Acionamentos, Comandos e Proteção
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1 INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA BAHIA Campus Santo Amaro Curso de Eletromecânica Acionamentos, Comandos e Proteção de Sistemas Elétricos de Potência Prof.: Elvio Prado da Silva 13 de outubro de Edição
2 Lista de Figuras 1.1 Sistemas Trifásicos são defasados de Sequência Direta ABC (sentido anti-horário) Sequência Inversa ACB (sentido anti-horário) Carga Resistiva, cos(φ)= Carga Indutiva, Corrente Atrasada em Relação a Tensão Carga Capacitiva, Tensão Atrasada em Relação a Corrente Triângulo de Potências Ligações: Estrela (Y) e Delta ( ) Ligação Delta ( ) Ligação Estrela (Y) De Onde Vem o Raiz de Tres? Botão Sem Retenção - NA Botão Sem Retenção - NF Botão com contatos NA e NF, sem retenção Fusíveis (3 fusíveis) Contator K( L voltado para a rede e T voltado para a carga ) Contato NA do Contator K Contato NF do Contator K Bobina do Contator K Contator com Contatos NA e NF Relé Térmico Comando NA do Relé Térmico Comando NF do Relé Térmico Disjuntor Monofásico Disjuntor Trifásico Ligação do Dispositivo de Proteção contra Surtos Comando Simples Comando Simples com Contator e Botão NA sem retenção Comando com Contator e Botão NA sem retenção, Botão NF sem retenção e Contato de Selo Contatos de Intertravamento Comandos e Proteções de um Motor Trifásico em Partida Direta ii
3 LISTA DE FIGURAS iii 4.1 Curvas Tempo x Corrente de Fusíveis NH Escolher o maior Curvas Tempo x Corrente de Fusíveis NH Curvas de Seletividade de Fusíveis
4 Lista de Tabelas 5.1 Tabela de Motores Trifásicos WEG - 4 Polos - Alto Rendimento iv
5 Sumário Lista de Figuras Lista de Tabelas Sumário ii iv v 1 Revisão de Sistemas Elétricos Trifásicos de Potência Sistemas Trifásicos Sequência de Fase Fator de Potência (FP=cos(φ)) Cargas Resistivas Cargas Indutivas Cargas Capacitivas Triângulo de Potências Sistema Estrela (Y) e Delta ( ) Diferença entre Linha e Fase A Ligação Delta ( ) A Ligação Estrela (Y) De Onde Vem o 3? Dispositivos de Partida de Motores Partida Direta Partida com Chave Compensadora Partida com Soft-Starter Partida com Inversor de Frequência Partida com Chave Estrela-Triângulo Introdução aos Comandos Elétricos de Potência Simbologias Botões Fusíveis (proteção contra curto-circuito) Contator Relé-Térmico (proteção contra sobrecargas) v
6 SUMÁRIO vi Disjuntor Dispositivo de Proteção Contra Surtos (DPS) Acionamentos e Comandos Acionamento Simples Acionamento Através de um Contator Contato de Selo Contatos de Intertravamento Partida Direta de Motor Trifásico Projeto de Fusíveis Fusíveis Rápidos Fusíveis Retardados Fusíveis Retardados Tipo Diazed Fusíveis Retardados Tipo NH Projeto de Fusíveis Retardados Catálogos e Manuais Curvas de Fusíveis NH Curvas de Seletividade de Fusíveis Tabela de Motores Trifásicos WEG - 4 Polos - Alto Rendimento Relés Temporizadores Referências Bibliográficas 33
7 Apresentação S o b r e o c o n t e ú d o d e s t Esta e apostila foi escrita pelo professor Elvio Prado da Silva, do IFBA (Instituto Federal da Bahia Campus Santo Amaro), utilizando o processador de textos L A TEX. Este tutorial deve ser utilizado apenas como guia de consulta, não podendo ser mantido como única fonte de estudos do aluno, uma vez que aqui somente será explorado os conceitos básicos e introdutórios do conteúdo de Acionamentos Elétricos, Comandos Elétricos, Proteção de Sistemas Elétricos e Relés Temporizadores. Logo, aconselho que o aluno possua em mãos um bom livro texto para melhores detalhes e para exercícios propostos. Espero que aproveitem bastante este material! t u t o r i a l : Bons estudos,... [email protected] Elvio - 13 de outubro de 2012 vii
8 Capítulo 1 A escuridão não pode acabar com a escuridão, apenas a luz pode fazer isso. O ódio não pode acabar com o ódio, apenas o amor pode fazer isso. [M.L.King] Revisão de Sistemas Elétricos Trifásicos de Potência 1.1 Sistemas Trifásicos Tensão [V] Va Vb Vc ω.t Figura 1.1: Sistemas Trifásicos são defasados de 120 Os sistemas trifásicos são defasados de 120 o ; 180 o = π meio ciclo; 360 o = 2 π um ciclo completo. 1
9 1.2 Sequência de Fase 2 Devemos lembrar que como os sistemas trifásicos equilibrados possuem defasamento angular de 120 o, logo temos as propriedades 1.1 : V A = V A 0 o V B = V B 120 o V C = V C 240 o (1.1) 1.2 Sequência de Fase C C A B Sequência Direta ABC Sequência Inversa ACB B Figura 1.2: Sequência Direta ABC (sentido anti-horário) A Figura 1.3: Sequência Inversa ACB (sentido anti-horário) 1.3 Fator de Potência (FP=cos(φ)) Fator de Potência (cos(φ)) é o cosseno do ângulo φ, em que o ângulo (φ) é o ângulo de defasagem entre a tensão e a corrente. Esta defasagem é variável de acordo com a carga. FatordePotênciatambémédefinidocomosendoocosseno do ânguloentreapotência Ativa e a Potência Aparente.
10 1.3 Fator de Potência (FP=cos(φ)) Cargas Resistivas Em cargas puramente resistivas, este ângulo é zero, tendo Fator de Potência unitário (cos(0)=1). A figura 1.4 mostra as formas de onda de tensão (Va) e corrente (ia) e com o ângulo do fator de potência (φ) igual a zero. Tensão [V] Va ia ω.t Figura 1.4: Carga Resistiva, cos(φ)= Cargas Indutivas Em cargas indutivas, o fator de potência terá valor entre 0 e 1, e a corrente estará atrasada em relação a tensão. A figura 1.5 mostra as formas de onda de tensão (Va) e corrente (ia) e o ângulo do fator de potência (φ). Tensão [V] Va ia ω.t φ Figura 1.5: Carga Indutiva, Corrente Atrasada em Relação a Tensão
11 1.3 Fator de Potência (FP=cos(φ)) Cargas Capacitivas Em cargas capacitivas, o fator de potência terá valor entre 0 e 1, e a tensão estará atrasada em relação a corrente. A figura 1.6 mostra as formas de onda de tensão (Va) e corrente (ia) e o ângulo do fator de potência (φ). Tensão [V] Va ia ω.t φ Figura 1.6: Carga Capacitiva, Tensão Atrasada em Relação a Corrente Triângulo de Potências É provável que o nome Fator de Potência tenha se originado devido ao triângulo de potências. O triângulo de potências é formado pelas três potências básicas: Potência Ativa = P[W] = V i cos(φ) Potência Reativa = Q[VAr] = V i sen(φ) Potência Aparente = S[VA] = V i O Fator de Potência é o cosseno do ângulo entre a Potência Ativa e a Potência Aparente, conforme mostra a figura 1.7.
12 1.4 Sistema Estrela (Y) e Delta ( ) 5 Ângulo do Fator de Potência S[VA] Q[VAr] O P[W] Figura 1.7: Triângulo de Potências 1.4 Sistema Estrela (Y) e Delta ( ) A B C A B C A B C A B C Bobinas A B C Ligação Estrela ou Y Figura 1.8: Ligações: Estrela (Y) e Delta ( ) A B C Ligação Delta ou Triângulo Diferença entre Linha e Fase Tensão de Linha: tensão entre duas linhas; Tensão de Fase: é a tensão no enrolamento ou na impedância de cada ramo; Corrente de Linha: é a corrente na linha que sai do gerador, ou a corrente solicitada pela carga; Corrente de Fase: é a corrente no enrolamento ou na impedância de cada ramo A Ligação Delta ( ) A figura 1.9 mostra detalhes da ligação Delta ( ) em sequência de fase direta (ABC): Em ligações Delta ( ), devemos lembrar as propriedades mostradas na equação 1.2: V Linha = V Fase i Linha = 3 i Fase (1.2)
13 1.4 Sistema Estrela (Y) e Delta ( ) 6 A B C A B C C A Fase Fase Fase C A B B Linha Linha Linha ica C ibc ic A B iab ia VAB ib B VBC A VCA C A Ligação Estrela (Y) Figura 1.9: Ligação Delta ( ) A figura 1.10 mostra detalhes da ligação Estrela (Y) em sequência de fase direta (ABC): A B C A Linha A ia VAN VAB A Fase A B C Fase C A C N B Linha Fase B Linha C ic ib B VBN VBC VCN VCA N B C Figura 1.10: Ligação Estrela (Y) Em ligações Estrela (Y), devemos lembrar as propriedades mostradas na equação 1.3: De Onde Vem o 3? i Linha = i Fase V Linha = 3 V Fase (1.3) A figura 1.11 nos mostra passo a passo como provar a origem do 3 nas ligações trifásicas. Para provar, devemos considerar o sistema trifásico como sendo equilibrado, ou seja, todas as fases sendo iguais em magnitude (módulo), logo, V AN = V BN = V CN e V AB = V BC = V CA, lembrando que são iguais somente em módulo, mas não são iguais em sua totalidade, não se pode esquecer que estamos tratando de números complexos que possuem módulo e ângulo(ver equação 1.1 na página 2), e neste caso, os fasores possuem defasamento angular de 120 o uns dos outros. Consideremos a ligação estrela (Y) da figura 1.11, onde temos as tensões de fase: V AN, V BN, e V CN. Para mostrarmos graficamente onde se encontram as tensões de linha, basta desenharmos seus respectivos fasores: V AB, V BC, e V CA. Como estamos considerando um
14 1.4 Sistema Estrela (Y) e Delta ( ) 7 VCN C VAB VAB 2 2 cos(30 ) VAN VAN 3 2 VAN VAB VAB VAN 3 3 B VBN VAN A VAN 30 VAB/ 2 VBN VAN C 30 VAB 30 C 60 VBC VCN VCA VBC VCA B VBN VAB VAN A B VAB A Figura 1.11: De Onde Vem o Raiz de Tres? sistema equilibrado, os módulos das tensões são iguais formando um triângulo equilátero, onde seus lados são as tensões V AB, V BC, e V CA. Sabemos que os triângulos equiláteros possuem todos os ângulos internos iguais a 60 o. Se o sistema é equilibrado, os módulos de V AN e V BN também são iguais. Temos então um triângulo isósceles formado pelos fasores V AB, V AN e V BN. Sabemos que os triângulos isósceles possuem dois ângulos internos iguais. Como os módulos de V AN, V BN, e V CN são iguais, e o triângulo formado pelos módulos de V AB, V BC, e V CA é equilátero, podemos concluir que o neutro se encontra exatamente no centro do triângulo equilátero, sendo assim, os dois ângulos iguais do triângulo isósceles valem 60o 2, logo, 30o. Traçando uma perpendicular em relação a V AB, teremos um triângulo retângulo onde um dos lados é V AN, o outro é V AB 2 e o ângulo entre estes dois lados é de 30 o. Com este triângulo retângulo, podemos calcular a relação fundamental dos cossenos, provando assim a origem do 3 nos cálculos de sistemas trifásicos, como mostra a figura 1.11.
15 Capítulo 2 O ignorante trabalha com apego aos frutos do resultado do trabalho, por si próprio, e o sábio trabalha sem apego, pelo bem-estar do mundo. [Krishna] Dispositivos de Partida de Motores Há vários dispositivos para acionamento de partida de motores. Podemos partir motores diretamente ligando-os à fonte, o que gera grandes picos de corrente (4 a 10 vezes a corrente nominal), ou utilizando dispositivos para reduzir os picos de corrente de partida. Esta elevada corrente de partida pode reduzir a vida útil do motor, danificar máquinas e equipamentos, gerar distúrbios na rede elétrica, e contribuir para o mal funcionamento do sistema como um todo. Logo, é desejável que estes picos de corrente de partida sejam reduzidos ou eliminados. Para este fim estudaremos alguns dispositivos de redução ou eliminação de picos de corrente de partida de motores mais utilizados na indústria, tais como: Chave Compensadora; Soft-Starter; Inversores de Frequência; Chave Estrela-Triângulo; 2.1 Partida Direta 2.2 Partida com Chave Compensadora 2.3 Partida com Soft-Starter 2.4 Partida com Inversor de Frequência 2.5 Partida com Chave Estrela-Triângulo 8
16 Capítulo 3 Liberdade significa a capacidade de agir guiado pela alma, e não compelido por desejos e hábitos. Obedecer ao ego leva à escravidão; Obedecer à alma traz a libertação. [Paramahansa Yogananda] Introdução aos Comandos Elétricos de Potência Para simulações e estudo de Acionamentos, Comandos Elétricos e Proteção de Sistemas Elétricos de Potência, utilizaremos o software CADe SIMU c. 3.1 Simbologias Botões A figura 3.1 mostra a simbologia de um botão (chave) sem retenção, tipo Normalmente Aberta (NA) 1. A figura 3.2 mostra a simbologia de um botão (chave) sem retenção, tipo Normalmente Fechada (NF) 2. As chaves ou botões sem retenção, são dispositivos que só permanecem acionados mediante aplicação de uma força externa. Cessada a força, o dispositivo volta à situação anterior ON OFF 14 Figura 3.1: Botão Sem Retenção - NA 12 Figura 3.2: Botão Sem Retenção - NF A figura 3.3 mostra um desenho esquemático do funcionamento de um botão com contatos NA e NF sem retenção. 1 A simbologia NA para contatos Normalmente Abertos também pode ser encontrada como NO, do inglês Normal Open 2 A simbologia NF para contatos Normalmente Fechados também pode ser encontrada como NC, do inglês Normal Close 9
17 3.1 Simbologias 10 Ao precionar o botão, os contatos normalmente abertos (NA) se fecham, e os contatos normalmente fechados (NF) se abrem. Ao soltar o botão, a mola retorna o sistema ao seu estado inicial. NF NF NA NA Figura 3.3: Botão com contatos NA e NF, sem retenção Fusíveis (proteção contra curto-circuito) A figura 3.4 mostra a simbologia de três fusíveis F Figura 3.4: Fusíveis (3 fusíveis) Fusíveis são dispositivos de proteção contra curto-circuito. Os fusíveis atuam na presença de correntes com valores nominais muito maiores do que a corrente de projeto do equipamento. Os fusíveis são caracterizados por atuarem pela queima de um elo fusível, e cuja velocidade de ação é projetada de acordo com a velocidade de atuação desejada. Fusíveis rápidos são recomendados para proteção de circuitos eletrônicos. Fusíveis retardados são recomendados para proteção em partida de motores 3. 3 Deve-se lembrar que motores durante a partida direta, absorvem uma corrente de 4 a 10 vezes a corrente nominal até que os mesmos entrem em regime permanente.
18 3.1 Simbologias Contator A figura 3.5 mostra a simbologia dos contatos principais (de potência) de um contator trifásico. K 1L1 3L2 5L3 2T1 4T2 6T3 Figura 3.5: Contator K( L voltado para a rede e T voltado para a carga ) A nomenclatura dos contatos principais contém o L voltado para a rede e o T voltado para a carga. As figuras 3.6 e 3.7, mostram a simbologia dos contatos auxiliares de um contator. K K Figura 3.6: Contato NA do Contator K Figura 3.7: Contato NF do Contator K A nomenclatura dos contatos auxiliares se dá com o primeiro dígito sendo o dígito contador (1,2,3...,n), e o segundo dígito refere-se ao tipo de contato sendo os contatos normalmente fechados (NF) os valores de 1 e 2, e os contatos normalmente abertos (NA) os valores 3 e 4. A figura 3.8 mostra a simbologia da bobina do contator K, onde os contatos A1 e A2 são os polos da bobina. K A1 A2 Figura 3.8: Bobina do Contator K A figura 3.9 mostra um desenho esquemático do funcionamento de um contator com contatos NA e NF. Ao energizar os contatos A1 e A2 da bobina, a bobina é magnetizada atraindo uma peça onde os contatos normalmente abertos (NA) se fecham, e os contatos normalmente fechados (NF) se abrem.
19 3.1 Simbologias 12 Ao desenergizar os contatos A1 e A2 da bobina, a mola retorna o sistema ao seu estado inicial. A vantagem dos contatores estão na possibilidade de acionar grandes cargas à distância através de acionamento elétrico dos contatos da bobina. A1 A2 NF NA NF NA NA NA Figura 3.9: Contator com Contatos NA e NF Relé-Térmico (proteção contra sobrecargas) A figura 3.10 mostra a simbologia de um Relé Térmico. 1L1 3L2 5L3 RT 2T1 4T2 6T3 Figura 3.10: Relé Térmico As figuras 3.11 e 3.12 mostram a simbologia dos contatos NA e NF, respectivamente, de um Relé Térmico. Os Relés-Térmicos atuam na presença de sobrecargas. Através de um mecanismo de regulagem, o projetista pode ajustar a sobrecarga desejada para que o Relé-Térmico atue.
20 3.1 Simbologias RT RT 98 Figura 3.11: Comando NA do Relé Térmico 96 Figura 3.12: Comando NF do Relé Térmico Disjuntor Q Q Figura 3.13: Disjuntor Monofásico Figura 3.14: Disjuntor Trifásico Os disjuntores são dispositivos de manobra e proteção, e são montados em série com o circuito Disjuntores Termomagnéticos Possuem ação térmica e magnética, e protegem o patrimônio contra sobrecargas e curto-circuitos. Este tipo de disjuntor não protege as pessoas de choques elétricos fatais. Os disjuntores termomagnéticos possui um dispositivo térmico que atua em sobrecargas, e um dispositivo magnético de atua em curto-circuitos, além de possuir uma chave de manobra para rearme manual. Émontadoemsériecomcadaumadasfases, nãoéligadoaoneutronemaoaterramento Disjuntores DR Possuem ação de proteção contra fugas. Detectam fugas de até 30mA, nesse sentido, protegem a vida das pessoas contra choques fatais. Este tipo de disjuntor não protege os equipamentos, ou seja, não protege o patrimônio Dispositivo de Proteção Contra Surtos (DPS) Os dispositivos de proteção contra surtos(dps) foram desenvolvidos para a proteção de equipamentos e instalações contra surtos e sobretensões provenientes de descargas elétricas
21 3.2 Acionamentos e Comandos 14 diretas ou indiretas na rede elétrica, mais comumente causadas por raios e/ou manobras no sistema elétrico. Independentemente do tipo ou da origem, as descargas geram um aumento repentino na tensão da rede (os surtos), e sobretensões momentâneas que danificam equipamentos eletro-eletrônicos e a própria instalação, trazendo prejuízos. São ligados entre cada fase e terra, e fase e neutro. Na ocorrência de um surto, o mesmo é desviado para o terra. Os Dispositivos de Proteção contra Surtos também são conhecidos como Pára-Ráios Eletrônico. A figura 3.15 mostra o esquema de ligação do DPS no quadro de distribuição. A B C N DPS DPS DPS DPS T(PE) Figura 3.15: Ligação do Dispositivo de Proteção contra Surtos 3.2 Acionamentos e Comandos Acionamentos são ações de comando em que ordena-se o funcionamento de um equipamento através de botões, CLPs (Controlador Lógico Programável), computadores, ou dispositivos eletrônicos. É recomendado que os acionamentos elétricos realizados por botões sejam feitos com botões sem retenção, pra facilitar o desligamento total do sistema em caso de falhas. Melhores detalhes serão vistos em seguida Acionamento Simples Um acionamento simples de uma lâmpada é visto na figura Ao precionarmos o botão normalmente aberto(na), a lâmpada acende, quando soltarmos o dedo o botão retorna a sua posição inicial de NA.
22 3.2 Acionamentos e Comandos 15 A N ON Figura 3.16: Comando Simples Acionamento Através de um Contator Para acionar relés e contatores deve-se energizar suas bobinas, para que seus contatos normalmente abertos(na) se fecham e seus contatos normalmente fechados(nf) se abram. Um contator é utilizado quando se necessita de acionar grandes cargas à distância. É importante salientar que as correntes dos comandos são baixas, logo podemos acionar grandes potências através de potências pequenas nos botões dos acionadores. A figura 3.17 mostra o acionamento de um contator simples através de um botão NA sem retenção, de nome ON. Observe que quando pressionamos o botão ON a bobina do contator é energizada fechando o contato NA de mesmo nome da bobina (K), mas ao soltar o botão ON, o sistema se desenergiza pois o botão não possui retenção. A N ON 13 K 14 A1 A2 K Figura 3.17: Comando Simples com Contator e Botão NA sem retenção
23 3.2 Acionamentos e Comandos Contato de Selo Para resolver o problema da figura 3.17 para que quando pressionarmos o botão ON a bobina do contator K se energize e permaneça energizada mesmo quando soltarmos o botão, utilizamos o contato de selo mostrado na figura Veja que quando o botão ON for pressionado, energiza-se a bobina do contator K fechando os contatos K:13:14 e K:23:24. Logo, quando soltar o botão ON o sistema continua energizado pois acabamos de criar um caminho alternativo para a corrente através do contato K:23:24. A este caminho alternativo dá-se o nome de Contato de Selo. Para desligar o sistema, basta pressionar o botão OFF que abrimos o circuito, desenergizando a bobina do contator K, abrindo os contatos K:13:14 e K:23:24, retornando todo o sistema para a situação inicial. Alguém poderia perguntar o motivo pelo qual não se utilizar um botão com retenção no circuito da figura 3.18, ao invés de dois botões sem retenção. O motivo pelo qual não deve-se utilizar botões com retenção em comandos é que caso aconteça algum problema, o sitema não pode desligar e retornar às condições iniciais, necessitando de um operador desligar o botão com retenção para retornar às condições iniciais. Utilizando o contato de selo, para retornar às condições iniciais basta abrir o circuito para desenergizar a bobina do contator. A N 11 OFF 12 CONTATO DE SELO ON K K A1 K A2 Figura 3.18: Comando com Contator e Botão NA sem retenção, Botão NF sem retenção e Contato de Selo
24 3.2 Acionamentos e Comandos Contatos de Intertravamento Os contatos de intertravamento, mostrados na figura 3.19, são utilizados quando se necessita que um determinado equipamento funcione e garanta que o outro não irá funcionar concomitantemente, e vice versa. Quando um funcionar será garantido que o outro não funcionará, quando o outro funcionar será garantido que o um não funcionará. A N 11 OFF 12 ON K1 23 ON K K K K K Contatos de INTERTRAVAMENTO A1 A1 K1 K2 A2 A2 Figura 3.19: Contatos de Intertravamento
25 3.3 Partida Direta de Motor Trifásico Partida Direta de Motor Trifásico Fase A Fase B Fase C RT F L1 3L2 5L3 OFF K 12 2T1 4T2 6T L1 3L2 5L3 ON K RT T1 4T2 6T3 A1 A B C K A2 M 3F Figura 3.20: Comandos e Proteções de um Motor Trifásico em Partida Direta
26 Capítulo 4 Os que removem nossas aflições, dissipam nossas dúvidas e nos conferem a paz são verdadeiros professores. Eles realizam uma obra divina. [Swami Sri Yukteswar] Projeto de Fusíveis Fusíveis são dispositivos de proteção contra curto-circuito que caracterizam-se por possuir um elo que se funde na presença de corrente de curto-circuito em um determinado tempo projetado. Sabemos que projetar corretamente os fusíveis para a proteção de equipamentos, é de fundamental importância, e neste capítulo será visto que este projeto requer técnicas e detalhes a serem considerados, podendo uma mesma carga possuir projeto de fusíveis diferentes, dependendo da aplicação e dos dispositivos de partida. 4.1 Fusíveis Rápidos Fusíveis especiais para aplicação em equipamentos eletrônicos. Como o próprio nome diz, são rápidos na detecção da corrente de curto-circuito. Fusíveis rápidos não podem ser utilizados na proteção de motores e transformadores em partidas diretas, chave estrela-triângulo ou chaves compensadoras. A critério do projetista, estes fusíveis podem ser utilizados para proteção em partidas com soft-starter ou inversores de frequência. 4.2 Fusíveis Retardados Fusíveis retardados são fusíveis especiais para proteção de motores, transformadores, cargas indutivas e capacitivas. São lentos na detecção da corrente de curto-circuito, e isso é fundamental para o projeto de proteção das cargas citadas que possuem corrente de pico durante a partida. Essas correntes de pico são normais e perduram durante um intervalo curto de tempo, e o fusível sendo retardado, aceita essa corrente de curta duração atuando somente em correntes que ultrapassam o tempo de partida projetado. Fusíveis retardados não protegem equipamentos eletrônicos, uma vez que estes equipamentos trabalham com frequência alta queimando antes da queima do fusível retardado, logo para equipamentos eletrônicos deve-se utilizar fusíveis rápidos. Os fusíveis retardados mais utilizados na indústria são: 19
27 4.2 Fusíveis Retardados 20 Fusível retardado tipo Diazed; Fusível retardado tipo NH Fusíveis Retardados Tipo Diazed Fusíveis Retardados Tipo NH
28 4.3 Projeto de Fusíveis Retardados Projeto de Fusíveis Retardados Imagine uma situação prática em que você seja o(a) chefe de um determinado departamento de projetos e manutenção de uma importante indústria, onde uma nova máquina é adquirida com o propósito de aumentar a produção, e você será o responsável por projetar o quadro de distribuição com os condutores, acionamentos, comandos e proteções para esta nova máquina. Ao verificar a máquina você percebe que ela possui um motor trifásico de 4 polos, alto rendimento, de 3,0 cv de potência, e não possui dispositivo de suavização de partida, ou seja a partida é direta. Este motor é o responsável por todo funcionamento da máquina. Verificando o manual do fabricante da máquina, você encontra uma importante informação a respeito do tempo de partida da mesma: 8,0 segundos, que é o tempo que o motor gasta para sair da condição inicial (zero) até a potência nominal de funcionamento. Esse tempo é dependente da carga, que em nosso caso é a máquina. Em posse destas informações, qual será o fusível adequado para a proteção deste motor? Projetando: Para realizar este projeto, inicialmente você deverá verificar qual é o fabricante do motor, e através dos dados acima, buscar o manual do mesmo na internet. Inicialmente você verificou os seguintes dados do motor: Fabricante: WEG; Alto Rendimento; 4 polos; Potência: 3,0 cv; Tempo de partida: 8,0 s; Partida Direta; Para este projeto de fusível, deve-se procurar no catálogo do fabricante do motor (tabela 5.1 da página 27, [10]) os seguintes dados : Corrente Nominal: I n = 8,27A; Corrente com Rotor Bloqueado: I p /I n = 7,0;
29 4.3 Projeto de Fusíveis Retardados 22 Sabendo que I p é a corrente de partida do motor, e que todo motor em regime de partida direta possui pico de corrente nos instantes iniciais da partida, e que neste caso a relação entre a corrente de partida e a nominal é igual a 7,0, temos: Corrente de partida: I p I n = 7,0 I p = 7,0 I n I p = 7,0 8,27 I p = 57,89[A] (4.1) Logo, como nossa corrente de partida é 7,0 vezes maior que a corrente nominal, obtivemos uma corrente de partida de 57,89[A]. O próximo passo, decidir o tipo de fusível a ser utilizado, que em nosso caso escolheremos os fusíveis tipo NH. Devemos agora consultar as curvas da figura 5.1 da página 25 que são encontradas nos catálogos dos fabricantes de fusíveis [8]. As curvas de Corrente Eficaz em relação ao Tempo de Fusão, nos darão o valor do fusível adequado. Em posse da corrente de partida (I p = 57,89[A]) e do tempo de partida (t p = 8,0s), consultando as curvas da figura 5.1, [8], temos a figura 4.1: Logo, a curva nos mostra um ponto entre as curvas de 16A e 20A, conforme a figura 4.2, onde devemos escolher o maior, 20A. Após escolhido o fusível, devemos verificar se ele realmente é adequado. O fusível escolhido deve ser maior ou igual a corrente nominal acrescida de 20%, como mostra a equação 4.2: Verificando: I F 1,2 I n (4.2) I F 1,2 I n I F 1,2 8,27 I F 9,92[A] 20 9,92 (4.3) Verificamos que 20[A] é maior ou igual a 9,92[A]. O fusível adequado para proteção deste motor é: fusível retardado tipo NH de 20A Podemos concluir que o fusível de 20A consegue suportar o pico de partida do motor de 57,89A, durante o tempo de partida de 8,0 segundos.
30 4.3 Projeto de Fusíveis Retardados A 6A 10A 16A 20A 25A 35A 50A 63A 80A 100A 125A 160A 200A 224A 250A 300A 355A 315A 400A 425A 500A 630A Fusíveis NH (retirado do manual de fusíveis WEG) Tempo de Fusão Médio [s] ,1 0,01 0, Corrente (valor eficaz) [A] Figura 4.1: Curvas Tempo x Corrente de Fusíveis NH Escolher o maior 57,89 Figura 4.2: Escolher o maior
31 Capítulo 5 Onde estiver o seu tesouro, lá estará também o seu coração. [Jesus] Catálogos e Manuais Os catálogos citados nesta apostila são de propriedade do fabricante WEG Equipamentos Elétricos S/A. A autorização para utilização dos mesmos está transcrita abaixo: Prezado professor Elvio, (19 de Janeiro de 2012) Agradecemos seu contato com o canal Fale Conosco do site WEG. Quanto ao seu questionamento temos a lhe informar que poderá utilizar o material em suas aulas sem problemas, não esquecendo de sempre mencionar a fonte do mesmo. Aproveitamos a oportunidade para divulgar os cursos de nosso Centro de Treinamento de Clientes, conforme calendário disponível em nosso site www. weg. net (link Contato/Treinamentos). Nosso objetivo é contribuir para o desenvolvimento técnico dos participantes e promover o uso racional de energia elétrica por meio de treinamentos voltados às necessidades de especificação, dimensionamento e operação correta dos produtos e soluções por nós oferecidos. Visite e conheça mais sobre a WEG no Flickr! Acesse: www. flickr. com/ photos/ weg_ net A disposição para eventuais esclarecimentos, Atenciosamente, Ademir Roberto Krause CTC - Centro de Treinamento de Clientes Weg Equipamentos Elétricos S.A - Corporativo Fone (47) / Fax (47) Site: www. weg. net 24
32 5.1 Curvas de Fusíveis NH Curvas de Fusíveis NH A 6A 10A 16A 20A 25A 35A 50A 63A 80A 100A 125A 160A 200A 224A 250A 300A 355A 315A 400A 425A 500A 630A Fusíveis NH (retirado do manual de fusíveis WEG) Tempo de Fusão Médio [s] ,1 0,01 0, Corrente (valor eficaz) [A] Figura 5.1: Curvas Tempo x Corrente de Fusíveis NH
33 5.2 Curvas de Seletividade de Fusíveis Curvas de Seletividade de Fusíveis 2 1 I t (500V) (interrupção) 2 2 I t (380V) (interrupção) 2 3 I t (4ms) (fusão) (Retirado do Manual de Fusíveis WEG) I t [A s] Constante de Tempo = L / R [ms] 0, Corrente do Fusível [A] / Figura 5.2: Curvas de Seletividade de Fusíveis 5.3 Tabela de Motores Trifásicos WEG - 4 Polos - Alto Rendimento A tabela 5.1 mostra os dados de motores trifásicos de 4 polos e auto rendimento WEG.
34 Potência Carcaça rpm cv kw 0,16 0, ,25 0, ,33 0, ,5 0, ,75 0, , ,5 1, ,5 90S ,2 90L L ,7 100L ,5 112M ,5 5,5 112M ,5 132S ,5 132M ,5 9,2 132M M/L L M ,5 160L M M L S/M S/M S/M S/M S/M S/M S/M S/M S/M M/L M/L M/L M/L 1790 Corrente Nominal em 220V [A] Corrente com Rotor Bloqueado Ip/In 4 polos 60Hz - Alto Rendimento PLUS - Tabela de Motores WEG Conjugado Nominal Cn [kgfm] Conjugado com Rotor Bloqueado Cp/Cn Conjugado Máximo Cmáx/Cn 0,86 4,5 0,07 3,2 3,4 1,13 4,5 0,1 2,8 3 1,47 5,2 0,14 3 2,9 2,07 5 0,21 2,7 3 2,83 5,5 0, ,98 8 0,41 3,4 3 4,42 7 0,63 2,9 2,8 6,15 7,8 0,82 2,8 3 8,27 7 1,24 2,3 2,7 11,1 7,5 1,67 2,9 3,1 13,8 8 2, ,4 6,8 2,48 2,1 2, ,09 2,4 2,8 26,4 7,8 4,07 2,6 3,1 26,4 7,8 4,07 2,6 3,1 32 8,5 5,09 2,5 3 37,5 8,8 6,12 2,6 3,4 38,6 6 6,1 2,4 2,5 53,3 6,7 8,11 2,3 2,4 64,7 6,5 10,17 2,7 2,6 73,9 7 12,2 2,5 2,6 99,6 6,4 16,18 2,1 2, ,23 2,2 2, ,8 24,13 2,8 3, ,3 30,25 2,6 3, ,11 3 3, ,7 50,14 2,3 2, ,17 2,5 2, ,6 70,2 2, ,5 80,22 2, ,5 80,22 2, ,28 3 2, ,2 2, , ,2 2, , ,1 2, ,1 2,1 Rendimento % Fator de Potência cos % da potência nominal Fator de Serviço FS Momento de Inércia J [kgm²] Tempo Máximo com Rotor Bloqueado (a quente) ,41 0,51 0,6 1,15 0, ,5 0,47 0,57 0,63 1,15 0, , ,5 0,45 0,55 0,65 1,15 0, ,44 0,57 0,65 1,15 0, ,45 0,58 0,68 1,15 0, ,5 77, ,6 0,6 0,72 0,8 1,15 0, ,1 81,6 0,59 0,71 0,8 1,15 0, ,5 83,5 84,2 0,55 0,67 0,76 1,15 0, ,1 85,1 0,62 0,75 0,82 1,15 0, ,1 86,5 86,5 0,63 0,75 0,82 1,15 0, , ,63 0,75 0,8 1,15 0, ,63 0,74 0,81 1,15 0, , ,61 0,73 0,8 1,15 0, ,61 0,74 0,82 1,15 0, ,61 0,74 0,82 1,15 0, , ,65 0,77 0,83 1,15 0, ,5 91,5 91,7 0,67 0,78 0,84 1,15 0, ,5 91,1 0,69 0,78 0,82 1,15 0, ,7 92,2 92,4 0,65 0,76 0,8 1,15 0, ,6 92,6 0,65 0,75 0,81 1,15 0, , ,71 0,8 0,84 1,15 0, ,7 93,1 93,1 0,74 0,82 0,85 1,15 0, ,2 93,2 0,75 0,82 0,85 1,15 0, ,5 93,7 93,9 0,72 0,82 0,86 1,15 0, ,9 94,3 94,2 0,76 0,85 0,88 1,15 0, ,5 94,6 0,69 0,8 0,85 1,15 1, , ,72 0,81 0,85 1,15 1, ,5 94,8 95,2 0,75 0,83 0,86 1,15 2, ,8 95,1 95,3 0,75 0,84 0,87 1,15 2, ,2 95,5 95,5 0,76 0,84 0,87 1,15 2, ,2 95,5 95,5 0,76 0,84 0,87 1,15 2, ,2 95,5 95,5 0,73 0,82 0,86 1,15 3, ,2 95,8 96 0,79 0,85 0,87 1,15 6, , ,76 0,84 0,87 1,15 6, ,8 96,2 96,2 0,81 0,86 0,88 1,15 8, ,8 96,1 96,1 0,77 0,85 0,88 1,15 9, [s] Nível Médio de Pressão Sonora db [A] Peso Aprox. [kg] Tabela 5.1: Tabela de Motores Trifásicos WEG - 4 Polos - Alto Rendimento M/L* , ,1 2, ,4 96,4 0,78 0,85 0,88 1,15 10,
35 Contatores Modulares CWM - Tripolares/Tetrapolares Bobinas em Corrente Alternada (CA): 50/60Hz ou 60Hz 2) Bobinas em Corrente Contínua (CC) 2) CWM9 CWM12 CWM18 CWM25 CWM32 CA: -10/-01/-11/-22 CC: -10/-01/-11/-22 (4 pólos): 2P/2R= P= CA: -10/-01/-11/-22 CC: -10/-01/-11/-22 (4 pólos): 2P/2R= P= CA: -10/-01/-11/-22 CC: -10/-01/-11/-22 (4 pólos): 2P/2R= P= CA: -10/-01/-11/-22 CC: -10/-01/-11/-22 CA: -00/-10/-01/-11/-22 CC: -00/-10/-01/-11/-22 AC-3 Serviço normal de manobras de motores com rotor gaiola com desligamento em regime AC-4 Manobras pesadas. Acionar motores com carga plena; comando intermitente, reversão a plena marcha e AC-1 Manobras de cargas resistivas puras ou pouco indutivas Ie máx. (Ue 440V) (A) Potência 60Hz 220V cv ,7 12,5 380V cv 5,4 7, , V cv 6 8,7 12,5 16,8 20 Ie máx. (Ue 690V) (A) Potência 60Hz 220V cv 1, V cv , V cv ,5 12,5 Carga resistiva Ie = I th (A) Potência 60Hz 220V cv 9,5 9, ,5 380V cv 16,5 16, ,5 39,5 440V cv ,5 Nº de pólos 6) 3 pólos 4 pólos 3 pólos 4 pólos 3 pólos 4 pólos 3 pólos 3 pólos Fusível máximo (gl/gg) 1) A Cons. Bobina (CA em 60Hz) Ligar / Ligada VA 45/6 45/6 45/6 45/6 88/9 Peso CA/CC kg 0,295/0,51 0,295/0,51 0,295/ - 0,295/0,51 0,295/ - 0,295/0,51 0,52/0,62 Dimensões Largura mm Altura mm Profundidade CA/CC mm 85/115 85/115 85/ - 85/115 85/ - 85/115 98/120 Acessórios BCXMF10 (1NA) BCXMF01 (1NF) BCXMFA10 (1NA) BCXMFR01 (1NF) BCXML11 (1NA + 1NF) BCXML20 (2NA) BCXMRL11 (1NA + 1NF) 3) BCXMRL20 (2NA) 3) BLIM9-105 Para CWM 9 a 105 Contatos Auxiliares 5) Bloco Antiparasita (Supressores de surto) Integrado -10/-01 - Mont.Frontal (+29mm) BCXMF10, BCXMF01, BCXMFA10, BCXMFR01 Mont.Lateral (+12,4mm) BCXML11, BCXML20, BCXMRL11, BCXMRL20 RC (50/60Hz) A1/A2 BAMRC4 D53 (24-48Vca), BAMRC5 D55 (50-127Vca), BAMRC6 D63 ( Vca) Diodo A1/A2 BAMDI10 C33 (12-600Vcc) - 4) Varistor (50/60Hz) A1/A2 BAMV1 D68 ( Vca), BAMV2 D73 ( Vca) Intertravamento Mecânico Mont.Lateral BLIM9-105 Jogos de Contatos Principais (reposição) JC CWM9-3P 7) JC CWM12-3P 7) JC CWM18-3P 7) JC CWM25-3P JC CWM32-3P Bobinas (reposição) Corrente Alternada (CA) BCA4-25*** 2) BCA4-40*** 2) Corrente Contínua (CC) BCC-25*** 2) BECC-40*** 2) Notas: 1) Coordenação Tipo 2. 2) Código de tensões usuais: CA(60Hz): V15=110V; V26=220V; V41=380V; V42=440V. CC(CWM9-25): C03=24V; C12=110V; C15=220V. CC(CWM32-105): C34=24-28V; C37=42-50V; C40= V; C44= V. Exemplos de codificação dos produtos: - Contator Tripolar de 18A, tensão de comando 220Vca/60Hz e 2 contatos auxiliares = CWM V26 - Contator Tetrapolar de 12A, 4 pólos, tensão de comando 380Vca/60Hz = CWM V41 3) Para combinações de mais de dois blocos de contatos laterais. 4) Para CWM em CC o supressor de sobretensão está incluso internamente no contator. 2 Contatores e Relés de Sobrecarga
36 CWM40 CWM50 CWM65 CWM80 CWM95 CWM105 CA: -00/-11/-22 CC: -00/-11/-22 CA: -00/-11/-22 CC: -00/-11/-22 CA: -00/-11/-22 CC: -00/-11/-22 CA: -00/-11/-22 CC: -00/-11/-22 CA: -00/-11/-22 CC: -00/-11/-22 CA: -00/-11/-22 CC: -00/-11/ , , , , , , ,5 72, ,5 68, ,5 106,5 3 pólos 3 pólos 3 pólos 3 pólos 3 pólos 3 pólos /9 191/15,5 191/15,5 191/15,5 191/15,5 191/15,5 0,540/0,64 1,105/1,205 1,120/1,320 1,130/1,230 1,450/1,550 1,470/1, ,5 117,5 117,5 117,5 117,5 98/ / - 116/ - 116/ - 126/ - 126/ - BAMRC4 D53 (24-48Vca) BAMRC5 D55 (50-127Vca) BAMRC6 D63 ( Vca) BAMRC7 D53 (24-48Vca) BAMRC8 D55 (50-127Vca) BAMRC9 D63 ( Vca) BAMDI10 C33 (12-600Vcc) 4) BAMV1 D68 ( Vca) BAMV2 D73 ( Vca) Para CWM Para CWM Para CWM Para CWM BAMRC4 D53 (24-48Vca), BAMRC5 D55 (50-127Vca), BAMRC6 D63 ( Vca) - BCXMF10, BCXMF01, BCXMFA10, BCXMFR01 BCXML11, BCXML20, BCXMRL11, BCXMRL20 BAMRC7 D53 (24-48Vca), BAMRC8 D55 (50-127Vca), BAMRC9 D63 ( Vca) - 4) BAMV1 D68 ( Vca), BAMV2 D73 ( Vca) BLIM9-105 JC CWM40-3P JC CWM50-3P JC CWM65-3P JC CWM80 JC CWM95-3P JC CWM105-3P BCA4-40*** 2) BCA-105*** 2) BECC-40*** 2) BECC-105*** 2) 5) Número máximo de contatos auxiliares que podem ser acrescentados ao contator: 4 contatos nos contatores CWM 9 a 25 / CAWM 4, 6 contatos nos contatores CWM 32 a 40 e 8 contatos nos contatores CWM 50 a ) 3 pólos: contator com 3 pólos principais; 4 pólos: contator com 4 pólos principais: 4P (4 contatos principais NA), 2P/2R ( 2 contatos principais NA + 2 contatos principais NF). 7) Para contatores tetrapolares deve-se substituir a descrição 3P por 2P/2R ou 4P. Contatores e Relés de Sobrecarga 3
37 Contatores + Relé de Sobrecarga Contatores CWM CWM9 CWM12 CWM18 CWM25 CWM32 Ie máx. AC-3 (A) Relés de Sobrecarga RW Sensibilidade contra falta de fase; Compensação de temperatura; Classe de disparo 10; Tecla multifunção programável: RW27 / 67 / 117 A: Somente rearme automático. AUTO: Rearme automático, desliga mento pelo botão e função teste. HAND: Rearme manual, desligamento pelo botão e função teste. H: Somente rearme manual. RW27-1D Montagem direta ao contator Montagem em trilho com adaptador BF27D Versões: Tripolar: RW27-1D3 Bipolar: RW27-1D2 Código Faixas de Ajuste (A) Fusível. máx. (gl/gg) 1) RW27-1D3-D004 0,28...0,4 2 RW27-1D3-C063 0,4...0,63 2 RW27-1D3-D008 0,56...0,8 2 RW27-1D3-D012 0,8...1,2 4 RW27-1D3-D018 1,2...1,8 6 Código Faixas de Ajuste (A) Fusível. máx. (gl/gg) 1) RW27-1D3-D028 1,8...2,8 6 RW27-1D3-U004 2, RW27-1D3-D ,3 16 RW27-1D3-U008 5, RW27-1D3-U Código Faixas de Ajuste (A) Fusível. máx. (gl/gg) 1) RW27-1D3-D ,5 25 RW27-1D3-U RW27-1D3-U RW27-1D3-U RW27-1D3-U Dimensões Largura mm 45 Altura mm 79,5 Profundidade mm 92 Peso kg 0,147 Acessórios Base de Fixação Individual: BF27D Notas: 1) Coordenação Tipo 2. 8 Contatores e Relés de Sobrecarga
38 CWM40 CWM50 CWM65 CWM80 CWM95 CWM Montagem direta ao contator Montagem em trilho com adaptador BF67D Versões: Tripolar: RW67-1D3, RW67-2D3 Bipolar: RW67-1D2, RW67-2D2 Modelo Montagem c/ contatores RW67-1D* CWM32...CWM40 RW67-2D* CWM50...CWM80 RW67-1D e RW67-2D Montagem direta ao contator Montagem em trilho com adaptador BF117D Versão Tripolar: RW117-2D3 RW117-1D Código Faixas de Ajuste (A) Fusível. máx. (gl/gg) 1) Modelo aplicável RW67-1D3-U RW67-1D RW67-1D3-U RW67-1D RW67-2D3-U RW67-2D Código Faixas de Ajuste (A) Fusível. máx. (gl/gg) 1) Modelo aplicável RW67-2D3-U RW67-2D RW67-2D3-U RW67-2D RW67-2D3-U RW67-2D Código Faixas de Ajuste (A) Fusível. máx. (gl/gg) 1) RW117-1D3-U RW117-1D3-U RW117-1D3-U , ,5 0,310 0,520 Base de Fixação Individual: BF67-1D BF67-2D Base de Fixação Individual: BF117D Contatores e Relés de Sobrecarga 9
39 5.4 Relés Temporizadores Relés Temporizadores
40 Referências Bibliográficas [1] András Fehér, Z. P. Definitions and measurement of power factor. 8th International Symposium of Hungarian Researchers on Computational Intelligence and Informatics, [2] Franchi, C. M. Acionamentos Elétricos. Editora Erica, [3] Kerchner, R. M. & Corcoran, G. F. Circuitos de Corrente Alternada. Editora Globo, [4] Nascimento. Comandos Elétricos - Teoria e Atividades. Editora Erica, [5] Papenkort. Esquemas Elétricos de Comandos e Proteção. Editora EPU, [6] WEG. Catálogo AFW11-AFW11C - Acionamento com Inversor de Frequência. [7] WEG. Catálogo de Automação - Contatores e Relés de Sobrecarga. [8] WEG. Catálogo de Automação - Fusíveis D e NH. [9] WEG. Catálogo de Automação - Relés Temporizadores. [10] WEG. Catálogo de Motores Elétricos - Motores Elétricos de Baixa Potência. [11] WEG. Catálogo de Soft-Starter. [12] WEG. DT-3 - Características e especificações de motores de corrente contínua conversores CA/CC. [13] WEG. Guia de Seleção de Partida Direta. 33
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