Aumento do Salário Mínimo Garantido

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1 ANGOLA Aumento do Salário Mínimo Garantido O Decreto Presidencial n.º 91/17, de 7 de Junho, veio proceder à fixação dos valores do salário mínimo nacional garantido único e o montante de salário mínimo por grandes grupos económicos. Nesse sentido, é fixado para o montante de Kz ,30 (dezasseis mil quinhentos e três Kwanzas e trinta cêntimos) o salário mínimo garantido único. O mesmo ocorre com o montante do salário mínimo garantido por grupos económicos, a saber: a) Agrupamento do comércio e da indústria extractiva: Kz ,95 (vinte e quatro mil setecentos e cinquenta e quatro Kwanzas e noventa e cinco cêntimos); b) Agrupamento dos transportes de serviços e da indústria transformadora: Kz ,13 (vinte mil seiscentos e vinte e nove Kwanzas e treze cêntimos); c) Agrupamento da agricultura: Kz ,30 (dezasseis mil quinhentos e três Kwanzas e trinta cêntimos). Acautelada por este diploma fica a situação de as empresas se manifestarem incapazes de acompanhar os salários assim fixados, devendo, nesse sentido, solicitar à Direcção Provincial da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, autorização para aplicar salários diferentes daqueles, mediante apresentação de justificativos da situação económica e financeira da empresa que comprovem tal incapacidade temporária. O diploma entrou em vigor na data da sua publicação e revogou toda a legislação que o contrarie, nomeadamente o Decreto Presidencial n.º 144/14, de 9 de Junho.

2 PORTUGAL Alteração ao Regime Jurídico de Protecção Social O Decreto-Lei n.º 53-A/2017, de 31 de Maio, define novas regras para o cálculo de redução de 10% do valor do subsídio de desemprego para trabalhadores por conta de outrem. Após seis meses de concessão de subsídio de desemprego, o montante mensal reduz em 10%. Doravante, a redução só se aplica quando o valor mensal do subsídio for superior ao valor do Indexante dos Apoios Sociais (IAS), que é de EUR 412,32 (quatrocentos e doze euros e trinta e dois cêntimos) em Nesse sentido, o valor a receber após a referida redução nunca poderá ser inferior àquele valor. Cumpre referir que a alteração introduzida em 2012 permitia que a redução operasse independentemente de o montante do subsídio de desemprego ser ou não superior ao IAS. O Decreto-Lei entrou em vigor no dia 1 de Junho de Criação da Cooperativa na Hora O Decreto-Lei n.º 54/2017, de 2 de Junho, vem estabelecer um regime especial de constituição imediata de cooperativas, com ou sem a simultânea aquisição, pelas cooperativas, de marca registada, denominado por Cooperativa na Hora, contribuindo para a concretização do programa SIMPLEX +, numa perspectiva de modernização e consolidação do sector cooperativo e social por meio de mecanismos de simplificação administrativa.

3 Assim, os cidadãos e pessoas coletivas têm agora a possibilidade de criar uma cooperativa no mesmo dia e sem deslocações aos Serviços de Finanças e aos Serviços de Segurança Social. Por outro lado, a informação constante do registo comercial passará a ficar disponível através da certidão permanente da cooperativa, acessível gratuitamente em sítio da Internet pelo período de três meses, e da comunicação aos interessados do número de identificação na Segurança Social da cooperativa. O novo regime entra em vigor no dia 1 de Julho de Criação da Certidão Judicial Electrónica e flexibilização de emissão de certificados no âmbito do Registo Criminal Online Com o propósito de tornar a Administração Pública mais eficiente e facilitadora da vida dos cidadãos e das empresas, foi aprovado o Decreto- Lei n.º 68/2017, de 16 de Junho, que visa concretizar três medidas do Programa SIMPLEX+, da área da justiça. Procede-se, primeiramente, à quarta alteração ao Código de Processo Civil, com o intuito de possibilitar a emissão de certidões eletrónicas pelos tribunais, que são, para todos os efeitos, equiparadas às certidões presentemente emitidas em papel. Trata-se de um serviço de valor acrescentado para os cidadãos e empresas, já que os mesmos poderão aceder de forma mais fácil, cómoda e célere a informação judicial relevante, ao mesmo tempo que se criam condições para, aproveitando e potenciando os benefícios resultantes do forte investimento realizado pela área governativa da justiça no âmbito da utilização das tecnologias de informação e comunicação,

4 libertar os funcionários judiciais para outras tarefas, assim se contribuindo, também, para a celeridade processual, conforme se pode ler no preâmbulo do diploma. É ainda alterado o regime do pedido de emissão de certificado no âmbito do serviço Registo Criminal Online, de modo a possibilitar que os mesmos sejam efetuados através de plataforma eletrónica, precedendo a comprovação da legitimidade do requerente e dos seus dados de identificação. O presente Decreto-Lei entrou em vigor no 17 de Junho de Criação de medidas de dinamização do mercado de capitais Foi aprovado o Decreto-Lei n.º 77/2017, de 30 de Junho, que vem estabelecer formas alternativas de alavancagem do financiamento e do investimento privado, bem como de dinamização do mercado de capitais, preconizadas pelo Programa Capitalizar, aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 42/2016, de 18 de Agosto. Neste sentido, criou-se um subtipo de sociedade de investimento mobiliário: as sociedades de investimento mobiliário para fomento da economia - SIMFE. Estas sociedades constituem um veículo de investimento que tem por vocação apoiar esse tecido empresarial, quer por via directa - através de participação nas empresas-veículo -, quer indirecta, através da participação nas empresas financiadas.

5 O diploma em apreço procede ainda à revisão e actualização do regime dos valores mobiliários de natureza monetária representativos de dívida, criando um novo tipo: os certificados de dívida de curto prazo. De acordo com o preâmbulo do Decreto-Lei, esta medida permite atingir um duplo objetivo: de um lado, é ampliado o leque de valores mobiliários representativos de dívida, o que alarga as escolhas das empresas emitentes e encoraja a dinâmica do mercado de dívida nacional; de outro lado, são impostas características típicas a este novo valor mobiliário que o tornam elegível para investimento pelos organismos de investimento coletivo em valores mobiliários. O presente diploma entra em vigor no dia 1 de Julho de Alterações à Lei do Arrendamento Urbano Foram aprovados os Decretos-Lei n.º 42/2017 e 43/2017, ambos de 14 de Junho, que vêm introduzir alterações ao Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU), ao Regime Jurídico das Obras em Prédios Arrendados (RJOPA) e ao Código Civil relacionadas com o arrendamento. No que toca ao NRAU, destacamos a prorrogação por oito anos (mais três anos em relação aos cinco anos estabelecidos inicialmente) do período transitório de actualização das rendas antigas. Nesta medida, o período transitório de actualização das rendas dos contratos anteriores a 1990 vai prolongar-se até 2020 e aplica-se a todos os arrendatários com Rendimento Anual Bruto Corrigido (RABC) inferior a cinco Retribuições Mínimas Nacionais Anuais (RMNA) o equivalente a EUR ,00 (trinta e oito mil novecentos e noventa Euros) -, independentemente da idade.

6 Assim, o senhorio só pode promover a transição do contrato para o NRAU "findo o prazo de oito anos". Terminado esse prazo, "no silêncio ou na falta de acordo das partes acerca do tipo ou da duração do contrato, este considera-se celebrado com prazo certo, pelo período de cinco anos". Uma nota quanto aos arrendatários com idade igual ou superior a 65 anos ou com deficiência igual ou superior a 60% e em que o RABC do agregado familiar é inferior a cinco RMNA: o prazo de aplicação do NRAU é prorrogado por 10 anos. Relativamente ao RJOPA, o diploma define como obras de remodelação ou restauro profundos as empreitadas cujo "custo da obra a realizar no locado, incluindo imposto sobre valor acrescentado, corresponda, pelo menos, a 25% do seu valor patrimonial tributário constante da matriz do locado ou proporcionalmente calculado, se este valor não disser exclusivamente respeito ao locado". Sobre a denúncia do contrato, a desocupação tem lugar no prazo de 60 dias contados da recepção da confirmação e os arrendatários têm direito a uma indemnização que "deve ser paga 50% após a efectivação da denúncia e o restante no acto da entrega do locado, sob pena de ineficácia". No Código Civil, procede-se ao aumento do período de celebração dos contratos de arrendamento - de dois para cinco anos - e do período de tolerância por falta de pagamento da renda. O contrato de arrendamento urbano para habitação pode celebrar-se com prazo certo ou por duração indeterminada, sendo que no caso do "contrato com prazo certo pode convencionar-se que, após a primeira renovação, o arrendamento tenha duração indeterminada. No silêncio das partes, o contrato considera-se celebrado por prazo certo, pelo período de cinco anos".

7 Por fim, aumenta-se o período de tolerância por falta de pagamento da renda de dois para três meses, estipulando que "é inexigível ao senhorio a manutenção do arrendamento em caso de mora igual ou superior a três meses no pagamento da renda, encargos ou despesas que corram por conta do arrendatário".

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