Objetivos:
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- Helena Bugalho Marinho
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1 Objetivos: Apresentar o conceito de normalização Apresentar e exemplificar a 1ª forma normal Apresentar e exemplificar a 2ª forma normal Apresentar e exemplificar a 3ª forma normal NORMALIZAÇÃO O processo de normalização de dados representa uma série de passos que se seguem no projeto de um banco de dados que permitem um armazenamento consistente e um eficiente acesso aos dados de um banco de dados relacional. Esses passos reduzem a redundância de dados e, consequentemente, as chances de ocorrerem inconsistências. 1
2 A normalização serve para analisar tabelas e organizá-las de forma que sua estrutura seja simples, relacional e estável, para que o gerenciamento possa ser também simples. Os objetivos são evitar perda e repetição da informação e atingir uma forma de representação adequada para o que se deseja armazenar. Oferecer mecanismos para analisar o projeto de Banco de Dados e a identificação de erros. Oferecer métodos para corrigir o problema Perigos Potenciais nos Projetos de Bancos de Dados Relacionais Repetição da Informação - Informações repetidas consomem espaço de armazenamento - Dificuldade de atualização Incapacidade de representar a informação - Incidência de valores nulos Perda da Informação - Projetos mal elaborados sugerem a decomposição de esquemas relacionais com muitos atributos 2
3 Através do processo de normalização pode-se, gradativamente, substituir um conjunto de entidades e relacionamentos por um outro, o qual se apresenta "purificado" em relação às anomalias de atualização (inclusão, alteração e exclusão) as quais podem causar certos problemas, tais como: grupos repetitivos (atributos multivalorados) de dados; variação temporal de certos atributos, dependências funcionais totais ou parciais em relação a uma chave concatenada; redundâncias de dados desnecessárias; perdas acidentais de informação; dificuldade na representação de fatos da realidade observada; dependências transitivas entre atributos. Primeira forma normal (1FN) Uma tabela está na primeira forma normal quando se todos os seus atributo são monovalorados e atômicos, isto é, não contém tabelas aninhadas 3
4 Primeira forma normal (1FN) Primeira forma normal (1FN) Cria-se uma tabela na 1FN referente à tabela Não Normalizada e que contém apenas colunas com valores atômicos, isto é, sem as tabelas aninhadas; Para cada tabela aninhada, cria-se uma tabela na 1FN compostas pelas seguintes colunas: A chave primária de uma das tabelas na qual a tabela em questão está aninhada As colunas da própria tabela São definidas as chaves primárias das tabelas na 1FN que correspondem a tabelas aninhadas 4
5 Primeira forma normal (1FN) Segundo a definição da 1FN, para normalizar a tabela acima, é necessário decompô-la em duas: Proj(CodProj, Tipo, Descr); Emp(CodProj, CodEmp, Nome, Cat, Sal, DataIni, TempAl); Primeira forma normal (1FN) Proj(CodProj, Tipo, Descr); Emp(CodProj, CodEmp, Nome, Cat, Sal, DataIni, TempAl); 5
6 Quando encontrarmos um atributo multivalorado, deve-se criar um novo atributo que individualize a informação que esta multivalorada: BOLETIM (matricula-aluno, materia, notas) No caso acima, cada nota seria individualizada identificando a prova a qual aquela nota se refere: BOLETIM (matricula-aluno, materia, numero-prova, nota) Quando encontrarmos um atributo não atômico, deve-se dividi-lo em outros atributos que sejam atômicos: PESSOA (CPF, nome-completo) Vamos supor que, para a aplicação que utilizará esta relação, o atributo nome-completo não é atômico, a solução então será: PESSOA (CPF, nome, sobrenome) 6
7 Segunda Forma Normal (2FN) Uma tabela encontra-se na segunda forma normal, quando, além de estar na 1FN, não contem dependências parciais. Dependência parcial -> Uma dependência parcial ocorre quando uma coluna depende apenas de parte de uma chave primária composta. Segunda Forma Normal (2FN) Depende apenas de CodEmp e não da Chave Primária (CodProj, CodEmp) 7
8 Segunda Forma Normal (2FN) Copiar para a 2FN cada tabela que tenha chave primária simples ou que não tenha colunas além da chave. Para cada tabela com chave primária composta e com pelo menos uma coluna não chave: Criar na 2FN uma tabela com as chaves primárias da tabela na 1FN Para cada coluna não chave fazer a seguinte pergunta: a coluna depende de toda a chave ou de apenas parte dela Caso a coluna dependa de toda a chave Criar a coluna correspondente na tabela com a chave completa na 2FN Caso a coluna não dependa apenas de parte da chave Criar, caso ainda não existir, uma tabela na 2FN que tenha como chave primária a parte da chave que é determinante da coluna em questão Criar a coluna dependente dentro da tabela na 2FN Segunda Forma Normal (2FN) 8
9 Observe a relação abaixo: BOLETIM (matricula-aluno, codigo-materia, numero-prova, nota, data-daprova, nome-aluno, endereço-aluno, nome-materia) Fazendo a análise da dependência funcional de cada atributo primo, chegamos às seguintes dependências funcionais: matricula-aluno, codigo-materia, numero-prova -> nota codigo-materia, numero-prova -> data-da-prova matricula-aluno -> nome-aluno, endereço-aluno codigo-materia -> nome-materia Concluímos então que apenas o atributo primo nota depende totalmente de toda chave primária. Para que toda a relação seja passada para a segunda forma normal, deve-se criar novas relações, agrupando os atributos de acordo com suas dependências funcionais: BOLETIM(matricula-aluno, codigo-materia, numero-prova, nota) PROVA(codigo-materia, numero-prova, data-da-prova) ALUNO (matricula-aluno, nome-aluno, endereço-aluno) MATERIA (codigo-materia, nome-materia) 9
10 Terceira Forma Normal (3FN) Uma tabela encontra-se na terceira forma normal, quando, além de estar na 2FN, não contém dependências transitivas Dependência transitiva -> Uma dependência funcional transitiva ocorre quando uma coluna, além de depender da chave primária da tabela, depende de outra coluna ou conjunto de colunas da tabela Terceira Forma Normal (3FN) Supondo que o salário de um empregado é determinado por sua categoria funcional (Cat) 10
11 Terceira Forma Normal (3FN) Copiar para o esquema da 3FN cada tabela que tenha menos de duas colunas não chave, pois neste caso não há como haver dependências transitivas Para tabelas com duas ou mais colunas não chaves, fazer a seguinte pergunta: a coluna depende de alguma outra coluna não chave? Caso dependa apenas da chave Copiar a coluna para a tabela na 3FN Caso a coluna depender de outra coluna Criar, caso ainda não exista, uma tabela no esquema na 3FN que tenha como chave primária a coluna na qual há a dependência indireta Copiar a coluna dependente para a tabela criada A coluna determinante deve permanecer também na tabela original Terceira Forma Normal (3FN) A tabela Emp obtida pela aplicação da 2FN, que contém os dados redundantes, pode ser decomposta em outras duas (Emp e Cat) 11
12 12
13 Observe a relação abaixo: PEDIDO(numero-pedido, codigo-cliente, data-pedido, nomecliente,codigo-cidade-cliente, nome-cidade-cliente) Fazendo a análise da dependência funcional de cada atributo primo, chegamos às seguintes dependências funcionais: numero-pedido -> codigo-cliente numero-pedido -> data-pedido codigo-cliente -> nome-cliente codigo-cliente -> codigo-cidade-cliente codigo-cidade-cliente -> nome-cidade-cliente Concluímos então que apenas os atributos primos codigo-cliente e data-pedido dependem não transitivamente totalmente de toda chave primária. Observe que: numero-pedido -> codigo-cliente -> nome-cliente numero-pedido -> codigo-cliente -> codigo-cidade-cliente numero-pedido -> codigo-cliente -> codigo-cidade-cliente -> nome-cidade-cliente 13
14 Devemos resolver inicialmente as dependências mais simples, criando uma nova relação onde codigo-cliente é a chave, o codigo-cliente continuará na relação PEDIDO como atributo primo, porém, os atributos que dependem dele devem ser transferidos para a nova relação: PEDIDO (numero-pedido, codigo-cliente, data-pedido) CLIENTE (codigo-cliente, nome-cliente, codigo-cidade-cliente, nome-cidade-cliente) As dependências transitivas da relação PEDIDO foram eliminadas, porém ainda devemos analisar a nova relação CLIENTE: codigo-cliente -> codigo-cidade-cliente -> nome-cidade-cliente Observe que o nome-cidade-cliente continua com uma dependência transitiva, vamos resolvê-la da mesma maneira : PEDIDO (numero-pedido, codigo-cliente, data-pedido) CLIENTE(codigo-cliente, nome-cliente, codigo-cidade-cliente) CIDADE (codigo-cidade-cliente, nome-cidade-cliente 14
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