TERMOGRAFIA DIGITAL SUPERFICIAL AÉREA
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- Ricardo Almeida Costa
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1 TERMOGRAFIA DIGITAL SUPERFICIAL AÉREA EXPERIÊNCIA NA SUBESTAÇÃO ISOLADA A GÁS SF6 DA ITAIPU BINACIONAL Adrian Osorio Paredes [email protected] Eleceu Barz [email protected]
2 ITAIPU BINACIONAL
3 Itaipu Binacional GIS
4
5
6 SUBESTAÇÃO ISOLADA A GÁS SF 6 (GIS) Setor 50 Hz
7 SUBESTAÇÃO ISOLADA A GÁS SF 6 (GIS) Setor 60 Hz
8 SUBESTAÇÃO ISOLADA A GÁS SF 6 - Características Dividida em duas subestações (50 e 60 Hz) Barra dupla e seccionada Utiliza o sistema de 1 ½ disjuntor 54 disjuntores 500 kv - In 4000 A Icc 63 ka 128 seccionadoras 174 chaves de aterramento 414 Transformadores de corrente 24 Transformadores de potencial 7500 m de barramentos 110 toneladas de gás SF6
9 SUBESTAÇÃO ISOLADA A GÁS SF 6
10 CAUSAS DE FALHAS NA GIS Isoladores Sujeira Bolhas Gás Umidade no gás Gás contaminado Partículas metálicas Contatos Defeito nos dedos de contato Blindagens soltas ou desalinhadas Vibração
11 TÉCNICAS DE PREVENÇÃO DE FALHAS UTILIZADAS NA GIS Detecção de descargas parciais Método acústico Método químico Método elétrico UHF (DMS) Técnicas complementares Radiografia Termografia
12 DIFICULDADES PARA A REALIZAÇÃO DE TERMOGRAFIA NA GIS A fonte de calor está localizada dentro do compartimento e a termografia é feita na superfície do equipamento; O SF6 é isolante térmico; A carcaça do compartimento é de alumínio, bom dissipador de calor; A câmera termográfica precisa ter boa sensibilidade.
13 UTILIZAÇÃO DA TERMOGRAFIA NA GIS A termografia sempre teve utilização limitada em Subestações Isoladas a Gás SF6 pelo fato de se medir apenas a temperatura superficial dos equipamento e não da parte ativa. Estava restrita a algumas situações específicas: Conexões de aterramentos; Pontos quentes em carcaças de TC s
14 FALHAS OCORRIDAS NA GIS POR PONTOS QUENTES Flahsover nos barramentos de saída de linhas 4 eventos
15 FALHAS OCORRIDAS NA GIS POR PONTOS QUENTES
16 FALHAS OCORRIDAS NA GIS POR PONTOS QUENTES
17 FATOS RELEVANTES Surgimento no mercado de uma nova geração de câmeras termográficas: Maior sensibilidade Fácil manuseio Artigo da Israel Eletric Company (IEC) sobre ensaios realizados em suas instalações afirmando ser possível detectar pontos quentes em condutores de GIS
18 PARÂMETROS ESTABELECIDOS PARA O ENSAIO Medições de temperatura interna de uma fonte de calor conhecida e controlada, sob pressão de SF6 utilizando sensores RTD e para medições externas do invólucro e ambiente utilizando termopares; Medições termográficas da superfície do compartimento pressurizado com gás SF6 sob ensaio (Flir T400) para comparação; Simulações de várias potências utilizando um VARIAC com tempo de espera para estabilizações de temperaturas para posteriormente realizar as medições termográficas; Com base nos resultados obtidos, estabelecer recomendações a respeito dos níveis de criticidade a serem considerados para diferenciais de temperatura objetivando evitar futuros defeitos/falhas.
19 PREPARAÇÃO PARA O ENSAIO
20 Ensaio 1 Trecho horizontal sem condutor T1 RTD na superfície superior T2 RTD sobre a resistência T3 RTD na superfície inferior T4 Termopar - Temp. ambiente Obs: Pressão de ensaio = 300 Kpa
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22 Ensaio 1 Imagens termográficas P = 0 W T1 = 20,8 C T2 = 20,2 C TC = 20,9 C P = 59 W T1 = 21,2 C T2 = 53,4 C TC = 22,0 C P = 131 W T1 = 22,7 C T2 = 83,2 C TC = 23,5 C P = 233 W T1 = 24,5 C T2 = 116,3 C TC = 25,6 C
23 Ensaio 2 Trecho horizontal com condutor T1 Sobre a resistência T2 No condutor a 50 cm T3 Superfície superior T4 Superfície sup. 50 cm T5 Temp. ambiente Obs: Pressão de ensaio = 500 Kpa
24 Ensaio 2 Trecho horizontal com condutor
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26 Ensaio 2 Imagens termográficas P = 0 W T1 = 22,2 C T3 = 21,4 C TC = 22,5 C P = 202 W T1 = 44,2 C T3 = 23,2 C TC = 24,2 C P = 624 W T1 = 78,4 C T3 = 28,3 C TC = 29,2 C P = 1025 W T1 = 106,2 C T3 = 31,6 C TC = 33,5 C
27 Ensaio 3 Trecho Vertical com Condutor T1 Sobre a resistência T2 No condutor a 50 cm T3 Superfície superior T4 Superfície sup. 1 m T5 Superfície sup. 2 m T6 Superfície sup. 3 m T7 Temp. ambiente Obs: Pressão de ensaio = 500 Kpa
28 Ensaio 3 Trecho Vertical com Condutor
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30 Ensaio 3 Imagens Termográficas P = 0 W T1 = 22,2 C T3 = 21,4 C T4 = 21,9 C T5 = 21,4 C T6 = 21,4 C TC = 22,5 C P = 206 W T1 = 41,1 C T3 = 23,3 C T4 = 23,3 C T5 = 23,5 C T6 = 24,0 C TC = 24,6 C P = 627 W T1 = 71,6 C T3 = 28,5 C T4 = 29,3 C T5 = 29,8 C T6 = 30,0 C TC = 31,7 C P = 1033 W T1 = 97,5 C T3 = 33,6 C T4 = 34,7 C T5 = 34,0 C T6 = 36,8 C TC = 37,2 C
31 CONCLUSÕES Os resultados obtidos nos ensaios são coerentes com o estudo da empresa israelense (IEC Israel Electric Company) e servirão de base para a realização de manutenção preditiva na GIS, de acordo com os Níveis de Criticidade estabelecidos; As medidas termográficas são confiáveis, com valores muito próximos das obtidas com RTD s, desde que os ajustes de emissividade dos materiais estejam corretamente configurados na câmera; O calor tende a se concentrar na parte superior do compartimento; A temperatura ambiente afeta a temperatura da superfície do compartimento. Da mesma forma o t varia também, mas em menor intensidade, fator que deve ser levado em consideração na análise dos resultados obtidos na termografia;
32 CONCLUSÕES É fundamental registrar a corrente no barramento durante a medição, pois tem influência direta no valor da temperatura da superfície; Com base no valor de 11 µω/m, consideramos aceitável uma potência dissipada máxima de 100 W para trechos novos e 200 W para trechos com certa idade operacional; Deve-se levar em consideração que a potência dissipada em calor é elevada pelo quadrado da corrente (P = R * I 2 ). Isso significa que um determinado equipamento pode estar num nível aceitável para um valor de corrente, mas atingir um nível crítico com o aumento desta corrente.
33
34 RESULTADOS PRÁTICOS Criação de uma Planilha de Inspeção e Controle (PIC) que estabelece uma periodicidade de três meses para medições termográficas na GIS, obedecendo os seguintes critérios: A varredura da subestação deverá ser realizada na parte superior dos barramentos, utilizando a ponte rolante; A PIC deve estabelecer os ajustes corretos da câmera termográfica, bem como a posição do operador ao registrar as imagens, objetivando a padronização;
35 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AVITAL Doron; BRANDENBURSKY Vladimir; FARBER Alexander. Hunting For Hot Spot In Gas-Insulated Switchgear. Transmission & Distribution World, Israel, p , May 2005; Informe Técnico , Ensaio de Referência para Medições de Temperatura Utilizando Termografia na Mini GIS. Código Itaipu E, 2010.
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