a Décimo Terceiro Salário
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- Brenda Monteiro de Paiva
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1 Boletimj Manual de Procedimentos a Décimo Terceiro Salário Incidência de contribuições previdenciárias, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) SUMÁRIO 1. Introdução 2. Base de cálculo 3. Recolhimento em atraso - Encargos legais 4. Salário variável - Acerto da diferença - Contribuição previdenciária - Recolhimento - Procedimentos o salário/ Recolhimento em GPS específica 6. Rescisão contratual - Recolhimento da contribuição previdenciária - Normas 7. Salário-maternidade - 13 o salário proporcional - Pagamento 8. FGTS - Depósito 9. Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) 1. Introdução A contribuição previdenciária incidente sobre o 13 o salário deve ser recolhida até o dia 20 de dezembro do ano correspondente. Na hipótese de não haver expediente bancário na mencionada data, a contribuição previdenciária deverá ser recolhida no dia útil imediatamente anterior ao do vencimento. Vale lembrar que o recolhimento da contribuição previdenciária sobre o 13 o salário deve ser efetuado em Guia da Previdência Social (GPS), utilizada especificamente para esta finalidade (veja item 5 deste texto). Tratando-se de contribuição previdenciária sobre o 13 o salário pago em decorrência de rescisão contratual, não se aplicarão o prazo e as condições aqui tratadas. 2. Base de cálculo O recolhimento da contribuição previdenciária relativa ao 13 o salário deve ser efetuado por meio de GPS utilizada especificamente para essa finalidade, ou seja, uma guia separada da que for utilizada para recolhimento das contribuições sobre a folha de pagamento normal da competência dezembro/2011 A contribuição previdenciária sobre o 13 o salário é devida por ocasião do pagamento ou crédito da última parcela ou na rescisão do contrato de trabalho. Para fins de cálculo da contribuição, utiliza-se como base de incidência o valor bruto da remuneração do 13 o salário, sem a compensação dos adiantamentos pagos, aplicando-se, em separado, as alíquotas normais de contribuição, conforme procedimentos adiante descritos. 2.1 Parte do empregado O empregado contribui, por ocasião do pagamento ou crédito da última parcela ou na rescisão do contrato de trabalho, com alíquotas aplicadas, de forma não cumulativa, de 8%, 9% ou 11%, conforme o valor integral do 13 o salário (gratificação natalina), sem compensação dos adiantamentos pagos, mediante aplicação, em separado, da tabela de desconto previdenciário do empregado do mês de dezembro ou do mês da rescisão, conforme o caso. 2.2 Parte da empresa A empresa assume, geralmente, o encargo patronal de 20% (ou 22,5% no caso de instituições financeiras) sobre o total bruto (sem limite) das remunerações pagas ou creditadas, a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados empregados (no caso, em uma GPS distinta, sobre o 13 o salário). Sobre o total bruto (sem limite) anteriormente mencionado, incide, ainda, geralmente, a contribuição da empresa devida a Terceiros e a destinada ao financiamento dos benefícios concedidos em Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Nov/ Fascículo 46 CT 1
2 razão do Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho (GIIL-RAT) (RPS/1999, arts. 201 e 202, c/c o art. 214, 6 o e 7 o ). Lembramos que, nos afastamentos da empregada por motivo de licença-maternidade, o abono anual pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) (13 o salário proporcional ao período de salário- -maternidade) estará sujeito ao encargo previdenciário patronal, por ocasião do pagamento da parcela final do 13 o salário ou na rescisão do contrato de trabalho (Instrução Normativa RFB n o 971/2009, art. 85, e Instrução Normativa INSS n o 45/2010, arts. 306 e 307). Nos termos da Lei n o /2003, art. 10, ficou definido que a alíquota de contribuição de 1%, 2% ou 3%, destinada ao financiamento do benefício de aposentadoria especial ou daqueles concedidos em razão do GIIL-RAT, poderá ser reduzida em até 50% ou aumentada em até 100%, conforme o disposto no art. 202-A do Regulamento da Previdência Social (RPS), em razão do desempenho da empresa em relação à respectiva atividade econômica, apurado de acordo com os resultados obtidos a partir dos índices de fre quência, gravidade e custo, aferidos pelo Fator Acidentário de Prevenção (FAP). 2.3 Cálculo de contribuição previdenciária sobre o 13 o salário WExemplos D a) Remuneração de dezembro e 13 o salário inferiores ao teto de contribuição previdenciária: - teto de contribuição previdenciária em 12/2011: R$ 3.691,74; - salário do empregado em 12/2011: R$ 545,00; - 13 o salário (valor integral): R$ 545,00 (salário-mínimo vigente no período de 1 o.03 a ); - salário-de-contribuição do empregado relativo à remuneração de 12/2011: R$ 545,00. Valor a ser descontado: R$ 43,60 (8% de R$ 545,00); - salário-de-contribuição do empregado relativo ao 13 o salário/2011: R$ 545,00. Valor a ser descontado: R$ 43,60 (8% de R$ 545,00); - valor total da contribuição previdenciária por parte do empregado: R$ 87,20 (R$ 43,60 + R$ 43,60); - encargo patronal relativo à competência 12/2011 incidente sobre R$ 1.090,00 (R$ 545,00 + R$ 545,00); b) Remuneração de dezembro superior e 13 o salário inferior ao teto de contribuição previdenciária: - teto de contribuição previdenciária em 12/2011: R$ 3.691,74; - salário do empregado em 12/2011: R$ 6.000,00; - 13 o salário (valor proporcional devido): R$ 3.000,00; - salário-de-contribuição do empregado relativo à remuneração de 12/2011: R$ 3.691,74 (teto). Valor a ser descontado: R$ 406,09 (11% de R$ 3.691,74); - salário-de-contribuição do empregado relativo ao 13 o salário: R$ 3.000,00. Valor a ser descontado: R$ 330,00 (11% de R$ 3.000,00); - valor total da contribuição previdenciária por parte do empregado: R$ 736,09 (R$ 406,09 + R$ 330,00); - encargo patronal relativo à competência 12/2011 incidente sobre R$ 9.000,00 (R$ 6.000,00 + R$ 3.000,00); c) Remuneração de dezembro inferior e 13 o salário superior ao teto de contribuição previdenciária: - teto de contribuição previdenciária em 12/2011: R$ 3.691,74; - salário do empregado em 12/2011: R$ 3.200,00; - 13 o salário pago em dezembro/2011: R$ 5.000,00; - salário-de-contribuição do empregado relativo à remuneração de 12/2011: R$ 3.200,00. Valor a ser descontado: R$ 352,00 (11% de R$ 3.200,00); - salário-de-contribuição do empregado relativo ao 13 o salário/2011: R$ 3.691,74 (teto máximo em 12/2011). Valor a ser descontado: R$ 406,09 (11% de R$ 3.691,74); - valor total da contribuição previdenciária por parte do empregado: R$ 758,09 (R$ 352,00 + R$ 406,09); - encargo patronal relativo à competência 12/2011 incidente sobre R$ 8.200,00 (R$ 3.200,00 + R$ 5.000,00); d) Remuneração de dezembro e 13 o salário superiores ao teto de contribuição previdenciária: - teto de contribuição previdenciária em 12/2011: R$ 3.691,74; - salário do empregado em 12/2011: R$ 5.500,00; - 13 o salário (valor integral): R$ 5.500,00; - salário-de-contribuição do empregado relativo à remuneração de 12/2011: R$ 3.691,74 (teto). Valor a ser descontado: R$ 406,09 (11% de R$ 3.691,74); - salário-de-contribuição do empregado relativo ao 13 o salário: R$ 3.691,74 (teto máximo em 12/2011). Valor a ser descontado: R$ 406,09 (11% de R$ 3.691,74); - valor total da contribuição previdenciária por parte do empregado: R$ 812,18 (R$ 406,09 + R$ 406,09); - encargo patronal relativo à competência 12/2011 incidente sobre R$ ,00 (R$ 5.500,00 + R$ 5.500,00). 2 CT Manual de Procedimentos - Nov/ Fascículo 46 - Boletim IOB
3 3. Recolhimento em atraso - Encargos legais As contribuições previdenciárias recolhidas após o dia 20 de dezembro sofrem incidência dos encargos legais de multa e juros de mora. A incidência dos encargos legais deve obedecer ao disposto na legislação da Seguridade Social para as demais contribuições arrecadadas e administradas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB). 4. Salário variável - Acerto da diferença - Contribuição previdenciária - Recolhimento - Procedimentos A empresa cujo empregado percebe salário variável também deve efetuar o recolhimento da contribuição devida à Seguridade Social até o dia 20 de dezembro. No que concerne à determinação da competência a ser utilizada para fins de recolhimento do encargo previdenciário sobre o ajuste da diferença decorrente de salários variáveis, o RPS/1999, art. 216, 25, acrescido pelo Decreto n o 3.265/1999, estabelece que o referido recolhimento deverá ser efetuado juntamente com a competência dezembro do mesmo ano. No mesmo sentido dispõe a Instrução Normativa RFB n o 971/2009, art. 96, parágrafo único, ao estabelecer que, havendo pagamento de remuneração variável em dezembro, o pagamento das contribuições referentes ao ajuste do valor do 13 o salário deve ocorrer no documento de arrecadação da competência dezembro, considerando-se para a apuração da alíquota da contribuição do segurado o valor total do 13 o salário. Outrossim, em obediência ao disposto no mencionado Decreto, também foi estabelecido que a competência dezembro é a que deve ser considerada para fins de recolhimento do encargo previdenciário sobre o ajuste do cálculo do 13 o salário de quem recebe salário variável, nos termos do Manual da GFIP/ Sefip, para usuários da versão 8.4, aprovado pela Instrução Normativa RFB n o 880/2008, Circular Caixa n o 451/2008 e Comunicado Caixa s/n o publicado no DOU 3 de A seguir reproduzimos parcialmente exemplo extraído do referido manual: WExemplo Empregado recebe, durante o mês de dezembro, uma remuneração mensal no valor de R$ 1.200,00. No ano, o 13 salário final do trabalhador foi R$ 1.000,00, considerando as comissões de vendas realizadas entre 21/12 e 31/12. Em 20/12, recolhe a GPS da competência 13, calculando as contribuições previdenciárias sobre o 13 salário, considerando a remuneração do 13 salário do empregado conhecida até aquela data, ou seja, R$ 800,00. Ainda não haviam sido realizadas as vendas de 21/12 a 31/12. As contribuições previdenciárias incidentes sobre a diferença de R$ 200,00 (R$ 1.000,00 menos R$ 800,00) devem ser recolhidas na GPS da competência 12, com vencimento em 10/01. D Não obstante o prazo mencionado no último parágrafo do exemplo extraído do Manual da GFIP/Sefip, lembramos que, com a publicação da Medida Provisória n o 447/2008, convertida na Lei n o /2009, o prazo de recolhimento da mencionada contribuição passou para até o dia 20 do mês subsequente ao da competência. Caso não haja expediente bancário no dia 20, o recolhimento deve ser antecipado para o dia útil imediatamente anterior. Lembramos que, desde 1 o , está vedada a utilização de documento de arrecadação previdenciária de valor inferior a R$ 29,00. Assim, a contribuição previdenciária devida que, no período de apuração, resultar em valor inferior a R$ 29,00, deverá ser adicionada à contribuição ou importância correspondente nos períodos subsequentes, até que o total seja igual ou superior a R$ 29,00, quando, então, deverá ser recolhido no prazo de vencimento estabelecido pela legislação para este último período de apuração, conforme previsto na Resolução DC/INSS n o 39/2000. Portanto, quanto ao critério para recolhimento ou restituição, conforme o caso, da quantia correspondente ao acerto da diferença para os empregados que percebem salário variável, deve-se observar que: a) a contribuição previdenciária sobre o valor favorável ao empregado será efetuada na competência dezembro do mesmo ano a que se referir o pagamento do 13 o salário, na GPS normal da própria empresa. Nesse caso, recalcula-se a contribuição previdenciária sobre o 13 o salário (computado o valor favorável ao empregado). A diferença entre a contribuição apurada e a efetivamente recolhida será somada às contribuições previdenciárias sobre a remuneração de dezembro, observando-se, em seguida, os procedimentos descritos na letra b a seguir; b) apurado o valor da contribuição previdenciária conforme a letra a, o empregador deverá, então, registrá-lo no campo 6 da GPS (valor do INSS). Assim, o valor da contribuição previdenciária patronal relativo à diferença do 13 o salário favorável ao empregado é recolhido, Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Nov/ Fascículo 46 CT 3
4 em conjunto, com as demais contribuições normais da empresa e do empregado, recolhidas no campo 6 da GPS, relativas à folha de pagamento da competência dezembro (contribuições dos empregados mais a cota previdenciária patronal de, geralmente, 20% - ou 22,5%, no caso de instituições financeiras -, mais a contribuição relativa ao GIIL-RAT de 1%, 2% ou 3%, conforme a atividade preponderante da empresa, incidentes sobre o valor bruto, sem limite, da folha de salários dos empregados, menos o valor correspondente às deduções legalmente permitidas). No campo 9 da GPS - Valor de Outras Entidades, a empresa também deverá lançar o valor da contribuição destinada a Terceiros, apurado sobre o total bruto da folha de salários dos empregados, ressalvadas as hipóteses legais de convênio de arrecadação direta entre a empresa e a entidade beneficiária da contribuição; c) tratando-se de recolhimento indevido de contribuição previdenciária decorrente de diferença favorável à empresa, a compensação do valor recolhido a maior deverá observar as determinações da Instrução Normativa RFB n o 900/2008, arts. 1 o e 44 a 47; As alíneas a a d do inciso I do parágrafo único do art. 1 o e arts. 44, 45, 46 e 47 da Instrução Normativa RFB n o 900/2008 dispõem que: Art. 1 o A restituição e a compensação de quantias recolhidas a título de tributo administrado pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), a restituição e a compensação de outras receitas da União arrecadadas mediante Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) ou Guia da Previdência Social (GPS) e o ressarcimento e a compensação de créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), da Contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) serão efetuados conforme o disposto nesta Instrução Normativa. [ ] I - contribuições previdenciárias: a) das empresas e equiparadas, incidentes sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados a seu serviço, bem como sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, relativamente a serviços que lhe são prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho; b) dos empregadores domésticos; c) dos trabalhadores, incidentes sobre seu salário de contribuição; d) instituídas a título de substituição; e) valores referentes à retenção de contribuições previdenciárias na cessão de mão-de-obra e na empreitada; e [ ] Art. 44. O sujeito passivo que apurar crédito relativo às contribuições previdenciárias previstas nas alíneas a a d do inciso I do parágrafo único do art. 1 o, passível de restituição ou de reembolso, poderá utilizá-lo na compensação de contribuições previdenciárias correspondentes a períodos subsequentes. 1 o Para efetuar a compensação o sujeito passivo deverá estar em situação regular relativa aos créditos constituídos por meio de auto de infração ou notificação de lançamento, aos parcelados e aos débitos declarados, considerando todos os seus estabelecimentos e obras de construção civil, ressalvados os débitos cuja exigibilidade esteja suspensa. 2 o O crédito decorrente de pagamento ou de recolhimento indevido poderá ser utilizado entre os estabelecimentos da empresa, exceto obras de construção civil, para compensação com contribuições previdenciárias devidas. 3 o Caso haja pagamento indevido relativo a obra de construção civil encerrada ou sem atividade, a compensação poderá ser realizada pelo estabelecimento responsável pelo faturamento da obra. 4 o A compensação poderá ser realizada com as contribuições incidentes sobre o décimo terceiro salário. 5 o A empresa ou equiparada poderá efetuar a compensação de valor descontado indevidamente de sujeito passivo e efetivamente recolhido, desde que seja precedida do ressarcimento ao sujeito passivo. 6 o É vedada a compensação de contribuições previdenciárias com o valor recolhido indevidamente para o Simples Nacional, instituído pela Lei Complementar n o 123, de 2006, e o Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples), instituído pela Lei n o 9.317, de 5 de dezembro de o A compensação deve ser informada em GFIP na competência de sua efetivação. Art. 45. No caso de compensação indevida, o sujeito passivo deverá recolher o valor indevidamente compensado, acrescido de juros e multa de mora devidos. Parágrafo único. Caso a compensação indevida decorra de informação incorreta em GFIP, deverá ser apresentada declaração retificadora. Art. 46. A Na hipótese de compensação indevida, quando se comprove falsidade da declaração apresentada pelo sujeito passivo, o contribuinte estará sujeito à multa isolada aplicada no percentual previsto no inciso I do caput do art. 44 da Lei n o 9.430, de 1996, aplicado em dobro, e terá como base de cálculo o valor total do débito indevidamente compensado. Art. 47. É vedada a compensação pelo sujeito passivo das contribuições destinadas a outras entidades ou fundos. d) a parte relativa ao desconto previdenciário que eventualmente tenha sido cobrada a maior do empregado será a ele reembolsada, mediante discriminação em recibo o salário/ Recolhimento em GPS específica O recolhimento da contribuição previdenciária sobre o 13 o salário deve ser efetuado por intermédio da GPS utilizada especificamente para essa finalidade, ou seja, uma guia separada da que for utilizada para recolhimento das contribuições sobre a folha de pagamento normal da competência dezembro/2011. A GPS deve ser preenchida normalmente, observando-se que: a) no campo 4 - Competência (mês/ano), utiliza-se a competência 13 e o ano a que se referir, com 4 dígitos. Exemplo: 13/2011; b) para fins de compensação ou dedução da importância relativa ao 13 o salário proporcional ao período de salário-maternidade, observam-se os critérios estabelecidos no item 7 deste texto; 4 CT Manual de Procedimentos - Nov/ Fascículo 46 - Boletim IOB
5 c) no caso de rescisão de contrato de trabalho, as contribuições devidas serão recolhidas na forma e nos prazos das contribuições normais sobre a folha de salários do mês, inclusive as ocorridas no mês de dezembro; Com a publicação da Medida Provisória n o 447/2008, convertida na Lei n o /2009, o prazo normal de recolhimento das contribuições previdenciárias das empresas passou para até o dia 20 do mês subsequente ao da competência, e, caso não haja expediente bancário no dia 20, o recolhimento deve ser antecipado para o dia útil imediatamente anterior. d) no campo 9 - Valor de Outras entidades, há incidência de contribuição para as demais entidades e fundos ( Terceiros ), devendo ser lançado o valor correspondente. 5.1 GPS preenchida parcialmente Recolhimento no prazo Admitindo-se uma folha de pagamento de 13 o salário/2011 no valor total de R$ ,00, quitada com os respectivos empregados em , relativa a uma empresa comercial varejista de calçados, com vinculação ao Código de Pagamento Empresas em Geral - CNPJ, por exemplo, não optante pelo Simples Nacional, cujo encargo previdenciário devido (parte dos empregados + cota patronal + GIIL-RAT deduções + outras entidades) tenha sido no valor total a recolher de R$ 4.564,59, e considerando que a empresa tenha efetuado o recolhimento em (no prazo), temos adiante os cálculos hipotéticos e o preenchimento da GPS. A Instrução Normativa RFB n o 971/2009, art. 396, dispõe sobre o preenchimento do documento de arrecadação previdenciária. Assim: a) campo 1 - Nome ou Razão Social/Fone/Endereço : informam-se o nome do contribuinte ou sua razão social, o número do telefone e o respectivo endereço; b) campo 2 - Vencimento - (Uso exclusivo INSS) : é de preenchimento exclusivo pela RFB; c) campo 3 - Código de Pagamento : informa-se o código de receita referente ao valor que está sendo recolhido; No caso, apõe-se 2100, conforme Ato Declaratório Executivo Codac n o 71/2011, Anexo I. d) campo 4 - Competência : informa-se a competência com 2 dígitos para o mês e com 4 dígitos para o ano; No caso, insere-se 13/2011. e) campo 5 - Identificador : registra-se a identificação do contribuinte no CNPJ/MF, CEI ou NIT/ PIS/Pasep para o segurado empregado doméstico; f) campo 6 - Valor do INSS : registra-se o valor total da contribuição a ser recolhido (parte da empresa e do segurado), efetuando-se as compensações e as deduções admitidas pela legislação em valores atualizados; No caso, registra-se R$ 4.564,59. Valor do INSS correspondente a: - contribuição descontada dos empregados: R$ 1.023,56; - 20% sobre a remuneração bruta paga aos empregados a título de 13 o salário/2011: R$ 3.268,00; =>20% de R$ ,00; - 2,1578% sobre a remuneração bruta paga aos empregados a título de 13 o salário/2011 para contribuição relativa ao GIIL-RAT, supondo-se que esta (2,1578%) já esteja com a aplicação do FAP hipotético de 1,0789 2,00 1,0789 = 2,1578% (a empresa deverá verificar sua situação real de alíquota GIIL-RAT e o valor do FAP de acordo com a legislação); - R$ 352,58 => 2,1578% de R$ ,00; - R$ 79,55 - dedução a título de salário-família; - Total a recolher no campo 6: R$ 4.564,59 => (R$ 1.023,56 + R$ 3.268,00 + R$ 352,58 R$ 79,55 (salário-família)) g) campo 7: não deve ser preenchido; h) campo 8: não deve ser preenchido; i) campo 9 - Valor de Outras Entidades : registra-se o valor da contribuição a ser recolhido, em função de dispositivos legais, para outros fundos e entidades - FNDE, Incra, Senai, Sesi, Senac, Sesc, Sebrae, DPC, F.AER, Senar, Sest, Senat e Sescoop - com os quais a empresa não mantenha convênio; No caso, registra-se R$ 947, ,8% (*) do total da folha de 13 o salário/2011 dos empregados = R$ , x 5,8 = R$ 947,72 (*) Sem convênio com o salário-educação. Demonstrativo a seguir: Valor de outras entidades Rubricas Percentuais Terceiros% Salário-Educação 2,5 Incra 0,2 Senac 1,0 Sesc 1,5 Sebrae 0,6 Soma 5,8 Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Nov/ Fascículo 46 CT 5
6 j) campo 10 - ATM/Multa/Juros : registra-se o somatório de atualização monetária, se houver, multa e juros de mora devidos em decorrência de recolhimento fora do prazo de vencimento, calculados sobre o somatório dos valores registrados nos campos 6 e 9; k) campo 11 - Total : registra-se o somatório dos campos 6, 9 e 10; No caso, apõe-se R$ 5.512,31 => (R$ 4.564,59 + R$ 947,72). l) campo 12 - Autenticação Bancária : destina- -se à autenticação, pelo agente arrecadador, do valor recolhido. MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA E ASSIS- TÊNCIA SOCIAL MPAS - INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL INSS GUIA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL-GPS 3. CÓDIGO DE PA- GAMENTO COMPETÊNCIA 13/ IDENTIFICADOR 1. NOME OU RAZÃO SOCIAL/FONE/ENDEREÇO: 6. VALOR DO INSS 4.564,59 2. VENCIMENTO (Uso exclusivo INSS) VALOR DE OU- TRAS ENTIDADES 947,72 ATENCÃO: É vedada a utilização de GPS para recolhimento de receita de valor inferior ao estipulado em resolução publicada pelo INSS. A receita que resultar em valor inferior deverá ser adicionada à contribuição ou importância correspondente nos meses subsequentes, até que o total seja igual ou superior ao valor mínimo fixado. 12. AUTENTICAÇÃO BANCÁRIA 10. ATM/MULTA E JUROS 11. TOTAL 5.512,31 Instruções para preenchimento no verso Recolhimento em atraso O recolhimento da contribuição previdenciária efetuado em atraso sofre a incidência de atualização monetária, conforme o caso, multa e juros moratórios segundo tabela divulgada, mensalmente, pela RFB. Desde a competência 01/1995, não há atualização monetária. De acordo com o art. 26 da Lei n o /2009, que altera, entre outros dispositivos, a redação do art. 35 da Lei n o 8.212/1991, ficou estabelecido que os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 da Lei n o 8.212/1991, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei n o 9.430/1996. O art. 61 da Lei n o 9.430/1996 prevê que: Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1 o de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. 1 o A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. 2 o O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. 3 o Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o 3 o do art. 5 o, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. 6 CT Manual de Procedimentos - Nov/ Fascículo 46 - Boletim IOB
7 6. Rescisão contratual - Recolhimento da contribuição previdenciária - Normas As contribuições devidas na rescisão contratual, inclusive a ocorrida no mês de dezembro, são recolhidas em GPS normal da empresa junto com as demais contribuições patronais, no dia 20 do mês subsequente à rescisão, antecipando-se o vencimento para o 1 o dia útil anterior no caso de não haver expediente bancário no dia 20. A contribuição previdenciária do empregado sobre o 13 o salário decorrente de rescisão contratual também é calculada mediante aplicação, em separado, das alíquotas normais de contribuição. A contribuição incide sobre o 13 o salário, inclusive proporcional (veja comentário no subitem 6.1 adiante sobre a incidência ou não do encargo previdenciário na parcela do 13 o salário oriunda de projeção do aviso-prévio indenizado). A Lei n o /2011, em vigor desde , determinou que o aviso-prévio, de que trata o Capítulo VI do Título IV da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-lei n o 5.452/1943, será concedido na proporção de 30 dias aos empregados que contem com até 1 ano de serviço na mesma empresa. Ao aviso-prévio ora mencionado serão acrescidos 3 dias por ano de serviço prestado na mesma empresa, até o máximo de 60 dias, perfazendo um total de até 90 dias. 6.1 Parcela relativa ao 13 o salário proporcional decorrente da projeção do período do aviso-prévio indenizado - Comentários Antes de abordar o assunto sobre a incidência ou não do encargo previdenciário sobre a parcela relativa ao 13 o salário proporcional decorrente da projeção do período do aviso-prévio indenizado, há que se comentar o próprio aviso. No que se refere à parcela de aviso-prévio indenizado, para fins de incidência ou não do encargo previdenciário, vale observar que se trata de questão controvertida. A Constituição Federal, em seu art. 195, incisos I, alínea a, e II, determina: Art A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; [ ] II - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social de que trata o art. 201; [ ] A Lei n o 8.212/1991, que trata da organização da Seguridade Social e institui o Plano de Custeio da Previdência Social no inciso I do art. 28, define salário-de-contribuição, para fins previdenciários. Segundo o referido dispositivo legal, para o empregado e trabalhador avulso, salário-de-contribuição é a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. Lembramos que a mesma disposição mencionada no parágrafo anterior se encontra prevista no inciso I do art. 214 do RPS, aprovado pelo Decreto n o 3.048/1999, e no inciso I do art. 55 da Instrução Normativa RFB n o 971/2009, que dispõe sobre as normas gerais de tributação e arrecadação previdenciárias. Considerando a determinação constitucional e a definição legal de salário-de-contribuição anteriormente descrita, constata-se que a contribuição previdenciária incide sobre a contraprestação auferida decorrente do exercício do trabalho ou do tempo à disposição do empregador, no curso de uma relação empregatícia ou de trabalho. O aviso-prévio, na sua forma indenizada, não representa contraprestação pelo trabalho executado tampouco tempo à disposição do empregador, visto que durante o período de sua projeção, considerada para fins de pagamento das demais verbas rescisórias, não existe mais qualquer obrigação por parte do trabalhador em manter a prestação de serviço que existia antes do rompimento do contrato laboral. Assim, o empregador indeniza o empregado, liberando-o totalmente de qualquer vínculo de emprego. A Lei n o /2011, em vigor desde , determinou que o aviso-prévio, de que trata o Capítulo VI do Título IV da CLT, aprovada pelo Decreto-lei n o 5.452/1943, será concedido na proporção de 30 dias aos empregados que contem com até 1 ano de serviço na mesma empresa. Ao aviso-prévio ora mencionado serão acrescidos 3 dias por ano de serviço prestado na mesma empresa, até o máximo de 60 dias, perfazendo um total de até 90 dias. Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Nov/ Fascículo 46 CT 7
8 Deve-se considerar também que, na definição de salário-de-contribuição, em nenhum momento o legislador inseriu qualquer termo vinculado a uma parcela indenizatória, reforçando ainda mais a tese de que sobre o aviso-prévio indenizado não há incidência da contribuição previdenciária. Vale ressaltar que, originariamente, a Lei n o 8.212/1991, em seu art. 28, 9 o, alínea e, continha previsão expressa acerca da não incidência do encargo previdenciário sobre o aviso-prévio indenizado. Com o advento da Lei n o 9.528/1997, foi alterada a redação do 9 o do art. 28 da Lei n o 8.212/1991, suprimindo a previsão da não incidência previdenciária sobre a parcela do aviso-prévio indenizado. Apesar da supressão da previsão expressa de não incidência do encargo previdenciário sobre a parcela do aviso-prévio indenizado, conforme alteração promovida pela citada Lei n o 9.528/1997, o RPS, aprovado pelo Decreto n o 3.048/1999, previa a não integração do aviso- -prévio indenizado ao salário-de-contribuição, conforme determinava o seu art. 214, 9 o, inciso V, alínea f. Ressalte-se que, posteriormente à edição da Lei n o 9.528/1997, não só o RPS mantinha a exclusão do encargo previdenciário sobre o aviso-prévio indenizado, mas também a Instrução Normativa SRP n o 3/2005, conforme disposto na alínea f do inciso VI do art. 72, continha a mesma previsão. Contudo, em , por meio da Instrução Normativa SRP n o 20/2007, a alínea f foi expressamente revogada, não havendo mais a previsão da exclusão do encargo previdenciário sobre o aviso-prévio indenizado na citada Instrução Normativa. A Instrução Normativa SRP n o 3/2005 e a Instrução Normativa SRP n o 20/2007 foram revogadas pela Instrução Normativa RFB n o 971/2009. Surgiu, finalmente, o Decreto n o 6.727/2009, o qual em revogou expressamente a alínea f do inciso V do 9 o do art. 214 do RPS, que trazia a previsão da não incidência do encargo previdenciário sobre o aviso-prévio indenizado, extinguindo, assim, o último dispositivo legal que mantinha expressamente a parcela do aviso-prévio indenizado na relação das verbas que não integram o salário-de-contribuição. Não obstante a revogação da mencionada alínea f, devemos lembrar que a alínea m do mesmo inciso V do 9 o do art. 214 do RPS, a qual continua em vigor, esclarece que não integram o salário-de-contribuição outras indenizações, desde que expressamente previstas em lei. Dessa forma, considerando ser o aviso-prévio indenizado verba de natureza indenizatória e prevista em lei, estaria enquadrado na citada alínea m. Ressalte-se que, apesar da revogação dos dispositivos legais que previam expressamente a não integração do aviso-prévio indenizado no salário-de-contribuição, em nenhum momento a Lei n o 8.212/1991 ou o RPS previu expressamente a sua integração. Pela análise dos dispositivos legais anteriormente mencionados, e considerando ser o aviso-prévio indenizado, tipicamente, verba de natureza indenizatória, não obstante a controvérsia existente, há uma forte corrente de entendimento que defende a não incidência do encargo previdenciário sobre os valores pagos a tal título. Apesar do anteriormente exposto, a RFB, órgão arrecadador, por meio da Instrução Normativa RFB n o 925/ DOU de , a qual dispõe, entre outras providências, sobre as informações a serem declaradas na GFIP, determinou que, desde 1 o , as pessoas jurídicas ou os contribuintes equiparados que efetuam rescisão de contrato de trabalho de seus empregados e pagam aviso-prévio indenizado devem preencher o Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (Sefip), observando o seguinte: a) o valor do aviso-prévio indenizado não deve ser informado; e b) o valor do avo de 13 o salário correspondente ao aviso-prévio indenizado deve ser informado no campo Base de Cálculo 13 o salário da Previdência Social, exceto no caso de empregado que tenha trabalhado por um período inferior a 15 dias durante o ano, cuja informação não pode ser prestada até que o Sefip seja adaptado. Nessas hipóteses, a GPS gerada pelo Sefip será desprezada, devendo ser preenchida manualmente com os valores efetivamente devidos, incluindo-se as contribuições incidentes sobre o aviso-prévio indenizado e sobre o 13 o salário correspondente àquele, observando-se que, para fins de cálculo das contribuições e de enquadramento na tabela de salário-de-contribuição, o valor do aviso-prévio indenizado será somado às outras verbas rescisórias que possuem incidência de contribuições previdenciárias, na competência do desligamento. O avo do 13 o salário correspondente ao aviso- -prévio indenizado deve ser somado ao valor do 13 o salário proporcional, correspondente ao valor bruto da gratificação sem compensação dos adiantamentos pagos, mediante aplicação, em separado, da tabela de salário-de-contribuição. As informações prestadas em GFIP em desacordo com o anteriormente exposto poderão ser retificadas por 8 CT Manual de Procedimentos - Nov/ Fascículo 46 - Boletim IOB
9 meio da apresentação de guia retificadora. A mencionada retificação não sujeitará o sujeito passivo à multa prevista no inciso II do art. 32-A da Lei n o 8.212/1991. Desde , não há, na Lei n o 8.212/1991 ou no RPS, dispositivo expresso determinando a não incidência da contribuição previdenciária na verba paga a título de aviso-prévio indenizado, tampouco entendimento pacífico de que a referida verba pode ser considerada salário-de-contribuição, uma vez que não se coaduna com a definição de salário-de-contribuição contida no inciso I do art. 28 da Lei n o 8.212/1991. No que concerne ao encargo previdenciário sobre a parcela (avo) correspondente do 13 o salário proporcional decorrente da projeção do período do aviso-prévio indenizado, informamos que, atualmente, não há na Lei n o 8.212/1991 nem no seu regulamento (Decreto n o 3.048/1999) qualquer previsão expressa sobre a não incidência previdenciária, havendo entendimento no sentido de que prevalece sobre a referida parcela acessória a mesma sorte da parcela principal, que é o aviso-prévio indenizado, observados os comentários anteriores. Diante de todo o exposto, e considerando a polêmica que se estabelece no que tange à interpretação da atual legislação relativa ao encargo previdenciário sobre o aviso-prévio indenizado, bem como o entendimento da RFB favorável à tributação, caberá ao Poder Judiciário a solução definitiva da controvérsia caso a parte que se sinta prejudicada promova a competente ação. A Lei n o /2011, em vigor desde , determinou que o aviso- -prévio, de que trata o Capítulo VI do Título IV da CLT, aprovada pelo Decreto- -lei n o 5.452/1943, será concedido na proporção de 30 dias aos empregados que contem com até 1 ano de serviço na mesma empresa. Ao aviso-prévio ora mencionado serão acrescidos 3 dias por ano de serviço prestado na mesma empresa, até o máximo de 60 dias, perfazendo um total de até 90 dias. O Capítulo VI do Título IV da CLT trata do aviso-prévio em seus arts. 487 a 491. A Lei n o /2011 entrou em vigor na data de sua publicação, ou seja, A referida Lei não trouxe os esclarecimentos necessários sobre as várias implicações legais decorrentes da aplicação do aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço e, até que o MTE publique portaria ou instrução normativa ou outro ato legal disciplinando tais implicações, recomendamos, por medida preventiva, que o empregador consulte antecipadamente o órgão regional do Ministério e a entidade sindical da respectiva categoria profissional, a fim de obter as orientações cabíveis sobre o assunto e adotar a posição que julgar mais adequada. Recordamos, por fim, que a decisão final sobre as controvérsias decorrentes da aplicação da Lei n o /2011 competirá ao Poder Judiciário caso a parte que se sinta prejudicada promova a competente ação. Havendo qualquer manifestação oficial por parte dos órgãos competentes sobre o tema, voltaremos a informar. 7. Salário-maternidade - 13 o salário proporcional - Pagamento Com o advento da Lei n o /2003, foi restabelecida a obrigatoriedade de a empresa efetuar o pagamento do salário-maternidade à sua empregada gestante, cujo valor será compensado por ocasião do recolhimento das contribuições incidentes sobre a folha de pagamento e demais rendimentos pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço. O INSS, portanto, continua responsável pelo pagamento do salário-maternidade diretamente à segurada quando se tratar, entre outros casos, de: a) adoção ou obtenção de guarda judicial para fins de adoção; b) seguradas empregada doméstica, contribuinte individual (autônoma e empresária), trabalhadora avulsa, especial ou facultativa. Assim, na ocorrência de parto ou aborto não criminoso, o salário-maternidade devido à segurada empregada será pago pela empresa. 7.1 Reembolso - Regras O reembolso à empresa ou equiparada de valores do salário-maternidade pagos a seguradas a seu serviço poderá ser efetuado mediante dedução no ato do pagamento das contribuições devidas à Previdência Social, correspondentes ao mês de competência do pagamento do benefício à segurada, devendo ser declarado em GFIP. Quando o valor a deduzir for superior às contribuições previdenciárias devidas no mês, o sujeito passivo poderá compensar o saldo a seu favor no recolhimento das contribuições dos meses subsequentes, ou requerer o reembolso. Caso o sujeito passivo efetue o recolhimento das contribuições previdenciárias sem a dedução do valor a reembolsar, essa importância poderá ser compensada ou ser objeto de restituição. É vedada a dedução ou compensação do valor do salário-maternidade das contribuições arrecadadas pela RFB para outras entidades ou fundos. O pedido será formalizado na unidade da RFB que jurisdiciona o domicílio tributário do sujeito passivo. Quando o reembolso envolver valores não declarados ou declarados incorretamente, o deferimento do pedido ficará condicionado à apresentação ou retificação da declaração. O reembolso será requerido por meio do programa PER/DCOMP ou, na impossibilidade de sua utilização, mediante a apresentação do formulário Pedido de Reembolso de Quotas de Salário-Família e Salário- -Maternidade, conforme modelo constante do Anexo Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Nov/ Fascículo 46 CT 9
10 VI da Instrução Normativa RFB n o 900/2008, ao qual deverão ser anexados documentos comprobatórios do direito creditório. 7.2 Valor do reembolso A empresa será reembolsada pelo pagamento do valor bruto do salário-maternidade (correspondente à renda mensal igual à remuneração integral da empregada beneficiária, observado o disposto na Constituição Federal/1988, art. 248), incluída a gratificação natalina proporcional ao período da correspondente licença (abono anual). Para fins de apuração do valor a deduzir a título de gratificação natalina proporcional ao período da correspondente licença-maternidade, a empresa observará o seguinte cálculo: a) a remuneração correspondente ao 13 o salário deverá ser dividida por 30; b) o resultado da operação descrita na letra a deverá ser dividido pelo número de meses considerados no cálculo da remuneração do 13 o ; c) a parcela referente ao 13 o salário proporcional ao período de licença-maternidade corresponde ao produto da multiplicação do resultado da operação descrita na letra b pelo número de dias de gozo de licença-maternidade no ano. WExemplo Empregada fica afastada do trabalho por motivo de parto (licença-maternidade) durante 120 dias, no período de 1 o.04 a do ano em curso. Nesta hipótese, a empresa deve efetuar o pagamento direto do próprio salário-maternidade, bem como o pagamento total da gratificação natalina, incluindo o período correspondente ao afastamento por licença-maternidade. Assim, temos: - número de dias de licença-maternidade no exercício = 120 dias (1 o.04 a 29.07); - remuneração em dezembro do ano correspondente = R$ 2.670,00; - valor do 13 o salário: 1 o.01 a => 12/12 de R$ 2.670,00 = R$ 2.670,00. Cálculo da parcela a deduzir a título de gratificação natalina: 1) R$ 2.670,00 30 = R$ 89,00; 2) R$ 89,00 12 equivale a R$ 7,4166; 3) R$ 7,4166 x 120 equivale a R$ 890,00. D 7.3 Contribuição previdenciária Sobre o salário-maternidade, incluindo-se a parcela da gratificação natalina correspondente ao período da licença (abono anual), incidem as contribuições previdenciárias, tanto as devidas pela empregada como as devidas pela empresa. As contribuições sociais incidentes sobre o total do 13 o salário, incluindo-se a parcela do 13 o salário proporcional aos meses de salário-maternidade, devem ser recolhidas pela empresa, juntamente com as contribuições relativas ao 13 o salário do ano em que o benefício foi pago. Nos casos em que o salário-maternidade tiver sido pago diretamente pelo INSS à segurada empregada (entre outros, adoção ou obtenção de guarda judicial para fins de adoção), a empresa deverá recolher a contribuição previdenciária patronal, inclusive as destinadas a terceiros, sobre o valor do salário-maternidade pago pelo INSS à segurada empregada. Quanto ao desconto da contribuição previdenciária da empregada em gozo do benefício de salário- -maternidade pago pelo INSS, este é efetuado pelo próprio Instituto, no valor do benefício. Entretanto, se o recebimento do benefício corresponder à fração de mês, o desconto tanto no início como no término do benefício deverá ser feito da seguinte forma: a) pela empresa, sobre a remuneração relativa aos dias trabalhados, aplicando-se a alíquota correspondente à remuneração mensal integral, respeitado o teto máximo do salário-de-contribuição; b) pelo INSS, sobre o salário-maternidade relativo aos dias correspondentes, aplicando-se a alíquota devida sobre a remuneração mensal integral, observado o limite máximo do salário- -de-contribuição. Quando o desconto na empresa ou no INSS atingir o limite máximo do salário-de-contribuição, não caberá mais nenhum desconto pela outra parte. 8. FGTS - Depósito O depósito relativo ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) (8%) é devido com base na remuneração paga ou devida no mês anterior, nela incluída, além de outras parcelas, a gratificação de Natal. Assim o depósito deve ser efetuado por ocasião do pagamento, tanto da 1 a como da 2 a parcela do 13 o salário, ou nos casos de rescisão contratual. Lembramos que o depósito do FGTS na conta vinculada também é obrigatório nos casos de afastamento do trabalho por motivo de prestação de serviço 10 CT Manual de Procedimentos - Nov/ Fascículo 46 - Boletim IOB
11 militar, licença para tratamento de saúde de até 15 dias, licença por acidente de trabalho, licença à gestante, licença-paternidade, entre outras hipóteses previstas na legislação. O prazo de recolhimento (excetuados os depósitos decorrentes de rescisão contratual comentados adiante) sem quaisquer acréscimos legais vai até o dia 7 do mês subsequente ao da competência da remuneração. Se não corresponder a dia útil, antecipa-se o recolhimento (Lei n o 8.036/1990, art. 15). Nos termos da Lei n o 8.036/1990, art. 18, na redação dada pela Lei n o 9.491/1997, art. 31, regulamentada pelo Decreto n o 2.430/1997, observada a Lei Complementar n o 110/2001, ficou estabelecido que os valores relativos aos depósitos referentes ao mês da rescisão e ao mês imediatamente anterior que ainda não houver sido recolhido, bem como a importância igual a 50% (despedida sem justa causa ou indireta) ou 20%, no caso de culpa recíproca ou força maior, do montante de todos os depósitos realizados na conta vinculada do FGTS, durante a vigência do contrato de trabalho, atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros, devem ser depositados por meio da Guia de Recolhimento Rescisório do FGTS (GRRF). 9. Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) Incide o IRRF, no mês de dezembro ou da rescisão contratual, conforme o caso, sobre o valor total do 13 o salário (1 a e 2 a parcelas), separadamente dos demais rendimentos pagos, mediante a utilização da respectiva tabela progressiva vigente no mês de dezembro ou da rescisão, podendo ser feitas no rendimento bruto todas as deduções permitidas para fins de determinação da base de cálculo do imposto (RIR/1999, art. 638). WExemplo Empregado com remuneração mensal de R$ 6.500,00 em dezembro/2011, com 2 dependentes para fins de Imposto de Renda. Assim, temos: Remuneração integral de 13 o salário/2011 (1 a + 2 a parcelas) = R$ 6.500,00 Desconto de INSS = R$ 406,09 - Desconto relativo aos dependentes = R$ 314,94 - Base de incidência do Imposto de Renda R$ 5.778,97 Imposto de Renda (27,5%) R$ 1.589,22 Parcela a deduzir = R$ 723,95 - Total do Imposto de Renda a reter = R$ 865,27 D O exemplo anteriormente descrito foi calculado com base na tabela progressiva mensal de Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos de pessoas físicas e no valor da dedução por dependente, ambos vigentes para o ano-calendário de 2011 (Instrução Normativa RFB n o 1.142/2011). (RPS, aprovado pelo Decreto n o 3.048/1999, art. 214, 6 o e 7 o, art. 216, 1 o a 3 o, e art. 25; Instrução Normativa RFB n o 971/2009, arts. 85, 94, 95, 96, 98 e 99; Instrução Normativa INSS n o 45/2010, arts. 306, 307 e 345; Lei n o /2006; Lei n o /2009; Lei n o /2007, art. 1 o, na redação dada pelo art. 23 da Lei n o /2009; Lei n o 9.250/1995, art. 4 o, na redação dada pelo art. 3 o da Lei n o /2007; Lei n o /2011; Instrução Normativa RFB n o 900/2008; Manual do Sefip, aprovado pela Instrução Normativa RFB n o 880/2008, pela Circular Caixa n o 451/2008 e pelo Comunicado Caixa s/n o publicado no DOU 3 de ; Instrução Normativa RFB n o 925/2009; Circular Caixa n o 548/2011; Decreto n o 6.765/2009; Portaria Interministerial MPS/ MF n o 407/2011; Ato Declaratório Executivo Codac n o 71/2011) N a Décimo Terceiro Salário 13 o salário do empregado doméstico SUMÁRIO 1. Introdução 2. Cálculo 3. Desconto previdenciário - Procedimentos 4. Afastamento por motivo de doença e licençamaternidade - Abono anual pago pela Previdência Social - Implicações 1. Introdução O 13 o salário devido ao empregado doméstico, da mesma forma que o 13 o salário dos empregados em geral, é pago em 2 parcelas: a 1 a, entre fevereiro e novembro de cada ano, e a 2 a, até 20 de dezembro. Define-se como empregado doméstico aquele que presta serviços de natureza contínua e de finalidade Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Nov/ Fascículo 46 CT 11
12 não lucrativa a pessoa ou família, no âmbito residencial destas, tais como cozinheiro, copeiro, arrumadeira, babá, jardineiro, motorista particular etc. 2. Cálculo Calcula-se o 13 o salário com base em 1/12 da remuneração devida em dezembro, por mês de serviço do ano correspondente, considerando-se mês integral a fração igual ou superior a 15 dias de trabalho. Assim, por exemplo, na admissão em , conta-se: Meses/2011 Tempo trabalhado Avos proporcionais Junho 11 dias - Julho 31 dias 1/12 Agosto 31 dias 2/12 Setembro 30 dias 3/12 Outubro 31 dias 4/12 Novembro 30 dias 5/12 Dezembro 31 dias 6/12 WExemplos a) admissão em salário mensal: R$ 600,00 - tempo de serviço até outubro/2011: 4/12 D 13 o salário: 1 a parcela (até ) R$ 600,00 12 = R$ 50,00 R$ 50,00 x 4 = R$ 200,00 R$ 200,00 2 = R$ 100,00 2 a parcela (até ) - salário mantido em: R$ 600,00 R$ 600,00 12 = R$ 50,00 R$ 50,00 x 6 = R$ 300,00 R$ 300,00 R$ 100,00 (1 a parcela) = R$ 200,00 (2 a parcela) s (1) Há os que consideram, no tempo de serviço, para pagamento da 1 a parcela, o mês de novembro, passando o adiantamento a ser calculado, como no exemplo, à base de 50% de 5/12, desde que o empregado já tenha trabalhado, no mínimo, 15 dias em novembro. Entretanto, como a Lei n o 4.749/1965, art. 2 o, determina o adiantamento do 13 o salário na importância correspondente à metade do salário do mês anterior (base de cálculo), entende-se que a contagem dos avos proporcionais também deve ir até aquele mês - no exemplo, até outubro/2011. (2) Nada impede que o 13 o salário seja pago integralmente, em parcela única, até 30 de novembro, devendo ser complementada eventual diferença até 20 de dezembro, caso neste mês ocorra majoração salarial. Lembramos, entretanto, que a prática reiterada do pagamento integral antecipado pode implicar aquisição do direito (ajuste tácito ao contrato de trabalho), pelo empregado, de sempre receber integralmente o 13 o salário antes do prazo legal. b) admissão em salário mensal em dezembro/2011: R$ 672,00 - tempo de serviço para 13 o : 1/12 - pagamento até : - R$ 672,00 12 x 1 = R$ 56,00 3. Desconto previdenciário - Procedimentos O desconto previdenciário relativo ao 13 o salário deve ser efetuado, por ocasião do pagamento da parcela final, em separado do salário do mês, sem abatimento da antecipação. O seu recolhimento efetua-se até 20 de dezembro ou dia útil imediatamente anterior se não houver expediente bancário no dia 20. No caso de rescisão contratual, o recolhimento deve ser efetuado no prazo normal de recolhimento das demais contribuições previdenciárias. Lembramos que, nos afastamentos da empregada doméstica por motivo de licença-maternidade, o abono anual pago pelo INSS (13 o salário proporcional ao período de salário-maternidade) estará sujeito ao encargo previdenciário por ocasião do pagamento da parcela final do 13 o salário ou da rescisão do contrato de trabalho (Instrução Normativa RFB n o 971/2009, arts. 92 e 95, e Instrução Normativa INSS n o 45/2010, art. 345). Vale destacar que, desde 1 o , está vedada a utilização de documento de arrecadação previdenciária de valor inferior a R$ 29,00. Assim, a contribuição previdenciária devida que, no período de apuração, resultar em valor inferior a R$ 29,00 deverá ser adicionada à contribuição ou importância correspondente nos períodos subsequentes até que o total seja igual ou superior a R$ 29,00, quando, então, deverá ser recolhido no prazo de vencimento estabelecido pela legislação para este último período de apuração, conforme previsto na Resolução DC/INSS n o 39/ CT Manual de Procedimentos - Nov/ Fascículo 46 - Boletim IOB
13 Por meio da Lei n o /2006, foi acrescido o 6 o ao art. 30 da Lei n o 8.212/1991 para facultar ao empregador doméstico a realização do recolhimento da contribuição previdenciária (parte empregador e parte empregado) relativa à competência novembro, até o dia 20 de dezembro, juntamente com a contribuição referente ao 13 o salário, utilizando um único documento de arrecadação. Inserimos, no exemplo do subitem 3.1.1, o modelo da Guia de Recolhimento da Previdência Social (GPS) parcialmente preenchido, considerando apenas o recolhimento da contribuição previdenciária sobre o 13 o salário. Reproduzimos, a seguir, a tabela de contribuição dos segurados empregado, empregado doméstico e trabalhador avulso válida para a competência dezembro/2011. Salário-de-contribuição (R$) até 1.107,52 de 1.107,53 até 1.845,87 de 1.845,88 até 3.691,74 Doméstico: Teto = 3.691,74 Alíquota para fins de recolhimento ao INSS (%) 8% 9% 11% Assim, a contribuição recolhida na GPS corresponde a: a) empregado: - alíquota de 8% incidente nos valores até R$ 1.107,52, de 9% nos de R$ 1.107,53 a R$ 1.845,87 e de 11% nos de R$ 1.845,88 a R$ 3.691,74; b) empregador: - alíquota de 12% do salário-de-contribuição de seu empregado doméstico, até R$ 3.691,74. Portanto, o recolhimento na GPS corresponde a 20%, 21% ou 23%, conforme a faixa do salário-de- -contribuição. 3.1 Exemplos WExemplos a) 13 o salário devido em 2011 = R$ 545,00 <=> salário mensal de 1 o a ; - recolhimento na GPS: R$ 109,00 (20% de R$ 545,00, ou seja, 8% do empregado e 12% do empregador); b) 13 o salário devido = R$ 1.200,00 - recolhimento na GPS: R$ 252,00 (21% de R$ 1.200,00, ou seja, 9% do empregado e 12% do empregador); c) 13 o salário devido = R$ 4.000,00 - recolhimento na GPS: R$ 849,10 (23% de R$ 3.691,74 - limite máximo de contribuição, ou seja, 11% do empregado e 12% do empregador). D Preenchimento parcial da GPS O modelo da GPS a seguir corresponde ao exemplo a do subitem anterior pertinente ao pagamento do 13 o salário/2011 no valor de um salário-mínimo. 3. CÓDIGO DE PA- GAMENTO 1600 MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL - MPAS INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS 4. COMPETÊNCIA 13/ IDENTIFICADOR GUIA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL GPS Norberto... Rua Tal, Centro - Jundiaí - SP - CEP Tel.: (0XX99) VALOR DO INSS 109, VENCIMENTO (Uso exclusivo INSS) 9. VALOR DE OU- TRAS ENTIDADES ATENCÃO: É vedada a utilização de GPS para recolhimento de receita de valor inferior ao estipulado em resolução publicada pelo INSS. A receita que resultar em valor inferior deverá ser adicionada à contribuição ou importância correspondente nos meses subsequentes, até que o total seja igual ou superior ao valor mínimo fixado. 12. AUTENTICAÇÃO BANCÁRIA 10. ATM/MULTA E JUROS 11. TOTAL 109,00(*) Instruções para preenchimento no verso. Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Nov/ Fascículo 46 CT 13
14 (*) Importante Valor correto se recolhido até ou dia útil imediatamente anterior se não houver expediente bancário. Lembramos que o recolhimento normal sobre o salário de dezembro/2011 deve ser realizado até ou dia útil imediatamente posterior se não houver expediente bancário no dia 16. No campo competência, nesse caso, deve-se inserir 12/2011. Caso o empregador doméstico tenha optado pelo recolhimento trimestral da contribuição previdenciária normal relativa à competência dezembro/2011, o prazo para recolhimento continuará sendo até ou dia útil imediatamente posterior se não houver expediente bancário no dia Afastamento por motivo de doença e licença-maternidade - Abono anual pago pela Previdência Social - Implicações 4.1 Auxílio-doença O empregado doméstico que está ou esteve em gozo do benefício de auxílio-doença recebe, do empregador doméstico, o 13 o salário proporcional, relativo ao período de efetivo trabalho, assim considerado o tempo anterior e posterior ao afastamento, e a Previdência Social assume o período relativo ao afastamento do trabalho, computando-o para fins de pagamento do abono anual. WExemplo Empregado doméstico, admitido em , ficou afastado do trabalho no ano de 2011, de a 27.06, por motivo de doença, percebendo o benefício previdenciário. Em tal hipótese, o empregador deverá calcular e quitar o 13 o salário desse empregado proporcionalmente aos períodos tidos como efetivamente trabalhados, antes e depois do lapso de tempo em que esteve afastado, percebendo benefício previdenciário. Assim, nessa hipótese, o empregador deverá computar 10/12 relativos ao 13 o proporcional em 2011, dos quais: a) 4/12 correspondem ao período de 1 o.01 a (anterior ao início do benefício previdenciário); e b) 6/12 relativos ao período de a (posterior ao afastamento). D Abono anual a cargo da Previdência Social O abono anual é pago pela Previdência Social aos segurados e dependentes que, durante o ano, tenham recebido aposentadoria, salário-maternidade, pensão por morte, auxílio-acidente, auxílio-doença ou auxílio-reclusão. É apurado, no que couber, da mesma forma que a gratificação de Natal dos trabalhadores, com base no valor da renda mensal do benefício do mês de dezembro de cada ano (Lei n o 8.213/1991, art. 40, e Instrução Normativa INSS n o 45/2010, art. 345). No ano de 2011, o pagamento do abono anual será efetuado em 2 parcelas, sendo a primeira, equivalente a até 50% do valor do benefício correspondente ao mês de agosto, paga juntamente com o benefício correspondente a esse mês. O valor da segunda parcela corresponderá à diferença entre o valor total do abono anual e o valor da parcela antecipada (Decreto n o 7.533/2011). 4.2 Licença-maternidade Nos termos da Instrução Normativa INSS n o 45/2010, art. 345, 3 o, ficou estabelecido que o valor do abono anual (13 o salário proporcional ao período de duração do salário-maternidade) será pago, em cada exercício, pelo INSS, juntamente com a última parcela do benefício nele devido, observado o pagamento em 2 parcelas. WExemplo Empregada doméstica ficará afastada do trabalho por motivo de licença-maternidade durante 120 dias, no período de a Nessa hipótese, a Previdência Social deverá arcar com o pagamento do abono anual de 4/12 correspondente ao período de afastamento por licença-maternidade, e o empregador doméstico deverá calcular e pagar o 13 o salário/2011 dessa empregada proporcionalmente aos períodos tidos como efetivamente trabalhados, antes e depois do lapso de tempo em que esteve afastada, bem como quitar eventual diferença entre o efetivo valor do 13 o salário no período de afastamento e o valor do abono anual pago pelo INSS, ou seja: a) 3/12 correspondente ao período de 1 o.01 a (anterior ao afastamento); b) 5/12 relativos ao período de a (posterior ao afastamento); c) 4/12 pertinentes ao período de afastamento de a , deduzido o valor do abono anual pago pela Previdência Social relativo a esse período de afastamento. D Para verificar a incidência do encargo previdenciário da parte do empregador doméstico sobre o referido abono anual pago pelo INSS, veja o item 3 deste texto. (Lei n o 4.090/1962; Lei n o 4.749/1965; Lei n o 5.859/1972; Lei n o /2006; Decreto n o /1965; Decreto n o /1973; Ato Declaratório Executivo Codac n o 71/2011) n 14 CT Manual de Procedimentos - Nov/ Fascículo 46 - Boletim IOB
15 a IOB Setorial Saúde Tecnólogo da área de saúde - Inscrição no Conselho Regional de Biomedicina 1. Introdução A Lei n o 9.394/1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, dispõe que a educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais. A referida Lei determina, ainda, que a educação profissional e tecnológica, no cumprimento dos objetivos da educação nacional, integra-se aos diferentes níveis e modalidades de educação e às dimensões do trabalho, da ciência e da tecnologia. Os cursos de educação profissional e tecnológica poderão ser organizados por eixos tecnológicos, possibilitando a construção de diferentes itinerários formativos, observadas as normas do respectivo sistema e nível de ensino. A educação profissional e tecnológica abrangerá os seguintes cursos: a) formação inicial e continuada ou qualificação profissional; b) educação profissional técnica de nível médio; c) educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação. Os cursos de educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação serão organizados, no que concerne a objetivos, características e duração, de acordo com as diretrizes curriculares nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação. 2. Tecnólogos - Conceito São considerados tecnólogos os profissionais com diplomas de curso superior de tecnologia reconhecidos pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC). Segundo o Catálogo Nacional de Cursos Superiores em Tecnologia, da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), do MEC, o eixo dos cursos em ambiente e saúde: Compreende tecnologias associadas à melhoria da qualidade de vida, à preservação da natureza e à utilização, desenvolvimento e inovação do aparato tecnológico de suporte e atenção à saúde. Abrange ações de proteção e preservação dos seres vivos e dos recursos ambientais, do controle e avaliação de risco, programas de educação ambiental. Tais ações vinculam-se ao suporte de sistemas, processos e métodos utilizados na análise, diagnóstico e gestão, provendo apoio aos profissionais da saúde nas intervenções no processo saúde- -doença de indivíduos, bem como propondo e gerenciando soluções tecnológicas mitigadoras e de avaliação e controle dos recursos naturais. Pesquisa e inovação tecnológica, constante atualização e capacitação, fundamentadas nas ciências da vida, nas tecnologias físicas e nos processos gerenciais são características comuns deste eixo. Os cursos tecnológicos relativos a ambiente e saúde são, entre outros, em: a) gestão ambiental; b) gestão hospitalar; c) oftálmica; d) radiologia; e) saneamento ambiental; f) sistemas biomédicos. 3. Inscrição no Conselho Regional de Biomedicina Os tecnólogos estão sujeitos à inscrição nos Conselhos Regionais de Biomedicina, no quadro de inscrição de categoria I, obedecendo à ordem numérica estabelecida pelo respectivo conselho. O registro deverá ser requerido, pelo interessado, ao Presidente do Conselho Regional de Biomedicina, devendo constar do requerimento: a) o nome por extenso; b) a nacionalidade; c) a naturalidade; d) o estado civil; e) a data de nascimento; f) a filiação; g) a residência; h) o título constante no diploma ou no certificado; i) a data de expedição do diploma ou do certificado; j) o nome do estabelecimento de ensino ou o órgão expedidor do diploma ou certificado. Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Nov/ Fascículo 46 CT 15
16 O requerimento deverá ser instruído com a documentação que comprove a titularidade, juntando-se a este, ainda: a) o diploma de tecnólogo; b) a certidão autenticada do currículo escolar; c) a cédula de identidade expedida na forma da lei, por autoridade civil ou militar; d) a prova de quitação eleitoral e militar, para homens; e) 2 fotos de frente com dimensões 3 x 4. Os documentos mencionados nas letras a, c e d deverão ser apresentados em original com as respectivas fotocópias. Os originais serão restituídos ao requerente, após serem as fotocópias devidamente autenticadas pelo Conselho Regional de Biomedicina. 3.1 Diplomados no exterior O registro dos diplomados no estrangeiro será concedido desde que o interessado atenda às exigências do item 3, bem como as que seguem: a) o diploma ou certificado deverá estar devidamente revalidado e registrado na forma prevista na legislação vigente; b) os documentos em língua estrangeira, devidamente legalizados, deverão estar traduzidos, para o vernáculo, por tradutor público juramentado; c) deve ser apresentada prova de autorização para permanência definitiva no País, quando estrangeiro. 4. Atividades Os tecnólogos ocupam-se das atividades que lhes são inerentes em conformidade com o estabelecido pelas disciplinas do seu currículo efetivamente realizado. Quanto ao exercício profissional, ficam os tecnólogos sujeitos às mesmas leis e resoluções do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de Biomedicina. 5. Carteira de identidade profissional Após realização do registro, serão expedidas carteira de identidade profissional e cédula de identificação, de acordo com os modelos estabelecidos pelo Conselho Federal de Biomedicina. A carteira profissional é válida em todo o território nacional como prova de identidade para qualquer efeito. 6. Inscrição provisória A inscrição provisória será efetuada mediante a exibição dos documentos exigidos para a inscrição definitiva, além da certidão expedida pelo estabelecimento de ensino, comprovando que o requerente concluiu o curso e que o seu diploma se encontra em fase de emissão ou registro nos órgãos competentes. A inscrição provisória será concedida no prazo máximo de 180 dias, podendo ser renovada desde que motivada. Esgotado o prazo da inscrição provisória, se o profissional continuar trabalhando sem efetuar seu registro definitivo, será punido por exercício ilegal da profissão. O inscrito provisoriamente terá todos os direitos assegurados ao profissional com inscrição definitiva, assim como estará sujeito aos mesmos deveres e obrigações. No ato do pedido da inscrição secundária, deverá ser paga a taxa de inscrição provisória, anuidade e certidões. 7. Transferência A transferência do profissional habilitado do seu conselho de origem para outro somente será concedida através do requerimento do conselho regional de destino. Ao requerimento de transferência deverão ser juntadas: a) a carteira profissional; b) a certidão expedida pelo conselho de origem de que não possui processos de penalidades, de cobranças ou multas; c) a comprovação de pedido de baixa no conselho de origem; d) fotografias 3 x 4. O profissional preencherá e assinará as fichas necessárias à formalização de sua transferência. A transferência será anotada na carteira profissional do requerente. Caso o profissional retorne à jurisdição do conselho de origem, será observado o mencionado no primeiro parágrafo do item 3. Todas as despesas resultantes do pedido de transferência ocorrerão por conta do profissional. 8. Anuidade - Pagamento Para os tecnólogos fica estabelecido o pagamento de uma anuidade no valor de 50% da anuidade do 16 CT Manual de Procedimentos - Nov/ Fascículo 46 - Boletim IOB
17 profissional biomédico ao respectivo Conselho Regional de Biomedicina, até o dia 31 de março de cada ano, acrescida da mesma mora cobrada do profissional biomédico, quando fora do prazo. Os respectivos Conselhos Regionais de Biomedicina ficam obrigados a dar integral cumprimento ao inciso XIX do art. 12 da Lei n o 6.684/1979. O inciso XIX do art. 12 da Lei n o 6.684/1979 determina: Art. 12. Compete aos Conselhos Regionais: [ ] XIX - arrecadar anuidades, multas, taxas e emolumentos e adotar todas as medidas destinadas à efetivação de sua receita, destacando e entregando ao Conselho Federal as importâncias referentes à sua participação legal; [ ] 9. Conselho Federal e Conselhos Regionais de Biomedicina - Participação - Fiscalização O profissional tecnólogo não tem direito a votar e a ser votado, sendo vedada sua participação em qualquer cargo no Conselho Federal e nos conselhos regionais, mas pode constituir sindicatos. Cumpre ao respectivo Conselho Regional de Biomedicina em que estiver inscrito o profissional tecnólogo fiscalizar seu exercício, representando inclusive as autoridades competentes sobre fatos que apurar e cuja solução ou repressão não seja de sua alçada. Os Conselhos Regionais de Biomedicina, obrigatoriamente, enviarão de 3 em 3 meses lista completa de nomes e endereços, inclusive eletrônicos, dos profissionais tecnólogos devidamente inscritos nos respectivos conselhos. (Portaria MEC n o 10/2006; Resolução CFBM n o 202/2011) N a IOB Entende A obrigatoriedade ou não da comunicação da gravidez ao empregador Dúvida muito comum no âmbito trabalhista diz respeito à necessidade ou não de a empregada que se encontra em estado gestacional comunicar tal fato ao seu empregador. Para a solução da questão, faz-se necessária a análise da legislação atinente ao tema. O art. 10, II, b, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT/CF) estabelece que fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa da empregada gestante, desde a confirmação da gravidez até 5 meses após o parto, garantindo a ela, portanto, a estabilidade provisória de emprego. A Lei n o 9.029/1995, a qual proíbe a adoção de qualquer prática discriminatória e limitativa para efeito de acesso à relação de emprego ou sua manutenção, por motivo de sexo, origem, raça, cor, estado civil, situação familiar ou idade, determina constituir crime, entre outras práticas discriminatórias, as relativas à exigência de teste, exame, perícia, laudo, atestado, Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Nov/ Fascículo 46 CT 17
18 declaração ou qualquer outro procedimento relativo à esterilização ou ao estado de gravidez. O empregador que incorrer nas mencionadas práticas estará sujeito à penalidade de detenção de 1 a 2 anos e multa, sendo sujeitos ativos dos crimes em comento a pessoa física empregadora, o seu representante legal, como definido na legislação trabalhista, ou o dirigente, direto ou por delegação, de órgãos públicos e entidades das administrações públicas direta, indireta e fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, conforme o caso. Além das penalidades mencionadas, as infrações às disposições da Lei n o 9.029/1995 são passíveis de multa administrativa equivalente a 10 vezes o valor do maior salário pago pelo empregador, elevado em 50% em caso de reincidência e, ainda, proibição de obtenção de empréstimo ou financiamento junto a instituições financeiras oficiais. A empregada que teve o seu contrato de trabalho rompido pelos mencionados atos discriminatórios poderá optar entre a readmissão com ressarcimento integral de todo o período de afastamento, mediante pagamento das remunerações devidas, corrigidas monetariamente, acrescidas dos juros legais, ou a percepção, em dobro, da remuneração do período de afastamento, corrigida monetariamente e acrescida dos juros legais. Por meio da Lei n o /2010, foram alteradas as redações dos arts. 3 o e 4 o da Lei n o 9.029/1995 para estabelecer que: a) sem prejuízo das penalidades previstas no art. 2 o da Lei n o 9.029/1995 as infrações às disposições da mencionada Lei são passíveis das cominações previstas nos dispositivos legais que tipificam os crimes resultantes de preconceito de etnia, raça ou cor; b) o rompimento da relação de trabalho por ato discriminatório dá direito à reparação pelo dano moral, além das faculdades previstas no art. 4 o da Lei n o 9.029/1995. No que tange à obrigatoriedade ou não de comunicação da gravidez para efeitos da estabilidade provisória constitucionalmente assegurada, a questão não é pacífica tanto na doutrina como na jurisprudência. Alguns doutrinadores argumentam que a confirmação da gravidez, marco inicial da estabilidade da gestante, se dá a partir da comunicação do estado gestacional da empregada ao empregador, alegando ainda que o empregador não pode vir a ser penalizado por ter efetuado uma rescisão contratual sem justo motivo, quando ignorava a existência de fato impeditivo para tanto. Outros defendem o entendimento de que em momento algum a legislação exige a comunicação da gravidez ao empregador. O termo confirmação da gravidez constante do art. 10, II, b, do ADCT se refere à comprovação, demonstração, e não à comunicação; portanto, para os que defendem esta corrente de entendimento, basta a empregada comprovar que a gestação ocorreu no curso do contrato de trabalho para fazer jus à estabilidade no emprego, independentemente de qualquer comunicação do fato ao empregador. Esse é o posicionamento majoritário. O Tribunal Superior do Trabalho (TST), por meio da Súmula n o 244, I, consubstanciou o seu entendimento acerca do tema ao dispor que: Gestante. Estabilidade provisória. I - O desconhecimento do estado gravídico pelo empregador não afasta o direito ao pagamento da indenização decorrente da estabilidade. [ ] Ante o exposto e após a análise da mencionada legislação, concluímos que a exigência da comunicação da gravidez da empregada para efeito de manutenção do contrato de trabalho é vedada por expressa disposição legal (Lei n o 9.025/1995), e a sua exigência para fins de observância da estabilidade provisória, segundo entendemos, também não pode ocorrer, uma vez que a Constituição Federal quando estabeleceu o marco inicial da estabilidade o vinculou à confirmação da gravidez, e não à comunicação da gravidez. Confirmação é o ato de comprovar, demonstrar, certificar, enquanto que a comunicação é o ato de participar, de transmitir uma mensagem, ou seja, é um mero aviso. Logo, confirmação e participação comportam significados diferentes, são termos que não se confundem, razão pela qual um não pode ser substituído pelo outro. Ademais, exigir, para efeitos da garantia de estabilidade provisória à gestante, a comunicação do fato ao empregador é estabelecer uma restrição ao direito daquela, restrição esta que a Constituição Federal não instituiu. Portanto, o intérprete estaria restringindo aquilo que a lei não restringiu. Transcrevemos a seguir algumas decisões judiciais acerca do tema. Decisões contrárias à comunicação Recurso de revista - Gestante - Estabilidade provisória - Comunicação ao empregador - Limitação temporal - Norma 18 CT Manual de Procedimentos - Nov/ Fascículo 46 - Boletim IOB
19 coletiva - Provimento - É irrelevante para configuração da estabilidade provisória o conhecimento do empregador sobre o estado gestacional da obreira quando do rompimento do vínculo empregatício, pois o artigo 10, II, b, do ADCT ao conferir estabilidade provisória exige para o seu implemento apenas a confirmação de sua condição de gestante. Neste diapasão, conclui-se que a questão aqui tratada é de responsabilidade objetiva, assumindo o empregador o ônus decorrente da dispensa da empregada gestante sem justa causa, ainda que não saiba de seu estado. Basta a ocorrência do estado gravídico para nascer o direito em comento, não havendo, portanto, de se falar em outros requisitos para o exercício desse direito, como, no caso, de comunicação da gravidez ao empregador em determinado prazo, previsto em norma coletiva (Súmula n o 244). Precedentes. Recurso de revista conhecido e provido. (TST - RR 2535/ Rel. Min. Guilherme Augusto Caputo Bastos - DJ-e pág. 976) Estabilidade gestante - Desnecessária ciência do empregador da gravidez ocorrida durante o contrato de trabalho - Despiciendo haver pedido de reintegração na inicial para a concessão da garantia constitucional - Súmula n o 244, itens I e II, do TST - O artigo 10, inciso II, alínea b, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias veda a dispensa arbitrária da empregada gestante, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. O citado dispositivo constitucional foi interpretado por esta Corte, consoante o disposto na Súmula n o 244, item I, do TST: O desconhecimento do estado gravídico pelo empregador não afasta o direito ao pagamento da indenização decorrente da estabilidade (art. 10, inciso II, alínea b, do ADCT). Extrai-se do referido verbete sumular que é condição essencial para que seja assegurada a estabilidade à reclamante apenas o fato de a gravidez ter ocorrido durante o transcurso do contrato de trabalho, não sendo, para tanto, exigido o conhecimento da gravidez pelo empregador. Também não é necessário haver na inicial pedido de reintegração no emprego para que a reclamante tenha direito à reparação, com respaldo no artigo 186 do Código Civil, do ilícito patronal de inobservância da proibição momentânea do exercício do poder potestativo de resilição contratual disposta no artigo 10, inciso II, alínea b, do ADCT. Esse entendimento é confirmado pelo item II da Súmula n o 244 do TST, segundo o qual A garantia de emprego à gestante não autoriza a reintegração, assegurando-lhe apenas o direito a salários e vantagens correspondentes ao período e seus reflexos. Recurso de revista conhecido e provido [ ] (TST - RR 1054/ Rel. Min. José Roberto Freire Pimenta - DJ-e pág. 812) Agravo de instrumento - Recurso de revista - Descabimento - 1- Gestante - Estabilidade provisória - Desnecessidade de comunicação ao empregador - Limitação do direito à data de ajuizamento da ação - Impossibilidade - Os direitos decorrentes do disposto no art. 7 o, XVIII, da Constituição Federal, e no art. 10, II, b, do ADCT, não têm sua eficácia condicionada à prévia ciência do empregador, eis que erigidos a partir de responsabilidade objetiva (Súmula 244, item I, do TST). Enquanto se cuide de proteção ao nascituro, prevalecerão os benefícios constitucionais, ainda que a própria empregada, ao tempo da dissolução contratual, desconhecesse a sua gravidez. Por outra face, o esgotamento do período de estabilidade, ao tempo do ajuizamento da reclamação trabalhista, não obsta o reconhecimento do direito aos salários e demais direitos a ele correspondentes, como indenização, na diretriz do item II da Súmula 244/ TST [ ] (TST - AIRR Rel. Min. Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira - DJ-e pág ) Recurso de revista - Estabilidade gestante - Decisão regional em consonância com a Súmula n o 244, item I, desta Corte, que dispõe que O desconhecimento do estado gravídico pelo empregador não afasta o direito ao pagamento da indenização decorrente da estabilidade (art. 10, II, b do ADCT) (ex-oj n o 88- DJ ). Recurso de revista não conhecido. Estabilidade provisória - Gestante - Necessidade de comunicação da gravidez ao empregador - Previsão em norma coletiva - Validade - Ocorrendo a gestação durante o contrato de trabalho, a reclamante tem direito à garantia de emprego, independentemente da comunicação à reclamada do estado de gravidez. Deste modo, é inválida a cláusula coletiva que determina prazo prescricional para a comunicação ao empregador do estado gestacional pela empregada, uma vez que o E. Supremo Tribunal Federal vem decidindo que a alínea b do inciso II do art. 10 do ADCT, ao conferir estabilidade provisória à empregada gestante, apenas exige, para seu implemento, a confirmação do estado gestacional. Pelo que não há falar em outros requisitos para a fruição do benefício, como a prévia comunicação da gravidez ao empregador, porque somente lei poderia regulamentar a matéria. 2- Agravo regimental desprovido (Min. Ayres Britto. Segunda Turma DJE ). Violação do art 7 o, XXVI, da CF, bem como divergência jurisprudencial válida não demonstrada. Recurso de revista não conhecido. (TST - RR Rel. Min. Aloysio Corrêa da Veiga - DJ-e 1 o pág. 1590) Decisões favoráveis à necessidade de comunicação da gravidez ao empregador Estabilidade - Gravidez desconhecida pelo empregador - Se a gravidez não era conhecida e somente confirmada após a rescisão contratual, não há má-fé do empregador e não configura despedida obstativa da garantia de emprego à gestante, não se podendo argumentar, conseqüentemente, em direito à reintegração ou à indenização equivalente ao tempo da garantia. (TRT 17 a Região - RO Rela. Juíza Fátima Gomes Ferreira - J ) Estabilidade gestante - Gravidez desconhecida por ambas as partes - A despedida da gestante quando a gravidez era desconhecida de ambas as partes e somente confirmada pela própria gestante após a rescisão contratual demonstra a ausência de ato de má-fé do empregador. Assim, inexistindo a despedida obstativa da garantia de emprego à gestante, não há direito à reintegração ou à indenização equivalente ao tempo da garantia. (TRT 12 a Região - RO-V (11687/2005) - Florianópolis - 3 a Turma - Rel. Juiz Gilmar Cavalheri - J ) Gestante - Estabilidade provisória - A garantia prevista no art. 10 do Ato das Disposições Transitórias Constitucionais tem a finalidade indiscutível de evitar que o empregador aja com malícia, dispensando a empregada em razão de gravidez. Restando certo que a empresa não foi notificada do estado gravídico - pelo contrário, desconhecendo a própria autora da existência da gestação em curso à época da dispensa -, impossível falar-se em reintegração, uma vez que a dispensa não pode ser tida como obstativa à garantia de emprego da gestante, porquanto a garantia, segundo o Texto Constitucional, só passa a vigorar a partir Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Nov/ Fascículo 46 CT 19
20 da confirmação da gravidez. (TRT 12 a Região - RO-V (07485/2005) - Florianópolis - 2 a Turma - Rela. Juíza Maria Regina Olivé Malhadas - J ) Estabilidade gestante - O empregador não pode ser apenado se a reclamante não comunicou oportunamente sua gravidez, obstando-lhe a possibilidade de reconsiderar sua decisão de demissão. A comprovação da gravidez ocorreu somente um mês após a rescisão do contrato e mais, o empregador somente teve ciência seis meses após, quando foi citado para responder à presente ação, razão pela qual inexistia o fato gerador à estabilidade. Recurso não provido. (TRT 23 a Região - RO Cuiabá - Rel. Juiz José Simioni - DJ MT ) Apesar do posicionamento adotado pelo Conselho Técnico IOB, considerando as divergências apontadas acerca do assunto, o empregador deverá acautelar-se diante da ocorrência concreta da situação ora retratada, caso em que é aconselhável, por medida preventiva, consultar antecipadamente o Ministério do Trabalho e Emprego, bem como o sindicato da respectiva categoria profissional. Caberá ao Poder Judiciário a decisão final da controvérsia caso seja proposta ação nesse sentido. N a IOB Perguntas e Respostas 13 o salário - Segurado empregado - Cálculo da contribuição previdenciária 1) Como é calculada a contribuição previdenciária sobre o 13 o salário dos segurados empregado, empregado doméstico e trabalhador avulso? A contribuição previdenciária dos segurados empregado, empregado doméstico e trabalhador avulso é calculada de forma não cumulativa, com alíquotas de 8%, 9% ou 11%, conforme o valor integral do 13 o salário, sem compensação dos adiantamentos pagos, mediante aplicação, em separado, da tabela de desconto previdenciário do empregado do mês de dezembro ou da rescisão, conforme o caso. (Regulamento da Previdência Social - RPS, aprovado pelo Decreto n o 3.048/1999, art. 214, 6 o e 7 o ; Instrução Normativa RFB n o 971/2009, art. 95, caput) Empregado doméstico - 13 o salário - Salário-de-contribuição 2) O 13 o salário pago ao empregado doméstico constitui salário-de-contribuição à Previdência Social? Sim. O 13 o salário pago ao empregado doméstico é considerado salário-de-contribuição desde a competência 9/1989. O desconto previdenciário deve ser efetuado por ocasião do pagamento da parcela final em separado do salário do mês, sem abatimento do valor pago a título de 1 a parcela. O recolhimento da contribuição previdenciária relativa ao 13 o salário, tanto da parte do empregador quanto da parte do empregado, efetua-se até o dia 20 de dezembro. 20 CT Manual de Procedimentos - Nov/ Fascículo 46 - Boletim IOB
21 Vale lembrar que é facultado ao empregador doméstico efetuar o recolhimento da contribuição previdenciária referente à competência novembro até o dia 20 de dezembro, juntamente com a contribuição relativa ao 13 o salário, utilizando um único documento de arrecadação. (Instrução Normativa RFB n o 971/2009, art. 82, parágrafo único) 13 o salário - FGTS - Depósito 3) Como se efetuam os depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) incidentes sobre o 13 o salário? O 13 o salário deve ser pago em 2 parcelas: a) a 1 a, a título de adiantamento, entre os meses de fevereiro e novembro; b) a 2 a até o dia 20 de dezembro. O depósito para o FGTS é devido na importância correspondente à aplicação do percentual de 8% sobre a remuneração paga ou devida a cada trabalhador, nela incluída, além de outras parcelas, a gratificação de Natal (13 o salário), o que equivale a dizer que o depósito é devido por ocasião do pagamento da 1 a ou da 2 a parcela. Dessa forma, caso a 1 a parcela do 13 o salário seja paga no mês de novembro, o correspondente depósito para o FGTS deve ser efetuado até o dia 7 de dezembro, e o depósito relativo à 2 a parcela, paga em 20 de dezembro, até o dia 7 de janeiro do ano seguinte. (Lei n o 8.036/1990, art. 15, caput) 13 o salário pago na rescisão contratual - Contribuição previdenciária - Recolhimento - Prazo 4) Qual é o prazo de recolhimento da contribuição previdenciária sobre o 13 o salário pago em rescisão contratual? A contribuição previdenciária sobre o 13 o salário pago em rescisão contratual, inclusive aquela ocorrida no mês de dezembro, deve ser recolhida até o dia 20 do mês subsequente ao da rescisão. Se não houver expediente bancário no dia 20, o recolhimento deverá ser efetuado até o dia útil imediatamente anterior. (Instrução Normativa RFB n o 971/2009, art. 97) 13 o salário - Remuneração variável - Contribuição previdenciária - Cálculo 5) Quando a empresa deverá recolher a contribuição previdenciária incidente sobre o ajuste da diferença do valor do 13 o salário em virtude da remuneração variável? Caso haja pagamento de remuneração variável após 20 de dezembro, data limite para o pagamento da parcela final do 13 o salário e para o recolhimento da contribuição previdenciária sobre a citada verba, o recolhimento das contribuições referentes ao ajuste efetuado deve ser feito com a Guia da Previdência Social (GPS) relativa à competência dezembro, até o dia 20 de janeiro, considerando-se para apuração da alíquota da contribuição do segurado o valor total do 13 o salário. (Lei n o 8.212/1991, art. 30, I, b, com redação da Lei n o /2009; Instrução Normativa RFB n o 971/2009, art. 96; e Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovado pelo Decreto 3.048/1999, art. 216, I, b ) 13 o salário - Rescisão contratual - FGTS - Depósito 6) Como proceder quanto ao depósito para o FGTS referente à 2 a parcela do 13 o salário, no caso de rescisão contratual no mês de dezembro? O depósito dos valores devidos ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), à razão de 8%, é calculado, entre outras parcelas, sobre o valor da graticação de Natal (13 o salário), tanto por ocasião do pagamento da 1 a como da 2 a parcela, bem como nos casos de rescisão contratual. Os valores relativos aos depósitos referentes ao mês da rescisão e ao mês imediatamente anterior que ainda não houver sido recolhido, bem como a importância igual a 40% (despedida sem justa causa ou indireta) ou 20% (culpa recíproca ou força maior), do montante de todos os depósitos realizados na conta vinculada do FGTS, durante a vigência do contrato de trabalho, atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros, devem ser depositados por meio da Guia de Recolhimento Rescisório do FGTS (GRRF). (Lei Complementar n o 110/2001, arts. 1 o e 2 o ; Lei n o 8.036/1990, arts. 15 e 18 e Circular Caixa n o 548/2011, item 6) Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Nov/ Fascículo 46 CT 21
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