UNIVERSIDADE DE COIMBRA
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- Rayssa Malheiro Amado
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1 TRAJETÓRIA ACADÉMICA E PROFISSIONAL DOS DIPLOMADOS DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA Análise dos resultados do inquérito aos diplomados de 2012
2 FICHA TÉCNICA Autores: Madalena Alarcão, Helena Galante, Ângela Ferreira, Elsa Rodrigues Título: Trajetória académica e profissional dos diplomados da Universidade de Coimbra em 2012 Universidade de Coimbra, outubro de
3 INDICE Introdução... 4 Método... 6 Resultados Diplomados 2011/ Caracterização Sociodemográfica Percurso Académico Primeiro Emprego Situação Profissional Atual (no momento do inquérito) Formação futura na UC Sugestões Conclusão
4 Introdução Em 2012, a Universidade de Coimbra, através da Divisão de Planeamento e Saídas Profissionais, iniciou um estudo sistemático sobre a transição para o emprego dos seus diplomados. Numa primeira fase foram analisados os diplomados dos anos de 2008/2009, 2009/2010 e 2010/2011. O presente documento assume-se como a continuação desse trabalho e nele se encontram os dados referentes aos diplomados de 2011/2012. Conhecer o percurso académico e profissional dos diplomados da Universidade de Coimbra (UC), a sua situação profissional atual, as dificuldades e os sucessos alcançados, reveste-se de grande importância para a instituição. Todos estes factores são fundamentais para uma correta gestão da oferta formativa da UC, optimização dos processos de melhoria contínua da qualidade e desenvolvimento dos serviços prestados na área das Saídas Profissionais. O desenvolvimento destes estudos tem sido uma das prioridades do Gabinete de Saídas Profissionais (GSP) da UC. Conhecendo a realidade dos diplomados e o processo de integração dos mesmos no mercado de trabalho, é possível ao GSP definir linhas de orientação e conceber estratégias, que lhe permitam apoiar e preparar eficazmente os estudantes e diplomados da UC, no seu percurso de inserção profissional. Neste relatório apresentam-se os resultados sobre a trajetória académica e profissional dos diplomados em 2011/2012. A informação encontra-se dividida em três grupos: 1º ciclo, isto é Licenciaturas, e 2º ciclo, nas vertentes Mestrados Integrados e Mestrados. Neste estudo não foram integradas as respostas dos diplomados do 3º ciclo devido ao seu número diminuto. A pertinência legal do estudo está regulamentada pela Lei n.º 62/2007, de 10 de setembro, a qual define o Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior. A mesma menciona, no n.º 2 do Artigo 162º, que deve ser disponibilizada informação precisa e suficiente sobre os seguintes aspetos: ( ) índices de aproveitamento e de insucesso escolar, bem como de empregabilidade dos ciclos de estudo ministrados ( ). Para além desta, também a Lei n.º 38/2007, de 16 de agosto, que regulamenta o Regime Jurídico de Avaliação do Ensino Superior, confere sustentação ao presente estudo: na alínea e, ponto ii, do Artigo 18.º, refere-se que as Instituições de Ensino Superior devem publicar, regularmente, informação quantitativa e qualitativa, atualizada, imparcial e objetiva acerca da monitorização do projeto dos seus diplomados por um período razoável de tempo, na perspetiva da empregabilidade. O relatório que se apresenta começa por clarificar o método utilizado, procedendo à caracterização da amostra, do instrumento, do procedimento de recolha dos dados, respetiva análise e tratamento dos mesmos. Posteriormente, apresenta e analisa os resultados de acordo com os seguintes tópicos: a) taxa de resposta por ciclo de estudo e por unidade orgânica/departamento; 4
5 b) caracterização sociodemográfica dos respondentes (sexo, idade, proveniência, escolaridade dos pais; situação profissional atual); c) percurso académico (experiência prévia no ensino superior, experiências de mobilidade e estágios não curriculares na UC, situação ocupacional no último ano do curso, prossecução de estudos após a conclusão do curso e motivos associados); d) 1º emprego (área científica, dificuldades e tempo para obtenção do mesmo, importância da formação obtida na UC, média de conclusão, situação laboral, tipo de empresa e localização, manutenção/cessação desse emprego e motivos associados); e) novo emprego (área científica, situação laboral, expectativas futuras); f) situação profissional atual; g) desempregados (taxa, sexo, idade, média de conclusão, dificuldades na obtenção de emprego; h) possibilidades de formação futura na UC (interesse e áreas). Encerra-se a análise com um conjunto de conclusões. Para a concretização deste estudo foi fundamental a resposta de todos os diplomados, aos quais se deixa um agradecimento muito particular. Agradece-se também a Paulo Pereira, João Gomes e Sandra Alves, da equipa Nónio, pelo trabalho realizado para a implementação do inquérito na plataforma informática de gestão académica (Inforestudante), Agradece-se também a todas as unidades orgânicas de ensino e à Rede UC, pelo contributo dado na identificação de contactos de antigos alunos, assim como a Ana Cruz, Diana Santos, Edite Coelho, Elisabete Fernandes e Márcia Rodrigues pela realização de todo o trabalho de aplicação do inquérito via e pelos contactos telefónicos de insistência levados a cabo, desde Novembro de 2013 a Abril de
6 Método Amostra A População alvo deste estudo corresponde a todos os diplomados, de todos os ciclos de estudos, no ano letivo 2011/2012. No entanto, a população inquirida equivale, na realidade, a todos os diplomados registados na plataforma informática de gestão académica, o Inforestudante. Este número é menor do que a população alvo dado que nem todos os diplomados que nela se enquadram possuem os seus contatos, eletrónico ou telefónico, atualizados na plataforma 1. Por esse mesmo motivo, não foi possível notificar cerca de 33 diplomados (32 de cursos de 2º ciclo e 1 de doutoramento). Assim, a população inquirida corresponde a um total de 3869 sujeitos, divididos pelos diferentes ciclos de estudos, do seguinte modo: o 1º Ciclo: 1546 o 2º Ciclo (incluindo mestrado integrado): 2280 o 3º Ciclo: 43 Em termos de população respondente, contabilizaram-se 1769 respostas, assim distribuídas por ciclo de estudos: o 1º Ciclo: 915 o 2º Ciclo (incluindo mestrado integrado): 850 o 3º Ciclo: 4 Instrumento A forma de inquirição adotada correspondeu a um inquérito on-line, elaborado pela Divisão de Planeamento e Saídas Profissionais, em conjunto com a Reitoria. O inquérito contempla um total de 31 questões, distribuídas por várias secções, nomeadamente, Identificação, Percurso Académico, Primeiro Emprego e Outra Situação Profissional. As questões assumem o formato de Escolha Múltipla, de resposta Tipo Likert (5 pontos) e, ainda, de respostas para completar. 1 A atualização dos dados pessoais, à exceção do número de aluno e tipo de identificação, é da inteira responsabilidade dos estudantes. O acesso à plataforma do Inforestudante mantém-se ativo, mesmo após a conclusão dos cursos por parte dos estudantes. 6
7 Procedimento de recolha de dados O inquérito foi disponibilizado aos diplomados no mês de novembro de 2013, tendo sido enviadas notificações por correio electrónico. No início de 2014, foram contactadas todas as faculdades com o objetivo de solicitar dados mais atualizados para realização das insistências telefónicas. A partir de abril de 2013, o Gabinete de Saídas Profissionais contactou telefonicamente os não respondentes para os quais havia contacto telefónico, solicitando o preenchimento do inquérito. Esta situação correspondeu a um total de 3114 chamadas telefónicas atendidas. Análise e tratamento de dados A analise e tratamento dos dados contou com a participação da Divisão de Avaliação e Melhoria Contínua (DAMC) da UC. As respostas foram exportadas do Inforestudante, tendo sido tratadas e posteriormente analisadas, do ponto de vista estatístico, com recurso ao SPSS Statistical Package for the Social Sciences Esta análise incidiu, essencialmente, em tabelas de contingências e nas relações entre variáveis (teste de Qui-quadrado). 7
8 Resultados 1. Diplomados 2011/2012 Nesta análise à empregabilidade dos diplomados de 2011/2012 foram notificados, através do Nónio, 3826 antigos estudantes da UC que concluíram o seu curso de 1º ou 2º ciclo naquele ano letivo. Apenas 1765 diplomados responderam ao questionário, correspondendo assim a uma taxa de resposta igual a 46.1%. Neste relatório, o 2º ciclo será distinguido em Mestrados Integrados (ou 2º ciclo integrado) e Mestrados (ou 2º ciclo - que incluem todos os cursos de Mestrado que não sejam Integrados). A tabela 1 mostra que os diplomados de cursos de licenciatura (1º ciclo) foram os mais participativos neste estudo, com uma taxa de resposta igual a 59.2%, seguindo-se os de mestrados, com 37.5%, e os de mestrados integrados, com 36.9% Ciclo de estudos Inquiridos Respondentes Taxa de Resposta 1º Ciclo ,2% 2º Ciclo Integrado ,9% 2º Ciclo ,5% ,1% Tabela 1: Taxas de resposta da auscultação aos diplomados em 2011/2012, por ciclo de estudos As taxas de resposta por unidade orgânica (tabela 2) variam entre os 27.9% da Faculdade de Medicina e os 56.9% da Faculdade de Ciências e Tecnologias. Neste último caso, destacam-se os diplomados do Departamento de Física, por registar a maior taxa de resposta, 74.7%, contrastando com o Departamento de Arquitetura onde esta taxa não foi além dos 26.2%. 8
9 Unidades Orgânicas Inquiridos Respondentes Taxa de resposta Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física ,5% Faculdade de Direito ,3% Faculdade de Economia ,1% Faculdade de Farmácia ,0% Faculdade de Letras ,6% Faculdade de Medicina ,9% Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação ,3% Faculdade de Ciências e Tecnologia ,9% Departamento de Arquitectura ,2% Departamento de Ciências da Terra ,9% Departamento de Ciências da Vida ,0% Departamento de Eng. Electrotécnica e de Computadores ,0% Departamento de Engenharia Civil ,8% Departamento de Engenharia Informática ,3% Departamento de Engenharia Mecânica ,5% Departamento de Engenharia Química ,7% Departamento de Física ,7% Departamento de Matemática ,8% Departamento de Química ,0% ,1% Tabela 2: Taxas de resposta da auscultação aos diplomados em 2011/2012, por unidade orgânica 1.1. Caracterização Sociodemográfica 2 No que concerne à caracterização dos 1765 respondentes, 57.1% são mulheres, têm idades entre os 21 e os 68 anos [com média etária igual a 26.8 anos e Desvio Padrão (DP) igual a 5.8], são na sua maioria solteiros (91.3%) e provêm predominantemente da região Centro (cerca de 73.1%). Os gráficos 1 e 2 traduzem a escolaridade dos pais. Estes dados foram obtidos através dos registos existentes na plataforma informática de gestão académica, onde se verificou não existir informação registada para 249 respondentes. Em relação aos restantes 1361, é possível constatar que, ao nível da escolaridade dos pais, não se registam grandes diferenças, entre mãe e pai. No entanto, ao nível do ensino superior, regista-se um maior valor para a mãe (24.5%) em comparação com o pai (20.7%). 2 Nesta secção apenas se apresenta uma caracterização global e por ciclos de estudos. Dados mais detalhados serão disponibilizados às unidades orgânicas. 9
10 Gráfico 1: Escolaridade do Pai Gráfico 2: Escolaridade da Mãe No que respeita à situação profissional (gráfico 3), no momento em que responderam ao questionário, 42.8% dos 1765 respondentes estavam empregados e 27.5% encontravam-se numa situação de desemprego. No entanto, 29.7% dos respondentes estudava a tempo inteiro, prosseguindo os seus estudos. Gráfico 3: Situação profissional dos respondentes 10
11 Diplomados de Licenciaturas Os 915 respondentes de 1º Ciclo correspondem, na sua grande maioria ao sexo feminino (57.4%), apresentam uma média etária de 25.4 anos (DP=5.4), e são predominantemente da Região Centro (72.6%). Apenas 2.5%, isto é, 23 respondentes, são oriundos de países estrangeiros. À data do inquérito, metade destes 915 respondentes estudava (50.8%), cerca de 28% encontrava-se desempregada e 21% tinha emprego (gráfico 4). Gráfico 4: Situação profissional dos respondentes, diplomados de 1º Ciclo Diplomados de Mestrados Integrados Cerca de 21% dos 1765 respondentes são diplomados de mestrados integrados. Este grupo de diplomados distribui-se de forma equilibrada relativamente ao género, sendo 51.9% mulheres e 48.1% homens. A idade compreende-se entre os 24 e 55 anos, sendo a média igual a 26.7 anos (DP=3.7). Tal como no caso anterior, também estes respondentes, provêm na sua grande maioria da Região Centro (cerca de 73%), sendo, esmagadoramente, portugueses (96.5%). No que se refere à situação profissional no momento da inquirição, 73.1% dos respondentes estavam empregados, 22% numa situação de desemprego e 4.8% encontravam-se a estudar (gráfico 5). Como pode verificar-se, este é o grupo de diplomados que regista resultados mais favoráveis em termos de empregabilidade. 11
12 Gráfico 5: Situação profissional dos respondentes, diplomados de Mestrados Integrados Diplomados de Mestrados No que concerne aos 478 diplomados de mestrados, observa-se um predomínio de mulheres (60,5%), valor muito superior ao verificado nos casos anteriores. Estes respondentes tendem a ser mais velhos, estando as suas idades compreendidas entre os 24 e os 59 anos, correspondendo a uma média etária de 29.5 anos (DP=6.7). São, maioritariamente, oriundos de concelhos da região Centro (74.3%), possuindo naturalidade portuguesa (94.8%). Quanto à situação profissional destes diplomados, é possível verificar que, dos 478 respondentes, 60.9% estão empregados, 30.3% desempregados e 8.8% continuam a estudar (gráfico 6). Gráfico 6: Situação profissional dos respondentes, diplomados de Mestrados A comparação da situação profissional por ciclo de estudos leva a concluir que a taxa de emprego é superior (em mais de 12%) entre os diplomados de mestrados integrados, face à dos 12
13 diplomados de licenciaturas e de mestrados. Estatisticamente, verifica-se que a situação profissional difere entre os diplomados de licenciaturas, mestrados integrados e mestrados 3, ou seja, há um comportamento distinto nos três grupos de respondentes. Através da tabela 3, observa-se que existe uma maior proporção de desempregados entre os diplomados de licenciaturas, correspondendo a cerca de 53%. Os mestrados (incluindo os integrados) registam valores superiores aos esperados nas situações de emprego e as licenciaturas mais estudantes, evidenciando que estes últimos prosseguem os seus estudos. Sit. Profissional Frequências Licenciaturas Mestrados Integrados Mestrados Desempregado Empregado Estudante Observadas Esperadas 251,4 102,2 131,3 485 Observadas Esperadas 391,4 159,1 204,5 755 Observadas Esperadas 272,2 110,7 142,2 525 Observadas Esperadas Tabela 3: Cruzamento entre as variáveis Ciclo de Estudos e Situação Profissional 1.2. Percurso Académico No que concerne ao percurso académico foram avaliadas várias questões, nomeadamente, se é ou não a primeira experiência na Universidade de Coimbra, se participou ou não em programas de intercâmbio ou em estágios de Verão, qual a situação ocupacional no último ano do curso e se prosseguiu os estudos depois de concluir o curso. Relativamente à primeira questão, como seria expectável, a esmagadora maioria dos respondentes de licenciaturas (94.2%) e de mestrados integrados (93.5%) refere que o curso concluído foi a primeira experiência na Universidade de Coimbra (tabela 4). No que toca aos 478 respondentes de mestrados, 44.6% já tinha obtido uma licenciatura na UC, enquanto que para 23.4% esta foi a primeira experiência na UC. 3 Teste de homogeneidade, grau de confiança de 95%: ET 2= 508,650 p<
14 Este foi o seu 1.º curso no ensino superior? Licenciaturas Mestrados Integrados Mestrados Sim Não, já tinha outro(s) curso(s) concluído(s) noutra(s) IES nacional(ais) Não, já tinha outro(s) curso(s) superior(es) concluído(s) no estrangeiro Não, já tinha outro curso concluído na UC - Licenciatura Não, já tinha outro curso concluído na UC - Mestrado Integrado N % 94,2% 93,5% 23,4% 74,9% N % 1,5% 2,2% 23,4% 7,6% N % 0,2% 0,5% 4,4% 1,4% N % 4,0% 2,7% 44,6% 14,7% N % 0,0% 0,5% 2,1% 0,7% Não, já tinha outro curso concluído na N UC - Mestrado % 0,0% 0,5% 2,1% 0,7% N % 100% 100% 100% 100% Tabela 4: Distribuição das respostas à questão 1º Curso no Ensino Superior?, por ciclo de estudos O gráfico 7 revela que a maioria dos respondentes (mais de 86%) não participou em programas de mobilidade durante o percurso académico, situação que se verifica tanto ao nível dos diplomados de 1º ciclo como nos de 2º ciclo (incluindo os mestrados integrados). Gráfico 7: Participação em programas de mobilidade, por ciclo de estudos Relativamente aos 244 diplomados que participaram em programas de mobilidade, constata-se que, em média, a participação dos respondentes de licenciaturas e de mestrados rondou os 7 meses e a dos de mestrados integrados cerca de 6 meses. Entre os países envolvidos nestes intercâmbios 14
15 destacam-se a Itália, a Espanha e o Brasil que acolheram, respectivamente, 51, 39 e 22 estudantes da UC. Estatisticamente, comprova-se que não existe uma relação entre a situação profissional e a participação, ou não, em programas de intercâmbio 4. Tal facto é facilmente perceptível através dos resultados patentes na tabela 5, os quais são muito próximos entre as diversas situações profissionais. Ciclos de estudo Licenciaturas Mestrados Integrados Mestrados Programas Mobilidade Não Sim Não Sim Não Sim Desempregados Empregados Estudantes ,2% 88,0% 88,2% 87,9% ,8% 12,0% 11,8% 12,1% % 100% 100% 100% ,9% 78,3% 72,2% 79,0% ,1% 21,7% 27,8% 21,0% % 100% 100% 100% ,7% 87,3% 85,7% 88,5% ,3% 12,7% 14,3% 11,5% % 100% 100% 100% Não Sim ,8% 84,2% 87,4% 86,2% ,2% 15,8% 12,6% 13,8% ,0% 100,0% 100,0% 100,0% Tabela 5: Cruzamento entre as variáveis Participação em programas de mobilidade e Situação Profissional, por ciclo de estudos 4 Teste de homogeneidade, grau de confiança de 95%: licenciaturas: ET 2=0.15; p=0.928 mestrados integrados: ET 2=1.34; p=0.512; mestrados: ET 2=2.222; p=
16 Situação idêntica ocorre 5 relativamente à participação em estágios não curriculares ou de Verão. Não se verificam diferenças estatisticamente relevantes entre a situação profissional dos respondentes e a participação em estágios, por ciclos de estudos. É possível observar que a maioria dos diplomados não participou em estágios não curriculares ou de verão, registando-se, em termos globais, valores acima dos 80%. Os resultados expostos na tabela 6 revelam que são os diplomados de mestrados integrados a registar a maior participação neste estágios (26.3%). Em sentido oposto, encontram-se os diplomados de mestrados, com mais de 97% a não participar em estágios não curriculares ou de verão. Ciclos de estudo Estágios Desempregados Empregados Estudantes Licenciaturas Mestrados Integrados Mestrados Não Sim Não Sim Não Sim Não Sim ,9% 82,8% 82,6% 83,3% ,1% 17,2% 17,4% 16,7% % 100% 100% 100% ,7% 74,3% 77,8% 73,7% ,3% 25,7% 22,2% 26,3% ,0% 100,0% 100,0% 100,0% ,6% 97,3% 95,2% 97,5% ,4% 2,7% 4,8% 2,5% ,0% 100,0% 100,0% 100,0% ,6% 85,3% 83,4% 85,1% ,4% 14,7% 16,6% 14,9% ,0% 100,0% 100,0% 100,0% Tabela 6: Cruzamento entre as variáveis Participação em estágios não curriculares/verão e Situação Profissional, por ciclo de estudos 5 Teste de homogeneidade, grau de confiança de 95%: 1licenciaturas: ET 2=0.67; p=0.715 mestrados integrados: ET 2=0.571; p=0.752 mestrados: ET 2=1,696; p=
17 Outra questão avaliada neste inquérito reporta-se à situação ocupacional dos diplomados no último ano do curso. Na sua globalidade, mais de 70% dos respondentes só estudava. A análise por ciclo de estudos, traduzida na tabela 7, mostra que é entre os diplomados de mestrados que se encontra a maior proporção de trabalhadores/estudantes, sendo que 27% revelam ter acumulado um emprego a tempo integral com os estudos. Note-se que os respondentes de mestrado tendem a ser mais velhos (registam a maior média etária) e mais de 75% tinha completado um curso superior antes de se inscrever no respetivo mestrado na UC. Situação ocupacional no último ano do curso Licenciaturas Mestrados Integrados Mestrados Estudava e realizava trabalho N ocasional % 10,6% 9,9% 10,5% 10,4% Estudava e trabalhava a tempo N completo ou integral % 5,9% 4,6% 27,0% 11,3% Estudava e trabalhava a tempo N parcial % 6,7% 5,9% 7,9% 6,9% Só estudava N % 76,8% 79,6% 54,6% 71,4% N % 100% 100% 100% 100% Tabela 7: Situação ocupacional no último ano de curso, por ciclo de estudos O seguinte conjunto de gráficos, permite visualizar o cruzamento da situação ocupacional dos respondentes, no último ano do curso, com a situação profissional no momento da inquirição. Observa-se que o grupo dos empregados regista o menor valor de diplomados que se encontravam apenas a estudar no último ano do curso. É também neste grupo que se registam os valores mais elevados de diplomados que acumulavam os estudos com um emprego a tempo integral. [facto mais evidente nos mestrados] 17
18 Gráfico 8: Situação ocupacional no último ano do curso segundo a situação na profissão, por ciclo de estudos Após a conclusão do curso, 42.5% dos 1765 diplomados não prosseguiram estudos no ensino superior. A maioria dos respondentes (51.1%) revela que se inscreveu em novos cursos na UC, onde se destacam os de mestrado, salientando-se neste caso os diplomados de licenciatura (tabela 8). Realça-se ainda que, entre os que não prosseguem os estudos após a conclusão do curso, é nos diplomados de mestrado, integrados ou não, que se registam os maiores valores, 87.4% e 65.1%, respetivamente. 18
19 Progressão de estudos Licenciaturas Mestrados Integrados Mestrados Não Sim, na UC - Doutoramento Sim, na UC - Mestrado Sim, na UC - Mestrado Integrado Sim, na UC - Licenciatura Sim, noutra IES em Portugal Sim, noutra IES no estrangeiro N % 12,6% 87,4% 65,1% 42,5% N % 0,4% 5,1% 14,9% 5,3% N % 75,4% 1,9% 12,1% 42,8% N % 2,7% 3,0% 1,0% 2,3% N % 1,0% 0,0% 0,6% 0,7% N % 6,9% 1,6% 4,0% 5,0% N % 1,0% 1,1% 2,3% 1,4% N % 100% 100% 100% 100% Tabela 8: Continuação de estudos no ensino superior, por ciclo Dos 751 diplomados que não prosseguiram estudos após a conclusão do curso, 69% estavam empregados no momento da aplicação do questionário. A situação profissional mais desfavorável ocorre entre os diplomados de licenciaturas, sublinhando-se que são também estes que mais prosseguem os seus estudos (gráfico 9). Gráfico 9: Diplomados que não prosseguem estudos, por ciclos de estudos e situação profissional 19
20 No sentido de perceber quais os motivos que levam os diplomados a prosseguir, ou não, os estudos no ensino superior recorreu-se a uma escala tipo Likert de 5 pontos (1: Discordo completamente; 2: Discordo; 3: Nem concordo nem discordo; 4: Concordo; 5: Concordo completamente) para avaliar um conjunto de itens. No que concerne aos 1014 diplomados que continuam a estudar após a conclusão do curso, percebe-se que o item aprofundar conhecimentos e competências é aquele que reúne maior concordância, entre os diferentes ciclos de estudo. Por sua vez, o motivo que menos aparenta influenciar a opção de progressão de estudos reporta-se ao item continuar a ter benefícios como estudante (tabela 9). Motivos para prosseguir estudos após concluir o curso Licenciaturas Mestrados Integrados Mestrados (N=800) (N=47) (N=167) (N=1014) Média DP Média DP Média DP Média DP Aprofundar conhecimentos e competências 4,6 0,6 4,6 0,5 4,7 0,5 4,6 0,6 Desenvolver competências pessoais (empreendedorismo, comunicação, trabalho em equipa, resolução de problemas) 4,2 0,8 4,0 0,9 4,2 0,8 4,2 0,8 Insuficiente a formação científica anteriormente obtida 3,8 1,1 3,1 1,4 3,1 1,2 3,6 1,2 Influência de outros (família, colegas ou professores) 2,5 1,1 2,4 1,2 2,4 1,1 2,5 1,1 Continuar a ter benefícios como estudante 2,0 1,0 1,4 0,6 1,7 0,9 1,9 0,9 Não ter emprego 2,6 1,3 2,4 1,5 2,3 1,3 2,5 1,3 Aumentar as oportunidades de emprego 4,5 0,7 3,9 0,9 4,3 0,8 4,4 0,8 Tabela 9: Fatores que influenciaram a continuação dos estudos no ensino superior, por ciclo de estudos Relativamente aos diplomados que continuaram os seus estudos, 75.8% ainda não conclui o novo curso, 22.1% já o fez e 2.1% desistiram (gráfico 10). Gráfico 10: Situação relativamente ao novo curso 20
21 Verifica-se que são diversos os motivos que levaram os 751 diplomados a não prosseguir os estudos após a conclusão do curso (tabela 10). Motivos para não prosseguir estudos após concluir o curso Licenciaturas Mestrados Integrados Mestrados (N=115) (N=325) (N=311) (N=751) Média DP Média DP Média DP Média DP Falta de recursos económicos 3,3 1,5 2,5 1,3 2,9 1,4 2,8 1,4 Ter um emprego em vista 2,8 1,4 3,6 1,3 2,9 1,4 3,2 1,4 Considerar suficiente a formação dada pelo curso 2,5 1,1 3,3 1,1 3,0 1,2 3,1 1,1 Não pretende continuar a estudar 2,1 1,2 2,6 1,2 2,4 1,2 2,4 1,2 Por influência de outros (família, colegas ou professores) 1,8 1,0 1,8 0,9 1,8 0,9 1,8 0,9 Tabela 10: Motivos para não prosseguir os estudos no ensino superior, por ciclo de estudos 1.3. Primeiro Emprego No âmbito do primeiro emprego, após a conclusão do curso, são analisadas várias questões, nomeadamente, as dificuldades na obtenção de emprego, se o mesmo era na área científica do curso, de que forma tiveram conhecimento do emprego, qual a importância da formação adquirida na UC, qual a situação laboral e o tipo de empresa/organização. Na sua globalidade, 24.9% dos 1765 diplomados ainda procura emprego, 28.8% revela que estuda a tempo inteiro, e portanto ainda não procurou emprego, e 46.4% conseguem ou mantêm emprego após concluir o curso, com 19.6% a manterem o emprego. O gráfico 11 mostra que mais de 75% dos diplomados de licenciaturas não estão empregados, seja por se encontrarem a estudar a tempo inteiro (49.7%) ou porque efetivamente ainda estão desempregados (27%). Relativamente aos diplomados de mestrados integrados, verifica-se que a maioria, 78%, conseguiu obter emprego após a conclusão do curso. No caso dos diplomados de mestrados existe uma maior dispersão nas respostas, destacando-se que a proporção de desempregados é muito próxima da verificada para os licenciados (26.6%). 21
22 Gráfico 11: Situação profissional após a conclusão do curso (1º emprego), por ciclo de estudos (Licenciaturas: N=915; Mestrados Integrados: N=372 Mestrados: N=478) Excluindo os 344 que mantiveram o emprego ou que o obtiveram na sequência de estágio, os 473 diplomados que conseguem emprego após a conclusão do curso demora, em média, 5.3 meses (DP=4.4) a conseguir o 1º emprego Na análise, por ciclos de estudos, verifica-se que os 114 respondentes de licenciatura demoraram, em média, 5.2 meses (DP=5.3) a obter esse emprego, os 208 diplomados de mestrados integrados 5.5 meses (DP=4.6) e os 151 diplomados de mestrados 5.2 meses (DP=3.9). O gráfico 12 reflete a comparação desta questão por ciclos de estudos. A maioria dos diplomados, em todos os ciclos, consegue o primeiro emprego num período inferior a 6 meses. É ainda possível constatar que 18.4% dos diplomados de licenciatura e 15.4% dos de mestrados consegue o primeiro emprego num período superior a 12 meses, enquanto no caso dos mestrados integrados esse valor desce para os 9.6%. Gráfico 12: Tempo na obtenção do 1º emprego (excluindo os que mantiveram o emprego/estágio) (Licenciaturas: N=114; Mestrados Integrados: N=208 Mestrados: N=151) 22
23 Considerando os 817 diplomados empregados após a conclusão do curso, 93% (1º ciclo: 96.2% 2ºciclo integrado: 95.9% 2º ciclo: 88.2%) obteve o primeiro emprego em Portugal e predominantemente na região Centro (1º ciclo: 64.8% 2º ciclo integrado: 54.9% 2º ciclo: 58.4%). Em termos globais, há um ligeiro predomínio de mulheres entre este grupo de respondentes (52%). No entanto, quando se analisa por ciclo, esse predomínio só acontece entre os respondentes de mestrados (57.6%), já que no caso dos diplomados de mestrado integrado regista-se um equilíbrio (50/50) e nas licenciaturas 53.5% são homens. A idade dos diplomados que conseguem/mantêm o primeiro emprego após o curso ronda, em média, os 28 anos (DP=6.6). Os diplomados de mestrados são os mais velhos, com uma média etária igual a 30.3 anos (DP= 7.3). Por sua vez, a média das idades dos respondentes de licenciaturas e de mestrados integrados ronda os 27 anos (DP=7.5 e DP=4, respetivamente). As médias da classificação final são, para o 1º ciclo, de 12.9 valores (DP=1.4), para o 2ºciclo integrado de 15 (DP=1.3) e para o 2º ciclo de 15.8 valores (DP=1.5). A maioria dos respondentes, 83.8%, não participou em programas de mobilidade e quando se desagrega esta análise por ciclos de estudo registam-se algumas diferenças estatisticamente significativas 6, embora continuem a predominar os casos de não participação em programas de mobilidade: 1º ciclo: 87.8%; 2º ciclo integrados: 77.6%; e 2º ciclo: 86.9%. À semelhança da participação em programas de mobilidades, também a participação em estágios não curriculares/verão revela diferenças nos vários ciclos de estudos 7, embora se observa uma predominância, 85.3%, do número de diplomados que não participaram em estágios não curriculares ou de verão (1º ciclo: 83.1%; 2º ciclo integrados: 73.8%; e 2º ciclo: 97.5%). Tanto no caso da participação em programas de intercâmbio, como na participação em estágios não curriculares/verão não se verificam diferenças entre o tempo de obtenção (efetiva) do primeiro emprego. Tanto os diplomados que participam nestes programas, como aqueles que não participam, demoram em média 5 meses a obter o primeiro emprego. Atentando no gráfico 13, é possível observar que os 817 diplomados que conseguem/mantêm o primeiro emprego estão a trabalhar, na sua maioria, na área científica do curso (embora se verifiquem diferenças estatisticamente significativas entre os diversos ciclos de estudos 8 ). Este facto é mais evidente entre os diplomados de mestrados (integrados, 89.7%, ou não, 83.4%). Relativamente aos licenciados, verifica-se que o valor se reduz para 69% e que o valor registado para a proporção de casos em que o emprego é fora da área científica do curso e que não requer formação superior ascende aos 21.6%. 6 Teste de homogeneidade, grau de confiança de 95%: ET 2=13.062; p= Teste de homogeneidade, grau de confiança de 95%: ET 2=68.474; p< Teste de homogeneidade, grau de confiança de 95%: ET 2=84.335; p<
24 Gráfico 13: Distribuição das respostas à questão se a área cientifica do 1º emprego é a do curso, por ciclo de estudos (Licenciaturas: N=213; Mestrados Integrados: N=290 Mestrados: N=314) Diplomados que obtiveram 1º emprego na área científica do curso Contabilizam-se 669 diplomados cujo primeiro emprego é na área científica do curso, distribuindo-se pelos ciclos de estudo da seguinte forma: licenciaturas, 147; mestrados integrados, 260; e mestrados 262. O gráfico 14 reflete as formas de obtenção do primeiro emprego (na área). Assim, é possível concluir que entre os diplomados de mestrados, integrados ou não, destacam-se os concursos públicos como a principal forma de obter o emprego. Por outro lado, no caso dos licenciados, a sequência do estágio curricular/profissional foi a principal forma apontada para a obtenção do primeiro emprego na área (esta foi também a segunda forma mais apontada entre os diplomados de 2º ciclo). Na categoria Outra situação, que na globalidade representa 0.2% dos diplomados, é possível encontrar uma variedade de respostas, destacando-se os internatos e estágios. 24
25 Gráfico 14: Formas como obtiveram o (1º) emprego na área científica, por ciclo de estudos (Licenciaturas: N=159; Mestrados Integrados: N=152 Mestrados: N=94) Mais de 64% dos diplomados que conseguiram o primeiro emprego na área do curso referem não ter tido dificuldades na obtenção do mesmo, nos diversos ciclos de estudos. O gráfico 15 revela que os resultados são muito semelhantes nos diferentes grupos de diplomados. Gráfico 15: Dificuldades na obtenção do (1º) emprego na área científica, por ciclo de estudos (Licenciaturas: N=147; Mestrados Integrados: N=260; Mestrados: N=262) Alguns dos motivos que poderão dificultar a obtenção do (primeiro) emprego na área científica do curso foram avaliados de acordo com uma escala tipo Likert de 5 pontos (1: Sem importância; 2: Pouco Importante; 3: Indiferente; 4: Importante; e 5: Muito importante). 25
26 Na globalidade, os itens que reúnem maior importância, por parte dos 230 diplomados com dificuldades na obtenção de emprego na área, foram os da fraca oferta de empregos e do excesso de diplomados na área, bem como a falta de experiência profissional (tabela 11). A indisponibilidade para se afastar da residência habitual não parece ser um fator dissuasor na obtenção de emprego na área científica do curso. A análise por ciclos de estudos revela, em geral, que entre os diplomados de licenciaturas e de mestrados integrados não existem grandes diferenças, apenas ligeiras diferenças de magnitude. Em relação aos diplomados de mestrados, os fatores que reuniram maior concordância nos outros ciclos de estudo assumem também relevância neste ciclo, mas com menor dimensão. Motivos na origem das dificuldades Licenciaturas Mestrados Integrados Mestrados (N=49) (N=93) (N=88) (N=230) Média DP Média DP Média DP Média DP Falta de experiência profissional 3,8 1,2 4,0 1,0 3,4 1,3 3,7 1,2 Fraca oferta de empregos nesta área científica Excesso de licenciados nesta área científica 3,7 1,0 4,1 1,0 3,8 1,1 3,9 1,1 3,6 1,1 3,9 1,0 3,5 1,1 3,7 1,1 Indisponibilidade para me afastar da 1,6 0,9 1,5 0,7 1,7 1,0 1,6 0,9 residência habitual Tabela 11: Motivos na origem das dificuldades na obtenção do (1º) emprego na área científica, por ciclo de estudos Os 639 diplomados que conseguiram obter o primeiro emprego na área científica do curso, avaliaram a importância da formação adquirida na UC na obtenção do emprego com base numa escala de Likert de 5 pontos (1: Sem importância; 2: Pouco Importante; 3: Indiferente; 4: Importante; e 5: Muito importante). Os resultados da tabela 12 traduzem esta avaliação, que é bastante favorável em todos os itens e em todos os ciclos de estudos. No entanto, há que ter presente que apenas se estão a considerar os diplomados empregados na área de formação, que certamente tendem a estar mais satisfeitos. 26
27 Importância da formação da UC Licenciaturas Mestrados Integrados Mestrados (N=147) (N=260) (N=262) (N=669) Média DP Média DP Média DP Média DP Conhecimentos teóricos 4,2 0,8 4,3 0,8 4,2 0,9 4,2 0,9 Conhecimentos técnicos 4,0 1,0 4,1 0,9 4,1 1,0 4,1 1,0 Competências profissionais 3,9 1,0 4,0 1,0 4,0 1,0 4,0 1,0 Competências relacionais 4,1 0,9 3,9 1,0 3,9 1,0 4,0 1,0 Capacidade de adaptação à mudança 4,1 1,0 4,0 1,0 3,9 1,0 4,0 1,0 Capacidade de resolução de novos problemas 4,2 0,9 4,1 0,9 4,1 0,9 4,1 0,9 Prestígio da própria universidade 3,7 1,0 3,6 1,1 3,6 1,1 3,6 1,1 Tabela 12: Importância da formação na UC na obtenção do emprego na área científica, por ciclo O gráfico 16 reflete a situação laboral dos diplomados que obtiveram emprego na área de formação, por ciclo de estudos. Entre os diplomados de 2º ciclo (mestrados e mestrados integrados), a situação laboral que mais se evidencia é a de trabalhador por conta de outrem. Entre os licenciados, o estágio profissional remunerado é a situação mais enumerada. Na categoria Outra situação, incluem-se, entre outros casos, os internatos e os bolseiros de doutoramento. Gráfico 16: Situação laboral no primeiro emprego na área científica, por ciclos de estudo (Licenciaturas: N=147 Mestrados Integrados: N=260 Mestrados: N=260) A distribuição das respostas relativamente ao rendimento líquido mensal auferido pelos diplomados no primeiro emprego na área científica do curso está espelhada no gráfico 17. Foram 27
28 consideradas três categorias de rendimentos 9 : inferiores ou iguais a 800 euros, entre 800 e 1100 euros e superiores a 1100 euros. Da análise gráfica ressalta, à primeira vista, o facto de 64.7% dos diplomados de licenciaturas auferirem rendimentos líquidos inferiores ou iguais 800 (portanto, abaixo da média nacional). No caso dos mestrados, os resultados globais são próximos para os dois ciclos de estudos, verificandose um maior afastamento nos rendimentos mais elevados, onde os mestrados integrados registam o maior peso de diplomados (32.7%). Gráfico 17: Rendimento líquido mensal no 1º emprego na área científica, por ciclo de estudos (Licenciaturas: N=147; Mestrados Integrados: N=260; Mestrados: N=262) Os diplomados empregados após a conclusão do curso, na sua área de formação, estão na sua grande maioria em empresas privadas (gráfico 18). Situação verificada nos diferentes ciclos de estudos, embora os valores sejam mais expressivos na caso das licenciaturas (65.3%) e nos mestrados integrados (55%) do que nos mestrados (40.9%). 9 Categorias determinadas tendo como referência o valor médio do rendimento líquido da população empregada por conta de outrem em Portugal, que era de 808 (dados disponibilizados pelo INE em 2013 dizendo respeito ao último Censos). 28
29 Gráfico 18: Tipo de empresa/organização do primeiro emprego na área científica, por ciclo de estudos (Licenciaturas: N=144 Mestrados Integrados: N=258 Mestrados: N=254 N/R=14) Aproximadamente 88% dos licenciados que obtém emprego na área de formação após a conclusão do curso, permanece nesse emprego. Relativamente aos diplomados de mestrados, a proporção reduz para 76.3% e nos mestrados integrados para 73.1%. Gráfico 19: Permanência no 1º emprego na área científica, por ciclo de estudos (Licenciaturas: N=147 Mestrados Integrados: N=260 Mestrados: N=262) Entre os respondentes que não mantiveram o primeiro emprego na área de formação (num total de 150), os que permanecem menos tempo são os diplomados de 1º ciclo (gráfico 20). Cerca de 33% destes diplomados permanece menos de 6 meses (verificando-se que 44.4% permanece entre 6 e 12 meses). No que concerne aos diplomados de mestrados, estes são os que permanecem mais tempo, sendo que cerca de 37% permanece por mais de 1 ano. No entanto, a maioria dos 29
30 diplomados, permanece no primeiro emprego na área científica entre 6 e 12 meses, facto comum a todos os ciclos de estudo. Gráfico 20: Tempo de permanência no 1º emprego na área do curso, por ciclo de estudos (Licenciaturas: N=18 Mestrados Integrados: N=70 Mestrados: N=62) Para metade dos 18 diplomados de licenciaturas e para 47% dos 70 diplomados de mestrados integrados, a cessação de contrato surge como o fator principal da não manutenção do primeiro emprego na área de formação, (gráfico 21). Já no que respeita aos 62 diplomados de mestrado, a cessação do contrato e o despedimento por iniciativa própria são apontados como o motivo principal para a cessação do primeiro emprego na área de formação (29% e 27%, respetivamente). Gráfico 21: Motivos da cessação do 1º emprego na área científica do curso (entre aqueles que não mantêm esse emprego), por ciclo de estudos (Licenciaturas: N=18 Mestrados Integrados: N=70 Mestrados: N=62) 30
31 Alguns dos fatores que poderão estar na base da cessação do primeiro emprego, por iniciativa própria, foram avaliados segundo uma escala tipo Likert de 5 pontos (1: Discordo Completamente; 2: Discordo; 3: Nem concordo nem discordo; 4: Concordo; 5: Concordo completamente). O resultado desta análise consta na tabela 13. Destacam-se a perspetiva de projeto de trabalho mais aliciante e a melhoria nas condições laborais e salarias (mais evidentes entre os mestres). Motivos da cessação por iniciativa própria Licenciaturas Mestrados Integrados Mestrados (N=6) (N=17) (N=17) (N=40) Média DP Média DP Média DP Média DP Melhor remuneração 3,3 1,9 3,5 1,3 3,8 1,2 3,6 1,3 Melhores condições de trabalho 3,0 1,5 3,5 1,2 4,0 1,0 3,7 1,2 Aproximação da zona de residência 2,0 0,6 2,4 1,4 2,5 1,5 2,4 1,4 Projeto de trabalho mais aliciante 3,2 1,3 4,3 0,8 4,3 0,9 4,1 1,0 Instituição ou função de maior prestígio 2,8 1,0 3,2 1,3 3,4 1,3 3,3 1,3 Razões de saúde ou familiares 1,8 1,0 1,7 0,9 1,8 1,0 1,8 0,9 Tabela 13: Motivos de cessação de contrato por iniciativa própria no primeiro emprego na área científica do curso, por ciclo de estudos A esmagadora maioria dos respondentes (licenciaturas: 94% mestrados integrados: 99% mestrados: 94%), que não mantiveram o primeiro emprego na área de formação, estiveram uma única vez em situação de desemprego (não se conhecendo por que período, por não ser questionado) (gráfico 22). Gráfico 22: Situação de desemprego para os que não mantiveram o 1º emprego na área de formação, por ciclo de estudos (Licenciaturas: N=18 Mestrados Integrados: N=70 Mestrados: N=62) 31
32 1.4. Situação Profissional Atual (no momento do inquérito) Situação profissional dos diplomados que obtiveram 1º emprego (mas não mantiveram) No momento do questionário, 60% dos 298 diplomados que não mantiveram o primeiro emprego, encontravam-se empregados (a tempo integral ou parcial). O gráfico 23 revela também que o peso de desempregados é idêntico nos três ciclos de estudos, variando entre os 13% e os 16%. Gráfico 23: Situação profissional, por ciclo de estudos (Licenciaturas: N=84 Mestrados Integrados: N=100 Mestrados:114) Considerando os 178 diplomados empregados, verifica-se que a maioria é trabalhador por conta de outrem, destacando-se, neste caso, os mestrados integrados (com 91.4%). Realça-se ainda que aproximadamente 12% dos respondentes de licenciaturas e mestrados são trabalhadores independentes. Gráfico 24: Situação laboral, por ciclo de estudos (Licenciaturas: N=50 Mestrados Integrados: N=58 Mestrados: N=70) 32
33 No que concerne ao valor dos rendimentos dos diplomados (232: empregados ou estagiários), é possível constatar que cerca de 41% (licenciatura: 58.3% mestrados integrados: 30% mestrados: 40.2%) tem rendimento líquido mensal inferior ou igual a 800 (portanto, abaixo da média nacional 10 ), facto este mais evidente para os licenciados. No que diz respeito aos 2ºs ciclos (mestrados e mestrados integrados), tal como se tinha constatado no estudo do primeiro emprego, os rendimentos destes diplomados registam proporções muito próximas. Gráfico 25: Rendimento líquido mensal, por ciclo de estudos (Licenciaturas: N=60 Mestrados Integrados: N=80 Mestrados: N=92) A análise do tipo de empresa/organização das novas situações profissionais dos respondentes não traz grandes diferenças relativamente à primeira experiência profissional após a conclusão do curso (gráfico 26). As empresas privadas continuam a ser as principais empregadoras dos diplomados da UC. 10 Categorias determinadas tendo como referência o valor médio do rendimento líquido da população empregada por conta de outrem, em Portugal, que era de 808 (dados disponibilizados pelo INE em 2013 dizendo respeito ao último Censos). 33
34 Gráfico 26: Tipo de empresa/organização, por ciclo de estudos (Licenciaturas: N=56 Mestrados Integrados: N=79 Mestrados: N=88 N/R=9) O gráfico 27 revela que apenas 26.7% dos diplomados de licenciatura trabalham na área de formação. A maioria, 48.3%, diz estar em empregos que não requerem formação superior. No caso dos 2ºs ciclos (mestrados e mestrados integrados) a realidade é diferente: as novas situações de emprego destes diplomados são, na sua maioria, na área científica do curso e são poucos os que trabalham em empregos que não requerem formação superior (valores abaixo dos 10%). Gráfico 27: Emprego na área científica do curso, por ciclo de estudos (Licenciaturas: N=60; Mestrados Integrados: N=80; Mestrados: N=92) Em termos globais, no que respeita a expectativas futuras (gráfico 28), para os 754 respondentes (excluindo os desempregados, os estudantes e os estagiários não remunerados), as opções mais salientadas são a permanência na empresa/organização, a perspectiva de progredir na carreira ou de manter a situação atual. 34
35 Gráfico 28: Expectativas futuras relativamente à situação laboral, ciclo de estudos (Licenciaturas: N=189 Mestrados Integrados: N=272 Mestrados: N=293) Desempregados Em cada 100 diplomados respondentes, 27 estavam desempregados no momento em que responderam questionário. O maior número de situações de desemprego verifica-se entre as mulheres (licenciaturas: 62.4% mestrados integrados: 59.8% mestrados: 66.9%). A idade dos diplomados desempregados varia entre os 21 e os 68 anos, sendo a média de 28.9 anos (DP=5.4). Como seria expectável, as idades dos diplomados de cursos de licenciatura e de mestrado integrado são mais baixas, 26.1 anos (DP=6) para o 1º ciclo e 26.7 (DP=3.2) para o mestrado integrado, quando comparadas com as idades dos respondentes de mestrados, cuja média etária é de 28.4 anos (DP=5.1). No que se refere à média de classificação final deste grupo de diplomados, esta varia entre os 12.9 valores (DP=1.4) nas licenciaturas e os 15.6 valores (DP=1.5) nos mestrados. A análise por ciclo de estudos revela que é entre os diplomados de cursos de mestrado que se regista a maior taxa de desemprego, 30.3%. Por sua vez, os cursos de licenciatura atingem uma taxa de 28.2% enquanto os de mestrado integrado fixam-se nos 22%. A unidade orgânica que regista a maior taxa de desemprego é a Faculdade de Letras, atingindo os 44%, em oposição à Faculdade de Medicina cuja proporção de desempregados é de 9.3% (tabela 14). No entanto, a análise desta variável deve ser cuidadosa uma vez que cada unidade orgânica abarca um conjunto de cursos distintos, onde alguns poderão ter mais ou menos saídas profissionais que outros. Outro fator a considerar nesta análise do desemprego é o número de respondentes. 35
36 Unidades Orgânicas Licenciaturas Mestrados Integrados Mestrados Global Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física N Respondentes: 94 (1C: 67 2C: 27) % 22,4% - 33,3% 25,5% Faculdade de Direito N Respondentes: 187 (1C: 141 2C: 46) % 36,2% - 34,8% 35,8% Faculdade de Economia N Respondentes: 255 (1C: 176 2C: 79) % 29,5% - 19,0% 26,3% Faculdade de Farmácia N Respondentes: 110 (1C: 16 MI: 57 2C: 37) % 6,3% 19,3% 8,1% 13,6% Faculdade de Letras N Respondentes: 253 (1C:181 2C: 72) % 40,3% - 54,2% 44,3% Faculdade de Medicina N Respondentes: 108 (MI: 79 2C: 29) % - 2,5% 27,6% 9,3% Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação N Respondentes: 126 (1C: 59 MI: 35 2C: 32) % 20,3% 48,6% 56,3% 37,3% Faculdade de Ciências e Tecnologia N Respondentes: 632 (1C: 275 MI: 201 2C: 156) % 19,6% 25,9% 23,7% 22,6% N Respondentes: 1765 (1C: 915 MI: 372 2C: 478) % 28,2% 22,0% 30,3% 27,5% Tabela 14: Taxas de desemprego, por unidade orgânica e por ciclos de estudos Quando questionados acerca das dificuldades 11 sentidas na obtenção de emprego, os diplomados desempregados, de ambos os ciclos de estudos, referem a fraca oferta de empregos na área científica como o principal motivo (tabela 15). O excesso de diplomados na área é também apontado como um motivo de desemprego entre os respondentes de mestrados integrado. A indisponibilidade de afastamento da residência habitual é o motivo que reúne menor concordância entre os respondentes. 11 Avaliadas segundo uma escala tipo Likert de 5 pontos (1: Discordo Completamente; 2: Discordo; 3: Nem concordo nem discordo; 4: Concordo; 5: Concordo completamente). 36
37 Dificuldades na obtenção de emprego Licenciaturas Mestrados Integrados Mestrados (N=258) (N=80) (N=143) (N=481) Média DP Média DP Média DP Média DP Falta de experiência profissional 3,7 1,1 3,9 1,1 3,2 1,4 3,6 1,2 Fraca oferta de empregos nesta área científica Excesso de licenciados nesta área científica Indisponibilidade para me afastar da residência habitual 4,0 1,0 4,1 0,9 4,2 0,8 4,1 0,9 3,6 1,0 3,9 1,0 3,6 1,1 3,6 1,1 2,1 1,1 1,9 1,0 1,9 1,1 2,0 1,1 Más condições remuneratórias de 3,1 1,1 3,3 1,2 3,0 1,1 3,1 1,1 outras propostas Tabela 15: Dificuldades na obtenção de emprego, por ciclo de estudos (N/R=4) Situação Profissional Atual por Áreas Científicas Com o intuito de perceber se existem áreas científicas com maior (des)emprego entre os diplomados da UC, procedeu-se a uma categorização dos cursos em 10 áreas dominantes: Arquitetura e Construção: compreende cursos relacionados com a Arquitetura e Engenharia Civil; Artes e Humanidades: abrange os cursos da Faculdade de Letras; Ciência da Saúde: inclui os cursos das Faculdades de Medicina e de Farmácia; Ciências da Vida e da Terra: agrupa os cursos do Departamento de Ciências da Vida e do Departamento de Ciências da Terra; Ciências do Desporto: categoriza os cursos respeitantes à área do desporto; Ciências Empresariais: abarca os cursos da Faculdade de Economia relacionados com o mundo empresarial (economia, gestão, relações internacionais, etc.), assim como a licenciatura de Administração Público-Privada da Faculdade de Direito; Ciências Físicas: reúne os cursos relacionados com a Matemática, Física e Química; Ciências Sociais e Direito: neste grupo, incluem-se os cursos de cariz social e humano, como a Sociologia ou a Psicologia, e ainda o Direito; Educação: agrupa todos os cursos de Ensino, bem como as Ciências da Educação; Engenharias e Tecnologia: inclui todos os cursos de engenharias (exceptuando a Engenharia Civil) e os relacionados com as tecnologias da informação. O gráfico 29 distribui as diferentes situações profissionais dos 1765 respondentes por área científica. É possível observar que existem diferenças entre as diversas áreas. A área das Ciências da 37
38 Saúde distingue-se como a que regista a maior taxa de emprego (76.6%), seguindo-se as Engenharias e Tecnologia com 64%. Por outro lado, as Artes e Humanidades destacam-se como a área que regista a maior taxa de desemprego (44.3%). Relativamente à proporção de estudantes, as Ciências Físicas evidenciam-se com uma taxa igual a 56.4%. Estatisticamente existe uma relação entre a área científica dos cursos e a situação profissional dos respondentes, reforçando a ideia de que algumas áreas científicas têm maior tendência para o emprego/desemprego que outras 12. Gráfico 29: Situação profissional por áreas científicas A tabela 16 compreende a análise da situação profissional por área científica e por ciclos de estudo 13. No caso dos diplomados de licenciatura, conclui-se que existe uma maior proporção de respondentes que ainda estuda (50.8%). Desagregando por área científica, verifica-se que esta é uma realidade em todas as áreas excetuando as Artes e Humanidades e as Ciências Sociais e Direito. Destacam se ainda os licenciados das Ciências da Saúde, onde a percentagem de estudantes ultrapassa os 87%. Por sua vez, as áreas das Artes de Humanidades e das Ciências Sociais e Direito registam uma maior proporção de desemprego entre os respondentes, com 40.3 e 38%, respetivamente. Os diplomados de mestrados integrados registam valores mais favoráveis no âmbito do emprego. Cerca de 73% destes respondentes está empregado. Situação que ocorre em quase todas 12 Teste de homogeneidade, grau de confiança de 95%: ET 2= 320,871; p< Deve atender-se sempre ao respetivo número de respondentes. 38
39 as áreas científicas onde se enquadram estes diplomados. No Mestrado Integrado em Psicologia registam-se valores iguais de desemprego e emprego (48.6%). Finalmente, os diplomados de cursos de mestrado destacam-se também no grupo dos empregados, ainda que com um valor inferior aos diplomados de mestrados integrados (60.9%). A área da Arquitetura e Construção, apenas teve 2 respondentes que se dividem pelos grupos dos empregados e dos estudantes. Na área das Artes e Humanidades, regista-se um número maior de desempregados entre os respondentes, correspondendo a 54.2%. A área da Educação, não apresenta estudantes, sendo que o número de respondentes está repartido, equilibradamente, entre empregados e desempregados. Área Arquitetura e Construção Artes e Humanidades Ciências do Desporto Ciências Físicas Ciências da Saúde Ciências Sociais e Direito Ciências da Vida e da Terra Ciências Empresariais Educação Engenharia e Tecnologia Licenciaturas Mestrados Integrados Mestrados Desemp. Emp. Estud. Desemp. Emp. Estud. Desemp. Emp. Estud. N % ,9% 56,1% 6,1% 100% - 50,0% 50,0% 100% N % 40,3% 21,5% 38,1% 100% ,2% 36,1% 9,7% 100% N % 22,4% 28,4% 49,3% 100% ,1% 69,2% 7,7% 100% N % 24,3% 5,4% 70,3% 100% ,1% 61,1% 27,8% 100% N % 6,3% 6,3% 87,5% 100% 9,6% 87,5% 2,9% 100% 16,7% 71,2% 12,1% 100% N % 38,0% 26,6% 35,4% 100% 48,6% 48,6% 2,9% 100% 34,6% 57,7% 7,7% 100% N % 26,6% 7,2% 66,2% 100% ,4% 43,8% 17,8% 100% N % 27,8% 21,7% 50,6% 100% ,5% 78,0% 2,4% 100% N % 13,2% 10,5% 76,3% 100% ,0% 49,0% - 100% N % 8,1% 36,4% 55,6% 100% 20,0% 73,3% 6,7% 100% 4,1% 93,9% 2,0% 100% N % 28,2% 21,0% 50,8% 100% 22,0% 73,1% 4,8% 100% 30,3% 60,9% 8,8% 100% Tabela 16: Situação profissional por áreas científicas e por ciclo de estudos 39
40 1.5. Formação futura na UC Quando questionados acerca da possibilidade de voltarem a inscrever-se numa nova formação na Universidade de Coimbra, os 1240 diplomados empregados ou desempregados (excluem-se os estudantes), respondem maioritariamente que não (61.9%), sendo que, destes, 59.1% encontram-se empregados. Entre aqueles que consideram prosseguir estudos, destacam-se os que referem pretender frequentar programas de doutoramentos (42.4%) e cursos não conferentes de grau (31.4%). Para os 767 diplomados que não pretendem fazer nova formação na UC, esta decisão deve-se, essencialmente, ao facto destes não pretenderem fazer qualquer nova formação (57.5%). Outros motivos apresentados relacionam-se com a proximidade área de residência/trabalho (19.3%) e a vontade de conhecer novos docentes/novas perspetivas (16.2%). Os restantes 7% referem que só não prosseguem estudos na UC por não existir o curso pretendido. Neste contexto são referidos vários cursos, nomeadamente Marketing Digital, Educação Especial, Gestão Ambiental, Mercados Financeiros, Gestão de Ativos, Gestão da Qualidade, Medicina Veterinária, Segurança da Informação, Reabilitação Desportiva, Assessoria de Comunicação, Produção Musical, etc. Por fim, os 1765 respondentes (onde 915 são de licenciaturas, 372 de mestrados integrados e 478 de mestrados) são questionados sobre a possibilidade de receber informações relativamente a novas ofertas formativas na UC e a iniciativas relacionadas com empreendedorismo. No âmbito das ações sobre empreendedorismo, 71.8% afirma querer saber destas iniciativas. A análise por situação profissional revela que, 71.8% dos 485 desempregados, 64.5% dos 755 empregados, e 82.5% dos 525 estudantes, mostram interesse nestas ações de formação. Quanto às ofertas formativas, na sua generalidade as respostas dividem-se: cerca de 51% referem não pretender receber informações, ao contrário dos restantes 49%. 40
41 1.6. Sugestões Entre os 1765 diplomados respondentes, apenas 187 fizeram sugestões ou comentários (licenciaturas: 82 mestrados integrados: 47 mestrados: 58) que se distribuem pelas diferentes unidades orgânicas conforme está na tabela 17. Unidade Orgânica Licenciaturas (N=82) Mestrados Integrados (N=47) Mestrados (N=58) Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física 5-1 Faculdade de Direito 17-3 Faculdade de Economia Faculdade de Farmácia Faculdade de Letras Faculdade de Medicina Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação Faculdade de Ciências e Tecnologia Departamento de Arquitectura Departamento de Ciências da Terra Departamento de Ciências da Vida 6-10 Departamento de Eng. Electrotécnica e de Computadores Departamento de Engenharia Civil Departamento de Engenharia Informática 3-3 Departamento de Engenharia Mecânica Departamento de Engenharia Química Departamento de Física Departamento de Matemática 1-3 Departamento de Química 3-3 Tabela 17: Distribuição do número de sugestões pelas unidades orgânicas/departamento Analisando as 187 sugestões/comentários deixados pelos diplomados, foi possível afetar cada uma delas a uma das sete categorias definidas (gráfico 30): Alterações ao questionário: compreende 16.6% das sugestões e relacionam-se com melhorias ao questionário. Por exemplo, no caso dos diplomados do Mestrado Integrado em Medicina, estes referem que o inquérito deveria ser adequado ao curso dado que este segue um rumo diferente dos demais: ao concluírem o mesmo ingressam automaticamente no internato médico, logo nunca se encontram desempregados após a graduação. 41
42 Adaptação do curso: 3.2% dos diplomados sugerem alterações à oferta formativa na UC, ou mesmo aos cursos, de modo a existir uma melhor adequação à realidade da região ou do país. Alguns, poucos, são favoráveis à integração de disciplinas de língua estrangeira no curso. Gabinete de Saídas Profissionais: com 8% das sugestões/comentários, esta categoria compreende questões relacionadas com o funcionamento do Gabinete de Saídas Profissionais. É possível encontrar um apelo à elaboração de mais feiras de emprego, de mais workshops e conferências sobre a empregabilidade, à criação de uma ferramenta de divulgação de oportunidades de emprego por área científica e ao desenvolvimento de programas de mobilidade nacional/internacional para antigos estudantes/diplomados. Mais prática ou integração de estágio no curso: esta é uma daa categoria com maior destaque, abrangendo 21.4% das sugestões. Neste caso, os diplomados referem que gostariam de ter tido uma maior componente prática ao longo dos mesmos. Muitos sugerem a integração de estágios curriculares no curso. Divulgação/promoção do curso: com 5.9% das sugestões, os diplomados que se enquadram nesta classe referem que gostariam que houvesse uma maior divulgação do curso junto das entidades empregadoras, por julgarem que muitas delas desconhecem as suas competências práticas. Informação complementar: categoria que abarca o maior número de comentários, 42.8%. Grande parte destes comentários remete para aspetos relativos ao percurso profissional ou a reclamações relativamente à situação de desemprego. Outras: esta classe de sugestões, correspondente a 2.1%, inclui aquelas que não se enquadram nas categorias anteriores. Por exemplo, criação de cursos em regime pós-laboral ou cursos de e-learning. 42
43 Gráfico 30: Sugestões ou comentários dos diplomados, por categoria (N=187) 43
44 Conclusão O presente relatório pretende dar continuidade aos estudos, realizados pela Universidade de Coimbra (UC), sobre o trajeto académico e profissional dos seus diplomados. O conhecimento destes percursos assume extrema importância para qualquer instituição do ensino superior, pois permite compreender de que modo é possível potenciar o ingresso dos seus diplomados no mercado de trabalho, e quais os aspetos a desenvolver para a integração de novos estudantes nas suas fileiras formativas. A primeira análise permitiu olhar mais atentamente para os diplomados de 2008/2009, 2009/2010 e 2010/2011. Comparando os dados dos diplomados de 2011/12 com a análise anteriormente realizada, salienta-se uma evolução positiva no que diz respeito à taxa de resposta. Os dados permitem verificar que em 2011/2012 esta taxa se fixou nos 46.1%, contrastando com os valores de 17,6% em 2008/2009, 26.5% em 2009/2010 e 37,5% em 2010/2011. Olhando para a situação profissional dos respondentes de 2011/12, a maioria encontrava-se empregada. Esta tendência mantém-se quando se desagregam os dados por ciclos de estudos. Os resultados de empregabilidade mais favoráveis estão patentes no grupo dos diplomados de Mestrados Integrados, sendo que a sua taxa de emprego é superior às dos restantes diplomados em mais de 12%. A grande maioria dos respondentes que conseguiu o primeiro emprego, após a conclusão do curso, pertence também ao grupo dos diplomados de mestrados integrados. No que diz respeito à obtenção do primeiro emprego, para maioria destes diplomados empregados, este foi conseguido num período inferior a 6 meses após a conclusão do curso, maioritariamente em empresas privadas, portuguesas e predominantemente da região Centro, principalmente através de concursos públicos ou na sequência do estágio curricular/profissional. Percebe-se também que, na grande maioria dos casos, este primeiro emprego desenvolve-se na área científica do curso. É importante realçar que a grande maioria dos diplomados admite não ter sentido dificuldades no que concerne à obtenção ou manutenção do primeiro emprego. Permanecem nesta primeira experiência profissional, em média, de 6 a 12 meses, surgindo como principais motivos para a sua não manutenção, a cessação de contrato e o despedimento por iniciativa própria, essencialmente motivado por perspetivas de trabalho mais aliciantes e melhores condições laborais e salariais. À semelhança do registado para os diplomados dos três anos letivos anteriormente estudados, os diplomados de 2011/2012, também não apresentam diferenças estatisticamente significativas no que respeita à relação entre obtenção de emprego e a participação em programas de intercâmbio e/ou estágios não curriculares ou de Verão, embora se sublinhe que há uma participação reduzida neste tipo de experiências. 44
45 Os diplomados que apresentam maiores dificuldades na conquista de um emprego na área do curso referem a fraca oferta de empregos, o excesso de diplomados na área e a falta de experiência profissional como os seus principais obstáculos. O gráfico 31 corresponde à evolução da taxa de desemprego, entre os diplomados da UC, nos quatro anos letivos estudados até ao momento. Verifica-se uma redução nos valores do desemprego no último ano analisado, e em todos os ciclos de estudo. Em 2011/2012, a taxa de desemprego global desceu cerca de 33 pontos percentuais, relativamente ao ano anterior. É nas licenciaturas que se regista a maior queda (49.2%). Gráfico 31: Evolução da taxa de desemprego entre dos diplomados de 2008/2009 a 2011/2012 A descida verificada nas taxas de desemprego segue a tendência nacional. Segundo o INE (Instituto Nacional de Estatística), a taxa de desemprego em 2013 foi de 16.2% e no primeiro trimestre de 2014 desceu para 15.1%. Note-se que os momentos de inquirição ocorreram precisamente nestes períodos. Os diplomados de 2008/2009, 2009/2010 e de 2010/2011 foram questionados entre novembro de 2012 e abril de 2013, enquanto o período de inquirição dos diplomados de 2011/2012 ocorreu de novembro de 2013 a abril do corrente ano. Na análise por ciclo de estudos, observa-se que a maior taxa de desemprego se regista entre diplomados de cursos de mestrados (30.3%), seguindo-se os de licenciatura (28.2%) e os de mestrado integrado (22%). As áreas das Ciências da Saúde e das Engenharias e Tecnologia registam, respetivamente, as duas maiores taxa de emprego, ao passo que as Artes e Humanidades, a maior taxa de desemprego. Na sua grande maioria, os respondentes defendem que o aprofundamento de conhecimentos e competências é o principal motivo para o prosseguirem os seus estudos, situação que lhes pode vir a conferir valor acrescentado, uma vez que o mercado de trabalho atribui extrema relevância às qualificações adicionais. 45
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