Capítulo 5. Parte de Controle

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Capítulo 5. Parte de Controle"

Transcrição

1 Capítulo 5 Parte de Controle 5.1. Introdução Partes de controle de computadores podem ser implementadas de duas formas principais, a saber: através de lógica aleatória ou de lógica regular (ROM ou PLA microprogramadas). Ambas as técnicas são extensivamente utilizadas, porém, devido à questões de espaço e complexidade, este capítulo tratará em detalhes somente arquiteturas envolvendo ROM microprogramadas. As figuras 5.1 e 5.2 mostram um diagrama de blocos contendo as três partes principais de uma unidade de controle baseada em ROM micropropramada: o Microseqüenciador; a ROM Microprogramada; e o Registrador de Estados, o qual contém o(s) endereços do(s) próximo(s) estado(s) possível(is), e os sinais de controle (Z Control signals) necessários para ativar a parte operativa do sistema. Fig Estrutura geral de uma unidade de controle baseada em uma ROM microprogramada. 47

2 Fig ROM microprogramada: uma tabela de estados Sistemas Baseados em ROM Microprogramadas As figuras 5.3, 5.4 e 5.5 mostram detalhes de partes de controle implementadas através de ROM microprogramadas. Na fig. 5.3, os sinais de controle Z 1 Z 2 iguais a 01 indicam para a parte operativa que ela deve fornecer o sinal verde, 10, o amarelo, e o sinal 00, o vermelho. Fig ROM microprogramada para uma semáforo de trânsito. 48

3 (c) Fig ROM microprogramada para uma pilha de 4 posições: (a) estrutura do sistema; (b) diagrama de estados; (c) implementação do sistema. Fig Uma implementação típica da parte de controle para a pilha de 4 posições utilizando lógica aleatória (wired lógic). 49

4 Capítulo 6 Organização e Mapeamento de Memórias 6.1. Introdução Num contexto de sistemas computacionais a palavra memória é utilizada para designar um conjunto de bits no qual são armazenados programas e dados. Sob o ponto de vista do processador, não há muita diferença se estes programas são sistemas operacionais, assemblers, compiladores ou softwares de aplicação tais como editores de texto, planilhas ou jogos eletrônicos. É importante observar que a mesma informação que é considerada dado em um momento pode transformar-se em código no momento seguinte. Por exemplo, quando o sistema operacional está carregando um editor de texto na memória, o conjunto de instruções que formam o programa do editor de texto é considerado como dado pelo sistema operacional. Para entender o funcionamento da memória, começamos com duas alternativas para a estrutura interna da mesma; abstraímos a organização interna da memória na forma de um chip de memória; examinamos gráficos rudimentares de temporização de leitura/escrita diferenciando o funcionamento síncrono do funcionamento assíncrono de uma memória; examinamos os mecanismos de decodificação de endereços abordando mapeamento de I/O no espaço de memória; e finalmente diferenciamos os vários tipos de memória existentes Organização Interna de uma Memória Uma memória constitui-se de uma matriz (array) de células de memória, cada célula com capacidade de armazenar um bit. Da mesma forma que em programas de alto nível, estes arrays podem ser unidimensionais ou multidimensionais. Para reduzir o número de linhas 50

5 necessárias para comunicar o endereço da célula (ou palavra) que está sendo endereçada, o endereço fornecido pelo processador é codificado em N linhas de endereço. Dado este endereço, é preciso utilizar um circuito decodificador para identificar dentre as 2 N possíveis posições de memória, qual que está sendo lida/escrita. Um possível circuito decodificador é ilustrado na fig O circuito que implementa o decodificador desta figura é mostrado na fig Fig Circuito decodificador de 3 para 8 linhas. Fig Circuito que implementa o decodificador de 3 para 8 linhas. Observe que para um codificador de 3 linhas de endereço para 8 linhas de dados são necessárias 8 portas AND com 3 entradas por porta. Numa estrutura de array unidimensional, um único decodificador é necessário, conforme ilustrado na fig Considere uma memória com 4 Kbits (4096 bits). Para endereçar individualmente cada um dos bits desta estrutura são necessárias 12 linhas de endereço. Na estrutura unidimensional é necessário um decodificador com 4096 portas AND, cada uma com 12 entradas. Para simplificar os decodificadores, arrays bidimensionais são mais comumente utilizados para implementar memórias. A mesma memória de 4Kbits pode ser endereçada através de 6 linhas de endereço de linha e 6 linhas de endereço de coluna. Esta memória precisa de dois decodificadores, cada decodificador com 64 portas AND, com 6 entradas cada uma. Isto representa uma economia de (2 x 64) = 3968 portas AND. Uma estrutura interna bidimensional é mostrada na fig

6 Fig Estrutura interna unidimensional de uma memória. Fig Estrutura interna bidimensional de uma memória. Além da vantagem de redução na complexidade dos decodificadores, um array bidimensional pode reduzir o número de pinos necessários no chip de memória. Isto é feito através da multiplexação dos pinos que fornecem o endereço de linha e de coluna. A fig. 6.5 ilustra os processos de multiplexação e demultiplicação que ocorre para cada par de linhas fora e dentro do chip, respectivamente. Observe que uma estrutura similar à mostrada na fig. 6.5 terá que ser construída para cada par de linhas de endereços que compartilham pinos do chip. Fig Multiplexação de linhas de endereço para compartilhamento de pinos. Por exemplo, o chip de memória µpd da NEC Electronics que possui uma 52

7 capacidade de armazenamento de 2 Mbytes tem apenas doze linhas de endereço. Isto é conseguido endereçando os dados não bit-a-bit, mas byte-a-byte. O que significa que cada uma das células do array de memória armazena não mais um bit, mas sim um byte. Ainda assim, doze linhas de endereço seriam apenas suficiente para endereçar 2 12 = 4096 = 4Kbytes. Como é feita a mágica? A mágica é realizada por uma multiplexação externa ao chip das linhas de endereço e uma demultiplexação interna como ilustra a fig Neste chip especificamente são utilizadas 12 linhas de endereço para endereçar as linhas da matriz de memória e 9 linhas para as colunas. Portanto temos uma matriz de 2 12 x 2 9 = 4096 x 512 = 2 21 = = 2Mbytes. Fig Representação do chip µpd Pergunta: É possível implementar a mesma organização de memória (2 Mbytes) com apenas 11 linhas de endereço? E com 10? Com 11 linhas, sim: implementando o array de células com fator de forma quase igual a 1. Assim, multiplexa-se as 11 linhas de endereço para as linhas da matriz e depois dez das onze linhas para as colunas, num total de 2 11 x 2 10 = 2 21 bytes acessados. Com 10 linhas de endereço não é possível: 2 10 x 2 10 = 2 20 = = 1Mbytes Chip de Memória Agora que conhecemos a estrutura interna de uma memória, podemos subir um nível de abstração e considerar memórias como chips prontos, que podemos utilizar em um sistema computacional baseado em microprocessadores. Um destes chips é representado na fig RAS (Row Address Strobe) é o sinal que indica para o chip de memória que o endereço da linha da memória que está sendo acessada está presente no barramento de endereço. CAS (Column Address Strobe) indica que o endereço da coluna da memória que está sendo acessada está presente no barramento de endereços e WE indica que a operação é de escrita (quando está ativado) ou de leitura (quando está desativado) 1. Para operar adequadamente, os sinais de endereço e dados devem ser fornecidos ao chip de memória em sincronismo com os sinais de controle (RAS, CAS e WE). O diagrama de tempos simplificado para o ciclo de leitura é apresentado na fig A barra em cima do nome do sinal indica que o sinal é ativo baixo, isto é, o sinal deve ser considerado ativado ou verdadeiro quando o seu nível elétrico é baixo e desativado ou falso quando o seu nível elétrico é alto. 53

8 Fig Diagrama de tempo simplificado do ciclo de leitura do µpd Mapeamento de Memória Considere um chip de memória capaz de armazenar 2 Mbytes e suponha que queremos implementar um sistema microprocessado com capacidade de armazenamento de 16 Mbytes, cuja memória é organizada em palavras de 16 bits. Como organizaríamos este sistema? Uma forma natural de organizar esta memória seria colocar dois chips µpd lado a lado para formar uma palavra de 16 bits, e utilizar 4 destas combinações para alcançar os 16 Mbytes de memória desejado. Supondo que esta área de 16 Mbytes de memória inicie no endereço , a organização desta memória ficaria conforme indicado na tabela 6.1. Endereços Dados (16 bits) (23 bits) A31 A0 d15 d8 d7 d F FFFF F FFFF F FFFF F FFFF Palavras Endereçáveis Mem0 Mem1 2M Mem2 Mem3 2M Mem4 Mem5 2M Mem6 Mem7 2M Tabela 6.1. Organização do espaço de endereçamento de memória. Como a tabela 6.1 indica, as linhas de endereçamento A 22 e A 21 (A 22 /A 21 = 00, 01, 10, 11, para Mem0/Mem1, Mem2/Mem3, Mem4/Mem5, Mem6/Mem7, respectivamente) são utilizadas para fazer a seleção entre os 4 slots do sistema. Estas linhas podem ser usadas como entradas de um decodificador cujas saídas são utilizadas na geração de um sinal de Chip Select (CS) para os respectivos slots, conforme ilustrado na fig

9 Bancos de Memória Linhas de Endereço Mem0/Mem1 Mem2/Mem3 Mem4/Mem A22 A21 Chip Select' Mem0/Mem1 Mem2/Mem3 Mem4/Mem5 Mem6/Mem7 Mem6/Mem Fig Decodificador de endereços. Fig Organização do Sistema de Memória com capacidade para 16MBytes e palavras de 16 bits. 55

Latch SR (Set/Reset)

Latch SR (Set/Reset) Memória Nível da Lógica Digital (Aula 8) Memória Nível Lógico A memória é usada para armazenar tanto instruções a serem executadas quanto os dados usados na execução de algumas dessas instruções Para se

Leia mais

Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul Faculdade de Engenharia Eletrônica Digital - ECA. Prof. Fabian Vargas ÍNDICE

Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul Faculdade de Engenharia Eletrônica Digital - ECA. Prof. Fabian Vargas ÍNDICE ÍNDICE INTRODUÇÃO AOS CIRCUITOS SEQUENCIAIS 03 1. LATCHES E FLIP FLOPS 08 1.1 LATCH RS NAND 1.2 LATCH RS NOR 1.3 FLIP-FLOP RS COM CLOCK 1.4 LATCH D, FLIP-FLOP D, FLIP-FLOP T 1.5 FLIP-FLOP D MESTRE-ESCRAVO

Leia mais

Memórias Parte 1. SEL-0415 Introdução à Organização de Computadores. Aula 4. Prof. Dr. Marcelo Andrade da Costa Vieira

Memórias Parte 1. SEL-0415 Introdução à Organização de Computadores. Aula 4. Prof. Dr. Marcelo Andrade da Costa Vieira Departamento de Engenharia Elétrica - EESC-USP SEL-0415 Introdução à Organização de Computadores Memórias Parte 1 Aula 4 Prof. Dr. Marcelo Andrade da Costa Vieira Memória Semicondutora Elemento Básico

Leia mais

Microprocessadores. São máquinas elétricas onde podemos armazenar instruções lógicas, aritméticas e de tomada de decisão;

Microprocessadores. São máquinas elétricas onde podemos armazenar instruções lógicas, aritméticas e de tomada de decisão; Microprocessadores São máquinas elétricas onde podemos armazenar instruções lógicas, aritméticas e de tomada de decisão; CPU (Central Processing Unit Unidade Central de Processamento) CPU (Central Processing

Leia mais

18/10/2010. Unidade de Controle Controle. UC Microprogramada

18/10/2010. Unidade de Controle Controle. UC Microprogramada Arquitetura de Computadores Unidade de Controle Controle Microprogramado Prof. Marcos Ribeiro Quinet de Andrade Universidade Federal Fluminense - UFF Pólo Universitário de Rio das Ostras - PURO UC Microprogramada

Leia mais

Memórias. Memórias: Utilização:

Memórias. Memórias: Utilização: 1 : São dispositivos que armazenam informações codificadas digitalmente que podem representar números, letras, caracteres quaisquer, comandos de operações, endereços ou ainda qualquer outro tipo de dado.

Leia mais

Microprocessadores CPU. Unidade de Controle. Prof. Henrique

Microprocessadores CPU. Unidade de Controle. Prof. Henrique Microprocessadores CPU Unidade de Controle Prof. Henrique Roteiro Registradores; Unidade de Controle Níveis de Complexidade Introdução Um sistema microprocessado conta com diversos dispositivos para um

Leia mais

Memória Interna. Prof. Leonardo Barreto Campos 1

Memória Interna. Prof. Leonardo Barreto Campos 1 Memória Interna Prof. Leonardo Barreto Campos 1 Sumário Introdução; Sistema de Memória de Computadores; Hierarquia de Memória; Memória Principal de Semicondutores; Memória Cache; Organizações das Memórias

Leia mais

1ª Lista de Arquitetura de Computadores

1ª Lista de Arquitetura de Computadores 1ª Lista de Arquitetura de Computadores 1. Conceitue a Lei de Moore e descreva cinco conseqüências práticas dela advindas. 2. Considere as informações abaixo, sobre a Arquitetura de Von Neumann: I. Dados

Leia mais

Endereçamento de Memórias e Lógica de Seleção

Endereçamento de Memórias e Lógica de Seleção Capítulo 6 Endereçamento de Memórias e Lógica de Seleção 6.1 Introdução... 85 6.2 LÓGICA DE SELEÇÃO... 85 6.2.1 Decodificação não absoluta... 85 6.2.2 Decodificação absoluta:... 86 6.3 Exemplos de Circuitos

Leia mais

Microprocessadores I. Aula 6 Arquitetura do Microprocessador Pinagem e Diagrama de Temporização

Microprocessadores I. Aula 6 Arquitetura do Microprocessador Pinagem e Diagrama de Temporização Microprocessadores I Aula 6 Arquitetura do Microprocessador 8085 - Pinagem e Diagrama de Temporização 1 O 8085 contém em seu CI circuitos para executar operações de cálculos e comunicação com periféricos.

Leia mais

Circuito combinacional

Circuito combinacional Circuito combinacional É todo circuito cuja saída depende única e exclusivamente das várias combinações das variáveis de entrada. Estudando os circuitos combinacionais podemos entender o funcionamento

Leia mais

PCS-2529 Introdução aos Processadores. Prof. Dr. Paulo Sérgio Cugnasca

PCS-2529 Introdução aos Processadores. Prof. Dr. Paulo Sérgio Cugnasca PCS-2529 Introdução aos Processadores Prof. Dr. Paulo Sérgio Cugnasca 1 4. MEMÓRIA 2 4. MEMÓRIA A memória é um componente essencial de todo computador, sendo utilizada para armazenar as instruções a serem

Leia mais

SEL-433 Aplicação de Microprocessadores I. Prof: Adilson Gonzaga

SEL-433 Aplicação de Microprocessadores I. Prof: Adilson Gonzaga SEL-433 Aplicação de Microprocessadores I Prof: Adilson Gonzaga HISTÓRICO Microprocessador Circuito integrado ( chip ) capaz de executar instruções. 1971 Intel Corporation lançou no mercado o microprocessador

Leia mais

MEMÓRIAS. Sistemas Digitais II Prof. Marcelo Wendling Nov/18

MEMÓRIAS. Sistemas Digitais II Prof. Marcelo Wendling Nov/18 MEMÓRIAS Sistemas Digitais II Prof. Marcelo Wendling Nov/18 1 Definições São blocos que armazenam informações codificadas digitalmente. A localização de uma unidade de dado num arranjo de memória é denominada

Leia mais

Dispositivo Lógico Programável(PLD)

Dispositivo Lógico Programável(PLD) Dispositivo Lógico Programável(PLD) Para reduzir o número de CI's(Circuitos Integrados) a serem usados num projeto digital, é necessário colocar mais funções em um mesmo chip. Isso tem sido feito com evolução

Leia mais

Memória. Arquitetura de Computadores I. DCC-IM/UFRJ Prof. Gabriel P. Silva

Memória. Arquitetura de Computadores I. DCC-IM/UFRJ Prof. Gabriel P. Silva Memória Arquitetura de Computadores I DCC-IM/UFRJ Prof. Gabriel P. Silva Representação das Informações A abreviação utilizada para o byte é o B maiúsculo e para o bit é o b minúsculo. Abaixo estão os multiplicadores

Leia mais

EL68E Sistemas Embarcados Prof. Douglas RENAUX

EL68E Sistemas Embarcados Prof. Douglas RENAUX EL68E Sistemas Embarcados Prof. Douglas RENAUX Memórias Tecnologias de Memórias Voláteis x Não-Voláteis Estáticas x Dinâmicas Tipos: ROM PROM EPROM Flash SRAM SDRAM DDR Conceitos Organização externa x

Leia mais

ELE Microprocessadores I. AULA 12 Arquitetura do Microprocessador Interface com as memórias

ELE Microprocessadores I. AULA 12 Arquitetura do Microprocessador Interface com as memórias ELE 1078 - Microprocessadores I AULA 12 Arquitetura do Microprocessador 8085 -Interface com as memórias 12.1 - Estrutura das Memórias Memória de Leitura / Escrita (R / W memory). Grupo de registradores;

Leia mais

Organização e Arquitetura de Computadores INTRODUÇÃO

Organização e Arquitetura de Computadores INTRODUÇÃO Organização e Arquitetura de Computadores INTRODUÇÃO A Arquitetura de Computadores trata do comportamento funcional de um sistema computacional, do ponto de vista do programador (ex. tamanho de um tipo

Leia mais

Arquitetura de Computadores. Conjunto de Instruções

Arquitetura de Computadores. Conjunto de Instruções Arquitetura de Computadores Conjunto de Instruções Arquitetura do Conjunto das Instruções ISA (Instruction Set Architecture) Traduz para uma linguagem intermediária (ISA) os vários programas em diversas

Leia mais

Aula 11: Memória Principal: Conceitos Básicos e Organização

Aula 11: Memória Principal: Conceitos Básicos e Organização Aula 11: Memória Principal: Conceitos Básicos e Organização Diego Passos Universidade Federal Fluminense Fundamentos de Arquiteturas de Computadores Diego Passos (UFF) Memória Principal: Conceitos Básicos

Leia mais

SSC510 Arquitetura de Computadores 1ª AULA

SSC510 Arquitetura de Computadores 1ª AULA SSC510 Arquitetura de Computadores 1ª AULA REVISÃO DE ORGANIZAÇÃO DE COMPUTADORES Arquitetura X Organização Arquitetura - Atributos de um Sistema Computacional como visto pelo programador, isto é a estrutura

Leia mais

Aula 5: Introdução a Arquitetura do Microcontrolador 8051

Aula 5: Introdução a Arquitetura do Microcontrolador 8051 Microprocessadores - 2013-1 06/05/2013 Aula 5: Introdução a Arquitetura do Microcontrolador 8051 Professor: Eraldo Silveira e Silva [email protected] 1 Objetivos da Aula apresentar as principais características

Leia mais

SSC0112 Organização de Computadores Digitais I

SSC0112 Organização de Computadores Digitais I SSC0112 Organização de Computadores Digitais I 23ª Aula Hierarquia de memória Profa. Sarita Mazzini Bruschi [email protected] 1 Memória Memória Todo componente capaz de armazenar bits de informação Características

Leia mais

ENGENHARIA DE SISTEMAS MICROPROCESSADOS

ENGENHARIA DE SISTEMAS MICROPROCESSADOS ENGENHARIA DE SISTEMAS MICROPROCESSADOS Prof. Pierre Vilar Dantas Turma: 0040-A Horário: 4N Aula 01-26/07/2017 Plano de ensino Professor www.linkedin.com/in/pierredantas/ TÓPICOS Conceitos gerais. Evolução

Leia mais

O Nível da Microarquitetura. Um Exemplo de Microarquitetura. Um Exemplo de Microarquitetura. Um Exemplo de Microarquitetura

O Nível da Microarquitetura. Um Exemplo de Microarquitetura. Um Exemplo de Microarquitetura. Um Exemplo de Microarquitetura Ciência da Computação Arq. e Org. de Computadores Nível da O projeto do nível de microarquitetura depende: da arquitetura do conjunto das instruções a serem implementadas. dos objetivos de custo e desempenho

Leia mais

Organização e Arquitetura de Computadores I

Organização e Arquitetura de Computadores I Organização e Arquitetura de Computadores I Memória Interna Slide 1 Memória Em informática, memória são todos os dispositivos que permitem a um computador guardar dados, temporariamente ou permanentemente.

Leia mais

Painel Luminoso com LEDs

Painel Luminoso com LEDs Painel Luminoso com LEDs Edson T. Midorikawa/2006 RESUMO Esta experiência consiste no projeto e na implementação do circuito de controle de um painel luminoso composto por LEDs (diodos emissores de luz).

Leia mais

Memória. Memória Cache

Memória. Memória Cache Memória Memória Cache Revisão - Memória Principal Memória que armazena os dados e programas em linguagem de máquina em execução corrente Razoavelmente barata Tempo de acesso da ordem de nano-segundos a

Leia mais

ORGANIZAÇÃO E ARQUITETURA DE COMPUTADORES I AULA 12: MEMÓRIA CACHE: FUNÇÃO DE MAPEAMENTO (PARTE 1)

ORGANIZAÇÃO E ARQUITETURA DE COMPUTADORES I AULA 12: MEMÓRIA CACHE: FUNÇÃO DE MAPEAMENTO (PARTE 1) ORGANIZAÇÃO E ARQUITETURA DE COMPUTADORES I AULA 12: MEMÓRIA CACHE: FUNÇÃO DE MAPEAMENTO (PARTE 1) Prof. Max Santana Rolemberg Farias [email protected] Colegiado de Engenharia de Computação FUNÇÃO

Leia mais

Eletrônica Digital II (Memórias) Prof. Eng. Antonio Carlos Lemos Júnior

Eletrônica Digital II (Memórias) Prof. Eng. Antonio Carlos Lemos Júnior Eletrônica Digital II (Memórias) Prof. Eng. Antonio Carlos Lemos Júnior Termos Básicos Célula de memória dispositivo ou circuito capaz de armazenar um bit. Ex.: um flip-flop, um capacitor, etc. Palavra

Leia mais

CAPÍTULO VI DECODIFICAÇÃO DE I/O E MEMÓRIA

CAPÍTULO VI DECODIFICAÇÃO DE I/O E MEMÓRIA Decodificação de I/O e Memória Cap.6: /0 CAPÍTULO VI DECODIFICAÇÃO DE I/O E MEMÓRIA afirmava-se que memória era todo dispositivo acessado através dos sinais *(S)MEMR ou *(S)MEMW e que I/O era todo dispositivo

Leia mais

Organização e Arquitetura de Computadores

Organização e Arquitetura de Computadores Organização e Arquitetura de Computadores Hierarquia de Memória: Introdução Alexandre Amory Edson Moreno Nas Aulas Anteriores Computação Organização interna de CPU Parte operativa: Lógica combinacional

Leia mais

PROJETO LÓGICO DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar

PROJETO LÓGICO DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar - Aula 1 - O NÍVEL DA LÓGICA DIGITAL 1. INTRODUÇÃO Na parte inferior da hierarquia da figura abaixo encontramos o nível da lógica digital, o verdadeiro hardware do computador. Este nível situa-se na fronteira

Leia mais

Arquitetura de Computadores - Controle Microprogramado. por Helcio Wagner da Silva

Arquitetura de Computadores - Controle Microprogramado. por Helcio Wagner da Silva Arquitetura de Computadores - Controle Microprogramado por Helcio Wagner da Silva Introdução Projeto baseado em HW para a Unidade de Controle Difícil Lógica relativamente complexa para seqüenciamento e

Leia mais

SSC0112 Organização de Computadores Digitais I

SSC0112 Organização de Computadores Digitais I SSC0112 Organização de Computadores Digitais I 3ª Aula Visão Geral e Conceitos Básicos Profa. Sarita Mazzini Bruschi [email protected] Copyright William Stallings & Adrian J Pullin Tradução, revisão e

Leia mais

COMPUTADOR. Adão de Melo Neto

COMPUTADOR. Adão de Melo Neto COMPUTADOR Adão de Melo Neto 1 COMPUTADOR COMPUTADOR Barramento de Endereços: Determina qual a posição de memória que irá ser lida ou escrita (unidirecional). Barramento de Endereços: Transporta o dados

Leia mais

Organização e Arquitetura de Computadores I

Organização e Arquitetura de Computadores I Universidade Federal de Campina Grande Departamento de Sistemas e Computação Curso de Bacharelado em Ciência da Computação Organização e Arquitetura de Computadores I Circuitos Lógicos Sequenciais (Parte

Leia mais

Gerenciamento de Memória

Gerenciamento de Memória Gerenciamento de Memória Prof. Clodoaldo Ap. Moraes Lima 1 Segmentação Objetivo Melhorar o aspecto de localidade de referência em sistemas de memória virtual Em sistema paginado, os itens que são transferidos

Leia mais

UNIVERSIDADE PAULISTA (UNIP) Curso de Engenharia Mecatrônica Disciplina: Microprocessadores e Microcontroladores (MM) LISTA III

UNIVERSIDADE PAULISTA (UNIP) Curso de Engenharia Mecatrônica Disciplina: Microprocessadores e Microcontroladores (MM) LISTA III UNIVERSIDADE PAULISTA (UNIP) Curso de Engenharia Mecatrônica Disciplina: Microprocessadores e Microcontroladores (MM) LISTA III Orientações: Esta lista de Exercícios deve ser entregue juntamente com a

Leia mais

Painel Luminoso com LEDs

Painel Luminoso com LEDs Painel Luminoso com LEDs Versão 2007 RESUMO Esta experiência consiste no projeto e na implementação do circuito de controle de um painel luminoso composto por LEDs (diodos emissores de luz). Através da

Leia mais

a) Obtenha a tabela verdade das operações com 01 bit

a) Obtenha a tabela verdade das operações com 01 bit 01. Deduza a obtenção de um circuito somador completo (FULL ADDER) e 01 bit seguindo os passos abaixo: a) Obtenha a tabela verdade das operações com 01 bit SOLUÇÃO NOS SLIDE b) Obtenha a expressão não

Leia mais

EXERCÍCIOS DE PREPARAÇÃO PARA PROVA B2

EXERCÍCIOS DE PREPARAÇÃO PARA PROVA B2 EXERCÍCIOS DE PREPARAÇÃO PARA PROVA B2 Lista de Exercícios de Sistemas Digitais II Prova B2 1.a. Construir um sistema de seleção para o banco de memórias definido pelo mapa de memória. Sendo todas as memórias

Leia mais

ELE Microprocessadores I

ELE Microprocessadores I ELE 1078 - Microprocessadores I AULA 13 Conjunto de Instruções do Microprocessador 8085A - Entrada e Saída (I/O) - 13.1 - Grupos de Instruções As instruções no 8085 são distribuídas em 5 grupos: Grupo

Leia mais

INTRODUÇÃO À TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO ORGANIZAÇÃO COMPUTACIONAL

INTRODUÇÃO À TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO ORGANIZAÇÃO COMPUTACIONAL INTRODUÇÃO À TECNOLOGIA DA ORGANIZAÇÃO COMPUTACIONAL PROFESSOR CARLOS MUNIZ ORGANIZAÇÃO DE UM COMPUTADOR TÍPICO Memória: Armazena dados e programas Processador (CPU - Central Processing Unit): Executa

Leia mais

Organização e Arquitetura de Computadores I

Organização e Arquitetura de Computadores I Organização e Arquitetura de Computadores I Memória Cache Slide 1 Introdução Tamanho Função de Mapeamento Política de Escrita Tamanho da Linha Número de Memórias Cache Cache em Níveis Slide 2 Introdução

Leia mais

14/3/2016. Prof. Evandro L. L. Rodrigues

14/3/2016. Prof. Evandro L. L. Rodrigues SEL 433 APLICAÇÕES DE MICROPROCESSADORES I SEL-433 APLICAÇÕES DE MICROPROCESSADORES I Prof. Evandro L. L. Rodrigues Tópicos do curso Conceitos básicos - Aplicações e utilizações dos microcontroladores

Leia mais

Aula 10 Microcontrolador Intel 8051 Parte 1

Aula 10 Microcontrolador Intel 8051 Parte 1 Aula 10 Microcontrolador Intel 8051 Parte 1 SEL 0415 INTROD. À ORGANIZAÇÃO DE COMPUTADORES Prof. Dr. Marcelo A. C. Vieira SEL 0415 Microcontroladores Grupo de Sistemas Digitais n Microcontrolador é o nome

Leia mais

MEMÓRIAS SEMICONDUTORAS

MEMÓRIAS SEMICONDUTORAS MEMÓRIAS SEMICONDUTORAS Em um sistema computacional subentende-se memória como qualquer dispositivo capaz de armazenar dados, mesmo temporariamente. Atualmente, os métodos de armazenamento de informação

Leia mais

DECODIFICADORES. Capítulo 5

DECODIFICADORES. Capítulo 5 Capítulo 5 DECODIFICADORES 5.1 Decodificadores... 73 5.1.1 Decodificador 2-para-4, com saídas ativas em alto... 73 5.1.2 Decodificador 2-para-4, com saídas ativas em baixo... 74 5.1.3 Decodificadores 3-para-8...

Leia mais

Níveis de memória. Diferentes velocidades de acesso. Memória Cache. Memórias Auxiliar e Auxiliar-Backup

Níveis de memória. Diferentes velocidades de acesso. Memória Cache. Memórias Auxiliar e Auxiliar-Backup Memória Níveis de memória Diferentes velocidades de acesso Pequeno Alto(a) Cache RAM Auxiliar Auxiliar-Backup Memória Cache altíssima velocidade de acesso acelerar o processo de busca de informações na

Leia mais

ARQUITETURA DE COMPUTADORES

ARQUITETURA DE COMPUTADORES ARQUITETURA DE COMPUTADORES Arquitetura de Von Newmann Prof Daves Martins Msc Computação de Alto Desempenho Email: [email protected] Vídeos Vídeo aula RNP http://edad.rnp.br/rioflashclient.php?xmlfile=/ufjf/licenciatura_com

Leia mais

Estrutura Básica de um Computador

Estrutura Básica de um Computador SEL-0415 Introdução à Organização de Computadores Estrutura Básica de um Computador Aula 2 Prof. Dr. Marcelo Andrade da Costa Vieira INTRODUÇÃO n Organização Æ implementação do hardware, componentes, construção

Leia mais

1ª Lista de Arquitetura de Computadores

1ª Lista de Arquitetura de Computadores Universidade Federal Rural do Semiarido Departamento de Ciências Exatas e Naturais Ciência da Computação Prof. Sílvio Fernandes 1ª Lista de Arquitetura de Computadores 1. Conceitue a Lei de Moore e descreva

Leia mais

Arquitetura do Disciplina de Microcontroladores. Prof. Ronnier Prof. Rubão

Arquitetura do Disciplina de Microcontroladores. Prof. Ronnier Prof. Rubão Arquitetura do 8051 Disciplina de Microcontroladores Prof. Ronnier Prof. Rubão Objetivo fim Entender as noções básicas de microprocessadores, microcontroladores e sistemas embarcados Estudar a arquitetura

Leia mais

SEL-614 MICROPROCESSADORES E APLICAÇÕES. Adilson Gonzaga

SEL-614 MICROPROCESSADORES E APLICAÇÕES. Adilson Gonzaga SEL-614 MICROPROCESSADORES E APLICAÇÕES Prof: Adilson Gonzaga HISTÓRICO Microprocessador Circuito integrado ( chip ) capaz de executar instruções. 1971 Intel Corporation lançou no mercado o microprocessador

Leia mais

Circuitos Lógicos. Profa. Grace S. Deaecto. Faculdade de Engenharia Mecânica / UNICAMP , Campinas, SP, Brasil.

Circuitos Lógicos. Profa. Grace S. Deaecto. Faculdade de Engenharia Mecânica / UNICAMP , Campinas, SP, Brasil. Circuitos Lógicos Profa. Grace S. Deaecto Faculdade de Engenharia Mecânica / UNICAMP 13083-860, Campinas, SP, Brasil. [email protected] Segundo Semestre de 2013 Profa. Grace S. Deaecto ES572 DMC / FEM

Leia mais

Aula 4. Engenharia de Sistemas Embarcados. Prof. Abel Guilhermino Tópico: Arquitetura de um microcontrolador 8051

Aula 4. Engenharia de Sistemas Embarcados. Prof. Abel Guilhermino Tópico: Arquitetura de um microcontrolador 8051 Aula 4 Engenharia de Sistemas Embarcados Prof. Abel Guilhermino Tópico: Arquitetura de um microcontrolador 8051 Cenário: Sistema de Controle de LEDs Sistema Embarcado Sistema Engenharia de Sistemas Embarcados

Leia mais

SEL-433 APLICAÇÕES DE MICROPROCESSADORES I

SEL-433 APLICAÇÕES DE MICROPROCESSADORES I SEL 433 APLICAÇÕES DE MICROPROCESSADORES I SEL-433 APLICAÇÕES DE MICROPROCESSADORES I Apresentação do curso Critério de avaliação Média final = 0.8 * MP + 0.2 * ME onde MP = (P1 + P2) / 2 e ME = Notas

Leia mais

COMPUTADOR. Adão de Melo Neto

COMPUTADOR. Adão de Melo Neto COMPUTADOR Adão de Melo Neto 1 PROGRAMA É um conjunto de instruções LINGUAGEM BINÁRIA INTRODUÇÃO Os caracteres inteligíveis não são A, B, +, 0, etc., mas apenas zero(0) e um (1). É uma linguagem de comunicação

Leia mais

ENDEREÇAMENTO DE INSTRUÇÕES. Adão de Melo Neto

ENDEREÇAMENTO DE INSTRUÇÕES. Adão de Melo Neto ENDEREÇAMENTO DE INSTRUÇÕES Adão de Melo Neto 1 TIPOS DE OPERAÇÕES 2 TIPOS DE OPERAÇÕES TIPOS DE INSTRUÇÕES/OPERAÇÕES (RELEMBRANDO) 3 INTRODUÇÃO TIPOS DE INSTRUÇÕES/OPERAÇÕES (RELEMBRANDO) 4 INTRODUÇÃO

Leia mais

Visão geral do sistema de memória de computadores

Visão geral do sistema de memória de computadores Visão geral do sistema de memória de computadores 1 Capacidade da memória Humana Pesquisas concluem que o armazenamento de informações na memória humana se dá a uma taxa de aproximadamente 2 bits por segundo

Leia mais

Aula 12: Memória: Barramentos e Registradores

Aula 12: Memória: Barramentos e Registradores Aula 12: Memória: Barramentos e Registradores Diego Passos Universidade Federal Fluminense Fundamentos de Arquiteturas de Computadores Diego Passos (UFF) Memória: Barramentos e Registradores FAC 1 / 34

Leia mais

Organização e Arquitetura de Computadores I

Organização e Arquitetura de Computadores I Organização e Arquitetura de Computadores I BARRAMENTO Slide 1 Sumário Introdução Componentes de Computador Funções dos Computadores Estruturas de Interconexão Interconexão de Barramentos Slide 2 Introdução

Leia mais

Universidade Federal do Rio de Janeiro Bacharelado em Ciência da Computação. Arquitetura de Computadores I. Organização Básica do Computador

Universidade Federal do Rio de Janeiro Bacharelado em Ciência da Computação. Arquitetura de Computadores I. Organização Básica do Computador Universidade Federal do Rio de Janeiro Bacharelado em Ciência da Computação Arquitetura de Computadores I Organização Básica do Computador Gabriel P. Silva Ementa Unidade 2: Organização Lógica e Funcional

Leia mais

ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO AULA 11 Sistemas Operacionais Gil Eduardo de Andrade

ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO AULA 11 Sistemas Operacionais Gil Eduardo de Andrade ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO AULA 11 Sistemas Operacionais Gil Eduardo de Andrade O conteúdo deste documento é baseado no livro do Prof. Dr. Carlos Alberto Maziero, disponível no link: http://dainf.ct.utfpr.edu.br/~maziero

Leia mais

Organização Básica III

Organização Básica III Barramento de endereços É unidirecional, porque a informação flui apenas em uma direção, da CPU para a memória ou para os elementos de E/S. Barramento de endereços Quando a CPU quer ler de ou escrever

Leia mais

Aula 09. Módulos de Entrada e Saída

Aula 09. Módulos de Entrada e Saída Aula 09 Módulos de Entrada e Saída Módulo de E/S Se não tivermos como colocar dados nos computadores de que eles servirão? Os barramentos fornecem um meio de mover dados de dentro para fora do sistema.

Leia mais

Todo processador é constituído de circuitos capazes de realizar algumas operações primitivas:

Todo processador é constituído de circuitos capazes de realizar algumas operações primitivas: Todo processador é constituído de circuitos capazes de realizar algumas operações primitivas: Somar e subtrair Mover um dado de um local de armazenamento para outro Transferir um dado para um dispositivo

Leia mais

INSTITUTO FEDERAL CATARINENSE Campus Ibirama

INSTITUTO FEDERAL CATARINENSE Campus Ibirama INSTITUTO FEDERAL CATARINENSE Campus Ibirama Arquitetura de Hardware Professor Eduardo Stahnke Arquiteturas Grande diversidade das arquiteturas de computadores Componentes básicos do computador Os Principais

Leia mais

Gerência de Memória. Endereçamento Virtual (1) Paginação. Endereçamento Virtual (2) Endereçamento Virtual (3)

Gerência de Memória. Endereçamento Virtual (1) Paginação. Endereçamento Virtual (2) Endereçamento Virtual (3) Endereçamento Virtual (1) Gerência de Memória Paginação Espaço de endereçamento dos processos não linearmente relacionado com a física Cada vez que são usados, os endereços virtuais são convertidos pela

Leia mais

Universidade Federal de Campina Grande Departamento de Sistemas e Computação Curso de Bacharelado em Ciência da Computação.

Universidade Federal de Campina Grande Departamento de Sistemas e Computação Curso de Bacharelado em Ciência da Computação. Universidade Federal de Campina Grande Departamento de Sistemas e Computação Curso de Bacharelado em Ciência da Computação Organização e Arquitetura de I Organização e Arquitetura Básicas B de (Parte II)

Leia mais

9/3/2009. Aula 4. Engenharia de Sistemas Embarcados. Cenário: Sistema de Controle de LEDs

9/3/2009. Aula 4. Engenharia de Sistemas Embarcados. Cenário: Sistema de Controle de LEDs Cenário: Sistema de Controle de LEDs Sistema Embarcado Aula 4 Sistema Engenharia de Sistemas Embarcados Prof. Abel Guilhermino Tópico: Arquitetura de um microcontrolador 851 Engenharia de Sistemas Embarcados

Leia mais

http://www.ic.uff.br/~debora/fac! 1 Capítulo 4 Livro do Mário Monteiro Introdução Hierarquia de memória Memória Principal Organização Operações de leitura e escrita Capacidade 2 Componente de um sistema

Leia mais

ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADASS

ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADASS A ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADASS Ciência da Computação 1ª. Série Introdução à Organização de Computadores A atividade prática supervisionada (ATPS) é um método de ensino- de atividades aprendizagem

Leia mais

Organização de computadores. Segundo Bimestre CNAT Prof. Jean Galdino

Organização de computadores. Segundo Bimestre CNAT Prof. Jean Galdino Organização de computadores Segundo Bimestre CNAT 2015.2 Prof. Jean Galdino Sistemas de Interconexão BARRAMENTOS 2 Alguns pontos Um ciclo de instrução consiste: de uma busca de instrução seguida por zero

Leia mais

ORGANIZAÇÃO DE COMPUTADORES CAPÍTULO4: MEMÓRIAPRINCIPAL

ORGANIZAÇÃO DE COMPUTADORES CAPÍTULO4: MEMÓRIAPRINCIPAL ORGANIZAÇÃO DE COMPUTADORES CAPÍTULO4: MEMÓRIAPRINCIPAL MEMÓRIA Componente de um sistema de computação cuja função é armazenar informações que são manipuladas pelo sistema para que possam ser recuperadas

Leia mais

ARQUITETURA DE COMPUTADORES. Organização de Sistemas Computacionais. Prof.: Agostinho S. Riofrio

ARQUITETURA DE COMPUTADORES. Organização de Sistemas Computacionais. Prof.: Agostinho S. Riofrio ARQUITETURA DE COMPUTADORES Organização de Sistemas Computacionais Prof.: Agostinho S. Riofrio Agenda 1. Unidade Central de Processamento 2. Organização da CPU 3. Interpretador 4. RISC x CISC 5. Principios

Leia mais

ELETRÔNICA DIGITAL II. AUTOR: ENG. ANTONIO CARLOS LEMOS JÚNIOR

ELETRÔNICA DIGITAL II. AUTOR: ENG. ANTONIO CARLOS LEMOS JÚNIOR ELETRÔNICA DIGITAL II AUTOR: ENG. ANTONIO CARLOS LEMOS JÚNIOR [email protected] 1º SEMESTRE 2009 CONTEÚDO PROGRAMADO: 1 O que é um computador digital? 2 Como funcionam os computadores 3 O agente

Leia mais

Gerência de Memória. Paginação

Gerência de Memória. Paginação Gerência de Memória Paginação Endereçamento Virtual (1) Espaço de endereçamento dos processos não linearmente relacionado com a memória física Cada vez que são usados, os endereços virtuais são convertidos

Leia mais

ARQUITETURA DE COMPUTADORES. Nível da Lógica Digital. Prof.: Agostinho S. Riofrio

ARQUITETURA DE COMPUTADORES. Nível da Lógica Digital. Prof.: Agostinho S. Riofrio ARQUITETURA DE COMPUTADORES Nível da Lógica Digital Prof.: Agostinho S. Riofrio Agenda 1. Portas Lógicas 2. Algebra de Boole 3. Equivalencia de circuitos 4. Circuitos Lógicos Digitais 5. Relógio 6. Memória

Leia mais

Microcontrolador 8051:

Microcontrolador 8051: Microcontrolador 8051: Fonte: CORRADI 2009 O Microcontrolador 8051: Começou a ser produzido no início da década de 80, pela Intel; Hoje é fabricado por várias empresas e com muitas variações; Atualmente,

Leia mais

Infraestrutura de Hardware. Funcionamento de um Computador

Infraestrutura de Hardware. Funcionamento de um Computador Infraestrutura de Hardware Funcionamento de um Computador Computador: Hardware + Software Perguntas que Devem ser Respondidas ao Final do Curso Como um programa escrito em uma linguagem de alto nível é

Leia mais

Memória (conceitos) MEMÓRIA VOLÁTIL

Memória (conceitos) MEMÓRIA VOLÁTIL MEMÓRIA 1 MEMÓRIA VOLÁTIL Memória (conceitos) É aquela que perde a informação armazenada quando a energia elétrica desaparece MEMÓRIA DE SEMICONDUTORES Construídas com FLIP-FLOPS (que são construídas com

Leia mais