv. Primitivo Renato V. Botelho¹; Ricardo A. Ayub², Sérgio Ruffo Roberto 3, Lilian Yukari Yamamoto 1, Isabela L. Pessenti² ¹UNICENTRO Universidade Estadual do Centro Oeste, R. Simeão Varela de Sá, Guarapuava PR. [email protected] (PQ); ²UEPG Universidade Estadual de Ponta Grossa, Av. General Carlos Cavalcanti, Ponta Grossa PR. [email protected] (PG); [email protected] (PQ). 3 UEL Universidade Estadual de Londrina, Rodovia Celso Garcia Cid Km 380, CEP Londrina PR Palavras Chave: Vitis vinifera L.,antocianinas, polifenóis totais, região de altitude. A desfolha pode proporcionar melhores condições ao dossel vegetativo da videira, favorecendo o arejamento e insolação na região dos cachos, proporcionando melhores condições para sua maturação. Alguns estudos demonstram que aplicações exógenas de ABA, antecipam a época de colheita e aumentam as concentrações de antocianinas e proantocianidinas na casca das uvas tratadas, melhorando consideravelmente sua coloração, originando uvas com uma maturação mais uniforme e de melhor qualidade. O objetivo deste trabalho foi verificar o efeito da desfolha e da aplicação do ácido abscísico na qualidade fenólica de uvas. O experimento foi instalado na vinícola Villaggio Grando, Água Doce SC, em blocos casualizados com 6 tratamentos e 4 repetições. Os tratamentos foram os seguintes: 1) testemunha (TEST); 2) desfolha no início da maturação (DIM); 3) desfolha 21 dias antes colheita (D21); 4) ácido abscísico (ABA) 200 mg L -1 (ABA 20); 5) ABA 400 mg L -1 (ABA40) e 6) ABA 600 mg L -1 (ABA60). As aplicações de ABA foram realizadas no início da maturação dos cachos (fase de pintor). Após a colheita, realizou-se as análises de teor de antocianinas e polifenóis totais. Para o teor de antocianinas (Fig. 1a) os tratamentos ABA20 e ABA60 aumentaram significativamente em relação à testemunha, mas não se diferiram do tratamento ABA 40. Na Fig. 1b, os tratamentos D21 e ABA20 obtiveram maiores valores em relação ao teor de polifenóis totais. Resultados similares foram obtidos por Koyama et al. (2014) e Yakamoto et al. (2015), que observaram que as aplicações exógenas de ácido abscisico incrementam o teor de antocianinas. Gardin et al. (2012) relatam também este aumento de concentrações de antocianinas e dos polifenóis nas cascas das uvas C. Sauvignon com a dose 40 g 100L -1 mais ETEFOM, melhorando notadamente sua coloração, acarretando em uvas com maturação mais uniforme e melhor qualidade. Figura 1. Teor de antocianinas (a) e polifenóis totais (b) da cv. Primitivo na safra 2016/17. UEPG, Ponta Grossa - PR. Médias seguidas de mesma letra não se diferem entre si pelo teste de Duncan (p 0,05). A aplicação de ABA promoveu aumento no teor de antocianinas e de polifenóis totais, melhorando a qualidade das uvas cv. Primitivo. A desfolha realizada 21 dias antes da colheita aumentou o teor de polifenóis totais. Agradeço à CAPES, LaBFrut/UEPG e ao Grupo de Fruticultura e Pós Colheita/Unicentro e à vinícola Villagio Grando. GARDIN, João Peterson Pereira et al. Ácido abscísico e Etefom: influência sobre a maturação e qualidade das uvas Cabernet Sauvignon. Rev. Bras. Frutic., v. 34, n. 2, p , jun KOYAMA, Renata et al. Épocas de aplicação e concentrações de ácido abscísico no incremento da cor da uva Isabel. Semina: Ciências Agrárias, v. 35, n. 4, p , 27 ago YAKAMOTO, L. Y.; KOYAMA, R.; ASSIS, A. M. de; BORGES, R. de S.; OLIVEIRA, I. R. de; ROBERTO, S.R. Color of berry and juice of Isabel grape treated with abcisic acod in diferente ripening stages. Pesq. Agropec. Bras., Brasília, v.50, n.12, p ,

115 Unidade Demonstrativa e produção de mudas de videira de qualidade no Alto Vale do Itajaí Eliane Hörmann 1, Gabriela L. Hemkemaier 2, Marli C. Oderdenge 2, Nathan Formagi 1, Cláudio Keske 3 1 Instituto Federal Catarinense (IC), Estrada do Redentor, 5665, CEP , Rio do Sul SC. [email protected]; 2 Instituto Federal Catarinense (TM), Estrada do Redentor, 5665, CEP Rio do Sul SC. 3 Instituto Federal Catarinense (PQ), Estrada do Redentor, 5665, CEP Rio do Sul SC. Palavras-chave: videiras no Alto Vale do Itajaí, Paulsen, enxertia verde. No Alto Vale do Itajaí, e em outras regiões de Santa Catarina, está se procurando alternativas que viabilizem a permanência do pequeno produtor na propriedade, da forma mais natural possível, ou seja, com o mínimo uso de agrotóxicos. Em Santa Catarina, bem como no Alto Vale, estão sendo realizados plantios de diversas frutíferas com objetivo comercial, tanto para fins industriais, quanto ao mercado in natura. Frutíferas de clima temperado têm sido plantadas e necessitam de pesquisas para seu estabelecimento. A Viticultura tem despertado interesse de muitos produtores na região, especialmente uva para mesa e para produção de suco. Por este motivo, o Instituto Federal Catarinense Campus Rio do Sul (SC), junto a Embrapa Uva e Vinho de Bento Gonçalves (RS) estão desempenhando este projeto. O experimento está sendo conduzido no Instituto Federal Catarinense Campus Rio do Sul, SC, desde novembro de No espaço, há 16 linhas com 25 plantas cada. Estas linhas são compostas por portas-enxerto tipo Paulsen que foram enxertados por profissionais da empresa Embrapa Uva e Vinho, em novembro de 2016, com dez variedades de uvas, sendo elas: BRS Ísis, BRS Núbia BRS Vitória, Niágara Rosada, Isabel Precoce, Concord Clone 30, Bordô, BRS Violeta, BRS Magna e BRS Carmen, sendo que as variedades tipo BRS complementam duas linhas cada. Após a enxertia verde está sendo realizada a manutenção do pomar, tendo o monitoramento do possível aparecimento de pragas e daninhas e o controle das mesmas. Foi também desempenhado o replantio dos portas-enxerto que morreram e a contabilização das plantas sem pegamento de enxerto, para que, no próximo período de enxertia verde, estes portas-enxerto possam ser enxertados. Mudas da cultivar Paulsen foram formados no IFC para que pudessem ser utilizados na reposição dos portas-enxerto mortos em campo. O projeto ainda não foi finalizado, todavia é possível observar alguns resultados. As variedades BRS Vitória, Niágara Rosada e BRS Carmen foram as três variedades com melhor desenvolvimento em relação ao nível de pegamento de enxerto, ao contrário das variedades BRS Violeta e Bordô que apresentam menos de 50% de pegamento de enxerto. As demais variedades obtiveram resultado razoável em relação ao pegamento de enxerto. Em relação ao desenvolvimento da planta e produção de cachos (precoce), a variedade BRS Carmen obteve destaque. A variedade BRS Vitória é a mais suscetível ao ataque de pragas. Figura 1. Dia de Campo enxertia verde das mudas. Projeto em andamento. Sem resultados conclusivos. À Embrapa, pela oportunidade de parceria no projeto, ao IFC Rio do Sul pelo financiamento de bolsas de estudo e assistência técnica, ao orientador Cláudio Keske e todos os colegas que auxiliaram de alguma forma durante a execução do trabalho. 90

116 XV ENCONTRO NACIONAL SOBRE FRUTICULTURA DE CLIMA TEMPERADO Curva de crescimento de frutos de pêssegos cultivados na Região da Zona da Mata Mineira Gener Augusto Penso 1*, Carlos Eduardo M. dos Santos 2, Claudio Horst Bruckner 2 1 UFV (PG). Avenida Peter Henry Rolfs S/N, Viçosa, , Viçosa MG. [email protected]; 2 UFV (Prof.) Avenida Peter Henry Rolfs S/N, Viçosa, , Viçosa MG. Palavras Chave: Prunus persica (L) Bastch, cultivo em clima tropical, baixa necessidade em frio. O estado de Minas Gerais vem apresentando aumento na produção de pêssegos, e atualmente possui as maiores produtividades nacionais, em torno de 22 toneladas por ha. O estado se destaca no uso de cultivares precoces, de baixa necessidade em frio, com cultivo nas regiões Sul do estado e na Zona da Mata Mineira, que possuem maior altitude e temperaturas mais amenas. O uso dessas cultivares, aliado a ausência de geadas tardias, permitem a colheita de frutos em um período de baixa oferta no mercado, possibilitando maior preço de venda. Entretanto, ainda há necessidade de mais estudos sobre o comportamento de cultivares sob essas condições de clima mais ameno, sendo necessários ajustes nas definições de diversas praticas culturais como raleio, poda, adubação. Nesse sentido esse trabalho tem como objetivo conhecer a curva de crescimento dos frutos de pêssegos cultivados sob clima ameno na região da Zona da Mata Mineira. O experimento foi conduzido no pomar experimental da Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, MG, no ciclo de 2016/17. Foram utilizadas três cultivares de pêssego, 606-2, Tropic Beauty, Régis, as quais tinham nove anos de idade, enxertadas sobre Okinawa, conduzidas em sistema de vaso aberto, em espaçamento de 4 x 6 m. Foi utilizada irrigação suplementar a cada dois dias, durante os períodos de baixa precipitação, e realizada a quebra de dormência artificial utilizando cianamida hidrogenada na concentração de 0,8%. Foram utilizadas três plantas por cultivar (repetições), e a partir de 14 dias após a plena floração foram coletados semanalmente cinco frutos por planta até a maturação completa dos frutos. Na coleta, os frutos foram identificados, alocados em caixa térmica contendo gelo e transportadas para o laboratório para análise de massa fresca de fruto (g) e diâmetro equatorial de fruto (mm). Foi adotado o delineamento inteiramente casualizado, e os dados submetidos a análise de variância e ajuste das curvas de regressão pelo software SigmaPlot 12. Os genótipos apresentaram padrão de crescimento do tipo sigmoidal duplo para a massa fresca de fruto, e crescimento polinomial cúbico para o diâmetro equatorial de fruto (Figura 1). O estágio I de crescimento ocorreu entre 14 a 40 dias após a plena floração, em que observou-se baixo acúmulo de massa fresca (Figura 1). O diâmetro de fruto apresentou crescimento mais acentuado durante o mesmo período. Entre 40 a 50 dias após a plena floração, pode ser observado o estágio II de desenvolvimento de fruto das três cultivares, que é caracterizado pelo baixo acúmulo de massa fresca e estagnação do diâmetro de fruto. Essa etapa é coincidente com o período de formação do embrião e endurecimento do caroço (BRUNA, 2007). Esse período de estagnação de crescimento é mais curto quando comparado a frutos de cultivares mais tardias ou aquelas cultivados na região sul como apresentado por Bruna (2007) e Pereira et al. (1987). A partir dos 60 dias após a plena floração ocorreu o estágio III de desenvolvimento de fruto, com rápido aumento da massa fresca de fruto e aumento de diâmetro equatorial de fruto, até próximo aos 80 dias após a plena floração, culminando com a maturação de fruto. Todas as etapas de desenvolvimento de fruto são mais aceleradas quando comparadas a cultivos na região sul do país. Figura 1 Massa fresca de fruto e diâmetro equatorial de fruto, em função dos dias após a floração (DAF). Equações da curva de massa fresca de fruto dos genótipos: f=- 7,905+88,060/(1+exp(-(x-79,746)/0,213)) 0,008 com R 2 =0,99; T. Beauty f=2,392+59,073/(1+exp(-(x-77,084)/0,059)) 0,003, com R 2 = 0,98; Régis f=-5,239+89,624/(1+exp(-(x-76,759)/0,088)) 0,0037, com R 2 =0,99. Equações da curva do diâmetro equatorial de fruto dos genótipos: f= *x *x *x 3 com R 2 =0,98; T. Beauty f=-15,9299+1,5996*x+- 0,0177*x 2 +9,5049E- 005 *x 3 com R 2 =0,97; Régis f=- 11,6200+1,3996*x+-0,0102*x 2 +3,7408E -005 *x 3 com R 2 =0,99. Todos os genótipos apresentam três estágios de desenvolvimento de fruto. O crescimento de frutos dos genótipos nas condições de ambiente avaliado é mais acelerado. À Universidade Federal de Viçosa e CNPq pelo fomento à pesquisa e financiamento de bolsas de estudo. BRUNA, E. D. Curva de crescimento de frutos de pêssego em regiões subtropicais. Revista Brasileira de Fruticultura, Jaboticabal, v. 29, n. 3, p , PEREIRA, J. F. M.; FELICIANO, A. J.; RASEIRA, M. C. B.; SILVA, J. B. Curvas de crescimento, época de raleio e previsão do tamanho final do fruto em três cultivares de pessegueiro. Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v. 22, n.9/10, p. 965:974,

117 Identificação e caracterização dos estádios de crescimento de frutos de pessegueiro cultivar Precocinho Axel Bruno Mariotto¹, Denise Schmidt³, Daniele Cristina Fontana², João Antonio de Cristo¹, Arthur de Carvalho Moretto¹, Jullie dos Santos² 1 Universidade Federal de Santa Maria, UFSM - Campus Frederico Westphalen (IC) Linha sete de setembro s/n, Interior, CEP: , Frederico Westphalen RS. [email protected]; ²Universidade Federal de Santa Maria, UFSM - Campus Frederico Westphalen. Docente/Pesquisador. Linha sete de setembro s/n, Interior, CEP: , Frederico Westphalen RS; ³ Universidade Federal de Santa Maria, UFSM - Campus Frederico Westphalen (PG) Linha sete de setembro s/n, Interior, CEP: , Frederico Westphalen RS. Palavras Chave: Prunnus persica, fruticultura, frutas de caroço. O pessegueiro (Prunnus persica) é uma das principais culturas de clima temperado do Brasil e seu cultivo abrange 80% de toda área cultivada com frutas de caroço, concentrando-se nas regiões Sul e Sudeste, sendo o Rio Grande do Sul o principal estado produtor (FACHINELLO, 2011). O conhecimento dos estádios de crescimento dos frutos permite aos produtores e pesquisadores adequar o manejo da cultura de acordo com sua duração, sendo este diferenciado para cada cultivar. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi identificar e caracterizar os estádios de crescimento de frutos de pessegueiro cultivar Precocinho no noroeste do RS. O experimento foi desenvolvido na Universidade Federal de Santa Maria, campus de Frederico Westphalen/RS. Os frutos de pessegueiro, cultivar Precocinho, foram coletados em pomar comercial da cidade de Planalto/RS. Para classificar os estádios de crescimento dos frutos os mesmos foram coletados num intervalo de 15 dias, iniciando a partir da floração (30 de julho de 2014) até o período de colheita (15 de outubro de 2014), totalizando quatro épocas de coleta. Utilizou-se o delineamento inteiramente casualizado, com quatro épocas, sendo em cada época analisados 180 frutos.foram analisados os seguintes parâmetros físicos: altura (mm), largura (mm) e massa fresca dos frutos (g fruto -1 ). Após coleta dos dados, procedeu-se a análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro, pelo programa estatístico Sisvar, então se comparou as médias encontradas com resultados da literatura. A análise de variância revelou efeito significativo entre as épocas avaliadas, representando o crescimento dos frutos. O intervalo entre a floração e a colheita dos frutos de Precocinho compreendeu 84 dias. Seu crescimento segue uma curva sigmoidal, definindo-se três estádios: o estádio I nos primeiros 48 DAF, o estádio II dos 48 aos 63 DAF e o estádio III dos 63 aos 84 DAF. Estes dados estão em conformidade com os estudos descritos por ARAÚJO (1998); OGNJANOV et al., (1995); BARBOSA et al., (1990); KAYS (1991). Figura 1. Estádios de crescimento dos frutos de pessegueiro, cultivar Precocinho, de acordo com as diferentes épocas de coleta. O período compreendido entre o florescimento até colheita dos frutos para a cultivar Precocinho compreende em torno de 84 dias. O crescimento dos frutos segue curva sigmoidal sendo o I estádio nos primeiros 48 DAF, II dos 48 aos 63 DAF e o III dos 63 aos 84 DAF. ARAÚJO, P. J. Manejo e conservação pós-colheita: fisiologia e tecnologia pós-colheita do pêssego. In: Medeiros, C.A.B. & Raseira, M.C.B. A cultura do pessegueiro. Brasília, Embrapa- SPI/Pelotas, Embrapa-CPACT, 1998.p BARBOSA, W. et al. Época e ciclo de maturação de pêssegos e nectarinas no estado de São Paulo. Bragantia, v.49, p.221-6, FACHINELLO, J. C. et al. Situação e perspectivas da fruticultura de clima temperado no Brasil. Revista Brasileira de Fruticultura, v.33, n.1, p , KAYS, S.J. Posthaervest physiology of perishable plant products. New York, Van Noshard Reinhold, p.532, OGNJANOV, V. et al. Anatomical and biochemical studies of fruit development in peach. Scientia Horticulturae, v.64, p.33-48,

118 Sistemas de condução e densidade de plantio para pessegueiro cultivar Chiripá Bachelor Louis 1, Alison Uberti 2, Gian C. Girardi 1, Adriana Lugaresi 2, Jean do Prado 1, Mateus V. dos Santos 3, Lucas de Oliveira Fischer 5, Clevison L. Giacobbo 4 1 UFFS (IC). Rodovia SC 484, Km 02, Fronteira Sul, , Chapecó, SC. [email protected], 2 UFFS (IC). Bolsista UFFS/FAPESC. Rodovia SC. 484, Km 02, Fronteira Sul, , Chapecó, SC. 3 UFFS (PG), Mestrando Programa de Pós Graduação em Ciência e Tecnologia Ambiental (PPGCTA), Campus Erechim. Rodovia SC 484, Km 02, Fronteira Sul, , Chapecó, SC. 4 UFFS (PQ). Prof. Dr. Agronomia/PPGTA. Campus Chapecó. Rodovia SC 484, Km 02, Fronteira Sul, , Chapecó, SC. 5 FAEM/UFPel (IC) R. Gomes Carneiro, , Pelotas, RS. Palavras Chave: Prunus persica, líder central, dimensão de copa. No sul do Brasil, tradicionalmente são utilizados sistemas de condução em Taça e densidade de plantio baixa, menores que 700 plantas.ha -1 de pessegueiro (GIACOBBO, et al. 2003). Atualmente, busca-se adensar o plantio dos pomares comerciais acima de 1000 plantas.ha -1. Em relação a isto, o objetivo com este trabalho é avaliar o comportamento de diferentes sistemas de condução de pessegueiro na região Oeste de Santa Catarina. O trabalho foi conduzido a campo em um pomar de pessegueiro cultivar Chiripá, localizado a uma latitude de S, longitude O e a uma altitude de 605 metros, na área experimental da Universidade Federal Fronteira Sul, campus Chapecó. O trabalho foi conduzido durante o ciclo produtivo de 2016/17. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com três repetições. Sendo cada repetição formada por cinco plantas. Utilizou-se três tratamentos, diferentes sistemas de condução, sendo em Líder Central com espaçamento entre plantas de 0,8m (5m x 0,8m, plantas.ha -1 ) ípsilon (Y) com espaçamento entre planta de 1,5m (5m x 1,5m, plantas.ha -1 ) e Taça com espaçamento de 3,5m entre plantas (5m x 3,5m, 571 plantas.ha -1 ), entre linhas foi fixado em 5m. As variáveis analisadas foram a dimensão de copa, mensurada através das seguintes fórmulas, sistema de condução em Y: D = (L.H((E1+E2)/2)) e para os sistemas e cultivo em Taça e Líder Central: D = (L.E.h), sendo D = Dimensão da copa, L = largura da copa no sentido da linha de plantio, E = largura da copa no sentido da entrelinha, h = altura da copa, E1 = espessura da copa na direção da entre linha na pernada do lado direito, E2 = espessura da copa na direção da entrelinha do lado esquerdo. Fixação de frutos (fruit set), foram selecionados dois ramos por planta, onde efetuou-se a contagem do número de flores e posteriormente, antes do raleio, realizou-se a contagem de frutos, sendo realizado a proporção entre flores e frutos fixados. Número de frutos por planta. Em relação à dimensão de copa, conforme Tabela 1, observa-se que o sistema de condução em Taça foi maior que os demais sistemas, avaliados. A grande diferença encontrada, está relacionada a ocupação da área pela planta, pois como neste sistema o número de plantas é menor, a mesma deve ocupar todos os espaços possível para aumentar assim a produção por planta. Para a fixação de frutos, observa-se que o sistema de condução em Líder Central obteve maior fixação de frutos, diferindo dos demais sistemas testados. No entanto, para a variável número de frutos por planta, observa-se que o sistema de condução em Taça apresentou-se com maior número de frutos, seguido por Líder Central e Y com menor número de frutos. Esta diferença encontrada na fixação e número de frutos está diretamente relacionada a dimensão da planta. Como o sistema de condução em Taça obteve maior dimensão de copa, este apresenta maior quantidade de ramos possíveis de produção, mesmo que o percentual de fixação de fruto for menor, o número de frutos final vai ser maior ao encontrado nos demais sistemas de condução (Tabela 1). Tabela 1. Diferentes sistemas de cultivo de pessegueiro cv. Chiripá em relação à dimensão de copa (DC), fixação de frutos (fruit set) e número de frutos por planta (NFP). Chapecó, SC, Sistema de DC Fruit Set Cultivo 1 (m 3 ) (%) NFP Líder Central 0,86 b* 43,65 a 47,40 b Y 1,64 b 33,60 b 38,27 c Taça 6,09 a 35,75 b 82,83 a CV (%) 26,23 6,15 5,05 1 Líder Central = plantas.ha -1, Y = plantas.ha -1 e Taça = 571 plantas.ha -1. * Letras distintas na coluna, diferem-se entre si pelo teste de Tukey a 5% de significância. Conclui-se que o sistema de cultivo em Taça tem maior capacidade de produção de frutos por planta comparada aos demais sistemas, no entanto o Líder Central apresenta maior número de plantas por hectare, proporcionando assim maior número de frutos por área. O sistema de condução em Y apresenta-se intermediário aos demais sistemas de condução. Giacobbo, C. L.; Faria, J. L. C.; Barcellos, R. F.; Gomes, F. R. C., Comportamento do pessegueiro (Prunus persica L. Batsch) cv. Chimarrita em diferentes sistemas de condução. Rev. Bras. Frutic. v. 25, n.2, p

119 Controle químico de buva na cultura da macieira Micheli Fochesato Michelon 1, Taísa Dal Magro 2, Andrea De Rossi Rufato 3, Leonardo Bianco de Carvalho 4, Júlio Cesar Orlandi 5 1 Engenheira Agrônoma (PG), CAV-UDESC, [email protected]; 2 Engenheira Agrônoma (PQ), UCS, [email protected]; 3 Engenheira Agrônoma (PQ), Embrapa Uva e Vinho, [email protected]; 4 Engenheiro Agrônomo (PQ) UNESP, [email protected]; 5 Engenheiro Agrônomo (PG), CAV-UDESC, [email protected]. Palavras Chave: Conyza spp., Malus domestica, plantas daninhas, fitotoxidez herbicida. Dentre os fatores que influenciam na produtividade da macieira, encontram-se as plantas daninhas, que podem causar grandes perdas de produtividade sendo de fundamental importância o seu controle (VARGAS; ROMAN, 2003). Poucos são os herbicidas registrados para a cultura e o uso de princípios ativos sem registro é comum, porém, não se sabe ao certo os danos que os mesmos podem causar à cultura. Assim, o presente trabalho teve como objetivo avaliar o controle de plantas de buva em pomar de macieira e as injúrias causadas por herbicidas em macieiras Maxi Gala, no município de Vacaria-RS, nas safras 2015/16 e 2016/17. O experimento constou da aplicação de cinco tratamentos, sendo testemunha não tratada, flumioxazin (25g.ha -1 ), flumioxazin (25g.ha -1 ) + glyphosate (2400g.ha -1 ), saflufenacil (100g.ha -1 ) e saflufenacil (100g.ha -1 ) + glyphosate (2400g.ha -1 ). As aplicações foram realizadas por meio de pulverizador costal pressurizado por CO2, volume de calda de 150L.ha -1 e bicos de pulverização tipo leque (ADI ). As variáveis analisadas foram o percentual de controle de plantas daninhas aos 07, 14, 21 e 28 dias após o tratamento (DAT) e nos frutos de macieira: número de frutos por planta, produtividade média, diâmetro e massa dos frutos e fitotoxidez causada pelos herbicidas. Para as avaliações realizadas na safra 2015/16, observa-se que o melhor percentual de controle foi obtido pela associação de saflufenacil + glyphosate a partir dos 07 DAT, apresentando percentual de controle ascendente ao longo do período de avaliação, até os 28 DAT, onde o percentual de controle foi de 97,5%. Para a safra 2016/17, tanto o saflufenacil aplicado isoladamente, quanto em associação com glyphosate, apresentaram o melhor percentual de controle, a partir dos 07 DAT, atingindo 100% de eficiência aos 28 DAT (Tabela 1). O baixo percentual de controle observado pela aplicação de flumioxazin, deve-se a baixa eficiência deste principio ativo no controle de plantas de buva em estádio de pré-floração. Em contrapartida, a eficiência do saflufenacil no controle destas plantas já nos primeiros dias após a aplicação, deve-se ao fato de este ser um herbicida de contato, já que os mesmos manifestam os sintomas logo após a aplicação, possibilitando o controle efetivo das plantas daninhas em um curto espaço de tempo, quando comparados aos herbicidas sistêmicos que possuem ação mais lenta (RODRIGUES; ALMEIDA, 2005). Tabela 1. Percentual de controle de buva (Conyza spp.) submetida à aplicação de flumioxazin e saflufenacil isoladamente ou em associação com glyphosate na cultura da macieira Maxi Gala. Vacaria-RS. Safras 2015/16 e 2016/17. Controle (%) Tratamentos Safra 2015/16 Safra 2016/17 07 DAT³ 28 DAT 07 DAT 28 DAT Testemunha 0,0 c 1 0,0 e 0 c 1 0 c Flumioxazin 10,0 bc 63,7 d 26,2 b 50,0 b Flum. + Gly. 17,5 b 87,5 b 22,5 bc 62,5 b Saflufenacil 8,7 bc 77,5 c 70,0 a 100,0 a Saflu. + Gly. 52,2 a 97,5 a 87,5 a 100,0 a C.V (%) 2 29,32 5,42 24,69 17,40 1 Médias seguidas de letras distintas, na coluna, diferem estatisticamente pelo teste de Tukey (p 0,05); 2 C.V.= coeficiente de variação. ³ DAT= dias após tratamento; Flum= Flumioxazin; Gly= Glyphosate; Saflu= Saflufenacil. Nas avaliações realizadas nas macieiras Maxi Gala não foram observadas diferenças significativas entre os tratamentos, para todas as variáveis mensuradas em ambas as safras avaliadas. As plantas de buva foram eficientemente controladas por saflufenacil aplicado isoladamente ou em associação com glyphosate. O uso de herbicidas para o controle de buva não afetou negativamente as características físicoquímicas dos frutos e a produtividade de macieiras Maxi Gala. Embrapa Uva e Vinho, Universidade do Estado de Santa Catarina e CAPES. RODRIGUES, B. N.; ALMEIDA, F. S. Guia de herbicidas. 5.ed. Londrina, 592 p, VARGAS, L.; ROMAN, E. S. Controle de plantas daninhas em pomares. Circular Técnica. Embrapa Uva e Vinho, n 47, 26 p. Bento Gonçalves,

120 Rendimento de maçãs em sistemas de irrigação e adubação do solo Juliana Hugen Cechinel 2, Marlise Nara Ciotta 1, Mateus da Silveira Pasa 1, Paulo Roberto Ernani², Gilberto Nava 3 1 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (PQ). Rua João Araújo Lima, 102, Cx.P. 81, , São Joaquim, SC. [email protected]; [email protected]; 3 Cav- UDESC (PG). Av Luis de Camoes, , Lages, SC, [email protected] (PG); [email protected] (PQ)t 3 Embrapa Clima Temperado (PQ). Rodovia BR 392, km 78, 9º Distrito, , Pelotas, RS, [email protected] Palavras Chave: macieira, fertirrigação, produtividade. A região serrana catarinense, especialmente o município de São Joaquim, destaca-se pela produção de maçãs. No período de crescimento do fruto, que compreende o final de dezembro até início de fevereiro, a ocorrência de estiagens é relativamente frequente. Isso pode ser um problema, considerando que na região predominam os solos Neossolos e Cambissolos, de origem basáltica ácida, jovens, de pouca profundidade e com a presença de pedras. Uma restrição hídrica durante a fase de crescimento rápido dos frutos (início do desenvolvimento) pode resultar em menor produtividade (NACHTIGALL, et al. 2014) E conforme a severidade, também pode influenciar o calibre dos frutos, o que interfere no rendimento econômico da produção. O objetivo deste trabalho foi avaliar o rendimento da macieira em função de regimes de irrigação e adubação do solo. O experimento foi conduzido na Estação Experimental da Epagri de São Joaquim, SC, em um Cambissolo Húmico, durante a safra 2015/2016 com a cultivar Kinkas. Os tratamentos foram: adubação sólida convencional (ASC) (em cobertura); adubação sólida convencional + irrigação (ASC+I); irrigação + fertirrigação (I+F); e fertirrigação (F). As parcelas foram compostas por seis plantas, sendo consideradas as quatro centrais como úteis. O delineamento experimental adotado foi o de blocos ao acaso, com oito repetições. Foram aplicados 100 kg ha -1 de N e 150 kg ha -1 de K2O. Nos tratamentos com adubação convencional a adubação foi parcelada em três aplicações mensais. A fertirrigação nos tratamentos I+F e F foi parcelada em seis aplicações quinzenais. Na colheita foi contado o número de frutos/planta, estes foram pesados e classificados por massa (calibre). A maior produtividade ocorreu com adubação convencional+irrigação e na fertirrigação (Tabela 1), isso devido, em parte, à facilitada disponibilidade dos nutrientes e suprimento para a planta quando estes nutrientes são aplicados em solução via fertirrigação. Mpelasoka, et al (2001) observaram que plantas submetidas a tratamentos com controle de irrigação produziram maior quantidade de frutos de maior tamanho comparados a tratamentos com déficit hídrico. Com a fertirrigação e a irrigação+fertirrigação houve incremento no número de frutos de maior calibre (Tabela 2). Tabela 1. Componentes do rendimento de macieira, em função dos tratamentos com irrigação e fertirrigação, São Joaquim SC, safra 2015/16 Tratamentos Número médio de frutos por planta Massa média dos frutos Produção Núm. g t ha -1 ASC 63b 230b 21,8b ASC+I 68a 226b 22,7a I+F 60b 242a 21,5b F 62b 252a 22,9a ASC (Adubação sólida convencional); ASC+I (Adubação sólida convencional + irrigação); I+F (Irrigação + Fertirrigação); F (Fertirrigaçã). Médias seguidas de mesma letra, na coluna, não diferem entre si a 5% de probabilidade pelo teste de Tukey. Mais de 30% da produção foi de frutos com 190 g ou mais nestes mesmos tratamentos. Enquanto com a adubação convencional aproximadamente 24% da produção atingiu esse calibre. Tabela 2. Porcentagem de frutos de maçã nos diferentes calibres (g) em função dos tratamentos com irrigação e fertirrigação, São Joaquim SC, 2015/16 Massa (g) Trat a a a a ASC 3,8b 6,2c 14,0b 28,3b 35,4a 12,2b ASC+I 2,9c 5,8c 12,6a 29,1a 36,2a 13,4a I+F 5,4a 8,5a 17,2a 28,0b 30,5b 10,5c F 4,2b 7,9b 14,7b 27,9b 32,7b 12,5b ASC (Adubação sólida convencional); ASC+I (Adubação sólida convencional + irrigação); I+F (Irrigação + Fertirrigação); F (Fertirrigação). Médias seguidas de mesma letra, na coluna, não diferem entre si a 5% de probabilidade pelo teste de Tukey. A irrigação e a fertirrigação promoveram incrementos nos componentes do rendimento em maçãs, bem como na produção de frutos com maior calibre. Nachtigall, G. R., et al. Irrigação e fertirrigação na cultura da macieira no Sul do Brasil. 32 p. Bento Gonçalves: Embrapa Uva e Vinho, Mpelasoka,B.S.; Behboudian, M.H.; Green, S.R. Water use, yield and fruit quality of lisymeter-grown apple trees: responses to deficit irrigation and to crop load. Irrigation Science New Zealand. 20: p. 95

121 Uso do tiossulfato de amônio como raleante químico em plena floração em macieira Maxi Gala Lucas De Ross Marchioretto 1*, Andrea De Rossi Rufato 2, Leonardo Oliboni do Amaral 1, Júlio Cesar Orlandi 1, Micheli Fochesato Michelon 1, Cássia Regina Tem-Pass 3 1 UDESC (PG). Avenida Luis de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. [email protected]; 2 EMBRAPA Uva e Vinho (PQ). BR 285, s/n, , Vacaria-RS; 3 EMBRAPA Uva e Vinho (IC). BR 285, s/n, , Vacaria-RS Palavras Chave: Malus domestica Borkh., raleio, cáustico, abscisão floral. Atualmente no Brasil se utilizam principalmente raleantes hormonais na cultura da macieira. Entretanto, o efeito desses agentes raleantes é altamente dependente de fatores ambientais e de fatores intrínsecos da planta, que em anos de alto acúmulo de carboidratos pela planta, podem dificultar a queda dos frutos em desenvolvimento, sendo necessárias muitas vezes realizar raleio manual posterior. Nos principais países produtores de maçã, pesquisas tem mostrado que a utilização de raleantes cáusticos na floração é extremamente benéfico na diminuição do número de flores e no aumento do tamanho e massa fresca de frutos; Adicionalmente, o efeito raleante do tiossulfato de amônio é diretamente proporcional a dose aplicada. Desta forma, o objetivo desse trabalho foi avaliar o efeito raleante do tiossulfato de amônio em plena floração da macieira Maxi Gala. O experimento foi conduzido em 2016/2017 num pomar experimental de cinco anos, com a cultivar Maxi Gala enxertada sobre M9 localizado na Embrapa Uva e Vinho, localizado no município de Vacaria-RS. O delineamento experimental adotado foi blocos ao acaso com cinco repetições, onde cada unidade experimental consistiu de três plantas. Os tratamentos consistiram de três doses de tiossulfato de amônio (1,5, 2,5 e 3,5%) e uma testemunha não tratada. Os tratamentos forma aplicados quando as plantas encontravam-se em plena floração (70% das flores abertas). As variáveis avaliadas foram: frutificação efetiva, eficiência produtiva e massa de frutos. Os dados foram submetidos análise de variância, e em caso de significância, as médias foram submetidas a análise de regressão utilizando o software estatístico Winstat v1.0. Na variável frutificação efetiva, a dose de 3,5% apresentou raleio excessivo, já a dose de 1,5% não diferiu da testemunha, e a dose de 2,5% apresentou efeito intermediário, não diferindo da maior e da menor dose. Na variável eficiência produtiva, a dose de 2,5% não diferiu da testemunha e da dose de 1,5%, enquanto que a dose de 3,5% diminuiu a produção demasiadamente. A massa fresca média dos frutos foi maior para todas as doses testadas em comparação com a testemunha e não houve diferença entre os demais tratamentos (Tabela 1). O tiossulfato de amônio age no ressecamento do estigma floral e na taxa de crescimento do tubo polínico, dessa forma as flores não são fecundadas e ocorre abscisão. Porém doses maiores também podem causar queimaduras foliares, que podem afetar negativamente a massa fresca dos frutos, por isso doses maiores do raleante não estão relacionados a maior qualidade do fruto, mesmo diminuindo a produção de frutas. Doses acima de 3% reduzem a produção das plantas demasiadamente, o que não torna a prática economicamente viável. Além disso, doses altas causam injúria foliar, diminuindo a capacidade de realizar fotossíntese e consequentemente produtividade (Link, 2000; McArtney et al., 2006). Tabela 1. Frutificação efetiva, frutas por área de seção de tronco e massa média dos frutos em função de doses de tiossulfato de amônio. Vacaria- RS, Dose (%) Frutificação efetiva (%) EP (nº fr./ cm 2 AST 1 ) Massa média dos frutos (g) , ,5 42 0, ,5 28 0, ,5 23 0, Linear (p 0,0003) (p 0,001) (p 0,0003) Quadrático ns ns (p 0,0002) C.V. 2 27,31 26,87 5,21 1 Área de seção do tronco. 2 Coeficiente de variação. Frutificação efetiva: y=15,74-5,47x R 2 =0.72; Eficiência produtiva: y=1,04-0,17x R 2 = 0.57; Massa de frutos: y=131+31,50x-6.71x 2 R 2 =0.90. O tiossulfato de amônio é efetivo para ralear flores de macieira Gala. As doses de 1,5 e 2,5% são efetivas na redução do número de frutos e no aumento da massa média de frutos em macieira Maxi Gala, a níveis almejados. A CAPES pela concessão de bolsa de estudos. A EMBRAPA Uva e Vinho pela cedência da área experimental. Ao CNPQ pelo apoio financeiro. Link, H. Significance of Flower and Fruit Thinning on Fruit Quality. Plant Growth Regulation. 2000, v.31, p McArtney, S.; Palmer, J.; Davies, D.; Seymour, S. Effects of Lime Sulfur and Fish Oil on Pollen Tube Growth, Leaf Photosynthesis and Fruit Set in Apple. HortScience. 2006, v.41, n.2 p

122 Efeito da irrigação e fertirrigação na coloração da película, firmeza e sólidos solúveis totais de maçãs Galaxy, na região dos Campos de Cima da Serra, RS Daiane P. Vargas 1*, Gilmar Ribeiro Nachtigall 2, Fabiano Simões 3 1 Graduanda da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul - Vacaria. Avenida Antônio Ribeiro Branco, Parque dos Rodeios, CEP , Vacaria, RS. [email protected]; 2 Pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, Estação Experimental de Fruticultura de Clima Temperado, Caixa Postal 177, CEP , Vacaria, RS. [email protected]; 3 Professor da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul - Vacaria. Avenida Antônio Ribeiro Branco, Parque dos Rodeios, CEP , Vacaria, RS. [email protected] Palavras Chave: Malus domestica Borkh., cor da fruta, disponibilidade de água, nutrientes. A ocorrência de períodos de estiagem durante o ciclo produtivo da cultura e de anos com baixos índices pluviométricos tem levado os produtores de maçã da região Sul do Brasil a se interessar pelo uso da irrigação. Além disso, o uso da irrigação permite a aplicação de fertilizantes através da água (fertirrigação), técnica que reduz a necessidade de mão-de-obra e permite uma maior eficiência do uso dos fertilizantes pelas plantas. A eficiência da irrigação e da fertirrigação em macieiras nos principais países produtores é comprovada por diversos resultados de pesquisa como os de Fallahi et al. (2008) nos EUA, Neilsen et al. (2010) no Canadá, Mpelasoka et al. (2001) na Nova Zelândia, entre outros. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da irrigação e fertirrigação na coloração da película de maçãs Galaxy. O experimento foi realizado em pomar comercial implantado em 2013, com a cultivar Galaxy, enxertadas sob o porta-enxerto M9, em Monte Alegre dos Campos/RS. Foi utilizado o delineamento experimental inteiramente casualizado, com oito repetições, com quatro tipos de manejo: sequeiro, irrigado, fertirrigação A e fertirrigação B. A irrigação foi realizada pelo sistema de gotejamento, monitorada por tensiometria. A fertirrigação A foi baseada numa taxa de extração de nutriente de 10, 15 e 20 kg/ha de N, P e K, respectivamente, enquanto que a fertirrigação B foi baseada numa taxa de extração de nutriente de 53, 13 e 55 kg/ha de N, P e K, respectivamente. A adubação dos sistemas sequeiro e irrigado foi feita via solo, seguindo as recomendações da empresa. Na colheita foram coletadas amostras de frutos para avaliação da cor da película através de colorímetro utilizando o sistema L*a*b*, firmeza da polpa através de penetrômetro e dos teores de sólidos solúveis ( Brix). Os dados foram submetidos à análise de variância e à análise de médias pelo teste Tukey. Na avaliação da cor no lado mais colorido da fruta, o parâmetro L* (luminosidade) não apresentou diferença significativa entre os tratamentos de irrigação e fertirrigação. Para o parâmetro a, que corresponde à cor vermelha, observa-se que os tratamentos com irrigação e fertirrigação apresentaram valores significativamente superiores ao tratamento sequeiro. Para o parâmetro b, que corresponde à cor amarela, não houve diferença significativa entre os tratamentos com irrigação e fertirrigação no lado colorido da fruta, porém a irrigação teve maiores valores de a no lado oposto da fruta. A irrigação e a fertirrigação não afetaram negativamente a firmeza da polpa e os teores de sólidos solúveis dos frutos na colheita, já que não houve diferenças significativas entre tratamentos. Tabela 1. Parâmetros de cor da película, firmeza e teores de sólidos solúveis totais (SST) da polpa no lado colorido e no lado oposto de maçãs Galaxy, em função dos tratamentos, avaliados na colheita. Safra 2016/17. Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. O manejo com irrigação e fertirrigação aumentou a intensidade de coloração vermelha em maçãs Galaxy, sem afetar a firmeza e os teores de sólidos solúveis. À Embrapa, Agropecuária SCHIO, SQM Vitas e FAPERGS pelo fomento à pesquisa e financiamento de bolsas de estudo. Fallahi, E.; Fallahi, B.; Shafii, B. Effects of irrigation systems and rootstocks on water use, tree growth, fruit quality, and mineral nutrients in apples during the third and fourth year after planting. Acta Horticulturae, Seoul, v.772, p.33-39, Mpelasoka, B. S.; Behboudian, M. H.; Mills, T. M. Effects of deficit irrigation on fruit maturity and quality of Braeburn apple. Scientia Horticulturae, Amsterdam, v.90, p , Neilsen, D.; Neilsen; G. H.; Herbert, L.; Guak, S. Effect of irrigation and crop load management on fruit nutrition and quality for Ambrosia/M.9 apple. Acta Horticulturae, Faro, v.868, p.63-72,

123 Indução de brotação em videira Niágara Rosada com o uso de hidrolato de pau d alho no município de São Manuel, SP Camilo A. P. C. Sánchez 1, Giovanni M. A. G. Coser 1, Marcela S. C. da Silva 1, Ana Paula M. Paiva 1, Marco A. Tecchio 2, Mayumi N. Alboléa 3 1 UNESP (PG). Rua José Barbosa de Barros, nº 1780, , Botucatu-SP. [email protected]; 2 UNESP (PQ). Rua José Barbosa de Barros, nº 1780, , Botucatu-SP. 3 UNESP (IC). Rua José Barbosa de Barros, nº 1780, , Botucatu-SP. Palavras Chave: Vitis labrusca, quebra de dormência, cianamida hidrogenada. As frutíferas de clima temperado caracterizam-se pela senescência das folhas no final do ciclo vegetativo e entrada em dormência no inverno, permitindo a sua sobrevivência em condições de baixas temperaturas. Para que estas plantas iniciem um novo ciclo na primavera, é necessária sua exposição a um período de frio, variável para cada espécie e cultivar. Assim, em regiões de clima subtropical, a utilização de indutores de brotação é imprescindível para a melhoria na uniformidade da brotação. Esses compostos são substâncias sintéticas que causam efeitos fisiológicos próximos aos hormônios naturais, entre os mais utilizados, temos a cianamida hidrogenada (PETRI et al., 1996). O objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos da aplicação de hidrolato de folhas de pau d alho, para a indução de brotação de gemas da videira, após a poda de frutificação. O experimento foi realizado na Fazenda Experimental de São Manuel (UNESP), no estado de São Paulo, durante o ciclo 2016/2017. A cultivar utilizada foi a Niágara Rosada sobre o porta enxerto IAC 572, com três anos de idade. A poda foi realizada no dia 15 de agosto de O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com sete tratamentos e seis repetições de uma planta. Imediatamente após a poda, realizaram-se a aplicação dos tratamentos, os quais consistiram em cinco doses do hidrolato de pau-d'alho (10; 20; 30; 40 e 50 %), o tratamento testemunha e o Dormex a 5%. As variáveis avaliadas foram: número de cachos por planta, produção (kg planta -1 ) e produtividade (t ha -1 ). Os dados foram submetidos à análise de variância pelo teste Tukey, a 5% de probabilidade. Houve efeito significativo dos tratamentos apenas para o número de cachos por planta, com os maiores valores obtidos com a utilização de 40 e 50% do hidrolato de pau d'alho (Tabela 1), diferindo de tratamento testemunha. Houve aumento linear na produtividade da videira Niágara Rosada com as doses de hidrolato de pau d'alho (Figura 1). Tabela 1. Produção, produtividade e número de cachos por planta da videira Niágara Rosada submetida a diferentes produtos para a superação da dormência. São Manuel, SP, Médias seguidas de letras distintas na coluna diferem entre si pelo teste Tukey, a 5% de probabilidade. ns não significativo. Figura 1. Produtividade da videira Niágara Rosada em função das doses de hidrolato de pau d alho. São Manuel, SP, A utilização do hidrolato de pau d alho aplicado na dose de 50% obteve maior produtividade e número de cachos por planta, sendo um produto alternativo na superação de dormência em videira, por ser um produto natural, pode ser utilizado em sistemas orgânicos e agroecológicos. À FAPESP pelo fomento à pesquisa (proc. 2015/ ) e à EMBRAPA Uva e Vinho pelo suporte. PETRI, J.L.; PALLADINI, L.A.; SCHUCK, E. Dormência e indução da brotação de fruteiras de clima temperado. Florianópolis: EPAGRI, p. (Boletim técnico, 75). 98

124 Competição de porta-enxertos e densidades de plantio da pereira, cv. Rocha José Masanori Katsurayama 1, Adilson José Pereira 1, Mateus da Silveira Pasa 1 1 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (PQ). Rua João Araújo Lima, 102, Bairro Jardim Caiçara, , São Joaquim. [email protected]. Palavras Chave: Pera Rocha, porta-enxerto de marmeleiro, alta densidade. O mercado brasileiro é abastecido com peras importadas da Argentina, Chile, Estados Unidos, Uruguai e Portugal (Oliveira et al., 2000), que consomem 1,2 kg/habitante/ano de pera. Vários fatores afetam a expansão e o cultivo econômico da pereira. As cultivares de pera introduzidas não apresentam adaptação plena nas condições brasileiras, limitando a produtividade. Atualmente, a produtividade de pera pode ser incrementada com o aumento da densidade de plantio. Neste sistema de condução de pomares, para a formação de plantas de porte compacto, recomenda-se a utilização de cultivares com precocidade de produção enxertada sobre porta-enxerto de vigor anão a semi-anão. Plantas de menor porte favorecem os tratos culturais e permitem o adensamento das plantas. Segundo Ramos et al. (1990), os marmeleiros são interessantes na diversificação dos porta-enxertos. Recentes estudos mostram o aumento da eficiência produtiva na cultura da pereira com o uso de porta-enxertos ananizantes, aumento da densidade de plantio e da recomendação de cultivares adaptadas as condições climáticas do Sul do Brasil. O objetivo deste trabalho foi definir a densidade de plantio mais adequada para a cultivar Rocha sob três porta enxertos de marmeleiro. Em 2006, implantou-se uma área experimental com a pera Rocha, enxertada em três portaenxertos de marmeleiros (GT-32, BA-29 e Adams), e com três densidades de plantio. Os espaçamentos utilizados foram de 4 x 1,2m (2083 plantas ha -1 ), 4 x 0,8m (3125 plantas ha -1 ) e 4 x 0,4m (6250 plantas ha -1 ). As plantas foram conduzidas em líder central, com tutoramento em espaldeira. O delineamento experimental foi fatorial, com três porta-enxertos e três densidades de plantio, com 4 repetições. A produtividade da pera refere ao ciclo vegetativo 2015/16. Os dados foram submetidos à análise de variância e à análise de médias pelo teste Duncan, a 5% de probabilidade de erro. Na safra 2015/16, não houve interação entre os fatores porta-enxerto e espaçamento na produtividade da pera Rocha (Tabela 1). A produtividade média da pereira Rocha sob os porta-enxertos Adams, GT-32 e BA-29 foram de 12,1 t ha -1, 18,5 t ha -1 e 18,9 t ha -1, respectivamente, sem diferença estatística (Tabela 2). Mas, observou-se o efeito do espaçamento na produtividade, onde a produção foi maior no espaçamento de 4 x 0,4 m sobre o espaçamento de 4 x 1,2 m. A produção de pera no espaçamento de 4 x 0,8 m não diferiu estatisticamente dos demais espaçamentos (Tabela 3). Tabela 1. Análise de variância. Causas da variação G. L. S. Q. Q. M. F Bloco ,7 370,24 4,9279 Porta-enxerto 2 343,2 171,61 2,2842 Espaçamento 2 658,0 329,02 4,3793* Portaenxerto*Espaçame 4 606,7 151,67 2,0187 nto Resíduo ,1 75,13 Total ,8 Tabela 2. Produtividade em função dos porta-enxertos Porta enxertos Produtividade (t ha -1 ) Adams 12,1ns BA-29 18,9 GT-32 18,5 Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste Duncan, a 5% de probabilidade. ns não significativo. Tabela 3. Produtividade em função do espaçamento Espaçamento Produtividade (t ha -1 ) 0,4 m 22,3 a 0,8 m 15,1 ab 1,2 m 12,1 b Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste Duncan, a 5% de probabilidade. A performance produtiva da cultivar Rocha foi semelhante entre os porta enxertos GT-32, BA-29 e Adams. A maior produtividade da pera Rocha foi observada com 6250 plantas.ha -1 e a menor produtividade com 2083 plantas.ha -1. Oliveira, E. L.; Barbosa, W. e Maia, M. L Análise dos mercados brasileiro e mundial de pera. In: 16º Congresso Brasileiro de Fruticultura Anais,. Fortaleza: SBF. CD-Rom. Ramos, J. D.; Souza, M. e Pasqual, M. Porta-enxertos para pereira. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v.25, n.12, p

125 Avaliação de dois ciclos de produção da pereira japonesa cv. Housui em pomar com incidência de cancro (Bortryosphaeria spp.) Fagner S. Javara 1*, Ronald Castellari 1, Antônio A. da Silva 2, Marcio K.Takiguchi 3, Jackson Mirellys A. Souza 4 1 Pirapora Agropecuária S/A (EA). Rua Archias Ganz, 99, 2º andar, sala 6, centro, Curitibanos-SC. [email protected]; 2 Pirapora Agropecuária S/A (TM). Rua Archias Ganz, 99, 2º andar, sala 6, centro, Curitibanos-SC; 3 Pirapora Agropecuária S/A (DE). Av. Brigadeiro Luiz Antônio, 2344, 13º andar, cj, 132, , São Paulo- Basil; 4 Faculdade de Ciências Agronômicas da UNESP, Campus de Botucatu, Departamento de Horticultura (PQ). Rua José Barbosa de Barros, nº 1780, Botucatu-SP. Palavras Chave: Pyrus pyrifolia, produtividade, doença fúngica, Bortryosfaeria sp. O cultivo da pereira japonesa (Pyrus pyrifolia var. culta) é uma boa opção para pequenas propriedades, sendo a cultivar Housui uma das principais cultivadas em Santa Catarina. O Vale do Rio do Peixe e o Planalto Central possuem potencial para o cultivo da pereira por apresentar condições edafoclimáticas adequadas. Para Housui são necessários em torno de 721 horas 7,2 C (Faoro, 2001). Contudo, mesmo em condições favoráveis, são recorrentes alguns entraves no cultivo dessa pereira, como a incidência de cancro dos ramos, causado por Botriosphaeria spp.. Tal doença exige, como medida de controle, a realização de podas drásticas, com retirada dos ramos atacados, o que afeta o desempenho produtivo das plantas (Faoro, 2009). Face ao exposto, o objetivo do trabalho foi avaliar dois ciclos de produção da pereira cv. Housui, com e sem incidência de cancro. O experimento foi conduzido na Fazenda Pirapora Agropecuária, no município de Curitibanos-SC, região do Vale do Rio do Peixe, situada entre 700 e 1200 m de altitude. As temperaturas médias variam entre 15,8 e 17,9 C, a precipitação entre e 1820 mm e número de horas de frio 7,2 C de 437 a 642 horas (Back et al., 2013). As plantas avaliadas estavam no 12º ano de cultivo, com espaçamento de 6x4 m, em estande com 3,22 mil plantas (416 plantas ha -1 ). Avaliaram-se dois ciclos produtivos (2015/16 e 2016/17). Para isso, no mês de novembro, em cada ciclo, caracterizaram-se as plantas quanto à perda de ramos oriunda da poda de limpeza, realizada para o controle do cancro. Identificaram-se plantas normais (perda de copa menor que ¼), plantas deficientes (perda de copa igual ou maior que ¼) e as falhas (plantas ausentes e replantadas que ainda não atingiram o estagio produtivo). Ao final do ciclo produtivo, contabilizouse a produtividade de frutos por hectare. Também foi calculada a estimativa de produtividade por hectare considerando um estande com 100% de plantas normais. Calcularam-se ainda, para cada característica, seus respectivos desvios padrão e coeficiente de variação. Entre os ciclos 2015/16 e 2016/17 houve aumento no percentual de plantas normais e plantas falhas e na produtividade real. Houve redução do percentual de plantas deficientes (Tabela 1). Tais resultados, principalmente a maior produtividade real no segundo ciclo avaliado (33,55 t ha -1 ), podem estar relacionados com o maior acúmulo de horas de frio no ciclo 2016/17 (700 FH), comparado ao ciclo 2015/16 (232 HF) (Epagri, 2016), além da poda de limpeza, a qual evitou o avanço da doença no segundo ciclo. A produtividade estimada entre os dois ciclos, considerando um estande de 100% de plantas normais, foi de 23,37 e 54,30 t ha -1, respectivamente. Considerando estes dados, observou-se que a estimativa de perda entre as safras foi de 35,88% e 33,90%, respectivamente (Tabela 1). É possível que a poda de ramos doentes evita o aumento da incidência da doença no ciclo seguinte. Tabela 1. Caracterização de pomar de pereira japonesa com incidência de cancro em dois ciclos. Ciclo Plantas normais Plantas deficientes Falhas (%) (%) (%) 2015/ ,12 ± 17,43 18,65 ± 17,20 4,7 ± 1, / ,10 ± 15,31 15,96 ± 13,81 5,40 ± 2,11 Média 65,11 17,31 5,05 CV (%) 2,15 10,99 9,80 Ciclo Prod. Real (t ha -1 ) Prod. Estimada (t ha -1 ) 2015/ ,23 ± 4,77 23,37 ± 10, / ,55 ± 10,11 54,30 ± 26,00 Média 23,89 38,84 CV (%) 57,18 56,32 Dados seguidos dos respectivos desvios padrão e coeficiente de variação. A poda de limpeza dos ramos pode reduzir o desenvolvimento da doença no ciclo seguinte. À empresa Pirapora Agropecuária S/A e sua equipe de técnica e ao Dr. em Horticultura Jackson Mirellys A. Souza, pela parceria e apoio. BACK, A.J.; BRUNA, E.D.; DALBÓ, M.A. Mudanças climáticas e a produção de uva no Vale do Rio do Peixe-SC. Revista Brasileira de Fruticultura, v. 35, n. 1, p , EPAGRI, Monitoramento do frio. Disponivel em: < bro2020.pdf>. Acesso em 09 de mai FAORO, I. D. Biologia reprodutiva da pereira japonesa (Pyrus pyrifolia var. culta) sob o efeito do genótipo e do ambiente p. Tese (Doutorado em Ciências) Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC. FAORO, I. D. Cultivares e porta-enxertos. In: EPAGRI. Nashi, a pêra japonesa. Florianópolis: Epagri/JICA, p

126 Efeito de diferentes coberturas de solo no controle de plantas daninhas e no crescimento vegetativo inicial de pereiras cv. Housui Laís Cristina Bonato Mallmann 1, Edina Costa Delonzek 1, Marcelo Marques Lopes Muller 2, Renato Vasconcelos Botelho 2, Cleber Daniel de Goes Maciel 2 1 Universidade Estadual do Centro-Oeste (PG). Rua Simeão Varela de Sá, Vila Carli, , Guarapuava, PR. [email protected]; 1 Rua Simeão Varela de Sá, Vila Carli, , Guarapuava, PR. 2 Universidade Estadual do Centro- Oeste (PQ). Rua Simeão Varela de Sá, Vila Carli, , Guarapuava, PR. [email protected]; 1 Rua Simeão Varela de Sá, Vila Carli, , Guarapuava, PR. Palavras Chave: Pyrus, manejo do solo, competição. A pera é a fruta mais importada pelo Brasil, constituindo-se em importante oportunidade de mercado para os produtores. O não revolvimento do solo e a cobertura da superfície são manejos que podem melhorar a qualidade do solo (Bayer, 2004) e assim favorecer o desenvolvimento das plantas. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito das coberturas de solo no crescimento inicial da pereira cv. Housui. O experimento foi conduzido em pomar comercial localizado na região do Palmital do Meio, no Município de Cruz Machado-PR. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com quatro repetições e sete tratamentos. Em cada repetição foram consideradas quatro plantas de pereiras Housui sobre o porta-enxerto Pyrus calleriana. Os tratamentos consistiram em: testemunha (solo sem cobertura); cobertura de azevém + milheto; serragem de Pínus; tela de sombreamento (sombrite a 70 %) aplicado diretamente no solo; casca de arroz seca; fibra de curauá e capina manual durante todo o ciclo da cultura. Foram realizadas duas coletas para a massa seca das plantas para cada ciclo (2015/2016) e (2016/2017), primeiro e segundo ano após a implantação do pomar de pereira, respectivamente. As medições de altura de cada pereira foram realizadas mensalmente de janeiro de 2016 a fevereiro de Para os resultados da massa seca das plantas daninhas, verificou-se que a fibra de curauá proporcionou total controle das plantas daninhas nos dois ciclos avaliados. No segundo ciclo, a cobertura com palha de azevém+milheto, sombrite e serragem apresentaram uma eficiência um pouco maior no controle nas plantas daninhas, enquanto a casca de arroz não foi eficiente (Tabela 1). Em relação à altura das plantas, não houve efeito dos tratamentos no primeiro ciclo vegetativo (2015/2016). No entanto, verificaram-se diferenças após o segundo ciclo (2016/2017) (Tabela 2). A cobertura com serragem de pinus demonstrou que interfere no crescimento das plantas. Tabela 1. Matéria seca (g m -2 ) da parte aérea das plantas daninhas determinadas nos ciclos 2015/16 e 2016/17 nas linhas de plantio da pereira cv. Housui, sob diferentes coberturas (Cruz Machado-PR, 2017). Letras distintas na coluna indicam diferença significativa pelo teste Student Newman-Keuls ao nível de 5% de probabilidade. Tabela 2. Altura de pereiras cv. Housui nos ciclos 2015/16 e 2016/17, sob diferentes coberturas de solo (Cruz Machado-PR, 2017). Letras distintas na coluna indicam diferença significativa pelo teste Student Newman-Keuls ao nível de 5% de probabilidade. * = Não significativo ao nível de 5% de probabilidade. O manejo de cobertura do solo realizado com o uso de fibra de curauá apresentou total controle das plantas daninhas e a cobertura de serragem interferiu na altura das plantas. À Capes, pelo financiamento de bolsa de estudo. BAYER, C. Manejando os solos agrícolas para alta qualidade em ambientes tropicais e subtropicais. In: FERTBIO 2004: REUNIÃO BRASILEIRA DE FERTILIDADE DO SOLO E NUTRIÇÃO DE PLANTAS, 26., REUNIÃO BRASILEIRA SOBRE MICORRIZAS, 10., SIMPÓSIO BRASILEIRO DE MICROBIOLOGIA DO SOLO, 7., REUNIÃO BRASILEIRA DE BIOLOGIA DO SOLO, 5., 2004, Lages. Avaliação das conquistas: base para estratégias futuras. Lages: Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, Universidade do Estado de Santa Catarina,

127 A origem da muda influencia a produção e qualidade do morangueiro Carine Cocco 1, Wagner Alves Andrade 1, Fernando Giacomel¹, Antônio Felipe Fagherazzi 2, Leo Rufato 2 1 UCS Universidade de Caxias do Sul (IC). Rua Francisco Getúlio Vargas, 1130, Petrópolis, CEP , Caxias do Sul, RS. [email protected]; 2 Universidade do Estado de Santa Catarina, Av. Luís de Camões, 2090 CEP , Lages SC. Palavras Chave: Fragaria x ananassa, Qualidade, Adaptabilidade. No Brasil, mudas com raízes nuas consistem na principal forma para o estabelecimento do sistema de produção do morangueiro (Fragaria x ananassa Duch.). A produção nacional de mudas não é suficiente para suprir a demanda, e a importação de mudas chilenas e argentinas representa aproximadamente 15% do total necessário para a implantação da cultura no país (Antunes & Peres, 2013), sendo uma prática comum, principalmente no Rio Grande do Sul. O suprimento da demanda nacional com mudas de qualidade, produzidas no próprio país, é hoje uma necessidade para os novos sistemas de produção do morangueiro, visando reduzir a dependência de importação e viabilizar a produção de frutas durante todo o ano (Cocco et al, 2016). Este trabalho teve como objetivo avaliar a influência da origem das mudas de morangueiro na produção e qualidade de frutos. O experimento foi conduzido no município de Farroupilha/RS, no ano de 2016, em sistema de cultivo semi-hidropônico, sob cobertura plástica. O plantio foi realizado em 27 de maio de 2016 em sacolas de plástico tubular branco, preenchidas com substrato orgânico. Foram avaliadas três cultivares (Albion, San Andreas e Camarosa) e dois locais de produção de mudas. As mudas nacionais foram produzidas em um viveiro comercial localizado em São Francisco de Paula/RS e as mudas importadas foram produzidas pelo viveiro Patagonia Agricola S.A., localizado no município de El Maitén, Argentina, O experimento foi conduzido em blocos casualizados, com 4 repetições e 10 plantas em cada unidade experimental. Avaliou-se o número, massa fresca e tamanho médio de frutos por planta e a qualidade, através do teor de sólidos solúveis, acidez titulável e ratio. As colheitas foram realizadas até 29 de dezembro de Houve interação significativa entre cultivares e origem das mudas para número, produção, massa média de frutos e ratio. A cultivar Camarosa de origem nacional apresentou maior número, produção e tamanho médio de frutos. O teor de sólidos solúveis e acidez titulável dos frutos foram influenciados apenas pelas cultivares. Albion e Camarosa apresentaram maior teor de açúcares, entretanto a cultivar Camarosa obteve o menor valor de acidez titulável, não diferindo da Albion. Tabela 1. Número de frutos, produção, massa média de frutos e ratio em três cultivares de morangueiro, cultivadas a partir de mudas nacionais e importadas. Cultivar Nacional Importada Número de frutos Albion 17,4 ba 15,9 aa Camarosa 30,2 a A 20,0 a B San Andreas 21,0 b A 21,3 a A Produção (g.planta -1 ) Albion 408,0 b A 402,2 ab A Camarosa 694,0 a A 378,9 b B San Andreas 490,5 b A 555,4 a A Massa média de frutos (g.fruto -1 ) Albion 23,4 a A 25,2 a A Camarosa 23,0 a A 19,0 b B San Andreas 23,4 a A 26,1 a A Ratio Albion 11,1 a A 9,9 a A Camarosa 8,1 b A 10,5 a A San Andreas 11,8 a A 9,1 a B *Médias seguidas de mesma letra, minúscula na coluna e maiúscula na linha, não diferem entre si pelo Teste de Tukey, a 5% de probabilidade de erro. Tabela 2. Teor de sólidos solúveis e acidez titulável em três cultivares de morangueiro, cultivadas a partir de mudas nacionais e importadas. Cultivares Sólidos solúveis (Brix) Acidez titulável (% de ácido cítrico) Albion 7,4 a 0,69 ab Camarosa 7,2 a 0,62 b San Andreas 6,32 b 0,76 a Origem das mudas Nacional 7,1 ns 0,69 ns Importada 6,9 0,70 *Médias seguidas de mesma letra não diferem entre si pelo Teste de Tukey, a 5% de probabilidade de erro A origem das mudas tem efeito apenas sobre a produção, número e massa média de frutos, não apresentando influência sobre o teor de sólidos solúveis e acidez titulável. Ao produtor José Pasa por ceder a área experimental e as mudas para o projeto. À UDESC e à UCS pelo apoio e incentivo à pesquisa. COCCO, C. et al. Carbohydrate content and development of strawberry transplants from Rio Grande do Sul and imported. Revista Brasileira de Fruticultura, 2016, v. 38, n. 4, e-581. ANTUNES, L.E.C., & PERES, N.A. Strawberry production in Brazil and South America. International Journal of Fruit Science, 2013, v. 13, n.1-2, p

128 Novos genótipos de morangueiro com potencial de cultivo Antonio F. Fagherazzi 1, Robson Martins 2, Katiana Tillwitz 2, Fernanda G. Forghieri 2, Aike A. Kretzschmar 3, Leo Rufato 3 1 Discente do curso de Doutorado em Produção Vegetal do Centro de Ciências Agroveterinárias da Universidade do Estado de Santa Catarina, CAV-UDESC. Av. Luís de Camões, 2090, Bairro Conta Dinheiro, CEP: , Lages-SC. [email protected]; 2 Discente em agronomia do CAV-UDESC; 3 Docente de fruticultura do CAV-UDESC. Palavras Chave: Fragaria x ananassa Duchesne, adaptabiliidade, novo genótipo, potencial de cultivo. A produção brasileira de fruta fresca é estimada em cerca de 45 milhões de toneladas (ABF, 2017) e, desta produção total, estima-se que apenas 0,4% seja representada com as principais espécies que compõem o grupo dos pequenos frutos (amora, framboesa, mirtilo e morango), sendo o morangueiro a principal espécie cultivada e também, a de maior importância econômica. Em virtude das elevadas variações edafoclimáticas dos principais polos produtores de morangueiro, são poucas as cultivares disponíveis aos produtores brasileiros. De acordo com Oliveira & Scivittaro (2011), em virtude da reduzida quantidade de cultivares disponíveis, é importante incentivar os programas nacionais de melhoramento genético e a introdução de novas cultivares geradas em outros países. Diante do exposto, o objetivo do presente estudo foi de avaliar o desempenho de genótipos de morangueiro italiano em comparação a cultivar Albion (testemunha) na região do Planalto Sul Catarinense. O experimento foi realizado no município de Lages, SC, região do Planalto Sul Catarinense, localizado a uma altitude de 915 metros. O manejo de cultivo praticado foi convencionaloi em sistema semihidropônico. As cultivares Pircinque e Jonica, e as seleções CREA PIR54 e CREA PA3 foram comparadas com Albion (testemunha), assim se constituindo os diferentes tratamentos. O delineamento experimental utilizado foi de blocos ao acaso com quatro repetições e cinco tratamentos. Ao total do ciclo produtivo foram realizadas 33 colheitas. Para todas as colheitas foram avaliadas as variáveis de produção total e massa fresca dos frutos, e para quatro colheitas representativas, foram avaliadas as características de firmeza de polpa e teor de sólidos solúveis. Os dados foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e quando significativo, as médias dos tratamentos foram comparados à média da cultivar Albion (testemunha) pelo teste de Dunnett a 5% de probabilidade de erro, por meio do programa estatístico Assistat 7.7 Beta. Para a variável de produção total, verificou-se na cultivar Pircinque valor 45% superior em relação a cultivar Albion, diferindo significativamente. Para os demais genótipos o desempenho foi semelhante. Na característica da massa fresca dos frutos, a seleção PA3 foi o único genótipo que obteve desempenho inferior em relação a Albion. Demais genótipos obtiveram semelhante desempenho. No teor de sólidos solúveis, verificou-se desempenho superior de todos genótipos avaliados em relação a testemunha e para firmeza de polpa todos genótipos avaliados apresentaram o mesmo desempenho que a cultivar Albion. A pesquisa demostrou que os genótipos avaliados expressam maior significância em relação ao teor de sólidos solúveis, mesmo que para as demais características produtivas sejam igual ou superior a Albion. Tabela 1. Produção (PR), massa fresca dos frutos (MF), sólidos solúveis (SS) e firmeza de polpa (FIR) dos diferentes genótipos avaliados nas condições da região do Planalto Sul Catarinense. Lages, SC CAV- UDESC, Genótipo PR g planta -1 MF g fruto -1 SS brix FIR g Albion ,7 6,4 394 Pircinque ,3 = 8, = CREA PIR = 19,1 = 7, = CREA PA3 354 = 14,0-7, = Jonica 636 = 18,3 = 7, = DMS (0,05) 222 4,6 0,7 57 *Desempenhos classificados como superior (+), igual (=) ou inferior (-) em relação à cultivar Albion pelo teste de Dunnett a 5% de probabilidade de erro. Além de apresentar maior produção, a cultivar Pircinque mantem elevadas características de qualidade dos frutos. À UDESC, CAPES, CNPq, FAPESC e CREA-FRF pelo fomento à pesquisa e financiamento de bolsas de estudo. ABF ANUÁRIO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA. Santa Cruz do Sul, OLIVEIRA, Roberto Pedroso; SCIVITTARO, Walkyria Bueno. Desempenho produtivo de cultivares de morangueiro. Scientia Agraria, v. 12, n. 2, 2011.ju 103

129 Produção de morangueiro em diferentes sistemas de cultivo Adrik Francis Richter 1*, Antonio Felippe Fagherazzi 2, Daniel Suek Zanin 2, Aline Melo dos Santos 3, Katiana Vanusa Tilwitz 3, Robson Martins 3, Aike Anneliese Kretzschmar 4 1 Discente do curso de Mestrado em Produção Vegetal do Centro de Ciências Agroveterinárias da Universidade do Estado de Santa Catarina, CAV-UDESC. Av. Luís de Camões, 2090, Bairro Conta Dinheiro, CEP: , Lages-SC. [email protected]; 2 Discente do curso de Doutorado em Produção Vegetal do CAV-UDESC; 3 Discente em agronomia do CAV-UDESC; 4 Professor de fruticultura do CAV-UDESC. Palavras Chave: morango, cultivo fora do solo, hidroponia, semi-hidroponia, substrato. É crescente o uso de sistemas hidropônicos ou semi-hidropônicos como alternativa de cultivo na cultura do morangueiro, na qual o solo é substituído pela solução nutritiva, onde estão contidos todos os nutrientes essenciais ao desenvolvimento das plantas, podendo conter ou não substrato, também conhecido como cultivo sem solo. Esta migração de sistema se deve a exigente rotação da cultura no solo, aos elevados custos da terra, da produção e das exigências de mercado, sendo que as maiores vantagens desse sistema se encontram no bom desenvolvimento das plantas, em menor tempo, com melhor qualidade e com maior retorno econômico (Costa, 2001; Carmo JR, 2000). O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de dois sistemas de cultivo de morangueiro (no solo e em sistema semi-hidropônico) em três cultivares. O experimento foi conduzido em ambiente protegido nas áreas experimentais do grupo de pesquisa de fruticultura, no Centro de Ciências Agroveterinárias da Universidade do Estado de Santa Catarina (CAV/UDESC), no município de Lages-SC durante o ciclo 2016/2017). O delineamento foi em blocos casualizados (DBC), em esquema bifatorial 2x3, sendo o primeiro fator os sistemas de cultivo, no solo e semi-hidropônico e o segundo três cultivares de morangueiro, Albion, Capitola e San Andreas, que combinados entre si geram um total de nove tratamentos, com quatro repetições, perfazendo um total de 36 parcelas. Durante novembro/2016 a março/2017 foram realizadas 26 colheitas e avaliado as variáveis do número de frutos por planta, produção total e massa fresca dos frutos. Os dados foram submetidos à análise de variância, e as médias comparadas pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade, usando software estatístico Assistat. No fator sistema de cultivo o maior número de frutos acumulados, bem como a produção acumulada por plantas foram alcançados no sistema de cultivo no solo, já para a variável massa dos frutos não houve diferença significativa (Tabela 1). Essa diferença de produtividade pode estar ligada a possíveis falhas nutricionais ou de ph da solução nutritiva. No fator cultivar San Andreas foi a que alcançou a maior produção acumulada e a maior massa dos frutos, independente do sistema de cultivo (Tabela 1). Não houve interação entre os fatores sistemas de cultivo e cultivar, ou seja, nenhuma das cultivares testadas mostrou maior ou menor adaptabilidade a um dos tipos de sistema de cultivo. Tabela 1. Média das variáveis do número de frutos (NF), produção total (PR) e massa fresca dos frutos (MF), de 3 cultivares de morangueiro cultivadas sob o efeito de dois sistemas de cultivo. Lages, SC, Sistemas de Cultivo Cultivar Semi Solo Hidropônico Média NF (un planta -1 ) Captola 6,5 3,5 5,0 A Albion 6,5 3,9 5,2 A San Andreas 8,1 4,4 6,2 A Média 7,1a 3,9 b - C.V % 24, PR (g planta -1 ) Captola 109,6 53,72 81,7 B Albion 115,8 61,9 88,8 B San Andreas 147,2 83,61 115,43 A Média 124,2 a 66,4 b - C.V. % 28, MF (g fruto -1 ) Captola 16,9 15,4 16,2 B Albion 17,5 15,8 16,7 B San Andreas 17,9 19,1 18,5 A Média 17,4 a 16,8 a - C.V % 9,06 *Características avaliadas sem letra não foram significativas pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade de erro. Letras minúsculas na coluna comparam o fator sistema de cultivo e letras maiúsculas na linha comparam o fator cultivar. O sistema de cultivo no solo proporcionou maior produção de frutos. A cultivar San Andreas foi a mais produtiva em ambos os sistemas de cultivo. Ao grupo de fruticultura do CAV-UDESC, a CAPES, FAPESC e CNPq, pelo fomento da pesquisa. CARMO Jr, R. R. Produção de alface (Lactuca sativa L.) em cultivo hidropônico utilizando atmosfera modificada no interior da estufa. Dissertação de Mestrado, FEAGRI, UNICAMP, Campinas, COSTA, E. Avaliação da produção de alface em função dos parâmetros climáticos em casas de vegetação com sistema hidropônico nos períodos de outono e inverno. Dissertação de Mestrado (Construções Rurais e Ambiência). Faculdade de Engenharia Agrícola, Universidade Estadual de Campinas - Campinas, SP, p108,

130 Resposta produtiva de macieiras SCS425 Luiza e SCS426 Venice no Rio Grande do Sul Lenir C. dos S. R. Graciano 1 ; Fernando J. Hawerroth 2, Fabiano Simões 3, Lindomar V. Aguiar Junior 3, Charle K. B. de Macedo 4, Natália, A. de A. Goularte 3 1 Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) e Instituto Federal de Educação do Rio Grande do Sul (IFRS), bolsista de iniciação científica FAPERGS/UERGS, curso de bacharelado em Agronomia. [email protected]; 2 Embrapa Uva e Vinho, Estação Experimental de Fruticultura de Clima Temperado, Vacaria, RS, [email protected] ; 3 Universidade do Estado do Rio Grande do Sul, Campus Vacaria, Vacaria, RS, [email protected]; 4 Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Lages, SC, [email protected] Palavras Chave: Malus domestica, diversificação de cultivares. As maçãs Gala e Fuji e seus clones são as cultivares mais produzidas atualmente no Brasil. Sabe-se que a cultura da maçã requer um período de frio hibernal e a região que melhor supre essa condição é o Sul do país. A introdução das novas cultivares SCS425 Luiza e SCS426 Venice visa oferecer outras opções ao setor produtivo e ao mercado consumidor, por terem características diferenciadas, como adaptação às condições climáticas, época de colheita distintas, resistência à mancha foliar de Glomerella, boa qualidade visual e gustativa. Assim, objetivou-se com esse trabalho avaliar a eficiência produtiva das cultivares SCS425 Luiza e SCS426 Venice no Rio Grande do Sul. As cultivares SCS426 Venice enxertadas sob M9, e SCS425 Luiza enxertada sob Marubakaido/M9 e em porta-enxerto M9, foram avaliadas em pomar comercial no município de Monte Alegre dos Campos, RS, durante o ciclo 2016/2017. O pomar foi implantado em 2012/2013, no espaçamento de 3,75 x 0, 75 m. As avaliações foram: porcentagem de frutos de acordo com o recobrimento da coloração vermelha da epiderme, produção por planta (kg), massa fresca média (g) e números de frutos por planta. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com dez repetições, sendo cada unidade experimental composta por uma planta. Os dados foram submetidos à análise de variância e à análise de médias pelo teste Tukey, a 5% de probabilidade de erro. A coloração de frutos mostrou-se diferenciada entre as cultivares avaliadas (Tabela 1). A cultivar SCS425 Luiza, indiferentemente do porta-enxerto, apresentou maior proporção de frutos com mais de 75 % de recobrimento de vermelho na epiderme quando comparada a cultivar SCS426 Venice. Para a cultivar SCS425 Luiza, mais de 49,4% dos frutos tiveram mais de 75% de recobrimento de cor vermelha, enquanto que a cultivar SCS426 Venice apresentou apenas 20,2%. O calibre também diferiu entre as cultivares. A cultivar SCS425 Luiza apresentou maior proporção de frutos nas classes de maior calibre do que a cultivar SCS426 Venice. A maior massa média dos frutos foi observada na cultivar SCS425 Luiza em ambos os porta-enxertos avaliados. Por serem plantas jovens, não atingiram completamente seu potencial produtivo. A produção de frutos por planta foi de 14,1 kg por planta para a cultivar SCS425 Luiza, sob o porta-enxerto Marubakaido/M9, significativamente superior ao observado nessa cultivar sobre o porta-enxerto M9. Tal resposta é justificada pelo maior número de frutos por planta em macieiras SCS Luiza sobre Marubaikaido / M9 em relação a SCS425 Luiza sobre M9. A cultivar SCS426 Venice sobre portaenxerto M9 produziu, em média, 12,4 kg de frutos por planta, não diferindo significativamente da cultivar SCS425 Luiza, independente do portaenxerto. Tabela 1. Avaliação da eficiência produtiva e qualitativa de frutos de macieiras Luiza e Venice. Monte Alegre dos Campos, Cultivar/ Porta-enxerto Recobrimento da coloração vermelha na epiderme dos frutos (%) <25% 25% a 50% 50% a 75% >75% SCS425 Luiza/M9 2,9a* 7,5b 30,5b 59,2a SCS425 Luiza/ Marubakaido/M9 3,4a 10,5b 36,6ab 49,4a SCS426 Venice/M9 3,1a 28,5a 48,2a 20,2b Média 3,1 15,5 38,4 42,9 Cultivar/ Porta-enxerto Produção (kg planta -1 ) Número de frutos por planta Massa média dos frutos (g) SCS425 Luiza/M9 8,6b 52,7b 164,2a SCS425 Luiza/ Marubakaido/M9 14,1a 94,9a 158,7a SCS426 Venice/M9 12,4ab 95,8a 131,1b Média 11,7 81,1 151,3 * Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. Considerações A cultivar SCS425 Luiza apresentou maior proporção de frutos coloridos e com maior massa média dos frutos em relação a SCS426 Venice. À Embrapa, FAPERGS, UERGS e IFRS pelo fomento à pesquisa e financiamento de bolsas de estudo. 105

131 Fitorreguladores no raleio químico de macieiras Fuji Standard, em São Joaquim/SC Carina P. da Silva 1, Mateus S. Pasa 2, Alberto F. Brighenti 2, Marlise N. Ciotta 2, Bruno Carra 3 1 Autônoma (Doutora), Rua José de Souza Borges, 27, , São Joaquim, SC. [email protected]. 2 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (Pesquisador). Rua João Araújo Lima, 102, , São Joaquim, SC. 3 UFPel Programa de Pósgraduação em Agronomia (Doutorando), Campus Universitário, sn, , Capão do Leão, RS. Palavras Chave: 6-benziladenina, ácido naftaleno acético, redução de mão-de-obra, tamanho de fruto. As macieiras geralmente fixam número excessivo de frutas do ponto de vista comercial. Se todas elas permanecerem na planta, estas serão muito pequenas. Além disso, quando o raleio não é realizado para reduzir a carga inicial, a floração no ano seguinte pode ser reduzida, principalmente em cultivares suscetíveis a alternância de produção, como Fuji. Logo faz-se necessário o raleio de frutos. A utilização de raleantes químicos é uma alternativa comumente utilizada para reduzir a necessidade de raleio manual. Dentre as substâncias para tal prática, destacam-se as de ação hormonal, como a 6-benziladenina (6-BA) e o ácido naftaleno acético (ANA) (Wertheim, 2000). O objetivo desse estudo foi de avaliar a eficiência de diferentes fitorreguladores no raleio químico de macieiras Fuji Standard. O experimento foi realizado na Estação Experimental de São Joaquim (28º17 39 S, 49º55 56 W, altitude: 1.415m) na safra 2014/15. Foram utilizadas plantas da cultivar Fuji Standard de 22 anos, enxertadas em Marubakaido/M9. Os tratamentos consistiram na aplicação de Maxcel [75, 100, 125 mg L -1 i.a. (6-BA)] e Maxcel (100 mg L -1 i.a.) + ANA (10,5 mg L -1 i.a.). Os tratamentos com Maxcel foram aplicados quando os frutos apresentavam 5-8mm de diâmetro e ANA cinco dias após a plena floração (PF). O delineamento experimental utilizado foi de casualização por blocos, com 4 repetições de uma planta. No momento da floração, foram selecionadas ramificações com pelo menos 100 inflorescências. Aproximadamente 40 dias após a PF, foram contados os frutos remanescentes e a frutificação efetiva expressa como número de frutos por inflorescência. Os frutos removidos no repasse manual foram contados. Os frutos colhidos foram pesados e contados, e a massa de fruto calculada. A frutificação efetiva foi reduzida por todos os tratamentos em relação ao raleio manual (testemunha), sendo o efeito mais pronunciado com as maiores doses de Maxcel (Tabela 1). O número de frutos raleados foi significativamente reduzido por todos raleantes químicos testados, enquanto que não foram observadas diferenças na produção por planta (Tabela 1). Os resultados obtidos são semelhantes aos obtidos por Petri et al. (2013), os quais observaram que a aplicação de 6-BA, em doses de mg L -1 ) foi eficiente no raleio químico de macieiras Fuji Suprema. A massa de fruto foi aumentada pela utilização do raleio químico (Tabela 1). Esse efeito é resultante, em parte, da redução da carga de frutos no início do ciclo de crescimento, aumentando a disponibilidade de fotoassimilados para os frutos remanescentes. Além disso, o maior tamanho de frutos pode ser devido a maior divisão celular nos frutos tratados com 6-BA, a qual é uma citocinina sintética. Aumento no tamanho de frutos em resposta a aplicação de 6-BA foi observada em macieiras McIntosh /M.7 (Yuan e Greene, 2000). Tabela 1. Desempenho de macieiras Fuji em resposta a diferentes tratamentos com raleantes químicos. Tratamento N frutos por inflorescência N de frutos raleados Produção por planta (kg) Massa de fruto (g) Testemunha a a b Maxcel (75 mg L -1 i.a.) 1.18 b b b Maxcel (100 mg L -1 i.a.) 0.75 c b a Maxcel (125 mg L -1 i.a.) 0.84 c b a ANA (10,5 mg L -1 ) + Maxcel (100 mg L -1 i.a.) 1.17 b b a p <0.001 < Médias seguidas de mesma letra, nas colunas, não diferem entre si, pelo teste de Scott Knott a 5% de probabilidade. 2 A testemunha consistiu em plantas submetidas apenas ao raleio manual. A utilização de 6-BA é eficiente no raleio químico de macieiras Fuji Standard, reduzindo a necessidade de repasse manual e aumentando o tamanho de frutos. WERTHEIM, S.J. Plant Growth Reg., 2000, 31, PETRI, J.L.; HAWERROTH, F.J.; LEITE, G.B.; COUTO, M. Rev. Bras. Frutic., 2013, YUAN, R.; GREENE, D.W. HortScience, 2000,

132 Raleio químico tardio da macieira cultivar Fuji Suprema José Luiz Petri 1, André Amarildo Sezerino 1, Cristhian Leonardo Fenili 2, Gentil Carneiro Gabardo 2 1 Epagri Estação Experimental de Caçador (PQ). Rua Abílio Franco, 1500, Bom Sucesso, , Caçador. [email protected]; 2 UDESC-CAV (PG). Avenida Luis de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. Palavras Chave: Malus domestica Borkh, frutificação efetiva, reguladores de crescimento. Atualmente na cultura da macieira busca-se obter os máximos em produtividade. A polinização é um dos numerosos processos que afetam significativamente a produtividade, porém em condições favoráveis a macieira frutifica excessivamente, sendo necessário a eliminação de parte dos frutos para a produção de frutos de qualidade e evitar a alternância de produção. A macieira produz muito mais flores do que suas necessidades, sendo que em alguns anos e algumas cultivares como a Fuji fixam muito mais frutos do que as necessidades, necessitando a intervenção para retirar o excesso e produzir frutos de tamanho comercial e evitar a alternância de produção. Segundo Robinson, et al 2016 podem ser eliminados 90% dos frutos, permanecendo somente 10% para a produção de frutos de tamanho comercial. O raleio químico normalmente é realizado de 1 a 3 semanas após a floração, com frutos de 5 a 12 mm de diâmetro. Porém em cultivares com menor respostas aos raleantes químicos é frequente que se observe excesso de frutos quando os mesmos estiverem com 15 a 20 mm. O objetivo do trabalho foi verificar o efeito de raleantes químicos quando aplicados em frutos acima de 15 mm. O experimento foi conduzido na Estação Experimental da Epagri de Caçador, SC, durante o ciclo 2016/2017. O delineamento experimental foi em blocos ao acaso, com 5 repetições e 7 tratamentos. Os tratamentos foram: 1.Controle; 2.BA 80 mg L -1 + Etefon 240 mg L -1 ; 3.BA 80 mg L -1 + Metamitron 768 mg L -1 ; 4. BA 120 mg L -1 ; 5. Etefon 240 mg L -1 ; 6. Metamitron mg L -1 ; 7 Metamitron mg L -1 + Etefon 240 mg L -1, sendo aplicados 30 dias após a plena floração. Como fonte de BA foi utilizao Maxcel com 2% de BA, para Etefon o Ethrel 24% e para Metamitron o Goltix 50%. Em cada repetição foram consideradas 10 inflorescências com 4 ou mais frutos. Foram avaliados a percentagem de queda de frutos, produção, tamanho dos frutos e produtividade estimada por hectare. Os dados foram submetidos à análise de variância e à análise de médias pelo teste Scott-Knott, a 5% de probabilidade de erro. Os tratamentos BA 80 mg.l -1 + Metamitron 768 m g.l -1, Metamitron mg.l -1 e Goltix mg.l -1 + Etefon 240 mg.l -1 tiveram um percentual de abscisão de frutos acima de 15 mm de 19,4, 18,1 e 24,9 respectivamente, diferindo significativamente dos demais tratamentos, o que demonstra uma ação raleante, que pode ser utilizada como um complemento em um programa de raleio químico da macieira. Porém na produção por planta e produtividade estimada por hectare somente o tratamento Metamitron mg.l -1 + Etefon 240 mg.l -1 reduziu significativamente a produção em relação aos demais tratamentos, embora numericamente todos os tratamentos foram inferiores a testemunha (Tabela 1). A produtividade foi adequada a capacidade de produção das plantas, com 42,9 t ha -1 no tratamento Metamitron mg.l -1 + Etefon 240 mg.l -1, sendo o tratamento testemunha 80,3 t ha -1, o que é excessiva para a capacidade de produção das plantas. Quanto ao massa fresca média dos frutos os tratamentos BA 80 mg.l -1 + Metamitron 768 mg.l -1, Metamitron mg.l -1 e Metamitron mg.l -1 + Etefon 240 mg.l -1 foram superiores aos demais tratamentos, embora os dois primeiros não tenham diferido em produtividade dos demais tratamentos.o número de frutos por inflorescência, após o raleio foi alto, variando de 3,9 a 5,1, nos tratamentos de Metamitron mg.l -1 + Etefon 240 mg.l -1 e BA mg/l, respectivamente. Tabela 1. Produção por planta, massa fresca média dos frutos e produtividade estimada na macieira Fuji Suprema com diferentes tratamentos com raleantes químicos. Caçador, SC, Produção por planta Massa fresca Produtivida Tratamentos Número de média dos de estimada Massa (Kg) frutos frutos (g) (t ha -1 ) 1. Testemunha 53,5 a 429,0 a 125,2 b 80,3 a 2. BA 80 mg.l -1 + Etefon 240 mg.l -1 39,8 a 314,2 a 127,6 b 59,8 a 3. BA 80 mg.l -1 + Metamitron 768 mg.l -1 44,0 a 301,0 a 146,2 a 66,0 a 4. BA 120 mg L -1 46,1 a 384,0 a 120,6 b 69,2 a 5. Etefon 240 mg.l -1 44,3 a 351,8 a 125,2 b 66,4 a 6. Metamitron mg.l -1 51,5 a 373,6 a 138,2 a 77,2 a 7. Metamitron mg.l -1 + Etefon ,6 b 196,2 b 145,9 a 42,9 b mg.l -1 Média Geral 44,0 335,7 132,7 66,0 CV (%) 21,7 10,2 9,6 21,7 Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade O raleio químico em frutos acima de 15 mm, da cultivar Fuji Suprema, pode ser utilizado como complemento de um programa de raleio da macieira. Robson, T.L.; Lasko, A.N.; Greene, D.; Regitano, G. e Rufato, A. Managing fruit abscission in apple. Acta Hort. 1119, pp. 1-13,

133 Previsão da resposta do raleio químico no cv. Maxi Gala em função do modelo de crescimento dos frutos Alberto Fontanella Brighenti 1, Mateus da Silveira Pasa 1, Katia Casagrandre 2, Paula Zelindro Cardoso 2, Emilio Brighenti 1, Marlise Nara Ciotta 1, Zilmar da Silva Souza 1, José Masanori Katsurayama 1 1 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (PQ). Rua João Araújo Lima, 102, , São Joaquim, SC. [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected]; 2 UNISUL Faculdade de Agronomia (IC). Av. José Acácio Moreira, 787, , Tubarão, SC. [email protected], [email protected] Palavras Chave: Fruticultura de precisão, benziladenina, metamitron, Malus domestica Borkh. A variabilidade e imprevisibilidade do raleio químico tem sido um problema para os produtores de maçã por mais de 50 anos. Tal fato motivou um intenso trabalho para identificar fatores relacionados com a abscisão dos frutos e que fossem facilmente quantificados (Williams; Fallahi, 1999). Dentre tais fatores, a medida diária do crescimento do fruto é o único método prático para avaliar a resposta antecipada do raleio. As medidas de crescimento ainda são úteis para avaliar o potencial de queda dos frutos após a aplicação do raleante (Greene et al., 2013). A premissa do modelo de previsão se baseia na observação de que as frutas destinadas a cair desaceleram e param o crescimento muito antes do tempo real de abscisão. Esta redução ocorre logo após a aplicação do raleante e geralmente dentro da janela da próxima aplicação (Greene et al., 2013). O objetivo desse estudo foi avaliar a eficiência do modelo de taxa de crescimento dos frutos para a previsão do raleio químico em macieiras da cv. Maxi Gala. O trabalho foi desenvolvido na Estação Experimental de São Joaquim - EPAGRI (28 16'30,08 S, 49 56'09,34 O, altitude 1.400m). O pomar foi implantado em 2006 e a variedade avaliada foi a Maxi Gala, enxertada sobre M.9 e plantada no espaçamento de 4 x 1 m. Aos 4 dias após a aplicação dos raleantes os frutos foram medidos com um paquímetro. Depois de 6 dias foram realizadas novas medidas. Os dados obtidos foram inseridos na planilha desenvolvida por Greene et al. (2013). Baseada na taxa de crescimento dos frutos foi realizada a previsão da eficiência do raleio e se houve ou não a necessidade de novas aplicações. Raleio químico convencional Benziladenina (BA) 40 mg L -1 (14/10) e repasse manual (8/11). Raleio químico baseado no modelo da taxa de crescimento dos frutos BA 40 mg L -1 (14/10), BA 80 mg L -1 (21/10) e Metamitron 250 mg L -1 (9/11). Foram avaliados o número de frutos previsto pelo modelo, o número de frutos raleados manualmente e o número de frutos colhidos. Os resultados da aplicação do modelo da taxa de crescimento dos frutos podem ser observados na Figura 1 e na Tabela 1. N Frutos Previsto N Frutos Desejado N Frutos Raleio Mod. Crescimento Frutos N Frutos Raleio Conv out 31-out 7-nov 12-nov 18-nov Data da Amostragem Figura 1. Número de frutos previsto pelo modelo de taxa crescimento de acordo com as diversas aplicações dos raleantes. Tabela 1. Variáveis produtivas da cv. Maxi Gala submetidas ao raleio químico convencional e ao raleio químico baseado no modelo de crescimento. Raleio Químico Convencional Raleio Químico Baseado no Crescimento dos Frutos Variáveis BA 40 mg L -1 + repasse manual BA 40 mg L -1 + BA 80 mg L -1 + Metamitron 250 mg L -1 N Cachos Florais N Frutos Potencial N Frutos Desejados N Frutos Raleados Manualmente N de Frutos Colhidos N Frutos Raleados + N Frutos Colhidos N Frutos Previsto Modelo Diferença Previsto e Real (%) 14% 19% Diferença Desejado e Real (%) 92% 54% O modelo de previsão da resposta do raleio baseado na taxa de crescimento dos frutos se mostrou preciso quando se compara o número de frutos previstos e número de frutos produzidos pela planta. Os resultados do primeiro ano de avaliação são promissores e indicam que a aplicação do modelo pode ser útil na tomada de decisão sobre o momento adequado de aplicação dos raleantes, bem como na repetição ou não dos mesmos. Greene, D.; Lakso, A.; Robinson, T.L.; Schwallier, P. HortScience, 2013, 48, Williams, K.M.; Fallahi, E. HortTechnology, 1999, 9,

134 Siberio na indução da brotação das macieiras Maxi Gala e Fuji Suprema Cristhian Leonardo Fenili 1, José Luiz Petri 2, André Amarildo Sezerino 2, Gentil Carneiro Gabardo 1 1 UDESC-CAV (PG). Avenida Luis de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , [email protected]; 2 Epagri Estação Experimental de Caçador (PQ). Rua Abílio Franco, 1500, Bom Sucesso, , Caçador. Palavras Chave: Malus domestica Borkh, indutores da brotação, quebra da dormência. A aplicação de indutores de brotação para a superação da dormência na macieira é uma prática incorporada em no sistema de produção, e proporciona uma brotação e floração adequadas nas principais regiões produtoras do Brasil. A recomendação do tratamento padrão de óleo mineral em mistura com Cianamida Hidrogenada vem sendo substituída por substâncias alternativas, menos nocivas ao aplicador e meio ambiente. O objetivo do trabalho foi comparar o efeito de Siberio com o tratamento padrão, com Erger + Nitroative e com a testemunha na indução da brotação das macieiras cultivares Maxi Gala e Fuji Suprema. O experimento foi conduzido em pomar experimental localizado no município de Caçador/SC, durante o ciclo 2016/2017. Utilizaramse macieiras das cvs Maxi Gala e Fuji Suprema, enxertadas sobre Maruba/M-9, numa densidade de plantas.ha -1. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, com cinco repetições, sendo cada unidade composta por uma planta. Os tratamentos foram: 1) testemunha; 2) Assist 3,5% + Dormex 0,7% (tratamento padrão); 3) Erger 3,0% + Nitroative 3,0%; 4) Siberio (produto mineral líquido a base de nitrogênio e cálcio com ferro) 1,5% + Nitroative 3,0%; 5) Siberio 3,0% + Nitoative 3,0%; 6) Siberio 3,0% + Ativador Siberio 3,0%; 7) Siberio 3,0% + Assist 3,5%. As variáveis analisadas foram: fenologia, brotação de gemas axilares e terminais, frutificação efetiva, produção e massa média dos frutos. Os resultados obtidos foram submetidos à análise da variância, cujas variáveis significativas tiveram as médias comparadas pelo teste Scott-Knott a 5% de probabilidade. O início da brotação foi antecipado em todos os tratamentos em comparação à testemunha. Na Fuji Suprema o período de floração foi em média seis dias menor que a testemunha nos tratamentos com Siberio. No cultivar Maxi Gala a plena floração do tratamento padrão e Siberio 3,0% + Assist 3,5% foi antecipada em 10 dias em comparação ao tratamento controle (Tabela 1). O tratamento padrão foi superior na indução da brotação de gemas axilares nas duas cultivares, porém na cultivar Maxi Gala o tratamento Siberio 3,0% + Assist 3,5% foi superior a testemunha e aos demais tratamentos (Tabela 2). Já no cultivar Fuji Suprema apenas o tratamento Siberio 1,5% + Nitroative 3,0% não diferiu da testemunha em relação ao percentual de gemas axilares brotadas. No percentual de gemas terminais brotadas todos os tratamentos foram superiores a testemunha em ambas as cultivares, sendo que na Maxi Gala os tratamentos Erger 3,0% + Nitroative 3,0% e Siberio 3,0% + Assist 3,5% não diferiram do padrão e na Fuji Suprema nenhum tratamento foi inferior ao padrão. A frutificação efetiva não diferiu na Maxi Gala, e foi superior no tratamento testemunha na Fuji Suprema. A produção por planta não diferiu, e a massa média dos frutos foi menor no tratamento padrão, na cultivar Maxi Gala. Na Fuji Suprema, a massa média não diferiu, independente do tratamento. Tabela 1. Efeito de indutores de brotação no início da brotação, início, plena e fim da floração, em macieiras. Caçador/SC, Tratamentos Início C C3 Brotação Maxi Gala Floração Início Plena Final 1. Testemunha 27/set 29/set 30/set 10/out 15/out 2. Assist 3,5% + Dormex 0,7% 12/set 17/set 20/set 30/set 06/out 3. Erger 3,0% + Nitroative 3,0% 14/set 17/set 20/set 30/set 06/out 4. Siberio 1,5% + Ca(NO3)2 3,0% 17/set 19/set 26/set 07/out 15/out 5. Siberio 3,0% + Ca(NO3)2 3,0% 17/set 19/set 21/set 30/set 07/out 6. Siberio 3,0% + ACT 3,0% 17/set 18/set 20/set 30/set 06/out 7. Assist 3,5% + Siberio 3,0% 12/set 17/set 20/set 30/set 07/out Fuji Suprema 1. Testemunha 18/set 03/out 23/set 07/out 14/out 2. Assist 3,5% + Dormex 0,7% 12/set 18/set 20/set 29/set 05/out 3. Erger 3,0% + Nitroative 3,0% 14/set 18/set 20/set 29/set 05/out 4. Siberio 1,5% + Ca(NO3)2 3,0% 14/set 19/set 19/set 29/set 05/out 5. Siberio 3,0% + Ca(NO3)2 3,0% 14/set 19/set 20/set 29/set 03/out 6. Siberio 3,0% + ACT 3,0% 12/set 19/set 20/set 29/set 05/out 7. Assist 3,5% + Siberio 3,0% 14/set 19/set 20/set 29/set 05/out Tabela 2. Brotação de gemas axilares e terminais (%) em macieiras, tratadas com diferentes indutores de brotação, Caçador/SC, Brotação de gemas (%) Axilares Terminais Tratamentos Fuji Fuji Maxi Gala Maxi Gala Suprema Suprema 1. Testemunha 15,4 c 2,8 c 79,7 b 65,4 c 2, Assist 3,5% + Dormex 0,7% 76,2 a 36,2 a 95,8 a 98,0 a 3, Erger 3,0% + Nitroative 3,0% 36,2 b 9,2 c 98,5 a 96,3 a 4, Siberio 1,5% + Nitroative 3,0% 25,1 c 6,8 c 93,5 a 83,1 b 5, Siberio 3,0% + Nitroative 3,0% 33,4 b 6,7 c 95,2 a 81,2 b 6, Siberio 3,0% + ACT 3,0% 40,7 b 10,0 c 100,0 a 79,4 b 7, Assist 3,5% + Siberio 3,0% 47,3 b 21,3 b 96,5 a 95,4 a Média Geral 39,2 13,3 94,2 85,5 CV (%) 21,9 40,2 9,4 10,6 Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade. Siberio em mistura com Assist ou Nitroative mostra-se como uma alternativa da indução da brotação da macieira. HAWERROTH, F. J.; PETRI, J. L.; LEITE, G. B. Budbreak induction in apple trees by Erger and Calcium Nitrate aplication. In: International Symposium on Plant Bioregulators in Fruit Production, Abstract Book. University of Bologna, 11,

135 Levantamento fitossociológico de plantas espontâneas na fase de brotação em pomares de macieira na região de São Joaquim, SC Zilmar da Silva Souza 1, Mateus da Silveira Pasa 1, Marlise Nara Ciotta 1, José Masanori Katsurayama 1, Alberto Fontanella Brighenti 1 1 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (PQ). Rua João Araújo Lima, 102, Cx.P. 81, , São Joaquim, SC. [email protected] Palavras Chave: Plantas daninhas, Malus domestica Borkh, Botânica, espécies, sul do Brasil. A produção de maçãs é uma importante atividade econômica na Serra Catarinense. A macieira é uma planta decídua com início da brotação no final de inverno e início de primavera, quando se iniciam as práticas culturais do período vegetativo. Nesta fase fenológica deve ser observada a ocorrência das principais plantas espontâneas nos pomares para decidir pelas melhores estratégias de manejo e controle. O objetivo deste trabalho foi identificar e quantificar as espécies de plantas espontâneas presentes nos pomares de macieira na região de São Joaquim, SC, na fase de brotação das plantas. O experimento foi conduzido em 20 pomares de macieira na região de São Joaquim, SC, conduzidos sob diferentes sistemas de manejo e controle de plantas espontâneas. Foram avaliados dez pomares no município de São Joaquim, três em Bom Jardim da Serra, dois em Painel, Urubici e Urupema e um pomar em Bom Retiro. O delineamento experimental foi em blocos ao acaso, com cinco repetições. As amostragens foram realizadas de 01 a 15 de setembro de 2016, na área de projeção da copa das plantas em 1 M 2, ao acaso, utilizando o método do quadrado inventário (Braun-blanquet, 1979). Em cada amostra foram identificadas e quantificadas as espécies de plantas espontâneas presentes. A partir dos resultados obtidos foram calculados o percentual de incidência das plantas espontâneas e os parâmetros fitossociológicos (Müeller-dombois; Ellenberg, 1974), utilizando planilhas eletrônicas do Programa Excel. No período avaliado predominou espécies tolerantes às baixas temperaturas com desenvolvimento e crescimento durante o inverno. Foram observados nos 20 pomares avaliados na região de São Joaquim na fase de brotação das plantas, 46 espécies de plantas espontâneas, pertencentes a 15 famílias. Destas, 38 espécies foram identificadas e 8 espécies, com menor número de exemplares, ainda não identificadas. As principais famílias foram Asteraceae (10) e Poaceae (6), seguido de Brassicaceae (3), Caryophyllaceae (3) e Plantaginaceae (3). Tabela 1. Principais plantas espontâneas observadas na fase de brotação das plantas de macieira na região de São Joaquim, SC Nome comum Nome científico % de incidência Dens. (pl./m2) Azevém Lolium multiflorum Lam. 38,3 40,7 Trevo-branco Trifolium repens L. 14,0 14,8 Capim-lanudo Holcus lanatus L. 8,9 9,4 Erva-depassarinho Vill. Stellaria media (L.) 5,5 5,8 Mentinha Veronica persicae Poir. 3,8 4,0 Tanchagem Plantago tomentosa Lam. 3,3 3,6 Pastinho-deinverno Poa annua L. 2,6 2,8 Dente-de-leão Taraxacum officinalis F.G.Wingg 1,9 2,0 Trevo-azedo Oxalis corniculata L. 1,8 1,9 Erva-salsa Bowlesia incana Ruiz & Pav. 1,8 1,9 As principais famílias de plantas espontâneas observadas foram Asteraceae e Poaceae. O azevém (Lolium multiflorum Lam.) e o trevo-branco (Trifolium repens L.) são as principais espécies de plantas espontâneas presentes nos pomares de macieira na região de São Joaquim na fase de brotação das plantas. Braun-blanquet, V. Fitosociologia, bases para el estúdio de las comunidades vegetales. Madrid: Blume, 820p., Müeller-dombois, D.; Ellenberg, H.A. Aims and methods of vegetation ecology. New York: John Wiley, 547p., Lorenzi, H. Manual de identificação e controle de plantas daninhas: plantio direto e convencional. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 7 ed., 383p., Lorenzi, H. Plantas daninhas do Brasil: terrestres, aquáticas, parasitas e tóxicas. Nova Odessa: Instituto plantarum, 4 ed., 640p., Maciel, C.D.G.; Poletini, J.P.; Oliveira Neto, A.M.; Guerra, N.; Justiniano, W. Levantamento fitossociológico de plantas daninhas em cafezal orgânico. Bragantia, 2010, v.69, p Yanagizawa, Y.A.N.P.; Maimoni-rodella, R.C.S. Composição florística e estrutura da comunidade de plantas do estrato herbáceo em áreas de cultivo de árvores frutíferas. Planta Daninha, 1999, v.17, p

136 Plantas daninhas do gênero Bidens presentes em pomares de macieira na região de São Joaquim, SC Marcelo Goulart Souza 1, Roberta Andressa Pereira 2, Zilmar da Silva Souza 3 1 FURB (IC). Rua Antônio da Veiga, 140, , Blumenau, SC. [email protected], 2 FURB (PQ). Rua Antônio da Veiga, 140, , Blumenau, SC, 3 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (PQ). Rua João Araújo Lima, 102, Cx.P. 81, , São Joaquim, SC. Palavras Chave: Plantas voluntárias, Malus domestica Borkh., botânica, famílias, espécies. A cultura da macieira (Malus domestica Borkh.) é a principal atividade econômica da região de São Joaquim, SC. O manejo e controle das plantas daninhas é uma prática cultural importante realizada durante o ciclo vegetativo das plantas nos pomares. As plantas daninhas podem competir com a cultura e dificultar a realização do controle fitossanitário e a realização da colheita. Entre as espécies de plantas daninhas presentes nos pomares, se destacam as espécies do gênero Bidens, da família Asteraceae. A espécie Bidens pilosa L. é a mais comumente encontrada, entretanto existe pelo menos outra espécie deste gênero infestando os pomares da região. O objetivo deste trabalho foi identificar e quantificar as espécies do gênero Bidens presentes nos pomares de macieira na região de São Joaquim, SC. O experimento foi conduzido em seis pomares de macieira na região de São Joaquim, SC, manejados com a utilização de herbicidas na área de projeção da copa das plantas. As avaliações foram realizadas na segunda quinzena de março de 2017, período que coincide com o final de colheita da cultivar Gala e o início de colheita da cultivar Fuji. O delineamento experimental foi em blocos ao acaso, sendo que os tratamentos consistiram dos seis pomares avaliados na região, onde foram tomadas 20 amostras (repetições) de 1 M² ao acaso, em cada pomar avaliado em áreas com a presença destas espécies, na projeção da copa das plantas, utilizando o método do quadrado inventário (Braun-blanquet, 1979). Em cada amostra foram identificadas e quantificadas as espécies de plantas do gênero Bidens. A partir dos resultados obtidos foram realizados os cálculos de percentagem, densidade e outros parâmetros fitossociológicos (Müellerdombois, 1974) utilizando um programa informatizado gerenciador de planilhas. No período de colheita dos pomares foi observado a presença de duas espécies, a Bidens pilosa L. e a Bidens subalternans DC. Os resultados indicam a ocorrência desuniforme destas espécies, sendo que Bidens pilosa L. predominou em cinco pomares, ao passo que o número de plantas de Bidens subalternans DC. foi maior em um pomar avaliado. Tabela 1. Ocorrência de Bidens pilosa L. e Bidens subalternans DC., no período de colheita em seis pomares de macieira na região de São Joaquim, SC Pomar Nome científico % Dens. (pl m -2 ) Pomar 1 Bidens pilosa L. 97,0 75,5 Bidens subalternans DC. 3,0 2,4 Pomar 2 Bidens pilosa L. 98,2 55,2 Bidens subalternans DC. 1,8 1,0 Pomar 3 Bidens pilosa L. 97,7 48,8 Bidens subalternans DC. 2,3 1,2 Pomar 4 Bidens pilosa L. 97,4 66,4 Bidens subalternans DC. 2,6 1,8 Pomar 5 Bidens pilosa L. 100,0 56,8 Bidens subalternans DC. 0,0 0,0 Pomar 6 Bidens pilosa L. 9,1 5,1 Bidens subalternans DC. 90,9 50,6 Média Bidens pilosa L. 84,4 51,3 Bidens subalternans DC. 15,6 9,5 As espécies de plantas daninhas Bidens pilosa L. e Bidens subalternans DC. da família Asteraceae estão presentes nos pomares de macieira na região de São Joaquim, SC, com predominância da Bidens pilosa L. Braun-blanquet, V. Fitosociologia, bases para el estúdio de las comunidades vegetales. Madrid: Blume, 820p., Müeller-dombois, D.; Ellenberg, H.A. Aims and methods of vegetation ecology. New York: John Wiley, 547p., Lorenzi, H. Manual de identificação e controle de plantas daninhas: plantio direto e convencional. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 7 ed., 383p., Lorenzi, H. Plantas daninhas do Brasil: terrestres, aquáticas, parasitas e tóxicas. Nova Odessa: Instituto plantarum 4 ed., 640p.,

137 Indução de brotação de macieiras Maxi Gala em São Joaquim/SC Talita D. Bosetti 1, Juliano D. Schmitz 2, Carina P. da Silva 3, Alberto F. Brighenti 4, Mateus da S. Pasa 4 1 IFC Instituto Federal Catarinense (Estudante). Rodovia SC 283, km 17, CEP , Concórdia, SC, Brasil. [email protected]; 2 IFC Instituto Federal Catarinense (Professor). Rodovia SC 283, km 17, CEP , Concórdia, SC, Brasil; 3 Autônoma, Rua José de Souza Borges, 27, , São Joaquim, SC.; 4 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (Pesquisador). Rua João Araújo Lima, 102, , São Joaquim, SC. Palavras Chave: Malus domestica; dormência; cianamida hidrogenada; Erger. As principais áreas de cultivo de macieira (Malus domestica Borkh.) no sul do Brasil são consideradas marginais para a espécie, uma vez que o acúmulo de frio hibernal não é suficiente para a superação da dormência. A desuniformidade de brotação e floração são sintomas verificados nestas condições de cultivo. Desta forma, visando sanar o problema, a utilização de indutores de brotação é uma prática comum nos pomares. Todavia, o emprego destes produtos em regiões de altitude, como em São Joaquim, SC, tem sido questionada ao longo dos anos. O objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito de diferentes indutores de brotação no desempenho de macieiras Maxi Gala na região de São Joaquim, SC. O estudo foi desenvolvido na Estação Experimental de São Joaquim/SC na safra 2015/2016. Foram utilizadas macieiras Maxi Gala, com 10 anos de idade, enxertadas em M.9. O delineamento experimental foi de casualização por blocos, com cinco repetições. Os tratamentos consistiram de Erger, combinado com nitrato de cálcio (NCa) ou óleo mineral (OM), em diferentes concentrações; e cianamida hidrogenada (CH) combinada com OM. A aplicação foi realizada quando as gemas estavam entre os estádios A (gema dormente) e B (gema inchada; ponta prateada). As variáveis resposta avaliadas foram: brotação terminal, axilar, fruit set e o índice de heterogeneidade de brotação axilar. Este índice foi calculado através do coeficinte de variação (CV) de cada tratamento através da fórmula: [CV= (Dp/média das gemas axilares brotadas)*100]; sendo Dp (desvio padrão) das gemas sobre seis ramos de um ano de idade. Os tratamentos testados promoveram maior brotação das gemas axilares quando comparados ao controle (Tabela 1). Neste contexto, as plantas controle, sem aplicação de indutores, apresentaram maior heterogeneidade de brotação das gemas axilares (Tabela 1). Essa resposta provavelmente tenha sido devido ao baixo acúmulo de frio hibernal (559 h) e, portanto, os indutores tenham sido decisivos nesta condição ambiental. Em contrapartida, Iuchi et al. (2002) concluíram que macieiras adultas cultivadas em São Joaquim em altitudes superiores a 1.360m não necessitam de aplicação de indutores de brotação. A brotação das gemas terminais não foi influenciada pelos tratamentos estudados, não diferindo do controle (Tabela 1), provavelmente pela menor necessidade de frio hibernal dessas gemas em comparação as axilares (Naor et al., 2003). O fruit set não foi influenciado pelos tratamentos utilizados (Tabela 1), não corroborando com Hawerroth et al. (2010), que verificaram redução no fruit set de macieiras tratadas com indutores de brotação (Hawerroth et al., 2010). Tabela 1. Brotação axilar (BA) e terminal (BT), índice de heterogeneidade de brotação axilar (IHBA) e fruit set (FS) de macieiras Maxi Gala tratadas com diferentes indutores de brotação, safra 2015/2016. Tratamento BA BT IHBA (%) (%) (%) FS Controle 35,6 c 90,6 ns 43,1 a 1,5 ns Erger+NCa2% 68,4 ab 91,8 22,0 b 0,8 Erger+NCa3% 72,5 a 92,4 19,0 b 1,3 Erger1%+ OM2% 58,1 b 86,1 24,0 b 1,1 Erger1%+OM3% 62,0 ab 94,0 23,5 b 1,4 CH0.25%+OM3% 64,2 ab 97,9 30,1 b 1,1 P >0,001 0,082 0,004 0,18 *Letras diferentes na coluna, diferem significativamente pelo teste de Duncan (p<0,05). ns = não significativo. A utilização de Erger combinado com nitrato de cálcio ou óleo mineral e cianamida hidrogenada combinada com óleo mineral, nas diferentes concentrações testadas, promovem aumento da brotação axilar e não influenciam na brotação de gemas terminais. A combinação Erger com nitrato de cálcio (2% e 3%) e Erger (1%) com óleo mineral (3%) promove brotação axilar semelhante a cianamida hidrogenada + óleo mineral. Hawerroth, F.J.; Petri, J.L.; Leite, G.B. e Herter, F.G. Rev. Bras. Frutic., 2010, 32: Iuchi, V.L.; Iuchi, T.; Brighenti, E. e Ditrich, R. Rev. Bras. Frutic., 2002, 24: Naor, A.; Flaishman, M.; Stern, R.; Moshe, A. e Erez, A. J. A. Soc. Hort. Sci. 2003, 128:

138 Desempenho de macieiras Fuji Suprema tratadas com indutores de brotação em São Joaquim/SC Juliano D. Schmitz 1, Talita D. Bosetti 2, Carina P. da Silva 3, Alberto F. Brighenti 4, Mateus da S. Pasa 4 1 IFC Instituto Federal Catarinense (Professor). Rodovia SC 283, km 17, CEP , Concórdia, SC, Brasil. [email protected]; 2 IFC Instituto Federal Catarinense (Estudante). Rodovia SC 283, km 17, CEP , Concórdia, SC, Brasil; 3 Autônoma, Rua José de Souza Borges, 27, , São Joaquim, SC.; 4 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (Pesquisador). Rua João Araújo Lima, 102, , São Joaquim, SC. Palavras Chave: Malus domestica; Dormência; cianamida hidrogenada; Erger A macieira (Malus domestica Borkh.), quando cultivada em regiões marginais, em que o requerimento de frio não é atendido, como no sul do Brasil, possui problemas de adaptação que resultam na desuniformidade de brotação e floração. A aplicação de indutores de brotação para superar o baixo acúmulo de frio é uma prática comum em pomares de macieira na região sul do Brasil. No entanto, a sua necessidade em áreas com maior acúmulo de frio, como em São Joaquim/SC, tem sido questionada ao longo dos anos. O objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito de diferentes indutores de brotação no desempenho de macieiras Fuji Suprema na região de São Joaquim, SC. O estudo foi desenvolvido na Estação Experimental de São Joaquim/SC na safra 2015/2016. Foram utilizadas macieiras Fuji Suprema, com 10 anos de idade, enxertadas em M.9. O delineamento experimental foi de casualização por blocos, com cinco repetições. Os tratamentos consistiram de Erger, combinado com nitrato de cálcio (NCa) ou óleo mineral (OM), em diferentes concentrações; e cianamida hidrogenada (CH) combinada com OM. A aplicação foi realizada quando as gemas estavam entre os estádios A (gema dormente) e B (gema inchada; ponta prateada). As variáveis resposta avaliadas foram: brotação terminal, axilar, fruit set e o índice de heterogeneidade de brotação axilar. Este índice foi calculado através do coeficinte de variação (CV) de cada tratamento através da fórmula: [CV= (Dp/média das gemas axilares brotadas)*100]; sendo Dp (desvio padrão) das gemas sobre seis ramos de um ano de idade. Todos os tratamentos testados promoveram maior brotação das gemas axilares quando comparados ao controle, porém não diferiram estatisticamente entre si (Tabela 1). Resultados similares foram encontrados por Petri et al. (2014). Em contrapartida, Iuchi et al. (2002) concluíram que macieiras adultas cultivadas em São Joaquim em altitudes superiores a 1.360m não necessitam de aplicação de indutores de brotação. A brotação das gemas terminais não foi influenciada pelos tratamentos estudados (Tabela 1), provavelmente pela menor necessidade de frio hibernal dessas gemas em comparação com as gemas axilares. A alta heterogeneidade de brotação indica uma má qualidade da brotação axilar e no presente estudo, todos os tratamentos induziram uma brotação mais homogênea (Tabela 1), mesmo com baixo acúmulo de frio hibernal 559 h. O fruit set foi significativamente reduzido pelos tratamentos Erger + NCa (2 e 3%), não diferindo de CH (0,25%) + OM (3%). O fruit set pode estar negativamente relacionado com a intensidade de brotação, muito provavelmente pela maior competição da nova ramificação com o desenvolvimento dos frutos. Tabela 1. Brotação axilar (BA) e terminal (BT), índice de heterogeneidade de brotação axilar (IHBA) e fruit set (FS) de macieiras 'Fuji Suprema' tratadas com diferentes indutores de brotação, safra 2015/2016. Tratamento BA BT IHBA (%) (%) (%) FS Controle 47,8 b 82,0 ns 57,7 a 2,0 a Erger + NCa 2% 76,9 a 91,6 23,6 b 1,1 b Erger + NCa 3% 77,5 a 84,5 15,7 b 0,6 b Erger 1% + OM 2% 74,8 a 88,3 19,4 b 1,9 a Erger 1% + OM 3% 73,8 a 93,6 21,5 b 2,1 a CH 0.25% + OM 3% 81,9 a 87,1 14,3 b 1,3 ab p >0,001 0,788 >0,001 0,003 *Letras diferentes na coluna, diferem significativamente pelo teste de Duncan (p<0,05). ns = não significativo. A brotação axilar aumenta consideravelmente com o uso dos indutores testados, ao passo que não afetam a brotação das gemas terminais. O fruit set é reduzido com a utilização de indutores de brotação nas seguintes combinações: Erger + NCa (2 e 3%) e CH (0,25%) + OM (3%). Iuchi, V.L.; Iuchi, T.; Brighenti, E. e Ditrich, R. Rev. Bras. Frutic., 2002, 24: Petri, J.L.; Leite, G.B.; Couto, M.; Gabardo, G.C. e Hawerroth, F.J. Acta Hort., 2014, 1042:

139 Desfolha da videira melhora o índice de fertilidade da variedade Cabernet Sauvignon cultivada em regiões de elevada altitude de Santa Catarina Lucas Comachio 1*, Douglas André Wurz 2, Betina Pereira de Bem 2, Ricardo Allebrandt 2, José Luiz Marcon Filho 2, Alberto Fontanella Brighenti 3, Adrielen Canossa 2, Maytê Cechetto 1, Aike Anneliese Kretzschmar 4 1 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (IC). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC. [email protected]; 2 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (PG). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC; 3 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (PQ). Rua João Araújo Lima, 102, , São Joaquim, SC; 4 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (PQ). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC. Palavras Chave: desfolha, produtividade, região de altitude, estágio fenológico, poda verde. Nas regiões de elevadas altitudes de Santa Catarina, encontram-se condições edafoclimáticas, de elevada disponibilidade hídrica (Bem et al., 2016) e solos com altos teores de matéria orgânica que promovem o excessivo crescimento vegetativo em detrimento do desempenho produtivo das videiras. Portanto é necessário buscar alternativas de manejo da videira que propiciem um aumento da fertilidade de gemas e, consequentemente, uma maior produtividade dos vinhedos. Nesse contexto, o objetivo desse trabalho é verificar a influência de diferentes épocas de desfolha no índice fertilidade e produtividade da videira Cabernet Sauvignon cultivada em regiões de elevada altitude de Santa Catarina. O presente estudo foi realizado nas safras 2015 e 2016, em um vinhedo comercial de Cabernet Sauvignon (coordenadas 28º 17' 39" S e 49º 55' 56" O, a 1.230m de altitude), situado no munícipio de São Joaquim Santa Catarina. Os tratamentos consistiram na realização da desfolha, expondo a região dos cachos em cinco diferentes estágios fenológicos: plena florada, baga chumbinho, baga ervilha, virada de cor, 15 dias após a virada de cor e plantas sem desfolha (testemunha). A produtividade estimada (t ha -1 ) foi obtida através da multiplicação da produção por planta pela densidade de plantio (2222 plantas ha -1 ). O índice de fertilidade foi obtido pela relação entre o número de cachos por planta e número de ramos por plantas, determinados no momento da colheita. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso, com quatro blocos e cinco plantas por blocos. As variáveis foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e quando detectadas efeitos de tratamento, procedeuse o Teste Scott Knott a 5% de probabilidade de erro. A retirada das folhas nas regiões dos cachos promovem uma maior exposição das gemas à radiação solar afetando a fertilidade das gemas e, consequentemente, contribuindo para o aumento do número de cachos por ramo (Tabela 1), além de promover incremento de produtividade (Tabela 2). Tabela 1. Influência da época de desfolha no número de cachos e número de ramos da videira Cabernet Sauvignon cultivada em regiões de elevada altitude durante as safras 2015 e Época de Desfolha Número de Cachos (cachos planta-1) Número de Ramos (ramos planta-1) Plena Florada 26 ns 18 a 31 a 26 a Baga Chumbinho a 33 a 28 a Baga Ervilha b 34 a 29 a Virada de Cor b 32 a 35 b 15 dias após Virada de Cor a 34 a 40 b Sem Desfolha a 32 a 26 a CV (%) 11,3 12,5 10,2 11,7 *Médias seguidas da mesma letra, na coluna, não diferem entre si pelo teste Scott Knott a 5% de probabilidade de erro. Tabela 2. Influência da época de desfolha no índice de fertilidade e produtividade da videira Cabernet Sauvignon cultivada em regiões de elevada altitude durante as safras 2015 e Índice de Fertilidade Produtividade (T ha-1) Época de Desfolha (cachos ramo -1) Plena Florada 0,82 ns 0,77 b 2,4 a 2,6 a Baga Chumbinho 0,87 0,72 b 3,0 b 4,2 b Baga Ervilha 0,90 1,10 d 3,7 c 4,9 c Virada de Cor 1,00 0,90 c 5,0 d 5,6 c 15 dias após Virada de Cor 0,75 0,60 a 3,0 b 3,2 a Sem Desfolha 0,87 0,61 a 3,4 c 2,9 a CV (%) 9,8 9,2 10,7 12,7 *Médias seguidas da mesma letra, na coluna, não diferem entre si pelo teste Scott Knott a 5% de probabilidade de erro. A produtividade da Cabernet Sauvignon é superior em plantas desfolhadas nos estádios fenológicos baga ervilha e virada de cor. Quando realizada no estádio fenológico plena florada resulta em redução da produtividade. A desfolha realizada nos estádios fenológicos baga ervilha e virada de cor propiciam incremento do índice de fertilidade no ano subsequente a realização do manejo da desfolha da videira Cabernet Sauvignon em regiões de elevada altitude de Santa Catarina. Bem, B.P., Bogo, A., Everhart, S.E., Casa, R.T., Gonaçalves, M.J., Marcon Filho, J.L., Rufato, L., Silva, F.N., Allebrandt, R. Effect os four training systems on the temporal dynamics of downy mildew in two grapevine cultivars in southern Brazil. Tropical Plant Pathology, 2016, v.41, p

140 Desempenho de macieiras Imperial Gala em diferentes porta-enxertos, na região de São Joaquim/SC Bruno Carra 1, Mateus S. Pasa 2, Alberto F. Brighenti 2, Carina P. da Silva 3, Marlise Nara Ciotta 2, Zilmar S. Souza 2, José Masanori Katsurayama 2 1 UFPel Programa de Pós-graduação em Agronomia (Doutorando), Campus Universitário, sn, , Capão do Leão, RS. [email protected]. 2 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (Pesquisador). Rua João Araújo Lima, 102, , São Joaquim, SC. 3 Autônoma (Doutora), Rua José de Souza Borges, 27, , São Joaquim, SC. Palavras Chave: Malus domestica Borkh., série CG, série JM, produtividade. Em função das características dos solos da região de São Joaquim (pedregosos, rasos e com afloramento de rochas), o porta-enxerto Marubakaido, devido a sua boa adaptação, ainda é o mais utilizado, mas em médias densidades de plantio. Recentemente, a combinação desse portaenxerto com o filtro de M9, tem possibilitado o maior adensamento de plantio. No entanto, outras alternativas de porta-enxerto devem ser estudadas. Dentre os porta-enxertos atualmente disponíveis, os da série americana CG apresentam algumas características de grande interesse como resistência ao pulgão lanígero, tolerância a doença do replantio, menor vigor, entre outras (Fazio et al., 2013). Além disso, os porta-enxertos da série JM também apresentam algumas características de interesse para a região de São Joaquim. O objetivo desse estudo foi avaliar o desempenho de macieiras Imperial Gala em diferentes porta-enxertos, na região de São Joaquim/SC. O experimento foi realizado na Estação Experimental de São Joaquim (28º17 39 S, 49º55 56 W, altitude: 1.415m) na safra 2014/15. O pomar de Imperial Gala foi implantado em 2010, em espaçamento de 1,5 x 4,5m (1482 plantas ha -1 ). As plantas foram conduzidas em líder central. Os tratamentos consistiram em diferentes portaenxertos: Marubakaido/M9, CG.008, CG.814, CG.210, CG.56, CG.969, CG.24, JM.2 e JM.7. O delineamento experimental utilizado foi de casualização por blocos, com quatro repetições de cinco plantas cada. No momento da colheita todos os frutos de cada planta foram pesados e a produtividade estimada com base no número de plantas por hectare. A área da seção transversal do tronco (ASTT) foi calculada através da seguinte fórmula: ASTT= pi.r 2, em que pi = 3,1416 e r (raio)= d/2, em que d=diâmetro de tronco. O diâmetro de tronco foi mensurado com auxílio de um paquímetro digital no final do ciclo de crescimento. A análise de variância foi realizada pelo teste F e, quando este foi significativo, os dados foram submetidos à comparação de médias pelo teste de Scott-Knott ao nível de 5% de probabilidade de erro. As maiores produções por planta e produtividades foram obtidas com porta-enxertos Marubakaido/M.9, CG.008, CG.814, CG.210, CG.56 e JM.2. A maior ASTT foi observada com Marubakaido/M.9 e menor com CG.969 e CG.24 (Tabela 1). Tabela 1. Desempenho de macieiras Imperial Gala em diferentes porta-enxertos. 1 Porta-enxerto Produção por Produtividade planta (kg) (ton ha -1 ) ASTT (cm -2 ) Marubakaido/M a 36.0 a 72.9 a JM a 36.6 a 59.5 b CG a 41.2 a 39.5 c CG a 30.5 a 35.4 c CG a 33.7 a 42.6 c CG a 28.5 a 32.1 c JM b 20.3 b 25.4 d CG b 13.1 b 14.3 e CG b 12.2 b 13.9 e p <0.001 <0.001 < Médias seguidas de mesma letra, nas colunas, não diferem entre si, pelo teste de Scott Knott a 5% de probabilidade. ASTT: área da seção transversal do tronco. Embora nenhum porta-enxerto tenha apresentado maior produtividade do que as plantas enxertadas na combinação Marubakaido/M.9, os portaenxertos que apresentaram produtividade similar a tal combinação são menos vigorosos. Isso mostra que esses porta-enxertos possuem potencial para incrementar a produtividade da cultivar estudada, uma vez que, o menor vigor conferido permite o aumento da densidade de plantio. Com base nos resultados obtidos, e nas observações a campo, os porta-enxertos com maior potencial para a região de São Joaquim são o CG.814 e CG.210. Embora apresentem bom desempenho, CG.008 e CG.56 têm mostrado índice de rebrote similar a Marubakaido/M.9, o que pode limitar a utilização. Macieiras Imperial Gala são mais produtivas quando enxertadas em Marubakaido/ M.9, JM.2, CG.008, CG.814, CG.210 e CG.56. Os portaenxertos CG.008, CG.814, CG.210 e CG.56 reduzem o vigor da cultivar copa, porém, sem reduzir a produtividade. Fazio, G.; Aldwinckle, H.S; Robinson, T.L. New York Fruit Quart., 2013,

141 Produção e qualidade de uva Vênus sob cobertura em função da irrigação Anderson R. Webler 1, Toshio Nishijima 2, Arthur de Carvalho Moretto 3, João Antônio de Cristo 3, Leonardo Antônio Thiesen 1, Marcos Vinicius Marques Pinheiro 4 1 Universidade Federal de Santa Maria - Campus Frederico Westphalen (PG). Linha 7 de setembro, BR 468, Km 40, , Frederico Westphalen-RS. [email protected]; 2 Universidade Federal de Santa Maria (PQ), Av. Roraima, 1000, Prédio 42, Campus UFSM, Camobi, , Santa Maria-RS. 3 Universidade Federal de Santa Maria Campus de Frederico Westphalen (IC), Linha 7 de setembro, BR 468, Km 40, , Frederico Westphalen-RS. 4 Universidade Federal de Santa Maria Campus de Frederico Westphalen (PQ), Linha 7 de setembro, BR 468, Km 40, , Frederico Westphalen-RS. Palavras Chave: Vitis vinífera, evapotranspiração, cultivo protegido, sólidos solúveis totais, O uso de irrigação e cobertura plástica são pouco comuns em cultivos de videira. Apesar de ter chuvas constantes, a irrigação permite suprir a necessidade das plantas em pequenos períodos de estiagem, garantindo elevada produção. Já o uso de cobertura plástica permite diminuir a incidência de doenças, bem como gerar um microclima capaz de influenciar a qualidade da produção (Chavarria et al, 2011). Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a influência de níveis de irrigação na produção e qualidade de uvas da cultivar Vênus sob cobertura. O presente trabalho foi realizado na área experimental do setor de fruticultura do Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria, em Santa Maria - RS, clima Cfa - sub-tropical úmido (Alvares et al., 2013). Foram utilizadas plantas de videira da cultivar Vênus, com oito anos de idade, conduzidas no sistema semi-latada, espaçamento de 2,5x1,5m, com cobertura de filme plástico de 150 micras, colocado acima do dossel das plantas na forma de túnel alto. O experimento foi conduzido no delineamento blocos ao acaso, com três blocos e seis repetições. Os tratamentos consistiram de cinco níveis de irrigação suplementar, 0%, 50%, 75%, 100% e 125% da reposição da Evapotranspiração da cultura (ETc), calculada pela relação do coeficiente de cultura (Kc) com a Evapotranspiração de referência (Eto) estimada pelo método de Penman-Monteith (Allen et al., 1998), utilizando os dados da estação climatológica do INMET de Santa Maria - RS. A colheita foi realizada na segunda semana do mês de janeiro de Foi avaliada a produção através da determinação da massa fresca de uvas por planta, assim como os fatores qualitativos: sólidos solúveis totais (SST) através de refratômetro e ph, através de phmetro. Os dados foram submetidos à análise de variância e à regressão. A produção de uvas por planta foi afetada pelo uso da irrigação suplementar, de modo que o tratamento com irrigação de 125% da ETc apresentou a maior produção, com média de 9906 g planta -1, e sem irrigação com 5837 g planta -1, com diferença de 4069 g planta -1 (Figura 1). Figura 1. Produção de uvas, cultivar Vênus, em função dos níveis de irrigação. A análise de variância não mostrou diferença significativa para o ph das frutas, entre os tratamentos. Os valores de SST foram decrescentes com o aumento dos níveis de irrigação, variando de 17,6 a 15,3, para os tratamentos sem irrigação e com 100% da ETc, respectivamente (Figura 2). Figura 2. Teor de Sólido Solúveis Totais em uvas, variedade Vênus, função dos níveis da irrigação. Houve incremento na produção de uvas conforme aumentaram os níveis de irrigação. Não houve interferência dos níveis de irrigação no ph, no entanto, os níveis mais elevados desta reduziram os teores de sólidos solúveis totais das uvas. Allen, R. G., Pereira, L. S., Raes, D., Smith, M. Crop evapotranspiration - Guidelines for computing crop water requirements. FAO. Irrigation and Drainage. Paper; 56. Rome, FAO. Alvares, C. A., Stape, J. L., Sentelhas, P. C., De Moraes, G., Leonardo, J., Sparovek, G. Köppen's climate classification map for Brazil. Meteorologische Zeitschrift, 2013, v.22, n.6, p Chavarria, G.; Santos, H. P. Dos; Zanus, M. C.; Marodin, G. A. B.; Zorzan, C.. Cobertura Plástica sobre o vinhedo e suas influências nas características físico-químicas do mosto e do vinho. Revista. Brasileira de Fruticultura, 2011, v. 33, n. 3, p

142 Sistema de condução utilizado na produção de pêssegos com a cultivar Della Nonna nas condições edafoclimáticas de Chapecó Mateus V. dos Santos¹*, Alison Uberti², Adriana Lugaresi², Jean do Prado³, Bachelor Louis³, Gian C. Girardi³, Clevison L. Giacobbo⁴ ¹UFFS (PG), Mestrando Programa de Pós Graduação em Ciência e Tecnologia Ambiental (PPGCTA), Campus Erechim. Rodovia SC 484, Km 02, Fronteira Sul, , Chapecó, SC. [email protected], ²UFFS (IC). Bolsista UFFS/FAPESC. Rodovia SC. 484, Km 02, Fronteira Sul, , Chapecó, SC. ³ UFFS (IC). Rodovia SC. 484, Km 02, Fronteira Sul, , Chapecó, SC. ⁴UFFS (PQ). Prof. Dr. Agronomia/PPGTA. Campus Chapecó. Rodovia SC 484, Km 02, Fronteira Sul, , Chapecó, SC. Palavras Chave: Prunus persica, condução de plantas, pessegueiro. A persicultura possui grande importância para a fruticultura de clima temperado e, consequentemente, para a fruticultura brasileira (ZANETTE; BIASI, 2004). Essencialmente, os sistemas alternativos de condução em pessegueiro, podem ser alcançadas as facilidades de operacionalização de práticas como poda, raleio e colheita, aumento da eficiência dos tratamentos fitossanitários, dentre outros. (EMBRAPA, 2003). Considerando que o sistema de condução é um dos fatores condicionantes na produção frutícola e tendo em vista que pode causar modificações no desenvolvimento da planta e de frutos, o objetivo do trabalho foi avaliar a cultivar Della Nonna na produção de pêssegos, conduzidos em Líder Central, Y e Taça. O experimento foi realizado no pomar, área de fruticultura na área experimental da UFFS, campus Chapecó, SC. A coleta de dados ocorreu no ano de 2016, sendo o pomar implantado em A cultivar de pessegueiro utilizado no referido estudo foi a "Della Nonna. O espaçamento de plantio e o sistema de condução é de 5 x 0,8m em Líder Central, 5 x 1,5m em ípsilon (Y) e 5 x 3,5m em Taça. Respectivamente representando 2.500, e 571 plantas.ha -1. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, com três repetições. Cada bloco aloca os três tipos de condução, com três blocos, sendo cada repetição representada por cinco plantas. Foram avaliados o tamanho médio de fruto (TMF), número de frutos por planta (NFP) e a produtividade estimada (ton.ha -1 ). Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas entre si pelo teste Tukey, a 5% de significância. A relação com o tamanho médio de frutos nos três sistemas de condução avaliados, não apresentaram diferenças significativas. Já para o número médio de frutas por planta, houve diferenças significativas, sendo que o sistema de condução do tipo Taça apresentou maior número de frutas (182,87), seguidos do sistema Y (100,67) e Líder Central (66,47). Vale ressaltar que a diferença foi de 275% entre o sistema com maior número de frutos por planta em comparação ao menor. Na produtividade, foi verificado que houve influência quanto ao sistema adotado, sendo que nas plantas conduzidas em Líder Central, se observou maior produtividade (19,69 ton.ha -1 ) em comparação aos outros sistemas (Tabela 1). Tabela 1. Diferentes sistemas de cultivo de pessegueiro cv. Della Nonna, avaliado ao tamanho médio de fruto (TMF), número de frutos por planta (NFP) e produtividade estimada. Chapecó,SC, Sistema TMF Produtividade NFP de Cultivo (cm³) (ton.ha -1 ) Líder 3,18 ns 66,47c* 19,69 a* Central Y 3,33 100,67 b 12,45 b Taça 3,33 182,87 a 8,63 c CV (%) 7,76 7,94 6,34 *Letras distintas na coluna, diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de significância. Não significativo. ns O sistema conduzido em Líder Central apresenta maior produtividade dentre os sistemas avaliados. A condução em Taça (baixa densidade) apresenta maior produção por planta, no entanto, menor produtividade. O sistema conduzido em Y é intermediário em comparação aos demais sistemas de cultivo avaliados. EMBRAPA. Sistema de Produção de Pêssego de Mesa na Região da Serra Gaúcha. Bento Gonçalves, ISSN , Versão Eletrônica, ZANETTE, F.; BIASI, L. A. à fruteiras de caroço In: MONTEIRO, L. B.; MAY-DEMIO, L.L.; SERRAT, B.M.; MOTTA, A.C.; CUQUEL, F.L. ed. Fruteiras de caroço: uma visão ecológica. Curitiba: UFPR, p

143 Incidência de queimadura de sol em macieiras submetidas à aplicação de carbonato de cálcio Mariuccia Schlichting De Martin 1, José Luiz Petri 1, André Amarildo Sezerino 1, Gentil Carneiro Gabardo 2, Cristhian Leonardo Fenili 3 1 Epagri Estação Experimental de Caçador (PQ). Rua Abílio Franco, 1500, Bom Sucesso, , Caçador. [email protected]; 2 UDESC (PG). Avenida Luis de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC./ UNIARP (PQ) Rua Victor Baptista Adami, Centro, Caçador - SC; 3 UDESC (PG). Avenida Luis de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. Palavras Chave: Malus domestica Borkh, distúrbio fisiológico, coloração de frutos, Deccoshield. A queimadura de sol em maçãs é um distúrbio fisiológico associado à radiação solar excessiva nos frutos e as altas temperaturas. Dentre alguns dos requisitos para que os frutos obtenham um padrão adequado para o mercado consumidor, está a alta incidência de coloração vermelha associada à ausência de queimadura de sol. Diversos produtos que visam à cobertura do fruto têm sido avaliados na redução desse distúrbio (Aly et al., 2010). O carbonato de cálcio (CaCO3) em formulação líquida é uma alternativa que apresenta potencial para ser utilizada na cultura da macieira. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da aplicação de CaCO3 em formulação líquida sobre a incidência de queimadura de sol e qualidade visual de maçãs Fuji Suprema, Elenise e M-10/09. O experimento foi conduzido na Estação Experimental da Epagri de Caçador, SC, durante o ciclo 2016/2017. O delineamento experimental foi em blocos ao acaso, com seis repetições. Para as aplicações de CaCO3 líquido foi utilizado o produto comercial Deccoshield. Para Fuji Suprema foram avaliadas diferentes dosagens e número de aplicações (Tabela 1). Para as cultivares Elenise e M-10/09, foram avaliadas diferentes doses do produto, aplicadas em 10/02/2017. Após a colheita, os frutos foram passados em escovas para limpeza, simulando as condições de packing house. Em seguida, os mesmos foram avaliados em relação à incidência de queimadura de sol ausente, leve e severa (Figura 1), resíduo visível de CaCO3 e percentual de cor vermelha nos frutos. Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste Tukey (p<0,05). AUS E NT E L E V E S E V E R A Figura 1. Queimadura de sol em maçãs Fuji Suprema. Para as três cultivares avaliadas, a presença de resíduo nos frutos foi inferior a 1%, não diferindo entre tratamentos. A coloração dos frutos não foi afetada pela aplicação do produto. Maçãs M-10/09 apresentaram baixa ocorrência de queimadura de sol (inferior a 1,5% em todos os tratamentos), não diferindo estatisticamente. Com exceção apenas do CaCO3 2% aplicado uma única vez, todos os tratamentos proporcionaram menor incidência total de maçãs Fuji com queimadura de sol em comparação à testemunha (Tabela 1). A aplicação de CaCO3 3% e 4% proporcionou menor incidência de queimadura em comparação à testemunha e à aplicação de CaCO3 1%. Tabela 1. Análise de incidência total, de dano leve e de dano severo de queimadura de sol em macieiras Fuji e Elenise submetidas a diferentes doses e número de aplicações de CaCO3 líquido. Caçador, SC, Tratamento Incidência de Queimadura (%) Leve Severa Total Fuji Suprema Testemunha 20,91 a 23,44 a 44,36 a CaCO 3 4% uma aplicação * 8,89 b 8,08 b 16,97 b CaCO 3 2% duas aplicações ** 10,17 ab 11,55 b 21,71 b CaCO 3 2% uma aplicação *** 13,97 ab 16,11 ab 30,09 ab CaCO 3 1% quatro aplicações **** 10,86 ab 8,03 b 18,89 b CV (%) 24,9 22,5 10,6 Elenise Testemunha 10,86 a 4,96 ns 15,83 a CaCO 3 4% uma aplicação 5,16 c 3,49 8,65 bc CaCO 3 3% uma aplicação 5,52 bc 2,36 7,88 c CaCO 3 2% uma aplicação 10,28 ab 4,54 14,82 ab CaCO 3 1% uma aplicação 10,21 ab 6,53 16,74 a CV (%) 17,7 26,0 16,7 Médias seguidas pela mesma letra na vertical não diferem entre si pelo teste de Tukey (p<0,05). ns: não significativo (p>0,05). *Aplicação em 11/01/2017. **Aplicações em 11/01/2017 e 02/02/2017. ***Aplicação em 11/01/2017. ****Aplicações em 21/12/2016, 11/01/2017, 02/02/2017 e 22/02/2017. A aplicação de CaCO3 líquido 4% em única aplicação, 2% em duas aplicações e 1% em quatro aplicações é efetiva no controle de queimadura de sol em maçãs Fuji Suprema. A aplicação única de CaCO3 líquido 3% e 4% é efetiva na redução da incidência de queimadura de sol em maçãs Elenise. O CaCO3 líquido permanece nos frutos mesmo após as chuvas, todavia, não compromete a coloração e não deixa resíduos após o beneficiamento de maçãs Fuji Suprema e Elenise. Aly, M., El-Megeed, N.A., Awad, R.M. Reflective Particle Films Affected on, Sunburn, Yield, Mineral Composition and Fruit Maturity of Anna Apple (Malus domestica)trees. Res J Agric Biol Sci, 2010, v.6, n.1, p

144 XV ENCONTRO NACIONAL SOBRE FRUTICULTURA DE CLIMA TEMPERADO Influência da Metalose de cálcio em pêssegos da cv. Bolinha Diego B. Duarte 1*, Maximiliano Dini 2, Silvia Scariotto 3, Maria do Carmo Bassols Raseira 4 1 UFPel/FAEM (IC). Campus Capão do Leão, , Pelotas-RS. [email protected]; 1 UFPel/PPGA Embrapa Clima Temperado (PG). Rodovia 392, Km 78, Monte Bonito, , Pelotas-RS. [email protected]. 3 INRA-PACA Domaine Saint- Maurice (PQ). 67, Allée des Chênes, CS60094, 84143, Avignon-França. [email protected]. 4 Embrapa Clima Temperado (PQ). Rodovia 392, Km 78, Monte Bonito, , Pelotas-RS. [email protected]. Palavras Chave: Prunus persica (L.) Batsch, pós-colheita, qualidade de frutos, Monilinia fructicola (Wint.) Honey. Dentre as frutas de clima temperado, cultivadas comercialmente, o pessegueiro (Prunus persica) destaca-se como sendo uma das mais sensíveis ao manuseio e armazenamento, devido à fina epiderme que envolve a parte comestível. Seus frutos são climatéricos, com isso apresentam uma curta vida útil na pós-colheita, o que dificulta sua comercialização em mercados distantes (Darezzo, 1998). Aliado a isso, a falta de tecnologias adequadas de conservação para esses tipos de frutos tem ocasionado perdas enormes aos fruticultores, seguido de prejuízo ao consumidor, devido à escassez do produto e má qualidade dos mesmos, quando chegam aos locais de venda. Para a indústria de frutas em calda, a firmeza da polpa também é muito importante, para garantir um bom produto final. O cálcio tem importante papel na conservação pós-colheita, pois forma pontes entre os ácidos pécticos ou entre outros polissacarídeos dificultando o acesso e a ação de enzimas pectolíticas produzidas pelo fruto e que causam amaciamento, e dificulta também aquelas produzidas pelos fungos e bactérias que causam deterioração da polpa (Yamamoto et al., 2011). Este trabalho teve como objetivo avaliar a influência da aplicação de Metalose de cálcio na firmeza dos frutos da cv. Bolinha, assim como sobre a resistência à podridão-parda. Para o experimento, foram utilizadas dez plantas da cv. Bolinha do banco de germoplasma da Embrapa Clima Temperado, Pelotas-RS. Foram realizadas três aplicações de Matalose de cálcio (MCa) (concentração de 1,5% do produto comercial), em cinco plantas, com intervalos de três semanas cada. As avaliações foram realizadas em frutos no estádio de maturação comercial, colhidos pela manhã. Foram utilizados 20 frutos, sendo 10 de plantas tratadas com MCa e 10, sem aplicação de MCa. A firmeza, medida em lb, foi mensurada com penetrômetro na região equatorial de cada fruto, em ambos os lados. Para testar a resistência à podridão-parda, foram inoculados 20 frutos de plantas com e 20 de plantas sem aplicação de MCa, com uma suspensão de 2,5x10 4 conídios ml -1 de Monilinia fructicola. Após 72 horas da incubação em Fitotron a 23 C±1 C, 75% umidade relativa e 12 horas de fotoperíodo, foram avaliadas a incidência e severidade da doença. As médias foram comparadas pelo teste t de Student, a 5% de probabilidade de erro. Houve diferença significativa na firmeza da polpa dos frutos da cv. Bolinha quando estes foram tratados com Metalose de cálcio (Tabela 1). Houve um acréscimo de 1,28 libras na firmeza nos frutos provenientes de plantas em que foram realizadas aplicações de cálcio, o que pode ser uma forma de aumentar a firmeza dos frutos e melhorar a sua qualidade final. Em relação à incidência e severidade à podridão-parda, não existiram diferenças significativas entre os frutos com e sem aplicação de MCa. Isto pode ser devido à cv. Bolinha já possuir boa resistência em relação à doença. Sua resistência se deve, principalmente, à compactação das células da epiderme e espessura da cutícula, principal barreira ao patógeno (Feliciano et al., 1987). O tratamento deve ser testado em genótipos mais suscetíveis. Tabela 1. Dados de firmeza da polpa e de incidência e severidade da podridão-parda, em frutos com e sem aplicação de Metalose de cálcio (MCa). Variáveis Com MCa Sem MCa Firmeza (lb) 10,43* 9,15 Incidência de lesão (%) 94,12 70,00 Lesão (mm) 25,04 ns 19,10 Incidência de esporulação (%) 11,76 20,00 Esporulação (mm) 1,79 ns 4,43 *Médias estatisticamente diferentes pelo teste t (p 0,05); ns Médias sem diferenças significativas pelo teste t (p 0,05). Frutos tratados com Metalose de cálcio apresentaram maior firmeza. Não houve diferença quanto à incidência e severidade à podridão-parda. À Embrapa Clima Temperado. Darezzo, H. M. Conservação pós-colheita de pêssegos Aurora-1 e Biuti acondicionados em diferentes embalagens e armazenados sob condições de ambiente e refrigeração p Dissertação (Mestrado em Agronomia) Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista, Jaboticabal, Feliciano, A.; Feliciano, A.J.; Ogawa, J.M. Monilinia fructicola resistance in peach cultivar Bolinha. Phytopathology, St. Paul, v.77, p , Yamamoto, E. L.; Ferreira, R. M.; Fernandes, P. L. O.; Albuquerque, L. B.; Alves, E. O. Função do cálcio na degradação da parede celular vegetal. Revista Verde, Mossoró, v.6, n.2, p.49-55,

145 Pulverizações com boro aumentam os teores de cálcio na epiderme dos frutos Flávia Denise Coldebella 1*, Milton C. Coldebella 1, Paulo Roberto Ernani 2, Jaqueline M. Gerber 1, Camyla Kuhnen 3 1 UDESC Universidade do Estado de Santa Catarina (PG). Avenida Luís de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. [email protected]; 2 UDESC Universidade do Estado de Santa Catarina (PQ). Avenida Luís de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. 3 UDESC Universidade do Estado de Santa Catarina (IC). Avenida Luís de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. Palavras Chave: Malus domestica Borkh, nutrição de frutíferas, distúrbios fisiológicos. A ocorrência de distúrbios fisiológicos durante o armazenamento de maçãs é um dos principais fatores de perdas pós-colheita. Baixas concentrações de cálcio (Ca) geralmente estão associadas a incidência de distúrbios como o bitter pit (Amarante, et al., 2006), sendo que a amostragem da casca apresenta melhor capacidade de predição do distúrbio (Amarante, et al., 2009). Wojcik, et al., (1999) reporta que aplicações com boro (B) aumentam a concentração de Ca nos tecidos, podendo assim, diminuir a ocorrência de distúrbios durante o armazenamento. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da pulverização com H3BO3, nos teores de B e Ca na epiderme de maçãs Imperial Gala. O experimento foi conduzido em pomar comercial, com macieiras Imperial Gala no município de Vacaria RS, durante o ciclo 2015/2016. O delineamento experimental foi em blocos ao acaso, com 4 repetições. Os tratamentos consistiram em duas pulverizações com H3BO3, espaçadas equidistantemente até a data de colheita, nas doses 0,0; 0,15; 0,30 e 0,45%. No momento da colheita comercial, uma fina camada da epiderme, apenas da porção distal, foi retirada dos frutos. Esta porção foi triturada, homogeneizada e encaminhada para análise de boro (B) e cálcio (Ca). Os dados foram submetidos a análise por regressão linear. A aplicação com doses crescentes de H3BO3, em pré-colheita, resultou no aumento dos teores de B encontrados na epiderme dos frutos. Ao mesmo tempo, o Ca também mostrou incremento no tecido avaliado, seguindo o mesmo comportamento encontrado para o B. O aumento foi de 45% para o B e de 14% para o Ca encontrado nos frutos submetidos a pulverizações com a maior dose em relação aos frutos que não receberam nenhuma aplicação. A maior concentração de Ca em função da aplicação com B pode ser resultado do efeito sinérgico entre estes nutrientes (Wójcik, et al., 1999). O B forma complexos B-sorbitol, que é translocado das folhas em direção aos frutos (Brown, et al., 1995), podendo assim, transportar simultaneamente o Ca, aumentando sua concentração nos frutos. Figura 1. Teores de boro (B) e cálcio (Ca) na epiderme, em maçãs Imperial Gala submetidas aplicações com doses crescentes de H3BO3 em pré-colheita. A pulverização com H3BO3 promove aumento nos teores de Ca encontrados na epiderme dos frutos. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), a Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e a empresa Frutival. AMARANTE, C.V.T. do; CHAVES, D.V.; ERNANI, P.R. Análise multivariada de atributos nutricionais associados ao "bitter pit" em maçãs 'Gala'. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v.41, p , AMARANTE, C.V.T.; ERNANI, P.R.; STEFFENS, C.A. Predição de "bitter pit" em maçãs 'Gala' por meio da infiltração dos frutos com magnésio. Revista Brasileira de Fruticultura, v.31, p , BROWN, P.H.; HU, H. Phloem Mobility of boron is Species Dependent: Evidence for Phloem Mobility in Sorbitol-rich Species. Annals of Botany, v.77, p , WOJCIK, P.; CIESLINSKI, G. & MIKA, A. Apple yield and fruit quality as influenced by boron applications. Journal of Plant Nutrition, v.22, p ,

146 Avaliação de cultivares de framboeseira no Oeste Catarinense Adriana Lugaresi 1*, Alison Uberti 1, Jean do Prado 2, Gian Carlos Girardi 2, Alice Silva Santana 2, Bachelor Louis 2, Maike Lovatto 2, Clevison Luiz Giacobbo 3 1 UFFS (IC). Bolsista UFFS/FAPESC. Rodovia SC. 484, Km 02, Fronteira Sul, , Chapecó, SC, [email protected]; 2 UFFS (IC). Rodovia SC. 484, Km 02, Fronteira Sul, , Chapecó, SC; 3 UFFS (PQ). Prof. Dr. Agronomia/PPGTA. Campus Chapecó. Rodovia SC 484, Km 02, Fronteira Sul, , Chapecó, SC. Palavras Chave: Rubus ideaus L., qualidade de frutas, desempenho. As pequenas frutas tem despertado interesse dos consumidores pelo seu valor nutricional, além de possuir propriedades nutracêuticas, possibilitando uma alternativa de geração de renda aos produtores rurais (RASEIRA et al., 2004). A framboeseira (Rubus ideaus L.) é uma cultura de baixo custo de investimento para implantação, tem alto retorno econômico em um curto espaço de tempo, podendo ainda ser adicionado um valor agregado quando utilizadas em outros produtos. Com o melhoramento genético, busca-se encontrar seleções de espécies que se adequem de acordo com o clima de cada região de cultivo (TEZOTTO-ULIANA; KLUGE, 2013). O objetivo com este trabalho foi avaliar o comportamento de duas cultivares de framboeseira no Oeste Catarinense. O experimento foi conduzido na área experimental da Universidade Federal da Fronteira Sul, Campus Chapecó, no ciclo produtivo de 2016/17. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com 10 repetições, cada uma composta por uma planta. Avaliou-se diferentes cultivares de framboeseira, sendo as cultivares Heritag e Fall Gold. As variáveis analisadas foram massa fresca média de fruta (g), teor de sólidos solúveis ( Brix) avaliado com auxílio de um refratômetro digital e tamanho médio da fruta (cm 3, ), avaliado através de deslocamento de água, sendo adicionados um volume conhecido em uma proveta de 50 ml ( + 1ml) e após adicionado as frutas, a diferença de volume foi então dividido pelo número de frutas adicionadas. Os dados foram submetidos à análise de variância, e quando significativos as médias foram comparadas entre si pelo teste Tukey, a 5% de probabilidade. Com relação ao massa fresca média das frutas a cultivar Fall Gold apresentou-se significativamente superior (17,28%) a massa fresca média da cultivar Heritage, sendo um bom indicativo de valor comercial na hora da venda do produto. Já a cultivar Heritage se destacou no teor de sólidos solúveis, com uma média de 7,35 ºBrix, sendo superior a cv. Fall Gold. Por tanto, se for utilizada para o consumo in natura, a cv. Heritage é mais indicada para esta finalidade. Quando avaliou-se o tamanho médio de frutas não verificou-se diferenças entre as duas cultivares (Tabela 1). Tabela 1. Análise do desempenho das cultivares Heritage e Fall Gold no Oeste Catarinense, em relação a massa fresca média de frutas (MFMF), sólidos solúveis (SS) e tamanho médio de frutas (TMF). Chapecó, SC, Cultivar MFMF (g) SS ( Brix) TMF (cm 3 ) Heritage 1,62 b* 7,35 a 1,98 ns Fall Golld 1,90 a 6,82 b 2,00 CV (%) 9,58 5,35 14,07 *Letras distintas na coluna, diferem estatisticamente entre si pelo teste de Tukey a 5% de significância. ns não significativo. As duas cultivares apresentaram, embora diferindo em algumas variáveis, bons resultados nas condições do Oeste Catarinense, sendo uma opção para diversificação de cultivos e geração de renda. À FAPESC pelo fomento à pesquisa e UFFS pelo financiamento de bolsas de estudo. RASEIRA, M. C. B. et al.. Aspectos técnicos da cultura da framboeseira. Pelotas: Embrapa, 24p., (Documentos 120). TEZOTTO-ULIANA, J. V.; KLUGE, R. A. Framboesa: cultura alternativa para pequenas propriedades rurais em regiões subtropicais. Piracicaba: ESALQ - Divisão de Biblioteca, 33 p., (Série Produtor Rural, nº 55) 121

147 Anatomia foliar de plantas de macieira tratadas com reguladores de crescimento Miriam Petrykowski 1, Gentil Carneiro Gabardo 2, Mariuccia Schlichting De Martin 3, José Luiz Petri 3, André Amarildo Sezerino 3, Cristhian Leonardo Fenili 4 1 UNIARP (IC) Rua Victor Baptista Adami, 800 Centro, Caçador-SC, [email protected]; 2 UDESC (PG), Lages-SC / UNIARP (PQ), Caçador SC; 3 Epagri Estação Experimental de Caçador (PQ), Caçador-SC. 4UDESC (PG); Lages-SC. Palavras Chave: Prohexadione de Cálcio, Trinexapac-etil, densidade estomática. Na cultura da macieira, o uso de reguladores de crescimento, além de controlar o vigor das plantas e melhorar a qualidade dos frutos pela maior exposição à luz, também pode melhorar o manejo sanitário. Alterações anatômicas em ramos e frutos de plantas tratadas com reguladores de crescimento são frequentemente relatadas. No entanto, há pouca informação relacionada às alterações nas estruturas foliares. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da aplicação dos redutores de crescimento Prohexadione de Cálcio (PCa) e Trinexapac-etil (TE), sobre o número e tamanho de estômatos presentes na face abaxial das folhas. O ensaio foi desenvolvido em pomar experimental localizado no município de Caçador, SC, com a cultivar de macieira Castel Gala, durante o ciclo produtivo de 2016/2017. O experimento foi conduzido em delineamento experimental de blocos causualizados, com 8 tratamentos e 5 repetições. Cada repetição foi composta de uma planta. Os tratamentos testados foram: TE 400 mg L -1 na plena floração; TE 200 mg L -1 ramos com 10 cm; TE 400 mg L -1 ramos com 30 cm; Testemunha; TE 200 mg L -1 ramos 30 cm; TE 200 mg L -1 em plena floração; TE 400 mg L -1 ramos com 10 cm; PCa 330 mg L -1 ramos com 30 cm. As variáveis analisadas foram a densidade estomática e a área média de estômatos (imagens obtidas pela técnica de impressão de epiderme). Os dados foram submetidos a análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade. A aplicação de PCa 120g no momento em que a maioria dos ramos encontrava-se com 30 cm aumentou a densidade dos estômatos da face abaxial das folhas de macieiras, em comparação às plantas não tratadas (testemunha). As plantas tratadas com TE apresentaram grande variabilidade entre as doses e épocas testadas, apresentando influência tanto na densidade quanto na área dos estômatos (Tabela 1 e Figura 1). Figura 1. Vista da face abaxial (aumento 40x 1,85mm 2 ) de folhas de macieiras Castel Gala : A) TE 400 mg L -1 na plena floração; B) TE 200 mg L -1 ramos com 10 cm; C) TE 400 mg L -1 ramos com 30 cm; D) Testemunha; E) TE 200 mg L -1 ramos 30 cm; F) TE 200 mg L -1 em plena floração; G) TE 400 mg L -1 ramos com 10 cm; H) PCa 330 mg L -1 ramos com 30 cm. Caçador-SC, Tabela 1: Número médio de estômatos e área média de estômatos em uma área de 1,85mm 2 na face abaxial das folhas de macieiras Castel Gala submetidas a diferentes tratamentos com redutores de crescimento, Caçador-SC, Tratamentos NME AME (µm -2 ) Testemunha 19.5 b a Trinexpac-etil 200 mg L -1 em plena floração 21.8 a a Trinexpac-etil 400 mg L -1 na plena floração 19.4 b a Trinexpac-etil 200 mg L -1 ramos com 10cm 16.6 b b Trinexpac-etil 400 mg L -1 ramos com 10 cm 22.8 a b Trinexpac-etil 200 mg L -1 ramos 30 cm 23.0 a b Trinexpac-etil 400 mg L -1 ramos com 30 cm 20.6 a b Prohexadione Cálcio 330 mg L -1 ramos com 30 cm 21.5 a a Média CV (%) 15,2 18,5 NME) Número médio de estômatos; AME) Área média dos estômatos. Medias seguidas de mesma letra, na coluna, não diferem entre si pelo teste de Scott-knott a 5% de probabilidade (P 0,05). A aplicação dos reguladores de crescimento Prohexadione de Cálcio e Trinexapac-etil podem promover alterações na densidade e tamanho dos estômatos em folhas de macieira. 122

148 Influência do anelamento de tronco nos aspectos produtivos e qualitativos da variedade Cabernet Franc Bruno Dalazen Machado 1, Alberto Fontanella Brighenti 2, Carolina Pretto Panceri 1, Emilio Brighenti 2, Maikely Paim Souza 1, Luiz Filipe Farias Oliveira 1, Edson Andrade Lima Junior 1, Henrique Nedio Demozzi 1 1 IFSC Instituto Federal de Santa Catarina - Câmpus Urupema (PQ); (IC). Bairro Senadinho, , Urupema, SC. [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected]; 2 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (PQ). Rua João Araújo Lima, 102, , São Joaquim, SC. [email protected], [email protected] Palavras Chave: Vitis vinífera; hormônios de crescimento; capacidade produtiva; carboidratos. O anelamento insere-se num conjunto de práticas que visam a manipulação do crescimento e a gestão da capacidade produtiva de fruteiras, agindo na interrupção da translocação da seiva no floema, aumentando o armazenamento de carboidratos na porção do ramo logo acima do corte, assim como, hormônios de crescimento produzidos pelo meristema e folhas jovens (Miller; Toworkoski, 2003). O equilíbrio entre giberelinas, auxinas e citocininas pode estar controlando a indução floral. O anelamento interfere no transporte polar da auxina ácido idolacético (AIA). Portanto, a interrupção do floema pelo anelamento, ocasiona a interrupção do fluxo de AIA para as raízes (Bangerth et al., 2000). O objetivo desse trabalho, foi avaliar o efeito do anelamento nos atributos produtivos e qualitativos da variedade Cabernet Franc. O trabalho foi realizado em um vinhedo comercial situado em São Joaquim Santa Catarina (28º17'39" S e 49º55'56" O, a 1.230m de altitude). A variedade avaliada foi a Cabernet Franc, conduzida em espaldeira, enxertada sobre o prota enxerto 1103P e plantada no espaçamento de 3,0 x 1,5 m em um vinhedo implantado em Os tratamentos consistiram de diferentes intensidades de corte de tronco, sendo: a) controle; b) anelamento simples executado na primavera; c) anelamento duplo executado na primavera; d) anelamento simples executado no verão; e) anelamento duplo executado no verão. O anelamento foi executado a uma altura de 20 cm do nível do solo e o segundo corte a 10 cm acima da primeira secção. Os aspectos produtivos e qualitativos avaliados foram: peso de cacho (g), comprimento de cacho (cm), diâmetro de baga (mm), Brix, Acidez (meq L -1 ), ph e produção por planta (Kg planta -1 ). O delineamento adotado foi de blocos ao acaso, com três repetições (parcelas). Cada parcela foi constituída por cinco plantas, sendo as duas plantas centrais foram utilizadas nas avaliações. Os dados foram submetidos à análise da variância (ANOVA) e ao teste Duncan a 5% de probabilidade de erro. Tabela 1. Peso de cacho (g), Produção planta -1 (Kg), diâmetro de baga (mm), para as diferentes intensidades de corte de tronco e épocas de execução, na variedade Cabernet Franc na safra agrícola 2016/17. Intensidade de corte Peso Produção Diâmetro cacho (g) planta -1 (Kg) baga (mm) Anel. Simples Primavera 80,8 c 2,3 a 11,9 b Anel. Duplo Primavera 124,4 a 1,6 a 12,8 b Anel. Simples Verão 140,2 a 2,2 a 13,9 a Anel. Duplo Verão 131,1 a 2,4 a 14,4 a Controle 89,3 bc 1,4 a 12,2 b CV (%) 18,6 34,2 3,8 Médias seguidas por letras minúsculas distintas na coluna diferem entre si pelo teste de Duncan a 5% de probabilidade de erro. Tabela 1. Sólidos Solúveis (Brix), Acidez (meq L -1 ), ph, para as diferentes intensidades de corte de tronco e épocas de execução, na variedade Cabernet Franc na safra agrícola 2016/17. Intensidade de corte Sólidos Acidez ph Solúveis meq L -1 Anel. Simples Primavera 21,8 a 130,3 b 3,05 a Anel. Duplo Primavera 19,3 b 142,7 ab 3,05 a Anel. Simples Verão 18,7 b 166,7 a 3,00 a Anel. Duplo Verão 19,4 b 148,0 ab 3,03 a Controle 22,1 a 133,3 b 3,05 a CV (%) 4,2 8,6 1,0 Médias seguidas por letras minúsculas distintas na coluna diferem entre si pelo teste Duncan a 5% de probabilidade de erro. - Os anelamentos simples e duplo, executados no verão, aumentam o diâmetro de bagas, aumentando o peso de cacho. - O maior diâmetro de bagas no anelamento simples e duplo, executados no verão, promoveram menor acúmulo de sólidos solúveis e menor concentração de ácidos nas bagas. Bangerth, F.; Li, C. J.; Gruber, J. Plant Growth Regulation., 2000, 32, Miller, S.S.; Tworkoski. PGRSA Quarterly., 2003, 31,

149 Produtos alternativos na indução de brotação das gemas de macieira cvs. Imperial Gala e Fuji Suprema Luan Mazzochi 1, Carine Cocco 1, Fernando José Hawerroth 2 1 UCS Universidade de Caxias do Sul (IC). Rua Francisco Getúlio Vargas, 1130, Petrópolis, , Caxias do Sul, [email protected], [email protected]; 2 Embrapa Uva e Vinho, , Bento Gonçalves RS, Brazil. fernando.hawerroth@ embrapa.br Palavras Chave: Malus domestica; dormência; homogeneidade de brotação. A macieira é uma planta de clima temperado que entra em dormência no inverno e necessita de horas de frio acumuladas para uma nova brotação das gemas (IUCHI, 2006). Nas condições climáticas encontradas no Brasil é necessário aplicar indutores de brotação nas gemas dormentes, sendo o mais utilizado a cianamida hidrogenada (CH), que é altamente tóxica e prejudicial à saúde humana (PETRI et al. 2006). O objetivo deste trabalho foi avaliar o desempenho dos indutores de brotação Erger e Syncron como alternativa ao uso de CH (Dormex ), na superação da dormência das gemas da macieira. O experimento foi conduzido no município de Bom Jesus, RS, em um pomar de macieiras das cultivares Imperial Gala e Fuji Suprema. Foram aplicados cinco tratamentos para indução de brotação: Testemunha (T1), Dormex 0,5% + Óleo Mineral (OM)3,5% (T2), Erger 1,5% + OM3,5% (T3), Erger 3% + Nitrato de Cálcio (NCa)3% (T4) e Syncron 2% + OM3,5% (T5), aplicados em 01/09/2016. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, com seis repetições por tratamento. Avaliou-se a brotação das gemas terminais (BGT), das gemas axilares no terço inferior (BGAI) e no terço superior da planta (BGAS), e a frutificação efetiva (FE). Os resultados foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas entre si pelo teste de Tukey a 5%. A brotação de gemas terminais na cultivar Imperial Gala foi menor na testemunha, diferindo dos demais tratamentos (Tabela 1). A brotação das gemas axilares no terço inferior da planta foi superior com a aplicação de Dormex, não diferindo dos tratamentos com Erger e Syncron. Para as gemas axilares, localizadas no terço superior da planta, T2, T3 e T4 apresentaram desempenho similar na superação da dormência. Já a frutificação efetiva não diferiu entre os tratamentos aplicados. Para a cultivar Fuji Suprema (Tabela 2), não houve variação entre os tratamentos, na indução de brotação das gemas terminais bem como na frutificação efetiva. No terço superior da planta, a maior porcentagem de brotação de gemas axilares foi obtida no tratamento com Dormex não diferindo dos demais indutores. No terço inferior da planta, Dormex e os tratamentos com Erger + NCa e Syncron apresentaram os maiores percentuais de brotação de gemas. Tabela 1. Porcentagem de gemas brotadas e frutificação efetiva para a cultivar Imperial Gala. Tratamentos Gemas brotadas (%) BGT BGAI BGAS FE (%) Testemunha 93,20 b 48,47 b 70,11 b 20,89 a Dormex 0,5% + OM 3,5% 98,55 a 78,59 a 92,78 a 6,13 a Erger 1,5% + OM 3,5% 98,75 a 66,90 a 89,49 ab 24,18 a Erger 3% + NCa 3% 97,30 a 71,15 a 86,94 ab 16,17 a Syncron 2% + OM 3,5% 98,03 a 63,18 ab 72,19 b 7,74 a *Médias seguidas por mesma letra não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro Tabela 2. Porcentagem de gemas brotadas e Tratamentos Gemas brotadas (%) BGT BGAI BGAS FE (%) Testemunha 95,26 a 40,84 b 31,48 a 76,96 a Dormex 0,5% + 96,78 a OM 3,5% 62,57 a 70,36 a 51,65 a Erger 1,5% + OM 3,5% 94,60 a 44,05 b 50,52 ab 115,52 a Erger 3% + NCa 3% 94,28 a 52,45 ab 55,73 a 44,56 a Syncron 2% + 95,50 a OM 3,5% 49,60 ab 51,32 a 76,47 a frutificação efetiva para a cultivar Fuji Suprema. *Médias seguidas por mesma letra não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro O Erger em associação com OM ou com NCa são alternativas eficazes à cianamida hidrogenada na superação da dormência. A aplicação de Syncron apresentou resultados inferiores ao Dormex, para as condições do experimento, sendo necessário estudos complementares com compostos baseados em Ácido Glutâmico. À EMBRAPA e à UCS pelo apoio e incentivo da pesquisa na fruticultura de clima temperado. Iuchi, V. L. Botânica e fisiologia. In: EPAGRI. A cultura da macieira. Florianópolis, SC: Pallotti, 2006, p Petri, J. L.; Palladini, L. A.; Pola, A. C. Dormência e indução a brotação em macieira. In: EPAGRI. A cultura da macieira. Florianópolis, SC: Pallotti, 2006, p

150 Arranjo de plantas de morango, cultivar San Andreas, em cultivo semi hidropônico Janice Valmorbida 1, Anderson F. Wamser 1, Janaína P. dos Santos 1, Walter F. Becker 1 1 Epagri Estação Experimental de Caçador (PQ). Rua Abílio Franco, 1500, Bom Sucesso, , Caçador. [email protected]. Palavras Chave: solução nutritiva, espaçamento, produtividade, estacas gotejadoras O morango (Fragaria ananassa Duch.) vem despertando o interesse de um número cada vez maior de produtores rurais, principalmente na agricultura familiar. O produtor visualiza na cultura a possibilidade de empregar mão de obra familiar, áreas menores, facilidade de comercialização nos mercados locais, além da possibilidade de cultivo praticamente o ano inteiro. Aliado a isso, a técnica de cultivo sem solo em bancadas favorece o trabalho diário com a cultura, facilitando os tratos culturais, diminuindo incidência de pragas e doenças, permitindo o trabalho mesmo em dias chuvosos, quando em estufas fechadas. O espaçamento e arranjo de plantas em morango é um fator pouco estudado no cultivo em substratos. Os diferentes tipos de arranjo adotados, assim como outros arranjos possíveis de plantas, podem interferir na ecofisiologia da cultura e, consequentemente, na produção de frutos. O objetivo desse trabalho foi testar diferentes arranjos de plantas cultivadas em slabs, no primeiro ano de cultivo. O experimento foi conduzido em ambiente protegido, em bancada simples com sacos de cultivo (slab), preenchidos com substrato comercial. Cada slab se utilizou dois gotejadores online com vazão 4 L/H. Em cada irrigação foi realizada a fertirrigação utilizando solução nutritiva com condutividade elétrica (CE) de 1,4-1,5 ms/cm. O tratamento foi a combinação de cinco arranjos de plantas (linear, retangular, triangular, trapezoidal e losangular). O delineamento experimental foi em blocos casualizados com quatro repetições, com 8 plantas por saco de cultivo. As variáveis avaliadas foram produção, número e massa de frutos comercial, referentes ao primeiro ano de cultivo. Os dados foram submetidos à análise de variância. Os resultados (Tabela 1) analisados no primeiro ano de cultivo demonstram que não houve diferença estatística nos arranjos estudados, em nenhuma das variáveis analisadas. A elevada percentagem de frutos comerciais demonstram a qualidade dos frutos em todos os arranjos avaliados.entretanto, enfatiza-se que o morango pode ser cultivado por dois ou mais ciclos no mesmo slab, sendo necessária a avaliação por mais um ciclo de cultivo para confirmar os resultados obtidos. Tabela 1. Produção, número e massa de frutos comercial e percentagem de frutos comercial em relação ao total em função dos arranjos de plantas de morango cultivado em slabs. Média de 57 colheitas. Caçador (SC), primeiro ano cultivo (2016/17). Tratamento Produção Comercial (g/pla) Número de frutos comercial Losangular 893,84 ns 66,15 ns Linear 849,21 64,09 Retangular 847,35 63,31 Trapezoidal 846,12 61,42 Triangular 845,41 59,94 Média 856,39 62,98 Massa de frutos comercial (g) Porcentagem de frutos comercial/total (%) Losangular 13,61 ns 93,35 ns Linear 13,29 93,34 Retangular 13,41 93,89 Trapezoidal 13,82 91,24 Triangular 14,08 93,97 Média 13,64 93,76 Diferentes arranjos de plantas não influem na produção de frutos de morango, no primeiro ano de cultivo. A Fapesc pelo apoio financeiro. À empresa Ferticel pela doação do substrato. 125

151 Efeito do raleio de flores na frutificação e produção da macieira cv. Monalisa Everlan Fagundes 1*, Aike A. Kretzschmar 2, José L. Petri 3, André Amarildo Sezerino 3, Janaína Pereira dos Santos 3 1 UDESC (PG). Avenida Luis de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC; 2 UDESC (PQ). Avenida Luis de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC; 3 Epagri Estação Experimental de Caçador (PQ). Rua Abílio Franco, 1500, Bom Sucesso, , Caçador. [email protected]. Palavras Chave: Malus domestica Borkh, porcentagem de flores, desfolha. A floração é o momento em que a planta utiliza as reservas acumuladas durante o crescimento vegetativo, principalmente as acumuladas no período pós-colheita. A área foliar é um parâmetro importante para o desenvolvimento dos frutos, incluindo o processo de divisão celular e frutificação efetiva ao produzir carboidratos para o crescimento, manutenção ou remobilização de reservas (Petri et al., 2011). Porém, em determinadas condições de clima, a floração vem acompanhada pela brotação, o que pode levar a uma maior competição por carboidratos entre o crescimento vegetativo e a floração. O objetivo do estudo foi avaliar o efeito do raleio de flores e a desfolha do cacho floral de esporões na frutificação e produção da macieira cv. Monalisa visando identificar possíveis efeitos de competição por carboidratos entre crescimento vegetativo e a floração. O experimento foi conduzido na Estação Experimental da Epagri de Caçador, SC, durante o ciclo 2016/2017, em macieiras da cv. Monalisa. O delineamento foi em blocos ao acaso, com seis tratamentos e seis repetições. Avaliou-se o efeito do raleio de flores no cacho floral em diferentes porcentagens, 20, 40, 60 e 80% no estádio de balão rosado e a desfolha do cacho floral de esporões (DCFE). Foram avaliadas: a frutificação (%), número de frutos por planta; a produção (kg.planta -1 ), a massa fresca média (g) e o número de sementes dos frutos. Os dados foram submetidos à análise de variância e à análise de médias pelo teste Scott- Knott, a 5% de probabilidade de erro. A redução da porcentagem de flores por cacho floral não foi eficaz no aumento da frutificação efetiva e na produção da macieira Monalisa. A desfolha dos cachos florais de esporões aumentou a frutificação e o número de frutos por planta sem que houvesse redução da massa fresca média dos frutos (Figura 1). Porém, se observou redução no número de sementes por fruto (3,9) em comparação à testemunha (5,1). A desfolha durante a floração (Figura 2) pode reduzir a competição por assimilados entre flores e folhas e, dessa forma, aumentar a fixação de frutos. Relacionado a isso, a melhor alocação dos recursos às flores pode favorecer as mesmas, as quais podem apresentar maior frutificação efetiva. Segundo Petri et al., (2011) o crescimento vegetativo pode ser um competidor por assimilados com a floração, pois todo o crescimento inicial de ramos e flores é suportado pelas reservas de carboidratos armazenados. Tabela 1. Produção (kg planta -1 e frutos planta -1 ), massa fresca dos frutos (g fruto -1 ) e frutificação efetiva (%) em plantas de macieira Monalisa com diferentes porcentagens de flores raleadas por cacho floral ou desfolha dos cachos florais de esporões (DCFE) no ciclo produtivo de 2016/2017. Caçador, SC Tratamentos Produção Massa fresca Frutificação kg planta -1 frutos planta -1 dos frutos (g) efetiva Testemunha 2,55 b 19,7 b 130,0 ns 2,33 b 20% 2,52 b 21,2 b 123,3 2,80 b 40% 2,14 b 16,2 b 131,0 2,33 b 60% 1,28 c 9,7 c 140,0 2,02 b 80% 1,17 c 8,5 c 138,3 1,51 b Esporões 3,38 a 27,2 a 141,6 7,75 a CV(%) 50,2 50,7 11,4 55,5 Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade. ns : não significativo (P>0,05). Figura 1. Planta testemunha (A) e frutificação nos cachos florais desfolhados nos esporões (B), no dia 18/10/2016, no ciclo produtivo de 2016/2017. Caçador, SC, A redução da porcentagem de flores por cacho floral não é eficaz no aumento da frutificação efetiva e da produção na macieira Monalisa. A desfolha do cacho floral aumenta a sua frutificação efetiva. À EPAGRI e à CAPES pelo fomento à pesquisa e financiamento de bolsas de estudo. Petri, J. L.; Leite, G. B.; Fioravanço, J. C.; Hawerroth, F. J.; Couto, M. Estudo da biologia floral de macieira cultivar Gala e Fuji. In: NACHTIGALL, G. R. Inovações Técnológicas para o Setor da Maça INOVAMAÇA. Bento Gonçalves, RS: Embrapa Uva e Vinho, p

152 Efeito da carga de gemas no desempenho produtivo da variedade Syrah cultivada em regiões de elevada altitude do sul do Brasil Washington Araújo Trigueiro Junior 1, Maikely Paim Souza 1, Luiz Filipe Farias Oliveira 1, Bruno Dalazen Machado 1, Carolina Pretto Panceri 1, Alberto F. Brighenti 2, Mateus S. Pasa 2, Emilio Brighenti 2 1 IFSC Instituto Federal de Santa Catarina Campus Urupema (PQ); (IC). Bairro Senadinho, , Urupema, SC. [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected]; 3 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (PQ). Rua João Araújo Lima, 102, , São Joaquim, SC. [email protected], [email protected], [email protected] Palavras Chave: Vitis vinifera L., poda de inverno, desempenho vitícola, maturação tecnológica A importância da poda equilibrada da videira tem sido reconhecida há mais de um século (Ravaz, 1911). O número de gemas deixadas na poda pode influenciar a época de brotação da videira, sendo que um maior número de gemas pode retardar a brotação da videira (Howell & Wolpert, 1978). O número de gemas por planta pode ter um efeito a longo prazo, por exemplo, maior carga de gemas pode resultar em ramos menos frutíferos nas safras posteriores. O número de gemas pode afetar as taxas de crescimentos dos ramos, atrasar a ocorrência do estádio fenológico de floração, afetar a maturação da uva e, consequentemente, alterar a composição do vinho (Dixon, 2009). O objetivo deste trabalho foi determinar a carga de gemas ideal para a variedade Syrah em regiões de elevada altitude do sul do Brasil. O trabalho foi realizado na Estação Experimental de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI), localizada no município de São Joaquim (28 16'30"S, 49 56'09"W, altitude 1.400m). O vinhedo utilizado foi plantado em 2006, o espaçamento adotado foi de 3,0 x 1,5 metros entre filas e plantas, o porta-enxerto utilizado foi o 1103P. Durante a poda de inverno as plantas foram submetidas a quatro diferentes cargas de gemas, sendo 100, 65, 45 e 25 gemas por planta. As variáveis vegetativas analisadas foram: o n de gemas brotadas, brotação real (% - n de gemas brotadas/carga de gemas deixada na poda), n de gemas férteis, brotação efetiva (% - n de gemas férteis/carga de gemas deixada na poda). As variáveis produtivas avaliadas foram: n de cachos por planta, fertilidade de gemas (n de cachos/n de ramos), produtividade (kg planta -1 ), produtividade estimada (Ton ha -1 ) e peso de cachos (g). As variáveis qualitativas avaliadas foram: sólidos solúveis ( Brix), acidez total (meq/l) e ph. O delineamento experimental adotado foi de blocos ao acaso, com três repetições e duas plantas por parcela. Os dados foram submetidos a análise de variância a posteriormente ao teste de médias, usando Tuncan a 5% de probabilidade de erro. O número de gemas brotadas e de gemas férteis aumentou significativamente à medida que se mantinham mais gemas nas plantas. Contudo a brotação real (%) e a brotação efetiva (%) foram superiores nas plantas podadas com 25 gemas (100% e 73% respectivamente) quando comparadas com as plantas podadas com 100 gemas (75% e 35% respectivamente). Plantas podadas com 100 gemas produziram mais cachos (72,4) que as plantas podadas com 65 gemas (52,9), 45 gemas (40,3) e 25 gemas (26,7) por planta. Tabela 1. Variáveis vegetativas, produtivas e qualitativas da variedade Syrah submetida a diferentes cargas de gemas na safra Variáveis Carga de Gemas N Gemas Brotadas 45 b 45 b 54 ab 74 a N Gemas Férteis 20 b 27 ab 25 ab 34 a Brotação Real (%) 167 a 112 b 85 bc 75 c Brotação Efetiva (%) 73 a 64 ab 41 bc 35 c N Cachos 26,7 c 40,3 bc 52,9 b 72,4 a Fertilidade Gemas 0,7 c 0,9 bc 1,2 ab 1,3 a Produtividade (kg/planta) 1,3 b 1,9 b 2,3 b 4,1 a Produtividade (Ton/ha) 3,2 b 4,3 b 5,2 b 9,0 a Peso Cacho (g) 53,4 ns 47,6 44,4 54,8 ph 2,98 ns 3,00 3,06 3,07 Sólidos Solúveis ( Brix) 18,4 ns 18,9 18,6 18,8 Acidez Total (meq/l) 130,0 ns 125,4 131,0 117,9 Médias seguidas por letras minúsculas distintas na linha diferem entre si pelo teste Tukey (p 0,05). - Plantas podadas com 100 gemas são mais produtivas em comparação aos demais tratamentos; - A maturação da uva não é influenciada pelas diferentes cargas de gemas; - Recomenda-se para a variedade Syrah, nas condições de elevada altitude, manter maior carga de gemas nas plantas, a fim de aumentar a produtividade do vinhedo. Dixon, R.A. The influence of vine vigor and crop load on Sauvignon blanc vine growth and fruit composition in Marlborough, New Zealand. Dissertação mestrado, Lincoln University, Howell, G.S.; Wolpert, J.A Am. J. Enol. Vitic. 1978, 29, Ravaz, L. Annales d Ecole Nationale d Agriculture de Montpellier. 1911, 11,

153 Efeito de diferentes sistemas de poda no desempenho vitícola da variedade Chardonnay em São Joaquim/SC Edson Andrade Lima Junior 1, Maikely Paim Souza 1, Luiz Filipe Farias Oliveira 1, Bruno Dalazen Machado 1, Carolina Pretto Panceri 1, Alberto F. Brighenti 2, Mateus S. Pasa 2, Emilio Brighenti 2 1 IFSC Instituto Federal de Santa Catarina Campus Urupema (PQ); (IC). Bairro Senadinho, , Urupema, SC. [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected]; 3 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (PQ). Rua João Araújo Lima, 102, , São Joaquim, SC. [email protected], [email protected], [email protected] Palavras Chave: Vitis vinifera L., cordão esporonado, guyot A poda é uma prática cultural não natural e, todavia, é a técnica mais importante e mais eficiente nas mãos dos viticultores para disciplinar e direcionar a produção, tanto nas características quantitativas quanto nas qualitativas (Fregoni, 2006). O sistema Guyot é uma forma de condução vertical que na poda deixa-se um ramo longo para a produção do ano e um esporão para a produção de uma nova vara para a poda do próximo ano. Ele é classificado como um sistema de poda mista por apresentar uma combinação de esporões e varas. Essa técnica de poda é muito antiga, sendo teorizada primeiramente por um viticultor francês na segunda metade do século XIX (Fregoni, 1998). O cordão esporonado é um sistema que permite facilmente a mecanização da prática da poda. Consiste em manter na planta um ramo permanente na horizontal que suportará esporões de 2 a 4 gemas para a produção do ano, geralmente a uma distância de 15 a 30 cm por esporão. O objetivo desse trabalho foi avaliar o efeito de dois sistemas de poda no desempenho vitícola da variedade Chardonnay produzida em São Joaquim/SC. O trabalho foi realizado na Estação Experimental de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI), localizada no município de São Joaquim (28 16'30"S, 49 56'09"W, altitude 1.400m). O vinhedo utilizado foi plantado em 2006, o espaçamento adotado foi de 3,0 x 1,5 metros entre filas e plantas, o porta-enxerto utilizado foi o 1103P. Os sistemas de poda avaliados foram cordão esporando e guyot. As variáveis vegetativas analisadas foram: o n de gemas brotadas, brotação real (% - n de gemas brotadas/carga de gemas deixada na poda), n de gemas férteis, brotação efetiva (% - n de gemas férteis/carga de gemas deixada na poda). As variáveis produtivas avaliadas foram: n de cachos por planta, fertilidade de gemas (n de cachos/n de ramos), produtividade (kg planta -1 ), produtividade estimada (ton ha -1 ) e peso de cachos (g). As variáveis qualitativas avaliadas foram: sólidos solúveis ( Brix), acidez total (meq/l), ph e polifenois totais (mg/l). O delineamento experimental adotado foi de blocos ao acaso, com três repetições e duas plantas por parcela. Os dados foram submetidos a análise de variância e posteriormente o teste de médias, usando Tuncan a 5% de probabilidade de erro. Plantas podadas em cordão esporonado, possuem maior número de brotadas e gemas férteis. As plantas podadas em sistema guyot, produzem mais cachos, apresentam maior fertilidade de gemas, maior produtividade e maior concentração de polifenóis nas bagas (Tabela 1). Tabela 1. Variáveis produtivas e vegetativas da variedade Chardonnay submetida a dois sistemas de poda na safra Variáveis Cordão Esporonado Guyot N Gemas Poda 40,2 a 28,3 b N Gemas Brotadas 31,4 a 22,4 b N Gemas Férteis 21,3 a 15,2 b Brotação Real (%) 80,1 a 79,3 a Brotação Efetiva (%) 54,6 a 53,6 a N cachos 27,4 b 31,2 a Fertilidade Gemas 1,1 b 1,5 a Produtividade (kg) 0,76 b 1,12 a Produtividade (Ton/ha) 1,73 b 2,47 a Peso de Cacho (g) 27,1 a 35,2 a ph 2,92 ns 2,90 SS ( Brix) 19,0 ns 18,7 ATT (meq/l) 130,5 ns 124,9 Polifenois Totais (mg/l) 293,48 b 337,95 a Médias seguidas por letras minúsculas distintas na linha diferem entre si pelo teste Tukey (p 0,05). - Para a variedade Chardonnay, nas condições climáticas de de São Joaquim/SC, recomenda-se o sistema de poda guyot, por proporcionar maior fertilidade de gemas e aumento de produtividade do vinhedo; - Os diferentes sistemas de poda não interferem na maturação tecnológica da uva. Fregoni, M. Viticoltura di qualitá. Verona: Tecniche Nuove, p. 128

154 Comportamento vegetativo e produtivo de genótipos de amoreira-preta (Rubus spp.) Vagner S. P. Abê 1*, Luciano Picolotto 2, Claudemar H. Herpich 3, Giuliano Rigo 3, Sebastião T. D. Santos 3, Luis E. C. Antunes 3 ¹ Universidade Federal de Santa Catarina-Campus Curitibanos (IC), acadêmico. Rodovia Ulysses Gaboardi, Km 3, Cx.P. 101, , Curitibanos SC. [email protected], ² Universidade Federal de Santa Catarina Campus Curitibanos (PQ), Rodovia Ulysses Gaboardi, Km 3, Cx.P. 101, , Curitibanos SC. Rodovia Ulysses Gaboardi, Km 3, Cx.P. 101, , Curitibanos SC. 3 Pesquisador Embrapa Clima Temperado (PQ). Rodovia BR 392, Km 78 Cx.P 403, , Pelotas RS. Palavras Chave: amoreira-preta, produtividade. A amoreira-preta (Rubus spp.) é uma espécie de exploração recente no Brasil (ANTUNES & TREVISAN, 2010) e seu cultivo vem crescendo nos últimos anos (ANTUNES et al., 2014). Este aumento da demanda é atribuído a vários fatores, de econômicos a sociais, que também ocorre devido às suas qualidades fitoquímicas, que podem trazer benefícios à saúde, a partir da busca por uma alimentação mais saudável. Além disso, trata-se de uma cultura com características, que a tornam uma opção viável para a pequena propriedade (ANTUNES et al., 2014). Devido a estes fatos, também por se buscar alternativas de culturas com bom potencial produtivo e adaptabilidade, e por existir poucas informações sobre a cultura, o objetivo deste trabalho foi avaliar o desempenho vegetoprodutivo de diferentes genótipos de amoreira preta na região de Curitibanos SC. A implantação do experimento a campo ocorreu em agosto de 2015 na área experimental da UFSC/Campus Curitibanos-SC. Implantaram-se para testes cinco genótipos de Amoreira preta: o Black 145, Black 178, Tupy, Xavante e Xingu. Utilizou-se para o plantio em linha o espaçamento de 0,6m X 3,5 m. As variáveis avaliadas nesse experimento foram: a produção planta -1 (g), comprimento de haste (cm), massa fresca de frutos (g) e diâmetro de fruto (mm). O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados com três repetições e cinco plantas por parcela. Os resultados obtidos foram submetidos à análise de variância, e as variáveis submetidas ao teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro. Os resultados obtidos para a produção indicam que os genótipos Black 145, 178 e a cultivar Xingu obtiveram o melhor desempenho diferindo de Tupy e Xavante (Tabela 1). A produção da Black 145, da 178 e da Xingu foi similar a observada na Tupy, segundo resultados dos trabalhos de Antunes e Trevisan (2010) e Ferreira et al. (2016). Destaca-se segundo esses últimos autores que a produção pode ter influencia do sistema de condução ou aumentar, segundo Antunes e Trevisan (2010), com o passar dos anos. No comprimento de haste o genótipo Black178 obteve o melhor desempenho (Tabela 1). Quanto à massa fresca do fruto a Black 145, 178 e Tupy se destacaram com 7,21g, 6,72g e 6,40g, respectivamente. Valores similares aos observados na Tupy (7,0g) por Ferreira et al. (2016) no ciclo de Os mesmos autores destacam ainda a influencia dos sistemas de condução na massa fresca dos frutos. Em relação ao diâmetro de fruto não houve diferenças significativas. Tabela 1. Diferenciação na produtividade em relação aos diferentes cultivares de amoreira-preta. UFSC/Campus de Curitibanos/SC, Letras diferentes na tabela diferem entre si, pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. ns-não significativo. Na fase inicial de desenvolvimento das plantas existe diferença produtiva, com destaque para a Black 145, 178 e Xingu. O desenvolvimento vegetativo na condição experimental é variável conforme o genótipo avaliado. ANTUNES. L.E.C et al. Fenologia e produção de cultivares de amoreira-preta em sistema agroecológico. Ciência Rural, v.40, n.9, p , ANTUNES, L.E.C. et al. Produção de amoreira-preta no Brasil. Revista Brasileira de Fruticultura, v.36, n.1, p , FERREIRA, et al. Produção de amoreira-preta sob diferentes sistemas de condução. Ciência Rural, v.46, n.3, p ,

155 Atividade antioxidante e compostos fenólicos de frutos de macieiras cobertas com diferentes telas antigranizo João Claudio Vilvert 1, Milton C. Coldebella 2, Cassandro V. T. Amarante 3, Cristiano A. Steffens 3, Érica de S. Santos 1 1 UDESC (IC). Avenida Luis de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. [email protected]; 2 UDESC (PG). Avenida Luis de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. 3 UDESC (PQ). Avenida Luis de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. Palavras Chave: Malus domestica Borkh, sombreamento, compostos bioativos, quantidade de luz. O consumo de maçãs aumenta a cada ano, sendo que seu valor nutritivo e efeitos terapêuticos são alguns dos fatores responsáveis pela alta demanda deste fruto. Inúmeros estudos comprovam a capacidade da maçã de reduzir danos oxidativos causados por radicais livres às células do organismo humano (Panzella et al., 2013). A produção desses frutos no Brasil é feita principalmente na região Sul, onde ocorrem frequentes chuvas de granizo que, consequentemente, exigem a cobertura dos pomares com telas. Entretanto, estas telas causam redução na luz solar incidente às macieiras, podendo ocasionar impactos negativos na coloração e qualidade dos frutos (Amarante et al., 2009; Jakopic et al., 2009). O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da cobertura de macieiras Maxi Gala com diferentes telas antigranizo sobre o acúmulo de compostos fenólicos totais, e sobre a atividade antioxidante total em frutos de maçãs. Este estudo foi conduzido em pomar comercial localizado em Vacaria-RS, utilizando-se macieiras Maxi Gala não cobertas (controle), cobertas com tela antigranizo nas cores branca e preta, ambas com malha de 4,0 x 7,0 mm, e na cor vermelha com malha de 2,1 x 5,3 mm. O delineamento experimental foi em blocos ao acaso, com quatro repetições, cada repetição correspondendo a uma planta. No momento da maturação comercial, foram colhidos 20 frutos por planta, com tamanho uniforme, da porção mediana de cada planta, e estes frutos foram avaliados quanto ao conteúdo de compostos fenólicos totais (CFT) e à atividade antioxidante total (AAT) pelo método DPPH, nas porções casca e polpa. Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste Tukey, a 5% de probabilidade de erro. O emprego da cobertura sobre as macieiras reduziu os CFT na epiderme dos frutos, especialmente quando utilizadas as telas vermelha e preta. A redução na concentração dos CFT foi de 22,4; 26,8 e 28,3% nos frutos de áreas cobertas com tela branca, preta e vermelha, respectivamente, em relação aos frutos de áreas descobertas (Tabela 1). A utilização de telas para cobertura reduz a disponibilidade de luz incidente sobre os frutos (Amarante, et al., 2009), o que resulta no menor acumulo de CFT, especialmente antocianinas (Jakopic, et al., 2009). A cobertura com telas, independente da sua coloração, reduziu a atividade antioxidante total da casca dos frutos. A redução foi de 22,7; 26,1 e 27,2% quando utilizada tela branca, preta e vermelha, respectivamente (Tabela 1). Segundo Vieira et al. (2011) ocorre forte relação entre CFT e AAT na epiderme de maçãs cultivadas no Sul do Brasil. O maior acúmulo de CFT na casca de frutos de macieiras não protegidas pode ter ocasionado a maior AAT para estes frutos. Independente da tela utilizada, não houveram diferenças nos CFT e na AAT na polpa dos frutos. Tabela 1. Compostos fenólicos totais (mg AG 100 g - 1 MF) e atividade antioxidante total (µm Trolox 100 g - 1 MF) determinada pelo método DPPH, nos tecidos de casca e polpa, na colheita de maçãs Maxi Gala. Vacaria RS. Tela de CFT AAT cobertura Casca Polpa Casca Polpa Sem tela 735,6 a 20,9 ns 12095,0 a 316,4 ns Branca 571,1 ab 16,1 9349,1 b 230,1 Preta 538,4 b 20,8 8932,8 b 296,0 Vermelha 527,5 b 20,0 8810,1 b 267,1 Média 593,1 19,4 9796,8 277,4 C.V. (%) 14,0 11,7 10,8 14,9 ns: não significativo. *Médias seguidas das mesmas letras, nas colunas, não diferem entre si pelo teste Tukey (p<0,05). A cobertura de macieiras Maxi Gala com telas antigranizo reduz o acúmulo nos compostos fenólicos totais e, consequentemente, a atividade antioxidante total, da casca dos frutos. A UDESC e ao CNPq pelo fomento à pesquisa e financiamento de bolsas de estudo. Amarante, C.V.T. do et al. Disponibilidade de luz em macieiras Fuji cobertas com telas antigranizo e seus efeitos sobre a fotossíntese, o rendimento e a qualidade dos frutos. Revista Brasileira de Fruticultura, 2009, v.31, n.3, p Jakopic, J.; Stampar, F.; Veberic, R. The influence of exposure to light on the phenolic content of Fuji apple. Scientia Horticulturae, 2009, v.123, n.2, p Panzella, L. et al. A reappraisal of traditional apple cultivars from Southern Italy as a rich source of phenols with superior antioxidant activity. Food Chemistry, 2013, v.140, n.4, p , Vieira, F. G. K. et al. Phenolic compounds and antioxidant activity of the apple flesh and peel of eleven cultivars grown in Brazil. Scientia Horticulturae, 2011, v.128, n.3, p

156 Exigência térmica de pessegueiro BRS Kampai sobre diferentes porta-enxertos clonais Alan Kenedy Perufo¹, Rafael Henrique Pertille¹, André Luiz Varago², Marcos Robson Sachet 2, Jonatan Basso¹, Idemir Citadin³ 1 UTFPR Câmpus Pato Branco, (IC), Via do Conhecimento Km 1, , Pato Branco, PR. [email protected]; 2 UTFPR Câmpus Pato Branco, (PG), Via do Conhecimento Km 1, , Pato Branco, PR; 3 UTFPR Câmpus Pato Branco, (PQ), Via do Conhecimento Km 1, , Pato Branco, PR. Palavras Chave: Prunus persica, soma térmica, porta-enxertos, BRS Kampai. O conhecimento da exigência térmica de cultivares de pessegueiro (Prunus persica (L.) Batsch) é importante para definir o manejo do pomar, como a poda, quebra de dormência e tratos fitossanitários e, também para a adaptação desta em diferentes regiões (SOUZA et al., 2011). É conhecida a influência que o porta-enxerto exerce sobre diversas características de cultivares copas de pessegueiro, como vigor de planta, produtividade, tolerância a solos encharcados, deficiências ou toxidades nutricionais, resistência a doenças e infestações de nematoides, além da fenologia (LORETI, 2008). Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a exigência térmica, da fase de plena floração a plena colheita, da cultivar de pessegueiro BRS Kampai sobre diferentes porta-enxertos clonais obtidos por estaquia herbácea. O experimento foi conduzido na Área Experimental da Universidade Tecnológica do Paraná, no munícipio de Pato Branco - PR. A cultivar de pessegueiro BRS Kampai foi enxertada sobre cinco porta-enxertos clonais obtidos por estaquia herbácea. Os porta-enxertos empregados foram Clone 15 (P. persica), Capdeboscq (P. persica), Okinawa (P. persica), Tsukuba-1 (P. persica) e Ishtara (P. cerasifera x P. salicina X P. cerasifera x P. persica). As mudas foram transplantadas em campo em julho de 2014, no delineamento experimental blocos ao acaso, com seis repetições. No ciclo de produção 2016/2017, foram avaliadas as exigências térmicas das plantas entre a plena floração e plena colheita, utilizando a equação GD= Tmed-Tb, onde GD= graus-dias, Tmed= temperatura média e Tb= temperatura basal, admitindo-se esta como 12 ºC. As médias foram submetidas à análise de variância (P=0,05) e, apresentando diferença entre duas médias, foram submetidas ao teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro. O porta-enxerto Clone 15 foi o que induziu maior exigência térmica à cultivar-copa BRS Kampai, com mais de 620 graus-dias da floração até a plena colheita. O porta-enxerto Clone 15 não diferiu na exigência térmica de Tsukuba-1, este que por sua vez não diferiu dos demais, como demonstrado na Tabela 1. Tabela 1. Média de soma térmica de pessegueiro BRS Kampai sobre cinco diferentes porta-enxertos. Tratamentos Graus-dias Clone ,303 a Tsukuba-1 589,940 ab Capdeboscq 556,778 b Okinawa 555,660 b Ishtara 543,258 b CV= 5,48% Médias seguidas da mesma letra não diferem entre si, pelo teste de Tukey à 5% de probabilidade de erro. O porta-enxerto interfere na exigência térmica da cultivar copa BRS Kampai. O porta-enxerto Clone 15 foi o mais exigente em graus-dias para colheita. A UTFPR- Campus Pato Branco, a UMIPTT e a Embrapa Clima Temperado. LORETI, F. Porta-Enxertos para a cultura do pêssegueiro do terceiro milênio. Rev. Bras. Frutic, 2008, vol.30, n.1, p SOUZA, A, P., LEONEL, d S., SILVA, A.C. Basal temperature and thermal sum in phenological phases of nectarine and peach cultivars. Pesq. agropec. Bras, 2011, vol.46, n.12, p

157 Influência do frio na germinação em sementes de Poncirus trifoliata Léo Omar Duarte Marques¹, Paulo Celso de Mello Farias², Odair José da Veiga³, Tâmara Foster Acosta¹, Josiane Duarte de Carvalho 4, Alan Yago Barbosa de Lima 5 1 Programa de Pós Graduação em Agronomia, Universidade Federal de Pelotas (PG). Campus Universitário Capão do Leão Caixa Postal 354, Capão do Leão, RS, , [email protected].² Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel, Universidade Federal de Pelotas (PQ). Campus Universitário Capão do Leão Caixa Postal 354, Capão do Leão, RS, ³Curso de Engenharia agrícola, Universidade Federal de Pelotas (IC). Rua Benjamin Constant, 989, Campus COTADA Porto, Pelotas RS. 4 Curso de Zootecnia, Universidade Federal de pelotas, (IC). Campus Universitário Capão do Leão Caixa Postal 354, Capão do Leão, RS, Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel, Universidade Federal de Pelotas (IC). Campus Universitário Capão do Leão Caixa Postal 354, Capão do Leão, RS, Palavras Chave: porta-enxerto, temperatura, citros, desempenho. Poncirus trifoliata é um dos porta-enxertos mais utilizados no mundo, sua utilização tem destaque em países como Brasil, Argentina, Uruguai e Nova Zelândia (PASSOS et al., 2012). Franzon et al. (2010) descreve que a multiplicação de plantas por sementes é um método amplamente utilizado na produção de porta-enxerto cítricos. Tratamentos térmicos utilizando o frio para melhorar o desempenho da germinação têm se demostrado eficientes em muitas espécies frutíferas (ALBUQUERQUE et al., 2014). O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência do frio na germinação de sementes de Poncirus trifoliata. Frutos maduros de Poncirus trifoliata foram coletados no pomar didático do Centro Agropecuário da Palma, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) em abril de Os frutos foram levados para o Laboratório de Agronomia da UFPel, localizado no campus Capão do Leão, RS. Os mesmos foram despolpados sob água corrente em uma peneira, as sementes limpas foram submetidas a secagem a temperatura ambiente por um período de quatro dias. Posteriormente foram divididas em duas parcelas, sendo uma submetida a um tratamento térmico em câmara fria a 2,5 C por um período de sete dias e a outra mantida em condições de temperatura ambiente pelo mesmo tempo. Após o período do tratamento térmico, sementes referentes às duas parcelas foram postas para germinar em bandejas de poliestireno expandido preenchidas com substrato comercial. O experimento foi instalado em delineamento inteiramente casualizado, com quatro repetições de 45 sementes para cada tratamento. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e as diferenças entre médias comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade, utilizando-se o programa Assistat 7.7. Os resultados obtidos indicam uma redução no porcentual de germinação das sementes que foram submetidas ao tratamento térmico que fez utilização do frio. Oliveira et al (2002) descreve a dificuldade de germinação de Poncirus trifoliata em temperaturas abaixo de 15 C, apontando o frio como uma causa dos baixos índices germinativos de sementes. O presente trabalho levanta a hipótese de o frio ser prejudicial não só durante o processo germinativo, bem como antes mesmo da semeadura quando as sementes são submetidas a condições de baixas temperaturas. Tabela 1. Percentual de germinação de sementes de Poncirus trifoliata submetidas a diferentes tratamentos térmicos. Universidade Federal de Pelotas, Pelotas-RS, Tratamento térmico Germinação (%) Sem frio Com frio 54,45 a 12,76 b C. V. (%) 29,29 Médias seguidas pela mesma letra não diferem estatisticamente entre si. Foi aplicado o Teste de Tukey ao nível de 5%. O tratamento térmico com uso do frio afetou negativamente a germinação das sementes de Poncirus trifoliata. À CAPES pela confiança depositada através da concessão de bolsas de estudo. ALBUQUERQUE, I. et al. Germinação de sementes de goiabeira serrana in vitro sob influência do meio de cultura e do armazenamento. Congrega URCAMP, Bagé RS, 9 p., out FRANZON, R. C.; CARPENEDO, S.; SILVA, J. C. S. Produção de mudas: principais técnicas utilizadas na propagação de fruteiras. Documentos / Embrapa Cerrados, Planaltina DF, 56 p., mar OLIVEIRA, R. P. ; RADMANN, E. B.; SCIVITTARO, W.B. Mudas de citros: maximização da germinação do porta-enxerto Trifoliata. Comunicado Técnico Embrapa Clima Temperado, Pelotas RS, 4 p., dez PASSOS, O. S. et al. Caracterização de híbridos de Poncirus trifoliata e de outros porta-enxertos de citros no estado da Bahia. Revista Brasileira de Fruticultura, Jaboticabal SP, v. 28, n. 3, p , dez

158 Aplicações sequenciais de indutores de brotação em macieiras Gentil Carneiro Gabardo 1, José Luiz Petri 2, André Amarildo Sezerino 2, Cristhian Leonardo Fenili 3 1 UDESC (PG). Avenida Luis de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC./ UNIARP (PQ) Rua Victor Baptista Adami, Centro, Caçador SC, [email protected], 2 Epagri Estação Experimental de Caçador (PQ). Rua Abílio Franco, 1500, Bom Sucesso, , Caçador-SC. 3 UDESC (PG). Avenida Luis de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. Palavras Chave: Quebra de dormência, Cianamida Hidrogenada, Malus domestica Bork. Nas condições climáticas do Sul do brasil, normalmente, as plantas de macieira apresentam grande irregularidade de brotação e floração. Isso ocorre devido ao acumulo de frio insuficiente, o qual é indispensável para a superação da dormência. A aplicação de indutores de brotação é uma medida recomendada que visa a uniformização da brotação e da floração, e consequentemente facilitar as atividades de raleio e a colheita de frutos. Também é possível antecipar a floração e consequentemente a colheita dos frutos. Em algumas situações pode haver grande variabilidade na resposta das plantas a aplicação dos indutores, podendo ocorrer brotação insuficiente, sendo necessária nova intervenção. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da aplicação sequencial dos indutores de brotação (CHcianamida hidrogenada + OM-óleo mineral), em duas épocas (antecipada e recomendada) na superação da dormência de plantas de macieira. O experimento foi conduzido na Estação Experimental da Epagri de Caçador, SC, durante o ciclo 2016/2017, nas macieiras Maxi Gala e Fuji Suprema. O delineamento experimental foi em blocos ao acaso, com onze tratamentos e cinco repetições. Os tratamentos foram: 1. Testemunha; 2. Padrão (OM 3.5% + CH 0.7%) aplicado em 09/08; 3. Padrão aplicado em 09/08 + Padrão 2DA (dias após); 4. Padrão aplicado em 09/08 + Padrão 9DA; 5. Padrão aplicado em 09/08 + (OM 3.5%) 2DA; 6. Padrão aplicado em 09/08 + (OM 3.5%) 9DA; 7. Padrão aplicado em 09/08 + (CH 1.0%) 2DA; 8. Padrão aplicado em 09/08 + (CH 1.0%) 9DA; 9. Padrão aplicado em 25/08 + Padrão 4DA; 10. Padrão aplicado em 25/08 + Padrão 9DA; 11. Padrão aplicado em 25/08 + (OM 3.5%) 9DA. As concentrações de CH e OM aqui apresentadas, são equivalentes a doses dos produtos comerciais Dormex (52%CH) e Assist (75,6%OM). Foram avaliados a fenologia, brotação de gemas axilares e terminais (%) e a produção (kg, frutos planta -1 ). Os dados foram submetidos à análise de variância e à análise de médias pelo teste Scott-Knott, a 5% de probabilidade de erro. Os tratamentos com indutores de brotação promoveram a antecipação da brotação e da floração. Na Fuji Suprema antecipou em até 21 e 14 dias respectivamente e na Maxi Gala em até 23 e 21 dias, respectivamente. A brotação das gemas axilares foi superior nas plantas tratadas com indutores de brotação em comparação com o tratamento testemunha (Tabelas 1). No entanto para Fuji Suprema todos os tratamentos com dupla aplicação de indutores de brotação foram superiores ao tratamento padrão. A brotação de gemas terminais foi superior em todos os tratamentos com indutores de brotação, sendo que na Maxi Gala, apenas o tratamento Padrão aplicado em 25/08 + (OM 3.5%) 9DA foi inferior aos demais tratamentos com indutores. Tabela 1: Brotação de gemas axilares e terminais (%) em plantas de macieira, cultivares Maxi Gala e Fuji Suprema, tratadas com diferentes indutores de brotação. No ciclo 2016/2017, Caçador, SC, Brotação de gemas (%) Tratamentos Axilares Terminais Maxi Fuji Maxi Fuji Gala Suprema Gala Suprema 1. Testemunha 8.6 c 17.2 c 73.7 c 74.3 b 2. Padrão (OM 3.5% + CH 0.7%) 09/ b 58.0 b 97.2 a 98.7 a 3. Padrão 09/08 + Padrão 2DA 78.3 a 77.0 a a a 4. Padrão 09/08 + Padrão 9DA 67.1 b 78.1 a a 98.4 a 5. Padrão 09/08 + OM 3.5% 2DA 75.5 a 79.8 a a 99.1 a 6. Padrão 09/08 + OM 3.5% 9DA 58.6 b 73.5 a a 97.3 a 7. Padrão 09/08 + CH 1.0% 2DA 68.1 b 83.1 a 99.4 a 98.8 a 8. Padrão 09/08 + CH 1.0% 9DA 73.5 a 75.3 a a 99.6 a 9. Padrão 25/08 + Padrão 2DA 75.3 a 81.7 a 99.6 a 95.5 a 10. Padrão 25/08 + Padrão 9DA 61.1 b 80.4 a 99.4 a a 11. Padrão 25/08 + OM 3.5% 9DA 58.9 b 75.8 a 91.7 b 95.7 a Média Geral 61, , CV (%) 14, ,5 7.3 Médias seguidas de mesma letra, não diferem entre si, pelo teste de Scott Knott a 5% de probabilidade. ns: não significativo(p>0,05); DA dias após; DAQD dias após a quebra de dormência. A produção por planta foi comprometida na Maxi Gala, não obtendo dados representativos. Na Fuji Suprema, a produção por planta não diferiu da testemunha nos tratamentos 6, 10 e 11, e foi menor nos demais. A massa fresca média dos frutos nos tratamentos 6, 9, 10 e 11 foi reduzida nas duas cultivares, sendo que na Fuji Suprema também não diferiram da testemunha e do tratamento 3. A dupla aplicação de indutores de brotação promove maior uniformidade de brotação de gemas na macieira Fuji Suprema. 133

159 Desempenho produtivo e crescimento de duas cultivares de macieira nas condições da região sul do Rio Grande do Sul Everton Sozo de Abreu 1, Bruno Carra 1, Tuane Araldi da Silva 1, Cristiano Geremias Hellwig 2, Flávio Gilberto Herter 3 1 UFPel Universidade Federal de Pelotas. Doutorando em Agronomia (PG). Pelotas, RS. [email protected]; 2 UFPel Universidade Federal de Pelotas. Graduando em Agronomia (IC). Pelotas, RS; 3 UFPel Universidade Federal de Pelotas. Professor Doutor (PQ). Pelotas, RS. Palavras Chave: Malus domestica, baixo requerimento em frio, Eva, Castel Gala. A macieira é uma frutífera de grande importância econômica no Brasil, porém seu cultivo ocorre principalmente nas regiões mais frias dos estados da região sul onde se utiliza cultivares de médio a alto requerimento em frio (Fachinello et al., 2011). A adoção de cultivares com baixo requerimento em frio pode possibilitar o cultivo desta frutífera em regiões de clima mais ameno, onde a colheita pode ser realizada antes das grandes regiões produtoras, trazendo vantagens na comercialização destes produtos (Pommer and Barbosa, 2009). Desse modo, é de grande importância avaliar o desempenho destas cultivares em regiões com clima ameno, para inferir a capacidade de adaptação às condições climáticas destas regiões. O objetivo deste trabalho foi avaliar o crescimento e o desempenho produtivo das cultivares Eva e Castel Gala na região sul do Estado do Rio Grande do Sul. Local: Centro Agropecuário da Palma, em Capão do Leão-RS - Universidade Federal de Pelotas. Período: ciclo 2016/2017. Material vegetal: cultivares Eva e Castel Gala, porta-enxerto Marubakaido com filtro M-9, plantas ha -1, implantadas no ano de Avalições: foram utilizados 10 frutos de cada planta. Durante a floração, foi avaliado o número de flores e posteriormente o número de frutos para estimativa da frutificação efetiva. Após o raleio foi determinado o número de frutos que juntamente com a massa dos frutos colhidos foram utilizados para estimar a massa média e a produtividade. Em janeiro de 2017, após a colheita, foram avaliadas as variáveis altura de planta, número de ramos no líder e diâmetro de copa. Delineamento experimental: blocos casualizados com quatro repetições, onde cada planta consistiu uma unidade experimental. Os resultados foram analisados estatisticamente utilizando o teste t de Student a 5% de probabilidade. Na tabela 1, são apresentados os dados de produção e crescimento das duas cultivares. Observa-se que Eva apresentou maior frutificação efetiva e produtividade, e valores inferiores para a massa média de frutos e diâmetro de copa, quando comparada a cultivar Castel Gala. Para as variáveis altura de planta e número de ramos no líder não houve diferença significativa. A maior produtividade na cultivar Eva pode ser explicada devido ao hábito de crescimento semi-spur desta cultivar, o que acarreta em maior número de estruturas produtivas (Hauagge and Tsuneta, 1999), enquanto Castel Gala possui hábito de crescimento mais vigoroso, comparado a Eva. Tabela 1. Frutificação efetiva (FE), massa média de frutos (MMF), produtividade estimada (P), altura de planta (AP), número de ramos no líder (NRL) e diâmetro médio de copa de macieiras Eva e Castel Gala cultivadas em Capão do Leão RS, no ciclo 2016/2017. Pelotas-RS, FE (%) MMF (g) P (ton ha -1 ) Eva 106,90* 112,48* 15,86* C. Gala 44,59 136,42 9,67 CV (%) 26,60 6,43 13,93 AP (m) NRL DMC (cm) Eva 2,90 ns 23,25 ns 94,25* C. Gala 3,00 23,25 125,00 CV (%) 3,71 20,77 12,69 * diferença significativa a 5% de probabilidade segundo o teste t de Student. Nas condições do estudo, a cultivar Eva apresenta desempenho produtivo superior a cultivar Castel Gala. A Capes pelo fomento à pesquisa e financiamento de bolsas de estudo e ao PPGA-UFPel pelo apoio para a realização deste estudo. Fachinello, J. C., Pasa, M. S., Schmitz, J. D. and Betemps, D. L. Situação e perspectivas da fruticultura de clima temperado no Brasil. Revista Brasileira de Fruticultura, 2011, v.33, n.spel, p Hauagge, R. and Tsuneta, M. IAPAR 75 - Eva, IAPAR 76 - Anabela e IAPAR 77 - Carícia - Novas cultivares de macieira com baixa necessidade em frio. Revista Braileira de Fruticultura, 1999, v.21, n.3, p Pommer, C. V. and Barbosa, W. The impact of breeding on fruit production in warm climates of Brazil. Revista Brasileira de Fruticultura, 2009, v.31, n.2,

160 Sobrevivência de pereiras japonesas enxertadas sobre marmeleiro BA 29 Ivan Dagoberto Faoro 1, André Amarildo Sezerino 1, Luigi de Paris Bombonati 2, Eder Rigo 2 1 Epagri Estação Experimental de Caçador (PQ). Rua Abílio Franco, 1500, Bom Sucesso, , Caçador. [email protected], Estação Experimental de Caçador, rua Abílio Franco, 1500, birro Bom Sucesso, , Caçador-SC; 2 Uniarp, rua Victor B. Adami, Caçador, SC. Palavras Chave: Pyrus spp., porta-enxertos, marmelo. A pereira japonesa apresenta problemas de incompatibilidade quando enxertada sobre o marmeleiro (Faoro, 2001), mas a literatura raramente quantifica algum sintoma decorrente desse problema. Esse trabalho teve como objetivo avaliar a sobrevivência de plantas dos cvs. Kikusui, Housui e Syuugioku quando enxertados sobre o marmeleiro de Provence cv. BA29, desde a fase de produção de mudas até três anos após o plantio. O experimento foi conduzido na Estação Experimental da Epagri de Caçador, SC, durante o ciclo 2014/2015. Os cvs. Housui, Kikusui e Syuugioku foram enxertados em marmeleiro BA 29 e enviveirados em 08/2012. Em 22/08/2013 as mudas foram arrancadas e deixados em câmara fria até o plantio, em 30/10/2013, na Estação Experimental de Caçador, com espaçamento de 4,0m x 1,0m. O delineamento foi inteiramente casualizado, com 10 repetições, tendo cada parcela cinco plantas. Foi avaliada a sobrevivência das plantas. No primeiro e no segundo ano após o plantio, a sobrevivência das plantas foi maior nos cvs. Kikusui e Housui, em relação ao Syuugioku. No terceiro ano, devido ao aumento das plantas mortas nesses dois primeiros cultivares, não houve diferença significativa entre os três cultivares avaliados (Tabela 1). A análise conjunta da sobrevivência das plantas, nos três anos, não mostrou interação entre o fator ano e a sobrevivência de plantas. A percentagem média de plantas sobreviventes dos cvs. Kikusui (92%) e Housui (85%) foi significativamente maior que do cv. Syuugioku (72,5%), indicando possível influência genética entre os genótipos testados (Tabela 2). A maior percentagem da morte de plantas ocorre um ano após o plantio, embora, nos anos seguintes, algumas plantas de todos os cultivares continuaram morrendo. A morte de plantas ocorreu pela quebra na região da enxertia devido à má união entre o porta-enxerto e o cultivar copa. É possível que tal situação tenha induzindo as plantas à piores condições nutricionais, debilitando-as na reação natural à patogenicidade de alguns fungos, principalmente à Botryosphaeria spp, patógeno da doença seca dos ramos, o qual infectou e causou a morte de muitas plantas. Tabela 1. Percentagem média de plantas sobreviventes de três cultivares de pereira japonesa enxertadas sobre o marmeleiro BA 29 após o plantio. Cultivar Plantas sobreviventes (%)/Ano 1 Plantio Ano 1 Ano 2 Ano 3 Kikusui a 92 a 84 a Housui a 80 a 72 a Syuugyoku b 66 b 66 a CV (%)* - 10,4 11,7 14,5 Plantio deu-se em 30/10/2013. As avalições ocorreram em 09/10/2014 (Ano 1), 01/09/2015 (Ano 2) e em 16/04/2016 (Ano 3). (1): nas colunas, valores seguidos pela mesma letra não diferem entre si pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade. (*):dados transformados em raiz. Tabela 2. Número e percentagem média de plantas sobreviventes de três cultivares de pereira japonesa enxertadas sobre o marmeleiro BA 29 após o plantio. Cultivar Plantas vivas nº % Kikusui 4,4 a 92,0 a Housui 4,2 a 85,0 a Syuugyoku 3,8 b 75,5 b CV (%) 19,8 18,6 (1): nas colunas, valores seguidos pela mesma letra não diferem entre si pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade. (*):dados transformados em raiz. Os cvs. Kikusui, Housui e Syuugioku apresentam problemas de incompatibilidade com o portaenxerto marmeleiro BA 29. São sintomas o baixo vigor e a morte de plantas, principalmente um ano após o plantio. Maior quantidade de plantas mortas é registrada com a cv. Syuugioku. À Fapesc, Finep e Embrapa Uva e Vinho pela ajuda parcial financeira no desenvolvimento dessa pesquisa. FAORO, I.D. Cultivares e porta-enxertos. In: EPAGRI, Nashi, a pera japonesa. Florianópolis: Epagri/Jica, p

161 Performance produtivo e vegetativo da Fuji Suprema enxertada sobre M.9 e G.213 em área de replantio Henrique Stockhausen 1, Brayan F. de Oliveira 1, Cassia Regina Tem-Pass 2, Tiago Afonso de Macedo 1, Leo Rufato 1, Aike A. Kretzschmar 1, Andrea De Rossi 2 1 Centro de Ciências Agroveterinárias, Universidade do Estado de Santa Catarina, CAV/UDESC. Avenida Luis de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. [email protected]. 2 Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, EMBRAPA. BR 285 Km 115, , Vacaria-RS. Palavras Chave: série G, maçã, Malus domestica Borkh, produtividade, ângulo de ramo. O cultivo da macieira é uma atividade de relevante importância na região Sul. Em menos de quatro décadas o Brasil deixou de ser importador e passou a autossuficiência. Estão inseridos nesta atividade pequenos, médios e grandes produtores, com uma grande diversidade de níveis tecnológicos. A disponibilidade de porta-enxertos para macieira no Brasil é limitada, à praticamente três opções, Marubakaido, Marubakaido com interenxerto de M.9 e M.9. Nos últimos anos vem sendo testados os porta-enxertos americanos da série G, Geneva. Estes foram desenvolvidos para serem resistentes simultaneamente ao pulgão lanígero, podridão do colo e fogo bacteriano, com uma gama de vigor conferido às cultivares copa e com qualidade de frutas semelhante e/ou melhor que M.9. Partindo deste pressuposto objetivou-se avaliar o desenvolvimento vegetativo e produtivo da Fuji Suprema enxertada sobre M.9 e G.213 em área de replantio no município de Vacaria, RS. O experimento foi implantado no ano de 2014, em uma área de replantio de macieiras. Utilizou-se a cv. Fuji Suprema enxertada sobre os porta-enxertos M.9 e G.213, com espaçamento de 0.9 m entre plantas e 4 m entre filas, totalizando plantas por hectare. O delineamento experimental foi de blocos ao acaso, com dois tratamentos, dez repetições e 5 plantas por parcela. Foi avaliado a área da seção transversal do caule, o número de ramos emitidos do tronco, o ângulo de abertura natural dos ramos em relação ao tronco principal e a produtividade por hectare. Os dados foram submetidos ao teste F a 5 % de probabilidade de erro. No momento do plantio, em 2014, as plantas de Fuji Suprema enxertada sobre M.9 estavam com maior área da seção transversal do caule (ASTC) e tinham em média 6,7 ramos antecipados a mais que G.213 (Tabela 1). No entanto, nos anos seguintes é possível observar que o porta-enxerto G.213 proporcionou a cv. Fuji Suprema uma maior ASTC e passou, em número de ramos, o M.9 (Tabela 1). Apesar do porta-enxerto M.9 ter sido plantado com maior número de ramos antecipados, o mesmo não conseguiu proporcionar maiores produtividade a cultivar Fuji Suprema que o G.213, na safra Na safra de 2017, a Fuji Suprema enxertada sobre G.213 produziu 27,4 toneladas por hectare, isso corresponde a 81,9% a mais em relação ao portaenxerto M.9 (Tabela 2). É possível observar maior abertura natural dos ramos da Fuji Suprema enxertada sobre G.213 quando comparado com M.9 (Tabela 2). Tabela 1. Área da seção transversal do caule (ASTC) e número de ramos por planta da Fuji Suprema enxertada sobre dois porta-enxertos. Vacaria, Portaenxerto ASTC (cm 2 ) N Ramos por planta M.9 1,31* 3,99* 6,17* 7,42* 9,85* 13,02* G.213 1,04 4,40 8,52 0,68 12,35 18,22 CV.(%) 11,02 12,01 9,62 19,49 6,68 6,60 *Significativo pelo teste F a 5% de probabilidade de erro. Tabela 2. Ângulo de abertura natural do ramo e produtividade por hectare da Fuji Suprema enxertada sobre dois porta-enxertos. Vacaria, Porta-enxerto Ângulo do ramo ( ) Produtividade (ton ha -1 ) M.9 50,37* 46,00* 5,19ns 4,94* G ,47 51,4 6,26 27,41 CV.(%) 9,63 3,95 28,61 16,08 *Significativo pelo teste F a 5% de probabilidade de erro. ns - não significativo. Quando enxertada sobre G.213, a cultivar Fuji Suprema resulta mais vigorosa e mais produtiva do que quando enxertada sobre M.9. O porta-enxerto G.213 confere a Fuji Suprema maior capacidade de emissão de ramos a partir do tronco e maior abertura natural dos ramos quando comparado com a plantas da mesma cultivar enxertadas sobre M.9. Os autores agradecem à empresa Rasip Agropastoril S/A pela disponibilidade da área para realização do experimento e às instituições CAV- UDESC, Embrapa, Capes, Fapesc e CNPq, pelo fomentando a pesquisa. 136

162 Erger na indução de brotação de macieiras Fuji Kiku em Vacaria, RS Lisiane V. de Oliveira 1, Fernando J. Hawerroth 2, Fabiano Simões 3, Charle K. B. de Macedo 4, Danyelle de S. Mauta 4, Fernanda P. Magrin 4 1 Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) e Instituto Federal de Educação do Rio Grande do Sul (IFRS), bolsista de iniciação científica Fapergs/UERGS, curso de bacharelado em Agronomia, [email protected]; 2 Embrapa Uva e Vinho, Estação Experimental de Fruticultura de Clima Temperado, Vacaria, RS, [email protected]; 3 Universidade do Estado do Rio Grande do Sul, Campus Vacaria, Vacaria, RS, [email protected]; 4 Universidade do Estado de Santa Catarina, Campus Lages, Lages, SC, [email protected], [email protected], [email protected] Palavras Chave: Malus domestica, brotação de gemas. Sabe-se da fundamental importância da adequada brotação das plantas após o período de dormência, para que estas expressem toda sua capacidade produtiva. Nas condições do sul do Brasil, o frio nem sempre satisfaz as necessidades fisiológicas para a superação da dormência das plantas, ocasionando irregularidades na brotação. A cianamida hidrogenada é comumente utilizada, porém em função de sua elevada toxicidade, procuram-se alternativas que apresentem eficiência similar e menor toxicidade ao ser humano e ao meio ambiente. Neste sentido, o Erger, composto a base de nitrogênio orgânico e inorgânico, insere-se como alternativa, porém torna-se uma alternativa. Contudo, é necessário a definição de concentrações e combinações de produtos que proporcionem melhores resultados na indução de brotação e capacidade produtiva da macieira nas condições climáticas do Sul do Brasil. O objetivo deste trabalho foi avaliar combinações de Erger sobre a brotação de macieiras Fuji Kiku, em Vacaria, RS. O experimento foi conduzido em pomar comercial, em Vacaria-RS, com a cultivar Fuji Kiku, sob o portaenxerto M9. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com quatro repetições compostas de duas plantas por repetição, seguindo esquema fatorial (7x2), sendo sete níveis para o fator indutor de brotação e duas porções da copa (superior e inferior). Os níveis do fator indutor de brotação avaliados foram: 1) Testemunha (sem tratamento); 2) Óleo Mineral 3,5%; 3) Óleo Mineral 3,5% + Erger 1,5%; 4) Óleo Mineral 3,5% + Erger 3,0%; 5) Óleo Mineral 3,5% + Dormex 0,5%; 6) Nitrato de cálcio 3% + Erger 3%; 7) Nitroactive 3% + Erger 1%. Foram avaliados: porcentagem de brotação de gemas axilares e terminais, aos 25 e 73 dias após a aplicação dos indutores de brotação. Os dados foram submetidos à análise de variância e à análise de médias pelo teste Tukey, a 5% de probabilidade de erro. Aos 25 dias após a aplicação dos tratamentos, a brotação de gemas axilares mostrou-se superior à testemunha em todos os indutores de brotação avaliados. Contudo, os maiores percentuais de brotação de gemas axilares foram obtidos no tratamento óleo mineral 3,5%, isoladamente e em combinação com Dormex 0,5% e com Erger 3%, além do tratamento Erger 3% + nitrato de cálcio 3%. Já aos 73 dias, a combinação de Nitroactive 3% + Erger 1% foi o único tratamento que não diferiu significativamente das plantas não tratadas. Analisando a resposta de brotação entre as porções da copa, a maior brotação de gemas axilares foi verificada na porção superior da copa em ambas as épocas de avaliação realizadas. Ao final do período de avaliação não foram verificadas diferenças significativas entre tratamentos quanto a brotação de gemas terminais em macieiras Fuji Kiku. Tabela 1. Brotação de gemas axilares em macieiras Fuji Kiku em função de aplicação de diferentes indutores de brotação. Vacaria, RS, Indutor de Brotação Brotação de gemas axilares aos 25 dias após a aplicação Brotação de gemas axilares aos 73 dias após a aplicação Porção Porção Porção Porção Média inferior superior inferior superior Média 1) Testemunha 1,9 6,5 4,2d 21,3 29,0 25,2d 2) Óleo Mineral 3,5%; 31,6 55,0 43,3ab 55,2 60,7 58,0ab 3) Óleo Mineral 3,5% + 26,2 45,9 36,0bc 39,3 54,2 46,8bc Erger 1,5% 4) Óleo Mineral 3,5% + 43,1 50,4 46,7ab 55,6 55,8 55,7ab Erger 3,0% 5) Óleo Mineral 3,5% + 52,0 59,0 55,5a 58,9 68,1 63,5a Dormex 0,5% 6) Nitrato de cálcio 3% + Erger 3%; 43,4 53,3 48,3ab 44,3 58,5 51,4abc 7) Nitroactive 3% + 15,0 33,7 24,4c 28,5 42,9 35,7cd Erger 1% Média 30,5B 43,4A 43,3B 52,8A Médias seguidas de mesma letra minúscula na coluna, e médias seguidas de letra maiúscula na linha, não diferem significativamente pelo teste Tukey a 5% de probabilidade de erro. O uso de Erger a 3% em combinação com óleo mineral ou nitrato de cálcio 3% mostra efetivo na indução de brotação de gemas de macieiras Fuji Kiku. À Embrapa, Fapergs, UERGS e IFRS pelo fomento à pesquisa e financiamento de bolsas de estudo. 137

163 Atributos físicos de frutos de genótipos de nogueira-pecã (Carya illinoensis) cultivados em Dois Vizinhos, PR Grazieli Mattei 1, Alexandre Meurer 1, Josiane A. Mariani 2, Cláudia R. Barbieri 2, Ramiro Faria Franco 3, Carlos R. Martins 4, Gilmar A. Nava 5 1 Acadêmicos de Agronomia da UTFPR-DV. [email protected]; 2 Mestrandas do Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas da UTFPR-DV. 3 Eng. Florestal, Msc., professor da UTFPR-DV; 4 Eng. Agr. Dr., pesquisador da Embrapa Clima Temperado; 5 Eng. Agr. Dr., professor da UTFPR-DV - Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Câmpus Dois Vizinhos. Estrada para Boa Esperança, km 04, , Dois Vizinhos, PR. Palavras Chave: Nozes, genótipos, atributos de frutos. A nogueira-pecã é originária dos Estados Unidos e do México. No Brasil, ela chegou por volta de 1910 e adaptou-se bem em diferentes tipos de clima, podendo ser cultivada da região Sul até o estado de Minas Gerais (Poletto et al., 2015). É uma espécie que se ajusta em sistemas agroflorestais, provendo frutos e madeira de boa qualidade, sendo possível agregar outras culturas em consórcio com outras culturas implantadas no sistema (Filippin, 2012). As nozes, comestíveis, apresentam alto percentual de proteínas e óleos (Moore, 2011). O objetivo desse trabalho foi avaliar alguns atributos físicos de frutos de doze genótipos de nogueira-pecã. As avaliações foram realizadas com frutos da safra 2016, oriundos de nogueiras de propriedade particular e da sede da UTFPR, no interior do município de Dois Vizinhos, sob clima Cfa - subtropical (Alvares et, 2013). A origem das mudas e a idade das plantas são: genótipos 1 e 2 (Ponta Grossa/45 anos); 3, 4, 5 e 6 (Rio Grande do Sul/30 anos; 7, 8 e 9 (Cascavel/17 anos); 10, 11 e 12 (desconhecida/20 anos). Avaliou-se as seguintes variáveis nos frutos: massa fresca (g), pela pesagem das amostras com balança semi-analítica; comprimento (C) e diâmetro (D), em mm, obtidos com paquímetro digital; relação C/D, pela divisão direta entre os valores correspondentes e; força máxima (N) de ruptura da casca, através de ensaio de compressão paralela (fruto na posição horizontal) com máquina universal de carga. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado com quatro repetições de 10 frutos. Aos dados aplicou-se Anova e teste de agrupamento de médias de Scott & Knott (p 0,05). Constatou-se grande variabilidade nos atributos físicos dos frutos entre os distintos genótipos. O genótipo que obteve a maior massa fresca foi o 1, sendo que o genótipo 9 foi o que produziu os frutos menores. Para comprimento (C), o genótipo 4 foi o que apresentou a maior dimensão e o 9 o que produziu frutos mais curtos. Para diâmetro (D), o genótipo 5 foi o que apresentou a maior dimensão e o genótipo 8 o que produziu frutos de menor diâmetro. As variáveis C e D, que interferem diretamente na massa dos frutos, demonstram superioridade dos genótipos 4, 5, e 6. A relação C/D expressa o formato do fruto e, nesse aspecto, o genótipo 4 apresentou a maior relação (frutos mais alongados), ao passo que o genótipo 3 apresentou a menor. A força máxima de ruptura ou quebra da noz é um aspecto comercial de grande relevância na aceitação dos frutos pelos consumidores ou para processamento, que preferem, na sua maioria, nozes menos firmes ou duras, por facilitar o descascamento das mesmas. Assim, os genótipos que apresentaram facilidade de descascamento foram o 2, 5, 6 e 9, enquanto os genótipos 1, 7 e 12 exigiram mais força para o seu processamento. Tabela 1. Atributos físicos de frutos de distintos genótipos de nogueira-pecã. Dois Vizinhos, PR, Genót. Massa C D Rel. Força (g) (mm) (mm) C/D (N) 1 8,63 f * 43,76 e 23,65 e 1,85 c 370,6 a 2 6,97 g 35,30 h 22,51 f 1,57 e 154,0 c 3 9,16 c 37,57 g 25,88 c 1,45 f 239,9 b 4 12,05 b 57,63 a 23,90 e 2,41 a 221,5 b 5 12,24 a 48,08 c 27,57 a 1,74 d 179,2 c 6 11,00 c 53,20 b 26,64 b 2,00 b 204,4 c 7 6,13 h 42,39 f 21,49 g 1,97 b 317,8 a 8 5,98 h 36,95 g 20,63 h 1,79 d 264,0 b 9 4,99 i 32,96 i 21,71 g 1,52 e 195,4 c 10 8,53 f 44,45 e 22,31 f 1,99 b 240,2 b 11 8,69 f 40,75 f 23,80 e 1,71 d 250,9 b 12 10,09 d 45,80 d 24,60 d 1,86 d 287,6 a Média 8,70 43,24 23,75 1,82 249,79 CV (%) 1,36 4,26 4,12 4,80 33,09 *Médias seguidas da mesma letra na coluna não diferem estatisticamente entre si pelo teste de Scott-Knott (p 0,05). Conclusão Nas condições edafoclimáticas de cultivo de Dois Vizinhos, PR, existe grande variabilidade entre os genótipos. Os genótipos 4, 5 e 6 reuniram o maior número de atributos físicos que podem conferir qualidade superior aos frutos. Referências Bibliográficas Alvares, C.A., Stape, J.L., Sentelhas, P.C., Gonçalves, J.L. de M., Sparovek. G. Köppen s climate classification map for Brazil. Meteorologische Zeitschrift, 2013, v.22, n.6, p Filippin, I.L. Viabilidade econômica do cultivo de nogueira-pecã em áreas de reserva legal e de preservação permanente. Dissertação (Mestrado). 74 f. Pelotas: Universidade Federal de Pelotas, Poletto, T., Muniz, M.F.B., Poletto, I., Baggiotto, C. Métodos de superação de dormência da semente de nogueira-pecã (Carya illinoinensis). Revista Árvore, 2015, v.39, n.6, p Moore, L.M. Pecan. National Plant Data Center. Baton Rouge, Louisiana. Disponível em: Acesso em: 10 Abril

164 Floração e frutificação de macieiras Maxi Gala e Fuji Suprema sob sistema de cultivo protegido Danyelle de S. Mauta 1*, Fernando J. Hawerroth 2, Cassandro V. T. do Amarante 3, Charle K. B. de Macedo 1, Fernanda P. Magrin 1, Giovanni M. A. G. Coser 4 1 UDESC (PG). Avenida Luis de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. [email protected]; 2 Embrapa Uva e Vinho- Estação Experimental de Fruticultura de Clima Temperado (PQ). 3 UDESC (PQ). Avenida Luis de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. 4 UNESP (PG). Rua José Barbosa de Barros, nº 1780, , Botucatu-SP. Palavras Chave: Malus domestica Borkh., brotação, tela antigranizo. As telas antigranizo exercem influência sobre a temperatura, velocidade do vento e umidade relativa do ar no interior do pomar (AMARANTE, 2012), podendo interferir na época de florescimento das cultivares de macieiras, as quais são influenciadas pelas condições ambientais. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho foi avaliar o florescimento e frutificação de macieiras Maxi Gala e Fuji Suprema sob condições de cultivo protegido. O experimento foi conduzido em pomar comercial de macieiras Maxi Gala e Fuji Suprema sob condições de cultivo protegido, localizado no município de Monte Alegre dos Campos-RS, durante o ciclo produtivo 2016/2017. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, em esquema fatorial 2 x 7 (cultivar x cores de tela) com 4 repetições, sendo cada repetição composta por duas plantas. Os tratamentos são compostos por seis cores de tela antigranizo (amarela, preta, pérola, azul, vermelha e mista) e mais uma área a pleno sol (controle). Em outubro de 2016 foram avaliados: o número de frutos por planta, número cachos florais com frutos e a relação de frutos por cacho floral. Os dados foram submetidos à análise de variância e comparados pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro. Na tabela 1 é apresentada a média de cachos florais com frutos, frutos por planta e a relação frutos por cacho floral. Quanto ao número de cachos florais com frutos, pode-se observar que as telas de coloração pérola e azul apresentaram resultados superiores à área de pleno sol. Porém, para o número de frutos por planta as telas: amarela, preta, pérola, vermelha e mista tiveram o comportamento igual ao da área controle (pleno sol), contudo a tela azul apresentou melhor resultado para esta variável, mostrando-se superior. Na relação frutos por cacho floral os resultados não apresentaram diferenças significativas entre si. Ainda para esta variável, notase que a cultivar Fuji Suprema apresentou diferença significativa quando comparada com a cultivar Maxi Gala. Para as outras variáveis analisadas as duas cultivares não diferiram entre si. Tabela 1. Média de cachos florais com frutos, frutos por planta e frutos /cacho floral de macieiras Maxi Gala e Fuji Suprema. Tela Antigranizo N de cachos florais com frutos Número de frutos por planta Frutos /cacho floral Amarela 14,94ab 19,63ab 1,27a Preta 15,44ab 18,94ab 1,06a Pérola 17,88a 19,13ab 1,07a Azul 17,75a 23,00a 1,27a Vermelha 12,00ab 14,81ab 1,21a Mista 11,75ab 14,56ab 1,39a Pleno sol 7,75b 9,31b 1,17a Cultivar Gala 14,48a 16,55a 1,13b Fuji 12,80a 17,71a 1,34a Médias seguidas de mesma letra minúscula na coluna não diferem estatisticamente pelo teste de Tukey. O uso de telas antigranizo de diferentes cores afeta a floração e frutificação de macieiras Maxi Gala e Fuji Suprema nas condições de Monte Alegre dos Campos, RS, no ciclo produtivo 2016/2017. Amarante, C.V.T.; Miqueloto, A.; Steffens, C.A. Cultivo de macieira em ambiente protegido. In: CHAVARRIA, E.; SANTOS, H.P.(Eds.), Fruticultura em ambiente protegido. Brasília, DF: Embrapa, p

165 Taxa de crescimento dos frutos e a previsão do raleio químico da cv. Fuji Suprema Katia Casagrandre 1, Alberto Fontanella Brighenti 2, Mateus da Silveira Pasa 2, Paula Zelindro Cardoso 1, Emilio Brighenti 2, Marlise Nara Ciotta 2, José Masanori Katsurayama 2 1 UNISUL Faculdade de Agronomia (IC). Av. José Acácio Moreira, 787, , Tubarão, SC. [email protected], [email protected]; 2 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (PQ). Rua João Araújo Lima, 102, , São Joaquim, SC. [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected] Palavras Chave: Fruticultura de precisão, benziladenina, metamitron, Malus domestica Borkh. Um dos principais entraves do setor produtivo de maçãs é a escassez e custo de mão-de-obra, principalmente na atividade de raleio. O raleio químico apresenta-se como uma alternativa viável, porque é uma operação rápida e reduz consideravelmente a utilização de mão de obra (Giovanaz et al., 2016). Contudo, o sucesso do raleio químico é altamente influenciado pelas condições ambientais. Para minimizar os efeitos ambientais, foi desenvolvido um modelo de previsão da resposta do raleio baseado na taxa de crescimento dos frutos (Greene et al., 2013). O objetivo desse estudo foi avaliar a eficiência do modelo de taxa de crescimento dos frutos para a previsão do raleio químico em macieiras da cv. Fuji Suprema. O trabalho foi desenvolvido em São Joaquim, nos pomares da Estação Experimental de São Joaquim - EPAGRI (28 16'30,08 S, 49 56'09,34 O, altitude 1.400m). O pomar foi implantado em 2006, a variedade avaliada foi a Fuji Suprema, enxertada sobre M.9 e plantada no espaçamento de 1 x 4 m. Aos 4 dias após a aplicação dos raleantes os frutos foram medidos com um paquímetro. Depois de 6 dias foram realizadas novas medidas. Os dados obtidos foram inseridos na planilha desenvolvida por Greene et al. (2013). Baseado na taxa de crescimento dos frutos foi determinada a previsão da eficiência do raleio e se houve ou não a necessidade de novas aplicações. Raleio químico convencional Benziladenina (BA) 80 mg L -1 (14/10) e repasse manual (8/11). Raleio químico baseado no modelo da taxa de crescimento dos frutos BA 80 mg L -1 (14/10), BA 160 mg L -1 (21/10) e Metamitron 250 mg L -1 (9/11). Foram avaliados o número de frutos previsto pelo modelo, o número de frutos raleados manualmente e o número de frutos colhidos. Os resultados da aplicação do modelo da taxa de crescimento dos frutos podem ser observados na Figura 1 e na Tabela 1. N Frutos Previsto N Frutos Desejado N Frutos Raleio Mod. Crescimento Frutos N Frutos Raleio Conv out 31-out 7-nov 12-nov 18-nov Data da Amostragem Figura 1. Número de frutos previsto pelo modelo de taxa crescimento de acordo com as diversas aplicações dos raleantes. Tabela 1. Variáveis produtivas da cv. Fuji Suprema submetidas ao raleio químico convencional e ao raleio químico baseado no modelo de crescimento. Variáveis Raleio Químico Convencional BA 40 mg L -1 + repasse manual Raleio Químico Baseado no Crescimento dos Frutos BA 40 mg L -1 + BA 80 mg L -1 + Metamitron 250 mg L -1 N Cachos Florais N Frutos Potencial N Frutos Desejados N Frutps Raleados Manualmente 73 0 N de Frutos Colhidos N Frutos Raleados + N Frutos Colhidos N Frutos Previsto Modelo Diferença Previsto e Real (%) 4% 37% Diferença Desejado e Real (%) 97% 19% A utilização do modelo de previsão da resposta do raleio baseado na taxa de crescimento dos frutos pode fornecer aos fruticultores informações precisas e em tempo real sobre a eficiência do raleio químico. Esse modelo ainda apresentou uma precisão considerável, e quando aplicado, o número de frutos produzidos (122) foi muito próximo do número de frutos desejados (150). Giovanaz, M.A.; Amaral, P.A.; Pasa, M.S.; Lima, A.P.F.; Weber, D.; Fachinello, J.C. Rev. Ceres,2016, 63, Greene, D.; Lakso, A.; Robinson, T.L.; Schwallier, P. HortScience, 2013, 48,

166 Raleio químico de floração em macieiras cultivar Maxi Gala Leonardo Oliboni do Amaral 1, Andrea de R. Rufato 2, Lucas de R. Marchioretto 1, Júlio C. Orlandi 1, Micheli F. Michelon 1, Cassia R. Tem Pass 3 1 Embrapa Uva e Vinho/Estação Experimental de Fruticultura de Clima Temperado (PG). Br 285, Km 115, , Vacaria, RS. [email protected]; 2 Embrapa Uva e Vinho/Estação Experimental de Fruticultura de Clima Temperado (PQ). Br 285, Km 115, , Vacaria, RS; 3 Embrapa Uva e Vinho/Estação Experimental de Fruticultura de Clima Temperado (IC). Br 285, Km 115, , Vacaria, RS Palavras Chave: Malus domestica Borkh, raleio químico, plena floração. O raleio de frutos é uma prática de extrema importância para equilibrar o desenvolvimento vegetativo-reprodutivo na maioria das frutíferas de clima temperado, sobretudo na cultura da macieira, onde busca-se alta produtividade com qualidade. Segundo Costa et al. (2006), entre os métodos disponíveis, o raleio químico apresenta vantagens por ser uma operação rápida e que permite reduzir significativamente os custos de produção com mão de obra, quando comparado ao raleio manual. O raleio pode ser realizado em diferentes estádios da planta, neste contexto, estudos têm demonstrado que aplicações realizadas em floração podem aumentar o tamanho dos frutos e consequentemente a produtividade (BYERS, 2002). O objetivo deste trabalho foi avaliar à campo, a eficácia de seis tratamentos aplicados em plena floração de macieiras cv. Maxi Gala. O experimento foi conduzido em um pomar comercial, no município de Vacaria, RS, na safra 2016/2017, em maçãs da cultivar Maxi Gala. O delineamento experimental foi em blocos ao acaso, com cinco repetições, sendo a unidade experimental formada por uma planta. Os tratamentos consistiram na aplicação em estágio de plena floração, de cinco substâncias, nas seguintes concentrações: Orobor (2%), Calda Sulfocálcica (3%), Calda Sulfocálcica (2%) + Óleo Vegetal (2%), Promalina (2ml.L -1 ), Maxcel (40ppm) e ANA (10ppm), além de uma parcela como testemunha sem aplicação de nenhum princípio ativo. Foram avaliadas a frutificação efetiva (Fruit Set), número de sementes por fruto e peso médio de frutos. Foram amostrados aleatoriamente 50 e 20 frutos por planta para determinação do peso médio e número de sementes por fruto, respectivamente. Para determinação da frutificação efetiva, foram marcadas três ramificações principais por planta, sendo realizada a contagem do número de cachopas florais e posteriormente o número de frutos. Buscando atender as pressuposições da ANOVA, os dados foram transformados por raiz quadrada e submetidos à análise de variância pelo teste F (p 0,05) e em caso de significância, as médias foram comparadas pelo teste DMS (p 0,05). Todas as substâncias aplicadas reduziram a frutificação efetiva quando comparado à testemunha, a qual apresentou a maior média. Observou-se que o uso de Promalina (2ml.L -1 ) reduziu de forma mais significativa a variável em questão. Já o tratamento com Calda Sulfocálcica (3%) proporcionou maiores médias de número de sementes nos frutos, indicando um maior índice de fertilização dos óvulos, a mesma variável foi reduzida com os tratamentos de Promalina (2ml.L -1 ) e ANA (10ppm), sendo que além da redução do número de sementes, o uso de Promalina ocasionou também a redução no peso médio dos frutos. Tabela 1. Dados de frutificação efetiva, número de sementes e peso médio de frutos de macieiras Maxi Gala submetidas a diferentes tratamentos em plena floração. Tratamentos Frutificação efetiva Número de sementes Peso médio de frutos (%) (n ) (g) Promalina (2ml.L -1 ) 0,884a 5,39a 88a Orobor (2%) 2,382ab 6,18b 104ab Calda Sulfocálcica (2%) + Óleo Vegetal (2%) 4,024bc 6,35b 106ab Maxcel (40ppm) 2,764bc 6,21b 142b Calda Sulfocálcica (3%) 2,932bc 6,97c 124ab ANA (10ppm) 2,308b 5,51a 116ab Testemunha 4,816c 6,24b 120ab CV (%) 30,96 19,72 30,79 Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste DMS, (p<0,05). O uso de Promalina (2ml.L -1 ) em plena floração reduz a frutificação efetiva, o número de sementes e o peso médio de frutos em relação às parcelas não tratadas. À Embrapa e empresa Rasip pela disponibilização da área para execução do experimento. Byers, R.E. Influence of temperature ad darkness on apple fruit abscission and chemical thinning. Journal of Tree Fruit Production. 2002, v.3, n.1, p Costa, G.; Dal Cin, V.; Ramina A. Physiological, molecular and practical aspects of fruit abscission. Acta Horticulturae. 2006, v. 727, p

167 Avaliação de cultivares de figo em Pato Branco, Paraná Lucas Sartor Mayer 1*, Vacilania Pacheco 1, Moeses Andrigo Danner 2 1 UTFPR Universidade Tecnológica Federal do Paraná (IC). Via do Conhecimento, Km 1, , Pato Branco-PR. [email protected]; 2 UTFPR Universidade Tecnológica Federal do Paraná (PQ). Via do Conhecimento, Km 1, , Pato Branco-PR. Palavras Chave: Ficus carica L., produtividade, tamanho de frutos, adaptação. A figueira (Ficus carica L.), originária do Oriente Médio, é uma fruteira de clima temperado, mas com baixa necessidade de frio, o que a torna com ampla adaptação a diversas condições edafoclimáticas. A região Sudoeste do Paraná obteve produção de 451 toneladas de figos, mas o município de Pato Branco contribuiu com apenas 12 toneladas (IBGE, 2014). Assim, são necessários testes de cultivares de figueira e demonstração aos agricultores regionais para aumentar esta produção. O objetivo do presente trabalho foi comparar a produção das cultivares Roxo de Valinhos, Negronne, Pingo de Mel e Roxão, em Pato Branco, Paraná. O experimento foi conduzido na área experimental da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) - Câmpus Pato Branco, durante o ciclo produtivo 2016/2017. O pomar foi implantado em 2007, com espaçamento de 1,5 x 2,5 m. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente ao acaso, com cinco repetições (plantas) de quatro cultivares (Roxo de Valinhos, Pingo de Mel, Roxão e Negronne) conduzidas com vinte e quatro ramos produtivos. A poda foi realizada em 24 de agosto de O controle de doenças foi realizado com aplicações de Hidróxido de Cobre 53,7% (Supera ), a cada 20 dias. As variáveis de produção avaliadas foram: número de frutos maduros, porcentagem de frutos danificados/descartados, massa fresca média dos frutos, diâmetro médio de fruto, produção por planta, produtividade estimada acumulada e número de colheitas. As colheitas foram realizadas semanalmente, quando os frutos perderam a consistência firme e adquiriram a coloração arroxeada. Os dados foram analisados quanto às pressuposições de normalidade e homogeneidade de variância e, submetidos à análise de variância e teste de Scott-Knott, para comparação múltipla de médias. A produtividade foi muito superior para as cultivars Roxo de Valinhos e Roxão, superando 13 e 15 t ha - 1, respectivamente. Enquanto as cultivares Pingo de Mel e Negronne tiveram produção pouco superior à 4 t ha -1. A menor produção destas duas cultivares se devem ao menor porte das plantas, menor número de frutos produzidos por planta, menor tamanho dos frutos e/ou menor número de colheitas. Fronza et al. (2010) relataram valores de tamanho de frutos da cultivar Roxo de Valinhos próximos aos encontrados neste estudo. O mesmo pode ser válido para a cultivar Roxão, que é muito parecida com a Roxo de Valinhos. A porcentagem de descarte de frutos foi muito elevada, em todas as cultivares superando 50% do total, com maior para a cultivar Negronne, provavelmente por ser a primeira a ter frutos maduros (final de janeiro). Os danos aos frutos foram causados principalmente por pássaros. Figura 1. Frutos das cultivares de figos avaliadas. *Da esquerda para direita: Roxo de Valinhos, Roxão, Pingo de Mel e Negronne. Tabela 1. Produção de quatro cultivares de figueira (Ficus carica L.), em Pato Branco, Paraná. Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste de Scott-Knott (p 0,05). As cultivares Roxo de Valinhos e Roxão podem ser recomendadas para cultivo em Pato Branco, devido elevada produção de figos. À Fundação Araucária e à UTFPR pelo fomento à pesquisa e financiamento de bolsas de estudo. Fronza, D.; Brackmann, A.; Carlesso, R.; Anese, R.O.; Both, V.; Pavanello, E.P. e Hamann, J. Produtividade e qualidade de figos Roxo de Valinhos submetidos à fertirrigação e ao armazenamento refrigerado. Revista Ceres. 2010, v.57, n.4, p Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Valor da produção Lavoura permanente

168 Uso de proexadiona cálcica e trinexapaque-etílico no controle do desenvolvimento vegetativo de macieiras Cripps Pink Charle K. B. de Macedo 1*, Fernando José Hawerroth 2, Cassandro V. T. do Amarante 1, Fernanda P. Magrin 1, Maurício B. de Vargas 3, Giovanni M. A. G. Coser 4 1 Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Lages, SC, [email protected]; 2 Embrapa Uva e Vinho, Estação Experimental de Fruticultura de Clima Temperado, Vacaria, RS; 3 Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) e Instituto Federal de Educação do Rio Grande do Sul (IFRS), bolsista de iniciação científica CNPq/Embrapa, curso de bacharelado em Agronomia. 4 Universidade do Estado de São Paulo (UNESP), Botucatu, SP. Palavras Chave: regulador de crescimento, vigor, frutificação, poda. As condições edafoclimáticas do Sul do Brasil propiciam um crescimento vegetativo excessivo em macieiras, por essa razão, a utilização de portaenxertos de menor vigor, a realização de poda e anelamento bem como o manejo de adubação são práticas essenciais para manter o equilíbrio entre crescimento e frutificação. No entanto, essas práticas requerem grande quantidade de mão de obra e são onerosas. Portanto a utilização de produtos comerciais que inibem a síntese de giberelinas é uma alternativa. Com essa finalidade encontram-se produtos como proexadiona cálcica (PCa) e trinexapaque-etílico (ETP). O objetivo desse trabalho foi avaliar o efeito da aplicação de PCa e ETP em em três épocas na macieira Cripps Pink. O experimento foi realizado em pomar comercial localizado no município de Vacaria, RS, durante o ciclo 2015/2016. Foram utilizadas macieiras da cultivar Cripps Pink, enxertadas sobre M9, e com espaçamento de 3,5 m x 0,6 m, conduzidas em líder central. A área é coberta com tela anti-granizo na coloração preta, com 18% de sombreamento. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, com quatro repetições e nove tratamentos. Cada unidade experimental foi composta por duas plantas. Os tratamentos foram: T1) Testemunha (sem aplicação); T2) PCa 330 mg L -1 ; T3) ETP 330 mg L -1. Como fonte de proexadiona cálcica foi utilizado o produto comercial Viviful e como fonte de trinexapaque-etílico foi utilizado o Moddus com 27,5 e 25% de ingrediente ativo, respectivamente. As aplicações foram realizadas com pulverizador costal motorizado, com volume de calda de 1000 L ha -1. A primeira aplicação foi realizada quando as brotações apresentavam crescimento de 5cm aproximadamente, a segunda e a terceira foram realizadas aos 33, 63 após a primeira aplicação, respectivamente. Em cada época foi realizado 1/3 da dose total. Com auxílio de uma trena foi determinado o comprimento dos ramos do ano, e avaliados por porções na planta. A primeira porção foi considerada da inserção dos primeiros ramos da planta para ápice totalizando verticalmente 1,15m, a segunda logo após a primeira com 0,8m e a terceira e última porção a região da copa da planta com 1,10m. A aplicação dos fitorreguladores foi efetiva, pois em ambas as porções avaliadas houve aumento na porcentagem de ramos na classe com menor crescimento (<20 cm), não influenciou a classe intermediária ( 20 cm e <40 cm) e reduziu o crescimento nas classes com maior crescimento ( 40 cm e <60 cm; 60 cm). Os efeitos observados na redução do crescimento dos ramos com aplicação dos fitorreguladores foram semelhantes entre as porções avaliadas. Tabela 1. Efeito da aplicação de proexadiona cálcica e trinexapaque-etílico no crescimento de ramos avaliados em diferentes porções das plantas de macieiras Cripps Pink, cultivadas sob tela antigranizo no ciclo 2015/2016. Vacaria, RS. Porção inferior da planta 1 Comprimento dos ramos distribuidos em classes % Tratamentos <20 cm 20 cm e <40 cm 40 cm e <60 cm 60 cm T1) Testemunha 36,7B 38,6ns 16,8A 7,9A T2) PCa 330 mg L -1 (3 Apl.) 69,3A 26,9 4,0B 0,0B T3) ETP 330 mg L -1 (3 Apl.) 54,5AB 34,6 10,6AB 0,4B CV (%) 14,5 13,6 27,6 55,8 Porção mediana da planta T1) Testemunha 42,8B 39,1ns 11,6A 6,6A T2) PCa 330 mg L -1 (3 Apl.) 70,8A 26,6 1,9B 0,7B T3) ETP 330 mg L -1 (3 Apl.) 58,6AB 30,3 9,8AB 1,3B CV (%) 16,8 16,9 41,5 76,5 Porção superior da planta T1) Testemunha 38,1B 30,9ns 22,1A 8,9A T2) PCa 330 mg L -1 (3 Apl.) 71,4A 24,2 4,4B 0,0B T3) ETP 330 mg L -1 (3 Apl.) 65,9AB 25,9 7,6B 0,5B CV (%) 18,6 22,2 39,7 63,5 1 Variável transformada pela equação arc.sen (x/100); ns não significativo pelo teste F a 5% de probabilidade de erro; Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste de Tukey (p<0,05). A aplicação de proexadiona cálcica e trinexapaqueetílico foram eficientes na redução do crescimento dos ramos de macieiras Cripps Pink enxertadas sobre M9. 143

169 Uso de fitorregulador para redução do crescimento vegetativo de macieiras Fuji Fernanda P. Magrin 1*, Fernando J. Hawerroth 2, Cassandro V. T. do Amarante 1, Charle K. B. de Macedo 1, Mauricio B. de Vargas 3, Lenir C. dos S. R. Graciano 3 1 Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Lages, SC, [email protected]; [email protected]; [email protected]; 2 Embrapa Uva e Vinho, Estação Experimental de Fruticultura de Clima Temperado, Vacaria, RS, [email protected]; 3 Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) e Instituto Federal de Educação do Rio Grande do Sul (IFRS), bolsista de iniciação científica, [email protected]; [email protected] Palavras Chave: Malus domestica Borkh., regulador de crescimento, poda, redução de vigor. A cultura da macieira tem grande importância socieconômica para a região Sul do Brasil. Entretanto, os custos produtivos são elevados em função das diversas intervenções fitossanitárias e fitotécnicas necessárias ao longo de cada ciclo. Ainda, as grandes extensões de pomares atrasam a realização de atividades no momento adequado em função da necessidade constante do emprego de mão de obra, como no caso da poda. Para auxiliar nessa problemática, podem ser utilizados reguladores de crescimento nas plantas a fim de reduzir o crescimento destas, diminuindo o vigor e por conseguinte a necessidade de intensa mão de obra. O objetivo deste trabalho foi avaliar a aplicação do fitorregulador trinexapac-etílico quanto a redução de crescimento das plantas da cultivar Fuji. O experimento foi conduzido em pomar comercial de macieira, localizado em Vacaria, RS, durante o ciclo produtivo 2014/2015, utilizando a cultivar Fuji enxertada sob Marubakaido com interenxerto de M9. O delineamento experimental foi em blocos ao acaso, com 3 repetições e 7 tratamentos. Em cada repetição foram consideradas duas plantas. Os tratamentos consistiram de: 1) testemunha (sem aplicação); 2) trinexapac-etílico mg L -1 de ingrediente ativo (i.a) (na primeira aplicação); 3) trinexapac-etílico mg L -1 de i.a (1/2 na primeira aplicação + 1/2 30 dias após a primeira aplicação (DAP)); 4) trinexapac-etílico mg L -1 de i.a (1/3 na primeira aplicação + 1/3 30DAP + 1/3 60DAP); 5) trinexapac-etílico mg L -1 de i.a (na primeira aplicação); 6) trinexapac-etílico mg L -1 de i.a (1/2 na primeira aplicação + 1/2 30DAP); 7) trinexapac-etílico mg L -1 de i.a (1/3 na primeira aplicação + 1/3 30DAP + 1/3 60DAP). Como fonte de trinexapac-etílico foi utilizado o produto comercial Moddus, contendo 25% de i.a. Foi avaliada a distribuição do tamanho dos ramos (<20 cm, cm, cm e >60 cm), com auxílio de fita métrica e a porcentagem de ramos com paralisação do crescimento. Os dados foram submetidos à análise de variância e à análise de médias pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade de erro. Na distribuição do tamanho dos ramos, até 60 cm não houve diferença significativa entre os tratamentos testados. Já, nos ramos com mais de 60 cm, os tratamentos com trinexapac-etílico mg L -1 de i.a, sendo 1 e 2 aplicações, apresentaram maior porcentagem de ramos nessa categoria. Como objetivou-se a redução do crescimento dos ramos, isso não foi verificado nos tratamentos citados acima, os quais apresentaram o maior crescimento dos ramos. Dessa forma, o tratamento com trinexapac-etílico mg L -1 de i.a, em 3 aplicações, apresentou a menor porcentagem de ramos com mais de 60 cm, ou seja, menor crescimento de ramos, mas não diferiu dos demais tratamentos, com exceção de trinexapac-etílico mg L -1 de i.a, com 1 e 2 aplicações. Em relação a porcentagem de ramos com paralisação de crescimento não foi verificada diferença significativa. Considerando a elevada proporção de ramos nas classes de maior comprimento, e o padrão de crescimento da cultivar Fuji, pode-se indicar a necessidade de aplicações adicionais, no sentido de aumentar o período efetivo de controle de crescimento. Tabela 1. Distribuição do tamanho dos ramos e porcentagem de ramos com paralisação de crescimento. Vacaria, RS, 2014/2015. Tratamentos Distribuição do tamanho dos ramos (1) <20 cm cm cm >60 cm Porcentagem de ramos com paralisação (1) 1) Testemunha (sem aplicação) 20,697ns 38,083ns 21,893ns 19,327ab 42,671ns 2) Trinexapac-etílico mg L -1 de i.a (1AP) 3) Trinexapac-etílico mg L -1 de i.a (1/2 1AP + 1/2 30DAP) 4) Trinexapac-etílico mg L -1 de i.a (1/3 1AP + 1/3 30DAP + 1/3 60DAP) 5) Trinexapac-etílico mg L -1 de i.a (1AP) 15,305 20,436 29,682 23,262 36,840 31,071 39,723 33,694 17,992 19,283 23,320 22,003 29,863a 29,210a 7,276b 21,041ab 48,626 42,649 34,507 38,124 6) Trinexapac-etílico mg L -1 de i.a (1/2 1AP + 1/2 30DAP) 29,912 38,034 18,613 13,441ab 28,262 7) Trinexapac-etílico mg L -1 de i.a (1/3 1AP + 1/3 30DAP + 1/3 60DAP) 18,422 38,235 21,238 22,105ab 38,588 CV (%) 15,821 15,122 12,420 20,868 14,558 AP aplicação; DAP dias após a primeira aplicação; ns não significativo; (1) Variável transformada pela equação arc.sen (x/100); Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. Considerações Nas condições de realização desse estudo, a utilização de trinexapac-etílico, indiferentemente da concentração e forma de parcelamento, não alterou a proporção de ramos nas classes de menor comprimento. 144

170 Uso de Siberio na indução de brotação de macieiras Baigent na região de Vacaria-RS Mauricio B. de Vargas 1, Fernando J. Hawerroth 2, Danyelle de S. Mauta 3, Natália, A. de A. Goularte 4, Diana C. L. Freitas 3, Filipe M. Culau 5 1 Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) e Instituto Federal de Educação do Rio Grande do Sul (IFRS), bolsista de iniciação científica CNPq/Embrapa, curso de bacharelado em Agronomia, [email protected]; 2 Embrapa Uva e Vinho, Estação Experimental de Fruticultura de Clima Temperado, Vacaria, RS, [email protected]; 3 Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Lages, SC, [email protected]; 4 Universidade do Estado do Rio Grande do Sul (UERGS), Campus Vacaria, Vacaria, RS, [email protected]; 5 Universidade do Estado do Tocantins (UNITINS), Palmas, TO. Palavras Chave: Malus domestica, indutor de brotação. A macieira Gala e suas mutações somáticas são plantas que necessitam de uma grande quantidade e qualidade de frio em seu período de dormência para desenvolver plenamente seu potencial produtivo. A região sul do Brasil não atende totalmente esta condição, sendo necessária a utilização de indutores de brotação. Estes são uma ferramenta para uniformizar o ciclo produtivo da cultura, facilitando o manejo. É necessária a introdução de novas opções que agreguem menor toxicidade tanto para humanos quanto para o meio ambiente com eficiência semelhante aos indutores de brotação atualmente utilizados. O objetivo deste trabalho foi avaliar a eficiência de Siberio como indutor de brotação em macieiras Baigent. O experimento foi realizado com macieiras Baigent sob porta enxerto M9 em pomar comercial na região de Vacaria, RS, durante o ciclo produtivo 2016/2017. O delineamento conduzido em blocos casualizados, com quatro repetições de duas plantas. A aplicação foi realizada em 01/09/2016, sendo os seguintes tratamentos: 1. Testemunha (sem aplicação); 2. Nitrato de cálcio 5%; 3. Nitrato de cálcio 5% + Siberio 1,5%; 4. Nitrato de cálcio 5% + Siberio 3,0%; e 5. Nitrato de cálcio 5% + Siberio 4,5%. As plantas foram divididas em porção inferior e superior onde avaliou-se separadamente em cada uma delas: brotações de gemas axilares (%), brotação de gemas terminais (%), total de cachos florais por planta, total de frutos por planta e frutos por cacho floral. Aos 27 e 76 dias após a aplicação, as combinações de nitrato de cálcio e Siberio em todas as concentrações foram efetivas na indução de brotação de gemas axilares da porção superior e inferior das plantas avaliadas. Em relação a brotações terminais, aos 27 dias o tratamento com nitrato de cálcio 5% + Siberio 4,5% foi mais efetivo diferindo da testemunha. Entretanto, aos 76 dias, o tratamento nitrato de cálcio 5% + Siberio 3,0% apresentou melhor resultado e entre porções superior e inferior não houve diferença significativa. A quantidade de cachos florais por planta, frutos por planta e frutos por cacho floral, não diferiram entre os tratamentos, porém a parte superior obteve maior eficiência em relação a inferior. Tabela 1. Análise da brotação de gemas axilares em resposta a aplicação de Siberio para indução de brotação de macieiras Baigent. Indutor de brotação Porcentagem de brotação de gemas aos 27 dias Porcentagem de brotação de gemas aos 76 dias PI 1 PS 2 Média PI 1 PS 2 Média 1. Testemunha (sem aplicação) 15,1 31,7 23,4b 22,3 39,5 30,9b 2. Nitrato de Cálcio 5% 17,2 27,5 22,4b 22,6 32,9 27,7b 3. Nitrato de Cálcio 5% + 30,1 50,9 40,5a 33,8 55,0 44,4a Siberio 1,5% 4. Nitrato de Cálcio 5% + 49,6 50,7 50,2a 53,4 51,8 52,6a Siberio 3,0% 5. Nitrato de Cálcio 5% + 45,1 63,7 54,4a 45,2 64,2 54,7a Siberio 4,5% Média 31,4b 44,9a 35,5b 48,7a 1 Porção Inferior; 2 Porção Superior. Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. Tabela 2. Análise da brotação de gemas terminais em resposta a aplicação de Siberio para indução de brotação de macieiras Baigent. Indutor de brotação 1. Testemunha (sem aplicação) 2. Nitrato de Cálcio 5% 3. Nitrato de Cálcio 5% + Siberio 1,5% 4. Nitrato de Cálcio 5% + Siberio 3,0% 5. Nitrato de Cálcio 5% + Siberio 4,5% Porcentagem de brotação de gemas aos 27 dias Porcentagem de brotação de gemas aos 76 dias PI 3 PS 4 Média PI 3 PS 4 Média 73,6 51,7 62,6b 85,9 84,8 85,3b 80,5 68,7 74,6ab 85,4 84,7 85,0b 80,0 59,4 69,7ab 88,6 95,2 91,9ab 88,5 60,5 74,5ab 93,7 98,7 96,2a 88,3 70,1 79,2a 93,1 91,1 92,1ab Média 82,2a 62,1b 89,3a 90,9a 1 Porção Inferior; 2 Porção Superior. Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste Tukey, a 5% de probabilidade de erro. As combinações de nitrato de cálcio e Siberio são efetivas na indução de brotação de macieiras Baigent. À Embrapa, CNPq, UERGS e IFRS pelo fomento à pesquisa e financiamento de bolsas de estudo. 145

171 Formação de mudas de macieira pré-formadas com a aplicação de benziladenina Cássia Regina Tem-Pass 1, Júlio César Orlandi 2, Andrea De Rossi Rufato 3, Léo Rufato 4, Chaiara C. da S. Castro 5, Guilherme de Lima Teixeira 6, Micheli Fochesato Michelon 7, Lucas Marchioreto Embrapa uva e vinho Estação Experimental de Fruticultura de Clima Temperado de Vacaria (IC), BR 285, Km Caixa Postal 1513, Vacaria, RS, [email protected] UDESC (PG). Avenida Luis de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. 3 EMBRAPA Estação Experimental de Fruticultura de Clima Temperado de Vacaria (PQ), BR 285, Km Caixa Postal 1513, Vacaria, RS. 4 UDESC (PQ). Avenida Luis de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. Palavras Chave: Maxi Gala, Marubakaido com filtro, sistemas de condução. O desenvolvimento da fruticultura no sul do Brasil é uma realidade que vem se consolidando ao longo do tempo, pois o aprimoramento das técnicas de cultivo torna possível o alcance de produtividades satisfatórias nas culturas de interesse. A cultura da macieira é um exemplo da utilização de tecnologias que implantadas de forma produtiva trazem resultados positivos e com capacidades de potencialização. E é visando essas potencializações como produtividade, adensamento e estrutura de planta, que estudos com fitorreguladores como benziladenina, são realizados anualmente. O presente trabalho tem por objetivo estabelecer um protocolo de pré-formação de mudas de macieira cv. Maxi Gala com o uso de benziladenina. O experimento foi conduzido no viveiro comercial da empresa Rasip, no município de Esmeralda-RS, durante o ciclo 2016/2017. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados com três repetições, onde cada unidade amostral foi constituída de dez plantas. Os tratamentos consistiram de quatro doses de benziladenina (0, 250, 500 e 750 mg L -1 ), com cinco ou sete aplicações sequenciais. Os tratamentos foram realizados com a cultivar Maxi Gala sobre o portaenxerto Marubakaido com filtro. O início das aplicações deu-se quando as mudas atingiram 50 cm de altura, onde direcionou-se a aplicação da benziladenina somente no ponto de dominância apical da planta. O intervalo entre as aplicações foi de 14 dias. Para as aplicações utilizou-se um pulverizador costal de CO2, com pressão e vazão constante, munido de bico cone cheio. As variáveis analisadas foram altura de planta (cm), diâmetro do caule (mm), e metros lineares de brotações formadas. Os resultados obtidos foram submetidos à análise de variância com o teste de comparação de médias Scott-Knott, a 5% de probabilidade de erro. Com relação à altura de plantas, observa-se que quando foram realizadas cinco aplicações sequenciais de benziladenina, a dose de 750 mgl -1 diferiu estatisticamente das demais doses, o que também ocorreu para sete aplicações sequenciais nas doses 500 e 750 mg L -1. Pode-se afirmar que a benziladenina interfere diretamente na dinâmica de brotação de gemas laterais do caule das mudas, podendo ocorrer a competição entre as variáveis vegetativas altura e brotação lateral, pois com doses maiores a indução de gemas laterais pode ser aumentada, impactando diretamente na menor estatura de plantas observadas nestas doses. Com relação ao diâmetro de tronco não se observa diferença estatística entre as doses de benziladenina, bem como entre o número de aplicações. Para a variável metro de ramos lineares formados, verifica-se que independente do número de aplicações realizadas todas as doses diferiram da testemunha. A benziladenina quando aplicada sobre as mudas de macieira Maxi Gala, induz a formação de ramificações laterais, sendo que independente do número de aplicações, o efeito observado nas variáveis vegetativas não diferiu entre doses e número de aplicações. Tabela 1. Altura da muda, diâmetro do caule e metros lineares de brotações formadas em mudas de macieira Maxi Gala, produzidas com a aplicação de benziladenina. Esmeralda, RS Nº Aplicações Dose (mg L -1 ) Altura da muda (cm) Diâmetro do caule (mm) Metros lineares de brotações (m) 0 205,22 a 13,16 a 1,87 b ,11 a 13,46 a 3,28 a ,00 a 12,58 a 4,11 a ,33 b 11,85 a 3,41 a 0 212,66 a 13,16 a 2,02 b ,77 a 13,38 a 4,21 a ,11 b 11,95 a 3,94 a ,70 b 12,13 a 3,97 a CV % 7,11 9,46 25,37 *Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade. Com base nos resultados obtidos, pode-se concluir que cinco aplicações de benziladenina, com a dose de 250 mgl -1, foram suficientes para a obtenção de mudas pré-formadas. Estas apresentam características desejáveis na implantação de um pomar padronizado e com precocidade na produção. À Embrapa, ao CNPq e a UDESC pelo fomento à pesquisa e financiamento de bolsas de estudo. 146

172 O pré resfriamento em ar ou em água não apresenta benefício sobre a manutenção da qualidade de maçãs Fuji frigoconservadas Fabiana Geherke¹, Crizane Hackbarth², Mayara C. Stanger³, Cristina Soethe 4, Cristiano André Steffens 5, Cassandro V. T. do Amarante 6 ¹Universidade do Estado de Santa Catarina, (IC). Av. Luís de Camões, 2090 Conta Dinheiro, Lages SC, [email protected]; ²Universidade do Estado de Santa Catarina, (PG). Luís de Camões, 2090 Conta Dinheiro, Lages SC, ; ³Universidade do Estado de Santa Catarina, (PQ). Luís de Camões, 2090 Conta Dinheiro, Lages SC, Universidade do Estado de Santa Catarina, (PG). Luís de Camões, 2090 Conta Dinheiro, Lages SC, ; 5 Universidade do Estado de Santa Catarina, (PQ), Luís de Camões, 2090 Conta Dinheiro, Lages SC, Universidade do Estado de Santa Catarina, (PQ), Luís de Camões, 2090 Conta Dinheiro, Lages SC, Palavras Chave: Temperatura, Conservação Pós-colheita, Etileno. A conservação pós-colheita de frutos depende principalmente da diminuição da temperatura, já que esta afeta a taxa respiratória e a produção de etileno. O pré-resfriamento tem como função a rápida remoção do calor de campo dos produtos recém colhidos, prática adotada por algumas empresas do setor. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do pré-resfriamento em água e em ar sobre a manutenção da qualidade de maçãs Fuji. Os tratamentos avaliados foram: sem préresfriamento (testemunha); pré-resfriamento em ar na câmara de armazenamento; pré-resfriamento em água até 15 C; pré-resfriamento em água até 10 C; e pré-resfriamento em água até 5 C. As maçãs Fuji foram armazenadas a 0,5 C±0,5 C/UR de 92±5% durante cinco meses e meio. Os frutos foram analisados quanto à firmeza de polpa, atributos de textura (forças para penetração da polpa e ruptura da casca), taxa respiratória, cor da epiderme, acidez titulável, teor de sólidos solúveis e incidência de podridões. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado com quatro repetições de 30 frutos. Os dados foram submetidos à análise de variância (ANOVA), e as médias dos tratamentos foram comparadas com o controle pelo teste de Dunnett (p<0,05). Maçãs Fuji pré-resfriadas em água até 5 C apresentaram os menores valores de firmeza de polpa e força para penetração da polpa, na saída da câmara. Após sete dias, em condições ambiente o pré-resfriamento em água até 5 C e 10 C reduziram a firmeza de polpa, a força para ruptura da epiderme e o teor de sólidos solúveis dos frutos comparados ao controle. Nos demais atributos avaliados não foram observados diferenças entre tratamentos. Tabela 1. Firmeza da polpa, atributos de textura e sólidos solúveis em maçãs Fuji, submetidas a diferentes manejos de pré-resfriamento (PR), após 5 meses de armazenamento refrigerado e mais sete dias em condições ambiente. Manejo Póscolheita Firmeza de polpa (N) Força para ruptura da epiderme (N) Força para penetraçã o da polpa (N) Sólidos solúvei s ( Brix) s/pr 58,7 11,2 2,5 13,2 (testemunha) PR em ar 60,8 11,5 2,5 13,4 PR em água 58,2 11,6 2,4 12,7 15 C PR em água 54,1** 11,3 2,3 12,5** 10 C PR em água 50,1** 10,9** 2,2** 12,4** 5 C Média 56,4 11,3 2,4 12,8 CV (%) 3,6 2,5 4,3 2,3 Médias seguidas por ** diferem da testemunha pelo teste de Dunnett (p<0,05). ns : não significativo pelo teste de Dunnett (p<0,05). O pré-resfriamento não apresenta benefícios na manutenção da qualidade de maçãs Fuji. O préresfriamento até 10 C e 5 C aumenta a taxa respiratória, reduz os sólidos solúveis e a firmeza de polpa. 147

173 Influência da exposição de maçã Gala a espectros luminosos após a armazenagem Evandro Holz 1, Denise Schmidt 2, Stela Maris Kulczynski 2, Gabrieli Cristina Vitalli de Azevedo 1, Iuri Naibo 1, Leonardo Antonio Thiesen 3 1 Universidade Federal de Santa Maria, campus Frederico Westphalen (IC), Linha 7 de Setembro, s/n - BR 386 Km 40, CEP Frederico Westphalen RS, [email protected]; ²Universidade Federal de Santa Maria, campus Frederico Westphalen, Docente/Pesquisador, Linha 7 de Setembro, s/n - BR 386 Km 40, CEP Frederico Westphalen RS; 3 Universidade Federal de Santa Maria, campus Frederico Westphalen (PG), Linha 7 de Setembro, s/n - BR 386 Km 40, CEP Frederico Westphalen RS. Palavras Chave: Pós-colheita, LED, Malus domestica. A maçã (Malus domestica) é um pseudofruto muito produzido na região sul do Brasil, e amplamente consumido no território nacional. Porém, um dos inconvenientes desta fruta é sua sazonalidade, tornando-se necessário um armazenamento prolongado. Durante este período não são recomendados fungicidas, sendo o armazenamento refrigerado o método mais eficiente para prolongar sua vida útil. Contudo, com o avanço das tecnologias, busca-se aprimorar as técnicas de manejo, tornando a utilização de lâmpadas Led alternativa promissora. Com isso, objetivou-se avaliar a influência de diferentes qualidades espectrais na manutenção das características pós-armazenagem da maçã cultivar Gala. O experimento foi desenvolvido na Universidade Federal de Santa Maria, Campus Frederico Westphalen/RS entre os dias 17 e 25 de abril de Os frutos de maçã cultivar Gala (categoria um e calibre 100) foram adquiridos no comércio local, sem a presença de lesões. Os frutos foram desinfestados superficialmente com álcool 70% e hipoclorito de sódio durante 1 minuto, e lavados com água destilada e autoclavada. O experimento foi conduzido em delineamento experimental inteiramente casualizado, com seis tratamentos, constituídos por uma bandeja plástica, contendo seis frutos, e cada fruto uma unidade experimental. Os tratamentos consistiram de diferentes qualidades espectrais (azul, azul + vermelha, vermelha, branca, fluorescente e escuro). Os frutos foram acondicionados sob suportes plásticos (PVC) e papel umedecido, permanecendo em bancada recebendo os tratamentos durante oito dias à uma temperatura controlada de 25ºC e fotoperíodo de 16 horas. As avaliações foram realizadas no início do experimento e no final, realizando a mensuração de altura e largura (cm fruto -1 ), massa fresca (g fruto -1 ), sendo então calculada a redução de massa e tamanho (largura e altura), e expressos em porcentagem. Para sólidos solúveis totais (ºBrix) realizou-se a medida de uma amostra fixa no início do experimento e no final realizou-se as avaliações por tratamento. Os dados coletados foram submetidos à análise de variância e quando significativo, comparou-se as médias pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro, através do programa Assistat. De acordo com a análise de variância realizada, os tratamentos não foram significativos. Contudo, na comparação de médias entre tratamentos foram verificadas algumas variações. A amostra inicial referente aos sólidos solúveis totais foi de 13,27 ºBrix. Figura 1. Redução de altura, largura, massa fresca (%) e sólidos solúveis totais (ºBrix) de frutos de maçã Gala, submetidos aos espectros luminosos: (1- azul, 2- azul+vermelho, 3- vermelho, 4- branco, 5- fluorescente, 6- escuro). Frederico Westphalen, RS, UFSM, Os espectros azul+vermelho e vermelho apresentam tendência de manter as características de tamanho e massa fresca. Já o espectro azul contribui para a redução da massa fresca e dos sólidos solúveis totais de frutos de maçã Gala. 148

174 Possibilidade de economia de energia em função do aumento da temperatura de armazenamento de maçãs Royal Gala em ultra baixo oxigênio Vagner Ludwig 1*, Fabio R. Thewes 2, Erani E. Schultz 2, Sarah E. Forgiarini 1, Flavio R. Thewes 1, Matheus G. Ristow 1, Rovani M. Rossato 1, Auri Brackmann 3 1 Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) (IC). 2 UFSM (PG), 3 UFSM (PQ), Av. Roraima, n 1.000, Prédio 77, Sala 26, C.P. 591, , Santa Maria, RS. Palavras Chave: Malus domestica, etileno, firmeza de polpa, qualidade O armazenamento de maçãs Royal Gala em temperatura maior do que a atualmente utilizada (1,0 ºC), é uma alternativa para a redução do consumo de energia elétrica. Estudos indicam a possibilidade de aumento da temperatura no armazenamento de outras cultivares de maçãs. Segundo McCormick et al. (2012), a utilização de técnicas auxiliares ao armazenamento, como a aplicação de 1-metilciclopropano (1-MCP) juntamente com atmosfera controlada estática (AC), possibilitou um aumento da temperatura de 2,5 ºC, obtendo economia de energia de 26% e 35% para as cultivares Jonagold e Gala, respectivamente. Recentemente surgiu uma nova técnica que submete os frutos a condições de ultra baixo oxigênio (ULO) durante o armazenamento. O objetivo do trabalho foi avaliar a qualidade dos frutos com aumento da temperatura de armazenamento, em ultra baixo oxigênio. O experimento foi realizado com maçã Galaxy proveniente de pomar comercial de Vacaria, RS. Os tratamentos foram: atmosfera controlada 1,2 kpa de O2 e 2,0 kpa de CO2 e ultra baixo oxigênio 0,8 kpa de O2 e 1,2 kpa de CO2. Os frutos foram armazenados nas temperaturas de 1,0 e 1,5 C. O delineamento utilizado foi inteiramente casualizado, em esquema fatorial (2x2). As análises foram realizadas após nove meses mais sete dias a 20 C. A atividade da enzima ACC oxidase foi reduzida quando os frutos foram mantidos na temperatura de 1,5 C na condição de AC. Os frutos armazenados em ULO apresentaram maior atividade da enzima ACC oxidase, comparado a AC na temperatura de 1,0 C, no entanto na produção de etileno não houve diferença. O armazenamento em ULO reduziu a produção de etileno dos frutos mantidos na temperatura de 1,5 ºC, comparado com a AC. Não houve interação entre as temperaturas na porcentagem de frutos sadios. A maior porcentagem de frutos sadios foi observada na temperatura de 1,5 ºC em comparação com 1,0 ºC. A condição de ULO manteve maior porcentagem de frutos sadios comparado com AC, na temperatura de 1,5 ºC. Entre as condições de armazenamento, a maior firmeza de polpa foi observada nos frutos armazenados em ULO, independente da temperatura, provavelmente, devido à menor atividade da enzima ACC oxidase e menor produção de etileno. De acordo com Prassana et al. (2007), o etileno ativa enzimas que degradam a parede celular, ocasionando a perda de firmeza de polpa durante o armazenamento. A firmeza da polpa dos frutos armazenados em ULO foi maior do que aqueles mantidos em AC, nas duas temperaturas, o que deve estar relacionado com a menor atividade da enzima ACC oxidase e produção de etileno. Produção de etileno (µl C 2 H 4 kg -1 h -1 ) Firmeza de Polpa (Newton) AC ULO Ba Aa Aa Ab 1,0 1,5 Aa Aa Ab Ab 1,0 1,5 Temperatura C ACC oxidase (nl C 2 H 4 g-1 h-1) Frutos Sadios (%) Aa Bb Aa Ba 1,0 1,5 Aa Aa Aa Ab 1,0 1,5 Temperratura C Figura 1: Produção de etileno, frutos sadios, ACC oxidase e firmeza de polpa de maçãs Galaxy armazenados em AC e ULO, em duas temperaturas (1,0 e 1,5 C) durante nove meses mais sete dias de vida de prateleira. *Barras com letras iguais, minúscula entre as condições de atmosfera, maiúscula entre a temperatura, não diferem pelo teste de Tukey com 5% de probabilidade. Maçãs Galaxy podem ser armazenadas na temperatura de 1,5 ºC e, se mantidas em ULO, apresentam maior porcentagem de frutos sadios e firmeza de polpa. Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pelo apoio financeiro. E a agropecuária Schio pela cedência dos frutos. McCormick, R.; Neuwald, D. A.; Streif, J. Commercial Apple CA Storage Temperature Regimes with 1-MCP (SmartFreshTM): Benefits and Risks. Acta Horticulturae, 2012, v.934, p , Prassana, V, Prabha, T.N., Tharanathan, R. N. Fruit ripening phenomena- an overview. Critical Review of Food Scienc and Nutrition, 2007, 47,

175 Condições de oxigênio extremamente baixo para armazenamento de maçãs Royal Gala Magno R. P. Berghetti 1, Vagner Ludwig 1, Lucas M. Wendt 1, Flavio R. Thewes 1, Matheus G. Ristow 1, Erani E. Schultz 2, Fabio R. Thewes 2, Auri Brackmann 3 1 UFSM, Universidade Federal de Santa Maria: acadêmico de graduação (IC), 2 acadêmico de Pós-graduação (PG), 3 professor Universitário/Pesquisador (PQ), Av. Roraima, n 1.000, Prédio 77, Sala 26, Cx.P. 591, , Santa Maria, RS. do autor: [email protected] Palavras Chave: desordens fisiológicas, etileno, metabolismo anaeróbico, Malus domestica A produção de maçã se concentra em um intervalo curto do ano, principalmente entre os meses de janeiro a abril, e para que haja fornecimento da fruta em um maior período do ano, torna-se importante o uso de técnicas eficazes de armazenamento (BRACKMANN et al., 2008). Dentre as técnicas utilizadas está o oxigênio extremamente baixo, que consiste em armazenar os frutos em concentrações abaixo de 1,0%, sendo mantidas acima do ponto de compensação anaeróbica, o que irá possibilitar menor perda de açúcares e de ácidos no processo de respiração (WEBER et al., 2013). Diante disso o objetivo do trabalho foi avaliar o efeito do armazenamento de maçãs Royal Gala em condições extremamente baixas de oxigênio, na manutenção da qualidade pós-colheita dos frutos. O trabalho foi conduzido no ano de 2014, onde os frutos foram armazenados em minicâmaras de atmosfera controlada (AC) fechadas hermeticamente, sob uma temperatura de 1,0 ± 0,1ºC e umidade relativa de 95%. As condições avaliadas foram: [1] 1,2 kpa O2 + 2,0 kpa CO2; [2] 0,7 kpa O2 + 1,5 kpa CO2 [3] 0,5 kpa O2 + 1,2 kpa CO2 [4] 0,4 kpa O2 + 1,2 kpa CO2 e [5] 0,25 kpa O2 + 0,0 kpa CO2. Os frutos foram armazenados por um período de nove meses mais sete dias a 20 C, simulando o período de prateleira, e, após esse período, foram efetuadas análises laboratoriais. Os dados obtidos para cada variável avaliada foram submetidos à análise de componentes principais (ACP). Na análise multivariada pode-se observar que os produtos da fermentação, polpa farinácea e rachadura de polpa, estão correlacionados à menor concentração de oxigênio (Figura 1), assim pode-se deduzir que o metabolismo anaeróbico foi responsável pela ocorrência desse resultado. Os tratamentos com 0,7, 0,5 e 0,4 kpa O2 apresentaram maior correlação com a firmeza de polpa, indicando que o baixo oxigênio com 1,2 kpa CO2 reduz a produção de etileno, que por sua vez pode estar relacionado à baixa expressão ou atividade das enzimas responsáveis pela degradação da parede celular. Figura 1- Análise de componentes principais (ACP), tratamentos (A) em correlação às variáveis (B). Os níveis extremamente baixos de oxigênio de 0,4 kpa e 0,5 kpa O2 + 1,2 kpa CO2 foram eficientes em manter firmeza de maçãs Royal Gala. Estas condições apresentaram um padrão de qualidade bastante próximo entre si, com exceção do tratamento com 0,25 kpa O2 + 0,0 kpa CO2, que aumentou, principalmente, a rachadura de polpa e polpa farinácea. Ao CNPq pela concessão da bolsa de iniciação científica. BRACKMANN, A. et al. Manutenção da qualidade pós-colheita de maçãs Royal Gala e Galaxy sob armazenamento em atmosfera controlada. Cienc Rural, 2008, v.38, n.9, p WEBER, A. et al. Atmosfera controlada para o armazenamento da maçã Maxi Gala. Cienc Agron, 2013, v. 44, n 2, p

176 Efeito de fitorreguladores na qualidade de maçãs 'Brookfield' armazenadas em atmosfera controlada Matheus Gustavo Ristow 1, Magno Roberto Pasquetti Berghetti 1, Lucas Mallman Wendt 1, Vagner Ludwig 1, Sarah Forgiarini 1, Rovani Marcos Rossato 1, Fabio Rodrigo Thewes 2, Auri Brackmann 3 1 UFSM, Universidade Federal de Santa Maria (IC), 2 UFSM (PG), 3 UFSM (PQ), Av. Roraima, n 1.000, Prédio 77, Sala 26, Cx.P. 591, , Santa Maria, RS. do autor: [email protected] Palavras Chave: Malus domestica, qualidade, ANA, AVG, armazenamento Durante o período de armazenamento de algumas cultivares de maçãs, ocorre perda de firmeza e polpa farinácea (Brackmann et al., 2005). Algumas das formas existentes no mercado para diminuir tais problemas são a aplicação de fitorreguladores no pomar, uso de 1-metilciclopropeno (1-MCP) ou absorção de etileno das câmaras, para inibir a ação do etileno produzido pelos frutos, e a utilização de atmosfera controlada durante o período de armazenamento (Brackmann et al., 2015). Com isso, o objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da aplicação de produtos em pré e pós-colheita na qualidade de maçãs 'Brookfield' armazenadas sob atmosfera controlada. O experimento foi realizado com maçãs 'Brookfield' provenientes de um pomar de Vacaria-RS. Utilizouse o delineamento experimental inteiramente casualizado com quatro repetições. Os tratamentos aplicados foram: [1] controle (aplicação de água); [2] Aminoetoxivinilglicina (AVG): 0,83 kg ha -1 aplicado 30 dias antes da colheita, utilizando o produto comercial Retain ; [3] ácido naftaleno acético (ANA ): 40g ha -1 aplicado sete dias antes da colheita; [4] 1- metilciclopropeno (1-MCP): 0,625μL L -1 aplicado antes do armazenamento, utilizando o produto comercial Smartfresh e [5] absorção de etileno com permanganato de potássio dentro das câmaras (ABS). Todos os tratamentos foram conservados em atmosfera controlada com 1,0 kpa O2 + 2,0 kpa CO2. As análises físico-químicas dos frutos foram realizadas após oito meses de armazenamento mais sete dias a 20ºC, o que configura o tempo de vida de prateleira dos frutos. Verificou-se que os tratamentos com 1-MCP, AVG e com absorção de etileno da câmara apresentaram menor produção de etileno interno, bem como a maior firmeza de polpa (Tabela 1). Os fitorreguladores não apresentaram efeito sobre a cor vermelha dos frutos, sendo que nenhum dos tratamentos apresentou diferença nesse parâmetro. Frutos tratados com ANA apresentaram menor firmeza de polpa e alta incidência de polpa farinácea. Entretanto, o tratamento com AVG obteve menor porcentagem de frutos com polpa farinácea, estatisticamente semelhante à absorção de etileno. Tabela 1. Etileno interno, coloração vermelha da epiderme, polpa farinácea e firmeza de polpa de maças Brookfield tratadas com diferentes produtos e avaliadas após oito meses de armazenamento em atmosfera controlada mais sete dias de vida de prateleira a 20 C. Tratamentos Etileno interno (µl L -1 ) Índice de cor vermelha (0-3) Polpa farinácea (%) Firmeza de polpa (N) Controle 42,1a 2,60a 23,3a* 59,7b AVG 2,89bc 2,33a 9,17b 70,3a ANA 3,95b 2,34a 31,0a 54,2c 1-MCP 0,82c 2,52a 23,3a 65,4a ABS 0,70c 2,54a 18,7ab 69,1a CV (%) 18,2 6,72 15,8 3,84 * Médias seguidas por letras iguais nas colunas não diferem pelo teste (p<0.05). Para uma maior qualidade de armazenamento em atmosfera controlada e vida de prateleira das maçãs Brookfield, o tratamento com AVG é o mais eficaz. Ao CNPQ/Capes, pelo financiamento de bolsas de estudo e incentivo à pesquisa. Brackmann, A. et al. Consequência da umidade relativa durante o armazenamento refrigerado e em atmosfera controlada na qualidade da maçã 'Gala'. Ciência Rural, 2005, v. 35. n. 5, p Brackmann, A. et al. Effect of growth regulators application on the quality maintenance of 'Brookfield' apples. Bragantia, 2015, v. 74, n. 4, p

177 Ácido naftaleno acético: aplicação isolada e combinada com outros fitorreguladores sobre a qualidade de maçãs Brookfield Lucas Mallmann Wendt 1*, Fabio Rodrigo Thewes 2, Erani Eliseu Schultz 2, Matheus Gustavo Ristow 1, Sarah Forgiarini 1, Flavio Roberto Thewes 1, Vagner Ludwig 1, Auri Brackmann 3 1 Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) (IC), 2 UFSM (PG), 3 UFSM (PQ), Av. Roraima, n 1.000, Prédio 77, Sala 26, Cx.P. 591, , Santa Maria, RS. do autor: [email protected] Palavras Chave: Malus domestica, firmeza de polpa, armazenamento, produção de Etileno, atmosfera controlada. A maçã Brookfield é mutante da cultivar Royal Gala, a qual apresenta uma janela curta de colheita. Uma tecnologia difundida nos pomares é a utilização de fitorreguladores, usados para adiantar ou retardar a maturação. Um dos fitorreguladores usados é a aminoetoxivinilglicina (AVG), utilizado para controlar a queda pré-colheita e retardar a maturação (Byers et al., 2005), devido à inibição da síntese de etileno. Ácido naftaleno acético (ANA), é uma auxina sintética, que reduz a queda précolheita, porém, acelera a maturação dos frutos, acarretando um menor potencial de armazenamento pelo aumento na produção do etileno (Brackmann et al., 2015). A aplicação de Ethephon, um liberador de etileno, possibilita adiantar a colheita, devido ao rápido amadurecimento e aumento da cor vermelha (Steffens et al., 2006). O objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito do ANA e sua combinação com AVG e Ethephon sobre a firmeza de polpa e a produção de etileno na pós-colheita de maçãs Brookfield. O experimento foi realizado com maçãs Brookfield provenientes de um pomar comercial de Vacaria (RS). Os tratamentos avaliados foram: [1] Controle: apenas aplicação de água; [2] ANA: 40g ha -1 aplicado sete dias antes da colheita (DAC); [3] ANA + Ethephon (2,0 L ha -1 de Ethrel 24% do i. a.), aplicado 10 DAC; [4] ANA + AVG (0,83 kg ha -1 de Retain 15%i.a.) aplicado 30 DAC. Cada tratamento foi composto por 4 repetições de 25 frutos, que foram colocadas em minicâmaras de atmosfera controlada (AC), com 1,2 kpa O2 + 2,0 kpa CO2, para todos os tratamentos, sob temperatura de 1,5 ±0,1 C e umidade relativa de 94% ±1,0%, durante todo o período de armazenamento. Após oito meses de armazenamento mais sete dias de exposição a 20 ºC, visando simular o tempo de comercialização dos frutos, foi avaliada a firmeza de polpa. A produção de etileno foi avaliada durante os sete dias de exposição a 20ºC. Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey com 5% de probabilidade de erro (p<0,05) A aplicação de ANA+AVG manteve a firmeza de polpa dos frutos maior em comparação aos demais tratamentos (Figura 1A). A maior firmeza de polpa neste tratamento está relacionada à baixa produção de etileno (Figura 1B). Quando os frutos foram pulverizados com ANA, este causou uma maior redução na firmeza de polpa, em comparação à combinação com AVG ou Ethephon. A maior produção de etileno aos seis dias a 20ºC foi verificada nos frutos do tratamento controle, não diferindo dos frutos tratados com ANA + Ethephon. O tratamento com ANA+AVG reduziu drasticamente a produção de etileno. Figura 1. Firmeza de Polpa (A) e produção de etileno (B) de maçãs 'Brookfield' armazenadas durante 8 meses, mais sete dias a 20 C. Santa Maria, Brasil. Médias seguidas pela mesma letra, no mesmo parâmetro, não diferem pelo teste de Tukey (p <0,05). A combinação de ANA + AVG é o tratamento mais eficiente em manter maior firmeza de polpa após o armazenamento, resultado da menor produção de etileno. Ao CNPq pelo apoio financeiro e à empresa Agropecuária Schio pelo fornecimento das maçãs. Brackmann, A. et al. Aminoethoxyvinylglycine: isolated and combined with other growth regulators on quality of Brookfield apples after storage. Scientia Agricola, 2015, v.72, n.3, p Byers, R.E.; Carbaugh, D.H.; Combs, L.D. Ethylene inhibitors delay fruit drop, maturity, and increase fruit size of Arlet apples. HortScience, 2005, v.40, p Steffens, C.A.; Guarienti, A.J.W.; Storck, L.; Brackmann, A. Maturação da maçã 'Gala' com a aplicação pré-colheita de aminoetoxivinilglicina e ethephon. Ciência Rural, 2006, v.36, p

178 Condições de oxigênio extremamente baixo em atmosfera controlada na conservação da qualidade de maçãs Royal Gala Flavio Roberto Thewes 1*, Auri Brackmann 1, Fabio Rodrigo Thewes 1, Erani Eliseu Schultz 1, Magno Roberto Berguetti Pasquetti 1, Lucas Mallmann Wendt 1, Rovani Marcos Rossato 1, Sarah Edler Forgiarini 1 1 Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Av. Roraima, 1000, Camobi, , Santa Maria-RS. [email protected] Palavras Chave: Malus domestica Borkh, etanol, degenerescência, metabolismo anaeróbico. Uma das técnicas de armazenamento de maçãs mais utilizadas em nível comercial é a atmosfera controlada (AC). Nessa técnica, para a maçã do grupo Gala, o nível de O2 utilizado é de 1,2 a 1,5 kpa e o nível de CO2 de 2.0 a 3,0 kpa. Nos últimos anos, com o desenvolvimento de novas técnicas de atmosfera controlada, o oxigênio está sendo reduzido a níveis extremamente baixos (<0,5 kpa), especialmente quando os frutos são armazenados em atmosfera controlada dinâmica (Thewes et al., 2017). Entretanto, na literatura, há poucos estudos sobre a redução dos níveis de O2 de forma estática sem monitoramento do limite mínimo de O2 que os frutos toleram. Assim, o presente estudo objetivou avaliar o efeito da redução das pressões parciais de O2 a níveis extremamente baixos, de forma estática, sobre a qualidade de maçãs Royal Gala após oito meses de armazenamento mais sete dias de vida de prateleira. O experimento foi realizado com maçãs Royal Gala provenientes de pomar comercial de Vacaria, RS. Os frutos foram armazenados em diferentes condições de AC e oxigênio extremamente baixo. As condições foram (O2 + CO2): [1] 1,2+2,0; [2] 0,8+1,5; [3] 0,7+1,5; [4] 0,4+1,0; [5] 0,4+0,0 e [6] 0,15+0,0. Os frutos foram armazenados durante oito meses na temperatura de 1,0 C. As avaliações foram realizadas após oito meses de armazenamento mais sete dias de vida de prateleira. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualisado, com quatro repetições, sendo cada unidade experimental compostas por 30 frutos. A produção de etileno foi drasticamente reduzida com a redução da pressão parcial de O2 (Figura 1), sendo que não houve diferença entre as condições de 0,4+1,0; 0,4+0,0 e 0,15+0,0. A produção de etanol foi maior nos frutos armazenados na menor pressão parcial de O2. Essa alta produção de etanol pode ter causado danos na membrana celular, resultando em maior incidência de degenerescência de polpa. A maior incidência de degenerescência de polpa nos frutos armazenados em 0,15+0,0 resultou em menor proporção de frutos sadios (Figura 1). O armazenamento dos frutos em 0,4+1,0 resultou em maior proporção de frutos sadios. µl C 2 H 4 kg -1 h -1 % 25.0 Etileno a b b c c c d d d 60.0 Degenerescência de polpa c b a 1400 Etanol b b b Frutos sadios b b b Figura 1- Produção de etileno, concentração de etanol, degenerescência de polpa e frutos sadios de maçãs Royal Gala armazenadas em diferentes condições de O2. Colunas seguidas da mesma letra não diferem entre si pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade de erro. A melhor condição de oxigênio extremamente baixo é 0,4 kpa com 1,0 kpa de CO2, pela baixa incidência de degenerescência de polpa e maior porcentagem de frutos sadios. Não é recomendável armazenar numa condição de O2 estática de 0,15 kpa com 0,0 kpa de CO2 em função da alta produção de etanol e ocorrência de distúrbios fisiológicos. Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pelo apoio financeiro e à empresa agropecuária Schio pelo fornecimento dos frutos. Thewes, F.R., Brackmann, A., Anese, R.O., Ludwig, V., Schultz, E.E., Santos, L.F., Wendt, L.M. Effect of dynamic controlled atmosphere monitored by respiratory quotient and 1- methylcyclopropene on the metabolism and quality of Galaxy apple harvested at three maturity stages. Food Chemistry. 2017, n.222, p µl L -1 % b a b b a c 153

179 Pulverizações com boro aumentam as perdas pós-armazenamento em maçãs Milton C. Coldebella 1*, Paulo Roberto Ernani 2, Flávia D. Coldebella 1, Jaqueline M. Gerber 1, Camyla Kuhnen 3 1 UDESC Universidade do Estado de Santa Catarina (PG). Avenida Luís de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. [email protected]; 2 UDESC Universidade do Estado de Santa Catarina (PQ). Avenida Luís de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. 3 UDESC Universidade do Estado de Santa Catarina (IC). Avenida Luís de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. Palavras Chave: Malus domestica Borkh, nutrição de frutíferas, distúrbios fisiológicos, podridão. No geral, os solos sul brasileiros apresentam adequada disponibilidade de boro (B) em função do material de origem e dos altos teores de matéria orgânica, não sendo necessária sua aplicação via solo (Sá, et al, 2014). No entanto, quando sua aplicação é realizada via foliar, em pré-colheita, o B tem mostrado resultados interessantes no aumento da coloração vermelha e na antecipação da maturação (Ernani, et al., 2010). Contudo, o potencial de armazenamento pode ser reduzido em função da maior atividade metabólica destes frutos (Brackmann, et al., 2016). O objetivo deste estudo foi avaliar a incidência de distúrbios senescentes e podridões pós-armazenamento em maçãs submetidas a aplicações com diferentes doses de B na pré-colheita. O experimento foi conduzido em pomar comercial, com macieiras Imperial Gala no município de Vacaria RS, durante o ciclo 2015/2016. O delineamento experimental foi em blocos ao acaso, com 4 repetições. Os tratamentos consistiram em quatro aplicações, espaçadas equidistantemente até a data de colheita, com H3BO3 nas doses 0,0; 0,15; 0,30 e 0,45%. Os frutos foram colhidos no momento da colheita comercial e armazenados em condição de atmosfera controlada (O2: 1,9 kpa e CO2: 2,8 kpa), a 0,0 ± 0,1 ºC e UR de 95%, com aplicação de 1-MCP (1µL L -1 ). Após oito meses de armazenamento mais sete dias em condição ambiente (21 C ± 5ºC), simulando o período de prateleira, os frutos foram avaliados quanto à ocorrência de frutos com polpa farinácea, escurecimento de polpa e podridões. Os dados foram submetidos à comparação por contrastes ortogonais polinomiais. A aplicação com doses crescentes de B resultaram em aumento da incidência de polpa farinácea e de podridões nos frutos após o armazenamento. O aumento no distúrbio e de podridões foi, respectivamente, duas e vinte vezes maior nos frutos que receberam pulverizações com a dose de 0,30% em relação a frutos que não receberam aplicação. A menor firmeza de polpa e a maior produção de etileno no momento da colheita em maçãs submetidas a pulverizações com B (Brackmann, et al., 2016) podem ter favorecido o aparecimento de distúrbios senescentes, principalmente pelo fato destes frutos estarem armazenados por longo período. Além disso, a menor firmeza de polpa oferece maior facilidade na entrada e estabelecimento de patógenos nestes frutos. A incidência de escurecimento de polpa não foi significativa com o aumento das doses de B aplicadas. Tabela 1. Ocorrência de frutos com desordens fisiológicas ou podridões, após oito meses de armazenamento mais sete dias de vida de prateleira, em maçãs Imperial Gala submetidas a quatro aplicações com diferentes doses de B em pré-colheita. Doses de H3BO3 (%) Polpa farinácea (%) Escurecimento de polpa (%) Podridão (%) 0 18,8 12,5 1,3 0,15 32,5 11,3 13,8 0,30 40,0 25,0 25,0 0,45 25,0 10,0 11,3 Linear (1) ns ns * Quadrático (2) * ns ** C.V (%) 13,9 12,1 12,0 (1) Efeito linear e (2) quadrático das doses de H 3BO 3, analisados por meio de contrastes ortogonais polinomiais. ns não significativo. *, **significativo a 5 e 1% de probabilidade, respectivamente. O aumento das doses com B resulta em aumento nas perdas pós-armazenamento em decorrência da maior incidência de polpa farinácea e podridões. À Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), à Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e à empresa Frutival. BRACKMANN, A.; et al. Preharvest boron application and its relation with the quality of Galaxy apples after harvest and controlled atmosphere storage. Ciência Rural, 2016, v.46, p ERNANI, P.R.; et al. Pulverizações com boro em pré-colheita antecipam o amadurecimento de maçãs. In: Congresso Brasileiro de Fruticultura, 2010, Natal. Anais. São Paulo: Sociedade Brasileira de Fruticultura, CD-ROM. SÁ, A. et al. Influência de formas de aplicação de boro na qualidade e no rendimento de maçãs (Malus domestica). Revista Brasileira de Fruticultura, 2014, v. 36, p

180 Monitoramento do limite mínimo de O2 pela produção de CO2 dos frutos para o armazenamento em atmosfera controlada dinâmica Fabio Rodrigo Thewes 1*, Auri Brackmann 1, Rogerio de Oliveira Anese 2, Magno Roberto Berguetti Pasquetti 1, Matheus Gustavo Ristow 1, Flavio Roberto Thewes 1, Rovani Marcos Rossato 1, Sarah Edler Forgiarini 1 1 Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Av. Roraima, 1000, Camobi, , Santa Maria-RS. [email protected]; 2 Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Câmpus Urupema. Est. Senadinho, s/n, Centro, , Urupema-SC. Palavras Chave: Malus domestica Borkh, variação do O2, quociente respiratório. Nos últimos anos (±10 anos) o armazenamento de maçãs em atmosfera controlada dinâmica (ACD) vem sendo implementado em nível comercial. Essa técnica de armazenamento é baseada no monitoramento constante do limite mínimo de O2 (LMO) que os frutos toleram durante o armazenamento. Atualmente, há no mercado três técnicas de monitoramento do LMO durante o armazenamento: baseadas no etanol (Veltman et al., 2003), na fluorescência de clorofilas (Prange et al., 2007) e no quociente respiratório (ACD QR) (Weber et al., 2015). Todas essas essas ténicas de monitoramento do LMO necessitam de algum equipamento adicional na câmara frigorífica comercial, o que se torna um empecilho para adoção da ACD em nível comercial. A partir desse problema, o presente estudo objetivou desenvolver um método de monitoramento do LMO a partir da produção de CO2 dos frutos, a fim de facilitar a adoção da ACD em nível comercial. Os experimentos foram realizados com maçãs Galaxy provenientes de pomares comerciais de Vacaria, RS. Os frutos foram aramzenados em ACD monitorada por dois métodos numa mesma câmara, pela ACD QR (com dois níveis de QR: 1,3 e 1,5) e outro pela ACD monitorada pela produção de CO2 dos frutos (ACD DC) com dois níveis de metabolismo aneróbico (AMF 1,15 e 1,3). Os frutos foram armazenados durante nove meses, sendo o LMO determinado duas vezes por semana pelos dois métodos. A avaliação do método ACD DC em comparação ao ACD QR foi realizada pelas estatíticas RMSE: raíz quadrada média do erro, BIAS index e dw (índice de concordância). Na figura 1 é demostrada a variação do LMO durante o armazenamento de maçãs Galaxy em dois níveis de QR (1,3 e 1,5) e a sua comparação com o LMO estimado pelo método de ACD baseado na produção de CO2. O monitoramento do LMO por ambos os métodos foi muito similar, com RMSE variando de 0,03 até 0,08 kpa de O2. Desta maneira, o controle dinâmico do O2 durante o armazenamento pode ser realizado de maneira precisa apenas pela medição da produção de CO2. LMO pela ACD - DC LMO pela ACD - DC RQ QR RQ QR RQ QR po 2 (kpa) AMF LOL by DCA - RQ (b) RQ QR RQ QR RQ QR RMSE po 2 (kpa) AMF LMO pela ACD - QR Figura 1- Limite mínimo de O2 (LMO) pelo método de ACD DC ACD QR. AMF: fator de metabolismo anaeróbico. O monitoramento do LMO, para o armazenamento em ACD, pode ser realizado de maneira precisa apenas pela produção de CO2 dos frutos, o que pode facilitar a adoção da ACD em nível comercial. Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pelo apoio financeiro e à empresa agropecuária Schio pelo fornecimento dos frutos. Prange, R.K., Delong, J.M., Harrison, P., Mclean, S., Scrutton, J., Cullen, J. Method and apparatus for monitoring a condition in chlorophyll containing matter. U.S. Patent, n.wo/2002/006795, Veltman, R.H., Verschoor, J.A., Ruijsch van Dugteren, J.H. Dynamic control system (DCS) for apples (Malus domestica Borkh. cv. Elstar ): optimal quality through storage based on products response. Postharvest Biol. Technol., 2003, n.27, p Weber, A., Brackmann, A., Both, V., Pavanello, E.P., Anese, R.O., Thewes, F.R. Respiratory quotient: innovative method for monitoring Royal Gala apple storage in dynamic controlled atmosphere. Scientia Agric. 2015, n.72, p RMSE Resíduo (Si Oi) Resíduo (Si Oi) (a) 155

181 Uso de ácido giberélico em pêssegos Chiripá Vermelho e Eragil Júnior Marcher 1 ; Alberto Ramos Luz 2 1 Tecnólogo em Horticultura (IC); 2 Dr. Tecnólogo em Fruticultura (PQ). 1,2 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Câmpus Bento Gonçalves. [email protected] Palavras Chave: Ácido giberélico, sólidos solúveis, firmeza de polpa, pós-colheita. O Brasil é o décimo segundo maior produtor mundial de pêssegos, com aproximadamente 21 mil hectares plantados. A maturação dos frutos é regulada principalmente pela taxa respiratória e pelo hormônio vegetal etileno. Quaisquer práticas que alterem o comportamento destes alterará a maturação dos frutos. As giberelinas são conhecidas por terem efeito antagônico ao etileno, com isso, a aplicação de ácido giberélico pré-colheita em pessegueiros pode afetar a maturação de pêssegos. Obejtivou-se verificar o efeito da aplicação précolheita de ácido giberélico (GA3) na maturação pós colheita de pêssegos Eragil e Chiripá Vermelho. O trabalho foi conduzido em pomares comerciais de pêssegos Eragil e Chiripá Vermelho, enxertados sobre Capdebocsq, e localizados no município de Farroupilha, RS. Os tratamentos foram aplicados em doses crescentes de ácido giberélico (0, 30, 60 e 90 mg L -1 ) aplicados em duas épocas (24 e 15 dias antes da colheita). Utilizou-se volume de calda equivalente a 1000 L ha -1. Foram coletadas amostras de 30 frutos por planta, os quais foram acondicionados em temperatura ambiente (24ºC±2) para avaliar firmeza de polpa e concentração de sólidos solúveis (SS) aos 0, 2, 4, 6 e 8 dias após a colheita. Os teores de SS foram determinados por refratometria, utilizando-se o suco extraído dos pêssegos. A firmeza de polpa foi determinada na região equatorial dos frutos, em dois lados opostos, com o auxílio de penetrômetro manual equipado com ponteira de 8 mm de diâmetro. O delineamento utilizado foi o inteiramente casualizado em esquema fatorial 4x2. Os dados foram submetidos à ANOVA e quando significativos à análise de regressão e comparação de médias pelo teste de Tukey (p>0,05). A aplicação de GA3 pré-colheita não influenciou a concentração de SS de pêssegos Eragil, por outro lado, reduziu a concentração de SS no período de prateleira de pêssegos Chiripá Vermelho (dados não apresentados). A aplicação de GA3 pré-colheita se mostrou eficiente para manter a firmeza de polpa por mais tempo em período de prateleira dos pêssegos Chiripá Vermelho e Eragil. Figura 1. Firmeza de polpa de pêssegos Eragil e Chiripá Vermelho aos quatro dias de prateleira (24ºC±2) submetidos à aplicação pré-colheita de ácido giberélico. A aplicação de GA3 pré colheita não influencia a concentração de SS de pêssegos Eragil, mas reduz a concentração de SS no período de prateleira de pêssegos Chiripá Vermelho. A aplicação de GA3 pré-colheita se mostra eficiente para manter elevada a firmeza de polpa por mais tempo no período de prateleira dos pêssegos Chiripá Vermelho e Eragil. Aos professores do curso superior de Tecnologia em Horticultura e ao IFRS Campus Bento Gonçalves. Tabela 1 Firmeza de polpa de pêssegos Eragil submetidos a diferentes doses de GA3 aos 15 e 24 dias antes da colheita (DAC), em Farroupilha, RS, Médias seguidas de mesma letra minúscula nas colunas e maiúscula nas linhas, para cada avaliação, não diferem entre si pelo teste de Tukey (p>0,05). 156

182 Uso da radiação UV-C como alternativa no controle da Monilinia fructicola na póscolheita de pêssegos Kampai Fabiane Rezemini¹*, Caroline Farias Barreto², Cristiano Geremias Hellwig 1, Roseli de Mello Farias 2, Marcelo Barbosa Malgarim 3 ¹UFPel Universidade Federal de Pelotas (IC). Av. Eliseu Maciel, s/n, Capão Leão, RS. [email protected], [email protected]; 2 UFPel Universidade Federal de Pelotas (PG). Av.Eliseu Maciel, s/n, Capão Leão, RS. [email protected], [email protected]; 3 UFPel Universidade Federal de Pelotas (PQ). Av. Eliseu Maciel, s/n, Capão Leão, RS. [email protected] Palavras Chave: Prunus persica, podridão parda, podridões pós-colheita. A podridão parda causada pelo fungo Monilinia fructicola, é a principal doença na cultura do pessegueiro no Brasil (MAY-DE-MIO et al., 2014), e pode se tornar um entrave na comercialização. O controle da podridão geralmente ocorre por fungicidas na fase de pré-colheita (PAVANELLO et al., 2015). No entanto, alguns métodos alternativos podem ser utilizados na fase de pós-colheita, como o uso da radiação UV-C ( nm). Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar o efeito de diferentes doses de radiação UV- C na qualidade dos frutos e na ocorrência de podridão parda na pós-colheita de pêssegos Kampai. Os frutos, provenientes da safra 2015/2016, foram avaliados no laboratório de análises da área de Fruticultura de Clima Temperado da Universidade Federal de Pelotas. O delineamento experimental foi em blocos casualizados em esquema fatorial 3 x 3 ( 3 doses de radiação - dose zero, dose 3 kj m -2 e dose 6 kj m -2 - e 3 períodos de armazenamento- 2 dias, 6 dias e 9 dias) com três repetições de cinco frutos. Os frutos foram avaliados após a aplicação da radiação UV-C e mantidos em temperatura ambiente de 20ºC. Avaliou-se: frutos com podridão (%), diâmetro das lesões (mm), coloração da epiderme ( Hue), perda de massa dos frutos (%), teor de sólidos solúveis e índice de maturação através do espectrofotômetro portátil DA meter. O uso da radiação UV-C não apresentou diferenças estatísticas para o número de frutos que apresentaram sintomas de podridão parda e para o diâmetro das lesões (Tabela 1). A perda de massa em relação às doses não foi significativa, apresentando valores aproximados de 21%. O índice de maturação também não apresentou diferença significativa, ficando na média de 0,30. Sobre os sólidos solúveis a dose de radiação 6 kj m -2 apresentou o menor valor em relação aos demais (10,92º Brix). Em relação à coloração da epiderme, as doses de radiação apresentaram redução em comparação ao controle, indicando possível retardo na maturação pós-colheita dos mesmos (Tabela 2). Tabela 1. Avaliação dos sintomas de podridão parda em pêssegos Kampai sob diferentes tratamentos de UV-C e dias de armazenamento a 20 C. Tratamentos Frutos com podridão (%) Diâmetro das lesões (mm) Controle 51,11 ns 38,22 ns Dose 3 KJ m -2 40,00 36,88 Dose 6 KJ m -2 42,22 42,88 Dias de armazenamento 2 dias 4,44 b 5,77 b 6 dias 64,44 a 53,44 a 9 dias 66,66 a 58,77 a Médias seguidas por letras distintas, na coluna, diferem entre si pelo Teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro. ns: não significativo a 5% de probabilidade de erro. O uso da radiação UV-C, nas doses de 3 kj m -2 e 6 kj m -2, não influencia o número de pêssegos Kampai com sintomas de podridão parda e diâmetro das lesões, mas pode reduzir o avanço da maturação pós-colheita em relação ao controle. May-De-Mio, L.L.; Garrido, L. R.; Ueno, B.; Fajardo, T. V. M. Pêssegos In: Raseira, M. C. B.; Pereira, J. F. M.; Carvalho, e F. L. C. Pessegueiro. Embrapa, p , Pavanello, E. P.; Brackmann, A.; Thewes, F. R.; Both, V.; Santos, J. R. A.; Schorrm M. R. W. Eficiência de fungicidas no controle da podridão parda do pessegueiro e sua relação com parâmetros fisiológicos dos frutos. Semina: Ciências Agrárias, Londrina P

183 Caracterização físico-química de diferentes genótipos de amoreira-preta Claudemar H. Herpich 1*, Luciano Picolotto 2, Sebastião T. D. Santos 3, Vagner S. P. Abê 3, Guliano Rigo 3, Luis E. C. Antunes 4 ¹Universidade Federal de Santa Catarina-Campus Curitibanos (IC), bolsista PIBIC. Rodovia Ulysses Gaboardi, Km 3, Cx.P. 101, , Curitibanos SC. [email protected], ²Universidade Federal de Santa Catarina Campus Curitibanos (PQ), Rodovia Ulysses Gaboardi, Km 3, Cx.P. 101, , Curitibanos SC; 3 Universidade Federal de Santa Catarina Campus Curitibanos (IC). Rodovia Ulysses Gaboardi, Km 3, Cx.P. 101, , Curitibanos SC. 4 Pesquisador Embrapa Clima Temperado (PQ). Rodovia BR 392, Km 78 Cx.P 403, , Pelotas RS. Palavras Chave: Rubus sp; acidez titulável; qualidade; sólidos solúveis. A amoreira-preta é uma planta de hábito arbustivo que pertence ao gênero Rubus. O cultivo desta espécie vem crescendo nos últimos anos. Este aumento da demanda é atribuído a vários fatores, de econômicos a sociais, além das suas qualidades fitoquímicas, as quais podem trazer benefícios à saúde a partir da busca por uma alimentação mais saudável. Além disso, trata-se de uma cultura com características que a torna uma opção viável para a pequena propriedade (ANTUNES et al., 2014). Por ser uma cultura relativamente nova no Brasil, a amora-preta carece de informações em toda a cadeia produtiva, especialmente em regiões não tradicionais de produção. Neste sentido o objetivo do trabalho foi a caracterização genótipos de amoreirapreta na região de Curitibanos/SC. O experimento foi implantado a campo em agosto de 2015 em área experimental da UFSC/Campus Curitibanos/SC, com cinco genótipos diferentes: Tupy, Xavante, Xingu, Black 145 e Black 178. Sendo todos colhidos no mesmo momento, com bagas totalmente pretas em um período de dois a três dias cada colheita. O espaçamento de plantio utilizado foi 0,6 x 3,5 m. As variáveis avaliadas foram: acidez titulável (AT em % de ácido cítrico), sólidos solúveis (SS, em Brix), relação SS/AT e ph do suco. O delineamento experimental foi em blocos casualizados com três repetições e cinco plantas por parcela. Os resultados foram submetidos à análise da variância, e variáveis com efeito significativo foram submetidas ao teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro. Para os SS verificou-se diferenças significativas entre os genótipos, sendo os valores mais elevados observados nos genótipos Xavante, Xingu e Black 178 em comparação ao Black 145 (Figura 1). Segundo Hirsch et al., (2012) a variação do teor de SS pode ser explicado pelas diferentes características de cada cultivar. Na variável AT o maior valor ocorreu na Black 145, diferindo dos demais genótipos (Figura 1). Quanto à relação SS/AT, os genótipos Tupy, Xavante, Xingu e Black 178 apresentaram maiores valores comparativamente à Black 145 (figura 2). Para o ph do suco não observou-se diferenças significativas, exceto Black 145 onde os valores foram menores (Figura 2). Figura 1. Acidez titulável (AT) e sólidos solúveis (SS) em frutos de diferentes cultivares de amoreira-preta. UFSC/Campus de Curitibanos/SC, Letras diferentes diferem entre si, pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. Figura 2. Relação SS/AT em frutos de diferentes cultivares de amoreira-preta. UFSC/Campus de Curitibanos/SC,2017. Letras diferentes diferem entre si, pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. A qualidade físico-química dos frutos é variável nos diferentes genótipos imediatamente após a colheita. Amoras do genótipo Black 145 tendem a apresentar menor teor de SS, maior AT e menor ph em comparação aos genótipos Black 178, Xingu e Xavante. Ao CNPQ pelo fomento à pesquisa e financiamento de bolsas de estudo. ANTUNES, L.E.C. et al. Produção de amoreira-preta no Brasil. Revista Brasileira de Fruticultura, v.36, n.1, p , HIRSCH,G.E. et al. Caracterização físico-química de variedades de amora-preta da região sul do Brasil. Ciência Rural, v.42, n.5, p ,

184 Fitorreguladores na qualidade de maçãs Galaxy armazenadas em atmosfera controlada Rovani M. Rossato¹, Fabio R. Thewes 2, Erani E. Schultz 2, Magno R. P. Berghetti 1, Vagner Ludwig 1, Lucas M. Wendt¹, Matheus G. Ristow¹, Auri Brackmann 3 1 Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) (IC), 2 UFSM (PG), 3 UFSM (PQ), Av. Roraima, n 1.000, Prédio 77, Sala 26, Cx.P. 591, , Santa Maria, RS. do autor: [email protected] Palavras Chave: Malus domestica Borkh, polpa farinácea, firmeza da polpa, produção de etileno. A maçã Galaxy é uma mutante da Gala bastante cultivada no Brasil. Essa cultivar apresenta uma rápida maturação, dificultando a colheita no ponto de maturação ideal, acarretando em perda de qualidade dos frutos, além de aumentar a suscetibilidade à queda pré-colheita de frutos. Uma alternativa para contornar esse problema é a pulverização com fitorreguladores, que retardam a maturação dos frutos. O uso de fitorreguladores, como aminoetoxivinilglicina (AVG), que inibe a biossíntese do etileno e o ácido naftaleno acético (ANA), uma auxina sintética, que auxilia no controle da queda de frutos é comum na produção de maçãs, porém, esses fitorreguladores podem influenciar a qualidade dos frutos durante o armazenamento em atmosfera controlada (AC) (Brackmann et al., 2014). Portanto, o objetivo do trabalho foi avaliar o efeito de fitorreguladores na qualidade de maçã Galaxy após o armazenamento em AC. O trabalho foi conduzido em blocos ao acaso. Os fitorreguladores aplicados foram: AVG Retain, dose 125 g ha -1 ; ANA (Fruitone ), dose 20 g ha -1 e ácido 2-cloro-etil-fosfônico (Ethephon - ETH), Ethrel, dose 0,67 L ha -1. O volume de calda aplicado foi de L ha -1. Foram avaliados cinco tratamentos: [1] controle (aplicação de água); [2] ANA (aplicado 10 dias antes da colheita DAC); [3] AVG (30 DAC); [4] AVG+ANA (30 e 10 DAC); [5] AVG+ETH (30 e 10 DAC). Os frutos foram armazenados em AC com 1,2 kpa O2 + 2,0 kpa CO2, na temperatura de 1,5 C (±0,1 C) e umidade relativa de 94% (±1,0%). Cada tratamento foi formado por quatro repetições de 25 frutos cada. Após nove meses de armazenamento em AC mais sete dias a 20 C, foram avaliados a produção de etileno, firmeza da polpa e polpa farinácea. Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias foram comparadas pelo teste de Scott-Knott com 5% de probabilidade de erro. Os frutos das plantas tratadas com AVG, independente da combinação com outro fitorregulador, apresentaram baixa produção de etileno na saída da câmara e após seis dias a 20 C (Figura 1). Os frutos pulverizados com AVG e AVG+ANA apresentaram menor incidência de polpa farinácea. Frutos de plantas pulverizadas com AVG e AVG+ANA mantiveram maior firmeza da polpa, o que está diretamente relacionado com a baixa incidência de polpa farinácea e baixa produção de etileno nesses frutos. Figura 1. Produção de etileno na saída da câmara (a) e após seis dias (b), polpa farinácea (c) e firmeza da polpa (d) em maçã Galaxy após nove meses de armazenamento em AC mais sete dias a 20 C. * Médias seguidas pelas mesmas letras não diferem pelo teste de Skott Knott a 5% de probabilidade de erro. Os tratamentos com AVG ou AVG+ANA são os mais eficientes na manutenção da qualidade dos frutos após nove meses de armazenamento em atmosfera controlada mais sete dias a 20 C. À Fapergs, pela concessão da bolsa de iniciação científica e à Empresa Agropecuária Schio pelo fornecimento dos frutos. Referências bibliográfica Brackmann, A. et al. Aminoethoxyvinylglycine: isolated and combined with other growth regulators on quality of Brookfield apples after storage. Scientia Agricola, 2015, v.72, n.3, p

185 Compostos voláteis em maçã Fuji Suprema em função do atraso na instalação da atmosfera controlada ou atmosfera controlada dinâmica Vanderlei Both 1, Rovani M. Rossato 3, Erani E. Schultz 2, Magno R. P. Berghetti 3, Vagner Ludwig 3, Lucas M. Wendt 3, Matheus G. Ristow 3, Auri Brackmann 1, Sarah E. Forgiarini 3 1 Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) (Docente, PQ), 2 UFSM (PG), 3 UFSM (IC), Av. Roraima, 1000, Prédio 44, Sala 5328, , Santa Maria-RS. do autor: [email protected] Palavras Chave: Malus domestica, aroma, armazenamento, quociente respiratório, fluorescência de clorofila. A atmosfera controlada (AC) diminui o metabolismo dos frutos pela redução da concentração de oxigênio e aumento do CO2, porém com concentrações estáticas. Na atmosfera controlada dinâmica (ACD), a concentração de oxigênio é variável, podendo ser ajustada ao limite mínimo exigido pelos frutos (BRACKMANN, 2015). O armazenamento em ACD, por utilizar concentrações extremamente baixas de O2, pode influenciar a qualidade das maçãs, principalmente o aroma. Dessa forma, o atraso da instalação da atmosfera, deixando os frutos por um determinado período em condição de O2 ambiente, pode ser uma estratégia visando manter uma alta produção de compostos do aroma. Assim, este trabalho objetiva investigar o efeito do armazenamento em AC ou ACD, bem como o atraso na instalação da atmosfera, sobre a produção de compostos voláteis da maçã Fuji Suprema. Maçãs Fuji Suprema foram armazenadas imediatamente após a colheita ou com atraso de 30 dias nas seguintes condições: [1] AC com 1,0 kpa O2 + <0,5 kpa CO2; [2] ACD- fluorescência de clorofila (FC) + 0,8 kpa CO2; [3] ACD- quociente respiratório (QR) 1,5 + 0,8 kpa CO2 e [4] ACD-QR 2,0 + 0,8 kpa CO2, com temperatura de -0,5ºC. Após nove meses de armazenamento mais sete dias na condição ambiente, foram realizadas avaliações dos compostos voláteis. Utilizou-se o suco das frutas, de onde foram adsorvidos os compostos voláteis pelo método de HS-SPME, com o auxílio de uma fibra para cromatografia. A identificação e quantificação foram realizadas com um cromatógrafo gasoso, utilizando-se como padrão interno o 3-octanol. A produção de ésteres foi maior em ACD-QR 2,0, independente do momento de instalação da atmosfera, com menor concentração em ACD-FC (Figura 1). O atraso na instalação resultou em aumento da concentração de ésteres apenas em AC e QR 2,0. Com relação aos álcoois, houve menor concentração em ACD-FC na instalação imediata e em ACD-FC e ACD-QR 1,5 com atraso. Na instalação imediata não houve diferença entre tratamentos para os aldeídos, com menor produção em AC e ACD-QR 2,0 com atraso na instalação. A produção de ácidos voláteis foi maior em AC, independente do momento da instalação. µg L -1 µg L (a) Ésteres totais B a B b A b A c Imediato A b A c A d Atraso A a Aldeídos totais (c) A A a a A A a ab A a A a B b A b Álcoois totais (b) A A a a B a ab A A A B b b A ab b Imediato (d) A a Atraso Ácidos totais A a A A A b b b A b AA b b 0 Imediato Atraso Imediato Atraso AC ACD-FC ACD-QR 1.5 ACD-QR 2.0 Figura 1. Compostos voláteis da maçã Fuji Suprema armazenadas em AC e ACD com instalação imediata (1º grupo) ou com atraso (2º grupo). Médias seguidas pelas mesmas letras minúsculas não diferem entre si nos tratamentos e letras maiúsculas iguais não diferem entre si nas condições de instalação, pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro. A produção de ésteres, importantes para o aroma da maçã, foi maior em ACD-QR 2,0, com um incremento no atraso na instalação, podendo ser uma estratégia importante para o armazenamento dessa cultivar. O armazenamento em ACD-FC reduz significativamente a produção de voláteis. À Capes, CNPq e FIPE Júnior pelo apoio financeiro e à Empresa Schio Agropecuária pelo fornecimento dos frutos. BRACKMANN, A., Control apparatus for controlled atmosphere cells for storing perishable items. U.S. Patent, n. US2015/ A1. 160

186 Avaliação não destrutiva de qualidade de pêssegos Maciel tratados termicamente e armazenados sob refrigeração Suélen B. de Andrade¹, Andressa V. Schiavon¹, Angelica Bender¹, Carolina Goulart¹, Marcelo B. Malgarim² ¹UFPel. Programa de Pós-Graduação em Agronomia Fruticultura de Clima Temperado (PG). Campus Universitário, S/N CEP Capão do Leão, RS Brasil. [email protected]; ²UFPel - Programa de Pós-Graduação em Agronomia Fruticultura de Clima Temperado (PQ). Campus Universitário, S/N CEP Capão do Leão, RS Brasil Palavras Chave: Prunus persica (L) Batsh, espectroscopia Vis/NIR, condicionamento térmico. As avaliações de firmeza, teor de sólidos solúveis, acidez titulável e matéria seca, comumente são realizadas de forma destrutiva limitando o número de amostras e produzindo resíduo. Porém, já é possível otimizar este processo através de técnicas não destrutivas baseada em espectroscopia com o uso de equipamentos como Nir Case (Betemps et al,2011). O condicionamento térmico consiste em expor as frutas a temperaturas moderadas (15 a 25 C) ou elevadas (37 a 53 C), por curtos períodos, antes de refrigerá-los (Kluge et al., 2006), com o intuito de prolonger sua vida pós-colheita e diminuir os danos causados pelo frio. O objetivo desse estudo foi avaliar, de forma não destrutiva, a qualidade de frutos tratados termicamente e armazenados sob refrigeração. O experimento foi realizado em 2013, nas dependências da FAEM/UFPel em Pelotas/RS - Brasil. O condicionamento térmico foi realizado colocando-se os pêssegos em câmaras tipo B.O.D. com 75% UR. Os seguintes tratamentos foram efetuados: COND 1 Pêssegos sem tratamento (controle); COND 2 Pêssegos expostos a 40 ºC durante uma hora; COND 3 Pêssegos expostos a 20 ºC durante 24 horas; COND 4 - Pêssegos expostos a 20 ºC durante 48 horas. Após, os frutos foram armazenados em câmara fria a 1,0±0,5ºC e 85-90% UR por 20 ou 30 dias. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado com quatro repetições contendo 15 frutos cada, seguindo esquema fatorial 4x2 (tratamentos x períodos). As análises foram realizadas imediatamente após a saída da câmara, sendo sólidos solúveis ( Brix), firmeza de polpa (N) e acidez titulável (meq L -1 ) as variáveis avaliadas obtidas pelo equipamento Nir Case da Sacmi, que utiliza a espectroscopia Vis/NIR. Os resultados obtidos foram submetidos à análise da variância e aqueles significativos foram testados pelo teste de Tukey (p <0,05). Para a variável acidez titulável, os valores médios encontrados não apresentaram diferença (Tabela 1). O teor médio de sólidos solúveis aumentou com o período de armazenamento em COND 1 e COND 4. O maior valor médio dessa variável foi encontrado aos 30 dias em COND 1. O efeito do tratamento térmico, com relação à firmeza de polpa, só pode ser notado nos frutos armazenados por 30 dias, em que COND 1 revelou maior valor médio, sendo semelhante à COND 2. O uso de análise não destrutiva pode ser utilizado para avalição de frutos, necessitando que mais testes sejam realizados para adequação do mesmo às condições de cada local. Tabela 1. Valores médios de sólidos solúveis, firmeza de polpa e acidez titulável em pêssegos Maciel tratados termicamente e armazenados sob refrigeração. Pelotas, RS, ARMAZENAMENTO (DIAS) COND 1 COND 2 COND 3 COND 4 SÓLIDOS SOLÚVEIS (ºBRIX) 20 16,01bA 16,19AA 16,91aA 15,62bA 30 18,75aA 17,43aAB 16,50aB 17,56aAB FIRMEZA DE POLPA (N) 20 6,1bA 6,77bA 6,73bA 5,70bA 30 11,94aA 9,78aAB 8,77aB 9,33aB ACIDEZ TITULÁVEL (MEQ 100ML -1 ) 20 3,96 ND 3,63 3,12 3, ,11 4,92 3,74 3,65 As médias seguidas da mesma letra maiúscula não diferem entre si na linha e as médias seguidas da mesma letra minúscula não diferem entre si na coluna, pelo Teste de Tukey a 5% de probabilidade. De acordo com as variáveis analisadas, a não utilização do tratamento térmico é mais adequada para manutenção da qualidade pós-colheita de pêssegos Maciel sob refrigeração. À FAPERGS e à CAPES pelo auxílio financeiro e ao professor José Carlos Fachinello (in memoriam) que muito contribuiu para a realização desse trabalho. Betemps, D.L.; Fachinello, J.C.; Galarça, S.P. Espectroscopia do visível e infravermelho próximo (Vis/Nir) na avaliação da qualidade de mangas Tommy Atkins. Revista Brasileira de Fruticultura. Volume Especial, p , KLUGE, R. A. et al. Efeitos de tratamentos térmicos aplicados sobre frutas cítricas armazenadas sob refrigeração. Ciência Rural, v. 36, n. 5, p ,

187 Características físico-químicas de seis acessos de araticum de três municípios do Sudoeste do Paraná Natália Biavati dos Santos 1, Helena Benícia Warzocha 1, Luana Gabriela Johansson 1, Marcelo Dotto 2, Robson Ferreira Brandão 3 1 FAED- Faculdade Educacional de Dois Vizinhos (IC). Avenida Presidente Kennedy, 2601, , Dois Vizinhos, PR. [email protected], [email protected], [email protected]. 2 FAED- Faculdade Educacional de Dois Vizinhos (PQ). Avenida Presidente Kennedy, 2601, , Dois Vizinhos - PR. 3 EMATER Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural, Nova Prata Do Iguaçu, PR. Palavras Chave: Annona crassiflora, pós-colheita, comercialização. Araticum (Annona crassiflora), pertence à família das Anonáceas, fruto este de plantas nativas do Brasil, sendo muito apreciados in natura, sucos, doces, sorvetes, geléias, entre outros. Além do grande potencial de uso devido suas características palatáveis, esta espécie pode também ser utilizada em áreas de preservação permanente (APP). Ainda que a planta apresente potencial para ser explorada economicamente, são necessárias pesquisas a respeito da qualidade dos frutos (Chaves et al., 1999), uma vez que ainda são escassos os estudos sobre o araticum. O objetivo deste trabalho foi avaliar características físico-químicas de seis acessos de araticum no sudoeste do Paraná. O trabalho foi conduzido na União de Ensino Do Sudoeste do Paraná UNISEP, Campus Dois Vizinhos PR. As avaliações realizadas foram: peso de frutos (g), diâmetro de frutos (cm), teor de sólidos solúveis (SS; em Brix) e, número de sementes por frutos. Os frutos foram colhidos em três municípios do sudoeste do Paraná, sendo eles: Boa Esperança do Iguaçu (ACESSOS 1 e 2), Realeza (ACESSOS 3 e 4) e Dois Vizinhos (ACESSOS 5 e 6). Foram utilizadas quatro repetições com cinco frutos por repetição. Os dados foram submetidos à ANOVA e as médias comparadas pelo teste de Tukey (p <0,05). Para tanto foi utilizado o programa estatístico ASSISTAT. O maior peso de frutos ocorreu para os acessos 1 e 2, respectivamente (Tabela 1). Porém, o acesso 2 não diferiu dos acessos 3 e 5. O acesso 4 obteve menor diâmetro em comparação ao acesso 1. O teor de SS foi maior para o acesso 4 em comparação ao acesso 5, não diferindo, contudo, dos demais tratamentos. Para o número de sementes, o maior número foi verificado no acesso 1, sendo superior aos acessos 4, 5 e 6. Com isso, salientamos a importância de trabalhos que caracterizem plantas com potencial para melhoramento genético, visando avanços no processo produtivo da espécie. Tabela 1. Peso (g), diâmetro (cm), teor de sólidos solúveis (SS; Brix) e numero de sementes de seis acessos de araticum produzidos no sudoeste do Paraná. Dois Vizinhos Médias seguidas da mesma letra não diferem entre si pelo teste Tukey (p <0,05). Os acessos 1 e 2, coletados na cidade de Boa Esperança do Iguaçu PR, apresentam maior diâmetro e peso médio de frutos. O acesso 4, coletado na cidade de Realeza PR, apresenta teor de SS maior do que o acesso 1. À Unisep pelo espaço disponibilizado. Chaves, L.J.; Naves, R.V. O Cerrado do Brasil: uma fonte potencial de recursos genéticos. In: ENCONTRO SOBRE TEMAS DE GENÉTICA E MELHORAMENTO, 15., 1998, Piracicaba. Anais... Piracicaba: ESALQ, p Naves, R.V. Espécies frutíferas nativas dos cerrados de Goiás: caracterização e influências do clima e dos solos f. Tese (Doutorado em Agronomia: Produção Vegetal) Escola de Agronomia, Universidade Federal de Goiás, Goiânia,

188 Aplicação pré e pós-colheita de ácido salicílico na conservação de pêssegos Chimarrita, sob armazenamento refrigerado Carolina Goulart 1, Suélen Braga de Andrade 1, Andressa Vighi Schiavon 1, Angelica Bender 1, Marcelo Barbosa Malgarim 2 1 UFPel Universidade Federal de Pelotas, Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel, (PG). Campus Universitário Capão do Leão, RS CEP [email protected]; 2 UFPel Universidade Federal de Pelotas, Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel, (PQ). Campus Universitário Capão do Leão, RS CEP Palavras Chave: Prunus persica (L.) Batsch, conservação, espectroscopia Vis/NIR. O pêssego é uma fruta climatérica, altamente perecível na pós-colheita. Para tentar prolongar a vida de prateleiras de pêssegos pode se dispor da utilização do ácido salicílico, um regulador de crescimento vegetal (Taiz; Zeiger, 2009). O presente trabalho teve como objetivo avaliar o efeito da aplicação de ácido salicílico na pré e pós-colheita de pêssegos armazenados em sistema refrigerado. O experimento foi conduzido no LabAgro/ UFPel/ FAEM, com pêssegos Chimarrita. A pulverização pré-colheita de Ácido Salicílico (AS), deu-se 30 dias antes da colheita, com 0,5 ml L -1 de espalhante adesivo. Na pós-colheita borrifou-se uma solução (AS + água destilada + álcool etílico 5 ml L -1 ), após secagem ao ar. Os tratamentos foram os seguintes: T1 controle (solução de água destilada + álcool etílico), T2 1 mm de AS, T3-1,5 mm de AS e T4 2 mm, em pré-colheita; T5-0,5 mm de AS, T6 1 mm de AS, T7-1,5 mm de AS, em pós-colheita. As frutas tratadas foram armazenadas em câmara fria a 1,0 ± 0,5 C e 85-90% UR. As análises foram realizadas nos períodos:10 dias de armazenamento refrigerado (AR) + 2 dias a temperatura ambiente (20ºC), para simulação do tempo de comercialização (STC) (10+2); e aos 30 dias de AR + 2 dias de STC (30+2). Os valores de sólidos solúveis (SS), acidez titulável (AT), firmeza de polpa (FP) e matéria seca (MS) foram obtidos pelo equipamento Nir Case da Sacmi, que utiliza a espectroscopia Vis/NIR, devidamente calibrado para a cultivar, sendo que as unidades foram expressas, respectivamente, em ºBrix, meq 100mL -1, Newtons e porcentagem. O delineamento foi inteiramente casualizado com 4 repetições e 15 pêssegos por unidade experimental, seguindo um esquema fatorial (7 tratamentos X 2 períodos de armazenamento). Os resultados obtidos foram submetidos à análise da variância (ANOVA) e posteriormente ao teste de médias de Tukey (p<0,05). Conforme a tabela 1, observou-se que para a variável SS o T2 diferiu do controle e dos demais tratamentos, com o maior teor de SS nos períodos de armazenamento. O teor de SS do T2 foi superior nos 30 dias de armazenagem em comparação aos 10 dias. Para a FP, no período de 10 dias, o T7 obteve o maior valor, diferindo de T2, T3 e T5. No período de 30 dias o T6 manteve os valores mais elevados, diferindo de T1 e T3. Com exceção apenas dos tratamentos 5 e 6, a firmeza de polpa foi mais elevada aos 10 em comparação aos 30 dias de armazenamento. Para AT, quando comparados os tratamentos após 10 dias de armazenagem, o controle apresentou os maiores valores. Quando verificado entre os períodos houve um decréscimo de AT em todos os tratamentos nos 30 dias. A MS foi influenciada pelo armazenamento, reduzindo aos 30 dias. Tabela 1. Valores médios de sólidos solúveis, firmeza de polpa, acidez titulável e matéria seca, durante dois períodos de armazenamento mais dois dias de simulação de comercialização. Pelotas RS. As médias seguidas da mesma letra maiúscula não diferem entre si na coluna e as médias seguidas da mesma letra minúscula não diferem entre si na linha, pelo Teste de Tukey a 5%. Conclui-se que aplicação de 1 mm de AS, na précolheita, proporciona maior teor de sólidos solúveis e que as doses de AS 1 mm e 1,5 mm, na póscolheita, auxiliam na manutenção da firmeza de polpa de pêssegos Chimarrita durante o armazenamento. À UFPel e CAPES, pelo fomento à pesquisa e financiamento de bolsas de estudo. Taiz, L. and E. Zeiger Fisiologia vegetal. 4.ed. Porto Alegre: Artmed. 819p. 163

189 Determinação do ponto de colheita e avaliação da qualidade de pêssegos Maciel submetidos ao armazenamento refrigerado através de métodos não destrutivos Andressa Vighi Schiavon 1, Suélen B. de Andrade 1, Carolina Goulart 1, Angelica Bender 1, Marcelo B. Malgarim 2 1 UFPel Universidade Federal de Pelotas (PG), Campus Universitário Capão do Leão, Cx. P. 354, , Pelotas, RS. [email protected], 2 UFPel Universidade Federal de Pelotas (PQ), Campus Universitário Capão do Leão, Cx. P. 354, , Pelotas, RS. Palavras Chave: Prunus pérsica (L.) Batsch, ponto de colheita, qualidade, espectroscopia VIS/NIR, conservação. A correta determinação do estádio de maturação é essencial para que a colheita seja efetuada no momento mais adequado, buscando assim ampliar a vida pós colheita e manter a qualidade físicoquímica dos frutos. Atualmente, técnicas não destrutivas de avaliação de frutas estão sendo pesquisadas e, dentre estas, a espectroscopia na região do visível (VIS) e do infravermelho (NIR) apresenta-se como uma promissora e rápida tecnologia de avaliação das características internas de várias espécies de frutas. O índice de maturação é calculado com base na diferença de absorbância (DA) entre dois comprimentos de onda próximos do pico de absorção da clorofila-a. A região do infravermelho próximo (NIR) é capaz de detectar e medir simultaneamente diferentes composições químicas de materiais biológicos com base na absorção da radiação do infravermelho pelas ligações existentes entre os átomos (COZZOLINO et al., 2004). O objetivo deste trabalho foi identificar, através de métodos não destrutivos, o ponto de colheita que favoreça a conservação de pêssegos Maciel através do armazenamento refrigerado. O experimento foi realizado na safra 2013/2014 nas dependências do LabAgro/Fruticultura da UFPel. Frutos da cultivar Maciel com diferentes estádios de maturação, foram avaliadas através da utilização do espectrofotômetro portátil DA meter, que gera um índice que se correlaciona positivamente com a clorofila, e agrupadas em três pontos de colheita: DA 1 corresponde ao índice DA superior a 1,5; DA 2 intervalo compreendido entre 1,5 e 0,75 de índice DA e DA 3 corresponde DA inferior a 0,75. Após identificação dos pontos de colheita os pêssegos foram armazenados em câmara fria a 1±0,5ºC e 85-90% UR, durante 20 dias. Ao final deste período os frutos foram mantidos por mais 2 dias a temperatura ambiente (20ºC), para simulação do tempo de comercialização (20+2). Realizaram-se as seguintes avaliações: teor de sólidos solúveis, acidez titulável e matéria seca, obtidos pelo equipamento Nir Case da Sacmi, que utiliza a espectroscopia Vis/NIR, devidamente calibrado para a referida cultivar. Utilizou-se o delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições e 15 pêssegos por unidade experimental. Os resultados obtidos foram submetidos à análise da variância e, quando significativos, as médias foram comparadas pelo teste de Tukey (p<0,05). O índice DA 3 apresentou maior teor de sólidos solúveis, menor acidez titulável e maior matéria seca diferindo estatisticamente das demais classes de DA, devido as frutas que compõe a classe DA 3 estarem em estádio de maturação mais avançado. A classe DA 1 é composta por frutas que apresentaram índice DA maior que 1,5, portanto, possuem um maior teor de clorofila, resultando em menor teor de sólidos solúveis e maior acidez titulável. Segundo Chitarra & Chitarra (2005), à medida que a fruta amadurece, parte dos sólidos é transformada em açúcares simples, como glicose, frutose e sacarose, gerando aumento nos teores de sólidos solúveis. A variável matéria seca não apresentou diferença estatística entre DA 1 e DA 2. Tabela 1. Valores médios de sólidos solúveis, acidez titulável e matéria seca em pêssegos Maciel colhidos em diferentes pontos de colheita e armazenados durante 20 dias em câmara fria, mais dois dias de simulação de comercialização. Sólidos solúveis (ºBrix) Acidez titulável (meq 100mL -1 ) Matéria seca (%) DA 1 13,28 c 9,9 a 18,71 b DA 2 14,79 b 6,35 b 18,91 b DA 3 17,43 a 4,84 c 21,59 a *Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem entre si, pelo teste de Tukey (p 0,05). DA 1: índice DA meter superior a 1,5; DA 2: intervalo compreendido entre 1,5 e 0,75 de índice DA meter e DA 3: índice DA meter inferior a 0,75. De acordo com as variáveis analisadas, o DA 3 apresentou-se como o ponto de colheita mais indicado para a cultivar Maciel. À FAPERGS e ao CNPq pelo auxílio financeiro e ao professor José Carlos Fachinello (in memorium) por todas as contribuições para realização deste trabalho. Chitarra, M.I.F.; Chitarra, A.B. Pós-colheita de frutos e hortaliças: fisiologia e manuseio. 2005, Lavras: ESAL-FAEPE, V p. Cozzolino, D.; Kwiatkowski, M. J.; Parker, M.; Cynkar, W. U.; Dambergs, R. G.; Gishen, M., Prediction of phenolic compounds in red wine fermentations by visible and near infrared spectroscopy. Analytica Chimica Acta, 2004, v.1, p

190 Qualidade de figos Roxo de Valinhos e Roxão em Pato Branco, Paraná Vacilania Pacheco 1*, Lucas Sartor Mayer 1, Moeses Andrigo Danner 2 1 UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná (PG). Via do Conhecimento, Km 1, , Pato Branco-PR. [email protected]; 2 UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná (PQ). Via do Conhecimento, Km 1, , Pato Branco-PR. Palavras Chave: Ficus carica, variedades, qualidade dos frutos, cor de frutos. As variedades de figueira Roxo de Valinhos e Roxão produzem frutos de tamanho grande, coloração roxo-avermelhada quando maduros, ótimo sabor e boa aceitação para consumo in natura (Simão, 1998). O presente trabalho teve como objetivo comparar a qualidade dos frutos entre as variedades de figueira Roxo de Valinhos e Roxão, produzidos em Pato Branco, Paraná. O experimento foi conduzido na área experimental da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) - Câmpus Pato Branco, durante o ciclo produtivo 2016/2017. O pomar foi implantado em 2007, em espaçamento de 1,5 x 2,5 m. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente ao acaso, com cinco repetições (plantas) de duas variedades de figueira (Roxo de Valinhos e Roxão) conduzidas com vinte e quatro ramos produtivos. Aplicações de Hidróxido de Cobre 53,7% (Supera ) foram realizadas a cada 20 dias com o objetivo de prevenir e controlar a ferrugem. As variáveis de qualidade avaliadas foram: peso médio de fruto, sólidos solúveis, acidez titulável, ph, firmeza e cor. Os dados foram analisados quanto às pressuposições de normalidade e homogeneidade e submetidos à análise de variância. Não houve diferenças significativas em todas as variáveis analisadas entre as variedades, demonstrando semelhança na qualidade de frutos de Roxo de Valinhos e Roxão (Tabela 1). Os valores de sólidos solúveis são compatíveis com o observado por Turk (1989), que caracteriza o figo brasileiro como tendo sólidos solúveis por volta de 11,08 ºBrix. Com relação à acidez titulável e a massa fresca dos frutos, tais valores se encontram dentro da normalidade de acordo com registros de Mazaro et al. (2005) e Simão (1998), que também obtiveram valores semelhantes (0,3-0,35 % e 60 e 90 g). Já os valores de ph estão abaixo dos citados por Almeida e Martin (1997) para figos produzidos no país (5,5 e 6,0). Entretanto, Bostan et al. (1999), relatam ph de 4,2 e 5,9 em figos produzidos na Turquia, onde consideram-se os frutos de alta qualidade. Para a análise de cor, as variáveis luminosidade (L*), croma e ângulo hue, indicaram valores semelhantes aos encontrados por Santini (2015) (L:31,71-35,70; C:21,57-25,49; H:46,07-48,70). Verifica-se assim, que os figos apresentaram coloração avermelhada escura. Figura 1. Coloração de figos Roxo de Valinhos e Roxão. Tabela 1. Qualidade físico-química de figos Roxo de Valinhos e Roxão, em Pato Branco, Paraná. ns: não significativo (p>0,05). As variedades de figueira Roxo de Valinhos e Roxão apresentam figos com qualidade físico-química semelhante, em Pato Branco, Paraná. À Fundação Araucária e à UTFPR pelo fomento à pesquisa e financiamento de bolsas de estudo. Almeida, M. E. M. e Martin, Z. J. A industrialização do figo. Informe Agropecuário, Belo Horizonte,1997, v.18, n.188, p Bostan, S. Z.; Islam, A. and Aygün, A. A study on pomolocical characteristics of local fig cultivars in northern Turkey. Acta Horticulturae, 1999, n.480, p Mazaro, S. M.; Gouvêa, A.; Citadin, I. e Danner, M. A. Ensacamento de figos cv. Roxo de Valinhos. Scientia Agraria, 2005, v.6, n.1-2, p Santini, A. T.; Souza, B. S.; Souza, P. S.; Oliveira, M. D. e Borges, S. S. Conservação pós-colheita do figo maduro sob armazenamento refrigerado. 7 a Jornada Científica e Tecnológica do IFSULDEMINAS. 2015, 6 p. Simão, S. Tratado de Fruticultura. Piracicaba: FEALQ p. Turk, R. Effects of harvest time pre colling on fruit quality and cold storage. Ficus carica L, cv. Bursa syahjiu. Acta Horticulturae, The Hague, 1989, v.258, p

191 Qualidade de pêssegos Chimarrita condicionados termicamente e avaliados de forma não destrutiva após frigoconservação Angelica Bender¹, Suélen B. de Andrade¹, Andressa V. Schiavon¹, Carolina Goulart¹, Marcelo B. Malgarim² ¹UFPel. Programa de Pós-Graduação em Agronomia Fruticultura de Clima Temperado (PG). Campus Universitário, S/N CEP Capão do Leão, RS Brasil. [email protected]; ²UFPel Programa de Pós-Graduação em Agronomia Fruticultura de Clima Temperado (PQ). Campus Universitário, S/N CEP Capão do Leão, RS Brasil Palavras Chave: Prunus persica (L) Batsh, refrigeração, espectroscopia. O condicionamento térmico consiste em expor as frutas a temperaturas moderadas ou elevadas, por curtos períodos, antes de refrigerá-los (Kluge et al., 2007). Frutas condicionadas necessitam de avaliações físico-químicas ao longo do período de armazenamento para garantir a qualidade destas até o momento do consumo. Atualmente, estão sendo pesquisadas técnicas não destrutivas de avaliação de frutas, e dentre estas, a espectroscopia na região do visível (VIS) e do infravermelho (NIR) apresenta-se como uma promissora e rápida tecnologia de avaliação das características internas de várias espécies de frutas (Cozzolino et al., 2004). Objetivou-se no presente trabalho avaliar, de forma não destrutiva, a qualidade de frutos tratados termicamente e armazenados sob refrigeração. O experimento foi realizado em 2013, nas dependências da FAEM/UFPel em Pelotas/RS - Brasil. O condicionamento térmico foi realizado acondicionando os pêssegos da cultivar Chimarrita em câmaras tipo B.O.D. com 75% UR. Os seguintes tratamentos foram efetuados: T1 Pêssegos sem tratamento (controle); T2 Pêssegos expostos a 40ºC durante uma hora; T3 Pêssegos expostos a 20ºC durante 24 horas; T4 - Pêssegos expostos a 20ºC durante 48 horas. Após, os frutos foram armazenados em câmara fria a 1±0,5ºC e 85-90% UR por até 30 dias. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado com quatro repetições contendo 15 frutos cada, seguindo esquema fatorial 4x2 (tratamentos x períodos). As análises foram realizadas aos 20 e 30 dias após a saída da câmara sendo sólidos solúveis ( Brix), firmeza de polpa (N), acidez titulável (meq.l -1 ) e matéria seca (%) as variáveis avaliadas obtidas pelo equipamento Nir Case da Sacmi, que utiliza a espectroscopia Vis/NIR. Os resultados obtidos foram submetidos à análise da variância e aqueles significativos foram testados pelo teste de Tukey (p 0,05). O fator de tratamento condicionamento térmico não foi significativo estatisticamente e não apresentou interação com o fator períodos de armazenamento. Para as variáveis firmeza de polpa e acidez titulável os resultados apresentados foram aqueles esperados conforme o aumento do período de armazenamento, ou seja, os valores médios dessas variáveis diminuíram com o passar do tempo em frigoconservação. Já para a variável sólidos solúveis, o teor diminuiu com o aumento do tempo de armazenamento. Tabela 1. Valores médios de sólidos solúveis, firmeza de polpa, acidez titulável e matéria seca em pêssegos Chimarrita tratados termicamente e armazenados sob refrigeração. Pelotas, RS, ARMAZENAMENTO (DIAS) SÓLIDOS SOLÚVEIS (ºBRIX) 20 13,85a 30 12,84b FIRMEZA DE POLPA (N) 20 3,47a 30 3,1b ACIDEZ TITULÁVEL (MEQ 100ML -1 ) 20 5,5a 30 5,22b MATÉRIA SECA (%) 20 14,56a 30 13,28b Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem entre si, pelo teste de Tukey (p 0,05). De acordo com os parâmetros avaliados de forma não destrutiva, os tratamentos aplicados pareceram não possuir efeito sobre os pêssegos Chimarrita armazenados sob refrigeração. À FAPERGS e à CAPES pelo auxílio financeiro e ao professor José Carlos Fachinello (in memoriam) que muito contribuiu para a realização desse trabalho. Cozzolino, D.; Kwiatkowski, M. J.; Parker, M.; Cynkar, W. U.; Dambergs, R. G.; Gishen, M., Prediction of phenolic compounds in red wine fermentations by visible and near infrared spectroscopy. Analytica Chimica Acta, 2004, v.1, p Kluge, R. A. et al. Danos De Frio E Qualidade De Frutas Cítricas Tratadas Termicamente E Armazenadas Sob Refrigeração 1. Revista Brasileira de Fruticultura, v. 6, n. 2, p ,

192 Qualidade de ameixas Laetitia expostas ao vapor de etanol durante o armazenamento refrigerado Francielle R. Nunes 1*, Cristiano A. Steffens 2 Cristina Soethe 1, Angélica S. Heinzen 1, Jessica M. Anami 1, Cristhian L. Fenili 1, Cassandro V.T. Amarante 2 1 Universidade do Estado de Santa Catarina UDESC (PG), 2 UDESC (PQ), Avenida Luis de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. [email protected] Palavras Chave: Prunus salicina L, pós-colheita, escurecimento de polpa. Ameixas Laetitia desenvolvem escurecimento de polpa durante o armazenamento refrigerado e a severidade do distúrbio está associada a fatores como ponto de colheita, tempo de armazenamento, estresse oxidativo, entre outros. A ocorrência deste distúrbio e o rápido amadurecimento dos frutos durante o armazenamento caracterizam os principais desafios para pós-colheita de ameixas. Segundo Argenta et al. (2003), as ameixas Laetitia desenvolvem escurecimento de polpa durante o armazenamento, principalmente quando a duração do armazenamento é superior a trinta dias. A presença do etileno altera a qualidade dos frutos, causando rápida perda na firmeza de polpa, redução na acidez e aumento no escurecimento de polpa (Alves et al., 2009). Tratamento com etanol pode ser uma alternativa para o controle do escurecimento de polpa e retardo do amadurecimento dos frutos. O objetivo desse trabalho foi avaliar o efeito da aplicação de doses de etanol em armazenamento refrigerado sobre a manutenção da qualidade de ameixas Laetitia. O experimento foi conduzido na Universidade do Estado de Santa Catarina UDESC, Lages, SC, no ano de O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com 4 repetições. Em cada repetição foram utilizados 20 frutos. Os tratamentos consistiram de 4 doses de etanol: 2 ml/kg de fruto, 4 ml/kg de fruto, 6 ml/kg de fruto, 8 ml/kg de fruto e o controle. Os frutos ficaram expostos às doses de etanol em atmosfera refrigerada (0,5±0,5 C e 95±2% UR) por 35 dias. Na saída do armazenamento seguido por mais três dias em condição ambiente, os frutos foram avaliados quanto à cor da epiderme em termos de valores de ângulo hue (hº) na região equatorial, nos lados menos (hº-v) e mais vermelho (hº+v) dos frutos, taxa de produção de etileno, severidade de escurecimento de polpa (L) e firmeza de polpa. Os dados foram submetidos à análise de variância e à análise de médias pelo teste Tukey, a 5% de probabilidade de erro. A menor evolução da coloração da epiderme, na porção mais vermelha do fruto, foi verificada nas doses 2, 4 e 6 ml de etanol por kg de fruto (Tabela 1). A dose de 4 ml de etanol por kg de frutos resultou em menor evolução da coloração da epiderme na porção menos vermelha do fruto, em comparação ao controle. Esse retardo da evolução da cor vermelha pode estar associado à menor taxa de produção de etileno, verificado nos tratamentos com a aplicação de etanol. Para a firmeza de polpa os tratamentos com 4 e 8 ml de etanol por kg de fruto resultaram em maiores valores em relação ao controle. Os frutos tratados com 6 ml de etanol por kg de fruto apresentaram maior severidade de escurecimento de polpa em relação ao controle. A utilização de vapor de etanol pode se mostrar eficiente no retardo do amadurecimento dos frutos, porém esse tipo de tratamento pode causar estresse no fruto. Tabela 1. Análise de variância, Cor da casca (h ) na região mais e menos vermelha, taxa de produção de etileno, severidade de escurecimento de polpa (L) e firmeza de polpa de ameixas Laetitia, após 35 dias de armazenamento sob diferentes doses de etanol (ml/kg de fruto) e mais três dias em condições ambiente. Fontes de variação hº+v hº -v Quadrado médio Etileno (ƞmol kg -1 s -1 ) L Firmeza (N) Tratamento 101,63* 182,34* 10,04* 11,30* 10.1* Resíduo CV (%) Tratamento h+v h-v Etileno L polpa Firmeza Controle 24,3 b 63,6 b 4,5 a 47,9 a 10.1 b 2 ml etanol 32,8 a 74,0 ab 0,9 b 46,2 ab 12.6 ab 4 ml etanol 34,7 a 80,7 a 1,2 b 46,1 ab 12.9 a 6 ml etanol 33,5 a 76,3 ab 0,7 b 43,4 b 12.5 ab 8 ml etanol 24,8 b 68,1 ab 0,8 b 47,0 ab 14.9 a * Significativo a 5% de probabilidade pelo teste de F. Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. A utilização de vapor de etanol durante o armazenamento pode se mostrar eficiente no retardo do amadurecimento de ameixas Laetitia. À CAPES pelo financiamento de bolsas de estudo. ALVES, E.O. et al. Manejo do etileno durante o armazenamento de ameixas Laetitia em atmosfera controlada. Ciência Rural, Santa Maria, v.39, n.9, p , ARGENTA, L.C. et al. Ripening and quality of Laetitia plums following harvest and cold storage as affected by inhibition of ethylene action. Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v.38, n.10, p ,

193 Potencial de conservação de frutos da seleção avançada de macieira M-10/09 Karyne Souza Betinelli 1, Mariuccia Schlichting De Martin 2, Luiz Carlos Argenta 2, Marcelo Couto 2, Marcus Vinícius Kvitschal 2, Frederico Denardi 3 1 Epagri Estação Experimental de Caçador (PG). Rua Abílio Franco, 1500, Bom Sucesso, , Caçador. [email protected]; 2 Epagri Estação Experimental de Caçador (PQ). Rua Abílio Franco, 1500, Bom Sucesso, , Caçador. 3 Pesquisador da Epagri aposentado Palavras Chave: Malus x domestica Borkh, firmeza de polpa, pós-colheita, armazenamento, atmosfera controlada. Novas cultivares de maçã têm sido desenvolvidas no intuito de estender a janela de colheita, bem como reduzir a aplicação de agroquímicos e aumentar a diversificação da oferta para o mercado consumidor brasileiro. Novas seleções avançadas de macieira, como é o caso da M-10/09, têm mostrado grande potencial para melhoria da cadeia produtiva da maçã no Sul do Brasil. Todavia, é de suma importância o estudo do potencial de armazenamento dos frutos de cada cultivar, uma vez que esse é um dos pontos mais críticos para o sucesso da comercialização de maçãs. Esse trabalho teve como objetivo avaliar o potencial de conservação de maçãs da seleção avançada M- 10/09 armazenadas em atmosfera do ar (AA) e em atmosfera controlada (AC). Frutos da seleção avançada M-10/09 (Figura 1) e da cultivar Fuji Suprema foram coletados em 25/03/2014 e 19/03/2014, respectivamente, em um pomar comercial localizado em Fraiburgo, SC. A Fuji Suprema foi utilizada como padrão de comparação, por se tratar de uma cultivar amplamente estudada e conhecida. Os frutos de ambos os genótipos foram armazenados por até oito meses em AA (0,5±0,5 C e UR de 85%) ou em AC (1,6 kpa O2 e 0,8 kpa CO2 a 0,7±0,5 C e UR de 93%). A maturação e a qualidade dos frutos foram analisadas a cada dois meses de armazenagem, após sete dias em condição ambiente (23±0,3 C). O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado, com 40 repetições. Para comparação entre os genótipos, dentro de cada condição e período de armazenamento, os dados foram submetidos à análise de variância (p<0,05). Figura 1. Fruto da seleção avançada de macieira M-10/09. A firmeza de polpa da seleção M-10/09 foi maior em comparação à da cultivar Fuji Suprema durante todo o período avaliado, para ambas as condições de armazenagem (Figura 2). Maçãs Fuji Suprema obtiveram maior índice de podridões tanto aos seis quanto aos oito meses de armazenagem em AA. Após seis meses em AA, maçãs M-10/09 apresentaram maior acidez titulável em comparação a maçãs Fuji Suprema (dados não apresentados). Os teores de sólidos solúveis de maçãs M-10/09 permaneceram acima de 14 Brix em todas as avaliações, sendo mais elevados em comparação aos da Fuji Suprema. Para a seleção M-10/09, não houve incidência de escaldadura superficial, bitter pit, degenerescência senescente e sintomas de dano por CO2. Figura 2. Firmeza de polpa e índice de podridão de maçãs Fuji Suprema e M-10/09 colhidas na safra 2013/2014, no município de Fraiburgo, SC, e armazenadas em atmosfera do ar (AA) ou em atmosfera controlada (AC) por diferentes períodos. As barras verticais inseridas no gráfico representam as diferenças mínimas significativas entre genótipos, para cada período de armazenagem (p<0,05). O índice de podridões foi obtido de acordo com a seguinte escala de severidade: 1- ausência de podridão, 2- podridão inicial e 3- podridão severa. A seleção avançada M-10/09 apresenta alto potencial de conservação pós-colheita em atmosfera do ar e em atmosfera controlada após períodos prolongados de armazenamento. 168

194 Conservação da qualidade de maçãs Fuji em atmosfera com concentração de oxigênio ultrabaixa Luiz C. Argenta 1, Karyne S. Betinelli 2, Cassandro V.T. do Amarante 3, Cristiano A. Steffens 3 1 EPAGRI Estação Experimental de Caçador (PQ), Rua Abílio Franco, 1500, Caçador, SC. [email protected], 2 EPAGRI Estação Experimental de Caçador (PG). Rua Abílio Franco, 1500, Caçador, SC. 3 UDESC Universidade do Estado de Santa Catarina (PQ), Avenida Luiz de Camões, 2090, Lages, SC. Palavras Chave: Malus domestica Borkh; armazenagem; atmosfera controlada. O desenvolvimento de técnicas que permitem identificar a concentração mínima de O2 tolerada pelas maçãs por medidas fisiológicas de estresse ao baixo O2, de forma automatizada e industrial, tem permitido armazenar maçãs sob atmosfera com concentrações de O2 inferior a 1%, em nível comercial. Medidas de alterações da emissão de fluorescência (Prange et al., 2002), de metabólitos da fermentação (Veltman et al., 2003) e do Quociente Respiratório (Gasser et al., 2008; Weber et al., 2015) são as medidas de estresse fisiológico que permitem identificar a concentração mínima de O2 tolerada pelas maçãs ao longo da armazenagem. O presente estudo foi desenvolvido para identificar as alterações da qualidade de maçãs clones de Fuji armazenadas sob atmosfera controlada (AC) com concentrações ultrabaixas de O2, ajustadas dinamicamente de acordo com a emissão de fluorescência (ACD), em relação àquelas de maçãs armazenadas sob AC convencional, quando tratadas e não tratadas com o inibidor da ação do etileno 1-metilciclopropeno (1- MCP). Amostras de maçãs clones de Fuji, colhidas em pomares comerciais de Vacaria-RS e São Joaquim- SC foram refrigeradas em 36 h após a colheita e metade delas tratada com 1-MCP em 5 dias após a colheita. Maçãs tratadas e não tratadas com 1-MCP foram armazenadas a 0,7 o C sob AC convencional (AC: 1,5% de O2 e <0,5% de CO2) e AC dinâmica (ACD) com O2 variável de 0% a 0,4% e < 0,5% de CO2. O O2 da atmosfera foi reduzido pela injeção de N2 até 3%, entre o 28º e 30º dia após a colheita, e pelo consumo respiratório das maçãs até o ponto que ocorreu aumento da emissão de fluorescência ( 0%), entre o 35º e 38º dia após a colheita. A seguir, o O2 da atmosfera foi aumentado para 0,4% pela injeção de ar e mantido nessa concentração por 7 meses. As maçãs foram mantidas por 2 e 30 dias a 1 C sob atmosfera do ar, depois da armazenagem sob AC e ACD, mais 7 dias a 22 C, antes de serem analisados quanto à qualidade físico-química e severidade de distúrbios fisiológicos e podridões. O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado, com 4 repetições de 50 frutos por tratamento (AC, AC+1-MCP, ACD, ACD+1-MCP), ano, e tempo pós-armazenagem. Os dados foram submetidos à ANOVA e as médias comparadas pelo teste de Tukey (p<0,05). A armazenagem de maçãs clones de Fuji em atmosfera com O2 de 0,4% (ACD) aumentou a conservação da qualidade de maçãs clones de Fuji em relação à armazenagem em atmosfera com 1,5% de O2 (AC). Isso foi evidenciado, especialmente pela maior conservação da textura e da acidez, e pela prevenção do desenvolvimento do distúrbio escaldadura superficial. A perda de firmeza da polpa nas maçãs clone de Fuji tratadas com 1- MCP e armazenadas sob AC foi ligeiramente inferior àquela de maçãs clone de Fuji não tratadas com 1- MCP e armazenadas sob ACD. A taxa respiratória e a perda de acidez em clones de Fuji foram mínimos quando os frutos foram tratados com 1-MCP e armazenados sob ACD, indicando que há efeito aditivo dessas duas tecnologias para essas variáveis. Por outro lado, o controle da produção de etileno, a conservação da firmeza da polpa e a inibição do desenvolvimento de escaldadura superficial foram máximas nas maçãs tratadas com 1-MCP, independentemente da concentração de O2 da atmosfera, indicando não haver efeitos aditivos dessas duas tecnologias para essas variáveis. Já a associação de ACD e 1-MCP aumentou os riscos de dano por CO2. Dados médios de todos os anos e tempos pós-armazenagem indicaram não haver efeito significativo dos tratamentos ACD e 1-MCP sobre a incidência de podridões. A conservação da qualidade de maçãs clones de Fuji em atmosfera com concentração de O2 de 0,4% (ACD) é maior que aquela em atmosfera com concentração de O2 de 1,5% de O2 (AC). À FINEP e à FAPESC, pelo suporte financeiro, às Empresas RAR-Rasip Agro Pastoril S/A e Schio Agropecuária, pelas maçãs e estrutura de armazenagem, e ao Cleiton A. de Souza, Suelen V. Bitencourt e André Barp, pela colaboração na execução dos experimentos. Gasser, F., Eppler, T., Naunheim, W., Gabioud, S. e Hoehn, E Acta Hort. 796: Prange, R.K., DeLong, J.M., Leyte, J.C. e Harrison, P.A Postharvest Biol.Technol. 24: Veltman, R.H., Verschoor, J.A. e Ruijsch van Dugteren, J.H Postharvest Biol. Technol. 27: Weber, A., Brackmann, A.; Both, A., Pavanello, E. Anese, R. e Thewes, F Scientia Agricola. 72:

195 Diferentes métodos para reduzir a perda de massa na pós-colheita de araticum Luana Gabriela Johansson 1, Helena Benicia Warzocha 1, Natalia Biavati dos Santos 1, Marcelo Dotto 2, Robson Ferreira Brandão 3 1FAED- Faculdade Educacional de Dois Vizinhos (IC). Avenida Presidente Kennedy, 2601, , Dois Vizinhos, PR. [email protected]; [email protected], [email protected], 2 FAED- Faculdade Educacional de Dois Vizinhos (PQ). Avenida Presidente Kennedy, 2601, , Dois Vizinhos - PR. 3 EMATER Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural, Nova Prata Do Iguaçu, PR. Palavras Chave: Annona crassiflora, comercialização, embalagens. O araticum é uma fruta nativa muito apreciada em todas as regiões do Brasil, sendo uma fruta com alto potencial e qualidade nutricional. Sua importância nessas regiões está vinculada ao uso expressivo dos frutos pela população local, tanto sob a forma de sucos, licores, doces, geleias, tortas e iogurtes, como pelo consumo in natura e seu aproveitamento pela medicina popular no combate a diarreias, afecções parasitárias do couro cabeludo, dentre outras (Fonseca & Muniz, 1992, Silva et al., 2001). Contudo um problema com esta fruta é a questão da conservação pós-colheita da mesma. Desta forma, o objetivo deste trabalho foi buscar métodos de conservação pós-colheita para frutos de araticum. O trabalho foi conduzido na União de Ensino Do Sudoeste do Paraná UNISEP, Campus Dois Vizinhos PR. As avaliações realizadas foram: frutos acondicionados em temperatura ambiente, frutos em bandejas abertas em geladeira a 5 C, acondicionados em bandeja com filme plástico 15 micras em geladeira a 5 C, bandeja com papel filme plástico 30 micras em geladeira a 5 C, e em bandejas de plástico com tampa fechada em geladeira a 5 C. O delineamento foi de blocos ao acaso, com 4 repetições e 20 frutos por repetição. Os frutos foram colhidos em Boa Esperança do Iguaçu - PR e os dados foram analisados pelo programa estatístico ASSISTAT. Os frutos foram avaliados após 7 dias de armazenamento e avaliados imediatamente após a saída da geladeira. A maior perda de massa ocorreu para os frutos acondicionados em temperatura ambiente, seguido dos frutos em bandejas acondicionados em geladeira. Dentre todos os tratamentos, o armazenamento em geladeira com filme plástico de 30 micra foi o que proporcionou menor perda de massa aos frutos, não diferindo, contudo, do armazenamento em geladeira com filme plástico de 15 micra. Tabela 1. Diferentes métodos de armazenagem para reduzir a perda de massa pós-colheita do araticum. Dois Vizinhos 2017 Tratamentos Peso final(g) Perda de massa (g) Temperatura ambiente 74,08 ns 24,92 a Abertas em geladeira 96,87 5,98 b Bandejas 15 micras a 5 C 93,43 3,03 cd Bandejas 30 micras a 5 C 83,03 1,98 d Bandejas fechada a 5 C 96,62 4,17 c CV (%) 15,95 10,09 Médias seguidas da mesma letra não diferem entre si pelo teste Tukey (p <0,05). O uso de filme plástico de 15 e 30 micras em geladeira a 5 o C reduz a perda de massa de frutos de Araticum. À UNISEP pela disponibilidade do uso do laboratório para a realização do experimento. Fonseca, A.G. & I.A.F. Muniz Informações sobre a cultura de espécies frutíferas nativas da região do cerrado. Informe Agropecuário, 16: Silva, D.B. da, J.A. da Silva, N.T.V. Junqueira & L.R.M. Andrade Frutas do Cerrado. Embrapa Informação Tecnológica, Brasília. 179 p. 170

196 Uso do vapor de etanol como complemento à refrigeração no armazenamento de peras Rocha Érica de S. Santos 1, Cristiano A. Steffens 2, Angélica S. Heinzen 3, Cristina Soethe 3, Cassandro Vidal Talamini do Amarante 1 Universidade do Estado de Santa Catarina CAV (IC). Avenida Luiz de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. [email protected]; 2 Universidade do Estado de Santa Catarina CAV (PQ). Avenida Luiz de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC; 3 Universidade do Estado de Santa Catarina CAV (PG). Avenida Luiz de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. Palavras Chave: pós-colheita, etileno, amadurecimento, Pyrus communis L., qualidade. Peras Rocha mantidas por períodos prolongados de armazenamento refrigerado, visando à ampliação do período de oferta dos frutos desta cultivar, pode apresentar comprometimento da sua capacidade de amadurecimento após o armazenamento, não desenvolvendo textura adequada para o consumo (Martin et al., 2015). O presente experimento teve como objetivo avaliar o efeito de doses de etanol sobre a qualidade de peras Rocha armazenadas sob refrigeração. O experimento foi conduzido utilizando frutos produzidos no município de Vacaria-RS, na safra 2015/2016, utilizando-se peras Rocha, as quais foram submetidas aos seguintes tratamentos: controle (sem etanol), 2, 4 e 6 ml de etanol por kg de fruto, aplicados durante as primeiras 24 horas de armazenamento, e 2 ml de etanol por kg de fruto aplicados durante todo o armazenamento refrigerado. O delineamento experimental foi em blocos ao acaso, com quatro repetições. Os frutos foram armazenados durante cinco meses à 0,5±0,1 C e 96±2% de UR. Após o armazenamento, os frutos permaneceram durante sete dias em condições ambiente (20±2 C e 60±5% de UR) e então foram avaliados. As análises realizadas foram taxa respiratória e produção de etileno, cor da epiderme, firmeza de polpa, teor de sólidos solúveis (SS), acidez titulável (AT), podridão e conteúdo de etanol, acetaldeído e etilacetato na polpa. Além disso, foram realizadas análises sensoriais com o objetivo de detectar a presença ou ausência de sabor de etanol nos frutos. A taxa respiratória e a produção de etileno foi superior nos frutos tratados com 4 e 6 ml de etanol por kg de fruto durante as primeiras 24 horas e 2 ml de etanol durante todo o período de armazenamento (Tabela 1). O controle apresentou frutos menos amarelecidos que os demais tratamentos. Quanto ao SS e AT, observou-se que, de maneira geral, o etanol manteve maiores valores. As doses de 4 e 6 ml de etanol aplicados por 24 horas e 2 ml de etanol aplicado durante todo o armazenamento proporcionaram frutos com firmeza de polpa mais próxima à adequada para o consumo, segundo Calvo e Sozzi (2009). Os frutos tratados com 2 ml de etanol durante todo o armazenamento apresentaram altos valores de etanol, acetaldeído e etilacetato, com consequente alteração de sabor dos frutos (dados não apresentados). Tabela 1. Taxas de produção de etileno e respiratória e cor da epiderme em peras Rocha armazenadas sob 0,5±0,1 C e 96±2% durante cinco meses e avaliadas após sete dias em condições ambiente. *Médias seguidas das mesmas letras, nas colunas, não diferem entre si pelo teste Tukey (p<0,05). Tabela 2. Firmeza de polpa, sólidos solúveis e acidez titulável de peras Rocha armazenadas sob 0,5±0,1 C e 96±2% e avaliadas após sete dias em condições ambiente. *Médias seguidas das mesmas letras, nas colunas, não diferem entre si pelo teste Tukey (p<0,05). A utilização de etanol durante o armazenamento refrigerado mantém a capacidade das peras Rocha produzirem etileno, proporcionando maior redução da firmeza de polpa, especialmente nas doses (ml kg de fruto -1 ) de etanol de 4 e 6 ml aplicado nas primeiras 24 horas de armazenamento, sem alteração significativa de sabor. A dose de 2 ml de etanol aplicado durante todo o armazenamento proporciona frutos com elevado conteúdo de etanol, acetaldeído e etilacetato, ocasionando alteração de sabor. Calvo, G.; Sozzi, G.O. Effectiveness of 1-MCP treatments on Bartlett pears as influenced by the cooling method and the bin material. Postharvest Biol Technol, 2009, 51, Martin, M. S.; Steffens, C. A.; Amarante, C. V. T.; Brackmann, A.; Linke Junior, W. Qualidade de peras Rocha armazenadas em atmosfera controlada. Rev. Bras. Frutic. 2015, 37,

197 A produção catarinense das principais frutas de clima temperado na safra 2015/16 Rogério Goulart Junior 1*, Janice M. W. Reiter 1, Marcia Mondardo 1, Henrique B. Petry 2 1 Epagri - Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (PQ). Rod. Admar Gonzaga, n 1.486, CEP , Florianópolis, SC. [email protected]; 2 Epagri - Estação Experimental de Urussanga (PQ). Rodovia SC 446, km 19 Bairro da Estação, C.P Urussanga, SC. Palavras Chave: economia agrícola, produção agrícola, fruticultura, socioeconomia, Santa Catarina. Em Santa Catarina, as principais lavouras permanentes de frutas representam mais de 55 mil hectares colhidos por 14 mil fruticultores e com quantidade produzida de 1,4 milhão de toneladas na safra 2015/16 (Epagri/Cepa, 2017). No estudo, as principais frutas de clima temperado catarinenses, determinadas a partir da quantidade produzida, foram: maçãs (Fuji, Gala e outras); uvas (comum, de mesa e viníferas); pêssego/nectarina; ameixa; e pera. O objetivo do estudo foi verificar o volume produzido das principais frutas de clima temperado em Santa Catarina, na safra 2015/16, e o comparativo com a safra anterior, como forma de contribuir para o planejamento agrícola e econômico do setor frutícola do estado. O trabalho contou com pesquisa descritiva a partir de pesquisa documental e levantamento de dados da safra 2015/16 executado por meio de coleta e tabulação das informações municipais mediante a aplicação de questionário semiestruturado, entre agosto e setembro de 2016, referentes às principais produções comerciais de frutas do estado catarinense. O levantamento contou com críticas de consistência regional, nas unidades de gestão técnicas (UGTs) da Epagri, nos 295 municípios catarinenses e tratamento estatístico, análise crítica estadual final e validação dos dados no Epagri/Cepa (BUSSAB & MORETTIN, 2003; MINGOTI et al., 2014). Nos resultados da pesquisa, na safra 2015/16 as frutas de clima temperado, quando comparadas com as de clima tropical, participaram com mais de 81% da produção frutícola estadual, em 76,6% da área colhida. A maleicultura, com produtores, colheu mais de 524 mil toneladas, o que representou 37,6% da produção total da fruticultura catarinense. A maçã Gala representou 17,4% da produção estadual de frutas em 14,1% da área em produção de frutas na safra A maçã Fuji representou 19,4% da produção total em 14,4% de área colhida. As maçãs Outras participam com 0,8% da produção. A produção de pera representou 0,3% do total estadual frutícola, contribuindo em 0,7% da área colhida de frutas na safra A viticultura, com uvas americanas e híbridas (comuns) e europeias (mesa e viníferas), participou com 2,1% da produção estadual, com produtores. A uva comum representou 1,9% da produção de frutas estadual, em 5,4% da área em produção total de frutas no estado. A uva vinífera contribuiu com 0,1% da produção no estado, em 0,8% da área colhida. A uva de mesa participou com apenas 0,04% da produção total do setor. Na cultura de frutas de caroço, a produção de pêssego/nectarina participou com 1,2% da produção frutícola estadual, em 2,4% da área em produção. Já a produção de ameixa representou 0,8% da produção de frutas com participação de 1,9% da área total em produção levantada na pesquisa. Tabela 1. Produção das principais frutas de clima temperado na safra 2015/16 fruta Número de produtores Área total média por produtor Área colhida Quantidade produzida Produtividade média (unid.) (ha/produtor) (ha) (t) (kg/ha) Maçãs , , , Maçã Gala 2, , , Maçã Fuji 2, , , Maçã (Outras) 0,17 490, , Uvas , , , Uva vinífera 1,02 465, , Uva de mesa 0,29 81,5 608, Uva comum 1, , , Pêssego/nectarina 695 2, , , Ameixa 515 2, , , Pera 97 4,37 400, , Principais frutas temperadas 3, , , Fonte: Epagri/Cepa, Como consequência de efeitos climáticos adversos que ocorreram na safra 2015/16, a produção de maçãs foi 15,4% inferior ao volume da safra anterior. As frutas mais afetadas foram as uvas, com diminuição de 45,4% na produção, seguida da produção de ameixa, com redução 39%, e o pêssego e nectarina com quantidade colhida 31% menor que o volume da safra de 2014/15. À FAPESC pelo fomento à pesquisa. BUSSAB, W.O. & MORETTIN, P.A. Estatística Básica. 5ª edição. São Paulo: Saraiva, 2003; EPAGRI/CEPA. Levantamento de dados da fruticultura catarinense -2015/16 (versão preliminar). Florianópolis: Epagri/Cepa, 2017; MINGOTI, R. et al. Metodologia de análise crítica de dados estatísticos históricos sobre produção agropecuária. Campinas: Embrapa Gestão Territorial, 2014 (Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento / Embrapa Gestão Territorial, ISSN ). 172

198 Caracterização do enoturismo na região dos Vinhos de Altitude de Santa Catarina Douglas André Wurz 1*, Ricardo Allebrandt 1, Betina Pereira de Bem 1, Adrielen Canossa 1, Juliana Reinehr 1, Bruno Bonin 1, Marcus Outemane 2, Ana Cristina da Silva 2, Leo Rufato 3 1 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (PG). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC. [email protected]; 2 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (IC). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC; 3 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (PQ). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC. Palavras Chave: Desenvolvimento regional, turismo, vinhos finos, vitivinicultura. As regiões de altitude catarinense são aquelas que apresentam vinhedos localizados, no mínimo, a 900 m acima do nível do mar. No estado, três regiões produtoras se destacam na elaboração de vinhos finos: Meio-Oeste, Vale do Rio do Peixe e Planalto Sul Catarinense (formado por São Joaquim, Urupema, Urubici, Painel e Campo Belo do Sul) (LOSSO; PEREIRA, 2014). O enoturismo representa uma oportunidade de suma importância para o desenvolvimento vitivinícola na região dos vinhos de altitude, pois através dele toda a região se desenvolve. Além de visitas as vinícolas, o enoturismo impulsiona as vendas de vinhos, a gastronomia, o comércio e investimentos em infraestrutura em toda a região (Wurz et al., 2016). Tem-se como objetivo desse trabalho realizar um levantamento da atual situação do enoturismo, bem como definir os entraves desta atividade para a região dos vinhos de altitude de Santa Catarina. A metodologia utilizada para a realização do trabalho foi um estudo de caso sobre um conjunto de vinícolas inseridas na região dos vinhos de altitude de Santa Catarina. Os questionários foram enviados via , e das empresas selecionadas, quinze vinícolas retornaram o questionário respondido juntamente com autorização de publicação dos resultados obtidos. Figura 1. Principais entraves identificados pelas empresas (%) que interferem no desenvolvimento do enoturismo na região de altitude de Santa Catarina. Quadro 1. Atividades desenvolvidas com enoturismo pelas empresas na região dos vinhos de altitude de Santa Catarina. Empresa Atividades desenvolvidas com enoturismo 1 Visita ao vinhedo e vinícola/degustações/restaurante 2 Visita a vinícola/degustações/pousada/restaurante Visita ao vinhedo e 3 vinícola/degustações/restaurante 4 * 5 Visita a vinícola/degustações/restaurante 6 Degustações/Restaurante Visita a vinícola, vinhedo e 7 museu/degustações 8 * 9 * 10 Visita a vinícola/degustações 11 Visita a vinícola/degustações Visita a vinícola/degustações 14 Visita Vinhedo/Vinícola/Degustação 15 Visita ao vinhedo e vinícola/degustações * Empresas que não atuam com o enoturismo. O enoturismo é uma realidade nas regiões de altitude de Santa Catarina, com alto potencial de desenvolvimento. As principais atividades que vem sendo desenvolvidas pelas empresas são: visitas a vinícola e vinhedos, e degustações de vinhos e espumantes. Investimentos em infraestrutura e mão de obra qualificada são os principais entraves para o desenvolvimento da atividade. Losso, F.B., Pereira, R.M.F. A vitivinicultura de altitude em Santa Catarina (Brasil): espaços privilegiados para o turismo. Revista Turismo & Sociedade, 2014, v.7, n.3, p Wurz, D.A., Marcon Filho, J.L., Allebrandt, R., De Bem, B.P., Outemane, M., Kretzschmar, A.A., Rufato, L. Diagnóstico do enoturismo na região dos vinhos de altitude de Santa Catarina. Revista Brasileira de Viticultura e Enologia, 2016, v.8, p

199 Potencial do enoturismo na região dos Campos de Cima da Serra do Rio Grande do Sul Raphael Nunes Rodrigues 1*, Ricardo Allebrandt 2, Betina Pereira de Bem 2, Adrielen Canossa 2, Juliana Reinehr 2, Bruno Bonin 2, Marcus Outemane 1, Douglas André Wurz 2, Leo Rufato 3 1 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (IC). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC. [email protected]; 2 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (PG). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC; 3 UDESC Centro de Ciências Agroveterinárias (PQ). Av. Luiz de Camões, 2090, , Lages, SC. Palavras Chave: Desenvolvimento regional, turismo, vinhos finos, viticultura. A região dos Campos de Cima da Serra possui altitude que varia entre 900 a metros que associada a demais fatores naturais, como solos profundos e a abertura de paisagem, exercem um efeito marcante na diferenciação dos vinhos. O enoturismo representa uma oportunidade de suma importância para o desenvolvimento vitivinícola de uma região, pois através dele toda a região se desenvolve. Além de visitas as vinícolas, o enoturismo impulsiona as vendas de vinhos, a gastronomia, o comércio e investimentos em infraestrutura em toda a região (Wurz et al., 2016). Tem-se como objetivo desse trabalho realizar um levantamento da atual situação do enoturismo, bem como definir os entraves desta atividade para a região dos Campos de Cima da Serra do Rio Grande do Sul. O estudo foi desenvolvido através de uma pesquisa qualitativa, dentro de uma perspectiva descritiva. A metodologia utilizada para a realização do trabalho foi um estudo de caso sobre um conjunto de vinícolas inseridas na região dos Campos de Cima da Serra do Rio Grande do Sul. Os questionários foram enviados via , e das empresas selecionadas, cinco vinícolas retornaram o questionário respondido juntamente com autorização de publicação dos resultados obtidos. Por ser uma região nova, com quatro empresas atuam na área a menos de 15 anos, observa-se baixo desenvolvimento do enoturismo, pois apenas uma das empresas atua nesse segmento. No entanto, três das empresas mostraram interesse em atuar no enoturismo, e apenas uma empresa não pretende investir nessa área de atuação. Portanto, verifica-se boas perspectivas quanto ao desenvolvimento dessa atividade na região dos Campos de Cima da Serra do Rio Grande do Sul, o que pode ser comprovado pelo fato que todas as empresas acreditam que a região dos Campos de Cima da Serra possuem potencial para o enoturismo, sendo esta atividade um importante fator de crescimento para as empresas. Quatro empresas citam a falta de infraestrutura a principal questão para não atuarem com o enoturismo, enquanto uma empresa citou a falta de mão-de-obra qualificada como principal motivo para não atuar no enoturismo. Ressalta-se também que para quatro empresas entrevistadas há falta de incentivo público para investir no enoturismo. Questionados sobre os pontos que precisam ser melhorados para consolidação do enoturismo, todas as empresas citaram a mão-de-obra qualificada, seguido pela infraestrutura e união entre empresas, que foram citadas por quatro empresas. Além disso, três empresas citaram o marketing como um dos entraves para o desenvolvimento da atividade (Figura 1). Ressalta-se que para duas empresas, a baixa oferta de bons hotéis e restaurantes tornam-se um fator negativo para a consolidação da atividade na região dos Campos de Cima da Serra. Figura 1. Principais entraves identificados pelas empresas (%) que interferem no desenvolvimento do enoturismo na região dos Campos de Cima da Serra do Rio Grande do Sul. Por ser uma nova região vitícola, o enoturismo está pouco desenvolvido na região dos Campos de Cima da Serra do Rio Grande do Sul, sendo os investimentos em infraestrutura e mão de obra qualificada são os principais entraves para o desenvolvimento da atividade. O enoturismo apresenta-se como atividade de grande potencial para região e para as empresas, no entanto, a união entre empresas, e o incentivo público/privado: em vias de acesso, rede hoteleira e restaurantes são fundamentais para a consolidação do enoturismo nessas regiões. Wurz, D.A., Marcon Filho, J.L., Allebrandt, R., De Bem, B.P., Outemane, M., Kretzschmar, A.A., Rufato, L. Diagnóstico do enoturismo na região dos vinhos de altitude de Santa Catarina. Revista Brasileira de Viticultura e Enologia, 2016, v.8, p

200 Produção de maçã Fuji em resposta à adubação fosfatada Marlise Nara Ciotta 1, Mateus da Silveira Pasa 1, Alberto Fontanella Brighenti 1, Juliana Cechinel 2, Gilberto Nava 3 1 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (PQ). Rua João Araújo Lima, 102, Cx.P. 81, , São Joaquim, SC. [email protected]; [email protected]; [email protected]; 3 Cav- UDESC (PG). Av Luis de Camoes, , Lages, SC, [email protected] 3 ; Embrapa Clima Temperado (PQ). Rodovia BR 392, km 78, 9º Distrito, , Pelotas, RS, [email protected] Palavras Chave: macieira, nutrição de plantas, P foliar. A adubação com fósforo (P) em pomares de macieira tem recebido menor importância em relação às adubações com outros macronutrientes. Isto se deve, em parte, a menor demanda da cultura pelo P, quando comparada às de N e de K. Após a implantação do pomar a adubação fosfatada é realizada sobre a superfície do solo e sem incorporação. Este P aplicado pode ser adsorvido com alta energia de ligação na superfície da fração mineral do solo (Brunetto et al., 2015) e isso afeta a disponibilidade do nutriente à planta. Com o acúmulo de P disponível em camadas do solo se espera que parte do nutriente, se aproxime da superfície externa das raízes e caso absorvido pode incrementar os seus teores no interior da planta, que pode ser diagnosticado pelo teor total nas folhas completas, até incrementando componentes de produção, como o número e a massa de frutos, o que pode se refletir na produtividade (DAR et al., 2015). Entretanto, são escassas as informações de respostas da adubação fosfatada em macieiras no Brasil. O objetivo deste estudo foi avaliar a resposta à adubação fosfatada da macieira 'Fuji' quando cultivada em solo da região Sul do Brasil. O experimento foi conduzido em um pomar comercial na safra 2016/17, no município de São Joaquim (SC). O pomar foi implantado em 2004 com a cultivar Fuji sobre o porta-enxerto Marubakaido/M9. Os tratamentos consistiram de doses crescentes de P (0, 40, e 160 kg ha -1 de P2O5). As doses foram aplicadas na forma de superfosfato triplo, sobre a superfície do solo, sem incorporação por seis anos consecutivos junto à linha de plantio. O delineamento experimental foi o de blocos ao acaso com cinco repetições. Em meados do mês de janeiro foram coletadas amostras de folha, as quais foram secas, moídas e analisadas quanto ao teor de P, seguindo metodologia descrita em Tedesco et al (1995). Na colheita, foram contados os números de frutos por planta, os mesmos foram pesados e foi calculada a produção por planta e por área. A adubação fosfatada, na safra 2016/2017, não afetou o número de frutos por planta, a massa de frutos e tampouco a produtividade de frutos da macieira (Tabela 1). A baixa resposta das frutíferas em geral ao P pode ser atribuída à característica perene, à camada de exploração do solo pela profundidade de raízes ou mesmo à ciclagem de P pelas espécies de plantas de cobertura dos pomares. Tabela 1. Teores de P total nas folhas, número de frutos por planta, massa média dos frutos e produção em macieiras submetidas à aplicação de doses de fertilizante fosfatado na safra 2016/2017. Dose Teor de P folha Frutos por planta Massa dos frutos Produção (kg P2O5 ha -1 ) (g kg -1 ) (número) (g) (Mg ha -1 ) 0 1,90 ns 208 ns 141 ns 58,0 ns 40 1, ,5 80 1, , , , , ,9 CV% 2,3 10,3 2,2 9,1 *ns: não significativo. A aplicação de fósforo no solo não afetou o teor de fósforo nas folhas e tampouco os componentes de produção e rendimento de frutos. A ausência de resposta da macieira à adubação fosfatada indica que em solos com médio a alto teor de matéria orgânica e que tenham sido corrigidos com fósforo na implantação do pomar, a adubação fosfatada de reposição não precisa ser anual. BRUNETTO, G.; NAVA, G. AMBROSINI, V.G.; COMIN, J.J.; KAMINSKI, J. The pear tree response to phosphorus and potassium fertilization. Revista Brasileira de Fruticultura, Jaboticabal, v. n. p., DAR., M. A.; WANI, J. A.; RAINA, S. K.; BHAT, M. Y.; MALIK, M. A. Relationship of leaf nutrient content with fruit yield and quality of pear. Journal of environmental of Biology, Lucknow, v.36, p , TEDESCO, M. J.; GIANELLO, C.; BISSANI, C. A.; BOHNEN, H.; VOLKWEISS, S. J. Análises de solo, plantas e outros materiais. Porto Alegre: UFRGS, 2 ed., 1995, 174 p. 175

201 Efeito da calagem e adubação fosfatada sobre os teores de macronutrientes em folhas de goiabeira serrana Patrícia da Silva Paulino 1, Letícia Moro 2, Álvaro Luiz Mafra 3, Nathalia Della Vechia 4, Walter Santos Borges Junior 4 1 UDESC (PG). Avenida Luis de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC; 2 Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina (FM).BR 282 km 244, S/N, Itararé, , São José do Cerrito-SC, [email protected]; 3 UDESC (PQ). Avenida Luis de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC; 4 UDESC (IC). Avenida Luis de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. Palavras Chave: Acca sellowiana, análise foliar, calcário, fósforo. No Brasil, a goiabeira serrana ainda se encontra em processo de domesticação e, com isso, necessitando desenvolver sistemas de produção que permitam seu cultivo em escala comercial. Os solos da região serrana de Santa Catarina possuem teores naturais de fósforo muito baixos e acidez alta, com isso o crescimento desta frutífera pode estar sendo limitado. O objetivo deste trabalho foi avaliar teores de macronutrientes nas folhas de goiabeira serrana, em crescimento inicial, em função da calagem e adubação fosfatada. O experimento foi realizado em casa de vegetação, no município de Lages/SC, sendo utilizadas mudas de goiabeira serrana (Acca sellowiana) da variedade Alcântara. O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado em esquema fatorial 4x4, com quatro doses de calcário dolomítico (0, 25, 50 e 100 % da dose recomendada para atingir ph 6,0) e quatro doses de adubação fosfatada (0, 60, 120, 180 kg ha -1 de P2O5), com cinco repetições. As plantas foram colhidas aos 12 meses após o transplante e foram determinados os teores de N, P, K, Ca e Mg nas folhas conforme metodologia de TEDESCO et al. (1995). Os dados foram submetidos à análise de regressão pelo programa estatístico Statistical Analysis System SAS 9.0. Houve interação das doses de calcário e adubação fosfatada para as variáveis N, P, K e Mg nas folhas de goiabeira serrana. Tabela 1. Equações de regressão para os elementos avaliados no tecido vegetal em função de doses de calcário (x) e P (y) aplicadas no solo. Elemento Equação de Regressão R² Ca Teor médio (0,21 g kg -1)ns - Mg z=1,208**+0,03198x**- 0,00232y**+0,000048xy**-0,00021x²** 0,77 N z=2,31**-0,1657**+0,00021xy**-0,00099x²** 0,41 P z=4,431**- 0,0461x**+0,00049y**+0,00031x²** 0,45 K z=6,74**+0,0739x**-0,051y**- 0,000527x²+0, y²** 0,32 O maior teor de N nas folhas foi observado no tratamento sem aplicação de calcário e com 60 kg ha -1 de adubação fosfatada com média igual a 25,2 g kg -1 ; o maior teor de P foi verificado no tratamento sem adição de calcário e com 180 kg ha -1 de adubação fosfatada, com média igual a 5,8 g kg -1 ; o maior teor de K foi constatado no tratamento com 25 % da dose de calcário e sem aplicação de P; e o maior teor de Mg foi observado no tratamento com 100 % da dose de calcário e 180 kg ha -1 de adubação fosfatada, apresentando média de 2,81 g kg -1. Figura 1. Teores de N (a), P (b), K (c) e Mg (d) nas folhas de goiabeira serrana em função de doses crescentes de calcário e P aplicadas ao solo. a) b) c) d) A correção da acidez do solo e a adubação fosfatada proporcionam alterações nos teores de macronutrientes nas folhas de mudas de goiaba serrana. À UDESC, Epagri, e FAPESC pelo fomento à pesquisa e financiamento de bolsas de estudo. Tedesco, M.J.; Gianello, C.; Bissani, C.; Bohnen, H. e Volkweiss, S.J. Análise de solo, plantas e outros materiais. 2.ed. Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, p. (Boletim Técnico, 5) 176

202 Composição mineral de frutos de maça Fuji Suprema afetada pela adição anual de fósforo ao solo Jaqueline Muniz Gerber 1, Milton César Coldebella 1, Sulian Junkes Dal Molin 1, Paulo Roberto Ernani 2, Marlise Nara Ciotta 3 1 Universidade do Estado de Santa Catarina (PG). Av. Luiz de Camões, 2090, Conta Dinheiro, Lages, SC. [email protected]. 2 Universidade do Estado de Santa Catarina (PQ). Av. Luiz de Camões, 2090, Conta Dinheiro, Lages, SC. 3 Epagri Estação Experimental de São Joaquim (PQ), Rua João Araújo Lima, 102, São Joaquim, SC. Palavras Chave: Qualidade de armazenamento, distúrbios fisiológicos, bitter pit. Na nutrição de pomares de macieira, independentemente da região mundial de produção, a adubação com fósforo (P) tem recebido menos atenção que adubações com nitrogênio (N) e potássio (K) (Neilsen et al., 2008). A nutrição desses pomares influencia os teores minerais nos frutos, os quais desempenham papéis importantes relacionados com a qualidade, com a conservação e ocorrência de distúrbios fisiológicos. O objetivo do trabalho foi avaliar o efeito da adição de P ao solo na composição mineral de frutos de maçã Fuji Suprema cultivada na região de São Joaquim. O experimento foi conduzido em um pomar comercial no município de São Joaquim SC, na estação de crescimento 2015/2016. Utilizou-se a cultivar Fuji Suprema sobre o porta-enxerto Marubakaido/M9, num sistema de plantio de alta densidade, sobre um Cambissolo Húmico que no momento da implantação apresentava ph em água de 6,4; 4,3 mg dm -3 de P; 11,5 cmolc dm -3 de Ca; 4,3 cmolc dm -3 de Mg; 48 g dm -3 de matéria orgânica e 470 g dm -3 de argila. Os tratamentos consistiram de doses crescentes de P2O5 (0, 40, 80, 120 e 160 kg ha -1 ) aplicadas anualmente ao solo, na forma de superfosfato triplo, em pós-colheita, sobre a superfície do solo e sem incorporação. Na época de colheita, foram coletadas amostras contendo 20 frutos por parcela. Nestas, foram determinados os teores de P, N, K, Ca e Mg. Os dados das variáveis foram submetidos às análises de variância (ANOVA) e de regressão (P 0,05) para determinar os efeitos das doses de P. Houve aumento linear nos teores de P nos frutos em função das doses de P aplicadas (Tabela 1). Os teores de P nos frutos aumentaram de 70 mg kg -1 na dose zero para 98 mg kg - 1 na máxima dose (160 kg ha -1 de P2O5). Neilsen et al. (2008) observaram que frutos das cultivares Fuji e Silken com teores de P menores do que 100 mg kg -1 apresentaram maior ocorrência de pingo-de-mel e menor potencial de armazenamento pós-colheita. Assim, o teor médio de P encontrado, de 88 mg kg -1, ficou pouco abaixo do nível crítico já citado. Os teores de Ca, Mg, K e N não foram afeados pela adição de P ao solo na safra avaliada (Tabela 1). Os teores médios de Ca, Mg, K e N foram de 60 mg kg -1, 21 mg kg -1, 868 mg kg -1 e 221 mg kg -1 respectivamente. Esses valores encontram-se dentro do considerado como ideal para evitar a presença de distúrbios fisiológicos, que segundo Amarante et al. (2012), é acima de 40 mg kg -1 para Ca e Mg, e inferiores a 950 mg kg -1 e 500 mg kg -1 para K e N respectivamente. Tabela 1. Teores minerais nos frutos em função da adição de P no solo em macieiras Fuji Suprema no momento da colheita. Doses de P 2O 5 (kg ha -1 ) P Ca Mg K N mg kg Linear * ns ns ns ns Quadrática * ns ns ns ns Somente os teores de P nos frutos foram afetados pela adição de P ao solo. Apesar de não ser afetados pela adição de P ao solo, os teores de Ca, Mg, K e N, encontram-se dentro do considerado ideal para uma boa conservação dos frutos. Amarante, C. V. T. do et al. Composição mineral de maçãs 'Gala' e 'Fuji' produzidas no Sul do Brasil. Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v. 47, n. 4, p , Neilsen, G. H. et al. Annual Bloom-time phosphorus fertigation affects soil phosphorus, apple tree phosphorus nutrition, yield, and fruit quality. HortScience, v. 43, n. 3, p ,

203 Teores minerais em maçãs das cultivares Fuji e Gala na safra 2016/2017 Gabriela Zanchettin 1, Vera Lucia Scapin 2, Ricardo Sachini 3, Leandro Hahn 3, Bianca Schveitzer 3 1 UFSC Universidade Federal de Santa Catarina (IC) Campus Trindade, Florianópolis, SC. [email protected]; 2 UNIARP Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (IC). Campus Caçador, Rua Victor Baptista Adami, 800, Centro, Caçador, SC. 3 EPAGRI Estação Experimental de Caçador (PQ). Rua Abílio Franco, 1.500, Cx.P. 591, , Caçador, SC. Palavras Chave: Malus domestica, cálcio, nutrição mineral, distúrbio fisiológico. Perda de qualidade e aumento dos riscos de distúrbios fisiológicos pós-colheita prejudicam tanto a produção quanto a comercialização de maçãs. Essas alterações estão relacionadas aos teores dos minerais dos frutos, especialmente nitrogênio (N), fósforo (P), potássio (K), cálcio (Ca) e magnésio (Mg), e das relações N/Ca, K/Ca e K+Mg/Ca. Sendo assim, a análise mineral tem extrema importância para estimar a capacidade de conservação dos frutos em pós-colheita. Este trabalho objetivou avaliar teores minerais e suas relações na polpa de maçãs Fuji e Gala na safra de 2016/2017 em São Joaquim e em Fraiburgo/SC. Frutos de Gala provenientes de 136 e 94 pomares comerciais de maçãs de produtores de Fraiburgo e São Joaquim, respectivamente e, de maçãs Fuji provenientes de 117 e 72 pomares de produtores de Fraiburgo e São Joaquim, respectivamente, foram amostrados para análise dos teores de N, P, K, Ca e Mg no Laboratório de Ensaio Químico da Estação Experimental de Caçador, de acordo com metodologia de Schveitzer & Suzuki (2013). Adicionalmente, determinou-se as relações N/Ca, K/Ca e K+Mg/Ca. Em cada amostra, analisou-se 12 frutos. Na safra 2016/2017, não foram verificadas grandes diferenças nos teores minerais da polpa dos frutos de São Joaquim e Fraiburgo (Tabela 1) e nas relações minerais (Tabela 2), bem como entre as maçãs Gala e Fuji. Maçãs Gala e Fuji apresentaram adequado suprimento de N, P e Ca nos frutos e relações de N/Ca e K+Mg/Ca dentro do recomendado pela literatura científica. Esses teores e relações minerais adequados diminuem a possibilidade de ocorrência de distúrbios fisiológicos durante a armazenagem e comercialização dos frutos. Maçãs com teores de N inferiores a 500 mg.kg -1 e valores da relação N/Ca menor que 14 apresentam menores riscos de ocorrência de bitter pit (Amarante et al. 2012). No entanto, os teores de K apresentaram-se acima da recomendação, o que também foi verificado nas safras de 2014/2015 e 2015/2016. Os altos teores de K na polpa aumentaram, consequentemente, a relação K/Ca para ambas as regiões e cultivares. Apesar dos altos teores de Mg e K, a relação K+Mg/Ca manteve-se abaixo do recomendado (30), devido aos altos teores de Ca na polpa. Maçãs com teores de K e Mg superiores a 950 mg.kg -1 e 500 mg.kg -1, respectivamente, predispõem a ocorrência de distúrbios fisiológicos, já que minimizam a absorção e transporte de Ca. Apesar disso, na safra 2016/2017, os teores de Ca estiveram acima do recomendado e da média histórica. Tabela 1. Concentração média (mg.kg -1 ) e desvios dos macronutrientes em polpa de maçãs Gala e Fuji na safra 2016/2017. Gala Região N P K Ca Mg Fraiburgo 370 ± ± ± ± 6 55 ± 9 São Joaquim 368 ± ± ± ± 8 53 ± 8 Media 1991 a 419 ± ± ± ± ± Fuji Fraiburgo 396 ± ± ± ± 7 49 ± 7 São Joaquim 381 ± ± ± ± 5 50 ± 10 Media 1991 a ± ± ± ± ± 8 Valores recomendados <500 >100 <950 >40 <40 Tabela 2. Relações médias e desvios dos macronutrientes em polpa de maçãs Gala e Fuji na safra 2016/2017. N/Ca K/Ca (K+Mg)/Ca Região Gala Fuji Gala Fuji Gala Fuji Fraiburgo 8 ± 2 9 ± 2 24 ± 4 23 ± 5 25 ± 4 23 ± 5 São Joaquim 8 ± 2 9 ± 2 22 ± 5 28 ± 5 23 ± 5 29 ± 5 Valores recomendados < 14 < 20 < 30 Na safra 2016/2017, os teores de N, P e Ca, e as relações N/Ca e K+Mg/Ca em frutos de maçãs Gala e Fuji analisadas, estão dentro dos valores recomendados pela literatura científica. Desta forma, os frutos apresentam menor predisposição para a ocorrência de distúrbios fisiológicos durante a armazenagem e comercialização. Amarante, C. V. T. et al. Pesq Agrop Bras, 2012, 47, , Schveitzer, B.; Suzuki, A. Doc. 241, Epagri,

204 Efeito da irrigação no desenvolvimento vegetativo de macieiras cvs. Galaxy e Fuji Suprema na região dos Campos de Cima da Serra do RS Brenda Ferreira 1*, Gilmar Ribeiro Nachtigall 2, Fabiano Simões 3 1 Graduanda da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul - Vacaria. Avenida Antônio Ribeiro Branco, Parque dos Rodeios, CEP , Vacaria, RS. [email protected]; 2 Pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, Estação Experimental de Fruticultura de Clima Temperado, Caixa Postal 177, CEP , Vacaria, RS. [email protected]; 3 Professor da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul - Vacaria. Avenida Antônio Ribeiro Branco, Parque dos Rodeios, CEP , Vacaria, RS. [email protected] Palavras Chave: Malus domestica Borkh, crescimento, disponibilidade de agua, manejo. O cultivo da macieira na região sul do Brasil tem sido efetuado, em geral, sem o uso da irrigação. Entretanto, têm ocorrido períodos frequentes de déficit hídrico durante o ciclo, afetando, principalmente o crescimento inicial das plantas. No Brasil, em função das características climáticas predominantes até a última década, a irrigação e/ou fertirrigação não eram técnicas incorporadas aos sistemas de produção de maçãs. Para as condições brasileiras, os primeiros resultados de pesquisa com irrigação na cultura da macieira mostraram que a irrigação e a fertirrigação, quando da ocorrência de déficit hídrico no solo, afetam positivamente a produtividade, aumentando a produção de frutas de maior calibre, e a qualidade da fruta, incrementando a coloração da película da fruta (Cargnino et al., 2012; Nachtigall et al., 2012). O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da irrigação sobre o crescimento das plantas de duas cultivares de macieira na região dos Campos de Cima da Serra do RS. O experimento foi realizado em pomar comercial implantado em 2013, com as cultivares Galaxy e Fuji Suprema, enxertadas sob o porta-enxerto M9, em Monte Alegre dos Campos/RS. Foi utilizado o delineamento experimental inteiramente casualizado, com oito repetições, com dois tipos de manejo: sequeiro e irrigado. No sistema sequeiro foi utilizado o manejo convencional utilizado pela empresa. A irrigação foi realizada pelo sistema de gotejamento, monitorada por tensiometria. A adubação dos sistemas sequeiro e irrigado foi feita via solo, seguindo as recomendações da empresa. No período de dormência foram avaliados o diâmetro do tronco a 30 cm do solo, através de paquímetro digital, o comprimento médio dos ramos do ano, através de trena, os quais foram estratificados em três tamanhos (< 30 cm, de 30 a 60 cm e > 60 cm). Os dados foram submetidos à análise de variância e à análise de médias pelo teste Tukey. Para a condição de manejo irrigado, a cv. Galaxy apresentou comprimento médio de ramos do ano significativamente superior ao sistema sequeiro, já a cv. Fuji Suprema apresentou diâmetro do tronco significativamente superior ao sistema sequeiro, logo para cv. Galaxy para este parâmetro não houve diferença. As duas cultivares, no sistema irrigado, apresentaram número de ramos do ano por plantas, para os três tamanhos avaliados, superiores ao sistema sequeiro. A irrigação por gotejamento aumenta o crescimento das plantas em pomares jovens de macieira na região dos Campos de Cima da serra do RS. Tabela 1. Diâmetro do tronco, comprimento médio de ramos do ano, e número de ramos do ano por planta, em três tamanhos (< 30 cm, de 30 a 60 cm e > 60 cm) de macieiras Galaxy e Fuji Suprema, em função dos tratamentos, avaliados no período de dormência. Safra 2016/17. Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. A irrigação por gotejamento aumenta o crescimento das plantas em pomares jovens de macieiras Galaxy e Fuji Suprema. À Embrapa, Agropecuária SCHIO e FAPERGS pelo fomento à pesquisa e financiamento de bolsas de estudo. Cargnino, C.; de Sá, A. A.; Lima, C.M.; Saraiva, M.D.; Nachtigall, G.R.; Ernani, P. Crescimento de frutos de macieira Maxigala submetida a tratamentos de irrigação e fertirrigação. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA, 22., 2012, Bento Gonçalves. Anais... Bento Gonçalves: Embrapa Uva e Vinho CD_ROM. 4p. Nachtigall, G.R.; Cargnino, C.; Nava, G. Efeito da irrigação e fertirrigação na produtividade e qualidade de macieiras Royal Gala. In: REUNIÃO BRASILEIRA DE FERTILIDADE DO SOLO E NUTRIÇÃO DE PLANTAS FERTBIO2012, 3O., 2012, Maceió, AL. Anais... Maceió: SBCS, CD_ROM. 3p. 179

205 Aplicação exógena de ácido salicílico em Physalis peruviana L. Alexandre Claus 1, Adenise Bottcher 2, Juliana O. Nicolao 3, Mainara E. Gabriel 3, Tanieli P. Kanigoski 3, Andressa Gilioli 1 1 IFC Instituto Federal Catarinense Concórdia/SC. Professor(a) do Ensino Básico Técnico e Tecnológico (EBTT); 2 Mestranda do Programa de Tecnologias de Bioprodutos Agroindustriais pela UPPR Palotina/PR; 3 Acadêmicas de graduação do IFC Concórdia/SC do curso de Agronomia, Rodovia SC 283 Km 17 CEP: Concórdia/SC (49) , [email protected]. Palavras Chave: Estresse térmico, hormônio vegetal, indução de resistência, massa do fruto. A Physalis peruviana L. possui grande valor nutricional e econômico, sendo classificada como fruta fina, enquadrando-se no ranking de pequenas frutas (FISCHER & ALMANZA, 1993). Pertence a família das solanáceas, esta que sofre muito o ataque de fitopatógenos. Nos últimos anos vem se estudando a aplicação exógena de substâncias tidas como indutoras de mecanismos de resistência a patógenos, como no caso do ácido salicílico (AS), classificado como hormônio vegetal. Este hormônio está envolvido na defesa das plantas, agindo como mensageiro químico capaz de induzir a produção de pelo menos, 5 grupos de proteínas relacionadas à patogenicidade, como a chiquinase e a β-1,3 glucanase. Conforme Ahmad et al., (2015), em seu trabalho com aplicação do AS em plantas de milho, relatou a provável indução a atividades de superóxido dismutase, melhorando teores de clorofila, sistema de defesa antioxidante, também maior presença de nutrientes na raiz e parte aérea de plantas. Poucos estudos relatam o uso do AS em plantas, principalmente os que relatam além de mecanismos de defesa da planta, o seu efeito na produção. Desta forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos da aplicação exógena de AS em plantas na produção de Physalis peruviana L. O experimento foi conduzido em casa de vegetação no Instituto Federal Catarinense localizado em Concórdia-SC, o delineamento foi em blocos casualizados com cinco tratamentos e cinco repetições totalizando 25 plantas de Physalis peruviana L. Os tratamentos foram realizados utilizando diferentes doses de AS, 0mM, 1,0mM, 2,0mM, 3,0mM e 4,0mM.L -1. As plantas foram cultivadas em vasos de 5 litros, onde as mesmas passaram por condições de estresse térmico com a elevação da temperatura para aproximadamente 38 C no período reprodutivo, por cerca de três horas diárias. As doses de AS foram pulverizadas uma vez por semana durante 16 semanas. Foi avaliada a massa de frutos. Os dados foram submetidos à análise de variância e regressão através do software SISVAR. Conforme Figura 1, a aplicação proporcionou aumento quadrático da massa do fruto, alcançando a máxima massa do fruto na dose estimada de 2,0mM.L -1, com o aumento desta dose, nota-se um decréscimo na massa de frutos, constatando um possível efeito negativo em atividades metabólicas. Figura 1- Massa do fruto (g) de Physalis peruviana em função aplicação exógena de ácido salicílico. * Significativo a 5% de probabilidade pelo teste de F. Ahmad et al., (2015) constatou em sua pesquisa aumento na atividade de superóxido dismutase, aumento do teor de clorofila e do sistema antioxidante. Já Sánchez et al., (2000), descreveu que o AS promove aumento na produção de quinonas, que se acumulam nas paredes celulares promovendo o aumento da resistência à penetração em tecidos por patógenos. Sendo assim, acredita-se que a variação na massa do fruto esteja relacionada a proteção de tecidos, diminuindo assim perdas por transpiração e também ao aumento de algumas atividades metabólicas benéficas, como acúmulo de clorofila, beneficiando o desenvolvimento da planta, em condições estressantes, como foi induzido neste trabalho. Conclusão A dose de 2,0mM.L -1 foi a concentração mais adequada para o uso. A utilização de AS pode ser uma alternativa na indução de mecanismos de defesa a agentes estressantes, mantendo a produção. Ahmad, I., S.M.A. Basra, S. Hussain, S.A. Hussain, Hafeez-ur- Rehman, A. Rehman and A. Ali. Priming with ascorbic acid, salicylic acid and hydrogen peroxide improves seedling growth of spring maize at suboptimal temperature. Journal of Environmental & Agricultural Sciences. 2015, 3: Fischer, G.; Almanza, P. J. Nuevas tecnologías en el cultivo de la uchuva Physalis peruviana L. Revista Agrodesarrollo, [S.l.], 1993, v. 4, n. 1-2, p Sánchez, E.; Soto, J.M.; Garcia, P.C.; López-Lefebre, l.r.; Rivero, R.M.; Ruiz, J.M.; Romero, l. Phenolic compounds and oxidative metabolism in green bean plants under nitrogen toxicity.australian Journal of Plant Physiology, Collingwood, 2000, v.27, n.10, p

206 Uso de húmus líquido no cultivo orgânico de amoreira-preta Rafaela Schmidt Souza 1, Maurício Gonçalves Bilharva 1, Rudinei De Marco 1, Priscila da Silva Lúcio 1, Carlos Roberto Martins 2 1 UFPel. (PG.), Campus Universitário s/n. Capão do Leão - RS, Brasil , [email protected]; [email protected]; [email protected]; [email protected]. 2 Embrapa Clima Temperado. (PQ), Rodovia BR-392, Km 78, 9º Distrito, Monte Bonito. Caixa Postal 403, CEP: Pelotas, RS [email protected] Palavras Chave: Rubus spp., adubação orgânica, cv. Tupy. A amora-preta é uma cultura crescente na região Sul do Brasil, devido principalmente ao seu elevado potencial para a diversificação de espécies dentro da propriedade rural, pelo baixo custo de implantação e a necessidade reduzida de utilização de agrotóxicos, tornando uma alternativa viável de produção para o sistema de produção orgânica (Antunes, 2002; Martins, 2015). Entre os adubos orgânicos utilizados nos cultivos de amora em sistema orgânico, tem-se o húmus de minhoca como insumo básico, também conhecido como vermicomposto que quando depositado no solo atua de forma benéfica e auxilia no desenvolvimento das plantas (Schiedeck et al., 2014). O húmus pode ser incorporado no solo tanto na forma sólida como líquida, porém a primeira opção demanda uma maior quantidade e também poderá trazer sementes de plantas indesejadas. Assim, surge como alternativa de aplicação à forma líquida, mas ainda existem poucas informações. O objetivo deste trabalho foi avaliar a utilização de concentrações de húmus líquido no cultivo da amoreira preta. O experimento foi conduzido na propriedade rural localizada no município de São Lourenço do Sul-RS, no ano de Foram realizadas pulverizações na cobertura das plantas na linha de cultivo, com húmus de minhoca, os tratamentos constituídos de húmus líquido nas concentrações: 0%; 7,5%;15% e 30%. O delineamento experimental foi em blocos ao acaso, com três repetições, contendo cinco plantas por tratamento. As plantas foram implantadas em novembro de 2013, sendo a cultivar da amora-preta Tupy, e o espaçamento utilizado de 2,30m x 0,75 m. Foram avaliados a produtividade, teor de sólidos solúveis (SST), comprimento e diâmetro das frutas. Os dados foram submetidos à análise de variância e comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro no programa de Assistat. Tabela 1. As médias de produtividade, SST, diâmetro e comprimento obtido de frutas de amorapreta cv. Tupy em sistema de produção orgânico. Pelotas-RS, Produtividade (g/pl.) SST (Brix ) Diâmetro (mm) Comprimento (mm) 135,27a 8,07a 14,46a 20,98a 201,35a 8,47a 14,72a 21,89a 141,25a 8,40a 15,27a 22,03a 208,03a 8,30a 13,28a 20,62a *As médias seguidas pela mesma letra não diferem estatisticamente entre si. Foi aplicado o teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade. O húmus líquido como fonte de adubação orgânica no cultivo de amora-preta não evidência efeito na produtividade na primeira safra. À Capes, pela concessão da bolsa de iniciação científica; à UFPel e à Embrapa, pela estrutura de apoio para realização das análises; e ao agricultor, pela disponibilidade da área para realização do experimento. Antunes, L.E. C. Amora-preta e nova opção de cultivo no Brasil. Ciência Rural, 2002, v.32, p Martins, W. A. Fenologia, exigências térmicas, produção, custo e rentabilidade da amora-preta cv. Tupy. Tese (Doutorado) no Programa de Pós-Graduação em Agronomia na Universidade Federal da Grande Dourados.113 f. Dourados-MS,2015. Schiedeck, G.; Scwengber, J. E.; Schiavon, G. A.; Gonçalves, M. M. Minhocultura: produção de húmus. 2 ed. Rev. Ampl. Brasília- DF. Embrapa (ABC da Agricultura família, 38r), 2014, 56p. Não foram constatadas alterações nos parâmetros avaliados na primeira safra, independente da concentração utilizada de húmus líquido (Tabela 1). Além da concentração, as frequências de aplicações poderão evidenciar ao longo das safras de cultivo da amoreira-preta resultados satisfatórios, entretanto carece de maiores estudos para aferir sobre sua aplicabilidade no cultivo de amora-preta. 181

207 Teores minerais em frutos de maçãs Fuji com aplicações do fertilizante Kamab-26 em pré-colheita Leandro J. de O. von Hausen 1, Leandro Hahn 2, José L. Petri 3 1 Fbvonhausen Consultoria no Agronegócio LDTA, Consultor Técnico Sócio Proprietário, Rua Dezessete 211, Loteamento Recife, , Petrolina-PE, [email protected]; 2 Epagri Estação Experimental de Caçador (PQ) e Uniarp Universidade Alto Vale do Rio do Peixe, [email protected]. 3 Epagri Estação Experimental de Caçador (PQ), E- mail: [email protected]; Rua Abílio Franco, 1500, Bom Sucesso, , Caçador-SC. Palavras Chave: Malus domestica, Cálcio, Distúrbios fisiológicos, nutrição mineral O cálcio tem merecido considerável atenção nos últimos anos, haja vista sua relação com desordens fisiológicas e devido a outros efeitos favoráveis, particularmente em frutos, onde ele pode reduzir a respiração, atrasar o amadurecimento, estender o período de armazenamento, incrementar a firmeza da polpa, aumentar o conteúdo de vitamina C e diminuir o apodrecimento durante o armazenamento (SHARPLES & JOHNSON, 1977). A maior parte do cálcio presente no fruto por ocasião da colheita, é absorvido na fase da divisão celular. Posteriormente, porém, a concentração de cálcio do fruto diminui devido ao efeito de diluição atingindo o valor mínimo 100 a 110 dias após a plena floração (BRACKMANN & RIBEIRO, 1992). BRACKMANN et al., 2010, recomendam nove aplicações de CaCl2 para evitar distúrbios fisiológicos em frutos da macieira. O objetivo do trabalho foi avaliar teores minerais na polpa de frutos de maçãs Fuji com aplicações de Kamab-26 em pré-colheita. O experimento foi realizado em pomar comercial de maçãs Fuji Kiku (porta enxerto M9), em Vacaria-RS na safra 2016/17. Os tratamentos foram constituídos pela aplicação foliar do fertilizante Kamab-26, composto por Ca (7,15%), N (10%), K (5%), Mg (1,2%) e B (0,1%) e aminoácidos. O produto foi aplicado 45 dias antes da colheita, em intervalos de 7 (T1), 14 (T2) e 21 dias (T3), totalizando, 5, 3 e 1 aplicação, respectivamente. No T4 o produto foi aplicado em intervalo de 15 dias e 5 dias antes colheita (2 aplicações) e no T5 o intervalo foi de 7 dias (5 aplicações). Nos tratamentos T1 a T4 a dose utilizada foi de 3 L ha -1 e em T5 utilizou-se 4 L ha -1. Constituiu-se ainda um tratamento com 5 aplicações em intervalo de 15 dias de CaCl2, 3 L ha -1. Um tratamento sem aplicação de fertilizante foliar, foi mantido como controle. O delineamento experimental foi de blocos casualizados com quatro repetições. Na colheita, avaliou-se os teores de minerais da polpa fresca dos frutos, conforme metodologia de Schveitzer & Suzuki (2013). Adicionalmente, determinou-se as relações N/Ca, K/Ca e (K+Mg)/Ca. A aplicação de Kamab-26, 4 L ha -1, no intervalo de 7 dias (T5) aumentou o teor de N na polpa em relação ao tratamento CaCl2.Apesar disso, estes teores não ultrapassaram os valores recomendados pela literatura científica. Além disso, os tratamentos com aplicação Kamab-26, 3 L ha -1, em intervalos de 7 (T1), 14 (T2) e 21 dias (T3), aumentaram os teores de Ca na polpa em comparação à aplicação de CaCl2. Por fim, os tratamentos T1 e T2 diminuíram as relações K/Ca e (K+Mg)/Ca na polpa em relação ao uso de CaCl2, estando estas relações abaixo dos valores recomendados pela literatura científica. Apesar dos resultados positivos com a aplicação dos tratamentos com Kamab-26, eles não apresentaram diferença para o tratamento controle, sem aplicação de Ca em pré-colheita. Tabela 1. Teores minerais em polpa de maçãs Fuji Kiku com aplicações foliares em pró-colheita na safra 2016/2017. Vacaria, RS. Trat. N P K Ca Mg --- mg kg N/Ca K/Ca (K+Mg)/ Ca T1 430,3 ab 186,6 964,5 51,4 a 42,1 8,4 18,9 b 19,7 b T2 437,2 ab 171,4 923,8 50,2 a 48,2 8,8 18,6 b 19,6 b T3 445,4 ab 161,5 1032,8 51,5 a 46,4 8,7 20,0 ab 20,9 ab T4 415,1 ab 124,5 1108,0 40,7 b 45,8 10,2 27,1 ab 28,3 ab T5 459,2 a 225,4 1124,7 45,0 ab 48,7 10,3 25,4 ab 26,5 ab CaCl 2 388,9 b 221,4 1231,3 40,6 b 41,7 9,6 30,4 a 31,5 a Controle 407,9 ab 193,1 968,3 47,2 ab 47,0 8,8 20,8 b 21,8 b CV (%) 6,3 134,4 16,3 7,2 17,2 10,9 19,7 19,6 Valores recom. 1 <500 >100 <950 >40 <40 <14 <20 <30 Letras iguais na coluna não diferem estatisticamente pelo teste de Tukey (P<0,05). 1 Valores recomendados por Schveitzer & Hahn (2016). A aplicação de Kamab-26 com início 45 dias antes da colheita, em intervalos de 7 e 14 dias aumenta o teor de Ca e diminui as relações K/Ca e K+Mg/Ca na polpa da fruta de maçãs Fuji Kiku em relação à aplicação de CaCl2. Esses resultados indicam que o Kamab-26 pode ser uma alternativa ao uso do CaCl2 como fonte de Ca em pré-colheita, podendo aumentar o potencial de conservação de conservação dos frutos em pós-colheita. Epagri Estação Experimental de Caçador-SC. Proterra Engenharia Agronômica Ltda, Vacaria-RS. Brackmann, A. & Ribeiro, N.D. Cienc Rural, 1992, 22, 247. Brackmann, A. et al. Cienc Rural, 2010, 40, Sharples, R.O., Johnson, D.S. Ann Appl Biol, 1997, 85, 450. Schveitzer, B.; Suzuki, A. Doc. 241, Epagri, Schveitzer, B.; Hahn, L. Informativo. 03, Epagri,

208 Efeito da irrigação e fertirrigação na coloração da película de maçãs Fuji Suprema, na região dos Campos de Cima da Serra, RS Yan Pinter das Chagas 1*, Gilmar Ribeiro Nachtigall 2 1 Universidade de Caxias do Sul CAMVA.(IC), Av. Dom Frei Candido Maria Bamp, 2800, CEP , Vacaria, RS. [email protected]; 2 Embrapa Uva e Vinho, Estação Experimental de Fruticultura de Clima Temperado, (PQ), Caixa Postal 177, CEP , Vacaria, RS. [email protected]. Palavras Chave: Malus domestica Borkh, cor da fruta, disponibilidade de agua, nutrientes. As variações climáticas verificadas nos últimos anos têm constituído um motivo de preocupações para os produtores de maçã no sul do Brasil, principalmente a irregularidade e má distribuição das chuvas, que podem afetar a qualidade e produtividade de macieiras. Os solos da Região dos Campos de Cima da Serra do Rio Grande do Sul cultivados com macieira são classificados predominantemente como Latossolos, com textura argilosa, que em condições de déficit hídrico perde umidade com facilidade (Hoffmman e Nachtigall, 2004). Resultados iniciais mostraram que a irrigação e a fertirrigação, na ocorrência de déficit hídrico no solo, afetam positivamente a produtividade e a qualidade da fruta (Cargnino et al., 2012; Nachtigall et al., 2012). O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da irrigação e fertirrigação na coloração da película de maçãs Fuji Suprema. O experimento foi realizado em pomar comercial implantado em 2013, com a cultivar Fuji Suprema, enxertadas sob o porta-enxerto M9, em Monte Alegre dos Campos/RS. Foi utilizado o delineamento experimental inteiramente casualizado, com oito repetições, com quatro tipos de manejo: sequeiro, irrigado, fertirrigação A e fertirrigação B. A irrigação foi realizada pelo sistema de gotejamento, monitorada por tensiometria. A fertirrigação A foi baseada numa taxa de extração de nutriente de 10, 15 e 20 kg/ha de N, P e K, respectivamente, enquanto que a fertirrigação B foi baseada numa taxa de extração de nutriente de 53, 13 e 55 kg/ha de N, P e K, respectivamente. A adubação dos sistemas sequeiro e irrigado foi feita via solo, seguindo as recomendações da empresa. Na colheita e após 30 dias de armazenamento de câmara fria convencional e 07 dias de prateleira na temperatura ambiente foram coletadas amostras de frutos para avaliação da cor da película através de colorímetro utilizando o sistema L*a*b*. Os dados foram submetidos à análise de variância e à análise de médias pelo teste Tukey. Na avaliação da cor no lado mais colorido da fruta, o parâmetro L* (luminosidade) foi maior nas frutas do manejo sequeiro, sendo similar para os tratamentos de irrigação e fertirrigação. Para o parâmetro a, que corresponde à cor vermelha, observa-se que os tratamentos com irrigação e fertirrigação apresentaram valores significativamente superiores ao tratamento sequeiro. Para o parâmetro b, que corresponde à cor amarela, os tratamentos com irrigação e fertirrigação apresentaram valores significativamente inferiores ao tratamento sequeiro. A cor vermelha é o parâmetro de maior importância na avaliação de cor de fundo da epiderme de maçãs. No lado menos colorido da fruta, a avaliação na colheita não apresentou diferenças significativas entre tratamentos, enquanto que na segunda avaliação, teve a mesma tendência do lado colorido. Tabela 1. Parâmetros de cor da película no lado colorido e no lado oposto de maçãs Fuji Suprema, em função dos tratamentos, avaliados na colheita e após 30 dias de armazenamento de câmara fria convencional e 07 dias de prateleira na temperatura ambiente. Safra 2016/17. Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. No manejo com irrigação e fertirrigação houve acréscimo na coloração vermelha dos frutos de macieiras Fuji Suprema. À Embrapa, Agropecuária SCHIO, SQM Vitas e CNPq pelo fomento à pesquisa e financiamento de bolsas de estudo. Cargnino, C.; de Sá, A. A.; Lima, C.M.; Saraiva, M.D.; Nachtigall, G.R.; Ernani, P. Crescimento de frutos de macieira Maxigala submetida a tratamentos de irrigação e fertirrigação. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA, 22., 2012, Bento Gonçalves. Anais... Bento Gonçalves: Embrapa Uva e Vinho CD_ROM. 4p. Hoffmann, A., Bernardi, J. Fatores edafoclimáticas. In: Nachtigall, G.R. (Ed.) Maçã: Produção. Bento Gonçalves: Embrapa Uva e Vinho, Brasília: Embrapa Informação Tecnológica, p. Nachtigall, G.R.; Cargnino, C.; Nava, G. Efeito da irrigação e fertirrigação na produtividade e qualidade de macieiras Royal Gala. In: REUNIÃO BRASILEIRA DE FERTILIDADE DO SOLO E NUTRIÇÃO DE PLANTAS FERTBIO2012, 3O., 2012, Maceió, AL. Anais... Maceió: SBCS, CD_ROM. 3p. 183

209 Doses de gesso agrícola no desenvolvimento de mirtileiro cv. Brightwell Beatriz da Silva Vanolli 1, Leticia Sviech 1, Carine Rusin², Renato V. Botelho³, Marcelo M. L. Müller³ 1 UNICENTRO Universidade Estadual do Centro Oeste, acadêmico de graduação (IC), Rua Simeão Camargo Varela de Sá, 03 Vila Carli PR. [email protected]; ²UNICENTRO Universidade Estadual do Centro Oeste, acadêmico de graduação (PG), Rua Simeão Camargo Varela de Sá, 03 Vila Carli PR; ³UNICENTRO Universidade Estadual do Centro Oeste, acadêmico de graduação (PQ), Rua Simeão Camargo Varela de Sá, 03 Vila Carli PR. Palavras Chave: Gessagem, teor de clorofila, Vaccinum ashei, Blueberry. O plantio de mirtileiro tem crescido significativamente na última década com perspectiva de aumento de produção (STRIK, 2006) com amplo apelo à sua utilização devido à sua composição nutricional (FACHINELLO, 2008). As melhores condições de cultivo ocorrem em solos ácidos, com ph em água entre 4 e 5,5, arenosos, francoarenosos ou argilosos não muito profundos e de baixa fertilidade, não compactados e bem drenados (FREIRE, 2007). Como forma de correção de solo, o gesso agrícola, sulfato de cálcio diidratado (CaSO4.2H2O), é 145 vezes mais solúvel que o calcário quando aplicado em superfície. Desta forma, movimenta-se mais rapidamente para as camadas subsuperficiais do solo, causando aumento nos teores de Ca e S e redução a toxicidade do Al 3+ e, assim, favorecendo o crescimento radicular das plantas em profundidade no solo (BLUM, 2008). O gesso pode alterar atributos físicos como densidade do solo e porosidade (COSTA et. al., 2007) O objetivo foi caracterizar os efeitos do uso do gesso agrícola sobre o desenvolvimento da parte aérea de mirtileiro cv. Brightwell. O experimento foi realizado em casa de vegetação, com mudas de mirtileiro cv. Brightwell obtidas por estaquia, e mantidas em vasos com irrigação intermitente. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado com 4 tratamentos, cinco repetições e parcela experimental constituída por uma planta. Os tratamentos utilizados foram as seguintes doses de gesso agrícola equivalente por hectare: 1) zero, 2) 2000 kg ha -1, 3) 4000 kg ha -1, 4) 8000 kg ha -1. Os vasos foram preenchidos com solo ácido (ph 5) de subsuperfície misturados com as respectivas doses de gesso dos tratamentos, seguindo-se o plantio das mudas de raiz nua com aproximadamente 20cm. 30 dias após o plantio, foram avaliadas quinzenalmente altura da planta, diâmetro do tronco, número e comprimento das ramificações e índice de clorofila foliar Falker. Os dados foram submetidos à análise de variância com o software SISVAR 5.6. No presente trabalho não foram observadas diferenças estatísticas para as variáveis de desenvolvimento da planta avaliadas decorrentes das doses de gesso, embora a maioria dos tratamentos com gesso, apresentaram valores superiores à testemunha para todas as variáveis avaliadas. Em culturas anuais, Custódio et al. (2005), constataram que a aplicação de gesso promoveu o aumento da produção de matéria verde, matéria seca e altura de plantas do capim-tanzânia. Figura 1. Doses de gesso agrícola no desenvolvimento de mirtileiro. Tabela 1. Parâmetros de crescimento em mirtileiros submetidos a diferentes doses de gesso agrícola. Doses de Diâmetro Compr.(cm)/ Alt de Gesso kg.ha-1 IFC** de caule (mm) n.º de ramos plantas (cm) 0 48,96ns 7,33ns 30,36ns 59,2ns ,28 6,89 33,53 58, ,84 7,54 34,2 59, ,08 8,01 35,02 65,8 CV (%) 2,19* 9,68* 8,62* 11,5* *Dados transformados por log10; **Índice de clorofila Falker. A utilização de diferentes doses de gesso agrícola não influenciou no desenvolvimento das mudas de mirtilo neste primeiro ano de trabalho. AoCNPq pela concessão de Bolsa de Iniciação Científica ao primeiro autor. Blum, S.C., Ponta Grossa, Universidade Estadual de Ponta Grossa. 2008, 76p. (Dissertação de Mestrado). Costa, M, J, Acta Scientiarum Agronomy, V.29, p Custódio, D. P., de Oliveira, C. D Ciência Animal Brasileira, 6(1), Fachinello, José Carlos. Mirtilo. Rev. Bras. Frutic. 2008, 30, n. 2. Freire, C.J.S. In: Sistema de produção de mirtilo Strik, B. North America. Acta Horticulturae, 2006, 715, p

210 Conteúdo mineral de farinhas de resíduos da vinificação de uvas tintas Leticia Sviech 1, Beatriz da S. Vanolli 1, Gabriela D. Bennemann 3, Renato V. Botelho 4 1 Unicentro - Universidade Estadual do Centro Oeste, Guarapuava-PR (IC). Rua Inacio Karpinski 1861 CEP [email protected]; 3 Unicentro Universidade Estadual do Centro Oeste, Guarapuava-Pr (PG); 4 Unicentro Universidade Estadual do Centro Oeste, Guarapuava-PR (PG). Palavras Chave: Minerais, Resíduos Agroindustriais, resíduos orgânicos. A indústria vitivinícola, assim como muitas outras, pode gerar um grande volume de resíduos orgânicos sólidos, os quais normalmente são descartados. No entanto, esses resíduos possuem uma composição muito rica em compostos bioativos, e poderiam ser melhor aproveitados, como por exemplo para alimentação humana ou animal (BARROS, 2011). O bagaço da uva oriunda da vitinicultura é basicamente composto por cascas, sementes e ainda resíduos de polpa (ZOCCA et al., 2007). Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi comparar o conteúdo de minerais entre farinhas de bagaços e farinhas de cascas de uvas. O trabalho foi realizado na Universidade Estadual do Centro Oeste, em Guarapuava no Paraná, com o objetivo de comparar a composição mineral entre as farinhas de bagaço de uva (casca + sementes) (FBU) e farinhas processadas apenas a partir das cascas de uva (FCU). Na safra foram utilizadas as seguintes variedades: Pinot Noir, Malbec, Tannat, Ancellotta, Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc da vinícola Villagio Grando, e ainda as variedades Seibel e Bordo da vinícola Belmont. Na safra avaliaram-se as variedades Cabernet Sauvignon e Merlot da vinícola Abreu & Garcia. Todas as farinhas foram obtidas medicante secagem em estufa a 45 C, até atingir a umidade de < 14%. Em seguida, as cascas e sementes foram trituradas em moinho rotor tipo ciclone/willey, modelo MA1340, até a obtenção da farinha de resíduos de uvas. Este material foi submetido à tamisação em peneiras com aberturas de malhas de 28 Tyler. Foram realizadas análises do conteúdo de minerais após a digestão ácido nítricoperclórica, os minerais, cobre (Cu), ferro (Fe), e manganês (Mn), foram determinados por espectrofotometria de absorção molecular, cálcio (Ca) e magnésio (Mg), por espectrofotometria de absorção atômica. Os teores minerais das farinhas variou de acordo com a cultivar avaliada e a composição da farinha. O maior teor de cobre foi obtida na farinha da cv. Seibel, diferenciando inclusive entre a FCU e FBU. Em geral, na casca apresentou maior quantidade de Cu, provavelmente devido a aplicações de agroquímicos como proteção de doenças a base de cobre. Para manganês observou-se maiores quantidades na FCU nas cvs. Tanat e Seibel na FBU nas cvs. Cabernet Sauvignon e Pinot Noir. As demais cvs. mantiveram teores de Mn semelhantes para ambas as farinhas. Os teores de magnésio foram superiores nas farinhas FBU das cvs. Bordo, Tannat, Ancellotta e Seibel. Já Nas FCUs de Cabernet Sauvignon, Seibel e Pinot Noir a concentração de ferro foi maior que FBUs, sendo que as outras cvs. não apresentaram diferença. Por fim, o mineral cálcio apresentou a maior concentração nas FBUs de Bordo, Tanat e Seibel. Sendo que as demais cultivares não apresentaram diferença estatística. Figura 1. Conteúdo de cobre (a), manganês (b), magnésio (c), ferro (d) e cálcio (e) em farinhas de bagaço e de cascas de uvas. Guarapuava, Malbec; 2. Merlot; 3. Bordô; 4. Tanat; 5. Ancellotta; 6. Cabernet Sauvignon; 7. Seibel; 8. Pinot Noir; 9. Cabernet Franc. *Letras maiúsculas diferentes representam valores estatisticamente diferentes para os tipos de farinhas, e letras minúsculas diferentes representam valores estatisticamente diferentes para as variedades estudadas, de acordo com o Teste de SNK a 5% de probabilidade. Há diferenças na quantidade dos minerais Cu, Fe, Mn, Ca e Mg entre as farinhas FBU e FCU e as cultivares. BARROS, Z. M. P. Cascas de frutas tropicais como fonte de antioxidantes para enriquecimento de suco pronto ZOCCA, F.;et al. Food Chemistry, London, v. 102, n. 1, p ,

211 Rendimento na extração da pectina de frutos de sete capotes Jonas Goldoni¹, Clevison Luiz Giacobbo² 1 Mestrando, UFFS Programa de Pós graduação em Ciência e Tecnologia Ambiental, Erechim-RS. Rodovia SC 484, Km 02, , Chapecó, SC. [email protected]; ² Prof. Dr. Agronomia/PPGCTA (Ciência e Tecnologia Ambiental). Campus Chapecó UFFS, Rod. SC 484 km 02, Bairro Fronteira Sul, , Chapecó, SC. Rodovia SC 484, Km 02, , Chapecó, SC. Palavras-Chave: Fruticultura, Campomanesia guazumifolia spp, Myrtaceae, capoteira, Frutíferas nativas. Popularmente conhecida como sete capotes, capoteira, sete cascas, araçazeiro grande ou araçá do mato a Campomanesia guazumifolia (Cambess.) O. Berg. é uma espécie arbórea da família myrtaceae. Seu fruto é do tipo baga com coloração verde amarelada, que apresentam um grande número de sementes. Tal espécie ocorre em quase todas as formações vegetais do centro-oeste ao sul do país. Seu fruto é apreciado in natura e utilizado para confecção de doces (Lorenzi, 2008). Assim como nas demais regiões do país, as frutas nativas da região do sul apresentam um potencial de mercado interessante. A diversidade destes novos sabores aliada a crescente busca pela melhoria na qualidade de vida fazem crescer o interesse por estes. Tais frutos apresentam grande potencial como fontes de vitaminas e minerais, e ainda, podem apresentam alguns compostos químicos importantes para uma vida saudável e tantos outros ainda inexplorados (Raseira et al., 2004). Presentes na parede celular, as pectinas respondem por cerca de um terço do peso em massa seca das células. Devido a suas propriedades geleificantes, são utilizadas desde a antiguidade na produção de geleias de frutas e industrialmente como agente espessante e estabilizante. Ainda, apesar de ocorrerem naturalmente em grande parte dos tecidos vegetais, as fontes para extração comercial de pectina são limitadas em sua maioria a subprodutos da cadeia produtiva de citros e maça, sendo sua qualidade e consistência dependente da variedade, maturação e condições de cultivo do fruto (Tromp et al., 2003). O objetivo com este trabalho foi verificar o rendimento na extração de pectina em frutos de sete capotes. A extração da pectina do fruto se deu conforme a metodologia adotada por Silva et al., (2008), com algumas modificações. Os frutos foram coletados em uma propriedade rural no município de Guatambu-SC e as análises realizadas nos laboratórios da UFFS campus Chapecó. Uma amostra de farinha do fruto seco (obtida após a despolpa, a desidratação e a trituração) foi inserida em cartucho de papel filtro e levada à extração sob refluxo em sistema de condensação soxhlet à 97ºC, obedecendo a proporção soluto/solvente de 1:50. Como solvente foi utilizada solução 0,086% de ácido cítrico em tempo reacional de 60 minutos. Após, o extrato foi filtrado, resfriado à 4ºC e centrifugado por 30 minutos a 6000 rpm. Separado o sobrenadante, ocorreu a adição de etanol (1:2 v/v), sendo agitado por 10 minutos e posteriormente mantido em repouso por uma hora. Já precipitada, a pectina foi separada por filtração a vácuo em papel filtro qualitativo. Finalmente a amostra foi seca em estufa à 45ºC por 12 horas e pesada. O rendimento foi expresso em %, em relação a massa seca de pectina por 100 g de amostra. O rendimento obtido na extração de pectina com base nas condições reacionais adotadas foi de 5,28% ±0,49. Em escala industrial, os subprodutos mais utilizados na extração apresentam rendimento médio de pectina em massa seca entre 15% (bagaço de maça) à 35% (albedo cítrico) (Canteri et al., 2012). Apesar de baixo, o teor de pectina encontrado nos frutos de sete capotes se mostra adequado para confecção de geleias e doces, sem necessidade de complementação (Torrezan, 1998). O rendimento de pectina extraído da massa seca dos frutos de sete capotes apresentou um valor reduzido, se comparado às principais fontes desta matéria-prima. Entretanto, o estudo de constituintes físico-químicos de frutos da flora nativa é importante para a disseminação do conhecimento. A rica biodiversidade da flora esconde um potencial por vezes inexplorado, podendo apresentar diversas aplicações alimentícias e farmacológicas. Canteri, M. H. G et al. Pectina: da Matéria-prima 92 ao Produto final. Polímeros. v. 22 n.2, p , Lorenzi, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1, 5º edição. Instituto Plantarum, Nova Odessa, Raseira, M. et al. Espécies frutíferas nativas do Sul do Brasil. Embrapa Clima Temperado. Documentos, Silva, I. et al. Optimization of extraction of high-ester pectin from passion fruit peel (Passiflora edulis flavicarpa) with citric acid by using response surface methodology. Bioresource Technology, v. 99, n. 13, p , Torrezan, R. Manual para a produção de geléias de frutas em escala industrial. EMBRAPA-CTAA. Documentos, Tromp, R. H. Kruit, C. G; Eijk, M. V; Rolin, C. On the mecachanism of stabilization of acidified milk drinks by pectin. Food Hydrocolloids, v.18, p ,

212 Efeito do raleio químico na produtividade da macieira cv. Fuji Ana Maria Alves de Souza Ribeiro 1*, Andrea de Rossi Rufato 2, Bruna Bernades de Castro 1, Leo Rufato 1, Cassia Regina Tempass 2 1 Universidade do Estado de Santa Catarina UDESC, Centro de Ciências Agroveterinárias CAV/Programa de Pós-Graduação em Produção Vegetal, Av. Luiz de Camões, 2090 Conta Dinheiro, , Lages - Santa Catarina, [email protected] 2 Embrapa Uva e Vinho/Fruticultura, BR 285 Km 04 caixa postal 1513 Vacaria-RS Palavras Chave: Malus domestica Borkh, maçã, raleante químico, tiossulfato de amônia O raleio de frutos é uma das práticas agrícolas mais importantes para a cultura da macieira. Uma macieira produz entre quatro e cinco frutos a cada inflorescência e o ideal é que o produtor mantenha apenas um ou dois destes. Muitas vezes é preciso retirar de 500 a 600 frutos por planta, o que é bastante trabalhoso e exige muita mão de obra (ROYO, 2010). Segundo Petri et al. (2013), com o raleio químico, esse processo é acelerado e bem mais econômico porque dispensa boa parte do trabalho manual. Existem diferentes tipos de raleantes químicos e esses produtos são divididos de acordo com o seu modo de ação, são eles: os cáusticos, hormonais e inibidores de fotossíntese. Em relação aos raleantes cáusticos, o tiossulfato de amônia (ATS) é bastante utilizado nos Estados Unidos possuindo como mecanismo de ação a inibição da formação do tubo polínico (FALLAHI, 2010). Neste sentido, o objetivo desse trabalho foi avaliar a influência do raleio químico dos frutos com o ATS na produtividade da macieira cultivar Fuji. O experimento foi implantado em 2011 e conduzido na Estação Experimental de Fruticultura de Clima Temperado (EFCT), pertencente à Embrapa Uva e Vinho, localizada no município de Vacaria, Rio Grande do Sul, na safra 2015/16. O delineamento utilizado foi o inteiramente casualizado (DIC), com 5 repetições, cujos tratamentos foram constituídos de diferentes porcentagens do ingrediente ativo do raleante químico tiossulfato de amônia (ATS), com aplicação no período de plena floração, ressaltando que em todos os tratamentos foram aplicados 0,03% de espalhante adesivo (Breakthru): T1- Testemunha: sem aplicação do raleante químico tiossulfato de amônia (ATS), T2- Aplicação de 1,5 % de ATS, T3- Aplicação de 2,5 % de ATS, T4- Aplicação de 3,5 % de ATS. Os dados obtidos foram submetidos ao teste de Shapiro-Wilk para verificação da normalidade. Em seguida, quando houve significância pelo teste f, as médias dos tratamentos foram comparadas pelo teste de Tukey ao nível de 5% de significância sob o uso do programa WinStat. Houve diferenças significativas entre as aplicações das diferentes porcentagens do ingrediente ativo do raleante químico tiossulfato de amônia (ATS), sendo a maior produtividade alcançada no tratamento de 1,5% de tiossulfato de amônia, mas sem diferir estatisticamente do tratamento com 0 e 2,5% de tal produto (Figura 1). De forma geral, verificou-se que com o aumento da concentração de tiossulfato de amônia houve uma redução da produtividade da macieira cv. Fuji, sendo que a menor produtividade foi observada na concentração de 3,5% do ingrediente ativo do raleante químico tiossulfato de amônia (ATS). Contudo, o experimento deve ser repetido em outras safras, para se verificar se essa redução foi causada pelo raleante ou por outros fatores. Produtividade (t ha -1 ) y= 11, ,9963*x - 1,7377*x² R²= 0,6999 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 % de Tiossulfato de amônia (ATS) Figura 1. Produtividade em função de diferentes porcentagens do ingrediente ativo do raleante químico tiossulfato de amônia (ATS). Com base nas avaliações realizadas conclui-se que o tiossulfato de amônia na concentração de 1,5% apresentou melhores resultados para produtividade, porém sem diferir estatisticamente da testemunha e da concentração de 2,5% de tiossulfato de amônia. À Embrapa Uva e Vinho e a CAPES pelo fomento à pesquisa e financiamento da bolsa de estudo. FALLAHI, E.; GREENE, D.W. The Impact of Blossom and Postbloom Thinners on Fruit Set and Fruit Quality in Apples and Stone Fruits. Acta Horticulturae, v.884, p PETRI, J. L.; HAWERROTH, F. J.; LEITE, G. B.; COUTO, M. Raleio Químico em Macieiras Fuji Suprema E Lisgala. Revista Brasileira de Fruticultura. v. 35, n. 1, p , ROYO, J. Raleio químico melhora a qualidade da maçã. Online. Disponível:< Materia.asp?id=22016&secao=Pacotes%20Tecnol%F3gicos&c2 =Ma%E7%E3> Acesso em: 12 fev

213 Influência do cultivo protegido na qualidade da uva Cabernet Sauvignon conduzido em latada Silvana Dallazem 1, Jefferson Dantas de Souza, Eliane Rute de Andrade 1, Sandra Denise Camargo Mendes 1, Vinicius Caliari 1 1 Epagri Estação Experimental de Videira (PQ). Rua João Zardo, 1660, Campo Experimental, , Videira. [email protected]; Palavras Chave: cultivo protegido, polifenóis totais, caracterização físico-química, cor. O cultivo protegido com o uso de cobertura plástica na viticultura catarinense foi difundido inicialmente em vinhedos conduzidos em manjedoura pela facilidade na instalação das lonas plásticas. Contudo, tradicionalmente, mais de 95% dos vinhedos catarinenses são conduzidos em latada. Este cultivo protegido em viticultura tem como objetivo, principalmente, evitar os efeitos danosos de granizo, ventos, chuvas e ataque de pássaros. Assim, o uso de cobertura plástica provoca alterações no microclima. Neste trabalho avaliamos o uso de cultivo protegido na influência na qualidade da uva Cabernet Sauvignon associada com atributos como antocianinas totais, coloração e polifenóis totais. O vinhedo foi de Cabernet Sauvignon foi conduzido em latada (cultivo protegido) com espaçamento de 3,0m x 1,5m, na Estação Experimental de Videira - Epagri, SC. Os tratamentos foram: 1- Cobertura plástica antes da brotação; 2- Cobertura plástica antes da floração; 3- Cobertura plástica antes da maturação da uva e, 4- Sem cobertura plástica. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado com 4 tratamentos, com quatro repetições. Dos respectivos tratamentos foram coletados 3 cachos, a cada 15 dias, sendo que para o extrato foram separados 100 g de cascas em 40 ml de metanol 50%, deixado em repouso por 24 horas a 30 C, após 24 horas foram adicionados mais 40 ml de metanol 50 e foram mantidos a - 15 C. No final do processo os extratos obtidos foram armazenados a 4 C até a realização das analises. Nos mostos (200g) e os extratos foram realizadas o processamento de amostras em quadriplicatas das seguintes determinações: potencial hidrogeônico (ph), acidez titulável (AT-g 100g -1 ), sólidos solúveis totais (SST- Brix a 20 C), Teor de cor, antocianinas totais (mg L -1 ), atividade antioxidante (DPPH- TEAC) e polifenois totais(mg L -1 ) no período março a abril de Os dados foram submetidos à análise de variância e à análise de médias pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade de erro. A uva Cabernet Sauvignon em latada (cultivo protegido) caracterizou-se por boa produtividade na safra de 2009/2010 com 11,2 t ha -1 ; 13,5 t ha -1 ; 10,7 t ha -1 e 6,2 t ha -1. O teor de SST (Brix a 20 C), a acidez total (AT) expressa em ácido tartárico (g em 100g -1 e ph durante os meses de abril a março estão apresentados na (Tabela 1) ocorrendo poucas variações significativas. De acordo com os resultados obtidos, observa-se que ao longo do período de março a abril deste estudo, ocorreram poucas variações em relação à coloração da uva Cabernet Sauvignon entre os tratamentos (Tabela 2). As amostras apresentaram expressiva atividade antioxidante 140,33%, resultado que se correlacionou com o conteúdo fenólico. De modo geral, houve poucas variações durante o período de colheita de março a abril. Tabela 1. Parâmetros físico-químicos Brix a 20 C Acidez Total ph Tratamentos Média ± dp Média ± dp Média ± dp 1 17,79± 0,31 a 0,78±0,06 a 3,28±0,04 a 2 17,76± 0,51 a 0,77±0,05 a 3,27±0,04 a 3 17,73±0,65 a 0,75±0,03 a 3,28±0,05 a 4 17,66±0,41 a 0,76±0,04 a 3,29±0,04 a Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. Tabela 2. Influência dos tratamentos na maturação Polifenois Totais Antocianinas Teor de Cor Tratamentos Média ± dp Média ± dp Média ± dp 1 172,52± 4,63 a 744,43 ±6,79 a 0,92±0,04a 2 268,15± 1,53 a 643,15 ±7,57 ab 0,89±0,08a 3 216,63± 11,08 a 713,82 ± 8,79 a 0,85±0,03a 4 242,56± 3,55 ab 614,04 ± 13,93 ac 0,87±0,05a 1 205,86 ± 6,14 ac 673,03± 8,77 ad 0,83±0,03a 2 242,89 ± 12,87 a 544,69 ± 11,52 ae 0,88±0,05a 3 285,66 ± 8,02 a 588,31± 3,87 a 0,85±0,02a 4 208,89 ± 9,74 a 533,92 ±15,56 af 0,79±0,01a Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si, pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. Os componentes da uva Cabernet Sauvignon conduzidos em latada sofreram poucas variações em função do tempo de maturação. Observou-se que entre março e abril, as concentrações de Antocianinas totais apresentaram diferença significativa somente entre os tratamentos. À Epagri, Fapesc Kukoski, E. M.; Asuero, A G.; Troncoso, A. M.; Mancini-Filho, J.; Fett, Roseane. Aplicacion de diversos métodos químicos para determinar actividad antioxidant en pulpa de frutos. Ciênc. Tecnol. Aliment., Gollücke,A. P. B.; Catharino, R. R.; de Souza, J. C. ; Eberlin, M. N.; Tavares, D. de Q. Evolution of major phenolic components and radical scavenging activity of grape juices through concentration process and storage. Food Chem

214 Avaliação dos teores minerais em peras da cultivar Santa Maria Bianca Schveitzer 1, Gabriela Zanchettin 2, Ricardo Sachini 1, Vera Lucia Scapin 1, André A. Sezerino 1, Mariuccia Schlichting De Martin 1 1 EPAGRI Estação Experimental de Caçador (PQ). Rua Abílio Franco, 1.500, Cx.P. 591, , Caçador, SC. [email protected] 2 ; UFSC Universidade Federal de Santa Catarina (IC) Campus Trindade, Florianópolis, SC. Palavras Chave: Pyrus communis, nutrientes, distúrbio fisiológico, cálcio. A composição mineral de peras está diretamente associada ao amadurecimento, perda de qualidade e aumento no risco de ocorrência de doenças e distúrbios fisiológicos durante o armazenamento. Todavia, existem poucos estudos que avaliem qual a concentração dos principais nutrientes nas diferentes regiões dos frutos, sobretudo de minerais que estão associados à ocorrência de escurecimento de polpa, como o K e o Ca (Martin et al., 2017). Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi determinar o gradiente mineral de Ca, Mg, K, N e P nas diferentes regiões de frutos da cultivar de pera Santa Maria. Peras Santa Maria foram colhidas durante a colheita comercial, no dia 02/02/2017, em um pomar experimental localizado no município de Caçador, SC. Os frutos foram cortados em fatias longitudinais de 10 mm de espessura (cunha), separando os tecidos de casca e polpa por região do fruto (proximal, mediana e distal) (Figura 1). Os tecidos de polpa e casca foram analisados separadamente quanto aos teores totais de N, P, K, Ca e Mg. As determinações foram feitas de acordo com o descrito por Schveitzer e Suzuki (2013). O delineamento experimental foi o inteiramente casualisado, composto por cinco repetições, com 20 frutos cada repetição. Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. região mediana e proximal, sendo que a última apresentou os maiores teores de Ca. Os valores de N não diferiram na casca, contudo, apresentaram aumento gradativo da região proximal para região distal na polpa dos frutos. Os valores de Mg não variaram em ambos os tecidos. Os teores de K foram maiores na região proximal da casca dos frutos. A relação K/Ca da polpa, estabelecida por Martin et al. (2017) como principal indicador mineral do aparecimento do escurecimento da polpa em peras Rocha, foi maior na parte distal quando comparadas às demais regiões do fruto. Tabela 1. Concentrações totais de N, P, K, Ca e Mg (mg kg -1 ), e relações N/Ca, K/Ca e (K+Mg)/Ca nas regiões proximal, mediana e distal no tecido da casca e da polpa de peras Santa Maria. Caçador, SC, Região do fruto Atributo Mineral N P K Ca Mg N/Ca K/Ca K+Mg/Ca Casca Proximal 1162,6 ns 568,6 ns 1818,8 a 141,2 a 95,2 ns 8,4 c 12,8 ab 13,4 ab Mediana 1186,2 579,8 975,0 b 99,2 b 98,8 12,2 b 10,1 b 11,0 b Distal 1238,6 600,6 1041,6 b 65,8 c 96,4 19,2 a 16,2 a 17,6 a CV (%) 4,7 14,1 18,4 7,0 17,0 12,5 18,5 18,3 Polpa Proximal 332,8 c 552,8 c 957,2 ns 49,8 a 47,2 ns 6,8 c 19,2 b 20,4 b Mediana 436,4 b 811,2 a 947,0 35,8 b 46,6 12,0 b 26,6 b 28,0 b Distal 501,6 a 670,2 b 925,2 21,2 c 54,2 23,8 a 43,6 a 46,2 a CV (%) 5,4 5,7 11,5 9,9 17,4 14,6 15,2 14,6 Médias seguidas pela mesma letra, na coluna, não diferem entre si pelo teste de Tukey (p 0,05). ns: não significativo (p>0,05). Existe um gradiente de concentração de Ca total em peras Santa Maria, sendo que a região distal do tecido da polpa e da casca dos frutos apresentam as menores concentrações de Ca, bem como as maiores relações K/Mg, N/Ca e K+Mg/Ca. Schveitzer, B., Suzuki, A. Métodos de análises químicas de polpa fresca de maçã. Doc. 241, Epagri, Martin M.S., Steffens, C.A., Amarante, C.V.T, Rodrigues, M.F., Heinzen, A.S, Brackmann, A. Escurecimento da polpa em pera Rocha influenciado pela composição mineral do fruto e condições de atmosfera controlada. Bragantia, 2017, v.76, n.2. Figura 1. Secção longitudinal do fruto, com separação das regiões (proximal, mediana e distal) para análise das concentrações minerais. Em ambos os tecidos analisados, as concentrações de Ca foram menores na região distal, seguidos pela 189

215 Teores minerais em cachos das uvas Merlot e Cabernet Sauvignon Ricardo Sachini 1, Everlan Fagundes 2, Gabriela Zanchettin 3, Vera Lucia Scapin 1, Mariuccia Schlichting De Martin 1, Bianca Schveitzer 1, José Luiz Petri 1 1 EPAGRI Estação Experimental de Caçador (PQ). Rua Abílio Franco, 1.500, Cx.P. 591, , Caçador, SC. [email protected] 2 UDESC. Avenida Luís de Camões, 2090, , Lages-SC. 3 UFSC Universidade Federal de Santa Catarina (IC) Campus Trindade, Florianópolis, SC. Palavras Chave: Vitis vinífera, teor mineral, fósforo, nitrogênio. As cultivares Merlot e Cabernet Sauvignon são cultivadas na região sul do Brasil, especialmente para a produção de vinhos. Os teores minerais são de grande importância para determinação da qualidade e valor nutricional de frutos. Para uvas viníferas, se desconhece como os teores minerais variam entre as diferentes regiões do cacho. Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi determinar o gradiente mineral de Ca, Mg, K, N e P nas diferentes regiões do cacho de uva das cultivares Merlot e Cabernet Sauvignon, nos tecidos da casca e da polpa. Uvas Merlot e Cabernet Sauvignon foram colhidas nos dias 01/03/2017 e 13/03/2017, respectivamente, em um pomar comercial localizado no município de Videira, SC. Foram analisadas as bagas separadamente das cascas, e o cacho ainda foi dividido por região do fruto (proximal e distal; Figura 1). Os tecidos de polpa e casca foram analisados separadamente quanto aos teores totais de N, P, K, Ca e Mg. As determinações foram feitas de acordo com o descrito por Schveitzer e Suzuki (2013). O delineamento experimental foi o inteiramente casualisado, composto por cinco repetições, com 10 cachos cada repetição. Para comparação, os dados foram submetidos à ANOVA. Figura 1. Secção longitudinal do cacho, com separação das regiões (proximal e distal) para análise das concentrações minerais. As concentrações de N, P, Ca, Mg e K e as relações nutricionais analisadas na casca, em ambas as cultivares, não apresentaram diferenças significativas entre as regiões distal e proximal dos cachos (dados não apresentados). Na cultivar Merlot, os teores de N foram mais elevados na polpa das bagas da região proximal do cacho (Tabela 1). Todavia, seria necessário repetir estes experimentos para poder comprovar se estas diferenças são pontuais ou reais, e ainda, se seriam características do cacho de uva. As concentrações de P, Ca, Mg e K e as relações nutricionais não apresentaram diferença entre as regiões do cacho. Na cultivar Cabernet Sauvignon, os teores de P apresentaram maiores valores na região proximal do cacho (Tabela 1). As concentrações de N, Ca, Mg e K e as relações não apresentaram diferença entre as regiões distal e proximal dos cachos (Tabela 1). Tabela 1. Teores de N, P, K, Ca e Mg (mg kg -1 ), e relações N/Ca, K/Ca e (K+Mg)/Ca, nas regiões proximal e distal de cachos, no tecido da polpa de uvas Merlot e Cabernet Sauvignon. Caçador, SC, Mineral Proximal Distal Significância CV% Merlot N (mg/kg) 1061,4 823,0 * 15,5 P (mg/kg) 598,8 521,8 ns 19,8 K (mg/kg) 1735,0 1672,4 ns 9,35 Ca (mg/kg) 131,2 114,2 ns 28,6 Mg (mg/kg) 120,0 106,0 ns 25,7 N/Ca 8,2 7,8 ns 30,5 K/Ca 13,6 15,8 ns 21,5 K+Mg/Ca 14,6 16,6 ns 21,8 Cabernet Sauvignon N (mg/kg) 959,2 773,4 ns 32,8 P (mg/kg) 157,0 65,8 * 55,7 K (mg/kg) 2013,4 1749,2 ns 17,0 Ca (mg/kg) 99,8 77,2 ns 23,2 Mg (mg/kg) 115,0 90,2 ns 20,2 N/Ca 9,4 10,0 ns 26,6 K/Ca 21,0 23,8 ns 33,2 K+Mg/Ca 22,0 25,2 ns 33,7 ns: não significativo. *Significativo a 0,05 de probabilidade. Para uvas Merlot, os teores de N tendem a ser mais elevados na polpa de bagas localizadas na região proximal dos cachos. Para Cabernet Sauvignon, o teor de P tende a ser mais baixo na polpa das bagas localizadas na região distal dos cachos. Para os demais nutrientes, em ambas as cultivares e tecidos avaliados, não existe uma variação nutricional ao longo do cacho. Schveitzer, B.; Suzuki. A. Métodos de análises químicas de polpa fresca de maçã. Epagri. 2013, Doc

216 ERRATA XV ENCONTRO NACIONAL DE FRUTICULTURA DE CLIMA TEMPERADO Atmosfera controlada dinâmica permite utilizar temperatura mais elevada sem aplicação de 1-MCP para o armazenamento de maçã Galaxy Rogerio de Oliveira Anese, Auri Brackmann, Fabio Rodrigo Thewes, Erani Eliseu Schultz, Magno Roberto Pasquetti Berghetti, Vagner Ludwig, Lucas Mallmann Wendt 1. Na Ficha Catalográfica na página II onde lê-se 218p. leia-se 220p.; 2. No SUMÁRIO na página XXII inclua-se e leia-se: ERRATA Atmosfera controlada dinâmica permite utilizar temperatura mais elevada sem aplicação de 1-MCP para o armazenamento de maçã Rogerio de Oliveira Anese, Auri Brackmann, Fabio Rodrigo Thewes, Erani Eliseu Schultz, Magno Roberto Pasquetti Berghetti, Vagner Ludwig, Lucas Mallmann Wendt ANAIS XV ENCONTRO NACIONAL SOBRE FRUTICULTURA DE CLIMA TEMPERADO-CAÇADOR, SC, v.ii (resumos) Pág. 192-jul/

217 Atmosfera controlada dinâmica permite utilizar temperatura mais elevada sem aplicação de 1-MCP para o armazenamento de maçã Galaxy Rogerio de Oliveira Anese 1*, Auri Brackmann 2, Fabio Rodrigo Thewes 2, Erani Eliseu Schultz 2, Magno Roberto Pasquetti Berghetti 2, Vagner Ludwig 2, Lucas Mallmann Wendt 2 1 Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Câmpus Urupema. Est. Senadinho, s/n, Centro, , Urupema-SC. [email protected]; 2 Universidade Federal de Santa Catarina (UFSM). Av. Roraima, 1000, Camobi, , Santa Maria- RS. Palavras Chave: Malus domestica Borkh, 1-metilciclopropeno, fluorescência de clorofilas, quociente respiratório. A utilização de temperaturas mais elevadas do que a atualmente recomendada (1,0 a 1,5 C) no armazenamento da maçã Gala poderão reduzir o consumo de energia elétrica pelo sistema de refrigeração e ventilação da câmara frigorífica. A maçã mantém a qualidade em temperaturas mais elevadas durante o armazenamento em atmosfera controlada (AC) com aplicação do 1- metilciclopropeno (1-MCP) (Kittermann et al., 2015). Recentemente surgiram novas técnicas de armazenamento, como a atmosfera controlada dinâmica (ACD) monitoradas com fluorescência de clorofilas (ACD-FC) ou com o quociente respiratório (ACD-QR), as quais utilizam pressões parciais de O2 mais baixas do que a AC convencional. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da temperatura mais elevada (2,0 e 2,5 C) em maçã Galaxy armazenada em ACD com e sem aplicação de 1-MCP. O experimento foi realizado com maçã Galaxy proveniente de pomar comercial de Vacaria, RS, no ano de Os tratamentos foram condições de atmosfera controlada (1,2 kpa de O2 e 2,0 kpa de CO2), atmosfera controlada dinâmica com fluorescência de clorofilas (ACD-FC - HarvestWatch TM ) e com quociente respiratório (ACD-QR1,3) com 1,2 kpa de CO2. Os frutos dos tratamentos foram armazenados nas temperaturas de 1,5, 2,0 e 2,5 C, sem e com aplicação de 1-MCP em arranjo trifatorial. As análises foram realizadas após 9 meses e mais 7 dias a 20 C. A ACD-QR, nas condições sem 1-MCP, manteve maior firmeza dos frutos em todas as temperaturas. O distúrbio fisiológico polpa farinácea foi reduzido com a aplicação do 1-MCP somente em AC na temperatura de 2,0 C e em ACD-FC na temperatura de 1,5 C. Em ACD-FC nas temperaturas de 2,0 e 2,5 C e em ACD-QR nas três temperaturas o 1- MCP não apresentou efeito na redução da polpa farinácea. Os frutos em temperatura mais elevada (2,0 e 2,5 C) armazenados em ACD-FC ou ACD-QR sem 1-MCP, mantiveram a firmeza da polpa elevada e também baixa incidência de polpa farinácea. O 1- MCP manteve a firmeza da polpa somente nos frutos armazenados em AC nas três temperaturas e em ACD-FC na temperatura de 1,5 C (Tabela 1). Este composto não manteve maior firmeza em 192 maçãs armazenadas em ACD-FC e ACD-QR nas temperaturas de 2,0 e 2,5 C. Tabela 1. Firmeza da polpa e polpa farinácea de maçã Galaxy armazenada em atmosfera controlada dinâmica em três temperaturas, sem e com 1-MCP, após 9 meses de armazenamento mais sete dias a 20 C. * AC: 1,2 kpa O2 + 2,0 kpa CO2; ** Médias seguidas pela mesma letra maiúscula na linha e minúscula da coluna, não diferem pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro. Maçãs Galaxy podem ser armazenadas em temperaturas de 2,0 e 2,5 C sem aplicação de 1- MCP em atmosfera controlada dinâmica monitoradas com fluorescência de clorofilas ou quociente respiratório. Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pelo apoio financeiro. Kittemann, D., McCormick, R.J., and Neuwald, D. A. Effect of high temperature and 1-MCP application or dynamic controlled atmosphere on energy savings during apple storage. E. J. Hortic. Sci, 2015, n.80, p

218 ERRATA 2 Sobrevivência de patógenos após dormência na brotação da macieira indica risco potencial como inóculo primário de doenças Jhulia Gelain, Natasha Akemi Hamada, Louise Larissa May De Mio 1. Na Ficha Catalográfica na página II onde lê-se 218p. leia-se 222p.; 2. No SUMÁRIO na página XXII inclua-se e leia-se: ERRATA Sobrevivência de patógenos após dormência na brotação da macieira indica risco potencial como inóculo primário de doenças Jhulia Gelain, Natasha Akemi Hamada, Louise Larissa May De Mio ANAIS XV ENCONTRO NACIONAL SOBRE FRUTICULTURA DE CLIMA TEMPERADO-CAÇADOR, SC, v.ii (resumos) Pág. 194-jul/

219 Sobrevivência de patógenos após dormência na brotação da macieira indica risco potencial como inóculo primário de doenças Jhulia Gelain 1, Natasha Akemi Hamada², Louise Larissa May De Mio 3 1 UFPR Universidade Federal do Paraná (PG): Setor de Ciências Agrárias, Rua dos Funcionários, 1540, Curitiba, PR. [email protected]. ² IFPR Instituto Federal do Paraná (PQ): Av. Bento Munhoz da Rocha Neto, PRT 280, Palmas PR. 3 UFPR Universidade Federal do Paraná (PQ): Setor de Ciências Agrárias, Rua dos Funcionários, 1540, Curitiba, PR. Palavras Chave: tratamento de inverno; maçã; ramos. No período de queda de folhas e frutos de culturas perenes decíduas como a macieira, os microorganismos têm que suportar longos períodos na ausência de tecido suscetível; nesse período os patógenos se mantêm no pomar na fase de sobrevivência, que permite sua perpetuação nessas situações adversas. É o caso de Colletotrichum spp. (CRUSIUS et al., 2002) e Neonectria ditissima (ZELLER, 1926), dentre outros. Há poucos trabalhos a respeito da presença de patógenos em ramos de macieira na dormência em áreas produtoras, bem como pouco se conhece a respeito da sobrevivência de patógenos após tratamento de inverno. Este trabalho objetivou quantificar patógenos em ramos brindilas de macieira da cultivar Gala para verificar a eficiência de tratamentos de inverno e quais patógenos sobrevivem em ramos, como potencial de inóculo primário das doenças. As coletas foram realizadas em Campo Largo-PR, Porto Amazonas-PR e duas propriedades comerciais em Palmas-PR, durante a dormência (antes da realização do tratamento de inverno) e após a brotação (após os tratamentos de inverno). Foram coletados ramos de ano, do tipo brindilas, assintomáticos, 10 cm de comprimento, sendo 12 ramos da parte superior e 12 da parte inferior do dossel, retirados de 10 plantas escolhidas ao acaso nos pomares. Os ramos foram deixados, sem desinfestação, em câmara úmida por 30 dias a 25 C, com fotoperíodo de 12 horas. A avaliação foi feita utilizando lupa (Zeiss ) e microscópio de luz (Olympus ), identificando os patógenos a nível de gênero pelas características morfológicas de suas estruturas de reprodução (conídios, ascósporos, picnídios ou peritécios). Os ramos são fonte de inóculo primário de N. ditissima, Botryosphaeria sp., Alternaria sp. e Fusarium sp. O patógeno Neonectria ditissima, presente apenas nas áreas de Palmas PR, sobreviveu em ramos tipo brindilas de macieira mesmo após os tratamentos de inverno, sendo potencial fonte de inóculo para a infecção durante a brotação. Houve elevada incidência dos gêneros Botryosphaeria, Alternaria e Fusarium na brotação, que demonstra falha no controle e grande potencial de causar epidemias na região de Palmas PR. % Incidência % Incidência a a a b a a b b Dormência Brotação a a Dormência Brotação a a a b a a a a a a A C % Incidência % Incidência a a a Dormência Brotação a b b b a b a Dormência Brotação Figura 1. Incidência de gêneros de fungos em ramos brindilas de macieira Gala, coletadas nos períodos de dormência e brotação nos municípios de Campo Largo-PR (a), Porto Amazonas-PR (b), Palmas-PR 01 (c), Palmas-PR 02 (d), incubados em câmara úmida por 30 dias. Médias de cada patógeno com a mesma letra não diferem pelo teste Skott-Knott a 5% de propabilidade (P<0,05). Os ramos são fonte de inóculo primário de doenças nos pomares de macieira. Os tratamentos de inverno são insuficientes para controle de fitopatógenos importantes para a cultura. À Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária EMBRAPA, à Universidade Federal do Paraná UFPR e à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior CAPES. Crusius, L. U.; Forcelini, C. A.; Sanhueza, R. M. V. e Fernandes, J. M. C.. Epidemiology of apple leaf spot. Fitopatol. Bras v. 27, n. 1, Zeller, S. M. European canker of pomaceous fruit trees Oregon Agricultural College Station Bulletin 222, b a b b a a a a a a B D 194

220 ERRATA 3 Estabelecimento in vitro de amora Xavante em diferentes tempos de imersão em hipoclorito de sódio Ana Luiza Arruda, Fernanda Grimaldi, Gabriela Maciel Paiano, Eduarda Corrêa de Liz, Aike Anneliese Kretzchmar, Leo Rufato 1. Na Ficha Catalográfica na página II onde lê-se 218p. leia-se 225p.; 2. No SUMÁRIO inclua-se a página XXIII e leia-se: ERRATA Estabelecimento in vitro de amora Xavante em diferentes tempos de imersão em hipoclorito de sódio Ana Luiza Arruda, Fernanda Grimaldi, Gabriela Maciel Paiano, Eduarda Corrêa de Liz, Aike Anneliese Kretzchmar, Leo Rufato ANAIS XV ENCONTRO NACIONAL SOBRE FRUTICULTURA DE CLIMA TEMPERADO-CAÇADOR, SC, v.ii (resumos) Pág. 196-jul/

221 Estabelecimento in vitro de amora Xavante em diferentes tempos de imersão em hipoclorito de sódio Ana Luiza Arruda 1*, Fernanda Grimaldi², Gabriela Maciel Paiano³, Eduarda Corrêa de Liz³, Aike Anneliese Kretzchmar², Leo Rufato² 1 Universidade do Estado de Santa Catarina (PG). Avenida Luis de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. [email protected]; ²Universidade do Estado de Santa Catarina (PQ). Avenida Luis de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC; ³Universidade do Estado de Santa Catarina (IC) Avenida Luis de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. Palavras Chave: micropropagação, desinfestação, Rubus sp., pequenas frutas A produção de pequenas frutas tem gerado um interesse muito grande no Brasil por parte dos consumidores, processadores de frutas, comerciantes e produtores familiares e de médio e grande porte. (HOFFMANN, 2003). A amora preta é uma das espécies frutíferas mais promissoras no país, apresentando boas perspectivas de cultivo e comercialização. Nos últimos anos tem se observado crescimento na área cultivada, principalmente na Região Sul do Brasil, e em algumas regiões dos estados de São Paulo e Minas Gerais. (ANTUNES et al., 2014). Pode ser propagada vegetativamente através da cultura de tecidos, técnica que para as espécies frutíferas tem sido utilizada com êxito técnico e econômico, pela sua rapidez e eficiência de produção. (ERIG; SCHUCH, 2005). O objetivo deste trabalho foi avaliar a desinfestação de explantes de amora preta Xavante em diferentes tempos de imersão em hipoclorito de sódio (2,5%). O experimento foi realizado no Laboratório de Micropropagação Vegetal da Universidade do Estado de Santa Catarina em Lages/SC. Foram avaliados dois tempos de imersão dos segmentos nodais em hipoclorito de sódio (2,5%) durante a desinfestação: 15 e 20 minutos. O delineamento utilizado foi o inteiramente ao acaso constituindo dois tratamentos e oito repetições com cinco explantes cada. Após o estabelecimento in vitro, os explantes foram colocados no escuro por um período de sete dias e posteriormente foram avaliados quanto à contaminação fúngica, bacteriana, oxidação e sobrevivência. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey à 5% de probabilidade de erro. Não ocorreram diferenças estatísticas entre os tratamentos para as variáveis contaminação bacteriana e oxidação. Entretanto, a imersão em hipoclorito de sódio (2,5%) durante 20 minutos, resultou em uma maior sobrevivência dos explantes e em uma menor taxa de contaminação fúngica, com médias de 3,75 e 1,25 respectivamente. Segundo George (1993) e Alfenas et al. (2004), a concentração e o tempo de exposição aos desinfetantes dependem do material vegetal e da planta, pois possuem resultados variados quanto à sensibilidade dos tecidos. Tabela 1. Médias de contaminações fúngicas, bacterianas, oxidação e sobrevivência de explantes de amora Xavante sob diferentes tempos de imersão em hipoclorito de sódio (2,5%). Variáveis Tempo de Imersão Contaminação Fúngica Contaminação Bacteriana Oxidação Sobrevivência 15 min 2,87 a 0,25 ns 0,125 ns 2,12 b 20 min 1,25 b 0,125 0,25 3,75 a CV (%) 14,25 15,83 15,83 12,55 Médias seguidas de letras iguais não diferem entre si ao nível de 5% de probabilidade pelo teste de Tukey. ns : não significativo É indicado que se realize a desinfestação dos explantes durante 20 minutos de imersão dos mesmos em hipoclorito de sódio (2,5%). À CAPES pelo incentivo à pesquisa e financiamento de bolsas de estudo. ALFENAS, A.C.; ZUZA, E.A.V.; MAFIA, R.G.; ASSIS, T.F. Clonagem e doenças do eucalipto. Viçosa, MG: Universidade Federal de Viçosa, p. ANTUNES, L. E. C. et al. Produção de amoreira-preta no Brasil. Revista Brasileira de Fruticultura, 36(1): , ERIG, A.C., SCHUCH, M.W. Micropropagação fotoautotrófica e uso da luz natural. Ciência Rural, Santa Maria, v.35, n.4, p , HOFFMANN, A. Apresentação. In: SEMINÁRIO BRASILEIRO SOBRE PEQUENAS FRUTAS, 1., 2003, Vacaria. Anais... Bento Gonçalves. Embrapa Uva e Vinho, p. 6. GEORGE, E. F. Plant propagation by tissue culture: the technology. Edington: Exegetics Limited, 1993, 574 p. 196

222 ERRATA 4 XV ENCONTRO NACIONAL DE FRUTICULTURA DE CLIMA TEMPERADO Indução da brotação de videiras Cabernet Sauvignon com uso de Erger associado ao nitrato de cálcio em Flores da Cunha, RS Giovanni M. A. G. Coser, Fernando J. Hawerroth, Marco A. Tecchio, Danyelle de S. Mauta, Charle K. B. de Macedo, Lisiane V. de Oliveira 1. Na Ficha Catalográfica na página II onde lê-se 218p. leia-se 227p.; 2. No SUMÁRIO na página XXIII inclua-se e leia-se: ERRATA Indução da brotação de videiras Cabernet Sauvignon com uso de Erger associado ao nitrato de cálcio em Flores da Cunha, RS Giovanni M. A. G. Coser, Fernando J. Hawerroth, Marco A. Tecchio, Danyelle de S. Mauta, Charle K. B. de Macedo, Lisiane V. de Oliveira ANAIS XV ENCONTRO NACIONAL SOBRE FRUTICULTURA DE CLIMA TEMPERADO-CAÇADOR, SC, v.ii (resumos) Pág. 198-jul/

223 Indução da brotação de videiras Cabernet Sauvignon com uso de Erger associado ao nitrato de cálcio em Flores da Cunha, RS Giovanni M. A. G. Coser 1, Fernando J. Hawerroth 2, Marco A. Tecchio 3, Danyelle de S. Mauta 4, Charle K. B. de Macedo 4, Lisiane V. de Oliveira 5 1 UNESP (PG). Rua José Barbosa de Barros, nº 1780, , Botucatu-SP. [email protected]. 2 EMBRAPA Estação Experimental de Fruticultura de Clima Temperado, Cx.P. 177, CEP Vacaria, RS. 3 UNESP (PQ). Rua José Barbosa de Barros, nº 1780, UDESC (PG). Avenida Luis de Camões, 2090, Conta Dinheiro, , Lages-SC. 5 UERGS (IC). Av. Antônio Ribeiro Branco, Parque dos Rodeios, CEP: Vacaria, RS. Palavras Chave: Vitis vinífera, indutores de brotação, superação da dormência. A cadeia produtiva de frutíferas de clima temperado ainda possui gargalos quanto ao tipo e quantidade de produtos utilizados no manejo fitotécnico. O retorno da brotação dessas plantas para um novo ciclo é dependente, em muitas regiões do Brasil e do mundo, de produtos que auxiliem na uniformidade e frutificação efetiva. No setor vitivinícola, muitos produtos foram testados, porém sem sucesso devido à competição por resultados de produção e/ou pelo caráter financeiro. Resultados promissores com o uso de Erger associado ao Nitrato de Cálcio foram relatados em macieiras Gala e Fuji (HAWERROTH et al., 2010). Na literatura é inexistente trabalhos que utilizam estes produtos em videiras da cultivar Cabernet Sauvignon. O experimento foi conduzido em um pomar comercial em Flores da Cunha, RS, no ciclo 2016/2017. A cv. Cabernet Sauvignon sobre o porta-enxerto Paulsen 1103, podada dia 09 de setembro, recebeu os tratamentos imediatamente após a poda. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, com seis tratamentos, quatro repetições e a parcela experimental constituída por 1 planta. Os tratamentos foram: 1) Testemunha (sem aplicação); 2) Dormex (5%); 3) Erger 0% + Nitrato de cálcio 4%; 4) Erger 2,5% + Nitrato de cálcio 4%; 5) Erger 5% + Nitrato de cálcio 4%; 6) Erger 7,5% + Nitrato de cálcio 4%. Foram avaliados o número de cachos, produção (kg planta -1 ), produtividade (t ha -1 ) e porcentagem de brotação aos 7 e 15 dias após a poda e aplicação. Os dados foram submetidos à análise de variância, pelo teste de Tukey a 5%. Não houve diferença significativa para os valores de produção e produtividade. Contudo, houve efeito significativo dos tratamentos apenas para o número de cachos por planta, com o maior valor pelo tratamento 4) Nitrato de cálcio 4% + Erger 2,5%, não diferindo dos demais tratamentos, excetuando o tratamento 2) Dormex que apresentou os menores valores (Tabela 1). Devido aos fatores climáticos que ocorreram no período de outono e inverno de 2016, representados por baixas temperaturas, podem ter colaborado para o suprimento da 198 necessidade de acúmulo de frio das videiras cv. Cabernet Sauvignon por não terem apresentados diferenças significativas entre os tratamentos para a brotação em 7 e 15 dias após a poda e aplicação dos indutores de brotação. Tabela 1. Produção, produtividade e número de cachos por planta em videiras Cabernet Sauvignon submetidas a doses de indutores de brotação. Tratamento Dose (%) Produção Produtiv. (Kg planta -1 ) (t ha -1 ) N cachos planta -1 Testemunha 0 7,0 27,9 48,3 ab Dormex 5 3,8 15,3 31,3 b Nitrato de cálcio + Erger Nitrato de cálcio + Erger Nitrato de cálcio + Erger Nitrato de cálcio + Erger ,0 28,0 50,8 ab 4+2,5 7,5 29,9 62,0 a 4+5 4,6 18,4 37,3 ab 4+7,5 6,0 24,0 50,5 ab CV (%) 32,63 32,63 23,71 DMS 4,48 17,92 25,42 Médias seguidas de letras distintas na coluna diferem entre si pelo teste Tukey, a 5% de probabilidade. ns não significativo. A aplicação de Erger na dosagem 2,5% associado ao Nitrato de Cálcio 4% em videiras da cv. Cabernet Sauvignon apresentou os maiores valores para número de cachos por planta, sendo o único tratamento diferente do tratamento com o Dormex. À EMBRAPA Uva e Vinho pelo suporte. HAWERROTH, F. J; PETRI, J. L.; LEITE, G. B.; HERTER, F. G. Brotação de gemas em macieiras Imperial Gala e Fuji Suprema pelo uso de Erger e nitrato de calico. Revista Brasileira de Fruticultura, Jaboticabal, v. 32, n. 2, p , 2010.

224 ERRATA 5 XV ENCONTRO NACIONAL DE FRUTICULTURA DE CLIMA TEMPERADO Influência na qualidade do óleo de semente de uva: secagem da semente de uva Vinícius Caliari, Maria Rita C. Nogueira, Fabiana Soares, Mayara I. Constantini, Alessandra Sovrani 1. Na Ficha Catalográfica na página II onde lê-se 218p. leia-se 229p.; 2. No SUMÁRIO na página XXIII inclua-se e leia-se: ERRATA Influência na qualidade do óleo de semente de uva: secagem da semente de uva Vinícius Caliari, Maria Rita C. Nogueira, Fabiana Soares, Mayara I. Constantini, Alessandra Sovrani ANAIS XV ENCONTRO NACIONAL SOBRE FRUTICULTURA DE CLIMA TEMPERADO-CAÇADOR, SC, v.ii (resumos) Pág. 200-jul/

225 Influência na qualidade do óleo de semente de uva: secagem da semente de uva Vinícius Caliari 1*2, Maria Rita C. Nogueira 2, Fabiana Soares 2, Mayara I. Constantini 3, Alessandra Sovrani 4 1 Epagri Estação Experimental de Videira (PQ). Rua João Zardo 1660, Campo Experimental , Videira SC [email protected]; 2 UNOESC - PPGC&B Programa de Pós Graduação Mestrado em Ciência e Biotecnologia (PQ) Rua Paese 198 Universitário ; 3 UNOESC - PGC&B (PG); 4 UNOESC - PGC&B (IC) Palavras Chave: Secagem/tratamento térmico, óleo semente de uva, agregar valor. A vitivinicultura vem se tornando uma atividade importante para o crescimento de pequenas propriedades. Em Santa Catarina a maior produção de vinhos está concentrada no município de Pinheiro Preto (EPAGRI/CEPA, 2016). As sementes de uva contêm de 7 a 20% de óleo, um composto valioso devido ao rico conteúdo de ácidos graxos. Sua extração pode representar uma boa opção para agregar valor a este produto, que por muitas vezes é descartado. As condições de estocagem e processamento das sementes, afetam diretamente a qualidade dos seus produtos finais. Por isso, a etapa de secagem após a vinificação e antes da extração do óleo, é essencial, pois a falta desse processo pode ocasionar a oxidação e as propriedades físico-químicas do óleo (Bruni et al., 2014). O objetivo deste trabalho foi avaliar o processo de secagem das sementes de uva, verificando a influência desta operação no conteúdo de óleo extraído. O experimento foi conduzido nos laboratórios da UNOESC de Videira, SC, durante as safras de 2016/ Foram utilizadas amostras de sementes de uva separadas dos bagaços da vinificação da variedade Isabel (Vitis labrusca). Os bagaços foram fornecidos por uma vinícola da região do Alto Vale do Rio do Peixe de Videira, SC. No processo de limpeza das sementes, houve lavagem com água corrente para remoção das impurezas presentes. As sementes provenientes da safra de 2017 foram submetidas ao processo de secagem/tratamento térmico em estufa com circulação de ar a 80ºC por 10 min para inativação enzimática. As sementes da safra de 2016 não passaram por essa etapa. As sementes inteiras, limpas e secas foram conduzidas a extração do óleo, que se fez prensa hidráulica, onde as sementes foram submetidas a um aumento gradativo de pressão de 5,6 GPa. O óleo extraído foi coletado em béquer e acondicionado em frasco âmbar, mantido em temperatura ambiente de aproximadamente 22ºC. Após, o óleo foi encaminhado para as análises que foram avaliadas em triplicata. De forma geral, constatou-se que todos os valores encontrados nas análises, demonstram que a qualidade do óleo é alterada devido as diferentes condições do processo de secagem realizado nas sementes. Na avaliação de rendimento, pode-se observar um aumento de 0,85%, ou seja, temos uma maior quantidade de óleo extraído quando 200 ocorre o processo de secagem. Quanto à acidez da semente, ouve uma diminuição de 0,84% na safra de E principalmente na avaliação de acidez do óleo de semente de uva, pode-se observar a diferença entre ocorrer ou não o processo de secagem/tratamento térmico. Na safra de 2016 obtivemos o resultado de 1,98 mg de KOH/g, este valor, faz com que o óleo seja considerado impróprio para consumo. Já na safra de 2017, obtivemos um resultado satisfatório de 0,045 mg KOH/g, que classifica este óleo com boa qualidade e dentro dos parâmetros estabelecidos pela ANVISA. Tabela 1. Análise de rendimento, acidez da semente e acidez do óleo da semente, das safras de 2016/2017 sem processo de secagem e com processo de secagem respectivamente. As sementes de uva possuem teor de água de aproximadamente 42% em base úmida, o que torna altamente perecível. A secagem deste resíduo em condições adequadas pode aumentar a vida útil e facilitar a etapa de extração de óleo que nela está contida (Garcia-Perez et al.,2010). Filho et al, (2013), observaram que a temperatura de secagem influenciou no conteúdo de óleo de semente de uva de subproduto de vitivinícola, obtendo um conteúdo de 10% de óleo nas sementes secas e 12% nas sementes in natura. O processo de secagem/tratamento térmico é eficiente para a qualidade do óleo de semente de uva. Quando a qualidade do óleo alcança os parâmetros exigidos pelas legislações, é possível gerar um reaproveitamento desta matéria prima. À FINEP, EPAGRI e UNOESC pelo fomento à pesquisa. Bruni, G.P. et al. Secagem convectiva de sementes de uva: influência no conteúdo de óleo extraído. In: XX Congresso Brasileiro de Engenharia Química, Florianópolis EPAGRI/CEPA: Síntese anual da agricultura de Santa Catarina, Filho, C.A.B. et al. Influência da temperatura de secagem no rendimento de óleo de semente de uva separadas dos subprodutos da vinificação. In: V SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO PESQUISA E EXTENÇÃO, Garcia-Perez, et al. Extraction kinetics modeling of antioxidants from grape stalk (Vitis vinifera var. Bobal): influence of drying conditions. Journal of Food Engineering, v.101, n.1, p , 2010.

226 ERRATA 6 XV ENCONTRO NACIONAL DE FRUTICULTURA DE CLIMA TEMPERADO Porta-enxertos e sistemas de condução na produção e qualidade físico-química da uva IAC Madalena Francisco J. Domingues Neto, Silvia R. Cunha, Adilson Pimentel Junior, Daniel Callili, Mara F. Moura, Marco A. Tecchio 1. Na Ficha Catalográfica na página II onde lê-se 218p. leia-se 231p.; 2. No SUMÁRIO na página XXIII inclua-se e leia-se: ERRATA Porta-enxertos e sistemas de condução na produção e qualidade físicoquímica da uva IAC Madalena Francisco J. Domingues Neto, Silvia R. Cunha, Adilson Pimentel Junior, Daniel Callili, Mara F. Moura, Marco A. Tecchio ANAIS XV ENCONTRO NACIONAL SOBRE FRUTICULTURA DE CLIMA TEMPERADO-CAÇADOR, SC, v.ii (resumos) Pág. 202-jul/

227 Porta-enxertos e sistemas de condução na produção e qualidade físico-química da uva IAC Madalena Francisco J. Domingues Neto 1, Silvia R. Cunha 1*, Adilson Pimentel Junior 1, Daniel Callili 2, Mara F. Moura 3, Marco A. Tecchio 4 1 Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências Agronômicas (PG). Rua Dr. José Barbosa de Barros, 1780, Jardim Paraíso, , Botucatu, SP. [email protected]; 2 Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências Agronômicas (IC). Rua Dr. José Barbosa de Barros, 1780, Jardim Paraíso, , Botucatu, SP; 3 Centro de Frutas, Instituto Agronômico de Campinas (PQ). Avenida Luis Pereira dos Santos, 1500, Jardim Corrupira, , Jundiaí-SP; 4 Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências Agronômicas (PQ). Rua Dr. José Barbosa de Barros, 1780, Jardim Paraíso, , Botucatu, SP. Palavras Chave: Vitis sp., espaldeira, uva para vinho, viticultura. A produção de uvas de qualidade destinadas à elaboração de vinhos está estreitamente relacionada a diversos fatores, entre os quais, destacam-se a cultivar copa e o porta-enxerto e a interação entre eles (Gardin et al., 2012). Além desses fatores, a produção de uvas de qualidade destinadas ao processamento está relacionada ao sistema de condução. Um dos sistemas de condução mais utilizados pelos viticultores é o de espaldeira. Nesse sistema, tem-se o dossel vegetativo no sentido vertical e os ramos são atados verticalmente aos fios desse sistema. No entanto, são escassos os resultados quanto à interação entre porta-enxertos e sistemas de condução, tornando-se necessário sua avaliação. Objetivou-se com esse trabalho avaliar o efeito de porta-enxertos e sistemas de condução na produção e qualidade físico-química da uva IAC Madalena. O experimento foi realizado na área experimental do Centro de Frutas do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), em Jundiaí, SP, no ciclo produtivo 2015/2016 da videira IAC Madalena. O delineamento experimental foi em blocos casualizados em esquema fatorial 2 x 2, sendo 2 porta-enxertos ( IAC 766 e Ripária do Traviú ) e 2 sistemas de condução (espaldeira baixa e espaldeira alta) com 5 repetições de 3 plantas cada. Na ocasião da colheita foram avaliadas as seguintes variáveis: número de cachos por planta, produtividade por área e por planta e massa fresca do cacho e baga. Quanto às características físicoquímicas do mosto avaliaram-se o teor de sólidos solúveis (SS), acidez titulável (AT), relação SS/AT e ph. Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste Tukey (P 0,05). Não houve interação significativa entre os portaenxertos com os sistemas de condução para o número de cachos por planta, produção, produtividade, massa fresca de cacho e baga e ph. Quando verificado o efeito isolado dos portaenxertos e dos sistemas de condução não houve diferença significativa (Tabela 1). Houve interação significativa entre os porta-enxertos com os sistemas de condução para o teor de sólidos solúveis (SS), acidez titulável (AT) e relação SS/AT (Tabela 2). Verificou-se que as videiras enxertadas no porta-enxerto Ripária do Traviú e conduzidas em espaldeira alta apresentaram o maior valor de SS e menor AT, enquanto que o uso do portaenxerto IAC 766 e da espaldeira alta proporcionou menor teor de SS e maior AT. Quanto a relação SS/AT, verificou-se o maior valor em frutos colhidos a partir de plantas enxertadas em Ripária do Traviú no sistema de espaldeira alta, enquanto que o menor valor desta relação foi obtido também em espaldeira alta, porém sobre o porta-enxerto IAC 766. Tabela 1. Número de cachos por planta, produção, produtividade, massa fresca (MF) de cacho e baga e ph da uva IAC Madalena enxertada em diferentes porta-enxertos e sistemas de condução, Jundiaí-SP, Médias seguidas pela mesma letra minúscula na coluna não diferem pelo teste Tukey a 5% de probabilidade. Tabela 2. Sólidos solúveis (SS), acidez titulável (AT) e relação SS/AT do mosto da uva IAC Madalena enxertada em diferentes porta-enxertos e sistemas de condução, Jundiaí-SP, Médias seguidas pela mesma letra minúscula na coluna e maiúscula na linha não diferem pelo teste Tukey a 5% de probabilidade. Para a videira IAC Madalena, recomenda-se o uso do porta-enxerto Ripária do Traviú no sistema de condução de espaldeira alta. Ao Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e à FAPESP pelo fomento à pesquisa (Processo nº 2015/ ). Gardin, J.P.P., Schumacher, R.L., Bettoni, J.C., Petri, J.L., Souza, E.L. Ácido abscísico e etefom: influência sobre a maturação e qualidade das uvas Cabernet Sauvignon. Revista Brasileira de Fruticultura, 2012, v.34, n.2, p

228 ERRATA 7 XV ENCONTRO NACIONAL DE FRUTICULTURA DE CLIMA TEMPERADO Fenologia e demanda energética da videira Regent cultivada em Urussanga, SC Vanessa Miranda, Tiago Camponogara Tomazetti, Márcia Denise Rossarolla, Emílio Della Bruna, Stevan Grutzmann Arcari, Aparecido Lima da Silva 1. Na Ficha Catalográfica na página II onde lê-se 218p. leia-se 233p.; 2. No SUMÁRIO na página XXIII inclua-se e leia-se: ERRATA Fenologia e demanda energética da videira Regent cultivada em Urussanga, SC Vanessa Miranda, Tiago Camponogara Tomazetti, Márcia Denise Rossarolla, Emílio Della Bruna, Stevan Grutzmann Arcari, Aparecido Lima da Silva ANAIS XV ENCONTRO NACIONAL SOBRE FRUTICULTURA DE CLIMA TEMPERADO-CAÇADOR, SC, v.ii (resumos) Pág. 204-jul/

229 Fenologia e demanda energética da videira Regent cultivada em Urussanga, SC Vanessa Miranda 1, Tiago Camponogara Tomazetti 2, Márcia Denise Rossarolla 2, Emílio Della Bruna 3, Stevan Grutzmann Arcari 3, Aparecido Lima da Silva 4 1 Universidade Federal de Santa Catarina Centro de Ciências Agrárias (UFSC CCA) (IC), Avenida Admar Gonzaga, 1.346, , Itacorubi, Florianópolis, SC, [email protected]; ²UFSC CCA, Recursos Genéticos Vegetais (PG); 3 Epagri Estação Experimental de Urussanga (PQ), Rodovia SC 446, km 16, Urussanga, SC; 4 UFSC CCA, Recursos Genéticos Vegetais (PQ). Palavras Chave: Vitis vinifera L., fruticultura, vitivinicultura, soma térmica, graus dia. A vitivinicultura é um setor em crescimento no mercado nacional, destacando-se os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina como principais produtores no segmento de vinhos finos. Nestas regiões, o principal gargalo no cultivo de videiras europeias (Vitis vinifera) é a incidência de míldio (Plasmopara viticola). Este patógeno provoca uma redução na produção e na qualidade da safra, forçando a aplicação constante de fungicidas que ocasionam efeitos colaterais em toda a cadeia produtiva. Pesquisas têm buscado a introdução de variedades de videira resistentes ao míldio no mercado vitivinícola catarinense. Neste escopo, o presente trabalho foi realizado com o objetivo de avaliar o ciclo fenológico da variedade Regent no município de Urussanga SC. O experimento foi realizado na Unidade de Pesquisa da Estação Experimental da Epagri de Urussanga, SC (28º 31' 4'' S, 49º 19' 15'' O, 49 m de altitude), durante o ciclo 2016/17. O vinhedo experimental contém 50 plantas da variedade Regent (Figura 1), enxertadas sobre Paulsen 1103, conduzidas em sistema espaldeira, com espaçamento de 3 m entre filas e 1 m entre plantas. Foi realizada poda curta no dia 6 de setembro de 2016, deixando duas a três gemas por esporão. Foram realizados tratamentos fitossanitários somente para antracnose. A avaliação das fases fenológicas ocorreu semanalmente, considerando a mudança de fase quando mais de 75% das plantas se enquadravam na descrição. A estimativa do requerimento térmico, expresso em graus-dia ( C dia), foi realizada conforme metodologia proposta utilizando três temperaturas cardinais (Tomazetti et al., 2015). Para o ciclo completo (entre brotação e maturação) o acúmulo térmico da variedade Regent, foi de 1165 C dia (Figura 2). A brotação iniciou em 21/09 e foram necessários o acúmulo de 129 C dia para alcançar a floração em 11/10; a partir desta data foram necessários mais 692 C dia para atingir o véraison, que iniciou em 12/12; a maturação foi alcançada em 09/01, após o acúmulo de mais 344 C dia. Assim, o ciclo completo da variedade Regent durou 110 dias. Durante o acompanhamento do experimento, não foram detectados focos de míldio no vinhedo. Figura 1. Cachos da variedade Regent (véraison) cultivada em Urussanga, SC, ciclo 2016/17 Figura 2. Somatório térmico em graus-dia ( C dia) para as fases fenológicas avaliadas na variedade Regent, em Urussanga, SC, ciclo 2016/17. A videira Regent cultivada em Urussanga, SC, durante o ciclo 2016/17, apresentou a exigência térmica de 1165 C dia da brotação a colheita, completando o ciclo em 110 dias. Durante este período não foi observada a presença de míldio no vinhedo, dispensando o controle químico. A Regent apresenta boa adaptabilidade agronômica e fenológica no ambiente de Urussanga, SC. Os autores agradecem à UFSC, Epagri e FAPESC pelo auxílio durante a execução desse trabalho. Tomazetti, T. C.; Rossarolla, M. D.; Zeist, A. R.; Giacobbo, C. L.; Welter, L. J.; Alberto, C. M. Fenologia e acúmulo térmico em videiras viníferas na região da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Pesquisa Agropecuária Brasileira, 2015, v. 50, n. 11, p

230 ERRATA 8 XV ENCONTRO NACIONAL DE FRUTICULTURA DE CLIMA TEMPERADO Influência do uso de cobertura plástica na produção e qualidade de videiras de mesa Leonardo A. Thiesen, Denise Schmidt, Anderson R. Webler, Gabrieli C. V. de Azevedo, Diéssica L. Junges, Marcos V. M. Pinheiro 1. Na Ficha Catalográfica na página II onde lê-se 218p. leia-se 235p.; 2. No SUMÁRIO na página XXIII inclua-se e leia-se: ERRATA Influência do uso de cobertura plástica na produção e qualidade de videiras de mesa Leonardo A. Thiesen, Denise Schmidt, Anderson R. Webler, Gabrieli C. V. de Azevedo, Diéssica L. Junges, Marcos V. M. Pinheiro ANAIS XV ENCONTRO NACIONAL SOBRE FRUTICULTURA DE CLIMA TEMPERADO-CAÇADOR, SC, v.ii (resumos) Pág. 206-jul/

231 Influência do uso de cobertura plástica na produção e qualidade de videiras de mesa Leonardo A. Thiesen 1*, Denise Schmidt 2, Anderson R. Webler 1, Gabrieli C. V. de Azevedo 3, Diéssica L. Junges 3, Marcos V. M. Pinheiro 2 1 Universidade Federal de Santa Maria - Campus Frederico Westphalen (PG). Linha 7 de setembro, BR 468, Km 40, , Frederico Westphalen-RS. [email protected]; 2 Universidade Federal de Santa Maria - Campus Frederico Westphalen (PQ). Linha 7 de setembro, BR 468, Km 40, , Frederico Westphalen-RS; 3 Universidade Federal de Santa Maria - Campus Frederico Westphalen (IC). Linha 7 de setembro, BR 468, Km 40, , Frederico Westphalen-RS. Palavras Chave: Vitis vinífera, Cultivo protegido, Sólidos Solúveis Totais, Produção. A videira (Vitis vinífera) é uma importante cultura na região sul do Brasil. O uso de novas tecnologias visa primordialmente melhorias de qualidade e produtividade. O uso de cobertura plástica surgiu como alternativa para minimizar as adversidades climáticas e garantir maior sanidade e qualidade nas características físico-químicas das bagas (Chavarria et al., 2009). Porém, poucas pesquisas mostram a influencia deste fator nas características produtivas. Deste modo, o objetivo do trabalho foi avaliar a influência do uso de cobertura plástica na produção e qualidade de três variedades de videira. O trabalho foi conduzido na área experimental do setor de fruticultura do Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria, em Santa Maria - RS, sendo o clima da região classificado como Cfa, pela classificação de Köppen (Alvares et al., 2013). As plantas de videira apresentavam oito anos de idade, conduzidas em sistema semi-latada, com espaçamento de 2,5 x 1,5 metros. O experimento foi conduzido em esquema fatorial 2x3, sendo duas formas de cobertura (com e sem cobertura plástica) e três variedades de videira de mesa (Niágara Branca, Niágara Rosada e Vênus). O delineamento experimental utilizado foi de blocos ao acaso, com seis repetições. A cobertura plástica consistiu de filme plástico de 150 micras, colocado acima do dossel das plantas na forma de túnel alto. A colheita foi realizada na segunda semana do mês de janeiro de Foram determinados a produção de uva e os fatores qualitativos (sólidos solúveis totais (SST/ºBrix) e ph). Os SST foram determinados através de refratômetro portátil e o ph através de phmêtro. Os dados foram submetidos à análise de variância e comparação múltipla de médias pelo teste de Tukey, a 5 % de probabilidade de erro. A análise da variância da variável produção demonstrou diferença significativa apenas para o fator cobertura, indicando resposta semelhante entre as variedades testadas. Para as variáveis qualitativas observou-se interação entre os dois fatores avaliados. A produção média de uvas por planta foi superior sem uso de cobertura plástica, com diferença de produção de 2,58 kg em relação às plantas com uso de cobertura (Figura 1). 206 Figura 1. Produção de uva (g planta -1 ) em função do uso de cobertura plástica. *As médias seguidas pela mesma letra não diferem entre si, pelo teste de Tukey, a 5 % de probabilidade de erro. O teor de SST foi superior nas variedades Niágara Branca e Niágara Rosada com o uso de cobertura, enquanto que para a Vênus não ocorreu diferença estatística, porém a mesma apresentou maior ºBrix em relação às demais no ambiente sem cobertura plástica (Figura 2). O ph foi elevado em ambiente sem cobertura para as duas variedades de Niágara. A variedade Vênus apresentou menor ph em ambiente sem cobertura. Figura 2. Valores médios de SST (ºBrix) e ph de uvas em função da variedade e uso de cobertura plástica. *Médias seguidas pela mesma letra minúscula para cobertura e maiúscula para variedades não diferem entre si, pelo teste de Tukey, a 5 % de probabilidade. O uso de cobertura plástica diminui a produção de uvas. O uso de cobertura plástica aumenta os teores de SST e reduz o ph nas variedades Niágara Branca e Niágara Rosada. Alvares, C. A., Stape, J. L., Sentelhas, P. C., De Moraes, G., Leonardo, J., Sparovek, G. Köppen's climate classification map for Brazil. Meteorologische Zeitschrift, 2013, v.22, n.6, p Chavarria, G., Santos, H.P. dos, Mandelli, F., Marodin, G.A.B., Bergamaschi, H., Cardoso, L.S. Potencial produtivo de videiras cultivadas sob cobertura de plástico. Pesquisa Agropecuária Brasileira, 2009, v.44, p

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