MONITORIZAÇÃO DA CODORNIZ NOS AÇORES
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- Alessandra Coimbra Pinheiro
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1 MONITORIZAÇÃO DA CODORNIZ NOS AÇORES Manuel Leitão, Tiago M. Rodrigues, Adriano Castro, Vasco Medeiros, Carla Mou9nho, Sara Cabeceiras, José Sequeira, Isabel Correia, João Pires, José Costa, Paulo Lima, David Gonçalves
2 Obje3vo da monitorização da codorniz Avaliar a tendência da abundância ao longo do tempo Estabelecer uma pressão de caça ajustada Perpetuar a sua existência como espécie cinegé9ca EXPLORAÇÃO CINEGÉTICA RESPONSÁVEL
3 Obje3vo desta apresentação Mostrar as diferentes metodologias, u9lizadas na monitorização da codorniz. Analisar a relação entre os resultados ob9dos pelas diferentes metodologias.
4 Arquipélago dos Açores Subespécie endémica (Cotunix coturnix conturbans) Sedentária no arquipélago Reproduz- se em todas as ilhas Integra a lista de espécies cinegé3cas
5 Na úl9ma década, foram aplicadas três metodologias para avaliação da abundância de codorniz: Prospeção com cão de parar, para es9ma9va da densidade (aves/ha), antes e depois do período de caça. Registo de machos durante a época de reprodução, para cálculo do nº de machos a vocalizar por quilómetro (IKA). Recolha de dados da caça, para cálculo do número de aves observadas por hora de caça e por caçador (ICA).
6 MONITORIZAÇÃO DA CODORNIZ NOS AÇORES Censo com cão de parar método de referência Permite determinar a densidade absoluta de aves/ha A deteção das aves é feita com a ajuda de um cão de parar C ã e s u3lizados
7 Procedimentos Os terrenos são exaus9vamente percorridos a pé por um operador e um cão de parar (durante a manhã). São registadas todas as codornizes levantadas. Os censos são realizados anualmente, em dois períodos: q Outubro/Novembro (antes do período de caça) q Janeiro/Fevereiro (depois do período de caça)
8 Em cada período e para cada zona São selecionados aleatoriamente cerca de 30 pontos A prospeção é efetuada nas parcelas adjacentes a cada ponto, tentando amostrar cerca de 3 ha por cada ponto.
9 Os valores de densidade são calculados atendendo às áreas das parcelas prospetadas, obtendo- se nº de aves observadas/ha Ilha de São Miguel Zonas de estudo: Habitat da codorniz Zonas agrícolas Terrenos de caça Zonas proteção codorniz 2004 estabelecida uma zona de estudo (1789 ha) 2006 estabelecidas mais 4 zonas (total 6072 ha)
10 Resultados: Censos com cão de parar na Ilha de São Miguel
11 Censo de machos em período de reprodução Permite calcular um índice de abundancia rela9va (IKA) A deteção das aves é feita no período de reprodução, registando- se os machos a vocalizar, escutados ao longo de transectos, percorridos a pé por um observador. Transectos: Zonas habitat codorniz Caminhos secundários Re9líneos (1,5 a 3 Km) Boa visibilidade
12 Localização dos transectos, estabelecidos na ilha de São Miguel 2007 estabelecidos 2 transectos, para estudo 2008 estabelecidas mais 6 transectos
13 Um estudo prévio, em 2007, indicou que os meses de Junho e Julho são os que permitem encontrar uma maior concentração de machos em a9vidade. Número machos/km Abril Maio Junho Julho Agosto
14 Procedimentos Realizam- se ao amanhecer (nascer- do- sol), por um observador, duas vezes: Primeira passagem Registam- se todos os machos escutados, que vocalizam espontaneamente.
15 Segunda passagem: É realizada em sen9do inverso (logo após a 1ª passagem); São difundidas gravações de vocalizações de fêmeas; São igualmente registados os machos escutados.
16 O número total de machos diferentes a vocalizar é es9mado tendo em conta os registos realizados nas duas passagens. índice quilométrico de abundância (IKA) que está relacionado com o sucesso da reprodução e pode ser comparado entre transectos e/ou ilhas.
17 Resultados: Censos de machos em período de reprodução ilha de São Miguel machos/km IKA
18 Resultados: Censos de machos em período de reprodução S.Maria São Miguel Graciosa São Jorge Terceira Faial Pico
19 Recolha de informação em período de caça q Es9mar um índice cinegé9co de abundância (ICA=número de codornizes observadas/hora/caçador) q Es9mar a relação de sexos na população. Procedimentos Os Guardas Florestais recolhem informação junto dos caçadores, durante as ações de fiscalização, no terreno, durante cada jornada de caça.
20 q hora (h i ) a que foi efetuado o contacto com o caçador hora (h 0 ) que o caçador indicou como inicio da jornada de caça h i - h 0 = tempo que o caçador dedicou à caça q Número de aves que o caçador observou ICA = número de codornizes observadas/hora/caçador
21 Resultados: Codornizes observadas/hora/caçador (ICA) Ilha de São Miguel Aves/hora/caçador
22 SEXO A existência de dimorfismo sexual, permite dis9nguir o sexo, pela observação do padrão da plumagem. Macho Fêmea
23 Resultados indicam: Que não se observam diferenças significa9vas na frequência rela9va de machos e fêmeas => Razão de sexos é próxima de 1 Conclusão: A variação da abundância, es9mada com os censos de machos, será representa9va da variação do efe9vo populacional como um todo.
24 Comparação dos resultados ob3dos, na aplicação das três metodologias machos/km vs. aves/ha r=0,86; p<0,05 observ/hora vs. aves/ha r=0,86; p<0,05
25 Conclusões Qualquer uma das metodologias permite avaliar anualmente a abundância de codorniz, com fiabilidade; A escuta de machos em época de reprodução revelou- se um método fiável e prá9co, que permite uma monitorização mais abrangente; A recolha de dados da caça cons9tui um método alterna9vo ou complementar, para a monitorização da codorniz, nas ilhas com maior pressão cinegé9ca.
26 Um agradecimentos a todos os colaboradores
27 Censo com cão de parar
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