A Eutanásia, Distanásia e Ortotanásia
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- Giovana Álvaro Imperial
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1 A Eutanásia, Distanásia e Ortotanásia Aline Gabriel Tedesco 1 Daniel Angheben 2 A valorização da autonomia da vontade tem ganhado espaço no campo da bioética, principalmente no tocante à a autonomia individual, remodelando a relação médico paciente, onde o último deixa de ser submetido ao primeiro. Antes de adentrar na questão jurídica e filosófica acerca da eutanásia e, em conseqüência disso, a dignidade da morte, cabe distinguir três figuras nominativas, que tem significados semânticos, filosóficos e práticos bastante distintos. Trata-se de conceituar e contextualizar no campo prático e jurídico as diferentes ações: Eutanásia, Distanásia e Ortotanásia. A palavra eutanásia é de origem grega e seu significado etimológico remete à boa morte. Ao longo da história da humanidade pode-se contextualizar a prática da eutanásia em três tipos 3 : A Eutanásia Ritualizada, onde a ritualização da morte, que é característica inerente ao ser humano, objetiva provocar uma morte menos sofrida e em paz, tornando o evento morte o mais tolerável possível. O mais célebre representante desse momento histórico foi o imperador César Augusto, no século II d. C, que sempre quando lhe reportavam que alguém havia falecido de morte natural e sem sofrimento atroz, rogava aos Deuses que também tivesse uma eutanásia. 4 Já a Eutanásia Medicalizada seria a eutanásia defendida por Platão, imposta pelo Estado às pessoas que não mereciam viver ou quando a dor e o 1 1 Acadêmica do Curso de Direito da Universidade de Caxias do Sul. 2 Médico do Trabalho formado pela FFFCMPA. 3 Desafios Éticos/ Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul. 1ª Ed. Porto Alegre: Stampa, Pag17/18. 4 Disponível em:
2 sofrimento não mais justificavam a existência terrena. De modo simples, seria tentar observar o exato momento da morte, assim como que os médicos prestassem mais atenção no doente do que na doença de fato e que pudessem agir sem medo na administração das medicações que aliviassem o sofrimento do enfermo. Por fim, a Eutanásia Autônoma, baseada no direito do paciente dispor de sua própria vida é alicerçada nas questões atinentes à bioética e à autonomia da vontade. Esta não se confunde com a eutanásia voluntária, em que o médico, por sua conta e risco, leva a termo a vida do paciente, mas relaciona-se com o desejo (ou não) do moribundo de morrer em paz. Entendida como forma de abreviar o sofrimento humano e respeitar a dignidade da morte, entendida como etapa a vida, a Eutanásia, pode assim ser classificada 5 quanto ao tipo de ação, como eutanásia ativa que resulta no ato deliberado de provocar a morte sem sofrimento do paciente, por fins misericordiosos; eutanásia passiva ou indireta onde a morte do paciente ocorre, dentro de uma situação de terminalidade, ou porque não se inicia uma ação médica ou pela interrupção de uma medida extraordinária, com o objetivo de minorar o sofrimento e, a eutanásia de duplo efeito que se dá quando a morte é acelerada como uma consequência indireta das ações médicas que são executadas visando o alívio do sofrimento de um paciente terminal. Quanto ao consentimento do paciente destaca-se a eutanásia voluntária que ocorre quando a morte é provocada atendendo a uma vontade do paciente, podendo ser comparada a um suicídio assistido; a eutanásia involuntária que se dá quando a morte é provocada contra a vontade do paciente, situação essa que afronta todos os preceitos legais, éticos e morais e, por fim, a eutanásia não voluntária que opera quando a morte é provocada sem que o paciente tivesse manifestado sua posição em relação a ela. 2 5 Disponível em:
3 Discorrido acerca da perspectiva da Eutanásia, a Distanásia é entendida como o prolongamento artificial da vida. É inegável que o avanço tecnológico, bem como o aperfeiçoamento de técnicas de suporte vital tenham aumentado consideravelmente a sobrevida dos pacientes terminais. Maria Berenice Diniz 6 na sua obra O Estado Atual do Biodireito muito bem conceitua a distanásia, assim como problematiza as situações que a cercam. Nesse ínterim, Pela distanásia, também designada obstinação terapêutica,ou futilidade médica, tudo deve ser feito mesmo que cause sofrimento atroz ao paciente. Isso porque a distanásia é a morte lenta e com muito sofrimento. (pag. 373). Paira a questão no ar: até que ponto o médico ou os avanços da medicina estão aptos, sem infringir a dignidade do enfermo, de levar adiante um tratamento sem utilidade? Ou ainda, manter um enfermo artificialmente vivo de forma ad eternun é bom para quem? Parafraseando o que o Dr. Jairo Othero, médico intensivista descreve no texto Desafios Éticos A terminalidade humana em ambientes Intensivos 7, há um consenso geral que a medicina intensiva não deve prolongar um morrer sem sentido, ressaltando que a tecnologia é uma oportunidade e não uma obrigação. Assim, prolongar tratamentos em pacientes comprovadamente terminais nada mais se revela como um acúmulo desumano de sofrimento. É sabido que em determinadas situações a dor se torna inconsciente, ou seja, não há a dor física, neurológica, mas e a dor emocional? Nesses casos, o médico assume posição de enfrentamento à morte, considerada sua maior adversária, daí pode decorrer uma luta desenfreada pela manutenção da vida a qualquer preço, indiferente à vontade do doente e de seus familiares. 3 6 DINIZ, Maria Berenice. O ESTADO ATUAL DO BIODIREITO. 5 Ed. Ed. Saraiva, SP Desafios Éticos/ Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul. 1ª Ed. Porto Alegre: Stampa, Pag22.
4 Nesse sentido, a fim de ponderar o extremo entre o termo da vida e o seu prolongamento indefinido, surge o conceito da ortotanásia, como maneira mais digna de se proceder à terminalidade. A etimologia do termo orto significa correto, reto, direito, justo, daí a definição de que a ortotanásia é a morte natural, normal. Num sentido figurado, ortotanásia significa ainda uma boa morte, supostamente sem sofrimento. O termo da vida significa morte natural em paciente que já está nesse processo. Na situação em que ocorre a ortotanásia, o doente já se encontra em processo natural de morte, e o médico contribui apenas para que esse estado se desenvolva em seu curso natural. O Código de Ética Médica 8, no seu Art. 41, veda ao médico que abrevie a vida do paciente em estado terminal, mas também impõe que este deva oferecer todos os cuidados paliativas disponíveis, sem prolongar de forma absurdamente cruel e indiscriminada a vida do paciente, através da adoção de ações diagnósticas ou condutas inúteis. Esse preceito ético foi acolhido em função da Resolução nº 1805/2006 do CFM 9, que nos seus artigos 1º e 2º regulamenta a prática da ortotanásia no Brasil, in verbis: (...)Na fase terminal de enfermidades graves e incuráveis é permitido ao médico limitar ou suspender procedimentos e tratamentos que prolonguem a vida do doente, garantindo-lhe os cuidados necessários para aliviar os sintomas que levam ao sofrimento, na perspectiva de uma assistência integral, respeitada a vontade do paciente ou de seu representante legal. (...) 4 8 Resolução CFM nº 1931/09 Art. 41. Abreviar a vida do paciente, ainda que a pedido deste ou de seu representante legal. Parágrafo único. Nos casos de doença incurável e terminal, deve o médico oferecer todos os cuidados paliativos disponíveis sem empreender ações diagnósticas ou terapêuticas inúteis ou obstinadas, levando sempre em consideração a vontade expressa do paciente ou, na sua impossibilidade, a de seu representante legal. 9 Disponível em:
5 RESOLVE: Art. 1º É permitido ao médico limitar ou suspender procedimentos e tratamentos que prolonguem a vida do doente em fase terminal, de enfermidade grave e incurável, respeitada a vontade da pessoa ou de seu representante legal. 1º O médico tem a obrigação de esclarecer ao doente ou a seu representante legal as modalidades terapêuticas adequadas para cada situação. 2º A decisão referida no caput deve ser fundamentada e registrada no prontuário. 3º É assegurado ao doente ou a seu representante legal o direito de solicitar uma segunda opinião médica. Art. 2º O doente continuará a receber todos os cuidados necessários para aliviar os sintomas que levam ao sofrimento, assegurada a assistência integral, o conforto físico, psíquico, social e espiritual, inclusive assegurando-lhe o direito da alta hospitalar. Nesse ínterim, cabe destacar alguns pontos importantes acerca da ortotanásia, que a diferencia, de forma substancial da eutanásia e também da distanásia. Em primeiro lugar é necessário explanar acerca do conceito de fase terminal de enfermidades graves e incuráveis. Entende-se como tal as patologias que não mais tem condições de serem curadas, nas quais, sendo realizadas intervenções terapêuticas, estas somente prolongariam o desconforto e o sofrimento do paciente. Assim as medidas paliativas seriam manter a analgesia para evitar o sofrimento causado pela dor, alimentação e hidratação, sem, contudo, administrar fármacos ou intervenções que prolonguem a sobrevida e o sofrimento. Outro ponto a ser salientado é que o procedimento só se dá com a anuência expressa da família ou representante legal, sendo facultada a oitiva de nova opinião médica e todo procedimento deve ser documentado via 5
6 prontuário médico. Dessa forma, descarta-se qualquer intervenção arbitrária, que desvirtue o caráter humanitário e atente contra a dignidade da pessoa humana. Assevera-se ainda que a possibilidade de alta hospitalar prevista no Art. 2º da resolução supra denota a preocupação com o bem estar do paciente e a possibilidade de uma morte digna, junto ao acolhimento da família e longe da frieza e do isolamento proporcionados pelo ambiente hospitalar. Destarte, a morte não é abreviada e nem o sofrimento prolongado deixando que a doença evolua naturalmente. 6
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