Luta Antivectorial Orientações Técnicas
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- Maria Eduarda Maria das Neves Caetano de Lacerda
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1 Luta Antivectorial Orientações Técnicas Versão revista em 11 de Novembro de 2008 As presentes Orientações Técnicas destinam-se a operacionalizar as estratégias que visam minimizar o risco de importação e propagação de Aedes aegypti no território nacional. 1. Luta contra Aedes aegypti no habitat Em qualquer área geográfica onde se verifique a presença de Aedes aegypti, a luta antivectorial no seu habitat deverá focalizar-se em três vertentes: controlo físico/ambiental, controlo químico (desinfestação de larvas e mosquitos) e educação. Actuação na fase larvar o Nos centros urbanos e zonas circundantes de modo a criar um perímetro de segurança; o Com biocidas contendo Bacillus thuringienses. Actuação na fase adulta o Apenas esporádica, quando for identificado aumento significativo da população de mosquitos em espaços públicos confinados; o Com produtos autorizados e de eficácia comprovada, nomeadamente aqueles que contenham as seguintes substâncias activas: Bacillus thuringienses, alfacipermetrina, tetrametrina, d-fenotrina, piretrinas ou piretroides. Educação ambiental A componente da educação ambiental junto das populações deve ser reforçada, através da divulgação de informação acessível de medidas de fácil implementação, nomeadamente: o Esvaziar e remover contentores ocasionais, como pneus velhos, latas, vasos de plantas, etc: o Cortar regularmente as ervas altas que possam reter águas; o Remover as barreiras para que a água possa correr livremente; o Selar tanques ou fossas onde esgotos possam ficar estagnados; o Retirar ervas circundantes de pequenos charcos e lagos que constituem locais preferenciais de criação de larvas e renovar a água; o Facilitar a drenagem dos aterros sanitários através de um declive apropriado. 1
2 Para mais informação consultar a Circular Informativa nº100/2007, de da Direcção Regional de Planeamento e Saúde Pública da Região Autónoma da Madeira. Educação para a saúde o Uso de repelentes autorizados para evitar as picadas do mosquito e indicações do modo de aplicação; o Reforço das indicações, se possível em consulta do viajante, aquando de viagens para áreas endémicas; o Spots publicitários não alarmistas, mas com informação precisa e concisa sobre medidas que potenciem a diminuição da população dos mosquitos e medidas a tomar nas viagens para áreas endémicas. Para mais informação consultar as Circulares Informativas nº100/2007, de e nº 13/2008, de da Direcção Regional de Planeamento e Saúde Pública da Região Autónoma da Madeira. Consideram-se ainda, como medidas adicionais, tendo em vista que esta actuação será previsivelmente continuada no tempo: o Identificação dos locais propícios para criadouros de larvas; o Identificação das empresas registadas como estando a laborar na actividade de desinfestação; o Recenseamento dos locais de cultivo de plantas para exportação. 2. Prevenção do risco de exportação de Aedes aegypti a partir da Região Autónoma da Madeira Desinsectização das aeronaves à saída da Região Autónoma da Madeira para o restante território português o Utilizando produtos com d-fenotrina (d-phenothrin) em spray, usado na concentração de 2% e na proporção de 100ml de produto por 250m 3 de área a tratar; o No cockpit, e na cabine, após o encerramento das portas, ao longo de todas as coxias, na direcção do tecto e do chão; o No porão, imediatamente antes do seu encerramento, em todas as direcções; o O Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) promoverá a aplicação e acompanhamento destas medidas. 2
3 Actuação a nível dos navios o Adopção de medidas que impeçam a acumulação de pequenas quantidades de água doce (p.ex. bidões, latas e garrafas, pratos de vasos de plantas, poças de água, baldes, etc.) com o objectivo de eliminar os criadouros de larvas a bordo dos navios; o O Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM) promoverá a aplicação e acompanhamento destas medidas; o A definição de uma estratégia de avaliação do cumprimento das medidas preconizadas será definida na Região Autónoma da Madeira, entre as autoridades de saúde e as autoridades portuárias. 3. Prevenção da importação de vectores a partir de zonas endémicas 1; 2 para território nacional (Portugal Continental, Região Autónoma da Madeira, e Região Autónoma dos Açores) Desinsectização das aeronaves à saída da região endémica o Utilizando produtos com d-fenotrina (d-phenothrin) em spray, usado na concentração de 2% e na proporção de 100ml de produto por 250m 3 de área a tratar; o No cockpit, e na cabine, após o encerramento das portas, ao longo de todas as coxias, na direcção do tecto e do chão; o No porão, imediatamente antes do seu encerramento, em todas as direcções; o O Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) promoverá a aplicação e acompanhamento destas medidas. Actuação a nível dos navios o Adopção de medidas que impeçam a acumulação de pequenas quantidades de água doce (p.ex. bidões, latas e garrafas, pratos de vasos de plantas, poças de água, baldes, etc.) com o objectivo de eliminar os criadouros de larvas a bordo dos navios; o O Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM) promoverá a aplicação e acompanhamento destas medidas; 1 Para efeitos destas Orientações, consideram-se zonas endémicas aquelas em que há transmissão mantida do agente infeccioso com casos de doença humana (dengue). 2 A actualização das zonas endémicas encontra-se no site da Organização Mundial da Saúde: 3
4 o As autoridades de saúde dos portos no território nacional podem, caso entendam necessário, e de acordo com o previsto no Regulamento Sanitário Internacional, determinar medidas de vigilância e controlo à chegada dos navios provenientes de regiões endémicas. 4. Fundamentação A declaração da epidemia de dengue no Rio de Janeiro em Março de 2008 gerou, dada a mobilidade de pessoas entre o Brasil e Portugal, a activação de um plano de actuação em Portugal Continental para o diagnóstico clínico e laboratorial, e tratamento de casos importados. Na Região Autónoma da Madeira, onde é conhecida a existência de populações não infectadas de Aedes aegypti programaram-se ainda estratégias de detecção e isolamento de casos prováveis de doença, destinadas a prevenir a infecção do mosquito vector, e a consequente introdução da doença na Região. O risco de introdução deste e outros vectores em Portugal assume especial relevância porque se verificam voos directos de regiões endémicas de várias partes do globo. Também a entrada por terra é uma possibilidade, dada a presença do Aedes albopictus no Sul da Europa, nomeadamente em Itália (associada à febre de Chikungunya) e em Espanha. É portanto, num cenário de várias fontes de risco de importação de vectores já infectados, que tem de ser avaliada a realidade da Região Autónoma da Madeira, em que não existem casos de doença nem infecção do vector. Qualquer actuação relativa à Região Autónoma da Madeira deverá ser equacionada à luz da realidade e do risco acima descritos, não se justificando medidas que, se previstas no Regulamento Sanitário Internacional (RSI) para regiões endémicas, não se deverão aplicar a regiões sem doença. A Direcção-Geral da Saúde considera que as actuações para controlo da população de Aedes aegypti até agora desenvolvidas na Região Autónoma da Madeira são as adequadas à situação actual. A Direcção-Geral da Saúde considera que as medidas, anteriormente divulgadas, de educação ao público referentes a precauções individuais para prevenção da picada, e a viagens para zonas endémicas são as adequadas à situação actual. 4
5 A Direcção-Geral da Saúde considera que as recomendações/protocolo emanados pela Região Autónoma da Madeira para actuação perante casos prováveis, provenientes de zonas endémicas são as mais correctas e adequadas para a Região. As medidas adicionais agora propostas de actuação a nível de aeronaves e navios à saída da Região Autónoma da Madeira, inserem-se num objectivo mais global de evitar a exportação do vector. As medidas propostas para todo o território nacional (Portugal Continental, Região Autónoma da Madeira, e Região Autónoma dos Açores) inserem-se no objectivo global de evitar a introdução de vectores infectados provenientes de regiões endémicas, tendo em vista a não ocorrência de casos de doença no nosso país. Com o mesmo objectivo dever-se-ão cumprir as orientações constantes das: o Circular Normativa da Direcção-Geral da Saúde nº 11/DIR, de ; o Circular Informativa da Direcção-Geral da Saúde nº 10/DIR, de ; o o Circular Informativa nº 100/2007 da Direcção Regional de Planeamento e Saúde Pública da Região Autónoma da Madeira, de , disponíveis no site do Instituto de Administração de Saúde e Assuntos Sociais IP-RAM 4 ; Circular Informativa nº 13/2008 de da Direcção Regional de Planeamento e Saúde Pública da Região Autónoma da Madeira, de , disponíveis no site do Instituto de Administração de Saúde e Assuntos Sociais IP-RAM microsite do dengue
Nos termos da alínea a) do nº 2 do artigo 2º do Decreto Regulamentar nº 14/2012, de 26 de janeiro, emite-se a Orientação seguinte:
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Escrito por Assessoria de Comunicação Sex, 13 de Maio de :23 - Última atualização Sex, 13 de Maio de :56
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