Manual de Gestão de Risco
|
|
|
- Ester Corte-Real Ximenes
- 8 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 Manual de Gestão de Risco Versão junho/2017 Introdução A área de Risco e Compliance da Rio Performance Gestão de Recursos LTDA. ( Sociedade ) é a responsável pelo controle da exposição dos fundos de investimento sob gestão aos fatores de risco inerentes às posições realizadas. São efetuados diversos tipos de análises, onde são considerados: exposição aos mercados, análise de perdas potenciais corriqueiras e advindas de descontinuidades de cenários macroeconômicos. O objetivo deste manual é descrever as metodologias e parâmetros utilizados pela área de Risco e Compliance da Sociedade para análise e monitoramento dos riscos de todos os fundos geridos, os quais devem ser observados pela equipe de gestão da Sociedade. O controle em relação aos parâmetros aqui estabelecidos, bem como da qualidade e fiel cumprimento dos mesmos, a execução e monitoramento é de responsabilidade do Diretor de Risco, Compliance e PLD da Sociedade. A área de Risco e Compliance da Sociedade possui total autonomia para enquadrar os fundos dentro dos limites estabelecidos, se necessário. No caso de posições que ultrapassem os limites o Diretor de Risco, Compliance e PLD notifica verbalmente o gestor da estratégia em questão, que é obrigado a enquadrar o fundo/estratégia imediatamente (no caso de desenquadramento passivo com opções, devido a oscilações do ativo-objeto, em até 3 dias). O Diretor de Risco, Compliance e PLD também possui cadastro como emitente de ordem em todas as corretoras com as quais a Sociedade opera, garantindo assim a autoridade e autonomia operacional necessária para o enquadramento dos fundos em casos excepcionais. Diariamente o relatório de risco elaborado sob a coordenação e responsabilidade do Diretor de Risco, Compliance e PLD é enviado aos gestores e a Diretoria. Além disso, os limites dos fundos Arbitragem e Absoluto são monitorados quatro vezes a cada dia (10 minutos após a abertura dos mercados, 13hs, 16:30hs e fechamento). É utilizado o sistema de risco da Cyrnel International para risco de mercado. Para os demais acompanhamentos, são utilizados controles/processos desenvolvidos internamente. Esta política é revista semestralmente, ou diante de alterações relevantes de mercado que o Diretor de Risco, Compliance e PLD entenda ensejarem sua revisão.
2 1. Risco de Mercado VaR Value at Risk Como metodologia de cálculo do Value at Risk diário dos fundos sob gestão, a área de Risco e Compliance vale-se do VaR por Simulação de Monte Carlo (95% de nível de confiança). Stress Test O cenário de stress utilizado considera movimentos de descontinuidade nos ativos pertencentes às estratégias do fundo. Porém, cada estratégia possui o seu stress test específico, calculado pela metodologia melhor adaptada às suas características operacionais. Desta forma, o stress test consolidado do fundo é o somatório do stress test individual de cada estratégia, desconsiderando a correlação entre as mesmas. Cenário de Stress* para os fatores de risco tradicionais (aplicável aos fundos Rio Arbitragem FIM e Rio Absoluto FIM): * Os demais fundos, dentre eles o Rio Macro FIM, utilizam os Cenários BMF, que são parâmetros de choque divulgados diariamente pelo Comitê Técnico de Risco de Mercado da BM&FBOVESPA. Metodologia de Cálculo do Stress Test por Estratégia: Ações: perda ajustada pelo Beta, dado o choque no Ibovespa Pair Trading: 5X a pior perda da carteira atual em janela de 2 anos; Opções: Choque de 10% (nominal) na volatilidade do ativo objeto das opções utilizadas (sempre contra a posição do fundo). Stop Loss Os fundos Rio Arbitragem FIM e Rio Absoluto FIM possuem cota crítica em janelas móveis de 21 dias úteis, além do carregamento do caixa no período. Confronta-se o stress test corrente com a perda máxima admitida pelo stop loss.
3 Limites de VaR, Stress Test e Stop Loss Sem prejuízo, o risco de preço é monitorado constantemente por meio do acompanhamento do cenário micro e macroeconômico, bem como das atividades da companhia-alvo. 2. Risco de Crédito e Contraparte Os fundos sob gestão da Sociedade podem, apenas eventualmente, assumir risco de crédito privado de forma indireta, através de aplicações nos fundos de caixa do administrador. Quanto ao risco de contraparte, as operações realizadas pelos fundos geridos pela Sociedade são registradas em bolsa ou câmaras de compensação, mitigando este risco. 3. Risco de Liquidez (aplicável aos fundos Rio Arbitragem FIM e Rio Absoluto FIM) Controle de liquidez das posições short em ações nas estratégias de valor relativo: i. Só é permitido short de ações que tenham volume médio diário de no mínimo R$ 2MM em janela de 3 meses; ii. Só é permitido short de ações que tenham tido negócios em, no mínimo, 80% dos pregões nos últimos 3 meses. iii. Só é permitido o aluguel de ações com taxas abaixo do CDI Cetip. No caso do CDI Cetip se situar abaixo de 6% a.a., será utilizado o valor de 6% a.a como limite. O Manual de Risco de Liquidez da Sociedade discorre com detalhes sobre os critérios e procedimentos quanto ao tema. 4. Limites de Concentração 4.1 Limite de Exposição por Estratégia:
4
5 4.2 Limite de Concentração por Ativo/Operação:
6 5. Risco Operacional A área de Risco e Compliance da Rio Gestão tem como uma de suas funções identificar, avaliar, monitorar, controlar e mitigar os riscos operacionais associados às atividades da empresa. Para tanto, são adotados manuais internos visando a orientação da conduta dos colaboradores no desempenho das respectivas funções, cujas diretrizes são ratificadas por meio de treinamento da equipe. O objetivo é mitigar erros operacionais e garantir o cumprimento adequado dos processos no caso de ausência de algum colaborador. 6. Manutenção de Arquivos Todos os documentos utilizados ou gerados para fins de observância da presente Política são arquivados, em meio eletrônico ou físico, pelo prazo mínimo de 5 (cinco) anos, cabendo à área de Risco e Compliance o monitoramento do correto arquivamento pelos demais membros da equipe.
POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCO
POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCO Junho/2016 Esta Política de Gestão de Risco foi elaborada de acordo com as políticas internas da GESTORA GESTÃO DE RECURSOS LTDA., inclusive o Código de Ética e o Manual de
POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCO
POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCO Junho/2016 Esta Política de Gestão de Risco foi elaborada de acordo com as políticas internas da EXPLORA INVESTIMENTOS GESTÃO DE RECURSOS LTDA., inclusive o Código de Ética
POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS ESTÁTER ASSESSORIA FINANCEIRA LTDA. JUNHO/2016
POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS da ESTÁTER ASSESSORIA FINANCEIRA LTDA. JUNHO/2016 ÍNDICE 1. Introdução... 3 2. Estrutura Operacional... 4 3. Gerenciamento de Riscos... 5 4. Metodologia... 8 2 1. Introdução
MANUAL DE RISCO OPERACIONAL TERRA NOVA GESTÃO E ADMINISTRAÇÃO DE NEGOCIOS LTDA.
MANUAL DE RISCO OPERACIONAL TERRA NOVA GESTÃO E ADMINISTRAÇÃO DE NEGOCIOS LTDA. 1 Sumário Introdução...3 Definições...3 Gerenciamento de Risco...3 Apoio ao Gerenciamento...4 Escopo de Atuação de Risco...4
Segue abaixo a estrutura organizacional da área de Risco da empresa:
Política de Gestão de Risco 1. Objetivo Este documento tem por objetivo definir as estratégias e políticas para a mensuração e monitoramento dos riscos inerentes a cada uma das carteiras de valores mobiliários
POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS
POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS Junho/2016 Sócios / Administração 1 / 7 Índice 1. Objetivo... 3 2. Estrutura... 3 a. Comitê de Risco... 3 3. Risco de Preço... 4 4. Risco de Liquidez e Concentração... 4 5.
MANUAL DE GESTÃO DE RISCOS DA AVANTGARDE CAPITAL GESTÃO DE RECURSOS LTDA. INÍCIO DE VIGÊNCIA: 17 DE ABRIL DE 2018.
MANUAL DE GESTÃO DE RISCOS DA AVANTGARDE CAPITAL GESTÃO DE RECURSOS LTDA. INÍCIO DE VIGÊNCIA: 17 DE ABRIL DE 2018. 1. Metodologia de gerenciamento de risco O gerenciamento de riscos dos fundos geridos
POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS KAPITALO INVESTIMENTOS LTDA.
POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS KAPITALO INVESTIMENTOS LTDA. Novembro de 2016 Sumário POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS... 3 1.1. Introdução... 3 1.2. Objetivo... 3 1.3. Metodologia de Gerenciamento de Risco...
MANUAL DE RISCOS DE MERCADO Modal Administradora de Recursos Ltda. MAR & Modal Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Modal DTVM
MANUAL DE RISCOS DE MERCADO Modal Administradora de Recursos Ltda. MAR & Modal Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Modal DTVM Última atualização: Janeiro / 2019 ÍNDICE I. OBJETIVO 3 II. DIRETRIZES
Política de Gestão de Riscos. Novembro/2016
DOC. 3 Política de Gestão de Riscos Novembro/2016 Sumário Introdução... 3 Organograma... 3 Risco Operacional... 4 Gestão de Risco das Carteiras... 4 I. Price Risk (Risco de Preço)... 5 II. Credit Risk
Manual de Gestão de Riscos
Manual de Gestão de Riscos Porto Alegre, 31 de agosto de 2018 1 Introdução O Manual de Gestão de Riscos elaborado pela AGM BRASIL Investimentos busca estabelecer as políticas e normas que norteiam a gestão
Manual de Gerenciamento de Riscos
Manual de Gerenciamento de Riscos 3 de junho de 2016 1. OBJETIVO Este manual tem por objetivo definir as diretrizes do gerenciamento de riscos aplicadas aos fundos de ações geridos pela SMARTQUANT, estabelecendo
CdR HOLLANDER CONSULTORIA E GESTÃO CONSULTORIA LTDA. POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS
CdR HOLLANDER CONSULTORIA E GESTÃO CONSULTORIA LTDA. POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS Setembro/2017 POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS SUMÁRIO 1. OBJETIVO...3 2. ABRANGÊNCIA E ESTRUTURA...4 3. RISCO DE PREÇO...4
POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS LANX CAPITAL INVESTIMENTOS LTDA. Janeiro/2018
POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS DA LANX CAPITAL INVESTIMENTOS LTDA. Janeiro/2018 1. OBJETIVO Esta política foi desenvolvida com o objetivo de estabelecer controles e procedimentos para o monitoramento e gerenciamento
POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS CONVEST CONSULTORIA DE INVESTIMENTOS LTDA.
POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS CONVEST CONSULTORIA DE INVESTIMENTOS LTDA. - 1 - Sumário 1. Introdução... 3 2. Risco de Crédito... 4 3. Risco de Mercado... 4 4. Risco Operacional... 5 5. Risco de Liquidez...
Turim 21 Investimentos Ltda.
Turim 21 Investimentos Ltda. 1 de 8 SUMÁRIO I. a. Aplicação e Objeto b. Princípios Gerais c. Risco de Liquidez d. Risco de Mercado e. Risco de Crédito/Contraparte f. Risco Operacional g. Risco de Concentração
EXPLORITAS ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA LTDA MANUAL DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE MERCADO
EXPLORITAS ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA LTDA MANUAL DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE MERCADO Janeiro 2013 Revisões Revisão Data Alteração Responsáveis 00 01/15/2013 Criação do Documento Gustavo P Gato 2 Índice
POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS TERCON INVESTIMENTOS LTDA.
POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS TERCON INVESTIMENTOS LTDA. AGOSTO 2016 Mensagem dos sócios aos clientes/investidores Nosso modelo proporciona a melhor relação custo/benefício, permite a operação com baixo
POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS E CONTROLES INTERNOS - ORIGINAL ASSET MANAGEMENT
POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS E CONTROLES INTERNOS - ORIGINAL ASSET MANAGEMENT Índice A) OBJETIVOS 3 B) APROVAÇÃO 3 C) ABRANGÊNCIA 3 D) DISPOSIÇÕES GERAIS 3 1. DEFINIÇÕES 3 2. ESTRUTURA DE CONTROLE E DIRETRIZES
MANUAL DE GESTÃO DE RISCO PARA FUNDOS DE INVESTIMENTOS OBJETIVO
Código Circular: R001 MANUAL DE GESTÃO DE RISCO PARA FUNDOS DE INVESTIMENTOS Data de Publicação: 01/06/16 OBJETIVO O presente manual tem por objetivo definir os parâmetros a serem utilizados pela JG Capital
SF2 Investimentos. Manual de Gerenciamento de Risco de Liquidez
SF2 Investimentos Manual de Gerenciamento de Risco de Liquidez Dezembro 2015 1. OBJETIVOS Estabelecer e formalizar as diretrizes dos processos utilizados para o gerenciamento de liquidez de fundos de investimento
H11 GESTÃO DE RECURSOS LTDA.
H11 GESTÃO DE RECURSOS LTDA. Empresa: Documento: H11 Gestão de Recursos Ltda. Versão anterior: 30/09/2015 Atualização: 18/02/2016 Data Emissão / Revisão n.º revisão: 18/02/2016 ver. 2 Página: 2 Introdução:
A BAF aplica as seguintes metodologias para a gestão suas atividades:
POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS A BAF Investimentos Ltda. ("BAF") tem como filosofia ser conservadora em sua atuação, visando à gestão eficiente dos riscos intrínsecos as suas atividades. Nesse sentido, os
